Thursday, 8 January 2009

2008 NA OPINIAO DO PAIS ONLINE

Exonerações marcaram a vida política
Escrito por Redacção de Política

A exoneração de alguns ministros e de altas figuras das Forças Armadas de Moçambique, bem como a crise de liderança na Renamo, foram os factos políticos mais salientes em 2008.

O ano político em 2008 inicia com a abertura a 10 de Março da VIII sessão do parlamento, onde o presidente daquele órgão, Eduardo Mulémbwè, fez um discurso vigoroso no qual criticou a acção governativa.
Coincidência ou não, o certo é que no mesmo dia, à noite, o Chefe do Estado, Armando Guebuza, anunciou uma substancial remodelação governamental, exonerando, de uma só vez, quatro ministros, nomeadamente, Alcinda Abreu, dos Negócios Estrangeiros e Cooperação; António Munguambe, dos Transportes e Comunicações; Luciano de Castro, do Ambiente; e Esperança Machavela, da Justiça.

Para os seus lugares e por ordem, Guebuza, nomeou e empossou, Oldemiro Balói, Paulo Zucula, Alcinda Abreu e Benvinda Levi.

A 20 de Março, Lagos Lidimo e Mateus Ngonhamo, anunciaram, em comunicado de imprensa, que abandonam os cargos de chefe e vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Moçambique. Para os seus lugares, foram nomeados, o brigadeiro Paulino Macaringue e o Major-General Olímpio Cambora, para Chefe e Vice-chefe do Estado Maior General das Forças Armadas de Moçambique. Já a 26 de Março, o chefe do Estado Armando Guebuza, voltou a mexer no seu governo e desta vez, decidiu-se pela exoneração do Ministro da Defesa Nacional, Tobias Dai, há muito contestado pela opinião pública, dada a sua responsabilidade moral na explosão do paiol de Malhazine e causou a morte de mais de uma centena de pessoas e feriu mais de 500.

O mês de Julho, inicia com a “dança” de candidatos `as eleições internas da Frelimo, que tinham como objectivo, a eleição do candidato deste partido `a presidência do Município da cidade de Maputo.

David Simango, ministro da Juventude e Desportos, e Generosa Cossa, eram os candidatos que iria enfrentar Eneas Comiche (edil da cidade de Maputo) nas eleições de 21 de Agosto passado, ganhas por David Simango.

A 28 de Agosto, a Renamo anunciou que Daviz Simango não seria o candidato daquele partido `as eleições de 19 de Novembro, sendo que, Manuel Perreira era o escolhido por vontade supostamente das bases.

A 21 de Setembro, o presidente do município da Beira, Daviz Simango, foi expulso da RENAMO, alegadamente, por se recandidatar como independente às eleições autárquicas de Novembro. O mês de Novembro inicia praticamente com a campanha eleitoral nos 43 municípios, que no geral não foi marcada por violência.

A 19 de Novembro, o país assiste a realização das terceiras eleições autárquicas. As mesmas, foram ganhas em 42 municípios pela Frelimo e pelos seus candidatos.

A nível da cidade da Beira, Daviz Simango consegue uma vitória expressiva contra Lourenço Bulha da Frelimo e Manuel Perreira da Renamo, este último que foi praticamente humilhado nas urnas. Já no município de Nacala, será necessária a realização de uma segunda volta.

A 22 de Dezembro, a Assembleia da República aprovou sem votos da Renamo o Orçamento de Estado e o Plano Económico Social para 2009.

Por último, a 24 de Dezembro, o chefe do Estado, Armando Guebuza, apresentou, no parlamento, o seu quarto informe sobre a situação geral do país onde, uma vez mais, Guebuza de “bom”, facto que mereceu muitas críticas desde a classe intelectual até à sociedade no geral, por não concordar com essa avaliação.


Quarta, 31 Dezembro 2008 14:30 ohttp://www.opais.co.mz/index.php/Política/politica/25-politica/463-exoneracoes-marcaram-a-vida-politica.html

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