Wednesday, 9 July 2008

Estratégia de emprego está a falhar no país

A ESTRATÉGIA de emprego e formação profissional (2006-2015) está a falhar em Moçambique, segundo dados confirmados ontem na abertura da reunião nacional sobre a matéria, a decorrer até hoje na capital do país. A situação complica-se ainda mais pelo facto de o país não dispor de uma base de dados eficiente sobre o número de pessoas que procuram emprego nem sobre a real disponibilidade de vagas no mercado de trabalho.Maputo, Quarta-Feira, 9 de Julho de 2008:: Notícias Na componente emprego, os dados relativos ao primeiro semestre do presente ano apontam uma realização na ordem dos 36 por cento, contra apenas 22 por cento na área de formação, números considerados muito aquém do estabelecido nos planos de actividade.A directora do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional, Abida Tamele, disse que para um relativo conforto, o grau de realização naquelas áreas devia, no mínimo, situar-se nos 50 por cento, cifra que entretanto não foi alcançada por razões não especificadas.No seu plano de trabalho o INEFP projectou beneficiar, através de acções ligadas à estratégia, um milhão de cidadãos até 2015, sendo que para o presente ano a meta era capacitar profissionalmente 80 mil indivíduos e colocar pelo menos 70 mil em postos de trabalho. Porém, e olhando para o desempenho ao nível das províncias, tudo indica que estas metas não serão cumpridas, razão por que as autoridades de tutela convocaram o encontro que hoje termina, com o objectivo principal de juntar os delegados provinciais do INEFP, representantes do sector privado e sindicatos, numa reflexão à volta das causas do infortúnio.A ideia, segundo Abiba Tamele, é apurar as razões que estão por detrás dos maus resultados reportados pelas direcções provinciais, atendendo que todas elas têm o mínimo de recursos necessários para implementar com sucesso os programas desenhados, à excepção da Zambézia, Cabo Delgado e Manica que têm dificuldades em termos de meios. “Queremos saber o que é que está a falhar e quais as medidas que devemos tomar para contornar esta situação uma vez que temos que concretizar as nossas projecções quer no emprego quer na formação profissional”, disse.Entretanto, a nossa interlocutora defendeu a necessidade de haver maior consciência da sociedade nacional quanto à importância de promoção auto-emprego, ao mesmo tempo que o emprego deve ser encarado nas suas diversas perspectivas, pensando no que se pode fazer nas áreas de agricultura, turismo, pescas, transportes, obras públicas e habitação entre outras.“Recentemente estive nas províncias de Manica e Sofala e notei que há muito esforço da parte das associações que recebem fundos dos sete milhões de meticais no sentido de acabar com o desemprego. Isso é encorajador. Precisamos é de replicar essas experiências para avançarmos com celeridade...”, sublinhou.

No comments: