Wednesday, 25 February 2009

Femicidio no Congo?

Por : Eve Ensler

Volto do inferno. Procuro desesperadamente uma maneira para lhes contar o que vi e ouvi na República Democrática do Congo. Procuro uma maneira para lhes narrar as histórias e as atrocidades, e, ao mesmo tempo, evitar que fiquem abatidos, chocados ou afetados mentalmente. Procuro uma maneira de lhes transmitir o meu testemunho sem gritar, sem me imolar ou sem procurar uma AK 47.

Não sou a primeira pessoa que denuncia as violações, as mutilações e as desfigurações das mulheres do Congo. Existem relatórios a respeito deste problema desde 2000. Não sou a primeira que conta essas histórias, mas, como escritora e militante contra a violência sexual contra as mulheres, vivo no mundo da violação. Passei dez anos a ouvir as histórias de mulheres violadas, torturadas, queimadas e mutiladas na Bósnia, Kosovo, Estados Unidos, Cidade Juárez (México), Quênia, Paquistão, Haiti, Filipinas, Iraque e Afeganistão. E, apesar de saber que é perigoso comparar atrocidades e sofrimentos, nada do que eu tinha escutado até agora foi tão horrível e aterrorizador como a destruição da espécie feminina no Congo.

A situação não é mais do que um feminicídio, e temos que a reconhecer e analisar como tal. É um estado de emergência. As mulheres são violadas e assassinadas a toda hora. Os crimes contra o corpo da mulher já são horríveis por si. No entanto, há que acrescentar o seguinte: por causa de uma superstição que diz que, se um homem viola mulheres muito jovens ou muito idosas, obtém poderes especiais, meninas de menos de doze anos de idade e mulheres de mais de oitenta anos são vítimas de violação.

Também é necessário acrescentar as violações das mulheres em frente de seus maridos e filhos. Mas a maior crueldade é a seguinte: soldados soropositivos organizam comandos nas aldeias para violar as mulheres, mutilá-las. Há relatos de centenas de casos de fístulas na vagina e no reto causadas pela introdução de paus, armas ou violações coletivas. Essas mulheres já não conseguem controlar a urina ou as fezes. Depois de serem violadas, as mulheres são também abandonadas por sua família e sua comunidade.

No entanto, o crime mais terrível é a passividade da comunidade internacional, das instituições governamentais, dos meios de comunicação... a indiferença total do mundo perante tal extermínio. Passei duas semanas em Bukavu e Goma entrevistando as sobreviventes. Algumas eram de Bunia. Efetuei pelo menos oito horas de entrevistas por dia. Almocei e fui a sessões de terapia com essas mulheres. Chorei com elas. O nível de atrocidades supera a imaginação. Não tinha visto em nenhuma parte esse tipo de violência, de tortura sexual, de crueldade e de barbárie.

No leste do Congo existe um clima de violência. Nesta zona as violações tornaram-se, tal como me disse uma sobrevivente, um "esporte nacional". As mulheres são menos do que cidadãs de segunda classe. Os animais são mais bem tratados. Parece que todas as tropas estão implicadas nas violações: as FDLR, as Interahamwe, o exército congolês e até as Forças de Paz da ONU. A falta de prevenção, de proteção e a ausência de sanções são alarmantes.

Passei uma semana no Hospital de Panzi, vivendo em uma aldeia de mulheres violadas e torturadas. Era como uma cena de um filme de terror futurista. Ouvi histórias de mulheres que viram os seus filhos serem brutal e cinicamente assassinados. Mulheres que foram forçadas, sob a ameaça de armas, a ingerir excrementos, a beber urina ou a comer bebês mortos. Mulheres que foram testemunhas da mutilação genital dos seus maridos ou, durante semanas, violadas por grupos de homens. Essas mulheres faziam fila para me contar as suas histórias. Os traumas eram enormes e o sofrimento extremamente profundo.

Sentei-me com mulheres que tinham sido cruelmente abandonadas por suas famílias, excluídas por causa do seu cheiro, e pelo que tinham sofrido. Eu quero lhes falar da Noella. Mudei-lhe o nome para a proteger porque ela só tem nove anos de idade. Noella vive dentro de mim agora, persegue-me, leva-me a agir, a lembrar. Ela é magra, muito inteligente e viva. O dano está no seu corpo ligeiramente torto, envergonhado, preocupado. Ela sente a ansiedade nos seus pequenos dedos. Começa a contar a sua história como se ainda vivesse. Para ela o tempo parou.

"Uma noite as Interahamwe vieram à nossa casa. Eles não deixaram nada. Pilharam nossa casa. Levaram a minha mãe para um lado, o meu pai para outro e a mim para outro. Levaram-me para o mato. Um deles pôs qualquer coisa dentro de mim. Não sei o que foi. Um disse para o outro, não faça isso, não faça mal a uma criança. O outro me bateu.. Eu fiquei sangrando. Ele me bateu mais e eu caí. Depois me abandonou. Passei duas semanas com os soldados. Eles me violaram constantemente. Às vezes usavam paus. Um dia me deixaram no mato. Tentei caminhar até a casa do meu tio. Consegui, mas estava demasiado fraca. Tinha febre. Estava muito mal. Cheguei até a casa. O meu pai tinha sido morto. A minha mãe voltou, mas em muito mau estado. Comecei a perder a urina e as fezes sem controle. Depois minha mãe percebeu que eles tinham me violado e destruído. Eles registraram o que tinha me acontecido e me trouxeram para cá. Estou contente por estar aqui. Já
não perco a urina e ninguém ri de mim. Os rapazes riem de mim. Já não tenho vergonha. Deus julgará aqueles homens, porque eles não sabem o que fazem. Quero me restabelecer. Também penso em como eles mataram o meu pai. Sempre que penso no meu pai as lágrimas caem pelo rosto."

O Dr. Mukwege, que, tanto quanto posso dizer, é um tipo de médico "santo" no hospital, disse-me que a uretra da Noella está destruída. Sendo tão jovem, ela não tem tecido suficiente para operar. Terá de esperar oito anos. Oito anos de vergonha e humilhação. Oito anos em que será forçada a recordar todos os dias o que aqueles homens lhe fizeram na floresta, antes dela ter idade suficiente para saber o que era um pênis. Ela é incontinente. O médico me disse: "O que acontece a essas jovens é terrível. Elas têm muito medo de serem tocadas por homens. Às vezes leva semanas até eu conseguir tratá-las. Dou-lhes bombons e trago-lhes bonecas."

As mulheres sofrem imensamente. Estão debilitadas pelas violações, as torturas e a brutalidade. Não têm praticamente apoio nenhum. Depois de viver essas atrocidades, são incapazes de trabalhar nos campos ou de transportar coisas pesadas, por isso deixam de ter renda. Vi chegar pelo menos doze mulheres por dia a essa aldeia. Chegavam mancando e apoiadas em bengalas feitas à mão. Várias mulheres contaram-me que "as florestas cheiravam à morte", e que "não se podia dar nem cinco passos sem tropeçar com um corpo".

Durante a semana que passei em Panzi, o governo cortou a água. Por isso, o hospital, onde havia centenas de mulheres feridas, ficou sem água. O mesmo hospital pelo qual as mulheres tinham andado mais de sessenta quilômetros porque não havia outro mais perto. O mesmo hospital onde não havia nada para comer, (duas crianças morreram por má nutrição em um dia), onde as mulheres tinham de ficar durante meses, às vezes anos, porque as suas aldeias eram tão perigosas ou porque eram tão rejeitadas, após terem sido violadas e desonradas, que não tinham um lugar para onde voltar, onde as mulheres não podiam apresentar queixa porque os violadores podiam facilmente comprar a sua saída da prisão, voltar e violá-las outra vez, ou matá-las.

E, enquanto nós estamos aqui escrevendo nosso relatório, há mulheres que estão sendo violadas, meninas que estão sendo destroçadas para sempre, mulheres sendo testemunhas do assassinato (a golpe de catana) de suas famílias, e outras que estão sendo infectadas pelo vírus da AIDS. Onde está a nossa indignação? Onde está a consciência das pessoas?

Em 1999, eu voltei aos Estados Unidos de uma viagem ao Afeganistão, ainda debaixo do poder dos talibãs. As condições das mulheres, a violência... era uma loucura. Dirigi-me a todas as pessoas que consegui encontrar, canais de televisão, revistas, líderes etc. Com exceção de uma revista, ninguém parecia estar interessado no problema das mulheres afegãs.

Naquela altura eu sabia que, se não se interviesse, se o mundo não se levantasse e ajudasse as mulheres, haveria graves conseqüências internacionais. Sabemos o que aconteceu depois. Não apenas o 11 de Setembro, mas a reação ao 11 de Setembro, a profanação do Iraque, a justificação dos ataques preventivos, o aumento da militarização e violência e o terror que ainda hoje continua a aumentar.

As mulheres são o centro de qualquer cultura e sociedade. Embora possam não ter poder ou direitos, o modo como são tratadas ou não valorizadas, indica o que a sociedade sente em relação à própria vida. As mulheres do Congo são resistentes, poderosas, visionárias e solidárias. Com poucos recursos elas poderiam ser líderes do país e tirá-lo do seu atual estado de desordem, pobreza e caos; ou podem ser aniquiladas e, com elas, o futuro do país. A República Democrática do Congo é o coração da África, o centro dinâmico e a promessa do futuro. Se se permitir a destruição das mulheres, mata-se a vida, não apenas do Congo, mas de todo o continente africano.

Eu estou aqui como artista e ativista, mas, sobretudo, estou aqui como um ser humano destroçado pelo que ouvi na República Democrática do Congo. Estou aqui para implorar àqueles que têm poder, para declarar estado de emergência no leste do Congo, para dar um nome ao que está sendo feito às mulheres: feminicídio. Para se unirem à nossa campanha internacional para parar as violações do melhor recurso do Congo, e dar poder às mulheres e jovens do Congo. Para desenvolver os mecanismos para proteger essas mulheres, para impedir esses crimes horrorosos e desumanos.

Sugar

Em Moçambique
Empresa agrícola sul-africana tem planos para investir 470 milhões/Randes

Pretoria (Canal de Moçambique) - A empresa agrícola e de gestão de terras, Tongaat Hulett, planeia investir 470 milhões para conclusão de projectos em Moçambique. O director executivo da empresa, Peter Staude, disse que o nosso país oferecia oportunidades de exportação para o mercado europeu, prevendo receitas na ordem dos 800 milhões de randes na segunda metade do ano em curso.
Segundo Staude, em Moçambique a Tongaat Hulett plantou uma área agrícola de 8.150 hectares. Em Xinavane, a produção de açúcar totalizou 63 mil toneladas em 2008, o que representa um decréscimo em relação a 2007 (67.000 toneladas).
Na região da Mafambisse, província de Sofala, a participação da Tongaat Hulett na indústria açucareira local aumentou de 75% para 85%. As operações da Tongaat Hulett nas duas regiões açucareiras de Moçambique contribuíram para o aumento dos lucros da empresa, de 88 milhões de randes, em 2007, para 250 milhões de randes, em 2008.

(Redacção / Business Day)
2009-02-25 04:52:00

Parents help son find new species





Allan and Monica Bayliss with their cook Barnet
Allan and Monica Bayliss helped catch butterflies on the Namuli trip

The parents of a scientist, who found new species via a web map, have told how they helped him turn up new samples on a later trip to another region.

Julian Bayliss, 39, had been part of an earlier expedition to Mozambique, and was curious about an area of green which scientists had ignored.

Mr Bayliss, from near Wrexham, went to Mount Mabu and found unrecorded species of plant and wildlife.

His parents Allan and Monica joined him on a later expedition to Mount Namuli.

Julian Bayliss asked his parents along on the second trip to Mount Namuli to help.

On the earlier expedition in November 2008 to Mount Mabu, he went to the unexplored area with a friend after spotting it on the Google Earth Map.

It included 7,000 hectares of forest, but had not been explored because of inhospitable terrain and a civil war.

He had led previous expeditions in the north of the southern African country, and then put forward a proposal for a full expedition of the region.
Julian Bayliss
Julian Bayliss has led numerous expeditions in Mozambique

Scientists from the Royal Botanic Gardens at Kew, London, then went to Mount Mabu.

They discovered hundreds of previously unknown plant species, birds, butterflies, monkeys and a new species of giant snake.

They also brought back hundreds of plant species which are still being analysed, and news of the breakthrough made headlines around the world.

Julian's parents then joined their son on the follow-up expedition to Mount Namuli, which had been explored previously. There they caught butterflies and bats and helped to discover further unrecorded species.

Namuli, which had previously been explored in mid-2007, is also a forest in a mountainous area that is part of the Department for Food, Environment and Rural Affairs (Defra) Darwin Initiative project.

Of the Namuli trip, Allan Bayliss, a solicitor and retired chief clerk to the magistrates in Flintshire, said: "Each day we went out into the forest either helping Julian with his traps for butterflies or more practically helping with the bat netting".

"Julian had some loose ends he wanted to tie up. He was looking for a particular butterfly and had with him two of the best butterfly experts in Africa.
Pygmy chameleon
The tiny pygmy chameleon was one of the new species discovered

"He found the butterfly he was looking for. I was with him when he found a new kind of crab, a most peculiar looking crab with one large claw.

"The expedition doctor was an ornithologist and she found the first recording of a very rare bird.

"They also found the pygmy bat, which is rather special and the first on that mountain."

Julian Bayliss works for the Mulanje Mountain Conservation Trust in Malawi, and other partners involved in the project with Kew are the Mozambique Agrarian Research Institute (IIAM), and Birdlife International.

Of the Mabu discovery, Allan said Julian had done the "initial reconnaissance".

"He and another person, together with his cook, went out and he rang us in great excitement at what he had found - a forest that no one knew about so rich in animal and plant life," said Allan, who lives in Hope Mountain, between Mold and Wrexham.

"Of course the local people knew about it but Western scientists didn't.
Allan, Monica and Julian Bayliss
Allan and Monica Bayliss are proud of their son Julian and his work

"It had simply been overlooked because of the terrain, the war of independence followed by the civil war.

"Julian was very excited, came back and told Kew where he has been employed for the last three years, and that was how it all came about."

Not even in Kew were there any specimens from Mabu, or even any mention of it.

Jonathan Timberlake, of the Royal Botanic Gardens, Kew, who led the Mabu expedition and heads work in Mozambique, said: "The phenomenal diversity is just mind-boggling: seeing how things are adapted to little niches, to me this is the incredible thing.

"Even today we cannot say we know all of the world's key areas for biodiversity - there are still new ones to discover."

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Obama: 'We Will Rebuild, We Will Recover'


In an address to Congress tonight, Obama pushes efforts aimed at creating jobs, encouraging lending and investing in energy, health care and education -- "even as we make hard choices to bring our deficit down." According to prepared text, Obama also vows to crack down on bonuses at financial institutions that get government aid.

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Tuesday, 24 February 2009

BEIJAO DE DIA FELIZ!

'A CRISE'

"Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorros quentes.

Ele não tinha rádio, televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia bons cachorros quentes.

Preocupava-se com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava.

As vendas foram aumentando e, cada vez mais, ele comprava o melhor pão e as melhores salsichas.

Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender uma Grande quantidade de fregueses, e o negócio prosperava... Os seus cachorros quentes eram os melhores em toda a região!

Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho. O menino cresceu e foi estudar economia numa das melhores faculdades do país.

Finalmente, o filho já formado, voltou para Casa, notou que o pai continuava com a vidinha de sempre e teve uma séria conversa com ele: - Pai, então você não ouve rádio? Você não vê televisão e não lê os jornais? Há uma Grande crise no mundo. A situação do nosso país é crítica. Está tudo ruim. O mundo vai ter grandes problemas.

Depois de ouvir as considerações do filho doutor, o pai pensou: Bem, se meu filho que estudou economia, lê jornais, vê televisão acha isto, então só pode estar com a razão.

Com medo DA crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e, claro, pior) e começou a comprar salsichas mais baratas (que eram, também, as piores). Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada.

Abatido pela notícia DA crise já não oferecia o seu produto em voz alta.

Tomadas essas 'providências', as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis e o negócio de cachorros quentes do velho , que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar economia na melhor escola, faliu.

O pai, triste, então falou para o filho: - 'Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma Grande crise. '

E comentou com os amigos, orgulhoso: 'Bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar economia, ele me avisou DA crise... '

Cada um tire as suas próprias conclusões.


Texto de Autor desconhecido

Arrest ruling on Bashir next week



President Omar al-Bashir (22/02/2009)
Mr Bashir says claims about the Darfur crisis are exaggerated

The International Criminal Court (ICC) has said it will rule on 4 March whether to issue an arrest warrant for Sudanese President Omar al-Bashir.

The judges will decide whether Mr Bashir is to face charges of war crimes, genocide and crimes against humanity committed in Darfur province.

Mr Bashir is the most senior figure pursued by the court in The Hague since it was set up in 2002.

The president rejects the charges and refuses to deal with the ICC.

The chief prosecutor at the court, Luis Moreno-Ocampo, requested an international arrest warrant last July, making Mr Bashir the first head of state accused of war crimes by an international court while in office.

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O filme “Quem quer ser milionário?” arrecada 8 Óscares




Maputo (Canal de Moçambique) - A octogésima primeira edição da entrega de galardões pela Academia de Hollywood, realizada no passado domingo, atribuiu oito Óscares ao filme “Slumdog Millionaire”, conhecido na versão portuguesa por «Quem Quer Ser Bilionário?». Trata-se de um filme britânico, baseado na obra de Vikas Swarup, actual cônsul indiano na África do Sul. O filme foi distinguido com oito estatuetas para Melhor Filme, Realizador, Argumento Adaptado, Fotografia, Canção, Montagem, Banda Sonora Original e Mistura de Som.
A Comissão Europeia (CE) saudou ontem o sucesso de «Quem Quer Ser Bilionário?», co-financiado com fundos comunitários. O filme contou com um financiamento de 830 mil euros do programa MEDIA da Comissão Europeia de apoio ao sector audiovisual europeu.
O galardão de melhor actor foi atribuído a Sean Penn pelo seu papel no filme, Milk. Kate Winslet conquistou o prémio de melhor actriz no filme, The Reader. Dos demais galardões atribuídos pela Academia de Hollywood, incluem-se os seguintes:
Actor Secundário: Heath Ledger (The Dark Night). Este galardão foi atribuído postumamente. O actor havia sido nomeado para melhor actor em 2005 pelo seu papel no filme, Brokeback Mountain.
Actriz Secundaria: Penélope Cruz (Vicky Cristina Barcelona).
Melhor filme estrangeiro: “Departures”, do realizador japonês Yojiro Takita.
Efeitos Visuais: O Estranho Caso de Benjamim Buttom.
Documentário : Man on Wire, dos realizadores James Marsh e Simon Chinn.
Documentário de Curta-metragem: Smile Pinki, do realizador Megan Milan. (Redacção / www.oscar.com/ LUSA)
2009-02-24 05:27:00

Trabalhadores da TEMPOGRÁFICA já não recebem há cinco meses

* A empresa da célebre Revista TEMPO, administrada por ex-ministros, faliu

Maputo (Canal de Moçambique) - Os trabalhadores da empresa Tempográfica, Sarl proprietária da “lendária” Revista TEMPO encontram-se desesperados e pedem socorro ao Governo embora este seja o maior culpado, segundo eles, pelo sofrimento a que estão votados. Já não sabem para quem se virarem de tão desesperados que estão.
Aqueles trabalhadores afirmaram em exclusivo a este diário que o patronato lhes retirou quase todos os direitos laborais que detinham e, sob o olhar apático de quem de direito, infringiu vários dos compromissos rubricados com o Governo Central aquando da privatização da Tempográfica. Para já, dizem que produzem todos os dias e o dinheiro entra na empresa mas há cinco meses que não auferem os seus salários. O Ministério do Trabalho diz que a empresa faliu e por isso nada faz.

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A Opinião de Noé Nhantumbo

O CASTELO DE AREIA ESTARÁ RUINDO?
…é preciso continuar abanando a árvore para que os ramos secos e podres caiam...

Beira (Canal de Moçambique) - Há que usar os elementos do que acontece à nossa volta para compreender e entender a natureza dos factos e suas tendências.
Vivemos num regime político extremamente condicionando, dependente e influenciando pelo que o partido político que sempre governou Moçambique desde a Independência considera conveniente ou aplicável. Quase tudo o que constitui a paisagem de organizações ditas da sociedade civil são rebentos ou apêndices do partido no poder. Alguma novidade que surja é essencialmente produto da comunicação social independente, analistas dispersos ou partidos políticos da oposição. Das bandas do poder efectivo no país o que transpira é uma tentativa permanente de açambarcar a opinião e de aparecer como a única alternativa para guiar os destinos deste país que na maioria das vezes não parece de todos mas de uma minoria

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Líderes europeus reiteram necessidade de supervisão de mercados

Governantes europeus reunidos em Berlim neste domingo apoiaram a supervisão de todos os mercados financeiros e querem sanções contra paraísos fiscais, de acordo com um comunicado da reunião.

O resumo da nota do encontro organizado pela chanceler alemã, Angela Merkel, descreve a situação dos mercados financeiros como "perigosa" e vê a necessidade de reformas estruturais e de os países focarem nos gastos públicos como forma de saírem mais fortes da crise global. Os líderes também pediram ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que dobre seus recursos disponíveis, para 500 bilhões de dólares, "para que possa ajudar seus membros de maneira rápida e flexível quando estes experimentarem dificuldades em sua balança de pagamentos".

Monday, 23 February 2009

Mais dez operações a coração aberto no HCM

Dez cidadãos com problemas cardiovasculares serão submetidos a intervenções cirúrgicas ao longo desta semana no Hospital Central de Maputo (HCM) por uma missão conjunta de médicos nacionais e espanhóis da cidade de Valência.

Esta será a terceira vez na história do país que se vão realizar operações a coração aberto num hospital público, depois da primeira efectuada em Abril do ano passado. Entretanto, uma nota do Ministério da Saúde recebida na nossa Redacção indica que nesta ocasião os anestesistas e reanimistas serão médicos moçambicanos, facto que marca o início da autonomia por parte dos nacionais neste tipo de intervenções cirúrgicas de extrema delicadeza.


Maputo, Terça-Feira, 24 de Fevereiro de 2009. Notícias

Futuro da democracia em Angola : HRW exige compromisso do Governo de Luanda




A HUMAN Rights Watch (HRW) exige, num relatório sobre Angola, divulgado ontem, que o Governo de Luanda garanta que a vitória do MPLA nas eleições do ano passado não se traduza na diminuição das liberdades políticas e civis no país.

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Maputo, Terça-Feira, 24 de Fevereiro de 2009:: Notícias

Ocorrências

Maputo, Terça-Feira, 24 de Fevereiro de 2009. Notícias


* Mais dois supostos cadastrados foram linchados durante o último fim-de-semana nas cidades da Beira e do Dondo, província de Sofala, elevando-se com estes casos, o número das vítimas de justiça pelas próprias mãos naquela parcela do país para sete. O facto foi ontem revelado por Mateus Mazive, oficial de Informação no Comando Provincial da Polícia em Sofala, acrescentando que um outro presumível malfeitor teria escapado de uma tentativa de linchamento no último sábado no bairro da Manga, na Beira, mercê da pronta intervenção dos agentes da lei e ordem. Mazive apela, nesse sentido, para que a população não opte por fazer justiça usando meios próprios sob pena de assassinar até inocentes.
* TRÊS pessoas morreram e outras quatro contraíram ferimentos graves em consequência de 28 casos de acidentes de viação ocorridos durante a semana passada em várias estrada da cidade de Maputo. Segundo Arnaldo Chefo, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), no comando da urbe, os feridos foram conduzidos às diferentes unidades sanitárias para receber tratamentos. Do total dos sinistros, 19 foram atropelamentos carro/peão e nove foi choques entre carros. Tal como noutras ocasiões, destaca-se o desrespeito pelas regras de trânsito, a condução em estado de embriaguez, excesso de velocidade, bem como o deficiente estado mecânico de algumas viaturas como sendo as principais causas dos sinistros.
* Um cidadão perdeu a vida no período entre domingo e ontem nos Serviços de Urgência do Hospital Central de Maputo (HCM) dada a deterioração do seu estado de saúde naquela unidade sanitária pública. O óbito faz parte de um conjunto de 415 pessoas que neste período foram atendidas naquele hospital sofrendo de diversas enfermidades. Na sua maioria, 294, os pacientes sofriam de doenças gerais. As vítimas de agressões físicas chegaram a 44, as de acidentes de viação a 32 e três tinham sinais de queimaduras, segundo Alexandre Júnior, chefe da equipa médica ontem em serviço.
* TRINTA e dois indivíduos estão detidos e encarcerados nas celas da Polícia da República de Moçambique (PRM) desde semana passada, indiciados de prática e envolvimento em vários casos criminais nos bairros da cidade de Maputo. Segundo o porta-voz da PRM no Comando da cidade que deu a conhecer esta informação, os indiciados continuarão detidos enquanto decorre um processo crime contra eles.
* A POLÍCIA de Trânsito (PT) na cidade de Maputo aplicou durante a semana passada 288 multas a igual número de automobilistas por terem cometido diversas infracções na via pública num universo de 634 inspecções. De acordo com o porta-voz da PRM, Arnaldo Chefo, grande parte dos condutores foi multada por falta de observância das regras de trânsito nalguma estradas, bem como por infracções diversas. O nosso interlocutor disse que a PRM apreendeu igualmente 109 cartas de condução por apresentar dados falsos. Conforme Chefo, esta operação rendeu cerca de 60 mil meticais ao Estado.

Em relatório sobre direitos humanos em Moçambique

LDH relaciona tráfico de órgãos à feitiçaria

O tráfico de órgãos humanos, uma prática criminosa que se suspeita registar-se em Moçambique, não está relacionado com transplante para pessoas que precisam de tais órgãos para viver, segundo revela o relatório sobre o tráfico de partes do corpo humano em Moçambique e na África do Sul, da autoria da Liga moçambicana dos Direitos Humanos (LDH).

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Maputo, Terça-Feira, 24 de Fevereiro de 2009:: Notícias

Reforçada capacidade de intervenção da AR




A ASSOCIAÇÃO dos Parlamentares Europeus para África (AWEPA) rubricou, ontem em Maputo, um protocolo de cooperação com a Assembleia da República (AR) ao abrigo do qual se compromete a disponibilizar cerca de um milhão de dólares para assistência em vários domínios de intervenção parlamentar este ano.

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Maputo, Terça-Feira, 24 de Fevereiro de 2009:: Notícias

Ministro da Justica Espanhol demite-se!

MADRID, Espanha (AFP) - O ministro espanhol da Justiça, Mariano Fernández Bermejo, anunciou nesta segunda-feira que pediu demissão do governo socialista por sua gestão em um escândalo de corrupção e a recente greve de juízes no país.
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O ministro foi muito criticado pela oposição por ter se encontrado com o juiz Baltasar Garzón pouco depois do magistrado ter coordenado uma operação anticorrupção que envolveu alguns nomes do Partido Popular (PP, direita).

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Malawi: Missão da UA observa preparativos das eleições

OS ex-presidentes de Moçambique, Joaquim Chissano, e do Gana, John Kufuor, estão no Malawi no quadro de uma missão de inquérito da União Africana (UA) sobre as eleições gerais de 19 de Maio próximo, anunciaram fim-de-semana fontes da Presidência e do Secretariado da Comissão da organização pan-africana.

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Maputo, Segunda-Feira, 23 de Fevereiro de 2009:: Notícias

AR e AWEPA rubricam acordo de cooperação



[Eduardo Mulembwe presidente da AR] A AWEPA compromete-se a continuar apoiar o parlamento moçambicano nos próximos 5 anos, em capacitação de deputados, assistência em matéria de legislação, entre outras áreas.

Para o efeito, foi rubricado hoje um acordo pelos presidentes das duas instituições.

Eduardo Mulémbwè, presidente da Assembleia da República e Jan Scholten, presidente dos parlamentares europeus para Africa (AWEPA), rubricaram esta segunda-feira um acordo onde a AWEPA compromete-se a continuar assistir os deputados moçambicanos em matéria de legislação, formação entre outros domínios.

Mulémbwè destacou a importância da parceria com a AWEPA.

O presidente do parlamento moçambicano destacou ainda algumas realizações que serão possíveis com o apoio da AWEPA.

Por sua vez, Jan Scholten disse que a AWEPA ganha com este acordo a promoção da democracia e desenvolvimento do povo, em Moçambique.

De referir acordo foi assinado depois de cerca de uma hora de conversações à porta fechada, entre as duas delegações.

Ocorrências

Maputo, Segunda-Feira, 23 de Fevereiro de 2009:: Notícias


* DUAS pessoas morreram e outras seis ficaram gravemente feridas em consequência de treze casos de acidentes de viação registados, semana passada, pela Polícia da República de Moçambique, a nível do Comando Provincial do Maputo. Os sinistros deram-se nas estradas nacional número um, dois e quatro onde habitualmente, segundo o porta-voz do Comando Provincial, Joaquim Selemane, se regista maior número de desastres. Ele explicou que deste número de acidentes, seis foram choques entre carros e os restantes foram atropelamentos, despistes e quedas de passageiros.
* NOVECENTAS e cinquenta nove pessoas que sofriam de várias doenças foram atendidas, durante o fim-de-semana, nos Serviços de Urgências do Hospital Central de Maputo. Deste número, 805 pacientes sofriam de doenças como malária, febres, diarreias, gripes, entre outras enfermidades, cujo tratamento não requer uma atenção especial. Dos restantes pacientes, 61 tiveram ataques de asma resultantes das altas temperaturas que nos últimos dias se fazem sentir na capital do país, e não só, 42 sofreram acidentes de viação e igual número de pessoas foram vítimas de agressão física. Também fazem parte do grupo nove pessoas que sofreram queimaduras em diversas partes do corpo.
* CINCO viaturas de diferentes marcas foram recuperadas durante a semana passada pela Polícia da República de Moçambique (PRM) em diversos pontos da província do Maputo. De acordo com o porta-voz do Comando Provincial, Joaquim Selemane, parte destes carros já foi devolvida aos respectivos proprietários, aguardando-se que os restantes sejam reclamados. Acrescentou que as viaturas ainda em poder da Polícia continuam arrumadas no parque de automóvel do Comando Provincial.
* O PORTA-VOZ do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), Joaquim Selemane, afirmou que durante a semana passada 62 indivíduos indiciados por prática de diversos crimes foram detidos em diversas unidades prisionais da corporação. Na ocasião, a PRM desmantelou três quadrilhas de assaltantes que efectuavam roubos na via pública, em residências, estabelecimentos comerciais e cometiam homicídios, tal é o caso registado recentemente no distrito de Matutuíne em que um cidadão foi encontrado morto depois de ter sido esquartejado.