Aos que ainda acreditam que o mundo também se faz com poetas
Maputo (Canalmoz) - Tenho um absinto nas janelas do medo. Um ópio fulgurante que me trespassa com os meus próprios dedos.
Não sei da escrita.
Presumo, igualmente, que também ela nada saiba de mim.
Leio pouco. Leio pouco porque perdi o exercício de ler, de abrir os estores das palavras, as persianas dos inusitados versos. Agora, tão somente, redijo, coisas obscuras, pensamentos em despropósitos lugares, vulgares, inócuos. Insentidos porque não consigo descobrir-lhes sentido algum.
Sei disto, com a justa ignorância que me cabe e que mascarei em todos os livros que admiti fossem e não são, nem foram e irremediavelmente nunca serão livros.
Apenas uma leve e ingénua pretensão àquilo.
Digo-vos, muito embora mo custe tanto dizê-lo: O que escrevi nunca se escreveu a si mesmo. São, apenas, rasgos de insubtilezas que quis subtis e perante os quais nem se quer fui digno de os merecer feliz. Tudo se tornou pequenas e banais idades, descomeços sem princípios, fins a que nada ousei voltar.
Partidas sem ter ido. Regressos sem a coragem de retornar.
Revejo-me pensando imensamente nisto. Tão imensamente que já vaguei a seriedade com que o deveria estar fazendo.
Mas, anoto: muita gente pensa no que faz tão pouco. E isso, de algum modo, transporta-me a um desmedido e anotável conforto. Egoísta como são todos os confortos.
O meu não seria pior, mas melhor.
Melhor porque é melhor que não seja este fracasso tão pessoal e intransmissível. Tão identitário. Tão tributário.
Não tenho cabeças, nem mãos para pensar de outra maneira. Aliás, duvido que haja em mim capacidade para fazê-lo ou sobreviva, férrea, certa vontade para acreditar que o faça. Não há rostos inteiros e serenos que mascarem tamanho fracasso, nem palhaço algum que o carnavalesque.
Guardo, tal como a vida, as mãos atadas ao coração, sem cabeça que o sirva, nem pálpebras, nem secretas rugas, nem desmesuradas expressões ali esquecidas. Sou o alvo do que ouso redigir. Sou o espelho do lado interior dessa face. Crónica extensa, malapaixonada, lenda súbita e incerta quando perscrutada.
Todas as noites röo as unhas a esta disfunção: não ter casa na minha própria escrita. E deambulo nela, como consequência do que se ocasiona desabitável nesta desavença. Têm noites em que me apetece lá voltar. Escolher a maturidade do desistir. Outras, em que simulo a móvel barulheira de as pernoitar.
A escrita desassossega-me.
A escrita desassossega-se.
Morre-se na descompressão. Não embalo visões que o evitem. Não tenho pulmões que o resignem.
Natalíciamente o pai natal é uma sombra desmaiada, um carnívoro e capitalizável engodo.
Para mim, é claro.
Para mim que criar é um fim de tarde, é uma parede sonâmbula a movimentar-se.
E pergunto:
Que alegria tem-me visto nas feridas dolorosas a que resisto? Que sangue a sinaliza? E calo-me gritado e ouço-me nesse duvidoso lugar onde ali é, então, a memória que progride, a memória que se enquista, na certeza adolescida, na ansiedade desfalecida pelo fogo das feridas, pela dor escurecida de um poeta acidental na morada acidentada da sua própria escrita.
Assim seja um feliz final para a poesia que me esquiva e uma história embebedada na ternura da sua película.
Com apreço.
(Eduardo White)
Aos que ainda acreditam que o mundo também se faz com poetas
Maputo (Canalmoz) - Tenho um absinto nas janelas do medo. Um ópio fulgurante que me trespassa com os meus próprios dedos.
Não sei da escrita.
Presumo, igualmente, que também ela nada saiba de mim.
Leio pouco. Leio pouco porque perdi o exercício de ler, de abrir os estores das palavras, as persianas dos inusitados versos. Agora, tão somente, redijo, coisas obscuras, pensamentos em despropósitos lugares, vulgares, inócuos. Insentidos porque não consigo descobrir-lhes sentido algum.
Sei disto, com a justa ignorância que me cabe e que mascarei em todos os livros que admiti fossem e não são, nem foram e irremediavelmente nunca serão livros.
Apenas uma leve e ingénua pretensão àquilo.
Digo-vos, muito embora mo custe tanto dizê-lo: O que escrevi nunca se escreveu a si mesmo. São, apenas, rasgos de insubtilezas que quis subtis e perante os quais nem se quer fui digno de os merecer feliz. Tudo se tornou pequenas e banais idades, descomeços sem princípios, fins a que nada ousei voltar.
Partidas sem ter ido. Regressos sem a coragem de retornar.
Revejo-me pensando imensamente nisto. Tão imensamente que já vaguei a seriedade com que o deveria estar fazendo.
Mas, anoto: muita gente pensa no que faz tão pouco. E isso, de algum modo, transporta-me a um desmedido e anotável conforto. Egoísta como são todos os confortos.
O meu não seria pior, mas melhor.
Melhor porque é melhor que não seja este fracasso tão pessoal e intransmissível. Tão identitário. Tão tributário.
Não tenho cabeças, nem mãos para pensar de outra maneira. Aliás, duvido que haja em mim capacidade para fazê-lo ou sobreviva, férrea, certa vontade para acreditar que o faça. Não há rostos inteiros e serenos que mascarem tamanho fracasso, nem palhaço algum que o carnavalesque.
Guardo, tal como a vida, as mãos atadas ao coração, sem cabeça que o sirva, nem pálpebras, nem secretas rugas, nem desmesuradas expressões ali esquecidas. Sou o alvo do que ouso redigir. Sou o espelho do lado interior dessa face. Crónica extensa, malapaixonada, lenda súbita e incerta quando perscrutada.
Todas as noites röo as unhas a esta disfunção: não ter casa na minha própria escrita. E deambulo nela, como consequência do que se ocasiona desabitável nesta desavença. Têm noites em que me apetece lá voltar. Escolher a maturidade do desistir. Outras, em que simulo a móvel barulheira de as pernoitar.
A escrita desassossega-me.
A escrita desassossega-se.
Morre-se na descompressão. Não embalo visões que o evitem. Não tenho pulmões que o resignem.
Natalíciamente o pai natal é uma sombra desmaiada, um carnívoro e capitalizável engodo.
Para mim, é claro.
Para mim que criar é um fim de tarde, é uma parede sonâmbula a movimentar-se.
E pergunto:
Que alegria tem-me visto nas feridas dolorosas a que resisto? Que sangue a sinaliza? E calo-me gritado e ouço-me nesse duvidoso lugar onde ali é, então, a memória que progride, a memória que se enquista, na certeza adolescida, na ansiedade desfalecida pelo fogo das feridas, pela dor escurecida de um poeta acidental na morada acidentada da sua própria escrita.
Assim seja um feliz final para a poesia que me esquiva e uma história embebedada na ternura da sua película.
Com apreço.
(Eduardo White)
Monday, 8 November 2010
Canal de Poesia: por Eduardo White
Mozambique, Yoga and the Cops

by Natalie Dixon
November 5th, 2010
Don’t make things complicative,”says thinny. And there’s the thing.
Things are already complicated as we find ourselves on a side street in Maputo negotiating with the thin cop and his fat cop friend who want a bribe.
We’d been told by our Swedish friends who live and work in Maputo that the cops will definitely stop us and in the words of Swedish Anna they will, “take ze money from yoo”.
Thinny had my licence and he refused to let me pay the fine at the police station and so there we were, arguing on the side of the road about our misdemeanor.
Admittedly we drove down a one way. In the wrong direction. But it was only 50 metres. By this stage we were already drawing a crowd. Taxis were stopping to watch us, pedestrians were pointing.
Why not get a taste of Mozambique here
Eventually after a two–hour Maputo baptism of fire, exasperated thinny gave my driver’s licence back and we could escape to the most expensive scone and Earl Grey tea of our lives at the Polana Hotel.
By this stage we’d been in Mozambique for three weeks so we could no longer claim to be surprised at the cost of food or how notoriously corrupt the cops were. I’ve recently verified that a good evening meal in an upmarket restaurant in Buenos Aires costs less than a burger and chips in some restaurants in Mozambique.
Maputo was the final stop on our trip – we’d been on a yoga retreat in Tofo, whichis a busy little tourist town about 500kms north of the capital.
Let’s just say upfront that the heat in Mozambique in December is indescribable.
Which is great for yoga, but crap for anything else – like, sleeping. We nicknamed our bungalow in Tofo “the furnace”. Do yoga in that heat for three hours a day and you feel like a life-size lotus within minutes. You can bend and twist into any pose – rock star yogini stuff.
And there’s the other thing.
Websites and tour operators tell you that driving a regular car north of Maputo is doable. What they really mean is, if you have nerves of steel it’s doable.
And if you don’t mind navigating post-apocalyptic-like pot holes it’s doable. If you don’t have a care in the world for getting on your hands and knees and digging your tyres out of the sand then it’s doable.
The drive to Tofo is only the opening chapter to the extreme nature of Mozambique.
It’s extremely hot and extremely beautiful. It’s extremely neglected and extremely charming. People are extremely gentle and extremely poor (according to the Department for International Development nearly half of the population of sub Saharan Africa live on less than $1 a day).
Street vendors in towns like Inharrime and Xai Xai sell anything. From oversized mangoes to avocadoes, wicked peri-peri sauce, cashew nuts and pineapples.
In fact, markets in these towns on the EN1 cater for any eventuality.
I saw washing machines, salad spinners, blankets (why?) and chests of drawers. Imagine you’d driven up from Joburg with the family for a holiday near Xai Xai and forgotten, say, the dog kennel. No problem.
Tofo beaches (and sunsets) are exquisite, gentle, melting.
Fishermen diligently wade through the waves with bright green nets making their last catch for the day. Locals at the market prepare chicken satays and fresh prego rolls for sale.
Ramshackle boathouses and outbuildings cobble together a front row of beach accommodation taken up by locals, Portuguese tourists, a truck load of Scandinavians and a fair share of South Africans.
Ever since the BBC covered Tofo the price of a beer has shot up, but a good peri-peri chicken and rice with a cold Laurentina at Hotel Tofo is the most idyllic lunch.
Kick back, or take a swim afterwards – the sea is that close.
Casa de Comer serves up hearty Mozambiquan-style breakfasts served with incredibly delicious local pão (bread). Head on over to the market for fresh prawns or clams and you can cook at home.
If anything, you’ll suffer from option paralysis on the food front.
When it comes to bread, it’s worth mentioning that Tofo’s Bread Shack is owned by a softly spoken Zimbabwean pastry chef called Succeed. He supplies most of the tourists, locals and the resorts in the area with bread, donuts and even a chicken bunny chow if you’re that brave.
He trained in Zim, then worked in Beijing and came back for a stint in Botswana that didn’t end well before landing in this tiny shack baking the best loaves in Tofo.
But, getting back to thinny and fatty in Maputo.
They weren’t going to ruin a perfectly good 48-hour stopover in Maputo. So once we’d figured out that taxis and walking were the best ways to get around, we saw the city.
Pancho Guedes is the most famous local modernist architect to come out of Moz and his buildings are the highlight of Maputo. They rise out of the dilapidated and sometimes-abandoned and decrepit city structures (some buildings have been condemned).
A local architect gave an insider’s run of the city. From the renowned fabric store, Casa Elephant (opposite the central market), to a drive by of the train station designed by Eiffel and on to the National Museum of Art, which is definitely worth a visit. Later on we headed off to Club Naval - a pool club and restaurant where locals frolic in the pool and sip long, cool, drinks).
The day wasn’t without its tribulations – potholes in Maputo aren’t the same as your garden-variety pothole in Joburg or Cape Town. Hitting one is devastating. Your shock absorbers will never be the same again.
So one tyre change later and we were at a Serra Da Estrela Restaurante enjoying a traditional Portuguese five-course meal. Think tasty bacalhau (cod) fish cakes, fresh sardines, chouriço sausage, and stews finished off with a perfectly placed fado singer. Fado never ends well. It’s like a car crash of a song unfolding in front of your eyes.
It’s sad and pining, but in a truly beautiful way.
At midnight we headed out to Rua de Arte where locals and embassy types were tripping out of bars and into the street to the sounds of a local marimba band. No roof, just the night sky, heady conversations and five million stars guarding the city.
Details of yoga retreats are available at yogawarrior.co.za or halogaia.com.
Total 10-day yoga retreat cost (including accommodation, yoga instruction, dinner and breakfast) was R4 700.
Nobel Peace Laureates' Summit: Inspiration From Hiroshima
The following editorial by GSI President Jonathan Granoff appeared on the front page of the Huffington Post, November 5, 2010. Mr. Granoff serves as a Senior Adviser to the Nobel Laureate Secretariat.
The 11th World Summit of Nobel Peace Laureates will meet in Hiroshima, Japan, on November 12-14, and the Laureates, including President Mikhail Gorbachev and the Dalai Lama, are asking US President Barack Obama -- the 2009 Nobel recipient -- to join them.
The 2010 Laureate Liu Xiaobo of China is in prison, and another Laureate, Burmese pro-democracy leader Aung San Suu Kyi is under house arrest. The Laureates are issuing strong statement urging governments to free them.
In their letter of invitation, the Nobel Peace Laureates called upon President Obama to use the symbolism of Hiroshima to emphasis the call he expressed in his speech of April 2009 in Prague on the necessity of dismantling the remaining nuclear arsenals. The President's speech described "a realistic and practical approach" -- wrote the five Nobel Peace Prize winners* -- "to the complex challenge of building a world free of nuclear weapons." President Obama also received a letter of invitation from Tadatoshi Akiba, Mayor of Hiroshima.
The summit, organized by the Permanent Secretariat of Nobel Peace Laureates Summits and the City of Hiroshima, will meet under the theme "The Legacy of Hiroshima: a World Without Nuclear Weapons." The objective of nuclear disarmament is a complex and formidable challenge for which all attending Laureates will call on the international community to take immediate action. The Summit will issue a Final Declaration to inspire greater support for the ongoing international practical efforts to finally achieve, in this 21st century, the elimination of the nuclear threat.
akiba
Hiroshima Mayor Tadatoshi Akiba with Nobel Laureate Mairead Corrigan Maguire, at the 2006 Nobel Laureate Summit in Rome
Twenty-thousand nuclear weapons held by a handful of nations remain poised over humanity and present an ongoing threat to everything we hold dear, stimulate dangerous proliferation and the possibility of their acquisition by terrorists. Thus there is an urgent necessity for all leaders to downgrade the political currency of nuclear weapons, pledge never to use them, and commence a process leading to negotiations on their elimination. I will have the honor of speaking at the summit.
The United Nations, its Secretaries-General, and its agencies have been awarded numerous Nobel Peace Prizes. UN Secretary-General Ban Ki-moon has made nuclear disarmament and non-proliferation one of his signature issues. "Disarmament and non-proliferation are essential across the board, not simply for international peace and security," Mr. Ban said in September, "They can foster confidence among nations and strengthen regional and international stability. They are critical in realizing our common vision of a better world for all. This is why revitalizing momentum on disarmament and non-proliferation has been among my key priorities since I took office."
President Gorbachev and Jonathan Granoff at the 2009 Nobel Summit in Berlin
"Militarism, the painful legacy of the twentieth century," said President Gorbachev, "which in the past repeatedly brought our planet to the brink of disaster, must be forever relegated to the past, while the principle of peaceful settlement of disputes must become the imperative norm of international relations."
The Nobel Laureates' Summit will take place at the same time as the G-20 Summit in Seoul and the Asian-Pacific Economic Cooperation Summit in Yokohama, and thus President Obama will be in the region. If he attends the Summit, he would be the first sitting US President to visit the city that was the victim of the first atomic bomb.
Twenty-five individual and Laureate organization will attend. In addition to President Gorbachev and the Dalai Lama, attendees include President Lech Walesa, ex-leader of Solidarity and former President of Poland; Former South African President Willem De Klerk; Northern Irish peace activist Mairead Corrigan Maguire; Iranian human rights campaigner Shirin Ebadi; and US activist Jody Williams, one of the leaders of the international campaign to ban landmines. Representatives from Laureate organizations including the United Nations, Amnesty International, the International Panel on Climate Change, UNICEF, and the Red Cross.
The Laureates will also present their annual Peace Summit Award to an international personality who has dedicated his or her life to the protection and enforcement of human rights. Previous recipients include Bono, George Clooney and Don Cheadle, and Bob Geldof. The 2010 awardee will be announced next week.
Mr. Enzo Cursio, the Vice-President of the Permanent Secretariat of the Nobel Peace Laureates Summits noted, "In addition to granting an award to a public personality, this year the Nobel Peace Laureates are doing something unique by giving special recognition to the atomic bomb survivors of Hiroshima and Nagasaki, also known as Hibakusha. Their suffering and stories deserve heightened public awareness." Mrs. Ekaterina Zagladina, the President of the Permanent Secretariat of Nobel Peace Laureates Summits added that the Hibakusha "have for decades devoted their lives to ensuring that nuclear weapons are never used again. Their psychological and physical suffering have not been adequately recognized by the world. They are a powerful reminder that the use of these weapons of massive destruction and indiscriminate impact represent an affront to our common humanity and a threat to every living being on earth. These atomic bomb survivors are witnesses telling the jury of public conscience that inhumane weapons must never again be used by or against anyone."
* President Gorbachev and four other former Heads of State and Nobel Peace Laureates: Fredrik Willem De Klerk, Lech Walesa, Jose Ramos-Horta, and Oscar Arias Sanchez.
» Website of the Nobel Laureate Summit Secretariat
» Photo gallery from 2009 Summit
» Read "The Rome Declaration" of Nobel Laureates, calling for a world without nuclear weapons
Dear Friends
The Forum will have delegates attending the forthcoming 48^th Session of the African Commission on Human and Peoples’ Rights (ACHPR), and the preceding NGO Forum, taking place in Banjul, the Gambia from 10-24 November. We will keep you uptodate with developments as they occur. For more information about the Session please go to the following link: _http://www.achpr.org/english/other/Agenda/Agenda%2048th%20OS.pdf_
Statements/reports on Zimbabwe from our member organisations in recent days include the following items:
The Zimbabwe Human Rights Association (ZimRights) issued two items in the past few days:
The first Newflash dated 4.11.2010, attached below, reports on the intimidation Makoni North residents are facing and the fact that individuals are being forced to state that what they had said during COPAC meetings was wrong.
An earlier Newsflash (attached) of 3.11.2010 talks about the positive results of their advocacy work for increased wages for farm workers'.
On 04.11.2010, The Student Solidarity Trust (SST) issued the attached 'Solid Alert' reporting on the remand of student activist, Patrick Danga, and expressing their concern over the decay of the justice delivery system in Zimbabwe.
The Media Monitoring Project Zimbabwe (MMPZ) issued the attached Weekly Media Review 2010-42 covering October 25-31..10.2010. A significantissue mentioned is the use of the state media as a platform to promote ZANU PF policies to the exclusion of their coalition partners. It also discusses a conference held by the President to garner the support of traditional leaders; the selective coverage of the disruption of 52 already delayed outreach meetings in Harare and the continued upward trend of human rights violations.
Transparency International Zimbabwe (TI-Z) issued the attached press release on 27.10.2010 highlighting the fact that out of 178 countries studied Zimbabwe is ranked 134 in the Corruption Perception Index (CPI). The press release calls on the inclusive government to formulate and implement a plan to combat corruption to allow for the economic recovery of the country.
Other recent statements/reports from civil society organisations and international bodies include the following items:
On 4.11.2010 the United Nations Development Programme (UNDP) released their '2010 Human Development Report' indicating that most developing countries have made progress in the last 40 years. However, in this study of the 169 countries, Zimbabwe was ranked at the very bottom of the the Human Development Index. For more details and the full report go to: _http://content.undp.org/go/newsroom/2010/november/undp-launches-2010-human-development-report-analysing-long-term-development-trends.en_
Today (5.11.2010) Global Witness commented on the Kimberley Process (KP) annual plenary meeting that has just taken place in Jerusalem. Noting that the meeting ended without an agreement on Marange, the KP Civil Society Coalition are calling for an agreement to be reached between the KP and Zimbabwe. Further information about this can be found on the Global Witness website at: _http://www.globalwitness.org/library/conflict-diamond-scheme-must-resolve-zimbabwe-impasse_.
Following the just ended meeting in Israel of the Kimberly Process, Zimbabwe Europe Network and Zimbabwe Watch will host a free public meeting at Leiden in the Netherlands on Zimbabwe's blood diamonds entitled 'Diamonds are Mugabe's New Best Friend'. The meeting will feature Zimbabwean researcher Shamiso Mtisi, the Local Focal Point Co-ordinator, who will have come direct from attending the Plenary meeting. The meeting will take place on 8.11.2010 at 19.00 in the Faculty of Social Science, room 1A20 (Pieter de la Court building)Wassenaarseweg 52, Leiden (close to Leiden Central Station) Further information about the meeting can be accessed via the following link: http://www.zimbabwewatch.org/eng/Nieuws/2010/ZW-Debat-Diamonds-are-Mugabe-s-new-bestfriend
The agenda for the meeting can be accessed via _http://www.zimbabwewatch.org/eng/Agenda_
On 5.11.2010 the Centre for Research and Development (CRD) issued the attached Press Statement welcoming the investigation into the circumstances around the awarding of a diamond mining licence to Canadilie Miners in 2009; and calling for a serious commitment to transparency and accountability in the diamond sector in Zimbabwe.
The attached Communique of 1.11.2010 from the Ecumenical Zimbabwe Network (EZN) outlines a meeting held on 21-22 October 2010. With the announcement of elections to be held next year a central concerns were the increasing political violence, human rights violations and tensions within the Inclusive Government.
Action for Southern Africa (ACTSA) published their Zimbabwe Update October 2010. This can be accessed via the link below:
_http://www.actsa.org/Pictures/UpImages/Zimbabwe%20Update%20October%202010.pdf_
On 4.11.2010 UN announced that Juan Mendez of Argentina had been elected as the new Special Rapporteur on torture, or other cruel, inhuman or degrading treatment or punishment. For more details please see the following link: http://www.un.org/apps/news/story.asp?NewsID=36661&Cr=torture&Cr1
Convite para Palestra
O CAPJ (Centro de Atendimento e Práticas Jurídicas) da Universidade Politécnica , numa iniciativa conjunta com o IPAJ, informa que:
O Defensor Público Geral da República Federativa do Brasil, Dr. José Rómulo Plácido Sales e a sua comitiva, irá efectuar uma visita de trabalho ao nosso País, no âmbito do estreitamento dos laços de cooperação já existentes entre o Brasil e Moçambique na área de assistência jurídica e judiciaria aos cidadãos economicamente desfavorecidos e áreas afins.
Nesse sentido o Dr. José Rómulo Plácido Sales honrará os nossos estudantes, docentes e demais interessados com uma palestra subordinada ao tema: O Papel da Assistência Jurídica e Judiciária na Consolidação do Estado de Direito Democrático: A experiência brasileira.
Na certeza que será um tema que interessará os estudantes e docentes de Direito, e demais interessados, vimos por este meio convidá-lo(a) a estar presente no Anfiteatro da Universidade Politécnica, no dia 9 de Novembro, pelas 16h.
Este será um momento único de partilha de experiência e aprendizagem!
Queira encontrar em anexo o nosso cartaz.
Contamos com a sua participação!
A equipa do CAPJ – Centro de Assistência e Práticas Jurídicas
A equipa do DIRPI – Departamento de Informação, Relações Públicas e Imagem
Friday, 5 November 2010
CEMO News Summary, November 05, 2010
POLITICS
Guebuza criticised violence and calls for more respect for women
President Armando Guebuza in Maputo yesterday criticised the violence against women. He urged all Mozambicans to respect and be more involved in social activities. Guebuza, who was speaking at the opening ceremony of the second national conference on women and gender, said that cases of violence against women as they begin to be frequent and heinous acts are reprehensible. Guebuza says that women have an important role in the society, that is prevention and promotion of values, family education, and therefore of society as well as in the production of wealth and building an ever better for everyone. He also argued that there is no respect for human rights without women's rights. (Http://www.radiomocambique.com/rm/noticias/anmviewer.asp?a=5850&z=100)
Lula comes without Dilma
The president of Brazil, Lula da Silva is expected to visit next Monday in Maputo for a working visit of two days, but will not come with the newly elected successor Dilma Rousseff. According to information previously conveyed by the Mozambican media, citing Brazilian government sources. This information was provided yesterday by the country's ambassador, Antonio Sousa e Silva. (Noticias. November 5, 2010 - http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/1120479)
PETROMOC denies allegations of Malawi
PETROMOC Managing Director Nuno de Oliveira denies new allegations by Malawi, about the fuel crisis that is taking place in that country, which Malawi claims it has to do with operational problems of the company. PETROMOC reiterates that has been providing fuel to Malawi through its facilities in Nacala in addition to complying fully and scrupulously with the supplies of the amounts requested by the neighbouring state. (Noticias. November 5, 2010 - http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/1120481)
ECONOMICS AND DEVELOPMENT
Mozambique in 126th position of the "Doing Business 2011": The country still needs improvements in trade facilitation
Mozambique was ranked 126th position in “Doing Business 2011”, a list that includes 183 countries worldwide. This is an improvement compared to last year as the country has moved four places higher. Thanks to improved business environment in the country, according to rankings published yesterday in Washington. The document discusses the regulations that are applied to businesses in an economy during its life cycle, including starting a business, trade, payment of taxes and closing a business. "Mozambique's position has improved four points, moving from 130th position to 126th in global rankings of 183 economies surveyed. Compared to the member countries of the Southern African Development Community (SADC), Mozambique ranks eighth place, ahead of Tanzania (128), Malawi (133) Lesotho (138), Zimbabwe (157), Angola (163) and DRC (175). (Http://www.radiomocambique.com/rm/noticias/anmviewer.asp?a=5851&z=103)
Investment: British Ambassador calls on businessmen to Mozambique
The British High Commissioner in Maputo, Shaun Cleary, has encouraged British companies to invest in Mozambique in order to create jobs and support the communities in which they are embedded. Cleary expressed the desire during a working visit that he was in this week in Zambezia province, where he went to Marropino tantalum mines, located in Gilé district, which are licensed to a British company. Cleary noted that in recent years, there is a growing trend of British companies in Mozambique, among them BP, G4S, British American Tobacco and Rio Tinto, which have investments in agriculture, bio fuels, sugar production, tourism , mining, energy, among others. (Http://www.radiomocambique.com/rm/noticias/anmviewer.asp?a=5844&z=98)
PUBLIC HEALTH AND ENVIRONMENT
Earthquake in Mozambique Island
Mozambique island was rocked by an earthquake at about 21:35 hours this Wednesday. Though it lasted only a few seconds, the phenomenon caused panic in the residents who were caught unaware. There is not yet information on the magnitude of the quake, but it did not cause damages. (Noticias. November 5, 2010 - http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/1120480)
FRELIMO defends progress of "Operation Bypass" at Mozal
The contradiction about the date of the controversial "Bypass" is still not explained and the process is suspended.FRELIMO parliamentary group argued yesterday that MOZAL should advance the greenhouse gas emissions without filters. In a debate that was attended by the Prime Minister, Aires Ali and Minister for Coordination of Environmental Action, Alcinda Abreu, the positions were made clear in relation to greenhouse gas emissions without filters. The two opposition benches - RENAMO and MDM – do not support lifting the "Bypass", operation allegedly because the process will bring "serious problems" to public health in the cities of Matola, near MOZAL, and Maputo. FRELIMO argues that MOZAL can emit gas allegedly because the studies "have proven the lack of danger." But a noteworthy fact is that no member of FRELIMO's constituency by Matola intervened in the debate. (Http://www.canalmoz.com/default.jsp?file=ver_artigo&nivel=1&id=6&idRec=9031)
HUMAN RIGHTS AND LEGAL AFFAIRS
Thirty police officers arrested for corrupt practices
Thirty police officers of the Republic of Mozambique (PRM) were arrested since January up until now. Their accused of being involvement in corruption, this was revealed yesterday by Pedro Cossa, Spokesperson for the General Command of Police, speaking on the day of court case. Cossa said that the agents in question have already been tried and convicted, and other are still awaiting the outcome of their cases. Among the illegal practices by these men of law and order are accused off are set extortion, hire or supply of firearms to criminals or association / collaboration with criminal gangs, illegal charges, among other crimes. (Noticias. November 5, 2010 - http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/1120492)
Vessel seized with about 100 illegal immigrants
The Police at Republic of Mozambique (PRM) in the district of Palma, the north part of the province in Cabo Delgado, recently seized a boat, supposedly coming from Tanzania, with 102 people on board, of which 96 Somali and six crew members of Tanzanian nationality who allegedly tried to enter illegally in the Mozambican national territory. This information was provided by the provincial commander of the Police of the Republic of Mozambique, in Cabo Delgado, Vasco Lino, according to which 96 Somalis were stranded in Palma, while the six Tanzanians were transferred to the city of Pemba, where they are detained for inquiries. According to Vasco Lino, their criminal processes have already been forwarded to prosecutors, the entity that will carry out the subsequent processes. (O Pais. November 4, 2010)
Mozambique has risen seven places in the HDI
Mozambique seven seats higher on the Human Development Index (HDI) in 2010. The index was released yesterday across the world by the United Nations Development Programme (UNDP). With this development, the country has moved from position 172, which held in 2009 to position 165 in the 2010 report. However Mozambique remains classified in the group of nations taken as Low Human Development. As for development it highlights the evolution in terms of life expectancy at birth, the average years of schooling, as well as in gross national income per capita. The HDI puts Norway at the top of the standings, followed by Australia, New Zealand and the United States, countries classified as very high development index. In last place is Zimbabwe. Remember that the HDI was first published in 1990. (O Pais. November 5, 2010)
O May be man
Segunda, 01 Novembro 2010 13:04 MIA COUTO
Existe o “Yes man”. Todos sabem quem é e o mal que causa. Mas existe o May be man. E poucos sabem quem é. Menos ainda sabem o impacto desta espécie na vida nacional. Apresento aqui essa criatura que todos, no final, reconhecerão como familiar.
O May be man vive do “talvez”. Em português, dever-se-ia chamar de “talvezeiro”. Devia tomar decisões. Não toma. Simplesmente, toma indecisões. A decisão é um risco. E obriga a agir. Um “talvez” não tem implicação nenhuma, é um híbrido entre o nada e o vazio.
A diferença entre o Yes man e o May be man não está apenas no “yes”. É que o “may be” é, ao mesmo tempo, um “may be not”. Enquanto o Yes man aposta na bajulação de um chefe, o May be man não aposta em nada nem em ninguém. Enquanto o primeiro suja a língua numa bota, o outro engraxa tudo que seja bota superior.
Sem chegar a ser chave para nada, o May be man ocupa lugares chave no Estado. Foi-lhe dito para ser do partido. Ele aceitou por conveniência. Mas o May be man não é exactamente do partido no Poder. O seu partido é o Poder. Assim, ele veste e despe cores políticas conforme as marés. Porque o que ele é não vem da alma. Vem da aparência. A mesma mão que hoje levanta uma bandeira, levantará outra amanhã. E venderá as duas bandeiras, depois de amanhã. Afinal, a sua ideologia tem um só nome: o negócio. Como não tem muito para negociar, como já se vendeu terra e ar, ele vende-se a si mesmo. E vende-se em parcelas. Cada parcela chama-se “comissão”. Há quem lhe chame de “luvas”. Os mais pequenos chamam-lhe de “gasosa”. Vivemos uma nação muito gaseificada.
Governar não é, como muitos pensam, tomar conta dos interesses de uma nação. Governar é, para o May be Man, uma oportunidade de negócios. De “business”, como convém hoje, dizer. Curiosamente, o “talvezeiro” é um veemente crítico da corrupção. Mas apenas, quando beneficia outros. A que lhe cai no colo é legítima, patriótica e enquadra-se no combate contra a pobreza.
Mas a corrupção, em Moçambique, tem uma dificuldade: o corruptor não sabe exactamente a quem subornar. Devia haver um manual, com organograma orientador. Ou como se diz em workshopês: os guidelines. Para evitar que o suborno seja improdutivo. Afinal, o May be man é mais cauteloso que o andar do camaleão: aguarda pela opinião do chefe, mais ainda pela opinião do chefe do chefe. Sem luz verde vinda dos céus, não há luz nem verde para ninguém.
O May be man entendeu mal a máxima cristã de “amar o próximo”. Porque ele ama o seguinte. Isto é, ama o governo e o governante que vêm a seguir. Na senda de comércio de oportunidades, ele já vendeu a mesma oportunidade ao sul-africano. Depois, vendeu-a ao português, ao indiano. E está agora a vender ao chinês, que ele imagina ser o “próximo”. É por isso que, para a lógica do “talvezeiro” é trágico que surjam decisões. Porque elas matam o terreno do eterno adiamento onde prospera o nosso indecidido personagem.
O May be man descobriu uma área mais rentável que a especulação financeira: a área do não deixar fazer. Ou numa parábola mais recente: o não deixar. Há investimento à vista? Ele complica até deixar de haver. Há projecto no fundo do túnel? Ele escurece o final do túnel. Um pedido de uso de terra, ele argumenta que se perdeu a papelada. Numa palavra, o May be man actua como polícia de trânsito corrupto: em nome da lei, assalta o cidadão.
Eis a sua filosofia: a melhor maneira de fazer política é estar fora da política. Melhor ainda: é ser político sem política nenhuma. Nessa fluidez se afirma a sua competência: ele e sai dos princípios, esquece o que disse ontem, rasga o juramento do passado. E a lei e o plano servem, quando confirmam os seus interesses. E os do chefe. E, à cautela, os do chefe do chefe.
O May be man aprendeu a prudência de não dizer nada, não pensar nada e, sobretudo, não contrariar os poderosos. Agradar ao dirigente: esse é o principal currículo. Afinal, o May be man não tem ideia sobre nada: ele pensa com a cabeça do chefe, fala por via do discurso do chefe. E assim o nosso amigo se acha apto para tudo. Podem nomeá-lo para qualquer área: agricultura, pescas, exército, saúde. Ele está à vontade em tudo, com esse conforto que apenas a ignorância absoluta pode conferir.
Apresentei, sem necessidade o May be man. Porque todos já sabíamos quem era. O nosso Estado está cheio deles, do topo à base. Podíamos falar de uma elevada densidade humana. Na realidade, porém, essa densidade não existe. Porque dentro do May be man não há ninguém. O que significa que estamos pagando salários a fantasmas. Uma fortuna bem real paga mensalmente a fantasmas. Nenhum país, mesmo rico, deitaria assim tanto dinheiro para o vazio.
O May be Man é utilíssimo no país do talvez e na economia do faz-de-conta. Para um país a sério não serve.
PEDIDO DE AJUDA!
Queridos amigos (as)
O Nuno (Xandu) e um jovem igual a tantos outros jovens. Ate ha cerca de 1 mes, ele era muito alegre, trabalhador, cm muitos planos de vida. Infelizmente, tragico acidente ocorrido em Mocuba, onde se encontrava em missao de servico alterou completamente a vida dele. Como resultado do acidente, ele entrou em estado de coma por 5 dias com perna direita fracturada, ficou cm uma grave perfuracao no olho esquerdo que, grave e varias escoriacoes ao longo do corpo. Pela gravidade do seu estado, teve que ser evacuado para o hospital Provincial de Quelimane onde, apos breves obsrvacoes e assistencia acabou sendo transferido para Hospital central de Maputo. Aqui ee foi submetido a uma operacao a perna fracturada.
Contudo, a visao e constantes dores de cabeca requerem cuidados mais delicados, que so podem ser prestados na Republica da Africa de Sul.
Meus amigos, ajudem esta mae aflita, qualquer contribuicao trara ao Nuno a alegria de viver.
SOCORRO, toda a ajuda e BEM_VINDA
Podera fazelo pelas contas:
BIM- 54216502
BCI-831134910002
ou contacte : Dulce Manjor Silveira/ no mail: dulcesilveira@hotmail.com e nos 00258820041692 assim como 00258846467922
Dearest Friends
Nuno (Xandu) is a young boy just like many other boys. Until about 1 month ago, he was a very happy and hard working person, with a lot of plans. Unfortunately, a tragic accident in Mocuba (North of Mozambique), where he had gone for work, completely changed his life. As result of this accident, he got into a state of a coma for five days, his leg fractured and a very serious perforation in his left eye and a lot of injuries. Due to the seriousness of his state he had to be evacuated to the provincial Hospital of Quelimane where, after check ups and follow up treatments he was transfered to the Maputo Central Hospital, where he was operated on his fractured leg.
Te condition of his eye and constant headaches warrant more specialised care, which can only be provided in the Republic of SA.
So please help this desperate mum bring back joy to Nuno's life. Any contribution is welcome.
PLEASE HELP
Contributions can be sent to:
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Contact: Dulce Manjor Silveira
Tel: 00258820041692
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email: dulcesilveira@hotmail.com
Nuno will be very happy with your visit. Thank you.
Dulce
Wednesday, 3 November 2010
Eleições Intercalares para Senado Constituem Grande Desafio para Titulares

O Presidente Obama e o Senador Harry Reid acenam à multidão num comício em Las Vegas a 22 de Outubro.
Por Bridget Hunter
Redactora
Washington – No dia das eleições, apenas 37 senadores dos EUA serão escolhidos, mas estas campanhas políticas estão entre as mais controversas nas eleições de 2010.
Os senadores americanos, cujo mandato é de seis anos, encontram-se divididos em três grupos para as eleições. Aproximadamente dois terços dos assentos são ocupados cada dois anos.
A Constituição americana estipula que cada estado, independentemente da sua população, seja representado por dois senadores. Inicialmente, os senadores eram escolhidos por parlamentos estaduais, mas em 1913 a 17ª emenda determinou que os senadores sejam eleitos directamente pelo povo.
Certos poderes estão reservados ao Senado, como ratificar tratados negociados pelo poder executivo e julgar os titulares de cargos eleitos, incluindo o presidente, se a Câmara dos Representantes tiver votado a sua destituição. O processo de destituição exige dois terços dos votos do Senado para que uma pessoa seja destituída do seu cargo.
Tal como acontece com os representantes, a Constituição determina as qualificações que um indivíduo deve ter para ser eleito senador. “Ninguém pode ser senador se não tiver trinta anos, não tiver sido cidadão dos Estados Unidos durante nove anos e que não seja, quando eleito, um habitante do estado pelo qual foi eleito”.
PARTIDOS BATEM-SE PELO CONTROLO
No 111º Congresso, 57 assentos são agora ocupados por democratas, dois por independentes, que geralmente votam com os democratas, e 41 pelos republicanos.
As eleições intercalares de 2010 incluem 12 democratas e 11 republicanos que procuram ser reeleitos e 14 lugares “abertos” (sem nenhum titular a candidatar-se) que estão agora distribuídos igualmente por democratas e republicanos. Esses lugares “abertos” resultam de 11 aposentações (seis democratas e cinco republicanos), derrota nas primárias de dois titulares (Arlen Specter de Pensilvânia e Bob Bennett de Utah) e da decisão de Sam Brownback de se candidatar a governador do Kansas.
No Verão de 2009, os democratas tinham o controlo nominal de 60 votos, o número necessário para acabar com o obstrucionismo, um procedimento parlamentar que permite aos senadores continuarem a debater indefinidamente e a bloquear a votação num projecto de lei ou numa nomeação. O obstrucionismo tem sido utilizado eficazmente ao longo da história americana, sendo talvez o mais famoso o utilizado por senadores do sul que procuravam bloquear legislação sobre direitos civis nos anos 60.
Em 1917, os senadores adoptaram uma regra que permite que o debate termine, chamada “encerramento”, com uma maioria de dois terços dos votos e em 1975 reduziram os votos necessários para três quintos (60). Mesmo com 60 senadores, um partido nem sempre consegue impedir o obstrucionismo. Os senadores têm opiniões políticas muito variadas e nem todos os membros do partido estão de acordo com o “encerramento” das mesmas questões.
Os candidatos ao Senado Marco Rubio, Kendrick Meek e Charlie Crist participam num debate na Universidade de South Florida a 24 de Outubro.
As sondagens sugerem que é pouco provável que os democratas consigam uma maioria resistente ao obstrucionismo no 112º Congresso que se reúne em Janeiro de 2011, mas podem conseguir a maioria por uma margem estreita.
O FACTOR “TEA PARTY”
O movimento “tea party”, um grupo pequeno mas activo de eleitores americanos desapontados com o grande papel do governo na vida americana e com a política económica dos EUA, é um factor importante em várias candidaturas ao Senado.
No Nevada, o actual líder da maioria no Senado, Harry Reid, enfrenta um forte desafio republicano de Sharron Angle, apoiado pelo “tea party”. Numa série de debates mordazes e de anúncios televisivos, Reid retrata Angle (apoiado pela antiga candidata à vice-presidência Sarah Palin) como um extremista inexperiente, enquanto que Angle culpa Reid pelo elevado nível de desemprego no Nevada. Uma outra complicação é que o Nevada é o único estado em que os eleitores podem escolher “nenhum destes” ao exercerem o seu direito de voto.
Em Delaware, o “tea party” pode ter prejudicado as possibilidades republicanas. Graças ao apoio de Palin e do “tea party” a novata Christine O’Donnell derrotou um legislador de longa data do Delaware na nomeação republicana, mas agora pode perder a favor do democrata Chris Coons um assento que os responsáveis do partido republicano tinham a certeza de que iam ganhar.
A campanha para o Senado em Kentucky, outra favorita do “tea party”, opõe o republicano Rand Paul ao democrata Conway numa disputa renhida. Mais a norte o titular democrata do Wisconsin, Russ Feingols, está numa competição acérrima com o empresário republicano Ron Johnson. Feingold está à procura dum quarto mandato no Senado, enquanto que Johnson apoiado pelo “tea party” é novo nas lides políticas.
Na Florida, uma campanha com três vertentes opõe o republicano tornado independente Charlie Crist, governador do estado, ao democrata Kendrick Meek, antigo polícia estadual e ao antigo presidente da Câmara dos Representantes Marco Rubio, o candidato republicano. Os analistas atribuem ao apoio do “tea party” a Rubio o afastamento da nomeação republicana de Crist.
CAMPANHAS OPOEM CONSERVADORES A CONSERVADORES
No Arkansas, o voto da democrata conservadora Blanche Lincoln a favor da reforma do sistema de saúde faz dela um alvo em 2010. Sobreviveu à segunda volta das primárias contra o vice-governador do estado, mas enfrenta agora uma batalha difícil pela reeleição com o representante republicano John Boozman. Os analistas dizem que a campanha para o Senado é tanto um referendo sobre as políticas de Obama como sobre o desempenho de Lincoln como Senadora.
A campanha para o Senado da Louisiana também tem candidatos a discutir as políticas do presidente, mas o argumento parece centrar-se em quem se opõe mais a Obama, o republicano David Vitter ou o democrata conservador Charlie Melancon. Na Câmara dos Representantes Melancon votou contra a reforma do sector da saúde. Vitter, num incidente estranho e provavelmente desagradável para muitos dos seus eleitores, pediu desculpas publicamente a todos os que tinha desapontado depois do seu número de telefone ter sido encontrado nos registos dum serviço de acompanhantes em Washington em 2007.
A 3 de Novembro, os americanos provavelmente ficarão a conhecer os seus novos senadores e que partido controlará o Senado nos próximos dois anos, mas não há garantias.
As campanhas às vezes estão “muito próximas” no dia das eleições, o que significa que não é possível prever um vencedor porque o número de votos que separa os dois candidatos é demasiado pequeno para se prever com exactidão quem ganhará enquanto todos os votos não forem contados e os resultados certificados pelas autoridades estaduais.
Em 2008, duas candidaturas ao Senado ficaram por decidir no dia seguinte ao dia das eleições. Saxby Chambliss da Geórgia não garantiu o seu lugar até à segunda volta em Dezembro e a campanha em Minnesota arrastou-se durante meses. Só a 30 de Junho de 2009, depois de inúmeras recontagens e problemas legais é que o Supremo Tribunal de Minnesota declarou vencedor o democrata Al Franken.
(Este é um produto do Bureau de Programas de Informação Internacional, Departamento de Estado Norte-Americano. Website: http://www.america.gov)
Eleições Intercalares Determinam Controlo do Congresso dos EUA

O 112º Congresso, conforme eleito pelos eleitores a 2 de Novembro, deve reunir-se no Capitólio dos EUA em Janeiro de 2011.
Por Bridget Hunter
Redactora
Washington – A 2 de Novembro, os americanos vão votar para determinar quem irá representá-los no 112º Congresso que deve reunir-se em Janeiro de 2011.
Estas eleições, porque acontecem nos anos pares a meio do mandato presidencial, são conhecidas por eleições intercalares. Este timing incentiva os que fazem as sondagens e os comentadores a considerarem os resultados como referendos sobre as políticas do presidente actual, mas essa interpretação limitada pode desviar as atenções da sua verdadeira importância.
Ao eleger um novo Congresso cada dois anos, os eleitores americanos decidem quem irá falar em seu nome ao elaborar legislação, decidir acerca das despesas governamentais e supervisionar as actividades do ramo executivo. O Congresso é o ramo legislativo dentro governo federal com três poderes. Os outros são o poder executivo, chefiado pela Casa Branca e o poder judicial, chefiado pelo Supremo Tribunal. Cada um tem um papel à parte mas igual no governo da nação. Como consagrado na Constituição dos EUA, cada poder controla os outros poderes.
O Congresso dos EUA compreende duas câmaras: o Senado, cujos membros são eleitos por períodos de seis anos, e a Câmara dos Representantes cujos membros têm mandatos de dois anos. Um presidente dos Estados Unidos só pode cumprir dois mandatos, mas não há limites ao número de mandatos do Congresso.
Todos os meses de Novembro nos anos pares, cada um dos 435 assentos da Câmara é ocupado de acordo com a vontade do povo, expressa pelo voto. Ao mesmo tempo, cerca de um terço do Senado é também eleito, embora esse número varie de eleição para eleição pois os senadores às vezes reformam-se ou morrem a meio dos seus mandatos. Em 2010, 37 senadores serão eleitos ou reeleitos.
PREOCUPAÇÕES FAMILIARES, NOVAS VARIÁVEIS
Em cada eleição nos Estados Unidos vários factores afectam as decisões dos eleitores. Em 2010, a economia será a principal preocupação pois o país está a sair de uma das mais graves crises financeiras desde a Grande Depressão. Os eleitores estão preocupados com o desemprego, execução de hipotecas e impostos. Também estão nervosos quanto aos fundos de pensão e aos encargos financeiros, tanto pessoais como públicos, que possam transmitir aos seus filhos e netos.
Em 2010, “Independentes”, eleitores que não pertencem nem ao partido democrata nem ao republicano, são uma componente crescente do eleitorado, um acontecimento que desviou os membros de cada partido. Uma sondagem da CBS Television/ New York Times, publicada em Abril, constatou que 42% dos americanos se identificam agora como independentes.
O aparecimento do movimento “tea party”, que defende poderes governamentais limitados e redução na despesa pública, tem afastado os eleitores do partido republicano. Em alguns casos os candidatos apoiados por “tea party” derrotaram candidatos republicanos bem estabelecidos nas primárias.
Um eleito, hasteia a bandeira americana na câmara municipal em Sedgewick, Maine. O edifício de 1794 é a câmara municipal mais antiga do Maine.
Um outro factor nas eleições de 2010 é a chamada “falta de entusiasmo”. Os observadores políticos dizem que o grande interesse, sobretudo entre os jovens eleitores, durante a campanha de 2008 que culminou com a eleição de Barack Obama a presidente, não é evidente em 2010, pelo menos entre os democratas. Os republicanos, em especial o elemento “tea party” dentro do partido, parecem estar mais entusiasmados com as eleições de 2010.
Tem havido muita especulação entre os média se as eleições de 2010 serão uma “onda” que arrasta um grande número dos que estão actualmente no Congresso e muda o controlo político em ambas as câmaras. Recentes eleições “onda” em 2006 colocaram os democratas no controlo da Câmara dos Representantes e em 1994 puseram os republicanos liderados por Newt Gingrich da Geórgia no poder.
As primeiras sondagens sugeriram que 2010 será uma nova onda, mas dados mais recentes sugerem que a corrida está a ficar mais renhida. Duas semanas antes das eleições, os republicanos estão moderadamente optimistas sobre ganhar o controlo da Câmara dos Representantes, mas parece que os Democratas vão manter o controlo do Senado.
Tal resultado criaria um governo “dividido” em Washington, com um partido político a controlar a Casa Branca e outro a controlar uma ou ambas as câmaras do Congresso. Esta situação pode tornar ainda mais difícil aprovar legislação mas, contrariamente, pode obrigar a um maior compromisso para resolver impasses políticos.
Os americanos parecem muito confortáveis com a criação de governos divididos, talvez porque não se sentem muito à vontade para conceder poderes demasiado amplos ao governo federal. Desde 1968, só durante a administração Jimmy Carter e os dois primeiros anos da administração Bill Clinton é que o mesmo partido controlou o poder executivo e o legislativo.
ESTADUAL E LOCAL
Por muito importantes que sejam as eleições para o Congresso, são uma pequena fracção do número total de cargos eleitos que os eleitores americanos preencherão no dia das eleições.
A nível estadual serão eleitos 37 governadores e as selecções serão particularmente importantes porque em 2011 haverá o processo, que acontece uma vez em cada década, de redistribuir os assentos na Câmara dos Representantes. Os governadores eleitos em 2010 desempenharão papéis significativos na determinação de como serão redefinidos os limites dos distritos do Congresso tendo em conta os dados do recenseamento de 2010.
Os legisladores estaduais também serão escolhidos em muitos estados a 2 de Novembro, juntamente com executivos do condado, presidentes da câmara e da assembleia municipal. Muitas jurisdições também elegerão procuradores gerais, tesoureiros, fiscais de contas públicas e até juízes.
Os vencedores destas eleições locais, embora não tenham o prestígio nem a importância do Congresso, terão provavelmente consequências mais fortes na vida quotidiana dos seus eleitores pois cumprem os seus mandatos por um pequeno salário ou até sem qualquer remuneração.
Para serviços de emergência como polícia e bombeiros e outras questões mais banais como a recolha do lixo e a manutenção de estradas, os governos locais são as linhas da frente do governo americano e talvez a mais pura expressão da democracia americana.
(Este é um produto do Bureau de Programas de Informação Internacional, Departamento de Estado Norte-Americano. Website: http://www.america.gov)
Governo Americano Dividido Pode Funcionar, Afirmam Eruditos
William A. Galston diz que a história de governos divididos nos Estados Unidos geralmente envolve desacordos graves seguidos de compromisso sobre legislação necessária.
Por Jeff Baron
Redactor
Washington – A perspectiva de um governo americano dividido, com um presidente pertencente a um partido político e pelo menos uma das câmaras do Congresso controlada por outro partido, levantou dúvidas sobre como serão os próximos dois anos em Washington.
William A. Galston tem estudado como é que o governo americano funciona e fez algo parecido com uma previsão meteorológica: um período longo de tempestades, provavelmente dando lugar a dias melhores, enquanto uma Casa Branca democrática e um Congresso republicano trabalham um como o outro.
“Em geral, segundo a minha experiência, um governo dividido pode produzir resultados. Esses resultados são geralmente precedidos de períodos de conflito intenso”, afirmou Galston um membro do conselho de Brookings Institution em estudos sobre governação, um importante grupo de investigação de políticas em Washington.
Contrariamente a muitos países com governos parlamentares, os Estados Unidos elegem o seu presidente e os seus legisladores separadamente e os três ramos do governo – legislativo, executivo e judicial – têm poderes iguais e podem limitar os poderes mútuos. O Congresso aprova leis e atribui fundos, o presidente pode vetar ou promulgar leis e pô-las em práticas por meio de regulamentos e os tribunais fazem cumprir as leis e decidem se as leis e as acções do governo violam a constituição dos Estados Unidos.
Um presidente cujo partido controla o Congresso nem sempre pode determinar que projectos de lei serão aprovados, como constatou o Presidente Obama nos primeiros dois anos do seu mandato. O governo não fica paralisado quando o Presidente e o Congresso são de partidos diferentes: dos 17 presidentes no século anterior à tomada de posse de Obama, apenas seis nunca tiveram que enfrentar um governo dividido.
O partido do candidato vencedor numa eleição presidencial tende a aumentar a sua quota de assentos no Congresso ao mesmo tempo, mas se as eleições se realizarem a meio dum mandato presidencial de quatro anos, geralmente o partido do presidente perde assentos. Sondagens e comentadores têm sugerido que o Partido Democrata de Obama está prestes a perder a sua maioria na Câmara dos Representantes e possivelmente no Senado.
William A. Niskanen afirma que quando a Casa Branca e o Congresso são controlados por partidos diferentes, as despesas federais aumentam mais lentamente do que quando está um partido no poder.
Isso agradaria ao economista William A. Niskanen, um republicano que trabalhou para o Presidente Ronald Reagan nos anos 80, porque pensa que os governos divididos tradicionalmente são bons para o país.
“Com um governo dividido, a taxa de crescimento das despesas federais é mais baixa e a probabilidade de uma guerra é muito menor”, declarou Niskanen que é presidente emérito de Cato Institute, um grupo de pesquisa de políticas em Washington que defende as liberdades individuais e um governo limitado. “Um governo unificado de qualquer dos partidos tem sido normalmente associado ao aumento rápido da despesa e à possibilidade de uma guerra”.
Raramente são promulgados novos programas quando há um governo dividido, disse Niskanen, mas os que são tendem a durar porque têm que ser concebidos de modo a atender às preocupações de ambos os partidos políticos. Ele citou um projecto de lei de reforma da segurança social aprovado nos anos 90. “A reforma da segurança social foi aprovada duas vezes por um Congresso controlado pelos republicanos e vetada pelo Presidente Clinton. À terceira vez ele assinou-a e julgo que essa foi uma mudança importante na legislação da segurança social. Perdurou”.
Segundo Niskanen, o público americano também gosta de ver o seu governo dividido: “Penso que o público se sente mais seguro quando há um controlo a nível dos poderes políticos aqui em Washington. O Supremo Tribunal não é um controlo adequado dum governo unificado pois normalmente concorda com os temas principais. Temos que ter algum controlo a nível dos poderes políticos entre as duas câmaras do Congresso e a administração para conseguir os benefícios dum governo dividido”.
Galston, que trabalhou na Casa Branca no tempo de Clinton, afirmou que a opinião pública desempenha um papel crucial quando existe um governo dividido. “Os partidos políticos e a Casa Branca raramente ignoram durante muito tempo o que o público pensa e em períodos anteriores de conflito entre partidos, que eu estudei, durante períodos de governo dividido o partido que constata que está a perder terreno na opinião pública muitas vezes concorda em negociar, mesmo quando antes se mostrou intransigente”. Quando um governo dividido parou brevemente nos anos 90 – o Congresso não chegava a um acordo sobre um projecto de despesas para desgosto do público – “o sistema político passou de confrontação a discussão e depois a cooperação. E, a não ser que o povo americano tenha mudado completamente, espero que isto se volte a repetir mesmo nestas circunstâncias de polarização mais profunda e alargada”.
Niskanen está preocupado com a possível interferência dum polarização partidária mais encarniçada, mas o seu chefe na Casa Branca republicana, Reagan, conseguiu promulgar as suas medidas mais importantes porque “estava disposto a negociar com todos os partidos e uma das condições necessárias para fazer isso é que nunca se contesta os motivos. Infelizmente, demasiado do nosso debate político durante campanhas consiste em contestar os motivos da oposição. Mas para governar é preciso parar com isso”.
Galston disse que os legisladores tendem a ter uma abordagem mais bi-partidária das questões de política externa, mas com as questões internas é inevitável uma certa quantidade de teatro político.
“Se fizerem alguma coisa para agradar à sua base [ideológica] que afaste o centro do eleitorado, então podem obter alguns ganhos políticos a curto prazo, mas pagarão o preço a mais longo prazo”, disse. “Vamos começar com a proposta de que o povo americano tende a preferir a conciliação à confrontação. Não enviam representantes a Washington para gritarem uns com os outros durante dois anos… Se as pessoas estão a prejudicar e eles querem acção para tornar as coisas melhores e o que têm é um governo dividido entre si e cheio de nós, tendem a ficar rapidamente descontentes”.
Os 435 assentos da Câmara dos Representante são alvo de eleições cada dois anos e os republicanos passam a controlar se acrescentarem mais 39 assentos ao seu total actual. No Senado, os republicanos precisariam de ganhar 10 assentos para obterem a maioria.
(Este é um produto do Bureau de Programas de Informação Internacional, Departamento de Estado Norte-Americano. Website: http://www.america.gov)
Exit poll: Economy troubles eclipse all else
FOX News By CONNIE CASS, Associated Press Connie Cass, Associated Press – Tue Nov 2, 8:28 pm ET
WASHINGTON – Voters were intensely worried about the future of the economy and unhappy with the way President Barack Obama and Congress have been running things. The tide of dismay rolled through the groups that swing elections — women, independents, suburbanites — and turned more of them toward Republicans.
Voters seemed annoyed with all things Washington, rating neither the Republicans nor the Democrats favorably. Overwhelmingly, people at the polls Tuesday were dissatisfied with the way the federal government is working, and a fourth said they're angry about it, according to preliminary exit poll results.
"I've never felt so much despair as I do right now," said John Powers, a Bayville, N.J., retiree who voted Republican out of animus toward Obama and House Speaker Nancy Pelosi.
Tapping into the national mood, the tea party made a splash. About four out of 10 voters endorsed the new movement, although most said it didn't influence how they voted in House races. Those who did use their ballots to send a message about the tea party were slightly more likely to be signaling support for the movement than opposition.
In contrast, voters were more likely to cast votes to express opposition to Obama than to support him. Six out of 10 independent voters disapproved of the job he's doing.
Women — who typically lean Democratic and are vital to the party's fortunes — split their House votes, exit polls say. Men favored Republican candidates more decisively than in recent elections.
More than half of suburban voters, who've been about evenly split in the last two elections, voted GOP. Independents, who favored Democrats in 2006 and 2008, moved decisively to the GOP this time.
The economy eclipsed all other issues.
Almost everyone surveyed — more than 80 percent — expressed worry about the direction the economy will take over the next year. Still, a majority said their own family's financial situation was the same or better than two years ago, when a recession-plagued nation swept Obama into office and strengthened the Democrats' congressional majorities.
The four out of 10 voters who said things for their families are worse now favored Republican House candidates.
About a third of voters said their household suffered a job loss in the past two years. Those setbacks didn't give their votes a clear direction — the group divided over which party to support in House races.
Only about a quarter of voters blamed Obama for the nation's economic troubles. Voters overall were more likely to point the finger at Wall Street bankers.
"We were definitely dipping down long before Barack ever came into office," said Steve Wise, 28, a teacher voting mostly Democratic in Miami's Coconut Grove neighborhood. "If anything, he righted the ship and started bringing us back up."
Yet, asked about Obama's policies overall, about half of voters predicted he would hurt the country. Even women were divided on Obama's policy — a troubling sign for Democrats.
A strong majority of women voted for Democrats in 2006, propelling their takeover of Congress that year, and again in 2008 when Obama won the White House.
Even in 1994, when Republicans took over Congress, women favored Democrats, although by a smaller margin of 5 percentage points.
This year women, whose economic fears were as stark as male voters', didn't lean Democratic, exit polls say.
Voters in other, smaller demographic groups essential to the Democrats stuck by them, including blacks and young people. Hispanics favored the Democrats over Republicans about 2-to-1.
Those who called themselves tea party supporters resoundingly voted Republican. Almost all of them want Congress to repeal the new health care law. They also were focused on reducing the budget deficit, followed by cutting taxes.
In contrast, voters who cast ballots for Obama in 2008 mostly stuck by the Democrats and still back the president on health care and the economic stimulus package.
The preliminary results are from interviews that Edison Research conducted for The Associated Press and television networks with more than 12,800 voters nationwide. This included 11,231 interviews Tuesday in a random sample of 268 precincts nationally. In addition, landline and cellular telephone interviews were conducted Oct. 22 to 31 with 1,601 people who voted early or absentee. There is a margin of sampling error of plus or minus 1 percentage points for the entire sample, higher for subgroups.
Midterm elections live blog 2010

12:55 PM ET: According to the AP, California voters rejected Proposition 19, which would have legalized marijuana.
12:36 PM ET: AP, CNN and MSNBC now joining Fox in calling a Reid victory over Sharron Angle.
12:29 PM ET: Wow, Fox News just called Nevada for Democrat Harry Reid. If that holds, quite a comeback for the relatively unpopular Senate Majority Leader. Slate reporter Dave Weigel just posted a picture of Angle supporters reacting to the news that says it all.
12:24 PM ET: Strangest moment of the night so far on cable TV: Chris Matthews asks GOP Rep. Michelle Bachmann is she's "hypnotized." Watch.
12:21 PM ET: The key holds that made it possible for the Democrats to keep control of the Senate: Dick Blumenthal in Connecticut, Joe Manchin in West Virginia, and Barbara Boxer in Califoria.
12:08 PM ET: Regarding Barbara Boxer's win in California, Holly Bailey notes: "Barbara Boxer's apparent win in California Senate race is yet another big loss for the so-called shadow GOP. Outside conservative groups, led by the Karl Rove-linked American Crossroads and Crossroads GPS, spent nearly $6 million to unseat Boxer. She was one of the groups' biggest targets in 2010, second only to Senate Majority Leader Harry Reid."
12:03 PM ET: So it's a done deal: the GOP will run the House and the Democrats will keep the Senate.
11:56 PM ET: With Boxer's win in California official, the Democrats are just one win away from maintaining a clear 51-vote majority in the Senate. The competitive races still up in the air: Nevada, Washington, Illinois and Colorado.
[Biggest loser on Election Night: Washington]
As CNN, ABC, MSNBC and other networks are now projecting, though, even if the Democrats lose all 4 of those races, they will still have 50 seats. According to Senate rules, the Vice President breaks a tie, which means Democrats will keep control.
11:52 PM ET: Noticeably absent tonight? Anyone from the White House.
11:47 PM ET: John Boehner is weeping discussing his upbringing in Ohio.
11:45 PM ET: Two big Senate calls from AP: Democrat Boxer in CA and Republican Pat Toomey in PA.
11:41 PM ET: Presumptive GOP House Speaker Elect John Boehner: "We're witnessing a repudiation of Washington. A repudiation of big government."
11:39 PM ET: AP is now projecting that the GOP will definitely take a majority in the House.
11:26 PM ET: Over on Twitter, Nevada political analyst Jon Ralston has vote numbers that he says spell "big trouble" for Republican Sharron Angle. If Senate Majority Leader Harry Reid can hold on in Nevada, the Democrats will definitely hold a majority in the Senate.
11:20 PM ET: Assuming other networks follow Fox's lead and call the CA Senate race for incumbent Democrat Barbara Boxer and Democrats win in Hawaii as expected, Democrats will get to 50 seats and (with Vice President Biden as a tie breaker) hold their majority in the Senate.
But Republicans could still get to 50 seats. Both Illinois and Pennsylvania are down to the wire with most vote counted. And Colorado, Nevada and Washington are expected to be close.
But if Democrats hold California and Hawaii and win one of those 5 races, they'll keep a clear majority in the Senate.
11:01 PM ET: Fox is calling California for both Democrat Jerry Brown in the governor race and Democrat Barbara Boxer in the Senate race.
10:43 PM ET: According to our calculations, the GOP has now netted 20 seats in the House. That's about halfway to the 39 seat net gain they need to officially take the House (as everyone is projecting they will do).
10:38 PM ET: MSNBC and Fox are projecting that Republican Ron Johnson will beat Democrat Russ Feingold in the Wisconsin Senate rate. That's the 4th Senate pickup for Republicans, who need 6 more to reach a majority of 51.
10:32 PM ET: Christian Aviles on Twitter asks, presumably assuming the GOP takes the House as everyone is now projecting: "[W]hat will happen to Nancy Pelosi?"
[Blog: Latest election updates from The Upshot]
I'll defer to Rachel Hartman's expertise: "As we've reported, a number of House Democrats have stated they will not support Nancy Pelosi for Speaker after Nov. 2 and the number has grown since we published that story. So, her position in the House is undoubtedly in jeopardy and talk of who would replace her has already begun (Majority Leader Steny Hoyer is an obvious challenger, for example.) Meanwhile, Pelosi and her supporters are trying to snuff out the rumors."
10:17 PM ET: Eric Cantor, likely soon to be GOP majority leader in the House, vows to repeal health care reform.
10:13 PM ET: An update on the governors' races from Rachel Hartman: "Republicans have picked up three governorships that they were projected to win in Oklahoma, Kansas, and Tennessee and Democrats held onto governor's seats in New York, Massachusetts and Maryland. We are still awaiting governor's race results from Florida, Ohio and South Carolina where polls have closed but the races still remain too close to call."
10:04 PM ET: All of the networks are projecting that, when all the results are in, the GOP will win a majority in the House tonight.
According to our calculations, the GOP has officially picked up 12 formerly Democratic House seats and the Democrats have picked up 1 formerly Republican seat. That's a net gain of 11 seats (they need a net gain of 39 to officially take the House).
The Republicans, then, need another 28 pickups (and no Dem pickups) to make it official.
9:59 PM ET: More images from Election Day across America.
[Former athletes bid for political office]
9:52 PM ET: I haven't had a chance to answer any yet between all the updates, but if you have a question, drop it in the comments, tweet at me at @agolis, tweet at Yahoo! News, or post it at the the Yahoo! News Facebook page. I'll try to get to some while we have a moment of calm.
9:33 PM ET: Marco Rubio speaking now. Both he and Rand Paul are making clear in their speeches that tonight is the night we witness the sharpening of the GOP's conservative edge.
9:30 PM ET: The networks are calling the Louisiana Senate race for incumbent Republican Senator David Vitter. The win was expected but, as Brett Michael Dykes reported last week, is pretty amazing considering the prostitution scandal Vitter was caught up in 3 years ago.
9:18 PM ET: CNN and Fox News joining MSNBC projecting the GOP will take the House.
9:17 PM ET: AP has officially called Manchin's win in West Virginia.
Holly Bailey points out: "Manchin's win in West Virginia tonight is not just a win for Democrats. It's a major loss for outside conservative groups, like American Crossroads and Crossroads GPS, which collectively spent millions to boost GOP candidate John Raese in the race. All told, opponents of Manchin—including the National Republican Senatorial Campaign Committee—spent nearly $4.5 million in the last month against his campaign, according to independent expenditure filings with the Federal Election Commission.
[Photos: Voters head to polls across U.S.]
9:10 PM ET: Zack Roth has another round-up of reports of voting irregularities around the country.
9:04 PM ET: MSNBC is projecting that the Republicans will take the House.
So far, in called races, the Republicans have picked up 6 previously Democratic House seats and the Democrats picked up 1 previously Republican seat. That's a net gain of 5 seats for the GOP. They will need to gain 40 total seats, or another 35, to officially take the House.
9:02 PM ET: Lots of 9 PM ET race calls. None of them in competitive races that will determine the Senate or House balance of power.
8:57 PM ET: More from the AP on the exit polls: it's really all about the economy.
8:55 PM ET: Blumenthal's win in the Connecticut Senate race is both surprising and not. On the one hand, Democrat Blumenthal is a popular statewide elected in a liberal state. On the other hand, he was practically declared dead when the New York Times published a story about him exaggerating his military record and his opponent, former wresting CEO Linda McMahon, spent about $50 million on the race.
8:36 PM ET: A big hold for the Democrats. The networks are calling Gov. Joe Manchin as the winner in the West Virginia Senate race. Republicans will have a hard time getting to the 10 pickups they need to take the Senate without a win in West Virginia.
That said, Manchin campaigned as a conservative and probably won't be President Obama's closest ally on the hill.
8:30 PM ET: The networks are now calling a second Senate pickup for the Republicans: John Boozman beat incumbent Blanche Lincoln in Arkansas.
8:27 PM ET: MSNBC and ABC just joined Fox News in calling the Connecticut Senate race for Democrat Dick Blumenthal.
8:18 PM ET: It's worth remembering that the Democratic victory in the Delaware Senate race would have shocked even the Democrats a few months ago. GOP Rep. and former governor Mike Castle was seen as such a formidable opponent that Vice President Biden's own son decided not to run.
But Castle, seen as too moderate and too establishment, was another victim of the energy on the right of the Republican Party and was taken down by Christine O'Donnell in the primary.
8:16 PM ET: Although the Angle campaign has filed a complaint with the Department of Justice, an official in the Nevada Secretary of State's Elections Division tells The Hill that there are no official reports of voting irregularities.
8:13 PM ET: Rubio's victory is, in some ways, very similar to Rand Paul's in Kentucky. Both are young, tea party favorites and both beat establishment Republicans in the primary. Definitely a sign that the energy is in the grassroots and on the right in the Republican Party right now.
8:00 PM ET: The networks and the AP are calling the Florida Senate race for tea party favorite and Republican Marco Rubio.
Other key Senate race calls: all of the networks are calling the Delaware race for Democrat Christopher Coons over Christine O'Donnell, and Fox News is calling Connecticut for Democrat Dick Blumenthal over Linda McMahon.
7:57 PM ET: A whole lot of polls close at 8 PM ET: Alabama, Connecticut, Delaware, Florida, Illinois, Maine, Maryland, Massachusetts, Missouri, New Hampshire, New Jersey, Oklahoma, Pennsylvania and Tennessee.
7:46 PM ET: This story sounds like it's going to have legs: the Angle campaign in Nevada has filed a complaint with the Department of Justice alleging voter intimidation by the campaign of Harry Reid.
7:36 PM ET: After all the attention paid to the intense and personal Kentucky Senate race, it looks like Rand Paul isn't just going to win (as all the networks have already called), but win big. With about 20% of precincts reporting, he's got about a 10% lead.
7:30 PM ET: Polls closing now in West Virginia, Ohio and North Carolina. All the networks calling a win for GOP Senate candidate Rob Portman in Ohio, another hold for the Republicans.
7:24 PM ET: By the way, as expected, GOP Senator and tea party leader Jim DeMint has been declared the winner in South Carolina.
7:11 PM ET: The Republicans have their first pickup in the Senate in Indiana. Dan Coats, as expected, beat Brad Ellsworth to take the seat of retiring Senator Evan Bayh.
Remember: Republicans need to pick up 10 previously Democratic Senate seats to take a 51-vote majority. If they only pick up 9, Vice President Biden will cast the tie-breaking vote and Democrats will keep the majority.
7:06 PM ET: The Rand Paul victory is a hold for GOP. Republican Jim Bunning is retiring. But the race got national attention when Paul, fueled by the tea party, beat a Republican establishment candidate in the primary and then had a rocky start in the general election. After a highly-personal general election campaign, Paul stabilized, and held what should be a safe seat for the GOP in the relatively conservative Kentucky.
7:01 PM ET: The AP, ABC, NBC, CNN and Fox are projecting Rand Paul as victorious in the Kentucky Senate race.
6:54 PM ET: Nevada's Secretary of State says turnout is unexpectantly low. That may be a good sign for Senate Majority Leader Harry Reid, who had a lead in early voting.
[Photos: Election Day images from around U.S.]
6:52 PM ET: Probably in anticipation of the probability that they'll win a lot of Senate seats, but not a majority, Republicans are reaching out to two conservative Democrats and trying to convince them to switch parties.
6:50 PM ET: Polls close in Kentucky, Indiana, Florida, Georgia, South Carolina, Vermont and Virginia in 10 minutes.
If Rand Paul wins big as recent polling has indicated he might, many news networks may call the race right at 7 PM ET.
[What's at stake on Election Day]
6:39 PM ET: Numbers that indicate we could be in for some bruising battles between Obama and Republicans if the GOP wins big tonight as expected: according to Fox News, initial exit polls (caveat) show that 48% of voters want to repeal the health care bill, 38% want it expanded, and 16% want it left as is.
6:24 PM ET: Reminder: throughout the night, if you have a question, drop them in the comments, tweet at me at @agolis, tweet at Yahoo! News, or post it at the the Yahoo! News Facebook page. I'll answer as many as I can as I post updates.
6:20 PM ET: Not midterm-related, but breaking just now: according to his new book, President Bush considered dumping Dick Cheney from the ticket in 2004.
6:18 PM ET: Strangely, the most covered candidate of the 2010 election cycle was actually a candidate that has almost no chance of winning.
As Michael Calderone reported in an Upshot exclusive this morning, Christine "I am not a witch" O'Donnell had almost twice as many stories written about her than the next highest 2010 candidate.
[At polls, some reports of harassment, other problems]
6:03 PM ET: According to a just-released exit poll from CNN, more voters blame Wall Street and President Bush for the country's economic woes than President Obama.
5:55 PM ET: First polls of the night close in 5 minutes in Kentucky and Indiana. But both also have areas open until 7 PM ET, so results won't start coming in until then.
5:45 PM ET: Which races matter tonight? Two good reads: Rachel Hartman goes through the Senate game-changers, the third-party trouble-makers, and the headline-grabbers. John Dickerson breaks down the House, Senate and governor races.
5:37 PM ET: Then again, there are lots of reasons to ignore exit polling.
5:31 PM ET: Surprising, but stark, results from initial exit polling. According to the AP, folks heading to the polls today are first and foremost worried about the economy, and are unhappy with both Democrats and Republicans.
As Holly Bailey wrote this morning: they're depressed.
5:22 PM ET: Election Day images from around the country.
5:13 PM ET: Billionaire former EBay CEO Meg Whitman, who looks likely to lose her bid to be California's next governor, says she doesn't regret spending a record-breaking $141.5 million of her own cash on the race.
5:08 PM ET: Remember Jimmy McMillan of Rent is Too Damn High Party? He's got a music video. You're welcome.
4:55 PM ET: Come election day, you always hear claims and counterclaims about supposed "election fraud" that may taint results. But, in truth, it almost never happens.
Zack Roth has the background. He also has a round-up of irregularities other than fraud being reported around the country.
4:48 PM ET: ABCNews just announced that it's cutting ties to controversial conservative pundit Andrew Breitbart after the two had a heated back and forth over his role in their election coverage.
4:38 PM ET: There are early, anecdotal reports coming out of local media of high turnouts.
4:32 PM ET: Big or small, we're pretty much certain to see GOP gains tonight in the House and Senate and in governors' races. And as a result, a lot will be made of the "angry" voters who came out to express their disapproval with Obama and the Democrats who run Congress.
But, as Holly Bailey points out, it's more complicated than that. Conservative voters certainly are angry and mobilized, but the folks who are really swinging things toward the GOP don't actually like them or the Democrats.
They're just depressed.
4:25 PM ET: Throughout the night, if you have a question, drop them in the comments, tweet at me at @agolis, tweet at Yahoo! News, or post it at the the Yahoo! News Facebook page. I'll answer as many as I can as I post updates.
4:12 PM ET: Want to watch TV while you read the live blog? Michael Calderone rounds up the many, many options.
4:00 PM ET: No results to report until the first polls close at 6 PM ET. Until then, we'll bring you the latest analysis from The Upshot and Yahoo! News. Once polls start to close, we'll bring you results from competitive Senate, House and gubernatorial races as quickly as I can write them. And we'll be here late: the final polls don't close until 1 AM ET (Alaska) and I suspect some close races won't be called until into the night.
Tuesday, 2 November 2010
A Opinião do Savana sobre o Caso Mocambique-Malawi
É preciso resolver a tensão entre Moçambique e Malawi
EDITORIAL DO SAVANA
O incidente diplomático registado na semana passada, e que envolveu a detenção do adido militar do Alto Comissariado do Malawi em Moçambique torna evidente a necessidade de uma actuação mais prudente, tendo em vista a preservação de um relacionamento são entre Moçambique e os seus parceiros em geral, e com os seus vizinhos em particular.
Moçambique precisa dos seus vizinhos, tal como estes precisam de Moçambique, e nenhum entre eles se deve dar ao luxo de menosprezar a importância do outro.
Desde 2005 que Moçambique, o Malawi e a Zâmbia têm estado a explorar a possibilidade de navegabilidade dos rios Chire e Zambeze para o transporte de carga a partir do porto de Chinde. As negociações conduziram à assinatura de um Memorando de Entendimento entre os três países. Para os dois países encravados, isto representaria uma oportunidade de acesso directo ao Oceano Índico, o que nos seus cálculos traria maiores benefícios económicos, sem necessidade de recorrer aos tradicionais portos da Beira e de Nacala.
Esperançado de que o processo negocial conduziria a um acordo final, o Malawi iniciou as obras de construção de um porto fluvial em Nsange, o qual viria a ser inaugurado no último Sábado pelo seu Presidente Bingu wa Mutharika, na presença dos seus homólogos da Zâmbia e do Zimbabwe. Residem no reino da especulação as razões porque o Presidente Armando Guebuza, o mais indispensável de todos neste projecto, não esteve presente na cerimónia, muito embora os malawianos insistam que ele fora convidado a participar.
Em antecipação da cerimónia, o Malawi quis provar que a navegabilidade dos dois rios era possível, e parece ter feito tudo para cumprir com as formalidades necessárias para o transporte de 60 toneladas de fertilizantes do Chinde até Nsange.
E aqui começa toda a controvérsia. É que os malawianos, convencidos de que tinham cumprido com todas as formalidades administrativas para a sua operação, puseram-se a fazer aquilo que acreditavam que era perfeitamente legal, que era transportar o seu fertilizante do porto da Beira para o seu posterior transbordo numa barcaça que através do Zambeze navegaria até ao porto fluvial de Nsange. E é neste processo que a tripulação é detida, juntamente com o adido militar, e levados até Quelimane para interrogatórios.
Numa situação de cometimento de um crime e apanhado em flagrante delito, o adido militar do Malawi teria poucas razões para se queixar pelo tratamento que teve. Mas não foi o caso, e a Convenção de Genebra sobre as Relações Diplomáticas e Consulares protege-o de estar sob custodia das forças policiais ou de outra natureza em circunstâncias não justificadas, muito especialmente quando ele se identifica como diplomata. As relações entre estados baseiam-se no princípio de reciprocidade de benefícios, e Moçambique não levará de ânimo leve se algum dos seus diplomatas espalhados pelo mundo fora tiver que ser sujeito à mesma situação.
Entende-se a posição de Moçambique de que qualquer acção na matéria da navegabilidade do rio Zambeze tenha que estar sujeita à conclusão e recomendação dos estudos de impacto ambiental acordados entre as partes, mas parece ter havido graves problemas de comunicação que podem por em perigo um relacionamento bilateral que de outro modo se deseja são.
Os malawianos não podem ter forjado os documentos oficiais que exibiram à imprensa, e que lhes davam autorização para realizar o ensaio que pretendiam fazer.
Se alguma coisa, o incidente da semana passada mostra claramente uma desarticulação inaceitável da nossa estrutura administrativa, pois estando a equipa malawiana na companhia de funcionários alfandegários de Moçambique, não havia necessidade para tão gratuito espectáculo.
Os problemas que eventualmente poderão existir nas relações entre Moçambique e o Malawi podem ser perfeitamente tratados através dos canais diplomáticos apropriados, mas devemos nos desaconselhar de controversas desnecessárias.
Monday, 1 November 2010
Reflectindo sobre Moçambique: Escoltas, escoltas e escoltas
Reflectindo sobre Moçambique: Escoltas, escoltas e escoltas: "TRIBUNA DO EDITOR Por Fernando Gonçalves Na sexta-feira da semana passada, presenciei a uma das mais estúpidas coisas que acontecem nas noss..."
A Opiniao de Machado da Graça sobre o caso Moçambique – Malawi
A talhe de foice
Penso que começa a ser muito urgente que alguém venha a público explicar-nos o que se passa no relacionamento entre o nosso país e o Malawi, que levou, muito recentemente, a graves e lamentáveis incidentes diplomáticos.
E que a explicação vá ao fundo do problema e não se fique pela questão da necessidade do estudo de impacto ambiental.
A questão é a já longa disputa sobre a utilização, pelo Malawi, da via fluvial para as suas importações e exportações.
Há anos que Bingo wa Mutharika pretende passar a usar essa via, através dos rios Shire e Zambeze mas, do lado moçambicano, assistimos a uma complicada dança em que se não diz que não mas também se evita dizer que sim.
Entretanto o Malawi mandou construir um porto fluvial, no seu extremo dessa via, e inaugurou-o há poucos dias, com pompa e circunstância, na presença do seu Presidente e dos presidentes da Zâmbia e do Zimbabwe.
E na ausência de Armando Guebuza que, segundo o MediaFax para lá despachou o Ministro Zucula.
A ausência de Guebuza terá sido comentada, nos discursos, de forma ácida pelos vários estadistas presentes.
Mas, para além do simbólico corte de fita inaugural, o Malawi tinha planificado uma inauguração funcional com a chegada àquele porto de um barco com 60 toneladas de fertilizantes.
E, segundo o MediaFax, o Ministério dos Transportes e Comunicações, dirigido pelo citado Ministro Zucula, tinha autorizado a viagem.
Nas versões oficiais diz-se que Moçambique autorizou o Malawi a iniciar a exploração da via, a título experimental, com algumas condições. E que essas condições não foram satisfeitas. Só que ninguém nos informa sobre que condições são essas.
Ao princípio parecia que estava tudo a correr bem. Os fertilizantes foram desembarcados em território moçambicano e carregados em dois camiões que foram escoltados por pessoal das nossas Alfândegas até Marromeu, onde deveriam ser passadas para o barco.
Mas, surpresa, aparece de repente a Polícia de Intervenção Rápida que impede o embarque e manda os dois camiões de regresso à origem, onde ficam retidos.
Ao mesmo tempo, impede a viagem do barco e prende 4 cidadãos estrangeiros, três malawianos e um americano. Com a agravante de um dos malawianos ser o Adido Militar na embaixada daquele país em Maputo.
O que nos mostra que, das duas uma: ou o treinamento dos nossos polícias não passa por lhes explicarem o que é essa coisa da imunidade diplomática ou, o que seria pior, passa por aí mas alguém lhes deu ordens para passarem por cima disso.
Pelo meio de toda esta história aparece uma falsa notícia, no Diário de Moçambique, jornal que, normalmente, canaliza as posições oficiais, falando de um carregamento de cocaína, que teria sido interceptado.
A Polícia distancia-se desta notícia, dizendo que apenas tomou conhecimento dela através do tal jornal.
Por outro lado, a Presidência da República não admite nem nega que Armando Guebuza foi convidado para a inauguração do porto fluvial no Malawi. Deixando no ar a dúvida sobre como lá apareceu Paulo Zucula.
Tudo isto me faz sentir que esta história está muito mal contada. E que as nossas autoridades estão a fazer diplomacia através dos órgãos de informação que controlam em vez de usar os canais diplomáticos apropriados.
Um passarinho, que pousou no meu ombro, disse-me que a Ministra dos Negócios Estrangeiros do Malawi esteve em Maputo mas ninguém a recebeu e o Ministro dos Transportes do Malawi só ao fim de 48 horas conseguiu ser recebido por Paulo Zucula.
Será verdade? E, se for, o que está por trás disto tudo?
Há quem defenda que a razão do conflito é que a via fluvial para o Malawi vai afectar os interesses das empresas que exploram os corredores da Beira e de Nacala. E que estas estão a pressionar seriamente o executivo.
Mas será que os interesses privados de cidadãos que, igualmente, são dirigentes do Estado, podem levar a este nível de conflito com um outro membro da SADC?
Já teremos chegado a esse ponto?
MAIS UM TIRO NO PE?
Reunida em Conselho Nacional
Renamo cria um grupo de negociação para “nova ordem política”
O grupo é composto por três quadros seniores da Perdiz, cujos nomes ainda não foram oficialmente confirmados, mas ao que apurámos trata-se de Vicente Ululu, Simão Buti e Ivone Soares
Nampula (Canalmoz) - O partido Renamo esteve reunido no último fim-de-semana, na cidade de Nampula, em mais uma reunião do Conselho Nacional, de onde foi seleccionado um grupo para negociações com o partido Frelimo.
De acordo com Afonso Dhlakama, líder da “perdiz”, as negociações tem em vista a criação de uma nova ordem política nacional.
Ainda segundo Dhlakama, com uma nova ordem política o povo passará a exercer o seu real poder e daí a manutenção da democracia e desenvolvimento mais realístico, no país.
Instado a pronunciar-se sobre os componentes do grupo das negociações e respectivos pontos a serem abordados, Dhlakama escusou-se, mas garantiu que dentro de três dias serão dados os primeiros contactos.
Ao que apurou Canalmoz, fazem parte do grupo, Vicente Ululu, Simão Buti e Ivone Soares.
(Aunício da Silva)
Chapas bicham passageiros!
Ha anos, meu saudoso professor de lingua portugesa, Joao Reis, ensinou-me o segredo dos homens da pena! Dizia ele, com a sua calca cintada ao umbigo, a tender invariavelmente para o lado esquerdo, que ´era Noticia, quando um homem mordesse um cao e nao quando um cao mordesse um homem´!
Isto a proposito do telefonema de um amigo ido do Maputo, esta manha, a partir de Nicoadala. Dizia o meu amigo que estava no minimo estupefacto, pois ontem no sentido Quelimane-Mocuba e hoje no sentido inverso, assistira a uma cena que o deixou boquiaberto.
Nas duas direccoes, e ao contrario do que acontece na cidade de Maputo e noutras cidades normais, nao sao os passageiros que esperam os chapas, mas sim os chapas que pacientemente esperam pelos passageiros! O meu amigo, perdeu uma manha inteira em cada dieccao, a espera de pessoas que podessem ´encher´o minibus, condicao sem a qual o chapa nao arrancaria. Dizia ele que por pouco nao virou ajudante do chapeiro no intuito de convencer os transeantes a ´descobrirem´ algo a fazer no coracao da Zambezia, Mocuba!
A pergunta que fica e simples. porque e que estas duas cidades nao falam entre si? Falta de poder de compra, ausencia de ligacoes comerciais ou sera o reflexo daquilo que a pesquisa do Institruto nacional de estatistica nos mostrou? Ou seja que a Zambezia se encontra na cauda do crescimento economico?
Beira Sitiada?
Correspondentes nossos na Beira dao conta de que a segunda cidade do pais, se encontra literalmente ´sitiada´ merce de uma avaria grossa na substacao da Munhava! Fonte da EDM afirma que a peca em falta tera de ser comprada na vizinha Africa do sul!
Ontem, Domingo registou-se um corte no fornecimento de energia das 09 da manha as 22 horas e hoje desde as 04.30 da manha!
A maior parte das instituicoes publicas e privadas, incluindo os bancos, andam as moscas por falta deste bem precioso condicao sine qua non para o funcionamento dos famosos ´sistemas´ dos computadores que operacionalizam a burocracia moderna!
que saudades dos velhos tempos em que nao dependiamos dos ´sistemas´!
Quanto custara a Cidade da Beira esta avaria?
Um abraco
