Friday, 29 February 2008

AZAGAIA ENTREVISTADO POR DINO CROSS




Azagaia é um rapper moçambicano que denuncia a corrupção e muitos outros males do seu país. "As mentiras da verdade" faz parte do seu álbum "Babalaze", que em Moçambique significa "ressaca", em referência à obra "Babalaze das Hienas" do poeta Moçambicano José Craveirinha. Clique em ler mais para aceder à letra de "As mentiras da verdade". ESCUTE A MUSICA NO www.youtube/watch?v=b9IwDjrUNITE

I

E se eu te dissesse

Que Samora foi assassinado

Por gente do governo que até hoje finge que procura o culpado

E que foi tudo planeado

Pra que parecesse um acidente e o caso fosse logo abafado

E se eu te dissesse

Que o Anibalzinho é mais um pau mandado

Que não fugiu da Machava mas foi libertado

Pelo mesmo sistema judicial que o tem condenado

E o mais provável é que ele agora seja eliminado

E se eu te dissesse

Que Siba-Siba,

Coitado foi uma vítima

Da corja homicida

Que matou Cardoso na avenida

Não Aníbal e a sua equipa

Condenados pelos media

Mas a mesma que deixou

Pedro Langa sem vida

E se eu te dissesse

Que Moçambique não é tão pobre como parece

Que são falsas estatísticas

E há alguém que enriquece

Com dinheiros do FMI,OMS e UNICEF

Depois faz o povo crer

Que a economia é que não cresce

E se eu te dissesse

Que a oposição

Neste país não tem esperança

Porque o povo foi ensinado a ter medo da mudança

Mas e se eu te dissesse

Que a oposição e o governo não se diferem

Comem todos no mesmo prato

E tudo esta como eles querem

E se eu te dissesse

Que a barragem Cahora Bassa não é nossa

É dum punhado de gente que ainda vai encher a bolsa

E se eu te dissesse que há jornais

Que fabricam informação

Pra venderem mais papel e ganharem promoção

E que são os mesmos que nos vendem

Aquela imagem de caos

Que transformam simples ovelhas em lobos maus

E se eu te dissesse

Que há canais de televisão comprometidos

Com o governo e só abordam os assuntos permitidos

Que esses telejornais já foram todos vendidos

Vocês só vêm o que eles querem

E eles querem os vossos sorrisos

E se eu te dissesse

Que o Sida em Moçambique é um negocio

ONGs olham pra o governo como um sócio

Refrão: Porque nem tudo que eles dizem é verdade--é verdade

Porque nem tudo que eles não dizem não é verdade--é verdade (2x)

Eles fazem te pensar que tu sabes-- mas não sabes

Cuidado com as mentiras da verdade--é verdade



II

Se eu te dissesse

Que a historia que tu estudas tem mentiras

Que o teu cérebro é lavado em cada boa nota que tiras

Que a revolução não foi feita só com canções e vivas

Houve traição, tortura e versões escondidas

E se eu te dissesse

Que antigos combatentes vivem de memorias

Deram a vida pela pátria e o governo só lhes conta historias

Quantos nos dias de hoje dariam metade que eles deram?

Em nome de Moçambique, nem os que vocês elegeram

E se eu te dissesse

Que o deixa andar não deixou de existir

Veja os corruptos a brincar de tentarem se impedir

Comissões de anti-corrupção criadas por corruptos

A subornarem-se entre eles pra multiplicar os lucros

E se eu te dissesse

Que as vagas anunciadas já tem donos

Fazemos bichas nas estradas mas nem sequer supomos

Que metade das entradas pertencem a esquemas de subornos

Universidades estão compradas mas que raio de merda somos?

E se eu te dissesse

Que o teu diploma de engenheiro não é pra hoje

Enquanto saem 100 economista, engenheiros saem 2

Lares universitários abarrotados de gente

Vai ver as pautas a vermelho e os docentes indiferentes

E se eu te dissesse

Que neste país os estrangeiros é que mandam

Tem o emprego e o salário que querem ainda mandam

Meia dúzia de nacionais pra rua

É o neocolonialismo da maneira mais crua

E se eu te dissesse

Que a cor da tua pele conta muito

Quanto mais clara, mais portas que se abrem é absurdo

Os critérios de selecção pra emprego

Vais pra empresas tipo bancos e não encontras nem um negro

E se eu te dissesse

Que a policia da republica é uma comédia

São magrinhos, sem postura e se vendem por uma moeda

Agora matam-se entre eles traição na corporação

Afinal de contas quem é o policia, quem é ladrão?

E se eu te dissesse

Que há bancos que financiam partidos

E meia volta aparecem com os cofres falidos...

Refrão (ate ao fim)...

AZAGAIA ENTREVISTADO POR DINO CROSS


PUBLICAMOS NA INTEGRA E COM A DEVIDA VENIA A ENTREVISTA DE DINO CROSS A AZAGAIA, ESSE JOVEM POETA QUE CANTA O SENTIMENTO DOS SEM VOZ!

As mentiras e as verdades de Azagaia

Certo dia o Joe, disse-me “nunca mais escreveste sobre a Cotonete”, e respondi-lhe estou a pensar em entrevistar o Azagaia, “do que esperas pah?...” perguntou-me o amigo responsável pela Cotonete Records. cheguei a casa e resolvi ouvir o disco Babalaze do Azagaia, e admirado com tanto talento e tudo de bom que ouvi no cd, as 00:00 de Domingo, resolvi enviar ao Azagaia esta sms: Mano Azagaia xtou a preparar uma entrevista pra ti, mas preciso alguns dados... podes me “e-mailar” ou marcamos um encontro na net? E assim combinamos para as 22 horas. Fui lançando já umas bocas sobre a entrevista na net e na rádio Luanda (big show cidade) enquanto esperava pela hora combinada e as 22h03 minutos, uma sms deixou-me preocupado: “Tó um pouco atrasado mas já to p chegar a casa” era o Azagaia comunicando o atraso. E quando eram 22h51 finalmente começamos a entrevista que resultou no trabalho abaixo:
Azagaia é o pseudónimo artístico do rapper moçambicano Edson da Luz, um jovem universitário, que ganhou popularidade internacional com a polémica em torno da música de sua autoria “as mentiras da verdade”, onde em sua analise faz uma denúncia sobre as mentiras tidas como verdade no seu pais.
O álbum saiu e tem como título Babalaze, lembrando assim o poeta José Craveirinha na obra “Babalaze das Hienas”. Um disco bom de se ouvir e que nos convida a fazer uma reflexão sobre tudo o que nós temos aprendido cá em África, vários dúvidas acabam ficando no ar e acabamo-nos perguntando será verdade tudo em relação a nossa história? Essas e muitas outras perguntas poderás fazer depois de ler a entrevista e ouvir o disco Babalaze.


DINO CROSS

AZAGAIA ENTREVISTADO NO www.dinocross.blogspot.com



Com a devida venia reproduzimos na integra a entrevista a Azagaia feita por Dino Cross no www.dinocross.blogspot.com

DINO CROSS - Como foi que começou a cantar? E porquê o nome Azagaia?
Azagaia: Comecei a cantar por influência de amigos, na brincadeira, estava na oitava classe acho e tinha um pequeno grupo chamado RapKids (hehe), era só rimar, mas eu já lia poesia de José Craveirinha e escrevia os meus poemas também..
bem depois de alguns anos na brincadeira, quando cheguei ao ensino pré-universitário, conheci um amigo que veria a tornar-se no Escudo do nosso grupo Dinastia Bantu, aí é que as coisas tornaram-se mais sérias em 1999 Quanto ao nome... Azagaia Surge porque nós (meu grupo) queriamos uma identidade mais africana do nosso rap, inspirávamo-nos nos Wu Tang Clan naquela altura e queriamos fazer uma Clan mas não inspirada na cultura chinesa como a Wu, mas sim na África nossa terra aí surge a Dinastia (tipo a clan hehe) Bantu, azagaia sendo um instrumento de guerra dos povos bantu, achei que tinha tudo a ver comigo pois espelhava a minha postura combativa no hip hop, e o Escudo vinha completar na defesa, uma dupla perfeita.

DC: Sobre as verdades, que verdades o seu povo desconhece?
Azagaia: A começar pela nossa história, ela foi escritas pelos vencedores, os que sobreviveram, os protagonistas da propria história é que a escreveram, daí muita coisa foi manipulada a favor destes.
A seguir, temos o nosso dia a dia que é marcado por uma governação não transparente, onde muitos governantes enriquecem no poder de forma não clara acompanhada de vários escandalos e suspeitas fortes de corrupção, depois, as grandes decisões muitas vezes do nosso governo relacionadas conosco povo, são tomadas sem nos consultarem, daí a revolta

DC: Sobre as mentiras, que mentiras te referes?
AZAGAIA: As mentiras são as aparências, o falso desejo dos muito ricos querem combater a pobreza no seio dos tão pobres, pobreza que eles não sentem portanto desconhecem, mentiras são os acordos que parecem benificiar o povo mas que na realidade beneficiam uma minoria, mentira é essa ilusão de sucesso dos africanos que consiste em pensarmos que desenvolvermos é termos um carro de luxo, joias e mulheres mesmo que estejamos a vender o nosso país e continuamos na realidade pobres.

DC: A tua frontalidade ao cantar é fruto de um exercício efectivo de democracia? Até que ponto respeita-se a liberdade de expressão em Moçambique?
AZAGAIA: é efectivamente democrático que todos tenham direito a palavra. A frontalidade é do que precisamos, atacar os problemas de frente, sem subterfúgios a liberdade de expressão em Moçambique só existe até começar a por em causa os interesses do poder, o grupo de mais ou menos 15 pessoas que governa os restantes 20 milhões, prova disso é a morte do jornalista Carlos Cardoso e o bancário Siba Siba, e o facto de estarem a proibir a passagem da minha música "Povo no Poder" na Rádio Moçambique como já tinham feito com as "Mentiras da Verdade"

DC: Já teve medo de alguma situação resultado da repercussão da sua música?
AZAGAIA: Não
DC: E ameaças já teve?
AZAGAIA: Algumas mensagens cobardes deixadas no blog da cotonete, o que recebo mais são sugestões para fazer músicas mais leves

DC: Que Moçambique sonhas para os moçambicanos?
AZAGAIA: Um Moçambique onde os moçambicanos não sintam medo nem receio de contribuirem com as suas opinões sob pena de perderem seus empregos ou regalias ou mesmo a sua vida ou dos seus, onde os moçambicanos possam contestar uma situação que lhes prejudique sem correrem o risco de serem violentados pela policia, um moçambique onde a justiça funcione para todos e não haja "intocáveis" à cima da lei contra os quais não vale a pena fazer nenhuma acusão pois nunca serão condenados, um moçambique onde os moçambicanos conheçam a sua verdadeira história um moçambique onde as crianças tenham cada vez mais oportunidades de educação, uma educação que lhes permita ter espaço de criar e escolherem as suas verdadeiras vocações um moçambique onde os jovens não tenham, que se aliar a nenhum partido político para conseguir um emprego ou posição confortável na sociedade um Moçambique com uma governção transparente e verdadeiramente democrática.

DC: Que argumentos justifica-se a proibição da música “povo no poder” na rádio Moçambique?
AZAGAIA: Esta proibição parece não ter argumentos claros, pelo facto de ela não ser oficial, é uma ordem interna a ser cumprida e não questionada, dizem que a música insulta o presidente da república (hehe), os trabalhadores dizem que não querem problemas, receberam ordens superiores para não tocá-la (*)

DC: Babalaze quer dizer ressaca, o que o motivou a dar este título ao teu álbum?
AZAGAIA: A gravação deste álbum aconteceu num momento de reflexão na minha vida sobre tudo que já tinha vivido até esse ponto, era um momento de ressaca sim e queria partilhar isso com as pessoas que de certeza partilham das mesmas opiniões e chamar os que não concordam comigo à reflexão também.

DC: Fala-me da experiência que foi a participação do Valete no teu álbum?
AZAGAIA: Foi fenomenal, é sempre um prazer para um artista partilhar ideias com outro que admira, em termos de liricismo a música "Alternativos" levou o cd para outro nível, esta música é um exemplo de união de irmãos de África, e o tema não poderia ser melhor, uma afirmação de nós mesmos, enfim um exemplo a seguir nos PALOPS acredito.

DC: Em relação ao sucesso do teu álbum em Moçambique, estas satisfeito?
AZAGAIA: Tou sim, é mais do que esperava confesso, ele foi feito num estúdio de qualidade básica, e está a ser ouvido em todo país, o que chateia é o facto de não conseguirmos fazer cds para todos.

DC: Sobre a Cotonete Records como é trabalhar nesta label?
AZAGAIA: É uma segunda família para mim, ela me acolheu e acreditou em mim e sempre deu-me a liberdade de fazer a música que eu gosto, há muito dinamismo e liberdade de ideias, enfim é fixe

DC: Esta conversa de que o hip hop moçambicano morreu para o pandza(**) o que tens a dizer?
AZAGAIA: Nada disso. O hip hop sempre teve vivo, o problema é que alguns nomes sonantes do nosso hip hop passaram a fazer pandza por escolha própria e isso criou esse boato, e sendo o pandza uma música mais comercializável tem naturalmente mais espaço, bem os manos do hip hop tiveram uma lição de agressividade no markting também bem acho que há espaço para todos e à cima de tudo o espaço conquista-se, não é dado de bandeja, e isso o pessoal do hip hop esta aprender para poder competir e se afirmar cada vez mais.



DC: Em relação aos mc’s que mudaram para o pandza?
AZAGAIA: Epa é escolha própria, não os condeno, mas acredito que é sempre melhor quando as pessoas revelam-se e seguem o seu caminho, bom há alguns que talvez nem sabem ao certo o que querem mas o tempo dirá, acho que o pessoal do hip hop não deve dar muita importância a eles e seguir em frente, há muita estrada por caminhar

DC: Tens uma ideia de como estas popular fora de Moçambique?
AZAGAIA: Uma vaga ideia, algumas pessoas dizem que a minha musica é muito escutada nalguns países da europa, tipo ai em Angola e mais, bem são relatos e eu não sei até que ponto são verdadeiros, mas acredito que há quem curte, não há fumaça sem fogo (hehe).

DC: Que ambições tens para Angola?
AZAGAIA: Gostaria muito de fazer um show aí, sinto que temos realidades semelhantes e temos muito que partilhar, definitivamente quero conhecer Angola e os rappers daí. E quero que o meu cd seja vendido aí.

DC: Que opinião tens sobre o hip hop angolano? e que mensagem deixas para o povo de Angola e de Moçambique?
AZAGAIA: Começar por dizer que a música angolana tem muita qualidade, e sobre o hip hop não sei muito, mas o que chega aqui é o mais comercial tipo para se curtir nas festas e tal, algum hip hop mais de consciencialização também chega mas muito pouco, acho que só conheço o MC K. Mas acredito que há muitos outros que talvez não tenham tanto espaço. E as meninas aqui curtem maningue o balanço da música dos Kalibrados e Army Squad (hehe) para Angola e Moçambique acho que deviam fortalecer os laços de irmandade, precisa haver mais intercâmbio de culturas e estratégias de governação, os artistas precisam encontrar-se mais e discutirem ideias, somos povos irmãos e vivemos os mesmos dilemas e partilhamos da mesma herança histórica, a luta pela liberdade, a luta contra a falsa democracia e falta de transparência penso que é igual sem colocar em causa a soberania de cada povo, devemos nos unir e lutar por uma África melhor.

(*)http://aminhavozz.blogspot.com/2008/02/cano-que-no-pode-ser-tocada-na-rdio.html
(**) Pandza é um novo estilo musical em Moçambique, bastante animado como é o Kuduro, e dança-se assemelhando o ragga.

QUENIA



Annan anuncia acordo entre Governo e oposição

DEPOIS de uma reunião de quatro horas em Nairobi, no Quénia, o ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, anunciou ontem que foi concluído um acordo para a divisão de poder, que se esperava fosse assinado ainda ontem, na presença do presidente Mwai Kibaki e do líder da oposição, Raila Odinga.

Em declaração a correspondentes em Nairobi, Annan afirmou que foi firmado o acordo para a formação de uma coligação de governo e os partidos devem reunir-se em breve para assinar o documento.

“Tivemos um dia muito construtivo. Chegámos a um entendimento a respeito do acordo para a coligação”, afirmou.

Annan, que está a mediar as negociações, não deu mais detalhes sobre o acordo firmado.

A actual crise no Quénia teve início depois das eleições de Dezembro. A oposição, liderada por Raila Odinga, afirma que o pleito, que elegeu o presidente Mwai Kibaki, foi fraudulento.

A Polícia queniana afirma que desde o início da crise em Dezembro cerca de 1500 pessoas foram mortas.

Na terça-feira Kofi Annan chegou a anunciar a suspensão das negociações no Quénia, depois de 48 horas de impasse.

Na semana passada os dois lados tinham concordado com a criação do posto de primeiro-ministro, que poderia ser ocupado por Raila Odinga, o que elevou as esperanças de um acordo final em breve. Mas o Governo e a oposição ainda não tinham determinado quais seriam os poderes do primeiro-ministro.

Os Estados Unidos e a União Europeia pediram que o Governo do Quénia e a oposição encontrem uma solução para a crise, que já dura seis semanas.

GORDON BROWN WELCOMES PEACE-DEAL IN KENYA



GORDON BROWN'S STATEMENT

'Kenya's leaders have reached a power-sharing agreement that represents a triumph for peace and diplomacy, and a renunciation of the violence that has scarred a country of such enormous potential. Common sense has prevailed, and the Kenyan people have the outcome for which they have hoped and prayed.

I want to pay tribute to the efforts of Kofi Annan and his panel, and the crucial role played by President Kikwete and the African Union. I applaud the courage that Kenya's leaders have shown in taking the tough decisions necessary to put Kenya back on the path to the prosperity, democracy and stability which it is so richly deserves.

The hard work must continue. Kenyans need help to resettle and rebuild. Real leadership, patience and tolerance is necessary to ensure that the agreement sticks.

And the international community, showing continued unity and resolve, must play its part to support Kenya and its leaders as they establish a new government. As I told President Kibaki at the weekend, we are ready to work closely with that government if it takes the right decisions for the long term benefit of Kenya.'

O Golaco de Koffi Annan: RAILA ODINGA PRIMEIRO MINISTRO DO QUENIA!



Ha cerca de mes e meio perguntavamos neste blog, num artigo com o titulo 'Conseguira Kofi o golo do desempate?', se Koffi Annan e a sua equipe composta pela mocambicana Graca Machel e pelo ex-presidente Tanzaniano, Benjamim Nkapa, conseguiriam desempatar a partida no Quenia. Depois de dias de incerteza, Koffi conseguiu finalmente marcar o golaco do empate, com a aceitacao por ambas as partes da formacao de um governo de unidade nacional, com um primeiro-ministro. E os Quenianos, maioritariamente os apoiantes de Odinga sairam a rua para celebrar a ascencao do seu lider a cimeira posicao de Primeiro Ministro, um posto nao previsto na Constituicao da Republica, que obrigar uma revisao pontual da constituicao.
De acordo com observadores locais, as duas partes concordaram na formacao de um governo de coligacao, onde cada parte teria igual numero de ministros e seriam nomeados dois vice- primeiro ministros, um de cada parte da coligacao. O Primeiro Ministro podera apenas ser emitido pelo Parlamento Queniano.

Que licoes desta odisseia?

Varias licoes podem ser tiradas desta experiencia de acordo com as escolas de pensamento e a experiencia de cada um. A meu ver as seguintes sao as 10 ilacoes mais importantes:
1-Que de facto tem havido fraudes em Africa;
2-Que com a ajuda da comunidade internacional e possivel reverter parcialmente a injustica;
3-Que a violencia ou ameaca de violencia jogam um papel importante na resolucao de disputas pos eleitorais;
4-Que a etnicidade e um elemento funamental na politica africana;
5-Que os EUA sao capazes de mudar de posicao, quando confrontados com a realidade;
6-Que a divisao de poder e uma formula alternativa ao modelo 'winner gets all' em Africa;
7-Que Koffi Annan e mais influente que a Uniao Africana;
8-Que a sociedade civil joga um papel importante na gestao de conflitos;
9-Graca Machel junta-se a Joaquim Chissano, como mediadora de craveira internacional;
10-Quando a oposicao esta organizada e usa com inteligencia 'sticks and carrots' consegue reverter o resultado de fraudes eleitorais;

Parabens Koffi, Parabens Graca Machel, Parabens Mkapa, Parabens Quenia!

Um abraco,

Manuel de Araujo

Odinga pledges to rebuild Kenya

The power-sharing deal was greeted with jubilation in Kenya
Prime minister-designate Raila Odinga has told the BBC his priority will be to rebuild Kenya after a deal to end the two-month political crisis.
He pledged to help those who had been displaced, lost their property or lost their jobs during the violence in which some 1,500 people died.

Many Kenyans have been celebrating the power-sharing deal between Mr Odinga and President Mwai Kibaki.

But some of those displaced question whether ethnic hatreds can be healed.

There has be to be trust and confidence developed on both sides

ODM's Raila Odinga


Holding fire on celebrations
Press hails deal

"It's become a habit of saying 'peace, peace, peace' every now and then and after peace we see flames of fire," a woman living in a displacement camp in the western town of Eldoret told the BBC.

But in nearby Kisumu, Mr Odinga's home town, thousands of dancing and cheering people poured onto the streets to celebrate the deal brokered by former UN Secretary General Kofi Annan.

Mr Odinga also pledged to reconcile Kenyans, after the violence took on an ethnic dimension, forcing some 600,000 from their homes.


Many businesses were destroyed during the violence

"You have seen the ugly face of ethnic confrontation in our country. I feel confident that the experience we have gone through has been a teacher and everyone is going to ensure that this coalition does succeed," he told the BBC's Today programme.

Negotiations between the government and opposition, which lasted more than a month, stalling several times, are to resume on Friday morning to discuss long-term reform of land ownership, the economy and the constitution.

'Historical injustices'

Mr Odinga said the agreement was "just a piece of paper" - the most important thing was the will behind it.

POWER-SHARING DEAL
New two-party coalition government to be set up
Cabinet posts to be divided equally between parties
Raila Odinga to take new post of prime minister, can only be dismissed by National Assembly
Two new deputy PMs to be appointed, one from each member of coalition
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Deal offers fresh hope
Reaction in quotes

"It means we recognise Mr Kibaki as president and he recognises that there were some flaws in the elections," he told the BBC.

And, he said, the coalition had a lot of work to do - constitutional and legal reforms as well as land reforms to address "historical injustices".

"There has be to be trust and confidence developed on both sides. It is important for us to forge a firm foundation for a united country," he said.

He hoped for a new constitution within a year and fresh elections within two as Mr Annan had given the coalition a maximum life of two years, after which it should be reviewed.

Compromise

The new coalition will be headed by President Kibaki, with Mr Odinga - whose Orange Democratic Movement (ODM) is the largest in parliament - set to take the newly created post of prime minister.

Each party will nominate a deputy prime minister, with other ministerial portfolios being divided equally between the two parties.


HAVE YOUR SAY After 8 weeks of uncertainty in the political atmosphere as well as peace, there is somehow a glimpse of hope and light to the beautiful land of Kenya.
Edward, Nairobi
Send us your commentsCorrespondents say both parties are now likely to begin wrangling over who gets what position in the new government, with the post of finance minister likely to prove the most contentious.

After the deal was reached, Mr Annan said: "Compromise was necessary for the survival of this country."

He urged all Kenyans to support the agreement, saying: "The job of national reconciliation and national reconstruction is not for the leaders alone. It must be carried out in every neighbourhood, village, hamlet of the nation."

Speaking after the signing, Mr Kibaki said: "This process has reminded us that as a nation there are more issues that unite than that divide us.

"We've been reminded we must do all in our power to safeguard the peace that is the foundation of our national unity... Kenya has room for all of us."

Both men thanked those who had stood by Kenya in what Mr Odinga called its "hour of need", including Mr Annan, the African Union, the European Union, the United States and the UN.

Thursday, 28 February 2008

PRINCE HARRY EM COMBATE?


A BBC acaba de confirmar que o Principe da Inglaterra encontra-se desde Dezembro de 2007 na frente de combate no Afganistao. A informacao foi revelada horas depois de varios 'sites' americanos terem publicado a noticia. Os orgaos de informacao britanicos, apesar de terem conhecimento da noticia, nao a divulgaram, para protegerem a seguranca do Principe e dos seus colegas no teatro de operacoes!

Ja que amanha termina o recenseamento militar em Mocambique julgo ser momento apropriado para sabermos se os nossos 'principes' ja se recensearam! E que ha classes em Mocambique que nao nao so nao se recenseam como nunca sao chamadas ao servico militar! Nao seria altura para desmistificarmos esses tabus da nossa vida quotidiana? E mais, sera que Mocambique precisa de um Servico Militar Obrigatorio? Ou seja nao e altura para termos um Servico Militar Voluntario?

Um abraco,

NA ZAMBEZIA: DOENTES DE TB ABANDONAM TRATAMENTO


Dizem que a distância que lhes separa entre as suas casas e o hospital é longa e muitas vezes ficam sem dinehiro para subir táxi-bicicleta

Quelimane (DZ) – Os doentes de tuberculose (TB) que fazem o tratamento no Centro de Saúde 4 de Dezembro nos últimos dias tem vindo a abandonar o respectivo tratamento
devido a distância daquele centro hospitalar. Por outro lado, a maior parte destes, residem muito longe da cidade sendo assim, mostram-se incapacitados em arranjar dinheiro para custear o taxi de bicicleta todos os dias, ou seja, por causa da
distância o paciente é obrigado a gastar 10 Mt por dia para ir apanhar a medicação. Dados em nosso poder dão conta que esta ausência dos doentes vem sendo registado desde o ano passado, mas neste período a principal causa era da subcarga da própria medicação.
Segundo a enfermeira daquela unidade sanitária, Lizete Azarias, durante este ano foram registados cerca de 350 casos de tuberculose contra 281 de igual período no ano
passado. Deste número na sua maior parte são jovens, esta doença não é meramente contaminada pelos hábitos e costumes caseiros.
As recomendações da unidade sanitária têm sido bem claras que quando numa casa tem um doente com esta doença é preciso evitar a partilha de pratos, copos, talheres,
entre outros. Igualmente são tidos como principais sintómas desta doença: tosse constantes a mais de duas semanas, transpiração durante a noite quando se está a dormir, emagrecimento, fata de apetite e vários. O mesmo tem a duração de
seis meses.
Importa referir que a tuberculose é uma doença que tem cura e o seu tratamento é gratuito.
Durante o ano passado aquele centro hospitalar registou um aumento em termos de números de casos dos pacientes devido a pandemia de HIV, quando alguns doentes de Sida são detectados que tem TB imediatamente são evacuados para aquele centro.
Para apanhar tratamento de TB é preciso fazer teste de HIV No centro de saúde 4 de
Dezembro nesta parcela do país, para apanhar o tratamento de tuberculose o doente é submetido a fazer o teste de HIV/ Sida. Isto para poder ver se é ou não Seropositivo. Quando questionada sobre quais eram as rozões da submissão deste teste em troca do tratamento de TB, a enfermeira que cuida do caso disse " muito destes casos estão associados com HIV", disse a fonte.
"Há casos em que os doentes tem a tuberculose mas quando são submetidos a teste de HIV e Sida o resultado é positivo. Porque a tuberculose é vista como sendo uma
doença infecciosa do HIV", clarificou a nossa entrevistada.
Num outro densenvolvimento a fonte disse ao «Diário da Zambézia» nem todos os pacientes aceitam fazer o teste, mesmo assim fazem o tratamento de TB, outros só depois de muito tempo é que aceitam.
Entretanto, fazer o teste de HIV antes de apanhar o tratamento da doença referida anteriormente é de caracter obrigatório.
(Artur Cassambay)

Conta Geral do Estado 2006: 22 projectos de investimento sem inscricao no OGE



"Constitui despesa pública todo o dispêndio de recursos monetários ou em espécie, seja qual for a sua proveniência ou natureza, gastos pelo Estado, com ressalva daqueles em que o beneficiário se encontra obrigado a reposição dos mesmos." – Nº 1 do artigo 15 da Lei 9.º/2002, de 12/2 que aprova o SISTAFE

Maputo (Canal de Moçambique) – As constatações do Tribunal Administrativo (TA), no último Relatório e Parecer Sobre a Conta Geral de 2006, são de bradar os céus. Da parte que hoje destacamos consta que "foram executados 22 projectos de investimento, sem inscrição no Orçamento do Estado, sendo 4 da Casa Militar, 3 do Ministério da Planificação e Desenvolvimento, 3 do Ministério das Finanças, 4 do Ministério da Educação e Cultura, 4 do Ministério da Saúde, 3 do Conselho Nacional do Combante ao Sida e 1 de Encargos Gerais de Estado/Despesas de Capital - Âmbito Central".
A tónica do Tribunal Administrativo é a mesma dos anos anteriores. Desta vez, contudo, são ainda mais aterradoras as respostas que o governo e as demais instituições, apresentam, em sede do contraditório, no TA, para justificar o que tem todo o aspecto de ser injustificável. Mas o Tribunal Administrativo (TA) dá o seu parecer e fica-se por aí. Ao TA cabe apenas, após a descoberta dos "forrobodós" com os fundos públicos, recomendar ao Governo a necessidade de se cumprir com o que legislação aplicável determina.
De ano para ano, vem-se apenas confirmando que não há vontade política dos governantes que o País tem vindo a ter, de mudar de rumo. Todas as evidências postas a nu pelo laborioso Tribunal Administrativo mostram que os governantes continuam numa boa, surdos e mudos conforme fica demonstrado a seguir, ao ler-se a parte que colhemos hoje do Relatório e Parecer do TA sobre a Conta Geral do Estado 2006.
O Tribunal Administrativo conta-nos nesta parte do seu relatório que durante a auditoria às contas que usam dinheiros do erário público, isto é de todos nós, "foram executados 22 projectos de investimento, sem inscrição no Orçamento do Estado, sendo 4 da Casa Militar, 3 do Ministério da Planificação e Desenvolvimento, 3 do Ministério das Finanças, 4 do Ministério da Educação
e Cultura, 4 do Ministério da Saúde, 3 do Conselho Nacional do Combate ao Sida e 1 de Encargos Gerais de Estado/Despesas de Capital - Âmbito Central".
Como tem sido tónica neste documento, os juízes do TA relevam que de acordo com a lei do SISTAFE – Sistema de Administração Financeira do Estado "nenhuma despesa pode ser assumida, ordenada ou realizada sem que, sendo legal, se encontre inscrita devidamente no Orçamento de Estado aprovado, tenha cabimento na correspondente verba orçamental e seja justificada quanto à sua economicidade, eficiência e eficácia". Mas lá está, o Governo criou o tal de SISTEFE, mas na hora de cumprir, mandou-os para as favas e em sede de contraditório saiu-se por aí a justificar que as verbas que foram desaguar à Casa Militar, e demais instituições atrás citadas, na execução de tais despesas não previstas "estão abrangidas pelas alterações orçamentais efectuadas ao abrigo das competências atribuídas ao ministro das Finanças, através do decreto n.º2/2006, de 21 de Fevereiro". Contundo o TA faz recordar que a referida operação, socorrendo-se de um despacho posterior do ministério supracitado de 31 de Outubro de 2006, sobre as modificações às dotações orçamentais dos órgãos e instituições centrais e provinciais, "não desagrega
estas alterações por projecto".

(Luís Nhachote)

Canal de Opiniao: Pobreza Absoluta e Riqueza Absluta, por NOE NHANTUMBO





Pobreza absoluta da maioria, riqueza absoluta da minoria…

Ou quando a «Transparência Governativa» não passa de palavras...e se exige que não se brinque com coisas sérias

Maputo (Canal de Moçambique) - A turbulência social latente que se vive no país deve ser olhada, compreendida e analisada como resultado directo da maneira como Moçambique tem sido governado. São as escolhas dos detentores do poder que estão conduzindo o país para o abismo social que pode ser de um momento para o outro a desgraça fatal.
Quando se fala de escassez de recursos públicos para desencadear acções tendentes a aliviar o sofrimento da larga maioria dos moçambicanos não se pode aceitar ou compreender que o governo embarque numa onda de despesismo como se as finanças estivessem sadias e pudessem comportar tais excessos.
Exigir que se aperte o cinto tem de ser algo dito e praticado também pelos que proclamam isso.
Em Moçambique estamos em presença de uma aberração conceptual quanto ao que é governo, sua razão de ser e procedimentos.
Com um sistema implantado e enraizado de impunidade quase que total, de todo o tipo de ilicitudes, vive quem está bem situado, quem está bem enquadrado nos esquemas ilícitos. Isso é verdade e de conhecimento comum. Salvo as excepções, naturalmente.
Tudo o que é aprovado como norma, lei e procedimento é imediatamente furado mesmo pelos que deveriam zelar pela sua viabilização.
O procurement estatal está canceroso, voltado a servir interesses que não são os públicos. A justiça está manietada por interesses aparentemente partidários mas que na verdade são os de uma clique.
Os partidos políticos transformaram-se em confrarias ou grupos de amigos praticando a auto-protecção e o abocanhamento das possibilidades e potencialidades nacionais.
O governo virou em centro de decisão e repartição de benefícios entre compadres.
Nada do que estamos dizendo é desconhecido ou novidade.
Possuímos uma liderança nacional conhecedora da situação e que poderia fazer muito mais para melhorar a vida dos moçambicanos. Mas parece que também está amarrada a compromissos que não conhecemos.
Porque não age o governo? Porque não se encontram soluções para a pobreza intolerável em que vive a maioria dos moçambicanos? Porque não se exploram os recursos existentes em benefício dos moçambicanos? Porque não se envereda pelo endividamento estratégico com vista a criar condições para o pleno emprego e resolução dos problemas dos problemas já identificados? Porque não há transparência governativa?
A questão Moçambique, a crise, o desemprego, a pobreza, são questões que ultrapassam o âmbito das vantagens pessoais e partidárias.
Querer governar Moçambique tem de ser resolutamente trabalhar para eliminar os constrangimentos conhecidos em tempo útil.
Sem transparência na gestão dos assuntos públicos, na governação quotidiana, na maneira como são tomadas as decisões que afectam a vida de todos, jamais poderemos lançar o pais na via do progresso e da satisfação crescente das necessidades dos cidadãos. E este é o mandato de qualquer governo digno desse nome.
Moçambique pode e deve ser compartilhado.
Endividamento público para o usufruto de uma minoria não pode continuar a ser o caminho seguido pelos governantes moçambicanos se queremos sair da crise vergonhosa em que vivemos. Não se compreende nem se pode aceitar que um país prenhe de recursos tenha a sua população mendigando por comida.
Os sacrifícios são tolerados e consentidos quando compreendidos e assumidos como algo necessário, que todos tem de se sujeitar para beneficio posterior de todos. Com a descriminação objectiva de largos segmentos da população moçambicana, com equipas altamente colocadas mexendo nos paus e influenciando o acesso dos moçambicanos a actividades que podem gerar emprego e riqueza, com a monopolização efectiva de tudo o que seja fonte de rendimento sempre pelo mesmo grupo, estaremos contribuindo para inviabilização nacional.
Moçambique está clamando pelo fim do vantagismo do cargo como forma de exercer funções públicas.
Não faz sentido falar, proclamar e depois não fazer. Moralização dos governantes, trazer de volta a autoridade moral e politica está-se revelando necessário e com toda a urgência para que não seja tarde demais.
Nunca foi necessário tanto realismo para salvar o país.
Viabilizar Moçambique ultrapassa as negociatas em que estão envolvidos alguns dos deveriam estar cuidando da coisa pública.
O tempo é de acção inteligente, responsável e concertada em defesa e em prol da nação e dos moçambicanos. Da Chefia do Estado espera-se capacidade de compreender a dimensão do problema e descobrir os caminhos que permitam que se saia desta situação insuportável.
Não queremos milagres. Simplesmente condições e ambiente que permita que os moçambicanos trabalhem para realizar o seu potencial. Democratizar o país passa por democratizar a economia.

(Noé Nhantumbo)

IMF DIRECTOR GENERAL MEETS WEST AFRICAN HEADS OF GOVERNMENT


FMI reúne-se com chefes de Estado da UEMOA

O DIRECTOR-GERAL do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, reuniu-se segunda-feira em Ouagadougou com os chefes de Estado e de Governo dos países membros da União Económica e Monetária Oeste-Africana (UEMOA) com vista a tomar medidas urgentes a favor das economias frágeis.

Este encontro reuniu, além do director-geral do FMI, os chefes de Estado do Benin, Yayi Boni, do Burkina Faso, Blaise Compaoré, da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, do Mali, Amadou Touré, e do Togo, Faure Gnassingbé, bem como os primeiros-ministros da Guiné-Bissau, Martinho N´dafa Kaby, e do Níger, Seyni Oumarou.

"Esperamos que ele (FMI) possa melhorar a sua governação, nomeadamente tornar os seus instrumentos financeiros mais acessíveis aos africanos e aguardamos por representações do continente nas instâncias da administração do FMI", sublinhou o presidente burkinabe, Blaise Compaoré.

O presidente beninense, Yayi Boni, disse, por seu turno, que este encontro congratulou-se com o anúncio segundo o qual o FMI vai rejuvenescer e tentar adaptar os seus instrumentos, os seus métodos e os seus procedimentos para considerar as preocupações essenciais dos países pobres altamente endividados.

Boni acredita que no futuro, o FMI estará mais próximo dos africanos e criará os instrumentos adaptados para lhes permitir resolver todos os riscos que perturbam a gestão da estabilidade e da segurança nos países da UEMOA. "Strauss-Kahn propôs que o FMI seja um instrumento de lobbying", indicou o presidente beninense.

Sem poder dar uma resposta adaptada à situação da crise consecutiva à inflação induzida pelo aumento dos preços de alguns produtos de primeira necessidade, o director-geral do FMI disse que o papel da sua instituição é fazer com que o crescimento económico registado pelos países da UEMOA nos últimos anos perdure.

"Este périplo (o seu) realiza-se numa altura em que a crise económica no mundo tem consequências em toda parte, incluindo em África, e isto poderá afectar a taxa de crescimento económico", sublinhou o director-geral do FMI.

GREVE NA UEM?




UM grupo de estudantes não identificados da Faculdade de Engenharia da Universidade Eduardo Mondlane espalhou, na última segunda-feira no recinto daquela unidade de ensino, panfletos cujo conteúdo apela a uma greve para exigir alterações no calendário académico. Mesmo admitindo que se trata de uma preocupação justa de se colocar o Núcleo de Estudantes de Engenharia distancia-se do método adoptado pelos colegas, afirmando que “não há necessidade de recorrer à greve, muito menos à afixação de panfletos com conteúdo chocante …”

Maputo, Quinta-Feira, 28 de Fevereiro de 2008:: Notícias
Basicamente, segundo dados apurados pela nossa reportagem, os referidos panfletos apresentam reivindicações sobre o estágio profissional dos estudantes do último ano, exigindo que o mesmo seja realizado no último semestre, e que se abra a possibilidade de, aqueles que tenham cadeiras em atraso, as frequentarem em paralelo com a realização do estágio. Igualmente, instavam os funcionários da faculdade a não se apresentarem, hoje, ao trabalho.

De acordo com Vidal Muchanga, presidente do Núcleo de Estudantes de engenharia da UEM, o regulamento em vigor naquela faculdade estabelece que os estudantes realizam o estágio profissional no penúltimo semestre do curso, regressando aos bancos da escola no último semestre, o que, de acordo com a nossa fonte, produz cortes no “namoro” entre o estudante e a unidade produtiva na qual desenvolve o estágio.

Por outro lado, segundo Muchanga, considerando que alguns estudantes chegam ao último ano do curso com uma ou mais cadeiras em atraso, seria de considerar a possibilidade de estes cumprirem com estas disciplinas durante o último semestre, em paralelo com o estágio profissional, para o que a direcção da faculdade teria de encontrar mecanismos de operacionalização da ideia, em articulação com as empresas onde os estudantes prestam o estágio.

“ Tudo isso é justo e seria benéfico para os estudantes se assim fosse, porque reduziria o tempo de permanência dos estudantes na faculdade. O que nós desencorajamos é o método usado pelo grupo, que infelizmente não conseguimos identificar, apesar do esforço que fizemos nesse sentido. Como núcleo de estudantes, temos a dizer que não temos nada que ver com os panfletos, tanto é que convocamos os estudantes de emergência para tentar perceber o que se está a passar. Quisemos ouvir a opinião dos autores dos panfletos mas, infelizmente, ninguém quis dar a cara. Ora, assim é difícil porque como estudantes precisamos de falar a mesma língua e, definitivamente, esta não é a língua que nos identifica como grupo e não é a mais recomendável para resolver problemas…”, disse.

Vidal Muchanga garantiu que hoje (ontem) os estudantes vão se apresentar à faculdade, e que as aulas vão decorrer normalmente, pois “ não haverá nenhuma greve”.

Acrescentou que a direcção e o núcleo já estão a trabalhar na busca de soluções negociadas não só para este como para outras preocupações dos estudantes, tanto é que, segundo Muchanga, “muitos problemas já foram solucionados com base no diálogo”.

Abordado sobre o assunto, o director daquela unidade de ensino, Jorge Nhambiu, disse não ter nenhuma informação oficial de alguma reivindicação dos estudantes, que normalmente se comunicam com ele através do respectivo núcleo.

CHIMOIO: mais um linchamento!




MAIS um cidadão que em vida respondia pelo nome de Domingos Raimundo foi morto à pancada, na madrugada de ontem, no Bairro Centro Hípico, arredores da cidade de Manica, por ter sido encontrado a roubar milho nas machambas dos residentes daquela zona. Entretanto, na mesma cidade, outros dois supostos malfeitores escaparam à morte por linchamento, depois de terem sido capturados numa falhada operação de roubo a uma residência.Maputo, Quinta-Feira, 28 de Fevereiro de 2008:: Notícias
Os supostos larápios escaparam ao linchamento graças à intervenção dos membros do Conselho de Policiamento Comunitário e das autoridades locais que trataram de encausurar os delinquentes numa casa de banho de uma escola primária local.

Esses indivíduos e os outros treze detidos foram apresentados ao juiz de instrução para a legalização da sua prisão e são acusados de prática de assaltos a residências, violações de mulheres, agressões físicas e de outros actos em diferentes bairros da cidade de Manica.

Com a morte deste indivíduo sobe para seis o número de supostos criminosos linchados desde a eclosão, a 23 de Fevereiro, das manifestações violentas que igualmente culminaram com o ferimento de 22 pessoas, seis das quais em estado grave, danificação de cinco viaturas, entre elas duas da Polícia, destruição de 11 casas entre outros actos de vandalismo.

A Polícia da República de Moçambique convocou a imprensa para informar que 83, das 98 pessoas detidas em conexão com as manifestações do último sábado, foram libertas por não ter se encontrado evidências do seu envolvimento nos tumultos.

Dos libertos 70 tinham sido detidos por incitamento à violência e desobediência civil e 23 foram encontrados numa reunião conotada com os tumultos, no Bairro 7 de Abril.

O porta-voz do Comando Provincial da PRM, Pedro Gemusse, disse que a polícia não encontrou provas que justificassem a manutenção dos detidos nas celas.

“Foram detidos para averiguações e preventivamente para controlar a situação, facto que na altura se mostrava pertinente. Chegamos à conclusão que não havia relevância jurídica para mante-los sob custódia policial”, declarou Pedro Gemusse.

Acrescentou que permaneceram nas celas 15 supostos criminosos, doze dos quais neutralizados no dia anterior às manifestações e os restantes no domingo e ontem depois de escaparem à tentativa de linchamento.



Mia CoutoMia Couto premiado em Espanha

Maputo, Quinta-Feira, 28 de Fevereiro de 2008:: Notícias
O ESCRITOR moçambicano Mia Couto acaba de ser galardoado em Espanha com o Prémio Rosália de Castro. O galardão, atribuído pelo Pen Clube da Galiza, consagra em cada dois anos quatro escritores mundiais cuja obra possua notoriedade internacional.

O prémio contempla quatro línguas distintas: castelhano, catalão, basco e, na língua portuguesa. Este ano a sétima edição do prestigiado prémio contemplou o romancista e poeta moçambicano, tratando-se da primeira vez que o galardão é atribuído a um africano.

Para além de Couto, os outros galardoados foram Joan Margarit, em catalão; Álvaro Mutis, em castelhano e Jon Kortazar em basco.

O presidente do Pen Clube, Luís G. Tosar, anunciou que “ninguém melhor que Mia Couto para receber o galardão”.

Em edições anteriores deste galardão foram premiados escritores de fama mundial, como os portugueses José Saramago, Lobo Antunes e o brasileiros Ruben Fonseca e Nelida Piñon.

A cerimónia de entrega dos prémios decorrerá em Setembro, na capital da região espanhola da Galiza, Corunha.

No ano passado Mia Couto ganhou mais uma das várias distinções (de que as sucessivas edições de seus livros são o primeiro elemento), o Prémio União Latina de Literaturas Românicas, na sua 17ª edição. Trata-se de um dos prémios da União Latina, instituído em 1990 pela União Latina, uma organização intergovernamental sediada em Paris, que reúne trinta e cinco Estados que têm uma língua neolatina como língua oficial, ou cujas manifestações culturais e cívicas se realizem numa língua neolatina, numa singular convergência de critérios linguísticos, culturais e ideológicos.

Mia Couto foi o primeiro africano a ser distinguido com este prémio.

Crise na economia americana: mais cortes?


WASHINGTON — Ben S. Bernanke, chairman of the Federal Reserve, signaled his readiness on Wednesday to bolster the economy with cheaper money even though inflation is picking up speed.

Bernanke Speaks to CongressThe Fed chairman acknowledged that the central bank faced increasingly contradictory pressures of slowing growth and rising consumer prices. But his bottom line was that, for now, the top priority would be fighting a recession rather than fighting inflation.

Mr. Bernanke’s view of the state of the economy, part of his semiannual appearance before Congress, came as the dollar sank to a historic low against other major currencies, introducing a possible third dimension to the economic problems the Fed chairman must tackle all at once.

Having already cut short-term interest rates by almost half since September, Mr. Bernanke painted a grim picture of consumers reluctant to spend, businesses reluctant to invest and banks reluctant to lend. On top of it all, housing prices keep falling.

“The economic situation has become distinctly less favorable” since last summer, he told the House Financial Services Committee. In words that investors immediately recognized as a hint of lower rates, he vowed to “act in a timely manner” and “provide adequate insurance against downside risks.”

The Fed’s decision to err on the side of faster growth poses risks. Ever since the wrenching experience with stagflation in the late 1970s, the rule of thumb in monetary policy has been that revving up a slow economy is far easier than slowing inflation once it becomes entrenched.

The hope is that lower interest rates will encourage consumers and businesses to spend more, while the risk is that the spending will aggravate inflation.
in www.washingtonpost.com

MEXIDAS OU MAIS UM FOFOCA?


O AUTARCA na sua edicao de hoje anuncia que a Primeira-Ministra de Mocambique, Luisa Diogo esta de malas aviadas para o Banco Mundial. Sera? A ver vamos pois o tempo e o maior e melhor juiz! Caso seja verdade os nossos votos de sucessos nas novas funcoes, pois e sempre bom ter mais um Mocambicano em instituicoes internacionais.
Caso nao seja verdade, ..., mmmmm a Luta Continua!

Por enquanto nao vou comentar a lista dos provaveis! fica para quando acontecer!

(O Autarca) – Para já três nomes são insistentemente avançados pelos membros do Conselho do Estado para o Presidente da República dar luz verde, caso aconteça
a demissão voluntária da Primeira Ministra, Luísa Diogo. São eles: Paulo Ivo Garrido, Médico de profissão e actual Ministro da Saúde; Lucas Jeremias Chomera, Técnico de Medicina e actualmente Ministro da Administração Estatal; e ainda o jovem Aiuba Cuereneia, Economista de profissão ocupando neste momento o posto de
Ministro da Planificação e Desenvolvimento.

Outras mudanças alega-se que poderão ocorrer proximamente
no Banco de Moçambique, onde quarto nomes já foram postos a proposta de vice-Governador do Banco Central. Trata-se de Valdemar de Sousa, Hélder Xavier, em regime de serviço na seguradora Emose, Joana Saranga e António Pinto de Abreu.

Também três nomes tem sido avançados para a sucessão de Mário Baltromeu Mangaze, nomeadamente Carlos Cauio, actualmente Bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique, que dentro de dias vai deixar o cargo; Abudo Hunguana, actual Assessor
de Mário Mangaze; e Silvestre Sechene, um conhecido experiente Advogado da praça maputense e actualmente Administrador do Instituto de Gestão e Participações do Estado (IGEPE).

No Exército, o posto de Chefe do Estado Maior General actualmente ocupado pelo General Lagos Henriques Lidimo poderá passar para o actual Director da Escola Militar
Samora Machel, um suposto General de confiança de Lagos Lidimo. Lidimo, um temido militar de carreira poderá ser indicado para integrar o Conselho de Segurança que funciona junto ao gabinete do Presidente da República.

ADDITIONAL CHANGES IN THE SWEDISH POLICY FOR GLOBAL DEVELOPMENT



The Minister for Development Assistance has announced additional changes in the Swedish policy for global development (PGD). Concentrating cooperation to fewer countries was the first step.

"I am in favour of the changes, and have begun a dialogue with the Minister for Development Assistance, the State Secretary, and others at the Ministry for Foreign Affairs, in order to additionally clarify Sida's assignment," says Anders Nordström, the Director-General of Sida.

Anders Nordström feels that Sida should work closely with the Ministry for Foreign Affairs and the Government with regard to global development.

"Good relations between us are important in order to find clear duties and delineation of roles. The decision to focus on fewer countries in only a part of the policy, which enables us to prioritise resources and expertise in order to improve results and quality," explains Anders Nordström.

Anders Nordström will be in charge of the work of improving Sida as an organisation at a time when both Swedish and international development cooperation is changing. Internationally, development cooperation is being changed through what is known as the Paris Declaration, a document meant to achieve better results from development cooperation. All and all, this will mean new methods for Sida and an organisational change, in which a greater presence in Sweden's partner countries is an important part.

"There is a strong will to change and improve at Sida, and I want to manage this properly. Sida should be an attractive and efficient partner, and Sida can become more efficient. That is why we are changing our organisation. New methods and clearer roles enable us to better contribute to fulfilling the goals of the Swedish policy. Cooperation with the Ministry for Foreign Affairs and the Minister for Development Assistance is important, and we must also improve our relations with many other parts of the Government, other agencies, organisations and businesses In order to achieve this, we at Sida must be cooperative, focus on results, and ensure quality at all levels," Anders Nordström concludes.

Tuesday, 26 February 2008

AZAGAIA: POVO NO PODER!


Já não caímos na velha história
Saímos p`ra combater a escória
Ladrões
Corruptos
Gritem comigo p´ra essa gente ir embora
Gritem comigo pois o povo já não chora

I

Isto é Maputo, ninguém sabe bem como
O povo que ontem dormia hoje...perdeu o sono
Tudo por causa desse vosso salário mísero
O povo sai de casa e atira pra o primeiro vidro
Sobe o preço do transporte sobe o,
Preço do pão
Deixam o meu povo sem Norte deixam o,
Povo sem chão
Revolução verde, só vemos na nossa refeição
Agora pedem o que?...Ponderação
Pondera tu, antes de fazeres a merda
De subires o custo de vida
E manteres baixa a nossa renda
Esse governo não se emenda mesmo...NÃo
Vai haver uma tragédia mesmo...SIM
Mesmo...
Que venham com gás lacrimogénio
A greve tá cheia de oxigénio
Não param o nosso desempenho
Eu vou lutar, não me abstenho

Malhazine-PRESENTE
Magoanine-PRESENTE
Urbanização-PRESENTE
Jardim

Coro: POVO NO PODER (16X)

II

Senhor presidente, largaste o luxo do teu palácio
Finalmente te apercebeste que a vida aqui não está fácil
E só agora é que reunes esse conselho de ministros
O povo nem dormiu, já tamos há muito reunidos
Barricamos as estradas
Paralisamos esses chapas
Aqui ninguém passa
Até as lojas estão fechadas
Se a policia é violenta
Respondemos com violência (O quê?)
Muda a causa pra mudares a consequência
Mais de metade do meu salário vai pra impostos e transporte
Se o meu filho adoece fica entregue a sua sorte
Enquanto isso, esse teu filho está saudável e forte
Vive na fartura leva uma vida de lord
Viver aqui é um luxo, o custo é elevadissimo
Trabalhamos como escravos e entregamos tudo no dízimo
Baixa a tarifa do transporte ou sobe o salário minimo
Xeeeeeeeee...isso é o que deves fazer no minimo
À não ser que queiras fogo nas bombas de gasolina
Assaltos a padarias, ministérios, imagina
Destruir os vossos bancos comerciais,a vossa mina
Governação irracional parece que contamina
Que tenham aprendido a lição
E não esperem pela próxima
Aviso-vos meus senhores que terão pela próxima

O Norte-PRESENTE
O Centro-PRESENTE
O Sul-PRESENTE
MOÇAMBIQUE

Coro: POVO NO PODER (16X)

Extraída da Cotonete Records

Senador Dodd apoia candidatura de Obama


O Senador Christopher Dodd disse que tinha chegado a altura de todos os democratas e independentes se unirem a volta da candidatura de Obama. Dodd foi candidato para a nomeacao do representante do partido democrata a presidencia americana, sendo desta forma o primeiro ex-candidato a apoia a um ex-rival.


Sen. Dodd endorses Obama By DAVID ESPO, AP



CLEVELAND - Sen. Christopher Dodd endorsed one-time presidential rival Barack Obama on Tuesday and said it is time for Democrats to join forces to defeat the Republicans in the fall campaign.

"I don't want a campaign that is divisive here, and there's a danger in that," Dodd said, although he denied he was nudging Sen. Hillary Rodham Clinton to end her candidacy.

Dodd said Obama was "ready to be president and I am ready to support him in this campaign."

The two men appeared together at a news conference. Dodd is the first of the Democratic campaign dropouts to endorse another candidate.

He said Obama "has been poked and prodded, analyzed and criticized, called too green, too trusting and for all of that has already won" more than half the states and millions of votes.

"It's now the hour to come together. ... This is the moment for Democrats and independents and others to come together, to get behind this candidacy," he said.

Dodd said he spoke with Clinton on Monday evening to tell her of his decision.

Dodd said he wasn't worried that the candidates would go too far in their pursuit of victory, but that their aides and supporters might.

"We've witnessed a little bit of that" in recent days, he said.

That was an apparent reference to a photograph that shows Obama wearing a white turban and a wraparound white robe that was presented to him by elders in Wajir, in northeastern Kenya.

The gossip and news Web site The Drudge Report posted the photograph Monday and said it was being circulated by "Clinton staffers" and quoted an e-mail from an unidentified campaign aide. Drudge did not include proof of the e-mail in the report.

The Clinton campaign has said it did not sanction circulation of the photo.

Obama told reporters, "I don't think that photograph was circulated to enhance my candidacy, I think that's fair to say.

"... Do I think that is reflective of Senator Clinton's approach to the campaign, probably not."

Cronicas de Profeta a Terra Chuabo!


Septuagésima sexta carta ao meu amigo “Mavirigano”!
Aló mano Mavirigano!
Não estou a perceber nada. Quando é que terás tempo para podermos
falar? Este mês não será possível porque sei que andas muito ocupado;
talvez seria bom se marcasses um encontro para Março. A agenda do
encontro tem os seguintes pontos:
1. Paiol de Malhazine.
2. Incêndio no Ministério da Agricultura,
3. Tumulto levado a cabo no passado dia 5 de Fevereiro.
4. Tumultos dos chapeiros no passado dia 25 de Fevereiro.
5. Linchamentos.
Mas antes veja se dá para levar as datas destes acontecimentos ao livro
de história, meus netos terão desejo de lê-los!

A proposito das manifestacoes: Igreja Catolica condena violencia




Para a Igreja Católica, nada justifica o uso da violência Igreja Católica condena manifestações desordeiras

A HIERÁRQUIA da Igreja Católica em Moçambique veio ontem a público condenar as manifestações violentas ocorridas em algumas cidades do país, decorrentes do agravamento do custo do preços dos transportes semicolectivos de passageiros. A posição vem expressa numa mensagem da Conferência Episcopal de Moçambique, intitulada “Justiça sim, violência não”.

“Apelamos, portanto, ao povo para a apresentação organizada e pacífica das próprias preocupações. Sendo Moçambique um Estado democrático e de direito, os cidadãos têm a prerrogativa de poderem manifestar-se exigindo os seus direitos. Mas não estamos de acordo que essa exigência resulte na destruição”, refere a missiva ontem distribuída à imprensa.

Na mensagem, os prelados manifestam extrema preocupação pelos incidentes nas cidades do Maputo, distritos de Chókwe, Chibuto e Mandlhakazi, província de Gaza, e os mais recentes tumultos ocorridos na cidade do Chimoio, em Manica, e que resultaram em mortes e feridos. Segundo o documento, durante as manifestações a circulação tornou-se perigosa, “ houve até perdas de vidas humanas e avultados danos materiais como resultado da fúria incontrolável dos manifestantes e do nervosismo da polícia”.

Em face das perdas humanas e dos danos materiais resultantes das manifestações, os bispos católicos manifestam solidariedade às famílias enlutadas “ e encomendamos misericórdia do Senhor almas das vítimas”.

Na missiva os bispos destacam o agravamento da carestia de vida no país, situação que dizem não estar a ser compensada nem pelo rendimento familiar nem pelo salário do trabalhador, apelando às autoridades de direito no sentido de “inverter a situação de intolerância económica” de modo a evitar que o espectro da violência se generalize pelo país.

“Sem dúvidas, o quadro não é por nada róseo e justifica a preocupação. Porém, esta situação não autoriza o uso da violência por parte de quem quer que seja, chegando até a atacar e prejudicar inocentes. Nós, os Bispos, desaprovamos essa via. Se as manifestações são justas e até cobertas pela lei, há mecanismos legais para o seu uso. Lamentamos que tais manifestações tenham redundado em violência gerando mortes e feridos e aumentando o grau do sofrimento do mesmo povo. Não ignoramos que o nível elevado de sofrimento pode excitar os ânimos e mesmo interferir no normal funcionamento da razão, mas nem por isso podemos aprovar exageros e violências”.

Num outro desenvolvimento, a mensagem apela igualmente à Polícia da República de Moçambique para que tenha sempre presente “que a sua missão é garantir a ordem e preservação das vidas humanas e não a de intimidar os cidadãos e que a forca a empregar seja sempre proporcional ao perigo”.

In Noticias 26.02.08

QUENIA: Regresso a violencia? Annan suspende negociacoes

NAIROBI, Kenya - Mediator Kofi Annan suspended on Tuesday the talks to end Kenya's deadly postelection crisis after weeks of negotiations brought little progress.


Annan said he will now meet with President Mwai Kibaki and opposition leader Raila Odinga to try to spur progress.

"I hope people will understand this is a move intended to speed up action," Annan said in announcing that he was calling off the talks.

The negotiations have failed to resolve the dispute Kibaki and Odinga, who says the Dec. 27 presidential election was a sham. Kibaki was declared the winner but international and local monitors say the results were manipulated, making it unclear who would have won.

Kenya was once a beacon of stability in a tumultuous region but the contentious vote sparked widespread fighting as both sides claimed victory. Violence has largely subsided in recent weeks, but attacks that left more 1,000 dead and forced 600,000 from their homes have left the country on edge and worried about the potential for more unrest.

Kibaki was declared the winner of the presidential vote, giving him a second five-year term, after Odinga's lead in polls evaporated overnight.

CHIMOIO: A 'MAO INVISIVEL' TORNOU-SE VISIVEL?


O Edson Macuacua em entrevista alegou que aS manifestacoes eram obra de uma 'mao invisivel, parecida com a mao invisivel de Adam Smith. Ora acontece que em Chimoio parece que a policia esta prendendo pessoas por terem 'participado' nas manifestacoes. Ora, se usarmos um pouco da nossa logica das duas uma: ou a mao invisivel deixou de ser invisivel, tendo ja rostos, ou entao nunca existiu mao invisivel. Caro Edson, em que ficamos? Com a mao ou sem ela?

Polícia detém supostos agitadores das manifestações em Chimoio

Chimoio (Canal de Moçambique) – A Polícia da República de Moçambique (PRM) na capital da província de Manica, está desde sábado último a efectuar detenções de cidadãos que apenas por presunção considera serem os agitadores das manifestações ocorridas no último fim-de-semana na cidade de Chimoio. Até à manhã de segunda-feira (25.02.08) haviam sidos recolhidos em celas 33 pessoas, na sua maioria do sexo masculino.
De acordo com uma fonte policial do comando provincial da PRM, “tais indivíduos detidos estavam em frente dos tumultos que provocaram mortes e enormes estragos na economia da cidade, em particular, e província, em geral”.
A mesma fonte disse ao «Canal de Moçambiquel» que no momento estava a decorrer uma triagem prometendo-se continuar a fazer mais detenções de indivíviduos que poderão vir a serem acusados de crime de homicídio voluntário.
Entretanto, alguns cidadãos contactados pelo «Canal de Moçambique» afirmam que a Polícia está a procura bodes expiatórios para justificar o seu próprio insucesso no combate ao crime em Chimoio e na Província de Manica.
"A PRM até devia agradecer à população que matou os bandidos e destruiu o seu esconderijo. Isso que estão a fazer é procurar agradar aos seus patrões, que também são malfeitores", disse uma cidadã que denunciou a detenção do seu namorado.
Outros cidadãos contactados pela reportagem do «Canal de Moçambique» em Chimoio afirmam que as detenções que estão a ocorrer poderão criar uma outra revolta popular se as mesmas não forem feitas com justiça. Um deputado da Renamo-União Eleitoral em Maputo informou o «Canal de Moçambique» que recebera ou fim da manhã de ontem informações de um responsável do seu partido em Chimoio, dado conta que a Polícia havia detido 29 elementos da Renamo alegando que eram agitadores dos tumultos mas que a Polícia ao tomar conhecimento que Afonso Dhlakama se preparava para dar uma conferência de imprensa na Beira para denunciar o facto os tais 29 elementos foram imediatamente postos em liberdade.

(Redacção com Jose Pedro, em Chimoio)

Greve dos transpotadores nas cidades de Maputo e Matola




Cidadãos responsabilizam o governo

"A culpa de todas as manifestações que se tem registado desde as de 05 de Fevereiro, é do governo" – Manuel Langa, cidadão "O governo devia encarar a questão do subsídio aos transportadores como uma emergência, portanto, procurar buscar, o mais rápido possível, as soluções para ultrapassar esta crise que está a afectar todas áreas da vida da cidade" – Carlos Machava, estudante Universitário

Maputo (Canal de Moçambique) – Cidadãos ouvidos pela equipa de Reportagem do «Canal de Moçambique», que saiu ontem à rua para colher sensibilidades acerca da nova greve dos "Chapeiros" que se vive desde manhã de ontem na capital do país, indicam, de uma forma geral, que se deve à "incompetência do governo" o que se está a passar. A “incompetência do Governo” é o motivo principal na origem da revolta dos transportadores, que novamente ontem voltou a surpreender e a paralisar muitas actividades na capital do País, considera os cidadãos.
Os “chapeiros” exigem agora que o subsídio prometido pelo executivo para compensar a manutenção do preço anterior ao aumento tarifário que deu origem aos violentos tumultos de 5 de Fevereiro, terça-feira de Carnaval, seja levado a sério. Querem que o Governo não os engane.
Reunido dia 12 de Fevereiro de 2008, na sua segunda sessão ordinária do ano, o Conselho de Ministros aprovou como medida tendente a sossegar os transportadores que haviam entrado em greve na já denominada "revolução de 05 de Fevereiro", a concessão de um subsídio de combustível, que consistiria na redução do preço de combustível para o equivalente a 31.00 Meticais por litro, somente para os transportadores urbanos.
O próprio ministro dos Transportes e Comunicações, António Munguambe, quando falava aos jornalistas no final da sessão de Concelho de Ministros, teve grandes dificuldades em explicar quando e como essa compensação seria feita, deixando sem resposta várias questões que haviam sido levantadas por jornalistas.
Passado pouco menos de quinze dias após o governo deliberar que passaria a subsidiar os transportadores, nenhuma informação relativa ao método de compensação foi anunciada pelo Governo. Por outras palavras, até ontem o Governo não explicou aos “chapeiros” como deveriam eles proceder para serem ressarcidos do diferencial entre o preço subsidiado do litro de combustível e o valor pago nas bombas de abastecimento.
Sem saberem como receber do Governo os cerca de 4 meticais de subsídio por litro pago pelos transportadores nas estações de reabastecimento, factor que fez com a 06 de Fvereiro tivessem aceite retomar as suas actividades voltando aos preços anteriores aos aumentos contra os quais a população se revoltou, os proprietários das viaturas que fazem transporte semi-colectivo de passageiros na capital, ontem voltaram as por os pés à parede. E mais uma vez em Maputo pouco ou nada se fez. As pessoas não conseguiram chegar aos seus postos de trabalho e mais uns largos milhões de dólares de prejuízos terão sido invisivelmente acumulados.
Há porém indicação de que o Governo pretende apenas subsidiar os transportadores licenciados, que tenham o seu Número de contribuinte (NUIT) e apresentem documentação organizada. Todos os demais não terão direito a beneficiar do subsídio de combustível enquanto não cumprirem com estas premissas. E mesmo os que já possuam tudo organizado só a partir de Março poderão começar a receber do Governo o retorno correspondente ao subsídio respeitante aos seus consumos.
Os tumultos de ontem foram sobretudo causados por chapeiros não licenciados contra os licenciados que continuavam a operar. O Governo fez saber no entanto através de canais de televisão que todos os chapeiros que não reúnam as exigências podem dirigir-se a instituições do Estado competentes para o fazer por forma a legalizarem a sua situação.
Mas o mal estava feito e foi na perspectiva de ouvir a opinião pública que o «Canal de Moçambique» saiu à rua para ouvir o que o cidadão comum, o indivíduo que usa semi-colectivo todos dias para chegar ao posto de trabalho, escola e vice-versa pensa acerca da nova greve dos transportadores semi-colectivos.

Governo deve ser sério

Carlos Machava, estudante de Relações Internacionais e Diplomacia, no Instituto Superior de Relações Internacionais foi objectivo: "Eu penso que os nossos governantes devem ser sérios”.
“Não se justifica que passado meio mês depois da primeira greve ainda não se tenha definido como e quando os subsídios serão concedidos aos transportadores", disse o jovem estudante.
"O governo devia encarar a questão de subsídio aos transportadores como uma emergência, portanto, procurar buscar o mais rápido possível as soluções para ultrapassar esta crise que está a afectar todas áreas da vida da cidade", disse a terminar o jovem Carlos Machava.

"Este não é um governo de se confiar"

Manuel Langa, outro cidadão por nós ouvido, disse ser funcionário público. Não especificou o seu posto de trabalho, mas afirmou que "a culpa de todas as manifestações que se tem registado desde as de 05 de Fevereiro, é do governo".
Langa sustenta que "um governo comprometido com o bem-estar dos seus cidadãos, mal tivesse conseguido conter a fúria dos manifestantes, teria procurado e de uma forma rápida as soluções para solucionar este problema, de uma vez por todas, mas não foi o caso".
"Reconheço que o governo tem outros assuntos na sua agenda por discutir, mas perante uma situação destas, que se diga de emergência, um governo comprometido com o bem estar dos cidadãos, não esperava pela segunda, terceira e mais greves para resolver o problema", disse Langa opinando em forma de desabafo que "este não é um governo de se confiar".

"O governo não deve ser refém dos chapeiros"

Marta Cossa, quando entrevistada disse que a sucessão de greves e manifestações em Moçambique "é uma evidência clara de que o governo não cumpre com a sua função de garante do bem estar dos cidadãos".
Esta nossa entrevistada que diz ser professora numa escola pública no município da Matola, acrescenta que "há muito que se nota que os nossos governantes, com algumas excepções, estão renunciando a sua função de coordenadores do bem estar dos cidadãos". Marta Cossa deixa uma recomendação aos governantes do dia: "Se não aguentam, demitam-se!".
Esta cidadã é da opinião de que "a greve dos chapeiros nem ia afectar a vida normal dos munícipes se a empresa de transporte público que funciona na capital tivesse o mínimo de autocarros a circular".
Marta Cossa acredita que "quatro (4) autocarros da TPM por bairro seriam o mínimo suficiente para minorar a enchente que se verifica nas paragens com a greve dos chapeiros".
"O governo não deve ser refém dos chapeiros", propôs esta interlocutora a terminar.
Outros cidadãos por nós entrevistados, cujas as declarações foram semelhantes às atrás reproduzidas falam de uma forma geral no mesmo. “Incompetência do governo”. Falam só de “incompetência do Governo” de Guebuza/Luiza Diogo como “a causa do caos social que se vive nos últimos dias na cidade de Maputo” e de uma forma geral em várias partes do país.

(Borges Nhamirre)

ZAMBEZIA: ZONA MINEIRA DO GILE EM POLVOROSA!




-Grevistas da antiga empresa de mineração que operou na zona, no período pós-independência, “governam” a localidade há 15 dias
A zona mineira de Muiane, no distrito de Gilé, província da Zambézia, vive num clima de desordem pública e desacato à lei, desde há duas semanas, devido à fúria de um numeroso grupo de ex-trabalhadores da extinta empresa Minas Gerais de Moçambique (MAGMA) que se amotinou e passou a “controlar” aquela localidade situada na região do Alto Ligonha.
De acordo com fontes próximas ao caso, “a gota que fez transbordar o copo de água” terá sido, alegadamente, desencadeada pela comissão da Direcção Nacional de Minas quando, na sua visita aquele local, dias antes da eclosão dos distúrbios, informou aos mencionados ex-funcionários que
o Estado não iria pagar qualquer espécie de indemnização relacionada com a extinta MAGMA. O que, segundo as mesmas fontes, contraria as promessas feitas anteriormente. Pois, consta que, quando os grevistas se insurgiram em Novembro do ano passado, as autoridades haviam prometido resolver o imbróglio num prazo inferior a 90 dias. Por isso, a solução divulgada pelas estruturas do pelouro, de não ceder à exigência de indemnizações, atrás mencionada, não foi bem acolhida pelos grevistas, contribuindo, grosso modo, para o cenário tenebroso e aterrador que tem sido reportado, actualmente, a partir do Alto Ligonha.
Segundo apurou Wamphula Fax, as três empresas que possuem licenças de concessão e exploração mineira em Muiane, nomeadamente a Euroexport Lda., a Drusa, Lda. e a Tanminig, Lda., viram-se obrigadas, em face da situação, a interromperem as suas actividades laborais afim de resguardar a integridade física dos seus funcionários, bem como a segurança do seu património e das respectivas infraestruturas físicas, que corriam o perigo de serem atingidas.
Estes grevistas estão a prejudicar empresas que nada têm a ver com a antiga MAGMA. Observaram as fontes, garantindo que o Governo Provincial da Zambézia está ao corrente do “dossier”, mas ainda não mexeu sequer “uma palha”, tendo unicamente enviado um insignificante contingente policial de cerca de uma dúzia de homens, que se revelou incapaz de repor a ordem e segurança públicas no distrito de Gilé.
Os nossos interlocutores informaram-nos, também, que os proprietários de uma outra empresa mineira, denominada Hegemony, Lda., a operar em Naquissupa, a 20 quilómetros de Muiane, estão, igualmente, receosos de que o problema se alastre àquele local. Temem que os distúrbios que se registam em Muiane podem tornar-se num foco de instabilidade para as restantes áreas concessionadas à exploração mineira na província da Zambézia.
Assim, fecharam as portas e procuraram refúgio na capital provincial de Nampula, à espera de melhores dias.
Instados a quantificar os prejuízos causados, pelo menos até agora, com a paralisação do trabalho de mineração, as nossas fontes dizem que, por enquanto, não é possível proceder-se a uma avaliação concreta sobre o impacto dos distúrbios registados até agora naquela região.
Aos responsáveis dessas áreas de mineração, ou seja aos representantes das empresas que operam em Muiane, foi-lhes vedada a possibilidade de se inteirarem, in loco, nas minas, de eventuais danos. Disseram, lamentando que a paralisação da produção afectou a renda de milhares de famílias que dependem da remuneração dos respectivos parentes que laboram nas empresas de mineração da zona.
Adicionalmente, revelaram que os donos da Hegemony, Lda., por recearem o alastramento do problema à área sob concessão desta empresa em Naquissupa, dirigiram-se, recentemente, à capital zambeziana, Quelimane, para manifestar a sua inquietação ao director de Recursos Minerais daquela província, relativamente aos últimos desenvolvimentos na área do Alto Ligonha.
Todavia, foi-lhes recomendado para que se mantivessem calmos porquanto o governo estava a resolver o badalado caso dos “descontentes” de Muiane, numa alusão aos ex-trabalhadores da MAGMA.
As nossas fontes sublinharam, porém, que, ao que tudo indica, as autoridades zambezianas estão a agir de ânimo leve, visto que os insurgentes reiteram que o Estado Moçambicano deve cumprir o compromisso assumido em Novembro último, pagando-lhes as devidas indemnizações. Enquanto,
o governo nega quaisquer responsabilidades em relação à antiga empresa MAGMA.
Estes trabalhadores apelam para o pagamento daquilo que deveriam ter recebido há 20 anos. Se a empresa era estatal ou não, isto não nos cabe, a nós, apurar. Ou se estes grevistas deviam receber algo ou não, também não é da nossa conta.
Repudiamos, apenas, o facto de estarmos a ser prejudicados por um assunto que o governo se tinha prontificado, antecipadamente, a resolver há já bastante tempo. Lamentaram os nossos interlocutores, sublinhando que é falso o que a Polícia da República de Moçambique(PRM), naquele ponto do país, tem propalado a “quatro ventos” quando quer fazer crer à opinião pública que a situação em Muiane está sob controlo da corporação, porquanto os amotinados “fazem e desfazem” a seu bel prazer.
As nossas tentativas de contactarmos as autoridades zambezianas sobre o assunto redundaram infrutíferas até ao fecho desta edição.
WAMPHULA FAX – 26.02.2008

KENYA: RETORNO A VIOLENCIA OU PAZ EFECTIVA?


Annan frustrated by Kenya talks

Mr Annan (centre) has had little luck in prodding the rivals towards a deal
Former UN chief Kofi Annan has said rival parties in Kenya appear unable to resolve their differences, despite weeks of talks between the two sides.
Mr Annan urged President Mwai Kibaki and opposition leader Raila Odinga to reach a settlement after separate meetings with the pair.

The BBC's Adam Mynott in Nairobi says Mr Annan is clearly frustrated by the lack of progress.

The dispute over December's election unleashed a wave of violence.

Police now say at least 1,500 people have been killed in the past two months.

Mr Annan has been in Kenya for more than a month trying to resolve the crisis - the longest period he has spent on any conflict resolution.

Frustration

The former UN secretary general met both Mr Odinga and Mr Kibaki on Monday, to urge them to reach agreement.

Afterwards he said the mediation team had "done its work - I'm now asking the party leaders to do theirs".


Violence has continued since the December elections

A member of the mediation team told our correspondent that the problem lies with the government, which is unwilling to confront the reality of sharing power.

Both sides has agreed to create the post of prime minister, which would be filled by Mr Odinga.

Mr Annan is reported to have said that he feels like a prisoner of peace - unable to achieve an agreement but unable to leave Kenya.

Mr Odinga's ODM party has threatened to relaunch mass protests on Thursday if a political deal is not reached, while a lawyers' group says it wants to see a resolution by the end of the week.

The ODM and government negotiators were due to fine-tune an agreement that would usher in a new power-sharing arrangement.

The incoming African Union commission chairman, Jean Ping, who held talks with President Kibaki and Mr Annan, hinted last week that a deal would be announced early this week.

Both parties have agreed in principle on the creation of a prime minister's position, which would be taken by Mr Odinga.

As well as how to divide powers between a prime minister and a president, the rivals are also split on sharing on cabinet positions and the possibility of a new election if the coalition collapses. In BBC

Monday, 25 February 2008

ZIMBABWE SOLIDARITY FORUM STATEMENT



The Zimbabwe Solidarity Forum salutes the Zimbabwe Human Rights NGO Forum on the 10th anniversary of your founding. We salute also the statements released by your forum and the Zimbabwe Lawyers for Human Rights on the 20th and 21st of February condemning the brutal attack on the Progressive Teachers Union.
The Zimbabwe Solidarity Forum is a network movement of progressive South African civil society organisations, including youth, women, labour, faith-based, human rights and student formations that are engaged in the promotion of solidarity for sustainable peace, democracy and human rights in Zimbabwe.
These actions by the increasingly desperate Zimbabwe regime are a slap in the face to those who claim that the SADC mediation process has brought changes to the conditions for a free and fair election in Zimbabwe . While legitimate protest continues to be met with repression nobody can claim that Zimbabwe is free to run an election that will express the will of the majority.
The harsh economic conditions that are the direct result of ZANU-PF policies and the social marginalisation and exclusion of anybody who does not support the profiteering of Mugabe’s hand picked elite, demand a response. Where this space to respond is absent, the progressive forces in Zimbabwe and its allies within the ZSF and civil society across the region have a responsibility to organise vociferously and create spaces that express its concerns.
Even in South Africa there are challenges that seem particularly harsh for Zimbabweans. The issue of rising Xenophobia was noted with concern in a ZSF planning meeting recently. Participants discussed the brutal raid on the Central Methodist Church and ongoing reports of police harassment, Home Affairs indifference and an overwhelmingly corrupt and extortionate relationship between officials and the Zimbabwean diaspora. Those present in the meeting felt as though Zimbabweans in particular were being targeted, and that this was linked to confusing messages from government about the nature and extent of the crisis in Zimbabwe .
References made in local tabloid papers like The Sun, that characterise Zimbabweans in particular, and foreign nationals in general, as criminals, thugs and aliens, is perceived as contributing to the alarming rise of xenophobic sentiment and violence carried out against marginalised and struggling refugees and asylum seekers.
People that have fled the harsh repression of autocratic regimes and the ravages of poverty and economic exclusion deserve to be treated with respect and dignity. The Human and Peoples Rights protected by South Africa ’s constitution and the African Union are the bedrock of a democracy project that must span the entire continent. Africa will never be free until Africans embrace their diversity and see that peace in one part of the continent alone is not peace at all.
The courageous statements from your structures, including those of ZINASU, Crisis in Zimbabwe Coalition and ACTSA, and the valuable information that is being shared strengthen our movement.
South Africa owes its freedom to the many sacrifices of Africa ’s people, and of people everywhere, – it is this central belief that drives our own commitment to a revolutionary solidarity with progressive forces struggling against oppression everywhere.
ZSF is accessible also on
http://groups.google.co.za/group/zimbabwe-solidarity-forum/
Under the banner of “Building Momentum for Freedom and Democracy in Zimbabwe ” the ZSF will be hosting a seminar at the Devonshire Hotel on the 28th of February. This will serve as an analysis and discussion forum that will also feed into our mobiulisation strategy for the International Solidarity march on the 7th of March.
The South African International Solidarity Forum, led by COSATU, and supported by the ZSF, will march for Democracy in Kenya , Swaziland and Zimbabwe on the 7th of March from the Union Buildings in Pretoria . We will be mobilising all progressive people in solidarity with struggles like your own, for a Zimbabwe free of organised violence and torture.
The election triggered violence of Kenya is fresh in our memories. The roots of the Kenyan conflict lie in the deep cracks in the parasitic political, economic and land systems it inherited from colonialism and hardened through one party rule. These cracks run just as deep in Zimbabwe and in Swaziland . With elections imminent in both these countries it is critical that we build unity around a momentum for collective action, in defense of the right of the will of the majority to be heard and acted on.
The ZSF will be focused on acting in solidarity to prevent all forms of violence and build a free and democratic future for all.
Richard Smith & Lucian Segami
On behalf of the ZSF secretariat

China speaks out on Darfur crisis


By Scott Baldauf and Peter Ford | Staff writers of The Christian Science Monitor
and Laura J. Winter | Correspondent of The Christian Science Monitor

JOHANNESBURG, South Africa; BEIJING; AND LONDON - For much of the five-year conflict in Sudan's Darfur region, Khartoum has counted on the silent support of its most important trading partner, China. While Western diplomats and human rights groups pressured China to exert its influence to halt the fighting, which has killed more than 200,000, Beijing seemed unmoved.

This week, however, China has gone on the diplomatic offensive, opening up about past efforts and future plans. Just days after Hollywood director Steven Spielberg resigned as an artistic director of the 2008 Beijing Olympics – accusing Beijing of not doing enough to stop the Darfur crisis – China sent its special envoy on Darfur, Liu Guijin, to Khartoum Sunday, both to deliver a stern warning to the Sudanese government, and to remind its Western critics that they, too, could be doing more to stop the fighting.

At a stopover in London, which one analyst described as a "public relations roadshow," Mr. Liu told a crowd of diplomats and China experts at Chatham House, a prominent foreign-affairs institute, that China has been "forced" to take open action on Darfur. "According to our original culture, we do a lot of things quietly," he said. "We do not like to speak everywhere. But the situation has forced me to speak out on what we have done and what we are going to do."

China's change of tactics, from quiet behind-the-scenes diplomacy to more public speechmaking, could be motivated by many factors, from a desire to maintain its paramount influence in Sudan to a need to protect its upcoming Summer Olympics. Whatever the motivations, China's diplomatic initiative carries risks and raises questions of how much influence China really has with its African allies.

"Definitely, China has found the need to play the role of global actor," says Mariam Jooma, a Sudan expert at the Institute for Security Studies in Pretoria (or Tshwane, as the South African capital city now calls itself). Mr. Spielberg's action may have sped up Beijing's diplomacy, but China looks at Sudan in much broader terms than mere public relations.

"To the west of Sudan, the Chadian rebels have been pushed back, in part with French military assistance," says Ms. Jooma. "To the south, the SPLM [Sudanese People's Liberation Movement] is hedging its bets by signing up the US as a major ally. So for strategic reasons, China is beginning to feel the need to send a message that it is quite a big player in Sudan."

As if to underscore how important the Darfur issue has become, America's envoy arrived in Khartoum on the same day that Liu arrived. Both will conduct separate talks with the Sudanese government this week.

"China has been pushing the Sudan government behind the scenes for at least two years now," says Alex De Waal, a Sudan expert at Harvard University in Cambridge, Mass. "They were a driving force behind the hybrid force of UN and AU [African Union} peacekeepers," which began to deploy in Sudan last month, "and it has been doing this before there even was an activist campaign over Darfur."

The combined attentions of human rights campaigners and Hollywood stars such as Mia Farrow, Don Cheadle, George Clooney, and now Spielberg may make bigger news in the United States than in Beijing, but activists have had a surprisingly stinging effect nonetheless. Beijing's response has come out sounding hurt rather than angry. But the very fact that it has responded at all is a big change.

"It is understandable if [critics] are not familiar with China's policy," Foreign Ministry spokesman Liu Jianchao said last week. He said China had played "a positive and constructive role in the proper solution of the issue" and that "China's important role in the process is widely applauded by the international community."

Since envoy Liu was appointed last May, apparently signaling a shift from Beijing's previous diplomatic support for Khartoum's stonewalling, US, British, and UN officials have welcomed what they say are behind-the-scenes efforts by the Chinese to pressure the Sudanese authorities.

This month, Liu reportedly told Sudan's Foreign Minister, Deng Alor, that "the world is running out of patience with what is going on in Darfur." He urged Sudan not to take actions that would "cause the international community to impose sanctions on them."
As Sudan's major trade partner, buying nearly three-quarters of its oil exports, and also selling large arms shipments to Sudan, China is thought to have special influence in Khartoum.

Liu's expected mission is to parade China's achievements in Sudan and de-link the Darfur conflict from the Olympic Games.

"I think they've realized this level of criticism is really damaging to their image," said Kerry Brown, an associate fellow at Chatham House. "In the early 1990s they wouldn't have [cared]. But now they are so nervous about the Olympics, we actually might see them do something new."

Liu's trip this weekend to Sudan, his fourth since he got the job, has a dual purpose, says He Wenping, an Africa expert at the Chinese Academy of Social Sciences, a government-run think tank in Beijing. "The first goal is to keep things moving towards a solution of the Darfur issue because there have been a lot of delays," she says.

"The government also intends to depoliticize the Olympics," she adds. "They do not want Darfur hanging over the Olympics."

Dr. He does not expect international pressure to change what she says is China's preference for diplomatic efforts, rather than such tactics as sanctions against Khartoum.

"I don't think the pressure will lead to a dramatic U-turn," she says. "But it has had some influence. As the pressure mounts, of course the government has to respond" with "active measures" such as Liu's visit to Sudan.

International pressure has changed China's approach to the Darfur crisis before, says Chris Alden, an expert on Sino-African relations at the London School of Economics. "From a public defense of Sudan" until 2004, Beijing has "shifted in the UN Security Council to successfully getting Khartoum to accept an international peacekeeping force," he says.

But pressure from the West and nongovernmental organizations was not necessarily the driving force, Dr. Alden suggests. Rather, the increasingly obvious frustration among African leaders with Sudanese President Omar al-Bashir's government (denying him the AU presidency two years in a row, and sending in an AU intervention force) was "more important," he says.

Beijing "could either be seen as going against the grain of African opinion, or getting in line with the African position, and they got in line," Alden suggests.

The new wave of pressure, however, is unlikely to significantly alter Beijing's approach, predicts Alden. "It seems they will stick to their guns against sanctions, but say they are open to any other form of pressure."

But while the Spielberg resignation may sting, some analysts say it merely points to larger problems with China's foreign policy.

"The Spielberg dilemma is a reaction to an even bigger dilemma," says Alexander Neill, head of the Royal United Services Institute's Asia Security Programme. "It's a grander issue. It's linked to the party and to patriotism, and nationalism, and it's showing."

Mr. Neill says, "China has to re-evaluate as a global stakeholder just how it becomes involved with countries that have civil war issues, internecine struggles, regimes that are unpalatable to its neighbors or the West.

"It is going to need some tweaking, because its policy of noninterference is wearing a bit thin."