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PR engasgado com questão do Zimbabwe
“Moçambique vive hoje um clima de paz, próprio para atrair investimentos. Isto porque o conflito interno que durou 16 anos teve dois adversários, ambos interessados na paz, faltando-lhes apenas oportunidades, e que sabiam que a agressão era fomentada a partir do exterior” – Armando Guebuza
“Quero acreditar que a negociação com Mugabe vai dar certo. Os zimbabweanos
realmente não estão satisfeitos, mas há uma nova Constituição, e eles em conjunto vão
definir o país que precisam” - idem
“Não confundam os chineses, não são só eles quem retira a nossa madeira. Há muita
mais gente metida nisto” - PR
“Queremos sugerir ao PR a retirada do símbolo da arma na bandeira nacional, porque não faz sentido com a paz da qual nos orgulhamos” - mensagem dos moçambicanos na diáspora
Holanda (Canal de Mocambique) - O Presidente da República Armando Guebuza em discurso a semana passada no Instituto de Relações Internacionais de Clingesdale, na Holanda, falou das potencialidades de Moçambique pósguerra, e fez uma incursão sobre a questão do Zimbabwe e do Congo.
Mais adiante o PR dissertou sobre outras áreas de interesse económico, e no final do dia conviveu com a comunidade moçambicana na diáspora.
Sobre a questão politica nacional, Guebuza assegurou aos presentes no encontro que o país vive um clima de intensa harmonia e de paz, mercê do esforço conjunto entre a Frelimo e a Renamo, e que estes dois beligerantes há muito precisavam da paz, só que não encontravam oportunidades, e ambos estavam conscientes da interferência
externa que atiçava os ânimos.
“Hoje gozamos de credibilidade e confiança no mundo graças à manutenção desta paz consubstanciada na liberdade de imprensa, e outros ângulos democráticos” -disse o chefe de Estado Armando Guebuza.
Sobre o facto de gozarmos de paz, e na região se verificarem conflitos mais concretamente no Zimbabwe e no Congo, Guebuza confrontado viu-se momentaneamente engasgado e nervoso, mas sorrindo afirmou: “Esta é a minha modesta opinião e não reflecte o sentimento da União Africana (UA). Quero acreditar que internamente os
zimbabweanos terão a solução do seu problema. O povo realmente anda desencontrado com o seu Presidente da República, mas há uma nova Constituição e juntos eles vão definir o país que querem”.
Insistindo, um dos presentes quis saber junto do PR, o que se teria falado
na última reunião da UA de Addis Abeba sobre o Zimbabwe, ao que Guebuza respondeu: “Em Addis Abeba falamos das cheias que assolam a região e da solidariedade para com Moçambique gravemente assolado (risos). Ouvimos também alguma informação vinda do presidente Mbeki, da RAS, na qualidade de mediador do conflito, que nos garantiu que não estava desesperado, e que os zimbabweanos teriam a solução do seu problema.”
Sobre o Congo, cauteloso, Guebuza avançou que se tratava de um conflito interno de dimensão incomensurável, mas que “os últimos desenvolvimentos eram encorajadores e tudo apontava para um final de harmonia e reconciliação entre as partes.”
Não confundam os chineses No final do dia, e num encontro com a comunidade de Benelux, composta de moçambicanos residentes na Holanda, Bélgica e no Luxemburgo, O PR foi confrontado com algumas questões levantadas pelos membros da comunidade, e algumas das respostas de Guebuza foram motivo de gargalhada.
Na sua alocução, os membros da comunidade de Benelux questionaram as razões dos motins do 5 de Fevereiro, falaram da corrupção no Pais, do abuso do meio ambiente, das Alfândegas, e da suposta delapidação da madeira nacional por chineses, engrandecendo a sua indústria imobiliária e do registo de maus tratos aos moçambicanos nas obras onde actuam empresas chinesas. Em resposta a esta última questão Guebuza disse: “Não confundam os chineses. Temos boas relações com a China e como qualquer outro país com intenções de investir, eles são bem vindos ao nosso país. Eu não sei se são só os chineses a roubar madeira como vocês dizem. Deixem-se de preconceitos rácicos. Há muita mais gente de outras nacionalidades envolvida no
roubo da madeira do Pais”.
Armada na Bandeira Sobre a manutenção da arma na bandeira nacional, o PR começou por se rir, e disse: “Caros compatriotas, a conquista da independência foi graças ao uso das armas. Ela ali onde está na bandeira fala da nossa histária. Vocês não gostam da vossa história? Mesmo aqui na Europa onde vocês vivem, alguns hinos destes países falam de canhões (risos) e isso enaltece a história destes países.
O 5 de Fevereiro Sobre os acontecimentos do 5 de Fevereiro, em Maputo e Matola, Guebuza disse estar consciente das reivindicações mas que as pessoas não deviam destruir aquilo que custou a conquistar, tendo por outro lado aconselhado aos membros da comunidade de Benelux a ler o jornal Noticias e ouvir a RM e a TVM se quiserem respostas sobre as outras questões por si levantadas. Sobre a outra Comunicação Social escrita, falada e televisiva nem a mais pequena menção.
“Se quiserem respostas sobre as vossas inquietações e saber da realidade do vosso pais leiam o jornal Noticias e ouçam a RM e a TVM, porque esta tudo lá” - disse
Guebuza, tendo acto continuo Venâncio Massingue, o ministro da Ciência e
Tecnologia se levantado e ditado o endereço electrónico do Notícias…
Acordos
No final da sua visita à Holanda, e numa breve conferência de imprensa, Guebuza falou dos acordos alcançados entre os dois Estados e das perspectivas de
investimento.
“Há boas indicações, estamos satisfeitos com o nível das negociações”.
Entretanto o repórter do Canal de Moçambique e do Semanário Zambeze que
acompanha esta deslocação do chefe de estado quis saber do PR se havia alguma
indicação sobre como sair do problema dos transportes no país: - Sr PR, ontem
foi ministro dos transportes, e hoje na qualidade de presidente da República visita
a Holanda, um país potencialmente evoluído na arena dos transportes. Dada
a sua experiência na área e pela crise que se vive no país, que soluções se podem
esperar?
Armando Guebuza respondeu: “As crises devem resolvidas internamente. Aquilo que vier de fora deve ser um complemento. Nós temos que fazer o papel principal. Os holandeses assumem que podem ajudar na gestão do transporte público e no caminho de ferro por forma a sairmos do marasmo dos transportes”.
“Mas tudo ainda são ideias, e as delegações dos dois países nos próximos tempos vão trabalhar intensamente nesta área” - concluiu.
Holanda retirou apoio à Justiça
A terminar o PR disse que o facto do reino da Holanda ter retirado o seu apoio
ao sector da Justiça em Moçambique não encerra o ciclo de ajuda. “Eles acham que
com o dinheiro que dão no global, que são 18 milhões de Euros/ano, podemos
repartir uma fatia para o sector da justiça”.
(Ângelo Munguambe, na Holanda)
Maputo (Canal de Moçambique) -WWW.CANAL
Monday, 3 March 2008
ECOS DA HOLANDA, POR ANGELO MUNGUAMBE
OS VERDADEIROS CUSTOS DA GUERRA

The true cost of war
In 2005, a Nobel prize-winning economist began the painstaking process of calculating the true cost of the Iraq war. In his new book, he reveals how short-sighted budget decisions, cover-ups and a war fought in bad faith will affect us all for decades to come. Aida Edemariam meets Joseph Stiglitz
Aida Edemariam
Thursday February 28 2008
The Guardian
Sunday, 2 March 2008
EM QUELIMANE: HOSPITAL DO DIA EM FUNCIONAMENTO


Hospitais Dia ainda funcionam
em Quelimane
...mas o director de Saúde, Armindo Tonela, diz que a ordem será cumprida quando as
obras que vão acolher estes serviços forem concluídas
Quelimane (DZ) – O ministro de Saúde, Ivo Garrido, mandou encerrar todos Hospitais Dia e os Gabinetes de Aconselhamento e Testagem Voluntária (GATV) em todo país. Já lá
vai uma semana após esta ordem do ministro.
Só que na Zambézia, particularmente na sua capital provincial, Quelimane, estes locais continuam a labutar em pleno sem nenhuma anomalia.
Alguns destes locais visitados pelo «Diário da Zambézia» notam-se trabalhos normais e os funcionários contactados e que não quiseram dar a cara, disseram que esta ordem do ministro ainda não lhes foi comunicada apenas ouviram nos órgãos de comunicação social.
No Centro de Saúde 24 de Julho, vulgo Caminhos-de-ferro, encontramos os funcionários afectos ao GATV atendendo pacientes que pretendiam obter algum conselho sobre a doença. Quando o «DZ» conversou com uma das funcionárias daquele gabinete, esta disse que não tomou conhecimento por vias oficiais esta decisão. Insistida sobre as tais vias oficiais a que se referia, a fonte fez saber que a sua direcção provincial de Saúde que tutela o sector não havia dito nada sobre este assunto e por isso mesmo os trabalhos continuavam sem interrupção. Sublinhou a nossa fonte que as pessoas interessadas em fazer teste continuam afluir e não tendo ordens para encerrar o gabinete a vida contínua para frente.
No hospital dia da Favezal, a dita Clínica 1, também o ambiente que se vive é o mesmo. Os funcionários que ali exercem as suas actividades, dizem que não foram comunicados oficialmente pelo sector ao nível da província e sendo assim, não se deve
interromper os serviços só por terem ouvidos na comunicação social. Um dos funcionários que falou ao nosso jornal diz que se for verdade esta medida do ministro Ivo Garrido, poderá deixar muita gente sem emprego porque gente houve que foi admitida apenas para atender pacientes que sofrem de HIV/SIDA. A fonte questiona qual será o futuro desta gente, se é que a medida deve mesmo ser cumprida? Todavia, este reconheceu que por outro lado, ele como funcionário da Saúde têm na mente que de facto a maneira como funcionavam os hospitais Dia e os GATVs, deixavam muita gente ainda tímida. Primeiro pela localização dos mesmos, visto que o da Favezal onde
ele trabalha, está numa via muito movimentada e com uma vedação a metáde o que não encorraja que as pessoas entrem naquela clínica para receberem os seus medicamentos,
disse o nosso entrevistado para depois acrecentar que houve muitas desistências de pacientes que por vergonha já não vem a clínica.
Estas situações são igualmente constatadas no hospital Dia da Sagrada Família. Neste, encontramos gente alimentando-se de papinhas de soja, outros rebendo seus kits
alimentares e ninguém sabia de nada.
Os funcionários, tal como os responsáveis daquele centro, são unânimes em dizerem que ainda não receberam nenhum papel vindo da DPSZ, só depois de receberem poderão sim cumprir com as ordens.
Mas lamentam o facto, porque alguns destes hospitais Dia, eram sustentados por Organizações Não Governamentais (ONGs). A ser verdade, há que apertar os cintos,
portanto os que foram contratados para o efeito estaram no olho da rua.
“Tudo depende do término das obras” -revela Armindo Tonela, director
provincial de Saúde na Zambézia
Enquanto as obras que decorrem no interior do Hospital Provincial de Quelimane (HPQ), não forem concluídas, a ordem do ministro Ivo Garrido, não terá impacto pelo menos em Quelimane. Isto porque segundo o director provincial de Saúde, nesta
parcela do país o número de pacientes é maior e sendo assim, achamos convenientes construir um bloco dentro do hospital para responder com a demanda dos pacientes que se espera.
Só que Tonela não sabe quando é que estas obras terminam. Falando telefonicamente ao nosso jornal neste domingo, Tonela diz que tudo depende dos parceiros que estão a financiar a obra. Instado sobre os prazos, a fonte diz que como direcção de Saúde,
portanto dona da obra, já conversou com o financiador para explicar quais as
implicações da não conclusão das mesmas. Só que de acordo com o nosso entrevistado, o empreiteiro também anda com problemas financeiros.
Ainda sobre o encerramento dos hospitais Dia, o nosso interlocutor diz que esta medida do ministro não é nova, porque já se sabia há um ano atrás.
Simultaneamente a esta medida, a fonte recordou que houve igual medida com os casos de tuberculose cujos doentes estão sendo tratados nos hospitais e
centros de saúde sem excepção.
Todavia, Armindo Tonela assegurou que tudo será feito para que os doentes do Sida tenham um encaminhamento próprio. Este reconheceu que a maneira como estão localizados os hospitais Dia, de facto não encorrajam a qualquer um que seja. Ainda neste ano segundo avançou aquele responsável, o Centro de Saúde 24 de Julho será incorporado como um local de atendimento aos pacientes afectados pelo Sida. Fez
saber ainda que o centro de saúde de Coalane também está na mira para que
receba estes doentes.
Tudo veio a calhar. Há sensivelmente um mês, aquando da avaliação do desempenho do
governo provincial da Zambézia, no seu Plano Económico e Social de 2007, esta
questão de hospitais Dia foi muito aflorada pelos participantes. Alguns
mais ou menos conhecedores da matéria diziam que não era possível fazer teste do HIV naquelas condições em que os GATVs estão expostos.
Outros ainda pediam ao governo para que encerrasse as tais clínicas e instalasse em locais muito mais seguros para permitir a fidelidade nos pacientes.
Houve pessoas que sugeriram ainda a abolição deste tipo de serviços que segundo eles, só criavam discriminação nas pessoas que vivem positivamente. Isto porque
segundo o que se dizia, muitas pessoas não vão fazer teste do HIV porque os locais não garantem segurança humana, ou seja, os utentes estão expostos ao público o
que deixa muita gente sem saber a sua situação de saúde. É dai que segundo estas mesmas pessoas, os níveis desta doença vão aumentando no país e na província em particular.
Refira-se que o índice de seroprevalência na província da Zambézia, deu algum passo para frente, tendo subido para 19% na ronda de 2007 contra os anteriores 18.4% na ronda de 2004. E neste momento, a província têm inscrito cerca de 24.162
doentes, destes apenas 7.422 estão a receber o Tratamento Anti-Retroviral
(TARV), enquanto que os números de caso em 2007 estavam em 26.603 contra 9.367 casos de 2006, segundo o perfil epidimiológico em nosso poder.
(António Zefanias) In DIARIO DA ZAMBEZIA
DABENGWA JUNTA-SE A MAKONI!

O ex-ministro do interior do Zimbabwe e tambem ex-membro do Bureau Politico da ZANU-FP Dumiso Dabengwa, juntou-se a lista de apoiantes de Simba Makoni. Dabengwa apareceu em publico num comicio de Makoni em Bulawayo, o seu apoio a nova geracao. A questao que se coloca nos corredores de Harare e quem sera o proximo membro da ZANU-PF a apoiar Simba Makoni bem como qual o posicionamento que Jonathan Moyo outra ex-figura de destaque no Zanu-PF tomara nestas eleicoes. Sera a declaracao de apoio de Dabengwa um gesto solitario ou havera mais desercoes? Qual sera o posicionamento dos ex-militantes da ZAPU de Joshua Nkomo? A etnicidade jogara um papel importante nas eleicoes? A ver vamos. Para mais detalhes veja (Mugabe rival wins key supporter).
Dabengwa's defection is a blow to President Mugabe
Simba Makoni, a former Zimbabwean finance minister who plans to challenge Robert Mugabe for the presidency, has won the backing of a key politician.
Former Interior Minister Dumiso Dabengwa is the first Zanu-PF political heavyweight to endorse Mr Makoni's bid. IN BBC
Quem e Medvedev?

O novo presidente da Russia e natural de S Petersburg (Cidade de Putin), e formado em direito e passou a maior parte da vida profissional ao lado de Putin. E tido nos circulos politicos como liberal. Foi coordenador da campanha de Putin em 2000, chefe de gabinete adjunto, vice-Primeiro Ministro e gestor da maior empresa russa, Gazprom.
Aumento nos precos de alimentos perigam ajuda humanitaria

A agencia americana de ajuda afirma que os aumentos nos precos de produtos alimentares no mercado mundial poderao afectar negativamente os seus esforcos de apoio humanitario e paises em desenvolvimento. A USAID esta neste momento a fazer planos de contingencia para diminuir o numero de paises receptores de ajuda bem como as quantidades.
Espaco Mocambique em Portugal- Iniciativas em Marco

“Família Alargada” – Exposição de Pintura: Inauguração Sábado, 1 de Março, pelas 18h30, no Espaço Moçambique. A obra Família Alargada, de José Mazula, parece oferecer um pretexto para uma reflexão sobre o pendor Universalista da Cultura Moçambicana, os seus aspectos mais emblemáticos e até que ponto no passado e no presente, tais aspectos, têm constituído um mosaico de sub culturas que estruturalmente se têm condicionado alicerçando ou não a identidade nacional. José Mazula é Mestre em Economia, professor de música e é Vogal da Direcção desta Associação.
Gala de apoio ao projecto “Pfuka u Famba” – Sábado, 1 de Março, pelas 20h30, no Hotel a Ver-o-Mar, na Póvoa do Varzim. A iniciativa é do Grupo de Acção Social do Porto – GAS-Porto, com o apoio do Leions Clube da Póvoa e com a colaboração da Associação Portugal-Moçambique. O objectivo é apoiar o projecto “Pfuka u Famba” (“Ergue-te e Anda”), que beneficia cerca de 30 crianças do Bilene-Macie, em Gaza, Moçambique.
“A Conspiração do Silêncio” – apresentação do livro de Sandra Guimarães. Sábado, 8 de Março, pelas 17h30, no Espaço Moçambique. Assinalando o Dia Internacional da Mulher, o Espaço Moçambique acolhe a apresentação do romance da Jornalista Sandra Guimarães – “A Conspiração do Silêncio”. Trata-se de um romance baseado em factos reais e que trata a história de quatro imigrantes de Leste vítimas de uma rede clandestina de imigração.
“Moçambique de Hoje” – Apresentação do livro de Luís Almeida. Quinta-feira, 13 de Março, pelas 19h30, no Espaço Moçambique. “Moçambique de Hoje” é um livro que, como escreve Carlos Pinto Coelho no Prefácio, “não sendo um poema, carrega momentos explosivos como um verso de Craveirinha”. O livro mostra a terras e as gentes de Moçambique, captadas pela objectiva de Luís Almeida.
Nova Lei de Imigração – Colóquio/Debate. Sábado, 15 de Março, pelas 17h30, no Espaço Moçambique. Com a participação da Drª. Alexandra Azevedo, como oradora. Advogada de origem angolana, a Drª. Alexandra Azevedo tem lidado profissionalmente com o problema da legalização de imigrantes, sendo uma participante assídua em debates e conferências sobre esta temática.
Convívio Semanal. Todos os sábados, a partir das 18h30, no Espaço Moçambique. Um espaço tipicamente moçambicano, com música ambiente, que se pode transformar num pezinho de dança, com petiscos e muita conversa. Jantar, com pratos típicos de Moçambique, mediante marcação prévia.
ELEICOES NA RUSSIA: sai Putin entra Putin?

Depois de oito anos no poder, o presidente Putin vai trocar o seu lugar de Presidente da Russia, provavelmente para o de Primeiro Ministro. Putin conseguiu ao longo da sua presidencia estancar o declineo politico e economico da Russia, apesar de ter restringido as liberdades democraticas. Dmitry Medvedev e o sucessor quase certo de Putin, naquilo que e considerado por analistas internacionais de Coroacao.
Os principais opositores de Medvedev nao participam nas eleicoes. O liberal Mikhail Kasyanov foi desqualificado alegadamente por irregularidades na sua candidatura, enquanto que o ex-campeao mundial de xadrez, Garry Kaspavov retirou a sua candidatura quando elementos ligados ao regime nao permitiram que Kasparov alugasse um estabelecimento para a realizacao da sua campanha!
Qualquer semelhanca com situacoes ocorridas recentemente em Quelimane e pura coincidencia!)
Russia votes for Putin's successor By JIM HEINTZ, Associated Press Writer
MOSCOW - After eight years of rule that saw Russia's influence and wealth grow while its democratic freedoms shrank, voters in the Far East were the first in this vast nation to cast their ballots Sunday for President Vladimir Putin's successor.
When the election is over and the votes are counted, a path almost certainly will be open for Putin to take a new and powerful role in the government of the man he has endorsed to take his place.
There is no significant opposition to Dmitry Medvedev, who says that if he wins he will ask Putin to become prime minister — an offer that Putin is sure to accept.
Medvedev has even based his platform on a vow to pursue "the Putin plan." It's a telling demonstration of how Putin established dominion over Russian politics through genuine popular support, marginalizing opposition parties and putting national broadcasters under the state's thumb.
Critics denounce the election as little more than a cynical stage show. The Central Elections Commission threw the only liberal candidate — former Prime Minister Mikhail Kasyanov — off the ballot for allegedly forging signatures on his nominating petitions. Garry Kasparov, the former world chess champion and the Kremlin's most internationally prominent opponent, shelved his own ambitions after his supporters were refused rental of a hall in which to hold their mandatory nominating meeting.
"It's not an election; it's a farce. Its results were known long ago," Kasparov said Saturday after handing in a petition denouncing the vote at the election commission's headquarters in Moscow.
Medvedev's opponents are Gennady Zyuganov, head of the fading Communist Party; ultra-nationalist Vladimir Zhirinovsky; and the little-known Andrei Bogdanov.
Many activists and ordinary Russians claim that workers are being pressured by bosses to vote and that some have been ordered to turn in absentee ballots, presumably so that someone else could vote in their stead.
International election observers will be barely visible. The influential Organization for Security and Cooperation in Europe refused to send observers, saying Russian authorities were imposing such tight restrictions that its monitors could not work in a meaningful way.
With Medvedev's victory virtually assured, the main political uncertainty in Russia in the transition period is whether he will be a truly independent president. The premiership that Putin is expected to take is the most powerful executive position in the government and Putin would be likely to maximize its influence.
Speculation persists that the parliament, overwhelmingly dominated by Putin's supporters, could expand the prime minister's powers, or that Medvedev could resign before his term is out, allowing Putin to return to the presidency.
The president sets the government's philosophical and rhetorical tone, including its foreign policy. The carefully spoken Medvedev so far has shown little of Putin's penchant for provocative criticisms of the West or bold assertions of Russia's reviving military might.
Medvedev did raise eyebrows recently with his comment that he could work with any U.S. president who didn't have "semi-senile" views. He did not elaborate or name the president or presidential candidates to whom he was referring.
Putin's confrontations with the West — including allegations that Western organizations were trying to foment revolution and parallels he seemed to draw between the United States and Nazi Germany — underline the new boldness that Russia feels as its economy soars.
The new president's major domestic tasks will center on the economy. Russia got rich from skyrocketing world oil prices, but its economy is hugely dependent on natural resources and needs to diversify to solidify long-term prosperity. Inflation — more than 11 percent last year — is undermining the nascent middle class.
Medvedev, meanwhile, has identified corruption as a key problem.
Overall, the race has prompted little excitement. State-controlled television news programs have given almost no coverage to the three other candidates.
Medvedev has not formally campaigned, but spent the campaign period traveling across Russia, visiting farms and industrial enterprises, meeting with young people at sporting events and the elderly at nursing homes. Those trips have dominated television newscasts in recent weeks.
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Associated Press Writer Mansur Mirovalev contributed to this report.
Saturday, 1 March 2008
A OPINIAO DE FLORENTINO DICK KASSOTCHE

CRONICONTOS (DES)FARDADOS
fdique@yahoo.com
O meu Secretário-geral da AEMO
Cada um idealiza a sua esposa, seus filhos, seu presidente, seus ministros, e por ai fora. E hoje, quase nas vésperas das eleições gerais na Associação dos Escritores Moçambicanos, quero também idealizar o meu SECRETARIO-GERAL. Confesso, não vou ser muito ambiciono como gostaria de ser, mas na medida do possível vou, aqui, deixar escrito aquilo que penso que deve ser o perfil de um Secretario-Geral da AEMO, uma Associação que devia ser porta-voz de toda uma sociedade civil.
Estou a imaginar vozes discordantes com aquilo que penso ser o meu SG, e os mesmos a morderem-me com palavras e pensamentos, como alguns já tiveram a ousadia de me telefonar, pedindo-me silêncio absoluto a todo um processo de candidaturas e eleição de um Homem que será também meu CHEFE na CASA dos ESCRIBAS; mas como sou da banda dos que não recebem ordens insípidas, cá estou para registrar o que penso.
Antes de entrar propriamente no meu tema, que é o perfil de um SG da AEMO, gostaria de fazer uma pergunta retórica: já imaginou, caro leitor, ter-se, hoje, num mundo globalizado, um presidente em Moçambique que não saiba balbuciar inglês ou francês? Já imaginou, caro leitor, ter um Ministro dos Negócios Estrangeiros que não saiba expressar-se em alguma língua internacional, diferente do Português? Já imaginou ainda um Governador do Banco que não saiba as línguas que comandam o mundo financeiro?
Bem, isso é para dizer, por outras palavras, que eu gostaria que o meu SG da AEMO fosse capaz de, participando numa conferência internacional sobre a literatura e cultura, dialogar com os outros escritores num à-vontade, que lhe desse mais valia como representante do meu POVO e da minha MALTA ESCRIBA. Que não tivesse medo de se aproximar dos outros SGs de outros países, e falar-lhes na sua língua e linguagem. E ainda sobre este assunto, Joaquim Chissano era admirado por muitos dirigentes e população anônima mundial pela capacidade que tinha de se expressar em muitas línguas: português, inglês, francês, ki-swahili, espanhol....
Lembro-me, numa dessas Cimeiras da União Africana, quando ele ainda era Presidente – Joaquim Chissano respondera as perguntas que eram postas na língua em que as mesmas eram dirigidas; e os jornalistas ficaram de boca aberta pela capacidade que ele tinha de saber tocar o coração dos outros.
Na vida real, não há melhor coisa, quando se trata de relacionamentos de gente diferente, que dirigir-se na língua do seu interlocutor, que ele, de certeza, ficará emocionado e abrirará o seu coração doutro jeito-maneira.
Ainda ao falar-se das línguas - um jovem escritor fora a Cuba, numa delegação para participar num evento literário. Depois de voltar, eu perguntara:
“Como é que foi o evento? Com quantos escritores tiveste a honra de conversar? Conseguiste fazer algumas amizades literárias?”
E ele, na sua modéstia, respondeu-me:
- Foi bonito ir a Cuba e estar presente em todos aqueles momentos literários, mas quando se tratava de conversar com os colegas da escrita de outros países, o meu pouco inglês fugia-me, e nessas condições fui obrigado a exilar-me no meu quarto, ou encostar-me aos mais velhos que sabiam nadar em francês e inglês.
Admirei a sua sinceridade, aliás, o factor língua é muito importante para alguns cargos públicos, por mais que sejam puramente DOMESTICOS.
Mais do que a língua, o meu SG deve ser um ESCRITOR na sua essência da palavra. Um escritor tem obras publicadas. Um escritor tem uma agenda literária. Um escritor tem qualquer coisa que se esconde-estampada dentro da sua personalidade que lhe identifica com a escrita e com o mundo das artes.
E ao falar de escritor – sei que esse é tema para debate – um escritor não deve ser confundido com um jornalista; com um músico, com um economista, com um político, embora essas PESSOAS possam ser escritoras. Afinal, num Moçambique em que a escrita é COISA SECUNDARIA, o escritor é, antes de mais, homem de uma profissão, a qual lhe alimenta, ou seja, da sua sobrevivência. O escritor é, antes de qualquer coisa, um jornalista, um professor, um economista, um administrador, enfim, mas que não se confunda a VONTADE DE SER E O SER-SE ESCRITOR.
Há, por exemplo, bons jornalistas que não são escritores, como escritores que não são jornalistas, bem como há escritores que são jornalistas e vice-versa. A palavra jornalista, neste caso, pode ser substituída por outras....
Repito – o meu escritor deve ser um homem que não precisa de gritar que é escritor, bastando, apenas a sua presença, a sua loucura com a vida, a sua amizade com a palavra, o seu nome, a sua obra. O meu SG não tem tribo, cor, idade, habilitações, gênero – ele é, em si, a soma de todas as tendências, e representa as unidades que se fazem INTEIRA num Homem consensual.
Há uma geração, que por imperativos históricos, não lhes perguntamos por habilitações. Mas o meu SG, se nasceu depois da independência, ou nos anos setenta, deve ter, no mínimo, um bacharelato.
E ao falar de habilitações literárias, há coisas que só são perceptíveis quando se passa por uma escola. Admiro os autoditadas – mas é sempre bom ter as chaves de conhecimento a partir de um processo de ensino aprendizagem, que o autodictatismo não nos dá as ferramentas necessárias para demonstrar, por exemplo, o porque é que três elevado a zero é igual a um.
O meu SG deve ter um programa, e que no mesmo conste uma filosofia de trabalho e de divulgação da actividade literária, primeiro, para o MOÇAMBIQUE real, e em seguida, fazer-se ouvir no além-fronteiras.
Que na Agenda do meu SG conste também um WEBSITE dos escritores moçambicanos, onde eu possa buscar tudo relacionado com a AEMO e seus membros, e evidentemente, as suas produções literárias.
Que no programa do meu SG haja uma teoria de como fazer valer o Know-How dos escritores nas áreas de publicidade, marketing, Política, etc, fazendo com que o escritor possa viver das suas habilidades literárias, e não pedinte eterno de alguns PATROCINADORES oportunistas.
Em suma: o meu SG da AEMO deve ser poliglota, idealista, ESCRITOR (de facto), escolarizado, afável, carismático, respeitoso, sonhador, enfim, um HOMEM que me inspire confiança e vontade de seguir os seus ideais.
Nota: Quando o meu-nosso SG é distinguido para outras tarefas do país, devia ser orgulho para a classe dos escritores. Devemo-nos orgulhar do Hélder Muteia, do Armando Artur e do Juvenal Bucuane, por terem sido distinguidos durante ou depois dos seus mandatos com outros cargos importantes da vida da Nação. Não foram eles que pediram para ser nomeados, mas foram distinguidos, porque mereceram. Essa linguagem de que pessoas se aproveitam da cadeira de SG para serem promovidas está, para mim, cheia de invejionices.
O GOLO DE DESEMPATE DE KOFI: GOVERNO DE COLIGACAO NO QUENIA

Kibaki e Odinga trocam os termos do acordoQuenianos aceitam Governo de coligação
OS protagonistas da crise queniana assinaram, quinta-feira, um acordo para a formação de um Governo de coligação, após uma reunião entre o presidente Mwai Kibaki e o líder do opositor Movimento Democrático Laranja (ODM), Raila Odinga, sob a égide do chefe de Estado tanzaniano e presidente da União Africana (UA), Jakaya Kikwete, e do ex-secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan.
O acordo prevê a atribuição do posto de primeiro-ministro ao líder da oposição, Raila Odinga, que contesta a reeleição do presidente Mwai Kibaki em Dezembro de 2007.
O presidente da UA comprometeu-se a duplicar os seus esforços para livrar o Quénia do impasse político, após várias semanas de negociações.
O presidente tanzaniano, que chegou terça-feira a Nairobi, prorrogou a sua visita até quinta-feira para convencer o presidente Kibaki a aceitar um acordo de partilha do poder que tirará do impasse político este país da África Oriental.
Os distúrbios pós-eleitorais desencadearam-se a 30 de Dezembro último, quando a Comissão Eleitoral do Quénia (ECK) declarou Kibaki vencedor das eleições presidenciais, apesar de alegada fraude eleitoral.
Falando após a assinatura do acordo, Odinga estabeleceu a reconstrução do país, reconciliação nacional e a reforma agrária como suas prioridades. Esclareceu que o acordo reuniu o consenso de ambas as partes, o que “significa que reconhecemos Kibaki como presidente e que ele, está claro, admite que houve falhas nas eleições”.
“Temos que avançar e partilhar o poder, não apenas por sede de poder, mas para introduzirmos reformas que ajudem a evitar que esta situação se repita no futuro”, declarou Odinga, destacando ainda a urgência em reconstruir a propriedade destruída durante a onda de violência mas também de promover a reconciliação.
“Há que sarar as feridas abertas (...). Vimos o lado feio da confrontação étnica e por isso há que lançar bases sólidas para a construção de um país unido”, referiu.
Essencial também, segundo o líder da oposição, é a realização de novas eleições após um prazo de dois anos: “Nós dissemos que queremos ter uma nova Constituição dentro de um ano. Mas queremos ver também outras reformas. Kofi Annan estabeleceu um prazo de dois anos. No fim desse prazo faremos um balanço do que foi alcançado e se tivermos concretizado tudo vamos então querer realizar novas eleições”, disse.
A partir da Cidade do Cabo, África do Sul, o presidente Thabo Mbeki acolheu com satisfação a assinatura do acordo entre Kibaki e Odinga.
Para Mbeki, a assinatura do acordo é um exemplo notável da maneira como os africanos podem encontrar uma resolução pacífica para os seus problemas políticos.
MEGAPROJECTOS COM NOVA LEGISLACAO?
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O GOVERNO moçambicano, com a assistência de vários parceiros de cooperação, entre os quais o Banco Mundial, estão a preparar uma legislação destinada a fazer com que os megaprojectos possam ter um maior impacto na economia e na redução da pobreza.
O chefe de Relações Externas da representação do Banco Mundial em Moçambique, Rafael Saute, disse ter conhecimento de que a referida legislação está em fase bastante avançada de elaboração, mas afirmou ser da competencia do Governo moçambicano adiantar pormenores sobre a mesma.
Em Moçambique, os megaprojectos localizados em zonas francas estão isentos do pagamento das diversas tributações e dado o facto de praticamente toda a sua produção se destinar à exportação, a sua contribuição para a economia do país é muito pequena.
O que se pretende é fazer uma revisão da legislação que rege os grandes projectos, de modo a que deixem de ter um tratamento discriminatório, sobretudo no domínio fiscal, e passem a pagar os impostos a que estão sujeitas as diversas empresas, de modo a incrementar a sua contribuição na luta contra a pobreza absoluta absoluta.
É inquestionável que os grandes projectos contribuem largamente para o aumento das exportações, e, por essa via, para a melhoria da balança de pagamentos, mas especialistas alertam que um crescimento assente demasiado em megaprojectos não tem um grande impacto social e pouco contribui para reduzir a pobreza.
Na opinião do responsável pelas Relações Externas da representação do Banco Mundial em Moçambique, tem que haver uma legislação que faça uma harmonização do tratamento dos grandes projectos, porque o Banco Mundial acredita na importância dos megaprojectos no desenvolvimento deste país.
Rafael Saute referiu que com a entrada em funcionamento de megaprojectos, como Mozal, Sasol, Areias Pesadas de Moma e outros, a balança de pagamentos de Moçambique melhorou, de facto, mas economistas dizem que os números que essas empresas apresentam “não são da economia moçambicana, são das próprias empresas”.
Analistas consideram que uma eventual alteração na legislação referente aos grandes projectos poderá ser um importante contributo para os objectivos do Governo de incrementar o nível de colecta de receitas para o Estado através do alargamento da base tributária.
O economista António Cumba disse à AIM que “é preciso que passado algum tempo depois da entrada em laboração desses megaprojectos o Governo discuta com os investidores formas de as grandes empresas começarem também a pagar impostos, por exemplo, porque neste momento a sua contribuição para o desenvolvimento do país é muito pequena”.
Contudo, Rafael Saute disse que não se deve menosprezar, por exemplo, um investimento de cerca de seis mil milhões de dólares da Mozal e o elevado volume das exportações efectuadas, para além das oportunidades que a companhia criou para o surgimento de pequenas e médias empresas de prestação de serviços.
Universidade de Barcelona aceita mais mocambicanos

A UNIVERSIDADE de Barcelona, na Espanha, vai formar, nos próximos tempos, mais moçambicanos em diferentes graus superiores, mas de forma particular em áreas biomédicas, segundo garantia dada à imprensa por Màrius Rubiralta, reitor daquela instituição de ensino
A consumação desta iniciativa conta com uma parceria da Fundação Manhiça, uma organização de direito privado recém-criada no país que vem reforçar a cooperação entre Moçambique e Espanha.
De acordo com o reitor, estão em formação naquele estabelecimento de ensino 25 moçambicanos, número que poderá aumentar nos próximos tempos. Mas, além de capacitação naquela universidade, a Fundação irá criar sinergias para que mais profissionais de saúde aumentem as suas habilidades, ao nível interno.
O reitor falava numa conferência de Imprensa havida na segunda-feira passada, na cidade de Maputo, que serviu para o anúncio público da criação da Fundação Manhiça. Estiveram presentes, dentre outros, a vice-ministra de Saúde, Aida Libombo, Pascoal Mocumbi, membro fundador, João Fumane, director do Instituto Nacional de Saúde e Dom João Manuel, embaixador da Espanha em Moçambique.A funcionar na Manhiça, a Fundação resulta de uma parceria de cooperação entre o Governo de Moçambique e o Reino da Espanha. Da parte moçambicana estão envolvidos.
O Ministério da Saúde, o Instituto Nacional da Saúde e o Centro de Investigação da Manhiça (CISM), este último também fruto das relações entre os dois países.
A Espanha está representada pelo Ministério de Assuntos Exteriores, a Agência Espanhola de Cooperação Internacional e a Fundacié Clínic per a la Recerca Biomèdica.
Pascoal Mocumbi, representante de uma organização que se dedica à pesquisa na área de saúde denominada IDCP, explicou que a Fundação Manhiça tem como base de partida, em termos de investigação, as pesquisas que estão a ser desenvolvidas pelo CISM e pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM).
A grande diferença é que a Fundação é privada e tem um sistema de gestão puramente privado, daí, até certo ponto, considerada “flexível” do ponto de vista da busca de recursos e execução.
De igual forma, a Fundação poderá realizar trabalhos de pesquisa em todo o país, tendo como norte a busca de soluções para os problemas de saúde da população no geral.
A meta é trazer mais-valia para a promoção de boa saúde e dessa forma capacitar a sociedade para lutar contra a pobreza absoluta.
Segundo Mocumbi, dentro em breve será possível ver alguns passos desta organização que há muito vem sendo desenhada. Ainda na segunda-feira, os membros fundadores realizaram a escritura pública, segundo os imperativos legais para a constituição deste tipo de organização.
MALHAZINE

Algumas famílias cujas casas foram destruídas ainda dormem em tendasExplosões do paiol de Malhazine : Ainda há famílias desabrigadas
PELO menos cinco famílias que viram as suas casas a ser destruídas totalmente pelas violentas explosões do paiol de Malhazine, na cidade de Maputo, em Março do ano passado, continuam desabrigadas, contrariando as declarações do Gabinete de Apoio e Reconstrução (GAR), segundo as quais, com a entrega das 48 casas no condomínio do Zimpecto, todas as vítimas já têm tecto.
A nossa Reportagem identificou alguns casos de famílias que embora estejam em zonas devidamente parceladas nos bairros de Magoanine A e C, Malhazine e Mahotas, continuam abrigadas em tendas, outras ainda a viverem em casas de familiares ou amigos porque as suas habitações ainda não foram reerguidas ou estão em obras.
Falando durante a cerimónia de entrega das habitações no condomínio do Zimpeto, Cristina Matavele, directora executiva do GAR, sublinhou que o processo de construção das 243 casas que haviam sido totalmente destruídas pelas explosões daquele material bélico, que deflagraram a partir do paiol das FADM, já terminou, pois todas as casas foram erguidas e entregues aos respectivos proprietários.
Numa ronda efectuada há dias, a nossa Reportagem constatou que no bairro de Magoanine C, uma casa ainda não foi construída e o proprietário disse que teve de ajeitar uma parte da capoeira para fazer um quarto, dado que é a única infra-estrutura que não foi atingida pelas explosões. Segundo a vítima, Rubem Sitoe, a equipa do GAR tem ido sempre à sua casa, fazendo promessas de iniciar as obras.
“Estou muito agastado com esta situação, porque estou a viver em péssimas condições quando os outros já têm casas. O mais grave é que o GAR tem vindo a dizer que todas as casas totalmente destruídas já estão prontas quando não é verdade”, desabafou Ruben Sitoe.
Ainda no mesmo bairro, quarteirão dois, também existe uma casa por construir e que o proprietário vive num tenda doada pela Cruz Vermelha de Moçambique.
Ginoveva Maria das Dores José, uma das residentes do bairro de Magoanine A, quarteirão 12, cuja casa foi totalmente danificada, disse à nossa Reportagem estar a viver maus momentos em virtude de a sua habitação não ter sido erguida, ainda. “Aqui na minha casa fizeram apenas levantamento dos danos, fizeram-me assinar uma série de documentos, mas ainda não foi feito nada”, disse a vítima, acrescentando que “o agravante é que não me deram tenda, fui obrigada a ajeitar as paredes que restaram para ter onde viver”.
Em Malhazine e Mahotas, por exemplo, encontrámos duas casas que ainda estão em construção e as obras decorrem lentamente, porque o material, segundo as vítimas, está a ser disponibilizado a este ritmo, o que atrasa a sua conclusão. Neste momento as vítimas estão a viver em casa de parentes.
Entretanto, a nossa Reportagem contactou a direcção do GAR, sobre o estágio actual do processo de reconstrução das casas danificadas pelas explosões do paiol de Malhazine. Instado a comentar sobre as casas identificadas pela nossa Reportagem que ainda não foram reerguidas, a directora executiva do GAR, Cristina Matavele, respondeu nos seguintes temos:
“Não temos conhecimento de nenhuma casa totalmente destruída que ainda não esteja concluída, em nenhum bairro. O facto de dormir em tendas não significa que a família tenha a casa totalmente destruída”, disse a fonte, acrescentando que “o GAR não está a efectuar obras somente em terrenos parcelados, o parcelamento de um espaço é trabalho do Conselho Municipal da Cidade de Maputo e o GAR não substitui essa instituição. O GAR faz a reposição dos danos aos afectados pelas explosões do paiol, de acordo com a situação de cada um e melhorando as condições de vida da população”.
A conclusão de algumas casas, segundo, a fonte, depende na maior parte dos casos dos próprios beneficiários, interrupções constantes, não tendo esse gabinete nenhum constrangimento em finalizar as obras.
Conforme a fonte, o GAR não só efectuou a reposição de 243 casas totalmente destruídas, como reparou 62 casas com grandes danos, o que totaliza 305 casas.
Matavele acrescenta que o GAR quando inicia um trabalho num determinado bairro não tem a localização exacta das famílias afectadas e para a sua localização conta muito com a colaboração das estruturas locais. “Estranho é o facto de essas famílias não serem identificadas pelas estruturas locais. Se não se apresentam a elas, o GAR terá imensas dificuldades de ajudá-las, não substituímos as estruturas locais”.
Questionado sobre o prazo da conclusão das casas totalmente destruídas, Matavele, respondeu: “quando as famílias se apresentarem às estruturas locais e tiverem sido afectadas pelas explosões do paiol, a partir desse momento terão o prazo para a execução das obras”.
No tocante às casas totalmente destruídas, Matavele disse que o processo de reparação das casas vai até Dezembro de 2008, como foi aprovado terça-feira pelo Conselho de Ministros.
Em relação à suspensão de técnicos por suposto desvio de material, a fonte disse que foram suspensos alguns técnicos (dois), cujos processos estão a correr seus trâmites em fórum próprio. Outros, os seus contratos expiraram.
Quanto aos montantes envolvidos na reconstrução das casas, embora não tenha especificado, Matavele explicou que “os valores gastos até ao momento foram previstos, não tendo ainda o GAR excedido os seus limites, mesmo com a alteração dos dados preliminares, para os actuais números”. In Noticias
Aprendemos agricultura das Mauricias? Sem comentarios!

Maurícias transmite experiência agrária
O país poderá usar os conhecimentos das Maurícias para desenvolver a agricultura nacional, no âmbito da parceria existente entre os dois países, para garantir segurança alimentar à população que sofre os efeitos da pobreza.
Para o efeito, o Ministro da Agro-Indústria e Pescas das Maurícias, Arvin Boolell, proferiu ontem, na Faculdade de Agronomia, uma palestra com o objectivo de trocar e partilhar experiências sobre a segurança alimentar nos dois países, da qual tomaram parte investigadores agrários, docentes e estudantes da Universidade Eduardo Mondlane (UEM).
Falando sobre a situação agrária no seu país, Arvin Boolell afirmou que Maurícias é um dos países com uma agricultura excepcional a nível da África Austral, mas que esse feito só foi conseguido com muitos anos de trabalho e sentido de aproveitamento dos recursos existentes internamente.
Tal como o seu país, o palestrante disse que Moçambique precisa saber aproveitar os seus recursos naturais para melhorar, ainda mais, a sua agricultura e reduzir, deste modo, o elevado índice de pobreza absoluta que afecta grande parte da população nacional.
Acrescentou que existem no país vastas extensões de terras férteis que não estão a ser exploradas na totalidade, daí que, na sua opinião, é preciso empoderar a população no sentido de esta poder trabalhar em todos os campos não aproveitados.
Tal como disse, o melhoramento do sector agrário não passa apenas pela produção de diferentes culturas alimentares, mas da criação de um parque automóvel agrário que consiga completar as necessidades do sector pelo menos a nível das áreas consideradas chaves para o seu desenvolvimento.
Arvin Boolell explicou que nas Maurícias todos têm acompanhado de perto a situação das cheias que, nos últimos anos, se fazem sentir no país. Contudo, referiu que é preciso adaptar-se ao cenário actual para que seja possível continuar a criar condições para melhorar a vida.
Por sua vez, o Reitor da UEM, Filipe Couto, igualmente presente na palestra, disse que é importante saber que há um país disposto a transmitir a sua experiência no ramo da agricultura.
De uma forma geral, referiu que tudo será feito para que os agrónomos nacionais e outros investigadores agrários continuem a trabalhar no sentido de juntar as experiências das Maurícias, assim como de outros países, para fazer crescer o ramo no país.
A opiniao de Pedro Nacuo: Democracia em Cabo Delgado

EXTRAS - O que é isto?
Está a pegar moda a população correr para uma democracia efectiva. Por outra, quer exercer o poder que se diz pertencer-lhe. Cabo Delgado, desta vez, também está a ser pioneira: só neste ano, primeiro foi em Palma e agora em Meluco. Pede, de dia, em plenos comícios populares, a retirada imediata de administradores. Quer provar até onde vai o seu poder.
Trata-se de um fenómeno que tem a desvantagem de alterar a ordem das coisas, já que, nesta fase do exercício democrático no nosso país, ainda os governadores, administradores e outros, devem ser “impostos” por quem tenha sido eleito. Daí o nepotismo, o amiguismo, em algum momento, um certo regionalismo, que envolveram a utilização do fundo dos sete (agora nove) milhões de meticais, destinados às iniciativas locais.
Quais são as razões que assistem à população de Meluco, que lhe fizeram despir o seu lado tradicionalmente tolerante, para pedir a Eliseu Machava levar consigo o seu administrador, Vitorino Benjamim Chaúque! Que deveria ir, naquele dia, e que se não houvesse lugar nas 10 viaturas da comitiva, se encarregava em localizar uma que se encontrava parqueada na sede do Partido Frelimo?
Chegaram os primeiros sete milhões de meticais. A população disse que não percebeu como se correu a investir numa antena parabólica, um tractor, um carro-aviário, principalmente porque a antena serve apenas ao administrador; o tractor ainda não lavrou; o carro dizem que nem sabe para quê serve, e ainda assim, o furo que constava do programa para aquele lote, dizem que transitou para este ano.
A única transparência que a população facilmente consegue identificar é que o dinheiro foi distribuído entre os membros do governo distrital e outros assalariados dependentes de instituições do Estado. E o povo disse o que disse:
Que José Muchanga, um escriturário da administração local, na companhia de Cabral Anli, é que estão sentados em cima da “mola”, confiados pelo Conselho Consultivo Distrital (?). Só dão dinheiro a quem lhes dá alguma percentagem do valor total, assim como falsificam dados. Recebeu 100 quem recebeu 50 mil meticais!
Que Hermenegildo Matola, agente da PRM, veio transferido de Maputo, directamente para o distrito rústico de Meluco. Sete meses depois já era elegível junto do Conselho Consultivo Distrital e beneficiou de 150 mil meticais. Imediatamente a seguir voltou para Maputo, alegando ir passar férias. Ainda não regressou passam já quatro meses. Desconfia-se que “abriu” de vez. Vinha pegar o “taco” em Meluco.
Que o anterior chefe distrital da Polícia de Investigação Criminal (PIC) de nome Assane, beneficiou de um montante de 50 mil meticais, depois do que foi transferido para Mecúfi, onde se pensa irá aplicá-lo. Tal como Assane, outro indivíduo de nome Gomes, que também trabalhava em Meluco, agora está em Montepuez, onde comprou um “mini-bus” com que está a fazer dinheiro para si, beneficiando não a população de Meluco.
Que Abdul Salimo, funcionário da administração do distrito, recebeu o dinheiro do fundo de investimento das iniciativas locais e foi aplicá-lo em Awasse, localidade pertencente ao distrito de Mocímboa da Praia, sua terra natal. Que, finalmente, o anterior secretário permanente, Jaime Raimundo, beneficiou do fundo e logo foi transferido para Ancuabe. Levou consigo a “mola”!
Em todos estes casos fica difícil saber como serão justificados os valores levantados, mas é fácil saber que eles o foram ao gosto de quem montou esta engenhosa estratégia. Não se chama a isso, desorganização? Merece outro nome?
O administrador?! Sereno e impávido corre a dizer que está com a consciência limpa. Que correm processos. O disciplinar, entretanto, tem como instrutor um beneficiário destas falcatruas, o director distrital da Saúde, que igualmente faz parte do grupo dos funcionários públicos confiados pelo Conselho Consultivo Distrital para produzir comida, gerar emprego e rendimento.
Para dar razão às suspeitas populares, há oito meses que o processo disciplinar não é concluído, nem o instrutor é punido pelo incumprimento dos prazos processuais, conforme mandam as normas e demais regulamentos. É, por outro lado, sintomático, que a Frelimo tenha entrado neste caso, denunciando os desvios e ajudando, inclusive, por via do seu comité de verificação, os prejudicados.
Seja o que seja, tendo em conta os objectivos do dinheiro de investimento às iniciativas locais, estamos perante uma orgia que não parece ter sido planificada por curiosos. Por isso, tem lugar a pergunta: o que é isto?
Pedro Nacuo in Noticias
A opiniao de: Egidio Estevao Chaimite

Homepage > Opiniao > A propósito das manifestações registadas no país (1)
Opiniao
A propósito das manifestações registadas no país (1)
SR. DIRECTOR!
Eram 9 horas da super terça-feira, dia 5 de Fevereiro. Tomava já o pequeno almoço quando, de súbito, oiço, vindo de fora, uma algazarra que não tardou a se transformar num grande alarido. Ladrão?! - pensei. Mas o meu espanto não era de tudo inocente. É normal neste bairro, cheio de bandidos, ouvir gritos por ter sido surpreendido um ladrão aqui e outro acolá.Maputo, Sábado, 1 de Março de 2008:: Notícias
Saio de casa e apercebo-me que, para o meu espanto, desta vez me enganei. Não era nenhum ladrão, mas a escassos metros do meu local de residência, numa rua bem afamada aqui na Polana-Caniço “A” (18 metros), passava uma multidão composta essencialmente por jovens, senhoras e crianças munidos de paus, ferros, pedras, pneus e tantos outros objectos cujo efeito destruidor era notório.
Estes, na sua passagem, derrubavam tudo o que encontravam pelo caminho, desde bicicletas, motorizadas e até bancas, para não falar de carros. Os cachorros que se faziam à rua enfurecidos com o barulho que se ouvia, não escapavam às pauladas destes.
Greve?! Finalmente percebi. Mas greve contra as bancas? Estes chutavam as pequenas bancas, pisavam ou levavam os produtos que lá se encontravam e, numa delas (eu vi) carregaram o cofre que continha as poucas moedas que as mamanas já haviam conseguido no dia, não tardando reparti-las entre si.
“Isto está mesmo mal” – monologava eu. “Hoje não se trabalha” – continuava. Naquelas circunstâncias teria que refazer a minha agenda para aquele dia. Tinha que andar muito. Meter uns papéis aqui outros acolá e, para tal, o “chapa” seria indispensável. Mas não havia alternativas, dada a não circulação destes, teria que palmilhar uns bons quilómetros até chegar ao meu destino.
No entanto, algo me havia escapado. Eu até podia chegar (e cheguei), mas os funcionários estariam lá? Não pensei nisso e assim andei em vão porque quase ninguém se encontrava no seu posto de trabalho. Com razão. Diferentemente de mim (que percorrera uns 4 a 6 km), muitos teriam de percorrer 10 a 12 km (ou mais) e, como nem todos tinham motivação para o efeito ou mesmo porque, como diz a teoria X de McGregor, “as pessoas não gostam de trabalhar e o evitarão logo que tiverem oportunidade”, ninguém se fez ao trabalho. Tinha já sido criada a oportunidade referida por McGregor – a falta de “chapa”.
Chegado à casa, tratei de ligar imediatamente o rádio e o televisor de modo a perceber o que estaria por detrás do sucedido e qual era o parecer do Governo e da FEMATRO. Estes já estavam inundados de entrevistas e debates, pelo que não tardei a me inteirar do assunto. Nestas entrevistas e debates, vários foram os pontos de discórdia, quer entre o Governo e a FEMATRO, quer entre estes e a sociedade civil.
Também discordei com alguns pontos e noutros, onde se constatava um problema, eu via a solução. Senão vejamos:
Tendo sido perguntado, ao Ministro dos Transportes e Comunicações, António Munguambe, o que justificava o facto dos preços de combustíveis serem relativamente mais elevados em Moçambique que nos outros países da África Austral, ele respondeu que dois aspectos poderiam ser evocados: por um lado, está o “factor posse de refinarias”, e, por outro lado, o facto dos outros possuírem grandes reservatórios, daí que compram os combustíveis em grandes quantidades e, como bons clientes, o preço de aquisição é relativamente baixo para estes.
Então pensei. Afinal só estamos a “fazer tempestade num copo de água” em vão! A solução é óbvia – se não somos tão afortunados a ponto de possuirmos as preciosas refinarias podemos enveredar pela segunda alternativa, que é possível — aumentemos a capacidade de armazenagem de combustíveis no país que passaremos a ser também bons clientes. Poderão dizer: “acha que é fácil? É só aumentar e prontos? Donde virão os fundos?”.
A meu ver, mais vale investir, numa sentada, muito dinheiro na construção e melhoramento das capacidade de armazenagem, mas que nos irá minorar a situação por bom tempo que ir esbanjando, como já começamos com subsídios (ou compensações) aos operadores de transporte semicolectivo (muitos dos quais informais) que vão encharcando suas algibeiras com o dinheiro dos nossos impostos e, que mesmo assim, nos humilham, quando entramos nos seus “chapas”, com palavras insultuosas, desviando e encurtando as rotas, obrigando-nos a fazer ligações e a tirar mais um pouco do nada que possuímos para mais uma vez aumentar suas fortunas. Ladrões!
Podemos até, como vimos fazendo, outorgar parte da nossa soberania aos neocolonialistas do FMI e Banco Mundial, mendigando mais algumas migalhas para o efeito.
Aliás, com a solução adoptada surgirá (e intensificar-se-á) um novo comércio informal no país – o dos combustíveis. Imaginemos um indivíduo que tenha dois “chapas” licenciados (logo, com o subsídio/compensação no seu combustível). O indivíduo pode encher os tanques ao preço de 31 mil e, com uma mangueira, encher outros tanques cujo combustível não é subsidiado. Já está a facturar os 4 mil (o que não é pouco). Isto depois de transferir o combustível para seu(s) outro(s) carro(s) que também não beneficiam do subsídio, aumentando as despesas, não previstas, do Governo.
Outro pormenor. Dizia o ministro que, para além do petróleo de iluminação que não paga impostos, existe um decreto que aprova a redução dos impostos de combustível na ordem dos 50 porcento.
Pensei então. Se isentaram de impostos o petróleo de iluminação é porque viram o quão fundamental este é para a vida da população. Será que ainda não perceberam que os outros combustíveis também o são? Se já, porque não isentá-los dos impostos, à semelhança do petróleo? Ah! Ainda não perceberam? Continuem esperando que não tardarão a perceber.
Egídio Estêvão Chaimite in Noticias
PDD E BELFAST

Raul Domingos
PDD no congresso dos “liberais” em Belfast
O PRESIDENTE do Partido para Paz, Democracia e Desenvolvimento (PDD), Raul Domingos, participa em Maio próximo no congresso dos partidos de orientação liberal, a ter lugar em Belfast, Irlanda do Norte.
O anúncio de tal deslocação surge uma semana após a capital moçambicana ter acolhido uma reunião dos partidos africanos de tendência liberal, e onde estiveram em discussão aspectos ligados à gestão de agremiações políticas e angariação de fundos. Participaram no referido encontro 30 delegados provenientes de vários países da África, nomeadamente África do Sul, Angola, Burquina Faso, Costa do Marfim, Madagáscar, Marrocos, RD-Congo, Senegal, Seychelles, Tanzania, Tunísia e Zâmbia.
Raúl Domingos disse que à margem da reunião de Belfast encetará contactos visando angariar apoios para a participação da sua formação política nos próximos pleitos eleitorais a ocorrerem no nosso país, nomeadamente as autárquicas, assembleias provinciais e gerais.
O entrevistado apontou a falta de meios financeiros como um dos principais problemas que a sua formação política enfrenta, embora tenha assegurado estarem em curso iniciativas que resultem na angariação de fundos que possam suportar os diversos eventos eleitorais a ter lugar proximamente em território nacional.
O presidente do PDD avançou que a rede dos “liberais” prometeu mobilizar parceiros internacionais para disponibilizar recursos financeiros que suportem as campanhas políticas daquela agremiação, considerada a terceira forca política nacional.
Lamine Ba, que é o secretário-geral adjunto do PDS, partido no poder no Senegal e Ministro na Presidência para Assuntos Externos, assegurou que a sua formação vai prestar total apoio ao PDD.
Explicou que tal apoio será na formação de quadros em matéria eleitoral, estratégias para angariação de fundos e na própria gestão do partido. Como ponto de partida, Lamine Ba disse que o PDD foi convidado para o congresso de Belfast, na Irlanda, no qual estarão presentes empresários que abraçaram projectos políticos.
“A nossa experiência é de que o sector privado apoia os partidos políticos desde que percebam o seu projecto e nós vamos apresentar o PDD a estes privados que também estarão em Belfast”, disse Lamine Ba partindo da experiência do seu partido que permaneceu 25 anos na oposição.
O político senegalês chamou atenção no sentido de os partidos da oposição não se apegarem apenas ao dinheiro, indicando que mesmo com muitos fundos, se o partido não estiver politicamente organizado jamais alcançará o poder.
Reconheceu que não é fácil a oposição desenvolver as suas actividades e se impor. “A primeira dificuldade que enfrentávamos quando estávamos na oposição relacionava-se com a nossa participação nas eleições, que eram caracterizadas por falta de justiça e imparcialidade”, explicou.
Lamine Ba disse que a oposição no seu país forçou a alteração da legislação eleitoral, abrindo espaço para que estas formações políticas também tivessem lugar nos órgãos eleitorais, situação que eliminou as constantes práticas fraudulentas e permitindo assim a vitória eleitoral do PDS, 25 anos depois.
Indicou ainda que as liberdades de imprensa e de expressão são fundamentais nos processo democráticos, porque sem elas não há participação efectiva da sociedade nos processos eleitorais, o que significa falta de confiança.
O ministro senegalês deixou claro que ao declarar abertamente o apoio ao PDD, o seu país não estava a interferir nos assuntos políticos de Moçambique.
O caso ds ex-trabalhadores da CFM

Edificio dos CFM O caso dos ex-trabalhadores dos CFM : AR agiliza contratação de assessoria técnica
ESTÁ já em curso o processo de contratação da empresa de auditoria “KPGM” para prestar a assessoria técnica à Comissão Parlamentar de Petições na avaliação do caso de reestruturação da mão-de-obra considerada excedentária da empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), segundo revelou ontem ao “Notícias” a presidente deste grupo de especialidade da Assembleia da República (AR), Açucena Duarte. Maputo, Sábado, 1 de Março de 2008:: Notícias
De acordo com a fonte, no concurso público lançado pelo Parlamento apenas apenas participou a KPMG, entidade que respondeu cabalmente a todas as exigências que eram impostas.
“Estamos agora a discutir pormenores para a contratação da empresa, o que deverá acontecer dentro de dias”, sublinhou.
A fonte reiterou o facto de a comissão nunca ter tido conhecimento oficial da existência de um relatório especializado que explique e classifique o trabalho feito pelos CFM durante o processo de reestruturação da empresa.
“A Assembleia da República tem uma metodologia de trabalho que lhe é característica. A nossa actividade baseia-se em documentos e em factos, não em suposições ou especulações, como alguma imprensa procura dar a entender”, disse.
Segundo a frente a KPMG terá um prazo de três meses para apresentar os resultados do trabalho técnico que vai realizar e só depois disso “é que a Assembleias da República se vai pronunciar sobre o caso”.
Um grupo de ex-trabalhadores dos CFM submeteu à Comissão de Petições da AR uma queixa contra a direcção, alegando desvios que considera ter sido a introdução de tabelas individuais para o cálculo das pensões, em detrimento do recurso ao decreto 12/2001, de 10 de Abril, que, segundo eles, define uma tabela única dos coeficientes a usar na fixação dos valores a pagar aos desvinculados.
A Comissão de Petições da Assembleia da República reconheceu a complexidade do processo de reestruturação da empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) que culminou com o despedimento de 16 mil trabalhadores à escala nacional. É tendo em conta esta constatação que estes parlamentares decidiram pela contratação da empresa “KPMG” para a assessorar na resolução deste imbróglio que se deverá estender até Maio próximo. A análise desta queixa arrasta-se desde a passada legislatura, daí a complexidade do caso e a decisão do recurso a um parecer técnico por parte duma instituição especializada.
Sem se referir ao conteúdo da queixa, por força do Regimento Interno, Açucena Duarte afirmou ainda que no prosseguimento da análise deste caso a comissão reuniu-se há duas semana, com o Presidente do Conselho de Administração da empresa, Rui Fonseca. “Contudo, o encontro não foi conclusivo, mas permitiu obter alguma informação para podermos continuar com as nossas diligências”.
“Só depois de concluído este trabalho é que a comissão irá tomar uma posição e, em caso de se verificar que houve atropelos à legislação no processo de racionalização da mão-de-obra dos CFM é que a comissão irá deliberar no sentido de se repor a lei”, sublinhou.
TERMINADO O SIGILO: PRINCE HARRY REGRESSA A CASA

O numero tres na linha de sucessao da coroa britanica acaba de regressar da linha da frente no Afganistao onde esteve desde Dezembro de 2007. O regreso tem a ver com o fcto de nao ser segredo para ninguem a localizacao do Principe no Afganistao, o que segundo observadoesaumentaria o risco de ataques nao apenas em elacao ao Principe mas tambem e elacao aos seus colegas de missao. Os media britanicos haviam assinado um acordo com o ministerio da efesa britanico no sentido de nao divulgarem a noticia ate ao regresso do Principe. contudo uma jornal alemao, um website americanoe outro Australiano publicara a noticia.
O caso que esta a alimentar as conversas de rua em Londres. Deverao os membros da familia real participar em accoes miltares?
Prince returning from Afghan tour
Prince Harry chatted to friends as he waited to fly back to the UK
Prince Harry is on his way back to the UK after a news leak led to him being withdrawn 10 weeks into a deployment to the front line in Afghanistan.
The 23-year-old left on a flight on Friday evening amid concerns he would be a Taleban target if he stayed.
His tour had been the subject of an agreed news blackout by some media, but news was broken by a foreign website.
The Prince of Wales and Prince William will meet Harry when he arrives at RAF Brize Norton in Oxfordshire.
Harry said he was enjoying being in Afghanistan, away from the British media.
Speaking before his withdrawal from Helmand province, the third-in-line to the throne said he would relish another front-line posting.
"It's something I would love to do," he said.
"I don't want to sit around Windsor, because I generally don't like England that much and it's nice to be away from all the press and the papers."
'Taste of life'
Meanwhile, the Ministry of Defence has refused to be drawn on press speculation that his brother, Prince William, will be deployed on board a warship after his Royal Navy training later this year.
"It's our intention to give Prince William as full a taste of life in the Royal Navy as possible, which may include time on board a warship," a spokesman said.
"It's MoD policy not to discuss details of any individual's deployment or service".
Brize Norton station commander Malcolm Brecht said Prince Harry was one of many soldiers returning home at the same time.
He told BBC News: "There's nothing special today actually, this is routine.
HAVE YOUR SAY Prince Harry is a trained soldier. I'm in the service too and I'm pleased for him that he was allowed to go
Deborah, Hampshire, UK
Send us your comments"We have pretty much daily flights from Iraq and Afghanistan and he's one of many passengers coming back through here today, between 700 and 800. We look forward to welcoming them all back."
Prince Harry, who was secretly sent to Afghanistan in December, was ordered out of the country by defence chiefs on Friday.
He was put on a troop transport plane with about 170 personnel, most of them returning home having completed their tours of duty.
The Household Cavalry officer was picked up from manoeuvres and flown to a base at Kandahar to join his flight back to RAF Brize Norton, where he is expected to arrive just before 1000 GMT.
Earlier on Friday, the Ministry of Defence described the reporting of Harry's deployment by foreign media as "regrettable" but said that contingency plans for such a leak had been in place.
Chief of the Defence Staff, Air Chief Marshal Sir Jock Stirrup, in consultation with the head of the Army, General Sir Richard Dannatt, had taken the final decision to withdraw Harry immediately, it said in a statement.
"This decision has been taken primarily on the basis that the worldwide media coverage of Prince Harry in Afghanistan could impact on the security of those who are deployed there, as well as the risks to him as an individual soldier."
Queen's praise
Prince Harry had been based in a former madrassa along with a Gurkha regiment.
Work involved calling up allied air cover in support of ground forces and going out on foot patrols.
The Queen, opening the Queen's Court Care Home in Windsor on Friday, said she believed her grandson had done "a good job in a very difficult climate".
THE EDITORS' BLOG
A news black-out is unusual, but not unique
Jon Williams,
World news editor, BBC News
Jon's comments in full
The prince's deployment was subject to a news blackout deal struck between the MoD and newspapers and broadcasters in the UK and abroad.
It is understood that the news was first leaked in an Australian publication in January but only after it had appeared on the influential US website, The Drudge Report, did the deal break down.
In exchange for not reporting the prince's deployment, some media organisations were granted access to the prince in Afghanistan for interviews and filming.
The prince's withdrawal is the second major blow to his army career.
Last year, a planned tour to Iraq had to be cancelled at the last minute because of fears about his and his colleagues' security.
CONGRESSO DA FRENTE DA ACCAO PATRIOTICA (FAP)
Congresso da FAP vai priorizar eleições - anuncia líder do partido, José Palaco, no término da sua visita de trabalho à província da Zambézia
A FRENTE de Acção Patriótica (FAP) está a preparar a realização, no primeiro semestre do corrente ano, do seu próximo congresso, com vista a definir as estratégias da sua participação no ciclo eleitoral que se avizinha no país. Para o efeito, o líder desta formação política da oposição, José Palaço, terminou recentemente, uma visita de dez dias à província da Zambézia, onde, para além de contactar as bases, iniciou o processo de discussão dos temas que deverão ser abordados na magna reunião. Maputo, Sábado, 1 de Março de 2008:: Notícias
José Palaço, que também é deputado da Assembleia da República pela bancada da Renamo-União Eleitoral, afirmou que a grande discussão no seio do seu partido é o modo como a FAP vai participar nas eleições autárquicas deste ano, nas presidenciais e legislativas de 2009, assim como nas “provinciais”, cuja data ainda não foi definida.
"Temos que de realizar o nosso congresso ainda no primeiro trimestre deste ano, ou, na pior das hipóteses, uma reunião nacional dos nossos membros, com vista a discutirmos e deliberarmos sobre a nossa participação na maratona eleitoral que se avizinha. No partido existem neste momento duas correntes de opinião. Há membros que querem que a FAP concorra sozinha em todas as eleições e apoie a Renamo, enquanto que outros são pela integração numa coligação, defendendo que a união faz a força. Porém, os apologistas das duas correntes são unânimes em considerar que qualquer que seja a decisão a ser tomada deve ter em conta os ganhos políticos que daí advirão”.
Durante a visita a Zambézia, o líder da FAP manteve contactos com os militantes e simpatizantes do seu partido nos distritos de Gurué, Mocuba e cidade de Quelimane.
Já na sua qualidade de deputado do Parlamento pela bancada minoritária, José Palaço mostrou-se preocupado com o facto dos cidadãos que foram vítimas das cheias e inundações estarem a regressar, voluntariamente, para as zonas de risco, depois de terem sido evacuados para lugares de maior segurança.
Sobre o trabalho nos municípios de Mocuba e Quelimane, o parlamentar lamentou o estado em que se encontram as vias de acesso, para além de ter apelado para a necessidade dos dirigentes municipais priorizarem projectos para o abastecimento de água aos citadinos, bem assim melhorarem a gestão do solo urbano.