Moçambique é o 4.º país pior do mundo e o 3.º pior da África Austral no Índice de Desenvolvimento Humano 2010
As condições de vida dos moçambicanos, durante o período em avaliação, deterioraram-se, especificamente a educação, a saúde e o rendimento por pessoa. Numa classificação de 169 países, Moçambique encontra-se quase na cauda com 0,284 pontos, um índice de desenvolvimento humano considerado “muito baixo”.
Mais um relatório, desta vez das Nações Unidas, chumba as políticas do Governo do dia, mais um que desde a independência nacional em 1975 tem estado ininterruptamente a cargo do Partido Frelimo. Trata-se do relatório anual do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), tornado público sexta-feira última, que coloca Moçambique como o 4º país mais subdesenvolvido do mundo, apenas à frente de Burundi, Níger, República Democrática de Congo e Zimbabwe, todos por sinal países africanos e dois deles membros da SADC.
O Índice de Desenvolvimento Humano, que é publicado há já 20 anos, é considerado dos instrumentos mais eficazes e credíveis para avaliar o desenvolvimento humano de um país. Analisa a educação, saúde e rendimento per capita da população de um país e conjuga-os para tirar as conclusões sobre o desenvolvimento humano das pessoas.
Numa classificação de 169 países, Moçambique encontra-se quase na cauda com 0,284 pontos, um índice de desenvolvimento humano considerado “muito baixo”.
Apenas quatro países do mundo estão pior do que Moçambique. Entretanto, trata-se de países atípicos, fortemente fustigados por guerras ou por crises históricas. Burundi, Níger, República Democrática de Congo – marcados por conflitos armados e Zimbabwe – a braços com uma crise histórica, são os únicos piores do que Moçambique que deixou de ter guerra a 04 de Outubro de 1992, há 18 anos.
Na região da África Austral, Moçambique supere apenas República Democrática de Congo e o Zimbabwe de Robert Mugabe.
Em 2009, o PNUD avaliou 182 países e Moçambique era o 11º pior do mundo, com 0, 402 pontos, contra os 0, 284 do presente ano. Quanto mais próximo do um (1) estiver, mais elevado é o índice de desenvolvimento humano de um país. Isto mostra que não foi a redução do número dos países avaliados que levou Moçambique para uma posição pior do que a do ano passado. A pontuação também reduziu, o que mostra que as condições de vida dos moçambicanos, durante o período em avaliação, deterioraram-se, especificamente a educação, a saúde e o rendimento por pessoa.
Tendência contrária ao combate à pobreza
Este relatório é o terceiro, no espaço de dois meses, que vem mostrar resultados com uma tendência contrária ao tão propagandeado combate à pobreza em Moçambique.
O primeiro foi o relatório do Instituto Nacional de Estatística, que traz dados comprovativos de que o número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza aumentou no período que coincide com a governação de Armando Guebuza. A seguir veio o estudo da Inspecção Geral das Finanças, recomendado pelos doadores, revelar o fracasso das políticas agrárias do Governo de Guebuza. Agora é o Índice de Desenvolvimento Humano, que, segundo o PNUD, deteriorou-se desde que Armando Guebuza ascendeu a Presidente da República e chefe do Governo. (Borges Nhamirre)
CANALMOZ – 08.11.2010 in Moçambique para todos
Nota: confira os dados neste link: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Brasil
Monday, 8 November 2010
Revela PNUD
Moçambique e Brasil vão bem, obrigado!

EM final de mandato como presidente do Brasil, Lula da Silva chega esta noite a Maputo para mais uma visita de trabalho a Moçambique, a terceira que realiza naquela qualidade. E desta vez, vem avaliar o que os dois países conseguiram fazer, de concreto, no domínio da cooperação bilateral, com enfoque para as áreas da Saúde, Educação e Agricultura. O seu embaixador em Moçambique, António Sousa e Silva, avança com uma avaliação preliminar desse exercício, neste exclusivo concedido, a-propósito, ao matutino “Notícias”.
Para mais detalhes por favor clique aqui
Maputo, Segunda-Feira, 8 de Novembro de 2010:: Notícias
CEM News Summary, November 08, 2010-Subscribe
POLITICS
In Qatar: Mozambique wants to add value to gas
President Armando Guebuza, who yesterday began an official two day visit to Qatar at the invitation of Emir Bin Al-Thani. He said that Mozambique intends to learn from the experience Qatar particularly the operation of natural gas, so that more citizens can benefit from this national resource. Speaking at a meeting with the Mozambican community in Doha and later with national entrepreneurs and Qatari’s, the Head of State also indicated that the aim of Government is to attract the interest of local economic and financial operators in areas such as reconstruction and building of infrastructure, agriculture, particular focus on the area of seeds, as well as in tourism, training and tables and water. (Noticias. November 8, 2010 - http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/1122008)
Across the country: MAE identifies 10 new districts
More than 10 new districts have been identified in the country. The Ministry of State Administration (MAE) has already proposed 10 new districts administrative division with the aim of bringing more and more basic services to the citizens. According to the minister's portfolio Carmelita Namashulua, who spoke to reporters at the end of the sixteenth Coordinating Council which was held in Dondo at Sofala Province ,In addition to 10 new districts which were identified by the new administrative posts that will be created in the country. Namashulue said that her staff is refining the proposals with the respective arguments, the parameters within which this will occur, as well as other related procedures. (Noticias. November 8, 2010 - http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/1122107)
Navigability of the rivers Zambezi and Shire: Mozambique warns Malawi
The Minister of Defence, Filipe Nyusi has warned Malawi government not return and navigate Zambezi and Shire rivers without permission. The warning came during a meeting of Defence and Security between the two countries, which ended late on Friday in Lilongwe, the capital of Malawi. The warning comes after Malawi decided unilaterally to test the navigability of these rivers, without feasibility study for this purpose. Remember that, on 22 October, two Malawian boats were seized in Marromeu (Sofala province) sailing to the river port of Nsanje. (Http://www.radiomocambique.com/rm/noticias/anmviewer.asp?a=5869&z=103
City of Tete creates Police
The Tete Municipal Council has just created a police unit, this in compliance with the provisions of the Code of Local Government postures. The police force will serve as an instrument of power in conjunction with the Police of the Republic of Mozambique (PRM) and other bodies of Defence and Security.This was created to ensure order, peace and security in this municipality. Cesar de Carvalho, Mayor of Tete said the city requires the presence of the Municipal Police to respond to citizens' needs, as well as the free movement of its goods. (Noticias. November 8, 2010 - http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/1122115)
ECONOMICS AND DEVELOPMENT
There is excessive cutting wood in the Country
There is excessive exploitation of wood particularly in species such as the Mondzo, Messassa, Jambire and Chanfuta. They constitute 58 percent of runoff volume, which already exceeds 100 percent of the annual number of wood to be cut. These species are threat and it may be difficult to sustain them in the future. An audit carried out by agricultural sector suggests that the pressure is even greater if we consider the exploration for energy purposes. The allowable annual cut (AAC) expresses the capacity of a forest which can be extracted without harm to its repayment capacity. (Http://www.tvm.co.mz/index.php?option=com_content&task=view&id=6942&Itemid=77)
Riversdale Mining to match the schedule of coal projects in Mozambique
The Australian mining company Riversdale Mining has assured the government , that the timetable for projects to exploit coal in Benga and Zambezi in Tete province will be fulfilled. Benga mineral extraction should occur within months, and exports through the port of Beira, will be held late next year. The previous schedule was suppose to the start in 2011, but in order to respond to the demand for coal in international market, the owners of the project found themselves fast track the program. In the report of activities referring to 2010, Riversdale believes that its two projects in Mozambique have throughout this year been a decisive step towards its realization, promising new developments soon. (Http://www.macauhub.com.mo/pt/news.php?ID=10432)
African countries unite to face the challenge of expanding supply of electricity
Ministers, experts and investors from across Africa met for the first time to discuss alternative energy generation and distribution on the continent. The five days meeting, was held through lectures and seminars. On the agenda for ministers was a continental policy such as the implementing of the Petroleum Fund. In addition discussions on studies relating to alternative energy production (especially solar), was among other initiatives. Participants are to prepare and create a unique mechanism of monitoring and communication between countries. Companies have space to do business and disseminate experiences and strategies to increase access to electric light in an environment of climate change. In addition to the Mozambican government, the event was supported by the African Development Bank, the Economic Commission for Africa of the United Nations and the African Union. (Http://www.radiomocambique.com/rm/noticias/anmviewer.asp?a=5878&z=103)
PUBLIC HEALTH AND ENVIRONMENT
Atmospheric phenomena devastate 230 000 hectares
At least 230 000 hectares of diverse food crops will be destroyed in the 2010/2011 season as a result of the expected drought, floods and cyclones in the country. According to the prognosis advanced in this direction by the Technical Committee of the Contingency Plan for that effect. Indeed, it is expected that a total of 138,597 hectares will be destroyed by drought, 38,612 hectares by floods and 52,643 hectares by cyclones. In a recent projection made by the National Institute of Disaster Management (INGC) to the Members of the Council of Ministers, a thorough analysis of the pattern of precipitation recorded in the 2009-2010 rainy season associated with current and historical data to forecast seasonal prevailing climate were made. (Noticias. November 8, 2010 - http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/1122118)
HUMAN RIGHTS AND LEGAL AFFAIRS
Killer of the Director of the Order dies in Maputo
Self confessed killer Samuel Januario Nhare,this is the man who killed Director of Order in Maputo also known as Samito ,died yesterday at dawn. Samito had been tried and sentenced to imprisonment. He lost his life in Prison in the Capital city, where he was being held since he was sentenced. However, without specifying the nature of the disease, the authorized officers said that Samito has been sick for a long time. According to the same sources, the Police have requested an autopsy to the Office of Legal Medicine, in order to clarify his death, and the results will be known later this week. (Noticias. November 8, 2010 - http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/1122126)
Write a letter!
Dear Activist,
Bedouin blogger, Musaad Sulimaan Hassan Hussein, of Egypt was held in detention without trial for almost three years over protests against the demolition of thousands of homes in the Sinai Peninsula. In December 2009, during Amnesty International's annual event called the letter-writing marathon, members from around the world wrote thousands of letters to the Egyptian authorities demanding his release. He was freed in July 2010 and upon his release he said, "Your messages gave me a sense of solidarity."
What is the letter-writing marathon?
The letter-writing marathon is held between 4th and 14th December every year, for Human Rights Day (10th December). Hundreds of thousands of Amnesty International supporters get together to write letters in solidarity with people or communities whose rights have been violated. Last year, we sent as many as 733,120 letters and online signatures for individuals at risk. As in the case of Musaad Sulimaan Hassan Hussein, international pressure can make a difference. Last year, we organised letter-writing events in 50 countries and we want to make this year's event even bigger.
Bedouin blogger Musaad Suliman Hassan Hussein was freed in July 2010 after three years in detention.
How you can get involved
We are looking for event organisers who can get together a group of people anytime between 4th and 14th December to write letters and demand that the rights of selected individuals are respected, protected and fulfilled.
What you need to do
If you are interested in organising a letter-writing event anytime between 4th and 14th December, please send us a short note on why you would like to get involved, your event plan, your address and contact details.
Please email this information to online.communities@amnesty.org with "letter-writing marathon" in your subject line.
The deadline to respond is 1 November 2010.
You can change people's lives! Stay tuned for future emails about the letter-writing marathon.
Yours Sincerely,
Online Communities Team
Alaphia, Buddha, Jennifer and Jeremy
Find us on Twitter and Facebook at the Activism Centre.
Amnesty International
International Secretariat
1 Easton Street
London, WC1X 0DW
United Kingdom
www.amnesty.org
Convite do Centro de Integridade Pública (CIP)
Caros,
O Centro de Integridade Pública (CIP) convida a todas as pessoas
interessadas a comparecerem no lançamento do relatório de monitoria da
mineração, intitulado “Questões à volta da mineração em Moçambique –
relatório de monitoria das actividades mineiras em Moma, Moatize, Manica e
Sussundenga”.
Depois do lançamento, a versão pdf do relatório estará disponível no website
do CIP
www.cip.org.mz e será também distribuída por email, a título gratuito.
Ver convite e programa em anexo
Melhores cumprimentos
CENTRO DE INTEGRIDADE PÚBLICA
CENTER FOR PUBLIC INTEGRITY
Boa Governação-Transparência-Integridade
Good Governance-Transparency-Integrity
Rua Frente de Libertação de Moçambique (ex-Pereira do Lago), 354, r/c.
Tel: 00 258 21 492335
Fax:00 258 21 492340
Mobile: (+258) 82 3016391
Caixa Postal:3266
Maputo-MOCAMBIQUE
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Caros,
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interessadas a comparecerem no lançamento do relatório de monitoria da
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relatório de monitoria das actividades mineiras em Moma, Moatize, Manica e
Sussundenga”.
Depois do lançamento, a versão pdf do relatório estará disponível no website
do CIP
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Ver convite e programa em anexo
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Maputo-MOCAMBIQUE
A opiniao de PC Mapengo
História da Vida Privada
As vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo
passa... e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas
pequenas demais para torná-los reais!
Bob Marley
Ao velho General
Matola, 4 de Novembro de 2009
Meu velho general,
Desta minha Matola onde Basílio Muhate e Milton Machel, sem compreenderem como nós os dois que é bom criar trincheiras, dizem que fico a me fantasmagorizar, te escrevo esta carta de quem nunca percebeu para quê servem as armas, muito menos as guerras.
Mas há tanta coisa que eu não percebo meu general. Por exemplo como é que não consegues compreender que o jogo acabou mesmo depois do apito final.
Quando falo do jogo me recordo de uma entrevista que deste na TVM, há anos para o programa “Estamos Juntos”, penso que era esse, de Emílio Manhique onde falavas do teu amor pelo futebol e que não gostavas por nada de perder.
Me disseram que também és do Ferroviário, General. Penso que agora que mudaste a capital para Nampula dificilmente irás ao Estádio da Machava. Eu também não iria General, aliás, também não vou apesar do Estádio estar no quintal da minha casa.
Mas o senhor tem outras razões para não se dirigir a Machava. Não se pode trocar Nampula pela Machava.
Olha General, eu percebo a tua vontade de mudar a capital para Nampula. Eu também se tivesse o mesmo poder que o senhor o faria. Não quero acreditar que seja por razões políticas. Há coisas mais importante que política. A minha amiga Ani, romântica como ela sempre foi diria mesmo que há coisas mais importantes que política e dinheiro e nós os dois sabemos o que é.
Se meu amigo Egídio Vaz, um ilustre bicho político, viesse me dizer que a política está em tudo, ficaríamos logo com a certeza que ele nunca foi a Nampula com espírito de um verdadeiro cavalheiro.
Em Nampula aprende-se a saborear com os olhos o mais puro da beleza sensual. É só te pendurares num dos postes das velhas ruínas da Ilha de Moçambique para te deliciares com a sensualidade da dança de um feminino corpo macua, como as senhoras do grupo Estrela Vermelha. Sabe general que sempre que olho para aquelas mulheres dançar com toda aquela levaza chego a pensar que elas controlam o tempo?
Sim, lá se controla o tempo. Pelo menos elas controlam o tempo, elas ditam as regras e tu te apaixonas, soltas o verbo e pensas que caçaste quando não passas de uma presa.
Penso que um homem honesto e de uma boa família, isto só para não dizer bem-educado, não pode ir a Nampula casado. Em Nampula não se vai casado casa-se lá.
Voltando aquela entrevista, General, eu percebo hoje o porquê da promessa de pôr o país a “arder chama”.
Mas no lugar de olhar para o que os outros fizeram para que o senhor não ganhasse estas eleições, porquê não prestar atenção àquilo que o General fez para perder.
Penso General que o senhor não se apercebeu que uma luta política não se ganha com as mesmas estratégias de guerrilha. Penso que se esqueceu de se desmobilizar. Se esqueceu da famosa frase de “um homem válido na guerra é inválido na paz.”
O senhor conseguiu manter-se líder. Mas faltou dar sustento a essa figura de “líder” que sempre ostentou.
Repetiu a ideia de ser mais jovem e mais bonito como se eleições fossem concursos de beleza e porte físico.
Nos 45 dias de campanha eleitoral, meu General, o senhor fez um clássico passeio pela zona norte, só para não dizer Nampula, deixando poucas horas para sul. A sua explicação na entrevista da RDP – África foi de que sul representa 22% da capacidade eleitoral.
General, nunca ouviu os economistas dizerem “cuidado com os pequenos furos porque fazem grandes rombos”?
Não General, acho que a sua estratégia, pode até ter sido boa em termos militares mas politicamente não funciona. Não funcionou General!
A prova disso são os discursos agressivos que o senhor faz e os seus acólitos, Banrarano e Ivone Soares fazem eco.
Mas como o senhor mesmo diz, esses são miúdos. Me preocupa mais o que o senhor como líder diz.
Repetiu várias vezes que era pai da Democracia. Não se preocupou por essa menina “Democracia” nascesse de uma mãe incógnita. Teve todas as oportunidades para a abortar mas preferiu deixa-la crescer para a assassinar agora.
É general, vê que isso não faz sentido?
O senhor diz que ainda tem idade para se candidatar. Acredita que um dia será Presidente desta República como o foi Lula da Silva. Para mim o General está mais próximo Jean-Marie Le Pen.
Sei que não tenho direito de me meter na vida do seu partido, mas acho que é hora exacta para sair de mansinho e irmos sentar na nossa nova capital apreciar o que de mais belo há lá.
Aquele abraço
PC Mapengo
Canal de Poesia: por Eduardo White
Aos que ainda acreditam que o mundo também se faz com poetas
Maputo (Canalmoz) - Tenho um absinto nas janelas do medo. Um ópio fulgurante que me trespassa com os meus próprios dedos.
Não sei da escrita.
Presumo, igualmente, que também ela nada saiba de mim.
Leio pouco. Leio pouco porque perdi o exercício de ler, de abrir os estores das palavras, as persianas dos inusitados versos. Agora, tão somente, redijo, coisas obscuras, pensamentos em despropósitos lugares, vulgares, inócuos. Insentidos porque não consigo descobrir-lhes sentido algum.
Sei disto, com a justa ignorância que me cabe e que mascarei em todos os livros que admiti fossem e não são, nem foram e irremediavelmente nunca serão livros.
Apenas uma leve e ingénua pretensão àquilo.
Digo-vos, muito embora mo custe tanto dizê-lo: O que escrevi nunca se escreveu a si mesmo. São, apenas, rasgos de insubtilezas que quis subtis e perante os quais nem se quer fui digno de os merecer feliz. Tudo se tornou pequenas e banais idades, descomeços sem princípios, fins a que nada ousei voltar.
Partidas sem ter ido. Regressos sem a coragem de retornar.
Revejo-me pensando imensamente nisto. Tão imensamente que já vaguei a seriedade com que o deveria estar fazendo.
Mas, anoto: muita gente pensa no que faz tão pouco. E isso, de algum modo, transporta-me a um desmedido e anotável conforto. Egoísta como são todos os confortos.
O meu não seria pior, mas melhor.
Melhor porque é melhor que não seja este fracasso tão pessoal e intransmissível. Tão identitário. Tão tributário.
Não tenho cabeças, nem mãos para pensar de outra maneira. Aliás, duvido que haja em mim capacidade para fazê-lo ou sobreviva, férrea, certa vontade para acreditar que o faça. Não há rostos inteiros e serenos que mascarem tamanho fracasso, nem palhaço algum que o carnavalesque.
Guardo, tal como a vida, as mãos atadas ao coração, sem cabeça que o sirva, nem pálpebras, nem secretas rugas, nem desmesuradas expressões ali esquecidas. Sou o alvo do que ouso redigir. Sou o espelho do lado interior dessa face. Crónica extensa, malapaixonada, lenda súbita e incerta quando perscrutada.
Todas as noites röo as unhas a esta disfunção: não ter casa na minha própria escrita. E deambulo nela, como consequência do que se ocasiona desabitável nesta desavença. Têm noites em que me apetece lá voltar. Escolher a maturidade do desistir. Outras, em que simulo a móvel barulheira de as pernoitar.
A escrita desassossega-me.
A escrita desassossega-se.
Morre-se na descompressão. Não embalo visões que o evitem. Não tenho pulmões que o resignem.
Natalíciamente o pai natal é uma sombra desmaiada, um carnívoro e capitalizável engodo.
Para mim, é claro.
Para mim que criar é um fim de tarde, é uma parede sonâmbula a movimentar-se.
E pergunto:
Que alegria tem-me visto nas feridas dolorosas a que resisto? Que sangue a sinaliza? E calo-me gritado e ouço-me nesse duvidoso lugar onde ali é, então, a memória que progride, a memória que se enquista, na certeza adolescida, na ansiedade desfalecida pelo fogo das feridas, pela dor escurecida de um poeta acidental na morada acidentada da sua própria escrita.
Assim seja um feliz final para a poesia que me esquiva e uma história embebedada na ternura da sua película.
Com apreço.
(Eduardo White)
Aos que ainda acreditam que o mundo também se faz com poetas
Maputo (Canalmoz) - Tenho um absinto nas janelas do medo. Um ópio fulgurante que me trespassa com os meus próprios dedos.
Não sei da escrita.
Presumo, igualmente, que também ela nada saiba de mim.
Leio pouco. Leio pouco porque perdi o exercício de ler, de abrir os estores das palavras, as persianas dos inusitados versos. Agora, tão somente, redijo, coisas obscuras, pensamentos em despropósitos lugares, vulgares, inócuos. Insentidos porque não consigo descobrir-lhes sentido algum.
Sei disto, com a justa ignorância que me cabe e que mascarei em todos os livros que admiti fossem e não são, nem foram e irremediavelmente nunca serão livros.
Apenas uma leve e ingénua pretensão àquilo.
Digo-vos, muito embora mo custe tanto dizê-lo: O que escrevi nunca se escreveu a si mesmo. São, apenas, rasgos de insubtilezas que quis subtis e perante os quais nem se quer fui digno de os merecer feliz. Tudo se tornou pequenas e banais idades, descomeços sem princípios, fins a que nada ousei voltar.
Partidas sem ter ido. Regressos sem a coragem de retornar.
Revejo-me pensando imensamente nisto. Tão imensamente que já vaguei a seriedade com que o deveria estar fazendo.
Mas, anoto: muita gente pensa no que faz tão pouco. E isso, de algum modo, transporta-me a um desmedido e anotável conforto. Egoísta como são todos os confortos.
O meu não seria pior, mas melhor.
Melhor porque é melhor que não seja este fracasso tão pessoal e intransmissível. Tão identitário. Tão tributário.
Não tenho cabeças, nem mãos para pensar de outra maneira. Aliás, duvido que haja em mim capacidade para fazê-lo ou sobreviva, férrea, certa vontade para acreditar que o faça. Não há rostos inteiros e serenos que mascarem tamanho fracasso, nem palhaço algum que o carnavalesque.
Guardo, tal como a vida, as mãos atadas ao coração, sem cabeça que o sirva, nem pálpebras, nem secretas rugas, nem desmesuradas expressões ali esquecidas. Sou o alvo do que ouso redigir. Sou o espelho do lado interior dessa face. Crónica extensa, malapaixonada, lenda súbita e incerta quando perscrutada.
Todas as noites röo as unhas a esta disfunção: não ter casa na minha própria escrita. E deambulo nela, como consequência do que se ocasiona desabitável nesta desavença. Têm noites em que me apetece lá voltar. Escolher a maturidade do desistir. Outras, em que simulo a móvel barulheira de as pernoitar.
A escrita desassossega-me.
A escrita desassossega-se.
Morre-se na descompressão. Não embalo visões que o evitem. Não tenho pulmões que o resignem.
Natalíciamente o pai natal é uma sombra desmaiada, um carnívoro e capitalizável engodo.
Para mim, é claro.
Para mim que criar é um fim de tarde, é uma parede sonâmbula a movimentar-se.
E pergunto:
Que alegria tem-me visto nas feridas dolorosas a que resisto? Que sangue a sinaliza? E calo-me gritado e ouço-me nesse duvidoso lugar onde ali é, então, a memória que progride, a memória que se enquista, na certeza adolescida, na ansiedade desfalecida pelo fogo das feridas, pela dor escurecida de um poeta acidental na morada acidentada da sua própria escrita.
Assim seja um feliz final para a poesia que me esquiva e uma história embebedada na ternura da sua película.
Com apreço.
(Eduardo White)
Mozambique, Yoga and the Cops

by Natalie Dixon
November 5th, 2010
Don’t make things complicative,”says thinny. And there’s the thing.
Things are already complicated as we find ourselves on a side street in Maputo negotiating with the thin cop and his fat cop friend who want a bribe.
We’d been told by our Swedish friends who live and work in Maputo that the cops will definitely stop us and in the words of Swedish Anna they will, “take ze money from yoo”.
Thinny had my licence and he refused to let me pay the fine at the police station and so there we were, arguing on the side of the road about our misdemeanor.
Admittedly we drove down a one way. In the wrong direction. But it was only 50 metres. By this stage we were already drawing a crowd. Taxis were stopping to watch us, pedestrians were pointing.
Why not get a taste of Mozambique here
Eventually after a two–hour Maputo baptism of fire, exasperated thinny gave my driver’s licence back and we could escape to the most expensive scone and Earl Grey tea of our lives at the Polana Hotel.
By this stage we’d been in Mozambique for three weeks so we could no longer claim to be surprised at the cost of food or how notoriously corrupt the cops were. I’ve recently verified that a good evening meal in an upmarket restaurant in Buenos Aires costs less than a burger and chips in some restaurants in Mozambique.
Maputo was the final stop on our trip – we’d been on a yoga retreat in Tofo, whichis a busy little tourist town about 500kms north of the capital.
Let’s just say upfront that the heat in Mozambique in December is indescribable.
Which is great for yoga, but crap for anything else – like, sleeping. We nicknamed our bungalow in Tofo “the furnace”. Do yoga in that heat for three hours a day and you feel like a life-size lotus within minutes. You can bend and twist into any pose – rock star yogini stuff.
And there’s the other thing.
Websites and tour operators tell you that driving a regular car north of Maputo is doable. What they really mean is, if you have nerves of steel it’s doable.
And if you don’t mind navigating post-apocalyptic-like pot holes it’s doable. If you don’t have a care in the world for getting on your hands and knees and digging your tyres out of the sand then it’s doable.
The drive to Tofo is only the opening chapter to the extreme nature of Mozambique.
It’s extremely hot and extremely beautiful. It’s extremely neglected and extremely charming. People are extremely gentle and extremely poor (according to the Department for International Development nearly half of the population of sub Saharan Africa live on less than $1 a day).
Street vendors in towns like Inharrime and Xai Xai sell anything. From oversized mangoes to avocadoes, wicked peri-peri sauce, cashew nuts and pineapples.
In fact, markets in these towns on the EN1 cater for any eventuality.
I saw washing machines, salad spinners, blankets (why?) and chests of drawers. Imagine you’d driven up from Joburg with the family for a holiday near Xai Xai and forgotten, say, the dog kennel. No problem.
Tofo beaches (and sunsets) are exquisite, gentle, melting.
Fishermen diligently wade through the waves with bright green nets making their last catch for the day. Locals at the market prepare chicken satays and fresh prego rolls for sale.
Ramshackle boathouses and outbuildings cobble together a front row of beach accommodation taken up by locals, Portuguese tourists, a truck load of Scandinavians and a fair share of South Africans.
Ever since the BBC covered Tofo the price of a beer has shot up, but a good peri-peri chicken and rice with a cold Laurentina at Hotel Tofo is the most idyllic lunch.
Kick back, or take a swim afterwards – the sea is that close.
Casa de Comer serves up hearty Mozambiquan-style breakfasts served with incredibly delicious local pão (bread). Head on over to the market for fresh prawns or clams and you can cook at home.
If anything, you’ll suffer from option paralysis on the food front.
When it comes to bread, it’s worth mentioning that Tofo’s Bread Shack is owned by a softly spoken Zimbabwean pastry chef called Succeed. He supplies most of the tourists, locals and the resorts in the area with bread, donuts and even a chicken bunny chow if you’re that brave.
He trained in Zim, then worked in Beijing and came back for a stint in Botswana that didn’t end well before landing in this tiny shack baking the best loaves in Tofo.
But, getting back to thinny and fatty in Maputo.
They weren’t going to ruin a perfectly good 48-hour stopover in Maputo. So once we’d figured out that taxis and walking were the best ways to get around, we saw the city.
Pancho Guedes is the most famous local modernist architect to come out of Moz and his buildings are the highlight of Maputo. They rise out of the dilapidated and sometimes-abandoned and decrepit city structures (some buildings have been condemned).
A local architect gave an insider’s run of the city. From the renowned fabric store, Casa Elephant (opposite the central market), to a drive by of the train station designed by Eiffel and on to the National Museum of Art, which is definitely worth a visit. Later on we headed off to Club Naval - a pool club and restaurant where locals frolic in the pool and sip long, cool, drinks).
The day wasn’t without its tribulations – potholes in Maputo aren’t the same as your garden-variety pothole in Joburg or Cape Town. Hitting one is devastating. Your shock absorbers will never be the same again.
So one tyre change later and we were at a Serra Da Estrela Restaurante enjoying a traditional Portuguese five-course meal. Think tasty bacalhau (cod) fish cakes, fresh sardines, chouriço sausage, and stews finished off with a perfectly placed fado singer. Fado never ends well. It’s like a car crash of a song unfolding in front of your eyes.
It’s sad and pining, but in a truly beautiful way.
At midnight we headed out to Rua de Arte where locals and embassy types were tripping out of bars and into the street to the sounds of a local marimba band. No roof, just the night sky, heady conversations and five million stars guarding the city.
Details of yoga retreats are available at yogawarrior.co.za or halogaia.com.
Total 10-day yoga retreat cost (including accommodation, yoga instruction, dinner and breakfast) was R4 700.
Nobel Peace Laureates' Summit: Inspiration From Hiroshima
The following editorial by GSI President Jonathan Granoff appeared on the front page of the Huffington Post, November 5, 2010. Mr. Granoff serves as a Senior Adviser to the Nobel Laureate Secretariat.
The 11th World Summit of Nobel Peace Laureates will meet in Hiroshima, Japan, on November 12-14, and the Laureates, including President Mikhail Gorbachev and the Dalai Lama, are asking US President Barack Obama -- the 2009 Nobel recipient -- to join them.
The 2010 Laureate Liu Xiaobo of China is in prison, and another Laureate, Burmese pro-democracy leader Aung San Suu Kyi is under house arrest. The Laureates are issuing strong statement urging governments to free them.
In their letter of invitation, the Nobel Peace Laureates called upon President Obama to use the symbolism of Hiroshima to emphasis the call he expressed in his speech of April 2009 in Prague on the necessity of dismantling the remaining nuclear arsenals. The President's speech described "a realistic and practical approach" -- wrote the five Nobel Peace Prize winners* -- "to the complex challenge of building a world free of nuclear weapons." President Obama also received a letter of invitation from Tadatoshi Akiba, Mayor of Hiroshima.
The summit, organized by the Permanent Secretariat of Nobel Peace Laureates Summits and the City of Hiroshima, will meet under the theme "The Legacy of Hiroshima: a World Without Nuclear Weapons." The objective of nuclear disarmament is a complex and formidable challenge for which all attending Laureates will call on the international community to take immediate action. The Summit will issue a Final Declaration to inspire greater support for the ongoing international practical efforts to finally achieve, in this 21st century, the elimination of the nuclear threat.
akiba
Hiroshima Mayor Tadatoshi Akiba with Nobel Laureate Mairead Corrigan Maguire, at the 2006 Nobel Laureate Summit in Rome
Twenty-thousand nuclear weapons held by a handful of nations remain poised over humanity and present an ongoing threat to everything we hold dear, stimulate dangerous proliferation and the possibility of their acquisition by terrorists. Thus there is an urgent necessity for all leaders to downgrade the political currency of nuclear weapons, pledge never to use them, and commence a process leading to negotiations on their elimination. I will have the honor of speaking at the summit.
The United Nations, its Secretaries-General, and its agencies have been awarded numerous Nobel Peace Prizes. UN Secretary-General Ban Ki-moon has made nuclear disarmament and non-proliferation one of his signature issues. "Disarmament and non-proliferation are essential across the board, not simply for international peace and security," Mr. Ban said in September, "They can foster confidence among nations and strengthen regional and international stability. They are critical in realizing our common vision of a better world for all. This is why revitalizing momentum on disarmament and non-proliferation has been among my key priorities since I took office."
President Gorbachev and Jonathan Granoff at the 2009 Nobel Summit in Berlin
"Militarism, the painful legacy of the twentieth century," said President Gorbachev, "which in the past repeatedly brought our planet to the brink of disaster, must be forever relegated to the past, while the principle of peaceful settlement of disputes must become the imperative norm of international relations."
The Nobel Laureates' Summit will take place at the same time as the G-20 Summit in Seoul and the Asian-Pacific Economic Cooperation Summit in Yokohama, and thus President Obama will be in the region. If he attends the Summit, he would be the first sitting US President to visit the city that was the victim of the first atomic bomb.
Twenty-five individual and Laureate organization will attend. In addition to President Gorbachev and the Dalai Lama, attendees include President Lech Walesa, ex-leader of Solidarity and former President of Poland; Former South African President Willem De Klerk; Northern Irish peace activist Mairead Corrigan Maguire; Iranian human rights campaigner Shirin Ebadi; and US activist Jody Williams, one of the leaders of the international campaign to ban landmines. Representatives from Laureate organizations including the United Nations, Amnesty International, the International Panel on Climate Change, UNICEF, and the Red Cross.
The Laureates will also present their annual Peace Summit Award to an international personality who has dedicated his or her life to the protection and enforcement of human rights. Previous recipients include Bono, George Clooney and Don Cheadle, and Bob Geldof. The 2010 awardee will be announced next week.
Mr. Enzo Cursio, the Vice-President of the Permanent Secretariat of the Nobel Peace Laureates Summits noted, "In addition to granting an award to a public personality, this year the Nobel Peace Laureates are doing something unique by giving special recognition to the atomic bomb survivors of Hiroshima and Nagasaki, also known as Hibakusha. Their suffering and stories deserve heightened public awareness." Mrs. Ekaterina Zagladina, the President of the Permanent Secretariat of Nobel Peace Laureates Summits added that the Hibakusha "have for decades devoted their lives to ensuring that nuclear weapons are never used again. Their psychological and physical suffering have not been adequately recognized by the world. They are a powerful reminder that the use of these weapons of massive destruction and indiscriminate impact represent an affront to our common humanity and a threat to every living being on earth. These atomic bomb survivors are witnesses telling the jury of public conscience that inhumane weapons must never again be used by or against anyone."
* President Gorbachev and four other former Heads of State and Nobel Peace Laureates: Fredrik Willem De Klerk, Lech Walesa, Jose Ramos-Horta, and Oscar Arias Sanchez.
» Website of the Nobel Laureate Summit Secretariat
» Photo gallery from 2009 Summit
» Read "The Rome Declaration" of Nobel Laureates, calling for a world without nuclear weapons
Dear Friends
The Forum will have delegates attending the forthcoming 48^th Session of the African Commission on Human and Peoples’ Rights (ACHPR), and the preceding NGO Forum, taking place in Banjul, the Gambia from 10-24 November. We will keep you uptodate with developments as they occur. For more information about the Session please go to the following link: _http://www.achpr.org/english/other/Agenda/Agenda%2048th%20OS.pdf_
Statements/reports on Zimbabwe from our member organisations in recent days include the following items:
The Zimbabwe Human Rights Association (ZimRights) issued two items in the past few days:
The first Newflash dated 4.11.2010, attached below, reports on the intimidation Makoni North residents are facing and the fact that individuals are being forced to state that what they had said during COPAC meetings was wrong.
An earlier Newsflash (attached) of 3.11.2010 talks about the positive results of their advocacy work for increased wages for farm workers'.
On 04.11.2010, The Student Solidarity Trust (SST) issued the attached 'Solid Alert' reporting on the remand of student activist, Patrick Danga, and expressing their concern over the decay of the justice delivery system in Zimbabwe.
The Media Monitoring Project Zimbabwe (MMPZ) issued the attached Weekly Media Review 2010-42 covering October 25-31..10.2010. A significantissue mentioned is the use of the state media as a platform to promote ZANU PF policies to the exclusion of their coalition partners. It also discusses a conference held by the President to garner the support of traditional leaders; the selective coverage of the disruption of 52 already delayed outreach meetings in Harare and the continued upward trend of human rights violations.
Transparency International Zimbabwe (TI-Z) issued the attached press release on 27.10.2010 highlighting the fact that out of 178 countries studied Zimbabwe is ranked 134 in the Corruption Perception Index (CPI). The press release calls on the inclusive government to formulate and implement a plan to combat corruption to allow for the economic recovery of the country.
Other recent statements/reports from civil society organisations and international bodies include the following items:
On 4.11.2010 the United Nations Development Programme (UNDP) released their '2010 Human Development Report' indicating that most developing countries have made progress in the last 40 years. However, in this study of the 169 countries, Zimbabwe was ranked at the very bottom of the the Human Development Index. For more details and the full report go to: _http://content.undp.org/go/newsroom/2010/november/undp-launches-2010-human-development-report-analysing-long-term-development-trends.en_
Today (5.11.2010) Global Witness commented on the Kimberley Process (KP) annual plenary meeting that has just taken place in Jerusalem. Noting that the meeting ended without an agreement on Marange, the KP Civil Society Coalition are calling for an agreement to be reached between the KP and Zimbabwe. Further information about this can be found on the Global Witness website at: _http://www.globalwitness.org/library/conflict-diamond-scheme-must-resolve-zimbabwe-impasse_.
Following the just ended meeting in Israel of the Kimberly Process, Zimbabwe Europe Network and Zimbabwe Watch will host a free public meeting at Leiden in the Netherlands on Zimbabwe's blood diamonds entitled 'Diamonds are Mugabe's New Best Friend'. The meeting will feature Zimbabwean researcher Shamiso Mtisi, the Local Focal Point Co-ordinator, who will have come direct from attending the Plenary meeting. The meeting will take place on 8.11.2010 at 19.00 in the Faculty of Social Science, room 1A20 (Pieter de la Court building)Wassenaarseweg 52, Leiden (close to Leiden Central Station) Further information about the meeting can be accessed via the following link: http://www.zimbabwewatch.org/eng/Nieuws/2010/ZW-Debat-Diamonds-are-Mugabe-s-new-bestfriend
The agenda for the meeting can be accessed via _http://www.zimbabwewatch.org/eng/Agenda_
On 5.11.2010 the Centre for Research and Development (CRD) issued the attached Press Statement welcoming the investigation into the circumstances around the awarding of a diamond mining licence to Canadilie Miners in 2009; and calling for a serious commitment to transparency and accountability in the diamond sector in Zimbabwe.
The attached Communique of 1.11.2010 from the Ecumenical Zimbabwe Network (EZN) outlines a meeting held on 21-22 October 2010. With the announcement of elections to be held next year a central concerns were the increasing political violence, human rights violations and tensions within the Inclusive Government.
Action for Southern Africa (ACTSA) published their Zimbabwe Update October 2010. This can be accessed via the link below:
_http://www.actsa.org/Pictures/UpImages/Zimbabwe%20Update%20October%202010.pdf_
On 4.11.2010 UN announced that Juan Mendez of Argentina had been elected as the new Special Rapporteur on torture, or other cruel, inhuman or degrading treatment or punishment. For more details please see the following link: http://www.un.org/apps/news/story.asp?NewsID=36661&Cr=torture&Cr1
Convite para Palestra
O CAPJ (Centro de Atendimento e Práticas Jurídicas) da Universidade Politécnica , numa iniciativa conjunta com o IPAJ, informa que:
O Defensor Público Geral da República Federativa do Brasil, Dr. José Rómulo Plácido Sales e a sua comitiva, irá efectuar uma visita de trabalho ao nosso País, no âmbito do estreitamento dos laços de cooperação já existentes entre o Brasil e Moçambique na área de assistência jurídica e judiciaria aos cidadãos economicamente desfavorecidos e áreas afins.
Nesse sentido o Dr. José Rómulo Plácido Sales honrará os nossos estudantes, docentes e demais interessados com uma palestra subordinada ao tema: O Papel da Assistência Jurídica e Judiciária na Consolidação do Estado de Direito Democrático: A experiência brasileira.
Na certeza que será um tema que interessará os estudantes e docentes de Direito, e demais interessados, vimos por este meio convidá-lo(a) a estar presente no Anfiteatro da Universidade Politécnica, no dia 9 de Novembro, pelas 16h.
Este será um momento único de partilha de experiência e aprendizagem!
Queira encontrar em anexo o nosso cartaz.
Contamos com a sua participação!
A equipa do CAPJ – Centro de Assistência e Práticas Jurídicas
A equipa do DIRPI – Departamento de Informação, Relações Públicas e Imagem
Friday, 5 November 2010
CEMO News Summary, November 05, 2010
POLITICS
Guebuza criticised violence and calls for more respect for women
President Armando Guebuza in Maputo yesterday criticised the violence against women. He urged all Mozambicans to respect and be more involved in social activities. Guebuza, who was speaking at the opening ceremony of the second national conference on women and gender, said that cases of violence against women as they begin to be frequent and heinous acts are reprehensible. Guebuza says that women have an important role in the society, that is prevention and promotion of values, family education, and therefore of society as well as in the production of wealth and building an ever better for everyone. He also argued that there is no respect for human rights without women's rights. (Http://www.radiomocambique.com/rm/noticias/anmviewer.asp?a=5850&z=100)
Lula comes without Dilma
The president of Brazil, Lula da Silva is expected to visit next Monday in Maputo for a working visit of two days, but will not come with the newly elected successor Dilma Rousseff. According to information previously conveyed by the Mozambican media, citing Brazilian government sources. This information was provided yesterday by the country's ambassador, Antonio Sousa e Silva. (Noticias. November 5, 2010 - http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/1120479)
PETROMOC denies allegations of Malawi
PETROMOC Managing Director Nuno de Oliveira denies new allegations by Malawi, about the fuel crisis that is taking place in that country, which Malawi claims it has to do with operational problems of the company. PETROMOC reiterates that has been providing fuel to Malawi through its facilities in Nacala in addition to complying fully and scrupulously with the supplies of the amounts requested by the neighbouring state. (Noticias. November 5, 2010 - http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/1120481)
ECONOMICS AND DEVELOPMENT
Mozambique in 126th position of the "Doing Business 2011": The country still needs improvements in trade facilitation
Mozambique was ranked 126th position in “Doing Business 2011”, a list that includes 183 countries worldwide. This is an improvement compared to last year as the country has moved four places higher. Thanks to improved business environment in the country, according to rankings published yesterday in Washington. The document discusses the regulations that are applied to businesses in an economy during its life cycle, including starting a business, trade, payment of taxes and closing a business. "Mozambique's position has improved four points, moving from 130th position to 126th in global rankings of 183 economies surveyed. Compared to the member countries of the Southern African Development Community (SADC), Mozambique ranks eighth place, ahead of Tanzania (128), Malawi (133) Lesotho (138), Zimbabwe (157), Angola (163) and DRC (175). (Http://www.radiomocambique.com/rm/noticias/anmviewer.asp?a=5851&z=103)
Investment: British Ambassador calls on businessmen to Mozambique
The British High Commissioner in Maputo, Shaun Cleary, has encouraged British companies to invest in Mozambique in order to create jobs and support the communities in which they are embedded. Cleary expressed the desire during a working visit that he was in this week in Zambezia province, where he went to Marropino tantalum mines, located in Gilé district, which are licensed to a British company. Cleary noted that in recent years, there is a growing trend of British companies in Mozambique, among them BP, G4S, British American Tobacco and Rio Tinto, which have investments in agriculture, bio fuels, sugar production, tourism , mining, energy, among others. (Http://www.radiomocambique.com/rm/noticias/anmviewer.asp?a=5844&z=98)
PUBLIC HEALTH AND ENVIRONMENT
Earthquake in Mozambique Island
Mozambique island was rocked by an earthquake at about 21:35 hours this Wednesday. Though it lasted only a few seconds, the phenomenon caused panic in the residents who were caught unaware. There is not yet information on the magnitude of the quake, but it did not cause damages. (Noticias. November 5, 2010 - http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/1120480)
FRELIMO defends progress of "Operation Bypass" at Mozal
The contradiction about the date of the controversial "Bypass" is still not explained and the process is suspended.FRELIMO parliamentary group argued yesterday that MOZAL should advance the greenhouse gas emissions without filters. In a debate that was attended by the Prime Minister, Aires Ali and Minister for Coordination of Environmental Action, Alcinda Abreu, the positions were made clear in relation to greenhouse gas emissions without filters. The two opposition benches - RENAMO and MDM – do not support lifting the "Bypass", operation allegedly because the process will bring "serious problems" to public health in the cities of Matola, near MOZAL, and Maputo. FRELIMO argues that MOZAL can emit gas allegedly because the studies "have proven the lack of danger." But a noteworthy fact is that no member of FRELIMO's constituency by Matola intervened in the debate. (Http://www.canalmoz.com/default.jsp?file=ver_artigo&nivel=1&id=6&idRec=9031)
HUMAN RIGHTS AND LEGAL AFFAIRS
Thirty police officers arrested for corrupt practices
Thirty police officers of the Republic of Mozambique (PRM) were arrested since January up until now. Their accused of being involvement in corruption, this was revealed yesterday by Pedro Cossa, Spokesperson for the General Command of Police, speaking on the day of court case. Cossa said that the agents in question have already been tried and convicted, and other are still awaiting the outcome of their cases. Among the illegal practices by these men of law and order are accused off are set extortion, hire or supply of firearms to criminals or association / collaboration with criminal gangs, illegal charges, among other crimes. (Noticias. November 5, 2010 - http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/1120492)
Vessel seized with about 100 illegal immigrants
The Police at Republic of Mozambique (PRM) in the district of Palma, the north part of the province in Cabo Delgado, recently seized a boat, supposedly coming from Tanzania, with 102 people on board, of which 96 Somali and six crew members of Tanzanian nationality who allegedly tried to enter illegally in the Mozambican national territory. This information was provided by the provincial commander of the Police of the Republic of Mozambique, in Cabo Delgado, Vasco Lino, according to which 96 Somalis were stranded in Palma, while the six Tanzanians were transferred to the city of Pemba, where they are detained for inquiries. According to Vasco Lino, their criminal processes have already been forwarded to prosecutors, the entity that will carry out the subsequent processes. (O Pais. November 4, 2010)
Mozambique has risen seven places in the HDI
Mozambique seven seats higher on the Human Development Index (HDI) in 2010. The index was released yesterday across the world by the United Nations Development Programme (UNDP). With this development, the country has moved from position 172, which held in 2009 to position 165 in the 2010 report. However Mozambique remains classified in the group of nations taken as Low Human Development. As for development it highlights the evolution in terms of life expectancy at birth, the average years of schooling, as well as in gross national income per capita. The HDI puts Norway at the top of the standings, followed by Australia, New Zealand and the United States, countries classified as very high development index. In last place is Zimbabwe. Remember that the HDI was first published in 1990. (O Pais. November 5, 2010)
O May be man
Segunda, 01 Novembro 2010 13:04 MIA COUTO
Existe o “Yes man”. Todos sabem quem é e o mal que causa. Mas existe o May be man. E poucos sabem quem é. Menos ainda sabem o impacto desta espécie na vida nacional. Apresento aqui essa criatura que todos, no final, reconhecerão como familiar.
O May be man vive do “talvez”. Em português, dever-se-ia chamar de “talvezeiro”. Devia tomar decisões. Não toma. Simplesmente, toma indecisões. A decisão é um risco. E obriga a agir. Um “talvez” não tem implicação nenhuma, é um híbrido entre o nada e o vazio.
A diferença entre o Yes man e o May be man não está apenas no “yes”. É que o “may be” é, ao mesmo tempo, um “may be not”. Enquanto o Yes man aposta na bajulação de um chefe, o May be man não aposta em nada nem em ninguém. Enquanto o primeiro suja a língua numa bota, o outro engraxa tudo que seja bota superior.
Sem chegar a ser chave para nada, o May be man ocupa lugares chave no Estado. Foi-lhe dito para ser do partido. Ele aceitou por conveniência. Mas o May be man não é exactamente do partido no Poder. O seu partido é o Poder. Assim, ele veste e despe cores políticas conforme as marés. Porque o que ele é não vem da alma. Vem da aparência. A mesma mão que hoje levanta uma bandeira, levantará outra amanhã. E venderá as duas bandeiras, depois de amanhã. Afinal, a sua ideologia tem um só nome: o negócio. Como não tem muito para negociar, como já se vendeu terra e ar, ele vende-se a si mesmo. E vende-se em parcelas. Cada parcela chama-se “comissão”. Há quem lhe chame de “luvas”. Os mais pequenos chamam-lhe de “gasosa”. Vivemos uma nação muito gaseificada.
Governar não é, como muitos pensam, tomar conta dos interesses de uma nação. Governar é, para o May be Man, uma oportunidade de negócios. De “business”, como convém hoje, dizer. Curiosamente, o “talvezeiro” é um veemente crítico da corrupção. Mas apenas, quando beneficia outros. A que lhe cai no colo é legítima, patriótica e enquadra-se no combate contra a pobreza.
Mas a corrupção, em Moçambique, tem uma dificuldade: o corruptor não sabe exactamente a quem subornar. Devia haver um manual, com organograma orientador. Ou como se diz em workshopês: os guidelines. Para evitar que o suborno seja improdutivo. Afinal, o May be man é mais cauteloso que o andar do camaleão: aguarda pela opinião do chefe, mais ainda pela opinião do chefe do chefe. Sem luz verde vinda dos céus, não há luz nem verde para ninguém.
O May be man entendeu mal a máxima cristã de “amar o próximo”. Porque ele ama o seguinte. Isto é, ama o governo e o governante que vêm a seguir. Na senda de comércio de oportunidades, ele já vendeu a mesma oportunidade ao sul-africano. Depois, vendeu-a ao português, ao indiano. E está agora a vender ao chinês, que ele imagina ser o “próximo”. É por isso que, para a lógica do “talvezeiro” é trágico que surjam decisões. Porque elas matam o terreno do eterno adiamento onde prospera o nosso indecidido personagem.
O May be man descobriu uma área mais rentável que a especulação financeira: a área do não deixar fazer. Ou numa parábola mais recente: o não deixar. Há investimento à vista? Ele complica até deixar de haver. Há projecto no fundo do túnel? Ele escurece o final do túnel. Um pedido de uso de terra, ele argumenta que se perdeu a papelada. Numa palavra, o May be man actua como polícia de trânsito corrupto: em nome da lei, assalta o cidadão.
Eis a sua filosofia: a melhor maneira de fazer política é estar fora da política. Melhor ainda: é ser político sem política nenhuma. Nessa fluidez se afirma a sua competência: ele e sai dos princípios, esquece o que disse ontem, rasga o juramento do passado. E a lei e o plano servem, quando confirmam os seus interesses. E os do chefe. E, à cautela, os do chefe do chefe.
O May be man aprendeu a prudência de não dizer nada, não pensar nada e, sobretudo, não contrariar os poderosos. Agradar ao dirigente: esse é o principal currículo. Afinal, o May be man não tem ideia sobre nada: ele pensa com a cabeça do chefe, fala por via do discurso do chefe. E assim o nosso amigo se acha apto para tudo. Podem nomeá-lo para qualquer área: agricultura, pescas, exército, saúde. Ele está à vontade em tudo, com esse conforto que apenas a ignorância absoluta pode conferir.
Apresentei, sem necessidade o May be man. Porque todos já sabíamos quem era. O nosso Estado está cheio deles, do topo à base. Podíamos falar de uma elevada densidade humana. Na realidade, porém, essa densidade não existe. Porque dentro do May be man não há ninguém. O que significa que estamos pagando salários a fantasmas. Uma fortuna bem real paga mensalmente a fantasmas. Nenhum país, mesmo rico, deitaria assim tanto dinheiro para o vazio.
O May be Man é utilíssimo no país do talvez e na economia do faz-de-conta. Para um país a sério não serve.
PEDIDO DE AJUDA!
Queridos amigos (as)
O Nuno (Xandu) e um jovem igual a tantos outros jovens. Ate ha cerca de 1 mes, ele era muito alegre, trabalhador, cm muitos planos de vida. Infelizmente, tragico acidente ocorrido em Mocuba, onde se encontrava em missao de servico alterou completamente a vida dele. Como resultado do acidente, ele entrou em estado de coma por 5 dias com perna direita fracturada, ficou cm uma grave perfuracao no olho esquerdo que, grave e varias escoriacoes ao longo do corpo. Pela gravidade do seu estado, teve que ser evacuado para o hospital Provincial de Quelimane onde, apos breves obsrvacoes e assistencia acabou sendo transferido para Hospital central de Maputo. Aqui ee foi submetido a uma operacao a perna fracturada.
Contudo, a visao e constantes dores de cabeca requerem cuidados mais delicados, que so podem ser prestados na Republica da Africa de Sul.
Meus amigos, ajudem esta mae aflita, qualquer contribuicao trara ao Nuno a alegria de viver.
SOCORRO, toda a ajuda e BEM_VINDA
Podera fazelo pelas contas:
BIM- 54216502
BCI-831134910002
ou contacte : Dulce Manjor Silveira/ no mail: dulcesilveira@hotmail.com e nos 00258820041692 assim como 00258846467922
Dearest Friends
Nuno (Xandu) is a young boy just like many other boys. Until about 1 month ago, he was a very happy and hard working person, with a lot of plans. Unfortunately, a tragic accident in Mocuba (North of Mozambique), where he had gone for work, completely changed his life. As result of this accident, he got into a state of a coma for five days, his leg fractured and a very serious perforation in his left eye and a lot of injuries. Due to the seriousness of his state he had to be evacuated to the provincial Hospital of Quelimane where, after check ups and follow up treatments he was transfered to the Maputo Central Hospital, where he was operated on his fractured leg.
Te condition of his eye and constant headaches warrant more specialised care, which can only be provided in the Republic of SA.
So please help this desperate mum bring back joy to Nuno's life. Any contribution is welcome.
PLEASE HELP
Contributions can be sent to:
BIM- 54216502
BCI-831134910002
Contact: Dulce Manjor Silveira
Tel: 00258820041692
00258846467922
email: dulcesilveira@hotmail.com
Nuno will be very happy with your visit. Thank you.
Dulce
Wednesday, 3 November 2010
Eleições Intercalares para Senado Constituem Grande Desafio para Titulares

O Presidente Obama e o Senador Harry Reid acenam à multidão num comício em Las Vegas a 22 de Outubro.
Por Bridget Hunter
Redactora
Washington – No dia das eleições, apenas 37 senadores dos EUA serão escolhidos, mas estas campanhas políticas estão entre as mais controversas nas eleições de 2010.
Os senadores americanos, cujo mandato é de seis anos, encontram-se divididos em três grupos para as eleições. Aproximadamente dois terços dos assentos são ocupados cada dois anos.
A Constituição americana estipula que cada estado, independentemente da sua população, seja representado por dois senadores. Inicialmente, os senadores eram escolhidos por parlamentos estaduais, mas em 1913 a 17ª emenda determinou que os senadores sejam eleitos directamente pelo povo.
Certos poderes estão reservados ao Senado, como ratificar tratados negociados pelo poder executivo e julgar os titulares de cargos eleitos, incluindo o presidente, se a Câmara dos Representantes tiver votado a sua destituição. O processo de destituição exige dois terços dos votos do Senado para que uma pessoa seja destituída do seu cargo.
Tal como acontece com os representantes, a Constituição determina as qualificações que um indivíduo deve ter para ser eleito senador. “Ninguém pode ser senador se não tiver trinta anos, não tiver sido cidadão dos Estados Unidos durante nove anos e que não seja, quando eleito, um habitante do estado pelo qual foi eleito”.
PARTIDOS BATEM-SE PELO CONTROLO
No 111º Congresso, 57 assentos são agora ocupados por democratas, dois por independentes, que geralmente votam com os democratas, e 41 pelos republicanos.
As eleições intercalares de 2010 incluem 12 democratas e 11 republicanos que procuram ser reeleitos e 14 lugares “abertos” (sem nenhum titular a candidatar-se) que estão agora distribuídos igualmente por democratas e republicanos. Esses lugares “abertos” resultam de 11 aposentações (seis democratas e cinco republicanos), derrota nas primárias de dois titulares (Arlen Specter de Pensilvânia e Bob Bennett de Utah) e da decisão de Sam Brownback de se candidatar a governador do Kansas.
No Verão de 2009, os democratas tinham o controlo nominal de 60 votos, o número necessário para acabar com o obstrucionismo, um procedimento parlamentar que permite aos senadores continuarem a debater indefinidamente e a bloquear a votação num projecto de lei ou numa nomeação. O obstrucionismo tem sido utilizado eficazmente ao longo da história americana, sendo talvez o mais famoso o utilizado por senadores do sul que procuravam bloquear legislação sobre direitos civis nos anos 60.
Em 1917, os senadores adoptaram uma regra que permite que o debate termine, chamada “encerramento”, com uma maioria de dois terços dos votos e em 1975 reduziram os votos necessários para três quintos (60). Mesmo com 60 senadores, um partido nem sempre consegue impedir o obstrucionismo. Os senadores têm opiniões políticas muito variadas e nem todos os membros do partido estão de acordo com o “encerramento” das mesmas questões.
Os candidatos ao Senado Marco Rubio, Kendrick Meek e Charlie Crist participam num debate na Universidade de South Florida a 24 de Outubro.
As sondagens sugerem que é pouco provável que os democratas consigam uma maioria resistente ao obstrucionismo no 112º Congresso que se reúne em Janeiro de 2011, mas podem conseguir a maioria por uma margem estreita.
O FACTOR “TEA PARTY”
O movimento “tea party”, um grupo pequeno mas activo de eleitores americanos desapontados com o grande papel do governo na vida americana e com a política económica dos EUA, é um factor importante em várias candidaturas ao Senado.
No Nevada, o actual líder da maioria no Senado, Harry Reid, enfrenta um forte desafio republicano de Sharron Angle, apoiado pelo “tea party”. Numa série de debates mordazes e de anúncios televisivos, Reid retrata Angle (apoiado pela antiga candidata à vice-presidência Sarah Palin) como um extremista inexperiente, enquanto que Angle culpa Reid pelo elevado nível de desemprego no Nevada. Uma outra complicação é que o Nevada é o único estado em que os eleitores podem escolher “nenhum destes” ao exercerem o seu direito de voto.
Em Delaware, o “tea party” pode ter prejudicado as possibilidades republicanas. Graças ao apoio de Palin e do “tea party” a novata Christine O’Donnell derrotou um legislador de longa data do Delaware na nomeação republicana, mas agora pode perder a favor do democrata Chris Coons um assento que os responsáveis do partido republicano tinham a certeza de que iam ganhar.
A campanha para o Senado em Kentucky, outra favorita do “tea party”, opõe o republicano Rand Paul ao democrata Conway numa disputa renhida. Mais a norte o titular democrata do Wisconsin, Russ Feingols, está numa competição acérrima com o empresário republicano Ron Johnson. Feingold está à procura dum quarto mandato no Senado, enquanto que Johnson apoiado pelo “tea party” é novo nas lides políticas.
Na Florida, uma campanha com três vertentes opõe o republicano tornado independente Charlie Crist, governador do estado, ao democrata Kendrick Meek, antigo polícia estadual e ao antigo presidente da Câmara dos Representantes Marco Rubio, o candidato republicano. Os analistas atribuem ao apoio do “tea party” a Rubio o afastamento da nomeação republicana de Crist.
CAMPANHAS OPOEM CONSERVADORES A CONSERVADORES
No Arkansas, o voto da democrata conservadora Blanche Lincoln a favor da reforma do sistema de saúde faz dela um alvo em 2010. Sobreviveu à segunda volta das primárias contra o vice-governador do estado, mas enfrenta agora uma batalha difícil pela reeleição com o representante republicano John Boozman. Os analistas dizem que a campanha para o Senado é tanto um referendo sobre as políticas de Obama como sobre o desempenho de Lincoln como Senadora.
A campanha para o Senado da Louisiana também tem candidatos a discutir as políticas do presidente, mas o argumento parece centrar-se em quem se opõe mais a Obama, o republicano David Vitter ou o democrata conservador Charlie Melancon. Na Câmara dos Representantes Melancon votou contra a reforma do sector da saúde. Vitter, num incidente estranho e provavelmente desagradável para muitos dos seus eleitores, pediu desculpas publicamente a todos os que tinha desapontado depois do seu número de telefone ter sido encontrado nos registos dum serviço de acompanhantes em Washington em 2007.
A 3 de Novembro, os americanos provavelmente ficarão a conhecer os seus novos senadores e que partido controlará o Senado nos próximos dois anos, mas não há garantias.
As campanhas às vezes estão “muito próximas” no dia das eleições, o que significa que não é possível prever um vencedor porque o número de votos que separa os dois candidatos é demasiado pequeno para se prever com exactidão quem ganhará enquanto todos os votos não forem contados e os resultados certificados pelas autoridades estaduais.
Em 2008, duas candidaturas ao Senado ficaram por decidir no dia seguinte ao dia das eleições. Saxby Chambliss da Geórgia não garantiu o seu lugar até à segunda volta em Dezembro e a campanha em Minnesota arrastou-se durante meses. Só a 30 de Junho de 2009, depois de inúmeras recontagens e problemas legais é que o Supremo Tribunal de Minnesota declarou vencedor o democrata Al Franken.
(Este é um produto do Bureau de Programas de Informação Internacional, Departamento de Estado Norte-Americano. Website: http://www.america.gov)
Eleições Intercalares Determinam Controlo do Congresso dos EUA

O 112º Congresso, conforme eleito pelos eleitores a 2 de Novembro, deve reunir-se no Capitólio dos EUA em Janeiro de 2011.
Por Bridget Hunter
Redactora
Washington – A 2 de Novembro, os americanos vão votar para determinar quem irá representá-los no 112º Congresso que deve reunir-se em Janeiro de 2011.
Estas eleições, porque acontecem nos anos pares a meio do mandato presidencial, são conhecidas por eleições intercalares. Este timing incentiva os que fazem as sondagens e os comentadores a considerarem os resultados como referendos sobre as políticas do presidente actual, mas essa interpretação limitada pode desviar as atenções da sua verdadeira importância.
Ao eleger um novo Congresso cada dois anos, os eleitores americanos decidem quem irá falar em seu nome ao elaborar legislação, decidir acerca das despesas governamentais e supervisionar as actividades do ramo executivo. O Congresso é o ramo legislativo dentro governo federal com três poderes. Os outros são o poder executivo, chefiado pela Casa Branca e o poder judicial, chefiado pelo Supremo Tribunal. Cada um tem um papel à parte mas igual no governo da nação. Como consagrado na Constituição dos EUA, cada poder controla os outros poderes.
O Congresso dos EUA compreende duas câmaras: o Senado, cujos membros são eleitos por períodos de seis anos, e a Câmara dos Representantes cujos membros têm mandatos de dois anos. Um presidente dos Estados Unidos só pode cumprir dois mandatos, mas não há limites ao número de mandatos do Congresso.
Todos os meses de Novembro nos anos pares, cada um dos 435 assentos da Câmara é ocupado de acordo com a vontade do povo, expressa pelo voto. Ao mesmo tempo, cerca de um terço do Senado é também eleito, embora esse número varie de eleição para eleição pois os senadores às vezes reformam-se ou morrem a meio dos seus mandatos. Em 2010, 37 senadores serão eleitos ou reeleitos.
PREOCUPAÇÕES FAMILIARES, NOVAS VARIÁVEIS
Em cada eleição nos Estados Unidos vários factores afectam as decisões dos eleitores. Em 2010, a economia será a principal preocupação pois o país está a sair de uma das mais graves crises financeiras desde a Grande Depressão. Os eleitores estão preocupados com o desemprego, execução de hipotecas e impostos. Também estão nervosos quanto aos fundos de pensão e aos encargos financeiros, tanto pessoais como públicos, que possam transmitir aos seus filhos e netos.
Em 2010, “Independentes”, eleitores que não pertencem nem ao partido democrata nem ao republicano, são uma componente crescente do eleitorado, um acontecimento que desviou os membros de cada partido. Uma sondagem da CBS Television/ New York Times, publicada em Abril, constatou que 42% dos americanos se identificam agora como independentes.
O aparecimento do movimento “tea party”, que defende poderes governamentais limitados e redução na despesa pública, tem afastado os eleitores do partido republicano. Em alguns casos os candidatos apoiados por “tea party” derrotaram candidatos republicanos bem estabelecidos nas primárias.
Um eleito, hasteia a bandeira americana na câmara municipal em Sedgewick, Maine. O edifício de 1794 é a câmara municipal mais antiga do Maine.
Um outro factor nas eleições de 2010 é a chamada “falta de entusiasmo”. Os observadores políticos dizem que o grande interesse, sobretudo entre os jovens eleitores, durante a campanha de 2008 que culminou com a eleição de Barack Obama a presidente, não é evidente em 2010, pelo menos entre os democratas. Os republicanos, em especial o elemento “tea party” dentro do partido, parecem estar mais entusiasmados com as eleições de 2010.
Tem havido muita especulação entre os média se as eleições de 2010 serão uma “onda” que arrasta um grande número dos que estão actualmente no Congresso e muda o controlo político em ambas as câmaras. Recentes eleições “onda” em 2006 colocaram os democratas no controlo da Câmara dos Representantes e em 1994 puseram os republicanos liderados por Newt Gingrich da Geórgia no poder.
As primeiras sondagens sugeriram que 2010 será uma nova onda, mas dados mais recentes sugerem que a corrida está a ficar mais renhida. Duas semanas antes das eleições, os republicanos estão moderadamente optimistas sobre ganhar o controlo da Câmara dos Representantes, mas parece que os Democratas vão manter o controlo do Senado.
Tal resultado criaria um governo “dividido” em Washington, com um partido político a controlar a Casa Branca e outro a controlar uma ou ambas as câmaras do Congresso. Esta situação pode tornar ainda mais difícil aprovar legislação mas, contrariamente, pode obrigar a um maior compromisso para resolver impasses políticos.
Os americanos parecem muito confortáveis com a criação de governos divididos, talvez porque não se sentem muito à vontade para conceder poderes demasiado amplos ao governo federal. Desde 1968, só durante a administração Jimmy Carter e os dois primeiros anos da administração Bill Clinton é que o mesmo partido controlou o poder executivo e o legislativo.
ESTADUAL E LOCAL
Por muito importantes que sejam as eleições para o Congresso, são uma pequena fracção do número total de cargos eleitos que os eleitores americanos preencherão no dia das eleições.
A nível estadual serão eleitos 37 governadores e as selecções serão particularmente importantes porque em 2011 haverá o processo, que acontece uma vez em cada década, de redistribuir os assentos na Câmara dos Representantes. Os governadores eleitos em 2010 desempenharão papéis significativos na determinação de como serão redefinidos os limites dos distritos do Congresso tendo em conta os dados do recenseamento de 2010.
Os legisladores estaduais também serão escolhidos em muitos estados a 2 de Novembro, juntamente com executivos do condado, presidentes da câmara e da assembleia municipal. Muitas jurisdições também elegerão procuradores gerais, tesoureiros, fiscais de contas públicas e até juízes.
Os vencedores destas eleições locais, embora não tenham o prestígio nem a importância do Congresso, terão provavelmente consequências mais fortes na vida quotidiana dos seus eleitores pois cumprem os seus mandatos por um pequeno salário ou até sem qualquer remuneração.
Para serviços de emergência como polícia e bombeiros e outras questões mais banais como a recolha do lixo e a manutenção de estradas, os governos locais são as linhas da frente do governo americano e talvez a mais pura expressão da democracia americana.
(Este é um produto do Bureau de Programas de Informação Internacional, Departamento de Estado Norte-Americano. Website: http://www.america.gov)