Thursday, 26 June 2008

CRISE NO ZIMBABWE



SADC apela para adiamento da 2.ª volta das eleições presidenciais

Namaacha (Canal de Moçambique) - Os três países membros da SADC, encarregues de observar a crise política prevalecente no Zimbabwe, reuniram-se ontem na Swazilândia tendo apelado para o adiamento da segunda volta das eleições presidenciais agendadas para a próxima sexta-feira. De acordo com a rádio oficial swazi, captada ontem em Moçambique, o rei Mswati III da Swazilândia, o presidente Jakaya Kikwete da Tanzânia, e o primeiro-ministro angolano, Fernando da Piedade Dias dos Santos, acreditam que “realizar eleições no Zimbabwe nas circunstâncias actuais comprometeria a legitimidade e a credibilidade dos resultados”.
Os três dirigentes, segundo a fonte, disseram que a decisão de se adiar a segunda volta das eleições destinava-se a “dar tempo para que os zimbabweanos acalmassem os ânimos”, acrescentando que caso o apelo fosse acatado “os lideres políticos do partido no poder e da oposiçãodeveriam iniciar conversações significativas com o objectivo de se encontrar a melhor forma de se resolver as suas divergências.” Os três estadistas consideram que tais negociações “conduziriam posteriormente a um ambiente propício para a realização de eleições e a gestão dos assuntos do país.”
Citando uma declaração emitida no final da reunião, realizada no palácio real de Lozitha, a emissora swazi disse que os dirigentes da SADC haviam manifestado o seu desapontamento pelo facto do candidato mais votado na primeira volta das eleições presidenciais, Morgan Tsvangirai, ter retirado a sua candidatura.

(Redacção / Radio Swaziland)


Marcha de Solidariedade para com o povo Zimbabweano


A Liga Moçambicana dos Direitos Humanos (LDH) e o Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais (CEMO), vem mui respeitosamente comunicar a V.Excia que pretendem realizar uma marchar de solidariedade com o povo Zimbabweano que em vésperas da Segunda Volta das Eleições Presidenciais assiste uma pesada onda de violência.
A marcha que acontecerá no dia 27 de Junho de 2008 pelas 15 horas partirá da Praça Robert Mugabe e caminhará em direcção a Embaixada Zimbabweana passando pelas Avenidas Julius Nyerere e Mao Tse Tung.
A LDH e o CEMO agradecem a presenca de organizacoes da sociedade civil e de todos os cidadaos nacionais e estrangeiros preocupados com a crescente onda de violacao de direitos humanos bem como com os niveis de violencia pre-eleitoral no Zimbabwe a juntarem-se a marcha como forma de mostrar o seu distanciamento e repudio pela situacao prevalecente no Zimbabwe.

Sem mais as nossas mais sinceras saudações.
PELOS DIREITOS HUMANOS,
PAZ, JUSTICA E DEMOCRACIA
Maputo aos 24 de Junho de 2008



OBAMA exige accoes energicas contra Mugabe

Chicago - US presidential candidate Barack Obama said on Wednesday the international community must do more to try to help resolve Zimbabwe's political crisis, and to put pressure on Robert Mugabe, who is clinging to power.

He singled out South Africa as one country that needs to apply more pressure on Mugabe, 84, who has refused to step down.


"What's happening in
Zimbabwe is tragic. This is a country that used to be the bread basket of Africa. Mugabe has run the economy into the ground. He has perpetrated extraordinary violence against his own people," Obama told a news conference in Chicago.

Obama, a Democrat, is running in the November presidential election against Republican John McCain.

'Much more forceful'

"Not only do I think that the United Nations needs to continue to apply as much pressure as possible on the Mugabe government, but in particular other African nations, including South Africa, I think have to be much more forceful in condemning the extraordinary violence that's been taking place there," Obama said.

"And frankly, they have been quiet for far too long and allowed Mugabe to engage in this sort of anti-colonial rhetoric that is used to distract from his own profound failures as a leader," he added.

In the heaviest pressure yet on Mugabe by Zimbabwe's neighbours, a troika of southern African nations urged the postponement of Friday's presidential election which they say would lack legitimacy in the current violent climate.

Opposition leader Morgan Tsvangirai took refuge in the Dutch embassy in Harare this week after announcing he had pulled out of election because of violence which has killed about 90 people and displaced 200 000.

The government has said it will go ahead with the presidential election despite a storm of international condemnation and calls to postpone the vote.

Election 'a complete and total sham'

"What is remaining of this election is a complete and total sham," Obama said, echoing US President George W Bush.

"I don't think that whatever the results of this election on Friday, that Mugabe will be able to claim any sort of legitimacy as a democratically elected leader in Zimbabwe," he added.

Obama said that before Tsvangirai pulled out of the run-off, he had had a conversation with South African ruling party leader Jacob Zuma and said he "encouraged and urged him to speak out more forcefully on what was happening".

A CONSCIENCIA DE AFRICA E DO MUNDO FALOU!

FINALMENTE MANDELA FALOU!

O silencio de Mandela sobre a questao Zimbabweana deixava-me meio constrangido! Como bem o disse o Dr. Miguel Brito, certos silencios comecam a ser silencios cumplices.

E tambem de encorajar o posicionamente apesar de timido do governo de Mocambique ao emitir um comunicado na Terca feira sobre o Zimbabwe! esta de parabens o novo timoneiro da diplomacia mocambicana, Oldemiro Baloi! Portou-se excelentemente aguado dos acontecimentos xenofobicos contra emigrantes na Africa do Sul e comeca a portar-se bem na questao Zimbabweana!

Gostariamos de ve-lo na Marcha de Solidariedade para com o povo do Zimbabwe a ter lugar
amanha, dia 27 de Junho 2008 na Praca Robert Mugabe pelas 15.00 horas!

Parabens Mandela, parabens Baloi, mas accoes sao precisas senhor Ministro! O Mocambique deve distanciar-se das accoes despoticas de Mugabe! O nosso compromisso nao deve ser com Mugabe! O nosso compromisso e com o povo do Zimbabwe! Ajudamos a libertar Zimbabwe da opressao ilegal de Ian Smith! Por isso o nosso cometimento deve ser maior! Temos que ajudar Zimbabwe a libertar-se do despota Mugabe!

Conte connosco senhor Ministro! Junte-se a NOS! Quando a historia o julgar, nao gostariamos que estivesse do lado de la! Do lado dos que prolongaram o sofrimento do povo Zimbabwe! do lado dos despotas! Queremo-lo, assim como queremos que o nosso pais, a imagem do nosso pais nao esteja associada ao grupo daqueles que ajudaram Mugabe a torturar o seu povo!

E tenho dito!

Um abraco patriotico,

Manuel de Araujo

Wednesday, 25 June 2008

MARCHA DE SOLIDARIEDADE PARA COM O POVO DO ZIMBABWE

Comunicação e convite sobre a Marcha de Solidariedade para com o povo Zimbabweano

A Liga Moçambicana dos Direitos Humanos (LDH) e o Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais (CEMO), vem mui respeitosamente comunicar a V.Excia que pretendem realizar uma marchar de solidariedade com o povo Zimbabweano que em vésperas da Segunda Volta das Eleições Presidenciais assiste uma pesada onda de violência.

A marcha que acontecerá no dia 27 de Junho de 2008 pelas 15 horas partirá da Praça Robert Mugabe e caminhará em direcção a Embaixada Zimbabweana passando pelas Avenidas Julius Nyerere e Mao Tse Tung.

A LDH e o CEMO agradecem a presenca de organizacoes da sociedade civil e de todos os cidadaos nacionais e estrangeiros preocupados com a crescente onda de violacao de direitos humanos bem como com os niveis de violencia pre-eleitoral no Zimbabwe a juntarem-se a marcha como forma de mostrar o seu distanciamento e repudio pela situacao prevalecente no Zimbabwe.


Sem mais as nossas mais sinceras saudações.

PELOS DIREITOS HUMANOS,

PAZ, JUSTICA E DEMOCRACIA

Maputo aos 24 de Junho de 2008



Tuesday, 24 June 2008


Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais
________________________________________________________________________




RE: CONVITE – Debate sobre Eleições Presidenciais dos E.U.A : Perspectivas, Impacto e a questão de Igualdade de Oportunidades.


Exmo(a) Senhor(a)

_______________________________________________


Os Estados Unidos da America (EUA) encontram-se desde Janeiro passado num processo de eleição dos representantes partidários, com vista as corridas presidenciais de Novembro proximo. Este acontecimento não só tem relevância para o povo americano, como também é importante para as expectativas dos governantes e povos do mundo inteiro, tendo em conta a posição de supremacia económica, política e militar dos Estados Unidos.

Assim, no sentido proporcionar uma oportunidade para uma reflexão sobre "AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NOS E.U.A", o CEMO vai acolher um debate, no dia 01 de Julho de 2008, a partir das 14:30, no Hotel Rovuma, pelo que temos a honra de convidar a V. Excia a participar.

Com os melhores cumprimentos

Maputo, 22 de Junho de 2008

O Presidente do CEMO

...............................................
Manuel de Araújo

NB: De modo a contribuir para a nossa maior organização, agradeciamos que cofirmasse a sua presença através do contacto 828265230(Sra. Marinela) ou pelos coctactos do rodapé, até 12h do dia 01 de Julho.

AZAGAIA



NÃO TIRO O CHAPÉU PARA A TELEVISÃO DE MOÇAMBIQUE
Era Segunda-Feira 9 de Junho se não me falha a memória. Estava eu a caminho da minha humilde casa depois de um longo e exaustivo dia de trabalho. Plantado numa das paragens de "chapas" da nossa maravilhosa cidade de Maputo, pronto para enfrentar a terrível batalha diária habitual naquela hora, recebo uma chamada dum número desconhecido mesmo no momento em que finalmente consigo empuleirar-me nas costas do cobrador. Atendo logo de seguida, e para o meu espanto era o apresentador do programa Moçambique em Concerto, programa este que vai ao ar todos os Domingos no canal da nossa bem-amada Televisão de Moçambique.
Gabriel Júnior, muito amavelmente dirigiu-se a mim e formulou um honroso convite para ir ao Moçambique em Concerto no Domingo que se seguia. Bem...estava naturalmente espantado. Nunca tinha imaginado, nem nos meus sonhos mais molhados, receber um convite para uma tão excitante participação naquele famigerado programa televisivo, porque como devem imaginar, eu e o Estado Moçambicano não morremos de amores um pelo outro (a nossa novela já vai a muitos capítulos) e a TVM é um canal controlado pelo estado. Portanto, embora fosse desejo de alguns compatriotas a minha ida aquele programa, cá entre nós, era mais fácil a galinha criar dentes que eu ir parar ali.
Facto é facto, convite recebido, convite aceite. O Gabriel Júnior, de seguida sugeriu que nos encontrassemos antes da minha ida ao programa, encontro esse que aconteceu na Quarta-Feira. Ele falou-me das questões que iria colocar-me e das músicas que gostaria que eu cantasse. Interessante é que o Gabriel não pressionou-me de forma alguma para que eu não fosse eu. Disse que sabia que a minha imagem iria dividir opiniões, mas como o seu programa tem (ou tinha) um carácter imparcial, ele estava disposto a correr o risco, que já tinha autorização da directora de programas e que estavam todas as condições criadas para a minha ida.
O Gabriel Júnior tinha uma nobre intenção, segundo ele, mostar a sociedade moçambicana que o músico Azagaia não é só o crítico, mas também alguém que sonha, chora, ri, apaixona-se e fala sobre isso nos seus temas. Para isso sugeriu que um dos temas que eu cantasse fosse o romântico "Ni ta ku fonela," (faixa nº 9 do álbum Babalaze) tema que ele tem como um dos seus preferidos, e o meu lado crítico seria espelhado pela música "As Mentiras" (faixa nº 4 do álbum Babalaze) .
Chegados aqui, é altura de falar-vos do surpreendente (será?). Qual é o meu espanto quando na Sexta-Feira da semana que eu supostamente iria ao Moçambique em Concerto, a noitinha, liga-me alguém que dizia ser da TVM e produtor daquele programa informando-me que infelizmente eu já não poderia ir naquele domingo ao programa por motivos que nem ele soube explicar claramente. Mas deixou aberta a possibilidade de eu lá ir na edição seguinte. Desliguei o celular, e de seguida mandei uma sms para o Gabriel Júnior a exigir que pelo menos fosse ele a "desconvidar-me". O apresentador respondeu-me dizendo que também estava espantado com o sucedido, mas que eu não deveria preocupar-me pois tudo iria dar certo.
Domingo, vejo outro artista no meu lugar, ligo para o Gabriel Júnior e ele diz-me o seguinte: "Desculpa mano, por não ter te ligado antes, mas o que aconteceu é que, um dos vários administradores da TVM que devia dar a permissão para tua ida ao programa, depois de já ter passado duas vezes o spot publicitário a anunciar-te, exigiu que se cancelasse a pubilicidade e a tua ida, porque diz que não foi consultado. Mas não te preocupes, Segunda-Feira faço uma carta especialmente para ele, anexo a autorização da directora de programas e entre Segunda e Terça-Feira ligo-te a confirmar a tua ida ao programa no próximo Domingo."
Segunda-Feira passou, Terça-Feira passou, Quarta-Feira passou, Quinta-Feira também passou e na Sexta-Feira, data em que escrevo esta carta, oiço dizer que já está passar na TVM a publicidade da ida de outro músico ao Moçambique em Concerto, não eu. Bem, o Gabriel Júnior não me ligou ainda, hoje sexta-feira dia 20 de Junho de 2008 e francamente duvido que ele ligue, acho que já não adianta mesmo, embora um simples pedido de desculpa não faça mal a ninguém.
Dos factos a análise: O tal administrador não autorizou a minha ida ao programa e nem teve conhecimento dela durante os 5 dias úteis da semana, viu a publicidade pela televisão onde trabalha e mandou cancelar por falta de conhecimento. De Sexta-Feira para Domingo, a TVM conseguiu arranjar outro músico para ir no meu lugar, conseguiu o conhecimento e a autorização do tal adimistrador, coisa que não conseguiu em 5 dias úteis da semana para o meu caso. Mesmo que este estranho facto fizesse algum sentido, porquê não fui convidado para o programa da edição seguinte conforme o prometido? Será este programa é realmente merecedor do selo "made in mozambique"? Serei eu estrangeiro do meu próprio país? Será isto censura? Não basta não passarem os meu video clipes? Não me atrevo a responder a tais perguntas, senão ainda corro o risco de ir parar na Procuradoria da Cidade pela segunda vez, quem sabe acusado de defamação e calunia, nunca se sabe! Bem, menino queixoso que sou, venho dizer, mesmo fora do programa: NÃO TIRO O CHAPÉU PARA A TELEVISÃO DE MOÇAMBIQUE E PARA TUDO QUE ELA REPRESENTA.
Mano Azagaia

Monday, 23 June 2008

EM NAMPULA:

No distrito de Ribaué
Vogais da SC do CDE são descontados salários para os cofres da Frelimo.

O partido Frelimo tem vindo a criar células nas diferentes instituições do estado, como é o caso de hospitais, escolas, até estabelecimentos comerciais entre outras, como forma de arrecadar mais membros.
Com efeito, estás células estão até certo ponto sendo criadas em organismos independentes do governo, como é o caso da Comissão Nacional de Eleições. Caso que está a criar um mau atendimento ao público devido a vários encontros a que são submetidos aqueles funcionários. É nesta ordem de ideia que recentemente os funcionários do Comissão Distrital de Eleições, CDE no distrito de Ribaué clamam pelo corte de certos valores, num montante não especificado nos seus salários a revelia para o pagamento de quotas ao partido no poder.
Uma fonte ligada ao partido Renamo – União Eleitoral dizem que os representantes do partido Frelimo tem vindo nos últimos anos a obrigar funcionários de várias instituições do aparelho do estado, privado e até de Organizações Não Governamentais no sentido de estes abraçarem ao partido do "batuque e da massaroca" em detrimento de outros partidos da oposição sub ameaças de expulsão caso neguem fazer as actividades do partido dos camaradas.
Um dos casos mais recentes, foi detectado no distrito de Ribaué em que os vogais que trabalham na Comissão Nacional de Eleições naquele ponto do país, pertencentes à Sociedade Civil, são tirados parte do seu salário para o pagamento de quotas sem o consentimento dos mesmos, facto que está a criar descontentamento por parte daqueles representantes, aliás até porque eles já começam a pensar em greves como forma de prestar aquela atitude.
Apuramos ainda que maior número daqueles funcionários da CDE, no distrito de Ribaué é instrumentalizado no sentido de aderirem os princípios do partido Frelimo, sem no entanto dar-se o devido valor aos estatutos e legislação que os protegem.
A mesma fonte, revelou nos ainda que alguns funcionários da CDE, tem sido obrigados a realizar actividades de sensibilização da população amando do partido Frelimo sem no entanto respeitarem os princípios que regem as normas daquela instituição que vela o processo das eleições no nosso país.
Depois de tentativas terem fracassado no sentido de termos a versão da Frelimo no terreno, contactamos telefonicamente o secretário para mobilização e propaganda no comité provincial do partido do batuque e da maçaroca em Nampula, Lourenço Sabonete, o qual diz não confirmar o assunto, muito menos ter conhecimento do mesmo.
A dado passo, o chefe propagandista da Frelimo, depois de muita insistência da nossa parte, disse em gesto de dar lição que procurássemos as entidades competentes, quando tivéssemos já o dito que tudo tornou-se um fracasso, porque ninguém queria se pronunciar a este respeito e com efeito, estávamos apenas dando uma oportunidade para que a sua formação política se pronuncia-se, diante das acusações que pesavam sobre ela.

Sunday, 22 June 2008

33 anos da Independencia Nacional: Papel da Juventude discutida na Radio Mocambique

O Programa Linha Directa da Radio Mocambique do dia 21 de Junho de 2008, Sabado, teve como tema
'Os 33 anos da independencia nacional os desafios e tarefas da juventude na fase actual'. Do rol de convidados constavam Jorge Mabay Tembe, Osvaldo Petersburg do Conselho Nacional da Juventude, Vasco Acha (ex-fundador da Associacao de Estudantes da UP), a Dra Alsacia, Directora Executiva do Fundo de Investigacao Cientidfica, Patrocio Jose (Secretario Geral da OJM e Manuel de Araujo pelo Centro de Estudos Mocambicanos e Internacionais (CEMO). O debate foi promovido e moderado pelo Ricardo Dimande da RM.

Achei o painel representativo, apesar de nao trazido uma voz representativa de cada geracao. Faltaram os antigos combatentes, os jovens de 8 da geracao 8 de Marco, os jovens da democracia, bem como a fraca representacao feminina. Dos varios assuntos discutidos achei interessante a troca de ideias sobre a educacao patriotica e sobre o papel das varias geracoes de jovens. Avancei como hipotese de trabalho o facto de existiram 5 geracoes: a Geracao do Proto-nacionalismo, a Geracao do 25 de Setembro, a Geracao do 8 de Marco, a Geracao da Democracia e a Geracao da Paz e Desenvolvimento.

Assim, a meu ver cada geracao tinha a sua tarefa: a do proto-nacionalismo usando os media e os centros associativos e o cooperativismo (especialemnte na Beira, Maputo, tete, Quelimane, Lisboa/Coimbra, Planalto dos Maconde, ) soube congregar a sua volta jovens que desenvolveram uma consciencia nacionalista. Esta consciencia nacionalista serviu da semente que criou os tres movimentos nacionalistas que desembocaram na criacao da Frente de Libertacao de Mocambique (FRELIMO).

A geracao do 25 de Setembro, criou a Frente de Libertacao de Mocambique e engajou-se na libertacao da patria. Esta geracao pode ser sub-dividida naqueles que por razoes de consciencia aderiram a luta armada ou nao, bem como aqueles que no interior e no exterior lutaram na clandestinidade ou nao, para a libertacao da patria.

A terceira geracao seria a do 8 de Marco, que assumiu a tarefa da consolidacao da independencia nacional nas diversas areas tais como a educacao, saude, administracao publica e outras. Esta geracao difere de de 25 de setembro pelo facto de ter sido 'forcada' a assumir o seu papel. ou seja a ambicao desta geracao era continuar a estudar e formar-se, mas foram politica e administrativamente 'forcados'a abandonar os seus sonhos e ambicoes para 'aguentarem' e assegurarem as tarefas da patria!

A terceira geracao seria a da democracia, no sentido de que houve jovens que voluntaria ou involuntariamente sacrificaram a sua juventude para que a patria respirasse o ar puro da democracia.

A quarta geracao seria a geracao da Paz e Democraria. Esta geracao tem como missao fundamental consolidar as conquistas da independencia nacional, a paz, a democracia e promover a criacao da riqueza nacional, o crescimento e estabilidade macroeconomica, a equidade, erradicando desta forma a pobreza que grassa a nossa sociedade por forma a erguer e colocar Mocambique no mapa das nacoes como actor e sujeito.

No que se refere a educacao patriotica ficou assente que ela e necessaria, mas que deve ser inclusiva e baseada nos valores mais nobres da patria mocambicana e tendo como substracto a Constituicao da Republica.

A unica mancha do debate foi o facto de o joven Patricio Jose, Secretario Geral da Organizacao da Juventude Mocambicana, ter comparecido ao debate ebrio (bebado) a tal ponto que teve que ser retirado da sala por nao estar em condicoes de participar no debate. Como e que um jovem que lidera a organizacao juvenil de um partido no poder pode aparecer na maior radio nacional num debate sobre as comemoracoes dos 33 anos da independencia nacional e o papel da juventude nesse processo naquelas condicoes, so o partido no poder pode explicar!
Como e que um jovem que demonstrou irresponsabilidade total e falta de respeito com ele proprio, com a organizacao que dirige, com a juventude, com o partido a que pertence, com a nossa radio nacional e com os ouvintes da Radio Mocambique do Rovuma a Ponta de Ouro e do Zumbo ao Indico bem como aos milhoes de mocambicanos e nao so que atraves das ondas do eter e da internet chegou aquele lugar?

Como e que a OJM que formou e forjou jovens como Jose Mateus Katupha, Alcinda Abreu, Leonardo Simao, Tomas Salomao so para citar alguns chegou a aquele nivel? e mais se os jovens dirigentes do partido no poder agem daquela forma com que autoridade moral quererao uma juventude disciplinada que leve o pais a bom porto?

Um abraco fraterno, na esperanca de que medidas energicas sejam tomadas para que situacoes daquela natureza nao voltem a acontecer pois nao dignificam nem ao jovem Patricio Jose, nem a OJM, nem ao partido a que ele pertence e muito menos a juventude mocambicana! Outro abraco aos participantes no debate por terem sabido gerir a situacao sem aproveitamentos, pois estava em causa a imagem da juventude mocambicana, sem cores nem partidarismos! Soou alto o interesse nacional! Estao de parabens os jovens Osvaldo Petersburg, Vasco Acha, o 'jovem' Jorge Mabay Tembe, a a jovem Alsacia e porque nao o jovem Ricardo Dimande por terem dado uma grande licao de patriotismo! Parabens Ricardo Dimande, Parabens Radio Mocambique!
Um abraco,

Manuel de Araujo

Embaixador da Suecia questiona privatizacao de Bancos

Problemas com fundos doados a Moçambique…

Embaixador da Suécia continua a questionar privatização de Bancos

“Reconheço que houve problemas de gestão de fundos suecos na Agricultura e na Educação, mas o que nos preocupa neste momento é a privatização dos Bancos. É isso que temos estado a discutir com o governo” - Tavold Akesson, Embaixador da Suécia em Moçambique “Os cidadãos suecos têm que pagar impostos e ter a certeza que o seu dinheiro há-de ser bem usado na Ajuda para o Desenvolvimento dos países beneficiários”

Maputo (Canal de Moçambique) - O embaixador sueco acreditado em Moçambique, Tavold Akesson, reconheceu na última quarta-feira que “houve de facto problemas de má gestão de fundos na área da Agricultura e da Educação em Moçambique”. Mas “o que mais o governo sueco”, segundo o diplomata daquele reino nórdico, “é a privatização dos Bancos moçambicanos”. Da já muito referenciada má gestão dos fundos suecos na Educação e na Agricultura, Tavold Akesson disse simplesmente: “os cidadãos suecos têm que pagar impostos e ter a certeza que o seu dinheiro há-de ser bem usado na Ajuda para o Desenvolvimento dos países beneficiários”.
O embaixador Tavold Akesson fez questão de lembrar que “Moçambique é o país que mais recebe ajuda da Suécia”. Segundo ele, “o pacote monetário que a Suécia dá a Moçambique só pode ter comparação o que o nosso país dá a Tanzânia”.
Serve de referência dizer que antes de estar acreditado como Embaixador em Moçambique, o referido diplomata ocupou similar cargo na Tanzânia.
Sobre a questão da privatização dos Bancos de quem, sem dúvidas beneficiaram membros da nomenklatura do partido Frelimo e não terão até aqui todos eles liquidado os respectivos créditos concedidos pelos bancos que entretanto foram privatizados ou a que o Estado teve de afectar avultadas verbas para evitar a insolvência que pudesse prejudicar os depositantes, é preciso lembrar que a Suécia, a par de outros países, sobretudo nórdicos , tem estado na linha da frente a solicitar a divulgação da Auditoria Forense ao ex-Banco Austral, entretanto adquirido pelo ABSA e presentemente sob a designação de «Barcklays».
As declarações do Embaixador sueco acreditado em Moçambique foram proferidas na palestra, conjuntamente organizada pelo «CEMO - Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais» e «Centro de Pesquisas Sociais do ISCTEM», e sob a proposta: “As Prioridades e Desafios da Política Externa e Desenvolvimento da Suécia para África Austral – O caso de Moçambique”.
Os casos referenciados ocorreram durante a vigência do governo de Luísa Diogo no tempo em que o presidente da República era Joaquim Chissano.

(Celso Manguana)

Do mocambiqueonline recebi um email com um discurso do Ministro de Estado das Relacoes Exteriores do Brasil, que pela importancia achei interessante partilhar.



Ministro de Estado das Relações Exteriores

Brasília, Palácio Itamaraty, 17/06/2008

Discurso do Ministro das Relações Exteriores, Embaixador Celso Amorim, na cerimônia de abertura da Conferência da América Latina e do Caribe Preparatória à Conferência de Revisão de Durban contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas

Senhor Edson Santos, Secretário Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial,
Senhor Paulo Vanucchi, Secretário Especial de Direitos Humanos,
Senhor Representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Ngonlardje Mbaidjol
Senhora Carmen Rosa Villa, Representante Regional do Alto Comissário,
Senhor José Dougan-Beaca, Secretário da Conferência,
Senhora Kim Bolduc, Coordenadora- Residente do PNUD e Representante da ONU no Brasil,
Representantes da ONU,
Chefes de Delegação,
Embaixadores e Embaixadoras,
Amigos,

É com grande e genuína satisfação que dou as boas vindas e agradeço a presença das delegações que participam desta Conferência da América Latina e do Caribe Preparatória para a Conferência de Revisão de Durban.
Nos foros multilaterais, somos constantemente chamados a defender causas que exigem de nós muita perseverança. O combate à discriminação é uma delas.
Apesar do compromisso dos países com a eliminação do racismo, nossas sociedades continuam a testemunhar os flagelos causados pelo preconceito contra negros, mulheres, indígenas, migrantes e tantos outros grupos. Ainda há poucos dias, o Presidente Lula, em uma conferência sobre um desses grupos discriminados, referia-se à natureza insidiosa do preconceito. Essa natureza tem por característica o fato de esconder-se de si própria.
A verdadeira democracia é incompatível com a discriminação. Não se pode falar em um sistema político democrático se milhões de pessoas são privadas de seus benefícios e de suas promessas. Não se pode falar em pleno gozo dos direitos humanos se milhões de pessoas, vítimas do preconceito e da intolerância, não têm acesso à saúde e à educação.
Aqui no Brasil, durante muito tempo, negávamos a existência do racismo. Acreditávamos, com alguma pretensão, que vivíamos em uma democracia racial.
Hoje sabemos que isso não é verdade. Preconceito e discriminação deixaram parcelas de nossas populações – sobretudo negra e indígena – à margem dos benefícios do crescimento econômico.
O Governo do Presidente Lula tem um compromisso ético com a promoção da igualdade e o fim de todas as formas de discriminação. Fizemos desse compromisso uma diretriz política e um referencial para o desenvolvimento econômico e social.
Criou o Presidente Lula a Secretaria Especial de Direitos Humanos, a Secretaria Especial de Política de Promoção da Igualdade Racial e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Quero saudar a presença entre nós, como já mencionei, dos Ministros de Estado, Secretários Especiais, para duas dessas pastas. Quero também fazer uma homenagem, além dos presentes e da minha querida amiga Nilcéia Freire – que não está aqui conosco hoje, Ministra para Assuntos da Mulher – uma homenagem a Matilde Ribeiro, que comigo trabalhou em muitas e difíceis lutas para diminuir a dimensão do racismo não só na política interna, mas na própria política internacional do Brasil.
A preocupação com os direitos das mulheres e com a promoção da igualdade racial permeia, de maneira transversal, todas as nossas políticas públicas. Estamos implementando programas de ação afirmativa para promover a realização equitativa dos direitos humanos.
Também estamos empenhados em dar efetiva aplicação a leis e políticas que busquem superar a discriminação, mesmo em suas formas mais sutis. Essa preocupação está refletida na atuação do Governo brasileiro no plano externo.
Na Organização dos Estados Americanos, o Brasil foi autor do Projeto de Convenção Interamericana contra o Racismo e Toda Forma de Discriminação e Intolerância. O Brasil também preside o Grupo de Trabalho encarregado de negociar esse Projeto.
A Convenção Interamericana busca aprofundar as medidas de promoção da igualdade racial e ampliar o escopo de proteção contra todas as formas de discriminação e intolerância. Faço aqui um apelo aos países da região para que possamos concluir, o mais breve possível, as negociações deste instrumento internacional. Essa Convenção contribuirá significativamente para a promoção e a proteção dos direitos humanos nas Américas. Se há uma área em que a OEA tem sido pioneira, tem sido justamente na questão da afirmação dos direitos humanos. Ocorreu com a Convenção dos Direitos da Mulher, ocorreu com várias outras. É muito importante que isso ocorra, também, na área da discriminação racial.
Ainda no contexto interamericano, acaba de ser aprovado pela Assembléia-Geral da OEA, por iniciativa do Brasil, o projeto de resolução “Direitos Humanos, Orientação Sexual e Identidade de Gênero”. Trata-se de um instrumento também pioneiro – no âmbito multilateral – para o combate às violações de direitos humanos motivadas pela orientação sexual e pela identidade de gênero.
Em 2006, sediamos no Brasil duas importantes conferências que discutiram a eliminação do racismo, entre outros temas.
Uma delas foi a Conferência Regional das Américas sobre Avanços e Desafios no Plano de Ação contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e as Intolerâncias Correlatas, aqui em Brasília. Atendendo a antiga reivindicação dos movimentos sociais, demos à sociedade civil espaço igual ao concedido aos Governos, algo inovador nesse gênero de conferências.
A outra foi a II Conferência dos Intelectuais da África e da Diáspora (CIAD), realizada em Salvador, que reuniu cerca de 400 estudiosos de renome. Nossas relações com a África, continente de onde vieram milhões de homens e mulheres forçados pelo tráfico de escravos, são uma prioridade da política externa brasileira.
O Brasil tem um enorme orgulho da profunda presença africana em nossa sociedade. Somos o país com a segunda maior população negra do mundo. Ao incrementar a cooperação, aumentar os fluxos comerciais e estreitar as relações culturais, estamos resgatando uma dívida histórica e – ao mesmo tempo – criando parcerias mutuamente benéficas com o continente africano.
O Brasil é um país multiétnico e multicultural. Abrigamos cerca de 220 povos indígenas, que falam mais de 180 línguas. A influência dos povos indígenas perpassa nossa história, cultura e identidade. A cada momento, tropeçamos em toponímicos ou em palavras de uso corrente que são de origem tupi-guarani ou de outras línguas indígenas. Além de sua inegável contribuição à construção nacional, as sociedades indígenas também possuem uma realidade cultural própria, que encerra um potencial de desenvolvimento diferenciado e merece a proteção e o reconhecimento do Estado.
Apesar disso, a história dos povos indígenas tem sido marcada por séculos de discriminação e de violações aos seus direitos. Lutar contra essas violações, promovendo e protegendo os direitos indígenas, deve ser objetivo permanente do Estado brasileiro.
Senhoras e Senhores,
Há um longo caminho a percorrer até a plena implementação dos compromissos assumidos na Declaração e no Plano de Ação de Durban.
Quando a América Latina e o Caribe resolveram avançar no processo de revisão de Durban, não faltaram pessoas a questionar – erroneamente – a pertinência de continuar com um debate marcado por profundas divergências.
Os céticos perguntavam: “que resultados deram as outras conferências sobre discriminação racial da ONU?” Minha resposta, como em outras ocasiões, é que a ONU ajuda a formar a consciência do mundo. E não há nada de mais prático do que a consciência do ser humano. E nisso a ONU é absolutamente insubstituível.
A ONU é o grande foro universal, onde todos os sistemas de valores estão representados. O ideal das Nações Unidas nos dá força para lutar por um mundo melhor, para mudar nossos países e, quem sabe, mudar também nossas consciências.
A realização desta Conferência é uma oportunidade para mostrar ao mundo que podemos fazer a diferença. Para mostrar que na América Latina e no Caribe a diversidade é bem-vinda e que a nossa região tem muito a contribuir para a eliminação do racismo e de todas as formas de discriminação e intolerância.
É por meio do diálogo franco e aberto, avesso a posturas arrogantes e pretensiosas, que iremos superar uma herança histórica de pobreza, discriminação e exclusão social.
Queria dar duas ou três palavras, a esse respeito, pois é um tema que me diz muito ao coração diretamente. Em outras situações, tive a oportunidade de trabalhar pelos direitos humanos em geral, como sabe meu amigo Paulo Vanucchi, como sabem outros militantes dos direitos humanos, Paulo Sérgio Pinheiro, a quem faço uma homenagem aqui, muitos outros, José Gregori, mas também especificamente no que diz respeito ao combate ao racismo.
Como dizia o Presidente Lula nessa conferência que ele abriu, de gays, lésbicas e outros grupos, o preconceito tem essa característica especial. O preconceito esconde-se de si mesmo. Você não encontrará ninguém que diga que tem preconceito. Como ninguém diz que tem ideologia: ideológicas são as posturas dos outros, as nossas são as corretas, são as críticas, são as baseadas na ciência. Mas o preconceito tem essa natureza.
Aqui mesmo no Itamaraty dizia-se que não havia preconceito contra a mulher. No entanto, você ia ver a proporção do número de mulheres que entrava no primeiro nível da carreira e aquela proporção no último nível da carreira e as diferenças eram brutais. Elas ainda existem, mas foram muito diminuídas. O mesmo ocorre em relação a outros tipos de minoria. Portanto, o preconceito é algo que nós todos, de alguma maneira, temos que fazer uma auto-crítica muito profunda. Não é fácil.
A minha geração cresceu imbuída, digamos, sobretudo nas classes sociais de que eu fazia parte, de que o Brasil era uma democracia racial. De fato, foi possível talvez, no Brasil, evitar conflitos ou discriminações legais que ocorreram em outros países. Mas obviamente, era uma maneira sutil de manter as diferenças. Como já foi dito outras vezes, somente quando nós tomamos consciência de nossa condição, é que nós temos condição de superar essa situação. Isso ocorre em relação a outras desigualdades, mas ocorre de maneira muito forte em relação ao racismo.
Eu queria fazer uma última observação, para ver como essas coisas também se passam em nível mundial, global. Eu tive uma experiência muito forte em relação a esse tema – os colegas que trabalharam comigo se lembrarão – quando eu fui embaixador em Genebra, pela segunda vez, eu propus uma resolução que deveria ser muito simples. É difícil convencer funcionários internacionais – desculpem aqui a referência – e inclusive diplomatas, a fazer coisas simples. E a resolução acabou saindo um pouco mais complicada do que eu desejava. O meu objetivo era uma resolução que dissesse apenas que o racismo é incompatível com a democracia. Depois acabaram colocando outras coisas, citaram outras resoluções, mas a mensagem essencial foi mantida: o racismo é incompatível com a democracia. Essa proposta foi feita creio que 1999, em um ano em que mudanças nem sempre positivas ocorriam em alguns países, até desenvolvidos, e nós tivemos muita
dificuldade em aprovar essa resolução, a tal ponto que em determinado momento os delegados brasileiros foram procurados por delegados de alguns países desenvolvidos – não vou mencionar quais – e perguntaram quem nos havia pedido para fazer aquela resolução. Como se o Brasil, e outros países em desenvolvimento, não tivessem direito de levantar questões sobre o tópico dos direitos civis e políticos. Porque essa havia sido nossa grande ousadia.
Não que falar sobre racismo fosse proibido – já havia a Convenção e todo processo de preparação a Durban, que já havia começado. Mas a área dos direitos civis e políticos era reservada aos países desenvolvidos. Os países pobres, no máximo, poderiam falar dos direitos sociais, econômicos e culturais, e aí até poderiam falar do racismo, poderiam falar de outras formas de discriminação, mas direitos civis e políticos, dizer que o racismo era incompatível com a democracia, não estava no script. No final, conseguimos aprovar a resolução por consenso, houve uma ou outra declaração de voto ao final, mas foi uma experiência muito interessante, e muitas máscaras caíram naquele momento.
Eu queria mais uma vez dar as boas-vindas a essa conferência. Para o Brasil é uma honra poder realizá-la aqui em Brasília. Quero especialmente agradecer a presença no Itamaraty do Ministro Edson Santos, também do Ministro Paulo Vanucchi, com quem temos trabalhado em tantas ocasiões, e a todos os demais, representantes do Alto Comissariado das Nações Unidas, representantes do Secretário-Geral, e dizer da nossa total disposição de estar profundamente engajado nessa luta contra o preconceito e contra a intolerância.

Muito obrigado.


Tuesday, 17 June 2008



Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais

Centro de Pesquisas Sociais do ISCTEM


CONVITE


Exmo(a) Senhor(a)

_________________________________


O CEMO e o Centro de Pesquisas Sociais do ISCTEM vem por este meio convidar a V. Excia a participar no debate sobre as "Prioridades e desafios da política externa e de desenvolvimento da Suécia para África
Austral – o caso de Moçambique", a ser proferida por Sua Excia o Senhor Torvald Akesson, Embaixador da Suécia em Mocambique, no dia 18 de Junho de 2008, das 14:45 0 às 18:00horas, no Anfiteatro do ISCTEM, sito na Rua 1394, Zona da Facim 322, nas traseiras do Predio JAT.



O Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais (CEMO) é uma entidade constituída na forma de associação civil, sem fins lucrativos que promove análise e debate de estratégias de políticas públicas, partilha de
conhecimento nos domínios científico-tecnológico, político, económico e sócio-as seguintes actividades:


· Conferência Sobre a Proliferção de Armas Ligeiras e de Pequeno
Porte no Contexto da Estabilidade Democrática dos Estados,
realizada entre os dias 17 e 18 de Março de 2008 no Hotel Tivoli;

· Debate Sobre as Eleições no Zimbabwe, Cenários, Desafios e
Oportunidades, realizado a 22 de Abril de 2008 no SindicatoNacional dos Jornalistas;

· Debate de Reflexão sobre a Segunda, volta das Eleições no Zimbabwe Cenários, Desafios e Perspectivas realizado a 29 de Maio no Hotel Avenida;

· Debate sobre o sector de transportes urbanos em Mocambique, em colaboracao com a FEMATRO, Hotel VIP;

· Debate sobre a Migração e Xenofobia
na África Austal, no ambito dos Desafios da SADC, realizado a 11 de Junho de 2008 no Hotel Rovuma.



Com os melhores cumprimentos


Maputo, 13 de Junho de 2008



Manuel de Araújo
(Presidente)




NB: Para confirmação por favor contacte a Senhora Marinela, através do contacto 828265230 ou pelos coctactos do rodapé





Data: 18 de Junhode 2008 (4ª Feira)
Local: ANFITEATRO DO
ISCTEM RUA1394, Zona da
Facim 322, traseiras do predio JAT


Av. Patrice Lumumba, 1154; Telefax: +258 21 326586; E-mail: cemode@teledata.mz

ABERTURA

14:30-14.45
Chegada e registo dos participantes
Comité Organizador
14.45-15.00
Boas Vindas e problematização
Presidente do CEMO, Manuel de Araújo

15:00-17:45

Tema: "As Prioridades e Desafios da Política Externa e de Desenvolvimento da Suécia para África Austral – O Caso de Moçambique"
Moderador: Manuel de Araújo (Presidente do CEMO)
Orador: Torvald Akesson (Embaixador da Suécia)
Comentador: Jeremias Langa (Director Editorial O Pais)/Bourdina Muala
ENCERRAMENTO
17:45-18:00
Considerações finais e Agradecimentos
Jose Ivo Correia
(CEMO)


Av. Patrice Lumumba, 1154; Telefax: +258 21 326586; E-mail: cemode@teledata.mz

Monday, 9 June 2008

PROGRAMA DO DEBATE SOBRE XENOFOBIA



Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais


MIGRAÇÃO E XENOFOBIA NA AFRICA AUSTRAL : DESAFIOS E PERSPECTIVAS

Data: 11 de Junho de 2008 (4ª Feira) Local: HOTEL ROVUMA
HORAS

14:30-14.45
Chegada e registo dos participantes
Comité Organizador
14.45-15.00

Boas Vindas e problematização
Presidente do CEMO, Manuel de Araujo

1º PAINEL
15:00

TEMA: Migracão e Xenofobia na Africa Austral: seu impacto na economia de Moçambique e na região da SADC
Moderador: Ericino de Salema (MISA)
Orador: Adelino Pimpão (UEM)
Comentadora: Iraê Baptista Lundin (CEEI/ISRI)
Comentador: Eliseu Sueia (ISCTEM)

2º PAINEL
16:30-17:45

TEMA: Xenofobia vs negrofobia na Africa Austral? Uma reflexão sobre a natureza sociológica e antropológica dos Estados Africanos.

Moderador: Nobre Canhanga (UEM)
Orador: David Aloni (Membro do Conselho de Estado)
Comentador: Carlos Serra (Docente UEM)
Comentador:Filimone Meigos (Docente UEM)

18:00-18:15

Intervalo para café

Participantes

3º PAINEL

18:15-19:45

Migracao e Xenofobia na Africa Austral: Que repercursões nas relações diplomaticas e de segurança na SADC?
Moderador: Rogério Sitoe ( Jornal Noticias)
Orador: Aly Jamal (Docente ISRI)
Comentador: António Gaspar (Docente ISRI/CEEI)
Comentador: Jose Ivo Correia (CEMO)

19:45-20:00

Considerações finais e agradecimentos

Manuel de Araújo
(Presidente do CEMO)

CENTRO DE ESTUDOS MOCAMBICANOS E INTERNACIONAIS


CENTRO DE ESTUDOS MOCAMBICANOS E INTERNACIONAIS

CEMO


Avenida Patrice Lumumba no. 1154 Telefax 258-21326586 Email: cemode@teledata.mz

APELO

O Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais (CEMO), é uma organização da sociedade civil moçambicana, e vem por este meio fazer chegar o sentimento de repúdio dos seus membros e simpatizantes em relação a situação de instabilidade política e económica que se vive no Zimbabwe, e se agravou depois das eleições de 29 de Março passado.
Com efeito os membros e simpatizantes do CEMO organizaram dois debates para analizar e partilhar experiências sobre a evolução da situação político-económica no Zimbabwe, tendo chegado a conclusão de que são vários os factores que concorrem para a diária agudização e exarcerbação da crise, entre eles a violência política contra zimbabweanos supostos membros e simpatizantes do Movimento para Mudança Democrática (MDC) perpetrada pelas forças de segurança e militantes afectos ao partido no poder, Zanu-PF; a acentuda carestia da vida, com os índices de inflação a rondar os 350,000 porcento; e uma taxa de desemprego na casa dos 80 por cento.
A crise não apenas ameaça o Zimbabwe, como também ameaça estender-se pela região da África Austral: relatos dão conta de que há milhões de cidadãos zimbabweanos espalhados pelos países da região, a maioria dos quais em situação de ilegal. Esta situação poderá criar convulsões sociais nesses países porquanto obrigará os respectivos governos a fazerem esforços adicionais visando prover serviços sociais não apenas aos seus cidadãos, mas também aos zimbabweanos. A violência xenófoba na África do Sul contra cidadãos africanos, cujas consequências aínda não são conhececidas, parece para já um dos resultados aparentes da crise zimbabwena.

Portanto, pelo disposto acima e eivados de um alto sentido de cidadania, nós, membros e simpatizantes do CEMO:

· Exigimos que as forças de defesa e segurança zimbabweanas apenas intervenham para impor a ordem pública e segurança, e não para reprimir os cidadãos e a oposição no pleno gozo dos seus direitos fundamentais;

· Exigimos também que a SADC assuma um papel mais interventivo na solução da crise zimbabweana, e não fique apenas pela sua famosa diplomacia silenciosa;
· Exigimos que a SADC paute-se por uma postura de fazer cumprir os princípios e normas sobre eleições democraticas tomadas e subscritas pelos chefes de estado e de governo da região;

· Respeite os principios universais consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos, na Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos e outros instrumentos internacionais;
· Apelamos à Comunidade Internacional a trabalhar com os líderes regionais na busca de uma saída ao conflito zimbabweano que opõe a Zanu-PF e o MDC;


· Mostramos a nossa solidariadade com todos os povos e organizações trabalhando no sentido de se por cobro à crise política que assola o Zimbabwe.

Abaixo nos subscrevemos:

N.B. Os cidadãos mocambiçanos e ou estrangeiros que queiram juntar-se a este movimento poderão escrever para: cemode@teledata.mz ou magazine@tvcabo.co.mz. Mensagens (sms) poderao ser enviadas para os numeros 828141680 ou 824037000, Fax: +258-21326586.



Friday, 6 June 2008

ULTIMAS DO ZIMBABWE!

Dear Friends,

The Zimbabwe Peace Project has issued on 5.6.08, issued the Information Alert No.16 focusing on violent attacks and assaults that have taken place in Gokwe Nebudziya between the 27th May and the 2nd June 2008 .


The Media Monitoring Trust of Zimbabwe (MISA Zimbabwe), issued several Media Alerts on 5.6.08 which can be found on the MISA website at http://www.misa.org/ or are available from this office on request. This concern
- the setting of a trial date for the Standard newspaper on June 17th
- the failure to commence the trial of the Editor of the privately owned weekly newspaper ‘The Standard’.

Amnesty International has released a further Press Statement subsequent to the report and statement we circulated on 05.06.08. In the Press Release dated 4.6.08, Amnesty notes it concerns at the sharp crackdown on political opponents in Zimbabwe . Amnesty expresses its total condemnation of the detention of MDC leader Morgan Tsvangirai. Referring to threats made to a witness to the abduction of the MDC Senatorial candidate for Murewa North, Shepherd Jani, whose body was found days later, Amnesty says that ‘the government of Zimbabwe must ensure the safety of Kumbirai Masimo, Morgan Tsvangirai and all others at risk during this dangerous crackdown on those deemed to be a political threat to the ruling government”. It additionally notes that by severely tightening restrictions on international aid agencies, including Care International, the government of Zimbabwe is ‘attempting to hide the worst of the state sponsored violence from the eyes of the world’

Care International has released on 5.6.08 a statement on the situation in Zimbabwe noting that on Friday May 30 its country office in Zimbabwe was ordered by the Government of Zimbabwe to suspend all field operations. The statement from Care International notes that over 1.8 million Zimbabweans benefit from its programmes which include projects in food aid and food security amongst others. The statement can be read at
http://www.careinternational.org.uk/11387/media-releases/statement-by-care-international-on-the-situation-in-zimbabwe.html

With reference to the issue of food, a webcast of Mugabe’s presentation to the Food and Agriculture Organisation Heads of State and Governments and high-level ministerial delegations meeting taking place in Rome from 3 to 5 June to discuss world food security, is available to view on the FAO website at http://www.fao.org/ and then click on ‘Webcast’, and go to Tuesday afternoon. Alternatively, the direct link to the webcast is .
http://www.fao.org/webcast/details.asp?lang=EN&movie=http://link.rai.it/s/20080603_fao00_d.asx&pub_id=243823

The Bulawayo based group Bulawayo Agenda issued the attached Daily Agenda bulletin yesterday, 4.06.08 reporting worrying incidents of violence that have taken place in Bindura, Matobo, Murambinda, and Gweru as well as the disturbance of a Bulawayo Agenda meeting by ZANU PF ‘hooligans’. This issue also reports on the detention yesterday in Lupane of the MDC leader Morgan Tsvangirai and several of his senior party team.

On 5.06.05 a global petition with 110, 000 signatures was handed to SADC leaders and governments throughout Southern Africa . The petition demands that the Southern Africa Development Community (SADC) put an immediate moratorium on weapons transfers to Zimbabwe . The petition can be seen on the website of The International Action Network on Small Arms (IANSA) at http://www.iansa.org/.

In relation to the same subject, civil society groups in Namibia today wrote the attached letter to the Namibian President drawing his attention to the petition and thanking him from not allowing the Chinese Arms Ship to deliver its lethal cargo to Zimbabwe via Namibian territory.

Ministro dos Negocios Estrangeiros Britanico reage a prisao de diplomatas

MILIBAND'S ZIMBABWE STATEMENT IN FULL
Published 05 Jun 2008 - 17:14
By PA Reporter

This is the text of Foreign Secretary David Miliband's statement about today's incident in Zimbabwe during which British diplomats were detained at a police roadblock:
"I've just spoken on the telephone to our High Commissioner in Harare Andrew Pocock about the incident that some of you have been reporting today.
"I can confirm that four people were held at a roadblock in Zimbabwe . They were going about their business, properly registered as diplomats.
"I'm pleased to say that they are all safe and sound and unharmed and there was no violence involved in the incident.
"But obviously it's a serious incident and one we have to take seriously.
"I think that it gives us a window into the lives of ordinary Zimbabweans, because this sort of intimidation is something that is suffered daily, especially by those who are working with opposition groups.
"It's a window into lives that in some cases are marked by brutal intimidation, by torture and, in 53 cases that have been documented over the last few weeks, by death.
"And I think that's why the message that needs to go out today is a very strong one: that the argument in Zimbabwe today is not between Zimbabwe and Britain , it's about two different visions for the future of Zimbabwe .
"It's very important that the international community plays its role by ensuring that for the election on June 27 there are international monitors, properly accredited, who are able to ensure that despite the ravages in Zimbabwe at the moment - ravages economically, socially and politically - despite those ravages there is an election that allows the democratic will of the Zimbabwean people to be heard loud and to be heard clear.
"That's certainly what we will be working for over the next few weeks."
end

Obama encontra-se com Hilary! Obama and Clinton meet, discuss uniting Democrats

By BETH FOUHY and NEDRA PICKLER, Associated Press Writers

WASHINGTON - Hillary Rodham Clinton and likely Democratic presidential nominee Barack Obama met privately Thursday night to talk about uniting the Democratic Party.

"Senator Clinton and Senator Obama met tonight and had a productive discussion about the important work that needs to be done to succeed in November," their campaigns said in joint statement.
The statement included no details of their talks, as pressure mounted for Obama to invite Clinton to become his running mate.
Robert Gibbs, an Obama spokesman, would not say where the former rivals met, except that it was not at Clinton's home in Washington, as had been widely reported.
Reporters traveling with Obama sensed something might be happening between the pair when they arrived at Dulles International Airport after an event in Northern Virginia and Obama was not aboard the airplane.
Asked at the time about the Illinois senator's whereabouts, Gibbs smiled and declined to comment.
Clinton returned to Washington after the last primaries on Tuesday night, when Obama earned the 2,118 delegates he needed to secure the Democratic nomination. She planned to announce Saturday that she was ending her campaign and supporting Obama.
The meeting followed Clinton's disavowal hours earlier of efforts by some supporters who have urged Obama to choose her as his running mate.
"She is not seeking the vice presidency, and no one speaks for her but her," communications director Howard Wolfson said. "The choice here is Senator Obama's and his alone."
Even as Clinton was bowing out of the race, supporters in Congress and elsewhere were ramping up a campaign to pressure him to put her on the ticket.
Bob Johnson, the billionaire founder of Black Entertainment Television and a Clinton supporter, on Wednesday sent a letter to the Congressional Black Caucus urging the group to encourage Obama to choose Clinton as his No. 2. Johnson said he was doing so with her blessing.
Obama is seeking to become the first black president.
Clinton has told other friends and supporters she would be willing to be Obama's running mate. But her immediate task is bringing her own presidential bid to a close, and how.
In an e-mail to supporters, the New York senator said she "will be speaking on Saturday about how together we can rally the party behind Senator Obama. The stakes are too high and the task before us too important to do otherwise."
Clinton expressed the same sentiment in a conference call with 40 members of her national finance committee, whom she urged to begin raising money for Obama and for the Democratic National Committee.

Thursday, 5 June 2008

ELEICOES AMERICANAS: OBAMA VENCE PRIMARIAS

Eleições majoritárias: 'Habemus Obama'

A cada vez que a maior religião do mundo (a católica) vai eleger o seu líder,
se reúne um concílio de cardeais, onde, depois de várias votações secretas anuncia ‘habemus papam’.
Por Isaac Bigio*
de Londres
Tradução: Pepe Chaves

Os EUA, a potência mais forte, em mudança, propõe possuir a forma mais aberta e participativa para eleger o seu presidente, que não é vitalício ou plenipotenciário, senão que só pode governar por um ou duas quatriênios e sob grande controle dos poderes legislativo, judicial e mediático.

O Partido Democrata, por sua vez, pode clamar ser o mais democrático de todos os que existem no mundo, pois, nas internas para eleger a seu candidato votaram mais de 30 milhões de pessoas. Enquanto o último papa foi nomeado em abril de 2005 por apenas 115 cardeais em dois dias de deliberações fechadas, os democratas tiveram cinco meses de processos eleitorais, realizados em 56 circunscrições com datas e regulamentos diferenciados.

Muitos questionam às internas democratas por não ser muito democráticas. Isto porque esses cinco meses de inflamadas campanhas exigiram investimentos de centenas de milhões de dólares (sob o aval de grandes investidores) ou porque, ao final, pode ser que o perdedor (como hoje passa com Clinton) possa reclamar por ter conseguido mais votos diretos que o ganhador.

Hoje os democratas poderão clamar ‘habemus candidatus’, mas, Obama ainda poderia perder a presidência, mesmo que vencesse as eleições (como ocorreu com Al Gore contra Bush em 2000).

* Isaac Bigio é analista internacional em Londres.
Seu site é: www.altopilar.com/isaacbigio
- Mais Bigio em Via Fanzine: www.viafanzine.jor.br/bigio

POLICY STATEMENT ON AID AND SECURITY

PARLIAMENTARY FORUMON SMALL ARMS AND LIGHT WEAPONS
Policy statement on aid and security

Board of the Parliamentary Forum on Small Arms and Light Weapons, meeting in Maputo, Mozambique, March 16, 2008Security and development are often said to be two sides of the same coin. Development without security is impossible; security without development is only temporary, and so forth. Before the UN Summit during the General Assembly in 2005 the former UN Secretary General Kofi Annan stated in his report „In larger freedom‟ that:"The world must advance the causes of security, development and human rights together, otherwise none will succeed. Humanity will not enjoy security without development, it will not enjoy development without security, and it will not enjoy either without respect for human rights."
For more details please click here