Tuesday, 3 February 2009

A Opiniao do Reflectindo Mocambique


Consumando-se na Renamo

Com a Renamo de Afonso Dhlakama é difícil não se prever a chegada do diabo. Não passou sequer uma semana desde que que o Canal de Moçambique e O Paísonline publicaram uma informação segundo a qual Afonso Dhlakama já tinha a lista dos membros desobedientes às suas ordens.

Vem nessas peças de notícia, que ele já havia decidido para a substituição dos actuais membros da Renamo e da coligação RUE, que assumem cargos nas comissões da Assembleia da República. Para isto consumar-se, parece que deve passar pela Comissão Permanente da Assembleia da República. Então, é um pouco complicado.

Enquanto isto demora por depender de quem por lei não cumpre ordens de lideranças partidárias, Dhlakama começou a consumar o seu plano a partir da província nortenha de Cabo Delgado, mandando cessar Conélio Quivela, delegado político provincial, Celiano Salimo, delegado político distrital de Montepuez, e Juma Rafim, chefe do Departamento de Mobilização em Cabo Delgado.

Contudo, estas destituições todas são ilegais por lesarem os estatutos do partido, uma das condições para que um partido seja legalizado em Moçambique. Só para ilucidar, por exemplo, os Estatutos da Renamo no seu Artigo 41 refere que o é a Conferência Provincial que elege o Conselho Provincial e no Artigo 43 refere que o Conselho Provincial elege o Delegado Político Provincial e a Comissão Política Provincial. O mesmo é quanto aos órgãos distritais referidos nos Artigos 54 e 56.

Por diversas vezes tenho apontado aqui violações à lei dos partidos políticos, ver nas páginas 23 e 24 e os estatutos da Renamo que por minha surpresa, muitos jornalistas não têm dado conta este facto quando escrevem sobre destituições e nomeações no lugar de eleições naquele partido.
Para mais detalhes clique aqui

Malema turns down parliamentary nomination

Cartoon: Julius Malema for President - when will the day come?

Julius Malema sadly said he would spare the South African public his political mastermind for the next 10-15 years. He devastated many fans when he said he believed parliament was for old people, and that he had a significant amount of work left to do to mould the youth of the country.

Mr Malema, president of the ANC Youth League (ANCYL) turns 28 this year.

Also reported to have turned down nominations for parliament are Thabo “I used to be a president” Mbeki and Tito “we will weather the storm” Mboweni. As yet it is unclear if Winnie Madikizela-Mandela’s criminal record will prevent her from becoming an MP. Judging by what Mr Zuma is about to do to the SA justice system, we’re guessing she stands a good shot at becoming deputy president.

Letter from David Cameron


Dear MANUEL, This morning Michael Gove and I were going to tour Haberdashers' Aske's Hatcham College in Lewisham. We were going to give speeches about the importance of maths, and we were going to announce that Carol Vorderman had agreed to lead a new Conservative Party Maths Taskforce. That's what was going to happen, anyway. Like other parts of the country London virtually ground to a halt this morning as it tried to cope with the heaviest snowfall in 18 years. Hatcham College was one of the many schools that was forced to close, so the three of us played in the snow instead! The snow goes on, but so must the show - we've just launched the taskforce from our campaign headquarters. You can read my speech or watch the webcast here. In the last eight years we've slipped from eighth to twenty-fourth in the international maths league tables. We've got to find a way to inspire more children to learn maths, and bright people to teach it. You wouldn't be able to read this email without maths. You wouldn't have a computer or mobile phone to view it on, never mind the internet. If we are going to be able to shift our battered, unbalanced economy towards the high-tech industries that maths enables, we are going to have to do much, much better. David

Monday, 2 February 2009

A Opiniao de Rondinho Calavete


O regresso do filho pródigo

Eu não sei se esses mandatários alguma vez apresentaram uma proposta de actividades a extinta Direcção provincial da juventude e desportos da Zambézia; se sim,
quais foram ou são as actividades concretas e em que Distritos estão sendo desenvolvidas. Estamos perante deputados que só estão a espera do apito final, para depois começarem a puxar o saco, na tentativa de renovar o mandato com vista a terminar os palacetes em construção a custa dos impostos do povo. É esse o tipo de deputados que temos na Zambézia.
Há dias, o próprio Governador da Província da Zambézia, num encontro com os escribas, não poupou o seu desapontamento pelos fracassos do desporto zambeziano.
Mas aí está a pergunta: quem é o culpado? Onde é que entram os jornalistas nesse cenário? Mas o senhor Muária não identificou o problema? Era mesmo necessário
falar com jornalistas? Tem medo de falar com os dirigentes da área desportiva?
Na opinião de muitos, a direcção provincial da juventude e desportos da Zambézia nem devia existir.
Aliás, já devia ter sido substituida há bastante tempo. Mas, como os camaradas gostam de se acomodar, os incapazes ainda continuam encubados até terminar o mandato e até repetir a proeza. São coisas de zambezianos!!!
Deixemos o passado e vamos para o que nos espera-o nosso futuro. Que tipo de zambezianos seremos daqui há dez anos? Ainda zambeziano covarde? Zambeziano que gosta de ver zambeziano igual a mendigar? Zambeziano que ajuda a afundar? O que será de nós? Continuarmos pobres com tanta riqueza? Continuarmos a encubar incapazes com as nossas ruas esburacadas? Continuarmos a discutir pessoas e não ideias? Mas o
que é que queremos na verdade? Continuarmos a sabotar projectos dos outros?
Continuarmos a usar nome da nossa província para fins pessoais?
Penso que é já chegado o momento de pensarmos sobre a nossa terra. Os Americanos já decidiram: “Mudanças só com Obama”. E nós? Vamos continuar reféns de uma minoria de desonestos que se enriquece ilicitamente? Vamos continuar a fazer bicicleta de táxi?
Vamos continuar a ter uma juventude morribunda com dirigentes mentalmente coxos?
Acreditem que fiquei boqueaberto, quando num dos canais de comunicação social, um
dirigente na Zambézia, disse que a victória de Paula Tamara no Fama Show era programa do governo.
Francamente!! Alguma vez o governo moçambicano programou Fama Show nete País? Em que
Parlamento foi aprovado esse plano?
É mesmo caso para dizer que é azar ser zambeziano.
Que eu saiba, Fama Show é programa da STV. Nunca em nenhum momento, o governo da
Frelimo organizou Fama Show.
Ademais, a STV não é canal televisivo do governo. Acho que não fica bem emocionarmo-nos dessa maneira. Quando Jesus estava aqui na terra, disse:
“Separai o trigo do joio”. Então, vamos procurar separar os assuntos.
Pelo sim pelo não, a provincia é nossa e somos muitos para fazer algo para o bem da nossa terra. Os outros já estão avançar e nós perdemos tempo a discutir pessoas
e não ideias. De quem é que esperamos?? De Deus??!! Nem pensar!! Deus ajuda quem
madruga. E esses poucos que madrugam, também colhem muito pouco porque atrazam pelo
caminho.
rocavil@gmail.com

A Opiniao de Rondinho Calavete : O AZAR DE SER ZAMBEZIANO (1)



O regresso do filho pródigo

Passaram meses que neste espaço nada vinha escrito acerca do “Azar de ser zambeziano”. Tive muitos motivos que me fizeram com que parasse de escrever
e, acima de tudo, foram momentos de reflexão, de escuta, de consulta e de
pedido de opiniões e críticas a volta dos meus artigos.
O percurso foi muito longo e deu para aprender muita coisa. Aliás, as críticas que fui recebendo bem como as diversidades de pontos de vista em função ao que escrevo, deram-me grande impulso o que muito me motivou apesar das grandes ameaças em chamadas
anónimas que fui recebendo no ano transacto. Não fiquei assustado pelas tais chamadas, pois, o que eu escrevo é uma pura verdade. É sim verdade, quando escrevo que Zambézia não desenvolve por culpa própria de zambezianos.
Vejam só: Zambézia foi a única Provίncia que pagou salários muito tarde no final do ano; Zambézia é das provincias que falar de Turismo constituí ameaça a humanidade. Uma das nossas jovens que por acidente foi participar no “Turismo Nacional da Juventude” em Cheringoma, quando foi entrevistada pela Rádio Moçambique, disse que não sabia os motivos que teriam lhe levado aquele suposto “Encontro Nacional da
Juventude”; Zambézia é a província que até hoje, enquanto outras provincias
apostam na juventude, alí se amputam as pernas da juventude.
Alguns zambezianos bem letrados, na sua maioria da década 70 viraram autênticos mafiosos; criam supostas organizações em nome da terra natal para seu proveito pessoal, acomodando os seus amigos de infância, primos, entre outros mais próximos. Até entre eles nem se falam por causa dessas mafias, pois uns não concordam com a ideia de usar nome duma província pobre mas com riqueza, para ter dividendos pessoais.
Existem outros casos gritantes que muitos de nós conhecemos.
O nosso edil que repetiu a PROEZA pela terceira vez, provou em dez anos que não era capaz. Mas nós mesmos, conhecedores das suas lacunas, tornamos em lhe apostar. Meia volta, reclamamos que as ruas estão esburacadas. Quem será o culpado? Contentamo-nos em Taxibicicleta como se China se tratasse.
A nível do País, Quelimane é a cidade onde um simples talhão de 15x30 metros
e na mão de alguém, vende-se acima de 300.000 mts. Incrível!! E somos primeiros
a reclamar. Passamos a reclamar e nunca apresentamos ideias. Passamos o tempo a
apontar Rondinhos. Quando esses Rondinhos querem dar alguma ideia, vemos neles como descontentes, polémicos, mussolynistas e homem fora das nossas fileiras. Noutras palavras: ESSE CAMARADA NĂO Ė NOSSO. Tudo misturamos; não conseguimos separar
politiquice com desenvolvimento e crescimento humano.
O ano passado foi dos piores com excessão dos 7.000.000 mts que são drenados nos distritos. Sobre a ponte Lugela, eu falei muito e fui ouvido apesar de ter sido conotado, só pelos simples facto exigir direito dum povo que carecia da ponte. Hoje a ponte é uma realidade.
O senhor Muária-nosso Governador, dirigiu a província de acordo com o tipo de gente que encontrou. Mas penso que foi muito infeliz na área da Juventude e Desportos. Muária acomodou incapazes talvéz por serem bons camaradas ou, em última hipótese, aquela direcção tem uma tripla protecção dos chefes do Muária.
Só pode ser isso, porque em condições normais, aquela direcção já devia ter
cessado hà bastante tempo. . Acredito e tenho fé que, se Muária quer ver a
província a desenvolver, poderá pôr o dedo na consciéncia e, se puder, poderá mexer algumas pedras. Mas se Muária apenas quer cumprir com o seu mandato e não se interessa em desenvolvimento da província, provavelmente vai deixar andar como
está sem mexer nenhuma pedra.
A nossa oposição é outra lástima.
Temos uma oposição que até devia se atrelar a FRELIMO. A nossa oposição provou que não está em condições de dirigir este país. Os ditos intelectuais que muito eu respeito, nem sei o que teêm feito. Mas há quem me disse que aqueles intelectuais, alguns estão na Renamo para conquistar espaço e protagonismo na casa do povo. Será??!
Mas é essa a nossa realidade. Os nossos ditos deputados que representam a juventude na casa magna, são uma desilusão. Apenas estão na Assembleia para aumentar o número de dorminhocos e de bate-palmas.
rocavil@gmail.com

FP Morning Brief

Monday, February 2, 2009



Top Story

Turnout was low in Iraq's parliamentary elections on Saturday, but thankfully so was violence with not a single major attack being reported in the country. Security was extraordinarily tight. There was widespread confusion over process and complaints of voters being left off roles, but overall, the election was hailed as a success by Iraqi and international observers, including U.S. President Barack Obama.

Early returns indicate strong support for Prime Minister Nuri al-Maliki and gains for Iraq's secular parties. The International Crisis Group's Joost Hiltermann warned on FP last week that observers should avoid reading too much significance into the election results.

Even with sporadic pre-election violence, January was Iraq's most peaceful month since the 2003 U.S. invasion.

Middle East

Israel responded to Hamas mortar attacks with airstrikes after promising a "disproportionate" response to violations of the ceasefire.

Palestinian President Mahmoud Abbas is in Egypt for talks.

Iran seems to be clamping down on dissidents ahead of this summer's elections.

Africa

Libyan leader Muammar Qaddafi has been chosen as head of the African Union, a spokesman says.

Somalia's de facto parliament selected a new president.

A series of deadly fires has Kenyans questioning their government's ability to respond to a crisis.

Asia

China has scheduled a trial for a critic of the government's earthquake response.

Nine were killed in the shelling of a hospital in Sri Lanka.

South Asian officials are concerned about envoy Richard Holbrooke's "bulldozer" style, the L.A. Times reports.

Europe

Iceland formed a new center-left government with hopes of recovering from economic collapse.

Greek farmers rioted to protest economic conditions in the country.

Massive factory closings in Russia have the Kremlin fearing unrest.

Americas

Four hostages were freed by Colombian FARC rebels.

Anti-Semitic vandals ransacked a synagogue in Caracas as Israeli-Venezuelan relations worsened.

Cuba and Russia signed a new cooperation pact.

Photo: FILIPPO MONTEFORTE/AFP/Getty Images




Top Story

Turnout was low in Iraq's parliamentary elections on Saturday, but thankfully so was violence with not a single major attack being reported in the country. Security was extraordinarily tight. There was widespread confusion over process and complaints of voters being left off roles, but overall, the election was hailed as a success by Iraqi and international observers, including U.S. President Barack Obama.

Early returns indicate strong support for Prime Minister Nuri al-Maliki and gains for Iraq's secular parties. The International Crisis Group's Joost Hiltermann warned on FP last week that observers should avoid reading too much significance into the election results.

Even with sporadic pre-election violence, January was Iraq's most peaceful month since the 2003 U.S. invasion.

Middle East

Israel responded to Hamas mortar attacks with airstrikes after promising a "disproportionate" response to violations of the ceasefire.

Palestinian President Mahmoud Abbas is in Egypt for talks.

Iran seems to be clamping down on dissidents ahead of this summer's elections.

Africa

Libyan leader Muammar Qaddafi has been chosen as head of the African Union, a spokesman says.

Somalia's de facto parliament selected a new president.

A series of deadly fires has Kenyans questioning their government's ability to respond to a crisis.

Asia

China has scheduled a trial for a critic of the government's earthquake response.

Nine were killed in the shelling of a hospital in Sri Lanka.

South Asian officials are concerned about envoy Richard Holbrooke's "bulldozer" style, the L.A. Times reports.

Europe

Iceland formed a new center-left government with hopes of recovering from economic collapse.

Greek farmers rioted to protest economic conditions in the country.

Massive factory closings in Russia have the Kremlin fearing unrest.

Americas

Four hostages were freed by Colombian FARC rebels.

Anti-Semitic vandals ransacked a synagogue in Caracas as Israeli-Venezuelan relations worsened.

Cuba and Russia signed a new cooperation pact.

LONDRES SITIADA!


A Cidade de Londres encontra-se literalmente sitiada, devido a quantidades de neve jamais vistas nos ultimos 18 anos! Os cinco aeroportos de Londres (Heathrown, Stanstead, Gatwick, Luton e City) estao ou com todos os voos cancelados ou entao sofrendo grandes atrazos. Os aeroportos de Aberdeen, Southampton, Glasgow, Edinburg tambem encontram-se encerrados. O maior aeroporto de Londres, Heathrow cancelou mais de 660 voos deixando milhares de passageiros em terra 'stranded'!


O transporte de superficies (comboios, autocarros, metros) tambem estao suspensos. As escolas estao encerradas e a policia aconselha aos citadinos de Londres a permanecerem em casa! O servico de taxis leva no minimo tres horas dada a grande procura aliada a fraca oferta.

Um dia a nao esquecer! Boas vindas a Londres aos meus colegas no parlamento: Macuiana e Rosa.

Um abraco,

MA

Interessante

Uma mulher foi presa por roubar no supermercado.

Quando estava no tribunal, o juiz perguntou-lhe:

- O que é que a senhora roubou?

Ela respondeu:

- 1 Lata pequena de pêssegos.

O juiz perguntou-lhe o motivo do roubo, e ela
respondeu:

- Porque estava com fome.

O juiz então perguntou à senhora quantos pêssegos tinha a lata.

- Tinha 6 pêssegos.

O juiz então disse:

- Vou mandar prendê-la por 6 dias, 1 dia por cada pêssego.

Mas antes que o juiz pudesse terminar a sentença, o marido dela perguntou se poderia ter uma palavra com o juiz sobre o acontecido...

O Juiz disse que sim, e perguntou o que queria ele dizer.

Então o marido disse:

- Ela também roubou uma lata de ervilhas...

Ocorrências

Maputo, Segunda-Feira, 2 de Fevereiro de 2009:: Notícias
DOIS supostos assaltantes foram espancados, na última sexta-feira, por um grupo de residentes do bairro Laulane, na cidade de Maputo, depois de terem sido surpreendidos a roubar electrodomésticos numa casa algures naquela zona residencial. Na ocasião, outro meliante conseguiu escapulir da fúria da população que estava agastada devido à constante ocorrência de roubos e assaltos que são protagonizados por pessoas desconhecidas. Segundo Alexandre Luís, um dos residentes daquela zona, que deu a conhecer este caso, os ladrões roubaram na semana passada num estabelecimento comercial, onde não só retiraram dinheiro e mercadoria como esfaquearam um dos vendedores.
TRINTA e cinco pessoas padecendo de asma acorreram entre sexta-feira e ontem aos Serviços de Urgência do Hospital Central de Maputo (HCM) a fim de serem tratadas. Dados em nosso poder indicam que, para além dos asmáticos, deram entrada trinta e um ferido em acidentes de viação, dezoito contraíram ferimentos ao serem agredidas fisicamente e seis foram vítimas de queimaduras em diferentes regiões do corpo. Segundo o enfermeiro-chefe nas Urgências do HCM, Alexandre Júnior, estes doentes fazem parte de um conjunto de 976 pessoas que procuraram socorro, sofrendo de doenças como malária, dores de cabeça, febres, entre outras classificadas como doenças gerais.
A POLÍCIA de Trânsito (PT), a nível da província do Maputo, aplicou durante o fim-de-semana 26 multas a igual número de automobilistas por terem cometido diversas infracções durante a condução. Parte dos automobilistas foi multada por não respeitar alguns sinais de circulação nas estradas, bem como por infringir algumas regras de condução. A PT apreendeu igualmente quinze cartas de condução por apresentarem algumas irregularidades. Estes números fazem parte de um total de 644 fiscalizações feitas nesse período.

Delegados da Renamo destituídos em Cabo Delgado

CORNÉLIO Quivela, deputado da Assembleia da República e delegado político provincial do partido Renamo, e o representante da “perdiz” em Montepuez, Celiano Salimo, foram demitidos este fim-de-semana, uma acção conduzida pelo chefe nacional do Departamento de Organização e Estatística, Francisco Maíngue, acompanhado pelo assessor de Afonso Dhlakama para a área de Informação, Carlos Manuel.Maputo, Segunda-Feira, 2 de Fevereiro de 2009:: Notícias

Município de Nacala-Porto: Violência no início da campanha eleitoral




O ARRANQUE da campanha eleitoral na cidade de Nacala-Porto, para a segunda volta da eleição do presidente do Conselho Municipal, foi marcado sábado último por agressões físicas envolvendo simpatizantes da Renamo contra jovens do partido Frelimo, tendo resultado em dois feridos graves. Por outro lado, 19 pessoas deram entrada no hospital geral daquela cidade devido a ferimentos contraídos depois de cairem de uma viatura em que se faziam transportar para mais uma missão de caça ao voto nos bairros periféricos. Quatro dos feridos estão em estado considerado grave.|»Maputo, Segunda-Feira, 2 de Fevereiro de 2009:: Notícias

Em matéria de liderança e advocacia: Parlamento juvenil capacita os seus filiados




LÍDERES juvenis vão beneficiar de capacitação em matéria de liderança, advocacia e monitoria em políticas públicas, no quadro da materialização do plano estratégico do parlamento juvenil aprovado ano passado.

Maputo, Segunda-Feira, 2 de Fevereiro de 2009. In Notícias

UniZambeze não é extensão da UEM - esclarece Bhangy Cassy



O GOVERNO anunciou recentemente ter concluído o processo de expansão do Ensino Superior no país. O anúncio feito pelo Ministro da Educação e Cultura, Aires Ali, seguiu-se à oficialização da Universidade Zambeze (UniZambeze), sediada na cidade da Beira, para servir meramente as províncias do centro. Trata-se da segunda universidade pública que tem a sua sede fora da capital do país, depois da Universidade Lúrio (UniLúrio), que serve a zona norte. Com a entrada destas, o país passa a contar com três grandes universidades públicas em igual número de regiões, onde a maior e mais antiga continua sendo a Universidade Eduardo Mondlane (UEM). A formação superior, que vem sendo descrita como um marco luxuoso, teve início em Moçambique em 1963, com a implantação do então Estudos Gerais Universitários de Moçambique que posteriormente passou a designar-se Universidade de Lourenço Marques, tendo em 1976 passado a designar-se Universidade Eduardo Mondlane. Por razões históricas, o ensino superior esteve durante muito tempo exclusivamente concentrado na cidade de Maputo. Ciente da importância da expansão da oferta do ensino superior, foi aberta em 1989 a primeira delegação da Universidade Pedagógica na Beira, dando assim início ao processo de expansão do Ensino Superior para outras Províncias do país. É neste contexto que, em 2006, o Conselho de Ministros aprovou a criação da UniLúrio, com sede em Nampula, e da UniZambeze, com sede na Beira. Bhangy Cassy, primeiro Reitor da UniZambeze, nomeado semana passada pelo Presidente da República, chega ao cargo depois de ter chefiado a comissão instaladora da mesma. Para conhecermos melhor esta nova instituição de ensino superior no país, o Reitor Bhangy Cassy concedeu-nos uma entrevista poucas horas depois de tomar posse, em que destaca a necessidade desta instituição se desenvolver como de excelência e de âmbito nacional. Os desafios por ele enumerados são muitos, mas prefere destacar alguns, ou seja, a sua afirmação, a consolidação das infra-estruturas, corpo docente e técnico-administrativo, devidamente qualificados. Acrescenta que a UniZambeze pretende ser um importante pólo de desenvolvimento tecnológico em Moçambique e converter-se numa instituição educacional e de investigação de referência, tanto a nível regional como internacional, por ser reconhecida pela sua excelência no ensino, na aprendizagem e na investigação. Como universidade empreendedora, conforme indica nesta entrevista, pretende oferecer cursos que tenham em conta os imperativos da globalização social e particularmente do processo de integração regional. Para ele, a entrada da terceira universidade pública do país e segunda fora da capital do país irá reduzir, significativamente, o crónico problema de falta de vagas que anualmente se regista no país. Para Bhangy Cassy, porque a resposta não pode vir somente da UEM, a UniZambeze aparece, não só como alternativa viável mas, também, como uma instituição superior que irá minimizar custos de estudos para muitos estudantes que são obrigados a deixar as suas províncias para ir a Maputo a fim de prosseguir os seus estudos. O Reitor da UniZambeze reconhece que sem o apoio da UEM seria difícil pôr a funcionar esta nova universidade mas, de forma categórica, nega: UniZambeze não é extensão da UEMMaputo, Segunda-Feira, 2 de Fevereiro de 2009. In Notícias

Moçambicanos e sul-africanos exploram energia eólica

UM consórcio de empresas sul-africanas com as parcerias moçambicanas está a preparar a implementação de um projecto piloto de produção e exploração de energia eléctrica na base do vento (energia eólica) em Moçambique. A informação foi revelada à AIM, na sexta-feira, em Maputo, por António Saíde, Director Nacional de Energias Renováveis no Ministério da Energia. De acordo com a fonte, o consórcio começou em Novembro último a trabalhar com vista a implementação do projecto, estando neste momento a mobilizar as tecnologias necessárias para arrancar, muito em breve, com as acções no terreno. Na fase piloto, segundo Saíde, o projecto de produção de energia na base do vento consistirá na colocação de um gerador que funciona com o vento na zona da Praia da Rocha, na província de Inhambane. “Há muito interesse em desenvolver projectos de exploração de energia eólica. Um consórcio sul-africano quis fazer um projecto piloto de produção de energia na base do vento. Neste momento está a mobilizar as tecnologias e a qualquer momento poderá avançar com a instalação de um gerador eólico em Moçambique”, assegurou.


Maputo, Segunda-Feira, 2 de Fevereiro de 2009. In Notícias

Man in for ‘concealing’ ex-wife’s private parts

by RABECCA THEU (10/15/2007)
Chileka Police is keeping in custody a 53-year-old man for concealing his
ex-wife’s private parts through magic in an effort to bar her and her current husband from having sex.
Chileka Police spokesperson Stella Nkandala yesterday said the suspect, Samuel Mayinga of Malunga Village, Traditional Authority Machinjiri, Blantyre, was arrested on Wednesday last week and has been charged with conduct likely to cause breach of peace.
“Mayinga and his wife divorced in 1997 and the woman got married again. Mayinga has of late been pleading with the woman to take him back but she has been refusing.
“Then Mayinga approached a witchdoctor who gave him a concoction that made it impossible for the woman and her [new] husband to ‘sleep’ together,” said Nkandala.
She said whenever the two wanted to have sex, the woman’s private parts would go missing.
This went on for a month, prompting the woman to report the matter to Police, who cautioned Mayinga to reverse his concoction.
“But nothing changed, so Police arrested Mayinga who on Friday pleaded guilty in court.
“He said he did that because he was jealous. He also said the witchdoctor who made him the concoction has since died,” said Nkandala.
She said on Saturday, Mayinga, in the company of the Police, went to a bush near his village where he cut roots of almost six trees which, he said, his ex-wife should put in water and drink for three days to reverse her situation.
The Police gave the herbs to the woman who is today expected to report back on the outcome of the medicine.

Um olhar às relações Mondlane/Simango (2)*


Quarenta anos depois, o país declara 2009 como ano do 1° Presidente da Frelimo

· Defensor da Unidade Nacional morto em circunstâncias pouco claras e até agora
inexplicáveis
Quelimane (DZ) – Um testemunha que viveu esses momentos afirmaria anos mas tarde
que: “Havia tribalismo na Frelimo. Isso não se pode negar. Eu sou do sul do país, mas tenho que admitir que havia tribalismo e quem o galvanizou foram algumas pessoas
do sul que chegaram mais tarde entre 1963 e 1965. Viviam muito preocupados com Simango e agitavam Mondlane dizendo-lhe que o Reverendo pretendia usurpar o poder; que era preciso ter cuidado com ele, etc, etc. Souberam jogar, dividindo as pessoas e
usando até alguns do centro e norte do país que pouco entendiam de afinidades e lealdades. Algumas dessas pessoas, ignorantes que eram, foram sendo usadas como
marionetas sem se aperceberem que os outros pretendiam dividir para reinar”.
Apesar da queda de Mabunda, Gumane e Muguambe ter sido um choque imprevisto de Mondlane, a posterior e gradual aparição (entre 1963 e 1965) de indivíduos
oriundos do sul de moçambique no movimento veio reanimar as aspirações do antropólogo de impor um “nacionalismo elitista” ditado pelo sul no meio da Frelimo.
Em encontros privados com alguns desses recém-chegados, Mondlane passou a escutar antentamente as suas lamentações e sugestões e, gradualmente, foi acreditando na
genuína intenção patriótica dos queixosos e olhando com desconfiança o seu parceiro Uria Simango e todos aqueles que ousassem estar de acordo com o vice-presidente ou contrair as sujestões trazidas a algumas reuniões por pessoas ligadas culturalmente aos recém-chegados. A partir de uma certa altura, Mondlane passou a dar mais imptância aos conselhos desse grupo, tornado mais relevante as decisões tomadas em
conferências na sua casa em Oister Bay do que às decisões do Comité Central.
Mas os termos “escutar” e “acreditando” acima mencionados devem ser entendidos nas entre linhas, pois “Mondlane era um homane acedémico e intelectualmente bem preparado. Isso lhe confereria capacidade de perceber as intenções dos recém-chegados e dos que com ele confidenciavam, tais como Mateus Sansão Mutemba, Samora
Machel, Joaquim Chissano, Francisco Sumbane, Lourenço Matola e outros. De forma nenhuma o presidente cairia numa cidade sem se aperceber dos objectivos que moviam esses indivíduos.
Quero com isto dizer que Mondlane, como intelectual e conhecedor de certos fenómenos sociais, jogou um papel preponderante na coesão do grupo para a prossecução dos objectivos tribalistas que pairavam na mente de alguns desses camaradas do sul e, quem sabe?!... na mente dele mesmo.
Cerca de 30 anos mais tarde, a ilação de que o tribalismo e o regionalismo jogaram um papel de relevo nos conflitos de Frelimo encontra igualmente como base de sustentação o ponto de vista de Hélder Martins em seu livro tornado público em 2001. A despeito de na sua obra Martins tratar da questão tribal e regional na Frelimo de forma um tanto ou quanto infantil, e mesmo mesquinha, não deixa de ser elucidativo que os problemas vividos no interior daquele movimento
repousavam, fundamentalmente, na questão étnica e regional. Martins transforma as vítimas do tribalismo de alguns sulistas em principais protagonistas do tribalismo na Frelimo.
Num exercício que ilustra ausência de argumentos convicentes, ao descrever a
personalidade de Francisco Sumbane, pessoa que, segundo ele, era seu confidente
e, igualmente, confidente particular de Mondlane, Martins fá-lo de uma forma
suspeita, capaz de induzir o leitor a incluír que havia duas dimensões de tribalismo na Frelimo: Uma dimensão ofensiva, capaz de pôr em risco a unidade que se pretendia, e outra, inofensiva, que não fazia mal algum.
Curiosamente, Martins apelida, e sem rodeios, o seu confidente Sumbane de tribalista convicto, por este viver a imaginar que os diversos dirigentes de outras tribos
estavam a prejudicar os militantes do sul, pessoa a quem Mondlane carinhosamente
tratava por tio. e afirma que ambos (Sumbane e Muthemba) eram muito amigos, originários de Gaza. Para eles, conclui Martins, “a tribo representava muito”. Contudo, em todo o seu livro, Martins não encontra espaço para atribuir directamente aquele epíteto a outras figuras no interior da Frelimo. De forma astuta, apenas conjectura imaginando que os outros podiam ser mais tribalistas que os seus dois confidentes.Numa tentactiva de caracterizar o tribalismo de Sumbane e Muthemba como sendo inofensivo, comparativamente a um suposto tribalismo ofensivo de Simango e de outros moçambicanos orinudos do centro e norte do país, Martins recorre à teoria da
vigilância popular tendo como base suposições. Tacteia no palheiro e escreve uma história curiosa a respeito de Francisco Timóteo Zuca. Segundo Martins, no decurso
do seu trabalho no Instituto Moçambicano, para produzir os manuais para os
estudantes era indispensável que fossem dactilografados em cera (stencil) e
policopiados. Para o efeito, necessitava da presença de um dactilógrafo capaz, o que
era difícil de encontrar no seio dos combatentes em Dar es-Salam. Martins decobriu então que encontrava-se em Bagamoyo o Francisco Zuca, um dactilógrafo profissional que trabalhava na Aeronáutica da Beira e que havia se juntado a Frelimo nos finais e 1965.
Aventado a hipótese deste ir trabalhar para o Instituto ao lado de Martins, Zuca,
jubilou de alegria com a ideia, pois, segundo deduz Martins, para ele, “era a
certeza de não ir combater”. Martins afirma isto porque não sabe explicar como é que desde a chegada daquele até Março ou Abril de 1966, não havia ainda sido treinado militarmente. Pressupõe-se então o médico havia deliberadamente se furtado de ir
aos treinos militares com medo de combater o exército colonial no interior
de Moçambique.
Zuca foi então juntar-se a equipa de Martins no Instituto. Contudo, a despeito
de Martins afirmar que o rapaz “foi duma ajuda extraordinária”, um profissional à
altura e denodado trabalhador, Zuca passou a ser uma pedra no sapato porque
cedo o médico descobriu que o rapaz era da etnia de Simango, o que prossupunha
que não tardaria a ser um espião a favor de Simango. Timóteo Zuca seria um de
tantos que abandoaria a Frelimo no auge dos conflitos em 1969. Regressou à
Moçambique e, depois do golpe de 25 de Abril de 1974, na companhia de Pedro
Francisco Simango (Um combatente que chegou a exercer o cargo de chefe de
armas e que mais tarde também abandonou a Frelimo), foi preso e encaminhado para Nachingweia e posteriormente para o Niassa (depois da independência) onde igualmente foi executado sem ter passado por nunhum tribunal.
* Esta é a segunda série de artigos extraidos do Livro “Uria Simango, Um homem, uma
Causa”, da autoria de Bernabé Lucas Ncomo.

LONDRES SITIADA!


A Cidade de Londres encontra-se literalmente sitiada, devido a quantidades de neve jamais vistas nos ultimos 18 anos! Os cinco aeroportos de Londres (Heathrown, Stanstead, Gatwick, Luton e City) estao ou com todos os voos cancelados ou entao sofrendo grandes atrazos. Os aeroportos de Aberdeen, Southampton, Glasgow, Edinburg tambem encontram-se encerrados. O maior aeroporto de Londres, Heathrow cancelou mais de 660 voos deixando milhares de passageiros em terra 'stranded'!


O transporte de superficies (comboios, autocarros, metros) tambem estao suspensos. As escolas estao encerradas e a policia aconselha aos citadinos de Londres a permanecerem em casa! O servico de taxis leva no minimo tres horas dada a grande procura aliada a fraca oferta.

Um dia a nao esquecer! Boas vindas a Londres aos meus colegas no parlamento: Macuiana e Rosa.

Um abraco,

MA

A Opinião de Mia Couto




O "jet-set" moçambicano

Maputo (Canal de Moçambique) - Já vimos que, em Moçambique, não é preciso ser rico. O essencial é parecer rico. Entre parecer e ser vai menos que um passo, a diferença entre um tropeço e uma trapaça.
No nosso caso, a aparência é que faz a essência. Daí que a empresa comece pela fachada, o empresário de sucesso comece pelo sucesso da sua viatura, a felicidade do casamento se faça pela dimensão da festa. A ocasião, diz-se, é que faz o negócio. E é aqui que entra o cenário dos ricos e candidatos a ricos: a encenação do nosso "jet-set".
O "jet-set" como todos sabem é algo que ninguém sabe o que é. Mas reúne a gente de luxo, a gente vazia que enche de vazio as colunas sociais.
O jet-set moçambicano está ainda no início. Aqui seguem umas dicas que, durante o próximo ano, ajudarão qualquer pelintra a candidatar-se a um jet-setista. Haja democracia! As sugestões são gratuitas e estão dispostas na forma de um pequeno manual por desordem alfabética:
Anéis - São imprescindíveis. Fazem parte da montra. O princípio é: quem tem boa aparência é bem aparentado. E quem tem bom parente está a meio caminho para passar dos anéis do senhor à categoria de Senhor dos Anéis O jet-setista nacional deve assemelhar-se a um verdadeiro Saturno, tais os anéis que rodeiam os seus dedos. A ideia é que quem passe nunca confunda o jet-setista com um magaíça*, um pobre, um coitado. Deve-se usar jóias do tipo matacão, ouros e pedras preciosas tão grandes que se poderiam chamar de penedos preciosos. A acompanhar a anelagem deve exibir-se um cordão de ouro, bem visível entre a camisa desabotoada.
Boas maneiras - Não se devem ter. Nem pensar. O bom estilo é agressivo, o arranhão, o grosseiro. Um tipo simpático, de modos afáveis e que se preocupa com os outros? Isso, só uma pessoa que necessita de aprovação da sociedade. O jet-setista nacional não precisa de aprovação de ninguém,
já nasceu aprovado. Daí os seus ares de chefe, de gajo mandão, que olha o mundo inteiro com superioridade de patrão. Pára o carro no meio da estrada atrapalhando o trânsito, fura a bicha**, passa à frente, pisa o cidadão anónimo. Onde os outros devem esperar, o jet-setista aproveita para
exibir a sua condição de criatura especial. O jet-setista não espera: telefona. E manda. Quando não desmanda.
Cabelo - O nosso jet-setista anda a reboque das modas dos outros. O que vem dos americanos: isso é que é bom. Espreita a MTV e fica deleitado com uns moços cuja única tarefa na vida é fazer de conta que cantam. Os tipos são fantásticos, nesses vídeo-clips: nunca se lhes viu ligação alguma com o trabalho, circulam com viaturas a abarrotar de miúdas descascadas. A vida é fácil para esses meninos.
De onde lhes virá o sustento? Pois esses queridos fazem questão em rapar o cabelo à moda militar, para demonstrar a sua agressividade contra um mundo que os excluiu mas que, ao que parece, lhes abriu a porta para uns tantos luxos. E esses andam de cabelo rapado. Por enquanto.
Cerveja - A solidez do nosso matreco vem dos líquidos. O nosso candidato a jet-setista não simplesmente bebe. Ele tem de mostrar que bebe. Parece um reclame publicitário ambulante. Encontramos o nosso matreco de cerveja na mão em casa, na rua, no automóvel, na casa de banho. As obsessões do matreco nacional variam entre o copo e o corpo (os tipos ginasticam-se bem). Vazam copos e enchem os corpos (de musculaças). As garrafas ou latas vazias são deitadas para o meio da rua. Deitar a lata no depósito do lixo é uma coisa demasiado "educadinha". Boa educação é para os pobres. Bons modos são para quem trabalha. Porque a malta da pesada não precisa de maneiras. Precisa de gangs. Respeito? Isso o dinheiro não compra. Antes vale que os outros tenham medo.
Chapéu - É fundamental. Mas o verdadeiro jet-setista não usa chapéu quando todos os outros usam: ao sol. Eis a criatividade do matreco nacional: chapéu, ele usa na sombra, no interior das viaturas e sob o tecto das casas. Deve ser um chapéu que dê nas vistas. Muito aconselhável é o
chapéu de cowboy, à la Texana. Para mostrar a familiaridade do nosso matreco com a rudeza dos domadores de cavalos. Com os que põem o planeta na ordem. Na sua ordem.
Cultura - O jet-setista não lê, não vai ao teatro. A única coisa que ele lê são os rótulos de uísque. A única música que escuta são umas "rapadas e hip-hopadas" que ele generosamente emite da aparelhagem do automóvel para toda a cidade. Os tipos da cultura são, no entender do matreco nacional, uns desgraçados que nunca ficarão ricos. O segredo é o seguinte: o jet-setista nem precisa de estudar. Nem de ter Curriculum Vitae. Para quê? Ele não vai concorrer, os concursos é que vão ter com ele. E para abrir portas basta-lhe o nome. O nome da família, entenda-se.
Carros - O matreco nacional fica maluquinho com viaturas de luxo. É quase uma tara sexual, uma espécie de droga legalmente autorizada. O carro não é para o nosso jet-setista um instrumento, um objecto. É uma divindade, um meio de afirmação. Se pudesse o matreco levava o automóvel para a cama. E, de facto, o sonho mais erótico do nosso jet-setista não é com uma Mercedes. É, com um Mercedes.
Fatos - Têm de ser de Itália. Para não correr o risco do investimento ser em vão, aconselha-se a usar o casaco com os rótulos de fora, não vá a origem da roupa passar despercebida. Um lencinho pode espreitar do bolso, a sugerir que outras coisas podem de lá sair.
Óculos escuros - Essenciais, haja ou não haja claridade. O style - ou em português, o estilo - assim o exige. Devem ser usados em casa, no cinema, enfim, em tudo o que não bate o sol directo. O matreco deve dar a entender que há uma luz especial que lhe vem de dentro da cabeça. Essa a razão do chapéu, mesmo na maior obscuridade.
Simplicidade - A simplicidade é um pecado mortal para a nossa matrecagem. Sobretudo, se se é filho de gente grande. Nesse caso, deve-se gastar à larga e mostrar que isso de país pobre é para os outros.
Porque eles (os meninos de boas famílias) exibem mais ostentação que os filhos dos verdadeiros ricos dos países verdadeiramente ricos. Afinal, ficamos independentes para quê?
Telemóvel - Ui, ui, ui! O celular ou telemóvel já faz parte do braço do matreco, é a sua mais superior extremidade inferior. A marca, o modelo, as luzinhas que acendem, os brilhantes, tudo isso conta. Mas importa, sobretudo, que o toque do celular seja audível a mais de 200 metros. Quem disse que o jet-setista não tem relação com a música clássica? Volume no máximo, pelo aparelho passam os mais cultos trechos: Fur Elise de Beethoven, a Rapsódia Húngara de Franz Liszt, o Danúbio Azul de Strauss. No entanto, a melodia mais adequada para as condições higiénicas de Maputo é o Voo do Moscardo.
Última sugestão: nunca desligue o telemóvel! O que em outro lugar é uma prova de boa educação pode, em Moçambique, ser interpretado como um sinal de fraqueza. Em Conselho de Ministros,
na confissão da Igreja, no funeral do avô: mostre que nada é mais importante que as suas inadiáveis comunicações. Você é que é o centro do universo!

(Mia Couto)



2009-02-02 04:52:00

Daviz Simango toma posse no dia do seu aniversário


No dia 7 de Fevereiro de 2009 o autarca completa 45 anos de idade Daviz Simango toma posse no dia do seu aniversário Beira (O Autarca) – 7 de Fevereiro de 2009. Esta data terá duplo significado histórico para o Edil da Cidade da Beira, por coincidir duas celebrações importantes para a sua vida.
No mesmo dia em que será reinvestido para mais um mandato de cinco anos a frente dos destinos do Município da Beira, o autarca Simango completa 45 anos de idade. Motivo de muita festa e alegria, sem sombra de dúvida. É para muita gente sobretudo próxima do edil, também, motivo de orgulho, pois são raros os casos em que coincidências
dessas acontecem. O facto de ter sido o único candidate independente até aqui a conseguir eleição na história da jovem democracia multipartidária moçambicana,
acresce a importância dessa data que coincide a sua reinvestidura e a celebração do seu quadragésimo quinto aniversário natalício.
Filho de Uria Timóteo Simango e de Selina Tabua Obedias Muchanga, duas personalidades que se destacaram durante a luta para a libertação da “Pátria Amada” do jugo colonial português, infelizmente acabaram tendo um destino irónico, julgados reacionários e fuzilados em campo de reeducação pela Frelimo de que o chefe da família teria sido o segundo presidente do movimento libertador – Daviz Simango nasceu a 7 de Fevereiro de 1964, e é casado com Clara Chenene Simango, com quem tem dois filhos, Uria Simango e Cleiton Simango.
Reeditando as partes essenciais da sua bibliografia, importa referir que Daviz Simango que ascendeu pela primeira vez ao cargo de edil da Cidade da Beira em 2004, na sequência da sua vitória nas segundas eleições autárquicas moçambicanas, tendo nesse pleito concorrido pela Renamo União Eleitoral, iniciou os estudos primários no Egipto, passou pela escola Primária de Inharongue no Búzi e a Cidade da Beira
onde concluiu a 11ª classe. Licenciou-se em Engenharia Civil pela Universidade
Eduardo Mondlane em Julho de 1989.
Consta ainda do seu perfil pessoal que para além do trabalho e da família, o Engenheiro Daviz Simango reserva alguns dos seus momentos livres para a actividade espiritual – a igreja –e também a ir aos estádios desportivos para assistir ao futebol sobretudo, uma das suas paixões.
Refira-se, entretanto, o processo de investidura dos novos órgãos autárquicos saídos das terceiras eleições municipais tidas lugar no dia 19 de Novembro de 2008, iniciou no passado dia 28 e 29 de Janeiro ultimo, contemplando as dez novas autarquias instituídas no ano transacto, nomeadamente Namaacha, Macia, Massinga, Gorongosa,
Gondola, Ulónguè, Alto Molócue, Ribáuè, Marrupa e Mueda.
Nos dias 4 e 5 de Fevereiro corrente serão investidos os órgãos autárquicos
eleitos na Matola, Manhiça, Xai-Xai, Chókwè, Inhambane, Maxixe, Dondo, Chimoio, Manica, Tete, Moatize, Quelimane, Mocuba, Nampula, Monapo, Lichinga, Cuamba, Pemba e
Montepuez.
Segundo o calendário estabelecido pelo Ministério da Administração Estatal (MAE), os órgãos autárquicos eleitos nos municípios da Cidade de Maputo, Mandlakazi, Chibuto, Vilanculo, Marromeu, Beira, Catandica, Milange, Gúrue, Ilha de Moçambique, Angoche, Metangula e Mocímboa da Praia serão empossados nos dias 6 e 7 de Fevereiro.

O calendário estabelecido pelo MAE em cumprimento da deliberação da Comissão Nacional de Eleições (CNE) determina dois momentos, sendo o primeiro dia para o empossamento dos membros das Assembleias Municipais e o segundo reservado a investidura dos presidentes municipais.
Pereira diz que não haverá empossamento paralelo na Beira Manuel Pereira, candidate da Renamo derrotado na Cidade da Beira, disse em contacto com o nosso jornal
que em relação a esta autarquia não há necessidade de empossamentos pararelos,
porque – segundo argumentou – quem votou para a vitória do Daviz Simango foram os proprios membros da Renano, não havendo daí razão para contrariar as suas vontades.
Pereira que é também deputado da Assembleia da República pela bancada da Renamo fez este pronunciamento quando questionado pelo nosso jornal a propósito das afirmações
do seu líder, Afonso Dhlakama, segundo as quais estava disposto a promover
o empossamento dos seus candidatos derrotados, numa manifestação de protesto
a alegadas irregularidades ocorridas durante as eleições de 19 de Novembro
passado.
O Ministro da Administração Estatal, Lucas Chomera, já havia desqualificado
tais pronunciamentos, considerando que não passava de mais uma brincadeira do líder de Afonso Dhlakama.
Vários intelectuais, incluindo os próprios quadros séniores da Renamo negaram publicamente acatar a ordem do seu líder, considerando-a descontextualizada,
cenário que provocou certo isolamento político de Afonso Dhlakama no seio da própria organização.(Redacção)

Sunday, 1 February 2009

Venice launches tourist website


By Mark Duff
BBC News, Milan



About 15m tourists visit the sights of Venice every year
Venice has gone online, in an effort to reconcile the conflicting demands of mass tourism and its uniquely delicate, and watery, urban environment.

The Italian city lives on tourism, but some fear it could die of it too. Each year 15m people traipse through its narrow streets and along its canals.

The tourists bring money but also problems - at peak season the city virtually grinds to a halt.
For more details please click here