Por que existe o PARP em Moçambique?1
António Francisco2
…aqui está o segredo de uma boa governação: conceber um plano
que está para além dos meios disponíveis… (Couto 2003, p.70).
A resposta imediata à questão do título encontra‐se no significado da própria sigla: Plano de Acção para
Redução da Pobreza (PARP). Existe, todavia, uma resposta mais qualificada, ou seja, mais informativa e
capaz de explicar a origem do PARP, seus méritos e deméritos, ou por exemplo, por que os PARPAs/PARP
(sobre as siglas, ver mais adiante) se converteram no instrumento mais emblemático entre as políticas
públicas do Estado Moçambicano. Mais emblemático do que os instrumentos definidos na Constituição
da República de Moçambique, como os principais meios de intervencionismo estatal na economia e no
desenvolvimento social: o Plano Económico e Social (PES) e o Programa Quinquenal (Assembleia da
República 2004). Mais emblemático, também, do que os mecanismos usados pelas entidades doadoras
externas, particularmente o Fundo Monetário Internacional (FMI), na monitoria do financiamento
público que o Estado é incapaz de mobilizar da poupança interna.
Este texto mostra a importância da distinção entre dois tipos de objectivos associados ao PARP:
verdadeiros objectivos – o móbil e razão de sua existência; e objectivos declarados – aqueles que
apesar de explicitados no documento, servem de meio ou veículo para a realização dos verdadeiros
objectivos do Governo de Moçambique (GdM). O texto inspira‐se num artigo sobre direitos de
propriedade e o papel atribuído pelo PARP à propriedade, na criação de riqueza e redução da pobreza
dos moçambicanos; um artigo que integra o novo livro Desafios para Moçambique 2012, a ser publicado
por ocasião da 3ª Conferência do IESE, agendada para Setembro do corrente ano.
Esta nota mostra a importância da distinção entre os dois tipos de objectivos, acima identificados, para o
correcto entendimento dos méritos e deméritos do PARP. Identifica algumas lições e implicações, tanto
analíticas e metodológicas, assim como aplicáveis às políticas públicas moçambicanas. Porém, mais
importante do que os detalhes partilhados no texto é a sua principal mensagem.
Ler e usar o PARP pode tornar‐se uma experiência intelectual penosa, frustrante e desorientadora, mas
não é obrigatório que assim seja. A experiência mais positiva desta reflexão reside no esforço que exigiu,
ao autor deste texto, em discernir e distanciar‐se das críticas, igualmente frontais e incomplacentes, mas
substancialmente diferentes da abordagem aqui apresentada. Críticas que insistem em apresentar o
PARP com uma resposta aos ‘Problemas dos outros’; ou pior ainda, que a única alternativa ao actual
intervencionismo público, alegadamente imposto a partir de Washington, é ‘novo estado
intervencionista Made in Mozambique. Porém, uma análise rigorosa da experiência passada de aplicação
1
Versão publicada no Semanário Canal de Moçambique – Parte 1, a 25.04.2012, pp. 16‐18; Parte 2, a 02.05.2012, pp. 18‐23.
2
Doutorado em Demografia e Licenciado em Economia, Professor Associado da Universidade Eduardo Mondlane (Faculdade de
Economia) e investigador permanente do Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE), antonio.francisco@iese.ac.mz. O
autor agradece os comentários e sugestões de L. de Brito, J. Mosca, G. Sugahara, I. Fernandes, Y. Ibraimo e A.S. Ganho.
Qualquer erro é da responsabilidade do autor.
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de diversos modelos de intervencionismo público em Moçambique, tanto no passado remoto, como
mais recentemente, justifica e exige a maior das precauções e cuidados, no exame de qualquer novo
intervencionismo, supostamente alternativo e diferente, dos anteriores. Em contra partida, as
alternativas ao próprio intervencionismo público, seja ele externo ou interno, só marginal e
isoladamente começaram a ser experimentadas em Moçambique. Este facto é, em si, muito animador e
motivo para se acreditar que o futuro poderá ser muito melhor do que foi o passado.
1. Origem e Antecedentes do PARP
O PARP é um instrumento de política pública do GdM. Inspira‐se nos ‘Documentos Estratégicos para a
Redução da Pobreza’ (Poverty Reduction Strategy Papers‐ PRSPs), concebidos e adoptados pelo FMI e
Banco Mundial (BM), em 1999, como ‘uma nova estratégia para nortear sua assistência aos países de
baixa renda” (Ames et al. 2002; IMF 2003, p.3).
Em Moçambique, o GdM optou por um Plano em vez de Estratégia. Desconhecem‐se as razões desta
decisão, mas existem duas hipóteses plausíveis: as estratégicas de desenvolvimento são definidas
noutros espaços decisórios; no contexto dos PRSPs, o PARP é apenas um documento anexo. Em
1999/2000 surgiu o primeiro Plano de Acção para a Redução da Pobreza Absoluta (PARPA), previsto
cobrir o período 2000‐2004, mas acabou por vigorar apenas em 2000 (CM 1999; L. D. Diogo & Maleiane
2000; IMF 2000; MPF 2000). O PARPA 2001‐2005, também conhecido por PARPA I, como se o inicial
tivesse sido um PARPA‐0, foi aprovado em Abril de 2001 (MPF 2001); o PARPA 2006‐2009, também
conhecido por PARPA II, estendeu‐se até 2010 (MPD 2006); e o PARP 2011‐2014, foi aprovado pelo GdM,
na 15ª sessão ordinária do Conselho de Ministros (CM), de 3 de Maio de 2011, e pelo Conselho de
Administração do FMI, a 17 de Junho de 2011 (IMF 2011b; MPD 2011). A referência às datas de
aprovação do actual PARP visa chamar atenção para um pormenor, frequentemente descorado (o PARP
não contém qualquer referência à sua vinculação com os PRSPs), que os PARPAs só são válidos, como
documentos programáticos, se forem aprovados simultaneamente pelas partes que o subscrevem: GdM
e FMI.
2. Sobre o Empobrecimento da Definição de Pobreza
O actual PARP, em momento algum, explica os motivos da substituição da anterior designação do
documento, e respectiva sigla, PARPA. Aparentemente, tirar a palavra ‘absoluta’ é um detalhe menor,
mas neste caso, denuncia uma opção analítica empobrecedora.
Presumivelmente, a intenção dos autores era serem mais consistentes com a abordagem da pobreza
como um fenómeno multidimensional. O questionamento da anterior definição de pobreza foi registado
no PARPA 2006‐2009, aparentemente para evitar que as políticas públicas ficassem reféns da excessiva
focalização na falta de rendimentos (dinheiro ou espécie) necessários para a satisfação das necessidades
básicas. Considerou‐se, com razão e bem, que o monetarismo não cobria todas as vertentes da pobreza;
mas a opção escolhida foi simplesmente infeliz. Surpreendentemente, uma definição operacional com o
mérito de ser específica, concreta, mensurável e útil (mesmo se criticável, de vários pontos de vista),
degenerou num alargamento sem limites e na seguinte definição de pobreza:
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Impossibilidade por incapacidade, ou por falta de oportunidade de indivíduos, famílias e
comunidades de terem acesso a condições mínimas, segundo as normas básicas da sociedade
(MPD 2011, p.5).
O limitado espaço reservado a este texto apenas permite adiantar, sem elaboração, alguns pontos
adicionais sobre a actual definição de pobreza. Primeiro, ela sugere que as palavras passaram a escolher
os significados, e não o contrário. ‘… [A]largando o conceito para abarcar aspectos como falta de acesso
à educação, saúde, água e saneamento… isolamento, exclusão social, falta de poder, vulnerabilidade e
outros’ MPD (2006, p.8), o conceito de pobreza enveredou pela imprecisão e inutilidade para efeitos de
medição. Segundo, como se não houvesse melhor maneira de tornar a natureza multidimensional da
pobreza inteligível, os autores parecem acreditar distanciar‐se do sentido monetarista, livrando‐se da
palavra ‘absoluta. Porém, o monetarismo encontra‐se distribuído, ao longo do texto, misturado com
outras ideias peregrinas. Terceiro, a nova definição de pobreza perdeu os atributos elementares de uma
definição operacional: ser específica, concreta, mensurável e útil, para que desempenhe um papel
orientador e estruturante de análises e métodos aplicáveis em circunstâncias específicas.
Quem queira fazer uso do conceito e abordagem de pobreza do PARP deve tomar como dada a ideia que
a pobreza é um fenómeno multidimensional; mas se quiser ir mais além do óbvio, terá primeiro de
assegurar que os significados voltem a escolher as palavras, em vez do contrário. Seguidamente, deve
escolher seu próprio quadro analítico, para então dar conteúdo e sentido à multidimensionalidade da
pobreza.
3. Primeiro Grande Objectivo: Mobilizar Recursos Financeiros
Numa leitura rápida, típica do senso comum, facilmente se confunde e toma o objectivo declarado pelo
verdadeiro objectivo. Tal confusão é, na verdade, motivo de muitos equívocos e mal‐entendidos, entre
governantes, técnicos, analistas e avaliadores das políticas públicas. Por isso, justifica‐se explicitar
minimamente a diferença entre estes dois conceitos operacionais.
O PARPA 2006‐2009 declarou no seu primeiro parágrafo ter ‘…em vista alcançar o objectivo de diminuir
a incidência da pobreza de 54% em 2003 para 45% em 2009”. Ter “em vista alcançar’ alguma coisa
pressupõe, em termos práticos, objectivos concretos e imediatos. No PARP, enquanto os verdadeiros
objectivos encontram‐se principalmente fora ou à margem do próprio documento, os objectivos
declarados surgem no documento como veículos para a prossecução do seu principal e verdadeiro
objectivo.
O documento do PARP está estruturado em várias categorias: declarações introdutórias (crescimento
económico inclusivo e orientação estratégica); desafios (na agricultura e pescas; no emprego e sector
privado; desenvolvimento humano e social, governação, política macroeconómica e gestão de finanças
publicas); objectivos gerais (4+2); orçamentação programática (envelope de recursos e sua afectação
estratégica) e monitoria e avaliação. Para surpresa dos menos informados, que por ventura tentem
verificar a consistência entre os objectivos, metas e programas declarados, de um lado, e os recursos
orçamentais, do outro, descobrem que o envelope de recursos está vazio no PARP. Os PES/OE são
aprovados pelo Parlamento, geridos e monitorados pelo MF, em coordenação com o Banco de
Moçambique, FMI e outras entidades, sem qualquer ligação ao PARP, a não ser informalmente.
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Basta citar um, entre vários estudos. Da análise sistemática da relação entre os PES/OE e os PARPAs,
realizada por Hodges e Tibana (2005; Francisco 2005c), uma imagem clara emerge: estes dois
instrumentos existem como duas linhas paralelas que nunca se encontram, em todo o processo de
elaboração, implementação e monitoria. ‘A preparação do PES baseia‐se numa metodologia
desenvolvida em 1998, antes da adopção do PARPA e da maioria dos planos estratégicos sectoriais’,
escreveram Hodges e Tibana (2005, p.66), acrescentando:
Consequentemente, o PES ainda não se tornou realmente um instrumento eficaz para a
implementação e monitorização anuais do PARPA, contrariamente às intenções declaradas no
próprio documento do PARPA, no qual o PES e o seu balanço são os instrumentos indicados
para desempenhar esse papel (Hodges & Tibana 2005, p.66).
Os autores adiantaram que o então Ministério do Plano e Finanças (MPF) tinha começado a dar passos
iniciais para corrigir estas fraquezas, assumindo um compromisso com os doadores do apoio orçamental
geral, para elaborar uma matriz de indicadores e metas derivados do PARPA (Quadro de Avaliação do
Desempenho, ou PAF, em inglês, Performance Assessment Framework), a ser incorporado nos PESs
(Hodges & Tibana 2005, p.67).
De facto, os PAFs converteram‐se num novo exercício burocrático que só não merece ser considerado
inútil porque pelo menos ajuda a justificar o salário de vários técnicos, do GdM e de agências
internacionais. O certo é que o actual PARP não reflecte os passos do MPF, acima referidos. Contém um
‘Anexo 1’ com uma longa lista de “Objectivos” em que nenhum deles é orçamentado, muito menos
harmonizado, com as rubricas do OE.
Estas aparentes contradições e falhas no documento do PARP não são inocentes, nem tão pouco mal‐
intencionadas. Elas podem ser entendidas assim que se reconhece a diferença e a complementaridade
entre o que aqui se designa por verdadeiros objectivos e objectivos declarados. Na verdade, tal distinção
ajuda também a responder a perguntas como a seguinte: Por que os frequentes incumprimentos dos
principais objectivos definidos nos PARPAs nunca constituíram motivo suficiente para se acabar com
eles, muito menos para questionar a continuidade da ajuda externa?
O mais recente incumprimento dos objectivos e metas aconteceu com o PARPA 2006‐2009. Em vez de
atingir, em 2009, a meta de 45% de incidência da pobreza absoluta, ficou‐se pelos 55%; um nível
considerado estatisticamente igual ao de 2003, mas que não consegue esconder o agravamento da
pobreza em várias províncias, principalmente a pobreza absoluta (cerca de três milhões de pobres mais,
número que pode variar usando, por exemplo, os índices reconhecidos internacionalmente (Francisco
2009; Francisco 2010c).
Para não variar, os incumprimentos anteriores em nada inibiram os autores do actual PARP, em
declararem objectivos ainda mais ambiciosos: ‘…O PARP 2011‐2014 tem como meta principal reduzir o
índice de incidência da pobreza alimentar dos actuais 54.7% para 42% em 2014’ (MPD 2011, p.5)
(sublinhado adicionado). O conceito sublinhado visa assinalar uma incoerência surpreendente. Nos
PARPAs o objectivo global, expresso no índice de incidência da pobreza absoluta, correspondia a um
quantum de ‘condições mínimas necessárias’ (relativo a uma linha de pobreza – um certo rendimento
e/ou consumo). No actual PARP, inesperadamente, o objectivo global surge focalizado na ‘pobreza
alimentar’, excluindo da medida de incidência da pobreza absoluta a componente de ‘pobreza não‐
alimentar’. Enfim, mais uma inconsistência analítica, mas que não perturba a lógica geral, na qual a
desinibição dos autores faz o maior sentido: incentiva o optimismo entusiasta e militante, por um lado, e
desincentiva o optimismo realista, por outro. Isto é bem captado na citação em epígrafe.
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Quais são, então, os verdadeiros objectivos do PARP? O primeiro, já referido acima como o mais
importante, é simplesmente o seguinte: mobilizar recursos financeiros externos, garantindo a
estabilidade política e macroeconómica da economia formal de Moçambique. É possível discutir se o
impacto da realização deste objectivo, com reconhecido sucesso, se resume ao ponto destacado por
Francisco (2010a): evitar que o Estado Falido em Moçambique degenere numa espécie de Estado
Falhado, similar ou diferente, dos Estados Falhados na Somália e Guiné Bissau (curiosamente, os
recentes acontecimentos neste País parecem indicar que o Estado Falhado é mais o oficial do que o
extralegal).
Porém, quando as pessoas são confrontadas com episódios, isolados e temporários, como os recentes
tumultos populares em Maputo (Fevereiro 2008 e Setembro 2010), os consensos aumentam
espantosamente, independentemente das diferenças ideológicas e políticas. Face ao risco dos episódios
trágicos temporários se generalizarem e prolongarem, nem os mais avessos aos PARPAs deixam de
apreciar seu papel crucial na mobilização dos recursos financeiros externos indispensáveis para garantir
uma paz e estabilidade relativas; ou seja, apreciam e reconhecem que o PARP não resolve apenas os
‘Problemas dos outros’ (Macamo 2006, pp.26–27).
Todavia, este verdadeiro objectivo do PARP não seria, por si só, suficiente para justificar a substituição,
em 1999, dos anteriores Programas de Ajustamento Estrutural (PAE), ou em Moçambique, dos
Programas de Reabilitação Económica e Social (PRES), implementados nas décadas de 80 e 90. Existe um
segundo verdadeiro objectivo, igualmente importante na justificação da existência do PARP. Este
segundo objectivo é abordado na próxima secção.
4. Segundo Grande Objectivo: Legitimação da Ajuda
Esta segunda parte retoma o último ponto, referido na primeira parte, sobre o primeiro dos dois
verdadeiros objectivos do PARP: mobilizar recursos financeiros externos, garantindo a estabilidade
política e macroeconómica da economia formal de Moçambique. Em geral, este objectivo vinha sendo
implementado com sucesso, através dos Programas de Ajustamento Estrutural (PAE) do FMI; ou, no caso
de Moçambique, dos chamados Programas de Reabilitação Económica e Social (PRES), implementados
nas décadas de 80 e 90. Por isso, o primeiro grande objectivo não seria, por si só, suficiente para
justificar a substituição dos PAEs.
Para além de dar continuidade à função de mobilização dos recursos financeiros, como deixaram claro o
FMI e o BM, em 1999, os PRSPs foram motivados por um novo contexto, observado no final do século
XX. As dívidas públicas acumuladas por vários Estados muito endividados tinham atingido níveis
insustentáveis. Por exemplo, em 1998, o stock nominal da dívida pública moçambicana representava
153% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de 13 vezes mais do que as receitas do Estado e 25 vezes as
exportações de 1998. Para continuar a fazer face ao serviço da dívida, o GdM precisaria de 43% das
exportações, 23,5% das receitas do Estado e 2,7% do PIB de 1998 (MF 2008, p.3).
Esta situação forçou os credores internacionais a optarem pelo reescalonamento, ou mesmo
cancelamento parcial ou totalmente, de um conjunto de dívidas públicas, incluindo a de Moçambique.
Neste contexto, é importante referir também a crítica e movimento internacional aos programas de
ajustamento estrutural, e a favor do perdão da dívida. Isto acabou por convencer o FMI a reconhecer
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que o seu programa não estaria a ter os resultados desejados: ‘The IMF's… (ESAF): Is It Working?’ (IMF
1999).
Se a questão das dívidas públicas se resumisse a uma operação contabilística, de reescalonamento ou
abatimento das dívidas, o FMI/BM não teriam inventado os PRSPs. Um instrumento inovador, segundo o
FMI e avaliadores independentes, com uma nova estratégia de redução da pobreza, mas algo mais. A
ajuda internacional massiva passou a ser justificada em torno da ideia que iria também promover a
participação e ‘apropriação’, ou adoptando a expressão em Inglês, por ser mais expressiva, ownership,
por parte dos beneficiários dos recursos financeiros externos (Goldsbrough et al. 2004; IMF 2011b),
neste caso os moçambicanos.
Adicionalmente, o FMI/BM passaram a exigir que os governos beneficiários da ajuda externa
orientassem as suas políticas para a redução da pobreza. Tal como no passado, o GdM percebeu a
intenção da mudança em perspectiva, concebendo os PARPAs como parte de um sistema de planificação
nacional mais amplo, incluindo: orçamentação e cenarização fiscal de médio prazo (CFMP);
operacionalização anual, através do PES e Orçamento de Estado (OE); instrumentos de criação de
consensos na opinião pública, como a Agenda 2025 e os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio
(ODMs) (MPD 2011, p.5).
A nível dos países doadores, o FMI/BM empenharam‐se em mobilizar outros actores internacionais em
torno dos PRSPs, considerados instrumentais na ligação entre as acções públicas nacionais. A
Organização da Nações Unidas (ONU) aderiu imediatamente ao processo. No seu estilo característico, de
entusiasta mobilizadora, a ONU lançou a Declaração do Milénio, fixando como meta a redução da
pobreza mundial para metade, entre 1990 e 2015 (IMF 2011a; UN 2000). Outras organizações, e
particularmente activistas individuais, não quiseram ficar atrás; salienta‐se, por exemplo, o plano
grandiloquente de Sachs (2005): acabar com a pobreza até ao ano 2025. Em Moçambique, numa das
suas visitas, Sachs (2006) criticou as metas do PARPA: ‘…aumentar o acesso aos serviços de saúde em
nove pontos percentuais… Isso não é meta – é rendição …O PARPA II não é suficientemente ambicioso, e
sabemos porquê’, afirmando: ‘O apoio da comunidade internacional não está lá’.
Perante aspirações destas, não admira que analistas inteligentes, como por exemplo Macamo (2006,
p.26), suspeitem que objectivos tão para além da capacidade realista dos moçambicanos só podem visar
resolver os ‘Problema dos outros’. Segundo Macamo, o PARPA é um documento curioso, ao reclamar a
sua fama com base na convicção de que se trata da solução dum problema que não é moçambicano.
Porém, adianta Macamo (2006, pp.26–27): ‘… o PARPA formula um problema de doadores como se de
um problema moçambicano se tratasse, ao qual dá uma solução também de doadores como se uma
solução moçambicana se tratasse…’. Afinal, qual é o problema de doadores? ‘… o problema enfrentado
pelos doadores de justificar o auxílio ao desenvolvimento, incluindo o perdão da dívida a países que
resistem ao desenvolvimento’ (Macamo 2006, p.27).
Ironias à parte, uma década após o início dos PRSPs e, em Moçambique, os PARPAs, é improvável que
Macamo, entre outros críticos, acreditem que o actual PARP se tenha convertido na solução orientadora
dos moçambicanos na resolução dos seus reais problemas, económicos e sociais. O descrédito aumenta
à medida que os cidadãos percebem que os mecanismos de legitimação do PARP pouco ou nada servem
para merecer ser reconhecido como instrumento válido. Os chamados Observatórios da Pobreza, mais
recentemente rebaptizados Observatórios de Desenvolvimento, testemunham a inutilidade, quer do
PARP, quer dos próprios Observatórios, para a monitoria efectiva e profissional da aplicação dos recursos
públicos (Castel‐Branco 2011a; Francisco & Matter 2007; Macamo 2006, pp.28–31).
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Numa avaliação mais substantiva, na linha de Chomksy (2002, p.19), os PRSPs são vistos como
‘fabricação de consentimento’. Segundo Chomsky, “Os mecanismos da democracia tal como nós os
aplicamos são claros: o país deve ser dirigido por cidadãos ‘responsáveis’, uma vanguarda – o que não
deixa de lembrar o leninismo ‐ os outros têm apenas de ficar sossegados” (Chomsky 2002, p.19).
Significa, assim, que o segundo grande objectivo e motivação dos PRSPs/PARPAs têm uma dupla
natureza: 1) conseguir a indispensável legitimidade e consentimento da opinião pública, para a
manutenção da ajuda internacional aos países subdesenvolvidos; e 2) garantir a reprodução dos meios
políticos de aquisição de riqueza, quer seja à custa dos meios económicos de produção e troca assentes
na produtividade, quer pela conversão da ajuda externa em ‘recurso renovável’, um termo que será
retomado mais adiante. Se o financiamento externo é fruto das contribuições fiscais dos contribuintes
dos países das economias avançadas, em vez da poupança acumulada na economia nacional, ambas
partes precisam de encontrar a devida legitimação pública. Neste âmbito a crescente intervenção junto
da população moçambicana, tanto do GdM como dos doadores e organizações não‐governamentais
centra‐se em actividades e serviços sociais afáveis, perante a opinião pública, como são as funções
atribuídas ao sector público: escolas, saúde, infra‐estruturas, financiamento central e distrital dos
chamados ‘7 milhões’ (expressão popular do chamado ‘Orçamento de Investimento de Iniciativa Local –
OIIL‐ (Sandes 2011)) , subsídio ao transporte e consumo urbano, frequente manipulação das taxas de
juros, entre outros. Em termos programáticos e técnicos, os PARPAs são dispensáveis e irrelevantes para
a gestão e monitoria regular do FMI. Quem quiser perceber e explicar o papel intervencionista do
governo e dos seus parceiros internacionais, em vez de desperdiçar o seu tempo olhando para a sua
função ‘participativa’ e aparentemente empoderadora, de instrumentos como o PARP, terá que se
concentrar na acção de monitoria técnica e profissional regular, quer do MF e Banco de Moçambique,
quer do FM/BM; uma acção muito mal espelhada nos websites dos PAFs e do MPD, mas relativamente
bem compensada pelos websites do FMI e do BM.
5. Intervencionismo versus Intervencionismo?
Uma ajuda externa que começou por ser mera emergência, em resposta à grave falência económica e
financeira provocada pelo partido Frelimo, e agravada pela guerra civil movida pela Renamo, converteu‐
se de seguida, numa ajuda externa à correcção dos desequilíbrios de curto prazo na economia
moçambicana (Abrahamsson & Nilsson 1997; Serra 2004; Pavia 2000); uma ajuda decorrente da adesão
do Estado Moçambicano, em 1984, às Instituições de Bretton Woods e de acções políticas como o
Acordo de Nkomati de 1984, entre o GdM e o Governo da África do Sul (Abrahamsson & Nilsson 1994;
Francisco 2002; Francisco 2010b). Estendeu‐se depois, até aos dias de hoje, numa assistência
prolongada, através do que o MPF (2001, p.1) tem designado por instrumentos de ‘programação rolante
e dinâmico’. E tendo em conta os recentes exercícios de cenarização da sustentabilidade da dívida, até
ao ano 2030, o GdM e seus parceiros internacionais preparam‐se para viabilizarem a dívida externa
moçambicana, em praticamente toda a primeira metade do século XXI (IMF 2011c; MF 2010).
A ajuda externa dura já há mais de um quarto de século, mas se o GdM mantiver o ‘bom desempenho no
cumprimento do seu programa de reformas’ (MF 2008, p.3), não será difícil de estendê‐la, para além de
2030 (IMF 2011c; MF 2010). Neste contexto, o suposto mandato de ‘curto prazo’ do FMI (Castel‐Branco
1999, p.2) está claramente transformado num curto prazo ad aeternum. Por imposição do FMI?
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Evidentemente que não. Afinal de contas, Moçambique apenas está a fazer uso do direito que aquele
organismo governamental, constituído por 187 governos membros de todo o Mundo, lhe confere; ou
seja, pedir socorro e a intervenção financeira e técnica do FMI, como Banco Central dos Bancos Centrais,
quando já não conseguem lidar sozinhos com erros irremediáveis que cometeram (Francisco et al. 2011,
p.303; Kanitz 2002).
Os estudos sobre a sustentabilidade da dívida, realizados pelo Ministério das Finanças (MF), com apoio
do FMI/BM (IMF 2011c; MF 2010), surgiram pouco antes do mais recente entusiasmo, em torno da nova
expectativa dos potenciais dividendos muito lucrativos da exploração de recursos naturais (e.g., carvão,
gaz natural, entre outros). O tempo dirá quando é que os fundos financeiros resultantes das novas
explorações de recursos naturais em Moçambique passarão a contribuir, tanto ou mais do que a ajuda
externa tem contribuído, até aqui, para os recursos públicos do GdM. Ao longo das três décadas
passadas, a ajuda externa converteu‐se no que pode ser considerado o principal ‘recurso renovável’ da
economia formal moçambicana. Um recurso que, por enquanto, continua muito mais competitivo e
gerador de valor acrescentado para o Estado Moçambicano do que qualquer recurso natural
presentemente em exploração no País.
Não será de admirar, por isso, que o PARP continue, por algum tempo mais, o instrumento mais
emblemático entre as políticas públicas do Estado Moçambicano. De igual modo, não deve ser motivo de
surpresa que, nos próximos anos, alguns governantes passem a comportar‐se como se tivessem acabado
de ganhar o maior Jackpot do Mundo. Apesar de ainda não terem visto esse Jackpot, a ansiedade de
alguns governantes em se verem livres dos doadores é grande e tem aumentado, nos anos mais
recentes, sempre que os doadores se mostram menos complacentes e paternalistas do que no passado.
Será interessante observar, nos próximos anos, se as novas oportunidades proporcionadas pelos
recursos financeiros irão, de facto, contribuir para a verdadeira libertação de Moçambique da ajuda
externa. Não vai ser fácil, mesmo que exista vontade. Não é fácil, porque não se trata de uma simples
substituição dos detentores dos recursos financeiros ‐ até aqui os recursos doados pela comunidade
internacional, passando depois para os recursos obtidos, por exemplo, por via da fiscalidade ou da
chamada ‘responsabilidade social’ das empresas que explorem os recursos naturais. Muito mais difícil
será, certamente, libertar a Função Pública, serviços administrativos públicos, sectores sociais e até
mesmo as organizações da sociedade civil (ONGs) que, ao longo de um quarto de século, se tornaram
viciados ou addicted (na expressão inglesa), ao dinheiro ‘fácil’ da ajuda externa (Castel‐Branco 2011b,
p.23; Macamo 2006; Shleifer 2009, p.387).
Será um erro grave subestimar‐se a profunda e prolongada ajudo‐dependência em que o Estado, a
economia e a sociedade civil, principalmente formais, vivem mergulhados. Parte significativa dos
moçambicanos, principalmente a parte com maiores ligações, experiência e habilitações em sectores
modernos, tornou‐se ‘ajudo‐dependente’ – isto é, uma espécie de toxicodependente, em termos
institucionais (de infraestruturas e funcionamento corrente) e psicológicos, de uma ajuda convertida em
droga ou substância tóxica. Grande parte da ajuda externa recebida, nos anos passados, tornou‐se
tóxica, corrosiva e debilitadora do tecido produtivo e social da sociedade moçambicana (Moyo 2010;
Shikwati 2005; Shleifer 2009).
Só por ingenuidade, ou pior ainda, desonestidade consciente, poderá alguém defender que Moçambique
se libertará facilmente da ajuda externa, assim que o Estado Moçambicano encontre fontes alternativas,
para substituir os recursos financeiros até aqui provenientes dos doadores. Sim, libertar‐se de um
doador e substituí‐lo por outro, é relativamente fácil. Os dirigentes políticos do partido no poder
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aprenderam a fazê‐lo, ao longo das décadas passadas; a maior aprendizagem talvez tenha sido a que
envolveu a mudança da ajuda do bloco socialista para a ajuda dos doadores das economias capitalistas,
sejam nórdicos ou norte‐americanos. Na última década, os governantes também souberam escolher e
trocar de doadores, por diversas razões, incluindo vantagens ou mesmo caprichos de ambas as partes.
Contudo, assumir que este longo processo de ajuda externa possa ser facilmente substituído, assim que
se disponha de uma acumulação financeira interna significativa, por enquanto não passa de mera
conversa de ajudo‐dependente. Conversa idêntica à de um toxicodependente que acabe de ganhar um
jackpot e, por alguns momentos, acredita que irá ter juízo e curar‐se facilmente da droga de que
depende; porque a sua dependência é crónica e profunda, em vez de se curar, o que de seguida faz é
substituir uma droga mais barata e leve por outra mais cara e forte.
Muito provavelmente a questão da ‘ajudo‐dependência’ será escamoteada pelos líderes políticos e
governantes; tal como têm escamoteado, enquanto é conveniente, as crises internas e internacionais, ou
todas as advertências relacionadas, por exemplo, com a polémica sobre a ‘maldição’ dos recursos
naturais, em vários países africanos, e não só. Isto não acontece somente com os políticos e
governantes. Estes têm o apoio de diversos intelectuais, como tem acontecido em reacção aos autores
que questionam os benefícios da ajuda externa. Alguns dos exemplos mais recentemente foram as
reacções às fortes críticas da economista zambiana Dambisa Moyo (2010), no seu livro “Ajuda de Morte”
(Dead Aid); e do economista queniano James Shikwati (2005) – ‘Pelo amor de Deus, por favor parem a
ajuda!’. Estes, entre vários outros autores, têm apresentado evidências empíricas concretas sobre a
forma como a ajuda alimentar e humanitária a África tem vindo a ‘matar’ a possibilidade deste rico
continente evoluir por si só e afirmar na economia mundial, com base nas suas próprias riquezas. Em
contra partida, aparece sempre alguém, preferivelmente uma opinião com autoridade internacional, a
dizer: ‘não é bem assim’; as evidências são caóticas e fracas; e cortar a ajuda não seria a melhor resposta
(Collier 2009).
Ironicamente, as recentes denúncias dos problemáticos impactos da ajuda externa, no continente
africano em geral, apenas dão razão às críticas liberais, desde a década de 1950 e ao longo do século XX,
com destaque para o economista Peter Bauer (1993; Bauer & Basil Yamey 1982). Enquanto vários países
recém‐independentes aderiam ao planeamento centralizado socialista, Bauer (1915‐2002) e outros
autores liberais, remavam contra a crença numa riqueza estática e num economia vista como um jogo de
soma zero, onde para um ganhar o outro tem que perder; contra o uso e abusos do discurso marxista‐
leninista (e não só) sobre a exploração, muito conveniente para os governantes dos países pobres,
interessado em encobrir sua apetência par o centralismo, dirigismo e ditadura estatal, nuns casos como
‘ditadura do proletariado’, noutros como ‘nacionalismo africano’. Porém, no início do século XXI, muitas
das teses de Bauer são crescentemente aceites, representando ‘uma vitória da persistência e da
coerência de pensamento, e um incentivo para quem equaciona ideias impopulares, mas correctas’
(Fonseca 2006).
Ler e usar o PARP pode tornar‐se uma experiência intelectual penosa, frustrante e desorientadora, mas
não é obrigatório que assim seja. Penoso, não porque o texto esteja mal redigido; comparado com
muitos outros documentos oficiais, o texto do PARP é fluente e de fácil leitura. O que o torna penoso é
sua enorme pobreza analítica, como foi ilustrado com o exemplo da definição oficial de pobreza.
Frustrante, porque apesar do visível esforço dos autores em parecerem optimistas, a sua incapacidade é
notória, ao proporem políticas públicas que, no fundo, pouco mais conseguem, a não ser evitar o Estado
Falhado. Os PARPAs, incluindo este PARP, são documentos frustrantes, relativamente a qualquer
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expectativa de Moçambique se libertar do Estado Falido. Desorientador, porque grande parte das
críticas à ajuda externa, e particularmente ao PARP, deixa os leitores sem directrizes analíticas e morais,
nem opções práticas construtivas e efectivas.
Na verdade, a experiência mais positiva desta reflexão reside no esforço que exigiu, ao autor deste texto,
em discernir e distanciar‐se de críticas, igualmente frontais e incomplacentes, mas substancialmente
diferentes da abordagem aqui defendida. Críticas que insistem em considerar o PARP como mera
resposta aos ‘Problemas dos outros’. Mas no final, qual é a sua proposta alternativa? Substituir‐se o
intervencionismo público, por ser alegadamente Made in Washington, por um novo intervencionista
público Made in Mozambique.
Antes de passar para a enumeração de algumas lições e implicações, decorrentes do argumento
apresentado neste texto, é importante explicitar a perspectiva, atribuída aqui, a um conceito operacional
importante: intervencionismo. Sendo um conceito usado, por outros autores, com conotações
diferentes, é de toda a conveniência esclarecer o que se entende por ‘intervenção’, neste texto.
Intervencionismo significa, neste texto, o conjunto de normas restrictivas impostas pelos órgãos
governamentais, nacionais ou internacionais, aos donos dos meios de produção e empresários, forçando‐
os a empregar os seus recursos produtivos e financeiros de uma forma diferente do que fariam se não
estivessem sujeitos a tais normas restrictivas (Mises 2010a, p.13; Mises 2010c, p.21; Hoppe 2011;
Oppenheimer 1908, pp.25–27).
O termo ‘restrictivo’ pode causar estranheza ou dúvidas, tais como: se as normas forem a favor dos
donos dos meios de produção deixam de ser intervencionistas? Toda a intervenção governamental é
considerada restritiva pelos liberais? Ou só é intervencionismo se o Estado age ou intervém para além do
que está na Constituição? O neoliberalismo, ao defender o fraco papel regulador do mercado, tenta
resgatar o liberalismo clássico? Nos programas de ajustamento estrutural, ou PRESs em Moçambique,
questionavam‐se os governos apenas por eles serem incompetentes e corruptos? A recente promoção
da participação ou ownership é uma nova variante do neoliberalismo?
Tentar responder a estas questões, entre muitas outras igualmente oportunas, implicaria iniciar um novo
trabalho, para além do âmbito e limites deste texto. De qualquer forma, as perguntas são referidas,
como reconhecimento d sua pertinência, quer porque reflectem abordagens analíticas diferentes; quer
porque em Moçambique, à semelhança do que acontece nas economias mais livres, nem todas as
normas sociais são restrictivas, no sentido atribuído aqui, como políticas de intervenção do governo ou
seus parceiros internacionais, na actividade económica nacional; o significa de ‘restrictivo’, usado aqui,
também é diferente ao de utilizações em domínios da política internacional; o tipo de intervencionismo
contraposto ao isolacionismo, mencionado por Mises (2010b, p.13); ou ainda normas sociais, como são
as regras de trânsito, indispensáveis à regulação das relações em sociedade; ou os direitos de
propriedade dos cidadãos, os direitos de facto, negados formalmente pelo direito (de jure) do Estado
sobre a terra e outros recursos naturais, implicando a subjugação dos verdadeiros donos dos meios de
produção, nomeadamente aos camponeses rurais.
Não sendo possível alongar muito mais estas considerações sobre o intervencionismo, pelo menos é útil
exemplificar o que o distingue de outras críticas ao papel da ajuda externa. Críticas que, sem dúvida, têm
exposto importantes manifestações e mecanismos característicos do intervencionismo do GdM e de
seus parceiros internacionais, mas não são partilhadas pelo autor deste texto, entre várias razões,
porque apontam como alternativa um outro tipo de intervencionismo. A origem desta suposta
alternativa pode ser traçada às críticas à ajuda externa, e aos PARPAs, em particular, inspiradas numa
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perspectiva herdeira, em alguns casos, da perspectiva marxista‐leninista e associadas que representou a
ortodoxia oficial do partido Frelimo e seus Governos, na primeira década de independência.
Actualmente, mesmo o intervencionismo de inspiração marxista apresenta‐se frequentemente
dissimulado num estatismo e colectivismo pragmáticos, beneficiando do ambiente intelectual e político
saturado de estatismo prevalecente em Moçambique. Entre os críticos nesta linha, o jornalista britânico
Joseph Hanlon tem‐se destacado na literatura sobre desenvolvimento em Moçambique. A sua
experiência jornalística permite‐lhe escolher e usar evidências empíricas, principalmente anedóticas,
bem armadilhadas e utilizadas na denúncia do que designa por neoliberalismo, definido por ele como “o
apelo ao máximo uso das forças de mercado ao mesmo tempo que se limita drasticamente o papel do
estado… um regresso ao ‘liberalismo’ do século XIX’ (Hanlon 1997, p.25). No passado, o anti liberalismo
de Hanlon revelou‐se obsessivamente irracional, como bem ilustra o título do seu livro, Paz Sem
Benefício (Hanlon 1997). Um título que, na língua do autor, é mais expressivo e brutal do que na sua
tradução em português: ‘Peace without profit’. Dificilmente um outro título espelharia tão bem o
fundamentalismo impiedoso e trágico por de trás da ideia que a paz em Moçambique foi conseguida a
preço muito baixo, sem lucro e de forma humilhante.
Não é possível referir vários outros exemplos, igualmente extremos, de uma crítica empenhada em
retratar o capitalismo internacional como ‘coisa do diabo’; mas um outro exemplo merece ser
adicionado, nem que seja para que o anterior não pareça uma excepção muito isolada. Vieira (2011), um
dos poucos defensores do intervencionismo estatal que não disfarça sua convicção marxista‐leninista,
raramente perde oportunidade de atacar, no seu estilo deselegante e vilipendiador, quem ouse defender
a privatização da terra: ‘Regularmente e alimentada pelos tenores de Bretton Woods, o maestro
americano e algum coral de pobres de espírito moçambicano, tenta‐se reabrir o debate da privatização
da terra. A pobreza de espírito encobre a ganância em apossar‐se e a servidão em relação ao
estrangeiro’.
6. Lições e Implicações
Que lições e implicações extrair do argumento apresentado neste texto? Que lições alternativas ao
argumento, em particular, segundo o qual a melhor alternativa ao intervencionismo estatal e externo, a
partir de Washington, um outro e mais intervencionismo Made in Mozambique? É provável que esta
última interrogação suscite dúvidas, como já aconteceu, com um dos comentadores que leu uma versão
anterior deste texto. Não é possível fundamentar, aqui, o argumento sobre a natureza intervencionista
de muitas das acções propostas pelos Estados que financiam e integram as instituições financeiras
internacionais; principalmente no caso específico do FMI, um organismo governamental (ou seja,
diferente do habitual termo ‘multilateral’ para distinguir de ‘bilateral’), regido por funcionários públicos,
composto presentemente por 187 governos membros, cuja influência é proporcional ao valor da
contribuição accionista de cada governo.
Existem várias lições, de ordem analítica e metodológica, bem como práticas e com implicações
aplicáveis às políticas públicas. Por razões de espaço, enumeram‐se apenas três exemplos.
Uma primeira lição de natureza epistemológica diz respeito à leitura e interpretação do PARP. Esta
reflexão permite concluir que em vez de tentar avaliar ou julgar o desempenho do PARP pelos seus
resultados, o mais apropriado é considerar os custos da alternativa; ou seja, seguir a sugestão de Taleb
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(2004, p.22), que considerar a ‘história alternativa’ se, por exemplo, os recursos mobilizados fossem
aplicados de maneira diferente. Tão pouco, como afirma ainda Taleb (2004, p.22), tem sentido tentar
avaliar a qualidade das decisões (e.g. as metas de redução da pobreza) apenas na base dos seus
resultados. Um ponto entendido e defendido quando as metas e resultados não são alcançados (como
aconteceu com o PARPA 2006‐2009) – ‘aqueles que têm sucesso atribuem seu sucesso à qualidade da
sua decisão’ (Taleb 2004, p.22).
Segundo, ‘o PARPA é propriedade de Moçambique’, escreveu Macamo (2006, p.29), referindo‐se às
avaliações que indicam ‘forte comprometimento com os objectivos da iniciativa’. Sem rodeios e com a
frontalidade e coragem que tem caracterizado este sociólogo, Macamo não hesitou em usar a palavra
apropriada: hipocrisia. Uma hipocrisia, em torno de um ‘eufemismo diplomático’, no qual o próprio
termo ‘diplomático’ está a mais, por ser ele próprio eufemístico, considerando que hipocrisia se tornou
demasiado grosseira para merecer ser considerada diplomática. Entretanto, este tipo de hipocrisia em
torno da propriedade (ownership) do PARP, se bem que crescentemente reconhecida publicamente,
esconde hipocrisias piores. Um exemplo concreto, tratado no artigo que inspirou este texto, diz respeito
à questão da propriedade sobre os recursos naturais. A palavra propriedade, em referência aos regimes
de propriedade sobre os recursos naturais, praticados em Moçambique, nem figura no documento PARP.
Isto não surpreende, tendo em conta a posição clara do partido no poder, e do seu Governo, em defesa
do monopólio estatal sobre a terra e os recursos naturais. O que de algum modo surpreende (mas, de
facto, não devia), é ver os doadores a serem acusados, pelos críticos anti liberais, de fiéis defenderem o
liberalismo ou livre mercado, quando são eles que mais têm pago e financiado o monopólio do Estado
Moçambicano sobre os recursos naturais.
Terceiro, quanto ao impacto prático e aplicável às políticas públicas, com destaque para o papel do
planeamento. Será que devemos concordar com Easterly (2006, p.5), quando afirma: ‘o plano certo é
não ter nenhum plano’? De modo algum. Tal sugestão é, sem dúvida, uma dádiva lamentável e peregrina
oferecida aos defensores do intervencionismo estatal; um testemunho (insuspeito?) vindo de um autor
reconhecido como liberal, ao ponto de se ter tornado incómodo no BM que os críticos do liberalismo
consideram ser um dos principais instrumentos do neoliberalismo.
Existem várias alternativas ao intervencionismo público que tem sido apresentado como a melhor, ou
mesmo única, alternativa ao neoliberalismo, caricaturado como representante do laissez‐faire do
liberalismo clássico. Curiosamente, em 1949 Mises (1990, p.1004) respondeu a esta questão, como se
estivesse a responder especificamente a Easterly: ‘A alternativa não é ter ou não ter um plano. A questão
essencial é: quem deve fazer o plano?’. Outra opção, menos substantiva do que a anterior diz respeito à
dicotomia entre ‘plano’ versus ‘plano’, no próprio domínio público. A Estratégia de Desenvolvimento
Rural (EDR) (CM 2007) identifica uma importante e útil diferença e proposta: o GdM devia privilegiar um
‘planeamento para o mercado’, em vez de insistir no ‘planeamento do mercado’.
Vale a pena recordar, no que toca à possibilidade de uma maior ownership da sociedade sobre as
políticas públicas implementadas em Moçambique, a indiferença manifestada pelo GdM e parceiros,
directamente envolvidos na preparação do PARPA 2006‐2009, a uma proposta de Francisco (2005a;
2005b) para os PARPAs passassem a ser usados internamente, à semelhança do que tem acontecido
entre Governo e FMI, com instrumento de parceria entre o GdM e os actores nacionais, incluindo
representantes do sector produtivo, informal e sociedade civil. A justificação para a indiferença e
rejeição desta proposta não deixou margem para dúvidas. Enquanto os doadores têm dinheiro para
negociar com o GdM, o que teria a sociedade para negociar com o GdM, com alguma capacidade e
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poder negocial? Aqui reside um dos legados trágicos do que, mais acima, se chamou ‘toxicodependência’
da ajuda externa. Ou seja, a maioria dos governantes e técnicos que com eles trabalham acreditam que a
produtividade e produção da sociedade moçambicana não têm o valor negocial que o GdM reconhece
na ajuda externa.
Existe um último ponto importante a reter, dos comentários anteriores, com interesse principalmente
ético. A principal consequência das críticas dos defensores de um intervencionismo alternativo (nem
sempre claramente definido e explicitado) às formas de intervencionismo prevalecentes, nos dias de
hoje, é não oferecerem um código de valores morais. A implicação trágica disso é deixarem as pessoas
que lhe prestam atenção e simpatizam com os seus argumentos (as que não acompanham tais debates,
tão mais imunizadas), completamente sem directrizes morais que orientem as acções das pessoas e as
ajudem a determinar o propósito e rumo de suas vidas.
Como se destacou na introdução deste texto, uma análise rigorosa da experiência passada de aplicação
de diversos modelos de intervencionismo público em Moçambique, tanto no passado remoto como mais
recentemente, justifica a maior das precauções e cuidados, incluindo o exame de qualquer novo
intervencionismo, supostamente alternativo e diferente, dos anteriores. Em contrapartida, as
alternativas ao próprio intervencionismo público, seja ele externo ou interno, só marginal e
isoladamente começaram a ser experimentadas em Moçambique. Este facto é, em si, muito animador e
motivo para acreditar que o futuro poderá ser muito melhor do que foi o passado.
7. Pensar o Futuro de Moçambique
A reflexão anterior centrou‐se no passado recente e no presente, mas obviamente deve ajudar‐nos a
pensar sobre o nosso futuro, imediato e de mais longo prazo. Por isso, adiciona‐se esta última secção,
para orientar as lições e implicações do argumento deste trabalho para o futuro de Moçambique.
Sabemos que o passado não pode ser mudado, mas o futuro pode ser inventado e criado. Não é
objectivo desta secção aprofundar este assunto. Apenas se pretende contribuir para um debate mais
aberto e amplo, identificando seis questões relevantes, todas elas orientadas para o futuro, imediato e
de mais longo prazo. Cada uma das questões é acompanhada de uma breve indicação da sua motivação
e algumas sugestões de bibliografia adicional; sugestões indicativas, apenas, escolhidas não tanto
porque o autor deste texto concorde inteiramente com elas, mas por considera‐las relevantes para as
questões apresentadas.
1. Que tipo de crescimento económico para Moçambique? Assumindo, como afirmou recentemente
Luísa Diogo (2012), que Moçambique vai ter um crescimento ‘escandalosamente robusto’, nos
próximos cinco, dez a vinte anos, uma questão se levanta: que tipo de crescimento será? Diogo
adiantou que o grande desafio agora é garantir que o crescimento seja partilhado, mas para não
variar do discurso oficial, ignorou que existem diferentes formas de se partilhar a riqueza. E quando
assim acontece, é porque o tipo de partilha dos frutos do crescimento considerado, está para além
do sector produtivo, ex‐post e meramente assistencialista. Esta é a perspectiva do ‘crescimento
inclusivo’, usado no PARP, nos PRSPs e noutras políticas do GdM e seus parceiros internacionais.
Leitura adicional: (Brito et al. 2011; Ianchovichina & Lundstrom 2009; Kling & Schulz 2011; Sapir
2007).
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2. Seremos capazes de transformar o actual Estado Falido num Estado viável e sustentável? Uma das
mensagens principais deste artigo é que os PARPAs e os PRSPs têm ajudado a salvar Moçambique do
Estado Falhado, mas nada contribuem para libertar os moçambicanos do Estado Falido. Leitura
adicional: (Francisco 2010a; Francisco 2011a; Francisco 2011b; Francisco et al. 2010).
3. Estará a Frelimo à altura da sua iniciativa em rever a Constituição da República? Se está ou não,
falta pouco tempo para confirmar. A este respeito, existe um bom teste. Será que a Frelimo vai
tentar e conseguirá aproveitar a melhor proposta, até ao presente apresentada publicamente, para
uma revisão séria da actual Constituição da República? Uma proposta feita por uma organização da
sociedade civil, o Instituto de Apoio à Governação e Desenvolvimento (GDI), em vez dos partidos
com assento parlamentar. Independentemente das reticências suscitadas por certos aspectos da
proposta de Cistac et al. (2011), de momento ela é a única capaz de responder ao tipo de
preocupações de Macamo: necessidade de se “arriscar mais democracia” e evitar o rápido
envelhecimento (político) de um país ainda jovem. Leitura adicional: (Assembleia da República 2004;
Cistac et al. 2011).
4. Que terapêutica para a ‘ajudo‐dependência’? Crescem as expectactivas na elite moçambicana de
que Moçambique está em vias de se tornar, em breve, num país muito rico. O que precisa o Estado
Moçambicano de fazer para que o GdM não se converta de ‘pedinte de ajuda internacional’ num
novo ‘milionário’ convencido que ganhou o ‘euro milhões’? Leitura adicional: (Moyo 2010; Sen
2003).
5. Moçambique é diferente? Desta vez será diferente? Por enquanto, ainda são poucas as evidências
de que a recente crise da dívida soberana internacional, tanto na Zona Euro como nos Estados
Unidos, estejam a inspirar os governantes moçambicanos e seus parceiros a olharem de forma
diferente para a dívida pública em Moçambique. Pelo contrário, a história da crise financeira
internacional, brilhantemente explicada por Reinhart & Rogoff (2009a), no livro This Time is
Different, tem sido mal usada e interpretada, para se passar a ideia que em Moçambique “Desta vez
foi diferente” (Lledó 2010, p.36) e o no futuro próximo, Moçambique também será diferente. Leitura
adicional: (Newitt 1997; Reinhart & Rogoff 2009b; Vletter et al. 2009).
6. Como dar sentido às nossas vidas nas próximas décadas? Esta questão inspira‐se no livro O Medo
da Insignificância: Como dar sentido às nossas vidas no Século XXI (Strenger 2012). É um debate
indispensável, num país como Moçambique, marcado por práticas como: linchamentos, tráficos de
pessoas e de órgão humanos; cinismo e humilhação; extorsão dos direitos individuais; intimidação
de varidos tipos. Enfim, uma ética trágica, porque a opinião pública e demais relações sociais
carecem de um código de valores orientador das acções das pessoas e capaz de apontar propósitos e
rumos nas suas vidas. Leitura adicional: (Brito et al. 2009; Francisco 2010a).
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Tuesday, 15 May 2012
A Opiniao do Professor Antonio Francisco
Bolsas de Estudo
New Scholarships and Financial Aid Updates from Scholarship-Positions.com
May 14, 2012: Search Free Online College Scholarship, Financial Aid and Grants
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2012 University of Bradford Countries in Crisis Scholarships, UK
Master’s Scholarship for Students from Developing Countries at University of Bradford, UK 2012 Study Subject(s):Courses offered by the University (except MBA).. [Read Full Scholarship Detail]
2012-2012 VLIR-UOS Scholarships for Students from Africa, Asia and Latin-America, Belgium
VLIR-UOS funded Training and Masters Scholarship for Students from Developing Countries for studies at Belgian Dutch speaking university, 2012/13 Study.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 University of Brighton International Scholarships for Undergraduates and Postgraduates, UK
Undergraduate and Postgraduate Scholarships for International Students at University of Brighton, UK 2012 Study Subject(s):Courses offered by the University Course.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 University of Bradford Academic Excellence Scholarships for International Undergraduates, UK
Scholarships for International Undergraduate Student at University of Bradford, UK 2012 Study Subject(s):Courses offered by the University Course Level:Undergraduate Scholarship.. [Read Full Scholarship Detail]
40 Doctoral College Studentships at University of Brighton, UK
University of Brighton offers Doctoral Studentships for International and UK/EU Students in Arts and Humanities, Life and Physical Sciences, Social.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 International Huxley Scholarships at University of Brighton, UK
International Master’s Scholarships in Biomedical Sciences, Industrial Pharmaceutical Sciences, Pharmacology, Bioscience , Pharmaceutical and Biomedical Sciences at University of Brighton,.. [Read Full Scholarship Detail]
International Postgraduate Research Scholarships (IPRS), Australia 2012
PhD scholarship in Philosophy for applicants of any overseas country except New Zealand, and not hold Australian citizenship or Australian.. [Read Full Scholarship Detail]
University of Birmingham Scholarships for International Students UK 2012-2013
The University of Birmingham offers Master’s scholarships for international students, UK 2012-2013 Study Subject(s):Courses offered by university Course Level:Masters Scholarship.. [Read Full Scholarship Detail]
Call for Applications FC&K III ed. Scholarship for Developing Countries Students, Italy 2012
University of Pavia offers Fund for Cooperation and Knowledge – III edition Scholarship for Master’s students from Developing countries Italy, 2012.. [Read Full Scholarship Detail]
Netherlands Fellowship Program for Short Courses, 2012
Dutch Ministry of Foreign Affairs offers Short courses in various field fordeveloping countries Students, 2012 Study Subject(s):Various Course Level:.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 International Undergraduate Scholarship at Adelphi University, USA
Adelphi University offers Undergraduate Scholarship for International Students, USA 2012 Study Subject(s):Courses offered by the University Course Level:Undergraduate Scholarship Provider:.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 UTS Scholarship for Non EU/EEA Students, Netherlands
University of Twente offers Scholarship for Non EU/EEA Countries students to pursue MSc at Netherlands, 2012 Study Subject(s):Various Course Level:Master’s.. [Read Full Scholarship Detail]
PhD Fellowship for Foreign Citizens at Scientific & Technological Research Council of Turkey, 2012
International PhD Fellowship Programme in Natural Sciences, Engineering and Technological Sciences, Medical Sciences, Agricultural Sciences, Social Sciences and Humanities at.. [Read Full Scholarship Detail]
W J Weeden Postgraduate Research Scholarship, Australia 2012
PhD Research Scholarship in the field of Philosophy for international and Australian applicants and at the University of Canberra, Australia 2012.. [Read Full Scholarship Detail]
PhD Programme in Information and Communication Technology at UNU-IIST, 2012 China
The United Nations University International Institute for Software Technology (UNU-IIST) offers Doctoral Position in the field of Information and Communication.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 International Research Scholarships at University of Brighton, UK
Research Scholarships for International Students in various Subjects at University of Brighton, UK 2012 Study Subject(s):Courses offered by the University.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 Multicultural Scholars’ Programme at University of Warwic, UK
Undergraduate Scholarship in Business Management, Accounting and Finance, International Business , International Management, Law and Sociology for Pakistani, Bangladeshi, Caribbean.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 AAUW Santa Fe Scholarship for Women at University of New Mexico, USA
American Association of University Women funded Santa Fe Scholarship for graduate women at University of New Mexico, USA, 2012 Study.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 Swinburne University Chancellor’s Research Scholarship (CRS), Australia
Swinburne University of Technology offers Chancellor’s Research Scholarship for both International and Local doctorate students to do research at Australia,.. [Read Full Scholarship Detail]
2 PhD Researchers Scientific Innovation in Livestock Breeding in the Netherlands
Utrecht University offers 2 PhD Researchers Scientific Innovation in Livestock Breeding in the Netherlands Study Subject(s):Livestock Breeding Course Level:PhD Scholarship.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 Research Assistant in Learning Disabilities at University College London, UK
Research Position in Learning Disabilities at the Department of Mental Health Sciences Unit / Faculty of Brain Sciences, University College.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 Research Assistant Position in Neurology at University College London, UK
Full or Part time Research Position in Neurology at Wellcome Trust Centre for Neuroimaging, University College London, UK 2012 Study.. [Read Full Scholarship Detail]
PhD Scholarship in General Biology at University of Southern Denmark
The Institute of Biology offers PhD Scholarship in General Biology at University of Southern Denmark Study Subject(s):General Biology Course Level:PhD.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 Clinical Research Training Fellowship in Oncology at University of Manchester, UK
University of Manchester offers Research Training Fellowship in Oncology at their University, UK 2012 Study Subject(s):Oncology Course Level:Research Training Fellowship.. [Read Full Scholarship Detail]
PhD Scholarship in Political Science at University of Southern Denmark
PhD Scholarship in Political Science, Department of Political Science and Public Management at University of Southern Denmark Study Subject(s):Political Science.. [Read Full Scholarship Detail]
Oyu Tolgoi International Scholarship for Mongolian Students, 2012-2013
Oyu Tolgoi LLC offers Scholarship for Mongolian undergraduate and postgraduate students to study at Canada and USA, 2012-2013 Study Subject(s):Mining engineering, Mechanical.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 Call for Applications: Malta Science Scholarships for Maltese Citizen, Malta
European Space Agency (ESA) and the Malta Council for Science and Technology (MCST) offers Fully Funded Training Opportunities for Maltese.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 Malta Government Scholarships Postgraduate Scheme, Malta
Masters and PhD Scholarships Award for Maltese citizen funded by Malta Government, Malta 2012 Study Subject(s):Aerospace, Education, Environment, Crops and.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 Call for Application: OHCHR Minorities Fellowship Programme, Switzerland
Office of the High Commissioner for Human Rights (OHCHR) offers Minorities Fellowship Programme in Arabic language, Switzerland 2012 Study Subject(s):.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 Healthy Lifestyles Scholarship for High School Senior or Undergraduate Students, USA
Scholarship for High School Seniors or Undergraduate USA and Canada residents in subjects related to Healthy Lifestyles , USA 2012.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 Suriname/Guyana Scholarship at University of Westminster, UK
Master’s Scholarship for the Applicants from Suriname or Guyana at University of Westminster, UK 2012 Study Subject(s):Courses offered by the.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 Postdoctoral Research Position in EU Financial Market Law at Uppsala University, Sweden
Postdoctoral Research position in EU Financial Market Law at the Department of Law in Uppsala University, Sweden 2012 Study Subject(s):EU.. [Read Full Scholarship Detail]
2013 GT/ACCIAC Scholarship to Study Abroad
Georgia Tech offers ACCIAC Scholarship for undergraduate students who have applied to a GT study abroad program, 2013 Study Subject(s):Courses.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 PhD Student Position in Pharmaceutical Sciences at Uppsala University, Sweden
2012 PhD Student Position in Pharmaceutical Sciences in the field of Pharmacology at the Department of Pharmaceutical Biosciences in Uppsala.. [Read Full Scholarship Detail]
2012/13 Huawei Maitree Scholarship for Indian Undergraduate and Postgraduate Students, China
Undergraduate and Postgraduate Scholarship in Science and Technology, Culture and Social Studies and Development related programs at University/College/Institution in China.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 Merit Scholarships:School of Pharmacy and Life Sciences, UK
Master’s Scholarship in Pharmacy & Life Sciences at the School of Pharmacy & Life Sciences in Robert Gordon University, UK.. [Read Full Scholarship Detail]
Axeinos Bursary for Romanian or Bulgarian Students at UCL, 2012 UK
Bursary for EU domiciled students who are Romanian or Bulgarian nationals in the field of Humanities, creative arts, education, law,.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 BrainTrack Computer Science Scholarship US Students, USA
Associate, bachelor, master, or doctoral degree Scholarship in Computer Science, information systems, or information technology for USA Students funded by.. [Read Full Scholarship Detail]
PhD Scholarship in Holocaust and Genocide Studies at University of Leicester, UK 2012
University of Leicester, Stanley Burton Centre for Holocaust and Genocide Studies offers PhD Scholarship in Holocaust and Genocide Studies for.. [Read Full Scholarship Detail]
The Zdenek Bakala Foundation’s Scholarship Program, 2012 Czech Republic
Undergraduate and graduate Scholarship Program for the applicants of Czech Republic for studying abroad and cultural exchange, 2012 Czech Republic.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 Davey Foundation Arbor Grant Scholarship Program, USA
The Davey Tree Expert Company offers Davey Foundation Arbor Grant Scholarship Program for undergraduate students in the fields of arboriculture,.. [Read Full Scholarship Detail]
Health and Wellbeing Co-benefits from Environmental Volunteering Scholarship, Australia 2012
PhD Scholarships for the applicants of Australia or New Zealand in field of Psychology, Health Sciences, Public Health, Social Sciences.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 Undergraduate Scholarship Program at CIA, USA
The Central Intelligence Agency offers undergraduate Scholarship for the applicants of USA in Analytical, Clandestine Service, Language, Science, Engineering &.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 NHMRC Postgraduate Scholarships in Health and Medical, Australia
National Health and Medical Research council offers Postgraduate Scholarship for the applicants of Australia/New Zealand in the field of Health.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 IDSA’s Gianninoto Graduate Scholarship in Industrial Design, USA
Graduate Scholarship in Industrial Design for Applicants from USA funded by IDSA, USA 2012 Study Subject(s):Industrial Design Course Level:Graduate Scholarship.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 Doctoral Research Fellowship in Philosophy at University of Oslo, Norway
Doctoral Research Fellowship in Philosophy at Department of Philosophy, Classics, History of Art and Ideas, in University of Oslo, Norway.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 Research Associate in Water Waves at University College London, UK
Research Position in Water Waves Departments of Civil and Mechanical Engineering at University College London, UK 2012 Study Subject(s):Water Waves.. [Read Full Scholarship Detail]
Research Position in Engineer in Cardiac Electrophysiology at University College London, UK
Research Position in Engineer in Cardiac Electrophysiology at the Heart Hospital & Department of Engineering, University College London, UK 2012.. [Read Full Scholarship Detail]
DTU offers PhD Scholarship in High-Temperature Corrosion on Biodust Firing, Denmark
A 3-year PhD Scholarship in High-Temperature Corrosion on Biodust Firing at DTU Chemical Engineering, Technical University of Denmark Study Subject(s):High-Temperature Corrosion.. [Read Full Scholarship Detail]
PhD Position in Organic Chemistry at DTU, Denmark
Technical University of Denmark offers PhD Position in Organic Chemistry, Denmark Study Subject(s):High-Temperature Corrosion on Biodust Firing Course Level:PhD Scholarship.. [Read Full Scholarship Detail]
PhD Scholarship in Organic Synthesis and Catalysis at DTU, Denmark
Scholarship for PhD Students in Organic Synthesis and Catalysis at Technical University of Denmark Study Subject(s):Organic Synthesis and Catalysis Course.. [Read Full Scholarship Detail]
2012 Vice-Chancellor Scholarship at London South Bank University, UK
London South Bank University offers Vice-Chancellor Scholarship for postgraduate students at UK, 2012 Study Subject(s):Courses offered by the University Course.. [Read Full Scholarship Detail]
Doctoral Studentship in Chemical Physics at Department of Chemistry, Sweden
Lund University announce Doctoral Studentship in Chemical Physics at Department of Chemistry, Sweden Study Subject(s):Chemical Physics Course Level:PhD Scholarship Provider:.. [Read Full Scholarship Detail]
Doctoral Studentship in Service Studies at Lund University, Sweden
Lund University announce Doctoral Studentship in Service Studies at Department of Service Management, Helsingborg, Sweden Study Subject(s):Service Studies Course Level:PhD.. [Read Full Scholarship Detail]
PhD Student Positions in Economics/Econometrics at Umeå University, Sweden
Department of Economics, Umeå School offers PhD student positions in Economics/Econometrics at Sweden Study Subject(s):Economics/Econometrics Course Level:PhD Scholarship Provider: Umeå.. [Read Full Scholarship Detail]
Postdoctoral Position in Ecology at Umeå University, Sweden
2 years Postdoctoral Position in Ecology at the Department of Ecology and Environmental Science, Umeå University, Sweden Study Subject(s):Ecology Course.. [Read Full Scholarship Detail]
TCA Award for Undergraduate and Graduate Students to Study in Turkey
Turkish Coalition of America offers Scholarship for undergraduate and graduate students to study in Turkey Study Subject(s):Courses offered by the.. [Read Full Scholarship Detail]
Postdoctoral Research in the Leiden Institute for History at Leiden University, Netherlands
Postdoctoral research position in the Leiden Institute for History: Crime difference in gender and concepts of public roles in 19th.. [Read Full Scholarship Detail]
PhD Research Position in Biogeochemistry at Utrecht University, Netherlands
Utrecht University offers PhD Research Position in Biogeochemistry, Netherlands Study Subject(s):Biogeochemistry Course Level:PhD Scholarship Provider: Utrecht University, Netherlands Scholarship can.. [Read Full Scholarship Detail]
Scholarship for Afro-American Women 2012
Scholarship for Afro-American Women 2012 Scholarships programs are put in place to help students, desirous of studying, complete their studies.. [Read More..]
Scholarships for International Students in UK
Scholarships for International Students in UK Thousands of students from Indian and all across the world every year dream of.. [Read More..]
Studying Abroad: an Enriching Experience
Every year
Thursday, 10 May 2012
Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais
Rua Daniel Malinda Nr. 38, 1º andar, porta nº 6, Caixa Postal 1092, Tel. +258 21 305 935, E-mail:cemo.geral@cemo-mozambique.org - Maputo-Moçambique
Convite
Excelentíssimo(a) Senhor(a),
O Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais (CEMO) tem a honra e o prazer de lhe convidar para participar num debate público, cujo tema será: “Eleições no Zimbabwe: Quais os Desafios, Prespectivas e Possíveis Cenários?”
Orador: WILF MBANGA (Director do THE ZIMBABWEAN JOURNAL)
Comentador: Egídio Vaz (Historiador e Analista Político)
Moderador: Henriques Viola (Director Executivo do CEMO)
O evento irá decorrer na Sala de Sindicato Nacional de Jornalista, sita na Av. 24 de Julho nº 231, na Quarta-feira, 9 de Maio de 2012, pelas 16:15 horas.
A sua presença irá enriquecer o debate e será muito apreciada.
O Director Executivo
N. Henriques Viola
Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais
Rua Daniel Malinda Nr. 38, 1º andar, porta nº 6, Caixa Postal 1092, Tel. +258 21 305 935, E-mail:cemo.geral@cemo-mozambique.org - Maputo-Moçambique
Convite
Excelentíssimo(a) Senhor(a),
O Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais (CEMO) tem a honra e o prazer de lhe convidar para participar num debate público, cujo tema será: “Eleições no Zimbabwe: Quais os Desafios, Prespectivas e Possíveis Cenários?”
Orador: WILF MBANGA (Director do THE ZIMBABWEAN JOURNAL)
Comentador: Egídio Vaz (Historiador e Analista Político)
Moderador: Henriques Viola (Director Executivo do CEMO)
O evento irá decorrer na Sala de Sindicato Nacional de Jornalista, sita na Av. 24 de Julho nº 231, na Quarta-feira, 9 de Maio de 2012, pelas 16:15 horas.
A sua presença irá enriquecer o debate e será muito apreciada.
O Director Executivo
N. Henriques Viola
Thursday, 3 May 2012
MENSAGEM DO EDIL DE QUELIMANE POR OCASIAO DO DIA DA LIBERDADE D IMPRENSA
Caros Munícipes da Cidade de Quelimane,
Prezados e amigos jornalistas,
A luta pela livre expressao e milenar. e de facto a história, ensinou-nos a amar a liberdade nas suas variadas formas incluindo a de expressao, intrinsicamente ligada a de opinao. A nivel internacional, esta luta alancou o se apogeu com a aprovacao da Declaracao Universal dos Direitos Humanos e as Convencoes sobre os Direitos Civis e Politicos em com a nivel continental com a aprovacao da Carta Africana dos Povos. Esta luta caracterizou-se pela oposicao a todas as formas de manipulação de informacao, levantando e registando a voz dos que nao tem voz e sufocando a voz dos que tem os recursos e o poder de sufocar a voz dos que nao tem voz! A impensa, esse quarto e poder, tem hoje mais do que nunca a possibilidade de passar d quarto par imponenemente impor-s como Segundo Poder, uma vez que no nosso pais nem o legislativo em o judicial ocupam cabalmente a sua funcao!
De facto a missao de fiscalizar e monitorar a accao governativa, hoje nao e feita peolegslativo (naconal, provincial e municipal, mas sim pela imprensa. e pois esse papel que devemos encorajar e lembra hoje!
A democracia faz-se não somente pela multiplicação de partidos políticos e realização de pleitos eleitorais mas, também e sobretudo, da liberdade de imprensa e expressão, pois uma comunicação social “livre, pluralista e independente” desempenha com brio seu objecto social, de monitoria e denúncia dos factos atinentes à vida política, social, económica e cultural de uma sociedade.
Se a sociedade civil é uma pedra angular da democracia, a comunicação social, e em particular os jornalistas, têm um importante papel na formação de uma consciência que a estruture. Ontem como hoje, Quelimane continua a honrar a história de um povo que sempre amou a liberdade, reconhecendo a competência e imparcialidade dos órgãos de comunicação social no engrandecimento de nosso município.
O caminho a percorrer ainda mostra-se sinuoso, atribulado e longo. A importância da liberdade de imprensa e expressão deve constituir um refrão em todas nossas acções, pois ocupa o cerne da noção da democracia e é crucial para o efectivo respeitos aos direitos humanos.
A todas e todos profissionais que tem contribuído pela competência e imparcialidade dos órgãos de comunicação social a nível do município de Quelimane em particular, e em Moçambique em geral, em nome da cidade e de mim, o meu justo agradecimento.
Todos juntos não seremos demais para tornar Quelimane melhor e mais justo, rumo aos bons sinais.
Na historiografia mocambican Quelimane tem o seu lugar reservado ao ter sido um dos bercos da nossa imprensa.
Aos jovens qQuelimanensis que sem recursos fundaram jornais como a Voz da Zambezia, o Macubar, O Diario da Zambezia, o Ononamais,a Radio Zambeze, a Quelimane FM, o KEWA Zambezia, aos jovens que com uma unica camara cobrem com coragem e brilho profisional um territorio do tamanho do Reino da Dinamarca, aos jovens jornalistas que sao impedidos de verem seus trabalhos jornalisticos publicados nas nosss televisoes publicas porque as direccoes editoriais recebem ordens pidescas emanadas de centros de poder obtusos, vos ue radiofundem a voz dos sem voz nas radios comunitarias, catolicas e outras, aos delegados de matutinos que se consideram os maiores do pas a qu nao se da condicoes d trabalho e muito menos de tranporte apenas para quebrar e arrefecer seu profissionalismos e sua negacao da imposica de agendas exteriores, aqui fica a nossa singela HOMENAGEM!
Vos jovens Quelimanenis, vos jovns zambzianos sois a nossa font de inspiracao, sois os meus HEROIS! Chegara Podia da LIBERDADE! E nao tarda muito!
VOS TENDES UMA TAREFA, LIBERTAR O NOSSO POVO! ERGUEI POIS A VOZ DESTE POVO MARTIRIZADO!
ERGUE-TE ET AMBULA QUELIMANE!
Manuel de Araújo
Denuncia: Estudantes moçambicanos na universidade internacional de África Cartum
Os estudantes moçamabicanos na universidade acima citada, vêm por este meio apresentar a situação em que se encontram.
Antes porém, queremos dar a conhecer ao governo que nesta universidade encontra-se um número de quarenta e cinco estudantes moçambicanos, sendo trinta e sete homens e oito mulheres admitidos em diversas faculdades, nomeadamente: enginharia, ciências puras e aplicadas, Informática, Medicina, Economia, Letras, Educação e Direito. De salientar que a vinda dos estudantes a esta universidade ocorre atravez de um concurso(exames de admissao), por intermédio de algumas personalidade a citar:
Yussufo Fabula- cell- 827073520
Tayob da Silva cadango-cell- 824516760
Tembo Luís-cell- 823881430
Adamo-cell- 843405061
Estas entram em cordenação com a universidade para os referidos processos.
É de confessar que de facto carecemos de termos apropriados para descrever o estilo da nossa vida neste país em geral e nesta universidade em particular, pelas dificuldades em que nos encontramos afogados, queremos nos referir de problemas financeiros assim como sociais.
Quanto aos problemas financeiros, a situação é extremamente caótica, que reflecte na falta de fundos para pagamento de vistos de estadia, propinas, material escolar, material de higiene individual, seguro de saúde, e não deixando de lado a falta da variação alimentar, visto que os estudantes têm único tipo de alimentação de um de janeiro a trinta e um de Dezembro de cada ano, Arroz e um caril muito esquisito(batata doce e abobora).
Como filhos de pobres somos obrigados a fazer trabalhos domésticos nas residências dos nativos para arrecadar, um certo valor para suportar a vida, e isso é um grande risco para nós, uma vez que é proibido exercer qualquer tipo de trabalho neste país, como prova disso temos alguns colegas que foram processados pela polícia por terem sido encontrados a fazerem biscatos nos arredores da capital.
Quanto aos problemas socias, é de aproveitar esta oportunidade, informarmos ao governo que os estudantes dividem-se em dois grupos totalmente opostos. Um destes grupos é constituido por quinze(15) estudantes a citar: Chame Chimo Chande, Nuhi Selemane Mubipili, Mamudo Ibraimo Ussumane, Jamilo Atumane Atibo, Aquil Aly Eugénio Raibo, Uaido Atumane Salimo, Suale Mustafa Adamo, Magide Rachide Equada, Saide Momade, Saide Abdul Aziz Cadango, Abdul Razak Alaue, Aminudin Nordine tayob, Anissa Juma Aliasse, Sabira jose Inácio, Fátima Abudo Amade, estes defendem as acções incorrectas dos responsáveis pelo envio dos estudantes, devido as relações existentes entre eles, visto que alguns são irmãos, sobrinhos e outros foram estudantes deles e sairam das suas mãos para este país. Daí que qualquer estudante que tenta falar das acções incorrectas dos responsáveis, estes ficam em defesa dos mesmos.
E o outro grupo é formado por estudantes que nao teem nenhuma relação com os responsáveis e sempre tenta trabalhar no sentido de eliminar este tipo de anarquías, e é constituído por trinta(30) estudantes a citar: Abdul Latifo Teixeira da Silva, Abacar Munonia Usseine, Agida Issufo, Alcamate Daial Dossa, Amiro Manuel Marques, Antonio Pedro Romão, Assane Ali Age, Adelia Alberto Manhamanha, Baptista João Botoelas, Benedita Atulale Muhemed, Crimildo Constantino Biriate, Farhanah Mohammad Anifo, Geraldo Francisco Viano, Humberto Pedro Amade, Ismael Rema Mussaia, Iate Anafa Iate, Julio João da Costa, Magaia João Albino, Mahomed Abdul Mitipo, Martinho Antonio Mualeleiane, Massude Abdala Imamo, Nequeirão Jacinto Adriano, Nino Jose Daudo, Nuro Alfredo Abacar Raja, Ossufo Abranches, Ossifo Abdul Razak Mahomed, Ruquia Abdulai, Saide Assumane Natala, Saide Muchade Rachide, Scharmila Mamudo Abdul Jalilo.
para sermos directos, os responsáveis pelo envio dos estudantes, estão contra o bem estar deste segundo grupo, isto porque depois da chegada dos estudantes no Sudão, descobrem que não se beneficiam de nenhuma bolsa de estudo, ou seja o funcionamento da bolsa esta associado à muitas obscuridades e intransparências, sendo a única condição de adquiri-la, aceitar a enquadrar-se no grupo dos tais responsáveis, grupo este que desconhecemos os seus objectivos. Daí que nao temos a referida bolsa.
De salientar que os referidos responsáveis e o seu grupo teem relações fortes aqui no Sudão em particular dentro desta universidade em que nos encontramos, de tal maneira que não somos capazes de enfrenta-los, porem tentamos por varias vezes comunicar com eles para o solucionamento da situação e não houve nenhum efeito, e o mais incrivel, mostram superioridade e protagonizam grandes ameaças de modo a não falarmos a verdade, alegando que, qualquer tentativa de queixa não teremos certificados após a graduação frizou isso perante os estudantes um dos filiados de nome Mamudo Ibraimo Ussumane, depois duma reunião que tivemos com um dos responsaveis. Ainda Mamudo adiantou que os nomes dos estudantes que intreviram na reunião foram entregues a direcção da universidade e aos responsáveis em Moçambique,tudo isso por termos pedido ao tal responsável para velar a nossa situação .
Sendo que as nossas reclamações não são levadas em consideração, optamos em fazer chegar ao governo um pedido de ajuda para a resolução do problema, atravez de uma carta enviada para o ministério de Educação e ministério da justiça e para o Intituto Nacional de Bolsas de Estudo, que tivemos somente uma resposta do INBE da parte do senhor director-adjunto nacional do INBE ''Miguel Inácio'', onde constava um pedido urgente da lista nominal dos estudantes e a localização dos referidos responsáveis, os quais enviamos a tempo e hora.
Passado quase um mes enviamos um pedido de parecer, para as instituições onde direccionamos as nossas cartas, com a excepção do ministério da Educação, que ate então não tivemos nenhum parecer .
Este silêncio e falta de parecer aumenta-nos atristeza e concretiza as palavras proferidas perante os estudantes por um dos responsáveis de nome Yussufo Fabula dizendo: “...VOCES ...ACORDEM...ESTÃO ADORMECIDOS...E NÃO LAVEM A CARA PARA BAIXO , MAS SIM PARA CIMA, PARA PODEREM VERAFRENTE...QUEM É O GOVERNO? NÓS SOMOS O GOVERNO, SE FIZEREM A CARTA AO GOVERNO, A CARTA VEM A NÓS ...QUEM DO GOVERNO QUE VAI JULGAR-NOS ? EU SOU ADVOGADO, ESTOU EM CONDIÇÕES DE ME DEFENDER A QUALQUER HORA, E VOCES ?QUEM E O VOSSO ADVOGADO ? E COMO SE NAO BASTASSE SOIS POBRES E MEDROSOS, QUEM DE VOS ESTÁ CAPACITADO PARA FALAR COM GOVERNO ? VEREMOS QUEM SERA OUVIDO PERANTE O GOVERNO...” as palavras foram muitas e magoantes.
Devido a gravidade da situação em que nos encontramos, pedimos ao governo que interfira na resolução do caso, o mais rápido possível.
Discurso do Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane, Por Ocasião do 1° de Maio, Dia Internacional do Trabalhador
MUNICÍPIO DE QUELIMANE
CONSELHO MUNICIPAL
SENHORA SECRETARIA PERMANENTE DO GOVERNO DA PROVÍNCIA DA ZAMBÉZIA,
SENHORES MEMBROS DO GOVERNO PROVINCIAL,
SENHOR PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL,
SENHOR REPRESENTANTE DO ESTADO NA AUTARQUIA DE QUELIMANE,
SENHORES VEREADORES DO CONSELHO MUNICIPAL,
SENHORES LIDERES COMUNITARIOS, E RELIGIOSOS,
SENHORES EMPRESARIOS,
PREZADOS TRABALHADORES, COLEGAS,
CAROS MUNÍCIPES,
MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES,
Já é nossa tradição dar as boas vindas aos nossos hóspedes, confortando-os com o nosso calor de afabilidade, com a nossa modéstia e franca hospitalidade e com a nossa contagiante alegria.
Sejam bem vindos a esta grandiosa festa, Ilustríssimos Convidados, Caros Munícipes, Minhas Senhoras e Meus Senhores.
Celebramos hoje mais uma data de honra, uma data para os nossos mestres, nossos operários, nossos trabalhadores do campo e dos diversos sectores de trabalho.
Celebramos uma data em que lembramos os fazedores e contribuintes decisivos do desenvolvimento do nosso País e Província, em geral, e da nossa Cidade, em particular, O Trabalhador.
O Trabalhador é a força motriz quer dos processos de crescimento economico quer do desenvolvimento. Hoje, reafirmamos o perfil do Trabalhador como sendo aquele que faz acontecer o progresso e galvaniza a sua luta conjugando-a com os esforços pela criação da riqueza, condicao sine qua non para a promoção do crescimento e desenvolvimento económico e social da terra que nos viu nascer.
Desde a proclamacao da Independência Nacional, e mesmo durante o jugo colonial, o Trabalhador almejou pela sua libertação incondicional de certo tipo de patrões, na tentativa de ver-se livre da tirania e dos abusos que infligem. Ontem como hoje, registamos com alguma apreensao a existencia de certo patronato que insist na violacao sistematica os direitos mais elementares dos trabalhadores. Assistimos a trabalhadores que sao expulsos, pelo simples facto de estarem a gozar um dos direitos consagrados na nossa lei mae, a Constituicao da Republica. Alias, por ocasiao do lancamento da semana do trabalhador, a OTM – Central Sindical, anunciou que mais de uma dezena de trabalhadores perderam os seus postos de trabalho, por estarem a exigir os seus direitos!
Estas constatacoes tornam a luta sindical uma necessidade imperiosa fazendo com que os trabalhadores se organizem a todo o custo, para a defesa dos seus direitos.
Excelências
Caros Convidados,
Prezados Trabalhadores,
Estimados Municipes,
Minhas irmas e meus irmaos,
Quando olhamos à nossa volta, quando percorremos o nosso espaço municipal e olhamos pelo nosso parque industrial moribundo, quedamo-nos num presságio desolador, vendo cada vez mais distante a possibilidade do advento de um emprego mais digno, com um salário mais justo, numa paz e justiça laboral. Peço aos meus pais, mães, irmãos e irmãs que nunca percam a esperança de voltar a ver melhores dias, porque deste pedastal onde me colocram vislumbro com prazer um “Verdejante e prospero Quelimane”, um Quelimane, onde nenhum municipe ira a cama sem pelo menos uma codea de pao; um Quelimane, onde o emprgo deixara de ser apenas apanagio dos eleitos, um Quelimane onde os taxis de bicicletas serao objecto de turismo e nao de martirio de irmaos nossos que das quatro da manha ate as vinte da noite, pedalam ao sol e a chuva para que possam alimentar seus entes e queridos, um Quelimane onde voltarao a roncar as maquinas das fabricas Sococo, Favezal, Madal, INCALA, Companhias da, Madal, Companhia da Zambezia, Efripel, Pescanova, Aquapesca, e muito mais! Um Quelimane onde as criancas deixaram de se sentar no chao ou em chamadas ‘carteiras especiais’, que mais os deformam do que formam! Um Quelimane onde a educacao de qualidade, e a saude condigna nao requeram espendiosas viagens para a capital do pais! Um Quelimane ond o Chuabo, que ja foi o Hotel Polana das zonas Centro e Norte voltara a reluzir e a receber com a hospitabidade chuabo seus ilustres e globalizados visitantes.
Prezados Trabalhdores,
Caros Municipes,
“Sindicatos pelo Emprego Digno, Salário Justo, Paz e Justiça no Trabalho”, é o lema deste ano, mas nós trabalhadores, gostaríamos de ver as nossas carências debeladas e as nossas vidas mais facilitadas, pois sabemos que milhares de trabalhadores desta urbe continuam a espera de um emprego, quanto mais salário justo, paz e justiça no trabalho que ainda está por vir?!
A aposta no sector informal nos conduz a uma reflexão que poderá nos dar alguma tranquilidade, mas continuamos a envidar esforços com vista a encontrar outros espaços de maior empregabilidade urbana, peri-urbana e sub-urbana.
Queremos fazer de Quelimane, a capital do “Emprego Digno, do Salario Justo e da Paz e Justica Laboral! Foi para isso e por isso que a 7 de dezembro de 2012 os trabalhadores de Quelimane votaram deliberada e inequivocamente na MUDANCA e essa MUDANCA que nos representamos.
De facto, a 7 de Dezembro de 2011, vocês, trabalhadores residentes e ou com domicilio laborar neste município, entraram para a historia municipal, provincial, nacional, continental e ate mundial, ao terem decido dizer CHEGA, BASTA!
Agradeço-vos pela coragem! Agradeço-vos pela sabedoria! Agradeco-vos pelos ensinamentos que vos trabalhadores de Quelimane deram ao pais, ao continente e ao mundo - Vos trabalhadores de Quelimane sois os artífices, os PROFESORES DA DEMOCRACIA MUNICIPAL.
Por isso, sendo esta a primeira vez que celebramos o Primeiro de Maio num espirito de MUDANCA, permita-me que vos agradeca: DINOUTAMAALELANI.
Alias, não poderia ser de outra maneira, pois sois repositorios dos mais dignos sentimentos e accoes patrioticas . QUELIMANE E FRUTO DE UMA MISCEGENACAO MILENAR, dada a sua localização geográfica que lhe permitiu começar com o processo de globalização muito antes de outros povos.
Nao foi por acaso que Vasco Da Gama, na sua lendária viagem que o levou a descobrir o :Caminho Maritimo para a India” parou por esta terra e baptizou o rio que a bafeja de “Rio Dos Bons Sinais”! Em reconhecimento dos "Bons Sinais" que encontrou nesta terra e que outros "visistantes' recusam-se a reconhece-los! Nao e por acaso que o adagio popular afigura que 'Pior cego nao e quem nao ve, o pior cego e aquele que nao quer ver'!
Minhas senhoras e meus senhores,
Este e outros marcos da nossa historia provam que a globalização não e um fenômeno novo nesta praca indica! E mais uma prova de que Quelimane e (co)-mãe se não (co)-pai deste processo tão compexo como inovador que e a globalização!
Prezadas trabalhadoras,
Prezados trabalhadores,
Caros colegas
Hoje e o nosso dia! Sim nosso dia, porque somos todos trabalhadores! Somos trabalhadores desta pátria de Mondlane, de Samora, de Chissano, de Guebuza, de Simango, de Dhlakama, De Matsangaissa, e de Bonifacio Gruveta Massamba - nosso HEROI! Somos pois trabalhadores moçambicanos com direitos e deveres, com responsabilidades pela melhoria das condições de vida de cada um de nos e de todos nos. Somos todos trabalhadores - os patrões, os empregados, os taxistas, os vendedores de rua e todos aqueles que no seu dia a dia, lutam para trazer pão a sua casa e para os seus! Todos nos, mas cada um a sua maneira trabalhamos para melhorar a nossa vida, para melhorar a vida dos próximos e porque não para melhorar a vida do nosso municipio, da nossa privincia e do nosso pais.
Estimados munícipes,
Seria injusto celebrarmos O Primeiro de Maio, sob o signo “Sindicatos pelo Emprego Digno, Salario Justo, Paz e Justica no Trabalho” , sem olharmos para aquilo que acontece a nossa volta, pois so um emprego digno nosso e daqueles que nos rodeiam, so um salário justo nosso e daqueles que nos rodeiam, so uma paz e justiça no trabaho nosso e daqueles que nos rodeiam fazem sentido!
A Luta por um salário justo e por melhores condições e centenária para não dizer milenar. O período esclavagista deve ter sdo o pior em termos d desrespeito dos direitos dos trabalhadores, onde estes eram coisificados e a vida humana não tinha valor nenhum. O escravo, incluindo a própria vida do escravo eram propriedade do Senhor!
Os percursores mais activos da luta pelo direitos dos trabalhores remontam do século XVIII. Sir Robert Peel introduziu em 1802, uma lei conhecida como o “English Factory Act” no parlamento britânico, que visava a restrição do uso da mao de obra infantil e as excessivas horas de trabalho nas fabrics d procesamnto do algodão nas minas. Em 1819 outra legislação foi provada que definia o 9 anos como a idade mínima para o trabalho nas fabricas de processamento do algodao.
A primeira euniao para discutir os princípios sobre os direitos dos trabalhadores teve lugar em Berna em 1980 e nele participaram apenas 14 paises.
Hoje a Organização Internacional do Trabalho, criada em 1919 sob os auspícios da Liga das Nações, e cuja missão original foi a de proteger os direitos dos sindicatos e dos trabalhadores depois da Primeira Guerra Mundial, tem mais d 174 paises membros.
Em Mocambique, a historia do movimento sindical remonta do período colonial onde dominavam os Sindicatos Nacionais, de caracter colonial. Já em 1976, e principlmente com a dissolução do ultimo Sindicato Nacional em 1979, foram criados os Conselhos de Producao, com a missão não de representar os interesses dos trabalhadores, mas sim de controla-los. Em 1983, foi criada a Organizacao dos Trabalhadores, OTM, como braço enato partido único como a única organização autorizada para ‘representar’ os trabalhadores mocambicanos.
As greves que ocorreram entre Janeiro a Marco de 1990, e o apático papel desempenhado pela OTM, como corolário do advento da democracia e do multipartidarismo abriu espaço para a criação de outros sincicatos. Na Segunda Conferencia Nacional realizada em 1990, a OTM separou-se oficialmente do partido único e proclamou-se Central Sindical.
Por isso apelamos aos trabalhadores para que revitalizem a OTM outros sindicatos para que deixem de ser instituições usadas e instrumentalizadas pelo patronato, e que passem a ser instrumentos de luta na promoção e defesa dos direitos dos trabalhadores. Na senda do recém aprovado instrumnto jurídico plo Conselho de Ministros que abre a possibiluidade da sindicalização d função publica ueo apelar a todos os trabalhadores da função publica para que não se coíbam e se sindicalizem. E mais aos funcionários do concelho Municipal de Quelimane convido-os a encetarem passos no sentido d serem os pimiros a sindicalizarm-se para a proteção dos seus direitos pois somos de copo e alma por “Sindicatos genuínos que lutam por um Emprego Digno, Salario Justo, Paz e Justica no Trabalho” !
Boas Festas Caros colegas, Trabalhadores,
Bem haja o 1° de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores.
Muito Obrigado.