Aqui esta o sobrinho mostrando algumas fotos ao tio, alias aquele a quem sempre o chama, mano Mane.
Incrivel, este menino (Loi) vinha da escola na ultima Quinta-feira e encontrou-me na porta do meu office de pe e logo indagou-me: Tio Zefanias ai 'e no teu servico? Respondi-lhe logo que sim. Peco agua?-disse ele. Dei-lhe uma garrafa de agua e um pacote de bolacha. Alias, tava com um amigo dele.
De seguida perguntei em que classe andava, respondeu-me que andava na 6a classe. Sabes ler?- Perguntei. Sim tio sei e vou te provar.
Mas xiii, nao imaginas o que aconteceu em seguida. Abrir aleatoriamente uma pagina e dei-lhe para ler. Ele pegou o livro, virou e dai comecou a ler e lembro me que o texto falava de rotacao de culturas. Leu um paragrafo, segundo e no terceiro disse: Xiii, tio Zefanias, este texto dele complicado quem fez? Nao Aguentei fartei-me de rir.
E aqui esta o jovem, atencioso mostrando que ele sabe fazer fotografias. Ufff, vale pena ler.
Um abraco
Zefas
Sunday, 6 March 2011
Sem a devida autorizacao e violando os direitos do autor decidi publicar esta foto e o respectivo texto! Quem sabe se com esta o mano Zefas nao para!
Saturday, 5 March 2011
*REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE*
*MINISTÉRIO DO TRABALHO *
* *
*COMUNICADO DE IMPRENSA*
* *
*REFª Nº 021 /GI/MITRAB/2011*
*Maputo, aos 04 de Março*
* *
* *
Assunto: *Sanções à Televisão Miramar.*
* *
A Inspecção-Geral do Trabalho (IGT) vai sancionar a Televisão Miramar, após resultados de um trabalho profundo levado a cabo por uma brigada ter concluido que esta empresa está envolto em práticas ilegais no âmbito do cumprimento da legislação laboral em vigor em Moçambique.
Dentre as irregularidades há a destacar o emprego de trabalhadores
estrangeiros
ilegais, disparidade salarial para um mesmo trabalho e funções, descontos
nos salários dos trabalhadores para a segurança social e não canalizados à
instituição competente, o INSS, numa dívida que já ultrapassa os dois
milhões de meticais, minando assim o futuro, bem como os benefícios sociais
que os trabalhadores da Miramar têm direito por lei.
A IGT levantou autos que culminarão com multas à Miramar, fora dos mais de 2
milhões de meticais de dívida para com o INSS e, está em preparação uma
participação criminal por abuso de confiança, nos termos estabelecidos no nº
3 do artigo 95 do Regulamento da Segurança Social Obrigatória.
O pagamento desta dívida condicionará o reenquadramento dos trabalhadores estrangeiros ora suspensos, Diego Silva Fonseca e Idilson Magno da Silva,
ambos brasileiros, cuja contratação foi irregular, dado que foi à base de
uma certidão de quitação inválida para a Televisão Miramar.
*Jafar Buana*
*(Assessor de Imprensa)*
Friday, 4 March 2011
FMI desperta para realidade e critica desigualdades em Moçambique
Maputo (Canalmoz) – O Fundo Monetário Internacional (FMI) parece estar a despertar para Moçambique real e a ver que o tão propalado crescimento económico estável, só beneficia a alguns. Numa palestra proferida nesta quinta-feira em Maputo, o representante do FMI em Moçambique, Victor Lledó, para além de repetir a ladainha de “crescimento anual de 7%”, pela primeira fez uma descrição que se aproxima à realidade vivida pela maioria dos moçambicanos.
Victor Lledó disse que a partir do ano de 2003 até 2009, a economia de Moçambique cresceu de forma significativa, mas não foi um crescimento inclusivo. O representante do FMI disse também o que muitos académicos moçambicanos têm vindo a destacar nos últimos tempos: “Os ricos tornaram-se cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres e desprovidos de meios de produção”.
Lledó acrescentou que as desigualdades tendem a exacerbar-se de ano para ano.
A palestra foi organizada pelo Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais (CEMO) e contou com comentários do reputado economista moçambicano, Roberto Tibana.
O representante do FMI disse que esta tendência de criação de uma burguesia restrita e o aumento da pobreza se reflectem no fraco nível de investimento público em infra-estruturas; baixo nível de acesso a serviços financeiros; fraco ambiente de negócios entre outras.
Refira-se que 2003 foi o ano da preparação para o fim do reinado de Joaquim Chissano. Foi sucedido por Armando Guebuza, tido como grande homem de negócios. Este cumpre agora o seu segundo e último mandato constitucional. De facto, desde 2003 a burguesia restrita e ligada ao poder ascendeu, facto testemunhado pelo volume de investimento privado que detém. Para os outros moçambicanos o país continua a ser uma miragem.
De acordo com o FMI, o crescimento de Moçambique no período em referência, atingiu níveis satisfatórios em comparação com a maior parte dos países da África Sub-sahariana, mas quem se beneficia do tal crescimento é a elite.
O representante do FMI em Moçambique referiu que o país tem estado a alcançar um crescimento positivo nos últimos 10 a 15 anos, mas ao contrário dos casos de sucesso, em termos de crescimento inclusivo – crescimento com reflexos em todas as camadas da sociedade –, o arranque do crescimento económico nacional não foi acompanhado por uma significativa diversificação económica ou exportadora.
Assim, e com base nos dados estatísticos dos rendimentos familiares, “entre 2002/2003 e 2008/2009, o crescimento não beneficiou os pobres”, sublinhou Lledó.
Mas os argumentos seguintes do representante do FMI em Maputo deixam subentendido que a sua franqueza pode ter vindo tarde demais. Quebrou o silêncio talvez por recear que estejam iminentes convulsões sociais.
Evitar conflitos sociais
Victor Lledó falou do perigo dos conflitos sociais que esta tendência de mudus operandi moçambicano pode criar. E disse que mesmo o Governo sabe que quando não há satisfação das necessidades básica, o povo sai às ruas.
De facto já há história de manifestações. A 05 de Fevereiro de 2008, a população de Maputo e Matola paralisou o país numa manifestação jamais vista no país, facto que se veio a repetir a 1 e 2 de Setembro de 2010, portanto 2 anos e 7 meses depois.
Há quem preveja que mais manifestações e em curto espaço de tempo deverão ocorrer se o Governo continuar a adoptar políticas de exclusão socioeconómica.
“Estamos a assistir o que está a acontecer no Médio Oriente hoje. Os acontecimentos estão a ser causados pelo descontentamento popular. Evitar a desaceleração do crescimento em decorrência de conflitos sociais” é um dos caminhos a considerar para o alcance de um crescimento inclusivo, observa Victor Lledó, para quem é importante que haja igualdade de oportunidades e redução de desigualdades, sobretudo de rendimentos e de acesso ao emprego, por parte dos cidadãos.
Estamos a falhar muito na agricultura e na educação
Por seu turno, o economista Roberto Tibana mostrou-se preocupado com o comportamento que tem vindo a revelar-se no sector da Agricultura, não sendo a base com o que o Governo trabalha para o desenvolvimento, apesar do governo andar sempre a apregoar que a Agricultura é a base do nosso desenvolvimento.
Neste momento, a agricultura não está a ser tomada como base de desenvolvimento, mas devia, refere Tibana.
Fazendo menção à importância do sector da educação para o crescimento inclusivo, mostrou-se também indignado com as actuais políticas do sector de educação. (Matias Guente)
A Opinião de Venâncio Mondlane Jr.
A Roupa
Roupa, vestes, trajes, indumentária, ou outro nome mais refinado, significa, em termos gerais, um arranjo de tecido com o fim de cobrir o corpo. Em tempos idos a pele de animais, ou couro, era o material primário que os Homens colocavam sobre a sua pele para os recobrar do frio e outras variações do clima. O tempo avançou, a história se alargou, o Homem descobriu materiais mais cómodos, mais coloridos, mais impressionantes para confeccionar a «máscara» do corpo, surgem assim o linho, a seda, o cetim e outros. Mas, acima de tudo, surgiu, com o tempo, uma arte que curiosamente é menos aludida visto que ofuscada pelos seus cultores: os estilistas. Assim, nos nossos tempos o vestuário é comodidade, conforto, suavidade, adaptável ao
clima e as ocasiões sociais como gala, discoteca, ambiente caseiro, do bairro , do trabalho..etc. Em suma a roupa desempenha não apenas uma função biológica (frio), mas
também social. Estas são em linhas gerais as vertentes em que o vestuário é usado, mas gostaria de falar de um a outra pouco falada.
O vestuário tornou-se na era moderna, um estandarte, um símbolo de sexualidade. Os decotes, as calças apertadas, as blusas truncadas, as mini-saias, são uma forma de
sugerir aos outros a nossa sensualidade. Aqui até parece um pequeno paradoxo, visto que a roupa em princípio esconde mas, ao mesmo tempo, salienta partes de nosso corpo criando impressão a quem nos olhe. As pessoas deixam de ver apenas a roupa nas suas origens mais primárias (biológica e social) e usam a roupa como um entreposto, um espelho diáfano, que deixa ver mas também esconde. Esta propriedade de uma coisa ser e não ser é a grande função que a alta costura moderna procura retractar. A roupa
atingiu um estágio de desenvolvimento avançado, em que ela vale pela sua capacidade de abstrair de ser mais expressividade que existência, ser mais arte que realidade.
É explorando este efeito que hoje pela roupa certos grupos sociais se identificam: prostitutas, rapers (repistas?), comunistas, rastamen, rockistas,....
Quando pela roupa se passa a transmir mensagens ou ideias, a roupa deixa de ser apenas um material e resvala para o plano da simbologia. Esta dimensão da indumentária é fortemente cultivada como vínculo identitário. É com conhecimento da roupa como cultura, como identidade, que os processos de aculturação são muito severos para o que se veste. Por exemplo na fase decadente do império japonês, os americanos e ingleses instituíram a proibição do uso do quimonó dos samurais. Chegou a ser considerado crime nacional quem deixasse crescer o cabelo e o colocasse em forma de «rabo de cavalo». O reino Suáti (Suazilândia) é internacionalmente conhecido como um dos baluartes da cultura africana e o que ressalta a vista de
toda a gente, á primeira, são os trajes de couro castanho- esbranquiçados que cobrem os corpos dos Suati, sobretudo nas ocasiões cerimoniais.
Modernamente a roupa passou a ser mais uma extensão de uma ideia que uma expressão cultural. Os motoqueiros, por exemplo, não descartam de seus trajes alguns pedaços de
leda ou de cabedal. Um repista exemplar não dispensa umas calças derreadas, de preferência a baloiçar no parte mediana das nádegas, uma tolha no lugar do cachecol, uma camisete com números impressos e sobretudo um boné com a aba sempre oblíqua. O facto de uma roupa poder vincular uma ideia, uma identidade, é também explorado para fins variados, alguns mesmo perversos, são inúmeros casos de larápios que encobertos apenas num simples uniforme, se fazem passar por funcionários de empresas de serviços para ludibriar e assaltar pessoas.
Dentro da questão da roupa como elemento de identidade existe um Mundo pouco falado mas não menos importante: as grandes multinacionais de confecções. Muitas das roupas
> que hoje é venerada e comprada de forma desenfreada representa mais negócio do que um símbolo, isto é, é uma ilusão pensar-se que uma calça com bolsos grandes, com a
> dimensão de uma pasta, possa ser o símbolo do black power, black proud, ...; usar uma camisete Calvin Kein é mais um contributo para a indústria CK que um sinal de grandeza para quem comprou. Esta concepção da roupa como negócio é muitas vezes niglegencidada, prevalecendo apenas a ideia da roupa como factor identitário, como manifestação de grandeza ou outro ideal que na sua essência é um abstracto.
Decorre disto que hoje, como dizia Mia Couto, existem muitos mitos. O culto da roupa, a crença que um determinado formato, um tipo especial de tecido, uma textura peculiar, seguir religiosamente a linha de produção de um estilista famoso, são formas de preencher nas nossas mentes um ideal ilusório. Isto não significa que tais crenças sejam desajustadas, ou que tais pessoas sejam intelectualmente diminuídas não, não e não. Significa por e simplesmente que essas inclinações não nos tornam cada vez mais nós mesmos, somos vítimas de uma indústria de publicidade com grandes recursos para vingar no mercado e nas nossas mentes, os nossos ideais deixam de ser produto das nossas inquietações e passam a depender do que as multinacionais
nos apresentam como bom. Estas indústrias chegam a determinar o que é parte integrante da nossa cultura, vejam só que hoje se propala, nas quatro direcções da rosa dos ventos, que existe uma tal «roupa africana», mas nada se diz sobre a história dessa mesma roupa.
Para terminar, deixo para o grupo uma reflexão e se possível, que se investigue o que está por detrás dos cachecóis, das bandeiras, camisetes e outras vestes que
muitos de nós compra em nome de ser do Sporting, Benfica, Porto, Manchester....e o que é isso de ser do clube X ou Y?
Um abraço fraterno
Venâncio Mondlane Jr.
Thursday, 3 March 2011
Carta aberta ao Presidente da República
Roubo, exílio, paz e justiça adiada (*)
Por Maria José Moreno Cuna (*2)
Cuamba, 27 de Fevereiro de 2011
Gostaria de confessar-lhe, Senhor Presidente da República que me perturbam profundamente os insistentes convites para nos filiarmos no Partido Frelimo, como condição para a devolução do nosso património.
Uma vez mais lhe escrevo, Senhor Presidente da República. Por um lado para reagir ao despacho exarado por Vossa Excelência que nos remete para a Justiça, “querendo”. Por outro, porque necessário se torna que não se passe por cima de alguns aspectos ligados à minha petição, aspectos esses que se não forem analisados à luz da história deste País, nunca serão cabalmente entendidos.
O historial breve de meus pais:
1. O cidadão português José Caetano Moreno, meu pai, chegou a Moçambique no longínquo ano de 1951, tendo-se fixado em Niassa.
2. Nessa altura, ele conhece a cidadã moçambicana Ana João Chukwa com que se casa, constrói todo o património e de quem tem dois filhos (eu e o João António). De uma ligação anterior com uma outra pessoa, nascera Maria Rosa, minha irmã mais velha.
3. Com efeito, depois de casados, meus pais construíram duas residências e um hotel na Cidade de Cuamba, uma propriedade agro-pecuária, uma pescaria e uma mina de pedras semi-preciosas. Eram igualmente proprietários de mais de duas mil cabeças de gado bovino.
Na sua acção quotidiana, meus pais nunca descuraram o apoio social às camadas mais carenciadas. Nos seus investimentos, não faltavam a escola e o posto de saúde, devidamente apetrechados, para seus trabalhadores, familiares e vizinhos.
4. Com a Independência de Moçambique – com a qual meu pai estava de acordo e tinha activamente apoiado – de forma natural, ele e família optou por continuar a viver neste País que aprendera a amar como seu. Durante cerca de três anos o meu pai foi responsável dos Assuntos Sociais de Cuamba, tarefa que executou com todo o zelo e dedicação.
5. O sistema social que se estava a implantar em Moçambique era, do ponto de vista do discurso, um sistema baseado numa sociedade de igualdade e fraternidade entre os homens, filosofia com a qual meu pai e toda a família estavam de acordo.
6. Alguns anos depois, com apreensão, a minha família começou a perceber que do discurso proferido às acções praticadas, a distância era cada vez maior. Num País que se afirmara, na proclamação da sua Independência, de maior justiça social e respeito pelos direitos dos cidadãos, as injustiças eram mais e mais gritantes. Surgiram os campos de reeducação de triste memória.
Com eles as prisões arbitrárias e as execuções sumárias de pessoas muitas vezes bastante próximas de minha família.
7. Sensivelmente na mesma altura, meu pai toma conhecimento, através de amigos seus bem posicionados no aparelho partidário, que estava eminente a sua detenção e encaminhamento (dele e esposa) para o campo de reeducação de Mitelela, onde já se encontravam figuras como Joana Simeão, Urias Simango e esposa e tantos outros.
8. A partir dessa altura e, perante a gravidade das atrocidades que eram diariamente cometidas no Niassa (onde era Governador o senhor Aurélio Benete Manave) sair de Moçambique com sua esposa, era uma questão de vida ou de morte. Os meus pais foram forçados a sair do País, sob risco de serem mortos.
9. Meus pais saíram numa madrugada de Setembro (dia 20) de 1978. Eles haviam sido informados, às 23 horas do dia 19 que constavam de uma lista de cinco pessoas que seriam presas e mortas, no dia seguinte.
Efectivamente, na manhã do dia 20, o Padre Estêvão, o Sr. Ramassane (funcionário da Administração) e o Sr. Floriano, foram presos – o Padre Estêvão à saída da igreja - e levados para os campos de reeducação onde, pouco depois, foram sumariamente executados.
10. Foi exactamente isto que aconteceu. Eles não saíram de livre e espontânea vontade. Foram coagidos a sair. O Governo não esperou sequer que decorressem os 90 dias preconizados na Lei das Nacionalizações.
Tratou logo de ocupar e usufruir de todas as suas propriedades, chegando ao extremo de abater todas as cabeças de gado deixadas pelos meus pais.
Diga-me, Senhor Presidente da República: havia condições para eles voltarem?
11. À semelhança do que aconteceu com muitas outras famílias, a minha família viu-se forçada a um exílio de 15 anos, exílio a que o Acordo Geral de Paz veio pôr fim. Eliminadas as causas que forçaram minha família a sair de Moçambique, retornámos.
12. Mas a Paz que veio para Moçambique não foi usufruída por todos da mesma forma. Meus pais continuaram a ser perseguidos: tentativas de envenenamento e duas minas antitanque foram colocadas para atingi-los, em duas ocasiões diferentes, no ano de 1994. Numa das ocasiões tiveram que ser resgatados e escoltados pelas forças da ONUMOZ. O objectivo tem sido, claramente, eliminar fisicamente a minha família.
13. De 1993 a esta parte, junto de quem de direito, temos reivindicado a devolução do nosso património. Paradoxalmente estes processos têm vindo a colapsar, sempre porque o expediente misteriosamente se perde...
14. Ao negar devolver o património de minha família, há moçambicanos que são altamente lesados com esta decisão.
Eu, meus irmãos e minha mãe (se estivesse viva) somos moçambicanos.
Não se trata de uma questão com um estrangeiro, português, meu pai, como Vossa Excelência quis dar a entender.
Senhor Presidente da República, as nossas diferenças políticas não devem servir de desculpa para o Governo ocupar o património de minha família.
A experiência mostra que a exclusão político-socio-económica é nefasta às sociedades. Os ventos que sopram pelo mundo, são ventos de mudança, em busca de uma melhor justiça social.
Para finalizar, gostaria de confessar-lhe, Senhor Presidente da República que me perturbam profundamente os insistentes convites para nos filiarmos no Partido Frelimo, como condição para a devolução do nosso património. Continuo a acreditar que a adesão a um partido político deve ser voluntária.
Tomara que esta minha petição seja acolhida por Vossa Excelência.
C/C
- Liga Moçambicana dos Direitos Humanos
- Embaixada de Portugal em Maputo
- Gabinete do Primeiro Ministro de Portugal
- Dr. Almeida Santos
(*) Título da responsabilidade do Canal de Moçambique
(*2) Ex-deputada da Assembleia da República e ex-chefe da Bancada da Renamo
CANAL DE MOÇAMBIQUE – 02.03.2011
ELECTRICIDADE DE MOCAMBIQUE
GABINETE DE IMAGEM E COMUNICAÇÃO
Comunicado
LANÇAMENTO DO PROJECTO CREDELEC ONLINE
A Electricidade de Moçambique vai proceder na quinta-feira, dia 3 de Março de 2011, pelas 11 horas, o lançamento do projecto Credelec Online – Sistema Nacional Online de Venda de Energia Pré-paga. O evento tem lugar na sede da EDM, na Avenida Agostinho Neto No. 70, cidade de Maputo.
Com este projecto a EDM pretende melhorar os serviços de venda de energia e facilitar a gestão interna, reduzir a pressão sobre os clientes internos para eliminação de problemas actualmente decorrentes da actualização tardia de informação e aumentar a satisfação de clientes por poder se dispor de várias modalidades de compra de energia em qualquer ponto do País e em qualquer momento.
Maputo, 1 de Março de 2011
Crescimento de Moçambique não é inclusivo
Quinta, 03 Março 2011 00:00 Redacção
“Entre 2002/2003 e 2008/2009 o crescimento não beneficiou os pobres”
Entre as razões que justificam este cenário negativo, estão o fraco nível de investimento público em infra-estruturas; baixo nível de acesso a serviços financeiros; fraco ambiente de negócios ...
Apesar de registar níveis satisfatórios em comparação com a maior parte dos países da África Sub-sahariana, o crescimento económico de Moçambique tem trazido menos benefícios aos pobres, uma situação que tende a piorar com o tempo. Esta é a conclusão do seminário que teve lugar ontem em Maputo, organizado pelo Movimento dos Estudantes Liberais de Moçambique, com o tema “Os Desafios e Estratégias de Crescimento Económico Inclusivo em Moçambique”.
O seminário teve como principais oradores o representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Moçambique, Victor Lledó, e o economista Roberto Tibana.
Na óptica de Victor Lledó, o país tem estado a alcançar um crescimento positivo nos últimos 10 a 15 anos, mas ao contrário dos casos de sucesso, em termos de crescimento inclusivo – crescimento com reflexos em todas as camadas da sociedade –, o arranque do crescimento económico nacional não foi acompanhado por uma significativa diversificação económica ou exportadora.
Assim, e com base nos dados estatísticos dos rendimentos familiares, “entre 2002/2003 e 2008/2009, o crescimento não beneficiou os pobres”, sublinhou Ledó.
Ouros aspectos que justificam este cenário negativo, estão relacionados com o fraco nível de investimento público em infra-estruturas (estradas, pontes, energia, etc); baixo nível de acesso a serviços financeiros; fraco ambiente de negócios, entre outros.
Evitar conflitos sociais
“Evitar a desaceleração do crescimento em decorrência de conflitos sociais” é um dos caminhos a considerar para o alcance de um crescimento inclusivo, recomenda Victor Ledó, para quem é importante que haja igualdade de oportunidades e redução de desigualdades, sobretudo de rendimentos e de acesso ao emprego, por parte dos cidadãos.
As manifestações populares de 5 de Fevereiro de 2008 e de 1 e 2 de Setembro do ano passado são exemplos elucidativos da ausência de crescimento inclusivo no nosso país, e sugere-se que, para solucionar o problema, é preciso “implementar redes de protecção social sustentáveis e bem dirigidas e, sobretudo, preservar a estabilidade macroeconómica”.
“Na educação, moçambique está a criar confusão”
O economista Roberto Tibana, fazendo menção à importância do sector da educação para o crescimento inclusivo, mostrou-se indignado com o actual estágio da qualidade de ensino no país.
Terra move-se para topo da agenda polítical
1a parte
A terra está mais acima na agenda política, com intervenções pelo Presidente, Conselho de Ministros, comunidades e doadores. Embora não-oficialmente, as concessões de terras têm estado suspensas. Dois acontecimentos que vão ter lugar nas próximas semanas mostram a nova prioridade que está a ser dada às terras.
Na quarta-feira 23 de Fevereiro, a sociedade civil faz uma apresentação sobre gestão sustentável da terra no Gabinete de Estudos da Presidência. O convite é feito pelo Presidente Armando Guebuza, na sequência do encontro com a sociedade civil onde se levantou a questão da terra. Este encontro tinha sido pedido pela sociedade civil a seguir às manifestações de 1-3 de Setembro em Maputo.
Foi também criado em Outubro e está agora a ser estabelecido, o Forum Consultivo da Terra em que os doadores insistiam. Deve reunir-se pela primeira vez em Março.
Ao estabelecer o Forum, o Conselho de Ministros disse que “a crise alimentar e a busca de terras para outros usos fora dos tradicionais, incluindo bio-combustíveis, plantações florestais e fazendas do bravio, contribuem para uma maior pressão sobre o recursos terra e outros recursos naturais.
O Banco Mundial usou uma reunião a 9 de Fevereiro para desafiar abertamente a política de Moçambique que encoraja grandes plntações de investidores estrangeiros e contrapôs que o necessário é mais apoio a agricultores moçambicanos reflectindo uma alteração radical do pensamento do Banco.
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Boletim sobre o processo político em Moçambique
Editor: Joseph Hanlon (j.hanlon@open.ac.uk)
O material pode ser reproduzido livremente, mencionando a fonte.
Publicado por CIP, Centro de Integridade Pública, e AWEPA, Parlamentares Europeus para a África
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Convite
Exmo(s) Senhor(es)
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No âmbito das suas actividades de Lobby e Advocacia a ORAM tem levado a cabo debates públicos virados a gestão da Terra e Recursos Naturais em Moçambique. Neste sentido, vimos por este meio convidar V. Excia a participar de uma mesa redonda subordinado ao Tema: Como melhorar a participação da Mulher na Gestão da Terra em Moçambique? A mesa redonda terá lugar no dia 8 de Março de 2011, das 9 as 12horas, nas instalações do Grupo Moçambicano da Dívida cita na Rua da Coimbra n.º 91 (que começa defronte do Pavilhão do Estrela Vermelha), no Bairro da Malhangalene, na cidade de Maputo.
Agradecemos desde já a vossa presença.
Com os maiores cumprimentos.
Maputo, aos 28 de Fevereiro de 2011
Dulce Mavone
(Coordenadora do Secretáriado)
