Pedi a opiniao de um amigo sobre meu blog. Um daqules amigo de verdade, daqueles que nao hesitam em dizer-nos a verdade. Ele foi premptorio: 'Nada de desculpas esfarrapadas! Tens que ter um blog a altura!' Aceitei o desafio! Prometo trazer esse blogue a altura em 2010! Um blogue onde partilho algumas reflexoes sobre mim, sobre o nosso pais (Mocambique) , o nosso continente (Africa) e quica sobre o mundo! Desde ja estao convidadas/os a troca e debate de ideias, pois cogito ergo sum!
Estas as verdades
sobre a Líbia e Muammar Khadafi, bom fazer a leitura e compreender os
porquês da guerra mundial entre os aliados de sempre contra Khadafi
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Notícias - Angola24horas
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O
Presidente rwandês, Paul Kagamé, considerou que a intervenção militar
das potências internacionais nos países em crise em África, baseando-se
nos casos da Côte d’Ivoire e da Líbia, é a "consequência dum fracasso
coletivo e individual dos dirigentes africanos".
« Quando alguns Estados africanos
criam eles próprios as condições duma ingerência externa nos seus
próprios assuntos, a sua responsabilidade é inteira. Se a nossa própria
fraqueza e a nossa má governação nos expõem à manipulação, é inútil
queixar-se», declarou Paul Kagamé em entrevista à revista « Jeune
Afrique » a publicar segunda-feira.
Na Côte d’Ivoire, afirmou Kagamé, as
imagens da detenção de Laurent Gbagbo « inspiraram-me uma espécie de
tristeza quanto à maneira como se faz e concebe a política em África ».
« Quanto mais olho mais vejo, detrás
, a sombra do cenarista estrangeiro. O facto de que 50 anos após as
independências, o destino do povo ivoiriense, da sua economia, da sua
moeda, da sua vida política estejam ainda controlados pela antiga
potência colonial põe problema. É isto que estas imagens mostram antes
de tudo”, afirmou o Presidente rwandês.
Paul Kagamé indicou que se França
interveio na Côte d’Ivoire foi devido à incapacidade da União Africana e
da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) a
resolver a crise neste país, acrescentando que é a consequência dum «
fracasso coletivo e individual » dos Africanos.
« Qual é, enquanto Africanos , a
nossa parte de responsabilidade?", interrogou-se o chefe do Estado
rwandês. “Que imagem a própria África dá ao resto do mundo? Pensamos que
o espetáculo dum Exército estrangeiro, mesmo sob cobertura onusina,
intervindo nas ruas duma capital africana é uma boa coisa? Por que nós,
Africanos, deixamo-nos que se nos criem este tipo de situações? Temos a
coragem de nos olharmos num espelho? », questionou-se.
O que há por trás da invasão da Libia
Escrito por Emerson Leal
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Em
recente reunião do Conselho Parlamentar da Europa (CPE), Svetlana
Goriatcheva, da delegação russa, não conseguiu segurar sua indignação e
soltou o verbo. Em tradução livre, disse: "Senhoras e senhores
parlamentares, há três dias estamos aqui falando do sexo dos anjos.
Enquanto isto, bombas caem às dezenas nas cabeças dos líbios, misturando
sangue e areia. Sinceramente, não entendo a reação passiva e
indiferente dos senhores".
Goriatcheva
afirmou que as potências centrais protegem os ditadores amigos dos EUA e
da União Européia que estão massacrando, com a ajuda da Arábia Saudita,
manifestantes que nas ruas exigem mais democracia e melhores condições
de vida. 'Não vejo aqui ninguém exigindo a cabeça desses ditadores'.
Disse
mais: 1. Querem a cabeça de Kadafi porque "ele se negou a prorrogar os
contratos de fornecimento de petróleo" nas mesmas condições de antes,
como exigiam a França, Inglaterra, Itália e Espanha. 2. A Resolução 1973
do Conselho de Segurança da ONU, que estabeleceu a zona de exclusão
aérea na Líbia, 'além de não prever a participação da OTAN nas
operações, está sendo interpretada com uma amplitude absolutamente fora
de propósito'.
Os
senhores membros do CPE engoliram em seco. Mas, há outra causa, além do
petróleo, sobre a qual a jornalista Ellen Brown chama a atenção no Asia
Times Online. Em síntese, como diria Hamlet, há muito mais coisas entre o
céu e a terra do que possa imaginar nossa vã filosofia.
Alertas
da jornalista: 1. Contradição – enquanto o Conselho de Segurança da ONU
trabalhava "febrilmente" para condenar os ataques de Kadafi contra
'manifestantes', o Conselho de Direitos Humanos elaborava "um relatório
carregado de elogios à Líbia, no quesito de direitos humanos". 2. O
general (da reserva) Wesley Clark disse que "10 dias após o 11 de
setembro de 2001, os EUA tinham planos de invadir 7 países em 5 anos:
Iraque, [Afeganistão], Síria, Líbia, Somália, Sudão e Irã".
Pois é,
"os líbios têm tratamento médico gratuito; a educação é universal e
gratuita; ao casar, cada casal líbio recebe um empréstimo sem juros de
US$ 50 mil; agricultores são isentos de impostos; gasolina e pão são
subsidiados; etc, etc."
Já
afirmei que a revolta na Líbia não é do povo, mas sim de um grupo de
oposição organizada e armada principalmente pelos EUA para derrubar
Kadafi e tomar o poder. A importante revelação sintetizada por Ellen
Brown: "Robert Wenzel, do Economic Policy Journal, afirmou que nunca
antes ouvira falar de rebeldes que, com alguns dias de rebelião, já
criaram um banco central!".
Qual o
mistério do banco central 'dos rebeldes'? É que Kadafi, como Saddan, se
negou a aceitar o dólar como moeda internacional e passou a exigir
euros. Pior, conclamou os países africanos a criar uma nova moeda: o
dinar-ouro. EUA e UE quase enfartaram. Sarkozy declarou que "a Líbia se
transformou numa ameaça à segurança financeira internacional".
O xis da
questão, é que nestas condições as potências centrais perderiam os
meios de manipular os preços internacionais. Cortar o pescoço de Kadafi
(como o de Saddan) e fundar um banco central subalterno na Líbia é a
forma de 'cortar o mal pela raiz'. E tome tomahawk na cabeça do povo
líbio.
Emerson Leal – Doutor em Física Atômica e Molecular e vice-prefeito de S. Carlos.
Petróleo? Que nada! Imperialismo quer o Banco Central da Líbia
Caso o governo Kadafi
caia, será interessante observar se o recém-criado banco central líbio
associar-se-á ao Banco de Compensações Internacionais, se a indústria
líbia do petróleo será imediatamente privatizada e vendida a
investidores globais e se continuará a haver água, educação e
assistência médica universais e gratuitas na Líbia.
Vários comentaristas e analistas de
economia já observaram o estranho fato de os rebeldes líbios terem tido
tempo, em plena rebelião, para criar, em março, seu próprio banco
central ‘rebelde’ – antes até de haver governo ou Estado. Robert Wenzel
escreveu no Economic Policy Journal: “Mais um recorde, para o
livro Guiness. Nunca antes ouvi falar de rebeldes que, com alguns dias
de rebelião, já criaram um banco central. O movimento sugere que haja
algo mais, naqueles rebeldes, além do exército de voluntários, e que
podem estar em ação, ali, projetos muito mais sofisticados” (em http://www.economicpolicyjournal.com/2011/03/libyan-rebels-form-central-bank.html).
Alex Newman escreveu, no New American: “Em declaração distribuída semana passada, os rebeldes líbios relataram resultados de reunião realizada dia 19/3. Dentre outros informes, os supostos rebeldes esfarrapados anunciaram “a designação do Banco Central de Benghazi como autoridade monetária competente para definir as políticas monetárias da Líbia, o qual terá sede provisória em Benghazi” (em http://www.thenewamerican.com/world-mainmenu-26/africa-mainmenu-27/6915-libyan-rebels-create-central-bank-oil-company).
Newman citou o editor-chefe da rede
CNBC John Carney, que comentou: “Parece-me que seja a primeira vez no
mundo, que grupo revolucionário cria banco central ainda durante os
combates pelo poder político. Sinal de o quanto são poderosos os
banqueiros centrais que estão surgindo nesses tempos extraordinários”.
Outra anomalia também chama a atenção, na justificativa para que os EUA alinhem-se oficialmente ao lado dos rebeldes. Fala-se das violações dos direitos humanos, mas há contradições. Segundo artigo publicado na página internet da rede Fox News, dia 28/2:
“Enquanto a ONU trabalha febrilmente
para condenar o ataque de Muamar Kadafi contra manifestantes, o
Conselho de Direitos Humanos preparava-se para divulgar relatório
carregado de elogios à Líbia, no quesito direitos humanos.
O relatório registra aumento de oportunidades educacionais e louva a posição oficial de fazer dos direitos humanos ‘uma prioridade’ para aprimorar ‘o quadro constitucional’. Vários países, entre os quais o Irã, Venezuela, Coreia do Norte, Arábia Saudita e Canadá, deram notas positivas à Líbia no quesito proteção legal aos cidadãos – os mesmos que agora se estariam levantando contra o governo e sendo cruelmente atacados pelo mesmo governo” (em http://nation.foxnews.com/united-nations/2011/03/01/un-poised-praise-libyas-human-rights-record). Sejam quais forem os crimes pessoais de Kadafi, o povo líbio parecia viver muito bem. Uma delegação de médicos russos, ucranianos e bielorrussos escreveu carta aberta ao presidente Dmitry Medvedev e ao primeiro-ministro Vladimir Putin da Rússia, em que dizem que, depois de habituados à vida na Líbia, são de opinião que poucos países vivem em condições tão favoráveis quanto os líbios: “[Os líbios] têm tratamento médico gratuito e seus hospitais oferecem o que há de melhor, no mundo, em tratamentos e equipamentos médicos. A educação é universal e gratuita, muitos jovens recebem bolsas de estudo no exterior, pagas pelo Estado. Ao casar, cada casal líbio recebe empréstimo sem juros de 60 mil dinares líbios (cerca de US$ 50 mil), como auxílio do Estado para constituir família. Há empréstimos oficiais sem juros e, pelo que vimos, sem prazo. Dados os subsídios que o Estado paga, o preço de carros é muito inferior ao que se vê na Europa e praticamente todas as famílias têm carro. Gasolina e pão são subsidiados e baratíssimos, e os agricultores são isentos de impostos. O povo líbio é pacífico e calmo, não é dado a beber e os líbios são muito religiosos (em http://alexandravaliente.wordpress.com/2011/03/26/nato-u-s-war-crimes-open-letter-from-citizens-of-ukraine-belarus-and-russia-working-and-living-in-libya/)”. Os médicos insistem que falta informação à comunidade internacional sobre a luta contra o regime. “Quem, afinal, se rebelaria contra o governo que vemos aqui?” – perguntam. Ainda que muito disso não passe de propaganda, não há como negar pelo menos uma grande realização do governo de Kadafi: há água farta para a população, e gratuita. O Estado construiu um grande aqueduto que traz água ao deserto e implantou na Líbia o maior e mais caro projeto de irrigação que há no mundo (o Projeto “Grande rio feito pelo homem” [ing. GMMR, Great Man-Made River] custou US$ 33 bilhões). Na Líbia, a água é muito mais crucialmente importante para os cidadãos, que o petróleo. O GMMR abastece 70% da população com água potável e para irrigação, bombeada do imenso Sistema Aquífero de Arenito Níbio, do sul até as áreas urbanizadas no litoral, localizadas ao norte, a 4 mil quilômetros de distância da fonte. Isso, pelo menos, não há dúvidas de que o governo de Kadafi fez bem feito. Outro argumento que se tem usado para explicar o ataque à Líbia é que se trataria “do petróleo”, ideia que também apresenta inúmeras contradições. Como observou o National Journal, a Líbia produz apenas 2% do petróleo mundial. Só a Arábia Saudita, só ela, tem capacidade para aumentar a oferta de petróleo e suprir qualquer demanda que se criasse pela falta do petróleo líbio, e mesmo que a Líbia fosse varrida do mapa. Além do mais, se se trata de petróleo, por que tanta pressa para criar um novo banco central? Outros dados intrigantes voltam a circular na Internet, mostrando entrevista realizada em 2007, pela página Democracy Now, com o general da reserva Wesley Clark. Naquela entrevista, o general Clark diz que 10 dias depois do 11 de setembro de 2001, um general lhe disse que já estava tomada a decisão de invadir o Iraque. Clark conta que a notícia o supreendeu e que perguntou por quê. “Não sei”, foi a resposta, “acho que é porque ninguém sabe o que fazer!”. Mais tarde, o mesmo informante contou ao general Clark que havia planos para invadir sete países em cinco anos: Iraque, Síria, Líbano, Somália, Sudão, Líbia e Irã. O que há de comum entre esses sete países? Os que estudamos o sistema bancário e os bancos centrais em todo o mundo sabemos que nenhum desses países aparece na lista dos 56 países filiados ao Bank for International Settlements (BIS) [Banco de Compensações Internacionais; é o ‘banco central’ dos bancos centrais; organização internacional responsável pela supervisão bancária, que visa “promover a cooperação entre os bancos centrais e outras agências na busca de estabilidade monetária e financeira” mundial, com sede na Basileia, Suíça (NTs, com informações de http://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_de_Compensa%C3%A7%C3%B5es_Internacionais)]. Se não fazem parte do BIS, esses países estão fora do campo regulatório dos banqueiros centrais reunidos no BIS, na Suíça. Os renegados mais resistentes são precisamente a Líbia e o Iraque – dois países que já foram diretamente atacados. Kenneth Schortgen Jr, escrevendo em Examiner.com, observou que “seis meses antes de os EUA atacarem o Iraque, o Iraque passou a exigir euros, em vez de dólares, nas vendas de petróleo – o que converteu o Iraque em ameaça mortal, porque ameaçava o domínio do dólar como moeda internacional de reserva, na modalidade de petrodólar” (em http://wn.com/pre_market_movers_february_4th,_2011?orderby=relevance&upload_time=today) Segundo matéria publicada em jornal russo dia 28/3/2011, “Bombing of Líbia - Punishment for Ghaddafi for His Attempt to Refuse US Dollar” (em http://kir-t34.livejournal.com/14869.html), Kadafi fez movimento semelhante ao dos iraquianos: começou a recusar dólares e a exigir euros, e conclamou os países árabes e africanos a usar uma nova moeda, o dinar de ouro. Kadafi planejava conseguir que toda a África, seus 200 milhões de habitantes, passassem a viver com essa nova moeda única. Ao longo do ano passado, vários países árabes e muitos países africanos aprovaram a nova moeda. Restaram contra só a África do Sul e alguns países da cúpula da Liga Árabe. A iniciativa não foi vista com bons olhos pelos EUA e pela União Europeia; o presidente Nicolas Sarkozy declarou que a Líbia seria ameaça à segurança financeira da humanidade. Kadafi não se impressionou e prosseguiu na sua campanha para criar uma moeda da África. Com o que, afinal, podemos voltar ao mistério do novo banco central ‘rebelde’ na Líbia. Em artigo publicado em Market Oracle, Eric Encina escreve: “Fato raramente mencionado pelos ‘especialistas’, ‘comentaristas’ ‘analistas’ ou políticos ocidentais é que o Banco Central da Líbia é 100% banco público. Hoje, o governo da Líbia cria a própria moeda, o dinar líbio, graças ao uso que dá ao seu banco central público nacional. Ninguém pode dizer que a Líbia não seja nação soberana, rica em recursos naturais e capaz de comandar o próprio destino econômico. O principal problema dos cartéis dos bancos globais é que, para negociar com a Líbia, têm de negociar através do Banco Central líbio e em moeda nacional líbia. Nessas condições não têm controle sobre a negociação nem meios para manipular os preços e condições de negociação. O objetivo de derrubar o Banco Central Líbio (CBL) não aparece nos discursos de Obama, Cameron e Sarkozy, mas não há dúvidas de que é objetivo prioritário na agenda da grande finança globalista: incluir a Líbia na lista de países financeiramente obedientes” (em http://www.marketoracle.co.uk/Article27208.html). A Líbia não tem só petróleo e água. Segundo o Fundo Monetário Internacional, o banco central líbio mantém lastro de cerca de 144 toneladas de ouro. Com esse tipo de moeda-lastro, quem precisa de BIS, FMI e seus ‘aconselhamentos’? Dadas essas evidências, é preciso agora considerar mais de perto as regras do Banco de Compensações Internacionais e o efeito que têm nas economias locais. Artigo que se lê na página do BIS na internet (http://www.bis.org/about/index.htm) declara que os bancos centrais reunidos na Rede de Governança dos Bancos Centrais devem manter, como seu objetivo único ou básico, “preservar a estabilidade de preços”. Devem ser independentes dos governos nacionais, para garantir que nenhuma consideração política interfira no funcionamento. “Estabilidade de preços” significa manter suprimento estável de moeda, mesmo que isso implique castigar a população com pesadíssimas dívidas externas. Os bancos centrais ‘coligados’ são encorajados a não aumentar o suprimento de moeda mediante emissão de dinheiro e devem usar o dinheiro em benefício do Estado, diretamente ou mediante empréstimos. Em artigo de 2002 em Asia Times Online, intitulado “The BIS vs national Banks” (14/5/2002), Henry Liu dizia: “As regulações do BIS têm o único objetivo de fortalecer o sistema bancário internacional privado, mesmo que à custa das economias nacionais. O BIS faz para os sistemas bancários nacionais o mesmo que o FMI fez aos regimes monetários nacionais. Economias nacionais que sirvam aos interesses da finança globalizada deixam de servir a interesses nacionais. ... o FDI [ing. foreign direct investment, investimento estrangeiro direto] com valor nominal em moedas estrangeiras, quase sempre o dólar, condenou muitas economias nacionais a um desenvolvimento sem equilíbrio, voltado para exportar, sobretudo para gerar pagamentos em dólar aos investidores estrangeiros diretos, com mínimo benefício às economias nacionais” (http://www.atimes.com/global-econ/DE14Dj01.html). E acrescentava: “Se se aplica a “Teoria do Dinheiro do Estado” de Knapp, qualquer governo pode pagar com a própria moeda todas as necessidades do seu próprio desenvolvimento, para manter o pleno emprego sem inflação”. A “Teoria do Dinheiro do Estado” refere-se a dinheiro criado por governos, não por bancos privados. A pressuposição da lei que manda não tomar empréstimos do próprio banco central do governo é que esses empréstimos seriam inflacionários, e que tomar empréstimos do dinheiro que haja em bancos estrangeiros ou do FMI não seria inflacionário. Mas, hoje, todos os bancos criam de fato o dinheiro que emprestam, seja dinheiro público ou privado. A maior parte do dinheiro novo, hoje, vem de empréstimos bancários. Tomar empréstimos do próprio banco central governamental tem a vantagem de que o empréstimo é praticamente sem juros. Já se sabe que se se eliminam os juros, o custo dos projetos públicos cai em média 50%. Tudo faz crer que o sistema líbio funciona desse modo. Segundo a Wikipedia, entre as funções do Banco Central da Líbia está incluída a de “emitir e regulamentar os créditos e moedas circulantes na Líbia” e “gerenciar e emitir todos os empréstimos estatais”. O banco central da Líbia, público, pode administrar e administra a moeda nacional e faz empréstimos com vistas a atender, em primeiro lugar, os interesses do Estado líbio. Só assim se entende que a Líbia tenha recursos para oferecer educação e atendimento médico universal e gratuito, e para dar a cada novo casal, como presente de núpcias, US$ 50 mil em empréstimo que o Estado faz, sem juros. Só assim se entende que o país tenha tido meios para pagar os US$ 33 bilhões que lhe custaram o projeto do GMMR. Hoje, os líbios temem que os ataques aéreos da Otan cheguem aos aquedutos desse projeto, o que, sim, geraria mais um desastre humanitário. Difícil crer, nesse quadro, que os ataques à Líbia tenham a ver exclusivamente com o petróleo. Quase certamente têm a ver, também, com a independência radical do banco central líbio. Com energia, água e crédito abundante para desenvolver a infraestrutura para que energia e petróleo sejam postos a serviço do bem estar dos líbios, a Líbia pode sobreviver à distância das garras dos financiadores/credores estrangeiros. E aí, afinal, está a real ameaça que a Líbia traz: a Líbia pode provar ao mundo que é possível fazer o que a Líbia faz. Inúmeros países não têm petróleo, mas estão em desenvolvimento novas tecnologias que podem tornam nações não produtoras de petróleo independentes, em termos energéticos, sobretudo se os custos para construir a infraestrutura são reduzidos à metade, porque os empréstimos saem do próprio banco central nacional e público, gerido em nome de interesses públicos. A independência no campo da energia libertará os governos da rede dos banqueiros internacionais, e da necessidade de direcionar a produção doméstica para os mercados estrangeiros, para pagar o serviço das dívidas. Caso o governo Kadafi caia, será interessante observar se o recém-criado banco central líbio associar-se-á ao Banco de Compensações Internacionais, se a indústria líbia do petróleo será imediatamente privatizada e vendida a investidores globais e se continuará a haver água, educação e assistência médica universais e gratuitas na Líbia. Fonte: Asia Times Online |
The saga of a continent called Africa, by Huang Shejiao (China Daily)
The 2011 "Failed State Index", prepared by the Fund for Peace and published by Foreign Policy, has put seven African countries - Somalia, Chad, Sudan, the Democratic Republic of Congo, Zimbabwe, the Central African Republic and Cote d'lvoire - among the top 10. Even according to the United Nations, 33 of the 48 most "underdeveloped" countries are in Africa. This should give an idea of how backward Africa is.
We don't know the purpose why think tanks publish such lists or why they take the trouble to prepare such data. But an investigation to find why so many African countries are part of the "Failed State Index" may be worth the effort.
After being under Western powers' colonial rule for decades, African countries started gaining independence in the 1960s, one weak economy after another. Led by some good-intentioned politicians and with the help of friendly countries, African people have made every effort to rebuild their countries despite beginning from scratch.
Though they face many obstacles on the way to true economic development, African countries have made some outstanding achievements. This has boosted the confidence of many visionary African leaders to restore the past glory of the continent. On the whole, the future of Africa looks promising today.
But the early 1990s saw a sudden change in the stability of the international situation. The democratization wave started by the Western world has swept across many African countries. Forces inside and outside Africa have used it to stir unrest leading to turmoil in some countries. The road to failure of the "loser countries" began in the 1990s, and Somalia was one of the first to suffer.
After the legal president of Somalia was overthrown by a rebel group in January 1991, the political situation in Somalia got from bad to worse, tearing the country apart. The country entered into political anarchy in 1992, which has lasted until today. Though a caretaker government was set up in Somalia in 2004, it could not control the situation.
In Zimbabwe, land reform upset the Western world because it affected the interest of the whites. Zimbabwean President Robert Mugabe once knighted by the queen of the United Kingdom, an honor reserved for a few, has become a dictator overnight, and the West has tried every means possible to overthrow him, unsuccessfully though.
Cote d'lvoire, a country that the West once referred to as the "window of the African economy", has now become a "loser country".
It has long been a common practice among Western powers to adopt all kinds of measures to suppress and punish "disobedient" African countries, or any non-Western country for that matter. The West tries every method and scheme to make the governments of such countries lose their people's confidence and establish control over them by helping opposition forces to seize power in the name of democratization.
Another of their methods is to impose sanctions on such countries to weaken their economies, which cause material shortage, inflation, currency devaluation and make life hard for the people, and blame everything on the governments.
Besides, Western countries openly support insurgents and government change, the latest example of which is Libya. The Western powers refuse to hold peaceful talks and negotiations over the crisis in Libya with representative bodies such as the United Nations and the African Union and have kept bombarding Libya regardless of the loss of civilian life.
Also, the Western powers always use one pretext or another to delay aid to African countries. Instead of honoring their promise that they keep making from time to time as a "goodwill" gesture, they warn African countries not to accept investment from emerging economies, which thwarts mutually beneficial cooperation between African and emerging countries.
Under such pressure, some African countries that lack the ability to withstand risks cannot afford severe sequential damage and become victims of strikes and demonstrations, which result in further social and political disruption.
Needless to say, the ones who should be held responsible for Africa's failure are the Western powers, which are still playing the colonial power game. And all the while they keep laying the blame on African countries, and even release lists with humiliating rankings to lower African nations' confidence and morale further.
The harsh reality is that the West does not want the revival of Africa, because it is afraid that an economically and politically developed African continent would cease to be their playground. The Western powers are desperate to maintain their control over Africa, and the ranking list is just part of their design to continue their game.
The author is a researcher with the China International Studies Research Fund.
(China Daily 08/04/2011 page9)
| Países | Moçambique |
| Tópicos | Alimentação, Governança, Política |
| Línguas | Português |
Este post também está disponível em:a) Assegurar o acesso do agregado familiar a alimentos básicos;A proposta do Governo do Presidente Armando Guebuza, tinha data de início prevista para o mês de Junho, mas apesar de todas expectativas o seu “aborto” foi sentenciado no passado dia 16 de Junho. Citando o Primeiro Ministro Aires Aly, o bloguista Carlos Serra escreveu “o país está estável por isso não precisa da cesta. Só falta saber por que em Março o governo a introduziu”.
b) Contribuir para manutenção de uma alimentação saudável e equilibrada;
c) Proteger a capacidade de compra do indivíduo e agregado familiar contra eventuais aumentos de preços dos alimentos;
d) Contribuir para estabilidade económica do agregado familiar de baixa renda;
e) Contribuir para estabilidade social do país.
Camadas Sociais de Baixa Renda (que vivem nos municípios de Pemba, Lichinga, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Beira, Inhambane, Xai-Xai, Matola e Maputo e tem rendimento individual igual ou inferior a 2.500,00Mts (cerca de 83 USD) por mês ou o rendimento per-capita do agregado familiar inferior ou igual a 840,00Mts(cerca de 28 USD))A falta de clareza e de informação sobre a abrangência social da iniciativa foi muito criticada. Cremildo Maculuve, jornalista, céptico em relação ao “critério de elegibilidade dos beneficiários”, escreveu no seu mural da rede social Facebook sobre a quem presumia que a cesta básica iria beneficiar:
a cesta básica só poderá ser dada (…) aos que têm um emprego formal. Cenário mais sombrio, mas não descartável é que esta cinja-se aos funcionários públicos, o que, à partida – se olharmos para o número de funcionários públicos e multiplicarmos pelo número dos que beneficiam directamente dos seus rendimentos - excluirá perto de 90 por cento da população moçambicana.Noutra nota no Facebook, o jornalista Matias de Jesus Júnior também se questionou sobre os destinatários da medidas proposta para aliviar a escalada de custo de vida:
acredito que aqui estão a abrir um fosso imaginável, isto porque a mesma é socialmente injusta ou descriminatória. Afinal quem é o povo moçambicano, é somente o funcionário público ou também aquele desempregado, privado e o informalVários cidadãos recordaram grupos específicos que não têm direito à Cesta Básica em vídeos vox-pop, como Moisés, funcionário público da educação, que afirma que a Cesta não beneficia os professores, e Anacleto, um estudante, que apesar de considerar a “ideia da cesta básica boa”, fez questão de não esquecer os muitos “vendedores informais” que não seriam abrangidos.

Hoje podemos julgar, com certeza absoluta que, em toda a cronologia dos eventos, os anúncios feitos à volta da “Cesta Básica” tiveram sempre “a carroça à frente dos bois”!! Em nenhum momento houve um “critério de elegibilidade” definido!! Em nenhum momento houve um “plano de atribuição da cesta básica” traçado!! Em nenhum momento se sabia o que, de facto, se iria fazer!!Crise de bens em contexto

A cesta básica tenta atender a linha do sistema de protecção social básica, mas ao nosso ver e de vários parceiros ainda carece de refinamento e quiçá repensar a sua estrutura básica, dado alguns factores que podem comprometer a sua implementação e seus objectivosO docente Manuel de Araújo, pouco crente em relação aos subsídios enquanto solução para aliviar a escalada no custo de vida, apela à necessidade de uma reflexão profunda sobre o impacto da sua adopção:
Não quero aqui dizer que todo e qualquer subsidio e mau e que portanto não deve ser equacionado! Quero apenas chamar a atenção sobre as implicações e quiçá as distorções que os subsidios podem trazer a economia se não forem adequadamente equacionados!
| Países | Moçambique, Brasil |
| Tópicos | Desenvolvimento, Economia, Energia, Meio Ambiente, Governança, Trabalho, Relações Internacionais, Agricultura, Política |
| Línguas | Português |
Este post também está disponível em:
A rápida degradação do solo é um exemplo [de perdas irreversíveis à região]. De acordo relatório da Conservação Internacional, o plantio tradicional da soja, como é feito no Cerrado, causa a perda de cerca de 25 toneladas de solo por hectare ao ano. Caso fossem aplicadas técnicas de conservação, como a aragem mínima, o número poderia ser reduzido a 3 toneladas por ano.
Para Rosane Bastos [bióloga integrante da Rede Cerrado], a improdutividade pode impulsionar a destruição de outros ecossistemas: “se os grandes produtores ficarem sem solo, vão subir para a Amazônia”, prevê.

A Constituição de Moçambique decreta que todas as terras do país são propriedade do Estado, que pode conceder autorização de uso a empresas por períodos de 50 anos. Essa concessão, no entanto, está condicionada à ausência de comunidades tradicionais no território. Pelo jeito, lá, como no Brasil, boas leis não são garantia de boas práticas.Um dos requisitos do governo de Moçambique para a concessão das terras é o emprego de 90% de mão de obra nacional nas lavouras. Em pelo menos metade da área ofertada pelo governo aos brasileiros vivem camponeses em pequenas propriedades. Moçambique é um dos 49 países mais empobrecidos do mundo, com 70% da população abaixo da linha da pobreza, e onde os agricultores têm grande dificuldade em aceder a crédito para a produção de comida.
O documento pontualiza que as aquisições (de modo geral feitas na África mediante contratos de aluguel de meio século ou um século inteiro pelo que nada se paga) podem constituir um benefício ao supor investimentos estrangeiros. Também pode acarrear atração tecnológica, incremento da produtividade agrária e criação de emprego e de infra-estrutura. Mas, assim como estão sendo levados a cabo, com precárias consultas à população local, falta de transparência e sem garantir nos contratos os compromissos de investimento, emprego ou desenvolvimento de infra-estruturas, supõe colocar em risco o modo de vida de milhares de pequenos agricultores ou pastores, cuja existência depende da terra.
By Paige McClanahan, Correspondent / August 24, 2011
Freetown, Sierra Leone
Four years after stepping down as Britain's premier, Tony Blair is taking lessons learned in office and applying them in Africa.
West Africa Rising: Can big infrastructure projects help Sierra Leone lure investors?
West Africa Rising: Leaders tout Sierra Leone's first value-added factory since the war
.Mr. Blair is pioneering a new approach to aid here, bringing in teams of young consultants to work with government officials as they tackle their country's thorniest policy challenges. Blair's organization, the Africa Governance Initiative (AGI) has one underlying goal: to get things done.
"I came to the conclusion at the end of my time in office that aid was very important, but actually governance was as important – and governance not simply in the sense of honesty or transparency, but governance in the sense of effectiveness, of capacity," Blair told the Monitor. "With any of these countries, you can get a thousand consultancy reports that tell you what to do; that's essentially not very hard to work out. The question really is how to do it," he added.
Think you know Africa? Take our geography quiz.
And that's what his teams of young advisers – many of them recruited from firms like McKinsey and J.P. Morgan – are trying to figure out in Sierra Leone, Liberia, and Rwanda, the three countries where AGI operates. In Sierra Leone, AGI has helped bring electricity to Freetown and implement a program of free health care for pregnant women and children under age 5. They're also supporting small farmers and working to attract private investment.
At the same time, Blair interacts with the presidents of the three countries, offering advice and serving as a sounding board for ideas. Those personal relationships are critical to AGI's effectiveness, he says.
"[AGI] only works if the president wants it to work, and if the president's really anxious to just get in the best lessons from abroad," Blair says, adding: "One advantage of being a former leader is that you know what it's like to sit in the seat."
As helpful as Blair's relationships may be, their importance to AGI's work may ultimately curtail the organization's influence.
"What's behind AGI is an individual, not an institution," says Mia Seppo, the head of the United Nations Development Program in Sierra Leone. She notes that if Sierra Leone's current president, Ernest Bai Koroma, is voted out in next year's election, Blair could lose access to key policymakers.
AGI's focus on delivering results has been effective, Ms. Seppo adds, noting that Blair and company have done "an excellent job," especially in attracting investment. But, she says, "you can't brush aside institution-building" – the types of reforms that will bring lasting changes to the way the government is run. "In a sense, you need to combine the focus on results with public-sector development."
Blair says he chose to focus his work in Africa because the continent "needs it most," but also because the region has enormous potential. "I think there is a buzz about Africa today that is different," he says, adding that the continent is "on the cusp of a big change."
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