Wednesday, 24 July 2013

MOVIMENTO DEMOCRÁTICO DE MOÇAMBIQUE


O Galo MDM

 

(MDM)

Presidente

Ilustres Quadros do Partido,

Compatriotas,

Minhas Senhoras e Meus Senhores.

Durante sessenta dias de recenseamento eleitoral (25 de Maio a 23 de Julho de 2013), diversos quadros do partido estiveram envolvidos directa ou indirectamente no processo, nas cinquenta e três autarquias do País.

O Movimento Democrático de Moçambique, oficialmente registado a 5 de Maio de 2009, foi a única força politica nacional de oposição, que se fez presente nas brigadas de recenseamento para fiscalizar o processo, o que demostra o esforço colectivo duma maquina partidária empenhada e cumprindo com as decisões do nosso I Congresso, ocorrido na cidade da Beira, de 5 a 8 de Dezembro de 2012.

Face a esta nobre missão, quero transmitir o nosso apreço e carinho, aos membros e simpatizantes do partido, por terem tornado possível a fiscalização e todo o apoio logístico a este processo que ora termina.

Realizamos o nosso primeiro grande combate, tivemos baixas, tivemos divergências, tivemos experiências amargas, mas, acima de tudo, soubemos estar enquanto partido político de dimensão nacional e com responsabilidades acrescidas, unidos e concentrados no nosso adversário comum e desafios inerentes ao processo democrático complexo, numa democracia moçambicana amputada, onde um regime que governa o país desde da independência nacional, tudo faz para perpetuar -se no poder, e que não mede a meios para atingir os fins.

Muitos colegas passaram os sessenta dias com fome, com sede, com detenções infundadas, noites em branco a pensar nas artimanhas do dia seguinte, tudo isto e muito mais passamos, conscientes de que a nossa luta deve levar-nos a um 'Moçambique para Todos'.

É destas mulheres, homens e jovens do Movimento Democrático de Moçambique, que em nome dos moçambicanos, conseguiram impor-se, num processo longo, sem recursos equiparados ao nosso adversário directo, que recorre a estruturas administrativas do Estado para se impor; a vocês todos quero em nome dos órgãos do partido endereçar-vos os nossos agradecimentos pelo empenho, dedicação, coragem e zelo,. Vencemos esta grande batalha e fizemos um bom combate!

Companheiros,

Porque o processo segue a fase seguinte, que é de preparação das listas para membros das Assembleias Municipais, da recolha das assinaturas para as fichas de apoio as candidaturas, urge mais uma vez, o espirito de lealdade aos Estatutos, as decisões do Congresso, voltem a inspirar vários quadros do partido.

As directrizes das composições são perfeitamente conhecidas, quer pelas delegações políticas provinciais, distritais e municipais, bem como pelos gabinetes provinciais de eleições, distritais e municipais. Estas mesmas directrizes são conhecidas pelas ligas das mulheres e pelas ligas da juventude a todos níveis, dai que todos estaremos a falar a mesma língua, a língua que aprovamos no nosso histórico Congresso.

A articulação e a coordenação interna devem ser a regra para permitir que todos os quadros que se empenham no partido não se sintam frustrados por decisões egoístas ou discriminatórias. Todos temos qualidade, dai que a transparência na preparação das listas deve ser o lema da estrutura local dos órgãos do partido a vários níveis.

As vagas a preencher são poucas para a dimensão que o partido é hoje, a dimensão do MDM é a dimensão de Moçambique, a nossa dimensão será muito mais, se cada membro cumprir com a sua parte, respeitando os estatutos, as decisões dos órgãos, instrumentos legais do partido e trabalhando sem preconceitos, unidos e determinados.

Lembrar que o processo é de todos os membros do partido seja ele de nível nacional, provincial, distrital, da vila, da localidade, do bairro. Todos tem o mesmo peso e oportunidades para se enquadrarem como candidatos a membros da Assembleia Municipal, dai que a transparência, o diálogo permanente e articulação entre os órgãos e os gabinetes de eleições, deve ser de equidade e de equilíbrio. 

Para os Candidatos a Presidentes do Conselho Municipal, lembrem-se de que é da responsabilidade exclusiva da Comissão Politica Nacional, como órgão colegial e não de um só membro em si como Membro da Comissão Política Nacional.

Queremos sair deste processo de preparação mais unidos para enfrentarmos as fases da batalha que se seguem, que são a pré campanha, a campanha eleitoral, a votação, unidos com os canos apontados ao nosso único adversário político.

Vencer é possível e nos já provamos isto, na Beira e recentemente em Quelimane, dai que a coesão interna, e o comportamento das várias lideranças do partido devem convergir para o Moçambique que pretendemos construir, e reduzir a miséria a que estamos sujeitos hoje.

Paralelamente a este processo, temos que estar conscientes de que somos a única oposição moçambicana que governa território e que conseguiu quebrar a bipolarização, e precisamos de crescer mais, vamos continuar a trabalhar de mãos dadas duma forma humilde e dura, duma forma consciente e de respeito mútuo, duma forma incansável e em equipa, duma forma em que todos somos filhos e cobertos pela Bandeira do MDM.

Estas eleições servirão de balão de oxigénio para, em definitivo, conseguirmos o trampolim para as eleições presidenciais, legislativas e provinciais de 2014, ai sim, seremos tão poucos para o nosso mosaico político cultural, por isso temos que continuar a mobilizar membros para se filiarem ao partido que esta a dar, por sinal é MDM.

Amemos o que construímos com sacrifício, lutando para a sua consolidação e ampliação.

Bom trabalho para todos e que Deus ilumine as vossas mentes.

 

Muito Obrigado!

Moçambique para Todos

 

Beira, 23 de Julho de 2013

O Presidente

 

Daviz Mbepo Simango

Afonso Antonio Lobo: Faleceu


MENSAGEM DA FAMILIA

 Foi com profunda dor e consternacao que no passado Sabado, dia 20 de Julho, recebemos a noticia do desaparecimento fisico do nosso ente querido, Afonso Antonio Lobo.

AFONSO ANTONIO LOBO,  nasceu a   07 de Setembro de 1958, em Quelimane, filho de Antonio Lobo e de Joaquina Lopes de Araujo. Segundo rapaz, de uma familia de sete irmaos (tres rapazes e quatro meninas),  Afonso cedo abandonou o aconchego do lar paternal para prosseguir aquela que viria a ser a sua paixao profissional –estudar e leccionar (paixao que alimentou ate ao ultimo dia de vida), primeiro em Quelimane e mais tarde em Nicoadala, onde ingressou no Seminario do Bom Pastor, Beira, Maputo e alem fronteiras (Illinois), na busca incessante do saber fazer.

Com os acontecimentos que se seguiram a proclamação da Independencia Nacional e que levaram ao encerramento dos Seminarios Católicos, o jovem Afonso regressa a Quelimane, onde completou o ensino secundário com distinção no entao Liceu Azevedo Coutinho. Terminado o secundário, na altura o mais alto nivel de escolaridade na provincia, e merce do seu desempenho academico, teve o privilegio de fazer parte do grupo seleccionado para continuar com os estudos na Escola Pre-Universitaria Samora Machel na Cidade da Beira.

 

Em 1981, ingressa na Faculdade de Engenharia da Universidade Eduardo Mondlane, onde cinco anos mais tarde se gradua, em Engenharia Electrotecnica, Sistemas de Energia e Accionamentos Eléctricos. Em 1986, é convidado para a carreira docente, profissão que abraçou com dedicação e abnegação ate ao último dia de sua vida.

A partir de 1988 Afonso Lobo, conciliou a sua paixão profissional (docente), com a de gestor empresarial, tendo sido sucessivamente, Director Tecnico, Director Adjunto e Director Geral da Empresa Nacional de Instalações Electricas (ENIEL), E.E.

Numa altura em que proliferam os professores turbo, a sua paixão pela docência f~e-lo recusar ofertas vindas de vários quadrantes empresariais, tornando-se num dos poucos quadros a tempo inteiro na Faculdade de Engenharia. A sua simplicidade, rigorosidade, e humildade, aliadas a entrega a causa da docência e experiência empresarial fizeram com que fosse proposto para a funcao de Director Adjunto da Faculdade para a Area administrativa, cargo que assumiu no ano 2000.

Em 1996, contraiu o matrimonio com Ana Maria de onde brotou um filho, o Lobinho.

Em 1997, foi agraciado com uma bolsa de estudos da African American Institute na Southern Illinois – Carbondale, Illinois, EUA, onde em Agosto de 1999 conclui o Mestrado em Engenharia Electrica, regressando uma vez mais, a ‘sua’ faculdade onde para alem da docência, desempenhou funções administrativas.

Afonso Lobo, foi para nós familiares, uma fonte inesgotável de inspiração, um porto seguro de amizade e uma companhia certa nos momentos mais dificeis das nossas vidas! Quando não sabias o que fazer, como fazer ou com quem fazer, era em ti que nos socorriamos na certeza absoluta de que voltariamos com a fórmula mágica!  Soubeste ser, de forma natural e humilde para muitos de nós, aquela luz imaculável que iluminava nossos caminhos nas horas mais tenubrantes de nossas vidas! Nos momentos de dúvida e hesitação sabias ser aquela voz meiga mas segura que nos mostrava o caminho a seguir!

Soubeste ser, ao mesmo tempo pai, esposo, amigo, irmão, tio, primo, conselheiro, encarregado de educação, e para alguns professor e colega de profissão.

Neste momento de dor e consternação, queremos deixar aqui a nossa eterna gratidão, na esperança de que o teu exemplo de tenacidade e simplicidade, humildade e competencia, dedicação e entrega continue a inspirar nao so a nos, mas as dezenas senao centenas de jovens que formaste!

A Mana Ana e ao Lobinho, as primas Antónia, Judite e Luisa, ao primo Zaqueu, a tia Susana e Victoriano e a todos os familiares, sabemos da intensidade da dor que vos vai na alma, mas tambem estamos confiantes de que Deus, o Misericordioso, Lhe dara o ETERNO DESCANDO!

 

Descanse em Paz  Afonso!

Tuesday, 2 July 2013

CONSELHO MUNICIPAL DA CIDADE DE QUELIMANE


 

Gabinete do Presidente

 

Mensagem do Senhor Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane, pela passagem dos 38 anos da independência no actual contexto político nacional

 

Caras Munícipes da Cidade de Quelimane,

Caros Munícipes da Cidade de Quelimane,

Minhas Irmãs, Meus Irmãos, Minhas Mães, Pais, Irmãos, amigos, moçambicanos e moçambicanas residindo nos diferentes cantos deste Município da Cidade de Quelimane,

Em 1975, os moçambicanos, em geral, os Munícipes da Cidade de Quelimane, em particular libertaram-se formalmente do jugo colonial que se prolongava desde 1898, data em que os factos históricos confirmam o início da ocupação efectiva do território Moçambicano. A independência nacional transportava para os Munícipes desta linda e bela Cidade, como também para os moçambicanos, seis pressupostos basilares que passavam necessariamente por: i) eliminar as estruturas de opressão e exploração colonial; ii) estender o poder popular democrático (que, depois de muito atraso, em Quelimane só foi possível em 2011); iii) edificar a economia independente, promover o progresso cultural e social; iv) consolidar e defender a independência e a unidade nacional; v) estabelecer relações de amizade e cooperação com outros povos e Estados; vi) e finalmente, prosseguir a luta contra o imperialismo (da esquerda comon da direita).

 

Neste momento, cabe a cada um de nós, Munícipes da Cidade de Quelimane, Moçambicanos deste belo País depositar um singelo agradecimento a todos aqueles que nos anos 60 e 70 tiveram a coragem, a convicção, a visão, a missão e o sonho de ver este Município e este País independente da dominação colonial. Agradecemos de forma crédula e humilde a todos aqueles que directa e indiretamente ofereceram a sua juventude, as suas vidas, o seu corpo e o seu sangue para libertação desta bela, linda, querida e amada Cidade de Quelimane. Alargamos este agradecimento aos povos e países irmãos que logo na primeira hora prestaram seu apoio incondicional ao processo, a logística, as estratégias e o abnegado apoio financeiros alocados para luta de libertação da Pátria e dos moçambicanos.   

Apesar dos agradecimentos que endereçamos àqueles que contribuíram para a independência deste Município e deste País, importa recordar que os 38 anos da independência foram ininterruptamente sacudidos por desafios cuja avaliação dos alcances e das expectativas exige profunda reflexão colectiva por parte de cada um de nós. Focalizando a reflexão nos valores da moçambicanidade que se pretendia construir e consolidar com a independência, e questionamos em que medida conseguimos verdadeiramente eliminar as estruturas da opressão, da exploração e do nepotismo. Questionamos, se a independência não terá simplesmente modificado as relações de opressão e de dominação, que desta vez passaram a ser praticados por uma elite política nacional que teve o privilégio de liderar o processo da libertação do País. Será que depois da independência foi possível estender e reforçar efectivamente o poder popular democrático para os municípios e distritos do País? Numa dimensão das políticas sociais cabe nos reflectir, se a independência assegurou a maioria dos cidadãos moçambicanos o acesso a água potável, o acesso à rede escolar e hospitalar, o acesso facilitado dos transportes. Terá a independência conseguido aumentar a quantidade e qualidade de calorias que cada moçambicano consome e que consequentemente implicaria o aumento dos anos de vida de cada um de nós? Que factores justificam que decorridos 38 anos da independência nacional, ainda temos crianças e jovens estudando o ABC, o 1,2, 3...., debaixo de uma árvore, sujeitas a um conjunto de intempérie: chuvas, frio, calor poeira e muito mais?. Terá a independência viabilizado a consolidação das liberdades políticas, da unidade nacional e fortalecido a moçambicanidade? Em que medida o desenvolvimento de relações de amizade, cooperação e as opções políticas, económicas, diplomáticas, fortemente influenciadas pelo comunismo e socialismo favoreceram o crescimento e desenvolvimento das instituições do Estado moçambicano? Ate que ponto a re-introducao do capitalismo respondeu as questoes estruturais da economia e sociedades mocambicanas?  As respostas que podermos trazer destes questionamentos podem ser muito bizarras quando verificarmos que o próprio texto constitucional trazido aos moçambicanos em 1975 apelava o combate ao capitalismo e ao imperialismo. Entretanto, as armas usadas para combater o capitalismo e ao imperialismo favoreceram a emergência de uma classe burguesa nacional completamente divorciada da linha de orientação ideológica que propunham ao seu povo e desresponsabilizada dos interesses colectivos da nação.    

Caras Munícipes da Cidade de Quelimane,

Caros Munícipes da Cidade de Quelimane,

Minhas Irmãs, Meus Irmãos, Minhas Mães, Pais, Irmãos, amigos, moçambicanos e moçambicanas residindo nos diferentes cantos deste Município da Cidade de Quelimane, 

 

A história dos 38 anos da independência deste País fazem-nos recordar momentos de tristeza, de tumultos, da fome colectiva, da pena de morte, dos centros de reeducação, da mortalidade infantil, da má nutrição, de uma qualidade de vida cada vez mais degradante e índices da pobreza que crescem cada vez mais de forma logarítmica e exponencial. Em outras palavras, a história da independência também negou-nos a liberdade, negou-nos a própria independência, negou-nos a existência! Esta situação degradante, a que estivemos sujeitos, derivou da direcção política e económica pensada e implementada de forma desajustada da realidade nacional. Por causa dela, fomos empurrados para um terreno lamacento, desconfortável e indigno. É neste terreno abominável onde, mais do que nunca, somos hoje um povo altamente endividado, o que não nos confere a dignidade, que merecemos no concerto das nações. Por causa destes males e dos erros na orientação estrategica, política e económica, Moçambique transporta uma dívida, que apesar de perdoada varias vezes, não justifica o estágio letárgico da pobreza em que a maior parte dos moçambicanos, hoje se encontram subordinados.

Hoje aos Munícipes da Cidade de Quelimane e aos moçambicanos, adjudica-se a difícil tarefa de justificar como e porque, os piores males da sua história, só para citar alguns: a) as mortes bárbaras e brutais do conceituado jornalista Carlos Cardoso e do economista Siba-Siba Macuacua, cuja justiça revelou-se incapaz de esclarecer; b) as agressões públicas contra os antigos trabalhadores moçambicanos na República Democrática da Alemanha; c) as agressões militares e policiais contra os desmobilizados de guerra; d) as agressões públicas contra mulheres e crianças que reivindicavam melhorias de condições de vida em 2008 e em 2010, cujo polícia e o exercito que juraram defender esse mesmo povo, acabou respondendo violentamente, trazendo a dor e o luto, só nos fizeram recordar a fada dos massacres a pessoas inocentes cometidos por regimes políticos degradantes e brutais; e) a recessão económica. Em que medida estes actos ajudam a construir o edifício da coesão, da solidariedade, da confiança entre o Estado e a Sociedade que conduziriam aos objectivos da independência!

Sobre estes sorumbáticos desafios do processo da moçambicanidade, recordamos o conceituado filósofo moçambicano, Severino Nguenha, que na sua famosa obra Filosofia Africana: das Independências às Liberdades na qual dizia que os anos da independência deste país constituíam um período de ocasiões perdidas e da nossa condenação. Fomos, assim, condenados a pobreza, a ignorância, ao comunismo, a pena de morte, e muitos outros perversos e sinistros efeitos das opções políticas, económicas e da governação. De acordo com o filósofo, urge que mudemos de direcção e procuremos caminhos alternativos ao desenvolvimento, ao crescimento, à justiça social e a equidade na distribuição e acesso aos recursos. Os Municípios de Quelimane e da Beira, através de um Movimento melhor estruturado e determinado nos propósitos do País, deram sinais precisos de mudanças na direcção certa. Os resultados de tais mudanças são cada vez mais animadores e encorajadores. Por isso, ao celebrarmos os 38 anos da independência, a nossa geração é convidada a pensar nas formas de participar na elaboração de um futuro diferente, do presente que nos é dado a viver e a observar, como bem afirma o aludido filosofo,tambem fruto desta independencia.

 

Caras Munícipes da Cidade de Quelimane,

Caros Munícipes da Cidade de Quelimane,

Minhas Irmãs, Meus Irmãos, Minhas Mães, Pais, Irmãos, amigos, moçambicanos e moçambicanas residindo nos diferentes cantos deste Município da Cidade de Quelimane, 

 

A nossa moçambicanidade, o nosso progresso, as nossas liberdades não são medidas pela forma copiada, repetida e reproduzida na qual, temos tentado minimiza-la os limites do espaço geográfico: do Rovuma ao Maputo; do Zumbo ao Índico e muito menos pelo simples apelo retórico da unidade nacional. A moçambicanidade é avaliada pelo desafio árduo da nossa capacidade de superar o passado impregnado no sofrimento manchado pela tortura, matança, ganância e pelos desequilíbrios que levam a exclusão de certos grupos sociais, económico e culturais do acesso aos recursos públicos. O projecto independentista delineado depois de 1975 e que transportava o conceito da moçambicanidade só seria avaliado pela capacidade que, como Munícipes da Cidade de Quelimane, como moçambicanos deste País, teríamos de perdoarmos, e nos reconciliarmos pelos deslizes cometidos e sofridos, no passado e no presente. A nossa moçambicanidade e os 38 anos da nossa independência devem ser avaliados, sobretudo pela nossa determinação de darmos as mãos e juntos construirmos um futuro comum, desenhado e contido numa agenda colectiva que não deve ser hipotecada por nenhum partido político, nenhum actor político, económico e/ou social e muito menos por nenhum grupo étnico nem tribal. Verificamos com tristeza que existe no mercado político um produto falacioso de que o futuro deste país depende de um único partido político. Desaprovamos com veemência este tipo de pensamento que nos parece tinhoso, deselegante, desairoso e desonesto! Por isso, quando assumimos a liderança do Município da Cidade de Quelimane em 2011, mudamos o paradigma tradicional que lá se tinha instalado durante mais de 38 anos e apelamos para um novo pacto político onde Quelimane deveria ser o espaço para todos. Dai o nosso slogan: Quelimane para todos, rumo aos bons sinais. Recordamos que com este slogan queremos e estamos mostrando que o futuro de Quelimane depende do nosso nível de coesão, de solidariedade, de confiança recíproca e de um novo pacto político e social que deveremos construir e consolidar. Lancamos as pedras deste novo paradigma onde os funcionarios municipais sao nomeados e promovidos com base no merito e na entrega a causa municipal independentemente da sua crenca religiosa, naturalidade, raca, filiacao partidaria ou ideologica. Ou seja um Quelimane que pode e deve ser construido por todos, com todos e para todos. Um Quelimane onde ser do MDM, da Frelimo, da Renamo, do PDD ou de qualquer outro partido politico nao e condicao para participar de forma digna na construcao da visao comum que queremos para a nossa cidade.

Caras Munícipes da Cidade de Quelimane,

Caros Munícipes da Cidade de Quelimane,

Minhas Irmãs, Meus Irmãos, Minhas Mães, Pais, Irmãos, amigos, moçambicanos e moçambicanas residindo nos diferentes cantos deste Município da Cidade de Quelimane,  

Concentrados nos fundamentos da paz, lamentamos profundamente quando verificamos existir no mercado político nacional e na imprensa nacional e internacional sectores de opinião pública procurando, esvaziar a qualquer preço os valores e os princípios consagrados no Acordo Geral de Paz (AGP). Existe, em certos sectores políticos, sociais e jornalísticos, tentativas tinhosas mal intencionadas de esgrimir a validade do AGP através de argumentos falaciosos da sua caducidade, invalidez, ate mesmo, da inexistência do AGP. Entretanto, apelamos para o risco que os falaciosos discursos transportam para construção da moçambicanidade. Hoje, mais do que nunca, vivemos momentos no qual somos convidados a reflectir os princípios, valores e alcance do AGP, assinados entre o Governo de Moçambique e a Renamo, na Cidade de Roma em Outubro de 1992, legalizado e legitimado pela Lei nº 13/92 de 14 de Outubro de 1992. Sendo o AGP um instrumento legal, não existe registo, de que aquele instrumento tenha sido revogado. Por isso, da validade que encontramos na letra e no espírito do AGP, juntamo-nos, Munícipes da Cidade de Quelimane, e solicitamos ao Presidente da República de Moçambique, Senhor Armando Guebuza, e ao Presidente da Renamo, Senhor Afonso Dhlakama, a necessidade da observância do valor transposto no AGP que ainda continuam super válidos.

Foi à luz dos AGP que as partes (Governo da República de Moçambique e a Renamo) acordaram que o Presidente da República de Moçambique e o Presidente da Renamo comprometiam-se a tudo fazerem para se alcançar uma efectiva reconciliação nacional e que deveriam estar determinados a realizar os supremos interesses da moçambicanidade, colocando os interesses da nacao mocambicana acima dos interesses partidarios. A luz do AGP, as partes reafirmaram, de viva voz, aos moçambicanos que o método de diálogo e de colaboração entre si é indispensável para se alcançar uma paz duradoira no País. O ponto 1 do Protocolo I do AGP ordena que o Governo de Moçambique não deve agir de forma contrária aos princípios dos protocolos do AGP e  não deve adoptar leis ou medidas que eventualmente contrariam os mesmos protocolos. Ao mesmo tempo, a Renamo compromete-se a não combater pela força das armas, mas a conduzir a sua luta política na observância das leis em vigor, no âmbito das instituições do Estado existentes e no respeito das condições e garantias estabelecidas no AGP.

Diante dos sinais reveladores da gênese de uma hecatombe, existem, como existiram no passado, alguns sectores político e militar mostrando que a solução dos incidentes políticos são encontradas por via militar. Nós, Munícipes da Cidade de Quelimane lamentamos e revelamos não ter a mesma percepção! Por isso, achamos e apelamos a toda sociedade moçambicana para explorarem a solução do ambiente de instabilidade dentro do paradigma de um diálogo político construtivo, próprio daqueles que tem sido feito nos Estado catalogados como sendo democráticos e inspirados nos valores da boa governação. É dentro deste pressuposto que apelamos a todos que reconheçam que a paz e a sua manutenção são valores sem fronteiras e que correspondem às esperanças e às aspirações de todos nós, mulheres, idosos, jovens, crianças e homens de boa-fé. Por isso, a paz precisa de ser encarada com grande honestidade intelectual, com lealdade de espírito e com vivo sentido de responsabilidade. Acautelamos que paz não deve nascer da dominação de uns actores sobre os outros. Caso isto acontecer, só pode ser um arranjo frágil, de pouca duracao e por isso de pouca utilidade não visando resolver as tensões mediante a justiça e a equidade.

Caras Munícipes da Cidade de Quelimane, Caros Munícipes da Cidade de Quelimane,

Minhas Irmãs, Meus Irmãos, Minhas Mães, Pais, Irmãos, amigos, moçambicanos e moçambicanas residindo nos diferentes cantos deste Município da Cidade de Quelimane, 

A direcção na procura da paz exige estratégias, metodologias apropriadas cuja intermediação, se torna uma plataforma ou instrumento a valorizar. A estratégia irresponsável e inconsistentes adoptadas para arrastar o diálogo entre o Governo e a Renamo, e dali retira-lo o mérito e a validade; a fraca abertura das partes para dialogarem com honestidade, clareza, humildade só servirão para descredibilizar os resultados alcançados nos últimos 21 anos da paz em Moçambique e colocar na encruzilhada o sonho, a esperança deste povo. É nestes termos que mais uma vez, fazemos um apelo a todas organizações da sociedade civil, as lideranças das diversas confissões religiosas, aos filósofos, aos académicos para que de forma neutral, isenta e imbuídos da sabedoria platónica se desdobrem em busca da paz e da estabilidade política que tende a voar, e pode desaparecer! É nos fundamentos da justiça social, da equidade na distribuição de recursos, na redução dos fossos de desigualdade entre pobres e ricos, na abertura, no diálogo fraterno e honesto, onde deveremos procurar e encontrar os fundamentos da paz que os moçambicanos não querem nunca mais deixar e muito menos ver a voar. Combinamos estes apelos com o reconhecimento colectivo da importância da unidade da família moçambicana. Por isso, advertimos que, empurrar o País para a guerra, e convidar a juventude para alimentar essa mesma guerra é comprometer a formação e a educação da juventude. É comprometer as expectativas da juventude e frustrar os anseios, assim como, a esperança das gerações vindouras. Descredibilizar e politizar os orgaos eleitorais nomeadamente a CNE e o STAE, desprover o STAE de meios humanos e financeiros para o seu funcionamento cabal, provocar intencionalmente uma instabilidade politico-militar e quica a guerra, para depois ‘legalmente’ precipitar o adiamento de eleições e viabilizar assim oportunidades para se perpetuar no poder, é a verdadeira antítese dos princípios e objectivos da moçambicanidade, da independência nacional e do AGP.

Por isso, precisamos de redefinir o pacto político e social, que até ao momento, revelou-se frágil, inapropriado e não ofereceu aos moçambicanos o volume de confiança, o perímetro da eficiência e da eficácia das liberdades políticas e sociais, de que os moçambicanos têm de usufruir como um direito inalienável. É importante reconhecer que, a guerra, a arrogância, a corrupção, a intolerância, a brutalidade e a ganância, comprometem a esperança e a expectativa que se tinha da independência e do AGP. Por isso, o antídoto recomendado para curar a patologia que o País enfrenta só pode ser encontrado nas políticas económicas e sociais que podem colocar todos moçambicanos no centro da agenda. NAO PODEMOS CONTINUAR A TER MOCAMBICANOS DA PRIMEIRA E MOCAMBICANOS DA TERCEIRA. Nao podemos continuar a tolerar que uns sentem-se a mesa enquanto outros sentam-se no chao. Que criancas de uns sentem-se em carteiras enquanto que os da maioria se sentam no chao ou em troncos de arvores!

O novo Pacto Politico-Social, entre os mocambicanos deve garantir a equidade na distribuição e acesso colectivo dos recursos deste País. Deve criar oportunidades para todos. Uma boa administração deste antídoto (formulação, aprovação e implementação de políticas sociais e económicas eficientes e justas) ajudarão a sarar, de forma sustentável, as feridas profundas que constituem factores de tensão política que, de forma arriscada confronta os moçambicanos. Por isso, reafirmamos que Moçambique precisa de uma política economica e social justa, uma politica economica e social que se baseie no trabalho e no merito, uma politica economica e social que não favoreça, unicamente, àqueles que estão situados mais próximos do raio do poder; que não satisfaça uma elite política minoritária que detém forte apoio dos militares e da polícia; mas sim, que favoreça os que estao dispostos a trabalhar e dedicam as suas energias em prol do bem-estar individual e colectivo. Tudo isto pode, e deve ser possível, desde que os moçambicanos, juntos, com humildade, sabedoria e inteligência, procurem e encontrem os caminhos efectivos da paz e da estabilidade do País. Dai realçamos a importância da ampliação do campo político e económico assegurado com o envolvimento activo da juventude, das mulheres, dos empresarios (pequenos, medios e grandes), das organizações da sociedade civil, das lideranças religiosas, dos académicos, dos parceiros do desenvolvimento internacional. Assim, todos teremos um papel importante a jogar no processo de construção da paz e da moçambicanidade que os 38 anos da nossa independência, pensou-se ser responsabilidade, propriedade e monopólio ganancioso de um grupo minoritário, que não conseguiu oferecer, na plenitude o mínimo das liberdades, do bem estar e da independência, que ainda continua sendo tanto procurada pelos moçambicanos!  

Lutemos todos para a preservacao da paz e do  bem estar de todos, com todos e para todos!.

Manuel de Araujo,

Tuesday, 25 June 2013

Recebi de um amigo a sms que transcrevo com a devida venia, na esperanca que seja autentica!

' 'Fui militante da Frelimo ate uma altura em que houve esquecimento reciproco. Eles se esqueceram de mim e eu deles. tenho um cartao em casa ... adormecido" Esta frase e atribuida a Mia Couto Alguem confirma?

Monday, 24 June 2013

A Opiniao de Mia Couto: Guebuzistao

Era uma vez, nas longínquas terras africanas, existia um reino para lá do comum. Algumas pessoas chamavam-no “Pérola do Índico” e outras
simplesmente “Pátria de Heróis”. Mas havia uns que preferiam designá-lo “Guebuzistão”. Pouco importa o nome, bem poderia ser “Pátria Amada” ou “Pátria Qualquer Coisa”, mas tinha de ter um Rei.

O Soberano, de nome desconhecido, tinha quatro paixões (só não se sabe se é nesta ordem), designadamente helicóptero, piripiri, cachimbo e ampliar o seu património (financeiro) pessoal para lá de insuportável, adquirindo participações nas poucas empresas que movimentavam a economia daquele reino. Mas há quem fala de uma quinta paixão: adorava ser bajulado.

Como todo o Rei, ele tinha os seus funcionários – verdadeiros mestres em reproduzir o discurso da sua majestade – que fingiam estar a preocupados com o bem-estar do povo, quando, na verdade, acomodavam a corrupção e o nepotismo.

Diga-se, o reino parecia um covil de abutres com as unhas cravadas na garganta dos súbditos que eram forçados a viver à intempérie, sem  transporte, um sistema de saúde condigno e uma educação decente.

Apesar de as estatísticas mostrarem, vezes sem conta, o crescimento da economia local, os súbditos continuavam a morrer de fome, miséria (i) merecida e doenças curáveis. Mas o Rei cinicamente continuava a repetir até à náusea – qual um robô programado – qualquer coisa como : “Estamos no bom caminho, rumo à prosperidade”.

Quando o povo pedia pão e água, o Rei e os seus sequazes serviam excessivamente NADA, quando não eram overdoses de promessas e  discursos cheios de nada e de nenhuma coisa.

Nas suas habituais brincadeiras e com o apoio dos seus títeres, começou por falar de “Revolução Verde” que morreu antes de nascer, inventou a história de “Jatropha” que continua sem pernas para andar e, mais tarde, forjou uma tal de “Cesta Básica” que ninguém chegou a ver.

Aliás, para entreter e domesticar o povo, compôs uma canção intitulada “Auto-estima” e decidiu dividir o reino em três gerações. Engendrou ainda uma guerra que denominou “Combate à Pobreza Absoluta” e, até então, ninguém sabe em que estágio se encontra a luta. Mas uma coisa é certa: ninguém deu o primeiro tiro, até porque os soldados de ontem não têm motivos para lutar, uma vez que levam uma vida abastada.

Cansado de receber o atestado de estupidez que era passado a todos os súbditos daquele reino, um jovem desconhecido decidiu rebelar-se. Sem
escudo, apenas com uma azagaia, dispôs-se a fazer frente à monarquia e todos os meios de repreensão modernos ao seu dispor. Chamaram o rapaz à razão, mas ele fez orelhas moucas.

Inebriado pelo apoio que recebia do povo, o jovem seguia, sem escudo (apenas com azagaia), desferindo violentos golpes ao regime. Num certo dia, quando se preparava para arremessar mais uma lança, caiu nas mãos dos carrascos. Foi encarcerado.

Motivo: levava consigo uma erva que naquele reino era proibida.
Paradoxalmente, prenderam-no por transportar apenas quatro gramas de uma planta proibida, mas ninguém prende os guardiões do Rei que exportam impune e sistematicamente FLORESTAS DE MADEIRA PROIBIDA para o reino de Bruce Lee.

Contudo, há quem acredite que foi mesmo por causa do instrumento de combate. Dois dias depois, o rapaz foi liberto, mas não se sabe se ele viverá feliz para sempre.

PS: Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

Thursday, 20 June 2013

De Guebuza a Museveni - os perigos da Escola de Dar Es Salam para a Democratizacao de Africa

De visita de trabalho a alguns municipios da Africa Oriental sou bafejado por quatro noticias que me preocupam! Alias que preocupam a qualquer mocambicano. Estamos a falar do assalto ao Chefe do Estado Maior das Forcas Armadas (e consequente perda de um computador e de tres pistolas), a perseguicao dos medicos grevistas mesmo depois de terem parado com a greve, o anuncio de quase retorno a guerra pela lideranca de Renamo e a continuacao das avarias propositadas no recenseamento eleitoral. A somar a estas inquetacoes e para contrastar com a 'Paz de Kigali', recebo no meu celular a noticia do espancamento do meu colega e amigo, Erias Lukwago, Presidente do Municipio de Kampala a semelhanca dos espancamentos que o actaul Primeiro Ministro do Zimbabwe, Morgan Tsvanguirai recebeu ha alguns anos atras. Estas noticias, que parecem separadas parece terem algo em comum - A escola politica de Dar es Salam, onde tanto Guebuza, Mugabe como Museveni beberam a 'arte da violencia'!

Ha dois meses reportei neste blog algo estranho - a realizacao de uma conferencia de governos locais da Commonwealth em Kampala, sem que Erias Lukwago, o Presidente do Municipio de Kampala, a cidade anfitria, fosse convidado! como e que uma organizacao do calibre da Commonwealth pode cometer uma 'gaffe' destas?

 Para perceber os contornos desta aberracao visitei o meu colega, que explicou em primeira mao o que estava a acontecer em Kampala e pelos vistos nao foram precisos mais de dois meses para que a leitura do meu colega se consubstanciasse! Ha duas semanas tambem em Kampala, Yoweri Museveni mandou o seu filho, que e o chefe das forcas especiais, invadir dois jornais de Kampala (O Monitor e Red Pepper) mantendo-os encerrados por mais de duas semanas, alegadamente por terem publicado uma carta do seu Chefe de inteligencia que se encontra foragido algures em Londres!

Em casa, noto que definitivamente Armando Emilio Guebuza inspirado nas tacticas de Museveni, que tambem nao quer abdicar do poder (e tem a sua esposa como ministra) e de Mugabe, nao quer (tambem) abdicar do poder! Para isso vem ensaiando varias estrategias, (1) lancou a esposa no terreno para testar a sua popularidade no intuito de emular o modelo (Argentino) Kisner (esqueceu-se que O Kisner morreu logo depois da esposa tomar posse), (2) projectou a milionaria filha (Museveni tem o seu irmao bem como o filho bem posicionados na hierarquia militar) e o testa de ferro no Comite Central, (3) ensaiou um balao de oxigenio que pomposamente chamou de 'Revisao da Constituicao', com o intuito de tentar forcar um terceiro termo ou entao ensaiar um 'Modelo Putin', e para tal colocou Mulembwe como bode espiatorio, (4) 'provocou' a Renamo em Muxungue, (5)mandou prender e espancar o Secretario Geral da Renamo, com o intuito de arranjar um pretexto para uma possivel reaccao da Renamo que o possibilitaria a declarar um 'Estado de emergencia' e assim adiar quer as autarquicas quer as parlamentares e presidenciais, (6) ensaiou negociacoes para testar a possibilidade de um acordo com a Renamo para instituir um governo de transicao adiando assim sine die as eleicoes, (7) infiltrou seus sequazes da ONP e outros da securocracia na CNE e no STAE, (8)nomeou governadores e ministros de pe descalso e sem medula espinal, (9) acantonou no congresso de Pemba todos os que ousavam usar seus cerebros... e (10) expurgou a lideranca da ala juvenil do seu partido abrindo assim caminho para a sua consagracao vitalicia no comando da Frelimo e quica do pais!

O que nos preocupa nesta sequencia de eventos nao e o 'barulho dos maus', incluindo Guebuza, Paunde, Pacheco e companhia mas o silencio "dos bons" dentro (Mulembwe, Comiche, Katupha, Gamito, Jorge Rebelo) e fora da Frelimo, da Sociedade Civil, Os Bispos, os Sheiks, os jornalistas, a Comunidade Internacional, dos academicos e outros que em qualquer sociedade sa deveriam no minimodistanciar-se de tais praticas!  Parec que nos esquecemos todos de que Hitler, foi eleito democraticamente e pouco a pouco foi construindo um estado monstruoso que acabou destruindo a Alemanha!

Nao menosprezemos a capacidade destruidora da Escola de Dar Es Salam desde Guebuza, Museveni, Mugabe, Zuma e companhia limitada! Quando pessoas da 'craveira' de Mazula fazem corro a estes atropelos e porque de facto o doente esta em coma!... e como para bom entendedor meia palavra basta, ficamos por aqui lembrando ovelho ditado- 'diga-me com quem andas que te direi quem es'!

E mais nao disse! Assante Sana!

Um abraco de Nairobi, Manuel de Araujo

Kampala mayor Erias Lukwago 'beaten by Uganda police'

 


Video footage appears to show a canister being thrown into the mayor's vehicle, which then fills with smoke

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The mayor of the Ugandan capital, Kampala, says he has been beaten by police, who fired rubber bullets to disperse crowds of his supporters.

Mayor Erias Lukwago said he collapsed after tear gas was thrown into his car.

Mr Lukwago is an opponent of President Yoweri Museveni, and government critics saw the incident as an attempt to stifle criticism of Mr Museveni.

Meanwhile, Ugandan opposition leader Kizza Besigye was arrested for holding an unsanctioned rally.
'I collapsed'
Mr Lukwago was due to appear before a tribunal on Thursday, for the first day of a hearing which could possibly impeach him for abuse of office.

According to the BBC's Catherine Byaruhanga, police surrounded his home and then escorted him towards the building where the tribunal was being held.

But on the way, a tear gas canister was thrown into his vehicle.

"All I could inhale was just the smoke - it went deep into my lungs. I have a problem of high blood pressure... I collapsed there. So they picked me, dumped me into the waiting van and drove away at a terrific speed," Mr Lukwago said in an interview with the BBC from his hospital bed.

He said that police officers hit him in the chest and tore his clothes.

"Those people were accusing me of all sorts of things - incitement to violence. They hit me in the chest, tore my shirt and treated me in a very rough manner," he said.

Kizza Besigye has been accused by police of inciting a crowd to rally in support of Mr Lukwago.

"We were surprised to see Besigye appear there. Then he started addressing and inciting people as usual, yet he had no police permission to do that," deputy police spokesman Patrick Onyango told Reuters.

Conferência de Imprensa da RENAMO

 

 
Tema: Acontecimentos de Savane
Orador: Brigadeiro Jerónimo Malagueta
Funções: Chefe do Departamento de Informação
Data: 19 de Junho de 2013
 
Prezados e estimados jornalistas, parceiros inestimáveis da nossa acção política, convidámo-los para vos alertar que o país está doente.
O nosso Moçambique está enfermo pelos maus tratos infligidos pelo partido FRELIMO e seus dirigentes que adoptam políticas de exclusão económica, política e social, o que descamba num descontentamento generalizado, fragmentando-o, por consequência.
 
O país caminha vertiginosamente para o abismo, com sinais apocalípticos que urge ser travado para evitarmos uma hecatombe. A RENAMO, precursor da democracia multipartidária, sente-se na obrigação de se posicionar na linha da frente para salvar o país. Os pronunciamentos dissonantes da nomenclatura do partido no poder aliados a algumas acções práticas no terreno convocam a RENAMO para pôr travão aos camaradas que perderam o norte e pretendem arrastar o país para o abismo.
 
Negócios inconfessáveis, desde o tráfico de drogas, tráfico de armas, tráfico de madeiras, de órgãos humanos, de menores, de pescados marinhos, entre outros, passaram para dicionário activo dos dirigentes deste país. Por via desses negócios obscuros os moçambicanos começam a ficar directamente afectados. Os acontecimentos de Savane, ou por outra, o ataque ao paiol de Savane não tem nada a ver com as forcas de defesa e segurança da RENAMO. O Governo e o partido no poder sabem muito bem disso; sabem quem foram os atacantes, porém, para enganarem a comunidade moçambicana e internacional aparecem a balbuciar de forma dissonante e sempre com a RENAMO na ponta da língua. Sua Excelência General Afonso Macacho Marceta Dhlakama já o disse repetidas vezes que a RENAMO não é dona da guerra em Moçambique. O descontentamento generalizado causado pela exclusão pode fazer surgir outros moçambicanos a recorrerem ao uso das armas para desalojar este governo que descrimina os moçambicanos, criando uma oligarquia que se torna opulenta a olhos vistos em contraposição com a maioria dos moçambicanos. O ataque ao paiol de Savane é o espelho clarividente das contradições que existem no seio do partido FRELIMO, que dia após dia se torna mais visíveis. A RENAMO quando atacou o quartel da FIR em Muxúngue assumiu e elencou as motivações que originaram tal acção.
 
Os moçambicanos não devem perder de vista a crise instalada no seio do partido no poder que lança faúlhas para fora do fórum partidário. Basta prestar atenção à forma como quadros históricos do partido no poder foram avacalhados no Congresso, praticamente silenciados e amordaçados. De algum lado teriam que reagir...o País não está bem, o país vai de mal a pior. Quando o chefe do Estado Maior General das Forças de Defesa do país e o seu ADC são desarmados em plena capital do país, e suas armas bem como o computador onde se presume existirem informações importantes para a defesa e segurança do país, desaparecem, é porque o governo está moribundo. Savane não é o primeiro paiol a ser assaltado. Nos outros assaltos a estratégia foi silenciosa, daí que parece ser este o primeiro...
 
Mesmo assim, e porque a RENAMO constata no terreno movimentos belicistas na província de Sofala, tudo apontado para Sathundjira, onde se encontra o Presidente Afonso Dhlakama, a segurança da RENAMO vai ampliar o seu raio de defesa. A partir da Quinta-feira, 20 de Junho de 2013 o raio de segurança vai partir do Rio Save até Muxúngue.
 
Nesta área as forças da RENAMO VÃO SE POSICIONAR PARA IMPEDIR A CIRCULAÇÃO DE viaturas transportando pessoas e bens, porque o governo usa essas viaturas para transportar armamento e militares à paisana, para se concentrarem nas proximidades de Sathundjira para o ataque ao presidente da RENAMO. Ontem Terça-feira partiram de Maputo, mais de 35 camiões militares e 5 autocarros transportando elementos das Forças Armadas e de Intervenção Rápida, bem como material de guerra com destino a Gorongosa, Maríngue e Inhaminga com o fim de atacar as Forças da RENAMO. Parte desse material foi descarregado na noite da última Sexta-feira no porto de Maputo.
 
A RENAMO e o seu Presidente, estão informados que o Comandante em Chefe das Forças de Defesa e Segurança, o Senhor Armando Guebuza ordenou uma ofensiva militar nas zonas de Maríngue e Inhaminga para atacar as Forças de protecção do Partido RENAMO naqueles distritos.
 
Paralelamente aos ataques, ordenou também o aumento dos efectivos militares que cercam o distrito de Gorongosa, em especial o local onde se encontra o Presidente do Partido. Prova disso é a chegada de mais forças especializadas, como Comandos na pista Kangalitole, a famosa Casa Banana e Posto de Vanduzi, distrito de Gorongosa. Para confirmar estas nossas declarações, encontram-se neste momento em Sofala, para além do Tenente General Macaringue, Chefe do Estado Maior General das (FADM) Forças Armadas de Defesa de Moçambique o Comandante do Exército, Major General Mussa e outras patentes superiores para orientarem a ofensiva.
 
A RENAMO, vai igualmente paralisar a movimentação dos comboios na linha férrea de Beira-Moatize e Beira-Marromeu; Interditar todos os movimentos da Força de Intervenção Rápida (FIR) nas proximidades da residência de Sua Excelência Senhor Presidente Dhlakama em Sathundjira- Gorongosa.
 
A RENAMO chegou à conclusão que atacar quartéis da FIR não resolve o problema, pois, não são os filhos nem parentes dos dirigentes da FRELIMO que morrem. Os seus filhos estão à frente das grandes empresas e ou a estudarem no estrangeiro. Os jovens da FIR que morrem nesses combates são inocentes, seus familiares nem são informados, muito menos indemnizados. São pais que ficam sem seus filhos, esposas, namoradas, que ficam sem os seus parceiros, crianças que perdem seus pais e por consequência perdem o futuro, enfim, são mortes injustificáveis, indesejáveis, desnecessárias, despropositadas, em plena paz. Assim, o que será feito a partir da Quinta-feira, dia 20 de Junho de 2013, serão acções para fragilizar a logística dos que fazem sofrer os moçambicanos, sujeitando-os à escravatura. A morte de um jovem da FIR para o governo não representa absolutamente nada, pois, em seguida recruta mais 100 para os mandar para o campo da guerra sem nenhuma preparação militar adequada. Assim, a RENAMO não pretende eleger os jovens militares ou para - militares como seus alvos, até porque não queremos guerra, o que queremos é um país de inclusão em todas as esferas da vida no nosso país. Chega de hipocrisias do governo. Aceitamos tudo para o bem dos moçambicanos. Apelamos a todos os utentes da estrada nacional número 1 troço Save/ Muxúngue para se absterem de usá-lo a partir da Quinta-feira, 20 de Junho de 2013.
 
Amamos a paz, somos pela paz, lamentamos chegarmos a estas posições extremas, porém o governo não nos dá outra opção. A ambição, arrogância, prepotência do Guebuza e dos seus camaradas, exigem que a RENAMO aceite arcar sacrifícios para o bem dos moçambicanos.
Reconhecemos que é um caminho difícil mas é estes que escolhemos porque só este é que pode dar tranquilidade aos moçambicanos.
Continuaremos a privilegiar uma solução negociada, mas não como mendigos porque o que exigimos é transparência na gestão da coisa pública, do bem comum e de processos eleitorais livres, justos e transparentes.
Temos dito e muito obrigado

Tuesday, 18 June 2013

5 mortos e 2 feridos confirmados em assalto a Paiol na Linha de Sena



Renamo não reivindicou o ataque entre Savane e Muanza, mas tudo indica que se trata de uma operação dos seus homens armados

Maputo (Canalmoz) – O Canalmoz noticiou ontem em última hora que cerca das 03 horas da madrugada de segunda-feira, homens armados atacaram um Paiol das FADM na estrada de Inhaminga, na província de Sofala, para se apoderarem de armamento ligeiro e pesado ali armazenado. Fonte do Hospital Central da Beira confirmou ao repórter da delegação do Canalmoz naquela cidade que deram entrada no banco de socorros, cinco mortos das forças militares do Governo e dois feridos graves.

Governo confirma

Ao início da noite foi o ministro da Agricultura, José Pacheco a confirmar o ataque e atribuiu a acção militar a homens da Renamo.
“Queremos aproveitar esta oportunidade para informamos que fomos surpreendidos com a notícia trágica de que a Renamo desencadeou um ataque armado” anunciou José Pacheco numa conferência de Imprensa no Centro Internacional de Conferência Joaquim Chissano onde participava do diálogo entre Governo e Renamo.
“Repudiamos o ataque e avisamos que essa atitude não ajuda a democracia. Apesar disso, o ataque não vai influenciar o curso do nosso diálogo. Mas os autores serão encontrados para responder por este acto” concluiu o ministro sem entrar em mais detalhes.
Renamo “não tem conhecimento” 
Por sua vez, o chefe da delegação da Renamo Saimone Macuiana, disse não ter conhecimento sobre o tal ataque.
“Eu não tenho conhecimento sobre esse ataque, por isso não posso responder o que não conheço. Em momento algum na sala o Governo abordou sobre o assunto” disse Macuiana.

Confirmação do hospital 

Ao Canalmoz, o porta-voz do Hospital Central da Beira, que se identificou apenas como Jamal, acrescentou disse que os mortos e feridos eram provenientes de Muanza, uma vila ferroviária na Linha de Sena que serve de escoamento ao carvão de Moatize, em Tete.
Em Muanza, a cerca de 80 quilómetros da Beira, existe uma importante pedreira de calcário que é vital para o funcionamento da fábrica de cimentos do Dondo, mais conhecida por Nova Maceira.
Os comboios da Vale Moçambique e da Rio Tinto estão paralisados a noroeste de Muanza, os descendentes, e entre Muanza-Dondo e Beira, os ascendentes, segundo fontes na Beira que não querem ser identificadas.
Mateus Mazibe, porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique em Sofala, disse ao nosso repórter na Beira que não confirma nem desmente que tenha havido qualquer incidente na zona entre Savane, localidade que se situa a cerca de 30 quilómetros do Dondo e Muanza.
Muanza, o local citado pelo porta-voz do Hospital Central da Beira como sendo a proveniência dos cinco mortos e dois feridos que deram entrada naquela unidade de saúde, situa-se a 80 quilómetros do Dondo.
Na Beira, na delegação provincial da Renamo em Sofala, o chefe do Gabinete do Delegado, Jorge Mussa Mutita, disse ao nosso repórter que não dispõe de qualquer informação sobre o incidente já confirmado há momentos pelo porta-voz do Hospital Central da Beira ao nosso correspondente na Beira, Adelino Timóteo.
Fontes informais devidamente identificadas reportaram-nos há momentos que houve dois ataques a depósitos de armamento militar, o primeiro às 03 horas e o último às 11 horas na manhã de ontem, mas fontes oficiais apenas admitem ter havido um ataque ao Paiol das FADM, entre Derunde e Muanza, para onde foram transferidos os artefactos do ex-Paiol de Inhamizua, na Beira, que há uns anos explodiu e ardeu.
No Dondo e na Beira – cidades que distam entre si cerca de 30 quilómetros – fontes civis com familiares na zona de conflito, disseram-nos que os seus parentes abandonaram a zona em debandada, tendo o mesmo acontecido com os efectivos policiais e militares ali estacionados.
A zona afectada abrange Savane, a 20 milhas do Dondo, Galinha, Derunde e Muanza, 80 quilómetro do Dondo.
Na Beira reina agora uma grande instabilidade militar e policial, segundo o nosso repórter.
O nosso repórter acaba de nos confirmar que no Quartel de Matacuane, das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), há “grande agitação” e o mesmo acontece no centro da cidade, no Quartel da FIR, ao lado do Conselho Municipal da Beira onde foram vistos blindados a circular.
Ainda nenhuma fonte da Renamo assumiu a responsabilidade do ataque, mas tudo indica que foram homens armados desta organização que empreenderam o assalto ao Paiol, às 03 horas da manhã de ontem.
Quanto ao ataque ao segundo paiol, que se diz ter ocorrido cerca das 11 horas da manhã de ontem, não há fontes fidedignas que o confirmem.
Na delegação provincial de Sofala o chefe do Gabinete do Delegado da Renamo disse-nos que o delegado e o porta-voz estão junto com o presidente da Renamo no distrito da Gorongosa. (Adelino Timóteo, na Beira, e Fernando Veloso, em Maputo)

Monday, 17 June 2013

Médicos suspendem greve em nome do povo


“E assim, sem que tenhamos alcançado nenhum acordo, estando deveras insatisfeitos, a AMM e a CPSU, em respeito pela dor e sofrimento do povo solidário, declaram, hoje, dia 15 de Junho de 2013, a suspensão da greve geral dos profissionais de saúde!”

Maputo (Canalmoz) – Ao fim de 27 dias consecutivos de greve, os profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e outros técnicos) anunciaram a “suspensão” da paralisação no Sistema Nacional de Saúde, sem que tenham chegado ao consenso com o Governo. No documento enviado ao Canalmoz pela Associação Moçambicana dos Médicos (AMM) não se especifica se as negociações que vinham decorrendo com o Governo continuam ou não com a suspensão da greve. Alega-se “respeito pela dor e sofrimento do povo solidário” para a suspensão da greve.
Eis o documento na íntegra
A Associação Médica de Moçambique (AMM) e a Comissão dos Profissionais de Saúde Unidos (CPSU) convocaram no dia 20 de Maio uma greve geral dos funcionários de saúde, como último recurso legalmente consagrado na Constituição da República (CR) para fazer valer os seus direitos e resgatar a dignidade dos profissionais de saúde. Respeitando todos os dispositivos legais, incluindo um pré-aviso de 7 dias, a AMM e CPSU, pautaram sempre pela transparência, legalidade e abertura total e completa a um diálogo franco, aberto e concreto, que foi traduzido num diálogo infrutífero por parte do Governo.
Garantindo sempre os serviços mínimos, os profissionais de saúde souberam agir de forma solidária a esta causa que tinha, tem e terá sempre interesses colectivos, lícitos e legítimos como prioridade. Cedo, nos apercebemos que a causa transcendia as fronteiras do sector saúde, abarcando todas as outras classes de profissionais do sector público. Percebíamos, a cada dia que passava, que, de uma forma ou de outra, a dignidade era e é um horizonte nosso que pretendemos alcançar.
O apoio e solidariedade dos moçambicanos sobressaiu e esteve visivelmente patente ao longo destas quatro semanas, sendo exemplos as várias manifestações que tiveram lugar e, mostrou o quão somos unidos e temos ideais herdados e bem patentes, ideais estes que remontam da luta de libertação nacional, cujo exemplo foi a marcha pela dignidade realizada hoje.
O primeiro passo para o alcance de algo é sempre sonhar. Sonhamos, acreditamos e fizemos! Fizemos chegar nossos ensejos à toda nação moçambicana. Nem as ameaças e intimidações destruíram nossos sonhos.
Assim, queremos aqui agradecer publicamente todo este apoio e solidariedade dos moçambicanos aos profissionais de saúde. Souberam cuidar de quem cuida! Souberam cuidar de quem salva!
A justiça social e equidade não é um sonho utópico. De utópico apenas tem a arrogância de quem não percebe. O carácter oculto e aparentemente inexistente de uma atitude insensível sobressaíram. Ouvimos, vimos e testemunhamos actos que só sabíamos existir nos livros da história universal e em particular de Moçambique.
A dor de um profissional de saúde em greve jamais deverá ser interpretada de forma leviana. A nós nos dói esta situação! É uma dor incalculável, que nos atrevemos a comparar à dor de um bisturi rasgando nossa pele sem a devida preparação psicológica e sem anestesia. Mas sentimos esta dor, minuto após minuto, hora após hora, dia após dia, durante estes 27 dias.
No entanto, também percebemos e compreendemos a dor dos Moçambicanos, que sempre mostraram a sua solidariedade, e de forma paciente souberam esperar pela resolução deste diferendo que opunha os profissionais de saúde e a entidade patronal.
E assim, sem que tenhamos alcançado nenhum acordo, estando deveras insatisfeitos, a AMM e a CPSU, em respeito pela dor e sofrimento do povo solidário, declaram, hoje, dia 15 de Junho de 2013, a suspensão da greve geral dos profissionais de saúde!
Apelamos que não se deixem intimidar por levantamentos de processos disciplinares. A greve é legal, sendo um direito constitucionalmente consagrado. As faltas marcadas são justificadas! Estas tentativas de intimidação devem ser imediatamente reportadas quer à CPSU, quer à AMM, a todos os níveis, que para o efeito tem um departamento jurídico para o devido tratamento.
Felicitamos a todos os profissionais de saúde, pela coragem e determinação que tiveram e mantém, dando os primeiros passos rumo à dignidade e à valorização da nossa classe.
Maputo, aos 15 de Junho de 2013
(Redacção)