Monday, 2 March 2009

A Opiniao de Ericino de Salema

Nova especialidade jornalística?

Por Ericino de Salema*

A Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) lançou, sexta-feira última, dia 27 de Fevereiro, o relatório anual do seu Departamento de Estado sobre Direitos Humanos em Moçambique. No dia seguinte, sábado, adquiri uma cópia do diário Notícias, na esperança de que veria algo sobre a publicação dos irmãos da terra do “Tio Sam”, em forma de notícia, reportagem ou artigo de análise, mas nada; coisa normal esta, atendendo e considerando que os jornais não são elásticos, ao que se acresce o facto de cada jornal ter os seus critérios de noticiabilidade.

Guiado por esse espírito de inelasticidade dos jornais, esperava, quando percorria as páginas do mais antigo diário moçambicano desta segunda-feira, 2 de Março, ver algo sobre aquele relatório, ao qual ainda não tive acesso, tendo em conta o carácter ‘universal’ da noticiabilidade de certos factos. E não estava enganado! Lá vi uma notícia sobre o documento, mas em moldes diferentes daqueles em que os manuais de jornalismo recomendam.

Para ser mais directo: vi, na página três do Jornal Notícias de hoje, a reacção da ministra da Justiça, Benvinda Levy, e não matéria a explicar, em sinopse ou não, o que diz o relatório dos EUA sobre Direitos Humanos em Moçambique. “Justiça e Direitos Humanos com avanços e retrocessos”, titula o Notícias, para, em subtítulo, escrever: “considera Benvinda Levy, reagindo ao relatório do Departamento de Estado norte-americano”.

Que inovação jornalística é esta, caros compatriotas, que, em desabono da mentira, nem é assim tão nova nas páginas do mesmo título, particularmente quando o assunto são críticas ao desempenho do dia? Que será dos que somente lêem o Notícias? Terão razão os que dizem que o Notícias é um jornal governamental? Que será de nós no dia em que o domingo se antecipar ao sábado?

Ainda na manhã desta segunda-feira, enquanto caminhava ao meu local de trabalho, ouvi, no “Café da Manhã”, da Rádio Moçambique (RM), o mano Emílio Manhique a “entrevistar” a ministra da Justiça. Logo a começar a conversa, Manhique foi buscar um trecho aparentemente incómodo, para depois pedir a reacção da “convidada”. Fê-lo como se já soubesse qual é a opinião da ministra sobre o documento, indo directamente às questões específicas. Recebeu algum guião, comrade Manhique?

Quando um governo se desdobra em reacções e/ou desmentidos, usando e abusando do seu poder sobre alguns espaços mediáticos, costuma a ser um forte indício de que pode haver muito de verídico no que se procura “aclarar”…

Ou estaremos em presença de uma nova especialidade jornalística?

* Autor do Blog www.mediaepoliticamoz.blogspot.com



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Ericino de Salema
Journalist & Media Researcher
Maputo-Mozambique
Mobile: +258-82-7992520
E-mail: ericinodesalema@hotmail.com
Alternative e-mail: iandesalema@yahoo.com.br

A Opiniao de Barack Obama sobre o Estado da Nacao Americana


Canal de Opinião, por Barack Obama, presidente dos EUA

O Estado da União 2009

Discurso do presidente americano, Barack Obama, terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

Maputo (Canal de Moçambique) - Sei que para muitos americanos, o estado da nossa economia é uma preocupação acima de todas as outras e com razão. Se não foram afectados pessoalmente por esta recessão, provavelmente conhecem alguém que foi: um amigo, um vizinho, um membro da vossa família. Não precisam de ouvir uma outra lista de estatísticas para saber que a nossa economia está em crise, porque vivem isso todos os dias. É a preocupação com que acordam e a causa de noites sem dormir. É o emprego que julgavam que iriam ter até à reforma, mas que agora perderam; a empresa sobre a qual construíram os vossos sonhos que agora está presa por um fio; a carta de aceitação da universidade que o vosso filho teve que colocar de novo no envelope. O impacto desta recessão é real e está em todo o lado.

Para mais detalhes por favor clique aqui

Guinea Bissau President killed in a Coup!!


O Presidente da Guiné-Bissau foi morto por militares revoltosos, confirmou uma fonte militar guineense à France Press. Nino Vieira enccontrava-se na sua residência no momento do ataque tendo ainda ficado ferido o seu assessor de imprensa. O ataque resultou de um golpe de Estado que esta madrugada foi levado a efeito em Bissau por militares revoltosos que tinham começado por fazer explodir uma bomba de grande potência no quartel-general de Bissau e que tirou a vida ao general chefe do Estado- Maior General das Forças Armadas.
Há cerca de uma hora, vários jornalistas assistiram junto à residência de Nino Vieira ao saque total de todo o recheio da casa, incluindo móveis, electrodomésticos, estatuetas e roupas pessoais do Presidente Nino Vieira. Os governos de Cabo Verde e de Angola já lamentaram e repudiaram a tomada de força por parte dos militares golpistas. A situação na Guiné-Bissau continua muito tensa e confusa.

Nino Vieira assassinado!



O presidente da Guiné-Bissau, Nino Vieira, foi assassinado, avançou a agência France Press citando uma fonte do exército e confirmou uma fonta de Presidência guineense.

Neste momento decorrem grandes movimentações junto da casa de Nino Vieira com militares a retirarem os pertences do Presidente da sua residência oficial, local que terá sido alvo de tiros nas últimas horas. Segundo o responsável das relações exteriores do Exército, Zamura Induta, o presidente terá sido alvo de um ataque militar e terá acabado por sofrer um ataque mortal quando tentava fugir de casa.

«O Exército matou o presidente Vieira quando ele tentava fugir da casa dele, atacada por um grupo de militares ligados ao comandante do Estado-Maior, Tagmeh Na Waieh», afirmou o chefe militar de Relações Exteriores, Zamura Induta.

«Era um dos principais responsáveis pela morte de Tagmeh», acrescentou.

«Agora, o país vai avançar. Este homem bloqueava tudo neste pequeno país», completou o oficial.

O ministro da Defesa do país, Artur Silva, confirmou entretanto à agência Lusa que o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas do país, Tagmé Na Waie, morreu num atentado à bomba ocorrido ontem à noite contra as instalações do quartel-general do Estado Maior, em Bissau.

«Confirmo a morte do general Tagmé Na Waie», disse o ministro, citado pela Lusa.

João Bernardo Vieira (conhecido como Nino), de 69 anos, passou praticamente 23 anos à frente de Guiné-Bissau. Foi reeleito para a presidência do país do oeste da África em 2005, nove anos depois do fim de uma guerra civil (que durou 11 meses) que o expulsara do poder.

Confirmada morte de Nino!?

O presidente da Guiné-Bissau, Nino Vieira, foi assassinado, avançou a agência France Press citando uma fonte do exército e confirmou uma fonta de Presidência guineense.

Neste momento decorrem grandes movimentações junto da casa de Nino Vieira com militares a retirarem os pertences do Presidente da sua residência oficial, local que terá sido alvo de tiros nas últimas horas. Segundo o responsável das relações exteriores do Exército, Zamura Induta, o presidente terá sido alvo de um ataque militar e terá acabado por sofrer um ataque mortal quando tentava fugir de casa.

«O Exército matou o presidente Vieira quando ele tentava fugir da casa dele, atacada por um grupo de militares ligados ao comandante do Estado-Maior, Tagmeh Na Waieh», afirmou o chefe militar de Relações Exteriores, Zamura Induta.

«Era um dos principais responsáveis pela morte de Tagmeh», acrescentou.

«Agora, o país vai avançar. Este homem bloqueava tudo neste pequeno país», completou o oficial.

O ministro da Defesa do país, Artur Silva, confirmou entretanto à agência Lusa que o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas do país, Tagmé Na Waie, morreu num atentado à bomba ocorrido ontem à noite contra as instalações do quartel-general do Estado Maior, em Bissau.

«Confirmo a morte do general Tagmé Na Waie», disse o ministro, citado pela Lusa.

João Bernardo Vieira (conhecido como Nino), de 69 anos, passou praticamente 23 anos à frente de Guiné-Bissau. Foi reeleito para a presidência do país do oeste da África em 2005, nove anos depois do fim de uma guerra civil (que durou 11 meses) que o expulsara do poder.

Sistema judicial ineficaz e politizado pela FRELIMO

Em Moçambique

– conclui relatório americano sobre Direitos Humanos em 2008

Segundo o mesmo relatório, o partido no poder em Moçambique tem influenciado negativamente a justiça moçambicana de tal forma que “os membros do Conselho Superior de Magistratura Judicial (CSMJ) tenderam a ser membros da FRELIMO ou seu filiados”e o governo “não cumpre com os princípios de promoção e protecção dos Direitos Humanos” e “a Polícia continua a usar da força excessiva para resolver certos problemas”

Maputo (Canal de Moçambique) – As detenções arbitrárias, os linchamentos perpetrados por populares, a negação à liberdade de expressão incluindo através da detenção de jornalistas numa tentativa de silenciar a imprensa, o elevado custo de vida, o desemprego, a corrupção aliada à cultura de impunidade, a falta de conhecimentos de algumas leis por parte dos cidadãos que os impede de defenderem condignamente os seus interesses, são apenas alguns entre aspectos vários focalizados pelo relatório dos Estados Unidos da América (EUA) no seu relatório sobre “Prática dos Direitos Humanos em Moçambique em 2008”, que continuam a manchar a imagem de Moçambique no que se refere a Direitos Humanos.
O relatório que se baseia, segundo ele próprio, em informações obtidas em diversos sectores da sociedade, avança que o sistema judicial em Moçambique é ineficaz e está politizado. Aponta que o maior culpado disso é o partido Frelimo, no poder, e o Governo Central que constitui, no seu todo, a cúpula que disfarça estar preocupada com as mazelas do povo enquanto lhe suga os impostos e subverte os mais elementares direitos humanos.
De acordo com relatório, divulgado nos EUA a semana passada e em Maputo na última sexta-feira em conferência de imprensa preferida pelo Encarregado de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos da América, Todd C. Chapman, “o sistema judiciário moçambicano está politizado pela FRELIMO e o mesmo não cumpre com os princípios de promoção e protecção dos Direitos Humanos, facto que se mostrou bastante preocupante em 2008 com detenções arbitrárias”.
“A Constituição da República e a Lei preconizam a independência judiciária, contudo, este sistema mostrou-se fortemente influenciado pelo partido FRELIMO, insuficiente e inadequadamente treinado judicialmente, particularmente nas camadas mais baixas”, documenta o relatório em que se acrescenta que “o sistema judiciário continuou a sofrer de uma falta de transparência e, muitas vezes não cumpriu com os princípios de promoção e protecção dos Direitos Humanos”.
Ademais, documenta-se igualmente que, sem necessidade, a polícia, com excesso de zelo e por gozar de certa impunidade perante o olhar apático das autoridades “usa da força para intervir em situação que não a requerem. De acordo com as informações da Amnistia Internacional em 2008 a polícia agiu com licença para matar. Em 2008 nos primeiros nove meses houve 10 casos de execuções sumárias reportadas pela Liga do Direitos Humanos (LDH)”.
Ao citar exemplos sobre Moçambique, o relatório documenta que “a corrupção e a impunidade generalizaram-se de forma preocupante em 2008” e “a polícia arbitrariamente atirou contra cidadãos inocentes”, num cenário em que “os membros do Conselho Superior de Magistratura Judicial (CSMJ) tenderam a ser membros da FRELIMO ou seus filiados”.
Por outro lado, no período em análise, enquanto a Constituição da República (CR) e Lei preconizam a independência e imparcialidade do sistema judicial, o relatório refere que “a prática judiciária foi sujeita a interferência política”.
Ainda segundo o relatório dos EUA, embora a lei diga que os cidadãos têm acesso aos tribunais judiciais para resolverem diversos assuntos relacionados com o dia a dia de violações dos Direitos Humanos, “na prática isso não ocorre”.

Manifestações de 5 de Fevereiro de 2008

O relatório que estamos a citar refere ainda que em 2008 outro acontecimento que manchou os Direitos humanos foram as manifestações de 5 de Fevereiro do mesmo ano em Maputo e Matola, em que os populares protestavam contra o elevado custo de vida.
O relatório lembra que “a polícia disparou balas de borrachas e espalhou gás lacrimogéneo e feriu mais de 100 pessoas”. Refere também o relatório que nessas manifestações “68 pessoas foram alvejadas com balas verdadeiras e cinco pessoas morreram”.
Na sua análise, os EUA observam que na sequência dos actos ilegais, “nenhum policial foi punido por ter alvejado e matado a tiro cidadãos inocentes”.
O Encarregado de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos da América em Moçambique, Todd Chapman, falando a jornalistas na sexta-feira por ocasião do lançamento do relatório sobre a “Prática dos Direitos Humanos em Moçambique em 2008” aqui em Maputo, disse que a questão da violação dos Direitos Humanos “constitui um assunto que deve ser levado a debate público de forma crucial e estamos abertos ao diálogo para ajudar os Governo moçambicano a controlar a situação”.

(Emildo Sambo)

Guine Bissau: Nino Vieira Morto?

Alguns amigos informaram-me que Nino Vieira foi morto! Acto continuo a CNN e a BBC tem estado a anunciar que de facto Nino foi morto por militares insurgentes que tambem assassinaram o Chefe de Estado Maior das Forcas armadas da Guine! Mais um Golpe de Estado na nossa Palopiana e Africana Guine-Bissau?

Sei que temos alguns mocambicanos por aquelas bandas! e que tambem tivemos o nosso ex-chefe de estado por algum tempo naquelas bandas tentando mediar o confito, mandatado por Koffi Annan, na altura Secretario Geral das ONU. O Joao Honwana foi durante algum tempo representante da UNDP ou das Nacoes Unidas na Guine Bissau! Se a memoria nao me trai, a Vitoria Ginja tambem andou por la e em Mocambique tivemos durante varios anos a filha de Nino!

Muitas razoes para ajudarmos Guine-Bissau a encontrar o caminho da paz e da reconciliacao nacional. Onde andam os nossos pacificadores mor? Onde anda a CPLP? Onde anda a Uniao Africana? Onde andam Joaquim Chissano, Dom Jaime, Raul Domingos, Afonso Dhlakama, armando Guebuza, Dinis Sengulane, Graca Machel com provada experiencia na arte de negociar? Nao podem ajudar os nossos irmaos a respirar o ar puro da reconciliacao nacional?
MA

A Opiniao de Paul Fauvet sobre o Relatorios sobre Direitos Humanos em Mocambique do Departamento de Estado dos EUA

MAIS UM RELATORIO SOFRÍVEL SOBRE DIREITOS HUMANOS

Por Paul Fauvet

Maputo, 01 Mar (AIM) – As condições prisionais em Cuba são “duras e um atentado contra a integridade humana”, refere o Departamento do Estado dos EUA, no seu habitual relatório anual sobre os direitos humanos.

Estranhamente, o referido relatório não menciona uma das maiores prisões em solo cubano.

Do relatório do Departamento do Estado, ninguém e’ capaz de adivinhar que os EUA ocupam ilegalmente um pedaço do território cubano há várias décadas, mais precisamente na base militar de Guantánamo, onde continuam a encarcerar, sem o devido processo legal, centenas de pessoas, raptadas em todo o mundo, e que são rotuladas de “combatentes ilegais”.

Desde que a administração do antigo presidente americano, George Bush, decidiu lançar a sua “guerra contra o terrorismo”, já foram detidas mais de 770 em Guantánamo e, deste número, apenas três foram condenados pelos seus crimes.

A maioria dos países do mundo considera Guantánamo como sendo um atentado grotesco contra os direitos humanos, e contra os princípios básicos que regem um Estado de direito.

Aparentemente, o recém eleito presidente norte americano, Barack Obama, concorda com o resto do mundo e, por isso, promete encerrar aquela prisão.

Contudo, o relatório do Departamento de Estado, referente ao ano de 2008, omite totalmente a prisão de Guantánamo. Também não faz nenhuma referência a existência de “prisões secretas”, uma prática através da qual as autoridades norte americanas têm estado a transferir prisioneiros para países que praticam a tortura de uma forma rotineira.

Quem tiver a oportunidade de ler o relatório vai procurar em vão para qualquer referência ao “waterboarding” (afogamento simulado), uma forma de tortura autorizada pelo Departamento de Justiça dos EUA em 2007, e que tem estado a ser usada contra alguns prisioneiros na base militar de Guantánamo.

Os EUA denunciam as condições prisionais em Cuba e dezenas de outros países, mas pecam pelo facto de não mencionarem as suas próprias cadeias, cuja percentagem de população prisional supera qualquer outro país do mundo.

Segundo as estatísticas compiladas pelo Centro Internacional de Estudos sobre Prisões (ICPS) do King’s College da Universidade de Londres, Reino Unido, 738 em cada 100.000 pessoas nos EUA está na cadeia.

Nesta liga da vergonha a Rússia assume a segunda posição, com 611 prisioneiros por cada 100.000 habitantes. A maioria dos países regista índices de detenções inferiores a 150 por cada 100.000 habitantes, sendo em Moçambique 51 por cada 100.000 habitantes.

Ademais, as prisões americanas não são imparciais em termos de raça.

Um relatório de 2003 refere que 10,4 por cento de todos os negros americanos adultos do sexo masculino, com idade compreendida entre os 25 e 49 anos, já esteve na prisão, contra 2,4 por cento da população hispânica e 1,2 por cento dos brancos na mesma faixa etária.

Quais são as razões para que estes dados sejam omitidos no relatório sobre os direitos humanos?

Porque “nós não fazemos uma autoavaliação”, esta e’ a resposta do encarregado de negócios da Embaixada dos EUA em Maputo, Todd Chapman.

Assim sendo, porque razão e’ que o mundo deveria encarar o presente relatório com seriedade?

Os diplomatas de um governo detentor de um extenso cadastro de casos de abusos dos direitos humanos conferem-se ao direito de proferir palestras ao resto do mundo sobre os abusos dos direitos humanos.

Como se isso não bastasse, nem são capazes de fazer um trabalho competente de investigação.

O caso gritante, e’ o capítulo sobre Moçambique que contem erros que uma simples chamada de alguns minutos poderia corrigir.

A pior talvez seja a secção referente ao sistema judicial em Moçambique. O relatório refere, correctamente, que o Chefe de Estado Moçambicano nomeia o Presidente do Tribunal Supremo e seu vice.

Para o efeito, o órgão regulador dos juízes, ou seja o Conselho Supremo da Magistratura Judicial (CSMJ) submete uma lista de potenciais candidatos ao Presidente da Republica.

Porém, mais adiante o relatório acrescenta que “os membros do CSMJ tendem a ser membros da Frelimo ou seu afiliados. O presidente também nomeia os restantes membros do judiciário”.

Aparentemente, o Departamento do Estado dos EUA acredita que o próprio Presidente da República, Armando Guebuza, nomeia todos os juízes do tribunais provinciais e distritais.

Alem disso, como e’ que a Embaixada dos EUA (a verdadeira autora deste capítulo) tem conhecimento da filiação política de cada membro do CSJM? Será que chegou a abordar todos os juízes?

Os diplomatas alegam que eles compilam estes relatórios através das fontes do governo, políticos, Organizações não Governamentais (ONGs) e os media.

Contudo, a fonte deste parágrafo não pode ser nenhuma destas. A fonte e’ o seu próprio relatório de 2007, cujo parágrafo foi copiado integralmente. Aliás, o próprio relatório de 2007 foi copiado do relatório de 2006, que por seu turno e’ uma cópia do relatório de 2005.

Parte considerável do relatório de 2008 e’ de uma facto uma cópia do relatório de 2007. Será que isso e’ uma questão de preguiça, ou pelo facto de os diplomatas dos EUA em Maputo estarem tão atarefados para elaborar um relatório decente sobre os direitos humanos?

A realidade do sistema judicial moçambicano e’ que o CSJM nomeia, transfere e demite os juízes de todos os tribunais a excepção do Tribunal Supremo. Apenas os juízes do Tribunal Supremo (actualmente existem nove) são, efectivamente, nomeados pelo Presidente da República.

O CSJM consiste num presidente e vice presidente do Tribunal Supremo ex oficio. Um dos juízes do Tribunal Supremo e’ eleito pelos seus pares, quatro juízes provinciais e dois distritais, também são eleitos pelos seus pares, dois são nomeados pelo Presidente da República e cinco são eleitos pelo parlamento moçambicano ou seja a Assembleia da Republica.

Na verdade, isso quer dizer que três são eleitos pela bancada da Frelimo no parlamento e dois pela coligação da oposição Renamo-União Eleitoral.

Por exemplo, a Embaixada dos EUA ignora que o proeminente jurista da oposição, Eduardo Elias, e’ membro do CSMJ, ou que o falecido Domingos Arouca também era membro. Arouca era um dos oponentes mais tenazes da Frelimo e, mesmo assim, a bancada parlamentar do partido no poder reconheceu as suas qualidades como jurista, tendo-o nomeado como membro do CSJM. (Arouca foi o primeiro negro moçambicano a obter a licenciatura em direito),

Por isso, o judiciário moçambicano e’ muito mais complexo que a Embaixada dos EUA em Maputo pode pensar, e de forma alguma pode ser reduzido a uma simples caricatura de uma fantochada da Frelimo.

A alegação de que os juízes seniores agem sob instruções politicas e’ uma acusação séria, e que carece de provas, mas nenhuma delas e’ apresentada no relatório.

Talvez pior ainda seja a acusação de que “existem dois sistemas complementares de justiça formal: o sistema de justiça civil e o sistema de justiça militar. O Tribunal Supremo administra o sistema civil e o Ministério de Defesa Nacional administra os tribunais militares”.

Na verdade, o sistema de justiça militar já não existe em Moçambique. O mesmo foi abolido por uma lei aprovada pelo parlamento moçambicano, ao abrigo de uma emenda Constitucional de 2004 que afirma serem inconstitucional um tribunal militar independente, a excepção no tempo de guerra.

Como resultado, todos os tribunais militares e instituições afins foram dissolvidos. Assim, podemos concluir que a Embaixada dos EUA não está a acompanhar os debates do Parlamento Moçambicano, e nem se deu a maçada de, pelo menos, ler o “Boletim da República”, onde são publicadas todas as leis moçambicanas.

Antes pelo contrário, a Embaixada dos EUA parece que prefere transcrever os relatórios anteriores.

Sobre o parágrafo dos sistema de justiça militar e civil também e’ uma acusacao perene que vem sendo repetida todos os anos.

Obviamente, que a Embaixada dos EUA funciona com o princípio de “seu eu disse no ano passado, então deve ser verdade. Por isso, vamos repetir novamente este ano”.

Há pouco mais de uma década, reagindo aos ataques contra o judiciário proferidos através destes relatórios, o presidente do Tribunal Supremo, Mário Mangaze, insurgiu-se com esta situação.

Na altura, ele asseverou que o sistema de justiça moçambicano oferece melhores garantias da independência comparativamente ao americano, tendo manifestado o seu desejo de discutir o assunto publicamente.

Esse desafio foi lançado precisamente no ano de 1995 e, até agora, nenhum diplomata americano foi capaz de aceitar tal desafio.

A falta de investigação e’ demasiado óbvia nas alegações de que o papel de impressão para os jornais moçambicanos deve ser importada da Africa do Sul, “e que o governo não isenta estes materiais dos direitos de importação”.

A Embaixada dos EUA não teve mesmo a maçada de consultar a Pauta Aduaneira das Alfandegas de Moçambique.

Desde 1 de Janeiro de 2008, data que entrou em vigor a Zona de Comércio Livre da Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral (SADC), a maioria das importações da Africa do Sul, incluindo o papel de impressão, está isenta de direitos alfandegários.

Contudo, existem problemas na obtenção do certificado de origem dos fornecedores sul africanos, mas isso não diz respeito ao governo moçambicano.

Alem disso, existe um maior problema ainda, que e’ o facto de a própria Africa do Sul estar a enfrentar dificuldades de fornecer papel para exportação devido a sua demanda interna.

Recentemente, registou-se uma subida de 15 por cento no preço de papel na Africa do Sul, razão pela qual os jornais moçambicanos estão a pesquisar outros mercados.

O relatório aborda ainda a questão de “execuções extrajudiciais” perpetrados pelas forças de segurança, e linchamentos pelas multidões.

Não existe nada sobre execuções legais, porque estas não existem em Moçambique. A semelhança dos anos anteriores, o relatório omite o facto de Moçambique ter abolido a pena de morte em 1990, e que o banimento da pena capital está consagrado na Constituição Moçambicana.

Sobre este assunto, Moçambique está em pé de igualdade com o mundo civilizado, enquanto que os EUA ombreia com a China, Arábia Saudita, Paquistão, Irão e outros que ainda continuam a praticar este acto bárbaro.

Em 2007, foram executadas 42 pessoas nos EUA, e 37 em 2008. Uma em cada 10 execuções nos EUA nos últimos 30 anos foram de pessoas que sofriam de doenças mentais.

Por isso, a Amnistia Internacional (AI), uma instituição com uma autoridade moral superior à do Departamento de Estado dos EUA, descreve a pena de morte como sendo “a maior e irreversível negação dos direitos humanos”.

O relatório também refere que as minas anti-pessoais continuam a matar cidadãos moçambicanos. Porém, o mesmo documento não refere que Moçambique, contrariamente aos EUA, e’ um dos países signatários do da Convenção de Ottawa que bane a produção, uso, venda e transporte de minas-antipessoais.

Enquanto que países como Moçambique continuam a remover dolorosamente as minas do seu solo, os EUA julgam que se reservam ao direito de continuar a usá-las.

Os EUA também estiveram ostensivamente ausentes da reunião de Oslo, Noruega, em Dezembro de 2008, quando 85 países (incluindo Moçambique) assinaram a convenção que ilegaliza o uso de bombas de fragmentação.

(AIM)

RELATORIO SOBRE DIREITOS HUMANOS EM MOCAMBIQUE

Clique aqui para ler o Relatorio sobre os Direitos Humanos em Mocambique, elaborado pelo Departamento de Estado dos EUA!
Este ano, dentre outras o relatorio afirma que as execucoes extrajudiciais continuam em Mocambique e que o CSMJ continua a ser influenciado pelo partido no poder.

http://www.state.gov/g/drl/rls/hrrpt/2008/af/119015.htm

Saturday, 28 February 2009

Biomass in Future Landscapes

- Sustainable Use of Biomass and Spatial Development -International Conference "Biomass in Future Landscapes" 2009

Background

The use of biomass as an energy-source for heat, power and fuel has been encouraged by different national governmental targets. This development is discussed under ecological, economical and social sustainability issues. For the implementation of a sustainable strategy on biomass-use it is important to consider the current status and the prospects as well as the possibilities and limitations of the regulation of biomass energy use.

International Conference

The German Biomass Research Centre (DBFZ) in cooperation with the Leibniz Centre for Agricultural Landscape Research (ZALF) organizes an international conference "Biomass in Future Landscapes" on 31st March - 1st April 2009 in Berlin.

Aim of the international conference is to discuss sustainable biomass utilization regarding strategies and requirements of spatial planning. Key issues are the current and future status of global biomass-use, identification of relevant potentials and possible spatial as well as the ecological impacts of the exploitation and the consequences for spatial development. Following questions have to be under consideration:

How does the current situation of biomass-use for energy purposes in different countries look like? Which biomass potentials are expected?
How do regional and global biomass markets develop?
Which spatial impacts are connected with the biomass-use?
What are new requirements of spatial planning to control the biomass production in a sustainable way? What kind of instruments of land use regulation / spatial planning can be used?
Furthermore, it is necessary to debate the possible approaches and instruments of spatial planning for the future influence of biomass-use. In addition we want to discuss the situation, practices and prospects in foreign countries to point out innovative solutions. A sustainable biomass-use needs an international exchange of experiences and concepts. Therefore the conference is addressed primarily to political decision makers, environmental and agricultural actors as well as experts for spatial planning.

The conference is funded by the Federal Ministry of Transport, Buildings and Urban Affairs (BMVBS) and assisted by the Federal Institute for Research on Building, Urban Affairs and Spatial Development (BBSR) within the Federal Office for Building and Regional Planning (BBR).

Wolfgang Tiefensee - German Federal Minister of Transport, Buildings and Urban Affairs (BMVBS) - will be open the conference.

The conference language is English and German with simultaneous translation in both languages.



Sole shareholder of DBFZ non profit research company is the Federal Republic of Germany represented by the Federal Ministry of Food, Agriculture and Consumer Protection (BMELV).
Please note, this Website is under construction!

Thanks from David!

Sam and I have been overwhelmed by all the letters, cards, emails and flowers we have received about Ivan. Sending an e-mail this week just gives us both a chance to say a big "thank you". It means a lot to know that others are thinking of us and him.

We always knew Ivan wouldn't live forever, but we didn't expect to lose him so young and so suddenly. He leaves a hole in our life so big that words can't describe it. Bed time, bath time, meal time - nothing will feel the same again.

We console ourselves knowing that he won't suffer anymore, that his end was quick, and that he is in a better place. But we all just miss him so desperately.

When we were first told the extent of Ivan's disability I thought that we would suffer having to care for him but at least he would benefit from our care. Now as I look back I see that it was all the other way round. It was only him that ever really suffered and it was us - Sam, me, Nancy and Elwen - who gained more than I ever believed possible from having and loving such a wonderfully special and beautiful boy.

Coisas da Vida!

AMIGO(A:
Um jovem recém-casado estava sentado num sofá num dia quente e húmido, bebericando chá gelado durante 1 visita ao pai. Ao conversarem sobre a vida, o casamento, as responsabilidades da vida, as obrigações da pessoa adulta, o pai remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo e lançou um olhar claro e sóbrio p/ o filho.

- Nunca te esqueças dos teus amigos, aconselhou! Serão + importantes à medida q envelheceres. Independentemente do quanto ames a tua família, os filhos q porventura venhas a ter, precisarás sempre de amigos. Lembra-te de ocasionalmente de passeares c/ eles; fazeres coisas c/ eles; telefonares para eles.

Que estranho conselho! Pensou o jovem. Acabo de ingressar no mundo dos casados. Sou adulto. C/ certeza a minha mulher, a família q iniciaremos serão tudo o q necessito p/ dar sentido à minha vida! Contudo, obedeceu ao pai. Manteve contacto c/ os amigos e anualmente aumentou o número destes. Na medida em q os anos se passavam, ele
foi compreendendo q seu pai sabia do q falava. Na medida em q o tempo e a natureza realizavam as mudanças e mistérios sobre um homem, os amigos são baluartes da sua vida.

Passados + de 50 anos, eis o q aprendi:

O Tempo passa.
A vida acontece.
A distância separa.
As crianças crescem.
Os empregos vão e vêem.
O amor fica + frouxo.
As pessoas ñ fazem o q deveriam fazer.
O coração se rompe.
Os pais morrem.
Os colegas esquecem os favores.
As carreiras terminam.

MAS... os verdadeiros amigos estão lá, ñ importa quanto tempo e quantos quilómetros vos separem.
Um amigo nunca está + distante do q o alcance de 1 necessidade, torcendo por ti, intervindo a teu favor e esperando-te de braços abertos, abençoando tua vida!
Quando iniciamos esta aventura chamada VIDA, ñ sabíamos das incríveis alegrias ou tristezas q estavam adiante. Nem sabíamos o quanto precisaríamos uns dos outros.
Caso concordes, remete este texto a todos os q ajudaram a dar sentido à tua vida...

Fernando Sumbana eleito Personalidade do Turismo em África

O MINISTRO do Turismo, Fernando Sumbana, e o Programa Âncora de Investimento no Turismo em Moçambique, que está a ser implementado conjuntamente pelo Governo e pela Corporação Financeira Internacional (IFC) nas províncias de Inhambane, Nampula e Zambézia, receberam ontem, em Maputo, respectivamente os prémios de Personalidade do Turismo do Ano em África e de Melhor Programa de Investimento Turístico do Ano no continente africano.
Para mais detalhes por favor clique aqui

Maputo, Sábado, 28 de Fevereiro de 2009:: Notícias

Há que tirar ganhos do “Mundial/2010”

- Presidente da República na abertura do Congresso sobre Investimentos na Área do Turismo

UM dos desafios que o sector do Turismo moçambicano tem de imediato é a necessidade de aproveitar vantagens que advirão da realização, no próximo ano, do Campeonato Mundial de Futebol na África do Sul. Fontes oficiais apontam que durante a realização do campeonato este país vizinho poderá receber acima de 600 mil turistas, e a aposta do Governo moçambicano é no sentido de fazer com que daquele número, entre um e 10 por cento se desloquem ao nosso país.
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Maputo, Sábado, 28 de Fevereiro de 2009:: Notícias

Ocorrências

Maputo, Sábado, 28 de Fevereiro de 2009. Notícias
UMA pessoa de identidade não apurada foi assassinada na noite da quarta-feira, no bairro de Laulane, na cidade de Maputo, por um grupo de indivíduos desconhecidos. O caso ocorreu numa zona próxima a uma terminal de transportes semicolectivos de passageiros, onde um grupo de bandidos agrediu a vítima com recurso a instrumentos contundentes, causando ferimentos que lhe foram fatais. Consumado o acto, os malfeitores abandonaram a malograda no local, onde viria a ser encontrado na manhã seguinte.
OUTRA pessoa morreu no período entre quinta e sexta-feira nos Serviços de Urgência do Hospital Central de Maputo (HCM) como resultado do agravamento da doença de que padecia quando procurou atendimento naquela unidade sanitária pública. O morto faz parte de um conjunto de 562 pacientes que no período referido foram atendidas no HCM, segundo Alexandre Júnior, enfermeiro-chefe da equipa em serviço nas “Urgências”. A maior parte dos doentes atendidos naquele período sofria de doenças como malária, febres, diarreias, dores de cabeça, gripes, entre outras.
Dois supostos assaltantes foram quarta-feira espancados pelos moradores do bairro Guava, distrito de Marracuene, em Maputo, depois de terem sido encontrados em flagrante com diversos bens electrodomésticos que se supõe tenham sido roubados numa residência naquela zona. Outros dois assaltantes conseguiram escapar à fúria popular.

Papel da SADC na resolução de conflitos regionais

Permita-me antes de mais agradecer a toda a equipa do prestigiado matutino “Notícias” pela gentileza que tem tido ao publicar as diversificadas opiniões desta nossa sociedade. Na actualidade o mundo caracteriza-se por uma globalização sem precedentes, tanto nas suas políticas económica, social e de governação. Para tal existem os blocos regionais segundo os interesses dos componentes dos mesmos, isto é, o mundo é mesmo uma “aldeia global”.

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Maputo, Sábado, 28 de Fevereiro de 2009:: Notícias

Doutores cura-tudo” e o marketing!!!

SR. DIRECTOR!

“As leis do mercado vão estimular o florescimento de toda uma vasta gama de doutores cura-tudo que oferecem às pessoas curas e remédios para tudo, literalmente para tudo”, no dizer do sociólogo, Carlos SerraSão estas palavras sábias que pedi-as emprestado a este sociólogo para iniciar com o presente diagnóstico. Mas antes de entrar no cerne desta abordagem, importa referir que não pretendo lançar aqui um olhar perfeito sobre este assunto, nem sequer entrar no mundo da cientificidade, mas sim, humildemente, digitar o que me vêem do fundo do pobre fulgor. Poderei sofrer críticas impiedosas por parte de alguns estudiosos antropólogos, que achem ter “calibre” para tratar deste assunto. Apesar de tudo, uma coisa é certa: não posso desistir, embora nade com dificuldades, vou entrar nesta maré.

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Crise financeira internacional:

Diplomacia e engenharia para fazer face à recessão - considera Manuel Chang

O MINISTRO das Finanças, Manuel Chang, instou a todos os que directa ou indirectamente trabalham na área da programação, gestão e execução do Orçamento do Estado a colocarem a sua experiência na avaliação do impacto da crise financeira internacional no país e na identificação de soluções alternativas que garantam a sua superação.
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Maputo, Sábado, 28 de Fevereiro de 2009:: Notícias

Entrega de chaves em Nacala-Porto :

Manuel dos Santos espera pelo Conselho Constitucional

O CANDIDATO perdedor da segunda volta da eleição do presidente do município de Nacala-Porto, Manuel dos Santos, disse ontem ao “Notícias” que está à espera da proclamação e validação dos resultados pelo Conselho Constitucional (CC) para tomar uma posição definitiva sobre se entrega ou não das chaves do Conselho Municipal. Entretanto, dirigentes da oposição extra-parlamentar reagiram à declaração de Manuel dos Santos e apelaram para que o Estado avance imediatamente com a tomada de posse do candidato ganhador, Chale Ossufo.
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Maputo, Sábado, 28 de Fevereiro de 2009:: Notícias

Painéis solares para “Secundária” de Macuácua

A ESCOLA Secundária de Macuácua, uma localidade da província de Inhambane, passa a contar com energia eléctrica gerada a partir de um painel solar. Maputo, Sábado, 28 de Fevereiro de 2009:: Notícias
O facto será consumado próxima semana num acto a ser dirigido pelo Ministro da Energia, Salvador Namburete. Para além de tomar parte na cerimónia de inauguração de painéis solares, Namburete vai manter encontros com as autoridades locais e instituições do sector da Energia na província de Inhambane. Na sua deslocação, que se iniciou ontem, o ministro da Energia visitará igualmente o projecto eólico na Praia da Rocha, o sistema de painéis solares na Escola Primária Completa de Nhachengue e as centrais térmicas de Temane e Vilankulo, onde irá inteirar-se do estágio actual do sistema.