Tuesday, 9 November 2010

No festival de Zalala

Saneamento do meio não foi prioridade

A imagem acima mostra claramente que o festival foi de corre-corre e as questões ambientais foram ignoradas Este é de um dos tambores de lixo que está na praia de Zalala, local onde foi realizado o festival.
Como se vê, de local onde o lixo é depositado não tem nada. Tudo vai para o chão, olhando a natureza do tambor.
Ora, este tambor foi colocado no festival passado. Haviam outros tantos, alguns, claro a maioria está assim. Este ano, não vimos nenhum tambor de lixo novo colocado. Resultado de que o festival foi realizado só para não beliscar a imagem dos governantes.
Todos anos reclama-se que a praia de zalala, anda suja. Anda suja porque também os utilizadores não têm local próprio para deitar os resíduos sólidos. Agora que terminou o festival, imagine-se quanto lixo foi acumulado, resultante das barracas e outro tipo de serviços. E não só, o mais perigoso, são as garrafas de bebidas que foram deitadas de qualquer maneira.
Não se viu o nenhuma equipa a fazer sensibilização sobre a preservação do meio ambiente, mas sim a prevenção do HIV/SIDA. Ai sim, muitas organizações não governamentais movimentaram meios, gastaram rios de dinheiro alegando que vão a praia para distribuir preservativos. Uns até movimentaram máquinas, sob pretexto de que as pessoas devem fazer teste do HIV.
Esta segunda-feira, quando visitamos a praia de Zalala, encontramos gente preocupada com o lixo. Já não sabiam como retira-lo dali, porque nem viatura tinham, coitado dos funcionários, outros é que comem, eles só vão recolher lixo. Os naturais de zalala, aqueles que sempre estão ali, sobretudo meninos que sempre aparecem encostados as viaturas ou pedindo para guarnecerem, também estavam fazendo o que lhes cabe. Era uma vez a 3ª edição do festival de zalala. Agora resta saber se o governo tirou algumas lições para melhoria do próximo festival.
O Diário da Zambézia, tirou muitas. A falta de energia, a propaganda barata de que estaria presente o musico tradicional Mafende, para depois não aparecer, a criminalidade, enfim e outras coisas que ficaram marcadas em nós. Mas também sentimos coisas boas, vimos gente que há muito não víamos, conseguimos captar algumas imagens como estas que publicamos. (DZ)

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