Monday, 19 April 2010

UNIVERSIDADE LÚRIO

Solicitação de Doação de Computadores em Estado Inoperacional

A Universidade Lúrio vem por este meio solicitar as instituições ou particulares interessados, a doar computadores, que estejam em estado inoperacional.
Esta solicitação surge da nessecidade do Centro de Informática da Universidade Lúrio (CIUL), possuir computadores avariados para equipar o seu Laboratório de Hardware, a ser utilizado para efeitos de formação.
O número de computadores a doar pode ser acertado em coordenação com o CIUL, uma vez que só são necessários 20 computadores no máximo, nestas condições.
Na esperança de que esta solicitação merecerá de V. Excia a devida atenção, endereçamos nossos agradecimentos.
Contactos:
Centro de Informaática- 26218253/ 26216986 ou 823031945
Gabinete de Cooperacação e Relacções Públicas- 26218365/ 26216779 ou 823031923

Banda larga das TDM ficou curta

· Quelimane sem sistema de comunicação, não há emissão de voz nos telefones móveis,
no caso particular do “amarelinho” e tudo funciona na base de “sms” até dá para dizer: “Tá-se mal”
Quelimane (DZ) -Foi de repente que tudo parou. Os que usam telefones celulares,
começaram a ver as suas chamadas a caírem. Uns até pensando que não tem saldo
suficiente para efectuar chamadas, mas quando tentavam recarregar, também
não conseguiam. O problema foi se arrastando e depois dai, vimos também que as agencias bancárias deixam de pagar quer na boca das caixas assim como nas maquinas
automáticas, vulgos “ATMs”.
Era notório ver mensagens destas nas máquinas dos diversos bancos existentes na
cidade de Quelimane: “Desculpem-nos, neste momento, o ATM está fora de
serviço”. Noutros bancos ainda conseguimos ver palavras simples como estas:
“ATM está fora de serviço, tente mais tarde”. Mas tarde, mas tarde, até anoitecer e
nunca mais. Diga-se, até a hora que o jornal fechou.
Aceder uma simples página na internet foi difícil, mesmo usando o sistema da banda-larga das telecomunicações de Moçambique (TDM). Já a chamada internet
móvel da empresa Moçambique Celulares, pior.
A nossa reportagem tentou sem sucesso ouvir as entidades que velam pela área das comunicações ao nível do governo da Zambézia, neste caso a direcção provincial dos
Transportes e Comunicações, mas não foi possível.
Mas uma fonte próxima da TDM em Quelimane, disse nos que o problema prende-se com o sistema da banda-larga que teve algumas perturbações. Sem avançar detalhes
de ate quando tudo estará resolvido, tendo dito apenas que neste momento há técnicos no terreno para resolver.

Muitos cidadãos que usam os serviços de internet, telefones móveis e clientes dos bancos ficaram horas nas bichas, longas que são, a espera que o sinal
fosse restabelecido a qualquer momento. Mas esta espera foi em vão, porque quando chegou a hora normal do fecho das agências, os clientes tiveram que se retirar.
Outros utentes de televisão, ficaram privados de terem informação equilibrada, porque
uma dos estacões televisivas que transmite o seu sinal através da fibra-óptica da TDM, ficou off.
E no fim do mês, a factura para pagamento da internet é a mesma…………………………DZ

A Opiniao de Arrone Fijamo!

Fijamo said...
Distinto MA,

Agradecia a publicacao no seu/nosso blog desta singela homenagem aos ardinas (...)

O Ardina,

O ardina é um vendedor de jornais de rua que apregoando a notícia chama a atenção do potencial cliente. Figura muito retratada por artistas e muito popular pela sua exposição pública, a sua origem perde-se nos tempos e remete-nos à "notícia" que corria de boca em boca. O ardina difere do actual distribuidor de jornais gratuitos.

Preteridos pelo aparecimento de quiosques e outros meios de distribuição, já raramente se encontram ardinas pelas ruas de Quelimane, contrariamente as cidades de Maputo e Beira onde a tradição prevalece.

Aquele rapazinho que todas as manhãs, ao fim da tarde, anda a vender jornais por entre carros que estão quase a parar, que estão quase a arrancar, na faixa central da Avenida, não repara que a morte lhe passa tangentes Constantes. É decerto um rapazinho que ainda não conhece nada da morte, nem mesmo quer saber se ela existe.

Estes que apregoam a manchete do dia, e a informação fonte do seu sustento.

E lá vai o ardina, levando muitas vezes jornais cujo conteúdo não teve tempo de ver, isso, se é que o entenderia.

Em média os ardinas são jovens dos 15 aos 25 anos de idade (alguns chefes de família)! Ostentam um ofício dignificante embora pouco ou nada gratificante.

Entre estradas e cruzamentos, os jornais da manhã ajudam o tempo a passar, informando todos aqueles das novidades que circulam pelas principais vias entre outras.

A pouco e pouco a disposição matutina assenta nas mentes de quem se complementa com os sentimentos que flutuam no universo comum da circulação.

Em algumas esquinas mais frequentadas, os ardinas habituais espalham as notícias principais enquanto distribuem jornais aos transeuntes que hipnoticamente circulam em direcção ao seu universo laboral.

Assim é a vida matutina, e a de quem distribui a informação ser apenas isso... Distribuir sem usufruir!

Fraterno abraço à classe (...)

Fijamo

TAXATION DEBATE STUDENT' S FOR LIBERTY

http://studentsforliberty.org/news/president-of-wm-sfl-on-kudlow/

A Opinião de Noé Nhantumbo

Ainda sobre o Orçamento Geral do Estado

Clarificaram-se posições e agendas

Beira (Canalmoz) - É evidente e já está claro para todos que o Orçamento Geral do Estado vai ser aquilo que a liderança da Frelimo e os seus deputados na Assembleia da República querem. Qualquer tentativa de conferir àquele documento alguma legitimidade e substância que o faça reflectir os anseios do povo estão condenados ao fracasso, devido à ditadura do voto que vigora no parlamento moçambicano. Decerto que, se os deputados pudessem votar em consciência e não em obediência de orientações ou instruções, teríamos um OGE bem diferente.
As questões colocadas pelos deputados da oposição em geral vão ser ignoradas e vamos ver os deputados do partido no poder impondo o seu ponto de vista, se é que tal é o caso.
Aquilo que se viu e se ouviu sobre os discursos de alguns deputados da Frelimo leva facilmente a concluir que muitos deles e “muitas delas” estão decididamente dispostos a desempenhar um papel de seguidores disciplinados da palavra de ordem do seu partido. Se já era hábito ver deputados carimbarem como bom o desempenho do Governo, agora temos a tentativa de os mesmos mostrarem a sua obediência e servilismo, ao optarem por uma autêntica campanha de elogios à liderança. Em vez de se pronunciarem com lógica sobre o tema em discussão, vemos deputados pagos com os nossos impostos a gastarem o tempo produzindo elogios ao mais puro estilo estalinista ou maoísta. Guebuza deve estar farto da náusea de um tanto elogio. Cada deputado “camarada” que se levanta tem de, em primeiro lugar, tecer rasgados elogios ao chefe, num procedimento que tem a cor e a substância do culto à personalidade do chefe. Tanto elogio e “lambebotismo” já cheira que tresanda. É um esforço vil e de resultados embrutecedores o que se vê e se escuta os “deputados camaradas” fazendo. Não há objectivamente necessidade de tanta escova ao chefe. Compreende-se que a manutenção no lugar de deputado dependa em certa medida de obediência e disciplina em relação às instruções partidárias, mas sinceramente que julgamos exagerado tecer tantos elogios ao chefe.
Ser-se deputado é mais do que tomar a palavra para falar bem das realizações do chefe. Ser-se deputado requer, antes de tudo, uma capacidade de reflectir sobre os assuntos em discussão, capacidade de estudar com rigor os dossiers, escutar a voz dos cidadãos dos seus círculos eleitorais e tentar, em consonância com os outros deputados, trazer para a assembleia assuntos com significado de importância para a vida dos moçambicanos.
Pelo que se tornou evidente, da análise dos documentos em discussão, sobre o OGE nada mais se pode dizer senão que estamos em presença de um OGE que reflecte agendas conflituosas com o discurso oferecido aos cidadãos. Os governantes estão decididos a levar avante uma agenda que está centrada na concretização de objectivos que não correspondem exactamente aos os interesses dos cidadãos. Presidente e ex-presidentes, sector de defesa e segurança apresentam-se como os campos que merecem primazia orçamental, em detrimento de outras áreas que têm maior impacto para a vida dos cidadãos. Mostra-se uma super preocupação em satisfazer chefias e garantir que as coisas aconteçam de maneira rápida e célere para os chefes. A sua segurança é mais importante do que a fome dos cidadãos.
Se alguém ainda tinha dúvidas quanto à natureza e objectivos estratégicos do Governo, agora possui elementos suficientes para proceder a uma análise fundamentada.
Mesmo com uma massa crítica de conselheiros nacionais e estrangeiros, continua-se a não ter uma capacidade de influenciar as acções do Governo, de modo a que este seja mais efectivo e coerente.
É uma atitude de “mamar na porca enquanto esta dorme”. Entendem-se os constrangimentos colocados ao Governo, devido à dependência real que existe em relação a fundos externos para sustentar o OGE. É exactamente por isso que se julgava que os documentos submetidos ao parlamento seriam modestos e coerentes com o tal manifesto eleitoral propalado aos “quatro ventos”.
E, quando do parlamento se tem unicamente uma maioria que carimba sem questionar a razão de ser certos números, estão abertas as portas para um despotismo que lesa o país.
Parece que os doadores, que se negavam a apoiar o OGE devido a razões fundamentalmente políticas, vão ver os fundos que se dispõem a colocar em Moçambique mais uma vez utilizados para agendas obscuras.
As corridas de helicóptero em visitas de presidência aberta, em que o PR substitui ministros e governadores, vão continuar.
Pelos vistos e por tudo o que os actuais factos mostram, vamos continuar a ver o PR a inspeccionar a utilização dos tais “7 milhões” e a exigir o seu pagamento...
Até porque grande parte do “bolo” deste OGE se destina à Presidência...
Não se deve esquecer que o próprio PR já disse que, para governar, tem de gastar...
A austeridade vai continuar a ser uma palavra objectivamente ignorada com todas as consequências que isso tem. Os “camaradas” sabem que, basta quererem, que os créditos aparecem, sem preocupação de ter que amortizá-los.

(Noé Nhantumbo)

Um caso dentre muitos! Quem poem o guiso ao gato?

Um ditador chamado Fábrica http://bit.ly/9dEWrB

Sunday, 18 April 2010

Mocuba debaixo da cólera

· Já há quatro óbitos, mas as autoridades sanitárias falam de apenas dois
Quelimane (DZ)- A cólera voltou ao convívio familiar dos residentes do distrito de Mocuba, desde o último sábado. Uma fonte disse nos que a doença já fez quatro óbitos
desde a sua eclosão, ou seja, dos casos que deram entrada no Centro de Tratamento de Cólera (CTC), aberto no Hospital Rural daquele distrito.
Mas, contactado o director distrital de Saúde naquele distrito, Eduardo Arame, este disse que até agora a doença fez apenas dois óbitos.
Arame, confirmou que os casos vêm aumentando desde sábado, razão pela qual, a saúde está neste momento fazendo campanhas de educação cívica no seio da população para que se usem as medidas de higiene colectiva e pessoal.
Sobre as possíveis causas que levam com que a cólera ecluda em Mocuba, Arame disse que um dos grandes focos é a falta de água que o distrito enfrenta. A fonte
sublinhou também que a falta de higiene tem sido outra dor de cabeça, dai que neste momento, não há mãos a medir.
A fonte fez saber também que em média, dão entrada no CTC, uma media de 20 casos da doença, dai que todos mecanismos foram accionados para que a doença não
se alastre para os outros pontos.
Refira-se que anualmente o distrito de Mocuba tem sido assolado por esta doença, mas tudo centra-se no deficiente sistema de abastecimento de água, mesmo no
meio de discursos bonitos, que vem dos governantes, mas a realidade dita contrário.
Enquanto os discuros não se transformam em realidade, a cólera esta sim, vai sendo realidade……DZ

População quer “Sete Milhões” práticos

“Queremos este dinheiro aqui para desenvolver o distrito, mas parece que só se fala e nós não estamos a ver”- disse uma cidadã em pleno comício de Armando Guebuza
Quelimane (DZ)- A presidência aberta já começou depois da maratona eleitoral.
Armando Guebuza, mais uma vez, voltou a voar ou sobrevoar o país real, quer dizer, está vendo a pátria amada de cima para baixo. Muito tempo no ar, pouco tempo na terra. Um verdadeiro astronauta. Depois de Tete, Guebuza, está já na província nortenha do Niassa, onde foi recebido logo a sua chegada pelo respectivo governador da província, David Malizane, como se vê na imagem.
Num comício que realizou na localidade de Entre-Lagos, Guebuza, foi recebido com
pedidos da populacao daquela localidade, sendo a alocação prática do Fundo de Iniciativas Locais (FIL), ou seja, os vulgos “Sete Milhões”, seja feita para desenvolver o distrito e não para outros interesses.
Foi sobre os sete milhões de Meticais, que uma mulher pediu a palavra e apelou ao
PR para que a alocação deste dinheiro seja célere e sobretudo seja, para pessoas
que realmente querem trabalhar para desenvolver o distrito. De acordo com a mesma mulher que interviu no comício orientado pelo PR, este valor não é visto na prática
o que faz no distrito, dai que ainda não há nada que se considere desenvolvimento.
Mais adiante, a mesma mulher disse que “Senhor presidente, os sete milhões de Meticais devem ser bem distribuídos para pessoas que querem trabalhar”-sublinhou para depois acrescentar que “Aqui em Entre-Lagos, não se vê que entrou muito dinheiro, devia haver desenvolvimento, mas nada,” disse uma popular perante enormes aplausos.

A população de Entre-Lagos, distrito de Mecanhelas, quer que na linha-férrea Cuamba-Entre-Lagos circule também o comboio de passageiros para facilitar o desenvolvimento económico da região. Este pedido foi feito no último sábado, no primeiro dia da
presidência aberta ao Niassa de Armando Guebuza.
A Localidade de Entre-Lagos faz fronteira com o Malawi e tem o privilegio de nela passar a linha férrea do Corredor de Nacala em direcção ao vizinho Malawi.
Num outro desenvolvimento a população local pediu mais fontes de água potável porque não existem em número considerável para os 27 mil habitantes.
A visita de Guebuza à província do Niassa termina no próximo dia 22, portanto na
próxima quarta-feira.
*Colaboração de Suizane Rafael e Redacção do DZ

A Opiniao sobre a Politica Nacional de Habitacao por Rafael

Associados aos factos mencionados, tenho a destacar outro constrangimento de realce: O Financiamento a Habitação. De acordo com Charlotte Allen e Vibe Johnsen (Massala Consult), em “Um panorama dos constrangimentos ao desenvolvimento do sector de financiamento a habitação”, em virtude de um passado de crédito malparado nos empréstimos à habitação sem garantias, durante a década de 90, todos os bancos têm
requisitos rígidos para garantia dos empréstimos e exigem as seguintes formas de caução quando concedem um empréstimo: (a) Seguro de vida do mutuário; (b) Seguro da propriedade contra risco de incêndio ou danos de inundações; (c) Uma procuração do
mutuário a favor do banco, concedendo ao banco o poder de vender a propriedade, caso o mutuário não cumpra os pagamentos; (d) Uma Livrança emitida pelo mutuário a favor
do banco, que pode ser utilizada pelo banco como ordem de pagamento da dívida. A legislação geral sobre crédito imobiliário consta do Código Civil de 1966, que está desactualizado mas ainda é a base dos contratos de hipoteca para casas. E quando
analisam os pedidos de empréstimo imobiliário, os bancos seguem os procedimentos seguintes: (1) Fazem uma peritagem da propriedade; (2) Investigam a propriedade no Registo Predial: primeiro pedem uma certidão quanto à situação da propriedade e,
depois, verificam a certidão consultando os assentos originais nos livros de registos relevantes; (3) Dependendo dos resultados da peritagem e da pesquisa, negoceiam, preparam e assinam o contrato de empréstimo; (4) Registam a hipoteca na Conservatória do Registo Predial. Pelo cenário descrito nos parágrafos precedentes, ainda que de maneira sucinta, vem ao de cima as motivações que tem causado um défice habitacional nacional em termos qualitativo e quantitativo, levando milhões de famílias a ficarem excluídas do acesso a habitação digna, quer no meio urbano,
quer em áreas rurais. Alterar este cenário não é somente o passo certo a tomar, mas o mais sensato. E para que tal ocorra, constitui consenso que essa alteração devera ocorrer por intermédio de uma intervenção multissectorial e multidimensional. As
políticas que produzem resultados positivos para as pessoas sem habitação num determinado cenário podem fracassar noutro. No entanto, algumas lições gerais podem ser retiradas de intervenções de políticas publicam no sector de habitação de
sucesso. A primeira, e talvez mais relevante, é que a liderança política é Associados aos factos mencionados, tenho a destacar outro constrangimento de realce: O Financiamento a Habitação. De acordo com Charlotte Allen e Vibe Johnsen (Massala Consult), em “Um panorama dos constrangimentos ao desenvolvimento do sector de
financiamento a habitação”, em virtude de um passado de crédito malparado nos empréstimos à habitação sem garantias, durante a década de 90, todos os bancos têm
requisitos rígidos para garantia dos empréstimos e exigem as seguintes formas de caução quando concedem um empréstimo: (a) Seguro de vida do mutuário; (b) Seguro da propriedade contra risco de incêndio ou danos de inundações; (c) Uma procuração do
mutuário a favor do banco, concedendo ao banco o poder de vender a propriedade, caso o mutuário não cumpra os pagamentos; (d) Uma Livrança emitida pelo mutuário a favor
do banco, que pode ser utilizada pelo banco como ordem de pagamento da dívida. A legislação geral sobre crédito imobiliário consta do Código Civil de 1966, que está desactualizado mas ainda é a base dos contratos de hipoteca para casas. E quando
analisam os pedidos de empréstimo imobiliário, os bancos seguem os procedimentos seguintes: (1) Fazem uma peritagem da propriedade; (2) Investigam a propriedade no Registo Predial: primeiro pedem uma certidão quanto à situação da propriedade e, depois, verificam a certidão consultando os assentos originais nos livros de registos relevantes; (3) Dependendo dos resultados da peritagem e da pesquisa, negoceiam, preparam e assinam o contrato de empréstimo; (4) Registam a hipoteca na Conservatória do Registo Predial.
Pelo cenário descrito nos parágrafos precedentes, ainda que de maneira sucinta, vem ao de cima as motivações que tem causado um défice habitacional nacional em termos qualitativo e quantitativo, levando milhões de famílias a ficarem excluídas do acesso a habitação digna, quer no meio urbano, quer em áreas rurais. Alterar este cenário não é somente o passo certo a tomar, mas o mais sensato. E para que tal ocorra, constitui consenso que essa alteração devera ocorrer por intermédio de uma
intervenção multissectorial e multidimensional. As políticas que produzem resultados positivos para as pessoas sem habitação num determinado cenário podem fracassar noutro. No entanto, algumas lições gerais podem ser retiradas de intervenções de políticas publicam no sector de habitação de sucesso. A primeira, e talvez mais
relevante, é que a liderança política é importante. A segunda é que o progresso
depende do estabelecimento de metas realísticas, apoiadas por financiamento e
estratégias para superar o défice de habitação.
Soluções locais para problemas locais podem constituir o ponto de partida para a
mudança do cenário. Mas cabe ao Governo Moçambicano criar as condições atractivas para solucionar o problema do défice habitacional em qualidade e quantidade necessária, através da mobilização de financiamento e da criação de condições para que o mercado de material de construção civil possam oferecer material e tecnologia adequada e apropriada a um preço acessível.

MA AT LINCOLN MEMORIAL, Washington DC

PROCANA; HAVERA MAIS EXEMPLOS? ESTAMOS PREPARADOS PARA EVITAR MAIS CASOS DESTES?

http://globalvoicesonline.org/2010/01/06/mozambique-demise-of-a-massive-biofuels-project/

Homenagem ao Grupo 1o de Maio!

Exmo Senhor

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Maputo

Assunto: Homenagem ao “Conjunto 1º de Maio”



Há 30 anos atrás, um grupo de jovens integrando trabalhadores e estudantes, amantes da cultura, e, principalmente, da música, resolveu se juntar e fundar um grupo musical. A ideia foi amadurecida, e no dia 1º de Maio de 1980, na Cidade Zambeziana de Quelimane, foi fundado o conjunto musical que foi baptizado pelo nome de 1º de Maio, em homenagem aos trabalhadores de todo o mundo, que, a cada 1º de Maio, comemoram o dia de luta por melhores condições de trabalho, melhores salários, segurança social, etc.

Este grupo, cedo revelou-se como uma sensação nacional, pela qualidade da música que tocava e o conteúdo das suas mensagens. E os espectáculos que realizava em cada canto deste país, cativava o público, que sentia as suas aspirações, sonhos e ambições reflectidos nas letras das músicas do conjunto.

Dois anos após a sua fundação o conjunto 1º de Maio gravou o seu único LP, intitulado Verdes Campos, que foi sucesso absoluto a nível nacional, tendo esgotado no mercado em menos de 30 dias. Alguns temas deste álbum foram bastante executados em festas e convívios da época, e em estações internacionais, como é o caso da BBC, da Voz da América e da Radio França Internacional.

Este grupo, que conheceu diversas renovações no seu elenco, manteve sempre a sua qualidade, cantando as histórias do seu povo e encantando o seu público, até o ano de 1992, altura em que, por várias razões, o grupo se desintegrou.

É em reconhecimento da contribuição que este conjunto deu, na arena cultural de Moçambique, que um grupo de fãs decidiu organizar-se, para recordar os 30 anos da fundação do conjunto 1º de Maio, tido como um dos patrimónios culturais do país.

Para o efeito, a homenagem será feita em duas ocasiões, uma, sob forma de convívio musical, a outra, sob forma de espectáculo musical.

O primeiro evento (o convívio musical) terá lugar na cidade de Maputo, no Centro Social do Desportivo, localizado na baixa da cidade, junto à piscina do Grupo Desportivo de Maputo, a partir das 19:00horas do dia 1º de Maio, até o amanhecer do dia 2 de Maio.

O segundo evento está marcado para ter lugar em Agosto próximo, na cidade de Maputo. Este será sob forma de espectáculo musical, com a participação dos ex-integrantes do Conjunto 1º de Maio.

Neste sentido, os organizadores vêm pela presente convidar a V.Excia. a participar deste evento cultural, que oferecerá aos participantes muita música dos anos 80, e diversificados pratos da culinária moçambicana.


Entradas por apenas 100,00MT para cada pessoa

NÃO FALTE!

CONTAMOS CONSIGO


A organização do evento



Informações:

António Álvaro Francisco 827273580
Hortêncio Lopes 845635782
Armindo Salato 823271050

Gurue: Casa Presidencial ou de Noivos Hoje!


Gurue quem te viu, e quem te ve! MA

Gurue: Casa Presidencial ou de Noivos, ONTEM!

DIOCESIS GURUENSIS


CLIQUE AQUI PARA OBTER MAIS INFORMACAO SOBRE A DIOCESE DO GURUE! E aqui sobre o que o wikipedia diz sobre Gurue!

Ainda sobre o (sub)desenvolvimento do Gurue!


Continuamos com a serie sobre o (sub)desenvolvimento do Gurue! Participe!

Para ler participacoes anteriores clique aqui

Ainda sobre a Residencial Palmeiras na Cidade de Quelimane!


Participe, deia ideias, opinioes, criticas, sugestoes!

Para ler participacoes anteriores clique aqui e aqui

Adams Morgan

Visitar Washington sem ter ido a Adams Morgan e/ou Georgetown e o mesmo que tomar banho com fato e gravata! De facto Adam Morgan e Washington, sao dois nomes que fazem de Washington uma cidade de referencia mundial.

Ontem a noite, um amigo mocambicano convidou-me a visitar Adam Morgan! Jantamos num restaurante Turco onde o MEZZE e o menu preferido. Depois da termos dado voltas ao menu, e como bons costeiros que somos nao resistimos ao prato do dia: peixe grelhado! A escolha das bebidas vai de agua, aos cocktails, passando pelos mojotails (cocktails sem alcool), cerveja latino americana, americana, e como nao deixaria de ser belga, etc.

Uma sobremesa turca de que me esqueci do nome, de tao saborosa! A surpresa veio com a conta. Nao no montante! QUe ate foi modesto, mas pela sugestao do empregado de mesa que nos sugeriu uma segunda sobremesa, a sala de dancas, por cima do restaurante! Passava ja da meia noite e a vida noturna de Adams Morgan comecava a mostrar os seus segredos.

Nao resistimos a tentacao e la fomos. A musica a principio, Turca, foi evoluindo ate chegar a salsa, passando pelo tango, hip pop, antilhas! A sala explodiu quando o DJ decidiu passear algumas das mais famosas musicas de Michael Jackson!

Perto da uma e meia e com a temperatura ja a rondar os cinco graus centigrados (recordar que os americanos usam Franheit) soltamo-nos e demos uma passeata pelas ja vibrantes ruas de Adams Morgan. O mais interessante e o inusitado movimento de peos e carros bem como a desproporcao homem/mulher! Poderia afirmar sem grande margem de erro que a proporcao seria de um para dez! Na 18th Street veem-se enormes filas de jovens esperando pacientemente pela sua vez de entrar numa das inumeras discotecas! Definitivamente apesar das centenas de bares e discotecas a procura continua maior que a oferta, o que significa que ter bar/restaurante em Adams Morgan deve ser um bom investimento!

Quando eram volta das duas da manha regressamos aos respectivos aposentos! Nao sem uma dor de cotovelo pois vontade de ficar nao faltou, mas porque a sobrecarga da semana anterior junta as obrigacoes profissionais da semana de trabalhos que iniciava ja, brigavam a recolher a base, pois coincidentemente para ambos, o Domingo profissional comecaria cedo, exactamente as 08.00 da manha!

A dica esta dada, nao va a Washington sem visitar Adams Morgan.

Para mais testemunhos sobre Adams Morgan por favor clique aqui

Friday, 16 April 2010

O debate sobre o (sub)desenvolvimento do Gurue continua!

Participe! Clique aqui para seguir a conversa sobre o desenvolvimento do Gurue!

SUDAN


An election victory that widens the North-South gapWestern governments accept the regime’s rigged victory in exchange for what they hope will be a Southern referendum

Long before voting started on 11 April, it was clear that the ruling National Congress Party (NCP) in Khartoum would maintain its iron grip on power and that interested governments would accept this, despite the widespread evidence of fraud produced by Sudanese and foreign observers alike (AC Vol 51 No 7). The opposition decision to boycott spoiled the plan.

For Khartoum, internationally accepted elections would counter the International Criminal Court’s arrest warrant for Sudanese President Omer Hassan Ahmed el Beshir. For Western governments, the elections were an essential building block in an orchestrated peace process which would culminate in next year’s referendum on independence for Southern Sudan.

After the opposition threatened a boycott, the United States Special Envoy, Air Force General (Retired) J. Scott Gration, flew in to ‘save’ the elections, initially due to run on 11-13 April but then extended due to the chaos. He declared them ‘as free and fair as possible’. A triumphant Field Marshal Omer told a 3 April rally in Blue Nile: ‘Even America is becoming an NCP member. No one is against our will.’ The ruling NCP (the rebranded National Islamic Front, NIF) cheered. Sudanese democrats felt betrayed.

Other concerns at this early stage include the growing estrangement between North and South and the divisions within the Sudan People’s Liberation Movement (SPLM), linked to this widening gap. Meanwhile, the Northern opposition has surprised itself (and others) by its defiance of the NCP regime and will seek to use the coming year, when Khartoum will attempt to sabotage the Southern and Abyei referenda, to rebuild itself and strengthen its challenge to the NCP. Foreign governments and non-governmental organisations will focus on the South, leaving a victorious Khartoum more scope in its war in Darfur and in combating the Northern opposition’s attempts to restore democracy – and itself.

The NCP’s victory celebrations took flight in the week between the initial SPLM boycott and the start of voting. Its victory, it told the public in rallies and the media, would be the people’s victory, marking the democratic transformation (a key phrase) they had been waiting for since 1986 (date of the last multiparty elections, which were generally free – in the North, at least). A 6 April release by the very official Sudan News Agency (Suna) used the term ‘free and fair’ three times in three paragraphs.



Playing the crowd

The story was about the Ministry of Foreign Affairs Under-Secretary, Mutref Siddig Ali, briefing European Union ambassadors. ‘He also emphasised the legal and logical necessity of an elected government to precede carrying out of the referendum to determine the future of south Sudan and realising the aspired democratic transformation in the country,’ said Suna of Mutref, a stern inner-core NCP man who frequently travels abroad to lay down the party line. This line has never included democracy, for throughout its brutal two decades in power, the party would have lost any fair election. Now, it will claim it has just won one.

The NCP has also been careful to link the elections to the Comprehensive Peace Agreement of 2005, which formally ended the war between the NCP and the SPLM/Sudan People’s Liberation Army. The culmination of the CPA is January’s Southern referendum on independence, along with the often forgotten one in Abyei on whether the District should join the South or stay in the North. The governments involved in the CPA, especially the ‘Troika’ of Britain, Norway and the USA, insisted these elections precede the referenda and see them as a crucial precursor. This is why they were endorsing the elections before they happened. In turn, Southerners widely see the referendum as the means to their liberation, with the elections as secondary.

This allowed the NCP to present itself as an enthusiastic proponent of both elections and peace. Omer el Beshir may have threatened to cut off the fingers, heads and tongues of foreign election monitors but the party calculated that, in the name of the CPA, it could get away with such threats and, indeed, with the aerial bombardment of Jebel Marra and Jebel Moon in Darfur that same week.

Another NCP tactic has been to present boycotts as merely reflecting the opposition’s fear of failure. ‘It is obvious that the opposition parties want to escape the competition because its leaders discovered that they are unable to convince the voters after two decades of splendid isolation during which they lost most of their active cadres,’ trumpeted the government’s Sudan Vision on 7 April.

The isolation and loss of activists is true – regime harassment and cooption combined with opposition ineptitude and poverty have ensured that. Yet despite all this, it is clear that much traditional support remains for the religiously based mega-parties, the National Umma Party and the Democratic Unionist Party (DUP), and that in transparent elections they would do well. So would the main secularist alternatives, the Sudan Communist Party (SCP) and, most of all, the SPLM, which among Northerners has taken off from nowhere. This was fed by the ecstatic welcome for the late SPLM Chairman, John Garang de Mabior, in Khartoum in July 2005 and the fact that many Northerners embrace his vision of a ‘New Sudan’, politically secular and giving some of the Nile Valley elite’s power to the country’s marginalised peoples.

Foreign optimists also constructed the edifice of the CPA on the broad shoulders of the stubborn and charismatic Colonel Garang. This is one reason many Sudanese nation-wide believe ‘Doctor John’ was assassinated by the NCP. The crash of the Ugandan presidential helicopter in Equatoria on 30 July 2005 has never been fully explained.



Electoral gifts for the NCP

After the complicity of foreign governments and the United Nations, the biggest electoral gifts to the NCP are the indecisiveness of the Northern opposition and of its ally in the National Consensus Forces (NCF, aka Juba Alliance), the SPLM. Confusion followed the SPLM’s 31 March announcement that it would boycott the Darfur and national presidential elections. Doubt had already spread earlier that day after SPLM Chairman Salva Kiir Mayardit had denied in a BBC interview that any such boycott would occur. The explanation was reluctantly proffered that he had not wanted to announce the boycott, agreed at an SPLM Political Bureau meeting, before it was discussed with the SPLM’s NCF allies.

His Deputy, Riek Machar Teny Dhurgon, had gone ahead and told the world anyway. Yet SPLM sources had already told Africa Confidential that, after meetings with the Northern opposition, a joint boycott was planned. When the SPLM made its unilateral announcement, some oppositionists accused it of doing a deal with its CPA ‘partner’, the NCP: ‘You can win the elections, as long as we get our referendum’. Such a bargain of course implies both that the NCP was not already sure of winning the elections and that it would stick to such an agreement when it has broken all previous ones.

Various SPLM leaders then went on to contradict each other over the boycott, with a clear division between Khartoum and Juba, leading one Movement official to make an analogy with Janus, the Ancient Roman god with two faces, looking in opposite directions. Indeed, the elections have brought out a lack of cohesion in SPLM policy and the contradiction at the heart of the CPA: that the SPLM is in legal (though not de facto) partnership in the ‘Government of National Unity’ with the NCP, which doesn’t want the South to secede, while Southerners and most SPLM officials wait impatiently for January’s referendum – and independence.

There is still, though, a group in the SPLM that believes in the New Sudan that lay at the core of the CPA for many of its foreign architects, who counted on John Garang to carry this through. During the CPA negotiations, both Britain and the USA were opposed to the independence referendum, one Western diplomat involved told Africa Confidential recently.



The SPLM in the North

In the SPLM, the unity group is seen as led by Secretary General Pa’gan Amum Okiech and his deputy for the Northern Sector, Yasir Saeed Arman Saeed, who spearheaded the election boycott by withdrawing as national presidential candidate on 31 March. Asked whether, in the case of an independence vote, he would go North or South, Yasir (a Northerner) answered ‘North’. This has crystallised the idea of a Northern SPLM continuing after the referenda; till then, the SPLM theoretically remains a partner of the NCP, although relations seem unlikely to improve.

On 10 April, Yasir Arman sought to quash rumours of rifts: ‘Myself, First Vice-President Silva Kiir Mayardit and Secretary General Pa’gan Amum are comrades for a quarter of a century. We will not be taken apart by three day elections,’ he declared. Yasir, a former Communist from the Gezira, developed a charismatic campaign himself and Sudanese will hear more of him. It will be interesting to see which direction the equally articulate Pa’gan, a Collo (Shilluk) from Upper Nile, eventually takes. It is keeping SPLM strategists busy.

Differences in the Northern opposition are less grounded but more damaging: they prevented the NCF from presenting the united poll boycott that would have received a warm welcome in the North (contrary to the South, where a boycott was popularly perceived as threatening the referendum). Both the Umma Party and DUP have long suffered from factionalism but the boycott highlighted the ambivalence of their leaders. After much dithering, the Umma’s El Sadig el Sideeg el Mahdi had decided, eventually, not to boycott but was forced to cave in to pressure from senior party people. Over 100 wrote to him demanding a boycott, we hear. This may reflect the gradual internal democratisation that party sources say is now taking place in the dynastic institution.

Also dynastic is the DUP, now often called DUP-Original. Head of it and the Khatmiyya sect is Mohamed Osman el Mirghani, in the 1990s head of the then opposition umbrella, the National Democratic Alliance, and active in the mid-1980s peace talks with the SPLM which El Sadig long shunned and which the NIF coup was timed to terminate.

Mohamed Osman declared he would boycott but then, we understand, was approached by the NCP and changed his mind. His deputy, lawyer Ali Mahmoud Hassanein, had since December called for a boycott; he predicted to Africa Confidential this week that most Unionists would boycott polling and called for the united opposition to stand firm.

That will be the post-electoral challenge for the Consensus Forces, which were unable to maintain their consensus enough even to boycott a poll they had all agreed was rigged in advance (including Hassan Abdullah el Turabi and his Popular Congress Party, who surprised few by rejecting the boycott by the opposition of which he was theoretically part). The NCP will offer ministerial but power-free portfolios to a handful of NCF leaders and call this a democratic consensus government.

Nevertheless, the genie has been allowed out of the bottle and it will not return. The greatest opposition momentum lies with the secularist parties, notably the SPLM and SCP, which may well reinforce their ties to the leading Sudan Liberation Movement groups in Darfur. A strengthened NCP will divide its strategy between them and the South.