Thursday, 9 September 2010

Livro do meu camarada Sergio Vieira nao tem nada

O General Bonifácio Gruveta Massamba, membro e veterano da luta armada de libertacao nacional, veio a público desvalorizar o conteúdo do livro do seu companheiro, Sérgio Vieira.
As palavras do General Gruveta, foram proferidas numa palestra subordinada ao tema “Percurso do Movimento Independentista de Moçambique”, diante de estudantes
da Universidade Mussa Bin Bique e outros interessados.
Segundo explicou o General Gruveta, nos livros de Vieira assim como dos outros seus companheiros da Frelimo, ainda não houve verdades que possam dar caminhos bons para a sociedade. “Tudo aquilo que os meus companheiros escreveram não é verdade, por
isso, tenham calma”-disse o orador.
Centrando-se ao livro do Sérgio Vieira, Gruveta crítica, primeiro a grandeza do livro sublinhando que “apenas é grande, mas não há nada”-rematou.
Por outro lado, ele acrescentou que uma das coisas que não lhe deixa sossegado e não vê com bons olhos o livro do seu camarada Sérgio Vieira é o facto de este não
ter citado as fontes que entrevistou.
“Se vocês forem a ver, o livro tem muitas interrogações, mas para quê? - questionou Gruveta, para depois acrescentar que “um bom escritor deve citar as fontes, mas
o meu amigo e camarada Sérgio não cita escritor deve citar as fontes, mas o meu amigo e camarada Sérgio não cita nenhuma fonte”desabafou.
A título de exemplo, o orador Gruveta fez saber que ele é um dos entrevistados que aparece neste livro, mas mesmo assim, o seu colega nem sequer citou que a fonte
é X.
Tal como o livro “participei, por isso testemunho”, há outros tantos livros escritos por membros da Frelimo, que na óptica do general Gruveta, os mesmos não tem conteúdo.
Sobre a questão da falta de verdades nestes livros, a fonte disse que o mesmo deve-se a vários factores, dentre eles, políticos, económicos e por ai fora, que não
permitem que os autores escrevam aquilo que de facto viram e que seria bom para a população que está carente de informação verdadeira.
Na mesma cerimónia, a aquela universidade condecorou o general Bonifácio Gruveta com o grau de Doutor Honoris Causa. (DZ)

6 comments:

nhantumbo said...

É no mínimo estranho e incompreensível que estes camaradas todos não consigam dizer qual é a verdade para os moçambicanos e depois tenham a desfaçatez de demontar teses de seus camaradas. Aquilo que Gruveta e outros escritores entre os nossos libertadores deveriam optar é por com honestidade contarem-nos aquilo por que esperamos há dezenas de anos. Parece que estas declarações e outras similares não vão contribuir para a reconciliação nacional efectiva porque aquilo que foram declaradamente excessos cometidos por estes camaradas não noe é esclarecido e permanecesse no segredo só deles. Os moçambicanos tem interesse em saber quando é que os livros de história utilizados nas escolas moçambicanas começarão a incluir um conteúdo que revele sem sombra de dúvidas que alguns dos sacrificados e fuzilados moçambicanos também são moçambicanos e contribuiram a sua maneira para a libertação nacional.
É preciso não ter receio de abrir a tampa da panela dos segredos porque só isso vai reconciliar este país que tarda em ser pátria de todos. Já basta de segredos e de compadrios estéreis.

nhantumbo said...

É no mínimo estranho e incompreensível que estes camaradas todos não consigam dizer qual é a verdade para os moçambicanos e depois tenham a desfaçatez de demontar teses de seus camaradas. Aquilo que Gruveta e outros escritores entre os nossos libertadores deveriam optar é por com honestidade contarem-nos aquilo por que esperamos há dezenas de anos. Parece que estas declarações e outras similares não vão contribuir para a reconciliação nacional efectiva porque aquilo que foram declaradamente excessos cometidos por estes camaradas não noe é esclarecido e permanecesse no segredo só deles. Os moçambicanos tem interesse em saber quando é que os livros de história utilizados nas escolas moçambicanas começarão a incluir um conteúdo que revele sem sombra de dúvidas que alguns dos sacrificados e fuzilados moçambicanos também são moçambicanos e contribuiram a sua maneira para a libertação nacional.
É preciso não ter receio de abrir a tampa da panela dos segredos porque só isso vai reconciliar este país que tarda em ser pátria de todos. Já basta de segredos e de compadrios estéreis.

V. Dias said...

Gruveta ou Gruta, Vieira ou qualquer outro camarada não diz a verdade. E como tal, aconselho: porquê é que não vão eles todos ver se lá fora está a chover?

Zicomo

Dimas said...

Mas este Viriato é donde mesmo pa? Porque é que não vais a Bissau? Para si este país esta a andar para tras por isso optas te em viver com os brancos comendo de bom e do melhor gozando com a cara dos mocambicanos. NÃO FICA BEM.

V. Dias said...

Eu sou cidadão do mundo.

Como do bem e do melhor com os brancos como, aliás, o próprio Dimas o diz, por imperativos do meu próprio trabalho.

E não se engane: sou implacável à ameaças. O que é para si ficar bem??? E cantar fado e serenatas aos males dessas grutas.

Zicomo

Nelson said...

Depois de décadas a nos dizerem mentiras, fica difícil virem hoje dizer a verdade. Alguns podem ter a coragem de dizerem que isto e aquilo não é verdade mas coragem mesmo só teria quem nos viesse dizer oque é verdade. O desabafo de Gruveta fica incompleto se ele não diz oque é verdade. Ele "entra no saco" dos seus camaradas mentiroso se nos não vier contar a verdade que ele conhece.
Por longos anos nos disseram que Mondlane morreu nos escritórios da Frelimo em Dra es Salamo, por longos anos cantamos que Chipande disparou o primeiro tiro. Esses são apenas alguns exemplo das mentiras que nos foram contadas e que hoje vão sendo desfeitas