Sunday, 30 March 2008

Disturbios de Fevereiro foram causados pelo aumento da tarifa dos transportes, defende Andrew Soper, Alto Comissario Britanico




O Alto Comissario Britanico em Mocambique, Andrew Soper, defendeu na passada Quinta feira em Maputo que a questao da relacao entre seguranca e desenvolmento e crucial nos dias de hoje pois tanto 'pobres como ricos, querem viver protegidos e em seguranca'. Assegurou que 'isto e verdade no meu pais, o Reino Unido, assim como e no vosso pais, Mocambique. Nos paises em desenvolvimento, as pessoas falam de proteccao e seguranca como um grande preocupacao. todos dizem que e um assunto tao importante quanto e a fome, desemprego e falta de agua potavel segura. falam acerca do medo de ataque, de serem feridos ou de sofrerem abuso fisico, incluindo precisamente nas maos das instituicoes que tem como dever protege-los, ou como resultado de conflito violento e ausencia de lei.'



Para o Alto Comissario Britanico, as pessoas pobres sofrem de forma desproporcional a falta de seguranca. Elas sao fequentemente as mais afectadas por formas directas de violencia, incluindo o crime violento, violencia sexual e violacoes pela policia local e pessoal de seguranca. As mulheres na condicao de pobres sao especialmente vulneraveis. A violencia domestica e uma causa principal de mortes e ferimentos entre mulheres pobres em todo o mundo e as mulheres te maior probabilidade de serem vitimas de violencia sexual do que os homens no lar.



Soper defendeu ainda que a inseguranca nao somente afecta as pessoas. Ela tambem dificulta o clima de investimentos e restringe o fluxo de novos investimentos para o pais. As empresas nao virao criar empregos para um pais que sofre de grave instabilidade interna.



Assim defende o ilustre palestrante, que a seguranca e o desenvolvimento estao ligados. A inseguranca, ausencia de lei, crime e conflito violento estao dentre os maiores obstaculos para a realizacao dos objectivos do Desenvolvimento do Milenio.



Ao que se refere aos acontecimentos de % de Fevereiro o Alto Comissario Britanico afirmou que 'Os disturbios que vimos no sul de Mocambique no inicio de Fevereiro deste ano foram provocados pelo aumento da tarifa dos transportes. os linchamentos que tem ocorrido em Chimoio e Beira nos ultimos meses tambem demonstram os desafios que permanecem nos sectores da justica e seguranca'.



Soper, falava na sessao inaugural do seminario sobre 'Seguranca e desenvolvimento e o papel da sociedade civil; organizado pelo Fomicres, decorrido no hotel VIP em Maputo, entre os dias 27 e 28 de Marco de 2008.

MINISTRO DA DEFESA DE PORTUGAL NO ISPU!


O Ministro de Defesa de Portugal, Prof. Dr. Nuno Severiano Teixeira, proferiu na preterita Quinta feira, no anfiteatro da' 'Politecnica' uma palestra subordinada ao tema: Europa-Africa e os desafios da Seguranca Internacional no mundo globalizado.
Severiano Teixeira, que e doutorado em Historia das Relacoes Internacionais e foi docente nas famosas universidades de California Berkley e Georgetown nos EUA, reafirmou o consenso existente na academia, segundo o qual, 'a seguranca ja nao e o que era. Ou seja que o antigo paradigma que definia a seguranca como apanagio do estado caiu em desuso, tendo sido substituido pelo conceito que o define como seguranca humana, ou estado para as pessoas onde a dignidade da pessoa humana, o respeito pelos direitos humanos, proteccao das liberdades individuais, a saude publica, as pandemias, os problemas ambientais, a problematica do esenvolvimenti economico e societal sao o prato forte.


Assentuou tambem a importancia estrategica da relacao seguranca e desenvolvimento, sendo que, ja nao e possivel separar os dois conceitos, pois trata-se de duas faces da mesma moeda, onde uma nao pode ser alcancada sem a outra. O palestrante demonstrou ao longo da sua alocucao que, de facto, sem desenvolvimento nao pode haver seguranca e, sem esta, nao pode haver desenvolvimento.

Severiano Teixeira defendeu ainda que Portugal e Mocambique, poderiam contribuir de forma exemplar para a seguranca internacional, usando o capital investido em varios anos de cooperacao militar bilateral, tendo citado como exemplo a escola de fuzileiros navais em Mocambique, que se pretende instituir como escola de excelencia para missoes de paz, com reconhecimento e certificacao da Uniao Africana e das Nacoes Unidas.

Para o ilustre orador, a importancia estrategica de Africa reside em quatro pilares:

a) Natureza Social (Custos da pobreza e necessidade de um desenvolvimento sstentatvel);

b) Natureza Politica (Peso politico do continente africano e desenvolvimento de processos de integracao regional e sub-regional);

c) Seguranca Internacional (Ameacas e riscos de natureza transnacional vis-a-vis necessidade de cooperacao internacional); e

d) Economia (Recursos naturais e energeticos -produtos alimentares, biocombustiveis, petroleo, gas).


Severiano Teixeira, dissertou ainda sobre a nova misao das forcas armadas que englobam missoes de interesse publico e a projeccao da paz e estabilidade como pilares importantes da nova doutina militar em vigor.

O palestrante, fez questao de sublinhar o paradoxo em que se encontra o continente africano, pois apesar da sua riqueza, o continente continua pobre e nele existem varios estados falhados, que sao e podem vir a ser potenciais focos de instabilidade e inseguranca internacional, pelo que sugeriu que e urgente a necessidade da criacao de uma capacidade africana para a prevencao, gestao e resolucao de conflitos.

Como nao deixaria de ser, O ministro da defesa de Portugal, chamou a sardinha a sua brasa, ao afirmar que o facto de as duas Cimeiras Africa-Europa terem acontecido durante a Presidencia Europeia de Portugal, sao prova mais do que evidente da vocacao africana da politica externa portuguesa. MA
Foto gentilmente cedida pela Ivone Soares.

Zambezianos celebram tomada de posse de novo bispo!


O Pavilhao do Benfica de Quelimane esteve a arrebentar pelas costuras quando cerca de 4 mil Zambezianos acorreram ao local para testemunhar com pompa e circunstancia a 'coroacao' do novo Bispo da Diocese de Quelimane, Dom Hilario Massinga.

Massinga, e natural de Chidenguele, no provincia Sulista de Gaza, foi durante varios anos bispo de Lichinga, na provincia nortenha de Niassa.

Presenciaram o acto, varias individualidades, dentre as quais se destaca a presenca do Presidente da Assembleia da Republica, Eduardo Mulembwe. Na ocasiao Mulembwe usou da palavra para enaltecer as qualidades do noto timoneiro da igreja da baixa Zambezia.

O anterior bispo da Diocese de Quelimane, Dom Bernardo Filipe Governo reformou a cerca de ano e meio. Durante o interegno o Arcebispo da Beira, Dom Jaime Goncalves assegurou a gestao e o processo de transicao.

A provincia da Zambezia possui duas dioceses: a de Quelimane, que cobre a zona sul e a do Gurue que cobre a zona setentrional da provincia da Zambezia.

Cubanos ja podem ter celulares!


O Presidente Cuban Castro assinou na ultima Sexta Feira, um Decreto Presidencial que autoriza os Cubanos a possuirem telefpones celulares! Ate a data apenas estrangeiros e um pequeno grupo de Cubanos estava a autorizado a usar telefones celulares!

Raul Castro: Cubans can have cell phones

By WILL WEISSERT, Associated Press

HAVANA - First microwaves, now cell phones. Is this the new Cuba? Raul Castro is revolutionizing his brother's island in small but significant ways — the latest in a decree Friday allowing ordinary Cubans to have cell phone service, a luxury previously reserved for the select few. The new president could be betting greater access to such modern gadgets will quell demand for deeper change.

Many Cubans hope cell phones and new appliances are only the beginning for a post-Fidel Castro government that will improve their lives. Communist bureaucracy currently limits everything from Internet access to home ownership.

Could cellular phones in dissidents' hands give state security forces an edge in monitoring their conversations or tracking their movements by satellite? Perhaps, but government opponents — including the few who have cell phones — already assume someone's always listening.
Until now, the only people legally allowed to have a cell plan were foreigners, Cubans working for foreign companies and top government officials. Thousands more illegally use phones registered to foreign friends or relatives.
"Finally. We have waited too long for this," said Elizabeth, a middle-aged housewife waiting in line to pay her home telephone bill. She wouldn't give her last name because she already has a cell phone through a foreign co-worker of her husband.
The new program could put phones in the hands of hundreds of thousands of Cubans, especially those with relatives abroad who send them hard currency. But they will remain out of reach for most on the island because minutes are billed in convertible pesos — which cost Cubans 24 times the regular pesos they are paid in.
"I'd love one!" said Juan Quiala, a retiree living on a $10 monthly pension. "But how am I going to pay for it?"

Zimbabwe's opposition claims early lead/ Oposicao clama vitoria!




O maior partido de oposicao do Zimbabwe, O Movimento para a Mudanca Democratica (MDC)clama estar a vencer as eleicoes no Zimbabwe. O Secretario-Geral do MDC, Tendai Biti, afirmou que contados os votos de Harare e Bulawayo, o seu partido mantem uma margem de lideranca de 67%.


HARARE, Zimbabwe - Zimbabwe's main opposition party is claiming an early lead in elections. The party says it is leading the presidential race against President Robert Mugabe with 67 percent of votes.

Its assessment is based on returns from about a third of polling stations. Secretary-General Tendai Biti of the Movement for Democratic Change says they have won nearly all parliament seats in the main cities of Harare and Bulawayo as well as in some traditional ruling party strongholds.
His announcement defies a warning from security chiefs against any unofficial announcement of election results. The opposition says it fears rigging.

ELEICOES NO ZIMBABWE: QUO VAS DIS?



Zimbabwean opposition Movement for Democratic Change (MDC) leader Morgan Tsvangirai addresses his supporters at an election rally in his home town of Buhera. Photograph: Bishop Asare/EPA
A former trade union leader, Morgan Tsvangirai heads the larger faction of the Movement for Democratic Change (MDC). Tsvangirai's MDC came close to winning power in parliamentary elections in 2000 and in a presidential vote in 2002.
Tsvangirai's credentials, however, were questioned after a serious split in MDC ranks in 2005, when he overruled a decision by the party's leadership to take part in elections for the senate and ordered a boycott.
Tsvangirai seemed a fading force after the MDC split, but has emerged as a strong challenger in this year's election. He grew in stature when he was badly beaten last year after taking part in a prayer meeting that police claimed was illegal.
Mugabe said the veteran trade unionist "deserved" his treatment for disobeying police orders, but pictures of a battered Tsvangirai only improved his reputation as a man courageous enough to stand up to an increasingly ruthless ruler.
The government accused Tsvangirai of plotting to kill Mugabe ahead of the controversial 2002 elections with the prosecution's case resting on the testimony of Ari Ben-Menashe, a Canada-based consultant.
Menashe testified that in a secretly filmed meeting in December 2001, Tsvangirai asked him to arrange Mugabe's assassination. The defence team said the tape was doctored as part of a plot to entrap Tsvangirai and the court subsequently acquitted Tsvangirai of the treason charges.
Before embarking on a political career, Tsvangirai used to be an official in Mugabe's Zanu-PF party and was plant foreman of the Bindura nickel mine for 10 years. Elected secretary general of the Zimbabwe Congress of Trade Unions in 1988, Tsvangirai became increasingly active in politics as the economy deteriorated. In www.guardian.co.uk

Friday, 28 March 2008

Seguranca publica em debate!

Decorre de 27 a 28 de Marco na cidade de Maputo uma conferencia subordinada ao tema 'O papel da Sociedade Civil na provisao da Seguranca Publica nos processos de desenvolvimento'. O seminario e organizado pela FOMICRES e patrocinado pelo Alto Comissariado britanico.

Thursday, 27 March 2008

Dear Manuel,
Just a short message to let you know that we still have a few places left in the new thematic e-learning courses "Mainstreaming Human Rights" and "Terrorism, Human Rights and Human Security", which will both start next week. Instructor for both courses is Gerd Oberleitner.If you are interested in the course(s), please send me an e-mail and we will register you.
All the best,-Frank Frank ElbersDistance Learning Programme, HREA

http://www.hrea.org/courses/ -------------- HREA Distance Learning Course 1T08:

Mainstreaming Human Rights 31 March-15 June 2008 Instructor: Dr. Gerd Oberleitner

In 1997, United Nations Secretary-General Kofi Annan (in his report "Renewing the United Nations: A Programme for Reform") designated human rights as a "cross-cutting issue" for the whole United Nations (UN) system and asked for human rights to be "mainstreamed" into the programmes, policies and activities of all UN specialised agencies, programmes and funds. This proved to be a system-wide and ongoing challenge for the UN system, the results of which are both potentially far-reaching and little understood. A decade after the Secretary-General's call it is time to take stock of the achievements, failures and challenges of mainstreaming human rights in the UN. This course will critically trace and evaluate the results of the Secretary-General's proposal, compare the different approaches taken by members of the "UN family" and note their experiences. After all, their response to mainstreaming is uneven, with some embracing the idea, some struggling with it and others eschewing it altogether. Despite numerous pledges to mainstream human rights, the very term still lacks conceptual clarity, and misunderstandings and disagreements as to both the process and its desired outcome remain. The obstacles to successfully mainstream human rights are plentiful and its practical requirements demanding. What do we learn, ten years on, from the experiences made by UN specialised agencies, programmes and funds? Is mainstreaming a beneficial process worth pursing? What are the prerequisites for successfully mainstreaming human rights? How does mainstreaming change institutions; and does it also change our perception of human rights? These are some of the questions the course seeks to answer. A more detailed course description, further logistical information, and application forms can be found at: http://www.hrea.org/index.php?base_id=281 . --------- HREA Distance Learning Course 2T08: Terrorism, Human Rights and Human Security 31 March-15 June 2008 Instructor: Dr. Gerd Oberleitner While we are inundated with news on terrorism, we often lack the time to reflect, in an informed way, on the impact which both terrorism and counter-terrorism have on our rights and security. This thematic course aims at looking beyond the headlines and taking a step back from the information overload on terrorist threats and acts. It provides space for learning more about terrorism as a phenomenon and on different ways of responding to terrorism. By way of introduction, the course will trace the history, causes and manifestations of terrorism. We will consider the place of terrorism in human rights law, international humanitarian law and international criminal law and discuss terrorism as a human rights violation. Based on recent studies and research, and making use of selected case studies, the course will assess and reflect on the changes the 'War on Terrorism' has brought about for human rights and human security. We will critically assess responses to terrorism - by international organisations, intelligence services and courts and trough diplomacy, criminal investigations, military action, etc. - from a human rights perspective. Detaining suspected terrorists, allowing for "robust" interrogation techniques, ordering extra-ordinary renditions, compiling 'terrorist lists', conducting 'targeted killings', restricting freedom of expression and access to information - how do such measures fare against human rights standards? Which measures overstep the boundaries of human rights and what, exactly, are the issues at stake? Finally, we will seek to draw some lessons and reflect on some broader - and contested - issues: what does 'security' mean after 9/11? How can human rights and security demands be reconciled, and is security itself a human right? Is there a need to re-conceptualise human rights so as to be more responsive to security concerns? A more detailed course description, further logistical information, and application forms can be found at: http://www.hrea.org/index.php?base_id=279 .

Frelimo e RUE dão 76% de execução do
plano da edilidade
· Mas Pio Matos, edil de Quelimane, diz que esta apreciação é deles e não mexe
com o seu executivo

O nosso correspondente na Zambezia, Antonio Zefanias enviou-nos um apontamento no qual afirma que membros das duas bancadas na assembleia municipal de Quelimane, Frelimo e Renamo-União Eleitoral, dão apenas 76% de cumprimento do plano de actividades do Conselho Municipal de Quelimane, sob égide de Pio Augusto Matos.

Mesmo sabendo que há dificuldades de fundos, os membros das duas bancadas dizem que a
edilidade deveria fazer muito mais do que fez até agora. De entre tantos fracassos, apontam-se a não conclusão na reabilitação de algumas vias de acesso nos bairros suburbanos desta cidade, o desabamento de pontes e pontecas o que inviabiliza o trânsito de pessoas e bens, entre outras actividades que ficaram ainda por cumprir.

Falando a margem da XIX Ordinária da Assembleia Municipal que teve lugar esta quinta-feira,
Armando Chacunda, chefe da bancada da Frelimo, que é a maioria, diz que a edilidade deveria fazer muitos mais, embora reconheça que a falta de fundos seja motivo principal.
De acordo com Chacunda, há actividades que deveriam ser cumpridas sem grandes custos, ou
seja, algumas delas, tais como o desabamento de algumas pontecas deveram-se ao desleixo da edilidade, deixando tudo para última hora e como resultado, isto tudo reflecte-se no não cumprimento na integra do plano de actividades que havia sido desehando para este mandato, que está a poucos meses do fim.

Num outro desenvolvimento, o chfe da bancada da Frelimo sublinhou que os munícipes nunca ficarão satisfeitos com os cerca de 76% de execução das actividades da edilidade. Todavia, a fonte apelou ao executivo de Matos para acelerar o passo e dai resolver as inúmeras questões que assolam os munícipes.

Entretanto, a bancada parlamentar da Remano-União Eleitoral (RUE), também não fugiu a
regra, disse na ocasião que a edilidade deveria fazer muito mais, visto que o munícipes de Quelimane precisam de muito mais. Para fazer fé as suas inquietações, a bancada da
RUE na assembleia municipal apontou várias questões, tais como a estradas, aliás este crónico problema que não pára de ser falado e que a solução tarda chegar. Noé Mavereca, da RUE, diz que a cidade de Quelimane, saiu do mal e agora está no pior. Mavereca, pediu a edilidade para que importe navios para circularem na cidade de Quelimane, visto que as viaturas perderam o espaço devido as péssimas condições de estradas.

A frieza de Matos

No meio destas lamentações todas apresentadas pelos membros da assembleia municipal de
Quelimane, viu-se a frieza de Pio Matos, presidente do Conselho Municipal. Matos, diz que esta
avaliação percentual cabe aos membros daquele órgão legislativos e não toca a edilidade, visto que de acordo com o edil, há muita coisa que foi feita e que não se conseguirá medir em percentagem, porque não é momento próprio. De acordo ainda com Pio Matos, estas coisas de
percentagens, podem não ser as mais adequadas numa governação, principalmente quando é para medir o cumprimento das actividades de qualquer que seja. Para ele, o mais importante é que tudo que foi levantado, revela algum trabalho visível a ser feito pela edilidade, o que
é segundo ele, algo de salutar.
Num outro desenvolvimento, o edil de Quelimane, fez saber que não desta que se deve medir em termos percentuais daquilo que foi feito pelo Conselho Municipal, visto que foram realizadas actividades que não estavam planificadas, mas como eram preocupações dos munícipes, a
edilidade foi satisfazendo e isto não tem percentagem porque no plano que os membros da assembleia municipal tem, não estavam previstas estas actividades.
Questionado se ele e o seu executivo estariam em condições de vencer a baltalha de satisfazer os munícipes em acções, Pio Matos diz que “vencer não significa fazer tudo, mas sim marcar passos para frente”- estivemos a citar as palavras do edil de Quelimane, que considerou de rotineiras as questões apresentadas nesta XIX Sessão Ordinária que foi apenas de um dia.

(António Zefanias)

Redução dos índices da pobreza na Zambézia: Resultados do PARPA II mostram o contrario

O nosso correspondente na Zambezia, Artur Cassambay, enviou-nos uma nota sobre a avaliacao do grau de implementacao do PARPA II para 2006, que partilhamos com o prexado leitor.

De acordo com Cassambay, o relatorio acima referido afirma que o índice da pobreza humana na província da Zambézia, tem vindo a aumentar, com cerca de dois milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. O estudo de monitoria do orçamento de implementação do PARPA II do ano de 2006, para o caso da província da Zambézia em particular, dá conta que trata-se de um grupo maioritário que vive em condições de privacidade humana extrema, com variáveis de sobrevivência de conhecimento e de necessidades básicas.

No que diz respeito a sobrevivência da população, o relatorio estima-se que cerca de
70% da população possui uma esperança de vida de 40 anos de idade. Por outro lado, em termos de densevolvimento, a província da Zambézia é considerada como a que apresenta o nivel mais baixo no país.

O relatorio aponta que as mulheres têm uma esperança da vida de 38 anos de idade, enquanto que os homens apresentam uma esperanca de vida de 36 anos. Ainda de acordo com o documento, cerca de 70% da população zambeziana é analfabeta e 73% não tem um padrão de vida adequado devido a falta de acesso a água potável, saneamento do meio, serviços de saúde e educação.

O relatorio defende que a província da Zambézia apresenta os níveis de alfabetização mais baixos do pais.

Nota ainda que no seio da população desta província há uma enorme discrepância no nível educacional entre homens e mulheres, ou seja, 46.8% homens contra 15% mulheres.
Para o homem urbano, o nível de alfabetização é 1.7% maior do que o homem rural, enquanto que as mulheres urbanas são 3.5% vezes menos analfabetas do que as rurais.

A expansão das áreas de cultivo por agregado familiar e o aumento de produção de culturas de rendimento nomeadamente cujú, o algodão, o chá e pecuária, e visto como uma possivel solucao, pois poderá de certa forma contribuir para o melhoramento dos níveis de consumo médios e, consequentemente a redução da pobreza local.

(Artur Cassambay)

Canal de Opiniao: Carlos Cardoso (1997)


O Canal de Mocambique, publica na sua edicao de hoje, um artigo do assassinado jornalista Carlos Cardoso, que pela sua importancia o publicamos com a devida venia:

Guebuza não

V
ia Ripua, mais uma vez passamos a conhecer assuntos intestinais do partido Frelimo, discutidos, em surdina lá dentro. Desta vez, é a sucessão de Chissano. Ripua quer Guebuza. Já o tinha proposto Primeiro-Ministro. Na nossa opinião Guebuza não. O nosso parecer assenta em dois factores: 1. As pessoas têm medo de Guebuza. 2. Ele foi, talvez por uma razão de causa e efeito o primeiro factor, um dos ministros mais incompetentes a passar pela governação da Frelimo. Onde tocou, estragou. Vamos à questão do medo. É verdade que Chissano tem gerido a presidência com grau de hesitação, por vezes prejudicial para o país. Mas com ele na presidência desde 1986 Moçambique foi praticando níveis de liberdade de expressão. E hoje está bem evidente quanto melhorou na governação a pauta aduaneira por exemplo, fruto do uso crescente dessa liberdade. Via debate, o país foi encurtando o caminho para consensos e assim se arranjaram algumas soluções. Moçambique precisa, pois, de um presidente, cuja personalidade, ainda que menos hesitante do que a de Chissano seja pelo menos tão aberta ao diálogo como a dele. Guebuza tem sido o contrário disso. As pessoas calam-se por causa dele. Não tem nem um décimo da postura de Chissano no tocante a aceitação de crítica contra ele. A governação do país ficaria seriamente prejudicada com um presidente inspirador de-temor-e revolta-entre os cidadãos. Em segundo, mas não menos importante, lugar, a questão da incompetência. Armando Guebuza tem sido mau gestor da coisa pública. Como Governador de Sofala pôs em perigo o relacionamento com Portugal. Como ministro do Interior, adoptou para a operação produção, um método que anulou qualquer hipótese para a concretização das intenções que lhe deram vida (pese as responsabilidades do presidente Samora Machel numa conceptualização apressada do programa). E nos transportes Guebuza cruzou os braços perante o alastramento impetuoso do roubo e da corrupção, levando entre outros males, a uma quebra terrível do tráfego via porto de Maputo e ao desmoronamento quase irreversível da LAM. No partido Frelimo há outros sucessores possíveis para Chissano, apesar de nenhum deles, depois da morte de Samora Machel, ter defendido o país, contra a pilhagem desenfreada das nossas riquezas, tem no seu CV muitos mais méritos do que Guebuza para o cargo do PR. Por outras palavras, a transição pós-Chissano pode ser pacífica. Mas, a escolha final é a dos eleitores. Pelo menos enquanto Guebuza não for PR. (In «Metical» de 15 de Julho de 1997, Carlos Cardoso) (*) Publicação a título póstumo. O autor foi assassinado a 22 de Novembro de 2000

Ministro português na “A Politécnica”

O MINISTRO da Defesa Nacional de Portugal, Nuno Severiano Teixeira, doutor em História das Relações Internacionais e director do Instituto Nacional do seu país, que se encontra em Moçambique no âmbito da visita de Estado do presidente Cavaco Silva, vai, hoje, pelas 18 horas, pronunciar uma conferência na Universidade Politécnica (ex-ISPU), subordinada ao tema “Europa/África e os Desafios à Segurança Internacional”.
In Notícias

Com nomeacao de novo ministro da defesa- Equilibrio etnico re-estabelecido!


Trata-se de Filipe Nhussi, ex-administrador executivo dos CFM

O Presidente da Republica, Armando Guebuza, restabeleceu o equilibrio etnico na gestao do poder em Mocambique, ao exonerar ontem Tobias Dai, do cargo de Ministro da Defesa Nacional, e ao nomear em despacho separado, Filipe Jacinto Nhussi, de 49 anos para o mesmo cargo.

Esta nomeacao ocorre um ano depois das explosoes nos paiois de Malhazine, que vitimaram mais de 100 cidadaos nacionais e destruiram varias residencias e bens economicos. Desde entao, a opiniao publica nacional tem vindo a pedir a cabeca de Dai, por sinal cunhado do chefe de estado.

A nomeacao do novo timoneiro ocorre uma semana depois de Guebuza ter mandado para a reserva o Chefe e Vice-Chefe do Estado Maior das Forcas Armadas de Defesa de Mocambique, nomeadamente, General Lagos Lidimo e Tenente General Mateus Ngonhamo.

A nomeacao de Nhussi, vem restituir o equilibrio na gestao etnica do poder em Mocambique, desiquilibrado semana passada com a passagem a reforma do General Lagos Lidimo.

Observadores atentos a politica mocambicana argumentavam que a saida de Lidimo das forcas armadas, nao era bem vista pelos macondes, uma etnia que se notabilizou na luta de libertacao de Mocambique, e que desde a independencia nacional tem dominado as hierarqias militares no ministerio da defesa. A substituicao de Lidimo (Maconde) por Paulino Macaringue (Ronga-Changana), desiquilibrava a correlacao de forcas e a balanca de poder etnico-politico, pelo que a nomeacao de Nhussi (Maconde), vem restabelecer. Lembre-se que Alberto Chipande (Maconde), foi Mnistro da Defesa Nacional de 1975 ate a decada 1990.

Em Mocambique: nomeacao de novo ministro dos negocios estrangeiros e uma oportunidade que deve ser explorada para lancar a imagem do pais no exterior!

Defende Alex Vines, Director para Africa do Instituto Real Britnico para Assuntos Internacionais

Vines defendeu esta tese numa palestra proferida ontem a tarde, nas instalacoes do Centro de Conferencias Joaquim Chissano, na Cidade de Maputo.

Na ocasiao, o palestrante que dissertava sobre 'Integracao Regional na Africa Austral: Desafios e Oportunidades', defendeu que a imagem de Mocambique na arena internacional ficou ofuscada, devido a pouca actuacao e visibilidade do pais em assuntos de caracter internacional nos ultimos anos, tendo constatado que a nomeacao de um novo ministro dos negocios estrangeiros, pode ser vista como uma oportunidade impar para mudar a face do pais no exterior.

Vines, argumentou, dando como exemplo o caso da negociacao dos Acordos de Parceria Economica, que os interesses nacionais de Mocambique eram distintos e de alguma forma conflictuantes com os da Africa do Sul. O facto de a Africa do Sul ter negociado um acordo bilateral de parceria com a Uniao Europeia acrescido ao facto de se ter juntado a iniciativa de paises como a India e a China, mostram que a Africa do Sul tem uma agenda mais comum com os paises de renda media, do que com paises de renda baixa como Mocambique.

Respondendo a uma pergunta colocada por um dos participantes, Vines recordou e enalteceu o papel crucial que Mocambique desempenhou na independencia do Zimbabwe, tendo destacado a contribuicao de Fernando Honwana, na altura assessor do presidente Samora Machel, nos acordos de Lancaster House.

Vines reconheceu ainda que o governo de Blair, ao optar por uma diplomacia de barulho ou publica em relacao ao Zimbabwe, diminuiu as suas possibilidades de desempenhar um papel construtivo no processo de transicao no Zimbabwe.

Chatham House e ISRI lancam cooperacao!

O Instituto Real Britanico para Assuntos Internacionais, mais conhecido nas lides diplomaticas por Chatam House, acaba de rubricar um acordo de cooperacao com Instituto Superior e Relacoes Internacionais. O acordo visa promover debates sobre assuntos relevantes para as politicas externas quer de Mocambique quer do Reno Unido.

Para o efito encontra-se me Maputo desde ontem, o director para Africa do Chatham, Alex Vines. Ainda ontem, dia da sua chegada a Maputo, Vines orientou uma palestra no Centro de Conferencias Joaquim Chissano, subordinada ao tema: Desafios da Integracao Regional na SADC, que contou com a presenca de docente e discentes do ISRI, do Alto Comissario Britanico em Mocambique, do Director da British Council em Mocambique bem como de deputados da Comissao de Relacoes Internacionais da Assembleia da Republica.

Zimbabwe: Filho engravida mae!





Um amigo enviou-me um historia sordida, publicada num jornal Zimbabweano segundo a qual uma mulher zimbabweana esta gravida do seu proprio filho, 17 anos mais novo! Betty Mbereko de 40 anos de idade tem estado a coabitar com seu filho Faray de 23 anos de idade! Betty afirma que tem o direito de coabitar com o filho, pois depois da morte do marido ela fez todos os sacrificios para manda-lo a escola. Dai que agora que ele se formou ela nao permitira que outra mulher tire os dividendos de tant sacrificio!


Para mais detalhes, segue a historia publicada pelo The Weekend Tribune.


Gordon Chavunduka, presidente da Associacao dos Medicos Tradicionais do Zimbabwe, e que tambem foi reitor da Universidade do Zimbabwe, afirmou que este nao se tratava do prmeiro caso no Zimbabwe!



MASVINGO - In a development that has shocked many people in Masvingo,a Mwenezi widow has been made pregnant by her son, whom she says shenow wants to marry. Betty Mbereko (40), who was widowed 12 years ago,has been cohabiting with her first child Farai Mbereko (23), and saysshe prefers him to her late husband's young brothers.Now six months pregnant, Betty said she had decided that it wasbetter to "marry" Farai because she did not want to marry her latehusband's young brothers, whom she said were coveting her. The twoappeared before a village court last week and Betty stunned thevillagers when she said the love affair with her son had begun threeyears earlier. The Weekend Tribune attended the court session whereBetty poured out her love for her son, who is 17 years her junior.She said after spending a lot of money sending Farai to schoolfollowing the death of her husband, she felt she had the right to hismoney and no other woman was entitled to it. "Look, I strove aloneto send my son to school and no one helped me. Now you see that my sonis working and you are accusing me of doing something which isunheard of. Let me enjoy the products of my sweat," she told thevillage court.Betty added that marriage was an agreement between two people and noone was supposed to interfere. She even accused her late husband'syoung brothers of wanting to victimise her son, saying they alsowanted to marry her.Farai admitted that he was more than prepared to marry his mother andwould pay off the lobola balance his father had left unpaid to hisgrandparents. "I know my father died before he finished paying thebride price and I am prepared to pay it off," he said. He, however,admitted that his grandparents who referred his issue to his uncleshad advised that it was taboo for a son to marry his mother. "It isbetter to publicise what is happening because people should knowthat I am the one who made my mother pregnant. Otherwise they willaccuse her of promiscuity," he said.He added that it was better for him to marry his mother becausethey understood each other well. "I have been living with my mothersince I was young and I know we can have a fruitful futuretogether," he added. In Shona and many other cultures the two are notsupposed to have any sexual relationship. However, the two vowed tomarry despite that everyone else was against the idea. "We cannotallow this to happen in our village, mashura chaiwo aya, (This is abad omen indeed)"said local headman Nathan Muputirwa. "In the past ifsuch a thing happened, they would have to be killed but today wecannot do it because we are afraid of the police," he said.He warned the two to either break their marriage or leave his villageimmediately. Mother and son chose the latter option. They have since left the village for an unknown destination. Zimbabwe National Traditional Healers Association ZINATHA) president Gordon Chavunduka said he had also heard of many cases where mother and son were havingprivate love affairs. "Mother and son love relations are there but many are doing it privately," said Chavunduka. He added that it is taboo for society to accept those marriages but the situation is difficult to curb since modern people are no longer respecting their culture. "I only want to warn those who think theyare wise enough to defy their cultural regulations that a lot of evilspells are following them," he said.

Tuesday, 25 March 2008

PONTE PARA O LUGELA QUASE PRONTA!

Durante a nossa estadia em Mocuba podemos verificar com agrado, que as obras de construcao da ponte sobre o rio Lugela encontram-se na recta final, apesar do atraso de quase seis meses!

Nao resistimos a tentacao de colocar o nosso pe naquela imponente obra prima, que facilitara a vida de muitos compatriotas e espera-se sirva de alavanca para o desenvolvimento do distrito de Lugela!

Oxala mais estradas e pontes sejam contruidas para ligar este Mocambique de les a les!

Um abraco,

MA

Monday, 24 March 2008

Para quando a asfaltagem da estrada Malei-Pebane?

Na sessao passada da Assembleia da Republica, o Ministro da Energia, Salvador Namburete, coadjuvado pelo das Financas, Manuel Chang e um ilustre deputado representante desta provincia, afirmaram de viva voz, inter alia, que a provincia da Zambezia tinha a rede rodoviaria mais desenvolvida do pais! Refiz o meu TPC, e para desgraca dos ilustres, vi que nao poderia estar mais perto da verdade e eles, coitados, quao longe dela!

Na altura, como se diz em giria popular, 'cai de quatro, pois das duas uma: ou os ministros e o ilustre deputado estavam a falar de uma outra provincia da Zambezia, situada num outro pais que nao Mocambique, ou entao estavam pura e simplesmente a faltar a verdade- o que e dupla e extremamente grave! 'Duplamente grave porque sao ilustres figuras representantes do nosso estado, e em segundo lugar porque o fizeram na magna Casa do Povo!

Durante a minha curta visita de rotina a provincia, desloquei-me no preterito fim de semana a alguns distritos, para inter alia, inteirar-me do estado das estradas, pois poderia acontecer que durante a sessao, obras de envergadura tivessem tido lugar, fazendo com que involuntariamente, faltasse a verdade!

Sai de Maputo, ou melhor, deveria ter saido da cidade de Maputo as 11.00 horas de Sexta feira (Santa), dia 21 de Marco de 2007, e esperava aterrar em Quelimane cerca das 12.30 horas a tempo de almocar com a familia e de participar na Via Sacra na missao que me viu nascer-a Missao dos Santos Anjos de Coalane.

Infelizmente as contas das LAM (Late And Maybe) como dizem os meus amigos britanicos, eram outras. Marcado para as 11.00 da manha, o voo so sairia de Maputo cerca das 21.00 horas, chegando a Cidade de Quelimane as 22.30!

Pelo adiantar da hora nada mais tive que fazer senao recolher aos aposentos! No Sabado de manha, dia 22 de Marco, nao me fiz de rogado e ao volante da Izuzu, caminhei em direccao a Mocuba e depois a Maganja da Costa.

Percorridos os primeiros 70 kms nada de grave poderia ter notado, pois a estrada, de facto se parece com as descritas pelos ilustres governantes coadjuvados pelo ilustre deputado. Mas depois de namacurra inicia a estrada construida de raiz pela Tamega. nao precisamos de ser engenheiros de construcao para notar que algo vai mal naquela rodocia! A camada de alcatrao ou asfalto e tao fina que a minima friccao podera deixar de fazer parte daquela rodovia! E caso para perguntar quem fiscaliza as obras da Tamega?

Quando cheguei a Malei, vindo de Mocuba, virei a esquerda, em direccao a Maganja da Costa! Ai e o que busil comeca!

A ponte metalica, que o ano passado impossibilitou o uso daquela via por tres meses, continua a contribuir para o fluxo Maganja-Pebane e vice versa. Apesar de transitavel, ha anos que esta via de terra batida e ''saibro necessita de manutencao e porque nao de asfalto! Pebane e um polo de desenvolvimento turistico. A Maganja da Costa, tem um potencial agro-ecologico e florestal de fazer inveja a qualquer alma humana. A piscicultura e uma actividade em franco desenvolvimento. A cultura do arroz na localidade de Nante, as aguas quentes, o Raraga com o seu esplendor infindavel, o potencial algodoeiro de Mocubela, as belas praias de Pebane ha muito que merecem um tratamento especial, e quica uma rodovia asfaltada!

Os habitantes destas regioes esquecidas de Mocambique clamam por um futuro condigno! Mas sem asfalto esse potencial continuara adormecido! E a pobreza absoluta continuara teimando em fazer parte desta parcela do pais!

Para quando a asfaltagem da estrada Malei-Pebane?

Um abraco,

MA

Mocuba-Quem te viu, e quem te ve!

Ontem, 23 de Marco de 2007 visitei os distritos de Mocuba e da Maganja da Costa. Na presente postagem partilharia convosco o que vi e senti quando visitei Mocuba: uma cidade orfa, abandonada e cabisbaixa!

Vi uma Mocuba triste. triste porque abandonada por aqueles que tem a obrigacao moral e natural de tomarem conta dela. Vi, uma cidade delapidade e em continuo estado de degradacao, uma prova inequivoca de que os que tomam conta dela ou nao a conhecem ou entao nao tem a capacidade e pujanca necessarias para dela tomarem conta. A edilidade local, essa parece ter-se demitido das suas funcoes. A erosao continua a galgar terreno, o que demonstra uma incapacidade gritante por parte da edilidade local de lidar com o problema da erosao que assola aquela urbe ha varios anos. Como se isso nao fosse o suficiente, a construtora Tamega, responsavel por parte consideravel do projecto de construcao de raiz da estrada Namacurra-Alto Ligonha, decidiu vao ja meses, escavar a rua principal da edilidade em mais de um metro de profundidade, impossibilitando desta forma a transitabilidade daquela arteria!

A piscina local, essa obra prima que muito orgulhava os Mocubenses, e quica os zambezianos e amigos da zambezia, continua a sonhar com o dia em que foi o cartao de visitas da urbe! Ainda me lembro dos dias em que, apesar da guerra, dezenas senao mesmo centenas de jovens quelimanenses arriscavam suas vidas para se deliciarem com uma noite dancante na discoteca local, afunilada entre os bancos da piscina!

Coisas d'outrora que vale a pena recordar! Mocuba, quem te viu e quem te ve!

Saturday, 22 March 2008

NOSSA HOMENAGEM AS VITIMAS DE MALHAZINE!

Ha exactamente um ano, a 22 de Marco de 2007 mais de 100 compatriotas perderam a vida e cerca de 500 contrairam ferimentos em Malhazine, devido a explosao do paiol. Relatorios publicados sobre o assunto indicaram a ma gestao, negligencia e erro humano como provaveis causas.

As vitimas e suas enlutadas familias apresentamos a nossa singela homenagem!

Apelamos para a publicacao na integra do relatorio da comissao de inquerito instituido pelo Presidente da Republica, e exijimos que os responsaveis sejam trazidos a justica para que respondam no minimo pelo crime de negligencia!

Um abraco,
MA

Estrada Namacurra-Macuse em situacao deploravel!

Hoje, 22 de Marco de 2007, visitei os distritos de Nicoadala e Namacurra. Em Namacurra pude visitar a localidade de Macuse, onde constatei o estado avancado da degradacao da estrada numero R643, que liga a sede do distrito de Namacurra a localidade de Macuse, bem como o estado desolador em que se encontra a outrora belissima paisagem do coqueiral Macusense, devido a continua expansao do amarelecimento letal dos palmares da ex-companhia Boror, actualmente propriedade da companhia Madal.

No troco Namacurra-Macuse, para alem da existencia de buracos e pocas de agua no eixo principal da via, registam-se varias interrupcoes, uma vez que as obras iniciadas para a construcao de pontes pela empresa VER CONSTRUCOES, encontram-se paralizadas ha mais de tres meses, por falta de material. Uma fonte por nos contactada informou-nos que o dono da empresa viajou a Maputo, ha cerca de duas semanas e desde essa altura nao tem qualquer informacao sobre o seu eventual regresso, ou entao sobre quando receberao o material em falta!

A reabilitacao da estrada iniciou a 16 de Julho de 2007 e deveria ter terminado a 17.12.07 e e financiada pelo Oitavo Fundo de Desenvolvimento da Uniao Europeia com 1.642.100.00 mts. A obra e fiscalizada pela Scott Wilson. Contudo ate a data a obra encontra-se a meio e a estrada encontra-se em situacao deploravel!

Mais uma batata quente para o Governo do Governador Muaria, que segundo fontes publicas esteve recentemente de visita a localidade de Macuse! Aguardamos a tomada de medidas energicas para a solucao desta situcao anomala, pois a populacao de Macuse merece outra sorte e os contribuintes dos paises da Uniao Europeia merecem mais respeito pelos sacrificios que fazem para apoiar com os seus impostos a reconstrucao de paises em desenvolvimento.

Um abraco,

MA

Governador da Zambezia exonera tres administradores distritais

Ecoando a onda de exoneracoes a nivel central, o governador da Zambezia, Carvalho Muaria, exonerou os administradores de Mopeia, Gile e Chinde. Trata-se de Abrista Mujuaride, Jose Cherequejane e Rosario Jonasse. Caso para dizer, quando Maputo espirra, Zambezia apanha gripe!

O que tera levado a exoneracao destes dirigentes de nivel distrital? Prometemos apresentar algumas hipoteses nas proximas edicoes!

Algumas fontes bem situadas avancam a possibilidade de o actual administrador de Milange, Francisco Mote vir a dirigir o agora problematico distrito de Gile.

Um abraco,

MA

Wednesday, 19 March 2008

Regresso a blogosfera

Durante mais de uma semana fora andei fora da blogosfera em vertude de estar a participar na organizacao de uma conferencia international sobre a proliferacao de armas ligeiras e de pequeno porte.

As minhas sinceras desculpas aos visitantes da pagina. Prometo actualiza-la.

Um abraco,

Manuel de Araujo

Monday, 10 March 2008

Terramoto no elenco da Mana Luisa!

A Rádio Moçambique divulgou um comunicado no qual anunciava a exoneracao pelo Presidente da República, dos seguintes ministros: Alcinda Abreu dos Negócios Estrangeiros, Esperança Machavela da Justica, António Munguambe dos Transportes e Comunicações, Luciano de Castro da Coordenação da Acção Ambiental. Para os seus lugares, foram nomeados, respectivamente, Oldemiro Balói, Benvinda Levi, Paulo Zucula e Alcinda Abreu. Guebuza nomeou o Eng. Paulo Zucula para o problematico sector dos transportes e comunicacoes. a Dra Benvinda Levi, actual directora do Centro de Formação Jurídica e Judicial para o Ministerio da Justica e Alcinda Abreu para a Coordenacao da Accao Ambiental.

Saudamos o regresso de Paulo Zucula e Oldemiro Baloi para a primeira linha de governacao. Zucula provou quer no INGC, quer nos corredores de desenvolvimento ou na FDC ser homem humilde e de pouca conversa! Baloi nos tempos da cooperacao tambem mostrou trabalho quando substituiu Veloso na area da cooperacao! Quanto a mana Alcinda, a democao nao deve ter sido facil de digerir! Sair da diplomacia para os ambientes e lixos nao e nada facil! As nossas comiseracoes patrioticas! Mas como dizem os franceses, ce la vie! A ver vamos!

Diga-se em abono da verdade que a vassourada Guebuziana peca pela demora! Deveria ter acontecido ha cerca de 12 meses! Outro deixa andarista?

A proposito do 'Grande parte das realizacoes socioeconomicas nos municipios geridos pela Renamo na provincia de Nampula sao materializadas pelo govern

Atravês do Moçambique para todos , tive acesso a um artigo do jornal Wamphulafax, baseado na Cidade de Nampula, com o titulo acima. O artigo, cita o Chefe da bancada parlamentar da Frelimo, o Sr. Manuel Tome, como tendo dito que "grande parte das realizações sócio-económicas nos municípios geridos pela Renamo na província da Nampula, nomeadamente Nacala-Porto, Angoche, e Ilha de Moçambique estão a ser materializadas pelo governo, devido à incapacidade dos respectivos autarcas."

Depois de ter lido a noticia, apeteceu-me fazer os seguintes reparos, que gostaria de partilhar convosco! Claro os vossos comentarios, criticas, sao sempre bem vindos.

Achei a intervencao interessante vinda de quem vem. Nao achei surpresa, uma vez que o ano eleitoral se avizinha. Mas convenhamos. Pareceu-me, tratar-se de uma afirmacao pura e simplesmente propagandistica e demagogica do sr. Manuel Tome, com propositos eleitoralistas. Alias Manuel Tome deve estar com saudades do tempo em que era Secretario da Mobilizacao e Propaganda ou mesmo SG!


No entanto, no mundo da globalizacao, pequenas inverdades, podem ir cimentando uma imagem que nao corresponde a realidade. Especialmente porque, que eu saiba ha muitos mocambicanos e amigos de Mocambique que se encontram na dispora, e porque longe da mae patria, poderao ficar com a imagem distorcida da realidade do pais. Pior ainda, quando o proprio Chefe de Estado em reuniao com mocambicanos na diaspora, discrimina os orgaos que devem ser consultados para se obter resposta as preocupacoes que se tem, ou entao para se saber o que acontece no pais, como aconteceu recentemente na Holanda. E como nao deixaria de ser os orgaos apresentados sao a Radio de Mocambique e o matutino Noticias!.

Voltemos a vaca fria. Para comecar, o sr. Manuel Tome, pareceu-me mostrar uma ignorancia incrivel sobre a lei das autarquias locais que ele proprio impos e aprovou entanto que deputado da bancada maioritaria na AR. As areas da educacao, saude, seguranca e outras que ele mencionou, e acusa os gestores municipais da Renamo de nada terem feito, por lei nao fazem parte da gestao dos municipios! Que autogolo sr. Tome!

Apesar da aberracao, em Mocambique e assim mesmo! Cortam-te as asas e depois dizem que nao sabes voar! Como e o sr. Manuel Tome esperava que os municipios actuassem em areas que lhes sao vedadas por lei? Em que municipios e que as autoridades municipais constroem escolas ou hospitais? Poderia o sr. Manuel Tome dar-nos alguns exemplos?

Mocambique tem uma lei das autarquias municipais imposta e aprovada pela maioria parlamentar da Frelimo, que amputa a administracao municipal em varias areas de actuacao, incluindo a arrecadacao de impostos de varios sectores que vao para os cofres centrais em Maputo. As poucas fontes de receita para os municipios sao as 'megalhas' que recebem do Orcamento Geral Estado, onde infelizmente os criterios de distribuicao sao para dizer o minimo opacos, e por conseguinte os municipios geridos pela oposicao sao discriminados (basta ver o Orcameto Geral do Estado), e o imposto proveniente da receita dos mercados e nalguns municipios (como Quelimane), o imposto cobrado aos ciclistas e pouco mais!

Como gerir um municipio se aos gestores municipais lhes foram cortadas as fontes classicas de receita? Mesmo assim, sem ovos, os gestores municipais da Renamo, e diga-se de passagem e alguns da Frelimo, quase que por magia tem conseguido fazer omoletes! E de boa qualidade! Mas deixemos a parte legal e a celebracao deste auto-golo do sr. Manuel Tome para outra ocasiao.

A construcao da argumentacao do sr Manuel Tome, leva-nos a uma conclusao fatalista. Se os gestores municipais da Renamo sao incompetentes em Nampula, entao todos os gestores da Renamo sao incompetentes e por sinal devem ser devem ser 'substituidos' por gestores da Frelimo. Que como se pode ver a primera vista e um argumento falacioso por varias razoes. Primeiro porque a maior parte das areas apontadas pelo sr. Manuel Tome estao fora das competencias da autoridades autarquicas. Segundo, mesmo que por hipotese as tres autoridades autarquicas fossem 'incompetenes' isso nao significaria que odos os gestores municipais da Renamo sao incompetentes, e mais para ter alguma validade o sr. Manuel Tome everia provar-nos que todos os gestoes autarquicos da Frelimo sao competentes, que como se sabe nao e verdade. Ai sim, a implicacao e imperosidade da substituicao de uma administracao de um partido or uma de outro faria sentido!

Entao, porque e que o sr. Manuel Tome escolheu areas que estao fora da jurisdicao dos municipios para provar a 'incompetencia' gestores municipais da Renamo?

Vamos aos factos:

Peguemos um questao com que todos estamos amiliarizados. Se a 'administracao municipal da Renamo' e assim tao ma como e que o sr. Manuel Tome justifica que o edil da Beira, Davis Simango tenha ganho, apesar das sabotagens orcamentais, o ano passado o Premio de Melhor Gestor Municipal de Mocambique? Quem nao esta informado das manobras usadas para inviabilizar varios projectos para a Cidade da Beira, incluindo alguns financiados por doadores? E que varios doadores reclamaram que qundo querem financiar projectos na Cidade da Beira enfrentam dificuldades adicionais da parte da 'burocracia nacional'?

Sabemos todos que nao e altura de tapar o sol com a peneira, pois estamos na era da comunicacao em que qualquer mentira e exposta em menos de 24 horas!

Numa altura em que o pais se debate com prblemas serios, nao deveria o senhor Manuel Tome estar preocupado com a crise dos transportes, o crescente numero de linchamentos, a incapacidade da policia de manter a ordem e a seguranca, o crescente desrespeito pelos direitos humanos pela policia e outras forcas militares e para-militares, a subida galopante da carestia da vida, o rafego de menores, as manifestacoes violentas que assolaram o pais?

Ai sim, quando o povo saiu a rua, o sr Manuel Tome desapareceu da circulacao, escondendo a cabeca e deixando o 'r...' de fora, como se se pudesse fugir da justica popular! Pergunte a sra Primeira Vice da AR, o que lhe aconteceu no dia 5 de Fevereiro de 2005, quando teve um frente a frente com o povo na Avenida Marien Ngoaubi!!

E ja que vai falar a nacao na segunda feira, e se a gestao da Renamo nos municipios e assim tao ruinosa, poderia explicar-nos na segunda feira, porque e que a Frelimo tem medo de aumentar o numero dos municipios no pais? Esqueceu-se que a Lei das Autarquias recomenda o gradualismo? Que gradualismo e esse que volvidos mais de oito anos nao se gradualiza?

Poderiamos continuar nesta conversa por muito mais tempo, apenas quis concordar com os varios comentaristas do blogue 'Mocambique para todos' num ponto: trata-se sim de discursos propagantisticos e uma tentativa va de tapar o sol com a peneira, pois e ja na segunda feira que o sr. Manuel Tome, entanto que chefe da bancada parlamentar da Frelimo tera que explicar ao povo mocambicano, a partir do parlamento, porque e que o nivel de vida esta a piorar para a maioria dos mocambicanos, porque e que registamos um crescimento abominal entre uma camada de super-ricos e a maioria na pobreza absoluta, porque e que o seu governo nao tem estrategia nem politicas para a area dos transportes, porque e que a justica anda encalhada, porque e que temos apenas 700 medicos num pais com mais de 20 milhoes de habitanes passados mais de trinta anos de independencia, porque e que o nivel no sistema de educacao esta a baixar e pior porque e que a elite frelimista tem seus filhos a estudar fora do pais quando a educacao como dizem e assim 'tao boa em Mocambique'? porque e que quando adoece a elite frelimista e a primeira a dar o salto para o outro lado da fronteira (Africa do Sul) se o nosso sistema de saude e tao bom! Enfim, uma serie de perguntas que o sr Manuel Tome nao tem corajem para responder dai que vai ensaiando golpes baixos baseados na falta a verdade!

Mas o povo esse soberano, sabera decidir quando a hora chegar! O povo ja acordou e as recentes manifestacoes nas barbas do poder sao um sinal inequivoco de que de hoje em diante nada sera como dantes! Finalmente o povo ja descorriu onde fica o 'calcanhar de aquiles' de vossas excelencias!

Até a próxima semana, Sr. M T.

E mais não disse,

Manuel de Araujo


Sunday, 9 March 2008

ZAMBEZIA: Ciclone "Jokwé" já faz estragos em Pebane


Recebemos do nosso corespondente na Zambezia, Atonio Zefanias inforaoes segundo as quais o ciclone 'Jogwe' destruiu uma mesquita, sete casas e parcialmente o tecto do Centro Internato da Escola Secundária local.

Quelimane (DZ) – O ciclone tropical "Jokwé" que assola a costa moçambicana, concretamente as províncias de Nampula e Zambézia, já está a causar estragos no distrito costeiro de Pebane, na Zambézia. Até ao fecho desta edição, apontavam-se como danos, a destruição de uma mesquita, cerca de sete casas de construção precária que não conseguiram resistir com a força do vento e da chuva miúda que se faz sentir naquele ponto da Zambézia.
Informações colhidas junto do administrador daquele distrito costeiro, António Santarém, dão conta que tudo começou por volta das 23 horas de sábado. O distrito, segundo Santarém, começou a registar ventos fortes e chuva miúda. Estas destruições de acordo com administrador de Pebane, foram resgistadas no posto administrativo de Nabúri, visto que se situa a norte do distrito, fazendo fronteira com a província nortenha de Nampula, onde os prejuízos são considerados enormes.
Ainda segundo o administrador Santarém, a vila sede do distrito também foi afectada pelo "Jokwé", onde registou-se uma destruição do tecto do edifício do lar da escola Secundária local, concretamente no bloco feminino. Para além desta destruição do tecto do bloco feminino, a fonte diz que também houve queda duma árvore que destruiu um cabo de transporte de energia eléctrica e que até a hora que falou ao «Diário da Zambézia», a vila sede estava a escuras. Num outro desenvolvimento, o nosso entrevistado diz que não houve vítimas humanas, quer na vila sede e quer no posto administrativo de Naburi, onde o "Jokwé" se faz sentir com maior intensidade.
Todavia, Santarém diz que espera ainda obter informações das zonas mais encostadas a costa, porque podem se registar casos dramáticos. Para fazer face a esta tempestade, o governo do distrito já mobilizou uma equipa multi-sectorial para verificar no terreno as consequências que vão acontecendo em cada momento. Soubemos do administrador que as chuvas continuam intermitentes, o que não deixa sossegado o governo distrital.
Recorde-se que a província da Zambézia, foi decretado o alerta amarelo, enquanto que para a província vizinha de Nampula, foi decretado o alerta vermelho.

Quelimane regista chuvas
Tal como o distrito de Pebane, a cidade de Quelimane, também regista chuvas intermitentes, o que não deixa os munícipes seguros. Desde sábado anoite que a cidade é assolada por chuvas, que paulatinamente vão alagando e piorando as já péssimas estradas que a cidade tem nos últimos anos.
Alguns bairros tais como Manhaua, Brandão, Vila Pita e entre outros, como sabe a situação torna-se gritante mesmo com chuvas de minutos. Agora com esta influencia do ciclone "Jokwé", a situação vai sendo pior cada vez mais. Até agora não há registo de casas desabadas, mas se as chuvas intensificarem-se, ai sim, coisas piores poderam acontecer. (Antonio Zefanias)

Saturday, 8 March 2008

Com vista as eleicoes autarquicas

Renamo prepara conferências eleitorais


ARRANCAM próximo mês, em todo o país, as conferências eleitorais do partido Renamo com vista à eleição dos candidatos aos diversos cargos elegíveis das autarquias locais. Os encontros, que terão lugar em todas as autarquias do país, surgem depois do partido de Afonso Dhlakama ter aprovado os modelos de conferências a serem realizadas e o perfil dos candidatos a serem escolhidos para concorrerem nas eleições municipais.“Contudo, a nossa programação está refém do anúncio do Ministério da Administração Estatal, no que respeita ao número de autarquias que existirão no país à data das eleições. É que o Governo da Frelimo sempre defendeu um gradualismo na criação de autarquias no país, ao contrário de nós que queríamos que todas as vilas e cidades nacionais gozassem deste estatuto. Assim, ficamos à espera de saber se haverá ou não alargamento de municípios ou se teremos apenas os actuais 33 municípios”, enfatizou Fernando Mazanga.

ZENAIDA MACHADO

Descobri hoje, 8 de Marco, dia Internacional da Mulher, o blog de mais uma compatriota-a Zenaida Machado, que se vem juntar a Ivone Soares, pioneira nestas andancas no cyber! Parabens Zenaida, parabens mulher blogista, parabens mulher mocambicana! Libertem-se, ninguem vos vai libertar! o blogue e um instrumento de libertacao!



Decidi oferecer-vos esta postagem no blogue da Zenaida como meu presente pela pasagem do 8 e Marco!



A canção que não pode ser tocada na Rádio Moçambique??


Não me perguntem o porque é que a canção não pode tocar na rádio pública. Não Sou capaz de responder! A única coisa que vos posso dizer é que "As mentiras da verdade" também não podia ser tocada.Ouvi um director dizer: "dizem que a canção insulta o presidente da Republica..."Outro disse: "Eh! Não quero problemas...é melhor não tocarem isso."E outro ainda: " Recebi uma chamada de superiores a mandar parar de tocar Azagaia..."Aqui vai a letra de Azagaia: POVO NO PODER
Já não caímos na velha históriaSaímos para combater a escóriaLadrões, CorruptosGritem comigo p´ra essa gente ir emboraGritem comigo pois o povo já não chora
Isto é Maputo, ninguém sabe bem comoO povo que ontem dormia hoje...perdeu o sonoTudo por causa desse vosso salário míseroO povo sai de casa e atira pra o primeiro vidroSobe o preço do transporte sobe o,Preço do pãoDeixam o meu povo sem Norte deixam o,Povo sem chãoRevolução verde, só vemos na nossa refeiçãoAgora pedem o que?...PonderaçãoPondera tu, antes de fazeres a merdaDe subires o custo de vidaE manteres baixa a nossa rendaEsse governo não se emenda mesmo...NÃoVai haver uma tragédia mesmo...SIMMesmo...Que venham com gás lacrimogéneoA greve tá cheia de oxigénioNão param o nosso desempenhoEu vou lutar, não me abstenho
Malhazine-PRESENTEMagoanine-PRESENTEUrbanização-PRESENTEJardim
Senhor presidente, largaste o luxo do teu palácioFinalmente te apercebeste que a vida aqui não está fácilE só agora é que reunes esse conselho de ministrosO povo nem dormiu, já tamos há muito reunidosBarricamos as estradasParalisamos esses chapasAqui ninguém passaAté as lojas estão fechadasSe a policia é violentaRespondemos com violência (O quê?)Muda a causa pra mudares a consequênciaMais de metade do meu salário vai pra impostos e transporteSe o meu filho adoece fica entregue a sua sorteEnquanto isso, esse teu filho está saudável e forteVive na fartura leva uma vida de lordViver aqui é um luxo, o custo é elevadíssimoTrabalhamos como escravos e entregamos tudo no dízimoBaixa a tarifa do transporte ou sobe o salário mínimoXeeeeeeeee...isso é o que deves fazer no mínimoÀ não ser que queiras fogo nas bombas de gasolinaAssaltos a padarias, ministérios, imaginaDestruir os vossos bancos comerciais, a vossa minaGovernação irracional parece que contaminaQue tenham aprendido a liçãoE não esperem pela próximaAviso-vos meus senhores que terão pela próximaO Norte-PRESENTE
O Centro-PRESENTEO Sul-PRESENTEMOÇAMBIQUE

HAPPY WOMEN'S DAY! FELIZ DIA DA MULHER!

O QUE SERIA ESTE MUNDO SEM VOCES?
WHAT WOULD THIS WORLD BE LIKE WITHOUT YOU?

IANSA JOBS

The Geneva Peacebuilding Platform is seeking a full-time coordinator based in Geneva. The Platform is a joint project of the Geneva Centre for Security Policy, the Quaker United Nations Office in Geneva (QUNO) and the Graduate Institute of International and Development Studies. The job description is at http://www.iansa.org/jobs/index.htm

Angola Conference on small arms

The Prime Minister of Angola called for closer cooperation between government and civil society in his speech opening the first national conference on disarming Angola society, held 5-6 March. The government wants to reduce civilian gun ownership over the coming months, to reduce the likelihood of armed violence during the election in September. The conference was attended by government and UN officials from several countries, as well as civil society representatives including Joseph Dube, Africa coordinator for IANSA. Discussions covered the international instruments on small arms, gun recovery and registration strategies and raising awareness of the danger of guns in the home. http://www.angolapress-angop.ao/noticia-e.asp?ID=600155

Zimbabwe Bane Observadores Europeus!

O Ministro dos Negocios Estrangeiros do Zmbabwe, Simbarashe Mumbengwi afirmou que paises africanos poderao enviar monitores para as elicoes zimbabweanas. Para mais etalhes clique aqui


Zimbabwe bans Western observers

Zimbabwe has banned observers from Western countries from monitoring elections later this month. Foreign Minister Simbarashe Mumbengegwi said African countries would be allowed to send monitors, as would allies such as China, Iran and Venezuela.


In BBC

Em 2009: Blair leccionara nos EUA

O ex-Primeiro Ministro Britanico acaba de ser convidado pela prestigiosa Universidade e Yale para dar palestras sobre fe e globalizacao. Recentemente Blair abandonou aIgreja Anglicana para filiar-se na Igreja Catolica, de que sua esposa Cherie e praticante. Espera-se que em 2009 Blair cria a sua Fundacao pela Fe! Para mais detalhes clique aqui.
Blair to teach in the US on faith

Tony Blair will take part in a number of events around the Yale campusTony Blair is to teach students at Yale University in the US when he leads a seminar on faith and globalisation.
The former prime minister has been appointed as a fellow at Yale and will begin teaching next year. The prestigious Connecticut university said the work was related to Mr Blair's Faith Foundation which will be launched later this year. For further details click here
In BBC

China talks tough ove Darfur

A China fez chegar uma mensagem energica as autoridades Sudanesas, apelando-a a fazermais para parar com o conflito no Sudao. Esta atitude nao e comum n politica externa chinesa, pois esta pauta-se pela nao ingrencia em assuntos internos. contudo a demissao de Steve Spielberg o mes passado do prestigiado osto de asessor artistico da China para os jogos olimpicos, parece ter influenciado a mudanca radical da politica externa Chinesa. Para mais detalhes clique

China talks tough over Darfur

China has issued an unusually energetic call to its ally, Sudan, to do more to stop fighting in Darfur. The "humanitarian disaster" in the region was a grave concern to China's government, said its envoy Liu Guijin. Mr Liu called for Khartoum to do more to speed up the arrival of peacekeepers in the region but he also criticised Darfur's rebel groups. China is a key ally of the Sudanese government - buying its oil, selling it weapons and using its weight at the UN. Mr Liu has just returned from a trip to Sudan which included Darfur. He said he had been profoundly affected by things he had seen in the province. He said he was also moved by the stories he had heard from Darfuris forced to flee their homes after five years of conflict.
Olympic pressure

China has been stung by Western accusations that it is colluding with the Sudanese government, and is eager to ensure the issue does not overshadow this year's Olympic Games in Beijing. Last month, US film director Steven Spielberg pulled out as artistic adviser to the Olympics, saying that China had failed to use its influence on Khartoum over Darfur. The BBC's Amber Henshaw in Khartoum says Beijing is keen to defend its economic interests but also wants to be seen to be taking a more aggressive stance against Khartoum in the run up to the Olympics. She says when Mr Liu spoke to journalists in Khartoum last week he was much less outspoken. Then he pointed out that China was a friend to Sudan and that the Chinese government was already doing a lot to work with the West over Darfur. The United Nations says more than 200,000 have died in Darfur during the four-year conflict and at least two million have been displaced and live in camps. In BBC

Baroness Thatcher in hospital



Former British prime minister Baroness Thatcher, 82, has been taken to St Thomas’ Hospital in London for precautionary tests, the Conservative party said on Friday night. Lady Thatcher, UK premier for 11 years till she was ousted in 1990, suffered a series of strokes some years ago after which she was advised by doctors to pull out of making public speeches.

A spokeswoman for the Conservative Party, which Lady Thatcher led for 15 years, said Lady Thatcher had been taken ill earlier on Friday. ”We’ve been in touch with her office and sent her our best wishes,” the spokeswoman said. A spokeswoman for St Thomas’ Hospital said Baroness Thatcher was in a “stable” condition. The spokeswoman said in a statement: “We can confirm that Baroness Thatcher has been admitted to St Thomas’ Hospital and is expected to remain in hospital overnight for observation.” As Britain’s first and so far only female prime minister, Lady Thatcher was dubbed the Iron Lady, earning a reputation as one of the most formidable but controversial politicians of her era and winning three general elections. Earlier this month she urged Conservatives to “hold firm to their beliefs” as she was honoured with a statue at the party’s HQ.
In The Financial Times Limited 2008

DISPUTA DE TURMALINA ORIGINA UM MORTO E VÁRIOS FERIDOS



Num jazigo descoberto em Mahula, a 18 km de NametilA descoberta de um jazigo de pedras preciosas na zona de Tomo-M’zia, círculo de Mahula, a dezoito quilómetros da vila-sede do distrito de Mogovolas, província de Nampula está na origem do clima degrande turbulência que, há três dias, se instalou no local, e que já originou um morto e alguns feridos, entre graves e ligeiros.O Wamphula Fax esteve no local e constatou que o conflito eclodiu na terça-feira, poucos dias depois das autoridades locais terem reunido com os mais de cinco mil operadores que, há uma semana, se lançaram na demanda encarniçada do referido mineral.Uma fonte da Associação Mineira de Nametil (ASMIN), ainda em processo de legalização, que nos avançou esta informação, considera inconcebível a contundência que caracterizou a actuação da Polícia de Intervenção Rápida. Porquanto numa reunião entre os pequenos operadores mineiros e o governo local, ocorrida na véspera da semana do desencadeamento do conflito, havia sido acordado que as actividades mineiras do jazigo recém descoberto seriam realizadas sem quaisquer entraves, desde que devidamentelegalizadas. Todavia, anteontem, um contingente da PIR irrompeu, subitamente, no local, e, com o recurso a gases lacrimogéneos, dispersou os milhares de garimpeiros nacionais e estrangeiros, que, na altura, se encontravam a laborar.Segundo as fontes, em consequência da confusão desencadeada pela inesperada operação policial, uma pessoa morreu soterrada no local onde se encontrava a trabalhar, enquanto outras contraíram diversos ferimentos, uma das quais de certa gravidade.Nos contactos estabelecidos pela nossa reportagem, vários mineiros repudiaram veementemente a atitude da Polícia de Intervenção Rápida e, sobretudo, do governo.Dizem para lutarmos contra a pobreza absoluta? Será com este tipo de procedimento? Questionaram, revelando que, devido aos distúrbios provocados pela actuação da mencionada corporação policial, perderam vários bens, nomeadamente colchões, géneros alimentícios, entre outros.E manifestaram-se profundamente indignadas pelo facto de as autoridades, presentes na ocasião, terem aproveitado a confusão para lhes surripiarem as suas pedras preciosas de elevados valores, o que consideram um roubo descarado.Lançaram a confusão com o intuito premeditado de se apoderarem das nossa valiosas pedras para irem vendê-las aos estrangeiros. A nós, população, eles não nos enganam... Desabafaram, acrescentando que, para disfarçar, também carregaram as pás e picaretas utilizadas no garimpo.No entanto, revelaram que um inspector da direcção provincial dos Recursos Minerais e Energia, apenas identificado pelo nome de Infante, tem sido visto na zona com estrangeiros , supostamente de uma empresa a operar em Mavuco, denominada de PARAIBA.Num contacto telefónico, o director provincial dos Recursos Minerais de Nampula, Branquinho Nhombe, afirmou ao repórter que a operação levada a efeito no local onde foi descoberto o jazigo de turmalina, tem em vista regularizar a actividade de exploração mineira de modo a evitar a repetição dos desmandos registados aquando da descoberta do jazigo de Mavuco, distrito de Moma.Revelou que, mercê da acção da Polícia de Intervenção Rápida, trinta e oito cidadãos estrangeiros encontram-se detidos em conexão com os distúrbios verificados no círculo de Maua. Acrescentou que uma brigada da sua instituição que dirige encontra-se, neste momento, a trabalhar naquele distrito a fim de monitorar a situação.Por outro lado, vários garimpeiros dizem-se preocupados com o destino das suas pedras preciosas, alegadamente apreendidas, além de não perceberem para que efeito pagaram 1.800 meticais pelas licenças de actividade mineira, agora apreendidas no decurso da referida operação policial.Refira-se que a operação policial abrangeu, também, operadores mineiros devidamente legalizados, tal é o caso da AGROMIC, de Chalaua, que pretendia estabelecer-se no local.

In WAMPHULA FAX - 07.03.2008

Friday, 7 March 2008

O MEU SINGELO PARABENS A TODAS AS MULHERES!


BREVES DA RADIO MOCAMBIQUE

BREVES da RM


Governo garante que até 2010 todos os distritos de Sofala terão energia da HCB.


Moçambique vai ter este ano um Conselho Nacional Anti-doping.


Cerca de mil famílias do Bairro dos Pescadores, em Maputo, vão ter, pela primeira vez, água canalizada.


Empresários nacionais e indianos pretendem reforçar as suas relações de parceria.

Ministério do Trabalho vai introduzir novos critérios de fixação do salário mínimo nacional.

A cloroquina já não serve para o tratamento da Malaria em Moçambique.

Vinte milhões de dólares serão usados, nos próximos cinco anos,para a implementação da Revolução Verde no país.

Ministro da Educação ameaça expulsar professores que se envolvam em actos de corrupção.

Moçambique acolhe reunião do Banco Africano do Desenvolvimento.Desenvolvimento urbano de Maputo vai custar vai custar pouco mais de 1.4 milhão de dolares.


Previsão Meteorológica (07/03/2008-8:30)

A previsão válida para o dia de hoje indica para a região norte do país céu pouco nublado com períodos de muito nublado.

Para a região centro prevê-se céu pouco nublado temporariamente muito nublado, aguaceiros fracos temporariamente moderados nas províncias de Sofala, Tete e Zambézia, com possibilidade de ocorrência de trovoadas.

E no sul espera-se um céu pouco nublado, localmente muito nublado.

Temperaturas máximas previstas: Tete-33 graus centígrados, Quelimane, Vilanculo, Inhambane e Maputo 32, Pemba, Nampula e Xai-Xai-31, Beira 30, Chimoio e Lichinga 25 graus centígrados.

Trafalgar Square: Dignity and Democracy in Zimbabwe rally!

Dear Friends,

Tomorrow, 8.3.08 is International Women’s Day.
For those of you in the UK wishing to stand in solidarity with women in Zimbabwe , Action for Southern Africa (ACTSA) are holding a rally in Trafalgar Square , London with speakers straight from Zimbabwe .
The Rally is for DIGNITY! and Democracy in Zimbabwe and is calling for the right to dignity and freedom from violence for the Women of Zimbabwe, free and fair elections in Zimbabwe and international solidarity to support the struggle for democracy in Zimbabwe. Further details can be found at: http://www.actsa.org/Pages/Page.php?pID=1294&title=Rally%20for%20Dignity%20and%20Democracy

Dhlakama agastado com politicas ad-hoc!


The Zuma zeal: How the new ANC chief sees party and country


Numa extensa entrevista com o Financial Times de Londres o Presidente do ANC expoe a sua visao sobre o partido e sobre a Africa do Sul.
Jacob Zuma has a schedule worthy of a US presidential candidate. On Thursday night the easy-going new leader of South Africa’s ruling African National Congress was addressing a dinner in Pretoria, the former citadel of apartheid power, hosted by a union of mainly Afrikaner blue-collar workers. Earlier in the day he attended a rally of farmers 120 miles away in the old Orange Free State, just hours after speaking to business people in Johannesburg. For full interview click here

Assessora de Obama demite-se!


A assessora para a politica externa Obama foreign Samantha Power demitiu-se das suas funcoes por ter proferido palavras ofensivas a Senadora Hilary Clinton durante uma entrevista, semana passada na Escocia. Samantha Power, chamou a Senadora de 'monstro', naquilo que em giria jornalistica se diz em 'off record'. O jornalista, apesar dos insistentes apelos de Samantha para que nao publicasse o excerto, acabou publicando-o, tendo forcado a sua demissao. Para mais detalhes clique aqui.

Hora do Fecho


Um amigo enviou-me as ultimas da 'Hora do fecho' do semanario Savana, que com a devida venia passamos nesta pagina. E como a Hora do fecho, conhece muito bem as questoes protocolares, esta semana comeca mesmo la de cima, com a Dona Lulu e companhia...

* Dona Lulu tem em mãos uma auditoria terrível sobre o que se faz, ou o que não se faz pelas terras banhadas pelo grande rio. O que pode significar que o antónimo do herói literário de Gabriel Garcia Marquez poderá ter o pescoço aprémio. Ou será que tem de ser decisão apenas do cachimbo?
* A nossa PM também gosta de uma pitada de humor, mesmo nas ocasiões em que as coisas não correm pelomelhor. E deixou cair que num jantar recente com os “bosses” de Bretton Woods, o nosso equivalente ao Greenspan esqueceu-se de aprovisionar champagne para o brinde final. Dona Lulu não se atrapalhou, mandou servir as taças e explicou aos enviados de Washington que, para os verdadeiros amigos, em Moçambique brinda-se com água …
* Há colegas de Dona Lulu, dizem os investidores, que quando com eles se avistam, não sabem se estão perante autoridade de Estado, ou potencial parceiro económico. E como o exemplo vem de cima, há um director pelas terras de Tete que faz invariavelmente emperrar todos os processos enquanto ele e os seus familiares não têm quota nos projectos. Será que mano Ildefonso já descobriu o artista?
* Mais um recado para uma notável das terras quentes. Ela que se tem notabilizado na luta contra os funcionários fantasmas. Há uma ofensiva em curso para tornar primeiros secretários e outros empregados do batuque e maçaroca em funcionários do aparelho de Estado nos distritos. O tio Afonso pode dar uma ajuda a descobrir as falcatruas …
* Por falar em investimentos, não há um único talho licenciado na cidade de Lichinga, uma das 10 capitais provinciais que acaba de realizar uma conferência de investidores. Aí está uma oportunidade de negócio para contrariar a imundice nos mercados informais.
* Mas mesmo sem investimentos há ainda muita confusão e burocracia a vencer nas terras dos ajauas. Uma destemida empresária “chamuári” com sangue do vale do grande rio tem o seu projecto parado por falta de electricidade. Dizem que é porque a senhora quer dar música aos mortos, ou seja quer fazer uma discoteca nas proximidades de um cemitério.
* Mas quem brilhou demais em Lichinga foi mano Simango. O homem, apesar de ministro, continua simples e amigo dos muitos amigos que deixou no Niassa. Um caso para ciúmes se continuasse por muitos dias pelas paragens do clima fresco do planalto. E como uma das suas paixões são o “Massukos”, não resistiu a uma de vocalista do não menos popular conjunto do Niassa. Animou mesmo!
* Quem não animou foi outra estrela musical com programa televisivo. Foi a Lichinga com duas bailarinas para animar os empresários e voltou sem mostrar os seus dotes de cantora do planalto dos macondes. Há quem esteja furioso porque diz que há “maka” com a mola que foi desembolsada para um espectáculo que não aconteceu.
* Até aqui as lutas para conseguir exclusivos futebolísticos na televisão resumiam-se à estatal e à espetaculosa. Tanto se vigiaram uma à outra que, numa manobra de antecipação, diz-se que o próximo campeonato da Europa vem para a estação que está nas boas graças do senhor …

Em voz baixa

* Rocambolesco o último episódio do folhetim Paulino. Depois de o “Supremo” ter decidido arquivar o assunto, o grande rio sai dois dias depois com o procurador no banco dos réus. Imediatamente a seguir, o jornal do banco de Estado, não menos surpreendente, noticia o assunto que nunca reportou na sua primeira página e citando um
documento que era apenas do conhecimento das partes …

A OPINIAO DE PAULO MUXANGA: A ERA DAS ENERGIAS RENOVÁVEIS NO MUNDO


O semanario Zambeze esta semana publicou um artigo interessante de Paulo Muxanga, que com a devida venia, passamo-lo neste espaco:


Biocombustíveis em Moçambique: a salvação ou o ópio do Povo do Século XXI?

Paulo Muxanga[1]

“A coisa importante é não parar de questionar”- Albert Einstein

De há pouco mais de um ano para cá temos sido fustigados por um intenso discurso político anunciando o milagre dos chamados combustíveis verdes ou simplesmente biocombustíveis. A classe política nacional, sobretudo aquela ligada ao governo, tem estado a difundir de forma entusiástica a descoberta da fórmula mágica visando fazer face aos elevadíssimos preços do ouro negro (petróleo) nos mercados internacionais, isto é, a produção nacional de biocombustíveis, vista como alternativa aos asfixiantes preços deste combustível fóssil, bem como fonte de solução para um gravíssimo problema que afecta parte significativa da população economicamente activa do país, o desemprego.

Entretanto, este quadro cor-de-rosa, que os governantes nacionais oferecem como prenda ao povo moçambicano, parece não corresponder à realidade. Pelo contrário, a indicação é de que estamos perante uma prenda envenenada, impelindo-nos a indagar se não será este o ópio do povo do terceiro milénio? Senão vejamos, a famosa jatropha, principal bandeira desta campanha toda e uma das matérias-primas dos biocombustíveis, põe em risco a segurança e a soberania alimentares, visto que o seu cultivo pode comprometer a produção de culturas de subsistência, ao concentrar o esforço dos camponeses na produção de uma cultura considerada de rendimento, cujo processo, já na sua fase inicial, começou a evidenciar lacunas graves, como a ausência de mercado reclamada, por exemplo, por um camponês que apostou na produção desta cultura na província de Niassa.

Mas também, como referem alguns estudos, esta cultura empobrece o solo, depois de alguns anos de cultivo. Mas, congratulamo-nos com o facto de saber que o governo decidiu interromper o processo de concessão de terra para cultivo desta planta, de modo a realizar um mapeamento das terras mais recomendáveis, um processo que, por sinal, parece até ter terminado. Há, de facto, a necessidade de sermos programados e planificarmos as nossas políticas e actividades com vista ao desenvolvimento, sob o risco de andarmos a promover a pobreza no lugar de a combater. Por outro lado, é importante alertar aos nossos políticos para o facto de já haver especialistas que põem em causa a “inocência” desta coisa chamada biocombustível.

Há dados recentes que indicam que o combustível produzido a partir do milho, por exemplo, pode ser mais nocivo ao ambiente do que aquele produzido a partir do petróleo, deitando, assim, por terra as teorias que sustentam a tese de que os biocombustíveis são amigos do ambiente. Faz pouco tempo que uma revista cientifica internacional denominada Science reforçou os argumentos acima apresentados ao revelar um estudo que fala de algumas desvantagens na produção das matérias primas para os chamados combustíveis verdes, como, por exemplo, a utilização de grandes quantidades de água, fertilizantes, e ainda a desflorestação para o seu plantio.

Ainda sobre este milagre anunciado, importa aqui indagar se a ideia de que a produção local de biocombustíveis vai ajudar a conter e reduzir a actual tendência de constantes aumentos do preço de combustíveis, em razão de tendência homóloga do preço de petróleo no mercado internacional, não passará de mera retórica política e de um eloquente exercício de ressonância da tendência global de alguns interesses que empurram objectivamente o mundo na direcção destes combustíveis? Será esta a solucao real para o problema moçambicano? Esta ideia do milagre verde pode ser ilusória se considerarmos que o mercado hoje é global e que os capitais são internacionais, particularmente nesta área de combustíveis, dominada por grupos multinacionais organizados em forma de cartéis. O exemplo vem de países produtores de petróleo que não conseguem controlar o preço dos combustíveis, chegando mesmo, alguns, como a Nigéria, a enfrentar manifestações de protesto contra os preços elevados do combustível.

Até porque Moçambique já deu evidências suficientes da existência de uma enorme distancia entre a posse e o usufruto de um recurso. Sendo os casos do gás natural e da electricidade os mais elucidativos. Por um lado, temos o gás natural de Inhambane, made in Mozambique, entretanto, exportado, quase na totalidade para a vizinha e poderosa África do Sul, para depois importarmos o mesmo produto para consumo doméstico, com todas as consequências negativas daí resultantes. Por outro lado, temos a nossa HCB, made in Mozambique, que também exporta muita electricidade para a África do Sul, que, por sua vez, exporta de volta para Moçambique, mantendo, deste modo, uma dependência externa grave em relação a recursos produzidos localmente. Portanto, como se pode facilmente depreender, o milagre verde pode ser o ópio do povo moçambicano.
[1] Licenciado em Relações Internacionais e Diplomacia

Desigualdades entre ricos e pobres aumenta nas grandes cidades



As principais cidades moçambicanas, com destaque para Maputo, apresentam "desigualdades crescentes" entre os ricos e pobres do que pode resultar instabilidade política, aponta um estudo independente norueguês. A pesquisa a que a Agência Lusa teve acesso, realizada pelo Chr. Michelsen Institute (CMI), um instituto independente para a pesquisa sobre o desenvolvimento e políticas internacionais, refere que, entre 1997 e 2003, o poder de compra da população rica residente em Maputo aumentou 28 por cento, enquanto o grupo de desfavorecidos registou uma perda da ordem dos 13 por cento. "As questões relacionadas com a pobreza urbana têm recebido pouca atenção em Moçambique, embora a taxa de pobreza urbana seja elevada e a desigualdade urbana esteja a subir. Nos bairros de Maputo, o desemprego, criminalidade e altos custos da alimentação, habitação e terra inibem os pobres de converterem o progresso na educação e saúde em rendimento e consumo melhorados", começa por referir o estudo. E prossegue: "Num contexto onde o dinheiro é uma parte integrante da maioria das relações sociais, os mais destituídos tornam-se marginalizados sem ninguém a quem recorrer. A subida da pobreza urbana e desigualdade em Maputo causam também um impacto adverso nas relações vitais urbano-rurais, e podem pôr em perigo a estabilidade política". O estudo, o segundo de três realizados sobre a matéria pela CMI, que serão usados para avaliação de esforços feitos no sentido de aliviar a pobreza no país, entre os anos 2009-2011, traduz em números a realidade específica das grandes cidades, com Maputo em destaque. "A população urbana de Moçambique é estimada em 30 por cento e a taxa de urbanização projectada implica que em 2025 50 por cento da população viverá em cidades. Embora a taxa de pobreza rural tenha caído 16 por cento, passando para 55 por cento, entre 1997 e 2003, a taxa de pobreza urbana desceu 11 por cento, quedando-se nos 51 por cento", lê-se no estudo. Maputo viu um aumento da sua taxa de pobreza de 47 para 53 por cento no mesmo período, acrescenta-se. Ainda com recurso aos números, o instituto norueguês aponta ainda as "crescentes desigualdades entre os mais pobres e os que se encontram em melhor situação" existentes nas áreas urbanas do país. Para o Michelsen Institute existem ainda em Maputo problemas de "provisão adequada de serviços" como água, electricidade, saneamento e segurança nos "bairros semi-formais ou informais" da cidade, em que reside a grande maioria da população, estimada em 1,3 milhões de habitantes. "Há também uma relação ambígua entre as estruturas do Estado e o partido FRELIMO, no governo, que pode contribuir para processos de exclusão social com motivação política", aponta ainda o estudo. Realizado em algumas cidades moçambicanas, mas incidindo sobre quatro bairros da capital do país - Mafalala, Inhagoia, Laulane e Khongolote -, o estudo sublinha que os recentes desastres (inundações e as explosões do paiol) - "aumentaram o sentimento de empobrecimento e da vulnerabilidade" pelos residentes das áreas urbanas de Moçambique. "O largo número de jovens educados, mas desempregados e frustrados nos bairros e que estão impossibilitados de ter uma vida moderna urbana, pode pôr em perigo a estabilidade política actual", alerta o estudo. Segundo o CMI, as razões da crescente desigualdade - e da escassa mobilidade social - entre os moçambicanos residentes nas áreas urbanas devem-se ao facto de "as oportunidades de emprego formais serem escassas e a maioria das pessoas dependerem de uma economia informal frágil com retornos baixos". "O nosso estudo em quatro bairros de Maputo revela a importância primordial do emprego e rendimento para a sobrevivência num ambiente urbano onde o dinheiro é uma parte integrante da maioria das relações. As oportunidades de emprego formal são escassas e a maioria das pessoas depende de uma frágil economia informal com baixos retornos", escrevem. De acordo com o mesmo estudo, apesar dos baixos retornos nos negócios informais realizados nas cidades moçambicanas, nota-se um êxodo cada vez maior para as zonas urbanas. "A mobilidade social ascendente (para as zonas rurais) é inibida também pelos custos elevados da terra e dos serviços públicos e de transporte", assinala o CMI. Ainda de acordo com o estudo, muitos moçambicanos pobres, que migram para as cidades não conseguem, no entanto, ver as suas rendas aumentadas. "Apesar das taxas relativamente baixas das casas (anexos) nas cidades, de elevados níveis de instrução e do fácil acesso aos serviços de saúde, a economia política urbana torna difícil que os pobres consigam ver as suas renda aumentadas", lê-se no documento. Os investigadores do Michelsen Institute sugerem, por isso, que seja prestada "mais atenção à questão da pobreza urbana em Moçambique", que "mostra uma tendência menos positiva (e no caso de Maputo até negativa)". E sugerem medidas como a promoção do emprego formal - "é a chave para a redução da pobreza em Maputo", consideram -, a simplificação dos "procedimentos burocráticos para atrair o investimento nacional e internacional" e a reavaliação do "sistema de posse de terra". O instituto norueguês preconiza também o combate ao "superpovoamento nas comunidades dos bairros", a melhoria dos serviços neles acessíveis, além de uma maior atenção à marginalização dos habitantes destes bairros "em relação às instituições do Estado". NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 06.03.2008