Friday, 9 January 2009

Mais detidos por corrupção em Moçambique

Eleutério Fenita
em Maputo

Em Moçambique recolheram à prisão por ordem da Procuradoria da capital três antigos altos funcionários do estratégico Centro de Processamento de Dados. Há já algum tempo que vinham sendo feitas denúncias relacionadas com uma alegada má gestão financeira naquela empresa estatal.
De entre os detidos destaca-se Orlando Comé, antigo director do Centro de Processamento de Dados, uma empresa vocacionada na prestação de serviços a instituições do Estado na área das tecnologias de informação e comunicação.

Alguns desses serviços estão ligados ao sistema de pagamento de salários. Tido como uma figura que gozava até de fortes simpatias políticas junto do poder, Comé liderou no passado o sector informático do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral.

Sobre ele, o seu antigo adjunto e também o ex-director Financeiro do Centro de Processamento de Dados pesam acusações, trazidas a lume na imprensa, de uma alegada delapidação de fundos da empresa.

Antecedentes

Esta detenção, lembre-se, segue-se a várias outras, ordenadas pela Procuradoria nos últimos meses, de personalidades de vulto, incluindo o antigo Ministro do Interior, Almerino Manhenje.




Não há contudo qualquer ligação entre os casos, muito embora a palavra "corrupção" seja lugar comum nas referências que se fazem a estes dossiers.

A prisão do antigo Director do Centro de Processamento de Dados está naturalmente a suscitar reacções várias, com o semanário "Savana", por exemplo, a dizer a propósito "mais um tubarão".

O Centro de Integridade Pública tem estado a seguir todos estes desenvolvimentos e o seu director executivo, Marcelo Mosse, diz que "esta detenção revela que nos últimos meses há aparentemente uma reacção anti-corrupção vigorosa por parte das entidades juiciais; ao nível do Ministério Público há um trabalho de investigação da corrupção".

Mosse lembra contudo que "os acusados gozam da presunção de inocência. Só depois poderemos dizer se estamos perante um combate efectivo contra a corrupção".

2008: ano tenebroso para as florestas zambezianas



Quelimane (Canal de Moçambique) - O ano de 2008, terminado há menos de uma semana, é tido como tendo sido mais um ano negro para a floresta zambeziana. É essa, a opinião de alguns dos operadores florestais daquela província centro/norte segundo revelações ao Canal de Moçambique.
Disseram essas fontes que o nível de abate indiscriminado de diversas espécies florestais naquela província é crescente, embora seja constante ouvirem as autoridades ligadas ao sector dizerem que tudo está sendo feito para forçar a redução dos abusos e violações da lei.
Por aquilo que ficamos a saber por intermédio destas fontes, a província da Zambézia será provavelmente a única no país que durante o ano findo emitiu licenças para a exportação de mondzo, uma espécie que lidera a 1.ª Classe de madeira, classe da qual fazem parte igualmente o pau-ferro e o chanato, cuja exportação não deve ser feita em toro, como preconiza a lei mas que afinal de contas é algo que não acontece. As exportações em condições que contrariam o que está legislado sabe até que acontece com o beneplácito de certas autoridades e perante a passividade do ministério público a quem compete em última análise defender a legalidade.
“Para tapar os olhos dos preguiçosos e dos que não tem acesso aos vários locais por onde a madeira passa até a fase de exportação, foi montado um sistema de aparente legalidade no porto de Quelimane” – revela uma das fontes a que recorremos para este trabalho.
Entretanto, os operadores que temos vindo a citar na condição de anonimato, deixaram claro que “em muitos dos distritos da província a floresta está acabando aos poucos”, com destaque para os distritos de Gilé, Maganja da Costa e Pebane, onde há uma ligeira facilidade para se transportar madeira de espécies classificadas como de 1.ª Classe para outros pontos do país, onde a sua exportação em bruto acontece facilmente como já tivemos a ocasião de referir noutras edições.
Fala-se de que as autoridades ligadas à Agricultura, mais concretamente às Florestas na Zambézia estão a ser ludibriadas, porque os proprietários de licenças simples fazem cortes para além da meta dos seus pedidos, contrariando o que preconiza a Lei nº 10/99, de 7 de Julho. Esta estabelece os princípios e normas básicas sobre a protecção, conservação e utilização sustentável dos recursos florestais e faunísticos. No seu artigo 15 (Exploração sob regime de licença simples), cláusula número 1, diz que “a exploração sob regime de licença simples é sujeita a quantidades e prazos limitados e é exercida, exclusivamente, por operadores nacionais e pelas comunidades locais”. A Lei abre excepção para os casos em que “embora haja concessões que usam licença simples, nas florestas produtivas e nas de utilização múltipla” possam actuar “para fins comerciais, industriais e energéticos, com observância do plano de maneio previamente aprovado”.
Mas o facto é que tudo indica que a lei não está a ser respeitada em muitas circunstâncias. Os nossos interlocutores vão, entretanto, dizendo-nos que “para as autoridades de floresta na Zambézia, tudo está nos conformes”. Por outras palavras, a vida corres-lhes bem, permitindo violações à lei. “Se o senhor jornalista quer ver e sentir pode ir agora mesmo ter com os fiscais comunitários que mesmo correndo perigos já estão a fazer suas vidas, porque os chineses lhes dão muito dinheiro para passar com a madeira que eles querem”, diz-nos peremptória uma das fontes.
As mesmas fontes disseram-nos que estão bastante preocupadas com a situação, porque, alegam “a nossa floresta vai de mal a pior e corremos riscos sérios porque dentro de anos vamos passar mal”.

Cumplicidade do porto de Nacala

Enquanto isso, Nacala vai servindo de placa giratória, mas com muito mais facilidades do que em Quelimane.
Quem exporta por Nacala prejudica os operadores da Zambézia, como se alega e nós já vimos. Apesar dos critérios estarem a ser pisados em todo o lado, a exportação da madeira em toro de espécies de primeira classe, segundo apurámos e nos reportam, vai continuando a acontecer mais facilmente nos últimos tempos, a partir do porto de Nacala, na província nortenha de Nampula, vizinha da Zambézia. Os operadores florestais, vulgo madeireiros, que operam na Zambézia, queixam-se de concorrência desleal. E dizem que já estão a enfrentar problemas sérios decorrentes desta situação. Até os chineses que compram na Zambézia estão a perder em relação aos que operam em Nampula. “Até os chineses que compram a madeira cerrada cá em Quelimane connosco estão ficando prejudicados, porque os outros lá em Nacala exportam em toro e no mercado internacional os compradores querem em toro”.
Fizeram-nos a saber também que tudo o que está acontecendo, passasse perante olhar impávido de quem de direito. Em Dezembro último, uma brigada ligada ao sector de Florestas, trabalhou no distrito de Nacala, junto dos estaleiros de parte dos exportadores, como é o caso do Tsay, nos arredores daquela cidade ferro-portuária, e no local, os agentes testemunharam que ainda era feita a exportação da madeira em toro.
Reportámos na altura que “testemunhas que viveram o momento” e falaram à nossa reportagem nos contaram que os funcionários da brigada do Estado “não fizeram nada, abriram apenas os contentores da frente e os da trás deixaram fechados”. E daí vieram os comentários que esta prática suscita: “Eles querem apenas nos lançar areia nos olhos, porque depois entram nos gabinetes e tratam dos assuntos à sua maneira. Foram corrompidos, porque mais tarde, aqueles chineses voltaram a empacotar a madeira e ninguém disse mais nada”.
Dizia-se na altura e tal continua a acontecer nos últimos tempos com cada vez mais frequência, que a madeira era ainda exportada fresca. Aliás numa das nossas actividades no terreno viajámos num camião da «Green Timber» que carregava madeira em toro, já empacotada em contentores, e o condutor nos tinha garantido que era “mondzo vindo da Zambézia”.

Mais factos

Já ao nível da província de Nampula, organizações há que lutam para a redução da exportação de madeira em toro, quando se trata de espécies em que em toro a exportação não é permitida. São os casos do Fórum dos Recursos Naturais, Fórum Terra, ASMANA e a destacada ADECOR, Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais.
A ADECOR, por exemplo fez denuncias à nossa reportagem sobre a exportação da madeira em toro e disse que o transporte da madeira da Zambézia até ao porto de Nacala, para fins de exportação em toro sem precisar de passar por posto de controle algum, prossegue sem qualquer intervenção de autoridades. “Começa no distrito de Gilé, Maganja da Costa e Pebane, na Zambézia, para depois entrar no distrito de Moma, Mogovolas, Meconta, Monapo, Mossuril até ao porto preferido”.
De acordo com uma fonte da Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais, ADECOR, algo tem que ser feito para reverter a situação. “É um bem que está se destruído e as coisas não podem continuar assim. O governo deve cumprir com o seu papel”, alega.
A mesma fonte defende que a exportação feita em toro, prejudica sobremaneira os honestos. Diz que “as pessoas que se preocupam em cumprir com as leis são prejudicadas”.
Se nada se fizer tudo pode ficar irremediavelmente perdido. Estes casos não só revelam compromissos de autoridades com a ilegalidade, como revelam ainda que há compromissos a alto nível com a ilegalidade.

(Aunicio da Silva)

A ARVORE DO SIDA E DA POBREZA


Desde que tornei publica as minhas resolucoes para 2009, muitos amigos e amigas tem-me escrito ora criticando, sugerindo accoes a desenvolver, ora enviando-me bibliografia para melhorar o meu entendimento o fenomno HIV-SIDA nas suas varidas funcoes. Hoje recebi esta arvore (http://www.almalink.org/aidstree.htm) que ajuda perceber as ligacoes entre o HIV-SIDA e a pobreza. Aos amigos amigas que m tem ajudado nesta ardua mas novel tarefa o meu muito obrigado! MA

PONTE SOBRE O ZAMBEZE

UM DOS PILARES DA PONTE SOBRE O ZAMBEZE!

PONTE SOBRE O RIO ZAMBEZE! PARABENS ENG. ELIAS E EQUIPE!

AS GAFFES DO BOSS






The word "Bushism" has been coined to label his occasional verbal lapses during eight years in office, which come to an end on 20 January.



Here are some of his most memorable pronouncements.



ON HIMSELF

"They misunderestimated me."

Bentonville, Arkansas, 6 November, 2000



''I know what I believe. I will continue to articulate what I believe and what I believe - I believe what I believe is right." Rome, 22 July, 2001



"There's an old saying in Tennessee - I know it's in Texas, probably in Tennessee - that says, fool me once, shame on... shame on you. Fool me - you can't get fooled again."

Nashville, Tennessee, 17 September, 2002



"There's no question that the minute I got elected, the storm clouds on the horizon were getting nearly directly overhead."

Washington DC, 11 May, 2001



"I want to thank my friend, Senator Bill Frist, for joining us today. He married a Texas girl, I want you to know. Karyn is with us. A West Texas girl, just like me."

Nashville, Tennessee, 27 May, 2004



FOREIGN AFFAIRS

"For a century and a half now, America and Japan have formed one of the great and enduring alliances of modern times."

Tokyo, 18 February, 2002



"The war on terror involves Saddam Hussein because of the nature of Saddam Hussein, the history of Saddam Hussein, and his willingness to terrorise himself."

Grand Rapids, Michigan, 29 January, 2003



"Our enemies are innovative and resourceful, and so are we. They never stop thinking about new ways to harm our country and our people, and neither do we." Washington DC, 5 August, 2004



"I think war is a dangerous place."

Washington DC, 7 May, 2003



"The ambassador and the general were briefing me on the - the vast majority of Iraqis want to live in a peaceful, free world. And we will find these people and we will bring them to justice."

Washington DC, 27 October, 2003



"Free societies are hopeful societies. And free societies will be allies against these hateful few who have no conscience, who kill at the whim of a hat."

Washington DC, 17 September, 2004



"You know, one of the hardest parts of my job is to connect Iraq to the war on terror."

CBS News, Washington DC, 6 September, 2006





EDUCATION

"Rarely is the question asked: Is our children learning?"

Florence, South Carolina, 11 January, 2000



"Reading is the basics for all learning."

Reston, Virginia, 28 March, 2000



"As governor of Texas, I have set high standards for our public schools, and I have met those standards."

CNN, 30 August, 2000



"You teach a child to read, and he or her will be able to pass a literacy test.''

Townsend, Tennessee, 21 February, 2001





ECONOMICS

"I understand small business growth. I was one."

New York Daily News, 19 February, 2000



"It's clearly a budget. It's got a lot of numbers in it."

Reuters, 5 May, 2000



"I do remain confident in Linda. She'll make a fine Labour Secretary. From what I've read in the press accounts, she's perfectly qualified."

Austin, Texas, 8 January, 2001



"First, let me make it very clear, poor people aren't necessarily killers. Just because you happen to be not rich doesn't mean you're willing to kill."

Washington DC, 19 May, 2003





HEALTHCARE

"I don't think we need to be subliminable about the differences between our views on prescription drugs."

Orlando, Florida, 12 September, 2000



"Too many good docs are getting out of the business. Too many OB/GYN's aren't able to practice their love with women all across the country."

Poplar Bluff, Missouri, 6 September, 2004





TECHNOLOGY

"Will the highways on the internet become more few?"

Concord, New Hampshire, 29 January, 2000



"It would be a mistake for the United States Senate to allow any kind of human cloning to come out of that chamber."

Washington DC, 10 April, 2002



"Information is moving. You know, nightly news is one way, of course, but it's also moving through the blogosphere and through the Internets."

Washington DC, 2 May, 2007





OUT OF LEFT FIELD

"I know the human being and fish can coexist peacefully."

Saginaw, Michigan, 29 September, 2000



"Families is where our nation finds hope, where wings take dream."

LaCrosse, Wisconsin, 18 October, 2000



"Those who enter the country illegally violate the law."

Tucson, Arizona, 28 November, 2005



"That's George Washington, the first president, of course. The interesting thing about him is that I read three - three or four books about him last year. Isn't that interesting?"

Speaking to reporter Kai Diekmann, Washington DC, 5 May, 2006





ON GOVERNING

"I have a different vision of leadership. A leadership is someone who brings people together."

Bartlett, Tennessee, 18 August, 2000



"I'm the decider, and I decide what is best."

Washington DC, 18 April, 2006



"And truth of the matter is, a lot of reports in Washington are never read by anybody. To show you how important this one is, I read it, and [Tony Blair] read it."

On the publication of the Baker-Hamilton Report, Washington DC, 7 December, 2006



"All I can tell you is when the governor calls, I answer his phone."

San Diego, California, 25 October, 2007



"I'll be long gone before some smart person ever figures out what happened inside this Oval Office."

Washington DC, 12 May, 2008

Thursday, 8 January 2009

Mulémbwè empossa Secretário Geral da AR

Escrito por AIM

Baptista Ismael Machaieie é, a partir de hoje, o Secretário Geral da Assembleia da República (AR), após pouco mais de um ano no exercício das actividades de administração parlamentar, na qualidade de Secretario Geral substituto.

Machaieie assumiu a direcção interina de Secretariado Geral da AR após a morte de Carlos Manuel, que até então vinha ocupando este cargo, em finais do ano passado.

A cerimónia de tomada de posse foi dirigida pelo Presidente da Assembleia da República, Eduardo Mulembwe, que, na ocasião, disse que o ano de substituição, de Outubro de 2007 a esta parte, foi um período de teste “aparentemente bem sucedido”, dado terem reduzido os factores de conflitualidade na relação deputado/funcionário, na vertente de prestação de serviços aos mandatários do povo.

Mesmo assim, Mulembwe fez questão de recordar que a missão que se segue é “gigantesca, pesada e delicada”.

“Esperamos que continue a envidar esforços no sentido de garantir a execução dos objectivos plasmados no nosso Plano Estratégico, na vertente da administração parlamentar e a prestação da devida assistência técnica a Assembleia da República”, disse Mulembwe.

Machaieie é assim a quarta figura a dirigir o Secretariado Geral desde a criação do parlamento moçambicano há 31 anos.

A missão de fundo que deve ser cumprida inclui a promoção do profissionalismo e isenção dos serviços de apoio, o aperfeiçoamento do sistema de gestão administrativa e financeira, a revisão dos sistemas de carreiras profissionais e de remunerações do Secretariado Geral e a criação de capacidade de assessoria legislativa e técnica.

“O empossado não só terá que dar o melhor de si na realização das suas tarefas como também deverá saber ser diligente, dirigente e, acima de tudo, auténtico líder”, disse o Presidente da AR.

Ainda durante a cerimónia de tomada de posse, o Presidente da AR explanou um pouco sobre a evolução do Secretariado Geral, como estância de apoio ao parlamento. Referiu-se, em particular, ao aumento e desenvolvimento de recursos humanos ao longo dos últimos anos, um desenvolvimento que ganhou ímpeto com a criação do Secretariado que não existia até cerca de duas décadas.

2009, Ano Eduardo Mondlane

Escrito por Redacção

Por ocasião da celebração dos 40 anos da morte de Eduardo Mondlane, a 3 de Fevereiro, o governo decidiu proclamar 2009 como ano Eduardo Mondlane. Diversas actividades vão marcar a efeméride um pouco por todo o país.

Eduardo Mondlane foi o fundador da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), em 1962, partido que levaria o país à independência, por via de uma luta de libertação nacional contra o colonialismo português, em 1975

In O PAIS ONLINE Quinta, 08 Janeiro 2009 08:31

2008 NA OPINIAO DO PAIS ONLINE

Exonerações marcaram a vida política
Escrito por Redacção de Política

A exoneração de alguns ministros e de altas figuras das Forças Armadas de Moçambique, bem como a crise de liderança na Renamo, foram os factos políticos mais salientes em 2008.

O ano político em 2008 inicia com a abertura a 10 de Março da VIII sessão do parlamento, onde o presidente daquele órgão, Eduardo Mulémbwè, fez um discurso vigoroso no qual criticou a acção governativa.
Coincidência ou não, o certo é que no mesmo dia, à noite, o Chefe do Estado, Armando Guebuza, anunciou uma substancial remodelação governamental, exonerando, de uma só vez, quatro ministros, nomeadamente, Alcinda Abreu, dos Negócios Estrangeiros e Cooperação; António Munguambe, dos Transportes e Comunicações; Luciano de Castro, do Ambiente; e Esperança Machavela, da Justiça.

Para os seus lugares e por ordem, Guebuza, nomeou e empossou, Oldemiro Balói, Paulo Zucula, Alcinda Abreu e Benvinda Levi.

A 20 de Março, Lagos Lidimo e Mateus Ngonhamo, anunciaram, em comunicado de imprensa, que abandonam os cargos de chefe e vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Moçambique. Para os seus lugares, foram nomeados, o brigadeiro Paulino Macaringue e o Major-General Olímpio Cambora, para Chefe e Vice-chefe do Estado Maior General das Forças Armadas de Moçambique. Já a 26 de Março, o chefe do Estado Armando Guebuza, voltou a mexer no seu governo e desta vez, decidiu-se pela exoneração do Ministro da Defesa Nacional, Tobias Dai, há muito contestado pela opinião pública, dada a sua responsabilidade moral na explosão do paiol de Malhazine e causou a morte de mais de uma centena de pessoas e feriu mais de 500.

O mês de Julho, inicia com a “dança” de candidatos `as eleições internas da Frelimo, que tinham como objectivo, a eleição do candidato deste partido `a presidência do Município da cidade de Maputo.

David Simango, ministro da Juventude e Desportos, e Generosa Cossa, eram os candidatos que iria enfrentar Eneas Comiche (edil da cidade de Maputo) nas eleições de 21 de Agosto passado, ganhas por David Simango.

A 28 de Agosto, a Renamo anunciou que Daviz Simango não seria o candidato daquele partido `as eleições de 19 de Novembro, sendo que, Manuel Perreira era o escolhido por vontade supostamente das bases.

A 21 de Setembro, o presidente do município da Beira, Daviz Simango, foi expulso da RENAMO, alegadamente, por se recandidatar como independente às eleições autárquicas de Novembro. O mês de Novembro inicia praticamente com a campanha eleitoral nos 43 municípios, que no geral não foi marcada por violência.

A 19 de Novembro, o país assiste a realização das terceiras eleições autárquicas. As mesmas, foram ganhas em 42 municípios pela Frelimo e pelos seus candidatos.

A nível da cidade da Beira, Daviz Simango consegue uma vitória expressiva contra Lourenço Bulha da Frelimo e Manuel Perreira da Renamo, este último que foi praticamente humilhado nas urnas. Já no município de Nacala, será necessária a realização de uma segunda volta.

A 22 de Dezembro, a Assembleia da República aprovou sem votos da Renamo o Orçamento de Estado e o Plano Económico Social para 2009.

Por último, a 24 de Dezembro, o chefe do Estado, Armando Guebuza, apresentou, no parlamento, o seu quarto informe sobre a situação geral do país onde, uma vez mais, Guebuza de “bom”, facto que mereceu muitas críticas desde a classe intelectual até à sociedade no geral, por não concordar com essa avaliação.


Quarta, 31 Dezembro 2008 14:30 ohttp://www.opais.co.mz/index.php/Política/politica/25-politica/463-exoneracoes-marcaram-a-vida-politica.html

LETTER FROM OBAMA


Manuel --

On January 20th, our journey to bring change will officially begin.

We're organizing the most open and accessible inauguration in our nation's history. And we're doing it without contributions from Washington lobbyists or big corporations.

Just like we did on the campaign, we're relying entirely on supporters like you -- ordinary people giving whatever they can afford to make this an event for all Americans.

I know we've asked a lot of you. But changing the way business is done in Washington will take a commitment from all of us. Right now, you can help give this administration a strong start.

And if you make a donation of any amount before midnight tonight, you could be selected to come to Washington, D.C., and be part of the welcome ceremony, the swearing in, the Inaugural Parade, and the Inaugural Community Ball.

Make a donation of $5 or more and be part of the historic moment you made possible.

We have a long road ahead of us, and we're going to face some major challenges as soon as we start. But I know I can count on you every step of the way.

Thank you for everything you've done and happy New Year,

Barack

P.S. -- You could be there for this historic moment even if you cannot make a donation. You can show your support by sharing what this Inauguration means to you. Learn more here:

https://donate.pic2009.org/tickettohistory

E se Obama fosse europeu?*




Por Luzia Moniz

É comum ouvir-se dizer, sobretudo na Europa, que devíamos todos votar nas eleições americanas, particularmente nas presidenciais. Tal é a influência que as decisões políticas da maior economia do mundo têm sobre o resto do mundo que gostaríamos de também contribuir para a eleição do líder dos EUA.

Quando da campanha eleitoral para as presidenciais de 4 de Novembro, realizaram-se hipotéticas sondagens, em vários países europeus para saber, em quem votariam os europeus, se tivessem esse direito. Na maioria desses países, Barack Obama esmagava o seu rival John McCain, numa diferença que daria ao candidato democrata uma maioria qualificada.

As razões do apoio dos europeus a Obama serão certamente diferentes dos motivos que levaram os americanos a escolher, pela primeira vez, na sua curta História, um negro para dirigir os seus destinos.

Com tanto apoio manifestado pelos europeus, é legítimo questionar: e se Obama fosse europeu? Teria o mesmo apoio que lhe daria a vitória?
E se Obama tivesse nascido em Londres, Paris ou Lisboa, filho de um imigrante africano negro e de uma europeia branca? Teria conseguido reunir a sua volta apoios europeus da esquerda à direita?
Não será que o filho de um queniano entusiasma a Europa, porque está fora das suas portas?

A eleição de Obama não foi um milagre, nem obra do acaso. Surge como o corolário de uma REVOLUÇÃO pacífica, mas não silenciosa, com dor, desencadeada pelos próprios americanos, que teve o seu grito de Ipiranga em Martin Luther King e Malcom X, que fizeram da luta contra o apartheid americano, pelos direitos dos negros, o seu cavalo de batalha.

Ainda na década de 60 do século XX, um negro americano que estivesse sentado num autocarro público, tinha que se levantar para dar lugar ao branco que entrasse. Até a adopção do "Voting Rights Act", em 1965, os negros tinham o seu direito ao voto indexado ao pagamento de um imposto e a um teste de literacia, apesar de teoricamente serem considerados cidadãos de pleno direito, desde 1868.

A América percebeu que não podia acabar com o racismo, apenas inserindo na Constituição um artigo dizendo que as pessoas são todas iguais, independentemente da sua raça, …, e que para se tornar numa grande nação tinha que estar na linha da frente do combate pela igualdade de oportunidade, por isso fez da educação, do ensino o principal aliado da referida Revolução, a par de leis de discriminação positiva a favor dos negros.

Isso permitiu a afirmação e visibilidade de uma elite negra em todas as esferas da sociedade. Das artes ao espectáculo, da comunicação social à política, passando pelo desporto. E hoje mostra ao mundo que figuras como os actores negros Morgan Freeman, Denzel Washington, Whoopi Goldberg ou Eddie Murphy, ou as manas tenistas Williams são o exemplo da América intra-racial que se pretende.

A América moderna, com 13 por cento de negros entre os seus mais de 300 milhões de habitantes, olha com naturalidade que a Senhora TV - Oprah Winfrey -, um fenómeno de audiência mundial, em toda a História da televisão, seja uma negra.

A mesma naturalidade com que encarou o facto de serem negras duas das principais figuras da Administração Americana, no primeiro Governo de Bush filho – Collin Powell, nas relações externas e Condoleeza Rice na segurança nacional. Ou que a pasta de secretário de Estado da Administração Bush estivesse em oito anos sempre ocupada por negros, primeiro Powell, depois Rice.

Analisando os eleitores de Obama por idade, encontramos que o democrata vence de forma esmagadora entre os que votaram pela primeira vez. Na faixa entre os 18 e 29 anos atinge quase 70 por cento. Entre os novos eleitores americanos, apenas um em cada cinco é negro.

O republicano John MacCain só bate Obama no eleitorado com mais de 64 anos, numa diferença de dez pontos percentuais (55% - 45%).
Entre os eleitores do segmento etário 30 - 44, a diferença entre os dois concorrentes à Casa Branca é de mais de 10 pontos (56%-44%) enquanto que no escalão 45 - 64 há quase um empate, a diferença não passa os dois pontos (51% -49%)

Com estes dados e olhando para a América de hoje, ressalta a vista que se, por um lado, a nova geração, aqueles que governarão a América amanhã, aposta claramente em Obama, por outro é no eleitorado que representa o passado, mais conservador, que Obama encontra mais oposição.

Constata-se que o eleitorado de Obama é essencialmente jovem e a medida que a idade vai avançado, o democrata vai tendo mais dificuldades eleitorais.
O facto de Obama ter menos 25 anos que McCain, e o eleitor gostar de se rever no seu candidato, não explica tudo, nem grande parte da mudança histórica ocorrida na América.

Quem tem entre 18 e 29 anos não viveu a América da segregação racial, e, nalguns casos, os seus pais também não. O eleitor deste segmento fez ou está a fazer toda a sua formação académica no sistema integrado de educação que existe na América, onde as diferentes raças são retratadas da mesma forma.

Um qualquer manual escolar infantil americano, se tem numa página uma criança branca com um microscópio, retrata a seguir uma criança negra com um telescópio e depois uma criança de traços asiáticos a fazer medições.

Até os br4inquedos, jogos didácticos utilizados nos jardins-de-infância têm que exprimir essa sociedade multi e intra racial que a América está apostada em ser, onde a preocupação não é a integração de uns em outros, mas a afirmação de todos.

Os jovens até 29 anos aprenderam desde cedo, que a América é o país das oportunidades e que o objectivo da discriminação positiva é evitar a discriminação propriamente dita.

Quem tem mais de 64 anos viveu um grande período da sua vida no tempo da segregação racial. A sua formação e socialização foram feitas total ou parcialmente nesse período. Apesar de ter testemunhado as mudanças operadas no papel do negro na sociedade americana, isso não foi suficiente para alterar alguns preconceitos inculcados desde tenra idade, muitos dos quais pela própria escola.

Apesar de ainda prevalecerem guetos de negros, da pobreza, da criminalidade, das tensões raciais, quando um americano branco, pergunta ao seu conterrâneo negro de onde é, a resposta que espera ouvir é: Massachusetts, Washington DC, Virgínia, etc., mas no caso de um europeu branco fazer a mesma pergunta a um europeu negro espera como resposta Nigéria, Senegal, Angola. etc..

Enquanto os negros da América são afro-americanos, os da Europa são africanos, mesmo que tenham nascido na Europa, filhos de pais também nascidos na Europa.

Alguém acredita que este Obama com a sua mulher Michelle e as suas duas filhas, todos negros, seriam inquilinos da Downing Street, Eliseu ou Palácio de Belém? Claro, que não.
O poder político na Europa funciona como uma casta, onde quem lá está não sai e quem quer entrar vê as portas fechadas a cadeados. Não são admitidos outsider, como os negros europeus.

Os europeus que são dos principais críticos do racismo da América, e que fazem o discurso politicamente correcto contra as formas de discriminação racial, não conseguem ir tão longe como a América.

Tal discurso da igualdade entre os homens, aliado às políticas europeias de integração, acabam por funcionar como perpetuador da ficção de uma sociedade sem minorias, empurrando-as para fora da realidade.

Por exemplo, em França, país que se gaba de ser o berço dos direitos humanos e um baluarte contra o racismo, e em que os políticos gostam de dizer que "os negros são um problema social e não racial", não há praticamente negros no mundo empresarial. Os negros também quase não têm representação política.

O censo francês, tal como o português, não classifica as pessoas por raças. Estima-se que haja em França cerca de 1,5 milhão de negros, numa população de 59 milhões. Outras estimativas, afirmam que o número de negros é muito superior ao referido.


Em Portugal, numa população de dez milhões de habitantes, as estimativas apontam para a existência de 700 mil a um milhão de negros, ou seja entre 7 a 10 por cento, mas não é perceptível a sua representatividade nos centros de decisão política ou no mundo dos negócios.

As crianças do jardim-de-infância e da primária em Portugal, continuam a aprender que existe uma cor (um rosa baço) que se chama cor da pele, como se existisse apenas um tipo de pele. É nesta Europa em que não há medidas de discriminação positiva que a visibilidade dos negros nos mídia é quase nula. Sendo a comunicação social, o quarto poder, ou o quarto do poder – onde o poder se veste e se despe, como gosta de lembrar o poeta Mawanda –, não sendo visível nos mídia, dificilmente a elite negra poderá alcançar altos voos.

O combate a esse racismo matizado torna-se mais difícil, quando o Chefe de Estado diz ao mundo (à comunicação social) que está a "celebrar o dia da Raça" (no Dia Nacional) e nada acontece. Não se levanta um coro de indignação da classe política, excepto raríssimas vozes isoladas, nem o próprio autor vem a terreiro retratar-se publicamente, dizendo, pelo menos, que foi um lapso de linguagem. Freud explica os lapsos de linguagem. Talvez no sub-consciente da elite política europeia perpasse ainda o preconceito de que europeu é sinónimo de branco.

Para que surjam Obamas na Europa há ainda um longo caminho a percorrer, que deve começar pelo reconhecimento de jure e de facto de que os europeus não são todos da mesma cor e percorrendo a trajectória
de defesa das minorias e sua valorização.

Este Obama (Barack Hussein) que por não ser suficientemente negro não seria eleito em África, continente que ainda tem no colonizador o seu modelo, não é eleito na Europa, por ser demasiado negro. Este Obama foi eleito pela América não por ser negro, mas por representar a esperança, o futuro.

(Artigo publicado no Semanário Angolense de 22/11/08)

*Título adaptado do artigo de Mia Couto: "E se Obama fosse africano"

A Opiniao de Leonel Magaia

N´um Val´Pena! - Assistir sem ver

Neste mundo há com cada uma. Então um indivíduo, por volta de 1840, tem um laivo distraído de inteligência e vai daí que inventou a televisão. Como resultado disso, em 1889 realizaram-se as primeiras emissões experimentais de meia hora, cinco dias por semana. Quando em 1939, a RCA exibiu o primeiro protótipo de um televisor, ninguém previa que aquela pequena caixa, parecida com um aparelho de rádio, pudesse deixar tantas marcas.

Considerada um dos melhores inventos do séc. XX, a televisão joga com os instintos mais primários do ser humano. Hoje a televisão é uma das maiores invenções de todos os tempos. Legiões e legiões de assistidores de televisão destilam horas a fio em frente à chamada caixa mágica e deliram face às diabruras dos seus heróis imaginários. A televisão é sem dúvidas um meio difusor de uma cultura de massas. Dirige-se a uma massa social, isto é, um gigantesco aglomerado de indivíduos.

Mais do que um meio difusor de cultura de massas, a televisão hoje permitiu, particularmente às classes económicas mais baixas, um contacto com realidades culturais que até aqui lhes eram totalmente vedadas, permitiu igualmente o acesso a conhecimentos globais. Trouxe-nos grandes vantagens sem dúvidas. Mas porque não há bela sem senão, a realidade prova que o cidadão que mais poderia usufruir das vantagens da televisão se tornou vítima desta nova "ditadura".

O mesmo será dizer que Homem criou falsos valores e mitos, provocando um desgaste inútil. Hoje estudos mostram que a televisão estimula o isolamento e a dependência, surgindo então a imagem do "novo ópio do povo". Somos efectivamente uma geração de tóxicodependentes de imagens que nos acompanham e atacam diariamente - basta lembrar que actualmente e segundo estatísticas conhecidas, recebemos em média, consciente ou inconscientemente, 1500 mensagens publicitárias por dia, o que leva a que os hábitos sociais e familiares sejam literalmente alterados.

A verdade é que esta forma "recente" de expressão popular, esta utilização comercial do génio inventivo do séc. XX, afecta a vida de toda a população do mundo. Afecta a nossa perspectiva, os nossos desejos, a nossa moral social e política. Coloca instrumentos à disposição de certas pessoas suficientemente ambiciosas para os controlar: políticos, empresários, artistas e homens de negócios. Representa a revolução essencial de comunicações que caracteriza e alimenta o nosso século.

Infelizmente, a televisão insere-se na vida do adolescente de hoje como uma proposta alternativa à escola, como "uma escola paralela", quantitativamente quase equivalente (se não superior) à escola oficial, qualitativamente mais agradável e eficaz porque menos estruturada e pelo menos, aparentemente, escolhida livremente. Aliás, um inquérito feito pelos serviços italianos da RAI-TV indicou que perto de três milhões de adolescentes (de idades entre os 8 e 13 anos) assistem diariamente aos programas da TV. Sabendo-se que o adolescente ocupa semanalmente 20 horas a ver televisão, isto é, quase tantas como as que ocupa no ambiente escolar. Seria interessante um inquérito para o caso de Moçambique. Aliás, são mesmo as televisões moçambicanas que me inspiraram para a crónica de hoje. Repare-se que a fome de publicidade faz com que o pequeno écran se torne ainda mais pequeno. Num pacato jogo de futebol transmitido pelas nossas televisões temos o rectángulo mágico todo preenchido: no canto superior direito uma tarja publicitária, no esquerdo o resultado do jogo, no inferior esquerdo outra tarja publicitária animada, no direito os comentadores.

Pelo meio os rodapés com as enervantes gralhas e erro ortográficos de bradar os céus. Ficámos com um ridículo minúsculo espaço, que entretanto não escapa à concorrência de outras desgastantes agendas publicitárias de permeio. Desaparece o fascínio mágico e perfila aos nossos esbugalhados olhos a pérfida imagem da persuasão inconsciente do telespectador, com a programação escamoteada de toda a sorte de ideias, produtos, valores, princípios ideológicos, uma verdadeira romaria sobre os efeitos dos anúncios e comerciais, de forma a propagar os produtos de forma implícita. Tudo isso em detrimento do produto "futebol" entretanto anunciado. Falei de futebol, podia ser qualquer outro produto. Por exemplo as desgastantes interrupções de novelas para clichés publicitários. Alguns desses clichés chegam mesmo a ser mais longos que a própria sequência da novela. Passa então a haver mais publicidade que outra coisa.

Fica assim claro então que com os seus programas a televisão tende a nivelar as mentes dos que assistem às transmissões e não podemos também esquecer que quem dirige a televisão tem prioritariamente objectivos comerciais e, neste sentido, forma mentalidades, manipula consciências, tem capacidade de persuasão e de argumentação. O problema é que só assistimos e quase nada vemos.

PS. Já agora, alguém me explica como é possível que ainda a começar um programa, por exemplo um debate televisivo, e já estejam a circular em rodapé notas, sublinhe-se cheias de gralhas e erros clamorosos, do tipo: "estou a adorar...vocês são o máximo..."; "...continuem assim..."; "...acho que têm razão..."; ...beijinhos à minha cara metade, o programa tá nice..." e por aí em diante!

Ciao.

leoabranches@yahoo.com.br

Leonel Magaia - leoabranches@yahoo.com.br


Maputo, Quinta-Feira, 8 de Janeiro de 2009:: Notícias

ODI Themes Programmes Resources Events Media Fellowship scheme Jobs

5 Jan 2009

The Overseas Development Institute (ODI) has been named as the leading non-US think tank for international development, and among the top five think tanks in the world for policy making.

In a New Year poll, Foreign Policy Magazine has ranked think tanks around the world in an index for 2009. ODI is in the top five for influencing policy and comes second for international development, behind Washington’s Brooking’s Institution.

Of the 5,500 think tanks in 170 countries, ODI ranks fourth overall, outside the USA – the highest rank for a think tank focusing on international development and humanitarian issues.

ODI Director, Simon Maxwell, said:

"I am delighted that international development features so prominently in the think tank world, especially when developing countries risk being marginalised and further impoverished by the economic crisis, and that ODI’s expertise and influence has been recognised."

View the full Foreign Policy Think Tank Index

SOAS soma e segue! Depois de Luisa Diogo como Primeira Ministra, vem ai Atta Mills


A Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres (SOAS) acaba de ter um dos seus ex-estudantes eleito presidente do Ghana! A eleicao de Atta Mills, vem aumentar o numero de ex-estudantes do SOAS que se encontram em posicoes de lideranca nos seus paises. Em Africa, para alem de Atta Mills, temos o caso de Luisa Diogo, Primeira Ministra de Mocambique, que fez o seu mestrado em Economia Financeira(a distancia) tambem no SOAS!

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President of Ghana
Incumbent
Assumed office
7 January 2009
Vice President John Dramani Mahama
Preceded by John Kufuor

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Vice President of Ghana
In office
7 January 1997 – 7 January 2001
President Jerry Rawlings
Preceded by Kow Nkensen Arkaah
Succeeded by Aliu Mahama

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Born 21 July 1944 (1944-07-21) (age 64)
Tarkwa, Gold Coast)
Political party National Democratic Congress
Spouse Ernestina Naadu Mills
Profession University professor in law
Religion Methodist
Website [1]
John Evans Atta Mills (born 21 July 1944 in Tarkwa, Western Region, Ghana[1]) is the President of Ghana. He was inaugurated on 7 January 2009, having defeated the ruling party candidate Nana Akufo-Addo by a 50.23%–49.77% vote in the 2008 election.[2] He was the third Vice-President of Ghana from 1997 to 2001 under President of Ghana Jerry John Rawlings; subsequently he stood unsuccessfully in the 2000 and 2004 presidential elections as the candidate of the National Democratic Congress (NDC).


[edit] Education and academic career
Mills was educated at Achimota Secondary School, where he completed the Advanced Level Certificate in 1963, and the University of Ghana, Legon, where he received a bachelor's degree and professional certificate in law in 1967.

While earning a PhD in Law from the School of Oriental and African Studies in London, England, Mills was selected as a Fulbright scholar at Stanford Law School in the United States.[2] Before then, Mills had earned an LLM at SOAS, University of London.

At the age of 27, he was awarded his PhD after successfully completing his doctoral thesis in the area of taxation and economic development. Mills' first formal teaching assignment was as a lecturer at the Faculty of Law at the University of Ghana, Legon. He spent close to twenty five years teaching at Legon and other institutions of higher learning, and rose in position from lecturer to senior lecturer to associate professor, serving on numerous boards and committees. During his almost thirty years of teaching and researching, Mills traveled as a visiting lecturer and professor at a number of educational institutions worldwide and presented research papers at symposiums and conferences throughout the world.


[edit] Publications
Mills has produced more than a dozen publications, including:

Taxation of Periodical or Deferred Payments arising from the Sale of Fixed Capital (1974)
Exemption of Dividends from Income taxation: A critical Appraisal (1977)
A History of Four Footed Beasts (1977)
Report of the Tax Review Commission, Ghana, parts 1,2&3 (1977)
Ghana's Income Tax laws and the Investor. (An inter-faculty lecture published by the University of Ghana)
He has held various examiner positions with finance-related institutions throughout Ghana (i.e. Institute of Chartered Accountants, Institute of Bankers, Ghana Tax Review Commission).


[edit] Contribution in sports
He has contributed to the Ghana Hockey Association, National Sports Council of Ghana, and Accra Hearts of Oak Sporting Club. He enjoys hockey and swimming, and once played for the national hockey team (he is still a member of the Veterans Hockey Team).


[edit] Other activities and projects
Roles that Mills has been involved in various activities and projects such as:

Member of the Ghana Stock Exchange Council
Board of Trustees, Mines Trust
Management Committee Member of, Commonwealth Administration of Tax Experts, United Nations Ad Hoc Group of Experts in International Cooperation in Tax Matters, and United Nations Law and Population Project
A Study on Equipment Leasing in Ghana
Casebook preparation on Ghana's Income Tax
Review of Ghana's Double Tax Agreement with the UK
In 1988, John Evans Atta Mills became the acting Commissioner of the Internal Revenue Service of Ghana and named Commissioner in September 1996.
In 1997, Prof. Mills received another important appointment when on January 7, 1997, he was sworn-in as the Vice President of the Republic of Ghana.
In 2002, Prof. Mills was a visiting scholar at the Liu Centre for the Study of Global Affairs, University of British Columbia, Canada.
In December 2002, John Evans Atta Mills was elected by his party to be its flagbearer and led them into the 2004 elections.
He is married to Ernestina Naadu Mills, an educator, and has a 19 year old son, Sam Kofi Atta Mills.

On 21 December 2006, Mills was overwhelmingly elected by the NDC as its candidate for the 2008 presidential election with a majority of 81.4% (1,362 votes), far ahead of his opponents, Ekwow Spio-Garbrah, Alhaji Mahama Iddrisu, and Eddie Annan.[3]

He is a good friend of Prophet T.B. Joshua of The Synagogue, Church Of All Nations in Lagos, Nigeria and regularly visits his church.[4]


[edit] References
^ Profile of Atta Mills, Ghanareview.com.
^ a b Kokutse, Francis (2009-01-03). "Opposition leader wins presidency in Ghana", Associated Press. Retrieved on 4 January 2009.
^ "NDC CONGRESS RESULTS-Prof Wins", Modernghana.com, December 22, 2006.
^ "Mills Storms Lagos Church", Daily Guide (2008-02-26).

[edit] External links
Official website
"Profile: Ghana President John Atta Mills", BBC, January 3, 2008
Political offices
Preceded by
John Kufuor President of Ghana
2009 – present Incumbent
Preceded by
Kow Nkensen Arkaah Vice President of Ghana
1997 – 2001 Succeeded by
Aliu Mahama
Party political offices
Preceded by
Jerry Rawlings National Democratic Congress presidential candidate
2000, 2004, 2008 Incumbent
Order of precedence
Preceded by
First John Atta Mills
President of Ghana Succeeded by
John Dramani Mahamaa
Vice President of Ghana
[show]v • d • e Heads of state and Prime Ministers of the Republic of Ghana

Presidents (1960-) Nkrumah • Ankrah † • Afrifa † • Ollennu * • Akufo-Addo • Acheampong † • Akuffo † • Rawlings † • Limann • Rawlings • Kufuor • Atta Mills

Prime Ministers Kwame Nkrumah (1957-60) • Kofi Abrefa Busia (1969-72)

† military * interim

[show]v • d • eVice-Presidents of Ghana

Johnson • post vacant, 1981-93 • Arkaah • Atta-Mills • A Mahama • J D Mahama

Persondata
NAME John Atta Mills
ALTERNATIVE NAMES
SHORT DESCRIPTION Vice President of Ghana from 1997 to 2001
DATE OF BIRTH July 21, 1944
PLACE OF BIRTH Central Region, Ghana
DATE OF DEATH Living
PLACE OF DEATH

Retrieved from "http://en.wikipedia.org/wiki/John_Atta_Mills"
Categories: 1943 births | Living people | Ghanaian politicians | Current national leaders | Ghanaian lawyers | Ghanaian legal academics | Achimota School alumni | University of Ghana alumni | Alumni of the School of Oriental and African Studies | Academics of the University of Ghana

Take five: Day (all) the presidents did lunch


Oliver Burkeman
Thursday January 8 2009
The Guardian


There is, as everyone knows, an art to assembling the perfect combination of guests for a dinner party. You don't want to invite people who fiercely disagree with each other on almost everything; it's nice to have a mix of men and women; and while one or two big egos are fine, it's best if not everyone present likes being the centre of attention.

By those standards, the historic lunch gathering at the White House yesterday, attended by all four living presidents, and the man about to assume the office, might have seemed doomed to descend into awkwardness.

But almost everybody in the United States right now likes Barack Obama: polls give him an approval rating above 80%, unheard of for a president-elect. And yesterday that seemed to include both Bushes along with, perhaps no less notably, Bill Clinton.

Before repairing to the small private dining room, reached via a passageway from the Oval Office, the five men posed shoulder-to-shoulder in front of the president's desk: Obama was flanked by a George Bush on either side, with a beaming Clinton and Jimmy Carter (his expression characteristically unreadable) mere inches away.

It was a photo opportunity that delivered more frisson than most, making the transition of power in Washington suddenly vivid, as an older generation met a younger one.

And, of course, as four white men welcomed a black man to the most exclusive club in America.

The economy being what it is, it was in none of their interests to have the media report they had dined on champagne, caviar and foie gras, and so aides were at pains to point out that the five ordered from the White House Mess, the navy-run staff restaurant that is nevertheless, to be candid, one or two notches up from the average office canteen. The menu is described as "traditional American", and during the outgoing president's time in office has featured the White House Signature Steak, the West Wing Burger, spaghetti marinara, shrimp prepared with herbs and mustard, and a dish called Chocolate Freedom blending patriotism and calorific overload in a single dessert.

The faintest trace of impatience could be discerned on the faces of the Bushes as Obama dominated the photo opportunity before the meal, telling reporters he planned to learn about "the pressures and possibilities of this office" from his assembled predecessors. "For me to have the opportunity to get good advice and good counsel and fellowship with these individuals is extraordinary."

Nobody, certainly not members of the press, accompanied the five into the dining room. But earlier Bush's spokeswoman, Dana Perino, had speculated that their conversation might include "raising children in the White House, raising children when you're a public figure, and how to protect them".

Still, it seemed possible that less exclusively personal matters might intrude. For all the sense of momentous change, some things remain depressingly the same: the last time all living presidents assembled at the White House, it was also against a backdrop of tumult in the Middle East. In 1981, Richard Nixon, Gerald Ford, Carter and Ronald Reagan gathered to discuss policy for the region, prior to leaving for the funeral of the assassinated Egyptian leader Anwar Sadat.

The outgoing and incoming heads of state will, of course, meet once more soon, for Obama's swearing-in and the old president's departure: Obama is expected to escort George and Laura Bush through a passageway at the Capitol building to a waiting helicopter.

Yesterday's lunch had been Obama's suggestion, but served Bush's purposes too, enabling him to portray himself as above partisan politics: a unifier, just like Obama. Decorum, presumably, prevented Obama from mentioning a rather obvious difference between the two: Bush's approval rating at this moment stands at an almost as historically unprecedented 27%.

To see this story with its related links on the guardian.co.uk site, go to http://www.guardian.co.uk/world/2009/jan/08/presidents-lunch

Copyright Guardian Newspapers Limited 2009

Atheist bus ad campaign provokes bitterness in Barcelona

Spread of controversial advertising campaign to Spain upsets members of Catholic church
Giles Tremlett in Madrid
Wednesday January 7 2009
guardian.co.uk


The posting of atheist advertising on Barcelona's buses has been branded "an attack on all religions".

Next week, Barcelona will become the first city in predominantly Catholic Spain to copy the controversial UK campaign when its buses use a direct translation of the slogan adopted in Britain by the scientist Richard Dawkins and other prominent atheists.

"Probablemente Dios no existe. Deja de preocuparte y goza de la vida," it reads. "There's probably no God. Now stop worrying and enjoy life."

Madrid, Valencia and other cities are being targeted to run similar campaigns.

Campaigners say that with 20% of Spaniards professing they do not believe in God, it is time atheism becomes a visible phenomenon.

"It is time for non-believers to make themselves seen and display their pride in their own convictions," said the Catalan Atheists group.

The campaign has provoked a reaction from the Catholic archbishopric of Barcelona. "Faith in God is not a source of worry, nor is it an obstacle for enjoying life," it said in a statement.

"It is an attack on all religions," said Javier Maria Perez-Roldan of the church's Tomas Moro centre, blaming the socialist government for the privately funded campaign. "The government has created an atmosphere of belligerence."

The go-ahead for campaigns in other Spanish cities may depend on the political colour of the city halls that own, or co-own, the municipal buses.

Conservative officials in Madrid and Valencia are coming under pressure from Catholic lobbyists to prevent the advertisements circulating around their streets.

The spread of the Spanish campaign will also depend on how much funding atheist groups can raise.

Donations have been flooding into the fund opened by the Catalan Atheists. "We raised a thousand euros in the first day," the group said. "At this rate we will be able to take the campaign to Madrid as well."

Negotiations to get the advertisements on to Madrid's buses are reportedly set to start today.

The atheist campaign comes as Spain's Catholic church becomes increasingly involved in political campaigning.

It has fought against laws passed by prime minister Jos? Luis Rodr?guez Zapatero's socialist government allowing gay marriage, simplifying divorce and reducing the importance of religious instruction in the school timetable. It is campaigning against changes to Spain's abortion laws.

Although church and state are nominally separate in Spain, the Catholic church receives funding from the government.

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Democrats backtrack over choice of Burris to replace Obama in Senate seat

Ewen MacAskill in Washington
Wednesday January 7 2009
guardian.co.uk


The Democratic leadership today cleared the way for Roland Burris to replace Barack Obama in the Senate a week after threatening to block him because he had been appointed by a scandal-hit governor.

Just 24 hours after being denied access to the Senate chamber, Burris was back in the building for a meeting with the Democratic Senate leader, Harry Reid and the Democratic Senate majority leader, Dick Durbin.

Burris was appointed by Illinois governor Rod Blagojevich, but said that former president Jimmy Carter called him before the meeting to offer his endorsement. Appearing jubilant, Burris seemed confident he would be seated, describing Reid as "a charming gentleman". Burris brushed aside talk that he had agreed not to run for reelection in 2010, in a deal to win Reid's approval.

Durbin said the meeting was positive: "He [Burris] cleared the air completely in relation to being appointed by Blagojevich." Reid said: "We don't have a problem with him [Burris] as an individual."

The row has been an embarrassing distraction for president-elect Obama.The conciliatory tone of Reid and Obama contrasted with the sense of outrage last week when Blagojevich, appearing with Burris, defied the Democratic leadership by making the appointment. He was arrested by the FBI last month for allegedly trying to sell Obama's vacant seat.

Reid and Durbin seemed to acknowledge that Democrats had been stung by protests from Burris's supporters that there was a racial aspect to the row. He would become the only African-American in the 100-member Senate chamber.

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Copyright Guardian Newspapers Limited 2009

Thousands celebrate as new president takes office

Ghana's new president took office yesterday after a peaceful but tense election that secured the country's status as a stable democracy. Tens of thousands of people crowded Independence Square in Accra for the inauguration of John Atta Mills, the opposition candidate, who won the runoff election with 50.23% of the vote. Atta Mills spent much of his career teaching at the University of Ghana. It is the second time power in Ghana has been transferred from one legitimately elected leader to another, which experts say proves democracy has matured after an era of coups and dictatorship in the 1970s and 80s.
Associated Press in Accra

Wednesday, 7 January 2009

MOZAMBIQUE POLITICAL PROCESS BULLETIN

2008 Local Election Issue 22 – 8 January 2009
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Published frequently during the election period
Editor: Joseph Hanlon (j.hanlon@open.ac.uk)
Deputy editor: Adriano Nuvunga – Research Assistant: Tania Frechauth
Published by AWEPA, the European Parliamentarians for Africa,
and CIP, Centro de Integridade Publica
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Renamo protests
rejected by
Constitutional Council


All Renamo protests about the 19 November local elections have been rejected by the Constitutional Council (CC) on procedural grounds, for failing to follow the calendar and procedures set out in the electoral law.


But in dissenting opinion, CC member Manuel Franque complained that over the past six multiparty elections, the electoral law has proved to be so “complex, unworkable and unjust” as to be unusable, which means that “most irregularities are ignored or whitewashed.” Franque is one of two CC member nominated by Renamo, but he is a respected lawyer. And he concludes by saying that “the failure to consider the merits of the present case leaves me in doubt as to whether the elections were really free, just and transparent.”
The Constitutional Council (CC) has issued three rulings, 10 and 11/2008 dated 10 December and published the next day, and 12/2008 dated 30 December but only published yesterday, 7 January. All are on the CC website under Acórdãos.
http://www.cconstitucional.org.mz/


The most recent ruling rejects Renamo’s attempt to challenge the 19 November local elections. Its submission included a 560 page book setting out alleged irregularities in 24 municipalities.


The electoral law requires that complaints must first be made to local electoral commissions and then to higher levels, up to the National Elections Commission (CNE). Only if the CNE rejects a complaint can it go to the Constitutional Council. And the law sets tight time deadlines for the various steps.


Renamo’s book of complaints covers the whole period, from registration through voting and counting, so most Renamo complaints were simply out of time. Meanwhile, part of the Renamo protest was dated on 3 December, the day before the CNE announced the final results, and thus was rejected as being too early.


The Constitutional Council accused both Renamo and the CNE of acting in bad faith. The CNE also had not followed the calendar set out in the law. The CNE has three days to respond to a complaint, but it did not reject a Renamo complaint of 3 December until 9 December and did not bother to inform Renamo until 19 December. These and other CNE decisions have never been made posted by the CNE on its website.


The CNE’s two earlier rejections of Renamo complaints – about party delegates and the use of both handwritten and computer printed register books -- were also on procedural grounds, with the CC saying Renamo had not submitted its complaints in time.


Former computer director arrested


Orlando Come, former head of computing for elections, was arrested Tuesday 6 January on corruption charges. Come had high level political protection and remained as computer director for STAE, the technical secretariat of electoral administration, despite complaints after every election of poorly written, untested and insecure computer systems. It is believed that lack of computer security allowed results to be changed in 1999, ensuring the election of Joaquim Chissano as president. In 2004, computer software was still being revised three days after the election, when tabulation should already have begun. (Details in the Mozambique Political Process Bulletin 31, 29 December 2004, pp 12-13, posted on http://www.open.ac.uk/technology/mozambique/) After President Joaquim Chissano left office in 2005, Come quickly lost his post as head of election computing.


He had also been director of the national data processing centre (Centro de Processamento de Dados, CPD), and it was with two other former CPD officials that he was arrested. CPD staff had accused him of corruption and maladministration, and a detailed article on the allegations was published in Magazine Independente on 14 November 2007. He was dismissed as CPD director on 12 March 2008, after workers threatened to strike.


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Mozambique Political Process Bulletin
Editor: Joseph Hanlon (j.hanlon@open.ac.uk)
Deputy editor: Adriano Nuvunga -- Research assistant: Tania Frechauth
Material may be freely reprinted and circulated. Please cite the Bulletin.
Published by AWEPA, the European Parliamentarians for Africa,
and CIP, Centro de Integridade Publica
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