Monday, 13 July 2009

Registo eleitoral na diáspora : Iniciou recenseamento de raiz

O RECENSEAMENTO eleitoral dos moçambicanos na diáspora rumo aos pleitos de 28 de Outubro próximo decorre desde sábado passado em nove países, dos quais sete africanos e dois europeus, um processo que poderá abranger cerca de 50 mil pessoas em idade eleitoral.

De acordo com o Director-geral do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), Felisberto Naife, para o efeito, foram montadas 71 brigadas, sendo seis na Europa e as restantes 65 na África do Sul, Tanzania, Zâmbia, Malawi, Zimbabwe, Quénia e Suazilândia, em África.

A África do Sul, país estrangeiro que neste momento alberga maior parte dos moçambicanos residentes fora de Moçambique, vai contar com o maior número de brigadas, num total de 38.

Na Europa, Portugal terá quatro brigadas, sendo duas em Lisboa e outras repartidas entre Porto e Coimbra, enquanto que a Alemanha terá apenas duas, repartidas entre Berlim e Frankfurt.

Numa entrevista à AIM, Naife explicou que para o caso da Alemanha as duas brigadas terão quatro postos em Berlim e Bona, bem como Frankfurt e Dresden.

Segundo Naife, tendo em conta que os moçambicanos residentes no exterior se encontram dispersos, as brigadas terão alguma mobilidade, sobretudo em Portugal e na Alemanha, de modo a abranger o maior número possível de potenciais eleitores.

“Neste caso, analisada a questão do número de brigadas vimos que é possível criar uma brigada para abarcar outro sítio. Basta haver um plano e no dia das eleições, onde eles (os brigadistas) foram trabalhar vai se criar uma mesa para evitar que as pessoas se desloquem para outro local. Já demos um grande passo para encurtar as distâncias e já é um grande passo”, defendeu.

Em relação ao continente Africano, a África do Sul conta com 38 brigadas, a Tanzania tem oito, Zâmbia três, Malawi duas, Zimbabwe sete, Quénia três e Suazilândia quatro.

Este processo iniciado sábado no estrangeiro vai decorrer até ao dia 29 do corre mês.

Segundo Naife, para garantir condições logísticas para a realização do recenseamento no exterior foram disponibilizados 400 mil dólares norte-americanos.

O recenseamento dos moçambicanos residentes do exterior para participarem nas eleições gerais do país iniciou em 2004, altura em que foram registadas cerca de 47 mil pessoas em idade eleitoral, dos quais 45.8 mil nos sete países africanos e 1.1 mil na Europa.

Assim, esta será a segunda vez que os moçambicanos residentes no exterior têm a possibilidade de participar na escolha dos dirigentes do país em que nasceram.

Este ano Moçambique vai realizar as quartas eleições gerais e as primeiras para as assembleias provinciais.Neste momento decorre o processo de inscrição e apresentação de candidaturas para as presidenciais, bem como para as legislativas e assembleias provinciais, cujo término está previsto para 29 do corrente mês.

Maputo, Segunda-Feira, 13 de Julho de 2009. Notícias

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