
Maputo (Canal de Moçambique) – “Acabamos de efectuar um dos momentos mais esperados na nossa organização, que é a formalização da Sede Nacional de MDM, dando assim o passo decisivo da nossa existência e reafirmação política que temos uma palavra no cenário politico nacional, com maior destaque nas eleições que se avizinham”. São palavras da Dra. Alcinda da Conceição, membro da Comissão Política do partido liderado por Daviz Simango, ao discursar ontem na inauguração do escritório central na capital moçambicana.
A sede nacional do MDM está instalada no Prédio Cardoso, na baixa de Maputo, ao lado da Feira Popular na Av. 25 de Setembro.
Recentemente o MDM inaugurou a sua sede na cidade de Maputo, no bairro de Chamanculo.
Na cerimónia tomaram parte vários políticos, designadamente Maria Moreno, Ismael Mussa, Carlos Jeque, Manecas Daniel, Lutero Simango, Dionísio Quelhas, João Colaço.
O presidente do MDM não esteve presente na ocasião.
Hoje o MDM formaliza a sua inscrição na Comissão Nacional de Eleições para concorrer em todas as eleições de 28 de Outubro próximo.
“O MDM, é um Partido político com dimensão nacional, identidade própria e a voz dos Moçambicanos que acreditam na necessidade de mudança, capaz de tornar Moçambique num país para todos. Temos uma missão, visão e valores por defender. A nossa missão como força política é de conquistar o poder politico democraticamente estando presente em todos os órgãos soberanos e democraticamente constituídos através do voto dos Moçambicanos”, disse Alcinda da Conceição.
No acto esteve presente o mandatário nacional do MDM, José Manuel Sousa.
Alcinda da Conceição apelou na ocasião para que “cada Moçambicana e Moçambicano na idade de votar possua o cartão de eleitor” e aflua “em massa aos Postos de Recenseamento Eleitoral”.
“Temos uma visão para Moçambique. Queremos uma nação forte, próspera e desenvolvida. Queremos ter uma economia que gere emprego e desenvolvimento. Queremos ter um povo saudável e uma juventude actuante. Queremos ter uma sociedade onde as mulheres jogam um papel decisivo e são valorizadas de acordo com as suas competências e capacidades. Queremos uma sociedade que valorize de facto os combatentes da libertação nacional e da luta pela democracia. Queremos que os nossos impostos sejam devidamente geridos e impulsionem o desenvolvimento. Queremos que as infra-estruturas, a água e a energia sirvam de factores de desenvolvimento. Queremos uma política adequada de habitação para o nosso povo. Também queremos garantir um sistema de fiscalização e prestação de contas dos fundos públicos e das doações internacionais ao nosso Orçamento do Estado”, acrescentou Alcinda da Conceição numa espécie de esboço de manifesto do seu partido que, segundo ela “vai participar nas eleições Presidenciais, Legislativas e das Assembleias Provinciais”.
(Redacção)
2009-07-07 05:56:00
Tuesday, 7 July 2009
MDM inaugurou ontem Sede Nacional em Maputo
Harvard or Howard?

Salvo erro, me parece ter havio um pequeno equivoco na noticia publicada pelo Canal de Mocambique, ou entao equivoquei-me! Tenho algumas duvidas u o African-American Institute tenha recrutado docentes da Harvard, que e uma universidade american situada em Boston. O que acho possivel e dada natureza do African-American Institute, e que tais professores tenham sido recrutado na Howard University, e washington, local onde lecciona o mocambicano Luis Serapiao e estudou o Laudemiro. A Howard e uma universidade criada e onde maioritariamente estudam individuos da raca negra. Uma especie de Fort Hare University, na Africa do Sul. A Harvard, e uma das melhores universidades do mundo, a lado do MIT, Cambridge, Oxford, Imperial etc. Penso que tanto o professor Serapiao como o Laudemiro podem confirmar ou nao o possivel equivoco. Alias fontes autorizadas no pais tambem podem dar o seu veredito.
Aqui fica a minha duvida metodica (Harvard ou Howard?) aos meus amigos do Canal de Mocambique! Se estiver errado, as minhas sinceras deculpas. E que so nao erra quem nao trabalha!
Um abraco patriotico,
MA
ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA
Morreu MacNamara aliado da Frelimo de Mondlane
Foi através de Robert MacNamara que a Frente de Libertação de Moçambique de Eduardo Mondlane obteve fundos da Fundação Ford para a construção do Instituto Moçambicano em Dar-es-Salam.
Pretoria (Canal de Moçambique) – Robert MacNamara, que desempenhou as funções de ministro da defesa das Administrações Kennedy e Johnson, faleceu ontem na sua residência em Washington.
MacNamara contava 93 anos de idade.
Com a eleição de John Kennedy para presidente dos Estados Unidos em Novembro de 1960, MacNamara aceitou o convite para assumir a pasta da defesa. O convite surgiu cerca de um mês após MacNamara ter ascendido à presidência da empresa Ford em cujos quadros ingressara em 1946 tendo aí desempenhado funções executivas. Robert MacNamara desempenhou papel de relevo na intervenção militar norte-americana na guerra do Vietename. Viria mais tarde a desempenhar as funções de director do Banco Mundial.
Foi através de Robert MacNamara que a Frente de Libertação de Moçambique de Eduardo Mondlane obteve fundos da Fundação Ford para a construção do Instituto Moçambicano em Dar-es-Salam. Uma vez criada essa instituição de ensino secundário com uma verba de $96,000, os Estados Unidos assegurariam a canalização de pessoal docente para a escola da Frelimo na capital tanzaniana, grande parte dele recrutado na Universidade de Harvard. A nível
da administração do Instituto Moçambicano, foi designada Janet Mondlane, que por seu turno passou a ser assessorada por uma outra cidadã norte-americana, a senhora Betty King, que desempenhava então as funções de secretária do African-American Institute em Dar-es-Salam. Tal como a Universidade de Harvard, o African-American Institute era uma instituição financiada pela Agência Central de Informações (CIA).
Do pessoal docente norte-americano canalizado por Washington para o Instituto Moçambicano destacam-se figuras como a de Allen Isaacman e William Minter que após a independência de Moçambique continuaram a prestar serviços à Frelimo. Recentemente, Isaacman foi mandatado pelo Comité Central do partido dirigente moçambicano para proceder à recolha de dados sobre a história da luta de libertação nacional que conduziu o nosso país à independência.
Foi em casa de Betty King que Eduardo Mondlane veio a ser morto num atentado a 3 de Fevereiro de 1969, de que nunca foi revelado o relatório da Polícia tanzaniana.
(Redacção)
2009-07-07 06:01:00
Monday, 6 July 2009
Hermenegildo Gamito explica ao Canal de Moçambique
Não fui candidato a candidato porque não apresentei candidatura
Maputo (Canal de Moçambique) – Hermenegildo Gamito está desde o último sábado a ser nomeado como candidato derrotado na conferência do Partido Frelimo para eleição dos candidatos a deputados pela Cidade de Maputo à Assembleia da República, realizada no último sábado no Centro de Conferências Joaquim Chissano. Convidado ontem pelo «Canal de Moçambique» a explicar o que aconteceu ele começou por nos dizer que “nem sequer fui candidato a candidato”. “Fundamentalmente o que se passou foi que eu não fui sequer candidato. Eu não apresentei a minha candidatura”.
“A candidatura é precedida de uma certa gama de documentos, designadamente a vontade de nós nos candidatarmos e a declaração de que efectivamente não temos incompatibilidades, registo criminal, etc., etc. Eu não entreguei ao partido esses documentos porque era meu propósito não apresentar a candidatura pelo que não constava em qualquer lista, não constava, repito, em qualquer lista para candidato. Formalizei isso até por um documento escrito. A fundamentação foi fundamentalmente a seguinte: Primeiro: eu já fiz 3 mandatos seguidos. Fui 15 anos deputado pelo círculo de Maputo-Cidade. E como sabe fui durante estes 15 anos sucessivamente presidente da Comissão Ad-hoc de Revisão da Constituição, fui membro da Comissão de Petições, fui membro da Comissão do Pacote Eleitoral. Fui inclusivamente o primeiro presidente de uma comissão de inquérito e que felizmente foi aprovada por unanimidade e por consenso. Achei agora por bem que feitos estes três mandatos, dada a minha idade – farei 65 anos no dia 24 de Setembro – o dia da égide do Maomé, 24 de Setembro de 1622 – o que vale dizer que com um novo mandato eu sairia do parlamento com mais de setenta anos. Achei por isso por bem que é chegada a altura de ceder o meu lugar a uma nova geração, à juventude na qual eu confio. Por outro lado eu partilho com convicção do princípio da renovação com continuidade. Eu defendo que se ponha isso em prática. Uma parte renova o mandato e outra parte é gente praticamente nova. E todo este tempo das legislaturas, tudo aquilo que pode ser útil como conhecimento, como hábito, etc., às camadas mais jovens, eu penso que o fiz razoavelmente bem. Saio de cabeça erguida. Repito: não fui candidato. A minha posição, a figura em que me coloco não é um figura de desistência. Eu não desisti de uma lista porque à última da hora podia ter pensado que ia perder, não teria votação e que à boca da urna pudesse desistir. Eu não desisti. Eu não fui sequer candidato”.
Deixou a política?
Mas deixa a política? – perguntámos ao Dr. Hermenegildo Gamito que ainda não há muito tempo deixou o cargo de PCA da Vodacom para lhe suceder o jovem Salimo Abdula, também presidente da CTA, Confederação de associações empresariais.
– “Não deixei a política! Deixei o Parlamento sem embargo de toda a minha disponibilidade para apoiar o círculo de Maputo no Parlamento e a bancada parlamentar da Frelimo, se acharem útil e necessário”.
(Fernando Veloso)
Eleição de candidatos da Frelimo em Nampula
Presença do ex-bastonário dos advogados gera murmúrios entre militantes
…tudo porque ao nível da província, os militantes da Frelimo nunca conheceram as conexões de Carlos Cauio com o partido
Nampula (Canal de Moçambique) – A presença do antigo bastonário da Ordem dos Advogados, Carlos Cauio, na sessão que reuniu os militantes da Frelimo que elegeram os candidatos a deputados da AR (Assembleia da República) em Nampula gera sururu na sala onde decorreu o encontro.
A sessão foi marcada com a presença de altos quadros do partido a todos os níveis, desde o topo até a base, incluindo figuras que nunca antes os membros e simpatizantes daquela formação partidária conheceram a sua ligação com o partido. Cauio foi um dos exemplos, aliás, a sua intervenção vinha agendada no programa.
O sururu na sala foi de tal forma até que um membro, algo corajoso, saiu dos murmúrios e questionou a presença do antigo bastonário, supostamente, tal como argumentou, por esse ilustre ser desconhecido no seio do partido, pelo menos ao nível de Nampula. Veio em socorro de Cauio, Manuel Tomé, membro da brigada central do partido. De acordo com Tomé, Cauio estava na sala no sentido de intervir, logo após a votação, “para explicar os critérios da fase que se segue à eleição dos candidatos sobretudo no que diz respeito a organização das listas”.
Mesmo depois desta justificação dada pelo chefe da brigada central, ainda se podia ouvir nos bastidores os murmúrios, ao que tudo indica, porque os militantes da Frelimo em Nampula não acharam convincente a explicação do chefe Tomé.
O partido Frelimo, na província de Nampula, esteve reunido ontem, domingo, na capital daquela província nortenha do país, para a eleição dos noventa e dois candidatos para deputado da AR, dos quais quarenta e seis efectivos e igual número de suplentes.
Refira-se que ao todo a província de Nampula o partido Frelimo dispunha de um total de 170 candidatos nas eleições internas, dos quais 29 da lista de continuidade, 117 para a renovação e 24 para os antigos combatentes.
Mudança de discurso
Uma outra questão que foi motivo de inquietação tratou-se da mudança de discurso de Manuel Tome no tocante ao modelo da vitória que a Frelimo pretende conseguir nas próximas eleições.
Outrora, Manuel Tome, à semelhança de outros altos quadros do partido, apostava em como a Frelimo queria abocanhar todos os assentos na posse da Renamo na Assembleia da República.
Para o espanto dos membros das bases que já anunciaram nos seus círculos que a Frelimo tem como meta ganhar tudo nas próximas eleições, depenando assim a perdiz e impedindo outros de terem veleidades, Manuel Tome veio a terreiro anunciar, desta vez, ser intenção do seu partido vencer com marca retumbante e esmagadora e nunca conquistar todos os lugares na AR.
Na verdade, comenta-se que a mudança do discurso, que para muitos significava o retorno ao monopartidarismo deve-se a pressão externa. O mais provável, diz-se por cá por Nampula, é a pressão vir dos doadores que contribuem com mais de 60% do Orçamento Geral do Estado (OGE). Sendo o voto secreto, não fica grande margem para se poder acreditar em pressões para se alterar o que os eleitores decidirem nas urnas. Há quem admita que a mudança do discurso arrogante de vitória retumbante que certos dirigentes do partido Frelimo vinham debitando, se deve a uma apreciação mais objectiva do que está a ser a tendência real do eleitorado.
(Aunício da Silva)
Eleições internas na Frelimo
Sofala vira «Calcanhar de Aquiles» do partido de Armando Guebuza
• Em Maputo tombaram insuspeitos
Maputo (Canal de Moçambique) – Sofala, mais concretamente a Beira, sua capital, volta a ser um Calcanhar de Aquiles para o Partido Frelimo. Após o falhanço de Lourenço Bulha, com a sua promessa de ofertar caixões aos beirenses nas últimas autárquicas, até a eleição do primeiro secretário da cidade que passado uns dias se demitiu por força de contas por apurar na Justiça embora a justificação tenha sido de que não lhe sobrava tempo para tantos afazeres em várias cidades, desta vez, os militantes do «batuque e maçaroca» naquela província não conseguiram eleger os candidatos para Assembleia da República (AR) e Assembleia Provincial. Segundo apurou o Canal de Moçambique o pleito interno foi adiado para o próximo dia 15 do corrente.
Surpresas em Maputo-Cidade
Na cidade de Maputo a eleição decorreu no último sábado e trouxe consigo surpresas. Figuras que eram consideradas de peso, tombaram, com maior destaque para António Hama Thai que era o cabeça de lista e que acabou sendo relegado para a lista de suplentes. Maria Virgínia Videira, deputada da AR, e nesta legislatura presidente da comissão desse órgão para a Economia e Orçamento, também foi preterida e quedou-se na lista de suplentes. António Frangoulis não foi eleito.
Hermenegildo Gamito nem se quer foi candidato, como ele próprio explicou ao Canal de Moçambique em outra peça que pode ser lida nesta edição.
Os eleitos
A cidade de Maputo possui 18 assentos em disputa. A Frelimo elegeu 17. O outro candidato será eleito ou indicado pela Comissão Política.
Foram eleitos, António Niquisse, Margarida Salimo, Roberto Chitsondzo, Isadora Faztudo, Elvira Mabunda, José Chichava, Alcido Ngwenha, Henrique Mandava, Carolina Chemane, Rosa da Silva, Danilo Teixeira, Angelina Mavota, Maria Ema da Silva, Teodato Hunguana, Basílio Muhate, Edgar Cossa e Venâncio Mondlane. Na lista de suplentes desfilam, Hama Thai, Júlio Ndimande, Maria Manjate, Joaquina Matope, Maria Virgínia Videira, Esperança Bias, Carlos Luanga e Ossumane Ali Dauto.
(João Chamusse)
STAE deve ser investigado pelo Ministério Público
- pede o chefe do Gabinete Central de Eleições da Renamo, Benedito Gouveia
• “O que acontece no STAE já não é um problema político-partidário. Trata-se de corrupção financeira instalada naquela instituição”. • “Os funcionários do STAE desviaram o dinheiro que receberam do Estado para a assistência das máquinas do recenseamento eleitoral” • “Os membros da CNE, incluindo os que foram propostos pela Renamo, são cúmplices nas falcatruas cometidas pelo STAE, porque aprovam relatórios indicando não haver irregularidades nos processos.”
Maputo e Nampula (Canal de Moçambique) - Face à situação das avarias nas máquinas do recenseamento eleitoral em todo o país mais propriamente neste caso particular na província de Nampula, situação que está a condicionar o processo de actualização do recenseamento eleitoral e a prejudicar milhares de eleitores no que já é tido como intencional, Benedito Gouveia, que garante que a mesma situação se verifica igualmente na província de Zambézia, pede investigação do STAE urgentemente pelo Ministério Público.
“O que acontece no STAE já não é um problema político-partidário. Trata-se de corrupção financeira instalada naquela instituição”, disse o chefe do gabinete Central de Eleições da Renamo, sugerindo, portanto, que “a procuradoria deve investigar o STAE para apurar aonde é que está o dinheiro disponibilizado à instituição para proceder a reparação das máquinas em caso de avarias”.
Gouveia entende que “os funcionários do STAE desviaram o dinheiro que receberam do Estado para a assistência das máquinas” que em princípio deveriam estar a ser usadas no processo de do recenseamento eleitoral. Dai Gouveia pede a intervenção do Ministério Público, para neutralizar os que usaram os fundos do estado para fins pessoais estando a pôr em risco a credibilidade das eleições de 28 de Outubro próximo.
Vogais da Renamo também são cúmplices
O STAE é um serviço público personalizado para a administração eleitoral, mas que está permanentemente subordinado à Comissão Nacional de Eleições. A CNE é composta dentre os seus membros, por dois elementos indicados pela Renamo. Gouveia diz que os membros da CNE, incluindo os que foram propostos pela Renamo, “são cúmplices nas falcatruas cometidas pelo STAE, porque aprovam relatórios indicando não haver irregularidades nos processos”, disse.
Gouveia prometeu apresentar em momentos futuros mais dados que provem que o STAE está a prestar maus serviços aos cidadãos moçambicanos, e pediu a colaboração de todas forças políticas nacionais para que o STAE seja responsabilizado “pelas ilegalidades” que está cometer.
(Borges Nhamirre, em Maputo, e Aunício da Silva, em Nampula)
2009-07-06 06:19:00
Últimas DO SAVANA DE TRES DE JULHO 2009
• O território dos ajauas tem sido uma verdadeira dor de cabeça para o governador ali colocado desde o início da presente legislatura.
Depois dos vários relatórios e contra-relatórios, das makas com os notáveis, com as fundações e os grandes projectos, mesmo em fim de festa eis que o governador Bimbe não consegue o passaporte para potencial candidato à Assembleia da República. Até pode ser que não quisesse mas que é reflexo de muitos zigue-zagues na província mais a norte, está mesmo mais que evidente.
• A ponte sobre o Zambeze parece que está a conhecer algum reboliço já na sua fase finalíssima. Nada de problemas de acabamento. Por aí andou tudo bem. Mas nas inaugurações. Houve fricções no fecho do tabuleiro com quem fechava, quem não fechava, o consórcio tuga mais ou menos empurrado para um inusitado “blackout”. Agora parece haver um problema com as visitas externas. A data fixada inicialmente cai em cima da cimeira do G-8 em Itália. Um problema para fazer deslocar a Maputo delegações ao mais alto nível do governo Berlusconi e da União Europeia, ambas financiadoras de peso na obra. Está agora a trabalhar numa nova data para Agosto.
• Não menos polémico parece ser o nome da ponte. Armando Guebuza numa ponte cujos créditos vão de algum modo para o homem que é invariavelmente acusado de “deixar andar”? . Frelimo por Frelimo, sempre se poderia optar por Eduardo Mondlane, num ano de celebrações em torno de uma das maiores figuras do nacionalismo moderno moçambicano e uma personalidade de amplo consenso nacional. Mas como os escovas em ano eleitoral falam mais alto ...
• Também anda alguma coisa mal explicada com a empresa tuga que não conseguiu acabar a estrada nacional lá para as bandas da Alta Zambézia. A imprensa, sempre excitada com as soberanias e a auto-estima, anunciou expedita o banimento da dita empresa. Dias depois a mesma empresa, em anúncio do mesmo ministro aparece a acabar um troço de estrada na via Chimoio-Tete, abandonado anteriormente por uma empresa sul-africana.
• A escolinha do barulho aprovou em unanimidade e aclamação uma lei controversa sobre a violência doméstica contra a mulher. Basicamente a lei diaboliza o homem, quando as esquadras concordam com aquela música muito popular dos kambas: “tem mulher que bate no homem, tem”. A lei é uma estrada com um único sentido. Mulher moçambicana hoye!
• Os últimos relatórios da cidade do Chiveve, em matéria urbana não sào os mais simpáticos para o bom do Daviz. Como na parábola da manta curta, o homem está a todo o vapor no MDM acaba por se esquecer dos buracos e dos lixos da Beira. O que é mau, sobretudo para os que confiam no homem na segunda cidade do país.
• Na África do Sul, apesar de derrotados os Bafana Bafana estão de mãos dadas com o público que fez as pazes com a sua selecção durante da Taça das Cofedarações. Cá por casa queriam milagres do “mister” holandês e como não acontecem, o homem é agora o mau da fita...
• GSL à primeira vista pode-se confundir com GPS, o brinquedo que os mais sofisticados gostam de ter nas suas máquinas e nos seus celulares turbo. GLS, contudo, é a sigla para Gays, Lésbicas e simpatizantes, portal lambda da comunidade homossexual moçambicana. Estão no www.lambda.org.mz e podem dar uma visitinha por lá.
Em voz baixa
Os resultados já conhecidos na Guiné-Bissau não sào nada simpáticos. Há uma possibilidade real do lunático do barrete vermelho voltar de novo ao poder de onde foi apeado há uns anos por sucessivas maluquices
CRONICAS DE PROFETA A TERRA MACHUABO!
Aló mano Mavirigano!
Não discordo consigo mano; não tenho autonomia de
repudiar a palavra “jovens podem vender o país”. Fase no
seu tom afirmativo. Muitos destes jovens tem uma
ganância esmagadora de consumir o poder
singularmente, desprezando massas. Alias, alguns que
tiveram a chance de provar o queijo e se comportaram
bem, continuam a trilhar em bons lenços juntos dos seus
mais velhos. Agora outros que só de pouco aprovarem
começam a se descaminhar pelas avenidas ate dizem
que nós são que mandamos isso. Gabando, pulando e
insultando outrem, estes é que podem vender o país
apesar de se fazerem de figurinos sérios na face pública.
“A TERRA CHUABO”
Homenagem ao Profeta
Carta ao meu amigo “Mavirgano”
CRÓNICAS DE PROFETA
STAE !? QUE STAE!
Quelimane (DZ) – O protagonismo do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), na Zambézia, em volta do processo de actualização dos eleitores para as
eleições de 28 de Outubro próximo, durou pouco tempo.
É que quando se questiona o STAE nesta parcela do país em volta do andamento do processo, os responsáveis dizem que está tudo nos carris e nada está fora
do seu controle. O recensenseamento arrancou bem e neste momento esta tudo bem.
Tem sido esta a resposta que sai da boca dos responsáveis do STAE nesta parcela do país. Mas a realidade dita outra coisa. Há queixas vindas de quase todo lado, embora algumas destas queixas de não arranque do processo estejam a vir da Renamo, e que sejam consideradas como manobras de um partido.
Mas Leopoldo da Costa,Presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), que esteve na Zambézia, durante três dias e cujo o termino da sua visita foi neste sábado, pôs mão ao fogo e assumiu de facto que “as coisas não estão bem na província no que toca ao recenseamento dos eleitores”.
Para Leopoldo da Costa, na Zambézia, apenas funcionam cerca de 265 postos de recenseamento deste que o processo arrancou a 15 de Junho passado. De entre as
dificuldades sonantes neste fracasso, destacam a avaria dos equipamentos, ou seja, alguns computadores nunca abriram. Isto tem explicação segundo o Presidente da CNE no país. Para ele, as baterias dos computadores ficam muito tempo sem funcionar,
razão pela qual registam estes problemas.
Mesmo debaixo destas dificuldades deixadas a nu pelos partidos políticos, o Presidente da CNE diz que ainda vai se a tempo de recuperar o tempo perdido. Para tal
segundo garantias deixadas, começam a chegar já nesta semana as baterias e outros acessórios para dar cobro a estas avarias constantes do equipamento. Questionado se este não arranque em pleno não iria comprometer as metas planificadas para esta província, Da Costa assegurou que tudo será feito para que os números sejam alcançados.
Em Morrumbala, a directora do STAE na Zambezia, assegurava a Rádio Moçambique que tudo estava bem e nada de anormal estava acontecer. Regina Matsinhe, não previa ainda o que lhe iria ser dito por aqueles que estão no terreno a ver in loco
o processo.
Um membro da Renamo depois de ouvir atentamente das explicações de quem de direito, refutou tudo e deu mostras que ele conhece o cerne do problema e ate os locais. É dai que houve reconhecimento do caso por parte da entidade máxima que vela pelo processo, neste caso o Presidente da CNE.
Não é apenas em Morrumbala onde o processo não arrancou em pleno. Alias, como os números dizem, são mais de 265 postos que não abriram num universo de 566 postos
previstos para serem abertos.
Há relatos que o nosso jornal tem vindo a receber vindos de Gurúè, Ilé, Milange, só para citar alguns exemplos.
Nestes distritos, os STAEs distritais dizem que está tudo no ponto, mas as forças vivas contrariam estas informações e até mostram evidencias.
Uma fonte do MDM que recentemente visitou o distrito de Milange, disse nos que o processo arrancou apenas na sede distrital, ou seja, na zona onde possivelmente só
pode beneficiar o partido no poder. A mesma fonte desafiou nos que na zona de Mulumbo, mais para o interior, não se fala deste processo. As causas são as mesmas, avarias nas máquinas................................DZ
Frelimo na Zambezia escolhe candidatos para a AR
Quelimane (DZ) - O processo e votação de candidatos para a Assembleia da República (AR), por parte do partido Frelimo na Zambézia, terminou por volta das 4horas deste domingo em Quelimane.
Logo a prior, pode-se considerar pelo lado externo como tendo sido pacífico, mas a
verdade dita outra coisa. Há nomes que passaram por um milagre ou por outra teve que se recorrer ao desempate para salvaguardar alguns interesses.
Das caras novas a “escola de barulho”, figuram os nomes de Carvalho Muária, actual
governador da Zambézia, Albertina Tivane, Secretária Permanente Provincial, Salimo Abdula, PCA da Vodacom e Presidente do CTA, Nhelety Mondlane, filha de Eduardo Mondlane e Hélder Ernesto Injojo, actual Secretário Provincial da OJM nesta parcela do país. Estas duas entradas consideradas de peso de dois membros do actual governo da Zambézia, nomeadamente Carvalho Muária e Albertina Tivane, vieram “sacrificar” duas camaradas que deixam tudo a mercê dos outros, Irene Beira e Matilde Lampeao,
não conseguiram renovar para continuidade.
Durante o processo, houve uma serie de empates e que aqui podemos destacar aquele que opôs Carvalho Muária e Jaime Himede, Vice-Ministro de Energia. Um outro “jogo duplo”, opôs o actual Ministro da Administração Estatal, Lucas Chomera e Safim Gulamo, empresário e deputado da Frelimo, residente na Zambézia. Teve que se jogar nos bastidores porque afinal a não entrada de Muária seria um “KO” total, tal
como também a não entrada de Himede, iria abrir muitos precedentes, sabido que ele é membro do Comité Central do partido no poder.
Nhelety, Injojo e Salimo Abdula entraram também
Na senda das caras novas para a “casa do barulho”, figuram os nomes de Nhelety Mondlane, filha de Eduardo Mondlane, Hélder Ernesto Injojo, Secretario Provincial da OJM e Salimo Abdula, actual PCA da Vodacom e Presidente da CTA.
Ao que sabemos, apenas um deputado do distrito conseguiu renovar o seu mandato. Trata-se de Pedro Vírgula, que concorreu para sua renovação.
Os dois discursos da chefe da brigada central para a província da Zambézia, Luísa Diogo e do Primeiro Secretário da Frelimo nesta parcela do país, David Manhacha, convergem em união e não guerra dentro do partido, principalmente para aqueles
que não conseguiram passar.
Na sua locução, Luísa Diogo, disse que os lugares eram poucos e os quadros da Frelimo são muitos e todos são bons, só que neste processo de escolha de candidatos há aqueles que são muito bons. Num outro desenvolvimento, a fonte sublinhou que os membros devem ser unidos para que o circulo eleitoral da Zambézia seja cada vez mais forte.
Já David Manhacha, Primeiro Secretario da Frelimo, também não passou muito longe do discurso da sua chefe. Manhacha com o seu estilo característico, disse que os
camaradas devem ser mais unidos e coesos para que não hajam vencidos ou vencedores. Para o numero um da Frelimo nesta parcela do país, há camaradas que possivelmente podem levar o processo a ânimos mais exaltados, o que de acordo com a fonte, não dignifica o partido.
No meio da noite deste sábado, o nosso jornal questionou a Manhacha o porque dos dois discursos centrarem-se em pedir união dos camaradas. Em resposta, a nossa fonte disse que nada de grave e nem mal houve quanto a estes dois discursos. De
acordo com o nosso entrevistado, é preciso apelar sempre que possível os camaradas, porque isto segundo elucidou, ajuda a aqueles que possivelmente tinham intenções
obscuras. (Redacção)
Saturday, 4 July 2009
EXTRAS - Outra vez os mesmos deputados!
A PRODUÇÃO dos deputados de Cabo Delgado, na grande casa, em Maputo, a avaliar pelas suas intervenções à volta dos problemas que apoquentam esta província, tendo em conta ainda a sua contribuição na fiscalização do Executivo, nesta parcela cujo desenvolvimento ou é regressivo ou está em rolantim, é tida como fraca demais pela opinião pública, entre aqueles que durante as sessões da Assembleia da República colam-se intermitentemente aos ecrãs da TVM.
O mandato já expirou enquanto se torna difícil dizer quem é que falou em nome de Cabo Delgado no Parlamento moçambicano, senão para agradecer tudo o que está a acontecer nesta província. Salvem-se alguns, mas na sua qualidade de responsáveis de algumas tarefas dentro das comissões de trabalho e não como porta-vozes de quem viu um troço de 27 quilómetros a não ser asfaltado durante dois mandatos, simplesmente porque a reabilitação que houvera havia saltado esse pedaço da estrada que nos leva para lá onde o povo se confunde com a História da Independência Nacional.
Os nossos deputados não conseguiram exigir o Executivo até concluir o troço. Ainda que se diga que tal vai acontecer amanhã, mas em dois lustros ninguém bateu na tecla e na pedra, levemente, como o faz a água, mas que podia furar.
Os nossos deputados não se aperceberam que o Ngúri e o Chipembe ainda estão moribundos e aceitaram durante todos os anos que se trata de um problema sem solução e nem se incomodam quando o Complexo Agro-Industrial do Limpopo, em Chókwè, acorda e já recebe auto-combinadas, ambos projectados e defendidos pelos mesmos ideais de combate à fome, primeiro, para depois ir ter à pobreza absoluta.
Os deputados de Cabo Delgado não dominaram os principais “dossiers” da província, durante estes anos todos, sendo que em conversa ninguém consegue explicar por que é que a Marmonte está a baixar de produção a cada dia que passa, sendo que o filão de Montepuez se prolonga até Balama, de tão extenso. Incapacidade do grupo que agora está a explorar? Se sim, então porquê manter a exclusividade de exploração? Não haveria espaço para mais concessionários em face da inoperância dos actuais exploradores, para motivar mais concorrência, ou não há quem esteja interessado em extrair um dos melhores mármores do mundo, localizado em Moçambique e apenas em Montepuez e mais regiões circunvizinhas?
O que é que os deputados fizeram perante o grito proveniente de todos os lados, sobretudo do Rovuma ao Lúrio, a respeito da violação propositada e reiterada das normas que regem a exploração florestal? É perguntar o que é que os nossos representantes do povo fizeram das denúncias públicas e que a imprensa fartou-se de apresentar, com factos inquestionáveis e facilmente verificáveis? NADA!
Acaso haverá algum deputado capaz de tactear à volta das razões porque a província parou no seu desenvolvimento económico, ainda que se reconheça a evolução nas áreas sociais, principalmente na Educação e na Saúde? E quando é que vão prestar as contas a quem os elegeu?
Não haverá tal oportunidade, porque os partidos já se reuniram e já se escolheram as pessoas que nos vão “representar” nos próximos cinco anos e pelas novidades que nos chegam de lá de dentro deles, serão os mesmos que nos últimos dez anos andaram a “ferrar” aos olhos das câmaras de televisão, muitas vezes a bocejar e frequentemente distraídos ante as questões prementes duma província, que se quer desenvolver o mais rápido possível, para apanhar o passo com que as outras vizinhas estão.
De lá de dentro chegam-nos as notícias de que a Renamo escolheu na segunda-feira passada os seus e as novidades advêm do facto de muitos seus membros terem “bazado” para o Movimento Democrático de Moçambique e na Frelimo diz-se que os “kotas” não querem deixar espaço. Só há oito lugares para a renovação! E a luta é renhida, hoje, neste sábado em que estamos a ler estas linhas. Muita gente para disputar apenas oito lugares, porque os outros estão cativos de quem lá está, nuns casos desde a Assembleia Popular.
Ainda não sabemos se a província de Cabo Delgado continuará a ser a única com três casais na Assembleia da República. Três casais, quer dizer, homem e sua mulher, outro com a sua esposa, mais outro também com a sua… os filhos em Pemba, a crescerem de mesada, qual acontece com abandonados, órfãos ou outras crianças desprotegidas. É azar para um partido ver qualidades apenas em algumas famílias. Mas a notícia está dada: continuam os mesmos deputados!
· PEDRO NACUO
Maputo, Sábado, 4 de Julho de 2009. Notícias
Palin resigns as governor, leaves plans secret
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FOX News AP – Alaska Gov. Sarah Palin announces that she is stepping down from her position as Governor in Wasilla, … By RACHEL D'ORO, Associated Press Writer Rachel D'oro, Associated Press Writer –
WASILLA, Alaska – Alaska Gov. Sarah Palin abruptly announced Friday she is resigning from office at the end of the month, a shocking move that rattled the Republican party but left open the possibility she would seek a run for the White House in 2012.
Palin, 45, and her staff kept her future plans shrouded in mystery, and it was unclear if the controversial hockey mom would quietly return to private life or begin laying the foundation for a presidential bid.
Palin's spokesman, David Murrow, said the governor didn't say anything to him about this being her "political finale." He said he interpreted Palin's comment about working outside government as reflecting her current job only.
"She's looking forward to serving the public outside the governor's chair," he said.
For further details please click here
CASA DE MOCAMBIQUE
Caros compatriotas,
OS BILHETES TERMINARAM.
A Casa de Moçambique no Reino Unido vem por meio desta comunicar que Já não existem bilhetes de ingresso para a festa de independência nacional que terá lugar amanha dia 04 de Julho.
O numero de ingresso era e é limitado e todos os ingressos foram comprados ou vendidos. Desculpem ter que informa-los desta maneira que não haverá acesso nem para que se fique de pé, porque todos os lugares são sentados e limitados, e porque o Hotel não aceitara mais duque se fora previamente acordado.
Com muita tristeza gostaria de lhos aconselhar que se não comprou o ingresso a possibilidade de entrada será quase inexistente.
Para os que compraram os ingressos os números dos bilhetes são especiais e já estão entregues ao hotel e eles tem acesso aos nomes das pessoas que apareceram e ninguém pertencente a Casa de Moçambique estará na porta para evitar transtornos.
Desde já aproveitar desejar boas vindas, boa festa e divirta-se connosco, o nosso bar estará aberto com variedades de bebidas e grandes surpresas.
Nota: Passe a informação para quem achares que estará interessado.
Mil desculpas pelos transtornos causados
O Vice Presidente
Sérgio A. V. César
--
Casa de Mocambique - RU
Friday, 3 July 2009
Durante o processo de eleições no país
Nem todo moçambicano na diáspora poderá exercer o seu direito cívico
- confirma, Lucas José, chefe de imprensa do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, (STAE)
Maputo (Canal de Moçambique) – Nem todos os moçambicanos espalhados pela diáspora vão ter o privilégio de votar nas próximas eleições de Outubro. As razões, de acordo com o chefe da Imprensa do STAE, Lucas José, são, entre outras, a ausência da máquina do STAE nesses locais, principalmente devido a exiguidade de fundos, por um lado, por outro, por falta de documentação dos moçambicanos no estrangeiro.
Segundo Lucas José “a máquina do STAE apenas vai recensear moçambicanos na diáspora nos países africanos como África de Sul, Zâmbia, Swazilândia, Malawi, Zimbabwe, Tanzânia, Quénia e do resto do mundo, Portugal e Alemanha. Nem todos países vão ser contemplados no processo de eleições moçambicanas”.
Questionado pelo Canal de Moçambique sobre a exclusão em outros países, Lucas José disse que “temos uma verba de 40 milhões de USD disponibilizados para o efeito e como sabe teremos também de realizar o trabalho de recenseamento e campanhas de educação cívica em países como África de Sul, Zâmbia, Suazilândia, Malawi, Zimbabwe, Tanzânia, Quénia e do resto do mundo Portugal e Alemanha”.
Repisou ainda que os moçambicanos na diáspora terão de provar com comprovativos de que são moçambicanos. Para o recenseamento eleitoral, têm de ter documentos como passaporte ou bilhete de identidade com validade e de origem moçambicana de forma a facilitar o processo das equipas do STAE, conforme prevê o artigo 22 da Lei 9/07.
“O artigo 22 da Lei 9/07 não alterou nada razão pela qual os moçambicanos na diáspora com documentos válidos e de origem moçambicana podem recensear-se”, explica Lucas José.
(Conceição Vitorino)
2009-07-03 05:54:00
A Opinião de Luís Nhachote
Ponte Armando Guebuza no ano de Eduardo Mondlane
“Guebuza não” - Carlos Cardoso
Maputo (Canal de Moçambique) - Os sinais disponíveis desde a entronização de Armando Emilio Guebuza no poder, começam a ser preocupantes. Os hossanas à sua governação, estão na fase mais exponencial de sempre. Criticar os excessos que começam a ser cada vez mais reveladores nas suas “presidências abertas”, remetem, os que o fazem abertamente, à conquista do titulo de “apóstolos da desgraça”. Seja como for: as palavras não podem ser, e nem jamais serão detidas, tal como a morte de uma andorinha não detém a primavera.
Este intróito vem a propósito da ponte entre Chimuara (Zambézia) e Caia (Sofala). Acaba de ser anunciado que vai levar o nome do louvado líder, à boa maneira «kim il sunguiana», Armando Emilio Guebuza. É a ponte que finalmente vai ligar o nosso pais, de norte a sul, por via terrestre, materializando-se assim aquilo que já chamavam de ponte da unidade nacional e esse nome chegou mesmo a ser dado como certo, em língua local. E, porque as grandes realizações – e logo num ano eleitoral – devem ter inaugurações com a pompa e circunstancia que merecem, não se sabe porque carga de águas, e por decisão de que sábio, a ponte vai levar o nome do louvado líder. Hossana!!!
Num ano em que o governo liderado pelo louvado líder, decidiu proclamá-lo como ano de Eduardo Mondlane, porque não antes atribuir à ponte o nome deste que é tido como o arquitecto da unidade nacional? Era outra hipótese.
Em 2008, nós que tivemos a oportunidade de assistir, em Songo, as cerimónias centrais da reversão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa – a “nossa segunda independência”, vimos e assistimos aos hossanas que culminaram com a inauguração da avenida e praça Armando Emilio Guebuza. Estas acções já resvalam para o campo do culto de personalidade. Um pouco antes vimos, aplaudir-se a inauguração da Escola Secundaria Armando Emílio Guebuza, obra de vulto patrocinada pela Vodacom. Continua a ser pouco? Que se dane a memória do arquitecto? O que é que tudo isto quer dizer?
Desde o fim da chancelaria de Joaquim Chissano, também ele imortalizado em muitos lugares, assistimos ao processo de afirmação do recém chegado. É a negação do retirado. Sobrepõem-se cenas tais que o “pai do espírito do deixa andar” está imparável a atribuir o seu próprio nome a empreendimentos. São sinais preocupantes.
O Carlos Cardoso já se foi, mas parece ter dito ontem: “Guebuza, não!”
Espero arranjar um lugar num dos seis helicópteros para a inauguração da ponte!!... O curso das histórias está a pôr-se mesmo preocupante!!...
(Luís Nhachote)
2009-07-03 05:52:00
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No 233.º aniversário dos Estados Unidos
Todd Chapman anuncia que Moçambique vai ter embaixador americano
Há anos que a administração americana é representada ao mais alto nível por um encarregado de negócios…
“….Acredito firmemente que todos os povos anseiam por certas coisas: a possibilidade de dizerem o que pensam e da sua voz ser ouvida a forma como são governados; confiança no estado de direito e na administração equitativa da justiça; um governo que é transparente e que não rouba o seu povo; e a liberdade de viverem conforme a sua escolha. Estas não são ideias americanas; são direitos humanos. E é por isso que os apoiaremos em todos os lugares.” – Todd Chapman, encarregado de negócios, citando o seu presidente, Barack Obama
Maputo (Canal de Moçambique) - Os Estados Unidos da América celebram no próximo sábado mais um aniversário da sua Independência Nacional, isto é 233 anos. Mas ontem em Maputo a embaixada ofereceu uma recepção a convidados e membros da comunidade americana em Moçambique tendo o Governo de Moçambique sido representado por Paulo Zucula, ministro dos Transportes e Comunicações.
Todd Chapman, encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos em Moçambique que não tem embaixador em Maputo há vários anos, proferiu um discurso que reproduzimos abaixo na íntegra. Mas antes salientar que em resposta ao facto de Todd Chapman ter anunciado que a residência em que decorreu a cerimónia será a nova residência do futuro embaixador de Washington sem contudo anunciar para quando está a indicação daquela figura, o ministro Paulo Zucula, na sua brevíssima intervenção, referiu que o governo nunca duvidou que um dia teremos um embaixador americano em Maputo. Foi uma ligeira picardia que não passou despercebida e deixou bem claro que as relações entre a administração americana e Moçambique não estão isentas de algo que embora não seja público está a ofuscar as aparências.
O «Canal de Moçambique» apurou de uma das suas fontes que ainda por algum tempo Todd Chapman se manterá por Maputo. “Por mais cerca de um ano”, confidenciou-nos a fonte.
Intervenção de Todd Chapman
“Obrigado por se juntarem a nós nesta celebração do Dia da Independência dos Estados Unidos, que teve lugar a 4 de Julho de 1776 quando os nossos antepassados apresentaram a Declaração da Independência, afirmando no seu preâmbulo: “Temos como verdades evidentes que todos os homens são criados iguais, que são dotados pelo seu Criador com certos direitos inalienáveis, entre os quais o direito à vida, à liberdade e à procura da felicidade.”
A celebração de hoje é especial por diversas razões. Em primeiro lugar, como já repararam, estamos a celebrar numa nova residência, que servirá como residência oficial do próximo Embaixador dos Estados Unidos em Moçambique – e asseguro, Senhor Ministro, que vai haver um novo Embaixador Americano. Mais significativo ainda, estamos a celebrar a nossa independência em Moçambique, convosco, nossos amigos, pela primeira vez desde as eleições históricas de 2008 nos Estados Unidos, que reflectiram uma mudança real na América.
A eleição do Presidente Obama foi notável por muitas razões:
Em primeiro lugar, cumpriu as palavras da nossa Declaração de Independência – que a todos, na verdade, é dada uma oportunidade igual nos Estados Unidos, mesmo se, como acontece, ainda permaneçam alguns desafios sociais. Em segundo lugar, a eleição foi emblemática do próprio carácter Americano: a nossa crença permanente de que podemos quebrar as barreiras em prol de um futuro mais próspero e provar que o impossível de facto é possível. Em terceiro lugar, a campanha do Presidente Obama mobilizou um novo bloco de eleitores, os jovens, usando inovações tecnológicas na produção da vitória que foram imaginativas, inovadoras e inspiradoras. E em quarto lugar, estas eleições provaram que a barreira racial que existia afinal, foi ultrapassada na procura do posto mais importante do país.
No seu discurso do mês passado no Cairo, intitulado “Um Novo Começo”, o Presidente Obama salientou os ideais que motivarão a política externa dos Estados Unidos por todo o mundo quando afirmou o seguinte e cito: “….Acredito firmemente que todos os povos anseiam por certas coisas: a possibilidade de dizerem o que pensam e da sua voz ser ouvida na forma como são governadas; confiança no estado de direito e na administração equitativa da justiça; um governo que é transparente e que não rouba o seu povo; e a liberdade de viverem conforme a sua escolha. Estas não são ideias americanas; são direitos humanos. E é por isso que os apoiaremos em todos os lugares.”
E este é o nosso desejo para todos os Moçambicanos, conclui Todd Chapman.
(Redacção)
2009-07-03 06:17:00
Distrito como base de planificação e orçamentação
CIP e AWEPA questionam discurso de Guebuza
“Iniciamos a nossa governação dando maior expressão e protagonismo ao Distrito, como pólo de desenvolvimento e base de planificação social e económica do nosso País”- presidente da República, Armando Guebuza falando no Parlamento no seu último informe à Nação, a 22 de Junho de 2009 “Há uma discrepância entre a lógica de planificação e a lógica de afectação de recursos no Plano Económico e Social do Distrito (PESOD), o que traz consigo um elevado nível de incerteza quanto ao financiamento das actividades inscritas no PESOD. Isto traz reservas sobre o próprio paradigma de que o distrito é a unidade territorial de planificação e orçamentação e, consequentemente, à ideia de que os distritos são o pólo de desenvolvimento.” – Boletim do CIP e AWEPA de 01 de Julho de 2009
Maputo (Canal de Moçambique) – O Governo do presidente Armando Guebuza diz ter definido o Distrito como “pólo de desenvolvimento”, “base territorial de planificação e orçamentação”, “centro das acções de combate contra pobreza”, durante o mandato prestes a findar. Entretanto, o Centro de Integridade Pública (CIP) e a organização dos Parlamentares Europeus para Africa (AWEPA), questionam a veracidade destes discursos, e dizem que “há discrepância entre o planificado e o que é efectivamente implementado”.
O que diz o Governo
Desde que Armando Guebuza ascendeu ao poder em 2005, tem sido discurso do Governo que a prioridade na governação é o distrito. A título ilustrativo, tomámos as declarações do chefe do Estado no seu último informe à Nação, prestado no Parlamento a 22 de Junho findo. Guebuza elegeu como título do seu discurso a seguinte tese: “O COMBATE CONTRA A POBREZA: Concentrando as Nossas Acções no Distrito”.
No decorrer do informe, o presidente Guebuza disse, entretanto, que “iniciámos a nossa governação dando maior expressão e protagonismo ao Distrito, como pólo de desenvolvimento e base de planificação social e económica do nosso País”.
Continuando disse que “neste contexto, foi locado o Orçamento de Investimento de Iniciativas Locais, conhecido como os sete milhões, direccionado para a produção de mais alimentos e criação de mais postos de trabalho, gerando renda para as famílias”. “Com os sete milhões, iniciámos uma mudança do paradigma de desenvolvimento, isto é, o beneficiário passou a ter um papel de protagonista neste processo...”
CIP e AWEPA questionam
Entretanto, é a veracidade deste tipo de discursos que está a ser posta em causa pelo CIP e AWEPA. Num artigo publicado no último número do Boletim sobre o processo político em Moçambique (propriedade da CIP e AWEPA), assinado por Adriano Nuvunga, questiona-se até que ponto o Distrito é efectivamente base territorial de planificação e orçamentação.
“... há uma discrepância entre a lógica de planificação e a lógica de afectação de recursos, o que traz consigo um elevado nível de incerteza quanto ao financiamento das actividades inscritas no PESOD – Plano Económico e Social do Distrito...” lê-se no boletim da AWEPA/CIP, editado por Joseph Hanlon e Adriano Nuvunga.
Continuando, o autor explica que “a discrepância entre a planificação e a afectação de recursos nos distritos traz reservas sobre a centralidade do PESOD como instrumento de governação no distrito”, o que representa uma “clara desarmonia com o pressuposto de que os distritos são a base territorial de planificação e orçamentação e, consequentemente, com a ideia de que os distritos são o pólo de desenvolvimento”.
A base do questionamento
Para questionar a veracidade do discurso do governo de Armando Guebuza, Adriano Nuvunga — o autor do artigo da AWEPA/CIP — baseou-se no relatório de monitoria da governação local realizada pela Associação Moçambicana para o Desenvolvimento e Democracia (AMODE), Centro de Integridade Pública (CIP), Grupo Moçambicano da Dívida (GMD) e Liga dos Direitos Humanos (LDH).
O relatório concluiu que “mais de metade das actividades inscritas nos Planos Económicos e Sociais dos Distritos (PESOD) e nos Planos Anuais Municipais não são realizadas devido a constrangimentos de ordem técnica e/ou financeira”.
Prioriza-se “palácios” no lugar de sala de aulas
O relatório, citado no artigo do boletim editado por Joseph Hanlon e Adriano Nuvunga, refere ainda que “muitos dos empreendimentos realizados (nos distritos) denotam problemas de qualidade”.
“Alguns empreendimentos reabilitados em 2007 já apresentavam defeitos e; nalguns distritos como Montepuez, a reabilitação de palácios, incluindo casas de banho, foi priorizada em detrimento de actividades com mais potencial de produzir impacto na vida das comunidades, como por exemplo, a reabilitação de casas de habitação e sedes de postos administrativos que vertem água quando chove”, escreve e continua: “noutros locais, sobretudo municípios, as autoridades locais, para encobrir o seu fraco desempenho, mostraram empreendimentos realizados em anos anteriores, por exemplo em 2005, como tendo sido realizados em 2008....”.
O relatório citado é resultado de um estudo que consistiu na monitoria e auditoria social sobre as actividades inscritas nos PESOD de 6 distritos e três municípios, com elevado potencial de trazer um grande impacto nas condições de vida da população. São os casos de construção de salas de aulas, abertura e reabilitação de fontanários de água, construção de centros de saúde, abertura, pavimentação e reabilitação de vias de acesso...
(Borges Nhamirre)
Distrito como base de planificação e orçamentação
CIP e AWEPA questionam discurso de Guebuza
“Iniciamos a nossa governação dando maior expressão e protagonismo ao Distrito, como pólo de desenvolvimento e base de planificação social e económica do nosso País”- presidente da República, Armando Guebuza falando no Parlamento no seu último informe à Nação, a 22 de Junho de 2009 “Há uma discrepância entre a lógica de planificação e a lógica de afectação de recursos no Plano Económico e Social do Distrito (PESOD), o que traz consigo um elevado nível de incerteza quanto ao financiamento das actividades inscritas no PESOD. Isto traz reservas sobre o próprio paradigma de que o distrito é a unidade territorial de planificação e orçamentação e, consequentemente, à ideia de que os distritos são o pólo de desenvolvimento.” – Boletim do CIP e AWEPA de 01 de Julho de 2009
Maputo (Canal de Moçambique) – O Governo do presidente Armando Guebuza diz ter definido o Distrito como “pólo de desenvolvimento”, “base territorial de planificação e orçamentação”, “centro das acções de combate contra pobreza”, durante o mandato prestes a findar. Entretanto, o Centro de Integridade Pública (CIP) e a organização dos Parlamentares Europeus para Africa (AWEPA), questionam a veracidade destes discursos, e dizem que “há discrepância entre o planificado e o que é efectivamente implementado”.
O que diz o Governo
Desde que Armando Guebuza ascendeu ao poder em 2005, tem sido discurso do Governo que a prioridade na governação é o distrito. A título ilustrativo, tomámos as declarações do chefe do Estado no seu último informe à Nação, prestado no Parlamento a 22 de Junho findo. Guebuza elegeu como título do seu discurso a seguinte tese: “O COMBATE CONTRA A POBREZA: Concentrando as Nossas Acções no Distrito”.
No decorrer do informe, o presidente Guebuza disse, entretanto, que “iniciámos a nossa governação dando maior expressão e protagonismo ao Distrito, como pólo de desenvolvimento e base de planificação social e económica do nosso País”.
Continuando disse que “neste contexto, foi locado o Orçamento de Investimento de Iniciativas Locais, conhecido como os sete milhões, direccionado para a produção de mais alimentos e criação de mais postos de trabalho, gerando renda para as famílias”. “Com os sete milhões, iniciámos uma mudança do paradigma de desenvolvimento, isto é, o beneficiário passou a ter um papel de protagonista neste processo...”
CIP e AWEPA questionam
Entretanto, é a veracidade deste tipo de discursos que está a ser posta em causa pelo CIP e AWEPA. Num artigo publicado no último número do Boletim sobre o processo político em Moçambique (propriedade da CIP e AWEPA), assinado por Adriano Nuvunga, questiona-se até que ponto o Distrito é efectivamente base territorial de planificação e orçamentação.
“... há uma discrepância entre a lógica de planificação e a lógica de afectação de recursos, o que traz consigo um elevado nível de incerteza quanto ao financiamento das actividades inscritas no PESOD – Plano Económico e Social do Distrito...” lê-se no boletim da AWEPA/CIP, editado por Joseph Hanlon e Adriano Nuvunga.
Continuando, o autor explica que “a discrepância entre a planificação e a afectação de recursos nos distritos traz reservas sobre a centralidade do PESOD como instrumento de governação no distrito”, o que representa uma “clara desarmonia com o pressuposto de que os distritos são a base territorial de planificação e orçamentação e, consequentemente, com a ideia de que os distritos são o pólo de desenvolvimento”.
A base do questionamento
Para questionar a veracidade do discurso do governo de Armando Guebuza, Adriano Nuvunga — o autor do artigo da AWEPA/CIP — baseou-se no relatório de monitoria da governação local realizada pela Associação Moçambicana para o Desenvolvimento e Democracia (AMODE), Centro de Integridade Pública (CIP), Grupo Moçambicano da Dívida (GMD) e Liga dos Direitos Humanos (LDH).
O relatório concluiu que “mais de metade das actividades inscritas nos Planos Económicos e Sociais dos Distritos (PESOD) e nos Planos Anuais Municipais não são realizadas devido a constrangimentos de ordem técnica e/ou financeira”.
Prioriza-se “palácios” no lugar de sala de aulas
O relatório, citado no artigo do boletim editado por Joseph Hanlon e Adriano Nuvunga, refere ainda que “muitos dos empreendimentos realizados (nos distritos) denotam problemas de qualidade”.
“Alguns empreendimentos reabilitados em 2007 já apresentavam defeitos e; nalguns distritos como Montepuez, a reabilitação de palácios, incluindo casas de banho, foi priorizada em detrimento de actividades com mais potencial de produzir impacto na vida das comunidades, como por exemplo, a reabilitação de casas de habitação e sedes de postos administrativos que vertem água quando chove”, escreve e continua: “noutros locais, sobretudo municípios, as autoridades locais, para encobrir o seu fraco desempenho, mostraram empreendimentos realizados em anos anteriores, por exemplo em 2005, como tendo sido realizados em 2008....”.
O relatório citado é resultado de um estudo que consistiu na monitoria e auditoria social sobre as actividades inscritas nos PESOD de 6 distritos e três municípios, com elevado potencial de trazer um grande impacto nas condições de vida da população. São os casos de construção de salas de aulas, abertura e reabilitação de fontanários de água, construção de centros de saúde, abertura, pavimentação e reabilitação de vias de acesso...
(Borges Nhamirre)
Crónica de Mia Couto
A nova ministra
Maputo (Canal de Moçambique) - "Quer dizer, a grande vantagem de estarmos no Poder é que, para sermos empresários, não precisamos de empreender nada. A bem dizer, nem precisamos de empresas."
- Meu querido marido, escutou o noticiário?
- Não. Há novidades importantes?
- Diz o noticiário que você deixou de ser ministro.
- Afinal, eu ainda era ministro?
- Disseram que era. Não sabia?
- Tinha uma vaga ideia. Mas acho que se enganaram, também estes jornalistas divulgam cada coisa, sabe como é: jornalismo preguiçoso...
- Mas aquilo era um comunicado oficial. E disseram claramente o seu nome. Eu não fazia ideia. Pensei que era só empresário.
- Ai é? Saí no noticiário? Mostraram a minha foto?
- Não. Mas, diga-me lá, marido, você era Ministro de quê?
- Ministro dos Assuntos Gerais. Uma coisa assim... Já agora, você reparou se disseram quem era o novo ministro?
- É um dos anteriores vice-ministros.
- Afinal havia mais que um?
- Havia sete vice-ministros.
- Sete? Eh pá, aquilo não era um Ministério, era um Vice-Ministério.
- Fica triste, marido?
- Bom, pá, paciência. Mais importante são os meus cargos nas 15 grandes empresas.
- Ontem, no nosso jantar, você disse que eram 35...
- Minha querida, você escutou mal. Não há, no país inteiro, 35 grandes empresas. Aliás, a maior parte dos empresários de sucesso ainda anda à procura de empresas.
- Não entendo essa matemática.
- É que, no nosso país, há mais empresários que empresas.
- Trinta e cinco... Trinta e cinco são os nossos anos de casados. E estou tão orgulhosa de si, meu ex-ministro, você foi sempre tão ambicioso...
- Ambicioso, não. Ganancioso.
- E qual é a diferença?
- O ambicioso faz coisas. O ganancioso apropria-se das coisas já feitas por outros.
- Você apropriou-se de mim que fui feita por outros.
- Isso é verdade, cara esposa. Uma coisa é verdade: vai-me fazer falta o poder.
- O poder? Não me diga que lhe está faltar o poder, marido?
- Alto lá, falo apenas do poder político. Quer dizer, a grande vantagem de estarmos no Poder é que, para sermos empresários, não precisamos de empreender nada. A bem dizer, nem precisamos de empresas.
- Mas, marido, eu também tenho empresas, você diz que colocou uma data de empresas em meu nome.
- Tem razão, minha querida. Vou usar das minhas influências e pedir para você ser nomeada Ministra.
- Eu, Ministra? Para quê?
- Que é para, a partir da agora, você abrir empresas em meu nome.
(Crónica de Mia Couto, escritor moçambicano, publicada na edição de Fevereiro da revista África 21)
2009-07-03 05:38:00
Who makes bank at the White House
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In the spirit of transparency, the Obama Administration posted on its White House blog a detailed list of who makes what at 1600 Pennsylvania Avenue.
According to the WhiteHouse.gov blog, every administration since 1995 has been required to "deliver a report to Congress listing the title and salary of every White House Office employee." In January, in one of his first acts as president, Obama announced that he was freezing the salaries of employees who made more than $100,000 a year, saying, "Families are tightening their belts, and so should Washington."
It may be a government job, but a gig in the White House isn't so bad: The highest earners take home $172,200, while at the low end, staff assistants get $36,000. The big winner, however, is David Marcozzi, the Director of Public Health Policy, who earns $192,934 a year.
The $172,200 Club: This exclusive club includes Obama's top aides, such as Senior Advisers David Axelrod and Valerie Jarrett, Chief of Staff Rahm Emanuel, press secretary Robert Gibbs and Jon "Favs" Favreau, Obama's head speechwriter.
Other notable salaries:
— $102,000 Reggie Love, the president's personal aide and "body man," who was named the Hottest White House Employee according to a Huffington Post poll, barely edging out "Favs."
— $113,000 Desiree Rogers, who is on every D.C. socialite's speed-dial, was tapped to be the White House social secretary, charged with coordinating every social event held by the White House. The stylish Chicagoan pals around with Anna Wintour and was the subject of an extensive Vogue magazine feature.
— $84,000 Catherine Lelyveld, press secretary to First Lady Michelle Obama, hails from the Windy City as well, and served as Mrs. Obama's communication director during the presidential campaign.
— $36,000 That's how much Darienne Page, the White House receptionist, or "ROTUS" takes home annually. In a recent New York Times profile, Obama introduced Page as "the receptionist of the entire United States." Before serving in the Obama White House, Page served as an Army sergeant in Iraq under George W. Bush.
Joe Biden takes in $227,300 as the vice president of the United States, while Obama earns $400,000 a year, far less than the $2.6 million he earned in 2008 as a presidential candidate and author.
(See the entire list here).
- Lili Ladaga