Tuesday, 13 April 2010

Selecção de secretários permanentes para os ministérios



Governo selecciona 11 secretários permanentes entre 100 concorrentes

Maputo (Canalmoz) – O primeiro concurso da administração pública moçambicana lançado para seleccionar os secretários permanentes dos ministérios teve resultados considerados satisfatórios pelo Ministério da Função Pública, responsável pelo processo da selecção. Foram apresentados 104 candidatos para ocuparem 11 cargos vagos em vários ministérios.
Um concurso reservado a funcionários públicos com o mínimo de cinco anos de experiência em cargos de chefia foi lançado, em Março último, pela ministra da Função Pública, Vitória Diogo, para seleccionar secretários permanentes para os ministérios dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, da Planificação e Desenvolvimento, dos Transportes e Comunicações, da Administração Estatal, da Ciência e Tecnologia, da Mulher e Acção Social, da Educação, da Cultura, dos Combatentes, da Energia, e do Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental.
A selecção de secretários permanentes dos ministérios através de concurso público surge em cumprimento do decreto n.º 54/2008 do Conselho de Ministros e, segundo um documento da Unidade Técnica da Reforma do Sector Público enviado à nossa redacção, “está inserido no esforço do Governo para a profissionalização da função pública, através da contratação de quadros qualificados e com competências comprovadas para o efeito”.
O decreto n.º 54/2008 do Conselho de Ministros determina que o cargo de secretário permanente é reservado a funcionários do Estado em situação de nomeação definitiva e integrados na carreira de Especialista ou Técnico Superior N1 ou equivalente, e com pelo menos cinco anos de exercício de funções de direcção ou chefia. (Redacção)

Palavras para que? Obrigado Bruno!

Palavras para que? Obrigado Bruno!

Venda ilícita de terrenos virou moda

EM MAPUTO E MATOLA
A compra e venda de terrenos em Maputo e Matola, tornou-se tão vulgar ao ponto das pessoas considerarem um negócio “inevitável” numa altura em que as autoridades moçambicanas consideram esta prática como um acto ilícito e punível.
É uma questão gasta e já sem destaque na imprensa, mas dolorosa, real e cada vez mais grave nos últimos anos. Pouca gente conhece a lei sobre a proibição da venda de terra, mas muitos sabem onde se pode comprar este recurso que por lei pertence ao Estado.
Entretanto, mesmo aqueles que sabem ser proibida a venda da terra em Moçambique acabam aderindo ao negócio porque os municípios demoram responder os pedidos de terrenos.

Algumas pessoas nunca chegam a pedir talhão porque já não acreditam na celeridade dos municípios na tramitação desse tipo de processos.
“A minha irmã requereu um terreno (a autoridades municipais) há mais de 10 anos e até agora não tem. Se eu espero e espero, quem vai me oferecer? Eu comprei terreno porque preciso de construir e isso custou-me muito caro”, disse Leonor Mahumane, uma residente em Maputo. O negócio de terrenos é bastante lucrativo. Em alguns bairros suburbanos da cidade de Maputo (considerados de elite) um terreno com as dimensões convencionais de 15/30 metros chega a custar mais de 200 mil meticais (cerca de 7.400 dólares).

Em outros bairros, ainda desprovidas de quaisquer facilidades, talhões com as mesmas dimensões podem ser comprados a partir de 30 mil meticais (valor quase equivalente a 20 salários mínimos do sector de actividade que menos paga).
“Esta lei não é real porque na verdade os talhões são vendidos e, passado algum tempo sem o proprietário construir, podem voltar a ser vendidos para uma outra pessoa”, disse Mahumane, acrescentando que para ter o seu talhão em 2003 teve de desembolsar 15 mil meticais atribuídos por uma instituição bancária via crédito.
Por seu turno, Anselmo Guambe, da cidade da Matola, diz que acabou comprando um talhão no bairro de Mahlampswene em 2007, após ter esperado durante um ano e meio pela resposta do Município ao seu pedido de talhão.
O pedido ainda não foi respondido até agora.
“Eu estava aflito”, diz o jovem Anselmo que na altura acabava de se casar, considerando moroso o processo de tramitação de pedidos de talhões no Município da Matola.
Município admite saber da violação da lei de terra
A Direcção Municipal de Planeamento Urbano e Ambiente (DMPUA), entidade municipal responsável pela planificação do solo urbano, diz estar a par da prática de negócio de terrenos mas nega que tal tenha se tornado normal.
“Pode parecer normal, tal como disse, quando a criminalidade é alta pode parecer
normal, mas não é”, disse o director da DMPUA, Zacarias Nhantumbo, admitindo porém que, perante uma situação de maior procura de talhões, há maior probabilidade desse negócio ocorrer com maior vigor.
Nhantumbo disse, contudo, que a edilidade está a combater esse tipo de práticas, tendo, há dois anos, expulsado dois funcionários da DMPUA que estavam envolvidos em esquemas de venda ilícita da terra. Na altura, eles foram denunciados por cidadãos.
“Já revogamos vários DUAT’s (títulos de Direito de Uso e Aproveitamento da Terra) por percebermos que alguma coisa não estava bem no processo de sua
tramitação. Havia indícios de se tratar de casos de venda de terrenos”, explicou
Nhantumbo.
A DMPUA diz procurar formas de explicar aos cidadãos sobre os passos a seguir para ter acesso a terra, uma das quais é a fixação de cartazes contendo essas informações em todas as sedes dos distritos municipais.
“Em 2008, chegamos a colocar aviso no jornal a advertir as pessoas para não comprarem nem venderem talhões, talvez não tenha sido suficiente”, admitiu a fonte.
Agora Maputo não chega para todos
Zacarias Nhantumbo disse que actualmente a sua direcção conta com cerca de 22 mil pedidos cumulativos de terrenos.
Nos últimos anos, a DMPUA atribuiu cerca de quatro mil DUAT’s a diversos cidadãos. Entretanto, nos últimos 12 meses, esta instituição recebeu 2.950 pedidos de DUAT’s e, durante o mesmo período, 2.100 pessoas receberam títulos do género.
Para saber se todos os cerca de 20 mil pedidos serão respondidos é preciso elaborar um plano urbano nos bairros da cidade com vista a fazer o levantamento dos espaços existentes.
Porém, até agora, tal trabalho só foi realizado no distrito municipal da Catembe, onde existem oito mil talhões (em quatro bairros) que poderão ser distribuídos nos próximos dias.
Com excepção da Ilha de Inhaca (localizada há cerca de 70 quilómetros do continente), Catembe é o distrito com maior número de espaços vazios, seguido do bairro de Albazine (parte do bairro).
Segundo o director da DMPUA, nos próximos dias, o Município vai reiniciar o processo de atribuição de novos talhões, com a elaboração dos planos parciais de urbanização em nove bairros de Albazine, Magoanine (A,B e C), Zimpeto, Laulane, 3 de Fevereiro, Mahotas e Ferroviário das Mahotas.
“O objectivo destes planos é, primeiro, regularização das ocupações existentes e permitir fazer novas atribuições”, explicou a fonte.
Os nove bairros serão urbanizados com os fundos do Programa de Desenvolvimento de Maputo (PROMAPUTO), um programa integrado de desenvolvimento da cidade financiado por diversos parceiros nacionais e internacionais.
Enquanto isso, o Município de Maputo usou os seus próprios meios internos para urbanizar os quatro bairros da Catembe, onde nos próximos dias serão distribuídos 610 talhões.
DIÁRIO DE NOTÍCIAS – 12.02.2010

Enquanto continua a venda ilegal de terra

Seis mil pedidos de talhões encalhados nas gavetas do Edil da Matola


Sobre a venda ilegal de terrenos pelos residentes dos bairros, e que envolve, muitas vezes, os funcionários da municipalidade, Arão Nhancale preferiu não se pronunciar


“Quando as pessoas vêem muita terra pensam que está livre. Há um trabalho prévio que deve ser feito, uma vez que o espaço está inserido num bairro e se está à espera de um plano de estrutura que tem que ser tecnicamente trabalhado pelos planificadores físicos, de modo a saber-se quantos talhões são, e daí, proceder-se ao concessionamento” – Arão Nhancale, presidente do Município da Matola


Nas gavetas do presidente do Conselho Municipal da Matola, Arão Nhancale, estão mais de seis mil pedidos de parcelas (“talhões) de terra para habitação a aguardar por despacho, sem qualquer resposta.

Ainda não passou um ano e meio que Arão Nhancale assumiu as funções. Cresce a insatisfação.

A vontade dos munícipes em obter um espaço para habitação está a ultrapassar as previsões e as capacidades da edilidade. O anúncio veio do próprio presidente do município da Matola que, em entrevista ao Canalmoz, explicou que, não há, até este momento, nenhum despacho dos pedidos “devido à existência de pouco espaço para a habitação e a questões de organização”. Diz, entretanto que está em curso na edilidade um processo de organização do sector.
“Quando as pessoas vêem muita terra pensam que está livre. Há um trabalho prévio que deve ser feito, uma vez que o espaço está inserido num bairro e se está à espera de um plano de estrutura que tem que ser tecnicamente trabalhado pelos planificadores físicos, de modo a saber-se quantos talhões são, e daí, proceder-se ao concessionamento”, declarou Arão Nhancale à reportagem do Canalmoz e do Canal de Moçambique – Semanário.
Sobre a venda ilegal de terrenos pelos residentes dos bairros, e que envolve, muitas vezes, os funcionários da municipalidade, Nhancale preferiu não se pronunciar.
Sobre a demora na resposta dos pedidos formais de espaço para habitação, Nhancale explicou que as solicitações “estão em número muito superior em relação à disponibilidade dos espaços”, e, em função disso, à medida que alguns pedidos são anulados, vai-se preenchendo com novas concessões, e também, nos sítios onde se tem a clareza e segurança do plano parcial aprovado, serão feitas concessões.
“Na zona de Siduava, existem 500 talhões que brevemente serão concessionados, no Boquisso temos outros, acontecendo o mesmo no Intaka, só que o número de pedidos é muito superior à disponibilidade”, repetiu o presidente do município, para quem “as pessoas deverão entender que não podemos fazer dupla atribuição. Além disto, existem projectos económicos que não podem entrar em conflito com o desenvolvimento habitacional. É por isso que o plano de estrutura diz claramente onde é que deve haver a expansão industrial e habitacional”, afirmou.
Esta declaração de fracasso na atribuição de terra para habitação aos munícipes da Matola, acaba tendo como uma das suas consequências que as pessoas recorram ao mercado negro, comprando o terreno ilegalmente, pois, afinal, o Estado não consegue garantir aos cidadãos o direito à habitação como previsto na Constituição. (Fenias Zualo)
CANALMOZ – 13.04.2010

Sera o turismo uma prioridade nacional? MA

'A frightening experience'
by Greg Stringer
2010-04-13 13:30

With reference to the SA tourists attacked in Moz, I would like to share my frightening experience in Maputo this past weekend on the 10th April 2010.

My girlfriend and I were in Maputo to start setting up a procument business between SA and Moz; we had been working on this deal for several months, discussing trade options with many Moz authorities - including the Moz Embassy - and were now ready to “seal the deal” so to speak.

We booked through an agency, based in Johannesburg, advertising accommodation and the sight-seeing/entertainment opportunities in the immediate areas surrounding our hotel in Maputo.

Upon arrival at the border-post, we were accosted by Moz locals trying to “help” us with our passport/immigration documentation. These bandits are extremely persistent and really do not do any good other than irritate every other tourist by pushing in front of people waiting to be processed - and the looks were directed at us!

Mozambique is an extremely beautiful country, nearly untouched by man. All that is destroyed the minute you drive into Maputo, it is really sad to see poverty on such a large scale. Our first introduction to Maputo was being stopped by the local Militia or Police Force - we were not sure as they do not carry identification other than an AK47 which they readily use for intimidation. I had turned into a road like any other road, no specific traffic signals stating illegal turns, and was immediately stopped by these thugs.

The two “officers” then proceeded to spin a yarn about an illegal turn I had made and was ordered to pay a fine. When I questioned the legitimacy of the apparent infringement, I had an AK47 brought into my view and told to pay 2000Mt (approximately R500) or they would impound the vehicle. The Travel Agency had issued a stack of documents for officials to complete should a situation present itself, but at no point were we warned that this was a way of life in Maputo! The officer refused to complete the forms and continued to aggressively intimidate us into parting with all our money!

We, eventually, reached our hotel and booked in. Unfortunately we had to get back onto Maputo's streets to continue with our business venture. Lo and behold, we were pulled over again! Admittedly, I had made a mistake by going through a red-light (pity it was only visible once I had pulled off). Twenty, heavily-armed officers! One was at least a bit more helpful in explaining where we were exactly, but this did not stop him from demanding 3000Mt from us! Once again, we were left in the middle of an unknown town, robbed of all our money by the very people we hoped would help us.

After our business was concluded, we decided to try a restaurant recommended by the travel agency - on our return to the hotel, we were stopped again! This time, it was completely obvious that the “officer of the law” was looking for GP number plates. Several GP vehicles had been pulled off. The officer asked for the usual driver's and car licence paperwork and continued to ask for ridiculous things until we could no longer present documentation - it is then that his COMMANDING OFFICER instructed him to extract as much money as possible for a phantom infringement. By this stage we had no money left other than a pocket full of mixed coins. We were somehow released after 30mins of arguing an extortion and threatening behaviour from these so-called officials.

We later found that the restaurant, Costa Do Sol - apparently the jewel of Maputo, ran our credit-card payment twice! Is there no place in Mozambique that is not out to screw the tourist who is probably the country's only saving grace by the looks of Maputo.

Corruption often comes from the “big fish” at the top - the underlings notice this behaviour, which sends a clear message stating that it is OK to take money from innocent people.

The only way “His Excellency” is going to remove corruption is to cut out its heart - and I sincerely doubt he'll be surprised that the heart is very close to home!

We have since “binned” the business venture and will never visit Mozambique again.

My condolences go out to those poor people who experienced corruption and crime on a far greater scale than my girlfriend and I did - I can only imagine what they went through.



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Monday, 12 April 2010

Em Morrumbala: Polícia mata um cidadão e pede silêncio

Para confessar um suposto crime de roubo no distrito de Morrumbala, na Zambézia

· Duas mulheres, familiares da vítima, também foram castigadas em seu nome


Quelimane (DZ) - Tudo começou on dia 1 de Março do ano em curso, em que um cidadão de nome Marco Briate (malogrado), é acusado e um seu comparsa cujo nome não foi possível identificar de terem roubado dois bidões de óleo e um saco de arroz,
algures na vila deste distrito, o que levou a que fossem destacados elementos da
polícia não identificados pelo depoente, para deslocarem-se à casa deste (Marco)
acompanhados do seu comparsa que se encontrava algemado, por volta das 19h, na altura este não se encontrava no local, só encontraram as senhoras (Isabel e Laura Briate- esposa e irmã do Marco Briate).
Chegados ao local, o mesmo conta que os agentes vasculharam a casa da família Briate e não encontraram nenhuma prova indiciária que pudesse incriminar o Marco, e como não tivessem conseguido nenhuma prova, levaram consigo duas pessoas que estavam presentes, nomeadamente a esposa e irmã do Marco.
Conforme contou, Miguel Briate irmão mais velho do Malogrado, as duas começaram
a ser “chamboqueadas” como forma de pressiona-las para confessarem se tinham visto
onde estava o Marco ou o produto roubado.
Nessa altura o Marco estava na casa do tal comparsa com quem era acusado de
comparticipação no referido roubo. Passaram pela casa deste e encontraram algemaram-no e começaram a chamboquea -lo tendo -o levado ao Comando distrital da PRM de Morrumbala, isto na noite do mesmo dia e as senhoras voltaram para casa.

Na madrugada da terça-feira o Chefe das Operações do comando da PRM de Morrumbala, que o conhecemos por Mandra, acompanhado de outros colegas deslocaram-se a casa da família Briate, com o fito de simular em como o Marco fugiu da cela e obter confissão forçada da família deste se tinham visto os bens em causa. Alias, uma fonte
bem posicionada dentro da PRM, disse nos que o referido chefe das Operacoes é irmão do vice-ministro do Interior, José Mandra.
“Levaram de novo nas duas senhoras ao comando e começaram a serem investigadas”-
disse a fonte para depois acrescentar que “por volta das seis horas da manhã ao amanhecer as duas senhoras ao verem o Marco na Cela questionaram, esta atitude
não foi recebida com agrado, foram fortemente chamboqueadas e castigadas das 6h até 13h”- acrescentou o Miguel.
Já nesta manhã, as duas contam que viram o Marco a ser esfregado sal todo o corpo e
amarado cada braço ao seu pé, no local de tortura. Foi amarrado e pendurado ao um teto ou a um suporte como se de um cabrito em esfolamento se tratasse.
Terminado o castigo, fizeram-no descer, nessa altura o Marco já não conseguia falar ou gritar porque tinha perdido a voz. Já em baixo ajoelharam no e colocaram uma
pedra no colo e começaram a bater de novo, com este tratamento o Marco não aguentou e dois agentes da polícia carregaram-no de volta a cela.
Na tarde da terça-feira, Marco foi submetido de novo ao castigo.
Às 20 horas, o depoente Miguel Briate, deslocou-se a Esquadra para resgatar as duas mulheres (Isabel e Laura Briate), presas em nome do Marco e pedir que fossem soltas. A polícia disse que ele deveria voltar no dia seguinte, portanto, quartafeira,
as 8 horas.
Na quarta-feira, Miguel voltou para pedir falar com o comandante ou Chefe das Operações, tudo isso para o ver o seu parente. Mas, o agente que lhe atendeu disse que não valia pena, porque este encontrava-se muito doente e que as senhoras estavam fora das celas e não havia problemas.
Miguel Briate, foi ter com o Chefe das Operações para fazer-lhe entender no sentido de soltar as duas senhoras presas, este disse que as senhoras sairiam no fim do dia
porque estavam a fazer as últimas investigações.
Mais adiante, a fonte disse que o mais surpreendente é que o comparsa do seu irmão com o qual eram acusado no tal roubo não foi maltratado tanto como o Marco.
As 15 horas da quarta-feira, isto passados três dias, foram soltas as duas senhoras, nessa altura o Marco ainda estava vivo e aproveitou pedi-las para que se tivessem que trazer comida que fossem papas porque não conseguiria engolir coisa forte e
queixou – se que não estava a se sentir bem.
Na senda dos seus depoimentos, Miguel diz que tentou falar com o chefe da Policia
de Investigação Criminal (PIC), este respondeu que: “Marco não esta sentir nada, está a gingar”-rematou.
Logo cedo, a esposa levou papas de farinha de milho que serviriam também para o almoço. Esta coincidiu com a retirada do Marco da Cela, porque os seus colegas
(prisioneiros), estavam a gritar dizendo: “o Marco aqui está a morrer”-fim de citação
Foi segurado nos dois braços e levaram para a mangueira onde veio a perder forças.
Quando viram que o estado de saúde do Marco estava paulatinamente a degradar-se, o
chefe das operações pediu uma bicicleta para leva-lo ao Hospital local.
A caminho do hospital sob olhar atento da sua esposa, o Marco já na fase terminal, pouco antes de chegar ao hospital, na área da Administração perdeu a vida, nisto,
um preso que estava a acompanha-lo para hospital virou-se para a
esposa para dizer-lhe que o marido tinha morrido. O chefe das Operações não gostou da atitude e deu uma porrada ao preso porque este não queria que se soubesse
que o Marco morreu antes do hospital.
Chegados no banco de socorros, segundo a mesma fonte, acrescentou que o enfermeiro que não soube o nome tentou sem sucesso rejeitar o corpo uma vez que o mesmo tinha chegado sem vida.
O chefe das operações não queria que se soubesse que o Marco morreu pelo caminho e o
corpo permaneceu na morgue do hospital até dia seguinte.
Na sexta-feira a família Briate voltou a Esquadra para pedir esclarecimento e a polícia não quis assumir a autoria do crime alegando que o mesmo perdeu a vida no
hospital, só que a família confirma que o Marco saiu de casa saudável.
Gerou-se um ambiente de tensão e as duas partes entraram em alvoroço tendo a polícia
recorrido aos disparos com recurso de arma de fogo para dispersar a famílias que ameaçava trazer o corpo a esquadra.
A família Briate exigiu que a polícia se responsabilizasse pelas despesas de sepultura, mas o comandante negou, alegando que senão passaria a ser costume.
Depois de tanta pressão o Comandante aceitou sob condição de uma declaração onde a família assumiria que o Marco morreu no Hospital e que a polícia pagara o
valor em solidariedade ao malogrado por ter passado pela esquadra.
A família aceitou fazer a declaração, que foi produzido em duplicado tendo ficado uma copia para cada parte e o comandante tirou cerca de 1400,00mts para
custear as despesas do enterro tendo se efectivado no sábado dia 6
de Março.
Uma história triste. Um caso de violação dos direitos humanos.
*Equipa de investigação do Diário da Zambézia.
A vítima em observações no hospital

A VERDADE NO MUNDIAL 2010!


A pouco mais de dois meses do primeiro Campeonato do Mundo de Futebol que vai decorrer no continente africano, de 11 de Junho a 11 de Julho, o Jornal @Verdade lança uma página web dedicada à cobertura do Mundial para todos os moçambicanos.

Desde Outubro de 2009 que abrimos um espaço privilegiado para relatar como estão a decorrer os preparativos para a maior festa de futebol do planeta.

Contamos a história do troféu, que esteve em Maputo, estivemos presentes no sorteio da fase final e, numa experiência inédita cobrimos em directo via http://www.facebook.com/jornal.averdade toda a cerimónia. Percorremos cada uma das cidades sede e visitámos os estádios onde o Mundial será disputado, reportando as histórias do país que será o centro do planeta a partir do dia 11 de Junho.




A verdade é que a maioria dos moçambicanos não poderá estar na terra de Nelson Mandela para ver in loco as estrelas do futebol, por isso temos levado às páginas do Jornal as mais importantes reportagens sobre o evento.

Infelizmente, no nosso semanário não cabem todas as histórias e reportagens sobre o Mundial da África do Sul e é por isso que criámos esta página web www.verdade.co.mz/destaques/mundial-2010.




O site abrigará toda a cobertura que já fizemos, terá reportagens durante o Mundial e de cada jogo em directo e pretendemos que seja também um ponto de encontro para os amantes de futebol contarem-nos como estarão a viver este momento ímpar das suas vidas.




A 59 dias do pontapé de saída no Soccer City, em Johanesburgo, vamos iniciar a apresentação de cada uma das 32 selecções que vão disputar o Campeonato do Mundo de 2010.



KE NAKO


Jornal @Verdade
www.verdade.co.mz
facebook.com/jornal.averdade
http://twitter.com/averdademz

Entrevista a Graça Machel: “Não alteraria o meu percurso, a minha trajectória de vida”


Sábado 10 Abril 2010 • P2@publico.pt

Ana Dias Cordeiro e Luís Villalobos

P2 • Sábado 10 Abril 2010 • 9

Produzir riqueza não é só fazer dinheiro
No activismo social e na política, Graça Machel sempre tentou aplicar os ideais da luta de libertação. Como empresária quer continuar a fazer o mesmo. E juntar o melhor de dois mundos: o dos homens de negócios e o das mulheres das zonas rurais de Moçambique a Graça Machel fala dos seus negócios com o mesmo entusiasmo com que defende as suas causas sociais e políticas. Aos 64 anos, a ex-primeira-dama de Moçambique e mulher do ex-Presidente da África do Sul, Nelson Mandela, desdobrase
em acções para melhorar os direitos humanos, das mulheres e das crianças e, ao mesmo tempo, em projectos empresariais, desde que é presidente do grupo Whatana Investments, uma holding de participações empresariais que fundou com o seu fi lho, Malenga Machel, e o gestor Nuno Quelhas.
Nessa qualidade, esteve em Lisboa, onde assinou um acordo com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) para a criação de novos
projectos com capital português. A sua empresa pretende ser uma porta de entrada para a África Austral.
Em Moçambique, Graça Machel continua a ser uma das reservas morais da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), mas diz que não tenciona lançar-se para
uma posição de liderança ou de governação.
Em que momento da sua vida decidiu ser empresária? Não há um momento, há um
processo. Toda a minha vida de luta foi no activismo político e social. Mas depois compreendi que as regras de jogo nos levam a identificar áreas em que podíamos fazer
uma diferença. [Aqui em Portugal falando aos empresários] eu estava a fazer um activismo económico, a mobilizar pessoas, é o que sei fazer.
Estou preparada para me rodear de pessoas que entendam muito mais de gestão empresarial do que eu.
Eu tenho experiência de gestão de situações sociais. Estou preparada também para produzir riqueza.
Para mim, produzir riqueza não é necessariamente fazer dinheiro. É multiplicar efeitos.
Efeitos que geram crescimento? O crescimento económico para mim significa colocar riqueza nas mãos de pessoas, em particular de jovens, nas mãos de mulheres das
associações rurais. Como activista social, criei em Moçambique uma rede de associações de mulheres rurais. E é nelas que penso. Quando falo a homens de negócios em agroindústria, estou a dizer-lhes que onde eles estiverem sedeados, as
associações de mulheres rurais dessa zona podem beneficiar do acesso à tecnologia, do acesso ao mercado e à melhoria das capacidades de produção. É a multiplicação desse saber e a transferência desse saber que uma empresa de vanguarda vai transmitir àquele conjunto de associações de mulheres rurais.
Do que eu estou a falar não é necessariamente de colocar a riqueza nas minhas mãos, é de colocar a riqueza na multiplicidade de iniciativas de grupos organizados
que existem.
Foi a sociedade que mudou ou foi a Graça Machel? Faz mais a diferença hoje pela economia do que fez no passado pela política?
Foi um processo. Eu não abandonei o activismo social. Vou continuar a fazer o activismo social, mas vou complementar com iniciativas que gerem riqueza e tornem os direitos das mulheres, os direitos das crianças, materialmente realizáveis.
Se estivesse a começar agora, escolheria a via económica?
Não, eu não havia de alterar o meu percurso, a minha trajectória de vida. Eu estou simplesmente a dizer que cresci, aprendi lições que a vida me ensinou e descubro que apesar de tudo ainda tenho capacidades de me desdobrar em conhecimentos novos e uma forma diferente de estar. Não há ruptura das causas que abracei, há progressão. Nós
temos em Moçambique centenas de milhares de jovens que saem das escolas, que saem das universidades, que têm conhecimentos de carácter geral, [mas] que depois não são
empregues por ninguém, têm de se auto-empregar. É por isso que falamos de um fundo de capital de risco, exactamente para os jovens terem essa oportunidade de começar negócios. E fazerem negócios para eles próprios, em grupo ou individualmente,
multiplicando-se assim o número de pequenos empresários que um dia, oxalá, se transformem em grandes empresários.
A minha empresa vai ganhar dinheiro, é verdade, mas, mais do que isso, nós queremos usar o potencial que temos para multiplicar oportunidades para muitas outras pessoas terem acesso a recursos e ao conhecimento, e poderem gerar riqueza para si próprias.
Disse, na sua intervenção, que Portugal tem sido tímido em relação à África. O país é pouco agressivo do ponto de vista económico?
Realizou-se há dois anos aqui em Lisboa a primeira cimeira entre a Europa e a África. Mais de dois terços dos países africanos estiveram presentes. [A cimeira]
foi uma marca de abertura que Portugal estabeleceu. E foi um Portugal europeu que se constituiu como ponte de comunicação com África. Se tivesse havido uma maior
agressividade no estabelecimento de relações comerciais com aqueles países, qualquer um deles poderia ter começado a fazer negócios com Portugal. Até agora, as acções
de vulto estão em Angola e em Moçambique. E em Moçambique só há pouco tempo começaram
a crescer, timidamente. Por isso, percebemos que era preciso este frente-a-frente com empresários portugueses, e dizer que há oportunidades que não se devem
perder. Existe um interesse da parte dos países da África Austral em diversificar os parceiros económicos e comerciais, e para Portugal esta é a oportunidade de se apresentar como um país, não do passado, mas um país do presente e do futuro. Com as
tecnologias avançadas que o país já desenvolveu, é uma oportunidade que não se deve perder.
Falou de um momento histórico. Porque há condições apropriadas e maduras de ambas as partes. A história é um conjunto de circunstâncias que favorecem a realização de certas acções de vulto, e este pode ser um momento que, estrategicamente, vai catapultar os empresários portugueses para uma zona geográfi ca em relação à qual
eles agiam com timidez e com um certo grau de desconhecimento. Mas isto pode colocar, defi nitivamente, Portugal numa posição muito privilegiada daqui para a frente, em países com os quais não tem nenhuma relação de colonização.
Começa-se agora um momento histórico, é isso que eu quero dizer. Os seus objectivos de desenvolvimento e de melhoria dos direitos humanos não seriam mais facilmente concretizáveis se exercesse um cargo de liderança política?
Eu estive na política e ocupei posições, [como a de ministra da Educação no Governo formado por Samora Machel a seguir à independência] no tempo que foi e no tempo que quis. Abandonei a política deliberadamente, não fui forçada.
Desiludiu-se com a política?
Não, não me desiludi. Cresci. Continuo no comité central da Frelimo, o órgão dos grandes debates em que se tomam as grandes linhas estratégicas. Mas não sou membro do secretariado, não sou membro da comissão política e não tenho a intenção de ocupar
nenhum cargo na governação. Nem na governação, nem no Parlamento.
Sou um animal político no sentido de que eu quero estar dentro dos órgãos que permitem refl ectir e fazer as grandes opções estratégicas.
Quem implementa na governação directa são outras pessoas, não eu.
Como uma das reservas morais da Frelimo, não aceitaria avançar para a liderança, se o processo de sucessão de Armando Guebuza, líder do partido e Presidente da
República, não for simples?
Nós, na Frelimo, já tomámos uma decisão: a geração do movimento de libertação teve o privilégio não só de exercer mas também de contribuir para a formação da nova geração
de líderes moçambicanos. São esses líderes que vão suceder a Armando Guebuza. São 30 anos depois da proclamação da independência, e seria muito estranho que não tivéssemos conseguido produzir uma nova liderança muito bem enraizada nos princípios, nos valores da Frelimo, e que seja capaz de fazer a continuidade. E é esse o projecto que Moçambique tem.
Samora Machel é de uma geração, [ Joaquim] Chissano é de outra geração, [Armando] Guebuza é de outra ainda. Nós temos tido um processo muito gradual de passagem
de uma geração para a outra. E os novos líderes que vão surgir vão ser
de uma nova geração.
Com o tempo que passou, tem um olhar mais crítico relativamente àquilo que foi a política de Samora Machel no pós-independência?
Acho que sim, tenho. Acho que todos nós temos. Deixe-me dizer desta maneira: em qualquer período histórico Moçambique teve os líderes certos. Ninguém teria feito a unifi cação do momento libertador como Eduardo Mondlane, e ninguém como Samora Machel teria feito melhor esse período de transição depois do assassinato de Eduardo
Mondlane para unir de novo as forças e continuar a luta armada de libertação nacional, e terminar o processo de libertação, da maneira como terminou e no tempo em que terminou. Só Samora é que podia fazer isso. E Samora era a pessoa
indicada para criar as fundações do Estado. Qualquer sentido de rigor, de disciplina, de ordem... Nós precisávamos de um líder daquela natureza para lançar as fundações do Estado.
Disse que tinha um olhar mais crítico sobre esse período.
No essencial, os princípios e os valores que marcaram as fundações do Estado moçambicano estão absolutamente correctos. Faríamos a mesma coisa. Agora, no detalhe
da execução poderíamos ter feito melhor. Mas não fizemos também porque não podíamos: não tínhamos nenhuma referência de dirigir o Estado. Fomos a primeira geração a construir o Estado moçambicano.
Tínhamos aquele grande dinamismo, aquela generosidade de libertação nacional, e nalguns casos cometemos excessos, mas no essencial foi aquilo que permitiu que o Estado moçambicano fosse hoje um Estado sólido. Apesar dos abalos, do confl ito que tivemos com a Renamo, o Estado nunca se desfez, fi cou inteiro. O país pode
sempre ser governado do Rovuma ao Maputo, do Índico ao Zumbo [na fronteira com a Zâmbia e o Zimbabwe], apesar da profunda desestabilização que se realizou. Se
nós não tivéssemos as fundações do Estado que começaram com Samora Machel nós podíamos ter colapsado.
Concorda que a História difi cilmente produzirá líderes como Nelson Mandela, que é, para muitos, uma fi gura de tal modo excepcional que é incomparável? O que faz de Nelson Mandela [com quem está casada desde 1998] essa figura excepcional?
Quem diz isso fá-lo num acto de generosidade e de reconhecimento de uma contribuição fundamental que Mandela deu, mas as pessoas são diferentes. Nós não vamos esperar encontrar nenhuma delas nas condições exactas daquilo que ele foi num momento histórico completamente diferente. Não é possível. Ele é produto de um momento histórico, ele teve que responder aos desafi os enormes do que era o sistema do apartheid.
Os outros líderes que vão aparecer vão ser grandes líderes mas num contexto histórico diferente, com desafi os diferentes e com maneiras diferentes de fazer política e de agir. Não serão melhores nem piores. Serão diferentes.
Há uma percepção um pouco romântica de Nelson Mandela. Todo o mundo diz que ele foi o melhor.
Ele foi o que devia ser naquelas circunstâncias específi cas da África do Sul. É verdade que ele deu o melhor de si próprio. Mas haverá outros, num momento histórico
diferente, a enfrentar desafi os diferentes e com um estilo de liderança diferente.
Todo o mundo diz que Nelson Mandela foi o melhor. Ele deu o melhor de si próprio,
mas foi o que devia ser naquelas circunstâncias específicas da África do Sul
Graça Machel, de 64 anos, não alteraria o seu percurso de vida. DANIEL ROCHA

Frelimo e MPLA apropriam-se do Estado

Em Moçambique e Angola



– conclui um estudo do IESA

Maputo (Canalmoz) – Os partidos governamentais de Moçambique e de Angola, respectivamente a Frelimo e o MPLA, estão-se a consolidar no poder com a tendência de controlarem perpetuamente os respectivos Estados. Esta é a conclusão de um estudo comparativo apresentado no último fim-de-semana, em Maputo, durante uma conferência internacional sobre os processos eleitorais, movimentos de libertação e mudanças democráticas em África, organizado pelo Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE), em colaboração com o Chr. Michelsens Institutt (CMI) da Noruega.
A conferência contou com a participação de investigadores científicos e de políticos provenientes da Etiópia, Uganda, Moçambique, Suécia, Bélgica, África do Sul, Noruega, Malawi e Zâmbia.
O estudo comparado revela que as lideranças da Frelimo, partido no poder em Moçambique, e do MPLA, partido no poder em Angola, tendem a alargar a sua influência de modo a dominar todas as estruturas sociais do Estado.
Outra questão que é referida no estudo são os discursos dos dirigentes destes partidos que, segundo refere, manifestam uma tendência de querer dominar “tudo e todos”, com políticas de concentração de poderes.

Moçambique e o estudo

A conclusão alcançada pelo estudo, para o caso de Moçambique, vem apenas formalizar o debate que tem existido na opinião pública em relação à tendência de querer dominar tudo por parte do partido Frelimo.
No ano passado, o relatório interno do Fórum Nacional do Mecanismo Africano de Pares (MARP) também fez referência ao facto de o partido no poder ter a tendência de querer substituir o Estado.
Em relação aos discursos com tendências de dominação, dos dirigentes partidários, o partido Frelimo é um exemplo vivo. Recentemente, o secretário-geral do partido Frelimo, Filipe Chimoio Paúnde, veio a público dizer que é imperiosa a continuação da implantação de células dentro do aparelho do Estado. Estas declarações vieram deixar claro a questão da afinidade partidária, como condição fundamental para trabalhar no aparelho do Estado, ou seja, este partido controla, a favor dos seus interesses partidários, o funcionamento do aparelho de Estado.

(Matias Guente)

Sunday, 11 April 2010

SÓ EM MOÇAMBIQUE...???

Um homem morre e vai para o inferno.

Ao chegar lá, ele descobre que há um inferno diferente para cada país

e ele decide tentar o menos penoso para passar a sua eternidade.

Ele vai ao inferno alemão e pergunta : 'O que fazem aqui ?

Disseram-lhe: « Primeiro põe-te numa cadeira eléctrica por uma hora.

Depois põe-te numa cama de pregos por mais uma hora.

Por fim o diabo alemão vem com um chicote e chicoteia-te até a

noite..

O homem não gosta do que ouve e vai tentar a sua sorte num outro

inferno. Ele passa pelo inferno dos EUA, da Russia e muitos mais.

Todos eles praticam o mesmo que o inferno Alemão. Mas o que fazer

então?

Ele continua a andar até que descobre uma grande fila no inferno de

MOÇAMBIQUE.

Muito intrigado, ele pergunta o que fazem nesse inferno. Ao que lhe

Respondem: Primeiro põe-te numa cadeira eléctrica por uma hora.

Depois põe-te numa cama de pregos por mais uma hora. Por fim o diabo

Moçambicano vem com um chicote e chicoteia-te até a noite.

Ai, mais admirado ainda, o homem pergunta: Mas é exactamente o mesmo

tratamento que fazem nos outros infernos. Porque razão então a fila

aqui é tão grande?



Resposta:

'Porque aqui nunca há electricidade, portanto a cadeira eléctrica

não funciona. Os pregos foram encomendados e pagos, mas nunca foram

fornecidos, portanto a cama é muito confortável. E o diabo Moçambicano

é trabalhador da função pública, por isso vem assina o ponto e

depois sai para tratar de assuntos pessoais, portanto nunca está presente

para chicotear os mortos'...



' Mozambique is maningue nice'

De Gurue a Washington! De Paraiso a Paraiso?


Uma vez mais encontro-me na capital do mundo, washington DC. Desta vez, vindo do Gurue! Se por um lado Gurue se pode chamar de 'Paraiso na Terra', Washington nao estaria longe, apesar das diferencas!
A viagem de Gurue a Washington levou mais de 48 horas! Entre esperas, corridas, check ins e check outs em mais de quatro aeroportos (Quelimane, Maputo, Johannesburg, Dakar e Dulles, estradas esburracadas (Mocuba-Nampevo, Municipio do Gurue, Cidade de Quelimane), chuvas e finalmente Dulles Airport etc etc.

Apesar das diferencas ha duas, tres ou quatro coisas que Washington e Gurue tem em comum: a calma, a beleza natural, a ausencia de super predios e um mistico paradisiaco! Ao contrario de Nova York com suas torres estonteantes e um stress arrasador, Washington me parece um lugar mais humano e mais sao! Nao me entendam mal, gosto de Nova York, mas entre o stress de Nova York e a paz de Washington prefiro esta ultima cidade!

Quem sabe se Gurue um dia nao sera a capital de Mocambique, como sonhou Ismael Mussa, SG do MDM!

Porque e que se chama de Washington DC?

A capital dos EUA deve o seu nome a George Washington, um comandante militar da revolucao Americana e primeiro Presdente dos EUA.
A abreviatura DC, vem de Distrito de Columbia, o que lhe permite nao confundir Washington a capital, com um easto que tambem tem o nome de Washington.

Washington DC tem tres aeroportos: Reagan National, Dulles International and Baltimore/Washington International.

Washington DC tem um dos melhores sistemas de transporte dos EUA: machimbombos urbanos(Metrobus) e os subways (Metrorail).

O meu Museu preferido e o Smithsonian museums, que para alem de ser lindo e livre ou seja nao se paga para nele entrar.

A minha universidade favorita e a John Hopkins University. a primeira vez que vim a Washington foi em Janeiro de 1995!

Gurue: Pensao Monte Verde

“Se o jornalismo é seguir agendas nao vamos longe!

Se o jornalismo é seguir agendas “Humm, assim não vamos longe”
· A propósito do dia do jornalista celebrado este domingo Arlindo Mustafa, jornalista da RM

-Sérgio Mamudo, RM Relegamos o povo e andamos algemados aos
políticos


Quelimane (DZ) - Muitas vezes, a classe jornalística no país, corre atrás de comunicados de imprensa, desmentidos do fulano, ou da instituição “X ou Y”.
Há vezes também, não poucas, refira-se isso, que a classe jornalística fica amarada a agendas políticas.
Foi assim que o considerado decano do jornalismo na Zambézia, Arlindo Mustafa, da
Rádio Moçambique, começou a falar a propósito do dia do jornalista celebrado ontem.
Na mesma ocasião, Mustafa disse que actualmente a classe jornalística corre mais atrás dos governantes, deixando de lado o seu verdadeiro papel de serem porta-vozes da população, que não consegue estar próximo dos governantes e muito menos expressarem-se. “Penso que devemos fazer uma reflexão em volta disso, porque, o
acontece actualmente só deixa cair lágrimas”- disse Mustafa.
Questionado se estas algemas que estão nos braços dos jornalistas não foram postas
pelos governantes, Mustafa disse não acreditar muito nesta teria, porque segundo ele, “a nossa lei de imprensa ainda dá espaço de manobra aos jornalistas, só que
estes nem sequer usam-na, dai que ficam algemados a espera de comunicados de imprensa, desmentidos ou mesmo viagens governamentais”-concluiu a fonte.

-Jorge Marcos
Para Jorge Marcos, jornalista da STV na Zambézia, o que falta nesta classe por um lado é a criatividade. Mas também, Marcos não parou por aqui, sublinhou também que “muitas vezes os jornalistas ignoram os assuntos da população”-disse. A fonte disse também que o problema das estradas de Quelimane, falta de água por exemplo nos distritos, são problemas que deveriam ser atacados constantemente, mas isto não acontece.
Num outro desenvolvimento, a fonte acrescentou que os jornalistas eles próprios deveriam ter agendas, mas que em muitos casos não acontece.
-Sérgio Mamudo, RM
Sérgio Mamudo, jornalista da RM, diz que o país tem vindo a registar números elevados de órgãos de informação nos últimos anos. Só que na visão de Mamudo, este
crescimento de órgãos, não é acompanhado pela qualidade do produto final que ‘e trazido para a sociedade. A fonte sustenta que falta muita investigação no seio dos
jornalistas, razão pela qual, o trabalho que o público recebe não é consumível em bom estado. Ou seja, na óptica daquele jornalista da RM, se o trabalho jornalístico chega para o consumo da sociedade, então não levanta debate.
Isto, de acordo com a nossa fonte, deixa cada vez mais descredibilizado a classe jornalística.
Todavia, Mamudo não para por aqui, este diz que por um lado, também existe uma autocensura nos órgãos de comunicação do sector público.
Mas isto na visão daquele jornalista tem explicação. Os jornalistas do sector público, muitas vezes não tem agenda nas suas redacções e dai esperam ouvir ou serem
chamados pelos políticos. “E o que se espera depois dai? ”-questiona Sérgio Mamudo, para logo em seguida responder-se: “Quem assim não fizer, ou seja, o jornalista do sector público que não seguir agendas do sistema, já sabe que risco corre”-sentenciou.
Nesta sua abordagem, a fonte diz que os órgãos independentes deveriam desempenhar um papel chave, trazendo assim assuntos que sirvam para o debate da sociedade.
Só que na sua visão, estes independentes também viraram dependentes, o que não lhes
permite que façam um trabalho serio para o benefício das populações.

Os nossos entrevistados, todos eles, dizem que é preciso mostrar seriedade na comunicação social e sobretudo que os próprios jornalistas sejam activos e que
abordem assuntos da população.
Mas para que isso aconteça, as nossas fontes, aconselham a classe jornalística que seja mais acutilante, séria e sobretudo que tire abra as “algemas” políticas e trabalhe para o bem da população. (Diário da Zambézia)

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Dear Manuel,

The first few days of the campaign have been as fast-paced as I expect the next few weeks to be, so I thought I'd send you a quick update on how I think it's going.

We've had a strong start. We've been the ones showing energy and ideas, while Labour have spent the whole week on the back foot. I can't think of a single positive argument or new idea that Gordon Brown has come up with.

It's clear that the big story so far has been Labour's jobs tax that will kill the recovery. Go to our website to find out why more and more business leaders and small businesses are backing our plans to cut Labour's waste so that we can save more than 50,000 jobs.

It's been striking that Labour and the Lib Dems have nothing positive to say on the economy. They have shown that they're more interested in personal attacks on the people who create hundreds of thousands of jobs than engaging with the arguments. Alistair Darling has been forced to admit that his plans will lead to what he calls "manageable" job losses, but he refuses to publish the Treasury's analysis of how many people would lose their jobs.

As well as having the right argument on the economy, we've also got the big idea for the future of our country. We believe that Labour's big government has failed, and that it's time to build the Big Society.

A key part of that is going to be our plans for a National Citizen Service that we launched on Tuesday. Watch this video to see Michael Caine talking about the scheme.


And this weekend we have launched our plans to recognise marriage in the tax system, funded by a levy on banks. Making Britain the most family friendly country in Europe is an important part of our plans to build the Big Society. Yet again, the predictable response from our opponents has revealed they have nothing positive to offer and no new ideas.

It's increasingly clear that there's only one party offering real change in this election and that's the Conservatives. On issue after issue Labour and the Lib Dems are making the same old arguments that got Britain into this mess. Whether it's resisting action to cut waste and stop the jobs tax, or arguing against recognising marriage in the tax system to strengthen our society, Labour and the Lib Dems are the roadblock to change. They are relying on the fear of change and only the Conservatives are offering the hope of a better future. I know which side I'd rather be on.

So there's a lot to fight for in this election - and it's great to see people up and down the country getting the campaign off to a flying start. In the first few days alone volunteers in our target seats put up 25,000 campaign posters, rang 100,000 voters, and delivered an astonishing 5,000,000 leaflets.

This enthusiasm has been reflected right at the top of the party too. The Shadow Cabinet have been campaigning all around the country, and David Cameron has rolled up his sleeves and shown tremendous energy in travelling over 3000 miles in the first few days, visiting eight regions of the country in five days. What a contrast to Gordon Brown.

Not only that, but Samantha Cameron has been out and about with her visits to social action projects. Her blogs and videos are already proving to be a hit.


And let's not forget that there will also be local elections on the 6th of May. Our local government team have been working flat out. We have nominated candidates in 98% of contests - a record - and we are contesting more local government seats than any other Party.

I'm delighted that we've had such a great start. But there's still a long way to go - and it's absolutely vital that we keep this momentum going.

That's why we're asking today if you can give just one pound a day to our campaign until we get to polling day.

If you give now, you'll be giving just £25. Please click here to make your contribution.

That's it from me for now - we've got another big week ahead with the launch of our manifesto on Tuesday, and Britain's first ever party leaders' TV debate on Thursday.

Thank you for all you are doing. If we all keep up the hard work we really can bring the change Britain needs.




George

Saturday, 10 April 2010

Gorongosa in the TAP Air Portugal in-flight magazine UP

Parque Nacional de Gorongosa no Magazine da Air Portugal

http://www.upmagazine-tap.com/en/2010/04/gorongosa-mocambique-2/

A Opiniao de Machado da Graça

Dois tresloucados

A talhe de foice


O Eugénne Terreblanche, agora assassinado na África do Sul, era uma pessoa que eu detestava profundamente, há muitos anos. Pelo que ele era e por aquilo que politicamente representava.
O Julius Malema, que chefia a Liga da Juventude do ANC, é outra pessoa que eu detesto profundamente. Também pelo que é e pelo que representa. Só que este detesto há menos tempo. Só há pouco apareceu em público.
Mas, se ressalvarmos as suas cores de pele, os dois parecem saídos do mesmo útero político: Os dois racistas, num grau extremo, os dois violentos e os dois imbecis.
Pelas suas posições, ambos se afastam completamente das comunidades que dizem (ou diziam, no caso do Terreblanche) representar.
Assim, os brancos sul-africanos, incluindo a maioria dos boers, nunca se identificaram com a organização neo-nazi que Terreblanche encabeçava, o AWB, apoiando, pelo contrário, partidos mais convencionais, como era o caso do Partido Conservador e do Partido Nacional, que acabou por negociar o fim do apartheid com o ANC.
Igualmente a maioria da população negra sul-africana não parece identificar-se com os apelos ao ódio racial de Malema, procurando continuar a luta pelos seus direitos de forma ordeira e pacífica.
Por tudo isto é absurdo que o assassinato de um deles, que pode estar ligado, directa ou indirectamente, com os apelos ao ódio do outro, possa mergulhar a África do Sul num banho de sangue, a pouca distância do Campeonato do Mundo de Futebol.
Os apelos à calma, vindos de todos os horizontes políticos, ao que parece incluindo agora também o AWB, são prova de bom senso a prevalecer. Esperemos que tenham sucesso, porque numa situação como a sul-africana, em que as feridas, de ambos os lados, ainda estão longe de completamente cicatrizadas, por vezes uma pequenina chama pode provocar um enorme incêndio. E isso não interessa a ninguém, dentro da África do Sul, nem nos países da SADC, entre os quais nos encontramos nós.
Um passo positivo, nesse sentido, seria a direcção do ANC mandar calar Julius Malema.
Podem-me dizer que a causa próxima do assassinato foi uma reivindicação de carácter salarial. Mas as reivindicações salariais não se resolvem assassinando o patrão. Resolvem-se nos sindicatos e nos tribunais.
Mas quando o conflito salarial acontece num país onde o chefe da Organização da Juventude do partido no poder gosta de cantar em público uma canção que incita ao assassinato dos boers, dos farmeiros, as cabeças estão preparadas para seguir esse caminho na resolução dos seus problemas.
E o facto é que, nos últimos tempos, foram já vários os farmeiros que foram assassinados. Provavelmente em cada caso por uma causa próxima diferente mas todos no contexto geral da canção de ódio de Malema.
E o ANC tem que se decidir sobre qual é a sua política e fazê-la respeitar pelos seus militantes. Não pode o Presidente Zuma defender uma política de integração nacional e ter o seu chefe da Juventude a berrar cânticos de ódio contra uma importante camada da população.
Não pode Jacob Zuma aparecer como mediador na crise do Zimbabué para Julius Malema ir àquele país apoiar a política de ocupação violenta das farmas por Robert Mugabe, o presidente ilegal de Harare.
É claro que tudo isto se aplica também do lado do AWB. A grande diferença é que este grupelho não tem qualquer peso político na actual África do Sul, ao passo que a Liga da Juventude do ANC é um dos braços do poder político naquele país.
O AWB começou por reagir ao assassinato de Terreblanche dizendo que iria vingar a sua morte. Mas, ainda o corpo não foi a enterrar e o discurso já mudou completamente, afinando pelo apelo à calma de Jacob Zuma.
Não sei se o Presidente sul-africano tem suficientes daqueles que usa prodigamente para fazer filhos, para isso. Mas, se o Chefe de Estado fosse Mandela, não tenho dúvidas de que estaria presente no funeral de Terreblanche.
A ver vamos. In Savana 10.04.10

O artigo original do Indian Ocean Newsletter sobre o Moza Banco

MOZAMBIQUE
Moza Banco looking for clients



The chairman of the board of the investment company Moçambique Capitais (MC), Prakash Ratilal, sent a long letter on 16 March to the firm’s 274 shareholders inviting them to attend a general assembly to be held on 13 April. This company’s capital is $13 million and its shareholders include Tomas Arone Monjane (general director of Intelec Holdings), Salim Abdulla (chairman of CTA), Armando Guebuza (Head of State) and some children of Frelimo (government party) leaders. The Indian Ocean Newsletter has seen a copy of this letter, which takes stock of the company’s record. It discloses that MC is still a 51% shareholder of Moza Banco and Moza Capital (in partnership with Stanley Ho), has acquired 33.3% of Moztel (wireless communications) for $250,000 and owns stakes in CMH EP (exploration for gas) and Zamcorp (bio-fuel). Furthermore, MC owns real estate in Millennium Park intended to house a branch of Moza Banco. The latter, which had a difficult start in 2008 when it lost $10 million, will raise money via a rights issue in 2010. In his letter, Ratilal invited MC’s shareholders to participate in Moza Banco’s volume of business by placing their personal bank accounts and those of their families with the bank and also to use the services of the bank for their exchange operations and inviting their friends to do likewise. For its part, Moza Capital owns a stake in Emotel/Vodacom, is considering its involvement in mining, energy and agricultural projects and is acting as a commercial intermediary between the firm Sogir and the Chinese EximBank.