Friday, 4 September 2009

Lourenco Jossias, Editor do Magazine Independente, entrevista a Manuel de Araujo




Manuel de Araujo em entrevista-balanço da sua passagem pela AR

Dhlakama sempre evitou marcar golos

. O tambem académico diz que Daviz simango e o MDM sairao sempre a ganhar e Guebuza teve um bom manifesto eleitoral (em 2004) e maus ministros

1. Quando o entrevistei em 2004, disse-me que tinha aceite integrar a Renamo para ajudar este partido a crescer, a se transformar politicamente e a ter qualidade no debate político nacional. Cinco anos depois, conseguiu este objectivo?

Penso que sim. Nao na totalidade mas em parte! Se for a comparar o nivel de debates na presente Legislatura com o dos outros anos, penso que chegara facilmente a mesma conclusao que a minha. A forma tecnica como tratamos os dossiers ligados a governacao, a qualidade das perguntas que fizemos ao executivo, a forma como o executivo respondeu as nossas interpelacoes, a forma como questionamos o Plano Quinquenal do Governo, os Planos Economicos e Sociais representaram uma valia para o debate politico nacional, para identificacao das questoes de interesse nacional. A forma como pela primeira vez a bancada da Renamo-UE apresentou questoes relativas a inconstitucionalidade e o Conselho Constitucional deu razao a Renamo-UE penso eu que foi um facto historico. Foi a primeira vez na historia deste pais, que um orgao de soberania deu razao a oposicao! E isso ficara indelevlmente registado nao so na historia constitucional deste pais como tambem na historia geral da construcao de democracia em Mocambique. E mais, representamos o pais em varios foruns onde fomos eleitos para os mais diversos postos, elevando o nome de Mocambique alem fronteiras e ajudando a construir a imagem de Mocambique, pedra a pedra.

Claro que a fauna acompanhante tambem tinha de marcar a sua presenca! Dai a continuacao dos insultos de ambos os lados, a falta de respeito, de civismo etc etc etc etc. Mas como se tem dito, cada povo merece o governo que tem, do mesmo modo que se pode dizer que cada povo merce o parlamento que tem!

Pela primeira vez, apesar de estar legislado, a bancada da Renamo-UE forcou o governo a cumprir com o legislado, ou seja a dar aos ilustres deputados, incluindo os da Frelimo, as viaturas a que legalmente tinham direito, mas nao sufruiam desse direito. Neste caso importa realcar que as viaturas que os deputados da Frelimo hoje conduzem foram uma dadiva da bancada da Renamo-UE. Porque nos corredores e debaixo da mesa, os nossos colegas davam-nos forcas e palmadinhas nas costas diznd 'forca, estamos juntos', mas na hora de dar a cara, desapareciam com medo de represalias! Sem os nossos lobbies, sem a nossa estrategia negocial, os deputados continuariam a andar a pe!

Devo dizer-lhe que antes da crise da expulsao do Davis Simango do lado da Renamo-, esta legislatura que termina, teve uma grande equipa na sua direccao. A senhora Maria Moreno (a quem tiro o chapeu) e a sua equipa, souberam criar um bom ambiente de trabalho. Ela, entanto que timoneira, treinadora e seleccionadora foi excelente. Soube unir a equipa, montar uma estrategia de tarbalho, explorar os talentos e o egos que havia, minimizar as diferencas, maximizar as proximidades e oportunidades, abracar com a mao esquerda a ala intelectual e com a direita a ala militar, com o objectivo de se alcancar um objectivo: a melhoria da qualidade dos debates na AR e a discussao de assuntos de interesse nacional. Desta parte sinto uma grande satisfacao, um grande prazer, por ter sido parte de uma equipa minoritaria, mas trabalhadora e vencedora! Marcamos muitos golos e alguns golacos, e esses golos tiveram um sabor muito especial! Um sabor que permanecera indelevel na minha memoria, na memoria de quem dentro daquelas quatro linhas, queria dizer, quatro paredes sagradas viveu a emocao, o privilegio e o dever sagrado de representar o povo, de falar em nome do povo!! A emocao nesses momentos era tao recomfortante, tao vivida que valia o sacrificio! E como o Munhuanense Azar vencer a um Manchester United num jogo da final da Taca!

2. Mesmo assim, houve mérito assinalável na bancada parlamentar da Renamo no mandato que termina quer seja na denúncia de inconstitucionalidades, quer seja na produção de alguns projectos de lei. Mas parece que este esforço foi deitado abaixo no final do mandato. A que se deveu isso?

Essa e a parte triste, a parte que nao gostaria de recordar! Mas acho ser a parte mais importante para compreender a politica do umbigo na nossa sociedade. Todo esse esforco foi deitado abaixo por uma lideranca centralizadora, que nao tem o habito de celebrar os golos que os seus proprios jogadores marcaram! Como e que um treinador fica triste quando um jogador seu, com dotes de Ronaldo, marca golos e faz um hart-trick? Essa e a parte que me passou despercebida! Essa e a duvida que levarei ate ao fim dos meus dias! Talvez alguns psicologos me ajudem a entender!

Esta e uma das razoes pela qual decidi tirar umas ferias para pescar e reflectir sobre mim, sobre o meu pais, sobre a nossa Africa, sobre a nossa democracia e sobretudo, sobre a construcao do estado e da democracia em Africa.

A (ir)racionalidade da lideranca d Renamo assemelha-se ao comportamento do Sir Alex Ferguson, quando decidiu vender David Beckam ao Real Madrid. A unica diferenca reside no facto de Sir Alex conseguir conquistar titulos, mesmo sem Beckham . Oxala Afonso consiga!

Veja que a expulsao de Davis Simango seguiu milimetricamente a mesma formula da expulsao de Raul Domingos! Alguem da imprensa ou da Frelimo faz uma acusacao, o lider da Renamo acredita no conselho do ‘adversario’, e zas, monta sua estrategia para eliminar o ‘inimigo interno’, interessantemente, a conselho do ‘inimigo externo’! So na China!

Quero chamar aqui a atencao para um caso suis generis. Se o que aconteceu na Renamo tivesse acontecido na Frelimo, nao sei onde estariamos hoje. Explico-me! Imagine que quando Chissano pressentiu que Guebuza queria o seu lugar, tivesse montado um tribunal interno ‘cangaru’ e tivesse expulso Guebuza. Imagine que por sua vez Guebuza ficasse inconformado com a decisao e cria-se um partido! Estaria hoje a Frelimo no poder?

Foi exactamente o que aconteceu na Renamo, com a expulsao de Raul Domingos. O efeito foi desgastar a imagem do lider da Renamo, e da propria Renamo! Quem saiu a perder foi a Renamo e o seu lider! Infelizmente muita gente pensa que quem perdeu foi Raul Domingos, por nao ter conseguido um lugar no parlamento! E imperioso que as pessoas aprendam a pensar estrategicamente! E nao tacticamente, que e o que muitos candidatos a politicos nesta terra fazem!

No primeiro caso, quando a Renamo deveria ter subido, aproximando-se do poder, perdeu 27 assentos, caindo de 117 para os actuais 90. Pensei que ja se tinha aprendido a licao, mas pelos vistos nao. Eis que aparece, contra toda a racionalidade, a expulsao de Davis Simango, com as mesmas ou piores consequencias! O 28 de Outubro nos dira!


3. Quais foram para si os melhores momentos da sua bancada neste mandato?


Os unicos momentos de que terei saudades sao as perguntas ao governo! Levantar as preocupacoes do povo na sala magna, levantar questoes de interesse nacional! Essas sessoes eram o que mais se parecia com a minha vida profissional, a academia. Eram as sessoes que me davam mais prazer. Sentia do fundo do coracao, que estava a contribuir para a melhoria do processo governativo do meu pais, do fortalecimento da nossa jovem democracia. Examinar os ministros, levantar questoes sobre o desemprego, ambiente de negocios, educacao, saude. Indagar sobre que estrategias o governo tinha em manga para eliminar as assimetrias regionais, para melhorar o impacto do investimento estrangeiro, criar um clima de negocios que atraia os homens de negocio nacionais e estrangeiros! Pedir contas ao executivo sobre como usaram e abusaram do bem publico, do dinheiro proveniente dos nossos impostos e do dos povos irmaos que nos apoiam, que estrategias tinham para tirar Mocambique do sub-desenvolvimnto, do desemprego, habitacao para a juventude e nao so, a criminalidade. Como pensavam melhorar as estradas, como pensavam tirar a minha Zambezia do abandono e desgraca em que se encontra votada. Foram para mim momentos inolvidaveis!

Se fosse possivel voltar para a AR so para desempenhar esse papel, eu voltaria! Quanto ao resto as saudades sao poucas, infelizmente pois o nosso parlamento e o irmo mais pobre, o filho bastardo da nossa democracia. Dos tres poderes, Executivo, Judiciario, o Legislativo e o mais desdentado!

4. Quais foram os piores e quais foram as razões dessa situação?

Houve duas ocasioes em que senti vergonha de ser deputado. A primeira foi no dia em que a bancada da Renamo-UE insurgiu-se e tomou o podio e em seguida abandonou a sala. A segunda foi quando o presidente da AR da Republica, Eduardo Mulembwe mandou entrar a Policia de Intervencao Rapida na sala da AR. Penso que o proprio Mulembwe, pessoa de tratos finos e a quem repeito bastante, deve ter-se arrependido do gesto! Com o gesto ele abriu um precedente com consequencias graves na nossa historia constitucional! A sala da AR e um lugar sagrado! Nao deve ser invadida por forcas da Lei e da Ordem! Aquela postura independenemente das razoes que o obrigaram a tomar tal atitude merece o meu repudio! Esse para mim foi o momento mais baixo desta Legislatura! Felizmente nao estava presente!

5. Cá fora, a idéia que há é a de que esta foi a bancada mais desfazada, mais indisciplinada e mais rebelde que existiu na “perdiz”. É verdade essa percepção. O que aconteceu, de facto?

Acho que nao! Desfazada porque? Indisciplinada porque? Rebelde porque e em relacao a que? Penso que foi a bancada mais competente! Quantas bancadas da oposicao forcaram de dia para a noite, a criacao da um ministerio para salvar a carreira do Chefe de Estado (Ministerio da Funcao Publica)? Quantas bancadas da oposicao ja forcaram o Constitucional a chumbar leis provenientes da Presidencia da Republica a ponto de colocar o Presidente da Executivo de joelhos? Quantas bancadas da oposicao ja forcaram o governo a retirar propostas de leis por erros graves na sua formulacao detectados e apresentados pela oposicao? O que acho e que este foi um do piores Executivos de todos os tempos! Coitada da Mana Luisa que teve que fazer omoletes sem ovos!

6. O sr. foi “ministro-sombra” do Governo da Renamo também na sombra. Esse Governo alguma vez funcionou? Como e quais foram os seus resultados e impactos?

A ideia do governo sombra, e uma inovacao no nosso sistema. Ela e originaria do Westminter System, ou seja do sistema parlamentar britanico. Quando sugerimos a ideia, ele deveria ter sido criado antes das eleicoes para mostrar a nova estrategia e imagem da Renamo que se assentava em duas premissas basicas: Programa de Governacao e Competencia do Executivo-Sombra. Como sabe dois dos maiores ataques que a Frelimo fazia a Renamo tinham a ver com dois eixos fundamentais: Que a Renamo-UE nao tinha quadros competentes; e que a Renamo-UE nao tinha Programa de Governacao. Com o estabelecimento atempado do Governo Sombra, matavam-se dois coelhos numa cajada!

Infelizmente das duas uma: ou Dhlakama nao entendeu a estrategia ou entao entendeu e muito bem, mas teve medo de perder o protagonismo, na medida em que cada membro do Executivo-Sombra teria uma plataforma publica para expor o programa de governacao na sua respectiva area de actuacao.

Se tivesse sido implementada como tinhamos planeado, posso arriscar que Guebuza nao teria nomeado o Executivo que nomeou! Teria sido obrigado a subir a parada, pois o Executivo Sombra da Renamo-UE, segundo a proposta inicial, tinha quadros melhor qualificados, pelo menos academicamente que os de Guebuza! E julgo que ele nao aceitaria. E nessa competicao positiva, ganhava Mocambique, e ganhava a nossa jovem democracia.

So que a ideia foi morta a nascenca. A lideranca da Renamo no meu entender ficou com medo do seu proprio governo sombra. A lideranca recusou-se a lancar o governo-sombra antes das eleicoes, e o impacto inicial desfez-se. O Governo Sombra apareceu desdentado, quatro meses depois das eleicoes, mais para distrair a opiniao publica nacional e internacional do que para ser efectiva!

E mais, a expectativa era que o Dr Alone fosse o Primeiro Ministro-Sombra!

O Dr Alone, que nos deixou ha um ano, que Deus o tenha, tinha uma experiencia, uma visao, um curiculo, uma logica argumentativa, um saber estar e saber fazer que colocaria qualquer ministro Guebuziano, incluindo a actual PM de rastos! Portanto foram dois KOs tecnicos, ao governo sombra dados pela propria lideranca da Renamo.

Poderei falar das areas que ocupei. O primeiro posto que tive no governo sombra foi o de Ministro da Juventude, Turismo, Cultura e Desportos! Um super ministerio, como pode imaginar. Enquanto desenhava o programa de accao, para cada uma das areas e identificava quadros para colaborarem comigo nas diversas areas, vi-me envolvido na preparacao de uma visita de trabalhos a Londres, para ajudar a lancar a imagem da Renamo na Europa. A convite do Partido Conservador Britanico, fomos (O Presidente Dhlakama e eu) a Londres e a Manchester.

Devido ao sucesso da nossa viagem tanto a Londres como a Manchester, com encontros ao mais alto nivel, no voo de regresso, o presidente da Renamo diz-me para me preparar pois passaria a trabalhar na area das relacoes exteriores, cobrindo a Europa e as Americas!

Porque o presidente da Renamo era o Chairman da DUA, e a DUA era apoiada pela Westminster Foundation, britanica, acabei me envolvendo em questoes africanas, sendo algumas vezes, a ponte entre o Westminster Foundation, e a lideranca da DUA.

Como sabe um dos principais calcanhares de aquiles da Renamo e a sua imagem externa! Durante varios anos, a Frelimo conseguiu pintar a Renamo no exterior como um grupo de bandidos armados criados e alimentados pelos regimes minoritarios de Ian Smith da Rodesia e do Apartheid na Africa do Sul!

Como sabe, houve um grande movimento de solidariedade, liderado pela esquerda, para com a luta anti-Apartheid na Europa e no mundo inteiro. A ligacao da Renamo ao Apartheid e uma das questoes mais controversas na Europa hoje.


Para alem disso a Frelimo, tem cinco linhas de avanco na promocao da sua imagem. Entando que partido no poder tem inumeras possibilidades para fazer passar a sua mensagem: (1) usando parte do pessoal diplomatico nas nossas representacoes diplomaticas, (2) usando a imprensa local e externa, o servico em ingles da AIM, as (3) recepcoes, (4) encontros regulares com missoes diplomaticas acreditadas em Maputo, (5) visitas do chefe de estado e de ministros etc etc.

Era preciso montar uma estrategia e plano de accao que tivesse em conta esses elementos todos! E fomos a accao com resultados palpaveis na Europa, Africa, Asia, Australia e Americas.

E mais, na Europa, ate a pouco tempo, a maior parte das pessoas que se interessa pela Africa e pelos paises em desenvolvimento sao pessoas que de alguma forma estao associadas a esquerda. Elas se interessam, estudam e acabam vindo trabalhar em Africa.
Portanto qualquer estrategia de promocao da imagem da Renamo tinha que ter em conta estes aspectos basilares!

Bem isto ate a crise da Beira!

7. Que avaliação pessoal faz da liderança de Afonso Dhlakama, tendo em conta o facto de já estar a ser questionada?

Afonso Dhlakama e um lider forte, carismatico e com muito potencial por ser explorado. Mas por ter ficado muito tempo no poder, desde os 18 anos que esta na lideranca da Renamo, acabou ficando afectado pela doenca que afecta Mugabe! Apanhou o sindroma do lider fundador, que dedica a maior parte do tempo nao a combater o adversario mas a reparar para dentro, para ver se existe alguem que o queira substituir, uma vez que esta convencido que e insubstituivel! Esta convencido que ninguem tem competencia para substitui-lo e que no dia em que ele nao for o lider a Renamo desaparece! Isto dito a imprensa pelo proprio! No dia em que Dhlakama deixar de pensar assim, penso que ele voltara a ser aquele dirigente que mobiliza e eletrifica as massas, e sobretudo aquele dirignte que tirou Mocambique da tirania e devolveu a democracia! Um dirigente amado pelas massas!. Se nao mudar, tera um fim triste. Um fim que nao merecia mas que esta a cultivar! Para mim um lider deve saber criar sucessores! Um, dois, tres, quatro, cinco. A pergunta que faco e simples. Se por acaso ele tiver um acidente, como o que ja teve, e nao recuperar o que sera da Renamo? Desaparecera? Se desaparecer a culpa sera dele pois nao soube criar lideres para o substituir!

Ora uma serie de pessoas no partido aperceberam-se dessa fraqueza do lider e passam a vida a alimentar historias que agradam ao chefe para serem promovidos, logicamente queimando os menos precavidos!

8. Que leituras faz do barulho provocado pelo Congresso da Renamo antes e depois da sua realização e que impacto julga que ele teve ou terá na vida interna do partido.

Um dia a verdadeira razao porque se realizou o Congresso tao tardiamnte vira ao de cima! Estamos em momento eleitoral e acho nao ser momento apropriado para enveredar por essa via sob risco de sermos mal percebidos e ou acusados de estarmos a fazer campanha para A ou B!

Infelizmente, o mesmo cenario que aconteceu com o Governo Sombra voltou a repetir-se em relacao ao Congresso. O Congresso realizou-se quando ja ninguem estava interessado! Nem os membros, nem a comunidade internacional e muito menos a imprensa. O Congresso foi um nao-evento! Um nao-Congresso!

Ha uma coisa que nao entendo, pensa Dhlakama que Davis Simango iria vence-lo em eleicoes livres e justas dentro da Renamo? Claro que nao! A Renamo, como qualquer organizacao que tem um lider por mais de trinta anos, foi moldada durante esse tempo todo a imagem do lider!! E ele sabe disso! O que nao compreendo foi porque cargas de agua, ele nao convocou um Congresso a tempo, e ate convidando o Davis a concorrer! Tenho a certeza que Dhlakama ganharia, e isso daria uma maior legitimidade a ele proprio, a Renamo e a democracia em Mocambique!
O que nao entendo e porque e que Dhlakama quando tem a bola na pequena area, sozinho, e o guarda-redes esta batido, opta sempre por fazer o mais dificil: chutar a bola, nao para dentro da baliza mas sim para fora! Porque Dhlakama evita marcar o golo da victoria?
Essa e a pergunta que eu gostaria de fazer ao lider da Renamo, da proxima vez com que me encontrar...

9. Que perspectivas traça para a Renamo nestas eleições e qual será o cenário em termos de resultados eleitorais para este partido e para o seu candidato?

Fazer previsoes e complicado. O que posso dizer e que infelizmente para a nossa democracia, e para o nosso pais, a oposicao vai sair enfraquecida. A nao ser que se verifique um milagre! Como Cristao acredito em milagres! A Renamo continuara a ser um partido com alguma pujanca no cenario politico nacional, mas sera uma pujanca inferior a actual!

O lider da Renamo, perdeu todas as chances que teve para mostrar que e um lider moderno, reconciliador, que sabe fazer a paz dentro da sua propria casa! Um bom chefe de familia e aquele que sabe trazer a razao os seus filhos! Que sabe pedir perdao quando esta errado! Que sabe sacrificar o seu ego, os seus interesses pessoais para o bem maior! A grande incognita hoje, e saber se os votos que a Renamo vai perder irao para o MDM, PDD, a Frelimo, outro partido, ou entao se irao engrossar a abstencao!


10. Que saibamos, o sr. não aparece em nenhuma lista para o futuro Parlamento. Porquê assim? Em quem milita ou militara futuramente?

Inspirei-me na Sarah Palin! Agora vou pescar! ... E terminar algumas dividas que tinha na minha vida academica e profissional.

Em quem militarei futuramente? O futuro dira! Por enquanto deixe-me pescar!

11. Mas era dado como certo no MDM…

Gosto muito dos jornalistas mocambicanos! Preferem sempre o mais dificil ao mais facil. Diz que eu era dado! Porque e que nao me perguntou na altura em que era dado? Tens meu email, numeros de telefone de ca e de fora etc etc!


Sabe, ja fui dado como estando no MDM, da mesma forma como ja fui dado por alguma imprensa como delfim ou possivel substituto de Dhlakama! Na mesma altura, quase ao mesmo tempo! Penso que devo ser das pessoas mais abertas, com maior convivencia com jornalistas! As minhas opinioes estao estampadas diariamente no meu blog. Quem quer saber onde estou economica, politica e ideologicamente pode facilmente saber...

Como sabe fiz varias cartas abertas, outras fechadas as liderancas quer do MDM quer da Renamo, mostrando que o que estavam a fazer, do ponto de vista estrategico, era favorecer a Frelimo, enfraquecendo a oposicao! Ao dividirem a oposicao eles estavam a levar os seus egos, acima do interesse da democracia e do pais! Este pais precisa de uma oposicao forte. A propria Frelimo sabe que para ser eficiente precisa de uma oposicao forte! A nossa democracia tambem precisa de uma oposicao forte! O nosso pais idem! Que oposicao teremos depois de Outubro? Uma oposicao mais fraca do que a actual certamente! Uma oposicao fragilizada! De um lado teremos a Renamo com o apoio rural mas sem a pujanca intelectual, e por outro lado teremos o MDM com a pujanca intelectual mas sem o apoio das massas rurais! E quem fica a esfregar as maos de contente? Enquanto nosso parlamento soneca, os doadores vao gerindo a nossa economia, vao fiscalizando o executivo e quando acordarmos ja estarao confortavelmente instalados na nossa AR, representando-nos!

Este pais nao se deve dar ao luxo de permitir que facamos um U turn (marcha atras) democratico! A sorte que temos e que em termos orcamentais dependemos em cinquenta por cento dos doadores! Se nao nos acautelarmos, a proxima oposicao serao os doadores! Oxala que esteja errado!

Eu nao quero fazer parte do processo de enfraquecimento da oposicao em Mocambique! Porque isso e contra o interesse nacional de Mocambique e e contra a minha consciencia! Garanto-lhe que nao foi facil tomar a posicao que tomei! Foi duro! Levou noites e dias! Mas no fim, achei que nao poderia trair a minha consciencia! Se eu tomasse decisoes por razoes umbilicais, teria alinhado por uma ou outra parte! Estou convencido que Mocambique precisa da Renamo, como precisa do MDM! Oxala os lideres destes dois partidos necessarios e incontornaveis, saibam colocar o interesse nacional acima dos seus umbigos, egos e interesses pessoais! Nao me candidatei a nenhum dos partidos porque essa foi a forma humilde que encontrei para mostrar a minha insatisfacao pelo actual status quo! Feliz ou infeliz o tempo o dira!

Acompanhei de perto, por razoes academicas e politicas o desastre Angolano! Um mes antes das eleicoes angolanas, tive encontros com altos dirigentes da UNITA no hotel Tropico, em Luanda, onde discutimos as mesmas questoes que hoje se apresentam no cenario politico mocambicano! Infelizmente ja era tarde! E foi o que se viu! Um descalabro total! Hoje temos um MPLA com mais de dois tercos e o primeiro impacto dessa posicao comfortavel do MPLA foi o adiamento sine die das eleicoes presidenciais!

Quarenta e cinco a dividir por dois sempre deu maioria para a oposicao na Zambezia. A dividir por tres, ja nao sei o que e que vai dar! Pela primeira vez, na Zambezia, Guebuza tem a possibilidade aritimetica de vencer!

Ao nivel micro permitam-me dar-vos uma pequena analogia so para ilustrar o que esta a acontecer ao nivel macro, e que muita gente nao quer ver! Prefere tapar o sol com a peneira!

No meu circulo eleitoral, por exemplo, onde a Frelimo perdeu nas tres eleicoes (1994,1999, e 2004) a oposicao esta completamente dividida! No meu caso pessoal, por um lado tenho o Joao Carlos Colaco, cabeca de lista do MDM. Por outro, o Viana Magalhaes, cabeca de lista da Renamo! Ambos colegas de causa e amigos de longa data! Por um lado esta o velho Gouveia, pessoa que estimo bastante, e do outro, o irmao Lobo, membro da Comissao Politica do MDM. De um lado a mana Linete, e de outro a mae Ines! Poderia continuar...

A pergunta que faco e simples: ideologicamente o que e que nos divide?Para mim fica dificil jogar num cenario desses! Decidi ficar de fora! Fico a assistir! E como diz o meu amigo Joao Jamal, numa guerra alguem tem de ficar para que depois dela terminar possa cuidar dos feridos, enterrar os mortos e escrever a historia!

12. Que cenário se reserva para o MDM e para o seu líder?

Penso que se existe alguem que nao vai perder nestas eleicoes, e o Davis Simango e o MDM. Se eleger um deputado sera considerada uma vitoria! Porque sai duma situacao em que nao tinha deputado algum e passa a ter um. Se nao tiver nenhum deputado, o que duvido, estara na situacao em que ja estava! Portano a frente e o caminho, e grau a grau, o MDM passara a ser a terceira forca em Mocambique. Com trabalho arduo, disciplina, e filtracao de oportunistas umbilicalistas, o MDM podera vir a superar a Renamo, se Dhlakama continuar a comportar-se da forma como se tem comportado! Se Dhlakama acordar do sono profundo a que se sujeitou, e mudar de comportamento, o cenario politico pode ser outro.

O que acredito e que havia duas visoes sobre o MDM. Uma que prefiro chamar de idealista e a outra pragmatica. Os idealistas sonhavam com um MDM a largura da nacao. Um MDM-sonho, onde se convergeria toda a oposicao a bipolarizacao. A Ala pragmatica, por sua vez, via e ainda ve um MDM a moda Renamo-Renovada. Por enquanto a ala pragmatica esta na dianteira. Suponho que depois das eleicoes e que comecara a verdadeira batalha para a definicao do que sera o verdadeiro MDM. O maior inimigo do MDM nestas eleicoes foi o factor tempo!


13. Haverá espaço para uma vitória por dois terços da Frelimo, ou antes a Frelimo vencerá as eleições? E o seu candidato. Com que margens?

A maior desgraca para a Frelimo, para a democracia e para Mocambique como um todo, e a repeticao do cenario Angola, em Mocambique! Ou seja, a victoria com mais de dois tercos da Frelimo! Isso ira acordar os apetites totalitaristas da Frelimo! Nao precisamos de ser cientistas politicos. Basta recortar jornais e fazer uma leitura horizontal dos pronunciamentos de Guebuza, Marcelino dos Santos, Chipande, Matsinhe para termos uma ideia do que sera uma Frelimo com dois tercos! Veja que els nao mudaram de ideias. Ainda a dias Sergio Vieira provou que se estivesse no poder ainda hoje implementaria as aldeias comunais! e isso dito de boca cheia! mariano Matsinhe, disse ha dias que os que morreram durante a luta armada pediram! Infelizmente preciso recordar que a Frelimo nao se tornou democrata por vontade propria, ela foi obrigada pela violencia armada! Nao nos esquecamos disso nunca, sob risco de acordarmos um dia e encontrarmos um refrao do nosso hino nacional apagado ou trocado! Aquele refrao que diz: ‘nenhum tirano nos ira escravizar’ substituido pelo anterior refrao ‘Mocambique sera o tumulo do capitalismo’! As forcas do totalitarismo estao vivas em Mocambique! Nao desapareceram, recuaram e se costuma dizer que, recuar nao e fugir!

14. O Dr. Carlos Jeque insiste que há tribalismo, favorecendo caras do Norte e Centro do País, na composição dos partidos políticos da oposição. Concorda com ele?

O Carlos Jeque, tocou na ponta do iceberg. Disse uma meia verdade. Se queremos ser serios, temos que dizer a verdade toda! A politica em Mocambique e tribalista! Sei que ate os academicos, os jornalistas, tem medo de falar de frente do e sobre o tribalismo. Escondemos a cabeca, deixando o rabo de fora. Infelizmente tem sido assim desde a fundacao da Frelimo em 1962. E a maior parte dos partidos em Mocambique sao bons alunos da Frelimo, no que e bom e no que e mau! A questao que Jeque deveria ter colocado e muito mais profunda! A questao tribal nao aparece apenas nos partidos da oposicao. Ela aparece e tem como berco o partido da posicao! Vou dar-lhe um exemplo caricato. Um sujeito do sul nao precisa de ter cartao da Frelimo para ser membro senior da Frelimo ou para assumir funcoes de governacao. Mas se o cidadao e da Beira, nao so deve mostrar o cartao, como deve agir e parecer-se com a Frelimo. Vice - versa na oposicao! E isso nao precisa de muita ciencia! Chegara o dia em que faremos politica diferentemente! Mas isso ainda vai levar anos, senao seculos! A questao que se coloca e: sera possivel construir a Nacao a partir da tribo?

15. Concorda com ele quando diz que o MDM se fechou em copas e não se abriu para aglutinar forças, personalidades e tendências?

Penso que o MDM tinha (e possivelmente ainda tenha, depois das eleicoes) uma oportunidade historica de sonhar, redesenhar e refazer Mocambique, reeditando o sonho de Mondlane e de Urias Simango! Pela velocidade com que as coisas andam comeco a ser menos optimista, mas a esperanca ainda nao morreu! O MDM poderia ter sido um factor aglutinador muito importante! Uma especie de FRELIMO em 1962, abrindo suas portas para as diversas sensibilidades! Infelizmente ou pela escassez de tempo ou por imaturidade de alguns actores, ou por uma questao tactica, esse momento e essa oportunidade historica parece estar a perder-se, a cada dia que passa! Oxala eu esteja enganado! ! Mas ha uma outra oportunidade, depois das eleicoes! Oxala haja visao suficiente, e egos menos pronunciados, aliados a humildade que Davis demonstrou durante o primeiro mandato autarquico, para se perceber e agir-se a tempo de salvar a democracia em Mocambique, que esta em perigo. O caso da nomeacao ou nao do/a Secretario Geral do MDM, foi a ponta do iceberg! Havia muita gente que se revia na rebeldia e no sonho do MDM, e que estava preparada para apoiar o projecto, mas tenho a impressao que o projecto Beirizou-se muito! Alias muito boa gente dentro do MDM, tambem tem essa visao e ate sei que ja expuseram tal visao! Mas ninguem agiu! Claro que uma coisa e a articulacao de uma visao e outra e a sua materializacao! O que ate certo ponto e compreensivel! As vezes sinto pena do Davis! Teve que montar uma maquina em menos de seis meses, e concorrer as presidenciais! So esse facto e OBRA! Um recorde! Ele tinha duas opcoes, abrir-se e perder a hegemonia dentro do MDM, ou entao fechar-se e perder a vitalidade da aglutinacao! Bem ou mal ele agiu como lider africano, seguindo seus instintos e nisso, so a historia nos dira se estava certo ou errado!

Na minha optica, e partilhei isto com Davis Simango, devido a escassez de tempo e uma vez que ele tem que gerir a Beira, era imperioso que o MDM nesta fase se descentralizasse. E a melhor forma de se descentralizar seria ter uma figura forte no Norte, uma no Centro (Davis) e uma outra figura forte no Sul. Essas figuras poderiam ser um Vice-Presidente no Norte e um Secretario Geral residente no Sul ou vice-versa. Isso facilitaria a vida dele, nao tendo que estar sempre na rua, venderia a imagem de um Davis diferente dos actuais adversarios a Ponta Vermelha, que sao centralizadores. Daria a imagem de um Davis jovem, que delega, despreocupado com controles de poder, e sem medo de sombras reais ou imaginarias!

Porque e que digo isto em publico? Simplesmente para que Davis se habitue a ouvir as verdades enquanto e cedo! Nao gostaria que se criasse o culto de personalidade, o que nos levaria a transformar Davis num Guebuza ou num Dhlakama! Davis tem que ser diferente para poder dar uma chance a democracia em Mocambique! Mocambique precisa de uma nova geracao de politicos que sabe ouvir criticas em publico, sem ficar magoado! Se conseguirmos criar essa nova geracao, terei cumprido com a minha tarefa, com a tarefa da minha geracao!

16. Fará campanha este ano? A favor de quem, aonde e porquê?

Este ano eu vou pescar! Como tenho dito aos meus amigos proximos, ja cumpri meu SMO (Servico Militar Obrigatorio)! Durante cinco anos tive uma vida super activa e agitada! Para alem de ser parlamentar, onde sou membro cessante da Comissao de Relacoes Internacionais da AR, e presidente substituto da mesma comissao, sou Vice-Presidente do Forum Parlamentar sobre Armas Pequenas e Ligeiras, uma organizcao mundial de parlamentares, sou docente em varias universidades, tenho alguns negocios pessoais e acima de tudo estou na fase final do meu doutoramento. Cada uma destas tarefas exige disponibilidade a tempo inteiro! Ultimo e nao menos importante, tenho que cuidar da minha familia, que sofreu muito com as minhas multiplas ausencias durante os cinco anos!! Dentro destes cinco anos devo ter sido o deputado que mais viajou! Quero deixar de ser egoista e aprender a pensar nos outros! Se nao conseguir, nao foi por falta de vontade! E defeito de fabrico!

E mais se estivesse numa das listas, nao poderia estar a dizer o que estou a dizer. Acho que esta e uma forma de contribuir para a consolidacao da democracia e da reconciliacao nacional. Depois de 5 anos sob ‘vigilancia partidaria’, acho que e tempo de ter de volta e de gozar a minha liberdade de opiniao, de pensamento e de expressao, como reza a Lei Mae!

17. Como avalia a Governação de Armando Guebuza?

Daria nota de dispensa ao manifesto de Armando Emilio Guebuza. Nao sei quem o concebeu mas tiro o meu chapeu a essa equipa. Onde Guebuza errou e oxala tenha aprendido a licao, foi na nomeacao dos ministros! Portanto ele tinha um excelente carro, mas os motoristas eram medianos. O resultado nao se fez esperar!

Veja os vai vens do anibalzinho! Veja os incendios nos paiois, nos ministerios! Veja as demissoes no ministerio da agricultura (tres ministros em cinco anos), veja a sangria e fuga de cerebros no ministerio da agricultura, veja as taxas de retorno dos famigerados 7 milhoes, veja onde esta o famigerado combate a corrupcao, veja a vitalidade do tal espirito do deixa andar, veja o incremento das assimerias regionais, veja o incremento dos problemas do desemprego, da sanidade, habitacao! Ate hoje, volvidos cinco anos nao temos uma politica de habitacao, veja a qualidade da saude que temos, a qualidade do nosso ensino!

So nao irei mais, para nao me chamarem de apostolo da desgraca!

A sorte que temos, e que nao somos nos que gerimos a nossa economia. Ela e gerida pelos doadores, o Fundo Monetario Internacional e o Banco Mundial. Senao teriamos tido a maior derrapagem de sempre! O governo de Mocambique, devido a dependencia externa e uma especie de cipaio, que recebe ordens para cumprir, uma especie de administrdor - delegado! Nao e por acaso que mesmo o Comite Central da Frelimo, nao tem um Secretario para a Economia, ou, pelo menos, nao e conhecido! E que nao e la onde se faz a planificacao das nossas politicas economicas! Washington, Londres, Paris e Bruxelas determinan o rumo da nossa economia, e por sinal das nossas vidas! Infelizmente!





18. Dê notas de 0 a 20 às seguintes personalidades da nossa vida política

Armando Guebuza 9,5
Raul Domingos 7,8
Daviz Simango 9,5
Afonso Dhlakama 9,5
Yacub Sibindy 4,5
Maputo, 01.09.09

A Opinião de Ericino de Salema

Que política temos, afinal?



Por Ericino de Salema



A alguns dias do início da campanha eleitoral, tendo em vistas as eleições presidenciais, legislativas e das assembleias provinciais marcadas para 28 de Outubro, começam a surgir sinais evidentes de que a Frelimo e a Renamo insistem em não pautar pelo civismo político. Parece que não é preciso ser-se profeta para se vaticinar uma campanha de sangue, temperado por mentiras e improvisos. Nestas pequenas notas cívicas, tentaremos discutir questões como ‘mercado político’, ‘competição política’ e ‘factos versus ética política’.



Mercado político. Este conceito, instituído pelos cultores da teoria de escolha racional, ensina que o espaço político é, por natureza, caracterizado pelo confronto de empresas políticas, consideradas como empresas de interesses, sendo ele – o mercado político – o lugar no qual se trocam votos por promessas de intervenções públicas. As promessas são comumente documentadas em sede de manifestos eleitorais.



A Frelimo e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), dois dos três partidos que irão concorrer às presidenciais, já apresentaram ou os seus manifestos ou os pontos basilares que os irão corporizar. Coincidem, estes dois partidos, na eleição da juventude, segurança pública e habitação como questões prioritárias. Tudo, convenhamos, para obter votos.



Na verdade, no caso concreto do mercado eleitoral, há ofertas públicas e/ou mediatizadas de programas, que funcionam como ‘iscas eleitorais’, (des)valorizando- se, nisso, o papel dos valores e da fidelidade partidária. Aqui, subjaz a ideia de eleitor individualista (o fanático) ou racionalista (que é o que efectua, antes de votar, um cálculo estratégico).



A ideia de mercado político funda-se, em rigor, no facto de os políticos entrarem em concorrência agindo segundo uma lógica racional equivalente à dos empresários económicos. Na verdade, o empresário cria firmas para obter lucro – e não para dar emprego, como amiúde se diz – enquanto que um político procura alcançar, exercer e manter o poder. O advogado Máximo Dias, que já não está preocupado com o poder, faz bem em pretender transformar o seu MONAMO numa organização filantrópica.



Competição política. A competição, que provém do latim petere, que é qualquer coisa como tender para um determinado objectivo, existe quando duas ou mais pessoas ‘correm’ em conjunto, visando alcançar um mesmo objectivo. O poder, em se tratando da competição política. Compete-se, quase sempre, por um bem escasso e exige-se uma ideia de jogo, o que implica a existência de certas regras [de jogo], dentro das quais se exerce a competição, devendo existir um árbitro capaz de garantir o fair-play.



Jean Luca escreveu, certa vez, que a política será a actividade pela qual um grupo pretende impor pela força ou pela influência numa competição, um conjunto de soluções aos problemas de uma sociedade. M. G. Smith acrescentaria que a acção política se distinguirá da acção social quando entra no domínio da competição para o controlo ou para que tenha influência nas decisões respeitantes aos negócios públicos.



Bem vistas as coisas, tanto a Frelimo como a Renamo, os dois maiores partidos do xadrez político nacional, estão a pretender, pelo menos nesta fase de pré-campanha eleitoral, aliciar o maior número possível de eleitores, como forma de ganharem tranquilamente as eleições. Nisso, falta-lhes o civismo político, ou, em linguagem desportiva, o fair-play. Cada um destes partidos – os seus porta-vozes, em particular – actua como lobo do outro.



Não fosse o campo político, como teorizou Pierre Bourdieu, o lugar de uma concorrência pelo poder que se faz por intermédio de uma “concorrência pelo monopólio de falar e de agir em nome de uma parte ou da totalidade dos profanos”. Obviamente que os media tem, neste domínio, um papel instrumental…



Factos versus ética política. Por uma questão meramente metodológica, não iremos ‘mapear’ todos os factos políticos recentes em que pelo menos dois partidos se evidenciam negativamente no campo político. O que a imprensa reporta como tendo sucedido esta terça-feira em Majaua, distrito de Milange, província da Zambézia, se nos afigura bastante para este modesto exercício cívico.



Num dos jornais que reportou o assunto, Fernando Mazanga, porta-voz da Renamo, é citado a dizer que “homens armados saíram da sede da Frelimo disparando contra a caravana”, Edson Macuácua, seu homólogo da Frelimo, é citado a afirmar que “Dhlakama disparou um tiro com o seu próprio punho, o que é inaceitável”.



Mazanga ajuntaria que se está em presença de “factos mal contados”. Cuidando ele mesmo de os contar “com perfeição”, precisou: “…foram os próprios membros da Frelimo que se infiltraram na reunião dirigida por Afonso Dhlakama, com o intuito de criar uma instabilidade” .



Chamando a si a tarefa de providenciar “dados substanciais” do que ocorreu, Macuácua sublinhou: “O mais agravante é o facto de o próprio líder da Renamo ter incitado, promovido e praticado violência, pois, segundo dados em nosso poder, Dhlakama disparou um tiro com o seu próprio punho, o que é inaceitável, inadmissível e intolerável”.



Das declarações dos dois políticos atrás citados, fica bem explícito que a procissão ainda nem sequer saiu da igreja. Tal como a pequena e pacata povoação de Majaua, que foi transformada em ‘dumbanengue’ político, no lugar de ser um natural mercado político, os demais pontos do país serão, infelizmente, palcos de atrocidades políticas.



Há muito que ficou provado que um político profissional precisa ser eticamente responsável. Max Weber, sociólogo alemão, estabeleceu, em 1919, a distinção entre o que chamou de “Ética da Convicção” e “Ética da Responsabilidade” . Para Weber, quanto maior o grau de inserção de determinado político na arena política, maior é o afastamento de suas convicções pessoais e a adopção de comportamentos orientados pelas circunstâncias. Este afastamento das crenças e suposições pessoais e a adopção de medidas, muitas vezes contraditórias, é determinado pela ética da convicção e pela ética da responsabilidade. Infelizmente, os nossos políticos mais se guiam pela ‘convicção’…



Weber tinha o seguinte entendimento sobre esses dois conceitos: a ética da convicção é o conjunto de normas e valores que orientam o comportamento do político na sua esfera privada, enquanto que a ética da responsabilidade representa o conjunto de normas e valores que orientam a decisão do político a partir de sua posição.



Nessa altura, o sociólogo alemão tomou como exemplo o caso de um governante que tenha a convicção pessoal de que é necessária a redução de impostos. Esse governante pode ter realizado uma campanha eleitoral focada na redução da carga tributária, conforme suas crenças particulares. Porém, uma vez no governo, se depara com a escassez de recursos financeiros para atender serviços básicos como segurança, saúde e educação.



Diante desse dilema, continuou Weber, o governante precisa tomar a seguinte medida: ou segue sua norma particular (ética da convicção), e reduz os impostos sabendo que vai faltar dinheiro para que o Estado cumpra suas obrigações elementares, ou adopta uma medida orientada a partir de sua posição de governante (ética da responsabilidade) e mantém ou eleva as taxas de impostos, viabilizando os recursos necessários para a acção governativa.



O exemplo de imposto oferecido por Weber poderia, no caso concreto do que aconteceu esta terça-feira em Majaua, ser substituído pelo dever que cada pessoa, singular ou colectiva, tem de proteger a vida. Sem isso, as (pré)campanhas políticas facilmente se traduzirão em derramamento de sangue.



Terminando sem concluir. A forma como os principais actores políticos moçambicanos se têm comportado leva-nos a concluir que, embora exista um quadro legal que propicia a salutar competição política no seio do mercado político, a sombra do ‘dumbanenguismo’ político não larga a muitos partidos políticos, alguns dos quais com grandes responsabilidades neste país, daí alguns dos seus quadros abusarem da ‘inocência’ de gente aparentemente sem nada a perder para a promoção de vergonhaças políticas. Uns dirão que são ‘pais’ da democracia; outros jamais se fartam de se apresentar como ‘cultores’ da auto-estima…



PS: A Selecção Nacional de Futebol de Moçambique, “Mambas” de seu nom de guerre, defronta este domingo a sua congénere do Quénia. Diferentemente do que muitos pensam, a meu ver Moçambique terá Moçambique como seu maior adversário, e não necessariamente o Quénia. Do primeiro ao último minuto, a pressão governará os nossos artistas, muitos deles psicologicamente impreparados. Só espero que Mart Nooj não se demore a tomar decisões urgentes, sob pena de se transformar num ‘Mocho da Minerva’, conhecido, como diria o seu companheiro Hegel, por ‘levantar voo ao entardecer’.

Fundação Malonda negoceia investimento finlandês no sector florestal de Moçambique



A Fundação Malonda está a trabalhar com a empresa finlandesa UPM, no sentido desta investir no sector florestal na província do Niassa, norte de Moçambique, disse à Macauhub, Inocêncio Sotomane, presidente do conselho de administração.

"Estamos a trabalhar com os finlandeses. Neste momento estão a decorrer estudos no terreno", disse Sotomane que sublinhou que "os dados até aqui obtidos são promissores".

Segundo referiu, a UPM está neste momento a trabalhar nos estudos de impacto ambiental, social e financeiro. "Até finais deste ano haverá uma decisão final" disse.

A empresa finlandesa está a trabalhar nos estudos há mais de um ano e meio, segundo apuramos.
O responsável da fundação, estima que a UPM venha investir aproximadamente mil milhões de dólares norte-americanos.

Várias empresas, na sua maioria europeias, estão a investir no sector florestal no Niassa, trazidas pela Fundação Malonda, entidade que tem como objectivos atrair investimentos para aquela que era considerada a província mais pobre de Moçambique.

A Fundação Malonda também trabalha no apoio a investimentos nos sectores de agricultura e turismo, devendo começar a dedicar-se brevemente ao agro-processamento.

O presidente do Conselho de Administração da Fundação Malonda disse que o sector florestal no Niassa criou até agora sete mil postos de trabalho (7000) e prevê um crescimento para aproximadamente 12000 nos próximos anos.

Inocêncio Sotomane prevê que nos próximos 20 anos venham a ser explorados no Niassa pelo menos um milhão de hectares.

A Opinião de Noe Nhantumbo

TENTATIVA DE MOSTRAR SERVIÇO NÃO SIGNIFICA JUSTIÇA
Alguém tinha que ser detido ou preso?...

Tem havido um esforço até público de aparecer mostrando serviço no sector da justiça. Há detidos e presos que pela sua envergadura parecia que iam demonstrar que se quer mudar a face da justiça ou sua administração. Mas a “montanha está parindo diversos ratos”.
Num contexto difícil em que se herdou toda uma máquina que funciona a base de telefonemas quando os assuntos são de substância e há possibiliddades de ferir ou manchar figuras, chegou-se ao fim da linha. Já não dá para esticar mais a corda. Os comp0adres já não se entendem. Um legado ou herança que se procurava apresentar imaculada e digna do apreço de todos esá sendo esburado por ataques aos flancos e atingindo figuras de proa de um regime que até foi premiado internacionalmente.
O regime de administração da justiça já não era credível e o governo do país viu-se pressionado pelos seus parceiros externos a fazer alguma coisa.
Mediram-se os prós e contra e avançou-se para algumas detenções espectaculares. Mas nada passou disso pois as sucessivas aventuras da PGR só produziram despronunciamentos dos casos realmente quentes. Se algum resultado prático houve foi verificar-se uma aceleração das fricções internas na Frelimo com gente de uma ala se sentindo acossada e perseguida pela ala que detém o poder.
Houve um determinado desgaste de algumas figuras tidas como exemplo de boa governação e ficou claro que se as coisas tivessem sido escrupolosamente investigadas Chissano não teria ganho nenhum prémio de Boa Governação e Transparência como defendeu um acadêmico tanzaniano. Quando se é Chefe de um governo e se tem um Ministro do Interior manchado e todo o sistema de finanças públicas com problemas graves não se merece prémio. A auto-estima dos moçambicanos ensina-os a diferenciar o “trigo do joio”. Queremos os nossos campeões mas não queremos campeões utilizando “anabolizantes” para conseguirem os resultados. També não queremos que uma comunidade internacional cúmplice de muitas irregularidades eleitorais “aceitáveis” e que não “alteram os resultados” se mantenha distante de nós. Para que serve um Carter Center ou uma Observação como a da União Europeia se no que conta nunca se manifestam? Para que serve o Observatório Eleitoral moçambicano senão para avançar antecipadamente com aoprovação de resultados mesmo antes da CNE algo anunciar? Assim nãio vale e não serve. Os equilíbrios perseguidos pela política externa de alguns países não devem servir para envenenar o nosso processo político.
Há que ter atenção neste ano eleitoral pois alguns jogadores estão preparados para jogar com “trunfos nas mangas”. Muitos vão procurar apresentar serviço quando de facto nada fizeram que mereça o destaque dado.
Trabalhar em justiça significa um aturado exercício de investigação antes de se acusar as pessoas. Mas entre nós se antes bastava o secretário do grupo dinamizador acusar alguém de ser reaccionário, para se entrar na cadeia ou campo de reeducação, agora uma investigação superficial leva a cadeia enquanto se apuram mais factos.
Manhenje está preso mas pelo crime de que é acusado está claro que é uma prisão um tanto ou quanto forçada e com carácter político. Camaradas estão de certa maneira resolvendo os seus problemas usando peixe relativamente miúdo. E alguém entendeu que já era tempo de mostrar quem manda nesta terra. Não será um pouco disso? Julgo que contabilizando o que Manhenje tem gasto enquanto preso ultrapassa perfeitamente a quantia de que é acusado de ter desviado. Não se poderia caucionar o indivíduo? Ou não convém politicamente a para efeito de cumprir-se com uma agenda que satisfaça os parceiros internacionais?
Alguma coisa falhou e na procura de mostrar serviço temos visto muitos jovens ou relativamente jovens correndo a cumprir ordens. No fim fica a impressão de que muitos dos quadros confiados a jovens no sistema judicial foram exactamente porque se sabia que estes iriam cumprir escrupolosamente as ordens ou orientações. A barriga e o ego de muitos jovens estão falando mais alto do que a sua integridade moral e filosófica.
Está claro que ainda não separação efectiva dos poderes democráticos entre nós. O poder judicial continua extremamente dependente do executivo e do político. As polícia movimenta-se ao sabor das ordens do executivo e em muitos casos sem ter nada a haver com questões de segurança ou defesa da soberania.
As instituições do Estado continuam a ceder meios para a realização de campanhas políticas ao partido no poder e isto não sendo sancionado pelos orgãos eleitorais. Joga-se uma partida com regras diferentes. Uns partem com vantagem e assim é claramente batota desde o princípio.
Não vejo nenhuma instituição judicial com força e consequência de se meter com os pesos-pesados, com aqueles que com um simlles telefonema libertam camiões carregados de madeira para exportação ilícita.
Infelizmente muito do espetáculo gratuito a que se assiste destina-se a enganar formamelmente os doadores mas mesmo estes sabem perfeitamente de que se trata de encomendas de justiça e não um trabalho da justiça, feito por decisão da justiça. Para os doadores desde que não haja exageros até lhes convém muito do que acontece em Moçambique. Os recursos materiais de que carecem continuama fluir como querem e isso é suficiente.
Quando realmente conta os “camaradas” fumam o seu “cachimbo da paz” e tudo continua na mesma.
Moçambique requer muito mais da sua PGR e de todo o sistema judicial...

Mozambique Political Process Bulletin

Issue 42 – 4 September 2009
Editor: Joseph Hanlon (j.hanlon@open.ac.uk)
Deputy Editor: Adriano Nuvunga
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CC breaks with past:
Only 3 presidential candidates approved
Of nine Presidential candidates who submitted applications to the Constitutional Council (CC), only three were accepted to stand in the 28 October election: Armando Guebuza, Afonso Dhlakama and Daviz Simango. Each candidate must submit notarised signatures of 10,000 people backing their nomination.
Some candidates are accused of “gross attempts to cheat the law and dupe the Council itself”, and the CC has submitted relevant papers to the Attorney General (Ministério Público) and the Ministry of Justice, calling for criminal and disciplinary proceedings, the CC said in its 14 August ruling.
The new hard line is a radical departure for the CC. Indeed, one member of the CC, Manuel Franque, voted against the decision, on the grounds that the CC in 2004 accepted candidates with equally blatant violations. He added that the CC should have given candidates time to correct errors.

Special election coverage with 100 journalists

During the election period we will have more than 100 journalists reporting from all parts of Mozambique, and we will publish more frequent Bulletins, with at least two reports on polling day, 28 October.
Our website has been upgraded. For rapid election news:
In English: http://www.elections2009.cip.org.mz
Em Português: http://www.eleicoes2009.cip.org.mz
A complete file of election bulletins is available:
In English: http://www.bulletin.cip.org.mz
Em Português: http://www.boletim.cip.org.mz
We are encouraging the public to report any incidents or problems. “Correspondentes Populares” can send text messages to 82 986 5659 or 84 386 5659
or e-mails to eleicoes2009mz@gmail.com
The CC did two checks. First it went through the lists to eliminate names that did not meet the basic conditions, for example people who had signed multiple times for the same candidate, signatures not recognised by a notary, or no voter number.
As in the past, a number of minor candidates submitted manifestly false or unacceptable signatures. The CC found many pages of names were blatantly copied out of the register, sometimes in alphabetical or numerical order, and all written or signed by a few people. Raul Manuel Domingos, Khalid Husein Mahomed Sidat, Leonardo Franciso Cumbe, Artus Ricardo Jaquene, and José Richardo Viana Agostinho are all accused of this.
Mozambique Political Process Bulletin 42 – 4 September 2009 – 1
In addition, Cumbe, Jaquene, and Viana Agostinho are accused of photocopying pages and putting them in again, simply to make up the numbers. Four candidates were excluded at this stage. Of 12,000 signatures submitted by Viana Agostinho, 11,970 were rejected immediately.
Because the electoral register is now computerised, the Constitutional Council (CC) was for the first time able to do a detailed check of the remaining lists. The law specifies that no voter can sign the nomination papers of more than one candidate, and this caused serious problems. Again there were problems with proposers with wrong voters card numbers or who had signed twice using different names. Both Jacob Sibindy and Raul Domingos were excluded at this stage.
The CC is particularly critical of “negligence” by some notaries over recognition of signatures which were obviously false.

Three elections on 28 October

Three elections will take place on Wednesday 28 October – for President of Mozambique, for national parliament (Assembleia da República), and for provincial parliaments or assemblies. Parliamentary elections are by a party list system. For the national parliament, each province is a constituency with its own lists; from provincial parliaments the district is the constituency.
Tables below give more details.
The CC ruling, Acórdão 08/CC/09, is posted on http://www.cconstitucional.org.mz/
Summary of results of validation of proposers, with the reason for invalidation
Based on Acórdão nº 08/CC/2009 Mozambique Political Process Bulletin 42 – 4 September 2009 – 2
CC reasons for invalidating proponents of the nine candidates
Armando Emílio Guebuza
Daviz Mbepo Simango
Afonso M. M. Dhlakama
Jacob Neves Salomão Sibindy
Raul Manuel Domingos
Khalid Husein Mahomed Sidat
Leonardo Francisco Cumbe
Artur Ricardo Jaquene
José Ricardo Viana Agostinho
a) Names repeated for same candidate.
b) Names repeated for different candidates.
d) Names repeated but with different voters numbers
f) Voters number illegible.
g) Voters number incomplete or badly written.
h) Voters number invalid.
i) Voters number with more than 18 digits.
j) Name but no voters number.
k) Names illegible.
l) Erasure and change of number without verification by notary.
n) Forms with signature space blank or crossed out, but with a declaration from the notary recognising the signature.
o) Forms that say “cannot sign” but without a fingerprint and with no explanation from the notary.
p) No recognition of signature by notary.
q) Forms with many names and signatures written by the same person or just a few people, which were nevertheless apparently recognised by notaries.
s) Same name multiple times, sometimes with signature, sometimes with fingerprint, and sometimes saying cannot sign.
t) Name and signature different.
u) Same fingerprint for multiple names.
v) Ink blot instead of fingerprint.
w) Pages photocopied, but with the photocopies signed by a notary.

Based on Acórdão nº 08/CC/2009
Mozambique Political Process Bulletin 42 – 4 September 2009 – 3
CNE misses more deadlines
Definitive lists of parties and candidates should have been published by the National Election Commission (CNE), by law, on Monday 31 August. The CNE said it could not meet the deadline because the parties left everything to the last minute, submitting lists on the final day and then waiting as long as possible to submit corrections. By Thursday the lists had still not been published.
This, in turn, has delayed any decisions on party financing. This is critical for the opposition parties. The formal electoral campaign begins on 13 September, and some parties are depending on this money to print posters, hire sound systems for rallies, and so on.
Five hurt in Milange election brawl
Five people were injured, one seriously, Monday 31 August, when Frelimo militants tried to disrupt a rally by Renamo President Afonso Dhlakama in the local market (feira) of Milange, and Renamo supporters responded violently.
When Dhlakama began the rally, a group of Frelimo youth invaded the market with a very loud sound system and zoomed around the market at high speed on noisy motorcycles. Renamo members reacted violently, damaging the sound system, and a teacher in the Frelimo-linked Mozambique Youth Organisation (Organização Moçambicana da Juventude, OJM) on a motorcycle was seriously injured.
Young Frelimo militants responded by mobilising more people, mainly children, and set up an ambush in front to the Frelimo headquarters to attack the Renamo party when it passed that way after the rally – on its way to Pensão Fernandinho where the delegation was staying, and party militants on their way home.
So when the Renamo caravan passed the Frelimo headquarters it was confronted by young men and children. In fact, the group mainly used sticks and whips to attack women, old people, and
other innocent bystanders on their way home from the market. One old man cycling toward the market was knocked off his bicycle and attacked.
Later on Monday, Renamo militants responded by attacking the Frelimo headquarters with sticks and stones, breaking some windows.
Before Dhlakama arived in Milange, there had been problems at a previous meeting in Majauna, near the Malawi border. There, too, Frelimo miltants surrounded the rally and there were scraps between Frelimo and Renamo youths.
Four shots were fired during the incidents on Monday in Milange. Provincial police commander Manuel Zandamela said these were shots in the air by Dhlakama’s security guards, who were trying to stop the attack on Pensão Fernandinho and on Renamo leaders leaving the rally. But there have been several reports the shots were fired in the air by a drunken border guard. Celeste Bié
Flags symbolise disruption of MDM activities
Neighbourhood secretaries in various parts of the country are forcing the Mozambique Democratic Movement (MDM) of Daviz Simango to take down their flags, on the grounds that local officials have not given permission to the MDM to fly a flag, our correspondents across the country report. Similarly, “cultural groups” wearing Frelimo t-shirts and capulanas have been disrupting MDM activities. It is a tiny harassment, but part of a growing strategy which Frelimo insiders call its “opposition shock treatment” (tratamento de choque à oposição).
On his most recent visit to Gaza on 24 August, Daviz Simango was greeted not just be his own party members, but also by a group of 20 people waving Frelimo flags and singing and dancing. And when Simango went to the MDM headquarters near the main EN1 highway to meet party activists, the Frelimo activists were outside singing and dancing.
There had already been problems. The neighbourhood secretary on 19 August forced the MDM to take down its flag. And on the day before
the Gaza rally, there had been an attempt to set fire to the headquarters, which was prevented by party members sleeping at the headquarters.
In Maputo city the approach has been different. The day that the MDM opened its headquarters in Xipamanine and successfully raised it flag, Frelimo raised its flag at the local municipal offices. On a wall of the office is a poster saying “vote Frelimo”. Mozambique Political Process Bulletin 42 – 4 September 2009 – 4
The MDM headquarters in Maputo was broken into on the night of 28/29 August; although doors and windows were damaged, nothing was taken except the Mozambique flag on the wall. The MDM flag beside it was left untouched.
509,000 more voters
registered
Despite widespread problems, 454,000 more voters have been registered inside Mozambique and 55,000 outside the country. In all, this is 26,000 more than expected, and brings the total registration up to 9.5 million.
The results were reported at a national meeting of STAE (Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, Technical Secretariat for Electoral Administration) 24-26 August in Naamaacha. Reports from the provinces underlined the technical problems including the late arrival of material, constant problems with the registration computers, insufficient civic education, and the difficulty of doing registration during the school term when schools and teachers were occupied.
The Bulletin and the independent press highlighted the continuing problems, including poor training, lack of fuel, problems with generators, and location of some registration posts.
Some registration posts never opened. In Muidumbe, Cabo Delgado, registration never took places in the villages of Matambalale, Lyantua, Lutete, Saba-Saba and Litapata. In Gondola, Manica, registration teams only reached Muda-Serração, Chinete, Matsinhe and Pungu-sul in the last week of the registration period. There were many reports of registration brigades facing many breaks in operation due to lack of materials and computer failures.
There have been complaints about the lack of transparency around the registration process. Although STAE says it passed its registration target and it appears that more than 90% of adults have registered, this is hard to check because STAE has refused to release any statistics to show how its targets were set.
Weak civic education
campaign
There are 2,100 civic education agents mobilising people to vote on 28 October. Electoral authorities recognise that this is too few, but say they do not have money for more people.
The strategy is use existing facilities as much as possible, including the media, election centres which are being established in each province, cars with loud-speakers, and posters in urban areas. Agents are going out into communities in pairs on bicycles.
There are plans to use community leaders to mobilise people in their neighbourhoods, but no community leaders have yet been seen in voter education programmes.
Indeed, although the civic education campaign has been under way for more than a month, our journalists report little evidence of it.
For example, in Niassa local reporters have not seen civic education agents in Mavago, Marrupa and Metarica districts. In Gaza, civic education agents have not been noticed in Massingir, Chicualacuala and Mabalane. In Inhambane, their absence has been noted in Govuro, Inhassoro and Panda.
Mozambique Political Process Bulletin 42 – 4 September 2009 – 5

IANSA Actualización 03.09.09

* Colombia: 12 indígenas Awa asesinados
* México: Ataque armado en centro de rehabilitación
* Filipinas: Avanza la reforma de la ley de armas de fuego
* Ghana ratificará convención sobre armas ligeras
* EEUU: Estudio sobre feria de armas
* Otras noticias: Opiniones de África sobre el TCA; Página sobre reforma policial en Latinoamérica; Reporte sobre violencia armada en Nigeria; Quinto aniversario de la masacre de Beslán; Lanzamiento del libro 'Paz a través de la salud'; Ofertas laborales en Pretoria y Londres.

12 indígenas Awa fueron asesinados y dos más heridas por hombres armados uniformados el 26 de agosto en la reserva Gran Rosario al suroeste de Colombia. Cuatro niños y un bebé estaban entre las víctimas. La reserva está ubicada en una región con presencia del ejército nacional, paramilitares de derecha y guerrillas marxistas. Esta zona también es usada por narcotraficantes para transportar cocaína hacia el Pacífico. Jeremías Tunubalá, comunicador del pueblo Misak y miembro de IANSA dijo: "Los pueblos indígenas en Colombia estamos siendo asesinados y desplazados de nuestros territorios porque hemos decidido permanecer neutrales frente al conflicto armada. Exigimos al sistema judicial y a la comunidad internacional que la investigación sobre esta masacre sea transparente, ágil y en profundidad".
www.iansa.org

Hombres armados irrumpieron en un centro para rehabilitación de drogadictos en Ciudad Juárez (México) el 2 de agosto, alinearon a los pacientes contra la pared y mataron a 17 de ellos. En esta ciudad fronteriza con Estados Unidos, unas 1.400 personas han muerto a causa de la violencia del narcotráfico. La semana anterior las autoridades mexicanas comenzaron a destruir 79.000 armas confiscadas que habían estado en bodegas gubernamentales durante una década. La Secretaría de Defensa no destruirá 35.000 armas confiscadas durante la ofensiva contra los carteles de la droga pues aún hacen parte de investigaciones criminales.
http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/americas/8235101.stm
http://es.noticias.yahoo.com/11/20090825/twl-amn-gen-mexico-armas-2c1aa57_2.html

La propuesta de ley 6658, que enmienda la actual ley de armas de fuego de Filipinas, fue aprobada por la Cámara de Representantes la semana pasada. La propuesta busca incrementar las penas por posesión ilegal de armas e incluir las pistolas y rifles de aire, gas o resorte en la definición jurídica de armas de fuego. La propuesta ahora irá al Grupo de Técnico antes de ir al Congreso para aprobación.

Ghana ratificará pronto la Convención de ECOWAS sobre Armas Ligeras, anunció el Ministro del Interior durante una reunión subregional de ECOSAP en Accra el 24 y 25 de agosto. Días atrás, el Ministro de Seguridad de Togo dijo que su gobierno está totalmente comprometido con la lucha contra la proliferación de armas y con la implementación del Programa ECOSAP.
www.ghanaweb.com/GhanaHomePage/NewsArchive/artikel.php?ID=167910

Muchas ventas ilegales de armas se realizan en ferias de armas en Estados Unidos, reveló un estudio de la Universidad de California, Davis. Los investigadores recogieron datos, tomaron fotos y observaron transacciones en 78 ferias de armas en 19 estados. Las ferias de armas suscitan controversia en Estados Unidos porque individuos privados pueden vender armas en estos eventos sin estar sujetos a ninguna regulación; a diferencia de los vendedores de armas registrados quienes deben chequear los antecedentes criminales de los compradores. El estudio recomienda que todas las ventas privadas de armas, fuera y dentro de las ferias de armas, sean reguladas.
www.ucdmc.ucdavis.edu/vprp/

Otras noticias:

La mayoría de países africanos han apoyado el Tratado de Comercio de Armas pero varios de ellos tienen preocupaciones sobre las implicaciones de adoptar y aplicar el tratado. Un nuevo documento del Instituto de Estudios de Seguridad presenta las visiones sobre el TCA de 5 naciones africanas: Argelia, Egipto, Kenia, Nigeria y Sudáfrica.
www.iansa.org/regions/safrica/safrica.htm
Ciudadanos y policías de Latinoamérica tienen una nueva plataforma para debatir e intercambiar materiales sobre seguridad pública y reforma policial en la región. El sitio web ofrece artículos, estudios, entrevistas, forum y un boletín periódico. Varios miembros de IANSA están apoyando esta iniciativa.
www.policiasysociedad.org

Cada vez más la policía y soldados del ejército de Nigeria están utilizando medios violentos e ilegales para enfrentar a sospechosos de ser insurgentes y criminales, según un reporte de la organización miembro de IANSA, Olive Branch. El estudio monitoreó la violencia armada en Nigeria entre Marzo y Mayo de 2009.
www.iansa.org/regions/wafrica/wafrica.htm

El libro 'Paz a través de la salud', editado por Neil Arya y Joanna Santa Barbara de Médicos por la Sobrevivencia Global (IPPNW Canadá), fue lanzado esta semana por el Centro de Estudios para la Paz de la Universidad McMaster. El libro presenta ideas sobre cómo promover la paz, una vez que la guerra es entendida como un problema de salud pública. Para leer el primer capítulo ir a www.styluspub.com/resrcs/chapters/1565492587_excerpt.pdf

El 3 de septiembre se cumplió el quinto aniversario de la tragedia en la Escuela Número Uno de Beslán (Rusia). Más de 330 personas fueron asesinadas por disparos y explosiones, incluyendo 176 niños y niñas.
www.iansa.org/campaigns_events/beslan-memorial.htm

El Instituto para Estudios de Seguridad está buscando un Director de Investigación encargado para trabajar en su sede de Pretoria (Sudáfrica). La Coalición contra las Bombas de Racimo necesita contratar un comunicador para su oficina en Londres (Reino Unido).
www.iansa.org/jobs

Por favor envíen información sobre sus noticias y eventos a adriana.medina@iansa.org

+++

IANSA - Red de Acción Mundial contra las Armas Ligeras
www.iansa.org

Assunto: O PORCO

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Caros Amigo esta mgs e para todos nos..........
Quando estiverem desanimados lembrem-se do PORCO!
Um fazendeiro coleccionava cavalos e só faltava uma determinada raça.

Um dia ele descobriu que seu vizinho tinha este determinado cavalo. Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo. Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário que disse: - Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante três dias. No 3º dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor será necessário sacrificá-lo.

Neste momento, o porco escutava a conversa.

No dia seguinte, deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse: -Força amigo, levanta daí senão será sacrificado!!!.

No segundo dia, deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou novamente e disse: - Vamos lá amigão, levanta senão você vai morrer! Vamos lá, eu te ajudo a levantar. Upa! Um, dois, três...

No terceiro dia, deram o medicamento e o veterinário disse: - Infelizmente vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos. Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse: - Cara, é agora ou nunca! Levanta logo, upa! Coragem! Vamos, vamos! Upa! Upa! Isso, devagar! Óptimo, vamos, um dois, três, legal, legal, agora mais depressa, vai... fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa! Você venceu campeão!!!.

Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou:
- Milagre!!! O cavalo melhorou, isso merece uma festa! Vamos matar o porco!.



Pontos de Reflexão:

Isso acontece com frequência no ambiente de trabalho. Ninguém percebe qual é o funcionário que realmente tem mérito pelo sucesso, ou que está dando o suporte para que as coisas aconteçam.


SABER VIVER SEM SER RECONHECIDO É UMA ARTE !


Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um Profissional, lembre-se: amadores construíram a Arca de Noé e Profissionais o Titanic.

PROCURE SER UMA PESSOA DE VALOR, AO INVÉS DE UMA PESSOA DE SUCESSO!

Gabão: Filho de Bongo venceu presidenciais

Quinta, 03 Setembro 2009
Ali Bongo, filho do defunto presidente Omar Bongo, venceu as eleições presidenciais antecipadas de 30 de Agosto no Gabão com 41,73 por cento dos votos, declarou hoje o ministro do Interior, Jean-François Ndongou.
O antigo ministro do Interior Andre Mba Obame conseguiu 25,88 por cento dos votos e o opositor histórico Pierre Mamboundou obteve 25,22 por cento.

O Tribunal tem ainda de validar o resultado do escrutínio.

No total, votaram 357.402 dos 807.402 inscritos, segundo os números dados pelo ministro.

Na altura em que era anunciada a vitória de Ali Bongo nas presidenciais começaram incidentes em vários bairros de Libreville e em Port-Gentil (a 140 quilómetros da capital), onde manifestantes partidários de Pierre Mamboudou atacaram a prisão e libertaram prisioneiros.
In O Pais, Sexta feira 04.09.09

Proprietários de canal televisivo silenciam serviço noticioso incómodo


Portugal
Pretoria (Canal de Moçambique) - A administração do canal televisivo, TVI, anunciou a suspensão do «Jornal Nacional», serviço noticioso coordenado e apresentado por Manuela Moura Guedes. O serviço noticioso regressava hoje à grelha do canal depois de um período de férias. Toda a direcção de informação da TVI pediu a demissão, que já foi aceite pela administração.
Manuela Moura Guedes, que é esposa do antigo director da TVI, José Eduardo Moniz, disse que tinha pronta para a edição de hoje reportagens sobre o caso Freeport que seriam “explosivas”. O caso Freeport abalou o governo socialista de José Sócrates, sendo este suspeito de ter beneficiado de luvas de uma empresa britânica para obtenção de uma licença de construção de um centro comercial numa zona protegida a sul de Lisboa.
O «Jornal Nacional» das sextas-feiras funcionava com uma equipa própria e caracterizava-se pelo tom particularmente crítico em relação ao governo de Sócrates e pela insistência na investigação do caso Freeport.
A decisão da suspensão do telejornal de Moura Guedes foi tomada directamente pela direcção de grupo espanhol Prisa, proprietário da TVI e do jornal espanhol El País, conhecido pelas suas ligações ao Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) do primeiro-ministro Rodríguez Zapatero. Oficialmente, a decisão foi explicada por necessidades de "reestruturação económica". Mas o maior impacto económico que ela conseguiu, até agora, foi nas acções da Impresa, dona da SIC e principal concorrente da TVI, que subiram 10,32%. Já as acções da Media Capital, dona da TVI, caíram na quarta-feira 15% e não tiveram transacções na quinta.
A medida tomada pelos proprietários da TVI é vista por observadores como um “acto de solidariedade” do PSOE para com o Partido Socialista no poder em Portugal. Após ter comprado a TVI, o grupo proprietário espanhol tratou de afastar José Eduardo Moniz das funções de director daquele canal televisivo. A suspensão do «Jornal Nacional», vem reforçar a ideia de que o regime de Sócrates esforça-se por manipular a comunicação social, impondo, na prática, um sistema de censura, semelhante ao que existiu durante o salazarismo e que Marcelo Caetano viria a mascarar com a designação de “exame prévio”.
O PS de Sócrates manifestou ontem ‘repúdio’ pelas acusações de envolvimento dos socialistas na suspensão do «Jornal Nacional» de sexta-feira da TVI . «O PS nada tem a ver com a TVI e com a administração da TVI, sendo absolutamente falsas - e merecem-nos o maior repúdio - as insinuações e acusações que se têm sucedido ao longo da tarde e que procuram relacionar a decisão da administração de uma empresa privada de comunicação social com o PS», declarou em conferência de imprensa Augusto Santos Silva, membro do Secretariado Nacional dos socialistas. Augusto Santos Silva, também ministro dos Assuntos Parlamentares, com a tutela da comunicação social, procurou vincar a ideia de que o PS «nada tem a ver com a decisão absolutamente incompreensível» da administração da TVI de suspender o «Jornal Nacional» de sexta-feira, que tem sido coordenado pela jornalista Manuela Moura Guedes.

(Redacção / Diário Digital)



2009-09-04 06:46:00

Em Manica



Facção da Renamo junta-se ao MDM e apelida Dhlakama de “marxista”

Manica (Canalmoz) - Membros da Junta Nacional da Salvação da Renamo em Manica, até agora considerados como uma facção do partido Renamo, encontravam-se reunidos em Chimoio, capital da província de Manica, na sua reunião Regional Centro. Nela apelidaram o líder da Renamo de “Marxista” rotulando desse modo os seus ideais e métodos que, segundo eles Afonso Dhlakama usa na direcção do partido que até aqui ainda é o segundo maior da oposição.
Alguns membros, que falaram na reunião aberta daquela Facção da Renamo, chegaram a afirmar ser o momento para Dhlakama e os outros dirigentes do partido, sentarem-se e reunirem-se esforços de modo a que o ambiente do partido volte à normalidade, desde o nível dos seus membros seniores até aos mais pequenos, mas em vez disso o que está a acontecer é, segundo eles, que os membros estão a abandonar o partido.
Antonio Pedro, antigo chefe do Movimento de Resistência de Moçambique (MNR) e delegado regional da JNSR, chegou mesmo a afirmar que o seu líder, Afonso Dhlakama “não passa de um cobarde, ambicioso e marxista, isto devido as sua formas de pensar e de comando” da Renamo.
“Numa altura em que estamos próximos das eleições presidenciais, legislativas e provinciais, não é normal um líder agir do modo como ele age, e até expulsar quadros seniores que garantem votos”, disse António Pedro, delegado regional da JNSR
Antonio Pedro, considerou entretanto que a expulsão do Daviz Simango, actual líder do movimento democrático de Moçambique, do partido Renamo, não passou de uma ameaça do Dhlakama de modo a calar a boca de alguns membros que condenam os seus ideais, visto que até então ele não vivia bons momentos no seio do partido”.
Não só isso mas também a saída de alguns deputados seniores da Assembleia da República, que representavam a Renamo, bem como de outros membros e quadros também constituiu o iniciar duma guerra silenciosa, de modo a consciencializar o seu líder a mudar o seu tipo de ideologia de governação na Renamo, mas acrescenta António Pedro que “Dhlakama por ser marxista, ambicioso, e cobarde, não entende nada do que está a acontecer no seio da Renamo”.
“Isto tudo que está a ser protagonizado é porque aqueles membros não concordam com o pensar do actual líder da Renamo”, conclui António Pedro.
Questionado sobre o Congresso da Renamo, realizado em Nampula, Pedro afirmou que “não passou de uma fantochada plantada pelo seu respectivo líder, visto que até o próprio candidato adversário, não passava dum cidadão montado, que por fim ganhou um valor devido o seu trabalho”.
“Aquele congresso não passou duma fantochada, para simular democracia no seio do partido, porquanto só estava a enganar a população e alguns membros cúmplices dele”, disse ainda António Pedro para depois acrescentar que apesar de tudo a Junta Nacional de Salvação da Renamo, está a estudar métodos suficientes para tentar salvar a Renamo do buraco em que se encontra, e até já submeteu uma carta a pedir para dialogar com o líder da Renamo para estudarem o futuro do Partido.
Entretanto, a fonte indica que “a posição tomada surge da necessidade de se capitalizar esforços visando acabar com a direcção danosa na Renamo” que afirma ser protagonizada pelo respectivo líder, Afonso Dhlakama. Ele acusa Dhlakama de estar a comprometer o desenvolvimento do partido.
Considera-o inclusivamente de um inimigo, traidor, marxista e cobarde.
“Tenho a máxima certeza que ninguém apoiou a candidatura da Dhlakama para estas eleições. Ele decidiu e fez a sua respectiva eleição. Segundo Pedro o clima interno na Renamo não é favorável a Dhlakama e alguns quadros superiores do partido Renamo continuam de costas voltadas contra o presidente da Renamo.

(Jose Jeco)

Lei do Trabalho:


Ainda há grave violações no país – Ministra Helena Taipo na abertura do Conselho Coordenador do seu ministério

ALGUMAS empresas de renome em diversas áreas de actividades ainda continuam a colocar a vida dos seus trabalhadores em constante risco. Abandonam-nos à sua sorte e sem equipamento de protecção, sujeitando-os igualmente a condições de higiene desumanas e não recomendáveis, muitas vezes com o conhecimento da inspecção do Trabalho. Tudo isto continua a configurar graves violações à Lei do Trabalho vigente no país. A constatação foi ontem tornada pública pela Ministra do Trabalho, Maria Helena Taipo, no início dos trabalhos do XXI Conselho Coordenador do sector que hoje termina no distrito de Nhamatanda, em Sofala.Maputo, Sexta-Feira, 4 de Setembro de 2009:: Notícias

Biden: Stimulus doing more `than we had hoped'


Biden: Stimulus doing more `than we had hoped'
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Play Video Video:Biden: Stimulus plan is working AP Play Video Video:Jobless Claims Fall Less than Expected CNBC Play Video Video:As the Deficit Grows so Does Outrage FOXBusiness By BEN FELLER, Associated Press Writer Ben Feller, Associated Press Writer – Thu Sep 3, 6:32 am ET
WASHINGTON – Trumpeting economic progress to a skeptical nation, Vice President Joe Biden says the massive government program intended to stimulate and reshape the economy is reaching and exceeding goals.

Nearly 200 days into the effort, Biden says it is more effective "than we had hoped."

Biden's upbeat report card, to be delivered Thursday in a speech at the Brookings Institution, comes as economists say the country is slowly breaking free of the most crippling recession in decades. Yet public angst is also deepening about the cost of government intervention, and millions of people remain out of work.

At the heart of President Barack Obama's agenda for an economic turnaround is the $787 billion package he signed into law on Feb. 17. The effectiveness of the two-year program is a matter of sharp political debate; Biden, the administration's point man on the issue, is aiming to show a restless public that results are tangible.

"Recovery act dollars are going farther and working harder than we anticipated," Biden said in excerpts released in advance by his office.

With Obama on vacation at the Camp David presidential retreat, the White House hopes Biden's message will get through on perhaps a quieter news day. Biden is up against a wary audience when he says "the recovery act is doing more, faster, more efficiently and more effectively than we had hoped."

A Gallup poll last month found 51 percent of Americans wished the government would have spent less to stimulate the economy. The same poll found 41 percent thought the stimulus package was helping the economy in the short term; 33 percent saw no effect, and 24 said it was making the economy worse.

Citing a scorecard, Biden says that over the past 100 days, using stimulus money, the administration has met its goals of paying for 135,000 education jobs and hiring or keeping 5,000 police. Other goals have been exceeded, he said, from the number of highway projects to new water systems to health centers.

The stimulus package is a mix of tax cuts, increased spending on Medicaid and huge investments in infrastructure, education, energy projects and more.

"One of the criticisms of the recovery act is that it is simply a grab bag of different programs," Biden said. "But the fact that the recovery act is multifaceted doesn't reflect a lack of design. It is the design. Our economy is so complex and so wounded that reinvigorating one segment alone — or using one tool alone — would never do all that needs to be done."

The vice president's appearance is part of a concerted White House push in advance of the 200th day of the stimulus act on Saturday. Five top administration officials plan to speak about the law's benefits on Thursday in appearances in Arkansas, Virginia, Illinois, California and Minnesota.

Public approval of Obama's performance and of his handling of the economy have slipped. Polls now put both figures slightly above 50 percent.

The White House wants people to take a longer view. A string of indicators show the economy is recovering, but many people are hurting financially.

"Our goal is not just to emerge from the recession. We will," Biden said. "That's not enough. We must emerge stronger than we were before we entered it."

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WASHINGTON – Trumpeting economic progress to a skeptical nation, Vice President Joe Biden says the massive government program intended to stimulate and reshape the economy is reaching and exceeding goals.

Nearly 200 days into the effort, Biden says it is more effective "than we had hoped."

Biden's upbeat report card, to be delivered Thursday in a speech at the Brookings Institution, comes as economists say the country is slowly breaking free of the most crippling recession in decades. Yet public angst is also deepening about the cost of government intervention, and millions of people remain out of work.

At the heart of President Barack Obama's agenda for an economic turnaround is the $787 billion package he signed into law on Feb. 17. The effectiveness of the two-year program is a matter of sharp political debate; Biden, the administration's point man on the issue, is aiming to show a restless public that results are tangible.

"Recovery act dollars are going farther and working harder than we anticipated," Biden said in excerpts released in advance by his office.

With Obama on vacation at the Camp David presidential retreat, the White House hopes Biden's message will get through on perhaps a quieter news day. Biden is up against a wary audience when he says "the recovery act is doing more, faster, more efficiently and more effectively than we had hoped."

A Gallup poll last month found 51 percent of Americans wished the government would have spent less to stimulate the economy. The same poll found 41 percent thought the stimulus package was helping the economy in the short term; 33 percent saw no effect, and 24 said it was making the economy worse.

Citing a scorecard, Biden says that over the past 100 days, using stimulus money, the administration has met its goals of paying for 135,000 education jobs and hiring or keeping 5,000 police. Other goals have been exceeded, he said, from the number of highway projects to new water systems to health centers.

The stimulus package is a mix of tax cuts, increased spending on Medicaid and huge investments in infrastructure, education, energy projects and more.

"One of the criticisms of the recovery act is that it is simply a grab bag of different programs," Biden said. "But the fact that the recovery act is multifaceted doesn't reflect a lack of design. It is the design. Our economy is so complex and so wounded that reinvigorating one segment alone — or using one tool alone — would never do all that needs to be done."

The vice president's appearance is part of a concerted White House push in advance of the 200th day of the stimulus act on Saturday. Five top administration officials plan to speak about the law's benefits on Thursday in appearances in Arkansas, Virginia, Illinois, California and Minnesota.

Public approval of Obama's performance and of his handling of the economy have slipped. Polls now put both figures slightly above 50 percent.

The White House wants people to take a longer view. A string of indicators show the economy is recovering, but many people are hurting financially.

"Our goal is not just to emerge from the recession. We will," Biden said. "That's not enough. We must emerge stronger than we were before we entered it."

Thursday, 3 September 2009

Résumé de l´actualité, jeudi, le 3 septembre 2009 – Version Française

Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais


Av. Patrice Lumumba, n.º 1154, Caixa Postal 1092, telefax. n.º + 258 21 301522, E-mail:cemode@teledata.mz, Maputo-Moçambique



Project News Summary



Résumé de l´actualité, jeudi, le 3 septembre 2009 – Version Française


DÉMOCRATIE, GOUVERNANCE ET CORRUPTION

Le cas Ngaúna encore: Nyussi exige éclaircissement

Le Ministre de la Défense National, Filipe Nyussi, a exigé (demande) hier aux autorités de Malawi un éclaircissement et responsabilisation des auteurs de l´incident du dernier 3 août dans la région de Coloca, à Ngaúma, dans la province de Niassa. Cependant, les autorités de Malawi à travers son Ministre de la Défense, Sidik Mia, ont compris qu´il n´ est pas opportune de faire quelque éclaircissement avant la commission des deux pays finir le travail que va réaliser au terrain (Notícias, 3 septembre 2009)

http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/880045



À dix jours pour le début de la campagne les partis n´ont pas encore des fonds d´État
À dix jours pour le début de la campagne électorale pour les scrutins généraux et provinciaux, la Commission Nationale d´Elections (CNE) n´a divulgué encore la liste des partis politiques qui vont concourir aux élections. C’est pour ça que les partis référés n´ont pas des fonds d´État pour le processus. De cette manière, la CNE viole le calendrier électorale que lui même a approuvé (O País, 3 septembre 2009)

Les statistiques territoriales: les gouvernements locales plus fortifiés
Avec la mise en ouvre des statistiques territoriales, il s´observera une meilleur planification et contrôle des ressources limités qui les gouvernements locales disposent pour le développement socio-économique du pays. Ça c´est une des conclusions du séminaire provincial sur la matière qu´a eu lieu à Beira. Dans un rencontre de deux jours, ils ont participé les secrétaires permanents et les chefs des départements des services publics avec le siège en Sofala.
(Notícias, 3 de septembre de 2009)

http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/880068

Des Projets humanitaires intéressent la reine suázi
La reine-mére du Règne de la Suaziland, Ntombi Tfwala, a commencé hier une visite de courtoisie de trois jours ao notre pays, invitée pour la première Damme de la république, Maria da Luz Guebuza. Elle va partager avec Guebuza des expériences que concernent au développement des projets de la nature social et humanitaire. Ces projets ont l´intention de bénéficier les communautés nécessitées des deux pays.
(Notícias, 3 septembre 2009)

http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/880032



ÉCONOMIE ET DÉVELOPPEMENT



Le potentiel énergétique attire les entreprises italiennes

Une équipe ensemble de travail que intègre les tableaux mozambicains et italiens sera créé dans quelques jours pour s´occuper de l´élaboration d´un programme détaillé de coopération et établissement d´un chronogramme d´activités pour le contrôle régulier de la mise en ouvre des objectifs d´un protocole de coopération dans le domaine de l´énergie. L ´Italie est intéressé en mettre en ouvre diverses projets dans le domaines de génération des énergies rénouveables au Mozambique. Ceux qu´ éveillent plus d´attention sont ce des biocombustibles, systèmes fotovoltáicos, éoliennes et d´eau.

http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/880059




Vale et Tata intéressées en des réserves de charbon en Niassa

Les entreprises Vale, du Brésil, et Tata Steel Lda, d´Inde, sont en train de faire des études de faisabilité économique des réserves de charbon dans la province de Niassa. Les deux compagnies étudient le potentiel du bassin de Manhamba, dans la province de Niassa. Le Gouverne locale estime que dans ce bassin il y a plus que 3 millions de mètres cube de réserves de charbon. (Moçambique Hoje, 2 Septembre 2009)



Prévue la commercialisation de 95 mil tonnes de noix de cajou

Le pays prévoit commercialiser, à partir de la deuxième quinzaine octobre, 95 mil tonnes de noix de cajou. Les projections de l´Institut National de cajou indiquent une augmentation de la production de plus que 30 mil tonnes vis-à-vis la campagne précédente. Cette année la production de cajou a surmonté la moyenne national des années dernières à environ 80 mil tonnes (Noticias, 03 Septembre 2009).

http://noticias.sapo.mz/info/artigo/1015637.html

La Crise financière: l´ancienne CIFEL a fermée de nouveau

L’Industrie de production d´acier, l´ancienne Compagnie Sidérurgique de Mozambique (CIFEL), inaugurée en avril 2008 par la transnational Arcelor Mittal a fermée sa porte à cause de la crise financière internationale. Cette situation a causée le chômage de environ 90 personnes. L´information a été donnée par le Directeur National de l´Industrie, Sidónio dos Santos. Il a dit aussi que l´industrie a fermée à cause de bas prix des instruments de construction et d´acier dans le marché international.

http://opais.sapo.mz/opais/index.php?option=com_content&view=article&id=2536:crise-financeira-antiga-cifel-volta-a-fechar&catid=38:economia&Itemid=181

USAID investie 60 millions de dollars sur la sécurité alimentaire

Environ 60 millions de dollars nord-américains c´est la quanti que l´Agence pour le Développement Internationale (UASAID) est en train d´investir sur les programmes de la sécurité alimentaire et nutrition. Cette initiative va abréger trois provinces, désignadament, Cabo Delgado, Nampula et Zambézia. (Zambeze, 03 Septembre 2009).

Les sécurités dénoncent mauvais ambiance de travail
La manque de la culture de dialogue, le non faire accomplis des accords de travail, la violation de la législation de travail par les employeurs, les salaires bas et les heures “d´esclavage” mis en place par les entreprises de sécurité figurent un des principaux points critiques que tachent le bonne ambiance de travail dans ce secteur au Mozambique.
(Notícias, 3 Septembre 2009)

http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/880076

Parc National de Gorongosa: le conflit homme-faune farouche se agudize
Il se agudize la lutte du espace physique et de l´écosystème dans le Parc National de Gorongosa entre la population et des animaux. Le phénomène, actuellement, se tourne très préoccupante, parce qu´il a causé la mort de quelques personnes par les animaux farouches. Ces animaux sont aussi à causer la destruction de cultures alimentaires, des greniers et des maisons des paysans.
http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/880067





Ils se réduisent les niveaux d´insécurité alimentaire

Les niveaux d´insécurité alimentaire et nutritionnel des populations dans le pays ont enregistrés un baisse de plus que 800 mil personnes à 2005 pour 450 mil à l´année dernière. Les projections divulguées par le Secrétariat Technique de la Sécurité Alimentaire et Nutritionnel (SETSAN) indiquent que le numéro de personnes vulnérables pourrait se situer, cette année, à 247 mil. (Notícias, 3 septembre 2009)

http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/880060







Equipa Técnica


Delfina Dança e Constâncio Nguja – Democracia, Governação e Corrupção

Severino de Carvalho – Economia e Desenvolvimento

Delfina Dança - Direitos Humanos, Justiça e Legalidade

Delfina Dança - Edição

Celso Gusse – Director Executivo do CEMO

Kennedy memoir calls Chappaquiddick 'inexcusable'


Ted Kennedy's Memoir Revealed ABC News
NEW YORK – Sen. Edward M. Kennedy wrote in a memoir being published this month that he made terrible decisions after the 1969 car crash that killed Mary Jo Kopechne, but said he was never romantically involved with her and was haunted by that night for his entire life.

He also wrote in "True Compass" that he accepted the conclusion that a lone gunman assassinated his brother President John F. Kennedy.

The memoir is to be published Sept. 14 by Twelve, a division of the Hachette book group. The 532-page book was obtained early by The New York Times and the New York Daily News.

In it, Kennedy said his actions on Chappaquiddick Island on July 18, 1969, were "inexcusable." He said he was afraid and "made terrible decisions" and had to live with the guilt for more than four decades.

Kennedy drove off a bridge into a pond. He swam to safety, leaving Kopechne in the car.

Kopechne, a worker with slain Sen. Robert F. Kennedy's campaign, was found dead in the submerged car's back seat 10 hours later. Kennedy, then 37, pleaded guilty to leaving the scene of an accident and got a suspended sentence and probation.

He wrote that he had no romantic relationship with Kopechne, and he hardly knew her. He said they were both getting emotional about his brother's death and decided to leave the party that was hosted by Robert Kennedy's former staffers.

Kennedy also wrote in the memoir that he always accepted the official findings on his brother John's assassination.

He said he had a full briefing by Earl Warren, the chief justice on the commission that investigated the Nov. 22, 1963, Dallas shooting, which was attributed to Lee Harvey Oswald. He said he was convinced the Warren Commission got it right and he was "satisfied then, and satisfied now."

In the book, Kennedy wrote candidly about his battle with brain cancer and his "self-destructive drinking," especially after the 1968 death of his brother Robert.

After his brothers' assassinations, Kennedy said he was easily startled at loud sounds, and would hit the deck whenever a car backfired.

He expressed regret over getting drinks with nephew William K. Smith in Palm Beach in 1991, after which Smith was charged with rape. He was later acquitted.

He also explained why he decided to run for the presidency in 1980, saying he was motivated in part by his differences with then-President Jimmy Carter. He criticized Carter's go-slow approach to providing universal health care.

As a 9-year-old boy at the Riverdale Country School in New York, Kennedy said he would hide under his bed, petrified of a dorm master he thought was sexually abusive.

The book was written with the help of a collaborator and was based on contemporaneous notes taken by Kennedy throughout his life and hours of recordings for an oral history project.

Kennedy died last week at age 77.


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