Sunday, 22 June 2008

33 anos da Independencia Nacional: Papel da Juventude discutida na Radio Mocambique

O Programa Linha Directa da Radio Mocambique do dia 21 de Junho de 2008, Sabado, teve como tema
'Os 33 anos da independencia nacional os desafios e tarefas da juventude na fase actual'. Do rol de convidados constavam Jorge Mabay Tembe, Osvaldo Petersburg do Conselho Nacional da Juventude, Vasco Acha (ex-fundador da Associacao de Estudantes da UP), a Dra Alsacia, Directora Executiva do Fundo de Investigacao Cientidfica, Patrocio Jose (Secretario Geral da OJM e Manuel de Araujo pelo Centro de Estudos Mocambicanos e Internacionais (CEMO). O debate foi promovido e moderado pelo Ricardo Dimande da RM.

Achei o painel representativo, apesar de nao trazido uma voz representativa de cada geracao. Faltaram os antigos combatentes, os jovens de 8 da geracao 8 de Marco, os jovens da democracia, bem como a fraca representacao feminina. Dos varios assuntos discutidos achei interessante a troca de ideias sobre a educacao patriotica e sobre o papel das varias geracoes de jovens. Avancei como hipotese de trabalho o facto de existiram 5 geracoes: a Geracao do Proto-nacionalismo, a Geracao do 25 de Setembro, a Geracao do 8 de Marco, a Geracao da Democracia e a Geracao da Paz e Desenvolvimento.

Assim, a meu ver cada geracao tinha a sua tarefa: a do proto-nacionalismo usando os media e os centros associativos e o cooperativismo (especialemnte na Beira, Maputo, tete, Quelimane, Lisboa/Coimbra, Planalto dos Maconde, ) soube congregar a sua volta jovens que desenvolveram uma consciencia nacionalista. Esta consciencia nacionalista serviu da semente que criou os tres movimentos nacionalistas que desembocaram na criacao da Frente de Libertacao de Mocambique (FRELIMO).

A geracao do 25 de Setembro, criou a Frente de Libertacao de Mocambique e engajou-se na libertacao da patria. Esta geracao pode ser sub-dividida naqueles que por razoes de consciencia aderiram a luta armada ou nao, bem como aqueles que no interior e no exterior lutaram na clandestinidade ou nao, para a libertacao da patria.

A terceira geracao seria a do 8 de Marco, que assumiu a tarefa da consolidacao da independencia nacional nas diversas areas tais como a educacao, saude, administracao publica e outras. Esta geracao difere de de 25 de setembro pelo facto de ter sido 'forcada' a assumir o seu papel. ou seja a ambicao desta geracao era continuar a estudar e formar-se, mas foram politica e administrativamente 'forcados'a abandonar os seus sonhos e ambicoes para 'aguentarem' e assegurarem as tarefas da patria!

A terceira geracao seria a da democracia, no sentido de que houve jovens que voluntaria ou involuntariamente sacrificaram a sua juventude para que a patria respirasse o ar puro da democracia.

A quarta geracao seria a geracao da Paz e Democraria. Esta geracao tem como missao fundamental consolidar as conquistas da independencia nacional, a paz, a democracia e promover a criacao da riqueza nacional, o crescimento e estabilidade macroeconomica, a equidade, erradicando desta forma a pobreza que grassa a nossa sociedade por forma a erguer e colocar Mocambique no mapa das nacoes como actor e sujeito.

No que se refere a educacao patriotica ficou assente que ela e necessaria, mas que deve ser inclusiva e baseada nos valores mais nobres da patria mocambicana e tendo como substracto a Constituicao da Republica.

A unica mancha do debate foi o facto de o joven Patricio Jose, Secretario Geral da Organizacao da Juventude Mocambicana, ter comparecido ao debate ebrio (bebado) a tal ponto que teve que ser retirado da sala por nao estar em condicoes de participar no debate. Como e que um jovem que lidera a organizacao juvenil de um partido no poder pode aparecer na maior radio nacional num debate sobre as comemoracoes dos 33 anos da independencia nacional e o papel da juventude nesse processo naquelas condicoes, so o partido no poder pode explicar!
Como e que um jovem que demonstrou irresponsabilidade total e falta de respeito com ele proprio, com a organizacao que dirige, com a juventude, com o partido a que pertence, com a nossa radio nacional e com os ouvintes da Radio Mocambique do Rovuma a Ponta de Ouro e do Zumbo ao Indico bem como aos milhoes de mocambicanos e nao so que atraves das ondas do eter e da internet chegou aquele lugar?

Como e que a OJM que formou e forjou jovens como Jose Mateus Katupha, Alcinda Abreu, Leonardo Simao, Tomas Salomao so para citar alguns chegou a aquele nivel? e mais se os jovens dirigentes do partido no poder agem daquela forma com que autoridade moral quererao uma juventude disciplinada que leve o pais a bom porto?

Um abraco fraterno, na esperanca de que medidas energicas sejam tomadas para que situacoes daquela natureza nao voltem a acontecer pois nao dignificam nem ao jovem Patricio Jose, nem a OJM, nem ao partido a que ele pertence e muito menos a juventude mocambicana! Outro abraco aos participantes no debate por terem sabido gerir a situacao sem aproveitamentos, pois estava em causa a imagem da juventude mocambicana, sem cores nem partidarismos! Soou alto o interesse nacional! Estao de parabens os jovens Osvaldo Petersburg, Vasco Acha, o 'jovem' Jorge Mabay Tembe, a a jovem Alsacia e porque nao o jovem Ricardo Dimande por terem dado uma grande licao de patriotismo! Parabens Ricardo Dimande, Parabens Radio Mocambique!
Um abraco,

Manuel de Araujo

Embaixador da Suecia questiona privatizacao de Bancos

Problemas com fundos doados a Moçambique…

Embaixador da Suécia continua a questionar privatização de Bancos

“Reconheço que houve problemas de gestão de fundos suecos na Agricultura e na Educação, mas o que nos preocupa neste momento é a privatização dos Bancos. É isso que temos estado a discutir com o governo” - Tavold Akesson, Embaixador da Suécia em Moçambique “Os cidadãos suecos têm que pagar impostos e ter a certeza que o seu dinheiro há-de ser bem usado na Ajuda para o Desenvolvimento dos países beneficiários”

Maputo (Canal de Moçambique) - O embaixador sueco acreditado em Moçambique, Tavold Akesson, reconheceu na última quarta-feira que “houve de facto problemas de má gestão de fundos na área da Agricultura e da Educação em Moçambique”. Mas “o que mais o governo sueco”, segundo o diplomata daquele reino nórdico, “é a privatização dos Bancos moçambicanos”. Da já muito referenciada má gestão dos fundos suecos na Educação e na Agricultura, Tavold Akesson disse simplesmente: “os cidadãos suecos têm que pagar impostos e ter a certeza que o seu dinheiro há-de ser bem usado na Ajuda para o Desenvolvimento dos países beneficiários”.
O embaixador Tavold Akesson fez questão de lembrar que “Moçambique é o país que mais recebe ajuda da Suécia”. Segundo ele, “o pacote monetário que a Suécia dá a Moçambique só pode ter comparação o que o nosso país dá a Tanzânia”.
Serve de referência dizer que antes de estar acreditado como Embaixador em Moçambique, o referido diplomata ocupou similar cargo na Tanzânia.
Sobre a questão da privatização dos Bancos de quem, sem dúvidas beneficiaram membros da nomenklatura do partido Frelimo e não terão até aqui todos eles liquidado os respectivos créditos concedidos pelos bancos que entretanto foram privatizados ou a que o Estado teve de afectar avultadas verbas para evitar a insolvência que pudesse prejudicar os depositantes, é preciso lembrar que a Suécia, a par de outros países, sobretudo nórdicos , tem estado na linha da frente a solicitar a divulgação da Auditoria Forense ao ex-Banco Austral, entretanto adquirido pelo ABSA e presentemente sob a designação de «Barcklays».
As declarações do Embaixador sueco acreditado em Moçambique foram proferidas na palestra, conjuntamente organizada pelo «CEMO - Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais» e «Centro de Pesquisas Sociais do ISCTEM», e sob a proposta: “As Prioridades e Desafios da Política Externa e Desenvolvimento da Suécia para África Austral – O caso de Moçambique”.
Os casos referenciados ocorreram durante a vigência do governo de Luísa Diogo no tempo em que o presidente da República era Joaquim Chissano.

(Celso Manguana)

Do mocambiqueonline recebi um email com um discurso do Ministro de Estado das Relacoes Exteriores do Brasil, que pela importancia achei interessante partilhar.



Ministro de Estado das Relações Exteriores

Brasília, Palácio Itamaraty, 17/06/2008

Discurso do Ministro das Relações Exteriores, Embaixador Celso Amorim, na cerimônia de abertura da Conferência da América Latina e do Caribe Preparatória à Conferência de Revisão de Durban contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas

Senhor Edson Santos, Secretário Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial,
Senhor Paulo Vanucchi, Secretário Especial de Direitos Humanos,
Senhor Representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Ngonlardje Mbaidjol
Senhora Carmen Rosa Villa, Representante Regional do Alto Comissário,
Senhor José Dougan-Beaca, Secretário da Conferência,
Senhora Kim Bolduc, Coordenadora- Residente do PNUD e Representante da ONU no Brasil,
Representantes da ONU,
Chefes de Delegação,
Embaixadores e Embaixadoras,
Amigos,

É com grande e genuína satisfação que dou as boas vindas e agradeço a presença das delegações que participam desta Conferência da América Latina e do Caribe Preparatória para a Conferência de Revisão de Durban.
Nos foros multilaterais, somos constantemente chamados a defender causas que exigem de nós muita perseverança. O combate à discriminação é uma delas.
Apesar do compromisso dos países com a eliminação do racismo, nossas sociedades continuam a testemunhar os flagelos causados pelo preconceito contra negros, mulheres, indígenas, migrantes e tantos outros grupos. Ainda há poucos dias, o Presidente Lula, em uma conferência sobre um desses grupos discriminados, referia-se à natureza insidiosa do preconceito. Essa natureza tem por característica o fato de esconder-se de si própria.
A verdadeira democracia é incompatível com a discriminação. Não se pode falar em um sistema político democrático se milhões de pessoas são privadas de seus benefícios e de suas promessas. Não se pode falar em pleno gozo dos direitos humanos se milhões de pessoas, vítimas do preconceito e da intolerância, não têm acesso à saúde e à educação.
Aqui no Brasil, durante muito tempo, negávamos a existência do racismo. Acreditávamos, com alguma pretensão, que vivíamos em uma democracia racial.
Hoje sabemos que isso não é verdade. Preconceito e discriminação deixaram parcelas de nossas populações – sobretudo negra e indígena – à margem dos benefícios do crescimento econômico.
O Governo do Presidente Lula tem um compromisso ético com a promoção da igualdade e o fim de todas as formas de discriminação. Fizemos desse compromisso uma diretriz política e um referencial para o desenvolvimento econômico e social.
Criou o Presidente Lula a Secretaria Especial de Direitos Humanos, a Secretaria Especial de Política de Promoção da Igualdade Racial e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Quero saudar a presença entre nós, como já mencionei, dos Ministros de Estado, Secretários Especiais, para duas dessas pastas. Quero também fazer uma homenagem, além dos presentes e da minha querida amiga Nilcéia Freire – que não está aqui conosco hoje, Ministra para Assuntos da Mulher – uma homenagem a Matilde Ribeiro, que comigo trabalhou em muitas e difíceis lutas para diminuir a dimensão do racismo não só na política interna, mas na própria política internacional do Brasil.
A preocupação com os direitos das mulheres e com a promoção da igualdade racial permeia, de maneira transversal, todas as nossas políticas públicas. Estamos implementando programas de ação afirmativa para promover a realização equitativa dos direitos humanos.
Também estamos empenhados em dar efetiva aplicação a leis e políticas que busquem superar a discriminação, mesmo em suas formas mais sutis. Essa preocupação está refletida na atuação do Governo brasileiro no plano externo.
Na Organização dos Estados Americanos, o Brasil foi autor do Projeto de Convenção Interamericana contra o Racismo e Toda Forma de Discriminação e Intolerância. O Brasil também preside o Grupo de Trabalho encarregado de negociar esse Projeto.
A Convenção Interamericana busca aprofundar as medidas de promoção da igualdade racial e ampliar o escopo de proteção contra todas as formas de discriminação e intolerância. Faço aqui um apelo aos países da região para que possamos concluir, o mais breve possível, as negociações deste instrumento internacional. Essa Convenção contribuirá significativamente para a promoção e a proteção dos direitos humanos nas Américas. Se há uma área em que a OEA tem sido pioneira, tem sido justamente na questão da afirmação dos direitos humanos. Ocorreu com a Convenção dos Direitos da Mulher, ocorreu com várias outras. É muito importante que isso ocorra, também, na área da discriminação racial.
Ainda no contexto interamericano, acaba de ser aprovado pela Assembléia-Geral da OEA, por iniciativa do Brasil, o projeto de resolução “Direitos Humanos, Orientação Sexual e Identidade de Gênero”. Trata-se de um instrumento também pioneiro – no âmbito multilateral – para o combate às violações de direitos humanos motivadas pela orientação sexual e pela identidade de gênero.
Em 2006, sediamos no Brasil duas importantes conferências que discutiram a eliminação do racismo, entre outros temas.
Uma delas foi a Conferência Regional das Américas sobre Avanços e Desafios no Plano de Ação contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e as Intolerâncias Correlatas, aqui em Brasília. Atendendo a antiga reivindicação dos movimentos sociais, demos à sociedade civil espaço igual ao concedido aos Governos, algo inovador nesse gênero de conferências.
A outra foi a II Conferência dos Intelectuais da África e da Diáspora (CIAD), realizada em Salvador, que reuniu cerca de 400 estudiosos de renome. Nossas relações com a África, continente de onde vieram milhões de homens e mulheres forçados pelo tráfico de escravos, são uma prioridade da política externa brasileira.
O Brasil tem um enorme orgulho da profunda presença africana em nossa sociedade. Somos o país com a segunda maior população negra do mundo. Ao incrementar a cooperação, aumentar os fluxos comerciais e estreitar as relações culturais, estamos resgatando uma dívida histórica e – ao mesmo tempo – criando parcerias mutuamente benéficas com o continente africano.
O Brasil é um país multiétnico e multicultural. Abrigamos cerca de 220 povos indígenas, que falam mais de 180 línguas. A influência dos povos indígenas perpassa nossa história, cultura e identidade. A cada momento, tropeçamos em toponímicos ou em palavras de uso corrente que são de origem tupi-guarani ou de outras línguas indígenas. Além de sua inegável contribuição à construção nacional, as sociedades indígenas também possuem uma realidade cultural própria, que encerra um potencial de desenvolvimento diferenciado e merece a proteção e o reconhecimento do Estado.
Apesar disso, a história dos povos indígenas tem sido marcada por séculos de discriminação e de violações aos seus direitos. Lutar contra essas violações, promovendo e protegendo os direitos indígenas, deve ser objetivo permanente do Estado brasileiro.
Senhoras e Senhores,
Há um longo caminho a percorrer até a plena implementação dos compromissos assumidos na Declaração e no Plano de Ação de Durban.
Quando a América Latina e o Caribe resolveram avançar no processo de revisão de Durban, não faltaram pessoas a questionar – erroneamente – a pertinência de continuar com um debate marcado por profundas divergências.
Os céticos perguntavam: “que resultados deram as outras conferências sobre discriminação racial da ONU?” Minha resposta, como em outras ocasiões, é que a ONU ajuda a formar a consciência do mundo. E não há nada de mais prático do que a consciência do ser humano. E nisso a ONU é absolutamente insubstituível.
A ONU é o grande foro universal, onde todos os sistemas de valores estão representados. O ideal das Nações Unidas nos dá força para lutar por um mundo melhor, para mudar nossos países e, quem sabe, mudar também nossas consciências.
A realização desta Conferência é uma oportunidade para mostrar ao mundo que podemos fazer a diferença. Para mostrar que na América Latina e no Caribe a diversidade é bem-vinda e que a nossa região tem muito a contribuir para a eliminação do racismo e de todas as formas de discriminação e intolerância.
É por meio do diálogo franco e aberto, avesso a posturas arrogantes e pretensiosas, que iremos superar uma herança histórica de pobreza, discriminação e exclusão social.
Queria dar duas ou três palavras, a esse respeito, pois é um tema que me diz muito ao coração diretamente. Em outras situações, tive a oportunidade de trabalhar pelos direitos humanos em geral, como sabe meu amigo Paulo Vanucchi, como sabem outros militantes dos direitos humanos, Paulo Sérgio Pinheiro, a quem faço uma homenagem aqui, muitos outros, José Gregori, mas também especificamente no que diz respeito ao combate ao racismo.
Como dizia o Presidente Lula nessa conferência que ele abriu, de gays, lésbicas e outros grupos, o preconceito tem essa característica especial. O preconceito esconde-se de si mesmo. Você não encontrará ninguém que diga que tem preconceito. Como ninguém diz que tem ideologia: ideológicas são as posturas dos outros, as nossas são as corretas, são as críticas, são as baseadas na ciência. Mas o preconceito tem essa natureza.
Aqui mesmo no Itamaraty dizia-se que não havia preconceito contra a mulher. No entanto, você ia ver a proporção do número de mulheres que entrava no primeiro nível da carreira e aquela proporção no último nível da carreira e as diferenças eram brutais. Elas ainda existem, mas foram muito diminuídas. O mesmo ocorre em relação a outros tipos de minoria. Portanto, o preconceito é algo que nós todos, de alguma maneira, temos que fazer uma auto-crítica muito profunda. Não é fácil.
A minha geração cresceu imbuída, digamos, sobretudo nas classes sociais de que eu fazia parte, de que o Brasil era uma democracia racial. De fato, foi possível talvez, no Brasil, evitar conflitos ou discriminações legais que ocorreram em outros países. Mas obviamente, era uma maneira sutil de manter as diferenças. Como já foi dito outras vezes, somente quando nós tomamos consciência de nossa condição, é que nós temos condição de superar essa situação. Isso ocorre em relação a outras desigualdades, mas ocorre de maneira muito forte em relação ao racismo.
Eu queria fazer uma última observação, para ver como essas coisas também se passam em nível mundial, global. Eu tive uma experiência muito forte em relação a esse tema – os colegas que trabalharam comigo se lembrarão – quando eu fui embaixador em Genebra, pela segunda vez, eu propus uma resolução que deveria ser muito simples. É difícil convencer funcionários internacionais – desculpem aqui a referência – e inclusive diplomatas, a fazer coisas simples. E a resolução acabou saindo um pouco mais complicada do que eu desejava. O meu objetivo era uma resolução que dissesse apenas que o racismo é incompatível com a democracia. Depois acabaram colocando outras coisas, citaram outras resoluções, mas a mensagem essencial foi mantida: o racismo é incompatível com a democracia. Essa proposta foi feita creio que 1999, em um ano em que mudanças nem sempre positivas ocorriam em alguns países, até desenvolvidos, e nós tivemos muita
dificuldade em aprovar essa resolução, a tal ponto que em determinado momento os delegados brasileiros foram procurados por delegados de alguns países desenvolvidos – não vou mencionar quais – e perguntaram quem nos havia pedido para fazer aquela resolução. Como se o Brasil, e outros países em desenvolvimento, não tivessem direito de levantar questões sobre o tópico dos direitos civis e políticos. Porque essa havia sido nossa grande ousadia.
Não que falar sobre racismo fosse proibido – já havia a Convenção e todo processo de preparação a Durban, que já havia começado. Mas a área dos direitos civis e políticos era reservada aos países desenvolvidos. Os países pobres, no máximo, poderiam falar dos direitos sociais, econômicos e culturais, e aí até poderiam falar do racismo, poderiam falar de outras formas de discriminação, mas direitos civis e políticos, dizer que o racismo era incompatível com a democracia, não estava no script. No final, conseguimos aprovar a resolução por consenso, houve uma ou outra declaração de voto ao final, mas foi uma experiência muito interessante, e muitas máscaras caíram naquele momento.
Eu queria mais uma vez dar as boas-vindas a essa conferência. Para o Brasil é uma honra poder realizá-la aqui em Brasília. Quero especialmente agradecer a presença no Itamaraty do Ministro Edson Santos, também do Ministro Paulo Vanucchi, com quem temos trabalhado em tantas ocasiões, e a todos os demais, representantes do Alto Comissariado das Nações Unidas, representantes do Secretário-Geral, e dizer da nossa total disposição de estar profundamente engajado nessa luta contra o preconceito e contra a intolerância.

Muito obrigado.


Tuesday, 17 June 2008



Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais

Centro de Pesquisas Sociais do ISCTEM


CONVITE


Exmo(a) Senhor(a)

_________________________________


O CEMO e o Centro de Pesquisas Sociais do ISCTEM vem por este meio convidar a V. Excia a participar no debate sobre as "Prioridades e desafios da política externa e de desenvolvimento da Suécia para África
Austral – o caso de Moçambique", a ser proferida por Sua Excia o Senhor Torvald Akesson, Embaixador da Suécia em Mocambique, no dia 18 de Junho de 2008, das 14:45 0 às 18:00horas, no Anfiteatro do ISCTEM, sito na Rua 1394, Zona da Facim 322, nas traseiras do Predio JAT.



O Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais (CEMO) é uma entidade constituída na forma de associação civil, sem fins lucrativos que promove análise e debate de estratégias de políticas públicas, partilha de
conhecimento nos domínios científico-tecnológico, político, económico e sócio-as seguintes actividades:


· Conferência Sobre a Proliferção de Armas Ligeiras e de Pequeno
Porte no Contexto da Estabilidade Democrática dos Estados,
realizada entre os dias 17 e 18 de Março de 2008 no Hotel Tivoli;

· Debate Sobre as Eleições no Zimbabwe, Cenários, Desafios e
Oportunidades, realizado a 22 de Abril de 2008 no SindicatoNacional dos Jornalistas;

· Debate de Reflexão sobre a Segunda, volta das Eleições no Zimbabwe Cenários, Desafios e Perspectivas realizado a 29 de Maio no Hotel Avenida;

· Debate sobre o sector de transportes urbanos em Mocambique, em colaboracao com a FEMATRO, Hotel VIP;

· Debate sobre a Migração e Xenofobia
na África Austal, no ambito dos Desafios da SADC, realizado a 11 de Junho de 2008 no Hotel Rovuma.



Com os melhores cumprimentos


Maputo, 13 de Junho de 2008



Manuel de Araújo
(Presidente)




NB: Para confirmação por favor contacte a Senhora Marinela, através do contacto 828265230 ou pelos coctactos do rodapé





Data: 18 de Junhode 2008 (4ª Feira)
Local: ANFITEATRO DO
ISCTEM RUA1394, Zona da
Facim 322, traseiras do predio JAT


Av. Patrice Lumumba, 1154; Telefax: +258 21 326586; E-mail: cemode@teledata.mz

ABERTURA

14:30-14.45
Chegada e registo dos participantes
Comité Organizador
14.45-15.00
Boas Vindas e problematização
Presidente do CEMO, Manuel de Araújo

15:00-17:45

Tema: "As Prioridades e Desafios da Política Externa e de Desenvolvimento da Suécia para África Austral – O Caso de Moçambique"
Moderador: Manuel de Araújo (Presidente do CEMO)
Orador: Torvald Akesson (Embaixador da Suécia)
Comentador: Jeremias Langa (Director Editorial O Pais)/Bourdina Muala
ENCERRAMENTO
17:45-18:00
Considerações finais e Agradecimentos
Jose Ivo Correia
(CEMO)


Av. Patrice Lumumba, 1154; Telefax: +258 21 326586; E-mail: cemode@teledata.mz

Monday, 9 June 2008

PROGRAMA DO DEBATE SOBRE XENOFOBIA



Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais


MIGRAÇÃO E XENOFOBIA NA AFRICA AUSTRAL : DESAFIOS E PERSPECTIVAS

Data: 11 de Junho de 2008 (4ª Feira) Local: HOTEL ROVUMA
HORAS

14:30-14.45
Chegada e registo dos participantes
Comité Organizador
14.45-15.00

Boas Vindas e problematização
Presidente do CEMO, Manuel de Araujo

1º PAINEL
15:00

TEMA: Migracão e Xenofobia na Africa Austral: seu impacto na economia de Moçambique e na região da SADC
Moderador: Ericino de Salema (MISA)
Orador: Adelino Pimpão (UEM)
Comentadora: Iraê Baptista Lundin (CEEI/ISRI)
Comentador: Eliseu Sueia (ISCTEM)

2º PAINEL
16:30-17:45

TEMA: Xenofobia vs negrofobia na Africa Austral? Uma reflexão sobre a natureza sociológica e antropológica dos Estados Africanos.

Moderador: Nobre Canhanga (UEM)
Orador: David Aloni (Membro do Conselho de Estado)
Comentador: Carlos Serra (Docente UEM)
Comentador:Filimone Meigos (Docente UEM)

18:00-18:15

Intervalo para café

Participantes

3º PAINEL

18:15-19:45

Migracao e Xenofobia na Africa Austral: Que repercursões nas relações diplomaticas e de segurança na SADC?
Moderador: Rogério Sitoe ( Jornal Noticias)
Orador: Aly Jamal (Docente ISRI)
Comentador: António Gaspar (Docente ISRI/CEEI)
Comentador: Jose Ivo Correia (CEMO)

19:45-20:00

Considerações finais e agradecimentos

Manuel de Araújo
(Presidente do CEMO)

CENTRO DE ESTUDOS MOCAMBICANOS E INTERNACIONAIS


CENTRO DE ESTUDOS MOCAMBICANOS E INTERNACIONAIS

CEMO


Avenida Patrice Lumumba no. 1154 Telefax 258-21326586 Email: cemode@teledata.mz

APELO

O Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais (CEMO), é uma organização da sociedade civil moçambicana, e vem por este meio fazer chegar o sentimento de repúdio dos seus membros e simpatizantes em relação a situação de instabilidade política e económica que se vive no Zimbabwe, e se agravou depois das eleições de 29 de Março passado.
Com efeito os membros e simpatizantes do CEMO organizaram dois debates para analizar e partilhar experiências sobre a evolução da situação político-económica no Zimbabwe, tendo chegado a conclusão de que são vários os factores que concorrem para a diária agudização e exarcerbação da crise, entre eles a violência política contra zimbabweanos supostos membros e simpatizantes do Movimento para Mudança Democrática (MDC) perpetrada pelas forças de segurança e militantes afectos ao partido no poder, Zanu-PF; a acentuda carestia da vida, com os índices de inflação a rondar os 350,000 porcento; e uma taxa de desemprego na casa dos 80 por cento.
A crise não apenas ameaça o Zimbabwe, como também ameaça estender-se pela região da África Austral: relatos dão conta de que há milhões de cidadãos zimbabweanos espalhados pelos países da região, a maioria dos quais em situação de ilegal. Esta situação poderá criar convulsões sociais nesses países porquanto obrigará os respectivos governos a fazerem esforços adicionais visando prover serviços sociais não apenas aos seus cidadãos, mas também aos zimbabweanos. A violência xenófoba na África do Sul contra cidadãos africanos, cujas consequências aínda não são conhececidas, parece para já um dos resultados aparentes da crise zimbabwena.

Portanto, pelo disposto acima e eivados de um alto sentido de cidadania, nós, membros e simpatizantes do CEMO:

· Exigimos que as forças de defesa e segurança zimbabweanas apenas intervenham para impor a ordem pública e segurança, e não para reprimir os cidadãos e a oposição no pleno gozo dos seus direitos fundamentais;

· Exigimos também que a SADC assuma um papel mais interventivo na solução da crise zimbabweana, e não fique apenas pela sua famosa diplomacia silenciosa;
· Exigimos que a SADC paute-se por uma postura de fazer cumprir os princípios e normas sobre eleições democraticas tomadas e subscritas pelos chefes de estado e de governo da região;

· Respeite os principios universais consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos, na Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos e outros instrumentos internacionais;
· Apelamos à Comunidade Internacional a trabalhar com os líderes regionais na busca de uma saída ao conflito zimbabweano que opõe a Zanu-PF e o MDC;


· Mostramos a nossa solidariadade com todos os povos e organizações trabalhando no sentido de se por cobro à crise política que assola o Zimbabwe.

Abaixo nos subscrevemos:

N.B. Os cidadãos mocambiçanos e ou estrangeiros que queiram juntar-se a este movimento poderão escrever para: cemode@teledata.mz ou magazine@tvcabo.co.mz. Mensagens (sms) poderao ser enviadas para os numeros 828141680 ou 824037000, Fax: +258-21326586.



Friday, 6 June 2008

ULTIMAS DO ZIMBABWE!

Dear Friends,

The Zimbabwe Peace Project has issued on 5.6.08, issued the Information Alert No.16 focusing on violent attacks and assaults that have taken place in Gokwe Nebudziya between the 27th May and the 2nd June 2008 .


The Media Monitoring Trust of Zimbabwe (MISA Zimbabwe), issued several Media Alerts on 5.6.08 which can be found on the MISA website at http://www.misa.org/ or are available from this office on request. This concern
- the setting of a trial date for the Standard newspaper on June 17th
- the failure to commence the trial of the Editor of the privately owned weekly newspaper ‘The Standard’.

Amnesty International has released a further Press Statement subsequent to the report and statement we circulated on 05.06.08. In the Press Release dated 4.6.08, Amnesty notes it concerns at the sharp crackdown on political opponents in Zimbabwe . Amnesty expresses its total condemnation of the detention of MDC leader Morgan Tsvangirai. Referring to threats made to a witness to the abduction of the MDC Senatorial candidate for Murewa North, Shepherd Jani, whose body was found days later, Amnesty says that ‘the government of Zimbabwe must ensure the safety of Kumbirai Masimo, Morgan Tsvangirai and all others at risk during this dangerous crackdown on those deemed to be a political threat to the ruling government”. It additionally notes that by severely tightening restrictions on international aid agencies, including Care International, the government of Zimbabwe is ‘attempting to hide the worst of the state sponsored violence from the eyes of the world’

Care International has released on 5.6.08 a statement on the situation in Zimbabwe noting that on Friday May 30 its country office in Zimbabwe was ordered by the Government of Zimbabwe to suspend all field operations. The statement from Care International notes that over 1.8 million Zimbabweans benefit from its programmes which include projects in food aid and food security amongst others. The statement can be read at
http://www.careinternational.org.uk/11387/media-releases/statement-by-care-international-on-the-situation-in-zimbabwe.html

With reference to the issue of food, a webcast of Mugabe’s presentation to the Food and Agriculture Organisation Heads of State and Governments and high-level ministerial delegations meeting taking place in Rome from 3 to 5 June to discuss world food security, is available to view on the FAO website at http://www.fao.org/ and then click on ‘Webcast’, and go to Tuesday afternoon. Alternatively, the direct link to the webcast is .
http://www.fao.org/webcast/details.asp?lang=EN&movie=http://link.rai.it/s/20080603_fao00_d.asx&pub_id=243823

The Bulawayo based group Bulawayo Agenda issued the attached Daily Agenda bulletin yesterday, 4.06.08 reporting worrying incidents of violence that have taken place in Bindura, Matobo, Murambinda, and Gweru as well as the disturbance of a Bulawayo Agenda meeting by ZANU PF ‘hooligans’. This issue also reports on the detention yesterday in Lupane of the MDC leader Morgan Tsvangirai and several of his senior party team.

On 5.06.05 a global petition with 110, 000 signatures was handed to SADC leaders and governments throughout Southern Africa . The petition demands that the Southern Africa Development Community (SADC) put an immediate moratorium on weapons transfers to Zimbabwe . The petition can be seen on the website of The International Action Network on Small Arms (IANSA) at http://www.iansa.org/.

In relation to the same subject, civil society groups in Namibia today wrote the attached letter to the Namibian President drawing his attention to the petition and thanking him from not allowing the Chinese Arms Ship to deliver its lethal cargo to Zimbabwe via Namibian territory.

Ministro dos Negocios Estrangeiros Britanico reage a prisao de diplomatas

MILIBAND'S ZIMBABWE STATEMENT IN FULL
Published 05 Jun 2008 - 17:14
By PA Reporter

This is the text of Foreign Secretary David Miliband's statement about today's incident in Zimbabwe during which British diplomats were detained at a police roadblock:
"I've just spoken on the telephone to our High Commissioner in Harare Andrew Pocock about the incident that some of you have been reporting today.
"I can confirm that four people were held at a roadblock in Zimbabwe . They were going about their business, properly registered as diplomats.
"I'm pleased to say that they are all safe and sound and unharmed and there was no violence involved in the incident.
"But obviously it's a serious incident and one we have to take seriously.
"I think that it gives us a window into the lives of ordinary Zimbabweans, because this sort of intimidation is something that is suffered daily, especially by those who are working with opposition groups.
"It's a window into lives that in some cases are marked by brutal intimidation, by torture and, in 53 cases that have been documented over the last few weeks, by death.
"And I think that's why the message that needs to go out today is a very strong one: that the argument in Zimbabwe today is not between Zimbabwe and Britain , it's about two different visions for the future of Zimbabwe .
"It's very important that the international community plays its role by ensuring that for the election on June 27 there are international monitors, properly accredited, who are able to ensure that despite the ravages in Zimbabwe at the moment - ravages economically, socially and politically - despite those ravages there is an election that allows the democratic will of the Zimbabwean people to be heard loud and to be heard clear.
"That's certainly what we will be working for over the next few weeks."
end

Obama encontra-se com Hilary! Obama and Clinton meet, discuss uniting Democrats

By BETH FOUHY and NEDRA PICKLER, Associated Press Writers

WASHINGTON - Hillary Rodham Clinton and likely Democratic presidential nominee Barack Obama met privately Thursday night to talk about uniting the Democratic Party.

"Senator Clinton and Senator Obama met tonight and had a productive discussion about the important work that needs to be done to succeed in November," their campaigns said in joint statement.
The statement included no details of their talks, as pressure mounted for Obama to invite Clinton to become his running mate.
Robert Gibbs, an Obama spokesman, would not say where the former rivals met, except that it was not at Clinton's home in Washington, as had been widely reported.
Reporters traveling with Obama sensed something might be happening between the pair when they arrived at Dulles International Airport after an event in Northern Virginia and Obama was not aboard the airplane.
Asked at the time about the Illinois senator's whereabouts, Gibbs smiled and declined to comment.
Clinton returned to Washington after the last primaries on Tuesday night, when Obama earned the 2,118 delegates he needed to secure the Democratic nomination. She planned to announce Saturday that she was ending her campaign and supporting Obama.
The meeting followed Clinton's disavowal hours earlier of efforts by some supporters who have urged Obama to choose her as his running mate.
"She is not seeking the vice presidency, and no one speaks for her but her," communications director Howard Wolfson said. "The choice here is Senator Obama's and his alone."
Even as Clinton was bowing out of the race, supporters in Congress and elsewhere were ramping up a campaign to pressure him to put her on the ticket.
Bob Johnson, the billionaire founder of Black Entertainment Television and a Clinton supporter, on Wednesday sent a letter to the Congressional Black Caucus urging the group to encourage Obama to choose Clinton as his No. 2. Johnson said he was doing so with her blessing.
Obama is seeking to become the first black president.
Clinton has told other friends and supporters she would be willing to be Obama's running mate. But her immediate task is bringing her own presidential bid to a close, and how.
In an e-mail to supporters, the New York senator said she "will be speaking on Saturday about how together we can rally the party behind Senator Obama. The stakes are too high and the task before us too important to do otherwise."
Clinton expressed the same sentiment in a conference call with 40 members of her national finance committee, whom she urged to begin raising money for Obama and for the Democratic National Committee.

Thursday, 5 June 2008

ELEICOES AMERICANAS: OBAMA VENCE PRIMARIAS

Eleições majoritárias: 'Habemus Obama'

A cada vez que a maior religião do mundo (a católica) vai eleger o seu líder,
se reúne um concílio de cardeais, onde, depois de várias votações secretas anuncia ‘habemus papam’.
Por Isaac Bigio*
de Londres
Tradução: Pepe Chaves

Os EUA, a potência mais forte, em mudança, propõe possuir a forma mais aberta e participativa para eleger o seu presidente, que não é vitalício ou plenipotenciário, senão que só pode governar por um ou duas quatriênios e sob grande controle dos poderes legislativo, judicial e mediático.

O Partido Democrata, por sua vez, pode clamar ser o mais democrático de todos os que existem no mundo, pois, nas internas para eleger a seu candidato votaram mais de 30 milhões de pessoas. Enquanto o último papa foi nomeado em abril de 2005 por apenas 115 cardeais em dois dias de deliberações fechadas, os democratas tiveram cinco meses de processos eleitorais, realizados em 56 circunscrições com datas e regulamentos diferenciados.

Muitos questionam às internas democratas por não ser muito democráticas. Isto porque esses cinco meses de inflamadas campanhas exigiram investimentos de centenas de milhões de dólares (sob o aval de grandes investidores) ou porque, ao final, pode ser que o perdedor (como hoje passa com Clinton) possa reclamar por ter conseguido mais votos diretos que o ganhador.

Hoje os democratas poderão clamar ‘habemus candidatus’, mas, Obama ainda poderia perder a presidência, mesmo que vencesse as eleições (como ocorreu com Al Gore contra Bush em 2000).

* Isaac Bigio é analista internacional em Londres.
Seu site é: www.altopilar.com/isaacbigio
- Mais Bigio em Via Fanzine: www.viafanzine.jor.br/bigio

POLICY STATEMENT ON AID AND SECURITY

PARLIAMENTARY FORUMON SMALL ARMS AND LIGHT WEAPONS
Policy statement on aid and security

Board of the Parliamentary Forum on Small Arms and Light Weapons, meeting in Maputo, Mozambique, March 16, 2008Security and development are often said to be two sides of the same coin. Development without security is impossible; security without development is only temporary, and so forth. Before the UN Summit during the General Assembly in 2005 the former UN Secretary General Kofi Annan stated in his report „In larger freedom‟ that:"The world must advance the causes of security, development and human rights together, otherwise none will succeed. Humanity will not enjoy security without development, it will not enjoy development without security, and it will not enjoy either without respect for human rights."
For more details please click here

BBC: Diplomatas americanos e britanicos atacados no Zimbabwe

Diplomatas americanos e britanicos atacados no Zimbabwe

US, British diplomats attacked in Zimbabwe
By ANGUS SHAW, Associated Press Writer 3 minutes ago

HARARE, Zimbabwe - U.S. and British diplomats were attacked Thursday as they tried to investigate political violence in Zimbabwe and a U.S. Embassy staffer was beaten, an embassy spokesman said.
The group was still being held some six hours after being stopped at a roadblock just north of Harare, spokesman Paul Engelstad said.
Britain's Foreign Office said it was aware of the incident but was making no comment at the moment.
U.S. Ambassador James McGee, who was not with the convoy, told CNN that Zimbabwean police and military officers and so-called war veterans, a group of fiercely loyal and often violent supporters of President Robert Mugabe, were responsible for what he called an "illegal action."
"The war veterans threatened to burn the vehicles with my people inside unless they got out of the vehicles and accompanied the police to a station nearby," McGee said, saying he was in touch with the group by mobile phone.
He said five Americans, four Britons and three Zimbabweans were in the three-car convoy.
The opposition and rights groups have accused Mugabe of orchestrating violence and intimidation in the run-up to a June 27 presidential runoff.
Police spokesman Wayne Bvudzijena denied security agents had threatened the diplomats, saying instead that police were trying to rescue them from a threatening mob.
"It's unfortunate when diplomats behave like criminals and distort information," Bvudzijena said. "It is a very sad situation."
In mid-May, McGee had led a similar convoy that was stopped at a police roadblock. Police eventually let the convoy through, and a patrol car escorted them back to the U.S. Embassy before disappearing.
At one point during the May incident, a police officer threatened to beat one of McGee's senior aides. The officer got into his car and lurched toward McGee after he had demanded the officer's name. The car made contact with McGee's shins, but he was not injured.
Also Thursday, Zimbabwe's opposition presidential candidate resumed campaigning, the morning after he spent nine hours in police detention near the country's second main city, his party said.
Morgan Tsvangirai said in a statement that the hours he spent in a Bulawayo police station after being stopped at a roadblock while campaigning demonstrate the lengths to which Robert Mugabe was prepared to go to "try and steal" the runoff.
But police spokesman Bvudzijena said police merely wanted to establish that one of the vehicles in Tsvangirai's convoy was properly registered. He said police had asked only the driver to accompany them from the roadblock to the station, but others in the party insisted on coming and waiting while the documents were reviewed.
Also Thursday, rights activists in Zimbabwe said that alleged Mugabe supporters petrol-bombed an office of Tsvangirai's Movement for Democratic Change in the southern province of Masvingo on Wednesday, killing at least two party officials. in BBC

President Dhlakama condena Mugabe

O Presidente da Renamo Afonso Dhlakama condenou energicamente a prisao do lider da oposicao Zimbabweana, Morgan Tsvangirai pela policia Zimbabweana. Tsvangirai foi detido ontem quando se dirigia ao local onde fora marcado um comicio eleitoral com vista a segunda volta das eleicoes presidenciais marcadas para o final do mes corrente. Para alem de Tsvangirai outros membros seniores do MDC foram tambem presos, incluindo a Vice-presidente e o Secretario-Geral do Partido.

Dhlakama apelou aos lideres da Africa austral para que se empenham na procura de uma solucao democratica e duradoira para a crise zimbabweana tendo sublinhado a imperiosidade do respeito dos direitos fundamentais da pessoa humana, bem com as regras basicas da convivencia.

Referindo-se ao caso mocambicano Dhlakama frisou que e cultura de certos partidos africanos afirmarem-se democratas de dia, e a noite recorrerem a tacticas despotas. Quando ganham eleicoes dizem que sao democratas, mas quando as perdem comportam-se como autenticos despotas ignorando as regras mais elementares da democracia.

No que se refere a Mocambique Dhlakama afirmou que se a Renamo nao fosse amante da paz o pais estaria a arder' devido as provocacoes do partido no poder que mata, prende e impede as actividades politicas dos membros da oposicao.

Dhlakama falava na manha de hoje na Cidade de Chimoio onde presidiu a abertura do seminario de formacao sobre gestao de conflitos eleitorais. O seminario e co-organizado pelas Ligas da Juventude e da Mulher da Renamo e e dirigida os jovens e mulheres das regioes Centro e Sul do pais. O mesmo e financiado pela Associacao dos Parlamentares Europeus para a Africa, Awepa.

Para alem dos membros da duas ligas participam no seminario deputados da Assembleia da Republica, membros do Conselho Nacional da Renamo bem como o Presidente do Municipio da Beira, Eng. Davis Simango e o Presidente da Assembleia Municipal da Beira.

Por sua vez a representante da AWEPA apelou aos participantes para que se empenhem a fundo, pois os conhecimentos que serao ministrados durante o seminario sao cruciais para os pleitos eleitorais que se avizinham.

NATO and the Future Role of Nuclear Weapons



NATO and the Future Role of Nuclear Weapons Seminar at the NATO Parliamentary AssemblyGerman Parliament
May 25 2008
On May 25, 2008, Parliamentarians for Nuclear Non-proliferation and Disarmament (PNND) and the Friedrich Ebert Foundation (FES) held a seminar at the NATO Parliamentary Assembly in Berlin on NATO and the Future Role of Nuclear Weapons with particular focus on steps that would support the nuclear Non-Proliferation Treaty (NPT) leading up to its review in 2010.

Ana Maria Gomes and Uta Zapf
Current NATO doctrine asserts that nuclear deterrence remains an essential component of NATO security, and that the deployment of US tactical nuclear weapons in NATO countries is necessary for this doctrine.
However such nuclear policies have been criticised by a number of States Parties to the NPT as being against the spirit, if not the letter of the NPT – which prohibits the transfer of nuclear weapons from nuclear weapon States to non-nuclear weapon States. In addition, holding onto nuclear deterrence and nuclear weapons does nothing to encourage other countries such as India, Israel and Pakistan to abandon nuclear weapons and join the NPT. Such policies could also contribute to the decisions by other States such as Iran to develop nuclear fuel technologies that could give them a nuclear weapons capacity in the future.
Due to of a changing strategic environment, NATO is undertaking a review of its strategic doctrine. The NATO Parliamentary Assembly provides one of the few democratic forums where the issues can be discussed and a new non-nuclear doctrine advocated.
The PNND/ Friedrich Ebert Foundation event featured two key parliamentarians from NATO countries - Uta Zapf who is Chair of the German Parliament Subcommittee on Disarmament, Arms Control and Security, and Ana Maria Gomes who is a Portuguese member of the European Parliament and is Vice-Chair of the European Parliament Subcommittee on Security and Defence. They were joined by Pol D’Huyvetter from Mayors for Peace, and two experts on nuclear weapons policies and deployments in Europe - Dr. Hans M. Kristensen, Nuclear Information Program of the Federation of American Scientists and Martin Butcher, Acronym Institute.
Uta Zapf opened with a strong call for withdrawal of US nuclear weapons form Europe and support for a nuclear weapons convention. Ana Maria Gomez spoke about the need and possibilities for parliamentarians to challenge hypocritical and unrealistic counter-proliferation strategies within NATO. Martin Butcher gave a very informative history of the involvement of key NATO leaders (parliamentarians, defence ministers etc.) in positive non-proliferation and disarmament steps in the past, and called for similar actions today. Hans Kristensen gave a very useful update and analysis of NATO nuclear doctrine and weapons deployments. Pol D’Huyvetter reported on the initiatives of mayors, grassroots activists and parliamentarians regarding the removal of tactical nuclear weapons and establishment of a European Nuclear Weapon Free Zone.
There was dynamic discussion – especially from UK and French parliamentarians present – on different approaches to disarmament and the emerging threats (i.e., terrorism, Iran etc).
PNND distributed a press release at the event calling on “NATO and other countries ‘defended’ by nuclear weapons to abandon the out-dated doctrine of nuclear deterrence and redirect nuclear weapons budgets to meeting social and development goals.”
“Most people in NATO countries don’t realise that their governments continue to sanction the use of nuclear weapons,” said Uta Zapf. “Nor do they realise that some NATO countries – Belgium, Germany, Italy, the Netherlands and Turkey - still host US nuclear weapons on their soil for use if conflict breaks out. Nuclear weapons, like landmines and cluster munitions, are indiscriminate, inhumane, immoral and illegal. They must all be prohibited and eliminated.”
PNND also used the occasion to highlight International Womens’ Day for Disarmament which occurred on May 24 the opening day of the NATO Parliamentary Assembly. A statement released on May 24 by the five PNND Co-Presidents – all of whom are women - appeals to “world leaders and all citizens to re-dedicate themselves to implementing the goals of the United Nations for a world of peace and security through disarmament, the non-violent resolution of conflicts, and the reallocation of resources from military budgets to meet social and development goals.”
The statement notes that “The threats to our planet – of climate change, poverty and war – can only be overcome by nations and the global community working in cooperation – something not possible while nations maintain large and expensive militaries and threaten to destroy each other.”
The next NATO Parliamentary Assembly is in Valencia, Spain from November 14-18. PNND encourages parliamentarians from NATO countries to use this event to become more engaged in the issue of NATO’s nuclear doctrine and to contribute to the development of NATO’s new Strategic Concept.

Tsvangirai detained in Zimbabwe



A BBC anunciou que o lider do MDC Morgan Tsvangirai foi ontem preso. Para mais detalhes clique aqui.


A spokesperson travelling alongside Morgan Tsvangirai speaks about the situation
Zimbabwe opposition leader Morgan Tsvangirai has been detained by police during campaigning for the country's presidential election, his party says.
A convoy carrying the Movement for Democratic Change leader was stopped at a police roadblock at 1000 GMT, party spokesman Nelson Chamisa said.
The MDC leader and his entourage were taken to a police station in the far west of the country, said Mr Chamisa.
"It appears they want to disrupt our campaign programme," he said.
It comes as Zimbabwe prepares for a run-off election between Mr Tsvangirai and President Robert Mugabe on 27 June.
The US said the Mr Tsvangirai's detention was "deeply disturbing", and the EU presidency, currently held by Slovenia, called for the opposition leader's immediate release.
'Illegal detention'
Mr Chamisa said police stopped Mr Tsvangirai and his officials while they were driving to a rally as part of his presidential campaign.
The entire group - including the party's vice-president, national chairman and security personnel - are currently being "illegally detained" at the police charge office in Lupane, he said.

Maputo discute Xenofobia na Africa do Sul

O Centro de Estudos Estrategicos e Internacionais (CEEI) organiza na tarde de hoje pelas 15.30 no Hotel Vip, um debate subordinada ao tema 'Percepcoes sobre a onda de violencia xenofoba na Africa do Sul' pela Dra Nonfundo Nogapi, Directora do Programa de Trauma e Transicao no Centro de Estudos de Violencia e Reconciliacao na Africa do Sul.

XENOFOBIA NA AFRICA DO SUL

Recebu do Luis Mazoio via mocambiqueonline um email com o seguinte teor:

'O governo angolano ordenou a "retirada imediata " de todos bolseiros de estado que se encontram a estudar na diversas instituicoes de ensino na cidade de Johannesburg e outros pontos da RSA considerados perigosos.Angola alega "razoes de seguranca" embora alguns circulos de opiniao defendem que Jose Eduardo Dos Santos nao gostou da forma como as autoridades sul-aficanas lidaram com a crise.A decisao angolana surge numa Altura em que Thabo Mbeki entrou em rota de colisao com dois dos seus ministros (dos servicos de Inteligencia e o de Administracao interna) ao ao negar que o governo ja havia sido alertado sobre fortes indicios de violencia xenofoba.Os dois ministros ja haviam dito em publico que as autoridades foram advertidas varios meses antes.Numa conferencia de imprensa depois do encontro que manteve com o presidente nigeriano de visita a RSA, Mbeki disse ao jornalista que lhe perguntou sobre o assunto :"Talvez tenha sido a voce que submeteram o tal relatorio alertando sobre a violencia Xenofoba, porque a mim nao foi"
Entretanto o Jornal "The Star" do dia 3 de Junho conta na sua primeira pagina a historia do mocambicano que foi a enterrar esta semana em Vuca na Provincia de Inhambane.Ernesto Nhamuave tornou se o simbolo da violencia na RSA depois de aparecer a arder de joelhos na imprensa de quase todo o mundo. '

Obrigado Mazoio

Tuesday, 27 May 2008

DEBATE: DEBATE SOBRE ELEICOES NO ZIMBABWE


Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais (CEMO)
DEBATE
ELEIÇÕES NO ZIMBABWE: CENÁRIOS, DESAFIOS E OPORTUNIDADES

14:30h – 15:00h
Chegada e registo dos convidados

15:00h – 15:05h
Boas vindas e problematização: Presidente do CEMO, Manuel de Araújo

15:05h – 16:25h
(Primeiro Painel)
Tema 1: “As Eleições no Zimbabwe e os Princípios e Normas da SADC sobre Eleições Democraticas”
Moderador: Tomás Vieira Mário (MISA-Moçambique)
Orador: Miguel de Brito (Director do EISA) e MINEC (TBC)
Comentador: Machado da Graça

16:25h – 16:40h
Café

16:40h – 18:00h
(Segundo Painel)
Tema 2: “Eleições Presidenciais Zimbabweanas: há condições para a 2ª Volta?”
Moderador: Boaventura Zitha (Conselho Cristão de Moçambique)
Orador: Salomão Moyana (Director do Magazine Independente) Comentador: Fernando Gonçalves (Editor do Savana)

18:00h – 18:15h
Café

18:15h – 19:45h
(Terceiro Painel)
Tema 3: “Diplomacia Silenciosa, Cenários Pós-Eleitorais e Impacto para Moçambique e para a Região”

Orador: Eduardo Namburete
Moderador: Belmiro Rodolfo (Director do CEEI)
Comentador: Egídio Vaz

19:45h – 20:00h
Considerações finais e agradecimentos: Presidente do CEMO, Manuel de Araújo


Data: 29 de Maio 2008 (Quinta-Feira)
Local: Hotel AVENIDA

DHLAKAMA VISITA RESSANO GARCIA E BELULANE

O Presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, visitou a fronteira de Ressano Garcia para se inteirar in loco do processo de repatriamento de mocambicanos. Ainda em Ressano Garcia, Dhlakama orientou um encontro com membros e simpatizantes. na ocasiao foram apresentados dois cidadaos que abandonaram ao partido Frelimo, juntando-se ao partido da Perdiz. Para alem de Ressano Garcia, Dhlakama, que se fazia acompanhar por altos quadros do partido e deputados da assembleia da Republica, visitou o Centro de Reassentamento de Belulane onde se inteirou das dificuldades enfrentadas pelos cidadaos regressados da Republica da Africa do Sul. MA

Sunday, 25 May 2008

PARABENS PEMBA!

Passei os ultimos dias na Cidade de Pemba em missao de trabalho! Aproveitei a oportunidade para visitar os pontos candentes da cidade: a parte velha da cidade, o famoso bairro Paquitequite, a praia, o Nautilus, O Pemba Beach, o farol etc. Devido a escassez de tempo nao pude vistar a minha praia preferida_-a praia de Murrebwe!

Achei Pemba simpatica, com o comercio informal e o turismo a movimentarem a pequena urbe. Vi uma moldura impressionante na praia celebrando a eleicao mais do que justa da baia de Pemba como uma das mais belas baias do mundo!

O Paquitequite, esse lendario bairro continua imponente, com a sua mesquita a comandar a arquitectura da Cidade. O historico campo de futebol e a escola de jogadores teimam em nao desaparecer da geografia social daquele mini-mundo! As paquitequitenses com a sua fama milenar de 'fazedoras de milagres' emocionais parece nao terem perdido os seus dotes- pelos relatos de esquina que nao nos escaparam!

A abertura da Faculdade de Gestao de Turismo e Informatica da Universidade Catolica naquela parcela do pais foi sem margem para duvidas um gesto visionario de longo alcance! Pena e a pobreza nas areas de extensao e oferta de cursos basicos de pequena duracao! Saudamos o facto de os estudantes escreverem as suas dissertacoes em lingua inglesa!

Um dos ''senaos' nesta maravilha do Indico foi o facto de ter verificado que nao existe nenhuma casa de cambios oficial, o que pressupoe que os turistas trocam os deus dolares no mercado paralelo, com todas as consequencias dai advientes: inseguranca, fuga ao fisco etc, etc, etc.

Outro 'senao'' e a forma meio atabalhoada como as construcoes sao feitas! Sera que Pemba tem um plano Director Urbanistico? Se o tem sera que esta a ser cumprido? E que no nosso pobre entender, Pemba tem um potencial turistico virgem e de grande valor internacional. Se nao respeitarmos o plano urbanistico, no futuro quando as grandes companhias de turismo descobrirem esta perola do indico teremos grandes dificuldades em acomoda-las e isso podera influenciar negativamente no desenvolvimento e promocao do turismo naquela parcela do pais!

Sai que apelamos a quem de direito para que tome as medidads necessarias para que se devolva a Pemba o estatuto turistico que merece!

E uma vez mais parabens cidade de Pemba!

E mais nao disse!

MA