Wednesday, 29 June 2011

DIARIO DA ZAMBEZIA

COMUNICADO DE IMPRENSA


Data: 1 de Julho de 2011
Horas: 16h00
Local: Salão Nobre do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane




Há cinco anos demos o primeiro passo. Um sonho colectivo. De conversa informal de esquina, materializamos um ideal. Lançamos o Diário da Zambézia (DZ), o primeiro jornal electrónico nesta província. Cientes das adversidades, das barreiras a transpor, não vacilámos e hoje a semelhança de ontem esta semana lançamos o Jornal DZ em ‘tablóide’ para todos uma vez por mês mas com a intenção de que o mesmo esteja diariamente nas bancas, à mesa daqueles com quem nos comprometemos a aprender. Prometemos fazer do Jornal um espaço para todos, mesmo os que ainda não fazem questão de nos solicitar.

Mais uma vez será o primeiro jornal a ser lançado na capital da Zambézia-Quelimane, novos desafios se impõem, assim como a esteira da semana do dia 25 de Junho, o start porque foi nesta data que três movimentos de libertação se uniram para criar uma FRENTE, no supremo intuito de libertar a pátria e os homens.

Também foi a 25 de Junho de 1975 que o sonho da libertação raiou, pondo fim a uma longa noite onde a nossa dignidade fora espezinhada.
Infelizmente, o raiar da liberdade foi nublado pela imposição de cordões que limitaram o exercício das liberdades tão almejadas como sonhadas pelos moçambicanos. Pretendemos dar a nossa singela contribuição no concerto das nações, iremos retratar problemas, sonhos, desta vasta província que as estatísticas oficiais teimam em dizer ser a mais pobre deste vasto território banhado pelo Índico.

Na nossa missão informativa não iremos agradar “nem a gregos nem a troianos”. Limitaremos a estar do lado da verdade e apenas do lado dela, respeitando sempre o direito ao contraditório das partes visadas nas matérias. Seremos algumas vezes aclamados, outras vilipendiados, mas não vacilaremos nesta nobre missão de mensageiros do povo. Ainda não somos, mas almejamos ser a voz dos que não têm voz. DZ

Quelimane, 29 de Junho de 2011-06

· Christine Lagarde to Head IMF

· Christine Lagarde’s statement

· Agustín Carstens’ statement

· IMFC Chair congratulates Lagarde



Christine Lagarde to Head IMF



The Executive Board of the IMF issued a statement today announcing the selection of Christine Lagarde to serve as IMF Managing Director and Madame Chairman of the Executive Board for a five-year term starting on July 5, 2011. Ms. Lagarde is the first woman named to the top IMF post since the institution’s inception in 1944. The selection of Ms. Lagarde by the 24-member Executive Board representing 187 member countries was made by consensus , and concludes the selection process initiated by the Executive Board on May 20, 2011.



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Christine Lagarde’s statement



Thanking the IMF Executive Board and praising Agustín Carstens from Mexico, Christine Lagarde issued the following statement in Paris. “The IMF has served its 187 member countries well during the global economic and financial crisis, transforming itself in many positive ways,” she said. “The IMF must be relevant, responsive, effective, and legitimate, to achieve stronger and sustainable growth, macroeconomic stability, and a better future for all”.



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Agustín Carstens’ statement



Agustín Carstens, Mexico’s Central Bank Governor and contender for the post, issued the following statement: “I am sure that Ms. Lagarde will be a very capable leader of the institution,” he said, “I hope that under Ms. Lagarde’s direction, the IMF will make meaningful progress in strengthening the governance of the institution, so as to assure its legitimacy, cohesiveness, and ultimately, its effectiveness.”



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IMFC Chair congratulates Lagarde

Tharman Shanmugaratnam, Chairman of the International Monetary and Financial Committee (IMFC) issued a statement on behalf of the IMFC congratulating Ms. Lagarde. The IMFC is responsible for advising, and reporting to the Board of Governors as it manages and shapes the international monetary and financial system. The IMFC has 24 members who are central bank governors, ministers, or others of comparable rank and who are drawn from the governors of the Fund’s 187 member countries.

Zambézia: Madeira a saque

ALGUNS líderes comunitários de determinados povoados de Mocuba, na Zambézia, estão a ser indiciados de actos de conivência com os madeireiros furtivos que de há alguns anos a esta parte devastam as florestas daquele distrito.

Maputo, Terça-Feira, 28 de Junho de 2011:: Notícias



Pelo menos três daqueles chefes locais foram já afastados dos cargos em consequência das suas ligações com operadores ilegais do chorudo negócio de madeira.

Embora não haja dados concretos sobre o grau de delapidação deste recurso, estima-se que em certas zonas de Mocuba, como Mataia, a extracção furtiva tenha já atingido extensas áreas florestais e o número de árvores com diâmetro recomendável para o corte tenha se reduzido drasticamente ao ponto de agora os madeireiros estarem mesmo a abater unidades com dimensões abaixo das autorizadas para o efeito.

Os alertas sobre a extracção desenfreada de recursos madeireiros, concretamente na Zambézia, são antigos. Um dos mais recentes vem do Instituto Panos da África Austral, uma instituição lançada no país no ano passado, que há dias levou um grupo de jornalistas àquele ponto.


Ao que apurámos, o corte ilegal de madeira em Mocuba decorre à luz do dia e é protagonizado pelos naturais ao serviço de indivíduos (intermediários) idos da sede do distrito ou da cidade de Quelimane. Os intermediários pagam aos cortadores apenas 100 meticais por cada toro.

O transporte de madeira em camiões faz-se, regra geral, à noite e especula-se que posteriormente os toros comprados a 100 meticais são revendidos a estrangeiros posicionados em Quelimane, por cerca de três mil Mt a unidade.

Alves Ricardo e Horácio Franque, operadores de moto-serra, encontrados nas matas de Mataia, disseram que são habitualmente contratados para derrubar árvores e dividi-las em toros. Por cada unidade ganham 100 meticais. Já seca, a madeira é transportada de noite em lotes de 40 ou 60 para fora daquele povoado.

Entre as espécies mais procuradas, os dois nativos de Mataia destacam a chanfuta, pau-ferro e jambire.

Maria Isabel Sebastião, chefe da localidade de Munhiba, onde se insere o povoado de Mataia, reconheceu que a zona está, realmente, a ser devastada por madeireiros furtivos, que se aproveitam das fragilidades existentes na fiscalização para os desmandos.

Por outro lado, a chefe disse que pelo menos três líderes comunitários dos povoados de Mataia e Julião foram recentemente afastados dos cargos por conivência com operadores furtivos. Acrescentou que a atitude se deve, em parte, à falta de conhecimento sobre o valor real deste recurso.

Fora dos ilegais, Munhiba tem três operadores licenciados, que no ano passado canalizaram 47 mil meticais para as três comunidades referentes à taxa de 20 porcento que deve ser entregue aos locais de exploração da madeira.

Mesmo assim, falta quase tudo naquele ponto da Zambézia, havendo crianças que frequentam a quinta classe que ainda estudam ao relento e nunca se sentaram no banco de uma carteira.
•José Chissano

Tuesday, 28 June 2011

Angola

Press Release: Statement at the Conclusion of the IMF Mission and SBA Fifth Reviewhttp://www.blogger.com/img/blank.gif Discussions with Angola

http://www.imf.org/external/np/sec/pr/2011/pr11256.htm

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Join the discussion at the IMF's policy blog on the global economy: http://blog-imfdirect.imf.org/

Check out our new publication, the Fiscal Monitor at: http://www.imf.org/external/ns/cs.aspx?id=262

TAKE A LOOK: For tracking globalization and its impact on individual economies, please see IMF Survey online magazine at http://www.imf.org/external/pubs/ft/survey/so/home.aspx News, views, and analysis from the IMF.

Modify your subscription at: https://www.imf.org/external/cntpst/signinmodify.aspx

Monday, 27 June 2011

O Homem do primeiro tiro pode ser o futuro Chefe de Estado, mas com um Primeiro-Ministro executivo.

-Aires Ali, Luísa Diogo e Tomás Salomão entre os cogitados para PM

À medida que se intensificam os preparativos tendo em vista a realização do décimo congresso da Frelimo, marcado para Junho do próximo ano na província de Cabo Delgado, começam as movimentações dos membros deste partido para influenciar os resultados do congresso e melhor se posicionarem para a sucessão de Armando Guebuza na Presidência da República. Guebuza termina o seu segundo e último mandato como Chefe de Estado em 2014, e o partido terá que encontrar uma figura de consenso para o substituir naquele cargo. O congresso será, em princípio, a plataforma ideal para o desencadeamento desse processo. No centro das movimentações pela sucessão surge nome de Alberto Joaquim Chipande como a figura de consenso para candidato do partido às eleições presidenciais de 2014.

A provável candidatura de Chipande estará, também em parte relacionada com a iniciativa da Frelimo de introduzir algumas emendas à Constituição, num cenário em que se pretenderá reduzir substancialmente os pode­res executivos do Presidente da República, os quais poderão vir a ser partilhados com um Primeiro-Ministro executivo, representando o partido com a maioria parla­mentar, que a Frelimo acre­dita estar ao seu alcance.

O plano é de ter um Presidente da República que, sendo Chefe de Estado, se situa acima de interesses político-partidários, com um Primeiro-Ministro que é, efectivamente, o chefe do governo com competência para indicar figuras para o governo e responder directa­mente perante o parlamento.

O Chefe de Estado conti­nuará a ser o Coman­dante-em-Chefe das forças de defesa e segurança, mas ao mesmo tempo partilhando com o Primeiro-Ministro as responsabilidades de con­dução da política externa.

Grupo do sul

Há um forte sentimento no seio da Frelimo de que o partido e o Estado estão a ser dominados por indivíduos do sul, e que 2014 deveria marcar o fim dessa hege­monia, com a candidatura de um indivíduo do centro ou do norte.

Inicialmente, falava-se de Eduardo Mulembwe. Mu­lembwe é oriundo da pro­víncia do Niassa. Tendo atingido o segundo posto mais importante da hierar­quia do Estado, como Presi­dente da Assembleia da República, não tinha, logi­camente, qualquer outra ambição do que vir a assumir a Chefia do Estado. Mas os recentes escândalos resul­tan­tes da sua recusa em abandonar a residência que habitava na qualidade de legislador-chefe, e ainda as revelações recentes de se terem gasto milhões de Meticais do orçamento do parlamento para mobilar a sua residência, colocaram uma dentada quase irrepa­rável no seu prestígio. Uma outra opção, aparentemente apoiada pelo actual Presi­dente, seria o Primeiro-Ministro, Aires Ali, que também é oriundo da pro­víncia do Niassa. Mas este plano foi imediatamente posto em causa, sendo entendido pela ala da Frelimo que se opõe a Guebuza como uma forma deste continuar a mexer nos corde­linhos do poder à distância.

Mesmo assim, Aires Ali continua a ser considerado como um candidato sério a Primeiro-Ministro no novo figurino constitucional, em parceria com a antiga Pri­meira-Ministra Luísa Diogo, e o actual Secretário Execu­tivo da SADC, Tomás Salo­mão.

A ideia de reduzir os poderes do Presidente da República, e de introduzir a figura de um Primeiro-Minis­tro executivo não é nova. Recentemente, o Instituto de Apoio e Governação (GDI), uma organização da socie­dade civil, defendeu um sistema semi-presi­den­cia­lista, entendido como o único que pode permitir uma divi­são efectiva dos poderes do Estado.

O surgimento da candi­datura de Chipande, actual­mente com 72 anos, parece ter sido a solução de com­promisso encontrada para evitar maiores tensões den­tro da Frelimo, onde é cada vez mais notório o declínio do carisma com que o actual Presidente iniciou o seu mandato em 2005.

A ala de Chipande terá imposto a sua supremacia perante aqueles que enten­diam que Guebuza devia ser o último Presidente da gera­ção do 25 de Setembro. E com o seu afastamento da política partidária activa, por imperativos do novo regime constitucional, abrir-se-á a possibilidade de uma efec­tiva partilha do poder, redu­zindo-se substancialmente a actual intromissão excessiva da Frelimo nas actividades do Estado.

Com um Chefe de Estado da geração do 25 de Setem­bro e um Primeiro-Ministro com poderes efectivos e sem o historial da luta armada, marcar-se-á o início de um processo de transição que culminará com a entrega efectiva do poder à geração do pós-25 de Setembro.

O governo do presidente Armando Guebuza, meses, anos depois de ter havido quem não se cansasse de avisar que as suas políticas anunciadas iriam levar-nos para o abismo fatal, não quis ouvir ninguém. Como sempre foi, insistiu em continuar autista! Como sempre foi, insistiu na sua habitual arrogância. Agora apareceu-nos, a semana passada, a surpreender com mais um pacote de medidas do Conselho de Ministros que coube ao ministro do Planeamento e Desenvolvimento anunciar e justificar ainda que com a boca cheia de incertezas e imprecisões, próprio de quem já não sabe o que fazer.
Mais uma vez se verifica que temos um governo que anda todos os dias a surpreender-se a ele próprio com a realidade, denotando com isso que não só anda ao contrário dos ponteiros do relógio e do calendário, como ainda não percebeu que governar é prever com grande antecipação aquilo que pode vir a acontecer, e tomar com a imperiosa antecedência medidas que embora não se venham a revelar totalmente eficientes, pelo menos não se comprovem totalmente absurdas, como tem estado, infelizmente a suceder.

Ao ponto a que as coisas chegaram fica provado que o Governo não tem governado. Os seus membros andam constantemente distraídos com os seus próprios negócios e a ver que proveito podem tirar dos cargos. Depois é isto que se vê. Até a Procuradoria Geral da República faz de conta.



Guebuza continua a acompanhar o dia dos trabalhadores pela televisão


Governo com medo do 1º de Maio
Mais um 1º de Maio passou; mais uma vez os trabalhadores moçambicanos saíram à rua na capital do País para protestar contra as más condições de trabalho, baixos salários e mais uma vez o chefe de Estado e do Governo moçambicano, Armando Guebuza, preferiu ver as manifestações dos trabalhadores pela televisão. Desde que chegou ao poder em 2005, o presidente do Partido Frelimo e da República, Armando Guebuza adoptou o que chama “uma governação inclusiva” que privilegia “o contacto directo com o Povo”, cuja maior expressão são as pomposas “presidências abertas” mas quando se trata da celebração do Dia do Trabalhador Guebuza prefere ficar em casa a ver e ouvir as manifestações e mensagens dos proletários pela televisão.

Guebuza que já foi membro do Bureau Político do seu partido quando este se afirmava marxista-leninista e dizia que lutava contra a exploração do homem pelo homem apregoando que “a nossa Pátria será túmulo do capitalismo e exploração” dirige presentemente um partido que tendo sido até hoje tudo o que já foi de conveniência ser para se manter no poder, agora opta por estar ausente quando se trata da

Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais

Prezado/a,


O Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais (CEMO) vem por este meio agradecer pela sua presença no “Café Diplomático”, com o Alto Comissário da República Unida da Tanzânia, Sua Excelência Pastor Ngaíza, com os comentários do Dr. Silvério Ronguane (Analista de Relações Internacionais), moderado pelo Dr. Manuel de Araújo (Presidente do CEMO), decorrido no passado dia 21 de Junho de 2011, Terça-feira, no Sindicato Nacional de Jornalistas.



Esperamos que o evento tenha correspondido as vossas expectativas.



Por favor não hesite em nos contactar e enviar suas contribuições, criticas e sugestões, quer sobre o evento como os outros programas através dos seguintes contactos:



Tel.: 21404905 e E-mail: cemode@teledata.mz



Atenciosamente







O Director Executivo (Substituto)



Henriques Viola

A frind sent me this email! Do you agree? What makes U an African?

1. You unwrap all your gifts carefully, so that you
can re-use the wrapper.
2. You call a person you've never met before uncle or
aunt.
3. More than 90% of the music CD's and cassettes in
your home are illegal copies
4. Your garage is always full of stuff because you
never throw anything away, just in case you need it
someday.(a gum boot without a partner and the baby
walker - baby's now 12 and you are 48)
5. You have a collection of miniature shampoo bottles
from your stays at hotels. (Go cool, Sweet heart,
African pride....)
6. You have almost always carried overweight baggage
when traveling by plane.
7. If a store has a limit on the quantity of a
product, then each member of the family will join
separate queues to purchase the maximum quantity
possible. (Sugar, soap, rice, cooking fat etc during
old good days)
8 All children have annoying nicknames.
9. Nobody in your family informs you that they are
coming over for a visit. (Uncle, wife, sis-in-law,
two nephews and a neighbour) have camped at home.
10. You stuff your pockets with, mints and toothpicks
at restaurants. (Murray mints, wrappers, and salt
shakers!)
11. Your mother has a minor disagreement with her
sister and does not talk to her for 10 years.
12. You only make phone calls at a cheaper rate
at night or weekends otherwise you sms.
13. You never have less than 20 people to meet you at
the airport or see you off even if it is a local
flight.
14. You keep 2 dollar credit to make miscalls when you run out of airtime
15. Office supplies mysteriously find their way to
your home.(Yes, staple machine, office pins, punch
machine, cello tapes, post-its, etc)
16. When you are young, your parents buy you clothes
and shoes at least two sizes too big so that they
would last longer.
17. U buy the most expensive car,even if u have a house in bad condition, so your buddy can see how classy u are.
18. U looked around at your mother funeral to see who is there and not so u can take revenge when their loved one pass on.
19. Your wardrobe is full of clothes and you dont have a single investment.may be a few thousand dollars that you save!

Share with fellow africans.

Sunday, 26 June 2011

No rio Chire, entre as provincias da Zambezia (Morrumbala) e Tete (Mutarara) seguindo as pegadas do Escoces Livingston!

Em pleno seculo XXI, puxando o batelao usando a manivela

Navegando o Chire!

Atlas: Updates on a Force for International Liberty!

By: DAVID SHALLENBERGER

In April 2010, I wrote about attending my first event sponsored by the Atlas Economic Research Foundation, Atlas Experience 2010. The program reinforced my passion for advocating for international liberty, and introduced me to some important concepts I now regularly apply. It also gave me the chance to meet people from around the world who work to advance liberty.

Atlas Experience is one of the two annual events Atlas holds. The other is the Liberty Forum and Freedom Dinner.

This discusses the Liberty Forum and Freedom Dinner held in the fall of 2010 and the Atlas Experience program held in the spring of 2011. It also highlights a new Atlas project and notes the details of the annual events scheduled for November 2011 and April 2012.
A good introduction to Atlas is its delightful new video, Atlas Network: Champions of Freedom. This opens with the question, “How are students in Malaysia reading the libertarian philosophies of F.A. Hayek and Ayn Rand?” It describes how Atlas supports intellectual entrepreneurs around the world who advance the cause of liberty, thus changing lives.

Atlas Liberty Forum and Freedom Dinner

Last November, I attended the Atlas Liberty Forum and Freedom Dinner in Washington, D.C. Atlas Network member EFN Asia has a good article on the event, “Liberty Forum Energises, Inspires.” This includes a link to the video of the tribute to Atlas President Alejandro Chafuen for his twenty-five years of service to the organization. The tribute is introduced by Brad Lips, Atlas’s chief executive officer.

It was a pleasure to meet people in person with whom I had gotten to know on Facebook, including Franklin Cudjoe. Mr. Cudjoe is the founder and executive director of IMANI Center for Policy & Education, a free market think tank in Ghana. He is also managing editor of AfricanLiberty.org, which shares the ideas of liberty in multiple languages across Africa. Atlas and Reason TV have created nice videos featuring the work of Adedayo Thomas, AfricanLiberty.org’s publisher and director of outreach.

Another friend from Facebook I was able to meet was Seyitbek Usmanov, a director of the Central Asian Free Market Institute (CAFMI) in Kyrgyzstan. CAFMI received the Templeton Freedom Award for Student Outreach at the event.

I was also fortunate to meet Clark Ruper, vice president of Students for Liberty. I had attended SFL’s Northeast Regional Conference a few days earlier, in order to learn more about the organization, and had enjoyed presentations by speakers including Tom G. Palmer (executive vice president for international programs at Atlas and senior fellow and director of Cato University at the Cato Institute) and Michael Strong (chief executive officer of FLOW [Freedom Lights Our World, Inc.] and co-founder of Conscious Capitalism, Inc.).

SFL gives us cause for optimism. Under the leadership of President and Executive Director Alexander McCobin, it is building support for liberty with young people who will be able to contribute to a freer world. I joined SFL’s OWL Society (Old Wise Libertarians) to contribute to its work, and recently spoke at the inaugural meeting of a new group in the SFL network, Liberty at Boston University.

Atlas Experience 2011

In April, I attended Atlas Experience 2011 in Dallas, Texas. Atlas’s website describes the highlights, with photographs and links to materials. As always, the speakers were informative and inspiring, and the program provided the opportunity to meet remarkable people.

It was great to meet Henriques Viola of Mocambique in person. Mr. Viola is a research assistant at the Center for Mozambican and International Studies (Mocambique CEMO) and the founder and general coordinator of the Mozambican Movement of Liberal Students (MELIMO). (In much of the world, “liberal” means classical liberal, i.e., libertarian.) I had met Manuel Lopes de Araújo, chairman of CEMO, at Atlas Experience 2010, and had begun following the work of the organization. SFL has written about CEMO’s work, in “The Fight for Liberty in Mozambique.”

It was also a pleasure to meet Nouh El-Harmouzi of Morocco, director and editor of Minbaralhurriyya.org, Atlas’s Arabic language outreach program. As I noted in an article in March, Atlas has a special project focused on the Middle East and North Africa, Imagining Tomorrow’s Egypt.

I was aware of Dr. El-Harmouzi through his passionate speech at the rally in Tahrir Square in Cairo, Egypt, this spring, recorded in a video by Dr. Palmer. Here is an excerpt from his speech:

“From the Moroccan people who love you and who want to follow your example: No negotiation for your freedom anymore! Pay attention to keep your freedom! Once again, I encourage you to create a CIVIL state [not military and not religious] and don’t let the politicians steal your freedom! The free Egyptian people can create miracles and can build a developed society.”

Among many others, I also enjoyed meeting and learning about the work of:

•Ali Salman, executive director of the Alternate Solutions Institute in Pakistan. The mission of the organization is “to promote a limited responsible government in Pakistan under the rule of law protecting life, liberty, and property of all of its individual citizens without any discrimination.”
•Natalia Toledo Ricci, director of programs at Fundación Ecuador Libre. The foundation’s mission is to “promote change toward a free and open society that generates welfare and equal opportunities for all, based on the defense of individual liberty, justice, the market economy, private property and the rule of law.”
•Juan Miguel Matheus, founder and director of Formación y acción in Venezuela. FORMA works to develop “a new generation of politicians and citizens, committed to the truth,” to serve the country for the common good.
SFL was represented not only by Clark Ruper, but also by several students who serve as board members. Each of the students was friendly, professional, and committed, and each, like Mr. Ruper, each is an excellent ambassador for the organization.

I am confident that all of us who attend Atlas events leave inspired and more knowledgeable. We also are grateful for the important work done by good people around the world, often under difficult and even dangerous circumstances. In addition, we appreciate the work of Atlas’s dedicated staff. Their many projects include planning and managing the events, ensuring their success.

The Morality of Free Enterprise Project

Atlas has launched The Morality of Free Enterprise Project, partnering with the John Templeton Foundation. The project “focuses attention on the moral component of freedom by showing that free enterprise both depends on and reinforces morality.”

The initiative includes publishing, with SFL, a new book, The Morality of Capitalism, What Your Professors Won’t Tell You. This fall, Atlas and SFL will distribute 100,000 copies of the book to student groups around the world.

People will also enjoy the videos on the site, including The Morality of Profit, featuring Dr. Palmer.

Mark Your Calendar

The next Atlas Liberty Forum and Freedom Dinner will be held November 8-9, 2011, in New York City. Registration will open in September. The promotional video shows why this promises to be a spectacular program.

Looking further ahead, Atlas Experience 2012 will be held on April 25-26 in Colorado Springs, Colorado.

Conclusion

Those of us who focus on international liberty have a simple motivation. We want the people of all nations to have the benefit of freedom, and for all individuals to be able to live their lives in peace, without oppression by government or society. Atlas is helping create a better world where these ideals can flourish.

Testando a navegabilidade do Chire!

ANÚNCIO DE CONCURSO PUBLICO

CANDIDATURAS À HOSPEDAGEM DA PLATAFORMA DO G20
O G20 é uma Plataforma das Organizações da Sociedade Civil criada em 2003, com o objectivo de coordenar a participação dos seus membros nos Observatórios de Desenvolvimento e na produção do Relatório Anual da Pobreza (RAP).
O G20 conquistou um espaço privilegiado como o elo de ligação entre as organizações da sociedade civil, governo e doadores nos processos de desenvolvimento. Com a produção do RAP, o G20 pretende promover a voz dos cidadãos e das organizações da sociedade civil que consiste no arrolamento não somente das preocupações dos cidadãos mas também na apresentação de algumas propostas de solução.
A Plataforma passa a adoptar uma hospedagem rotativa do Secretariado pelas Organizações membro, ficando com estas a tarefa de coordenar todas as acções inerentes ao mandato do G20.
Assim, estão abertas candidaturas para todos interessados em assumir esta tarefa de Hospedagem, bastando para tal apresentar uma carta manifestando o seu interesse na qual deverão explicar porque se candidatam para esta tarefa, como se vão organizar para assegurar que o G20 desempenhe o papel que as OSC definiram e quanto tempo necessitam para assumir esta função.
Encoraja-se a candidatura de organizações que preenchem os seguintes requisitos:
1) Ser uma organização membro do G20 ou aderir `a Plataforma;
2) Ser uma organização legalizada e com os órgãos sociais operacionais;
3) Estar ligada as áreas de prestação de serviços sociais às comunidades e à advocacia e lobby relacionados com o mandato do G20;
4) Estar baseada em Maputo.
Um júri liderado pelo Grupo de Coordenação ira avaliar as propostas recebidas até 15 de Julho de 2011.
Todas as cartas deverão ser enviadas até dia 15 de Julho de 2011, para FDC, Avenida 25 de Setembro, Time Square Bloco 2, Maputo, Att: Dra. Marta Cumbi ou Dra. Nilza Chipe, ou pelos endereços mcumbi@fdc.org.mz e nilza.chipe@fdc.org.mz, nilza.chipe@yahoo.com.br acompanhadas dos seguintes documentos:
• Cópia do Despacho do Ministério da Justiça
• Cópia da Publicação no Boletim da República
O Grupo de Coordenação do G20
Maputo, 24 de Junho de 2011

Saturday, 25 June 2011

Guilherme Vaz Raposo-Um intelectual exilado na sua propria terra! Celebrando os 36 anos independencia nacional num polo de desenvolvimento democratico


A cada dia que passa, cresce o meu apetite pelos distritos, ouvindo estorias de gente da terra e partilhando experiencias quase divinas! Desta feita resolvi passar os 36 anos num distrito! Para dizer a verdade em varios! O facto decisiso para esta escolha foi o facto de ter encontrado casualmente na ATM , do Stabdard bank dois professores de Mutarara a levantar dinheiro!

Apecebi-me que eram de Mutarara depois de ter reclamado pela demora! Eles estavam a minha frente na fila da ATM, e estranhei a demora! Quando os interpelei, o Professor Kembo, da Escola Secundaria de Mutara, pacientemente explicou-me a tragedia que viviam!


Porque o ministerio da Educacao ja nao paga em numerario, fazendo depositos dos salarios dos professores no Banco Internacional de Mocambique (Mais uma razao para a aprovacao da Lei da Concorrencia), estes sao obrigados a levanta-lo nos balcoes ou ATMs deste banco. Acontece porem que em varios distritos, nao ha simplesmente balcoes ou ATMs! Ai os professores sao obrigados deslocarem-se a outros distritos e no caso em apreco a outras provincias!

Para os professores de mutarara ha tres alternativas: cidade de Tete (a quase 300 quilometros e estrada batita e sem transporte regular), Caia e Quelimane. Acontece porem, como testemunhei varias vezes, que o balcao e ATM de Caia fica muitas vezes sem rede, e foi o que aconteceu com o o agora meu amigo Tembo! Tendo saido de Mutara no intuito de levantar o seu misero salario em Caia (entre 70 a 100 kms), nao pode faze-lo porque a ATM nao tinha 'sistema'! A alternativa era Quelimane a cerca de 200 quilometros! Tendo ouvido a sadica historia, e movido pela curiosidade em conhecer Mutarara, pus-me a caminho! Salvou-me o porco estufado da Tia Veronica para almoco!

Sai no carro de um amigo da Cidade de Quelimane e sucessivamente escalei os distritos de Nicoadala, Mopeia, Morrumbala para finalmente desembarcar no Distrito de Mutarara! Foi e esta sendo uma aventura e quica uma experiencia sem igual!

Interessante notar que a estrada Quelimane-Zero encontra-se num estado transitavel, para nao dizer paradisiaco se compararmos com a maior parte da rede rodoviaria na provincia da Zambezia! Infelizmente o mesmo nao se pode dizer do troco Zero-Morrumbala que e uma verdadeira lastima! Me parece que a empresa Dunavant esta a fazer falta, pois pelos vistos a OLAM, a nova dona da concessao algodoeira em Morrumbala, nao tem estado a fazer o match das actividades que a multinacional anericana fazia, alias suponho nao ser sua tarefa, justificadamente!

Para surpresa minha, a estrada Morrumbala Sede-Rio Chire (podendo-se andar a 80 kms/hora) esta em melhores condicoes que a anterior, isto e a Zero-Morrumbala-sede! A estrada Chire-Mutarara e outra lastima! Um TPC para os manos Meque (FIM) e Vaquina!

Dois pontos marcaram esta viagem! A travessia do Rio Chire e o facto de ter conhecido os pais e parte da familia do meu amigo Egidio Vaz Raposo!

Cheguei a travessia do Chire, depois de ter atravessado a velocidade da luz, a Vila onde nasceu o ex-deputado, politico e renomado advogado da nossa praca, Maximo Dias. a velocidade da luz, porque na vila de Morrumbala nos advertiram que o batelao fechava pontualmente as 17.00 horas. Dito e feito, as 17.05 quando chegamos a travessia, os homens ja se tinham ido! Um pouco de Sena, foi o suficiente para voltar a aldeia e 'recrutar' de volta os eximios funcionarios que prontamente se prestaram a dar-nos a 'txova' que precisavamos para nao ter que ou pernoitar no local (abarrotado de mosquitos) ou entao regressar a vila de Morrumbala ( o que teria deixado o meu amigo Jorge Tinga felicissimo)! Mas nao foi desta!

Enquanto se davam os preparativos para por o batelao, puxado manualmente, chegou um Land Rover sul africano que transportava um casal sul-africano e seus filhos 9por sinal tambem um casal do qual retenho o nome da filha, Jessica). Segundo o casal, o GPS dels dizia_lhes que nao havia como atravessar o famoso Chire! Apanharam nossa boleia e trocamos de cartoes!

Duas horas depois da travessia estava eu pela primeira vez em Mutarara, terra dos meus amigos Joao Jamal, Raul Domingos, Raul Chambote, Florentino Dick e outros! Essa terra magica que produziu nada menos e nada menos o recorde de candidatos presidenciais por distrito (tres)-Casimiro Nhamitambo, Francisco Campira e Raul Domingos! -um fenomero a ser estudado por politologos!

Tanto o Dick, como o Jamal, Chambote contaram-me estorias deste lugar que me criou o desejo de conhecer! E ao entrar no vilarejo, sentia-me ja em casa pois ia reconhecendo os lugares magicos do lugarejo! Era como se estivesse a regrassar a minha terra!

Atravessar o rio Chire ( testando a famosa navegabilidade) foi um momento magico e indescritivel!

Outro momento inesquecivel foi o meu primeiro encontro com um intelectual de craveira internacional, de nome Guilherme Vaz Raposo, por sinal pai do meu amigo Egildo Vaz!

Montado numa cinquentinha, com a inseparavel esposa, o velho-jovem bibliotecariio na escola local, apresenta uma jovialdade fora do normal e uma pujanca intelectual rara! na minha biblioteca faltam apenas sete livros: os relatorios do I, II, III, IV, V, VI, VII, VII Congressos! Por mais que nao se concorde com o seu conteudo, sao instrumentos incontornaveis para quem queira entender a historia de Mocambique-rematou Vaz Raposo.

Depois de cinco minutos de conversa exclamei-'pai agora percebo porque o Egidio fez o curso de Licenciatura em historia'! O velho professor reformado, foi formado em 1964 pela missionaria Escola de Boroma que considera ter sido 'o berco da nacionalidade, do nacionalismo e intelectualidade mocambicana'. Para sustentar afirma que Eduardo Mondlane visitou a missao em 1961/2, e que a missao de Boromo foi o 8 de Marco dos anos Sessenta!

Para Vaz Raposo e importante que as jovens geracoes bebam das fontes ainda vivas para que saibam de onde vem e desta forma possam sustentar com orgulho a nossa heranca, e a nossa auto-estima. 'A vida nao tem sentido se nao conhecermos a origem das coisas'!

- 'Meu filho, sabes porque Quelimane e Quelimane?" E Mocuba? Gurue? Como te podes orgulhar de ser negro africano se nao conheces as tuas origens?

A pouco e pouco o velho ia exibindo seu manancial de conhecimentos acumulados ao longo dos anos, provando-me por A mais B, que eu nao passava de um curioso cretino! A eloquencia do velho Guilherme (Nkutche) e simplesmente fabulosa! O seu conhecimento da historia portuguesa, desde os tempos do Condado portucalense, do Lavrador Dom Dinis ate aos nossos dias espanta a qualquer candidado a intelectual!
Nao e por acso que o velho afirma, com orgulho, que 'foi formado para leccionar, nao so em Mocambique, como em todo 'Imperio Salazarense'- Desde Goa, Diu, Damao, ate a Angola, Sao Tome, Cabo Verde etc!

Quando lhe perguntei se ja escrevera a sua biografia, respondeu-me peremptoriamente e sem pestanejar: 'O Egidio, meu filho, sabera onde localizar os rabiscos que fiz!' Vendo caras de desaprovacao pela descriminacao em termos de genero que acabava de fazer, perispicaz, o velho retificou dizendo " ... ou as minhas filhas..." Era tarde demais, o testemunho fora passado ao herdeiro varao!

Ficou no ar, e disso nao perdoarei a mae Ana, o cheque-mate: o que faz de Mutarara uma barril eterno de revolta contestataria e descontentamento eterno? Sera o facto de ja ter feito parte de Sofala, Zambezia e hoje Tete? ou e a localizacao geografica estrategica encravada entre as tres provincias e o Malawi? Sera o facto de Mutarara ser geologicamente falando o fim, ou principio do fabulosamento rico em minerais Rift Valley?

Muito ficou por contar e descrever as lindas horas que passei ao lado da familia Vaz Raposo! Mas para nao violar a privacidade deles, pois nao tenho autorizacao para contar, quedo-me por aqui, na certeza de que temos 'miliares e miliares' de bibliotecas intelectuais ainda vivas e que devem, ser exploradas atempadamente para preservar a nossa heranca historica e quica a nossa 'auto-estima'!

O dia passou sem me ter apercebido e, quando ja passava da meia noite, a mae Ana, encheu-se de coragem e disse, em tom irrevogavel (no jeito peculiar das poderosas Donas do poder matrilinear do Vale do Zambeze- 'amanha e Domingo, e temos obrigacoes religiosas! Foi o suficiente para nos encolhermos e quebrar a envolvente amizade e cumplicidade que fara de Nkutche Guilherme Vaz Raposo, nao so o pai do Egidio, como tambem meu, mesmo que o 'ciumento' do Egidio nao o queira! Afinal de contas, quem quereria dividir um pai destes?

A Opiniao de Ericino de Salema sobre a a luz da mama da Luz!

Estará a faltar 'luz' à Senhora Maria da Luz Guebuza?

Por: Ericino de Salema

A Televisão de Moçambique (TVM), a [denominada] estação pública de televisão do país, mostrou, no seu 'Bom Dia Moçambique' desta quarta-feira, 22 de Junho de 2011, uma reportagem que documentava a visita que a Primeira-Dama de Moçambique, Maria da Luz Guebuza, está - ou estava - a efectuar ao distrito da Moamba, na província do Maputo.

Nessa sua visita, Maria da Luz Guebuza mostrou-se, uma vez mais, como "mãe de todos" os petizes deste país, ao evidenciar que dá muito enfoque, nas suas visitas - que alguns já catalogam de 'Presidências Abertas Paralelas' - ao amparo à criança, sobretudo aquelas cujos progenitores tenham perecido por causas diversas, e que, por força disso, se aliam aos inúmeros moçambicanos que conjugam constantemente, mesmo sem se darem conta, o verbo sofrer. Ou sobreviver.

Maria de Luz Guebuza é, de longe, muito activa quando comparada com Marcelina Chissano, que foi Primeira-Dama de Moçambique durante 18 anos, ou seja, de 1986 a 2004. A questão que se pode colocar, por ora, é se esse activismo é compatível com princípios basilares que corporizam a i) democracia liberal e a ii) separação de poderes. A indagação se estenderia à austeridade que se espera na gestão dos países que vivem apelando à caridade pública internacional, e não só, sobretudo nos actuais 'dias de peste'.

Permito-me começar com uma 'viagem ao passado'. Há três anos, manifestei a minha indignação, em jeito do exercício do 'direito à razão - que se não deve confundir com 'o ter razão', por ser, tão-somente, o constitucional direito à liberdade de expressão -, em artigo publicado nas páginas do semanário SAVANA, com o título "O show-off 'off' de Maria da Luz Guebuza", com a forma como as suas 'Presidências Abertas Paralelas' estavam a ser realizadas; o que sucedeu foi que, quando viajava, num certo dia de 2008, a Inhambane, tive a sorte de cruzar com a sua comitiva algures em Quissico, no que pude 'contabilizar' mais de 50 carros, muitos deles só com os seus condutores, o que se me afigurou como um desnecessário esbanhamento de recursos.

Para não cansar a 'santa paciência' dos que investem o seu precioso tempo em me ler, retomo ao leit motiv desta pequena prosa: a peça inserta no 'Bom Dia Moçambique' referida acima, na qual a Primeira-Dama era a 'figura de cartaz'.

Numa das passagens dessa reportagem, Maria da Luz Guebuza deu, de viva voz, orientações a quem ela chamou de 'Camarada Administrador', para que este arranjasse ocupação para o menino de 14 anos com quem ela interagia, pois aquele, órfão de pais, estudava de noite e "tem que fazer algo de dia para ajudar no sustento da família", tal como fez questão de frisar a Primeira-Dama de Moçambique, a quem Manuel de Araújo certa vez denominou de "vice-Presidente da República [de Moçambique]".

Talvez equivocado, fiz, de mim para comigo, muitas perguntas após ter ouvido o que dela registei atrás, e que se resumem no seguinte:

· Que legitimidade tem a Primeira-Dama de dar ordens a um administrador distrital?
· Estava ela, naquele momento, em actividade do seu partido ou do Gabinete da Esposa do Presidente da República - financiadas, portanto, por fundos públicos, que tem os nossos impostos como uma das fontes - a ponto de tratar o administrador de 'camarada'? [não sou ingénuo para se apelar à 'polissemia' da palavra camarada.]
· Será que aquele petiz de 14 anos precisa de emprego ou de uma vaga no 'diurno', podendo estar, talvez, num centro internato duma escola pública, com uma bolsa do Estado? A que horas descansará e revirá a matéria aquele menino, se de dia procurar renda e de noite ir à escola?
· Diz a Lei do Trabalho que os menores que tenham entre 12 a 15 anos só podem aceder a um emprego depois que tenham sido autorizados pelos seus pais ou tutores. Quem é a Primeira-Dama para 'obviar' esse imperativo legal?

Não termino sem deixar claro que gostaria de estar equivocado, pois, se não for esse o caso, me parece grave que uma Primeira-Dama dum país civilizado se comporte daquela maneira. Ou temos que esperar "até ver os morcegos a doar sangue", para não merecermos o epíteto de 'Apóstolos da Desgraça'? Se os equívocos estiverem distantes de mim, então está a faltar luz à Senhora Maria de Luz Guebuza!

celebrando os 36 anos da Independencia em Morrumbala

EDITORIAL: Sobre as declarações augustas de Paulino

Por João Vaz de Almada

Causaram grande impacto, sobretudo na imprensa, sempre pronta a fazer parangonas sensacionalistas, as palavras do Procurador-Geral da República, Augusto Paulino, proferidas numa palestra na Academia de Ciências Policiais (ACIPOL), na passada segunda-feira.

Paulino, diga-se com bastante ousadia, colocou o dedo na ferida, uma ferida bem profunda na sociedade moçambicana, tão profunda que é praticamente impossível de sarar. O PGR disse que o crime organizado é quem dita as regras em Moçambique e quem se mete com os criminosos, tem um triste fim: a morte. O pior, ou o melhor, dependendo do ponto de vista, veio mais adiante quando Paulino disse que “é a partir dos centros nevrálgicos do poder que o crime organizado actua.”

Ou seja, disse que sem a conivência lá de cima, de quem manda, provavelmente o crime não estaria tão organizado e não compensaria tanto. Falou no facto de Moçambique ser uma rota de vários tráfi cos, desde o de drogas até ao de pessoas. E aqui, tanto num caso como noutro, muito contribui a debilidade das nossas fronteiras, marítimas e terrestres.

Dentro dos crimes falou também do branqueamento de capitais à vista de todos nos grandes projectos imobiliários. “As mansões que se erguem diariamente em Maputo e os vários projectos de construção de condomínios servem de capa para dissimular ou esconder a origem ilícita da riqueza de muitos cidadãos.” Paulino não nos fez descobrir nada de novo. Não revelou nada que todos nós não soubéssemos. A coragem de Paulino ao fazer tais revelações/ insinuações na praça pública foi, para mim, a grande descoberta.

Há muito que se fala no tráfico de menores para as redes de prostituição na África do Sul, que tem na fronteira de Ressano Garcia o seu ponto de passagem. Isto é feito mesmo às claras, durante o dia. O ano passado fez-se mesmo um filme sobre isso. Há muito que se fala que o porto de Nacala, na província de Nampula, trabalha mais de noite do que de dia. Falou-se também que o consumo na capital do país ressentiu-se bastante após as revelações do WikiLeaks e que a economia paralela, de lavagem e branqueamento de capitais, tal como na Medellin de Pablo Escobar, alimentava muita gente que depois dessas revelações passou a viver bem pior.

Mas se aquelas acusações são mais difíceis de provar já outra das insinuações de Paulino é fácil de investigar e de descobrir: os grandes casarões e os condomínios privados que nascem como cogumelos na capital do país. Não é difícil porque são bairros inteiros, como o Triunfo, o Sommercheild Dois o Belo Horizonte e outros na Matola. Como é que contribuintes com salário de 20 ou 30 mil meticais possuem mansões de três pisos avaliadas em mais de um milhão de dólares? Quantos casarões haverá nestes bairros construídos com dinheiro limpo e honesto?

Assim, por alto, arriscaria a dizer que cabem bem nos dedos de uma mão. A isto chama-se, meus senhores, sinais exteriores de riqueza, e, num Estado de direito, são imediatamente investigados. Mas será que há vontade, sobretudo política, de efectuar uma investigação profunda e séria sobre isto? A mim parece-me claramente que não porque, como diz Paulino, é a partir dos centros nevrálgicos do poder que o crime actua.

@VERDADE - 23.06.2011

País celebra hoje 36 anos de independência



Independencia1975 NUM ano totalmente dedicado a Samora Machel, primeiro Chefe do Estado moçambicano, o país celebra hoje o 36º aniversário da sua independência. Com efeito, foi a 25 de Junho de 1975 que o Comité Central da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) proclamou solenemente a “independência total e completa de Moçambique” do jugo colonial português.
Maputo, Sábado, 25 de Junho de 2011:: Notícias

A paz e estabilidade que se pretendia se estabelecessem no país com o alcance da independência nacional foram “adiadas” com o início, em 1977, dos ataques militares protagonizados, primeiro, pelo regime de Ian Smith, da então Rodésia do Sul (hoje Zimbabwe), e, mais tarde, pelo regime do “apartheid”, que vigorava na vizinha África do Sul. Estas operações desencadearam uma guerra fratricida que levou 16 anos, tendo terminado com o Acordo Geral de Paz (AGP), assinado a 4 de Outubro de 1992, entre o Governo e a Renamo.

Alcançada a paz, os moçambicanos encontram-se hoje virados para a luta contra a pobreza absoluta, um mal que afecta mais de 50 porcento da população, cujo combate é firmemente assumido pelo actual Chefe do Estado, Armando Guebuza.

Dados divulgados pelo Governo indicam que a luta contra a pobreza está a reflectir-se num “firme e gradual” desenvolvimento económico, crescimento este que nos últimos anos atinge uma média de oito porcento ao ano. A “contribuição” dos chamados megaprojectos tem sido determinante para tal crescimento. São os casos da MOZAL, “Areias Pesadas”, e, ultimamente, a exploração do carvão de Moatize, em Tete, por companhias brasileiras e australianas.

Ainda no que à macro-economia diz respeito, a inflação tem estado a baixar.

Aliás, as comemorações dos 36 anos da independência nacional celebram-se dois dias depois de o Presidente da República, Armando Guebuza, ter terminado uma visita de 44 dias a várias províncias do país.

Durante a “presidência aberta e inclusiva”, Guebuza disse ter constatado a real situação socioeconómica do país. Referiu que é através deste modo de governação que ele vive a realidade do país que, apesar de estar a caminhar rumo à consumação do maior desiderato dos cidadãos, que se traduz no golpe triunfal contra a pobreza absoluta, continua ainda com muitos obstáculos por transpor, daí a extrema importância deste modelo de governação que realiza.

“A presidência aberta permite ver o que os moçambicanos estão a fazer; o milho e a soja que estão a produzir. Permite também ver como aparece uma estrada, uma escola; onde se luta e se aprende como vencer a pobreza, daí que ela não tem preço”, justificou.

SADC aprova livre circulação entre os países membros

UNIVISA é o nome da iniciativa

Os cidadãos dos países membros da Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austal, SADC, poderão em breve viajar por todos os países sem vistos de entrada.

O comité ministerial de cooperação política e segurança da SADC aprovou em Lusaka a criação de um mecanismo com o nome de UNIVISA que vai permitir a circulação dos cidadãos dos países membros por toda a região.

Os acordos vão agora ser submetidos á cimeira da SADC em Luanda em Agosto próximo.

CANALMOZ/VOA – 23.06.2011

A Opiniao de Noe Nhantumbo: “Detractores”, hoje, “apóstolos da desgraça”, ontem?

Comissário político desesperado

Noé Nhantumbo

Quer-me parecer que mais uma vez o Senhor Armando Guebuza e prestativo comissário político marxista-leninista da era soviética, foi infeliz na escolha do termo com que procura apelidar ou catalogar um segmento importante da população moçambicana que não concorda que continuadamente os avaliadores de causas próprias insistem em referir que o País está a andar “às mil maravilhas”.

Porque aparecem vozes discordantes com o que a máquina de propaganda partidária e governamental apelida de óptimo ou bom estado da nação, o tal “presidente de todos os moçambicanos” rapidamente se apressou em tempos de apelidar os que têm daquilo que ele e os seus governos andam a fazer, de “apóstolos da desgraça”.

Hoje o mesmo “comissário político” dos tempos em que até se mandava fuzilar os “ricos” que já nessa altura tinham o direito de serem ricos, corre a inventar novos termos. Chama-lhes “detractores” e “tagarelas”. Mas esses tais “detractores”e “tagarelas” para azar do Senhor Guebuza sabem bem que em Moçambique à vista desarmada os pronunciamentos elogiosos do estado da governação e da nação não correspondem à realidade.

Os “detractores”e “tagarelas” que em tempos que o Senhor Guebuza certamente gostava que voltassem seriam pura e simplesmente fuzilados sem julgamento como foram muitos moçambicanos, sabem bem ver que a corrupção decorrente da promiscuidade entre os poderes democráticos está se enraizando e certamente será isso que faz com que o chefe de Estado e presidente do Partido do governo agora desespere e passe ao insulto.

Sabem bem os “detractores” e os “tagarelas” de que fala o Senhor Armando Guebuza, que em Moçambique o sistema judicial está encravado e não pode funcionar com independência e equidistância porque o executivo o domina e comanda efectivamente pois caso assim não fosse outro “galo” cantaria.

As sentenças são o que quem manda e paga pretende ou determina.

Disso sabem bem os “detractores” e “tagarelas” de que fala o ilustre dignitário desesperado com a avaliação da governação que não resulta de juízo e causa própria.

Tenhamos a sensatez de dizer que quando um Mondlane, exonerado do cargo de chefe do Conselho Constitucional é escondido no Tribunal Supremo isso retira a credibilidade àquela instituição e concorre para que as suas deliberações, por mais justas que sejam, apareçam aos olhos dos cidadãos suspeitas e sem credibilidade.

Tenhamos a sensatez de reconhecer que quem em anos sucessivos e décadas de governação não consegue resolver o problema da escassez crónica de alimentos não possui a capacidade de se colocar como governo pois já demonstrou que não possui os conhecimentos para actuar com sucesso neste domínio.

Quem sob seu governo e de seu partido durante décadas não conseguiu revitalizar a indústria e deixou ruir o que os portugueses deixaram não se pode pretender solução dos problemas de hoje. Quem não consegue importar e conservar medicamentos para seus concidadãos, e anda há anos a prometer fábricas de medicamentos que nunca consegue erguê-las, como pode querer que dêem crédito ao que faz no domínio da saúde?

Não são “detractores” e “tagarelas” aqueles que denunciam estes factos. São cidadãos moçambicanos interessados em ver as coisas mudando para o melhor e para benefício do maior número possível de pessoas neste país. Não se trata de demonizar tudo o que o Executivo faz mesmo quando bem feito. Somos os primeiros a aplaudir quando o executivo faz bem. Mas não podemos por exemplo aplaudir a ingerência em assuntos desportivos do executivo do que resulte a escolha de um treinador da selecção nacional de futebol que não seja do agrado da Federação Moçambicana de Futebol.

Não se trata de resumir tudo à crítica barata e tendenciosa para definir tudo o que executivo faz.

Mas se este executivo não se cansa de mostrar que a agenda principal é o enriquecimento rápido dos governantes e dos que lhes estão próximos, o que podem dizer aqueles a quem apelidam de “detractores” e “tagarelas”?

Não podemos aceitar nem nos calarmos quando sobressaem sinais de que a situação está rapidamente caminhando e seguindo os moldes seguidos por

Hosni Mubarak e seus filhos ou Ben Ali e sua esposa e cunhados.

Moçambique é um país de todos os moçambicanos e que gostaríamos de o ver livre dos vírus do tráfico de influências e do “inside trading”. Não queremos ver este país doentio e preso ao procurement corrupto de obras e compras para o governo.

Os esquemas conhecidos e praticados de conhecimento privilegiado das tendências de investimentos, da aquisição de terras aráveis e de licenças mineiras, do favorecimento e facilitação do crédito bancário a compadres do poder do dia, tudo isso acontece e quando denunciado não é obra de detractores e de tagarelas como pretende o Senhor Guebuza agora insultá-los. São moçambicanos patriotas que dizem o que muitos têm medo de dizer porque neste país ainda se mata e se prende e se fazem desaparecer pessoas em actos bem disfarçados de pura criminalidade.

É preciso diferenciar o que é o detractor de tudo isto.

Que pretendem dizer os bajuladores do regime quando correm e colocam na primeira página dos jornais algo que o PR tenha dito como se de invenção da pólvora se tratasse?

Aquelas que o PR classifica de “tagarelas”e “detractores” não são papagaios pintando de cores alegres que andam atrás do Senhor Guebuza a lamber-lhe as botas e a enganá-lo. O panorama nacional não deixa mentir. Basta olhar-se para Tete onde ao lado de grandes projectos se continua a morrer por falta de água de fontenário, obrigadas que são as pessoas a irem meter-se na boca dos crocodilos. A idade e os helicóptero não concorrem para que o Senhor Guebuza admita que os que ele chama de “detractores” e “tagarelas” vêem mais com um olho do que se possa imaginar.

Os moçambicanos querem avançar para uma abordagem sem subterfúgios nem encenação prévias. Os moçambicanos querem que os reais problemas da nação lhes sejam colocados por equipas de reconhecido mérito técnico e experiência.

Os moçambicanos estão fartos de bajuladores e de incompetentes que estão a levar o País para o abismo mais uma vez.

Os moçambicanos querem que aqueles que sabem possam contribuir para traçar a via mais rápida para a recuperação económica e combate contra a crise e a pobreza.

Não precisam de bajuladores.

Vamos ser moçambicanos com tudo o que isso significa e requer. Quem não sabe pintar que faça o que sabe. Mas vamos todos acreditar que é necessária mais ética e moral no que cada um de nós faz.

Inventar realidades ou pretender enganar os moçambicanos com tais criações só vai atrasar todos no que de essencial deve ser feito neste país…

Canal de Moçambique – 22.06.2011

ZAMBÉZIA - Ecoturismo refém de iniciativas na Maganja




Lagoa_de_Gondsano A falta de imaginação e criatividade por parte dos empresários deixa adormecida a oportunidade de exploração do ecoturismo, na Lagoa de Gondsano, situada a 15 quilómetros da vila-sede distrital da Maganja da Costa, na Zambézia.
Maputo, Sexta-Feira, 24 de Junho de 2011:: Notícias
A lagoa é natural, com regime periódico, ou seja, no Verão as águas baixam e no Inverno sobem, podendo ser aproveitada para a pesca artesanal e desportiva, piscicultura, turismo de lazer, entre outras actividades.

Todavia, a exploração deste manancial de recursos está refém de iniciativas empreendedoras dos empresários locais. Com os fundos do Orçamento de Investimento em Iniciativas Locais (OIIL), o dinheiro já está disponível no distrito, faltando agora a capacidade de imaginação e criatividade para desenhar projectos sustentáveis para explorar essas oportunidades.

Os empresários locais queixam-se da falta de dinheiro para investir na lagoa de Gondsano. O lugar é apetecível para o turismo, mas faltam casas para hospedagem, recreação e lazer. Muita gente gosta, aos fins-de-semana, de passar o dia na praia de Gondsano, mas vê-se obrigada a regressar ao fim do dia por falta de abrigo.

Na vila-sede distrital da Maganja da Costa conversámos com alguns operadores económicos sobre as possibilidades de investimento na praia de Gondsano. Francisco Nomeado disse, quando abordado pela nossa Reportagem, que os volumes de investimentos necessários para abraçar projectos turísticos para aquela estância turística são extremamente altos e os “sete milhões” não dão para sonhar alto. Acredita, no entanto, que os empresários estão a perder a oportunidade de investir para depois ganhar dinheiro.

O nosso entrevistado entende que investir na lagoa de Gondsano seria uma oportunidade de atrair turistas nacionais. “Mesmo aqui, na Maganja Costa, há muita gente que gostaria de ir aos fins-de-semana a Gondsano, mas não pode ficar lá porque não há sequer uma casa para hospedagem”, disse a nossa fonte para quem a criação de sociedades empresariais pode ser uma solução para juntar capitais financeiros por forma a investir naquela região.

Por seu turno, Ilídio Novas afirma que mesmo que se aposte nos “sete milhões” de meticais, os projectos submetidos não são aprovados com os valores propostos, logo um programa de investimento de alto nível, na praia de Gondsano, está condenado a não ter pernas para andar. “Há muita gente que submeteu projectos, mas não teve os valores propostos e isso pode limitar muito a execução de qualquer empreendimento”, disse o nosso entrevistado para depois acrescentar que os empresários locais têm a consciência de que é preciso mobilizar recursos para o efeito, mas as fontes desse investimento são escassas ou colocam muitos impedimentos, nomeadamente garantias patrimoniais ou bancárias.

O ecoturismo é um segmento da actividade turística que utiliza, de forma sustentável, o património natural e cultural, incentiva a sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações envolvidas.

Para que haja ecoturismo, são necessárias quatro condições básicas, nomeadamente respeito às comunidades locais, envolvimento económico efectivo das comunidades locais, consideração às condições naturais e conservação do meio ambiente e interacção educacional, garantia de que o turista incorpore para a sua vida o que aprende em sua visita, gerando consciência para a preservação da natureza e dos patrimónios histórico, cultural e étnico.

Entretanto, as comunidades locais estão à espera de uma oportunidade para aproveitarem os benefícios da exploração da lagoa. Mussa Abibo, ancião que reside nas proximidades da lagoa, afirma que já estiveram naquele local holandeses que prometeram desenvolver o projecto de piscicultura, para o que formaram comunidades de gestão, mas nunca mais voltaram para dar seguimento ao empreendimento prometido. O nosso entrevistado disse, igualmente, que o grande problema que retrai os investimentos é o facto de o Governo não ter estendido a energia eléctrica ao local e procedido à reabilitação da estrada que estabelece a comunicação com aquele ponto, numa extensão de 15 quilómetros.

Da vila-sede distrital, a lagoa de Gondsano dista a 15 quilómetros, mas só possível de percorrê-los de motorizada ou bicicleta dado o avançado estado de degradação da rodoviária. A lagoa tem importância histórica e sociocientífica.

Alunos de diversos estabelecimentos de ensino frequentam a zona para se inteirar da origem do nome Gondsano, um guerreiro que, em combate, teria, quando foi atingido por uma bala, voado de Morrumbala a Maganja da Costa. Os professores que leccionam a disciplina de Biologia levam os seus alunos para conhecer uma multiplicidade de plantas que ali se encontram.

Jocas Achar

Friday, 24 June 2011

MELIMO NEWS

Dear friends and colleagues,



This month the Mozambican Movement of Liberal Students (MELIMO) completed six months after its foundation on December 6th, 2010!



These were six months of intensive work. We planted seeds that will certainly flourish in favor of students action and participation, individual freedom, peace and prosperity in Mozambique.

We shared knowledge until now unknown to the students. Today it is possible to see students speaking about topics that until very recently were mere matters of businessmen, donors, academicians and politicians; today we can find students talking about the business environment, economic freedom and property rights, we find young people talking about limited government and individual freedom – things impossible to imagine not long ago.



In these six months, six discussions were organized which combined more than 600 participants, including students and young professionals discussing and sharing knowledge on youth entrepreneurship and development, inclusive economic growth, competition policy and monopoly in the market, the challenges of the Mozambican economy in the face of crisis (will subsidies be the answer?) and the challenges of the Eduardo Mondlane University, among others.



We brought to our discussions honored speakers as Professor João Mosca (economist), Professor Roberto Tibana (scholar and consultant in Mozambique and Africa), the IMF Resident Representative, Victor Lledo, the Director of the Catholic University in Chimoio, João Ferrão, Director of the Polytechnic University in Quelimane City, Professor Marcos Lourenço, but also brought young panelists such as Eng. Venâncio Mondlane (Young political analyst), the lawyer Cremildo João, based in Chimoio City and the candidates for the presidency of the Association of University Students of the University Eduardo Mondlane, the major and oldest in Mozambique.



Soon after the foundation, we took the public debates to the cities of Chimoio and Quelimane, where we had the opportunity to share knowledge with students, young professionals, academicians, journalists, businessmen, politicians and many others.



In six months, in a pioneering project in Mozambique, we distributed over 1000 CDs and DVDs, containing books and papers on economics, law, governance, democracy, globalization and much more. In the events of release, we openly discussed the contents of these materials, looking to include them in the Mozambican reality.



MELIMO expanded to four provinces of Mozambique (Gaza, Manica, Zambezia and Cabo Delgado).

During these months we co-organized a competition of essays and scientific articles, called "Big Questions Online", where Mozambican students can write about "How should be the economy be in a free society?".



We had the honor of participating in international events like the 2011 ATLAS Experience and Heritage Bank Resource 2011, held in the city Dallas, Texas, United States of America (USA) and the prestigious training program in planning and strategic management think tanks, the hosted by ATLAS NETWORK, called Atlas Think Tank MBA, held in Fairfax, Virginia, USA, from April 29th to May 12th, 2011. In this event, the General Coordinator of MELIMO and CEMOs researcher was awarded the "elevator pitch", for the most motivating speech to donors and partners.

In these six months, we launched our website. We want to make www.melimo.org a reference when talking to students and about the efforts for the emancipation and development in Mozambique.



Last weeks, MELIMO started with the strategic planning process for the next 18 months. Members of the MELIMO General Directorate and partner associations, gathered at a seminar, began to draw the "main lines" of their strategies for action for their target groups (students and young professionals), their partners and also on the organizational development.



Over the next six months we hope to continue to consolidate the work started, as well as open new fronts in favor of a bigger and better involvement of students in Mozambican society.



At this time of celebration and reflection, we would like to congratulate once again our partners and employees for accomplishments in the hope that the next six months will be more work and accomplishments.





The General Coordinator





Henriques Viola

Tuesday, 21 June 2011

Organização da Juventude Moçambicana

Gabinete de Comunicação e Imagem
Av. da Frente de Libertação de Moçambique nº 147 7º Andar
Telefax: +258 21491119 * Cell:+258 82 4857420 * mail: mauro.ferro@intra.co.mz
COMUNICADO DE IMPRENSA
CONGRESSO DA JUVENTUDE DO CONGRESSO NACIONAL AFRICANO
(ANCYL)
O Secretário-Geral da OJM, Basílio Zefanias Muhate, participou entre os dias 17
e 19 de Junho, na República da África do Sul, no congresso da ANCYL, que
culminou com a eleição de novos órgãos directivos daquele grémio políticojuvenil
e na definição das linhas de orientação dos próximos 3 anos.
No início do congresso, o líder da ANCYL, o Camarada Julius Malema, fez
questão de recordar que o apoio ao Congresso Nacional Africano não apenas se
consolidou como também cresceu, rondando hoje à casa dos 74%, recordando,
porém, a necessidade de se alcançar a barreira dos 75% no pleito de 2014,
com vista a uma reforma legal profunda, de modo a responder aos anseios do
povo sul-africano.
Recordou que esse processo só é possível com o ANC. Malema citou os
exemplos positivos da FRELIMO em Moçambique e do MPLA em Angola, como
aqueles que sempre souberam salvaguardar os interesses legítimos dos seus
povos para sustentar tal tese.
Nesse mesmo dicurso, o Camarada Julius Malema fez questão de exemplificar
um conjunto de acções do ANC na busca de soluções justas na África do Sul e
no continente.
Malema fez questão de recordar aos delegados do ANCYL e os demais
convidados da necessidade de uma estrita colaboração do ANC com os
movimentos de libertação de África, mormente a FRELIMO, MPLA, ZANU-PF,
SWAPO, Chama Chamapinduzi e todas as forças progressivas do continente da
luta contra a opressão.
Convidado a discursar na nobre conferência, Basílio Muhate fez questão,
primeiro, de louvar e enaltecer a conferência da ANCYL, recordando o
simbolismo de o congresso se realizar numa altura em que se celebrava o dia
16 de Junho, dia da criança africana, em resultado do massacre de Soweto e do
dia do massacre de Mueda em Moçambique, ao mesmo tempo que recordava
Albertina Sisulo, falecida recentemente, convidando aos congressistas que se
guiassem nas suas decisões pelo legado e espírito desses heróis em busca de
soluções boas e justas.
Basilio Muhate fez votos de que a cooperação entre a ANCYL e a OJM se
mantivesse, fruto do legado histórico entre os dois antes movimentos e hoje
partidos da vitória. Muhate, no decorrer da sua alocução, agradeceu o apoio da
ANCYL dado a OJM ao mesmo tempo que mostrou disponibilidade da OJM no
apoio contínuo à ANCYL.
No fim, o Secretário-Geral da OJM ofereceu um boné com dizeres da FRELIMO
e da OJM, num gesto muito nobre, caloroso, simbolíco e bastante aplaudido ao
Presidente da ANCYL, Julius Malema.
Na esteira do congresso foram eleitos novos corpos directivos do ANCYL, onde
mais uma vez o Camarada Julius Malema foi eleito Presidente do ANCYL.
No seu discurso electivo, Julius Malema reafirmou o seu compromisso e da
ANCYL por uma luta de justiça social na África do Sul e no mundo.
Reafirmou também, Malema, o seu compromisso para com as juventudes dos
movimentos de libertação de África, citando desde logo a FRELIMO, MPLA,
POLISARIO e outras organizações mundias de luta contra a opressão, ideal vivo
da OJM e do Partido FRELIMO. Deixou claro que a ANCYL irá continuar a
trabalhar, também, de modo particular com a Federação Mundial da Juventude
Democrática e com a União Pan-Africana da Juventude. Ainda no seu discurso,
Malema afirmou que constitui prioridade imediata da ANCYL a justiça social e
política na Suazilândia.
OJM – Promovendo a cultura de trabalho e reforçando unidade nacional.
Mauro Mia Ferro
Chefe do Gabinete
GCI- Gabinete de Comunicação e Imagem
OJM
MAPUTO, 21 de Junho de 2011

Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais

Av. Romão Fernandes Farinha, nº 1279, Caixa Postal 1092, Telef. nº +258 21 404905, E-mail: cemode@teledata.mz, Maputo-Moçambique.


Comunicado de Imprensa

Assunto: “Café Diplomático” – Os Desafios e Perspectivas nas Relações entre a Tanzânia e Moçambique


O Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais (CEMO), em parceira com o Alto Comissariado da República Unida da Tanzânia organizam mais um “Café Diplomático”, desta feita subordinado ao tema “Os Desafios e Perspectivas nas Relações entre a Tanzânia e Moçambique”, a ter lugar no dia 21 de Junho de 2011, Terça-feira, pelas 16 horas, no Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ).

O evento terá como orador Sua Excelência o Alto Comissário da República Unida da Tanzânia, Pastor Ngaiza, com os comentários do Dr. Silvério Ronguane (académico), sob Moderação do Dr. Manuel de Araújo (Presidente do CEMO).

Apesar das relações formais entre a Tanzânia e Moçambique, no entanto que Estados, só terem iniciado em 1975, com o alcance da independência nacional de Mocambique, na prática elas remotam desde muito antes da luta de libertação Moçambique, pois foi na Tanzânia (na altura Tanganyica) que se formou a MANU – Mozambique (e antes Maconde) African National Union – que mais tarde se uniria a UNAMI (União Nacional para Moçambique Independente) e a UDENAMO (União Democrática Nacional de Moçambique), formando a Frente de Libertação de Moçambique. A Tanzânia foi assim a retaguarda segura” do movimento que liderou o processo de luta contra o colonialismo português.

Com o alcance da Independência nacional de Moçambique em Junho de 1975, as relações entre os dois países, ganharam um novo ímpeto, principalmente no domínio diplomático. Sintomática e simbólica da
aproximação diplomática é o facto de ter sido atribuída a Embaixada, hoje Alto Comissariado da Republica Unida da Tanzânia a matricula diplomática para seus veículos CD 001, que em gíria diplomática, e no caso em apreço se confirma, que a Tanzânia foi o primeiro país a reconhecer oficialmente, e assim a manter relações diplomáticas com a então jovem Republica Popular de Moçambique.

Apesar desta aproximação, o então Presidente da Republica Unida da Tanzânia, soube ler o contexto regional em que Moçambique se encontrava, tendo na altura alertado que “Moçambique se encontrava no
mar alto”. Mensagem que os jovens dirigentes da jovem República Popular só viriam a perceber 15 anos mais tarde.

Nas relações entre estes dois Estados, de salientar ainda o facto de a Tanzânia, ter prestado apoio militar ao governo de Moçambique durante o período do conflto armado dos 16 anos.

Certamente que um dos momentos mais marcantes deste relacionamento foi a construção e inauguração, em 2010, da “ponte da unidade“, ligando a província de Cabo Delgado (em Moçambique) à região de Mtwara
(Tanzânia), concretizando um sonho de Samora Machel e de Nyerere.

Hoje, volvidos quase 50 anos de cooperação, a Tanzânia joga um papel fulcral dentro do xadrez político da SADC e de África, principalmente depois de o chefe de Estado da Tanzânia ter assumido a Presidência
rotativa da União Africana em 2008.

Num mês em que Moçambique comemora os 36 anos de independência e num ano em que a Tanzânia completa 50 anos de independência, importa revisitar as relações entre os dois países para os seus povos, para a região da SADC e para África no geral, no sentido de entender os desafios e perspectivar o futuro.

De recordar que os primeiros diplomatas moçambicanos, hoje no topo da carreira diplomática moçambicana, foram formados no Instituto Tanzaniano de Relações Internacionais em Dar Es Salaam.

Numa altura em que novas lideranças assumem os destinos dos dois países, se descobrem reservas de petróleo nas duas margens do Rovuma continuará Moçambique a ver a Tanzânia como ‘’a pátria do vovo
Nyerere?“ Ou interesses nacionais de ambos os lados se sobreporão às velhas e históricas amizades?

É neste contexto que temos a honra de lhes informar e convidar para que venha partilhar a sua visão sobre os desafios e perspectivas nas relações diplomáticas entre Moçambique e a Tanzânia, em mais um “Café
Diplomático”.

O Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais (CEMO) é uma entidade sem fins lucrativos (think tank), vocacionado na promoção de estudos, pesquisas e debates sobre vários assuntos nas áreas de governação, direitos humanos, segurança, desenvolvimento económico, politicas Públicas e Relações Internacionais.



Maputo, aos 15 de Junho de 2011


O Director Executivo (Substituto)


N. Henriques Viola

Para mais informacoes: 820903040 ou cemode@teledata.mz

Friday, 17 June 2011

Neste momento, em Quelimane, Universidade Politecnica: Debatendo sobre "Os Desafios da Governacao local e Descentralizacao" Com Nobre Canhanga

Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais

Av. Romão Fernandes Farinha, nº 1279, Caixa Postal 1092, Telef. nº +258 21 404905, E-mail: cemode@teledata.mz, Maputo-Moçambique.


Comunicado de Imprensa

Assunto: “Café Diplomático” – Os Desafios e Perspectivas nas Relações entre a Tanzânia e Moçambique


O Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais (CEMO), em parceira com o Alto Comissariado da República Unida da Tanzânia organizam mais um “Café Diplomático”, desta feita subordinado ao tema “Os Desafios e Perspectivas nas Relações entre a Tanzânia e Moçambique”, a ter lugar no dia 21 de Junho de 2011, Terça-feira, pelas 16 horas, no Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ).

O evento terá como orador Sua Excelência o Alto Comissário da República Unida da Tanzânia, Pastor Ngaiza, com os comentários do Dr. Silvério Ronguane (académico), sob Moderação do Dr. Manuel de Araújo (Presidente do CEMO).

Apesar das relações formais entre a Tanzânia e Moçambique, no entanto que Estados, só terem iniciado em 1975, com o alcance da independência nacional de Mocambique, na prática elas remotam desde muito antes da luta de libertação Moçambique, pois foi na Tanzânia (na altura Tanganyica) que se formou a MANU – Mozambique (e antes Maconde) African National Union – que mais tarde se uniria a UNAMI (União Nacional para Moçambique Independente) e a UDENAMO (União Democrática Nacional de Moçambique), formando a Frente de Libertação de Moçambique. A Tanzânia foi assim a retaguarda segura” do movimento que liderou o processo de luta contra o colonialismo português.

Com o alcance da Independência nacional de Moçambique em Junho de 1975, as relações entre os dois países, ganharam um novo ímpeto, principalmente no domínio diplomático. Sintomática e simbólica da
aproximação diplomática é o facto de ter sido atribuída a Embaixada, hoje Alto Comissariado da Republica Unida da Tanzânia a matricula diplomática para seus veículos CD 001, que em gíria diplomática, e no caso em apreço se confirma, que a Tanzânia foi o primeiro país a reconhecer oficialmente, e assim a manter relações diplomáticas com a então jovem Republica Popular de Moçambique.

Apesar desta aproximação, o então Presidente da Republica Unida da Tanzânia, soube ler o contexto regional em que Moçambique se encontrava, tendo na altura alertado que “Moçambique se encontrava no
mar alto”. Mensagem que os jovens dirigentes da jovem República Popular só viriam a perceber 15 anos mais tarde.

Nas relações entre estes dois Estados, de salientar ainda o facto de a Tanzânia, ter prestado apoio militar ao governo de Moçambique durante o período do conflto armado dos 16 anos.

Certamente que um dos momentos mais marcantes deste relacionamento foi a construção e inauguração, em 2010, da “ponte da unidade“, ligando a província de Cabo Delgado (em Moçambique) à região de Mtwara
(Tanzânia), concretizando um sonho de Samora Machel e de Nyerere.

Hoje, volvidos quase 50 anos de cooperação, a Tanzânia joga um papel fulcral dentro do xadrez político da SADC e de África, principalmente depois de o chefe de Estado da Tanzânia ter assumido a Presidência
rotativa da União Africana em 2008.

Num mês em que Moçambique comemora os 36 anos de independência e num ano em que a Tanzânia completa 50 anos de independência, importa revisitar as relações entre os dois países para os seus povos, para a região da SADC e para África no geral, no sentido de entender os desafios e perspectivar o futuro.

De recordar que os primeiros diplomatas moçambicanos, hoje no topo da carreira diplomática moçambicana, foram formados no Instituto Tanzaniano de Relações Internacionais em Dar Es Salaam.

Numa altura em que novas lideranças assumem os destinos dos dois países, se descobrem reservas de petróleo nas duas margens do Rovuma continuará Moçambique a ver a Tanzânia como ‘’a pátria do vovo
Nyerere?“ Ou interesses nacionais de ambos os lados se sobreporão às velhas e históricas amizades?

É neste contexto que temos a honra de lhes informar e convidar para que venha partilhar a sua visão sobre os desafios e perspectivas nas relações diplomáticas entre Moçambique e a Tanzânia, em mais um “Café
Diplomático”.

O Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais (CEMO) é uma entidade sem fins lucrativos (think tank), vocacionado na promoção de estudos, pesquisas e debates sobre vários assuntos nas áreas de governação, direitos humanos, segurança, desenvolvimento económico, politicas Públicas e Relações Internacionais.



Maputo, aos 15 de Junho de 2011


O Director Executivo (Interino)


N. Henriques Viola

Para mais informacoes: 820903040 ou cemode@teledata.mz

Thursday, 16 June 2011

Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais (CEMO)

Nota de Imprensa

Data do Evento: 17 de Junho de 2011, Sexta-feira as 16h00 no Anfiteatro da Universidade Politécnica na Cidade de Quelimane

O Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais (CEMO), em parceira com o Instituto de Humanidades e Tecnologia da Universidade Politécnica e o Conselho Municipal da Cidade Quelimane convidam as forcas vivas da sociedade a participarem na palestra subordinada ao tema ‘ Os Desafios da Governação Local e Descentralização -O Caso da Província da Zambézia,


A palestra sera proferida pelo Dr Nobre Canhanga, docente em Administração Publica nas Universidades Eduardo Mondlane e Sao Tomas, Oficial de Programas na Cooperação Suíça, e Secretario Técnico da Revista Inter - Universitária 'Economia, Politica e Desenvolvimento'.


Quelimane, 16 de Junho de 2011

Thursday, 9 June 2011

BAD reune em Lisboa!

Alguem ode explicar-me a logica por detas desta reuniao em Lisboa? Me desculpem a ignorancia! Sera que o Banco Europeu se reune em Africa, Asia ou America Latina?

AFRICA SHOULD EMBRACE NEW ECONOMIC GIANTS AND BOOST SOCIAL INCLUSION

Lisbon, 6 June 2011—African countries should develop closer cross-border ties in dealing with traditional and emerging partners so they can boost sustainable and inclusive growth, according to the African Economic Outlook 2011, launched today.



Africa´s economies have weathered the global crisis relatively well and have rebounded in 2010. Recent political events in North Africa and high food and fuel prices are likely to slow the continent’s growth down to 3.7 percent in 2011. During this year, sub-Saharan Africa will grow faster than North Africa. The new report predicts a rebound to 5.8 percent in 2012.



“Africa is growing but there are risks. Urgent attention is needed to foster inclusive growth, to improve political accountability, and address the youth bulge,” said Mthuli Ncube, Chief Economist and Vice-President of the African Development Bank (AfDB).



Co-authored by the AfDB, the OECD Development Centre, the United Nations Development Programme (UNDP) and the United Nations Economic Commission for Africa (UNECA), the report emphasises that governments’ efforts need to include measures to create jobs, invest in basic social services and promote gender equality.



“Prioritizing health, education and basic services is key to ensuring that the most vulnerable are not left behind,” said Pedro Conceição, Chief Economist at UNDP’s Regional Bureau for Africa. The report says that growth alone is not enough for human development. It must be broad-based and bring down high levels of inequality.



However, new routes opened between Africa and emerging countries are promising, states the report. “New partners bring new opportunities for African countries. Defining national development priorities, trade, aid and investment is key to reaping the benefits of this new configuration,” said Mario Pezzini, Director of the OECD Development Centre.



Africa is becoming more integrated in the world economy and its partnerships are diversifying, revealing unprecedented economic opportunities. In 2009, China surpassed the US and became Africa’s main trading partner, while the share of trade conducted by Africa with emerging partners has grown from approximately 23 percent to 39 percent in the last ten years. Africa’s top five emerging trade partners are now China (38 percent), India (14 percent), Korea (7.2 percent), Brazil (7.1 percent), and Turkey (6.5 percent).



While traditional partners, as a whole, still account for the largest proportion of Africa’s trade (62 percent), investment (80 percent) and Official Development Assistance (90 percent), the report notes that emerging economies can provide additional know-how, technology and development experiences required to raise the standard of living for millions of people on the continent.



Putting people first must go hand in hand with efforts to accelerate regional coordination and integration. Trade agreements that benefit the continent as a whole, unleash the full potential of the private sector and develop regional investment opportunities are the way forward.



“A race to attract the largest amounts of investment or aid from emerging partners at any cost should be avoided,” said Emmanuel Nnadozie, Director of the Economic Development, UNECA. “Africa needs more progress towards regional integration and bigger markets to improve the bargaining power of African countries and improve economic growth.”



While a greater diversity of partnerships can benefit Africa, over-specialisation on unprocessed raw materials, debt burden and good governance remain important challenges to address. The report recommends that African countries put in place development policies that promote different economic sectors and reduce reliance on commodities such as cash crops and minerals to address these challenges.





For the whole report, including statistics and specific country performance, please visit http://www.africaneconomicoutlook.org



___________________________________________________________________________



About the report: The annual 2011 African Economic Outlook covers economic, social and political development in 51 of the continent’s 53 countries. It is published with financial support from the European Union and the Committee of African, Caribbean and Pacific Group of States (ACP).



Press Contacts:



ADB: Pénélope Pontet, p.pontetdefouquieres@afdb.org T: +216 71 10 12 50 (Tunis) / M: +216 24 66 36 96



OECD Development Centre: Elodie Masson, elodie.masson@oecd.org- T: +33 (0)1 45 24 8296 (Paris) / M : +33 (0)6 01 48 43 36



UNDP: Sandra Macharia, sandra.macharia@undp.org - T: +1.212.906.5377 (New York)

UNECA: Yinka Adeyemi, yadeyemi@uneca.org T: +251 11 544 3537 (Addis Ababa)

Supinhadas: Carta Aberta ao Amigo e ´Camarada´ FIM, Governador da Zambezia

Prezado amigo FIM, ( E verdade, se nao sabia Excia fique sabendo que e assim que lhe chamam nas ruas da Cidade!)

Escrevo-lhe debaixo de um coqueiro, algures na zona do Supinho, onde decidi fazer cumprir o ditado segundo o qual o ´homem transforma a natureza´, transformando este outrora lugar abandonado em polo de desenvolvimento! Penso estar assim a cumprir com um dos recados presidenciais, segundo o qual, o Distrito deve ser o polo do desenvolvimento! estou tentando fazer a minha parte no ambito do ´Contrato Social´que firmamos ao nos tornarmos cidadaos desta indica patria!

Escrevo-lhe Excia, debaixo deste frondoso coqueiro, nao apenas porque o adoro, mas por necessidade pois, aqui, neste canto do mundo, ter acesso a rede telemovel e navegar na internet e luxo! De facto, para identificar este lugar de onde lhe escrevo, tive que consultar um ´vovo´ ou como os meus confrades dizem ´nhamussoro´ para que me indicasse o local onde devo ficar em pe, a altura em que devo colocar o aparelho, a altura do coqueiro que devo trepar bem como a direccao das ondas magneticas ou heartzeanas (me desculpem, ha muito que deixei de conviver com a fisica teorica) que transmitem-recebem a voz e as respectivas imagens!

Mas nao e sobre isso que queremos falar Excia! Desta vez vou abordar tres questoes: a necessidade de dialogo e consulta as populacoes e a sociedade civil, o caso das feiticeiras em Inhassunge, o caso da aluna violada pelo director de Educacao, e a questao da drenagem na cidade de Quelimane.

Queremos falar do seu esforco titanico, das suas insonias e da sua dedicacao ao povo e a populacao da Zambezia, com vista a tira-la nao so da pobreza absoluta, mas tambem da propria absoluta, hoje que decidimos sem eira nem beira, por decreto desabsolutizar a pobreza!

Escrevo-lhe Excia, porque apesar de reconhecer a sua entrega, penso que falta um espaco de dialogo com a sociedade civil, com a massa pensante amiga e ou residente na provincia!

Apesar do seu porte fisico e quica intelectual, penso Excia que a tarefa que tem pela frente e herculiana dai que estou quase convencido que apesar da vantagem que goza perante muitos de nos, nao e suficiente, apesar de necessaria para vencer os obstaculos que lhe vem pela frente! dai que sugiro, Excia, que ao jeito do que fazia o saudoso Carlos Agostinho do Rosario (hoje exilado nas Indonesias), institua foruns informais de auscultacao da populacao, arrange tempo, agora que terminou com as ocupacoes academicas (e ja agora os meus parabens pelo esforco) para conversar com os mais velhos, com os jovens, com as mulheres, com as criancas, com os chapeiros de bicicleta, com as mamanas dos mercados do Aquima, Brandao, FAE; e Central! Converse com os homens de negocio formais e informais! Saia de calcoes e uma camisite, beba uma cerveja de preferencia nao alcoolizada, fume o cachimbo da paz com os zambezianos! Converse com ex-trabalhadores do cha do Gurue, de Tacuane, das acucareiras do Luabo, das sisaleiras de Mocuba e entenda a alma e a dor que lhes vai na alma! De preferencia, Excia, fora do teatro das camaras de televisao, que todos adoramos, mas nem sempre nos ajudam!

Excia, escrevo-lhe porque acredito na sua sinceridade, na sua entrega a tarefa que o mais alto magistrado da nacao lhe confiou! Escrevo-lhe porque sinto que toda essa sinceridade, toda essa entrega pode nao surtir os efeitos desejados se nao arranjar tempo para falar com os academicos, com a sociedade civil, com os jornalistas, com as senhoras que acordam as quatro da manha, se empoleiram em carcacas abertas rumo ao ex-regadio do musselo, onde alugam pedacos de terra, e com enxadas de cabo curto vao fazendo a sua revolucao verde! Converse com os vilipindiados madeireiros, descobrira que apesar de parecerem os maus da fita, na realidade nao o sao! Sao tambem vitimas de um sistema que nao lhes muitas saidas para a sobrevivencia, senao arrebentar com o nosso meio ambiente! Peco-lhe que arranje tempo e de preferencia fora das camaras de televisao, das penas dos escribas e dos gravadores dos jornalistas, para que oica a voz do povo, o vibrar do povo! A verdadeira voz do povo, a genuina e doce e sabe a mel! Saiba aprecia-la, que lhe fara bem a saude!

Excia, confesso-lhe que ha muito que queria dirigir-lhe esta missiva, mas nao o conhecia o suficiente e nao queria ofende-lo sem razao! Agora que sei que estamos na mesma batalha, agora que sei que ama o povo que amo, agora que sei que nao se vai incomodar, decidi falar-lhe publicamente, uma vez por mes!


Excia,

Ouvi a dias, em conferencia de imprensa, apos a sua visita ao martirizado distrito de Inhassunge, afirmar aos quatro ventos, que iria reunir-se com o Tribunal Judicial, A Policia (PIC) e a Procuradoria para analisar a problematica dos homicidios em Inhassunge!

Excia, se estiver errado que me corrija! Nao estou contra essa reuniao, alias saudo-a! o que lhe queria pedir encarecidamente, e que nao parasse por ai! A questao dos homicidios de senhoras acusadas de feiticaria em Inhassunge e na Zambezia, e um fenomeno sociologico enraizado nas entranhas do meu/nosso povo! Dai que Excia, por mais boa vontade que tenha, nao sera a policia, a procuradoria ou os tribunais que irao resolve-lo! O que precisamos Excia, sao accoes conjuntas, governo, igreja, sociedade civil, academia para que se diagnostiquem as causas do problema e pouco a pouco se estabelecer um plano director de accoes conjuntas que possibilitem a medio e longo prazo minimizar os impactos negativos desta crenca!

Excia, este caso, fez-me recuar no tempo tendo-me recordado de um outro fenomeno ocorido ha dois ou tres anos, em Ionge, uma Ilha situada entre Macuse e a Cidade de Quelimane. Em Ionge, por sinal terra do meu pai, e quica minha, existe uma crenca segundo a qual, ha homens poderosos que desafiam as leis da natureza e quica a Deus, e quando querem ´amarram´ e desamarram a chuva!

E quando a populacao os descobre, ámarra-os e nao raras vezes lincham-nos´! Essa tambe e uma practica secular que a igreja catolica tem estado a combater a dezenas de anos, debalde!

No caso em apreco, quando surtiu mais uma ´irra popular´que muitas vezes serve de catarse social, a solucao encontrada pela administracao do meu amigo Muaria, na altura governador, ou de alguem mais acima dele, foi de enviar para o sitio ou seus arredores, nada mais e nada menos, que o Comandante Geral da Policia! Na altura achei estranho que ao inves de envial um batalhao de sociologos e de psicologos para estudar o problema, se tivesse enviado um batalhao de policias armados ate aos dentes! Sera que ninguemse apercebeu que nao era problema de policia?

A segunda questao que queria abordar Excia, tem a ver com a recentemente reportada violacao de uma menina de 19 anos, pelo director da Cidade da Educacao!


Excia, apesar da vitima nao ser crianca, uma vez que tem mais de 19 anos, os actos cometidos pelo professor, a serem confirmados, sao um crime, e como tal, deve ser punido exemplarmente! Se e verdade que os pais da miuda fizeram cartas a V. Excia, ao Administrador da Cidade (apesar de nao saber o que ele ou ela faz de verdade), o Director Provincial da Educacao, gostariamos de obter a reaccao publica e repudio destas instituicoes ou de seus representantes! E mais, da mesma forma que o V. Excia, tem energicamente condenado publicamente aqueles enfermeiros, medicos e outros funcionarios publicos que maltratam seus pacientes e ou clientes, esperamos de Vos na qualidade de dirigente mais alto na provincia, condene veementemente e em voz alta, estes actos e declare tolerancia zero a violacao de estudantes! Ao nosso amigo Pereira, esperamos a mesma verticalidade e contundencia que tem demonstrado quando se trata de desvio de fundos, venda de notas e outros males que grassam a nossa sociedade! Caso contrario, amigo, comecaremos a pensar que ha funcionarios filhos e enteados, que ha na Zambezia dois pesos e duas medidas! E conhecendo V. Excia, como o conhecemos, conhecendo o Director Provincial da Educacao, como o conhecemos, nao queremos nem por um segundo imagina-los calados e cumplices, deste crime hediondo, de um homem que a sociedade confiou a nobre tarefa de dirigir os destinos da educacao das nossas criancas, das nossas irmas, filhas, esposas, primas, tias e maes!


Por ultimo queria chamar a sua atencao (apesar de se tratar de assunto da jurisdicao do Mano Pio), a situacao de dezenas de municipes da Cidade de Quelimane, que sofrem de insonia porque alguem maliciosamente ou por manifesta incompetencia(certamente nao o Mano Pio, pois ele seria incapaz de maltratar aqueles que eleicoes apos eleicoes lhe garantem o voto), decidiu implementar sem usar os neuroneos, um projecto, se bem implementado, atacaria de uma vez por todas, a base dos problemas de asfalto da nosa querida urbe- a drenagem, esquecendo-se que nao basta que a esposa do Rei seja fiel, ela deve tambem parecer!

Por hoje Excia, pararei por qui. No proximo mes, conversaremos sobre o estado actual das estradas na Zambezia, do meio ambiente e mais alguns assuntuzitos que lhe devem estar a tirar o sono, mas que, quem sabe, se juntos e com um pouco mais de dialogo nao podemos resolve-los!

A bola esta do seu lado, amigo Excia! Eu dei o toque inicial!

Um abraco Supinhense,

MA

US universities in Africa 'land grab'




Institutions including Harvard and Vanderbilt reportedly use hedge funds to buy land in deals that may force farmers out


John Vidal and Claire Provost
guardian.co.uk, Wednesday 8 June 2011 20.18 BST
Article history

Farmers work in thhe Sahara desert
US universities are reportedly using endowment funds to make deals that may force thousands from their land in Africa. Photograph: Boston Globe via Getty Images

Harvard and other major American universities are working through British hedge funds and European financial speculators to buy or lease vast areas of African farmland in deals, some of which may force many thousands of people off their land, according to a new study.

Researchers say foreign investors are profiting from "land grabs" that often fail to deliver the promised benefits of jobs and economic development, and can lead to environmental and social problems in the poorest countries in the world.

The new report on land acquisitions in seven African countries suggests that Harvard, Vanderbilt and many other US colleges with large endowment funds have invested heavily in African land in the past few years. Much of the money is said to be channelled through London-based Emergent asset management, which runs one of Africa's largest land acquisition funds, run by former JP Morgan and Goldman Sachs currency dealers.

Researchers at the California-based Oakland Institute think that Emergent's clients in the US may have invested up to $500m in some of the most fertile land in the expectation of making 25% returns.

Emergent said the deals were handled responsibly. "Yes, university endowment funds and pension funds are long-term investors," a spokesman said. "We are investing in African agriculture and setting up businesses and employing people. We are doing it in a responsible way … The amounts are large. They can be hundreds of millions of dollars. This is not landgrabbing. We want to make the land more valuable. Being big makes an impact, economies of scale can be more productive."

Chinese and Middle Eastern firms have previously been identified as "grabbing" large tracts of land in developing countries to grow cheap food for home populations, but western funds are behind many of the biggest deals, says the Oakland institute, an advocacy research group.

The company that manages Harvard's investment funds declined to comment. "It is Harvard management company policy not to discuss investments or investment strategy and therefore I cannot confirm the report," said a spokesman. Vanderbilt also declined to comment.

Oakland said investors overstated the benefits of the deals for the communities involved. "Companies have been able to create complex layers of companies and subsidiaries to avert the gaze of weak regulatory authorities. Analysis of the contracts reveal that many of the deals will provide few jobs and will force many thousands of people off the land," said Anuradha Mittal, Oakland's director.

In Tanzania, the memorandum of understanding between the local government and US-based farm development corporation AgriSol Energy, which is working with Iowa University, stipulates that the two main locations – Katumba and Mishamo – for their project are refugee settlements holding as many as 162,000 people that will have to be closed before the $700m project can start. The refugees have been farming this land for 40 years.

In Ethiopia, a process of "villagisation" by the government is moving tens of thousands of people from traditional lands into new centres while big land deals are being struck with international companies.

The largest land deal in South Sudan, where as much as 9% of the land is said by Norwegian analysts to have been bought in the last few years, was negotiated between a Texas-based firm, Nile Trading and Development and a local co-operative run by absent chiefs. The 49-year lease of 400,000 hectares of central Equatoria for around $25,000 (£15,000) allows the company to exploit all natural resources including oil and timber. The company, headed by former US Ambassador Howard Eugene Douglas, says it intends to apply for UN-backed carbon credits that could provide it with millions of pounds a year in revenues.

In Mozambique, where up to 7m hectares of land is potentially available for investors, western hedge funds are said in the report to be working with South Africans businesses to buy vast tracts of forest and farmland for investors in Europe and the US. The contracts show the government will waive taxes for up to 25 years, but few jobs will be created.

"No one should believe that these investors are there to feed starving Africans, create jobs or improve food security," said Obang Metho of Solidarity Movement for New Ethiopia. "These agreements – many of which could be in place for 99 years – do not mean progress for local people and will not lead to food in their stomachs. These deals lead only to dollars in the pockets of corrupt leaders and foreign investors."

"The scale of the land deals being struck is shocking", said Mittal. "The conversion of African small farms and forests into a natural-asset-based, high-return investment strategy can drive up food prices and increase the risks of climate change.

Research by the World Bank and others suggests that nearly 60m hectares – an area the size of France – has been bought or leased by foreign companies in Africa in the past three years.

"Most of these deals are characterised by a lack of transparency, despite the profound implications posed by the consolidation of control over global food markets and agricultural resources by financial firms," says the report.

"We have seen cases of speculators taking over agricultural land while small farmers, viewed as squatters, are forcibly removed with no compensation," said Frederic Mousseau, policy director at Oakland, said: "This is creating insecurity in the global food system that could be a much bigger threat to global security than terrorism. More than one billion people around the world are living with hunger. The majority of the world's poor still depend on small farms for their livelihoods, and speculators are taking these away while promising progress that never happens."