Friday, 4 April 2008

Codesria: instituto sobre Saúde, Política e Sociedade em África

CODESRIA
INSTITUTO SOBRE SAÚDE, POLÍTICA E SOCIEDADE EM ÁFRICA
Tema: África e a Indústria Farmacéutica Mundial
Data: 06 – 31 de Outubro de 2008
Local: Dakar, Senegal
Concurso para a Sessão de 2008

O Conselho para o Desenvolvimento da Pesquisa em Ciências Sociais em África (CODESRIA) foi criado em 1973 por iniciativa de pesquisadores africanos para promover a pesquisa multidisciplinar, alargar as fronteiras da produção de conhecimento em e sobre África e responder aos desafios do desenvolvimento africano. No âmbito do mandato do Conselho definido pela sua Carta, vários programas de pesquisa e de formação foram elaborados ao longo dos anos com o objectivo de mobilizar a comunidade de investigadores africanos e satisfazer as suas necessidades. O Conselho possui também um programa de publicações consistente que lhe conferiu a reputação de um dos principais editores académicos em África. Os seus programas de formação visam, sobretudo, pesquisadores jovens e em meio de carreira cuja necessidade de apoio para o desenvolvimento das suas reflexões sobre questões conceituais e metodológicas esteve na origem da realização pelo Conselho duma série de institutos temáticos anuais. Actualmente, o CODESRIA dirige institutos anuais sobre Governação, Género, Ciências Humanas, e Estudos Infantis e Juvenis; iniciativas similares estão em estudo para outros campos de pesquisa nos quais o Conselho está empenhado.

No âmbito do programa de inovação e expansão em curso, o Conselho lançou em 2004 um instituto sobre Saúde, Política e Sociedade em África com vista a promover um maior interesse na pesquisa multidisciplinar sobre saúde entre os pesquisadores africanos. A iniciativa está contida no Plano Estratégico do CODESRIA 2002-2006, que deu ênfase considerável à promoção de abordagens sobre ciências sociais para estudos sobre saúde em África e um diálogo estruturado entre as Ciências Sociais e a Saúde/Ciências Biomédicas. A iniciativa tornou-se também imperativa numa altura em que o continente africano enfrenta uma das maiores crises de saúde da sua história. A mais importante destas crises é a pandemia do HIV/Sida que assola o continente, apesar de doenças como a malária continuarem a causar muitas mortes, e a tuberculose e a poliomielite, antes controladas, estarem a ressurgir. A pandemia do HIV/Sida atingiu grandes proporções no contexto do enfraquecimento generalizado das estruturas e dos processos de saúde dos países africanos, bem como do declínio da média do estado de saúde e de nutrição dos Africanos, visto que a segunda está directamente relacionada com os níveis elevados de empobrecimento pessoal e familiar no continente. A deterioração da situação sanitária dos Africanos deve-se a factores como a longa crise económica enfrentada pelos países africanos desde o início dos anos 80, as medidas de ajustamento inadequadas impostas pelas Instituições Financeiras Internacionais (IFIs) para ultrapassar a crise, mas que agravaram os problemas no sector da saúde, e a massiva fuga de cérebros do sector.
Para mais informacoes clique aqui

STATEMENT BY THE ZIMBABWE HUMAN RIGHTS NGO FORUM




Delay in the announcement of the election results

The Zimbabwe Human Rights NGO Forum (the Forum) would like to echo the sentiments raised by civil society in its petition to SADC Heads of State dated 1 April 2008, wherein civics called for the swift announcement of the election results.

The Forum has monitored events in Zimbabwe as these have unfolded in the run up to the elections. Furthermore, the Forum observed proceedings on Election Day itself and has continued to do so to date. While the Forum is aware of the logistical difficulties associated with computing results of an election of this magnitude, it is of the firm view that the current delay is unjustifiable, particularly given that the verification of all results, and the posting at ward and constituency levels had been completed by 30 March 2008. The manner in which the Zimbabwe Electoral Commission (ZEC) has elected to announce the outcome of the polls has resulted in mounting tensions and growing speculation that the will of the people might have been subverted with the election results having been distorted.

The Zimbabwe Human Rights NGO Forum therefore appeals to ZEC to release the remaining election results without any further delay, particularly the much anticipated results for the presidential election. Furthermore, the Forum requests that ZEC make available all relevant documentation to allow for an audit of the ballot to clarify any discrepancies between the figures announced by Election Command Central and the official results posted at polling station. In particular, it is critical that ZEC makes public all results, including the results of the individual polling stations and the collated results from the constituency command posts. Such a process would be in line with international best practice, and by so doing put to rest any fears that the will of the people was or is being subverted
4 April 2008

Delay in the announcement of the election results

The Zimbabwe Human Rights NGO Forum (the Forum) would like to echo the sentiments raised by civil society in its petition to SADC Heads of State dated 1 April 2008, wherein civics called for the swift announcement of the election results.

The Forum has monitored events in Zimbabwe as these have unfolded in the run up to the elections. Furthermore, the Forum observed proceedings on Election Day itself and has continued to do so to date. While the Forum is aware of the logistical difficulties associated with computing results of an election of this magnitude, it is of the firm view that the current delay is unjustifiable, particularly given that the verification of all results, and the posting at ward and constituency levels had been completed by 30 March 2008. The manner in which the Zimbabwe Electoral Commission (ZEC) has elected to announce the outcome of the polls has resulted in mounting tensions and growing speculation that the will of the people might have been subverted with the election results having been distorted.

The Zimbabwe Human Rights NGO Forum therefore appeals to ZEC to release the remaining election results without any further delay, particularly the much anticipated results for the presidential election. Furthermore, the Forum requests that ZEC make available all relevant documentation to allow for an audit of the ballot to clarify any discrepancies between the figures announced by Election Command Central and the official results posted at polling station. In particular, it is critical that ZEC makes public all results, including the results of the individual polling stations and the collated results from the constituency command posts. Such a process would be in line with international best practice, and by so doing put to rest any fears that the will of the people was or is being subverted
4 April 2008

Statement from the Zimbabwe Human Rights NGO Forum

Dear Friends

The delay in the announcement of the election results is the subject of a statement issued today, 4.04.08, by the Zimbabwe Human Rights NGO Forum. The statement appeals to the Zimbabwe Electoral Commission to immediately release and make public the remaining election results without further delay. It says that such a process would be in line with international best practice and put to rest any fears that the will of the people was or is being subverted.

WE WILL SOON PUBLISH THE FULL STATEMENT.

Zimbabwe Human Rights NGO Forum

David Cameron on NATO!


Crossroads for NATO

On Tuesday, David Cameron, the leader of the opposition in UK, gave a speech on ways to make NATO an effective force against the threats of the 21st century.
He said that NATO was at a crossroads in its history, and recommended a number of measures to help it respond to the challenges of global terrorism, including:
- Establishing a Common Operational Fund to split the cost of military activities
- Reducing the number of national caveats, so that “if you're in, you're in"
David ended by stressing:
"The fundamental tenet on which the Alliance was founded - the belief that we are much stronger together than alone - is as valid today as it has ever been."

ZICO confirma e chora!


O Noticias de hoje traz uma peca interessante sobre a audiencia do musico Zico na Policia de Investigacao Criminal.


Na audição pela PIC: Ziqo confirma vídeo pornográfico e chora


O CANTOR moçambicano Ziqo, ouvido ontem pela Polícia de Investigação Criminal (PIC) da cidade de Maputo, confirmou ser ele a pessoa que aparece no vídeo pornográfico com uma jovem de identidade não revelada, acto descrito pelas autoridades como sendo de ultraje à moral pública. Durante a audição, o músico mostrou-se arrependido de ter feito o referido vídeo, tanto mais que chorou perante o agente da PIC encarregue de investigar o caso.


Ao que apurámos, o processo aberto contra Ziqo, de 26 anos de idade e que se fazia acompanhar do seu advogado, Hélder Mathaba, e agente, Bang, foi instruído pela PIC e Ministério Público, após considerá-lo um atentado à moral pública e ao bom nome. Para as autoridades, porque se dá o benefício da dúvida, ainda não há matéria que possa conduzi-lo à prisão.
O delito está previsto Artigo 420 do Código Penal que determina: 'O crime escrito ou desenho publicitário ou por outro qualquer meio de publicação, a pena será a de prisão até seis meses e multa até um mês'.
O seu julgamento é sumário, mas, porque faltam alguns elementos por esclarecer no processo, como audição da jovem que aparece no vídeo, sua amiga e o 'câmara-men', bem como a identificação do local do crime e equipamento usado para o efeito, a polícia aventa a hipótese de o mesmo vir a levar alguns dias.
Em declarações à PIC, Ziqo disse que o vídeo foi feito num dos compartimentos da sua casa, em que tomaram parte quatro pessoas. Para além dele e da moça, estiveram um dos seus amigos e autor das filmagens, de único nome Leonildo, e uma segunda jovem amiga da que aparece no filme.
Conforme explicou, o acto aconteceu depois de muita insistência por parte da moça que, se declarando sua fã, insistentemente pediu para que os dois se avistassem, pedido que veio a ser aceite no segundo semestre do ano passado. Ao invés de a jovem fã se deslocar à casa do músico sozinha, fê-lo na companhia de uma amiga.
De acordo com Ziqo, nesse dia acabou envolvendo-se em relações sexuais com a fã e a amiga recusou-se a fazer o mesmo com o amigo do cantor, neste caso o operador do vídeo (Leonildo), alegando não ter gostado dele.
Assim, ainda segundo as declarações do músico, prestadas à PIC, enquanto ele mantinha relações sexuais com a jovem, Leonildo procedia à filmagem do acto e a amiga da fã limitava-se a assistir, mas nua.
Terminado o acto, de acordo com as suas palavras, as duas jovens desapareceram e nunca mais voltou a se cruzar com elas, muito menos manter qualquer contacto via telefone.
Entretanto, segundo Ziqo, a 18 de Agosto do ano passado, foi-lhe roubado o telemóvel que continha o vídeo. O referido larápio é um homossexual que o identificou pelo único nome de Engrácio, que naquele dia esteve em sua casa. Questionado se havia feito qualquer participação do roubo às autoridades da Lei e Ordem, Ziqo não conseguiu justificar, muito menos explicar as razões que o levaram a ficar em silêncio quando o vídeo começou a circular na Internet e em vários telemóveis.
Em breves declarações à Imprensa, o agente do músico, Bang, da Bang Entretenimento, confirmou o rompimento do contrato entre a mcel e o músico. Segundo ele, tal medida não se estende à sua agência e em nenhum momento, segundo as suas palavras, os 13 músicos que fazem parte da Bang Entretenimento irão deixar de prestar apoio ao Ziqo, visto ser este o produtor da maioria dos colegas.
Nos próximos dias, as audiências para este caso prosseguem, devendo a PIC ouvir Engrácio, suposto ladrão do telemóvel de Ziqo, as duas jovens e o autor do vídeo. In Noticias

Morreu primeiro reitor da UEM: Fernando Ganhao

Acabo de receber a confirmacao da morte do Prof. Dr. Fernao Ganhao, primeiro reitor da UEM e docente da extinta UFICS, vitima de doenca. Ganhao formou-se em historia na Polonia durante a luta armada e desenvolveu a carreira de docencia na UEM. Foi docente no Instituto Mocambicano, na Tanzania. Nos meandros politico-academicos Ganhao e citado como tendo sido durante varios anos fiel depositario de valiosos documentos historicos da Frelimo e de MOCAMBIQUE.

A familia enlutada apresentamos as nossas mais sinceras condolencias! Paz a sua alma!.

A opiniao de Josue Bila: Do jornalismo provinciano e faz-tudo ao jornalismo responsável

Do jornalismo provinciano e faz-tudo ao jornalismo responsável
(Dedico este artigo ao já falecido jornalista Xavier Tsenane, que, em 2001, me deu as primeiras e inesquecíveis aulas práticas de jornalismo)

“Os profissionais de informação devem evitar falar de generalidades, falar de tudo para dizer pouco; por isso, devem especializar-se em áreas determinadas, apoiadas, porém, numa cultura geral... Só abraça o jornalismo quem tem inteligência clara e amor à verdade” - Brazão Mazula (1999)
O jornalismo moçambicano parece não querer sair do período de jornalismo provinciano, faz-tudo e pré-intelectual, para o jornalismo de especialidade e responsável. Assim colocado, qual é, então, o papel dos jornalistas, órgãos de informação e do Sindicato Nacional de Jornalistas?
Permitam-me, antes, pensar que o jornalismo provinciano e pré-intelectual é aquele em que os jornalistas e os seus órgãos de informação, sem que tenham bases intelectuais sólidas e conhecimento suficiente sobre um ou vários assuntos, entrevistam, noticiam, reportam, opinam e criticam, rastejando-se, deste modo, entre a mediocridade, ignorância e desinformação, à mistura de alhos e bugalhos jornalísticos.
Contrariamente, o jornalismo de especialidade e responsável seria aquele em que os jornalistas e seus órgãos de informação têm preparação intelectual e especialização profissional sólidas, aprofundando determinadas áreas de saber, para entrevistar, noticiar, reportar, opinar e criticar, com ética e responsabilidade jornalísticas.
Em Moçambique, o jornalismo provinciano, faz-tudo e pré-intelectual é o mais abundante e está na moda. Ele está assente na produção rápida de várias notícias e reportagens por um jornalista, sem que antes tenha feito a mínima investigação ou tenha compreendido o assunto, para responder às exigências dos editores ou donos do órgão de informação ou ainda para satisfazer os seus interesses de irresponsabilidade jornalística. Em sete horas, um jornalista noticia ou reporta, sob orientações dos editores ou por iniciativa própria, duas notícias e reportagens de áreas diferentes, cujo conhecimento prévio e sólido é quase nulo. Por exemplo, em um mesmo dia, é capaz de, numa manhã, cobrir um encontro sobre as vantagens dos biocombustíveis e, numa tarde, estar em uma conferência de imprensa sobre o balanço de um evento musical, decorrido no fim-de-semana último. Esses assuntos são diferentes e requerem jornalistas de áreas específicas e não jornalistas provincianos, fazem-tudo e pré-intelectuais: não basta tomar notas e passá-las ao bloco e ao computador. Há que compreender o que se diz; criticar as notas tomadas e sistematizar a informação, de forma coerente, sábia e inteligente para o público.
Um dos defeitos do jornalismo provinciano, faz-tudo e pré-intelectual, misturado com o sensacionalismo provinciano, é perpetuar a ideia de que uma notícia, reportagem ou opinião tem qualidade quando for apresentado antes dos outros órgãos, mesmo que não tenha interesse para o nosso bem cultural, social, político, económico ou diplomático, ou mesmo não tenha sido investigado, como, em muitos dos casos, acontece. Alisto, aqui, notícias e reportagens-escândalo, sem provas. Para quê tanto protagonismo provinciano? Para quê forçar a fama instável, umbilical e negativamente profana? Em nossos órgãos de informação, o ”bom” jornalista passou a ser o jornalista-quantidade e não o jornalista-qualidade - este sabe, prevê, pensa e faz refletir. A forma como se recruta jornalistas, em nosso meio, não difere muito da forma como se admite estivadores. Este jornalismo, o provinciano, faz-tudo e pré-intelectual, ainda impercebe, nega e subestima que a qualidade de uma informação jornalística está na colocação coerente e responsável de dados atempadamente investigados, com intelectualidade, lógica e ética jornalísticas. E isso não é feito antes pelo bloco de notas, câmera, micro-fone, micro-gravador, viatura para reportagem, paginador e etc, mas, sim, por jornalismo e jornalistas intectualmente sofisticados e politicamente robustos, que não só têm uma forma local e redutora de ver e perceber o mundo e o que lhe rodeia. Entre nós, jornalistas há que estão sempre no parlamento, mas nunca leram normas sobre o seu funcionamento e direitos e deveres do deputado; já não digo uma simples leitura de alguns capítulos sobre Estado, Governo, partidos políticos e ciência política, por exemplo – isto prova o quão provinciano, faz-tudo e pré-intelectual é o nosso jornalismo.
Por isso, o jornalismo de especialidade e responsável é o quase-inexistente, entre nós, salvo raras e honrosas excepções. E o processo de sua existência é tão necessária quanto a paz e o desenvolvimento. Sugiro que a classe de jornalistas faça uma organização interna e que o Sindicato Nacional de Jornalistas desperte de sua hibernação, antes que chegue o dia de “paz à sua alma!!!”, o que não faz parte do desejável.
Organização interna
· Que um órgão de informação possa escolher duas ou três áreas-chave sobre as quais prefira trabalhar jornalística e detalhadamente (pelo menos, o telespectador, radiouvinte, leitor ou internauta procurará informar-se, sabendo que nesse órgão não será desiludido, com quantidade sem qualidade, sensacionalismo e protagonismo provinciano);
· Que os jornalistas possam dedicar-se, individualmente, em uma área determinada – lendo, investigando e estudando sobre ela, sempre e sempre;
· Que haja um programa de auto-didatismo e formação superior para todos jornalistas a curto, médio e longo prazos, bolsas de estudos, aumento substancial e robusto de salários e cumprimento de direitos laborais pelo patronato, prémios e intercâmbios nacionais e internacionais. (É louvável o esforço individual de jornalistas que concluiram o ensino superior e outros que estão por concluir, bem como a sua notável pujança jornalístico-intelectual – aqui, incluo também àqueles que, mesmo não tendo o ensino superior, mostram qualidades intelectuais, profissionalmente sofisticadas. Estendo esse louvor à Universidade Eduardo Mondlane que, através da Escola de Comunicação e Artes, oferece anualmente vagas a jornalistas. Devo dizer também que dificuldades intelectuais e académicas há que não devem ser somente imputadas aos jornalistas, mas à forma como está organizada e estruturada a nossa sociedade. A nossa sociedade, de um modo geral, não estimula nem valoriza bons pensadores, profissionais e pessoas dadas a cultura do intelecto. Estimula muito a cultura colorida. Como é possível que uma sociedade que está carente de desenvolvimento tenha mais e só estímulos públicos para jovens cantores e não haja estímulos para jovens intelectuais e jornalistas? A referência supervisível do nosso jovem passou a ser de quem mais dança e canta “dzukuta”, por exemplo; e aquele que lê, pensa, critica e escreve é invisibilizado, cretinizado, subestimado e subaproveitado, bastas vezes. Quais são os critérios que se usam para supervisibilizar uns e invisibilizar outros?). Insisto em apelidar essa atitude de provinciana, rural, mitológica e pré-intelectual, que caracteriza as acções do dia-a-dia da sociedade moçambicana.
· Os órgãos de informação deveriam doravante ter critérios de jornalismo de especialidade e responsável ou jornalismo intelectuamente sofisticado para as redacções (Já é tempo de se trazer/fazer frescura profissional no jornalismo. Os moçambicanos têm direito à informação de qualidade. E o direito humano à informação é inegociável. Se os cidadãos têm esse direito significa que alguém tem o dever de materializá-lo).
Sindicato Nacional de Jornalistas
· Que se (re) organize o Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ), para que responda às exigências de uma organização jornalística contemporânea;
· O SNJ deve promover debates sobre problemas de actualidade jornalística, cultural, social, económica e política de Moçambique, África e do mundo em geral;
· O SNJ precisa de um investimento ou avivamento espiritual e moral: os jornalistas não o tem como sua casa, não o prestigiam, nem o olham como um espaço onde possam discutir ideias, apontar os acertos e erros de sua vida jornalística e ampliar a solidariedade humana e profissional, actualmente, tão perdida quanto necessária. (O que mais se lembra do SNJ é, isso sim, meia ou uma dúzia de jornalistas e intelectuais, que se sentam a uma mesa, cujas ideias de uns, até à idade que têm, não são conhecidas, de forma coerente e marcante. Mas, devo dizer também que jornalistas e intelectuais há que se sentam à tal inesquecível mesa, que são ostentadores e detentores de um quilate racional invejável. Alguns, ainda, são intelectualmente recicláveis. Àqueloutros, não tenho comentários. O jornalista Carlos Humbelino perdeu a vida, há semanas. O SNJ olhou-o de alto a baixo, exorcizando um observar provinciano e pequenez ética sobre o colega, que deu a sua vida pelo jornalismo, independentemente de sua ideologia. Morrerá um outro, porque o nosso fim é esse, veremos uma “cerimónia de Estado”. Continuo a insistir em um jornalismo responsável e de ética social).
· Que o SNJ possa dialogar com o Governo sobre a isenção de impostos e outras facilidades para a chamada imprensa privada, porque esta presta igualmente serviço público de informação em condições materiais e financeiras desajustadas. Quem lê um jornal ou radiouve ou ainda televê alguma informação em um órgão privado é o público, o que significa que os privados prestam serviço público. Em temáticas de direito à informação, tenho dificuldades de refletir onde começa e termina o serviço público ou privado. Por exemplo, quando se noticia, por qualquer que seja o órgão de informação privada, que o Governo vai construir, ainda este ano, sete escolas no distrito de Manganja da Costa, província da Zambézia, não sei se o cidadão recebe essa informação de forma privada ou pública (os cinco sentidos e as informações valiosas que o cidadão recebe são privados ou públicos?). Estou certo, ao pensar que recebe a informação e cresce-lhe a esperança de que o seu país está a desenvolver. A isso não devemos fechar os olhos. E o desenvolvimento de Moçambique não é um assunto privado, mas de interesse público. É tempo de se discutir o sentido de público e privado, na área jornalística e no direito à informação. Aliás, embora pareça-me meio cooptativo, a decisão da presidência da República de, em viagens nacionais e internacionais do chefe de Estado, se incluir também jornalistas de órgãos privados, é uma experiência a sublinhar. Mas, há que se apoiar em meios aos órgãos privados, para que façam trabalho onde o chefe de Estado ou elemento do Governo não esteja – isto pode reduzir a auto-censura e elevar a liberdade informacional. Penso não ter estabelecido alguma causa-efeito.
· Que o SNJ possa dialogar e criar memorandos de entendimento com instituições de ensino superior para a concessão de bolsas de estudo ou vagas;
· Que o SNJ possa lutar pelo cumprimento de direitos e deveres de jornalistas; e
· Que o SNJ possa internacionalizar-se, porque, nas condições nas quais se encontra, ele é muitíssimo provinciano e decadente (há sete anos que presto alguma atenção nele). Caso o SNJ saia desse provincianismo e hibernação, poderá ajudar esta proposta contemporânea e cosmopolita: jornalismo de especialidade e responsável.
Fonte:Autor

Thursday, 3 April 2008

Canal de Opinião, por José Maria Huambo

Mensagem aos Governantes de Angola

Luanda (Canal de Moçambique) – Caros Dirigentes. Tornou-se um hábito, longamente repetido, tratarem os vossos compatriotas como se fossem um aglomerado amorfo de pessoas cegas e ignorantes. Do vosso ponto de vista, o Povo não percebe dos problemas do País, não sabe o que se passa no mundo e é incapaz de avaliar a vossa gestão governativa. Não somos um Povo especialmente cego e ignorante. Partilhamos das mesmas aspirações, das mesmas necessidades e dos mesmos problemas de todos os povos do mundo. É que todo o ser humano deseja ardentemente: sair da miséria e ter boa vida; viver neste mundo o mais tempo possível; aumentar os seus conhecimentos; participar activamente na vida da sua comunidade; usufruir da segurança da sua pessoa e dos seus bens. Por isso, facilmente se constata que só governam bem os políticos que se esforçam por canalizar, de forma eficiente, laboriosa e disciplinada, todos os recursos, todos os investimentos e todas as potencialidades do País na criação de condições que contribuam para que os seus compatriotas possam ter boa vida (Economia e Finanças), viver mais tempo (Saúde e Nutrição), aumentar os seus conhecimentos (Educação e Cultura), participar activamente na vida das sua comunidade (Democracia) e usufruir da segurança das suas pessoas e dos seus bens (Paz, Ordem e Justiça). Assim, ter uma casa, roupa, comida, paz e sossego de modo a gozarmos de uma passagem digna e feliz por este mundo, não é um favor que um Presidente, um Governo ou um Partido Político nos faz por mera compaixão. É, sim, um sagrado direito, aprovado por Deus e consagrado universalmente pelos homens de boa vontade. Construir escolas e hospitais, humanizar os serviços de assistência medico-medicamentosa, melhorar o emprego, a saúde, a educação e as condições de vida dos compatriotas não é um acto de caridade dependente da caprichosa vontade dos dirigentes. É, sim, uma obrigação fundamental do Governo e um sagrado dever do Estado. Caros Dirigentes Os tempos mudaram. A velha táctica de desinformação e de ocultação de factos para manter os angolanos na ignorância e no obscurantismo já não funciona em pleno. Porque os angolanos viajam cada vez mais pelo país e pelo mundo, vêem mais canais televisivos estrangeiros e, por isso, comparam cada vez mais a realidade nacional com a realidade dos países sérios, prósperos e organizados. Por esta razão, a virulenta estratégia de silenciamento da imprensa privada e de descrédito dos jornalistas que mais se distinguem nas sucessivas denúncias dos vossos desmandos e da vossa longa e desastrosa gestão governativa constitui um desperdício de recursos e de energias. É que o Povo não precisa de ler o Folha 8, o Angolense, o Agora ou outro jornal privado para avaliar a vossa longa governação nem para ter consciência dos enormes obstáculos que enfrenta nesta longa luta para sair da miséria e usufruir dos abundantes lucros das riquezas do País. O Povo sabe que vive numa sociedade cada vez mais injusta onde a pobreza absoluta da maioria convive lado a lado com a riqueza ostensiva de alguns. Os que vivem nas províncias não precisam de ouvir a Rádio Ecclesia para avaliar a vossa longa governação nem para ter consciência das suas precárias condições de saúde e nutrição. O Povo sente diariamente na pele e sabe perfeitamente que está longe de usufruir das condições que lhe permitam viver neste mundo o mais tempo possível. Todos conhecem as inumanas e caóticas condições dos hospitais públicos. Todos sabem que é por causa da vossa indiferença perante o desumano estado da saúde nacional que os óbitos abundam entre eles como uma praga. E não há ninguém que não tenha perdido um ente querido por causa de doenças facilmente curáveis. Caros Dirigentes As necessidades e as aspirações dos cidadãos estão em constante mudanças. Por isso, os problemas do Povo são intermináveis e nenhum governo é suficientemente bom e esforçado para acabar com os problemas do país, com as críticas da oposição e com as frequentes exigências do povo. Por exemplo, Portugal tem um sistema de saúde que, comparado com o nosso, é excelente. Mas mesmo assim, os portugueses estão sempre a exigir melhores condições de saúde e de acesso aos mais avançados meios capazes de prolongar as suas vidas. A França tem um dos melhores sistemas de segurança social do mundo. O Estado protege os franceses no desemprego, na doença, na maternidade, na infância, na invalidez, na viuvez e na velhice. Mas mesmo assim, os franceses exigem melhorias dos subsídios sociais e o Governo tem sido obrigado a reformar e a melhorar o sistema. Os Estados Unidos têm um dos melhores e mais importantes sistemas de ensino do mundo. Para aumentarem os seus conhecimentos, os americanos dispõem das mais modernas e poderosas ferramentas de formação, informação e comunicação. Mas mesmo assim, têm sido inúmeros e muito acesos os debates que exigem melhorias no sistema de ensino vigente e os candidatos às eleições estão a prometer mais e melhor educação para os americanos. Se os povos das sociedades desenvolvidas continuam a exigir dos seus eficazes e excelentes governos mais e melhores condições, porque haveriam os angolanos de se resignarem perante um dos mais inoperantes modelos de Estado, uma das mais ineficazes estruturas de gestão governativa e um dos mais corruptos aparelhos de administração pública?! Caros Dirigentes A vida é breve e já pesam sobre as nossas efémeras vidas longos anos de duras provações, intensas privações, abundantes canseiras e longos sofrimentos. Não temos toda a eternidade para continuarmos a espera de um futuro que tarda a chegar, de promessas que nunca se realizam e de projectos que raramente se traduzem na melhoria do nosso bem-estar físico e espiritual. Já não suportamos mais vermos os nossos entes queridos partirem deste mundo sem terem usufruído da vida digna que as imensas riquezas de Angola lhes poderiam proporcionar e sem terem gozado da felicidade que merecem. Por isso, chega de desculpas! É chegada a hora dos angolanos acederem a todas as coisas de que necessitam para levarem uma vida verdadeiramente humana. Precisamos, por isso, de dirigentes com outra mentalidade e com outro estilo de governar. Enfim, como bem dizia Agostinho Neto é necessário que os dirigentes sejam honestos, modestos e activos e que não se poupem a esforços para a boa orientação e organização do seu Povo. É necessário que estejam sempre ao lado do povo, no seu sofrimento e nos seus sacrifícios. Aqueles que se acharem incapazes de carregar sobre os seus ombros a espinhosa responsabilidade de canalizar, de forma eficiente, laboriosa e disciplinada, todos os recursos, todos os investimentos e todas as potencialidades do País na criação de condições que contribuam para o bem-estar físico e espiritual dos angolanos, acho melhor abandonarem o Governo e retirarem-se da política. Porque, como bem disse o Cardeal do Nascimento, Arcebispo Emérito de Luanda, não se vai à política para se enriquecer. Vai-se à política para engrandecer a Pátria, ajudar os mais desfavorecidos e para ajudar o país a cumprir o seu destino. Aqueles que vão à política para ter uma carteira recheada de dinheiro, erram na vocação.
(José Maria Huambo)

ZANU-PF PERDE MAIORIA PARLAMENTAR

Comissão Eleitoral do Zimbabwe confirma

Resultados oficiais das eleições presidenciais continuam por divulgar e MDC reivindica vitória do seu líder Morgan Tsvangirai, nas presidenciais, com 50,3% dos votos

Joanesburgo (Canal de Moçambique) - A Comissão Eleitoral do Zimbabwe (ZEC) continuou ontem a divulgar os resultados parciais das eleições gerais de 29 de Março, os quais indicam que o partido ZANU-PF de Robert Mugabe perdeu a maioria no Parlamento. O anúncio da ZEC surgiu na sequência da divulgação dos resultados das eleições legislativas e presidenciais feita em Harare pelo maior partido da oposição, o Movimento para a Mudança Democrática (MDC), tal como havia sido prometido no dia anterior pelo líder desta formação política, Morgan Tsvangirai. Em conferência de imprensa, o secretário-geral do MDC, Tendai Biti, declarou que Morgan Tsvangirai havia sido o vencedor das eleições presidenciais com 50,3% dos votos. De acordo com a ZEC (Comissão Eleitoral do Zimbabwe), a ZANU-PF obteve até ao momento 94 dos 210 lugares do Parlamento e o MDC 98. A facção do MDC liderada por Arthur Mutambara conta com 7 lugares, enquanto que o candidato independente, Jonothan Moyo, conquistou um lugar pelo círculo eleitoral de Tsholotsho Norte, na Província da Matabelelândia. Ao todo, a oposição arrecadou 106 lugares, estando ainda por apurar os resultados de 10 círculos eleitorais. A ZEC ainda não divulgou os resultados respeitantes a sete círculos eleitorais, designadamente Hwange Central, Nkayi Norte, Beitbridge Oeste, Gwanda Norte, Insiza Norte, Matobo Sul, e Umzingwane. Nos restantes 3 círculos (Pelandaba/Mpopoma, Gwanda Sul e Redcliff) terão de ser realizadas eleições devido ao falecimento de três candidatos antes do escrutínio de 29 de Março último. Ainda de acordo com a informação oficial da Comissão de Eleições do Zimbabwe, os votos contabilizados que suscitaram a distribuição de assentos no parlamento como atrás se alude foram distribuídos da seguinte forma: Total de votos: 2.352.944 ZANU-PF: 1.082.752 MDC: 1.021.125 MDC (facção Arthur Mutambara): 182.084 Outros: 66.983 Conforme o acima mencionado, relativamente às eleições presidenciais o MDC afirma que o seu candidato, Morgan Tsvangirai, obteve 50.3% dos votos, o que exclui a hipótese de uma segunda volta. Todavia, sondagens efectuadas pela Rede de Apoio às Eleições do Zimbabwe, que engloba organizações da sociedade civil, Tsvangirai terá obtido 49% dos votos e Robert Mugabe 42%. A confirmarem-se estes resultados, terá de haver uma segunda volta dentro de três semanas. A agência noticiosa, Associated Press, realça o facto do anúncio feito ontem pelo secretário-geral do MDC, Tendai Biti, ter indicado que Morgan Tsvangirai havia conquistado 1.171.079 dos 2.382.243 votos depositados nas urnas, o que equivale a 49.2% e não aos 50.3% reclamados por aquela formação política. Esta madrugada a Aljazzera reportava de Harare insistentemente que a vitória de Morgan Tsvangirai estava a ser reivindicada. O MDC fala em terríveis consequências na eventualidade de não serem respeitados os resultados e o regime diz que está preparado para enfrentar reacções. Numa conferência de imprensa a MDC trata Morgan Tsvangirai como “o próximo presidente”.
(Redacção / Allafrica.com / BBC / Associated Press)

“Políticas do Governo são crime contra o Povo”



“Políticas do Governo são crime contra o Povo”
- afirma Afonso Dhlakama, líder da Renamo, que apela para maior atenção ao problema da Malária nas zonas rurais e melhores salários para o pessoal da Saúde


Maputo (Canal de Mçambique) - As políticas de Saúde implementadas pelo governo moçambicano são um autêntico crime contra o povo, refere o líder da Renamo, Afonso Dhlakama que algo agastado remata: "o governo moçambicano está a praticar crime contra milhões de pessoas que perdem a vida sem serem assistidas, sobretudo nas zonas rurais onde as autoridades nem sequer registam os óbitos desses cidadãos”. De acordo com Dhlakama, "muitas vezes as pessoas quando estão doentes preferem perder a vida nos locais de residência ao invés do hospital, porque acreditam que os hospitais aceleram a morte. Outras ainda preferem deslocar-se ao curandeiro para tomar raízes do que irem para o hospital". "O curandeiro não está habilitado a realizar testes de patologias, mas por vezes até tem melhores condições que as unidades sanitárias", frisou e acrescentou que "o Ministério da Saúde faz discursos pomposos nas cidades para descrever que não existem problemas no sector, mas as coisas andam muito mal principalmente nas zonas rurais". Mais grave ainda, segundo o líder da Perdiz, "não existem dados estatísticos de quantos moçambicanos perdem a vida por doença, porque o serviço de estatísticas não funcionam nas zonas rurais. Ninguém apresenta dados estatísticos de pessoas mortas". "Existem estrangeiros que garantem que as estatísticas em Moçambique estão no bom caminho. Eles estão a trair o povo moçambicano e dos seus próprios países", disse Afonso Dlakama. Diz ainda que "nas zonas rurais morrem desde recém-nascidos, crianças, adultos e velhos por falta de cuidados de saúde nos distritos e localidades, e como os serviços de estatísticas andam mal, não há registos de quantos mortos perdem a vida". Por outro lado Afonso Dlakama adianta que "o Governo deve mudar as políticas de saúde porque existem problemas sérios no sistema nacional. Em todos os postos e localidades do país as populações estão a morrer por falta de assistência médica. As unidades sanitárias têm falta de equipamento, pessoal técnico, material médico-cirúrgico e até medicamentos. Assiste-se a um verdadeiro caos". "Temos um país pobre, é certo, mas o Governo deveria apetrechar mais o sector da Saúde como também melhorar os salários do pessoal", defende o líder da Oposição em Moçambique país governado desde a independência nacional em 1975 por sucessivos governos apontados pelo Partido Frelimo.
HIV/Sida
De acordo com Afonso Dhlakama, com o advento do HIV/Sida, o Governo tem relegado para segundo plano outras doenças que também constituem problema de Saúde Pública, tal é o caso da malária, cólera, tuberculose, entre outras. "O Governo moçambicano está mais preocupado com problemas de HIV/Sida, o que não é mau de todo, mas até certo ponto essa doença já não é problema como no início porque com os anti-retrovirais e seguimento, a pessoa já pode prolongar o seu tempo de vida", explicou o líder da Renamo. Acrescentou ainda que "devemos convencer as pessoas infectadas por HIV/Sida para fazer o teste de forma a seguir o tratamento. Os portadores de HIV/Sida podem prolongar a vida através das recomendações dos serviços de saúde". Por outro lado o líder da Renamo diz que "o problema é como convencer as pessoas para fazer o teste e depois seguir o tratamento anti-retroviral porque muitas pessoas quando descobrem o seu estado de saúde preferem esconder-se".
Malária nas zonas rurais
O Governo moçambicano, à semelhança do que faz com o HIV/Sida, segundo Dhlakama deveria estar preocupado com os elevados índices da malária que estão a ceifar milhares de vidas humanas. "A malária mata muito. Muitas pessoas nas zonas rurais estão a morrer de malária e os serviços da Saúde não estão a prestar o devido acompanhamento. Não só por falta de medicamentos, mas, também porque os poucos funcionários andam descontentes com a remuneração que auferem e as condições de trabalho que lhes são oferecidas pelo Governo", disse Afonso Dhlakama. "Muitos agentes de saúde nas zonas rurais trabalham e até fazem horas extras, no entanto, auferem salários baixos", afiançou o líder da oposição. Para Afonso Dlakama "os agentes de saúde atendem bichas enormes de pacientes. Diariamente atendem mais de 150 pacientes que padecem de várias patologias como cólera, disenteria, malária de entre outras. Outros ainda atendem crianças a sangrar apesar de estarem cansados, descontentes e desmoralizados".
(Conceição Vitorino)

Mugabe's Zanu-PF loses majority

The opposition says Mr Mugabe has lost the presidential election


The rivals

Robert Mugabe's party has lost its parliamentary majority for the first time since independence in 1980.
Mr Mugabe's Zanu-PF party took 97 of the 210 seats, while the opposition MDC won 99, final official results showed.

Presidential election results have yet to be declared, but the MDC said its leader had won the election. Zanu-PF said this was "wishful thinking".
Mr Mugabe has no intention of leaving Zimbabwe, his country's ambassador to the UN told the BBC.
"Robert Mugabe is Zimbabwean," said Boniface Chidyausiku. "He has lived his life to work for Zimbabwe. Why should he choose another country?"
He said Mr Mugabe still had work to do to end economic hardship which he said had been caused by external forces.


FOR MORE DETAILS CLICK HERE: http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/africa/7326968.stm

Morgan Tsvangirai: A profile


By Joseph Winter BBC News Online

Morgan Tsvangirai has risen from working in a mine to becoming the symbol of resistance to repression in Zimbabwe.

Morgan Tsvangirai "deserved" to be beaten, Robert Mugabe said
A charismatic speaker, he is a brave man - constantly running the risk of arrest or assassination since emerging several years ago as President Robert Mugabe's first credible challenger since the 1980s.
As the leader of Zimbabwe's opposition, he has been brutally assaulted, charged with treason and routinely labelled a "traitor".
A year ago, the world was shocked to see pictures of his injuries after police beat him after arresting him for taking part in a prayer meeting which they said was illegal.
President Mugabe said the veteran trade unionist "deserved" his treatment for disobeying police orders.
But even some of his supporters - mostly young, urban residents - say he has been outmanoeuvred by Mr Mugabe and his allies.

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PERGUNTAS

NO MUNDO HA MAIS PERGUNTAS QUE RESPOSTAS.

PRESTE ATENCAO A ESTAS.
1. Como é q se escreve zero em algarismos Romanos? 2. Porque é k os Flintstones comemoravam o Natal se eles viviam numa época antes de Cristo? 3. Porque é que os filmes de batalha espaciais têm explosões tão barulhentas se o som não se propaga no vácuo? 4. Se depois do banho estamos limpos porque é que lavamos a toalha??? 5. Se Deus está em todo lugar, porque é que as pessoas olham para cima para falar com ele? 6. Se os homens são todos iguais, porque é que as mulheres escolhem tanto ? 7. Porque é que a palavra grande é menor do que a palavra pequeno? 8. Porque é que separado se escreve tudo junto e tudo junto se escreve separado? 9. Se o vinho é líquido, como pode existir vinho seco? 10. Porque é que as luas dos outros planetas têm nome mas a nossa se chama só lua? 11. Por que as pessoas apertam o comando da televisão com mais força quando a pilha está fraca??? 12. Porque que O instituto que emite os certificados de qualidade ISO 9002 tem qualidade certificada por quem ?? 13. Quando inventaram o relógio como sabiam que horas eram para poder acertá- lo??? 14. Se a ciência consegue desvendar até os mistérios do DNA, porque é que ninguém descobriu ainda a fórmula da Coca-Cola??? 15. Como foi que a placa 'É Proibido Pisar a Relva' como e que foi lá colocada??? 16. Porque é que quando alguém nos pede que ajudemos a procurar um objecto perdido temos a mania de perguntar: 'Onde é que perdeste?' ?? 17. Porque é que há pessoas que acordam os outros para perguntar se estavam a dormir ??

Wednesday, 2 April 2008

Eleicoes no Zimbabwe: calcas novas ou segunda volta?

Varios observadores comeca a aventar a hipotese de uma segunda volta nas eleicoes presidenciais Zimbabweanas, uma vez que ate ao momento nenhum dos contendores conseguiu ultrapassar os 50%!

A se concretizar uma segunda volta, as chances para o incumbente parecem reduzidas! A oposicao parece ter conseguido penetrar nas zonas de influencia da ZANU-PF.

De acordo com a BBC Nas legislativas a ZANU-PF parece estar a comandar com uma ligeira vantagem, (93 contra 91 do MDC) enquanto que nas presidenciais varias fontes apontam para uma vitoria do lider da oposicao, Morgan Tswangirai.

Zimbabwe run-off poll predicted

Police roadblocks have been set up around Zimbabwe's capital, Harare
Zimbabwe could be heading for a presidential run-off within three weeks, according to the state-owned Herald newspaper.
The first official indication of the result of Saturday's election says that neither President Robert Mugabe nor his main challenger gained 50% of the vote.
Opposition leader Morgan Tsvangirai says he won the poll but denies discussing Mr Mugabe's departure.
Election officials say the verification of presidential results has begun.
They say that the votes are being verified and collated in the presence of the presidential candidates' chief polling agents in the capital, Harare.
'Sensitive'
Mr Tsvangirai said he would not claim victory until the official count was known and added that no negotiations would take place until such time.

ELECTION RESULTS SO FAR

Parliamentary constituencies

MDC-Tsvangirai: 91
Zanu-PF: 93
Breakaway MDC faction: 5
Yet to declare: 21
Presidential results
None so far
Winner needs more than 50% to avoid run-off
Source: ZEC
Key pillar of support wavers
Voters react to delays
Profile: Morgan Tsvangirai
The BBC's Southern Africa correspondent Peter Biles says it is widely believed that President Mugabe would not want to face the humiliation of a run-off, should neither he nor Mr Tsvangirai obtain an absolute majority this time.
Correspondents say Mr Mugabe would be unlikely to win a run-off, as those who voted for independent candidate Simba Makoni would be expected to vote against the president.
Deputy Information Minister Bright Matonga also rejected reports of discussions paving the way for Mr Mugabe to step down.
Opposition Movement for Democratic Change (MDC) sources had earlier told the BBC the outline of an agreement had nearly been reached for Mr Mugabe to leave office.
The BBC's Ian Pannell in Zimbabwe, despite a ban on BBC reporters there, says the process is so sensitive that nobody wants to conduct it in public.
In the separate parliamentary race, results released so far show that the MDC has 96 seats, including five for a breakaway faction of the party, against 93 for Zanu-PF, with 21 still to come.
Roadblocks
In his first public appearance since the election, Mr Tsvangirai told a news conference on Tuesday evening there was "no way the MDC will enter in any deal before ZEC [Zimbabwe Electoral Commission] has actually announced the result".
But he said the MDC would issue its own tally of presidential results if ZEC continues to withhold the official figures.

Zimbabweans are anxious to know the results
They would be based on the figures which had to be posted by law outside each polling station after counting was completed.
Many results have been available since Sunday.
Quoting analysts, The Herald newspaper said on Wednesday that the "pattern of results" indicated by the parliamentary tight race showed a re-run would be necessary.
The Herald is generally seen as reflecting government thinking.
Independent observers had previously said Mr Tsvangirai seemed to have taken the most votes in the presidential race.
More than 50% of the vote is needed to avoid a second run-off vote, which would have to be held three weeks after the 29 March election.
Transparency
While the atmosphere on Zimbabwe's streets remains peaceful, if tense, there are fears that prolonging the declaration of results could lead to violence.
Roadblocks have been set up around the capital, Harare, and there has been a marked increase in the presence of paramilitary police on the streets of major cities.
ROBERT MUGABE
Born: 1924
Trained as a teacher
1961: Married Ghanaian Sally Hayfron
1964: Imprisoned by Rhodesian government
1980: Wins post-independence elections
1980s: Accusations of atrocities in south-west
1996: Marries Grace Marufu
2000: Loses referendum
2000: Land invasions start
2002: Wins presidential elections, dismissed by western observers
2008: Runs for a sixth term as president
Profile: Robert Mugabe
As pressure grew around the world for final results to be declared, United Nations Secretary General Ban Ki-moon called for calm.
He urged the "utmost transparency be exercised so that the people of Zimbabwe can have full confidence in the process".
The White House said it was clear the people of Zimbabwe had "voted for change".
UK Prime Minister Gordon Brown called for the results of the presidential election to be published as soon as possible.
"What we want to see is that the whole of the Zimbabwean people can be guaranteed that the elections are fair and are seen to be fair, and we get the democratic outcome that the people of Zimbabwe have chosen," he said.
South African Archbishop Desmond Tutu told the BBC the fact that results had not been announced was very significant.
"Even the dumbest of us would say that results would not have been held back... had it not been the fact that Mr Mugabe has not won," said the Nobel Peace Prize winner.
Earlier the Zimbabwe Election Support Network, a coalition of civil society organisations, said its random sample of poll stations indicated Mr Tsvangirai had won just over 49% of the vote and Mr Mugabe 42%.
Mr Makoni, a former Mugabe loyalist, trailed at about 8%.
Two senior ruling party sources had told Reuters news agency that their projections were similar - indicating a run-off would be needed.
Mr Mugabe, 84, has not been seen in public since the election but Mr Matonga has denied rumours the president had left the country.
He came to power 28 years ago at independence but in recent years Zimbabwe has been plagued by the world's highest inflation, as well as acute food and fuel shortages.

Animais no cio: xtilo xa boby, por dr. Kanda

Da varios amigos recebi o texto do dr. Kanda com o titulo 'Animais no cio: xtilo xa boby'! Com a devida venia reproduzo-o na integra para vosso deleite.

'Neste momento que escrevo este artigo, tento ainda me refazer dos tristes episódios que à todos nós evadiram os nossos e-mails: as imagens vergonhosas que exibem o famigerado cantor do “xtilo xa boby” com uma coitada meretriz se entregando ao prazer selvagem de um neurótico.

Estas imagens chocantes, para além de trazer ao de cima a fragilidade e a ingenuidade de muitas mulheres, principalmente as adolescentes no concernente a preservação da sua intimidade sexual, vem trazer algo que deve estar a inquietar muita gente de boa fé, a legislação adequada que iniba actos desonrosos a sociedade e a mulher em particular. Como estarão a ser protegidos os direitos desta desafortunada rapariga e a dos seus familiares, que se viram vulgarizados pelos actos protagonizados por um pai de família e como se não bastasse músico de renome? Algo deve ser feito para pôr freios à este tipo de situações que embaraçam à nossa sociedade e desvirtuam aquilo que é o potencial cultural da sociedade moçambicana. A Lei deve se fazer valer.

Numa analise profunda as imagens e ao perfil do famigerado cantor, tenho a dizer em guisa de conclusão de que este cantor precisa de ajuda, ele sofre de um transtorno obsessivo compulsivo, que deve ser tratado num fórum psiquiátrico adequado, isto é, ele é um doente mental.

Doença Mental pode ser compreendida como uma modificação mórbida do normal, modificação esta capaz de produzir prejuízo na performance integral da pessoa (social, ocupacional, familiar e pessoal) e/ou das pessoas com quem convive.

No entanto, pelo critério estatístico, normal seria o mais usual, numericamente estabelecido, aquilo que é harmonizável com a maioria. Portanto, o que o Zico fez não é o mais comum na nossa sociedade, não é o que muitas pessoas normais fazem.

Este critério estatístico tem um valor complementar e deve servir apenas como um parâmetro de não-normalidade, mas não significa, obrigatoriamente, doença. Doença, por sua vez, implica sempre um dano e morbidade, portanto, precisamos, depois de empregar o critério estatístico, empregar o critério valorativo

Pelo critério valorativo podemos considerar que, não existindo danos ao indivíduo, à sociedade e ao quadro sócio-cultural, todo esforço de evidenciar-se dos demais deverá ser saudável e cobiçável. Importa, ao critério valorativo, o valor que o quadro sócio-cultural imputa à forma do indivíduo existir, devemos considerar o quadro sócio-cultural como algo muito abrangente; os valores circunscrevem desde as concepções éticas, estéticas, morais, até as concepções científicas e fisiológicas que este mesmo quadro reconhece como válidas. Não podemos deste modo dizer que a nossa sociedade compactua com este tipo de selvajaria. Assim sendo, tanto em termos estatísticos, bem como em termos valorativos, o criador do xtilo xa boby padece de uma perturbação mental, é um neurótico.

Pelo cenário que as imagens nos apresentam, está explicito que esta desventurada, foi vitima de um neurótico. Filmada pelos vistos sem o seu consentimento (pelo menos no vídeo, a moça pede ingenuamente para que o Zico apague a luz, enquanto um dos seus comparsas igualmente insalubre se dedica a uma filmagem pormenorizada do coito).

Tanto quanto sabemos, a relação sexual entre humanos, vivendo e coabitando dentro de valores éticos, morais universais, se realiza num fórum de estrita intimidade, num ambiente fechado e sem plateia. Aliás, é este ritual todo que distingue o sexo de outras actividades prazeirosas, que podem se realizar fora deste âmbito. É este cenário que acrescenta efeitos libidinais (energia pela qual o instinto sexual se expressa) singulares a actividade sexual: a discrição do acto e a intimidade do mesmo.

No entanto, quando um individuo não consegue se satisfazer sexualmente dentro dos parâmetros normais estabelecidos pela sociedade, tirando a intimidade e a discrição do acto sexual, então estamos perante um obcecado sexual. Um individuo que procura desesperadamente compensar o seu fracasso sexual, acrescentando nele um estimulo exterior, a vulgaridade, a indiscrição e seus complexos inerentes. Só assim ele se satisfaz sexualmente..

Analisando as músicas deste senhor, podemos depreender delas, esta tendência neurótica, musicas com mensagens cujo teor atenta contra a moral.
Mesmo, tentando ocultar a sua tendência obscena nesta musica “xtilo xa boby”, está explicita a comparação da mulher a uma cadela. Sendo o xtilo, uma posição e boby, o nome atribuído à certos cães rafeiros. O enfermo não pára aqui, deduz que esta posição tem de ser feita no carro, na barraca, na rua e outros locais que não urge aqui mencionar. O que me entristece ainda, é que algumas inocentes desfrutam da melodia desta musica em desprezo de si próprias. Estão à ser insultadas, meninas!

A moral é um elenco de normas que são elaboradas por diferentes estamentos da sociedade humana visando facilitar melhor convivência entre seus membros. Obedece, portanto, o sentido vertical e assimétrico na sua dinâmica, o que pressupõe imposição de valores do conjunto da sociedade para serem obedecidos por todos indivíduos que a integram. A desobediência às regras pressupõem aplicação de sanções, penalidades e, eventualmente, privação da liberdade.(SEGRE e COHEN,1995).

Analisando as músicas deste senhor, podemos depreender delas, esta tendência neurótica, musicas com mensagens cujo teor atenta contra o ortodoxo. O mais grave, é que este individuo está sendo potenciado por produtores e empresários que deveriam se dedicar à promoção de valores que elevem a ética, a moral e a auto estima. Estações televisivas e da rádio passando músicas com conteúdos obscenos, revelando um total falecimento de comprometimento com as causas mais nobres da sociedade.
Se for de facto verdade que a mCel cortou as relações comerciais que mantinha com este amalucado, é de louvar. Apesar de achar que vai tarde, porque este musico é reincidente neste tipo de actos e tantos outros músicos desta geração nos surpreendem vezes sem conta com a vulgaridade, estando sistematicamente envolvidos em escândalos sexuais. Autênticos animais no cio.

Neste momento que Moçambique aderiu à vários instrumentos e iniciativas regionais e internacionais, tendentes à promoção da igualdade de direitos entre mulheres e homens, onde se destaca a Convenção para a eliminação de todas formas de descriminação contra a mulher, ratificada através da resolução nº 4/93 de 02 de Junho, não se justifica que as instituições que devem velar pela mulher e pela acção social se calem perante este caso.

Quando, as mulheres são comparadas com cadelas no cio, isto só pode desvirtuar os propósitos do Governo e da sociedade em geral em promover a igualdade de direitos entre homens e mulheres e de enaltecer a mesma na educação da sociedade.

Mocambique nao defende seus cidadaos no exterior

– constatação de Manuel de Araújo, deputado da RUE
Maputo (Canal de Moçambique) – O presidente substituto da Comissão de Relações Internacionais na Assembleia da República (AR), Manuel de Araújo, defendeu em entrevista exclusiva ao «Canal de Moçambique» que "Moçambique ignora a defesa da dignidade de cidadãos nacionais residentes no exterior bem como dentro do seu próprio País". Segundo aquele parlamentar, "devido à postura dos governantes moçambicanos, o nosso cidadão é considerado como sendo de segunda classe no seu próprio País e no mundo, daí o desrespeito que tem merecido no exterior". Manuel de Araújo, que teceu estes comentários em volta de um assunto recentemente reportado pela Televisão de Moçambique, dando conta de que nossos concidadãos estão a ser maltratados por sul-africanos no país vizinho, tendo aparentemente como móbil, de acordo com a referida reportagem a disputa de empregos, dado que os moçambicanos são mão de obra barata e fazem concorrência considerada desleal pelos trabalhadores sul-africanos preteridos. "O nosso Alto Comissariado na África do Sul tomou uma atitude que não se deve repetir. Acho que as instituições competentes devem tomar as medidas necessárias para que aquele tipo de situações não volte a acontecer. É chocante quando um moçambicano, em representação do seu concidadão no exterior não consegue defendê-lo", disse Manuel Araújo. De acordo com este deputado pela Renamo-União Eleitoral "estas atitudes tem repercussões negativas na imagem do País e do próprio cidadão moçambicanoNós temos estado cá dentro do País a defender a moçambicanidade ou o «Orgulhosamente Moçambique», enquanto afinal de contas, os governantes moçambicanos são primeiros a não respeitarem essa moçambicanidade". "Se nós próprios não nos respeitamos como moçambicanos, não haverão outros povos ou cidadãos a nos respeitarem", disse Araújo para de seguida avançar que "este não é um caso isolado”. “Nós vemos semanalmente moçambicanos a serem despachados na fronteira de Ressano Garcia para Moçambique em comboios e sob condições sub-humanas. E o Estado não reage a essas situações". Por outro lado, este interlocutor referiu que "nós vemos no Zimbabwe situações em que aquele governo expulsa moçambicanos e o Estado não reage. Isso tem que acabar. O nosso Governo tem saber defender o cidadão nacional quer dentro quer fora de Moçambique". Manuel de Araújo, categórico e agastado com o tipo de tratamento que alguns moçambicanos, não poucos, têm merecido no exterior e mesmo cá dentro, disse ainda que "há de falta de patriotismo por parte Governo moçambicano no que diz respeito à vida dos moçambicanos no exterior. Os nossos governantes esquecem que não pode haver uma pátria sem o cidadão. O cidadão deve ser a definição do que é patriótico. E a defesa do interesse nacional deve passar pela defesa do cidadão e não pela ignorância sobre aquilo que devem ser os direitos e deveres de cada cidadão". "O que nós temos visto é que o Governo ignora aquilo que deve ser o seu papel para com os moçambicanos que residem no exterior e mesmo cá dentro do País", disse Manuel Araújo para de seguida acrescentar que "o Governo moçambicano aceita a atitude de que de entre eles e os cidadãos estes são de segunda classe, o que não podemos aceitar. A vida de um cidadão moçambicano deve ser igual à de um cidadão americano em termos de dignidade". "Se formos a ver, por exemplo, o Governo americano quando constata que a vida do seu cidadão está em perigo ou há violação dos direitos humanos, ou há violação da sua dignidade, toma uma atitude robusta perante a situação. Até é capaz de envolver as suas forças armadas para defenderem a dignidade do seu cidadão. O que em Moçambique é o contrário". "Temos agentes do Estado que recebem os seus salários com base na contribuição dos cidadãos moçambicanos, mas quando este mesmo cidadão se encontra em perigo os governantes são os primeiros a atirá-los aos leões e esta atitude não pode continuar", diz o deputado da Assembleia da República, Manuel Araújo Ele referiu entretanto várias causas que concorrem para o desrespeito contínuo da dignidade dos moçambicanos em qualquer parte do mundo: "a primeira é porque o Governo não respeita a dignidade moçambicana; a segunda é que nós como parlamentares não estamos a fazer o nosso trabalho como deve ser; a terceira é que vocês como jornalistas também não estão a fazer o vosso trabalho como deve ser. Cada actor tem de fazer o seu papel. E o jornalista deve denunciar esses actos desumanos. E nós como parlamentares temos que monitorar todos os assuntos que dizem respeito à violação da dignidade de cidadãos moçambicanos no exterior no País em geral", conclui Manuel Araújo.
(Emildo Sambo & Borges Nhamirre)

Livraria Rui Nogar aberta o publico!

Da ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOÇAMBICANOS (AEMO) com sede na Av. 24 de Julho Nº. 1420 recebemos a informacao segundo a qual a LIVRARIA “RUI NOGAR” esta aberta ao publico.

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A OPINIAO DE NOE NHANTUMBO

Do Canal de Mocambique de hoje retiramos um texto interessante de Noe Nhantumbo com o titulo 'Recordando a OMM e a OJM'

Organizações Democráticas de Massas ou antes Organizações das Datas Comemorativas?

Beira (Canal de Moçambique) - A tentativa de sobrevivência das forças políticas e da construção de uma base com fins eleitoralistas levou a que se concebessem determinadas estratégias. Uma delas terá sem dúvida sido a criação ou transformação de organizações antes plenamente alinhadas e vivendo dentro de determinado partido como se de organizações de massas se tratasse. Se houve um determinado momento em que se procurou abertamente fazer crer que o advento do multipartidarismo tinha transformado tais organizações e as feito saírem do seio dos seus criadores ou mentores, isso foi sol de pouca dura. Agora tudo está claro como água cristalina. Afinal as ODMs – "Organizações Democráticas de Massas" não passam de braços activos de partido, viveiros e centros de recrutamento de membros. É aí que se faz a doutrinação e às vezes pelo que parece, até uma lavagem cerebral. O pronunciamento de algumas pessoas provenientes de ditas organizações de massas, hoje militando no partido por força da idade, deixa ver que tais pessoas não conseguem pensar ou expressar-se fora do âmbito daquilo que a doutrina oficial do partido advoga. Quem ouve essas pessoas fica com a impressão de que afinal, a aprendizagem democrática que deveria estar acontecendo nas ODMs, o desenvolvimento de um espírito patriótico e de uma capacidade de análise politica que aumentassem a capacidade dos moçambicanos, discernirem quais são os seus reais interesses nos diferentes momentos históricos, não está acontecendo. As pessoas não conseguem expressar-se fora da "caixa" em que estão metidas, não têm pensamento próprio. As ODMs transformaram parte de uma geração em caixas de repetição de chavões ultrapassados pela história. Isso tem consequências nefastas para o País quando de entre essas pessoas saem ou são escolhidos dirigentes governamentais com o objectivo de implementarem agendas supostamente destinadas a contribuírem para vencer a pobreza, esse termo politicamente correcto descoberto milagrosamente nos últimos tempos. Se de tanto falar de um tema ele por si acontecesse isso seria na verdade o milagre que os moçambicanos necessitam. No passado histórico recente, existência de organizações democráticas de massas estava dentro de um contexto que correspondia aos tempos e ao momento. Agora pretender que a OJM, OMM, ou a Organização dos Continuadores de Moçambique fazem qualquer sentido nos termos em que estão concebidas e funcionam é ir contra os tempos e a essência de um regime democrático. Convenhamos que quando faltam instrumentos ou visão para discernir caminhos que permitam fazer sobreviver ou garantir a sobrevivência de um partido político opta-se pelo caminho mais fácil. Usa-se a Primeira-dama para sustentar a inactividade de uma OMM que só se vê por alturas das datas comemorativas. Aliena-se um Sindicato a fins ou objectivos de um patronato parasita que se nega a entender que capitalismo faz-se com trabalho de qualidade, regras, e um posicionamento organizacional que permita que cada um faça aquilo que é o seu mandato e não aceitar prostituir-se politicamente em nome de alegadas disciplinas partidárias. Procura-se com o uso de fundos governamentais alimentar a inércia de organizações que nada fazem em beneficio do país, procurando-se desse modo garantir a continuidade de modelos que a história se encarregou de chumbar e rejeitar. Nem na ex-URSS se vê algo assim acontecendo. O saudosismo não faz história. Essa constrói-se com trabalho, com a capacidade de permitir que os moçambicanos se afirmem, cada um no seu campo de actividade, com o seu esforço e capacidade. Vamos este mês comemorar o 7 de Abril, dia consagrado à mulher moçambicana e vamos novamente assistir a uma enxurrada de bandeiras vermelhas e tentativas de fabricar heroínas, discriminando e não apresentando aos moçambicanos um discurso que os una através da inclusão dos heróis ou heroínas dos outros. Mais uma vez o tempo de antena televisiva e da rádio, o espaço na Imprensa escrita pública vão ser devotados ao engrandecimento de uns à custa do erário público. Antecipar campanhas eleitorais tem de ser feito à custa dos recursos dos partidos e não colocando a mão nos escassos recursos do Estado, mas aqui a banda continua a passear-se alegremente. Decerto não me vão convencer que toda a pompa e circunstância exibidos durante a visita da Primeira-dama a Sofala no quadro das comemorações do dia da Mulher de 2008 são provenientes dos cofres da OMM. Não conheço as suas contas mas é de crer que não sejam muito famosas. Comemorar as datas históricas e que ninguém pode negar que o sejam é lícito e serve também de ensinamento as gerações mais novas. Mas fazê-lo tem que ser um exercício patriótico que não lese os interesses dos moçambicanos no sentido de desenvolvimento do seu país de uma maneira inclusiva, transparente. Quantas vezes e com que recursos se efectuam visitas aos mesmos lugares? Qual é a razão concreta para todo este despesismo numa situação de escassez de recursos como todos reconhecem? As ODMs como as conhecemos, já teriam morrido e sido enterradas se não fosse o facto de serem apêndices de um partido político. A repetição e multiplicação de iniciativas visando o mesmo grupo alvo, a proliferação de organizações da sociedade civil camufladas em tal, mas que não passam de agentes activos de agendas políticas dos seus mentores, é uma ocupação estratégica de espaço e uma maneira de fazer politica em Moçambique. No fim, quando há algum sucesso ou mesmo quando não existe, pois suas acções baseiam-se mais em donativos e intervenções de organizações congéneres com origem na esquerda dos países desenvolvidos, o tal sucesso, é rapidamente atribuído ao partido. Ou não é isso que se assiste em Moçambique?
In Canal de Mocambique (Noé Nhantumbo)

OBJECTIVOS DO DESENVOLVIMENTO DO MILENIO

GET READY TO STAND UP AND TAKE ACTION FOR THE MDGS: OCTOBER 17TH -19TH, 2008

Last year, more than 43 million people all over the world stood up and spoke out sending a clear and powerful message to governments: Keep your promises to end poverty and achieve the Millennium Development Goals.This year we are inviting you to Stand Up and Take Action, to be a part of the growing global movement determined to stamp out poverty and inequality.We have reached the halfway mark to 2015, the target date for achieving the Millennium Development Goals. There has been some progress, but there is still a long way to go. We need to take urgent and inspired action now, to remind our governments we expect them to deliver. That's why this year we're focusing on country-specific actions in support of the achievement of the Millennium Goals. Millions will be Standing Up and Taking Action, locally, nationally and globally. The scope of actions is broad and depends on what is relevant for each national or local context. Whether by a signed petition, a text message campaign, phone calls to local government representatives, face to face meetings with parliamentarians, local and national leaders - What's most important is that we Stand Up and take Action to make our demands heard loud and clear. In poor countries, Campaigners will be reminding their governments to implement time-bound MDG-based national development strategies, plans and budgetary allocations; to improve MDG implementation and delivery mechanisms with a strong focus on poor and excluded groups particularly women; to produce concrete plans to enhance domestic resource mobilization that will be earmarked for MDG achievement; to create and implement plans for increased transparency and fighting corruption, more systematic and on-going monitoring and reporting of progress towards the achievement of the MDGs and greater accountability on MDG planning, implementation and reporting to elected officials (Parliaments, local Governments etc.) and key non-state stakeholders including the media, faith groups, citizens groups and civil society organizations. In rich countries, delivering on Goal 8 commitments continue to be important and at the national and global level. Specific commitments from these Heads of State should include, setting and meeting time-tabled commitments on not just aid volume and debt relief, but aid quality and effectiveness; breaking the impasse in the trade negotiations at the WTO, particularly on elimination of agricultural subsidies and market access for developing country goods and services and to stop pushing through WTO plus agreements on a bilateral or regional basis. Stand Up, Take Action 2008 will be held over a three day period from October 17th -19th. By starting on a Friday and concluding on a Sunday, everyone, whether at home, at work, at school, university or in a place of worship will have the chance to take part.We will once again be aiming to break the world record for the most number of people to Stand Up Against Poverty. But even more importantly, you will be building on the momentum created over the last two years, a momentum which has already contributed to real progress. Thank you for all you have done to make Stand Up a strong movement and powerful force in the fight to end poverty and see the Millennium Goals achieved and exceeded. Let's resolve to make Stand Up and Take Action even more impactful in 2008.Keep watching www.StandAgainstPoverty.org for information and updates!