Wednesday, 30 April 2008

Moçambique: Polícia violenta outorga-se “licença para matar”


Num relatório publicado hoje, a Amnistia Internacional revelou a escala da violência da polícia em Moçambique, dizendo que a polícia está a matar e a torturar pessoas com quase total impunidade.

“A polícia em Moçambique parece pensar que tem licença para matar e o fraco sistema de responsabilização da polícia permite isto,” afirmou Michelle Kagari, Directora-Adjunta do Programa África da Amnistia Internacional.

“Em quase todos os casos de violações dos direitos humanos pela polícia – incluindo homicídios ilegais – não houve qualquer investigação ao caso e não foram tomadas quaisquer medidas disciplinares contra os responsáveis e, da mesma forma, nenhum agente da polícia foi processado.”

A polícia moçambicana enfrenta inúmeros desafios colocados pelas elevadas taxas de criminalidade e a acumulação de processos penais no sistema judiciário e ainda a violência ocasional cometida por criminosos contra agentes da polícia. Esta situação levou a uma pressão pública para que a polícia combata o crime de forma decisiva e enérgica. Os agentes da polícia responderam a estes desafios com força excessiva, incluindo o homicídio ilegal de suspeitos.

Em muitos casos, o uso excessivo da força resultou em morte e, em alguns casos, os homicídios parecem ser ilegais.

No dia 5 de Fevereiro de 2008, a polícia moçambicana atirou contra pessoas que se manifestavam contra aumentos nos preços dos transportes na cidade de Maputo, matando pelo menos três pessoas e ferindo 30 com balas perdidas. Manifestações relacionadas ocorreram nas províncias de Inhambane e Gaza no dia 11 de Fevereiro, durante as quais a polícia disparou também munições letais contra a multidão. Um porta-voz da polícia declarou que foram utilizadas munições verdadeiras porque alguns agentes foram “apanhados de surpresa” pelos manifestantes.

No dia 14 de Agosto de 2007, a polícia levou Abrantes Afonso Penicela de sua casa, agarrando-o e atirando-o para dentro de um carro. Abrantes contou que os agentes lhe administraram uma injecção tóxica e o conduziram a um local isolado, onde o espancaram até ele perder os sentidos. A polícia baleou-o então na nuca e lançou-lhe fogo, deixando-o presumidamente morto. Abrantes conseguiu de alguma forma sobreviver ao ataque e rastejar até a uma estrada próxima, onde foi encontrado e transportado ao hospital. Ele conseguiu contar à sua família e à polícia o que lhe tinha acontecido, mas morreu dos seus ferimentos mais tarde, nessa noite. Nenhum agente da polícia foi preso pelo seu homicídio.

A polícia tem, de uma maneira geral, dado pouca resposta ao público, fornecendo pouquíssima informação aos que apresentaram queixa contra a polícia por violações dos direitos humanos. As vítimas não recebem praticamente nunca compensação por estas violações.

“Todo e qualquer agente suspeito de envolvimento em violações dos direitos humanos deve ser responsabilizado,”afirmou Michelle Kagari. “Os agentes da polícia devem consciencializar-se de que não podem torturar, espancar e matar impunemente. E devem ser responsabilizados pelos seus actos para que o policiamento possa mudar para melhor em Moçambique.”

O relatório da Amnistia Internacional apela às autoridades moçambicanas para que assegurem a tomada de medidas que impeçam, em primeiro lugar, a ocorrência de violações dos direitos humanos. O relatório recomenda também a revisão do código de conduta da polícia de forma a harmonizá-lo com as normas internacionais.

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Fonte: Amnistia Internacional

Thursday, 24 April 2008

Quinze anos depois, SNJ realiza Conselho Nacional!

O SNJ que ha mais de 15 anos nao reunia o seu Conselho Nacional, vai finalmente reunir-se em Bilene, Gaza.
O encontro, de dois dias e que reúne os órgãos directivos do SNJ, vai debater e aprovar as propostas da revisão dos Estatutos da agremiação e do Regulamento da Carteira Profissional do Jornalista. Será igualmente apreciado o relatório de contas e de actividades do Secretariado Executivo no período compreendido entre Novembro de 2005 e Março do presente ano, assim como perspectivadas as acções subsequentes. Após aprovação, os dois primeiros documentos serão posteriormente levados a debate entre a classe, para o seu enriquecimento. De recordar que a 11 de Abril, Dia do Jornalista Moçambicano, o Sindicato Nacional de Jornalistas comemorou a passagem do trigésimo aniversário da sua fundação.

Parabens 'mama' Graça





Graça Machel “honoris causa”
GRAÇA Machel tornou-se ontem na primeira africana a ser investida doutora “honoris causa” pela Universidade de Barcelona, Espanha, em reconhecimento do seu contributo para o mundo da ciência, do conhecimento e da cultura.
Maputo, Quinta-Feira, 24 de Abril de 2008:: Notícias

Graça Machel, presidente do Fundo da Aliança Global de Vacinas e Imunização (GAVI), viúva do antigo presidente moçambicano Samora Machel e esposa do ex-chefe do Estado sul-africano, Nelson Mandela, foi agraciada num acto oficial na universidade, em que o reitor da UB, Josep Samitier, recordou os valores que ela representa: “justiça, liberdade e democracia”. Samitier destacou a luta de Graça Machel “para combater as doenças transmissíveis, especialmente a SIDA, bem como a favor da igualdade, da mulher e da educação”. Graça Machel, declarando-se muito feliz pelo reconhecimento, notou que coincidiu com a celebração do Dia do Livro e referiu que “muito continua por fazer para melhorar o planeta. Ainda há milhões de pessoas que sobrevivem com menos de um dólar por dia, mais de 10 milhões de crianças morreram antes dos cinco anos com doenças que se podem prevenir e mais de mil milhões de pessoas são analfabetas, dois terços das quais mulheres”. Referindo-se às melhorias das condições de vida em Moçambique e no Continente Africano, disse que é essencial redobrar os esforços para “conseguir que todas as crianças recebam as vacinas essenciais”. In Noticias

SALARIOS MINIMOS

Propostas de aumento vao de 10 a 30 por cento

A Comissao Consultiva de Trabalho (CCT) aprovou todas as propostas dos empregadores e sindicatos referentes aos novos salarios minimos. Assim, a area de eletricidade, gas e agua regista o maior aumento (29.8%), enquanto que a industria transformadora se quedara nos 20%. As actividades financeiras e dos servicos nao financeiros se situarao entre 18 e 17 %, respectivamente. O sector das pescas da kapenta tera 10%, sendo a subida mais baixa. Os restanes sectores rondam entre 15 e 16 %.

Wednesday, 23 April 2008

SPORTINGUISTA, BENFIQUISTA OU PORTISTA?


Existe uma nova anedota de Futebol Dois meninos estavam a sair do Estádio de Alvalade, quando um deles é atacado por um cão, da raça Rottweiler. O outro menino , imediatamente, agarra num tubo de metal e dá com ele na cabeça do animal, matando-o , permitindo assim que o amigo escape apenas com alguns arranhões. Ao ver a cena, um jornalista que passava pelo local correu para ser o primeiro a cobrir o acontecimento e escreveu no seu caderninho: "Jovem verde e branco, salva amigo do ataque de um cão." - Mas eu não sou verde e branco, disse o menino. E então, o repórter corrige para: "Bravo pequeno herói benfiquista salva amigo das garras de animal feroz". - Mas eu também não sou benfiquista, disse o menino novamente. - Desculpa outra vez, apenas pensei que como estamos em Lisboa e não és verde e branco, deverias ser benfiquista. Afinal, de que equipa és tu? - Sou Portista. E o repórter volta a escrever em seu caderninho: "Delinquente portista assassina brutalmente animal doméstico indefeso Sorry portistas,tirei na net, n foi invensao minha... bjs e forca p todos q o benfica e O sporting estao precisando..

LATEST FROM ZIMBABWE


Dear Friends,

The reports of violations of human rights in Zimbabwe are overwhelming and the International Office has made a decision to send daily emails with a compilation of the reports. Today we have 7 reports from member organisations and 4 statements from other organisations mainly related to the worries about the recount, the increasing violence and the Chinese ship:

From our member organisations:

- Zimbabwe Association of Doctors for Human Rights, (ZADHR) issued a statement today, 23.04.08 reporting an additional 81 cases of organised violence and torture (OVT) which have been seen and treated by the ZADHR members in the last three days ending 21st April 2008 , including a girl of 7 and a boy of 10 years of age. ZADHR reports having seen a cumulative total of 323 cases of OVT since the 1st April 2008 . We attach their statement here.

- Zimbabwe Lawyers for Human Rights, (ZLHR) has been closely monitoring the controversial recounts ongoing across Zimbabwe since Saturday. Yesterday, 22.04.08, ZLHR issued the attached statement with an update on the vote recounts. ZLHR expresses considerable concern over a hostile environment in which observers are reportedly harassed and intimidated. Other issues including the time frame, difficulties in accessing recounting centres, the overwhelming presence of police officers suspected of having conducted electoral malpractices and the stalling of the recounting process at some centres due to power cuts.

- The Zimbabwe Peace Project (ZPP) has issued two Information Alerts since yesterday, both of which we attach here.
-- The first of 21.4.08 and attached here records an alarming increase of incidents of gross forms of physical attack on civilians by soldiers in army gear. ZPP states that ‘shocking cases of violence’ were recorded in the provinces and the capital of Zimbabwe during the weekend of Zimbabwe ’s 28th Independence celebrations.
-- The second, also attached, issued today 23.4.08 concerns the continuation of politically motivated violence with particular reports from the provinces of the Midlands and Matabeleland North.

- The Media Monitoring Project of Zimbabwe (MMPZ) released the attached Daily Media Update, No 34 yesterday, 22.4.08. MMPZ is of the opinion that state controlled daily newspapers are being used for propaganda which they note is reminiscent of that used by the Rwandan authorities before the 1994 genocide.

- The Media Institute of Southern Africa (MISA), has issued several Alert Updates over the last days which can be viewed on their website at http://www.misa.org/
- The first, issued today, 23.4.08, welcomes the decision by the state not to prosecute a freelance journalist in the eastern city of Mutare charged with contravening controversial and repressive legislation.
- The second, also issued today, 23.4.08, concerns the denial of bail to freelance journalist Frank Chikowore and other accused persons among them the MDC Information and Publicity Luke Tamborinkyoka who are facing charges of inciting public violence.
- The third Alert, issued on 22.4.08 concerns a freelance journalist and registered media student, Stanley Karomo who was arrested while taking notes at the independence celebration in Harare . He spent 3 nights in police custody and was released after paying an admission of guilt fine

Other statements include:

The Zimbabwe National Students Union (ZINASU) released the attached statement today, 23.04.08 about events that took place over the last few days with students joining countrywide protests in tertiary institutions including at Bindura and Masvingo Universities and the assaults and arrests which followed.

We have several items concerning the Chinese ship with arms destined for Zimbabwe .
-Firstly, we attach a statement, issued today 23.4.08 by Amnesty International calling for a halt to all shipments of small arms, light weapons and ammunition ordered from China by Zimbabwe.
-Yesterday, 22.4.08 there was a Press Release by the International Transport Workers Federation, the ITF, a global federation representing 654 unions from 148 countries representing 4,418,455 workers worldwide. Find the full statement on: http://www.itfglobal.org/press-area/index.cfm/pressdetail/1921
- Finally, a world-wide E-Petition calling for a stop to weapons shipments to Zimbabwe can be signed via the following link:
http://www.avaaz.org/en/no_arms_for_zimbabwe/

NAVIO CHINES


Beijing diz querer armas de volta
* Banco alemão pretende penhorar armamento para reaver empréstimo mal parado nas mãos do Regime de Harare
A Unidade de Informações Marítimas da Lloyds aventa a hipótese das armas transportadas pelo An Yue Jiang terem sido baldeadas para outro navio no alto mar, utilizando os seis guindastes de que o navio chinês dispõe. Uma outra hipótese, de acordo com a mesma fonte, é o navio ter sido reabastecido no alto mar.
Joanesburgo (Canal de Moçambique) - O jornal «The Namibian», que se publica em Windhoek, noticiou na sua edição de ontem que o navio chinês, An Yue Jiang, que leva a bordo diverso material bélico para o regime de Harare, havia pedido autorização pelas autoridades portuárias de Walvis Bay para ser reabastecido em combustível. O periódico namibiano refere que a embarcação chinesa tencionava atracar no porto de Walvis Bay no dia de ontem, possivelmente na parte da manhã. De acordo com a Unidade de Informações Marítimas (MIU) da seguradora Lloyds, o An Yue Jiang não foi reabastecido no porto de Durban de onde zarpou no passado dia 18, para evitar que o carregamento de armas que transporta nos seus porões fosse apreendido e mantido sob custódia do tribunal daquela cidade. A MIU, que tem vindo a seguir os movimentos do An Yue Jiang por satélite, refere que às 14h20m de ontem (16h20m em Moçambique), o navio havia sido “localizado a 57 milhas náuticas do Cabo da Boa Esperança, possivelmente navegando com destino ao porto de Dar es Salaam, antes de rumar para o seu porto de origem na China.” O jornal «The Namibian» não conseguiu obter nenhum comentário por parte das autoridades namibianas quanto à alegada entrada do navio chinês no porto de Walvis Bay. Em declarações a um canal televisivo na noite de segunda-feira, o ministro da informação da Namíbia, Joel Kaapanda, afirmou que não tinha quaisquer informações a respeito do navio. Não obstante a onda de protestos contra o fornecimento de armas ao regime de Harare, que tem mobilizado sindicatos, trabalhadores portuários, prelados, forças democráticas e organizações não-governamentais, que em conjunto e de forma espontânea se têm vindo a opor ao descarregamento do material bélico a bordo do An Yue Jiang, o ministro Joel Kaapanda manifestou “surpresa” pelo interesse que tem rodeado o caso do navio chinês, acrescentando, “não compreender porque é que este navio é tão especial.” Embora o ministro moçambicano dos transportes e comunicações, Paulo Zucula, tenha referido que o An Yue Jiang tencionava atracar no porto de Luanda, o director do Instituto dos Portos Angolanos, Filomeno Mendonça disse à estacão emissora LAC (Luanda Antena Comercial) que o navio chinês não havia solicitado a entrada em águas territoriais angolanas, não estando autorizado a entrar nos portos angolanos.” Mendonça precisou que o An Yue Jiang “não receberia assistência em Angola.” A Unidade de Informações Marítimas da Lloyds aventa a hipótese das armas transportadas pelo An Yue Jiang terem sido baldeadas para outro navio no alto mar, utilizando os seis guindastes de que o navio chinês dispõe. Uma outra hipótese, de acordo com a mesma fonte, é o navio ter sido reabastecido no alto mar. Por seu turno, uma porta-voz do ministério dos negócios estrangeiros chinês, Jiang Yu, admitiu a hipótese das 77 toneladas de material bélico a bordo do An Yue Jiang regressarem à China dadas as dificuldades deparadas com a entrega da mercadoria letal ao regime de Harare. Jiang Ju defendeu a transacção do armamento entre o seu país e o regime de Mugabe, dizendo que a mesma não estava relacionada com os últimos acontecimentos no Zimbabwe. A porta-voz do ministério chinês dos estrangeiros alegou que o contrato para a exportação do armamento havia sido assinado o ano passado. As declarações de Jiang Yu, em particular a intenção das autoridades de Beijing em fazer com que a controversa mercadoria a bordo do An Yue Jiang seja devolvida à procedência, têm como pano de fundo movimentações feitas pelo banco alemão, KfW Ipex Bank, junto de instâncias jurídicas internacionais no sentido de penhorar bens pertencentes ao regime de Harare pelo facto deste estar em dívida para com aquela instituição de crédito com sede em Frankfurt. De acordo com Unidade de Informações Marítimas da Lloyds, em 1998, o KfW Ipex Bank concedeu um empréstimo estimado em vários milhões de euros à empresa siderúrgica zimbabweana, Zimbabwe Iron & Steel Co., destinado à construção de uma fábrica de aço, tendo o governo de Robert Mugabe prestado fiança. Ainda segundo aquela unidade da Lloyds, quando foi noticiado que o navio chinês atracaria no porto de Durban, uma agência internacional de colecta de dívidas, contratada pelo referido banco, preparava-se para apreender o armamento a bordo do An Yue Jiang quando este, alertado pelas autoridades governamentais sul-africanas, pôs-se em fuga antes que o oficial de diligências do tribunal daquela cidade pudesse apresentar o mandado judicial ao comandante da embarcação chinesa.
(Redacção / The Namibian / MIU / IRIN)
2008-04-23 08:10:00

«África, Moçambique sem coerência não há boa governação»





Noé Nhantumbo lança livro na Beira
Maria Pinto de Sá, da Casa do Artista que apoiou o lançamento do livro, considera que a obra é uma generosa contribuição para o abandono do comodismo e da atitude de «yes man» que caracteriza a sociedade moçambicana, numa clara alusão à cega credibilidade de tudo quanto os dirigentes dizem, anotando-se ademais que convida as pessoas a pensar e a criticar factos.
Beira (Canal de Moçambique) - O jovem escritor e jornalista Noé Nhantumbo, do «Canal de Moçambique» e do Semanário ZAMBEZE na Beira, lançou no último fim de semana (17 de Abril de 2008) o seu mais recente livro intitulado «África, Moçambique sem coerência não há boa governação». Trata-se de segunda obra depois de o ano passado ter-se estreado com o lançamento da obra «Renascença Africana». Pela utilidade e renovada abordagem, o livro apaixonou o interesse das lideranças politicas intelectuais, a nata da elite do Chiveve, estudantes e curiosos que se fizeram ao local. Inspirado pelo modus vivendi de Moçambique, em particular e de África em geral, a obra passeia todo um discurso pelo desenvolvimento e, acima de tudo, sobre o que há a fazer, nega a apologia segundo a qual não há escolas, hospitais, entre outras infra-estruturas, porque não há recursos ou no mínimo são escassos para aplicar no desenvolvimento por todos almejado. A obra nas suas linhas revela que não se consegue mostrar o senso de austeridade. Por outro lado, ainda sobre o desenvolvimento, o autor defende a tese de que se as pessoas vivem mal não é porque não há desenvolvimento, mas por ausência de aplicação dos planos. Falando em exclusivo ao «Canal de Moçambique/ZAMBEZE» Noé Nhantumbo afiança que o livro é um convite às pessoas que têm informação (políticos, académicos) para opinarem sobre o que se passa no país e sobre o desenvolvimento. Nhantumbo considerou que o desenvolvimento está mutilado, segundo afirmou, porque as pessoas pensam com a barriga, temendo que "se disserem algo serão penalizados e em consequência disso, perdem o pão e a posição que ocupam". Disse a dado passo que "temos que dar algo a esta sociedade ". Considerando não estar a inventar nada, Nhantumbo assumiu que se a obra, no mínimo, provocar debate entre as diferentes camadas da sociedade, se daria por satisfeito. Noé Nhantumbo, moçambicano, reside na Beira e é engenheiro técnico agrário de profissão. Actualmente trabalha como jornalista. É um dos sócios da IMPREL, Lda. O seu livro «Renascença Africana, Um Sonho ou Realidade» foi publicado em Abril de 2007 em Maputo.
(Macaneta Torres)

Debate sobre o Zimbabwe em Maputo


Sociedade civil moçambicana chamada a intervir
* Brigadeiro Mutambara, embaixador do Zimbabwe em Maputo, visivelmente nervoso exibiu um suposto documento de Tsivangirai em que este presta “vassalagem” a Bush e Brown
Maputo (Canal de Moçambique) – No debate co-organizado pelo Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais (CEMO), o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CEEI), realizado ontem no Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) subordinado ao tema: “Eleições no Zimbabwe: Cenários, Desafios e Oportunidades”, o embaixador do Zimbabwe em Maputo, brigadeiro Mutambara, deixou cair a mascara de diplomata. Mutambara puxou dos seus papéis, e pediu para ler “dois parágrafos” de um suposto documento lavrado pela liderança do Movimento pela Mudança Democrática (MDC) em que estes apelam a George Bush e a Gordon Brown, respectivamente presidente dos Estados Unidos da América e Primeiro-ministro do Reino Unido, para que se façam presentes na tomada de posse de Morgan Tsvangirai como Chefe de Estado eleito do Zimbabwe e na consagração definitiva do partido vencedor da legislativas. Segundo o tal documento o convite é para a “cerimónia de tomada de posse a acontecer dia 30 do mês corrente”. O embaixador Mutambara puxou daqueles papéis para reagir a uma proposta de Salomão Moyana, director do semanário «Magazine Independente», onde este apelou a sociedade civil moçambicana a ser mais vigorosa para com a situação que esta a ocorrer no Zimbabwe. “Devemos uma petição e assinarmos, e depois marcharmos nas ruas a caminho da embaixada do Zimbabwe onde iremos entregar o documento ao embaixador para entregar ao seu governo, onde exigimos a divulgação imediata dos resultados”. Moyane fez este apelo apoiando-se da Constituição da República de Moçambique, que disse ser mal explorada no país, “tanto pela sociedade civil, os partidos políticos e pelos sindicatos”. O uso ao direito a manifestação está plasmado na CR e de acordo com o director do Magazine “Este é o único país do mundo em que ninguém se manifesta”. Entretanto o brigadeiro Mutambara, prometeu ceder hoje ao «Canal de Moçambique» uma cópia da suposta carta da liderança do MDC, que entre outras coisas, segundo o embaixador, também pede a Bush e Brown, “aulas de boas maneiras” para a governação. O riso estridente que tomou conta da sala do SNJ, não é possível descrevê-lo. O debate bastante participativo, entre tudo o que se debateu, conclui que a atmosfera que esta a gerar-se com a não divulgação dos resultados das eleições do dia 29 de Março propicia caminho para um “golpe constitucional em curso” naquele país, que na óptica de Fernando Gonçalves, editor do Savana “já esta consumado”.
(Luís Nhachote)

Tsivangirai hoje em Maputo

- segundo porta-voz da Renamo
Maputo (Canal de Moçambique) – Morgan Tsivangirai, líder do Movimento para a Mudança Democrática (MDC), chega hoje, quarta-feira, 23, a Maputo, garantiu ontem ao «Canal de Moçambique», Fernando Mazanga, porta-voz da Renamo, maior partido em Moçambique. A vinda de Tsivangirai a Maputo, já havia sido avançada a este diário (Vssf Canal nº 523) pelo líder da Renamo, Afonso Dhlakama, após este ter falado telefonicamente com o Chefe de Estado moçambicano. “Falei com o presidente da República às 11.30. Sou o mediador desse encontro uma vez que tenho falado com Tsivangirai diariamente”, disse ao «Canal de Moçambique o líder da Oposição moçambicana, na passada quinta-feira. Jacob Zuma, líder do ANC, partido que dirige a África do Sul, país que tem ainda como presidente da República o ex-presidente do ANC que Zuma destronou em Novembro último, foi o primeiro a receber o líder da oposição zimbabweana a quem o adiamento persistente do anúncio dos resultados das eleições presidências pela ZEC vem negando a consagração como vencedor da corrida em que terá vencido Mugabe com 50,3% dos votos. Jacob Zuma deu então cobertura à ideia de que Morgan Tsvangirai venceu as presidenciais, cujos resultados nunca foram publicados até aqui. Depois de anunciada e confirmada pela ZEC a vitória do MDC nas legislativas há cerca de duas semanas, o regime de Harare prepara-se agora para anunciar novos resultados que muito provavelmente alterarão os resultados das legislativas. Os votos – não os editais, note-se – estão a ser recontados. De acordo com Afonso Dhlakama, Morgan Tsvangirai pretende nesta deslocação a Maputo encontrar-se não apenas com o presidente da República Armando Guebuza, “mas também com o ex-presidente, Joaquim Chissano”. Ainda de acordo com Fernando Mazanga, o líder do MDC, partido que venceu as eleições legislativas de 29 de Março passado, “Tsivangirai vem no voo particular”. De referir que Tsivangirai durante a sua campanha eleitoral fez-se transportar por um avião particular, e o seu piloto chegou a ser detido numa esquadra em Harare pelas autoridades zimbabweanas. O facto foi então tornado público pela sua noiva de Morgan Tsvangirai. A partir de Joanesburgo, relevou ter tomado conhecimento do sucedido pelo noivo que lhe enviara por sms a informação. A campanha de perseguição a Morgan Tsivangirai não se ficou por ai. Num dia em que regressava da África do Sul, num voo da «South Africa Airways – SAA», as autoridades de navegação de Harare desligaram as luzes do aeroporto internacional. O avião comercial acabou por se fazer à pista em circunstâncias de risco. Com a vinda de Tsvangirai a Maputo a expectativa neste momento é a incógnita: o presidente da República e presidente do Partido Frelimo, Armando Guebuza, que se encontra em “Presidência Aberta” e de visita à cidade de Maputo, irá cumprir o que terá prometido a Afonso Dhlakama na conversa tida à cerca de uma semana? Das duas uma, Guebuza recebendo Morgan ou não, certamente que Afonso Dhlakama irá marcar pontos nesta tentativa quase que desesperada que Tsivangirai está a fazer com o sentido de apelar aos líderes dos países da SADC para intercederem por forma a contribuírem para que se salve o Zimbabwe onde o sangue já começou a correr pelo facto do regime de Harare se recusar a ceder o poder àqueles a quem os eleitores pretendem que o exerça conforme expresso nas urnas.
(Luís Nhachote)

CONSELHO DE COORDENAÇÃO DOS DIREITOS
HUMAN RIGHTS COORDINATION COUNCIL
CONSEIL DE COORDINATION POUR LES DROITS DE L’HOMME


NOTA INFORMATIVA


O Conselho de Coordenação dos Direitos Humanos, tendo tomado conhecimento de que um navio de proveniência Chinesa carregado de material bélico para o Zimbabwé atracaria no porto de Luanda para aí descarregar o referido material, decidiu hoje dia 22 de Abril dar entrada no Tribunal de questões Marítimas de Luanda, uma acção judicial “providência cautelar “ para impedir o descarregamento do material bélico em Angola.

A posição do Conselho de Coordenação dos Direitos Humanos, tem como fundamento, impedir que o regime do Zimbabué use os meios bélicos para reprimir a Oposição Política e servir de meio de pressão à População.

Consciente de que Angola, não deve servir de território para tráfico internacional de arma destinadas à limitar às liberdades individuais e colectivas de um Povo, o CCDH, manter-se-á atento à todo este processo.


Secretariado Executivo do CCDH em Luanda, aos 22 de Abril de 2008.


Sede: Luanda, bairro da Kinanga, rua Dr. Américo Boavida, Nº 68/A (junto da Administração Comunal da Kinanga. Tel. + 244 923 563373, 923 232769 ou 923 385633, Fax 222-355756
E-mail: conselhodh@yahoo.com.br

Tuesday, 22 April 2008

Petição global para impedir a chegada de armas ao Zimbabué


Petição global para impedir a chegada de armas ao Zimbabué

Joanesburgo, 21 de Abril de 2008 Milhares de pessoas em todo o mundo estão a assinar a petição da rede IANSA com o objectivo de impedir a descarga de um carregamento de armas proveniente de um navio chinês com destino ao Zimbabué. A petição apela a que as 77 toneladas de munições de armas de fogo sejam apreendidas e detidas pelas autoridades relevantes.
A petição pode ser assinada em: http://www.iansa.org/stoptheshipment/
A rede IANSA, movimento global contra a violência armada e de defesa de um controlo de armas mais rígido, acredita que existe um claro risco de as armas em questão serem utilizadas para facilitar violações graves de direitos humanos no Zimbabué.

"Apelamos a todas as pessoas preocupadas com a situação dos direitos humanos no Zimbabué a assinarem a petição. Esta é uma oportunidade para dizer aos respectivos governos que não queremos que nossos países facilitem ou permitam atrocidades cometidas por armas de fogo. A carga mortal deste navio deve ser parada o quanto antes”, afirmou Joseph Dube, coordenador da secção Africana da IANSA, em Joanesburgo.

As últimas informações sugerem que o navio deverá chegar a Walvis Bay, na Namíbia, na manhã de 22 de Abril, terça-feira. Entre os destinos alternativos do navio encontram-se Lobito e Luanda, em Angola.
“A IANSA tem defensores de direitos humanos, líderes religiosos e organizações sindicais a postos na Namíbia. Qualquer país que permita o trânsito de armas dentro do seu território com destino ao Zimbabué está a agir à revelia do direito internacional, nomeadamente as convenções de direitos humanos, a Carta das Nações Unidas e as demais obrigações impostas pelo Protocolo de armas de fogo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral”, disse ainda Joseph Dube.

As forças armadas do Zimbabué têm um historial de envolvimento em assassinatos extrajudiciais, raptos, tortura e deslocamento forçado de opositores do governo. Defensores dos direitos humanos no Zimbabué têm vindo a documentar a forma como os agentes estatais têm utilizado armas de fogo para intimidar, prender arbitrariamente, torturar e violar opositores. Fornecer mais armas às forças estatais pode levar a um aumento substancial das violações de direitos humanos e assassinatos extrajudiciais.

A IANSA é uma das principais organizações envolvidas na campanha por um Tratado internacional para o controlo de armas (ATT), com o objectivo de prevenir mortes e ferimentos causados pelas transferências irresponsáveis de armas de fogo que alimentam conflitos, pobreza e violações de direitos humanos.
Para mais informações, por favor contacte Louise Rimmer, através do número de telefone +44 7900 242 869 ou Joseph Dube, através do número de telefone +27 79 324 3065.
Nota aos editores:

1. O navio chinês chegou às águas de Durban, na África do Sul, no dia 10 de Abril. Quatro dias depois, o Comité nacional sul-africano de controlo de armas convencionais emitiu uma licença autorizando o trânsito do carregamento do navio de Durban para Harare. Os membros da rede IANSA ganharam uma moção judicial para confiscar a carga em questão, emitida pelo Xerife do Porto de Durban no dia 18 de Abril, mas o navio abandonou o porto poucas horas depois. O navio encontra-se agora a navegar em águas territoriais sul-africanas, em clara violação da ordem do tribunal.

Estrangeiros podem vir a ser expulsos em 24 horas

Estrangeiros podem vir a ser expulsos em 24 horas

Governador de Inhambane insurge-se contra racismo

Todo o operador turístico que tem estado a fomentar todas as formas e práticas de racismo nas instâncias turísticas fique a saber, desde já, que terá 24 horas para arrumar as suas malas e voltar ao seu país de origem. Estamos fartos e vos conhecemos muito bem.

O mau trato para com os trabalhadores e a ocorrência de casos de racismo, são alguns dos aspectos que caracterizam o sector do turismo na província de Inhambane problemas que o governador local, Itai Meque, afirma estar cansado das queixas dos utentes, razão pela aquela vai inicial um trabalho energético visando o seu combate.
Conforme dados colhidos pelo Alternativa, no terreno, a situação é mesmo desolador e as autoridades dizem ter conhecimento de maus tratos reportados pelos clientes numa situação em que reina também o nepotismo.
É que, apesar de existir no país, instrumentos legais que regulam o exercício da actividade não existem, no terreno, acções concretas visando impedir ou castiga atitudes de descriminação. Há casos em que os menus são apenas em inglês, num país onde a língua do colonizador é português, por exemplo.
Não obstante, o crescimento animador que a Indústria Hoteleira ao nível da província tem estado a registar avaliando pelos números, as práticas de discriminação para com os moçambicanos são perceptíveis no comportamento de alguns investidores de raça branca, na sua maioria sul-africanos.
Informação indica que em 2007, o turismo rendeu cerca de 45 milhões de meticais contra os cerca de 42 milhões de meticais colectados em 2006, o que corresponde a um incremento na ordem de 7%. E o volume de investimento passou de 18 milhões de dólares em 2006, para 89 milhões de Usd no último ano, um crescimento de 49,4%.
Porém, este crescimento considerado não sadio facto justificado pela violação da Constituição da República não agrada aquele que diariamente recebe reclamações de casos de descriminação.
Foi neste ambiente de inquietação popular, que o governador local, Itai Meque aproveitando- se da reunião do sector do turismo prometeu endurece a mão para com os infractores tendo fixado apenas 24 horas para correr com àqueles que querem o desafiar.
Meque que falava num encontro com operadores turísticos há dias em Inhambane exigiu a observância da Lei do Trabalho no que concerne a contratação e pagamento de salários. “É obrigatório que os menus sejam elaborados em duas línguas: refiro-me ao português e inglês bem como, a prestação de informação às estruturas competentes sobre o movimento turístico, número de hóspedes, dormidas e receitas”, disse.
Neste encontro, que tinha como objectivo a reflexão da actividade do sector e busca de estratégias para o seu desenvolvimento, o governador lembrou aos gestores das empresas turísticas sobre a necessidade de organizarem a sua contabilidade e sistema de gestão por forma a maximizarem os seus rendimentos e cumprir com as suas obrigações fiscais.
Mas, mais do que isso, o que Meque exige é a formação dos trabalhadores do sector justificando que, estes, desempenham um papel fundamental na qualidade dos serviços. “Queremos que haja uma protecção dos recursos culturais, naturais e marinhos que constituem o património básico para o desenvolvimento do sector neste ponto do país”. (Uqueio)

Monday, 21 April 2008

A OPINIÃO de Rondinho Calavete

O AZAR DE SER ZAMBEZIANO


Juventude zambeziana em “águas turvas”

Incrível. Levei dias a procurar um título adequado para falar um pouco da juventude Zambeziana. Não foi fácil. Usei todas minhas ferramentas das capacidades que Deus me deu.
Mas não foi fácil conseguir este título a altura, que por sinal e também outro azar de ser zambeziano.
Mas porque que eu sempre falo de azar de ser zambeziano? Esta pergunta fui feito por mais de de quinhentos leitores do DZ entre zambezianos, mocambicanos e estrangeiros. A minha esposta foi muito pontual e nem precisei de dar voltas. Aliás, esse é meu caracter de não dar voltas. Sou directo. Respondi sim, que na Zambézia acontecem coisas anormais o que em todo o país
não acontece senão mesmo no mundo inteiro. Por outras palavras, zambeziano por natureza é grande cobarde. Diz sim agora, volta e meia muda de ideias com um não bem firme. Zambeziano é invejoso, egoísta e sabotador. Muitas vezes tenho recomendado os que me fazem esta pergunta, a ficarem atentos nas reportagens provenientes da Zambézia em todos medias. Ai,
consigo selar a boca de todos e passam a viver o quotidiano.
Passados dias, eis os mesmos me ligam ou vão a internet a me dizer que de facto tinha ou tenho tido razão.
Mas para mim, o que me interessa não é a razão. O que me interessa seria a mudança de mentalidade do pacato zambeziano. Há que crescer e marchar dentro da globalidade. O meu
assunto desta vez não é de azarento e não azarento.
O meu assunto e sobre JUVENTUDE.
Para quem conheceu Zambézia nas décadas 80 a 2000, Zambézia, principalmente a sua capital
Quelimane, tinha uma juventude muito forte. Uma juventude recreativa. Uma juventude que organizava convívios, sabadares, saraus culturais. Uma juventude sugestiva. Uma juventude
agressiva na ambição de se destacar para o bem comum. Uma juventude
unida.
Foi o caso dos SÁLDICOS, da AEZA que eu mesmo criei e fui o primeiro presidente com apoio do Dr. Orlando Candua quando era director provincial de Educação. Do FONGJUZA que eu criei e fui o primeiro presidente. Da AMIZA onde eu fui colaborador. Da JONUZA onde eu fui membro do corpo directivo com Serafim Chagunda, do CEDEA no qual fui coordenei apesar de pouco tempo, do JORNAL NOVO HORIZONTE no qual eu fui fundador e coordenador na
Pré-Universitária 25 de Setembro, dos RELÂMPAGOS, dos NHAKATENDEWAS e NHAKATINHOS, da ARO JUVENIL com Sebas de entre muitos grupos.
Naquele tempo não tinhamos dinheiro. Se tinhamos era muito pouco. A direcção provincial de cultura, juventude e desportos nem tinha meios. Lutávamos sempre com o director Magunga que depois foi substituido pelo director Pedro Câmara. Sabiamos que não tinham dinheiro mas sempre ficaram do nosso lado. Pedro Câmara deu o que podia dar na medida do possível. Ali na casa de Cultura, todas sextas-feiras, Sábados e domingos haviam bailes e tardes dançantes. O professor SEBAS como era conhecido Sebastião Cuinica, movimentava os sabadares no desportivo. Eu e outros, pilotávamos a recreação na Pré- Universitária 25 de Setembro. Tudo
em união e com pouco dinheiro.
Naqueles tempos não havia fundos do FNUAP e nem se falava da famosa GERAÇÃO BIZ que só gasta dinheiro para inglês ver. Não havia direcção provincial da juventude e desportos. As vezes tirávamos um pouco do nosso salário para pequenas despesas. Tudo isso porque a juventude mostrava interesse e porque tinha alguém para lhes direcionar. A nossa juventude sempre
está pronta. Basta ter indivíduo certo e capaz em sua frente.
Hoje, tudo morreu. Falar de recreação é um tabu. Com tantos Empresários, Madeireiros,
Comerciantes, Hoteleiros e outros que circulam por ai, ninguém se digna em patrocinar pelo menos pequenas actividades da juventude.
Recordo-me muito bem que o senhor Pio Matos impulsionava muito o movimento associativo juvenil. Esta a me parecer que o município lhe mergulhou na miopia e já não vê essa
camada juvenil. A Dra Lina Portugal, também era outra impulsionadora.
Aliás, quando era minha chefe na 25 de Setembro, sempre lutava para que eu e os meus colegas fizéssemos algo recreativo e faziamos. Agora que é directora provincial já esqueceu aquela
dinâmica que tinha. O professor Silvestre era outro impulsionador. O professor Cumpeu era outro maestro. Mas onde é que vocês andam?
Velhice, ou falta de oportunidade? Não podem ajudar o director provincial da juventude e desportos? Vocês não estão a ver esta lacuna?
Senhor Pio Matos, não pode sacudir um pouco o seu bolso como fazia com o Estrela vermelha? Ai no município não tem uma rubricazita para assuntos da juventude? No município não tem vereador ou director para a área da juventude?
Qualquer das maneiras, tudo depende do nosso empenho e urge a necessidade de ajudar os nossos governantes de modo a ver essa lacuna na área da juventude. Acredito que o governador Muária tem a missao de inverter a situação. Não interessa existência de uma direcção só para
justificar duodécimos ou fundos de doadores.
Tenho toda certeza de que na véspera das eleições os políticos andarão atrás da juventude para seus interesses. São os mesmos que hoje se esqueceram em dar mão a juventude. Quero sublinhar ao meu caro leitor de que não estou a falar de OJM. Estou a falar de jovens sem cor
partidária.
De acordo com a carta Africana da juventude, fruto da conferência dos Ministros da União Africana da área da juventude que teve lugar nos dias 26 à 28 de Maio de 2006 em Addis Abeba,
Etiópia, esta conferência reconheceu que a juventude é um parceiro e constitui uma mais valia e um prérequisito para o desenvolvimento sustentável e para a paz e prosperidade da África, através do seu incomparável contributo para o desenvolvimento presente e futuro.
Esta mesma conferência considerou que a promoção e a proteção dos direitos da juventude
também implicam o cumprimento de deveres tanto pelos jovens como por todos os outros actores da sociedade.
Logo, Zambézia não é uma ilha e muito menos a sua juventude. Ouvi dizer que na Assembleia da
República há deputados do circulo eleitoral da Zambézia para a área da juventude. Será verdade? Esses tais deputados têm nome? Têm acções na área da juventude? Fazem algo para a
juventude? Se fazem o que é que fizeram?
O que tenho visto aqui no sul do país, de facto os deputados jovens trabalham. Só para citar um exemplo, o jovem deputado Edmundo Galiza Matos Jr, é um batalhador. Galiza tem acções visíveis. Galiza tem nome.
Galiza age.
E nós outros?
Apenas aumentamos o número de deputados para diminuir a nossa pobreza e também apanhar a boleia de angariar um dos ex-famosos Rangers entre outras regalias. Eu nunca senti presença de um deputado jovem do circulo eleitoral da Zambézia, senão aquelas poucas vergonhas de
acusações entre conterrâneos. Razão pela qual, questiono se de facto existirá ali na AR alguém perdido da Zambézia a defender a juventude. Não sei.
Até quando então, o deputado jovem vai ter a consciência dos assuntos que directa ou indirectamente lhe afecta? Até quando um ou mais dirigentes jovens zambezianos vão manter essa apatia, essa inoperância e essa incapacidade de gestão?
Sei que a verdade dói. Mas não há como. As coisas devem ser ditas para corrigir os nossos erros. Chega de discursos vazios. Chega de relatórios fantasmas para agradar o chefão.
Chega de acomodar camaradas e vamos colocar pessoas certas e capazes, pois precisamos de homens valentes. E_mail:rocavil@gmail.com

CRÓNICAS DE PROFETA A TERRA CHUABO.

Carta número 115, ao meu amigo “Mavirigano”!
Aló mano Mavirigano!
Todas as minhas acções eu dou nota positiva. Nunca realizei nada e ao mesmo tempo dizer ao povo que desta vez o que fiz para vocês, teve nota negativa. Se assim eu o fizer, o povo me demitira automaticamente; tenho que preservar a minha posição na positiva para não cair, não interessa se algo esteja a correr de pernas para o ar. Aliás um amigo meu que anda muito nas bandas de LONDRES me disse a dias: The Sky is the limit (o céu é o limite) (Quer interagir no Mavirigano? Escreva para: mavirigano@gmail.com

Paraguay's elections : Liberation politics

Apr 19th 2008 ASUNCIÓN

From Waiting for a change of government
AFP


IF THE poll numbers hold, the world's longest-ruling political party will be dismissed by Paraguay's voters on Sunday April 20th. The Colorado Party, which came to power two years before China's Communist Party, has governed for so long that Paraguay sometimes feels like a run-down country club that exists purely for the benefit of party members. Yet despite fielding a good candidate, the Colorados could well lose to a complete political novice.
Their main opponent is Fernando Lugo, a Catholic bishop who gave up his job preaching liberation theology to the poor in order to stand for office. In person, he is rather less charismatic than his story suggests. But since being chosen as the figurehead for a coalition of the biggest opposition parties, he has turned into a formidable candidate. Those close to him say he has struggled to switch from officiating at mass to talking confidently about fixing Paraguay. But he has cut his hair, had his teeth polished and embodies a fresh start—unlike his two main rivals. FOR further details please click here

NEWS FROM CONCILIATION RESOURCES

1. New publications and materialsDialogue through film DVDMaking short films for a unique project on the conflict overNagorny Karabakh has given young Karabakh Armenians andAzerbaijanis a rare chance to talk directly and get to knoweach other. A selection of their films is now available on DVDand will be shown throughout the South Caucasus in 2008.Charting the hopes, fears and humour of people living with theconsequences of conflict, “these films show that we might havedifferent aspirations but war is not the way to solve ourconflict”.
http://www.c-r.org/our-work/west-africa/building-paths/index.php New Accord publication and policy briefConciliation Resources' latest Accord publication and policybrief, published in March, explore how the use of incentives,sanctions and conditionality can underpin or underminepeacemaking. Drawing upon cases such as Darfur, Sri Lanka,northern Uganda, South Africa and Georgia-Abkhazia, it concludesthat these tools are rarely effective unless they form part ofa wider strategy that makes support for a durable peace processits priority.http://www.c-r.org/our-work/accord/incentives/index.phpBuilding paths to peace onlineOur recently published book about the pioneering work of ourpartner Bo Peace and Reconciliation Movement (BPRM) in southernSierra Leone is now available to read online. The book will beofficially launched at an event in Freetown on 22 April 2008.It features lessons learned and success stories from BPRM’scommunity peace monitors, who have resolved and prevented over1000 cases of armed violence and local disputes.http://www.c-r.org/our-work/west-africa/building-paths/index.php 2. Recent highlightsTraining course for UK government conflict advisersCR Policy Adviser Catherine Barnes led a three-day residentialtraining course in March on peace processes and conflicttransformation, held at the request of the UK Department forInternational Development. Co-organized by CR and North SouthConsultants Exchange, the course indicates the UK government'sgrowing interest in improving its support for peace processes.Read more about our work on learning from peace processes andinfluencing UK peacemaking policy. http://www.c-r.org/our-work/accord/index.php http://www.c-r.org/our-work/practice-policy/index.phpInvitation to review UK government agreement on conflictCR's Executive Director Andy Carl has been invited by the UKPrime Minister's Delivery Unit to be part of an external reviewteam looking at its Public Service Agreement on conflict. Theteam will assess the government's capacity to achieve itscommitments and make recommendations on any changes required.3. Upcoming eventsCrossing boundaries: civil society and the security sectorCR will host a sub-regional conference on civil society andsecurity sector reform cooperation from 30 April -1 May 2008 inFreetown with speakers from Sierra Leone, Liberia and Guinea. The conference is part of our wider ongoing StrengtheningCitizens’ Security project with three local partners, whichaims to make the security sector more accessible andaccountable to ordinary people in the region. Read more aboutthis work:http://www.c-r.org/our-work/west-africa/west-africa-security.php4. In memory of Sahr JohnbullOur colleague Sahr Johnbull, 32, sadly passed away in March2008. Originally from Kono district, Sierra Leone, he hadworked in CR’s Freetown office for the past seven years and wasAssistant Finance and Administrative Officer. He was a valuedand much-loved member of our Sierra Leonean team and will begreatly missed. We offer our deepest sympathies to his wifeIsata and two children Sahr and Fatmata.

Namacurra Celebra 39 anos com uma “lágrima no

A fábrica de processamento da castanha de caju ainda trás boas recordações, mas o governo do distrito diz que enquanto haver vida, há esperança.
É nesta terça-feira que a vila sede do distrito de Namacurra, que dista a cerca de 75 Km da cidade de Quelimane, capital provincial da Zambézia, celebra o seu trigésimo aniversário de elevação a categoria de vila.
O historial é longo que não cabe neste espaço, mas enquanto não há espaço para rabiscar
todo historial daquela vila, o que existe demais, são “lágrimas no canto dos olhos” de todos
aqueles que viram Namacurra num ponto alto, quando tinha em funcionamento aquela
fábrica de processamento da castanha de caju, que a guerra levou consigo, deixando apenasparedes em cinza.

Com a destruição da fábrica de processamento da castanha de caju, a vila sede de Namacurra viu muita mão-de-obra diambulando de um lado para outro. A juventude, preferiu enveredar pelo comércio informal, vendendo lanha, bananas, matago (produto resultante da transformação
do arroz fresco), laranjas, etc, como forma de conter a dor após a destruição daquela infra-estrutura que o distrito teve. Aliás, até que era único que Zambézia possuía.
Namacurra, quer dizer carne cheia de gordura, segundo o historial. O mesmo documento em nossa posse diz que foi a 22 de Abril de 1969, através da portaria nº 2892 datada de
07 de Junho do mesmo ano, portanto, 1969 que foi elevada a categoria de vila. O mesmo documento, diz que estes dados todos, e depois duma pesquisa, foram publicados no Boletim
oficial nº 23 da 1ª série.
Mesmo assim, depois da guerra dos 16 anos, a vida foi caminhando e as populações foram remando contra maré e até hoje se reerguem as infraestruturas, mas as marcas da desta
guerra ainda prevalecem, ou seja, são vistas a olho nú.
Usar os Sete milhões para impulsionar o desenvolvimento O governo do distrito na pessoa
do respectivo administrador Pedro Sapange, disse que com a alocação dos Sete milhões algo está a mudar.
Sapange, afirma que o valor veio impulsionar o desenvolvimento que o distrito tanto precisva, embora reconheça que ainda haja muito por se fazer.
No campo da Saúde por exemplo, o administrador diz que é preciso fazer muitas construções de unidades sanitárias e como plano, aquele distrito pretende ao longo desta ano, construir um centro de saúde em Malei, ampliar o centro de saúde de Muceliua e construir uma maternidade
em Furquia. Caso se concretize este plano, a fonte diz que minimizar-se-á o sofrimento que aquelas populações enfrentam quando pretendem encontrar os cuidados básicos de saúde. As
vítimas desta exiguidade de unidades sanitárias naquele distrito, são as mulheres grávidas que percorrem tantos quilómetros até a vila sede do distrito a fim de dar parto.
No campo da educação, ainda de acordo com o timoneiro daquele distrito, as populações clamam pela introdução do ensino do segundo ciclo, visto que as duas escolas secundárias existentes, uma na vila sede e outra no posto administrativo de Macuse, têm graduado alunos, mas que devido a
não existência duma escola que possa albergar estes graduando das 10ª classes, muitos alunos sem condições para deslocarem a cidade de Quelimane ou mesmo Mocuba, acabam ficando fora da escola, porque também os custos só furam o bolso das famílias que muitas vezes não tem nada para comer.
Num outro desenvolvimento, o nosso entrevistado sublinhou que paulatinamente os contactos vão sendo feitos no sentido de se introduzir o ensino secundário do segundo ciclo.
A componente turística ainda está longe de ser explorada, embora hajam condições propícias para tal. A praia de Muceliua é um diamante por lapidar. De acordo com o respectivo administrador, só há interessados, mas que no concreto ainda não fizeram algo no terreno. As condições já foram criadas, pelomenos a estrada que dá acesso aquele local turístico está boa, garante Pedro Sapange, para quem “esperamos que os investidores façam algo de concreto”-concluiu.

Fábrica de castanha de caju ainda deixa recordações

Até parece uma simples ficção quando se fala da existência de uma fábrica de processamento de castanha de caju naquele distrito. Mas as paredes ainda continuam erguidas a espera de qualquer “mão divina”. Só que esta mão tarda chegar. As lágrimas não param de jorar nos olhos
daqueles que viram o fumo e sentiram o cheiro da amêndoa da castanha de caju. A história é contada de geração em geração. Os mais velhos quando se recordam quanta gente esteve
empregada naquele monstro, nem querem imaginar. E agora?
Há um velho ditado que diz que “enquanto haver vida há esperança”.
É a partir dai que o governo de Namacurra centra as suas intervenções. Pedro Sapange, disse
ao Diário da Zambézia que existe já um cidadão moçambicano interessado em implantar uma fábrica de género naquele distrito, visto que é um potencial na produção da castanha de
caju e a sua produção na campanha passada esteve em alta em todo distrito.
Segundo garantiu o administrador, este investidor até já remeteu o projecto na secretaria do governo daquele distrito e aguarda-se a qualquer hora que começe a trabalhar para absorver milhares de pessoas que até estão na eminência de morte porque o comércio é praticado na vida
pública sem respeito de nenhuma regra. Parou o carro, basta. Toda gente corre com cestos nas mãos contendo produto de consumo imediato. Os riscos são maiores, porque ninguém regula aquela actividade. Na campanha passada, o distrito produziu cerca de 103.618,1 toneladas de produtos diversos, com principal destaque o arroz que é a principal cultura daquele distrito, onde
o posto administrativo de Macuse é o celeiro do distrito. Com mais de 179.133 habitantes, o distrito de Namacurra é da etnia chuabo e separado pelos distritos de Nicoadala, Maganja da Costa, Mocuba e Lugela.
António Zefanias em Namacurra

THE LATEST ON ZIMBABWE

Dear Friends,

The Media Monitoring Project of Zimbabwe (MMPZ Zimbabwe) issued two Daily Media Updates over the weekend. Firstly, Update no. 31 of 19.2.08 notes that the government controlled papers continue in ‘their cheerleading role for ZANU PF’. The second, Update no. 32 issued on 20.4.08, states that “While the privately owned ‘Standard’ was reporting a widespread campaign of violence against MDC supporters that has claimed as many as 10 lives so far, the ‘Sunday Mail’ and ‘Sunday News ’ (20/4) continued to passively report on the country’s political crisis as normal electoral procedure in the nine stories they carried.”

Further to our last mailing, a atetement of the Zimbabwe Lawyers for Human Rights (ZLHR) which noted that on-going recount of votes was both in contempt of court and unlawful, today, we refer you to ‘Bill Watch’ produced by Veritas and released on 18.4.08 and containing more information and linkages to other sources of information. Please follow the link to the Kubatana website to access this
http://www.kubatana.net/html/archive/legisl/080418veritas.asp?sector=LEGISL&year=0&range_start=1

In relation to the issue of the re-count of votes, the Institute for Democracy in Southern Africa (IDASA) has today, 21.4.08, released a Guide to the Delay in Zimbabwe election results The Inconvenient Truth. The guide follows what IDASA describes as confusion amongst the media and several political analysts as to precisely what ought to have happened after people went to the polls in Zimbabwe on March 29. IDASA notes that confusion could have been avoided by referring to the Electoral Act. They conclude that ‘SADC observers left before the announcement of the results and were not present to witness the vicious retributive campaign unleashed by ZANU PF’. IDASA concludes that the ‘excuses’ given by the Zimbabwe Electoral Commission (ZEC) for the delay in releasing the presidential results evokes scepticism. Please see the full report at: http://www.idasa.org/

Human Rights Watch (HRW) issued a report on Saturday, 19.4.08 about the setting up, by ZANU PF, of ‘torture camps’ and how opposition voter have told of beatings and intimidation. HRW reports that torture and violence are surging in Zimbabwe and that ZANU PF is using a network of informal detention centres to beat, torture and intimidate opposition activists and ordinary Zimbabweans. To access the report, please follow the web link below:
http://hrw.org/english/docs/2008/04/19/zimbab18604_txt.htm

In further reports of violence an Alert was issued on 19.4.08 by the Murewa Community Development Trust (MCDT) about how the war veterans and youth militia have set up detention centres which are being used to torture opposition and human rights activists throughout the communities around Murewa district, 75km east of Harare in the province of Mashonaland East.

The Zimbabwe Solidarity Forum released today a Press Statement entitled ‘Every Day of Inaction is a Crime against the People of Zimbabwe’. The statement notes growing concern about the escalation of retributive violence perpetrated by the Zimbabwe state security forces and paramilitaries against civilians across the country. They recommend a number of actions to be taken by SADC, the African Union, the ANC and the South African Government.

Further to the reports about the Chinese ship carrying arms for Zimbabwe , IANSA, the International Action Network on Small Arms, have launched an on-line petition. We refer you to the following link where you can sign the petition
http://www.iansa.org/stoptheshipment/stoptheshipment.php

Finally, the Secretary General of the United Nations, Ban ki-moon, arrived in Accra Ghana on Saturday 19.4.08 for the 12th UN Conference on Trade and Development ( UN CTAD). In an ‘off the cuff’ remark, he referred to various crises in Africa, including that in Zimbabwe, and noted that he intended to raise the issue during his meetings with regional leaders over the weekend. His full comments can be read via the following link
http://www.un.org/apps/sg/offthecuff.asp

Against the grain: weak dollar hits the poorConcerted intervention to help the greenback would reverse soaring food pricesLarry

Against the grain: weak dollar hits the poor

Concerted intervention to help the greenback would reverse soaring food pricesLarry Elliott, economics editor

Against the backdrop of the gloomiest outlook for the global economy in many years, the price of oil hit $115 a barrel for the first time last week and the cost of wheat, rice and soya beans soared.The first rule of economics - that prices are determined by demand and supply - appears to have broken down. When times are tough, commodity prices normally fall, but as the financial crisis has deepened over the past nine months they have been going up and up.There are several explanations for this strange phenomenon. One is that markets are indeed still reflecting demand and supply, since the short-term effects of a looming recession are being outweighed by longer-term threats to supply. On this basis, the rise in food prices has been caused by the drive for biofuels, while higher oil prices reflect the unpalatable truth that the world may have reached the point where it is going to start running out of crude.Peak oilAt best, however, these can only be partial explanations. The world may be close to peak oil (the highest point of production) and suggestions that two key producers, Nigeria and Russia, may have achieved maximum output add weight to that thesis. Yet even those who believe fervently in dwindling reserves of crude in the coming decades would struggle to argue that peak oil is the reason prices are five times higher than in 2002 and up from $70 to $115 in a year. Similarly, turning land used for food over to crops for biofuels may have something to do with the 120% increase in the cost of wheat and the 75% rise in the price of rice over the past year but, again, it is not the whole story.Nor can those sorts of increases really be put down entirely to the China effect. One reason, for example, why the cost of milk and butter has been going up so strongly in Britain is that Chinese citizens have for the first time been able to afford refrigerators to store dairy products. But the sheer scale of the increases in food prices over the past 12 months would suggest that something else has been going on.That "something else" is the precipitous decline in the value of the US dollar. Take a look at the accompanying charts, which show very strong correlations between commodity prices and the exchange rate for the greenback. According to Nick Parsons, head of strategy at nabCapital, every time the dollar has weakened, hedge funds have bought commodities. The reason hedge funds act in this way is that commodities are priced in dollars and so when the US currency is falling, producers outside America raise prices to compensate. A more likely cause of the speculation, however, is that the hedge funds base their decisions on economic models that reflect the correlations displayed in the charts on this page. When the dollar falls, the models guide them to buy commodities, and the subsequent wave of buying pushes up the prices.Now take another look at the graphs that chart the relationship between the oil price and the exchange rate between the dollar and the euro. The upward trend in the cost of crude is unmistakable, yet oil prices have fallen back every time there has been a modest dollar rally. The chart would suggest that a recovery in the dollar to $1.35 against the euro would bring oil prices back down to $70 a barrel. Food prices would also come down, and while that does not represent a panacea for the problems of agriculture in poor countries, in the short-term it would mean fewer people going hungry this year. At $1.35, the price of rice would be about 10 cents per hundredweight as opposed to almost 25 cents today.There is little to suggest that the dollar is going to strengthen, with the markets expecting further cuts in US interest rates and borrowing costs in the eurozone to remain steady. American policymakers seem quite content to let the dollar fall, since a depreciating currency makes exports cheaper and the European Central Bank sees a rising euro as a bulwark against the inflationary pressures caused by higher commodity prices, since a stronger currency makes imports cheaper.This is a strange sort of logic. While it's true that exports are the one bright spot for the US economy, a key reason for that is that American consumers are paying far more for their fuel and food. If a stronger dollar meant oil prices at $70 a barrel rather than $115 a barrel there would be a sizeable boost to the domestic economy. Similarly, the ECB appears to be putting the cart before the horse. If a weaker euro meant weaker commodity prices, there would be less of an inflationary threat to worry about. InterventionIn the circumstances, it is curious that the G7 countries are not talking more seriously about coordinated intervention to reverse part of the dollar's decline. At its meeting in Washington earlier this month, the G7 toughened up its language on currencies, expressing concern about the possible implications for economic and financial stability of recent sharp fluctuations. The question, therefore, is why the G7 is not prepared to turn words into action. One answer could be that central banks believe intervention doesn't work. It is certainly true that there are occasions when it doesn't, but the last time there was coordinated action by the G7 - the September 2000 support operation for the euro - it was a spectacular success.A second argument is that the weakness of the dollar is necessary to eliminate the global imbalances - the hefty US trade deficit and the massive surpluses run by China and other Asian exporting nations. Yet the exchange rate has probably already achieved maximum impact on the US trade deficit: to eliminate the imbalances solely by depreciation would require a further colossal - and wholly unrealistic - fall in the value of the dollar.Finally, it is said that intervention is pointless in the current climate because it goes against the grain of monetary policy, and with rates in the US likely to reach 1% this summer and the ECB with a bias to push them up from 4% it would be throwing good money after bad. But it might not be. Imagine that intervention was sudden, large scale and carried real intent. In those circumstances, the dollar bears would be wiped out and commodity prices would fall sharply. Rising real incomes in the US and a less pronounced threat to inflation in Europe would change the market view of interest rates: there would be less pressure for cuts in the US, less pressure for increases in Europe. Intervention, in other words, might bring about a closer alignment of monetary policy that would justify the intervention. For this to happen, though, there needs to be a leap of faith. Until we get it, the headwinds facing the developed world will grow stronger. And the poor will get hungrier - and angrier.
Copyright Guardian Newspapers Limited 2008

The Second International Conference on Computer & Computing Technologies in Agriculture (CCTA2008)

The Second International Conference on Computer & Computing Technologies in Agriculture (CCTA2008)
October 18th-20th, 2008 Beijing, China

Dear Sir/Madam,

We are pleased to inform you that the Second International Conference on Computer and Computing Technologies in Agriculture (CCTA2008) will be held in Beijing, China in October 18-20, 2008. The URL Address is http://www.iccta.cn.

The conference will focus on Computer and Computing Technologies in Agriculture and targeted participants are from universities, institutes, research organizations, government, large companies, and regional development agencies and consultants all over the world. The conference will provide a forum for original research contributions and practical system design, implementation, and applications of computer and computing technologies in agriculture.
All accepted papers will be published in the Proceedings of CCTA 2008. Selected best papers will be published in a special issue of the International Journals (we have applied, and will let you know the results as soon as possible). Other papers will be published in the IFIP Series in Spinger Press in USA, which was listed in ISI Proceedings.

All abstracts should be submitted to the Secretary of the Conference at ccta2008@sina.com, by not later than February 29, 2008.

Topics and areas of interest include, but are not limited to the following Technologies in Agriculture:
Applied Mathematics
Numerical Analysis
Simulation, Optimization, Modeling
Systems Theory
Circuits and Systems
Neural Networks
Fuzzy Systems
Optimization
Multidimensional Systems
Computing & Computational Science
Statistics
Telecommunications
Signal Processing
Computer Science
Multimedia
Wireless and Optical Communications
Agricultural Decision Support System and Expert System
GIS, GPS, RS and Precision Farming
Agricultural System Simulation
Intelligent Monitoring and Control
ICT applications in Rural Area

Important Dates
Deadline for submission of abstract: February 29, 2008
Deadline for abstract acceptance: March 14, 2008
Deadline for submission of full paper: May 19, 2008
Deadline for submission of full paper (after revision): July 28, 2008
Conference: October 18th to 20th, 2008

Contact us
Tel: (+86) 10-62737974
Fax: (+86) 10-62737974
E-mail: ccta2008@sina.com
Website: http://www.iccta.cn
Looking forward to meeting you at the conference in Beijing, China.

Yours sincerely,
Prof. Daoliang Li
Prof. Chunjiang Zhao
Chairman of CCTA 2008

- Conference - LATIN AMERICA MEETS EUROPE


26 May 2008

The Hague Organisation: Socires, NIMD and others
On 26 May 2008 the second edition of Encuentro Latino Europeo (ELE) is organized in The Hague. NIMD is happy to invite you to this “encounter of both worlds”.
The conference is a unique opportunity to strengthen relations between both continents. Political, social and economic developments in Latin America will be addressed with special attention to the issue of energy supply and food security.
Conference speakers include the Dutch Minister of Development Cooperation Bert Koenders, Enrique Iglesias, Secretary General of SEGIB (Secretaría General Ibéroamericana), and Advisors "International Relations" to the President of Venezuela (Alberto Müller Rojas) and Brazil (Marco Aurelio Garcia).

Reservations - before 17 May 2008 -
Mrs. V. Rivera Santander: v.riverasantander@socires.nl Please indicate if you will attend the conference in the morning, afternoon or both.

Date and location
26 May 200809h00 – 19h00SER, Bezuidenhoutseweg 60The Hague

More information Detailed programme (in Dutch)Background paper (in Dutch)
Translation Spanish/Dutch is available. OrganisationELE 2008 is organized by Socires in cooperation with NIMD, Cordaid, Radio Netherlands Worldservice, NCDO, Netherlands-Latin American Business Council, CLAT Netherlands, University Utrecht, Plataforma de Organizaciones Latinoamericanas en Holanda, Eduardo Frei Foundation and the Society for International Development (SID).

NIMD Netherlands Institute for Multiparty DemocracyPassage 31
2511 AB The HagueThe NetherlandsT. +31-70-311 5464F. +31-70-311 5465http://www.emailgenerator.nl/nieuwsbrief/link_counter.php?mid=2113&mu