Monday, 31 August 2015


Quelimane at 73  -- pushing for 100.  Interview w/ MANUEL DE ARAÚJO
 egunda, 31 Agosto 2015 00:00 | E-mail | Acessos: 160
QUELIMANE completou no dia 21 de Agosto 73 anos da sua elevação à categoria de cidade. A efeméride foi celebrada com pompa e circunstância e aproveitada para uma reflexão à volta da iniciativa de desenvolvimento socioeconómico da urbe, consubstanciada no Projecto Quelimane-100.
Ainda na fase de enriquecimento, o projecto, segundo o presidente do Conselho Municipal da capital provincial da Zambézia, Manuel de Araújo, constitui um plano-director que nos próximos 20 anos irá permitir que a cidade esteja num outro patamar de desenvolvimento socio-económico e cultural, quando completar 100 anos. Por ocasião da passagem dos 73 anos da cidade, Manuel de Araújo visitou, entre outras instituições, os órgãos de comunicação social para se inteirar do seu funcionamento e, neste contexto, a Delegação do “Notícias” não foi excepção. No fim da visita não quisemos perder a oportunidade de entrevistá-lo sobre vários assuntos, incluindo os problemas do lixo e de água, falta de espaço para novos investimentos, o plano de reabilitação de estradas, entre outros desafios que tem pela frente. Na entrevista, o edil aborda com frontalidade muitos desses problemas e tenta chamar os críticos à razão e rebate a questão da união dos munícipes, que está a ser posta em causa.
A seguir transcrevemos as partes mais importantes da conversa com o edil.
NOTÍCIAS -Que balanço faz do primeiro ano da governação neste segundo mandato?
MANUEL DE ARAÚJO (MA) - Eu faço um balanço extremamente positivo e neste momento devo dizer que a nossa governação está no bom caminho, porque já descobrimos a bússola que nos vai levar a prestar melhores serviços e satisfazer as necessidades prementes do munícipe. Essa bússola, hoje mais do que nunca, permite-nos navegar na direcção certa, mesmo em momentos de tempestade. O que estou a dizer é que já identificámos os principais problemas que apoquentam os munícipes da nossa bela cidade e estamos a solucionar esses mesmos problemas. As soluções que encontramos não são apenas para resolver os problemas de hoje como também do amanhã. Já estamos a sonhar com uma Quelimane que queremos a médio e longo prazos, por exemplo quando a nossa cidade completar cem anos, o que chamamos de Projecto Quelimane-100. Na concepção da agenda de desenvolvimento da urbetemos contado com a participação de diferentes segmentos da sociedade, nomeadamente académicos, activistas sociais, órgãos de comunicação social e sobretudo do simples munícipe de Quelimane, aquele que de forma fervorosa vive o dia-a-dia desta nossa cidade. Os grandes problemas estruturais que Quelimane tinha já estão a ser ultrapassados, porque hoje os quelimanenses já voltaram a sonhar e esse facto nos alegra bastante. Um dos grandes problemas que resolvemos foi o das vias de acesso, ou seja, estradas urbanas e peri-urbanas, que eram um grande nó de estrangulamento. Em face disso, a transitabilidade melhorou substancialmente. No primeiro ano de governação colocámos pontes, pontecas e manilhas não só na zona urbana como nas estradas dos bairros que eram transitáveis ou com transitabilidade condicionada. Estamos a colocar pavê na estrada Sagrada Família/Mercado do Aquima e dentro de poucos dias arrancam as obras de asfaltagem do troço Benedito Mussa/ Sangariveira. Para além das vias de acesso trabalhamos muito na sinalização rodoviária na urbe e só este ano colocámos quatro novos semáforos e agora contamos com oito. Abrimos a escola de condução do município e criámos a Associação de Taxistas de Bicicletas e até este momento já formámos 800 taxistas dos 2500 existentes. O nosso objectivo é conferir regras básicas do Código de Estrada com o intuito de reduzir os acidentes de viação na urbe. Também atacámos o saneamento e devo dizer que já não há razões para Quelimane dizer que tem problemas de resíduos sólidos porque estamos mais reforçados em meios de recolha e tratamento de lixo doméstico.
NOT -Para além das estradas que enumerou e do levantamento feito o que vai acontecer mais no sector de estradas?
MA -Na zona urbana iremos continuar a fazer o tapamento de buracos e algumas ruas vão ser resseladas e na parte suburbana vai haver a manutenção de estradas e a alocação de pavê e asfaltagem de algumas ruas. O nosso plano é asfaltar todas as estradas que vão até às sedes dos postos administrativos, nomeadamente Benedito Mussa/Sangariveira, Sagrada Família/Contamina e, a médio prazo, asfaltarmos a estrada Sampene/Namuinho. Todo esse investimento visa, em primeiro lugar, melhorar cada vez mais a transitabilidade no município e facilitar o desvio do tráfego rodoviário. A estrada Padeiro/Namuinho vai facilitar os que vêm de Namacurra, Nicoadala ou outra parte do país e que ao quererem ir à Praia de Zalala não precisarão de entrar na cidade para depois seguirem ao destino. Essa estrada vai igualmente escoar o trânsito rodoviário. Por outro lado, estarão assim criadas as condições para que no quinto posto administrativo, onde se localizam o Instituto de Ciências de Saúde, a Escola Secundária e Pré-Universitária Amor de Deus, o Cemitério Municipal, depois o Hospital Central de Quelimane e a Universidade Pedagógica, não haja congestionamento. Para além disso, entre Padeiro e Namuinho há uma estrada intermédia que passa pelo centro de Saúde, que também vai ser reabilitada. Na mesma senda, temos o plano de asfaltar a estradas do bairro Novo, por se tratar de uma zona turística.

O mais importante não é o dinheiro mas sim ideias
A UMA pergunta da nossa Reportagem se havia dinheiro para a prossecução deste projecto, o edil de Quelimane respondeu nos seguintes termos:
MA -No dia que tomei posse se eu dissesse aos munícipes que não tinha dinheiro então nada faria. Seria uma desilusão total. Nessa altura não tinha dinheiro para implantar um semáforo sequer. Tomei posse e encontrei os cofres do Município vazios e com uma dívida bem grande. O que gostaria de dizer é que vamos apresentar planos concretos e iremos ter apoio dos financiadores e conseguir parcerias. Se quiseres que te responda taxativamente eu diria que não temos dinheiro. E mais: eu tenho dito que no processo de desenvolvimento o mais importante não é o dinheiro mas sim ideias, porque uma pessoa com boas ideias pode ir buscar dinheiro e muitas vezes com dinheiro podemos não ter boas ideias.
NOT -Como ficou o projecto da abertura da estrada Padeiro/Aeroporto/Porto de Quelimane?
NOT -Não é Padeiro-Aeroporto mas sim Namacata-Impurrone-Aeroporto-Porto de Quelimane. Qual é a ideia? Não é uma ideia solta, já fizemos o levantamento e sabemos quanto nos vai custar, por exemplo. A nossa ideia é conservarmos as estradas urbanas, porque quando não há intervenção em termos de reabilitação ou manutenção elas se degradam em menos tempo. A ideia é que os camiões que transportam madeira, contentores e outra carga pesada ao chegarem a Namacata, ao invés de entrarem pela cidade, usariam aquela via até ao Porto de Quelimane. Já negociámos com a Administração Nacional de Estradas para a viabilização das obras de reabilitação.
NOT -Como avalia o acesso à água canalizada no município de Quelimane?
MA -Na semana passada estive no bairro Galo Branco e a primeira preocupação que os munícipes colocaram é a falta de água. Aliás, é, invariavelmente uma preocupação generalizada. Quando os munícipes reclamam água o FIPAG (Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água) não está lá. Tirou-se a responsabilidade do Município de gerir água e entregou-se a uma empresa que nem sempre consegue responder às necessidades de fornecimento do precioso líquido na qualidade e quantidade desejadas. Há duas semanas participei numa reunião na cidade da Beira promovida pelo Banco Mundial e nós colocámos essa preocupação. A lei que cria o FIPAG é clara. Não é para este gerir a distribuição de água mas investir no património. Como consequência, o FIPAG não está a satisfazer as expectativas dos munícipes, nem do Município. Há aqui um problema que deve ser rediscutido. Recebi essa semana o director regional centro e a directora da empresa a nível de Quelimane e discutimos exactamente as questões que está a me colocar agora. O FIPAG já não está a conseguir dar água em quantidade nem qualidade. O FIPAG deve devolver a capacidade de gestão da distribuição aos municípios. Nós temos tentado buscar soluções para resolver o problema. Por exemplo, no ano passado investimos vinte mil euros para resolver o problema de água e saneamento no bairro Icidua. Neste momento estamos a fazer estudos em diferentes bairros para ver se é possível criar sistemas independentes para abastecer água aos nossos munícipes, principalmente onde a situação é delicada, nomeadamente Inhagome, Chuabo Dembe, Manhaua, Sangariveira, Gogone, Micajune e outros.
NOT -O que é que o Município está a fazer para a conservação das valas de drenagem?
MA -O que se passa com o sistema de drenagem é o mesmo que está a acontecer com o lixo. Tenho dito várias vezes que uma cidade limpa não é aquela que menos lixo produz e nem aquela que mais lixo recolhe, mas sim aquela que melhor sabe gerir o lixo. Eu já vivi em várias cidades do mundo: em Londres, por exemplo, a viatura de recolha do lixo passa duas vezes por semana para recolher o lixo e cada munícipe gere o seu lixo em casa até ao dia em que o carro vai passar.
Cada um coloca o lixo num saco plástico e deixa fora e não como aqui acontece, com restos de comida e outras coisas. Esse é um dos caminhos que temos de seguir. Vai levar tempo e com educação e formação da consciência dos munícipes. Em Quelimane, por exemplo, vemos pessoas com viaturas da última geração e em pleno movimento, comem uma banana e deixam a casca na estrada. Para a educação e formação de uma cultura de cidadania contamos com o apoio da media, que é extremamente importante. Nós agora estamos a formar a nossa Polícia Municipal para se transformar em Polícia Ambiental de modo a educar e cobrar multas aos prevaricadores nesta matéria. Aqueles senhores que estão lá nunca tiveram drenagem. Por isso fazem ligações directas das casas de banho para as valas ou deitam lixo nelas, o que impede o escoamento das águas inquinadas. O Projecto MCA cometeu um erro clamoroso, pois tinha um fundo para a educação cívica dos munícipes e a justificação que deram é que não tiveram tempo para fazer essa actividade.
Apostar na construção vertical
QUISEMOS saber do presidente o porquê da falta de resposta aos pedidos de espaço para construção que muitos munícipes remetem à edilidade e a resposta foi:
MA -Para compreender isso é preciso recuar um pouco na história dos prazos no vale do Zambeze e por extensão da cidade de Quelimane. O município de Quelimane é dos poucos, senão mesmo o único, a nível do país que não tem terra entanto que tal. As terras em Quelimane têm seus donos e isso vem desde o tempo das “Senhoras” (Sinhar) e as pessoas construíam as suas habitações no espaço de alguém. Se chegar agora um investidor que quer espaço para construir um hotel ou seja lá o que for eu terei dificuldades para atender a essa pessoa. O que temos feito é indicar os empresários para ir negociar com alguém e essa pessoa pode cobrar valores exorbitantes para ceder o espaço. Muitos investidores já vieram me contactar e acabaram por desistir por falta de espaço. Então, o assunto da gestão de terra no município de Quelimane é um problema congénito. Temos que encontrar outra saída, que é construir para cima, por exemplo. Estamos a preparar o plano de estrutura da cidade, que irá orientar as zonas para habitação se houver, indústria e outros. Por exemplo, ali onde será construído o Shoprite, dentro da cidade, não é o lugar apropriado. Para mim o Shoprite deveria estar fora da cidade para descongestionar o trânsito, mas quando chegámos o Shoprite já tinha licença e tudo estava formalizado retirar o espaço neste momento significa arranjar outros problemas. O Plano de Estrutura de que falei tem várias opções para o crescimento mas todas elas estão ainda na mesa de discussão. Se Quelimane vai crescer para Madal ou para Namacata ou Maquival ou então para cima, como eu disse.
NOT –Por que razão “Okodhela” Chuabo parou?
MA -O Projecto Okodhela Chuabo institucionalmente não parou. Deveria ser uma parceria entre empresários e o Município, tal como acontece com “Chonga Maputo”. Havia um problema que agora já estamos a ultrapassar através do diálogo e auscultação permanente com os empresários. Eles próprios vieram dizer que tinham medo de apoiar qualquer iniciativa do Município porque poderiam perder negócios. Tinha ficado a ideia de que qualquer pessoa que fosse vista a colaborar com o Município era da oposição e como o maior fornecer de bens e serviços é o Estado as pessoas tinham medo disso. Mas com o novo governador, que tem uma outra postura em relação a esse problema, isso está a ficar ultrapassado.
NOT -Os serviços primários de educação e de saúde deveriam já ter passado para a gestão do Conselho Municipal. Já requereu?
MA -Sim, já requeremos. O Decreto n.º 33/2006 diz que nas áreas autarcizadas os serviços primários da Educação e da Saúde devem passar a ser geridos pelas autoridades municipais. Passam três anos que nós requeremos mas até hoje nada aconteceu ainda. O nosso maior problema é que nestes três anos da nossa governação já tivemos três governadores e igual número de secretárias permanentes. Isto significa que um processo que iniciámos com um deveríamos reiniciar com o novo que chegou. O que nós sentimos é que houve falta de vontade política por parte da secretária provincial, porque no início foi criado um grupo de trabalho, tanto do Governo Provincial como do Município. Quando marcamos encontros os técnicos da secretaria Provincial não aparecem e nem dão explicações. Todavia, com o Presidente Nyusi inaugurámos uma nova fase de governação pela vontade manifestada para esse assunto de descentralização dos serviços.
NOT -O Conselho Municipal está a retirar os vendedores de rua ou que ocupam os passeios. Como está a ser dirigida esta operação?
MA - Tenho vindo a conversar com os vendedores e a primeira coisa que me dizem é que é preciso arranjar um lugar. Todavia, como sabe, a cidade de Quelimane foi edificada num terreno pantanoso e não temos espaço disponível e na zona da FACOZA há uma vala. Estamos a encher de areia e a criar condições de saneamento para colocá-los lá.
Parcerias não se buscam sentado no gabinete  
Diz-seem Quelimane que Manuel de Araújo é um edil ausente. Quisemos saber do entrevistado se concorda com esta tese.
MA - Pergunte a essas pessoas que dizem que eu sou presidente ausente. Devo explicar que eu tenho a dimensão e a complexidade dos problemas que Quelimane tem e tenho a dimensão dos recursos necessários e como resolver esses problemas. Tenho ainda a dimensão de onde buscar esses recursos. Se eu esperar pelo Governo nunca iremos resolver os problemas do município. Então, tenho de ir buscar essas parcerias. As parcerias não se buscam sentado no gabinete. Um pai quando não tem comida em casa para a sua família vai à machamba ou à caça e eu tenho a caça de fundos e outras parcerias. Se me sento vão dizer que tenho que resolver o problema e quando procuro resolver o problema dizem que eu tenho de me sentar. As pessoas precisam de ser sérias e eu não vou parar e ficar sentado para todos ficarmos a chorar. As nossas estradas estão esburacadas, falta água, emprego e quase tudo. As pessoas que dizem para eu ficar no gabinete são elas que no fim do ano irão dizer que o edil não fez nada. Os munícipes não pagam o Imposto Pessoal Autárquico e onde vou buscar dinheiro para tapar o buraco ou comprar combustível para o tractor tirar o lixo?
NOT -Está a dizer que o Conselho Municipal tem dificuldades de colectar impostos para as receitas próprias?
MA -A maior parte dos munícipes não paga as suas obrigações tributárias e isso tem forte implicações nos investimentos. É verdade que duplicámos para 16 milhões a nossa receita própria, contra oito milhões de 2011, mas há muitos problemas por resolver e não há dinheiro. Somos todos pobres aqui em Quelimane. Os nossos relatórios financeiros são públicos e nada temos a esconder porque entendemos que os munícipes têm de saber o que entra para os cofres.
NOT -Quelimane aos setenta e três anos. O que pede aos munícipes?
MA - Mais paciência e maior colaboração. Os munícipes devem também denunciar aqueles que fazem mal. Por exemplo, se foram estabelecidos horários elesdevem ser cumpridos. Os munícipes devem trabalhar com os secretários dos bairros, a Polícia Municipal, os vereadores e o edil para denunciar e apresentar propostas para melhorar a nossa cidade. As diferenças político-partidárias não devem dividir as pessoas quando se trata de assuntos de interesse comum. Eu, pessoalmente, gostaria de ver grupos da OMM ou OJM engajados na limpeza da cidade ou nas valas de drenagem para melhorarmos a higiene e saneamento. Quando a doença vem não escolhe os membros de um partido. Os partidos não podem nos usar para nos dividir e devemos cultivar a cidadania. Antes de a Frelimo aparecer nós já éramos munícipes de Quelimane, antes da Renamo ou MDM nós éramos munícipes desta cidade. Mais trabalho e mais paciência nos podem conduzir ao desenvolvimento.
  JOCAS ACHAR

Carlos Castel Branco, Fernando Mbanze e Fernando Veloso

Repúdio pela tentativa de privação das liberdades de expressão julgamento dos Jornalistas Fernando Mbanze, Fernando Veloso e do Economista Carlos Nuno Castelo-Branco

O Conselho Municipal da Cidade de Quelimane e os Munícipes desta urbe estão acompanhando as informações relativas ao julgamento dos Jornalistas Fernando Mbanze (Editor do Jornal MediaFax), Fernando Veloso (Editor do Jornal Canal de Moçambique) e do Economista e Professor Universitário, Carlos Nuno Castelo-Branco (Investigados no Instituto de Estudos Económicos e Sociais, Professor da Universidade Eduardo Mondlane, de Maputo; investigador associado da SOAS – School of Oriental and African Studies, da Universidade de Londres; e investigador sénior honorário do Institute for Development Policy and Management, em Manchester). Estamos informados que, com base no pressuposto constitucional, que os confere um conjunto de direitos, deveres e liberdades de expressão e de informação, os indiciados escreveram e publicaram nos órgãos de informação um texto no qual condenavam a má governação que satirizava os princípios e valores mais profundos do Estado de Direito Democrático que em 1990 Moçambique comprometeu-se à consolida-lo. O texto daqueles fazedores de informação, hoje transformado em matéria criminal, fazia apelo em favor da paz e que os benefícios do trabalho fluíssem para todos os moçambicanos.

O Conselho Municipal da Cidade de Quelimane e os Munícipes desta urbe entendem que os apelos em favor da protecção dos princípios e valores da moçambicanidade construídos e divulgados pelos autores, hoje arguidos, visavam a correcção das imperfeições e das externalidades políticas e económicas que afectavam a sociedade moçambicana no contexto em que esta confrontava-se com os choques resultantes do ambiente de tensão política que opunha o governo e as forças militares da Renamo, na região centro do país e a onda de raptos instalada nos principais centros urbanos, assim como, a ineficiência da máquina governativa do Estado coinquinada pelos negócios desvantajosos ao Estado, pela corrupção e injustiças na distribuição da renda nacional. Na altura, estes fenómenos desassossegavam os moçambicanos e colocaram em causa a confiança e a legitimidade das instituições do estado e do partido no poder, ao mesmo tempo, carcomia a imagem externa do Estado e retraia os investimentos direito estrangeiro no país.

O Conselho Municipal da Cidade de Quelimane e os Munícipes desta urbe lamentam que as opiniões dos acusados deixaram se ser vistas, por certos sectores, como contribuição em favor da boa-governação, do desenvolvimento e crescimento económico do país, mas sim, como se fosse o abuso de liberdade de imprensa e um crime contra a segurança do Estado. O Conselho Municipal da Cidade de Quelimane e os munícipes desta urbe, apoia-se no artigo 48 da Constituição da República de Moçambique que estabelece que todos os cidadãos têm o direito à liberdade de expressão, à liberdade de imprensa, bem como, o direito à informação. O texto constitucional admite ainda que o exercício de liberdade de expressão, que compreende nomeadamente, a faculdade de divulgar o próprio pensamento por todas as formas legais, e o exercício do direito à informação não podem ser limitados por censura. Com base nestes mandamentos constitucionais, o Conselho Municipal da Cidade de Quelimane e os Munícipes desta urbe acham anti-lógico o facto de que o gozo da liberdade de expressão e de opinião daqueles cidadãos moçambicanos não tenha sido protegidos pelas instituições da justiça.

Encontramos neste processo-crime um conjunto de vícios que perigam os princípios e valores democráticos consagrados na Constituição da República de Moçambique e nos demais instrumentos normativos para não encontramos os fundamentos legal, jurídico e constitucional que levam ao banco dos réus os cidadãos Fernando Mbanze, Fernando Veloso e Carlos Castelo-Branco. Desconforta-nos a incongruência jurídica que tenta intimidar e julgar jornalistas, académicos, fazedores de opinião pública para justificar que daqueles réus desempenharam papel determinante para a perda de assentos nas Assembleias Municipais (2013), Provinciais e da República (2014).

Por isso, não concordamos que os apelos feitos em favor da boa governação, da paz e da estabilidade política, de uma maior eficiência e eficácia das instituições do Estado, sejam hoje entendidos como se fossem o abuso de liberdade de imprensa e muito menos como se fosse um crime contra a segurança do Estado, como consta nos processos crimes levantados contra aqueles cidadãos moçambicanos. Situando-nos na dimensão política deste julgamento, apelamos aos órgãos da justiça para o entendimento jurídico de que a perda da legitimidade manifesta pela redução da representatividade política também não devem ser confundidos como se fosse o abuso de liberdade de imprensa e um crime contra a segurança do Estado, mas sim, uma alternância natural de poder necessária para a existência e consolidação de qualquer democracia. Por isso, neste julgamento devemos reconhecer a existência de sectores irritáveis pela redução e perda do poder políticos em 2013 e 2014. Esses sectores temem que sejam responsabilizados dentro dos seus partidos políticos pelo seu fraco desempenho eleitoral. Por isso, procuram identificar falsos causadores da derrota e responsabiliza-los criminalmente por fundamentos que não encontram enquadramentos jurídicos. Não existindo um fundamento jurídico-legal favorável a criminalização daqueles réus, é nesta dimensão política onde encontramos as reais causas deste processo-crime.

Em estreito respeito da Constituição e da doutrina jurídica, o Conselho Municipal da Cidade de Quelimane e os seus munícipes manifestam seu repúdio com relação ao julgamento dos jornalistas Fernando Mbanze e Fernando Veloso, assim como, do Economista e respeitado académico Professor Doutor Carlos Nuno Castelo-Branco. Por isso, em prol da consolidação da democracia moçambicana, da confiança das instituições da justiça em Moçambique, para a legitimação do Estado e da classe dirigente, apelamos a anulação imediata do processo-crime com índole político levantado contra os réus Fernando Mbanze, Fernando Veloso e do Académico e Economista Carlos Nuno Castela Branco.

Manuel de Araújo,
Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane

Saturday, 29 August 2015

Committee to Protect Journalists Statement

Journalist shot dead in Mozambique



New York, August 28, 2015-An unidentified gunman shot dead a Mozambican journalist who was out jogging in the capital city of Maputo early today, according to news reports . Paulo Machava was the publisher of the news website Diario de Noticias and had worked with Rádio Moçambique and  the weekly Savana, according to reports . Machava was also involved in a campaign supporting an economist and two reporters who are being tried for defamation, thestate news agency said . The economist had criticized former PresidentArmando Guebuza and the reporters had republished the criticism.

"We are appalled by the brazen murder of Paulo Machava and call on authorities to investigate the crime efficiently, identify the motive, and prosecute the killers," said CPJ Africa Program Coordinator Sue Valentine. "Machava's murder has no place in a country striving to build a democracy that two decades ago emerged from civil conflict."

CPJ has documented the killing of only one journalist indirect
relation to his work since the organization began keeping records in 1992. In November 2000, CarlosCardoso , editor of the daily newsletter Metical, was gunned down inMaputo outside his office after the outlet published an investigation into alleged corruption at a major Mozambican bank. In 2003, six men were convicted for the murder,including one, Anibal dos Santo sJunior, who was sentenced to 30 years, according to newsreports . The son of former President Joaquim Chissanowas charged as the mastermind but died before the trial.


·          For data and analysis on Mozambique,visit CPJ's Mozambique page .

CPJ is an independent, nonprofit organization that works to safeguard press freedom worldwide.

Friday, 21 August 2015

Quelimane Capital da Cultura!

No ambito das celebracoes dos 73 anos de elevacao de Quelimane a
categoria de Cidade, foram lancadas ontem no Salao Nobre do Concelho
Municipal da Cidade de Quelimane, capital provincial da Zambezia,
cinco obras literarias. Trata-se das obras 'A Ciencia de Deus e o Sexo
das Borboletas' e a 'A Flauta do Oriente' de Daniel da Costa, 'O
curandeiro contratado pelo meu edil' e 'A adubada Fecundidade E outros
contos'  de Dany Wambire e 'Almas em Tacitas' de Lino Mukurruza.
Daniel da Costa reside na Cidade de Tete, Dany Wambire na Cidade da
Beira e lino mukurruza na cidade de Lichinga.

No Sabado, dia 22 de Agosto, sera lancada a obra 'Pneu em chamas' do
escritor Jorge de Oliveira.

Sunday, 24 May 2015

Sua Excia Senhor Ministro dos Transportes e Comunicaco,

Carlos Mesquita,

Excia,

Escrevo-lhe para informar que vou reactivar o meu blogue, www.fimdomonopoliodalam.blogspot.com no intuito de partilhar as experiencias que os utentes da companhia de bandeira possam partilhar as suas experiencias no sentido de ajudar a melhorar os servicos da companhia e quem sabe tambem ajude  a acabar com o monopolio desta companhia, razao fundamental, a nosso modesto ver, da sua ma performance!



Apesar de possuir profissionais de grande calibre, os servicos prestados pelas nossas Linhas Aereas de Mocambique deixam a desejar: sao avarias constantes que deixam os utentes 'literalmente pendurados', sao 'antecipacoes de voos' sem aviso previo, sao atrasos sem explicacao plausivel, sao voos que deveriam sair num dia e so saem no dia seguinte e invariavelmente quem arca com as consequencias somos nos que pagamos os bilhetes!

Por razoes profissionais, desloquei-me a Durban. Na ultima Quarta feira, dia 21 de Maio 2015, fiz o voo de regresso Durban-Maputo, saindo de Durban no voo da AirLink, pontualmente com a chegada prevista para
as 11.30, se a memoria nao me trai. Apesar de o aeroporto ter sido encerrado por mais de duas horas (sera necessario encerrar um aeroporto por duas horas, para receber um Presidente de um pais 'non-grato', que como se nao bastasse o facto de termos destruido o nosso pais para ajudar este pais a libertar-se do apartheir, ainda por cima seus concidadaos ingratos matam inocentemente nossos cidadaos, escorracam-nos do se pais e a policia prende, maltrata nossos concidadaos! Mas isso e pano para outra manga!

Dizia eu que o aeroporto foi encerrado por duas horas, pelo que sei porque o famoso lider nao chegou a hora marcada, fazendo o nosso Presidente ao que me consta 'apanhar seca! Essa do Presidente Nyussi apanhar seca comeca a ser norma! Apanhou com o Lider da Renamo e desta vez parece que apanhou tambem com o seu homologo sul africano, o que nada abona, pelo menos na segunda hipotese a nossa 'auto-estima'!

Chegados a Maputo fiz-me a cidade, pois tinha algumas reunioes programadas e cerca das 14.00 horas mandei fazer o check in! Qual nao foi o meu espanto!: o meu voo havia sido antecipado em mais de 7 horas ou seja para as 10.00 horas!

Nao acreditei! Que raio de eficiencia e essa? E porque e que nao informaram ao passageiro, a agencia que comprou o bilhete, a COTUR ou a instituicao que mandou comprar os bilhetes neste caso a Chemionics? Porque tinha um compromisso inadiavel no dia seguinte as 11.15 minutos em Quelimane, pensei em apanhar o voo para Nampula! naquele dia para meu azar todos os voos a Nampula ja haviam partido! A unica solucao era voar para Beira e depois fazer mais de 1000 kms em 09.00 horas de carro numa estrada Nacional que a nossa vergonha nacional por falta de manutencao!

Para a Beira so havia um voo as 19.00 horas que felizmente saiu a horas! As 20.15, num voo sem turbulencias cheguei a Beira e de la iniciei a turbulenta viagem de regresso a casa que iniciou as 02.30 da manha e so terminou as 10.00 horas com todos os riscos a isso associados!

A pergunta que faco e simples: ate quando o monopolio das Linhas Aereas de Mocambique na
na espinha dorsal- Maputo-Beira-Quelimane-Nampula-Pemba? Qe medidas Excia estara a tomar para que o sofrimento dos mocambicanos com os maus servicos da LAM termine?

E mais nao disse!

Manuel de Araujo

Anuncio de Vagas

A Chemonics International, é uma empresa de consultoria baseada nos Estados Unidos da América e está a recrutar profissionais para o Programa de Adaptação das Cidades Costeiras (CCAP), que visa aumentar a resiliência das cidades costeiras aos efeitos das mudanças climáticas, por um lado, incorporando aspectos de adaptação às mudanças climáticas nas actividades, processos e planos de desenvolvimento municipal e, por outro lado, apoiando na implementação das medidas adaptativas. Assim sendo, procura candidatos para duas posições abaixo descritas:
1. Conselheiro Municipal – baseado em Quelimane: dentre várias responsabilidades que o candidato irá desempenhar destacam – se as seguintes: Trabalhar em estreita colaboração com diversos actores e directamente com funcionários municipais para desenvolver e implementar um programa de formação e assistência técnica para melhorar os seus conhecimentos técnicos sobre a adaptação às mudanças climáticas (AMC) e redução de risco de desastres (RRD) com ênfase na prestação de serviços municipais resilientes;
Qualificações:
 Mestrado em políticas públicas, administração pública, gestão ambiental ou outras áreas relevantes, ou o nível de Licenciatura e 5 anos de experiência em administração de municípios ou administração pública;
 Experiência comprovada na administração municipal, administração pública, participação cívica, desenvolvimento comunitário, sociedade civil e planificação de políticas;
 Experiência em programas de adaptação às mudanças climáticas em África ou na sub-região da África Austral será preferida;
 Fluência em Português e domínio de Inglês.
2. Conselheiros Comunitários – baseados em Quelimane e Pemba: dentre várias responsabilidades destacam se: Garantir e fazer o acompanhamento de todas as actividades de nível comunitário e que estas sejam implementadas de acordo com os princípios e procedimentos do Programa. Parte das intervenções a este nível visam a proactividade das comunidades para a melhoria das práticas de higiene e saneamento, gestão comunitária de recursos naturais, medidas e as boas prácticas de gestão e protecção costeiras para redução da sua vulnerabilidade aos efeitos das mudanças climáticas;
Qualificações:
 Nível de Licenciatura em estudos de desenvolvimento, ciências biológicas, gestão ambiental, ciências sociais ou equivalente;
 Ter 5 anos de experiência efectiva em actividades de mobilização comunitária;
 Habilidades de comunicação e facilitação;
 Experiência na área de comunicação para a mudança de comportamento;
 Conhecimento sobre a extensão rural, Diagnóstico Rural Participativo (DRP), gestão de recursos naturais e redução de riscos e desastres;
 Experiência em programas de adaptação as mudanças climáticas, será uma vantagem;
 Fluência em Português e conhecimentos sobre as línguas Macua e Chuabo é uma vantagem;
 Habilidades orais e escrita de inglês é uma vantagem
Locais de trabalho:
 O Conselheiro Municipal estará baseado no Município de Quelimane
 Os Conselheiros Comunitários estarão baseados (1) Município de Quelimane (1) Município de Pemba.
Métodos de Candidatura: Todos os candidatos interessados deverão submeter os seus CV´s com uma carta de apresentação para o seguinte endereço electrónico: vacancies@ccap-mz.org indicando no assunto a posição pretendida até as 17 horas do dia 31 de Maio de 2015. Não serão aceite nenhuma solicitação por telefone. Apenas os candidatos seleccionados serão contactados.

Tuesday, 27 January 2015

Homenagem: Prof. Fafali Koudawo, Reitor da Universidade Colinas de Boé da Guiné-Bissau


Por Elisabete Azevedo-Harman, Chatham House, Londres
01/23/2015
Fafali Koudawo, ex-diretor da iniciativa Voz de Paz e INTERPEACEAcabo de saber do falecimento do colega e amigo Prof. Doutor Fafali Koudawo. Conhecemo-nos por volta de 2002 ou 2003 em Bissau. Desde daí mesmo que não falássemos com frequência, íamos sabendo um do outro. Academicamente, Fafali estava entre os melhores cientistas políticos com que eu me fui cruzando no mundo. A primeira vez que o conheci, eu era uma estudante de mestrado meia perdida sobre como estudar África.
Cheguei a Bissau para ‘trabalho de campo’ e sabia a teoria, mas não sabia como fazer a tal ‘ investigação’. Ele, já professor, recebeu-me com o mesmo respeito e paciência como se eu fosse uma conceituada professora doutorada.
Recordo que primeiro falámos num gabinete. Formais. Aproximava-se a hora de almoço e ele convidou-me para almoçar. Com um sorriso de teste, perguntou-me se eu queria almoçar onde almoçam os investigadores europeus ou onde o povo almoça. Lá fomos a uma tasca no meio de um dos bairros pobres. Acho que esta minha escolha foi um teste que passei com sucesso.
Fafali Koudawo, ex-diretor da iniciativa Voz de Paz e INTERPEACE
A conversa entre nós ia desde de lições elaboradas de ciência política como a discussões com humor sobre o que se passava à nossa volta. Durante essas semanas em Bissau deu-me conselhos e livros e encontrámo-nos várias vezes. Num dos “encontros-aula” disse-me sempre meio seguro e tímido que íamos à casa dele. Lá fomos. Era uma “casa-escola” improvisada.
Dr. Fafali era do Togo, mas adoptou a Guiné-Bissau como o seu país com muito carinho. A casa dele nessa altura estava cheia de crianças. Percebi a casa mesmo sem mesas e cadeiras era uma escola. As crianças do bairro ali estudavam e ele que podia ser professor em qualquer das melhores universidades do mundo ensinava o ‘A’ e ‘B’ com a mesma dignidade e respeito de estar a dar uma aula em Harvard. Sem vaidade mostrou-me a ‘escola’. Passei ali um dia e o tempo voou.
Depois foram anos e anos de correspondência. Uma das vezes veio à Europa e conversámos. Nos corredores duma universidade europeia era um distinto Professor, mas sempre modesto. A última vez que o vi foi no dia do golpe de estado em Bissau em Abril de 2012. Eu tinha passado a tarde com ele na universidade onde ele era agora o Reitor, Colinas de Boé da Guiné-Bissau.
Com o mesmo entusiasmo da “casa-escola” de há anos atrás, mostrou-me e apresentou-me alunos. Depois fizemos uma sessão de trabalho para escrevermos um livro em conjunto. Discutimos ideias e ideias. Combinámos reunir nos dias seguintes. Quando saí do encontro, estava a passar na rua da casa do primeiro-ministro quando as bazucas rebentaram. O golpe de estado tinha começado. Confusão, medo, pessoas a gritar, soldados e a incerteza.
O Prof. Fafali calculou pelo percurso que eu tinha sido apanhada na confusão. Nesse dia não conseguimos falar. No dia seguinte falámos ao telefone e como sempre aconselhou-me — sem dramatizar — a ficar quieta. Eu queria voltar a ir ter com ele. Ele disse que não. Nestas alturas quanto menos movimento melhor, disse. E no final do telefonema riu-se e disse teremos muitas oportunidades de falar e trabalhar…não tivemos. Morreu hoje.
Perdi um dos académicos por quem tinha mais respeito. A imagem e o entusiasmo dele naquele dia na pobre casa que era também escola improvisada foi sempre a minha imagem dele. O melhor livro sobre a transição política em Cabo Verde e na Guiné-Bissau é da sua autoria.
A Guiné-Bissau hoje ficou mais pobre, mas também a ciência política. Eu queria estar em Bissau para apresentar os meus pêsames à família e aos amigos.
Pode encontrar esta homenagem aqui.

Para quando um Plano Marshall para a Zambezia? Tres pontos para Carlos Agostinho do Rosario no seu regresso a 'Casa'! 

No nosso artigo da semana passada, pediamos accao energica e flexibilidade ao novo governo no que se refere as calamidades naturais que afectam a provincia da Zambezia! Pediamos, inter alia, que o Novo Primeiro Ministro, visitasse urgentemente a zona para, in loco, verificar as condicoes no terreno, o que lhe permitiria ajuizar os desafios no terreno e o tomar de posicoes face a enormidade da catastrofe! Pedimos muito, e verdade, inclusive que a primeira reuniao do Conselho de ministro fosse em Mocuba, mas como se sabe, em 'tecnicas de negociacao', os pontos de partida devem ser ou estar um pouco acima do realmente desejado ou esperado, por forma a que se consiga o que se quer! 

 Do ponto de vista de resposta institucional, ficamos bastante sensibilizados, quando nos demos conta de que o Primeiro Ministro, nao esperou por protocolos para por maos no terreno! Arregacou as mangas e la veio a Quelimane, mesmo sabendo que a provincia ainda nao tenha Governador! E mais, mesmo sabendo que tanto o Cessante, como o Novo Governador, bem como a Ministra da Administracao Estatal e Funcao Publica, na sua qualidade de mandaratia do Chefe do Estado chegariam no mesmo dia! O Primeiro Ministro, de forma pragmatica 'arranjou' formas de ca vir, antecipando-se em hora e meia a chegada do Governador e da Mandataria! Esta atitude e por nos saudada, pois como afirmaramos no artigo anterior quando estao em causa vidas, as regras protocolares cedem a sua primazia para dar lugar ao pragmatismo! Foi por isso que fizemos vista grossa a grave falha protocolar da Secretaria Permanente da Provincia da Zambezia, que no vazio do poder, entre a exoneracao do Governador Verissimo e a tomada de posse de Razak, nao soube coordenar pragmatismo e protocolo, tendo-se 'esquecido' de informar as autoridades competentes para a cerimonia de recepcao do Primeiro Ministro na sua primeira visita oficial depois da tomada de posse a uma provincia! Uma omissao protocolar grave do lado da Secretaria Permanente, se tivermos em conta nao so que (1) Carlos Agostinho do Rosario desempenhava ate a pouco a funcao de Embaixador Extraordinario e Plenipotenciario de Mocambique em varios paises asiatico, onde o protocolo e seguido a risca, como tambem se tivermos em conta o discurso do Chefe de Estado na Cerimonia de Tomada de Posse, onde apelava a inclusao e competencia ! E que esta omissao protocolar poderia ter manchado a primeira visita do Primeiro Ministro e usada como mais uma prova da dissonancia entre o discurso de Nyussi e a Practica! Felizmente, a simplicidade e informalidade de Carlos Agostinho do Rosario resolveu o problema, mas ca fica o aviso a navegacao: funcionarios nao preparados podem manchar a imagem dos superiores hierarquicos pois em politica nem sempre contam os factos mas sim as percepcoes sobre os factos! A mulher de Cesar nao basta que seja fiel, deve parece-lo!

Como pediramos no nosso artigo, ficamos sensibilizados e quica satisfeitos com o numero de ministros que se deslocaram a Zambezia, para in loco verificar a situacao no terreno, nomeadamente a (1) Ministra da Administracao Estatal e Funcao Publica, a (2) Ministra da Saude, (3) o Ministro das Obras Publicas e Gestao Hidrica! A grande omissao foi a ausencia dos ministros da Industria e Comercio e da Accao Social, Criancas e Genero, que a nosso ver, deveriam ca ter estado, nao so (no primeiro caso) para solidarizar-se com os empresarios da regiao e com eles discutir ideias praticas para minimizar o impacto da crise na actividade economica como a possivel reducao do preco do combustivel, e no caso da ministra do Genero, Criancas e Accao Social, para verificar o impacto da crise nas criancas, mulheres, idosos! E que senhora ministra, se nao sabia, fique sabendo que a provincia da Zambezia e aquela que tem os maiores indices de mortalidade infantil, materno-infantil e juvenil-infantil no pais! Ou seja e aquela provincia onde mais se morre (tirando Cabo Delgado e Manica)! E sendo a segunda provincia mais populosa do pais, esta crise se nao for bem gerida podera afectar a performance de Mocambique nos Millennium Development Goals! 



Satisfez-nos a visita de Carlos Agostinho de Rosario que no seu pragmatismo e simplicidade caracteristicos 'conseguiu inventar' tempo para auscultar uma parte importante da 'Opiniao Publica Zambeziana' sobre aspectos sensiveis da Zambezia, que ele bem conhece e do pais! Alias aqui na Zambezia nos cantamos sempre, os nossos Verdes Campos', o Hino do saudoso Conjunto Primeiro de Maio que inter alia lembra-nos que : 'E preciso auscultar, aquele que vai, realizar! Mas afinal, e o proprio povo, quem vai realizar, e o proprio povo, que ai se encontra o segredo do povo'! 

O unico senao nesta visita, foi o de nao ter aproveitado a ocasiao para cumprimentar o Lider da Oposicao, que se encontrava na cidade de Quelimane! Esta ousadia, quebraria o gelo, criando condicoes favoraveis para as negociacoes em curso! Em politica, nao basta sabedoria, simplicidade, e necessaria alguma astucia e coragem para fazer coisas que nao estao no 'Menu'! Para ja vao tres pontos para Carlos Agostinho do Rosario! 

Somados os pontos, aguardamos por uma accao energica porque de facto, a espinha dorsal da Zambezia esta quebrada! Aquilo que a guerra nao conseguiu fazer em 1986, 87, 88 a natureza responsabilizou-se de o fazer -dividir o pais pela Zambezia, com os impactos ja a vista! Se os ultimos 39 anos transformaram a Zambezia da maior economia provincial do pais para a mais empobrecida, as chuvas conseguiram aquilo que ate aqui nenhum exercito conseguira fazer, esquartejar e por em coma a economia da Zambezia! Nas condicoes actuais, nao se pode sair da Zona Sul para a zona centro da Zambezia, nem da zona centro para a zona norte (com cinco cortes na EN1 (dois cortes no rio Licunco, um corte no Rio Namilate perto da famigerada zona de Morrotone, outro no Rio Nivo e assim por diante entre Mocuba e Nampevo! Nao se pode sair do Ile a Gurue e nem de Milange a Gurue! Nao se pode sair de Gurue a Cuamba! E muito menos de Quelimane a Maganja ou Macuse! Nao se pode sair de Mopeia a Luabo! E nem se pode sai de Ile a Lugela! A economia da Zambezia se ja estava de joelhos, agora esta literalmente em coma! E para ressuscita-la precisamos de UM Plano Marshall para a recuperacao do tecido economico e social, das infrastruturas e dos empresarios(foi o plano que os EUA implementarao para a recuperacao da Europa depois da Segunda Guerra Mundial) sem este plano, a recuperacao da Economia Zambezia continuara a ser uma miragem, fazendo com que milhares de zambezianos e nao so continuem a vegetar nos mercados de Macurungo, Goto, ou Estrela Vermelha! Alias sendo a provincia que mais sofreu pelos efeitos da Guerra dos 16 anos, esse Palno Marshall esta no minimo atrasado 23 anos! E para comecar, uma vez que o preco do barril do petroleo no mercado internacional baixou de mais de cem dolares para menos de cinquenta, sugiro uma reducao no preco do combustivel, senao para o pais inteiro, pelo menos numa fase experimental, para as zonas centro e Norte do pais que estao ha tres semanas as escuras!

Thursday, 22 January 2015

Martin Hill obituary


Martin Hill
Martin Hill first went to Africa in 1965 to teach English in Uganda
My father, Martin Hill, who has died of cancer aged 71, championed human rights in Africa for more than 32 years during his career with Amnesty International.
He was instrumental in exposing the human rights violations committed in Ethiopia and Eritrea by the Derg military force, many of whom were subsequently convicted of genocide and crimes against humanity. He campaigned tirelessly for the release of dozens of prisoners of conscience, including Netsanet Belay, who is now Amnesty International’s Africa research and advocacy director.
Martin, who was based at the Amnesty secretariat office in London, helped human rights activists in east Africa, including those in Somalia who sought to build a human rights foundation in a country with no central government. He was a founding member in 2005 of the East and Horn of Africa Human Rights Defenders Project.
His commitment and compassion touched all those with whom he worked. He was greatly respected by the survivors of human rights violations and the victims’ families.
Martin was born in Leeds, to Dudley Hill, a clergyman, and Nancy (nee Bates). From Durham school he went to Downing College, Cambridge, where he graduated in classics. He inherited his parents’ musical talents and was an accomplished pianist.
In 1965 he went to teach English in Uganda. He subsequently lived in Kitui, Kenya, with the Kamba people and wrote a dissertation that earned him a PhD in social anthropology from the London School of Economics. In 1976 he joined Amnesty and worked as a researcher on east Africa, and especially the Horn of Africa, until his retirement in 2008.
During his time at Amnesty, he taught at the University of London and was a visiting research fellow at the Institute of Commonwealth Studies. After retiring, he continued to work on human rights in Africa and wrote reports on minority rights in Somalia, trials in Ethiopia and child soldiers in Eritrea.
Martin was passionate about gardening and RHS flower shows. He loved art and music, and delighted in his collection of African headrests. He was on the council of the African Studies Association and the Anglo–Somali Society and was a keen supporter of the Black Cultural Archives, in Brixton, south London.
He is survived by his wife, Dawn, whom he met at the LSE and married in 1972, and by two children, Andrew and me, a grandson, Lewis, and his sister, Rachel.

Tuesday, 2 December 2014

Quelimane: ergue-te et ambula!

Uma delegacao de mais de 14 empresarios do municipio de Quelimane escalou Portugal a convite do NERSANT, Nucleo de empresarios da Regiao de Santarem, inaugurando desta forma a primeira fase da internacionalizacao da ´Marca Quelimane Rumo aos Bons Sinais´. A delegacao era composta por empresarios Quelimanenses filiados na ACIZA, Associacao Comercial e Industrial da Zambezia presidida por Inusso Ismael. De facto, depois da fase regional (Africa) em que o municipio de Quelimane foi agraciado com o premio `romotores da Mudanca pelo prestigiado semanario Sul Africano The Mail and Guardian e a Southern Africa Trust, esta viagem, foi a primeira de uma delegacao de empresarios do Municipio de Quelimane em 39 anos, a abrir as portas da Europa na busca de oportunidades de negocios e de investimentos. Na senda desta participacao preve-se que empresarios portugueses escalem o municipio d Quelimane em Marco de 2015 com o objecto de verificar in loco as oportunidades existentes para a criacao de parcerias e instalacao de negocios em Quelimane e na Zambezia. O Edil de Quelimane, Manuel de Araujo aproveitou a digressao para encetar contactos com a comunidade mocambicana e Quelimanense na diaspora bem como com autoridades municipais e governamntais portuguesas, sendo a salientar os encontros de trabalho e de cortesia com o Ministro Portugues do Emprego e da Solidariedade, o Secretario de Estado de Emprego, o Presidente do Institudo de Emprego e Formacao Profissional, bem como os presidentes das camaras municipais de Aveiro, Santarem, Ferreira de Zezere, Chamusca,  Abrantes, Vouzela entre outras. A convite do Presidente do Instituto do Emprego e Formacao Profissional de Portugal, Dr Jorge Gaspar, o Edil de Quelimane participou na inauguracao pelo Ministro do Emprego e Solidariedade do Samsumg Tech Institute, um laboratorio de tecnologia instalado na Escola de Profissional de Aveiro.

Friday, 21 November 2014

Recordando o barbaro assassinato de Max Love!

Faz hoje um ano que o músico Max Love foi assassinado a sangue frio pela Guarda Pessoal do Governador da Província da Zambézia, Joaquim Veríssimo! Esta morte é apenas uma dentre várias que caracterizam os processos eleitorais em Moçambique!
Desde 1994 sistemática e ciclicamente as nossas eleições são baptizadas com sangue de inocentes! Assim foi em 1994! Assim foi em 1999! Assim foi em 2004! Assim foi em 2011 e como não deixaria de ser assim foi em 2013 e 2014! Neste país que se pretende democrático a nossa festa eleitoral é sempre seguida de violência, mortes, luto e sangue! Sempre que há eleições a festa que as deveria caracterizar num estado de direito democrático é transformada em luto para muitas famílias! Enquanto uns celebram as Vitórias com gargalos de champanhe outros as testemunham com o sangue de seus entes e queridos! Foi assim em Montepuez onde cerca de 40 apoiantes da Renamo morreram asfixiados numa penitenciaria!  Foi assim em Mocimboa da Praia quando também apoiantes da Renamo foram enviados desta para o melhor por terem ousado desafiar o poder! Foi assim em Sofala este ano onde um jovem foi baleado por ter cumprido com o seu direito cívico de denunciar uma fraude!  Tudo isto com a conivência silenciosa da Comunidade Internacional que vende seu silêncio de ouro em troca de poços de gás, carvão,rubis e outras riquezas! As mesmas mãos assassinas que na década 1960 e 1970 liquidaram durante a luta armada irmãos nossos como Filipe Magaia, Razao, Simango, Celina, na década 1980 e 1990 voltaram a atacar, quais monstros selvagens ( vampiros que se alimentam de Sangue) e levaram as vidas de Carlos Cardoso, Siba Siba Macuacua, continuam a trazer luto e dor a famílias moçambicanas! E quando pensávamos que a sua sede e saga anguinária estava satisfeita eis que para saciala inventaram a guerra de Satungira e  Muxungue onde dezenas de moçambicanos perderam suas vidas e seus bens!  Como explicar o silêncio cúmplice das autoridades políticas, governamentais, jurídicas, parceiros de Cooperação e quiçá a sociedade civil?
Como justificar este silêncio mórbido sobre crimes hediondos que arrepiariam a qualquer ser humano? O único crime do jovem Max Love foi ter subido num camião e através da sua arte, cantar, colocar no ar o sentimento do povo Quelimanense! Será crime neste país celebrar de forma pacífica a Vitória de un candidato? Cade a justiça senhor Presidente? Cade a justiça senhores presidentes dos tribunais provincial da Zambézia, de Nampula e quiçá do Tribunal Supremo agora de férias pagas pelo erário público na praia do Wimbe? Não cabe na vossa agenda de "Balanço da Justiça" um parágrafo sobre a vida de Max Love? A final para que serve a nossa Constituição da República?  Ou haverá Moçambicanos da  primeira e Moçambicanos da terceira, aqueles cujas vidas nada valem? Aqueles que semeiam a morte hoje e seus cúmplices não clamam por justiça quando a espada da justiça firme e resoluta descer dos céus para se impor na terra! Aqueles que connosco rezam nas igrejas em tempos eleitorais mas na promiscuidade da noite prometem a morte e a materializam! Quando o Chefe de Estado se recusa a  respeitar a memoria de um jovem inocente barbaramente assassinado como o fez na Praca dos Herois no doa 7 De Abril de 2014 e tempo de citar George Orwell, de facto 'os porcos triunfaram! Ao Max Love e a todos os jovens da geração do Max Love aqui fica a nossa singela homenagem e o nosso juramento: não descansaremos enquanto os mandantes e os executores deste hediondo crime não forem trazidos a barra da justiça! Elabo edji djaani? Djeewu! Ontonga baani? Diiyo!
Manuel de Araújo

Da (Re)lembraça do Max Love ao direito à indignação, Por Luis Nhachote em Quelimane




Faz hoje um ano que o jovem músico, Max Love, foi assassinado nesta cidade por um dos guardas da segurança do governador Joaquim Verissímo, quando celebrava, junto com parte de vós aqui presentes, a reeleição do edil Manuel de Araújo, para a condução do destino colectivo de Quelimane e de todos que nela residem.
Na condição de observador dessas eleições autárquicas, eu encontrava-me nesta cidade para aferir o grau participativo, os números e civismo com que as mesmas decorreram.
No dia 21 de Novembro de 2013, no calor da vitória que levou a maioria dos municipes às ruas nessas celebrações, eu estava sentado algures, numa internet café, quando uma SMS entrou no meu celular dando conta do assassinato do Max Love. “Mataram um jovem cantor em frente da residência do governador” dizia a mensagem!
Apesar do destino não ter convergido para que nos conhecessemos em vida, os valores nobres e universalisados do direito a vida, não me permitiram que ficasse estático na “internet café”. O homicidio voluntário qualificado é um crime previsto e punivel nos termos do código penal vigente no país que conheço e a declaração universal dos Direitos Humanos, consagra o direito a vida.
Por isso, tomei o primeiro taxi-bicicleta que me apareceu em frente e fui de imediato ao local aonde o crime tinha acontecido, meia horas antes da minha chegada nesse local onde ainda fervia à indignação popular, parte dos guardas do governador da província, impedia aos municipes de continuarem a marcha, quando o corpo de Max Love, sem vida, dava entrada no Hospital Provincial de Quelimane.
Fazendo uso do crachá que me tinha sido facultado pelos órgãos de administração eleitoral, exibi-o aos guardas para que permitissem a minha passagem pelo local onde os algozes, quais vampiros sedentos de sangue, tinham, com as armas do totalitarismo e da arrogância, posto fim a vida de um cidadão nacional que escolheu Quelimane como lugar para se estabelecer.
Seu único crime: celebrar a vitória da oposição e do seu canditado. A mais prova cabal da intolerância política, criava este “mártir” dos dias difícies da consolidação da nossa perene democracia!
Chegado ao hospital, pude ler nos olhos dos presentes, o sentimento de revolta, contida na raiva em hibernação...
Mataram Max Love. Assassinaram Max Love.
Uma parte de todos nós também foi “assassinada” naquele fatídico dia 21 de Novembro.
É essa parte de nós “assassinada” que pretendemos resgatar aqui, nesta homenagem ao jovem cantor.
Como resgatamos essa parte de nós que também foi um pouco “assassinada”?
Resgatamos exercendo na plenitude o direito à indignação, ao protesto formal, junto as autoridades competentes.
Ninguém deve ficar impune aos crimes de homicídio voluntário, sobretudo quando o rosto do “assassino” foi identificado.
Soube que os autos foram abertos e um processo foi então instaurado. Soube também, que o responsável directo deste crime a todos os títulos condenável, foi “afastado de circulação”.
É por isso então urgente, que como cidadãos protegidos pela mesma lei mãe, a nossa Constituição da República, nos erguamos.  
Se a Procuradoria Geral da República, entidade conhecida como advogada do Estado – e dos seus cidadãos – e garante da legalidade já remeteu a acusação ao tribunais compententes então o criminoso deve ser julgado seja ele quem fôr.
É preciso que petições sejam escritas e assinadas e entregues a outras entidades, tais como a Liga dos Direitos Humanos, ao Concelho Constitucional, ao Ministério da Justiça, ao Tribunal Supremo, denunciando a apátia da justiça na resolução deste caso, que infelizmente não trará de volta o Max Love, mas que de certeza irá sementar o direito a dignidade pela vida.
É verdade que a expressão mais alta da “insensibilidade”  ao assassinato de Max Love, veio da parte do nosso mais alto magistrado da Nação, que a 7 de Abril, ignorou o minuto de silêncio solicitado pelo Presidente da Autarquia de Quelimane, Manuel de Araújo, aquando da celebração do 7 de Abril (Dia da Mulher Moçambicana), num comício popular que teve lugar na Praça dos Heróis Moçambicanos em memória do jovem músico Max Love.
Mas isso não nós pode fazer vergar de exigirmos, todos os dias, que a JUSTIÇA SEJA FEITA.
Desafio a todos os presentes, a criação da Associação dos Amigos do Max Love, uma agremiação que poderá servir como meio de pressão para a resolução deste caso e de tantos outros anónimos que teimam em perdurar na consolidação de um verdadeiro Estado de Direito e Democrático, onde ninguém esteja SENTADO em CIMA DA LEI!

Muito obrigado
Luis Nhachote,
Quelimane 21 de Novembro de 2014