Dear Friends
Today, 7 January 2009 our member organization, Zimbabwe Lawyers for Human Rights (ZLHR) released an Abductees Daily Update of proceedings and events of 6 January 2009 where lawyers walked out of court in protest to the state’s intention of wanting to deal with a matter of accused persons who were not in court. Also absent was the lead defence counsel Aleck Muchadehama. We attach the update.
*Background - *Jestina Mukoko and at least fifteen other people (including a two year old baby) who were abducted/kidnapped by state security agents between October and December 2008 are currently held at Chikurubi Maximum Security Prison. They have not yet been charged as lawyers insist that they are being held illegally in violation of a number of High Court orders for their release. They face various and different charges including engaging in or recruiting or attempt to recruit individuals for training in banditry, insurgency, sabotage or terrorism, which carries a potential death sentence in the event of conviction.
The cholera epidemic continues. New cholera cases and deaths continue to be reported. As at 3 January 2009, a total of 33 212 suspected cases and 1640 deaths had been reported to the World Health Organization (WHO), through the Ministry of Health and Child Welfare's surveillance department. The Bulletin from WHO with the information and demographics as per province until 3 January 2009 can be viewed on the following link;
http://www.reliefweb.int/rw/rwb.nsf/db900sid/FBUO-7N3E6U/$File/full_report.pdf
On 18 December, the Nordic (Denmark, Finland, Iceland, Norway and Sweden) Ministers for Foreign Affairs met in Copenhagen and issued a statement calling for an end to the misrule of Robert Mugabe. They expressed concern over the grave humanitarian situation in Zimbabwe. The Nordic countries supported the liberation struggles in Southern Africa. The full statement is available on the following link;
http://www.um.dk/en/servicemenu/News/FrontPageNews/NordicMinistersInJointStatementTheMisruleOfRobertMugabeMustComeToAnEndAndRespectForHumanRightsBeRein.htm
-- International Liaison Office
Zimbabwe Human Rights NGO Forum
56-64 Leonard Street
London, EC2A 4LT
UK
Tel: +44-(0)20-7065-0945 Email: zimhrforum@btconnect.com and IntLO@hrforumzim.com ~~~~~~~~~~~~
The Zimbabwe Human Rights NGO Forum has been in existence since January 1998. The Forum consists of 16 Zimbabwean human rights organisations. The Zimbabwe Human Rights NGO Forum operates a Research and Documentation Unit and offers legal services through the Public Interest Unit from the Headquarters in Harare, in addition to the information service that is offered internationally from the International Liaison Office. For more details consult our webpage http://www.hrforumzim.com
Wednesday, 7 January 2009
Latest from Zimbabwe
Veja o anúncio e assine a petição sobre a Faixa Gaza
Car@s amig@s,
Com mais de 600 mortos em Gaza, chegou a hora de acabar com esta guerra. Porém, os EUA estão obstruíndo um cessas-fogo justo no Conselho de Segurança da ONU -- vamos entregar 500.000 vozes pela paz ainda esta semana, assine a ajude a divulgar a campanha: Take Veja o anúncio e assine a petição
O derramamento de sangue em Gaza está escalando – o número de mortos já chegou a 600 pessoas sendo quase metade civis, entre eles mais de 100 crianças. Os tanques, aviões e artilharia Israelense estão bombardeando áreas densamente povoadas, incluindo escolas da ONU. Milhares estão feridos e 1.5 milhões de civis aterrorizados não têm para onde escapar mantidos como prisioneiros dentro de fronteiras fechadas. Enquanto isso o Hamas continua e lutar e lançar foguetes contra o sul de Israel, 11 israelenses foram mortos incluindo por “fogo amigo”.
O nosso chamado global por um cessar-fogo começou a ressoar alto e claro, ganhando o apoio de líderes da Europa, Oriente Médio e além, definindo assim os termos para um acordo. Porém Israel continua a rejeitar uma trégua e o Presidente dos EUA, George Bush, está barrando um cessar-fogo negociado na ONU pressionando por uma alternativa que pretende legitimar o isolamento sufocante de Israel em Gaza.
Precisamos dizer: BASTA. Não podemos deixar os EUA e companhia bloquear um cessar-fogo justo e negociado. 250.000 pessoas assinaram a petição pelo cessar-fogo, vamos mostrar que podemos conseguir meio milhão. Esta petição, com o número de assinaturas, será publicada num anúncio forte no Washington Post direcionado aos líderes americanos e será também entregue em reuniões com os membros do Conselho de Segurança da ONU. Clique no link abaixo para ver o anúncio, assinar a petição e encaminhar esta mensagem para todos os seus amigos e familiares:
http://www.avaaz.org/po/gaza_time_for_peace/
Nossos esforços podem realmente fazer a diferença – o próprio Ministro das Relações Externas de Israel admitiu que se a pressão internacional for forte o suficiente, ela pode garantir um cessar-fogo. Enquanto a comunidade internacional continua a debater demoradamente, mais civis morrem todos os dias. Os oficiais da ONU em Gaza dizem: “Não há lugar seguro em Gaza. Todos aqui estão aterrorizados e traumatizados”. Ao bloquear a resolução da ONU, o Bush pretende excluir o Hamas de qualquer acordo de cessar-fogo dando carta branca para Israel continuar com a violência. Por isso estamos direcionando o nosso apelo ao novo Presidente Obama e o Congresso Americano, assim como a União Européia e outros líderes internacionais. Só assim conseguiremos uma resolução justa e estável.
Para ser duradouro, um cessar-fogo deve proteger os civis e parar os ataques a ambos os lados – tanto o bombardeio e incursão israelense quanto os foguetes palestinos lançados ao sul de Israel. Uma supervisão internacional é crucialmente necessária para que a fronteira de Gaza possa ser reaberta deixando entrar alimentos, combustíveis, medicamentos e outros produtos, e impedindo a entrada de armamentos ilegais que só tem aumentado desde que as fronteiras foram bloqueadas. A supervisão internacional também é essencial para monitorar e garantir o cessar-fogo em ambos os lados.
O Hamas, que ganhou as eleições em 2006 e agora governa Gaza, diz que irá concordar com o cessar-fogo. Eles devem cumprir sua promessa assim como Israel. Não há uma solução militar para a situação, em nenhum dos lados. Chegou a hora dos poderes globais intervirem dando avanço a um acordo justo para proteger civis em ambos os lados para que eles possam viver suas vidas com paz e segurança. Assine a petição agora no link abaixo, se você já assinou, envie esta mensagem para todos que você conhece – ela será publicada no Washington Post e outros meios, e será entregue em reuniões pessoais com a equipe do Obama, o Conselho de Segurança da ONU e lideranças européias:
http://www.avaaz.org/po/gaza_time_for_peace/
Com esperança e determinação,
With hope and determination,
Paul, Graziela, Ricken, Pascal, Luis, Alice, Brett, Ben, Iain, Paula, Veronique, Milena e o resto da equipe da Avaaz
CARTA DE DAVID CAMERON
Dear MANUEL,
We face a very difficult time in 2009. Unemployment is rising, people are struggling to pay the bills, repossessions are going up, businesses can't get hold of credit. The situation is critical, so it is vital that any political decisions made now meet two vital tests.
First, we need to be sure that what we're doing is really related to what is wrong with our economy. Our party's biggest proposal - the National Loan Guarantee Scheme - is absolutely related to the core problem of this recession; the drying up of credit that is denying businesses cash flow. By making sure money can flow from banks to businesses again, our scheme directly addresses that.
The second test for politicians is that any action taken must be right for the future as well as for right now. What Labour have done is both short-term foolish and long-term foolish. The pointless VAT cut hasn't offered immediate help - in fact it's been condemned by both Next and M&S - and worse, it will add an eye-watering £12.5billion to our national debt.
Contrast that with our plan to abolish income tax on savings for everyone on the basic rate of tax. It's short-term wise - helping the forgotten victims of Labour's recession now - and long-term wise because it sends out the much-needed signal that saving is good. That's exactly the sort of practical, lasting help this country needs right now.
Send this message on to your friends, family and workmates
Mocambique no Mapa Turistico Mundial
Estimadas/os Amigas/os,
Pensei que vocês gostariam de ver esta lista de destinos turísticos para 2009 !
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Dear friends,
I thought you would like to see this list about 2009 tourism dstinations !
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http://marz-artistic.blogspot.com/2009/01/holidays-adventure-to-travel-in-2009.html
Thursday, January 1, 2009
Holidays Adventure To Travel In 2009
Here are the top ten chance biking destinations for the year 2009 able by biking consultants of AwimAway.com based on their analysis and applicant enquires. These are just few of the destinations that accept accurate a lot of accepted and shall allure audible absorption in the year 2009. If it is a claiming you seek, these are the audible chance biking hotspots. So if you or your accompany are planning your next chance holidays and wish to apperceive area to go again actuality are the top 10 places to go.
1. GREAT RIFT VALLEY SAFARI
Lead by guides of the Masai Mara itself, expedition into the Loita Hills Forest of the Abundant Rift Valley, Kenya. Scale the heights of Mount Longonot, or conceivably a anniversary on this walking carnival in a National Park. The Abundant Rift Valley is a wild, clear acreage and home to the Masai Tribe. This is an allurement to accept a accurate African experience. The arena accepted for Elephants and Buffalos is home to beneath able-bodied accepted breed such as Columbus monkeys, Impalas, and the shy dik dik. These agrarian animals are blooming to cars and walking offers the different befalling to see those abate but appropriately alluring lives of the bush.
2. MOZAMBIQUE ADVENTURE
Hidden amid South Africa and Tanzania, Mozambique is fast acceptable the next day-tripper destination. It boasts 2,500 coastlines a lot of of it white beaches and abundant for the diving enthusiast. Travelling to the Arctic of Mozambique's is no simple accomplishment but there is affluence in the bush. The Gorongosa National Park is set to become one of the best National Parks in the region. Best go aboriginal and be the aboriginal to ascertain its wilderness and yield abounding advantage of the sun in affluence on its Pemba beach.
3. NEW ZEALAND WILDERNESS
A audible accept to for the chance biking enthusiast. Arctic Island. The abate of the New Zealands two islands and yet home to Auckland, New Zealand's better city-limits and the basic Wellington. Acquaintance the Arctic Island on a self-drive tour.
Venture into some of New Zealand's a lot of acclaimed accustomed and cultural attractions. Biking through such acclaimed locations like Bay of Islands, Coromandel Peninsula and Napier, the acreage of geothermal wonder, and vineyards. Explore the absorbing villages and acquaintance the age-old Maui culture. Explore the arresting littoral attractions accomplished with abyssal life. Don't just drive; investigate the abounding water-based attractions and activities in this admirable region.
4. MALAYSIA, THE DEATH ROAD TREK
Re -enact history. Amid 1942-43, Allied POWs affected by their Japanese captors, undertook continued marches beyond the jungle-clad Malaysian Island of Borneo. Despite alarming conditions, the prisoners never gave up. Almost bisected of them accomplished their destination, alone to die later. Of the 2434 prisoners 641 were British. The six Australians who were advantageous to accept able were the sole survivors.
Call it 'Test your resolve' or 'Honour the valiant'; biking tours now awning the endure 140 km of the avenue beyond the mountains, of which about 100 km involves absolute walking. This is by far the a lot of interesting, breathtaking and arduous area and can be undertaken by bike.
5. BORDERLANDS OF NORTHERN THAILAND
Ride elephants beyond the acclaimed arch over the River Kwai and appointment the age-old Buddhist basic of Sukhothai. Biking to the age-old Lanna Kingdom through a ample arrangement of temples and its neighbouring provinces. The backdrop is beauteous with after-effects of mountains and it's blooming and abundant valleys.
6. NORTHERN INDIA, FORBIDDEN FRONTIERS
Explore Nagaland, already bankrupt to foreigners and with a acceptability for head- hunting. The north-east arena of India is a lot of alluring and yet little known. Biking to Nagaland, Arunachal and end your appointment with Sikkim, one of the a lot of admirable Himalayan states. You can appointment a Kaziranga National Park, accepted for one-horned Rhino but the a lot of alluring chance is to acquaintance the bounded culture. I absolved beyond the Himalayas but accept you me, this is a alluring arena that waits to be explored.
7. EL SALVADOR - VOLCANIC CRATER DIVING
El Savador is the ultimate chance destination. There is so abundant to do here; ascend the agitable ranges, rafting in the rivers, diving in the lakes or action with the abundant cream off beauteous beaches. For those searching for a abundant adventure, try alive agitable diving. One of its admirable lakes is in fact an alive volcano, accepted as Lake Ilopango. The backdrop is admirable and the baptize warm. Beneath the apparent is the absolute affecting backdrop created by the advancing agitable activity.
8. TRANS-ICELAND EXPEDITIONS
The Icelandic Krona has collapsed in amount acutely back the alpha of this year. This agency that visitors can now adore the best barter amount in years. There are abundant deals available. Reykjavik is home to abounding museums and restaurants and chance abounds in this acreage during winter. Try snowmobiling trips on the Myrdalsjokull berg and see some of the Islands arch attractions like the Geysir and Gulfoos waterfall. For those who wish to try something added adventuresome and try traversing the snow-bound autogenous of Iceland on a Super Jeep Expedition. The six-night chance can be the highlight of your life.
9. AUSTRALIA, TRUE WILDERNESS
The greatest Australian blockbuster by Aussie administrator Baz Luhrmann is called - Australia. With amazing backdrop of the arctic and Western Australia, it shows accurate wilderness of the abundantly arid regions of the red-earthed outback. From Darwin to Kununnurra, the eastern aperture to the Kimberley the acute area seeks travellers with affection and adventure.
10. SOUTH AFRICA, SWIMMING WITH SHARKS
South Africa's Eastern Cape is achingly admirable with hills and gorges but its bank is agrarian and rugged. Every year in June and July, off the Eastern Coast, a amazing clearing accident takes abode in the sea. Billions of sardines bathe northwards in a argot of air-conditioned amnion adhering the coast. Sardine shoals become so concentrated that it is advantageous for dolphins, sharks and gannets to accumulate actuality and action a abundant befalling to see these ample predators. Yield a diving chance and be alert with Bond like views.
Letter from Senator McCain
My Friend,
In the time since the 2008 presidential campaign ended I have had a chance to reflect on many things. And as I said on election night, I truly cannot adequately express how indebted I am to you, my entire campaign team and my running mate, Governor Sarah Palin.
The road was a difficult one from the outset. Yet, your faith, your support and friendship never wavered. Just as I have proudly served my country for more than half a century I am as committed as ever to helping see our mission through.
So to continue the movement, I have decided to launch a new grassroots organization called Country First.
Today, I'm asking you as a friend and supporter to renew your commitment to our common goals by becoming a Charter Member of Country First with an online contribution.
Country First will allow us to strengthen our Party, better define our Republican ideals and message, recruit and back strong, dedicated candidates and continue our efforts to bring real reform to government by always putting our country and the noble ideals she stands for first.
Together, we can make government more responsive to today's problems and more answerable to the people. That's why I hope you will become a Charter Member of Country First and support our cause by following this link to make a generous contribution of any amount today.
With your help we can work to elect these new leaders to Governorships, Statehouses, the U.S. Senate and U.S. House of Representatives in 2010 and beyond. Once in office they will become fierce advocates for limited government, economic opportunity, personal responsibility and strong national security.
On Election Night last year, I called on all Americans not to despair of our present difficulties but to believe always in the promise and greatness of America, because nothing is inevitable here.
Today, I am asking you to join Country First to continue fighting for the worthy cause of revitalizing both our democracy and our Party.
Our goals will never be realized if your voice falls silent. You are the best hope for our country's success. Please stay in this fight with me; our country needs your service now as much as ever.
I know that together we can make a difference - we already have. Again, I thank you for your unwavering friendship and support.
Sincerely,
John McCain
P.S. Country First will serve as a powerful voice for the American people. It will allow us to get our Republican message out to the voters and elect a new generation of Republican leaders who can go to Statehouses and Congress to fight for all we believe in. Please join as a Charter Member of Country First by following this link to make a contribution today. Thank you.
Associação Portugal-Moçambique
Caros(as) Associados(as) e Amigos(as),
A Direcção da Associação Portugal-Moçambique tem honra de convidar V. Exa. para a ianuguração da exposição de fotografia "Rostos de Moçambique", de Ana Roque de Oliveira, a ter lugar sábado, 17 de Janeiro, pelas 17h00, no Espaço Moçambique (ver convite e cataz juntos).
Porto, 7 de Janeiro de 2009
O Presidente da Direcção
Luís Manuel Príncipe
AS PRIORIDADES DE DAVID MILIBAND
Goodbye to 2008
The year that was will be remembered for the economic crash, and for very difficult conflicts from Afghanistan to Sudan. The pain of Zimbabwe's people deepened. The shadow of terrorism hit India hard. But there were dogs that did not bark. In the western Balkans the independence of Kosovo and its aftermath did not produce the conflict some predicted. In Iraq progress on security and economy was maintained. Kenya consolidated its democratic government. Europe concluded its legally binding climate change commitments.
The priorities for 2009 write themselves. The conflict in Gaza highlights the price being paid for the slow pace of the political track for a Middle East settlement. That remains key for us. 2009 needs to be a year of progress in Afghanistan and Pakistan - consolidating democratic governance, improving security, improving livelihoods. In Africa there is pressing need to renew the combination of conflict prevention, good governance, social investment and open trade that is the foundation for meeting the Millennium Development Goals on combatting poverty. And 2009 needs to be the year when the world agrees a global climate change deal - at the Copenhagen summit called for the end of the year.
EM HOMENAGEM AO DR AROUCA EMPRESTO DO BLOG DO CUSTODIO DUMAS UM TESTEMUNHO DO PATRIOTISMO DO DR AROUCA!
Arouca Denuncia a Ditadura em 1979
Vai a enterrar hoje, na sua terra natal, em Inhambane, o Dr Domingos Arouca, nacionalista e primeiro advogado negro de Moçambique.
Deixo a seguir uma comunicação por si feita em 1979, em Oslo, Noruega, segundo Canal de Moçambique, edição de hoje, de onde retirei o texto:
Na universidade de Oslo, em 1979
Arouca denuncia a ditadura da Frelimo
Maputo (Canal de Moçambique) - “Venho proferir algumas palavras, forçosamente breves para o muito que haveria a dizer. Mas e necessário que sejam ditas, que os presentes conheçam, ainda que em linhas muito gerais, a verdade do que se passa hoje na minha terra, pela qual me bati e continuo a bater-me. Passei oito longos e amargurados anos de prisão durante o regime colonial português. Como eu, outros sofreram, nas matas, os rigores e perigos de uma luta de mais de dez anos. Muitos e muitos pagaram com a vida o desejo da liberdade e da honra de terem uma nacionalidade legítima, sua, derivada da Pátria a que pertenciam, onde nasceram.
Chegados ao termo da luta, quando a Revolução Portuguesa de 25 de Abril de 1974 permitiu que, finalmente, os povos das suas possessões africanas pudessem pacificamente ascender a independência, as forças comunistas de Portugal e de Moçambique, infiltradas entre as tropas portuguesas e na Frelimo, em perfeita sincronia que só um rigoroso e experiente internacionalismo sabem manejar, arrebataram as lideranças de cada um daqueles Movimentos, convertendo-os em instrumentos da hegemonia consumista no mundo.
E o resultado viu-se: em Moçambique os dirigentes da Frelimo de formação nacionalista e democrática foram afastados e tiveram de ir sentir os rigores do exílio, como é o meu caso; outros foram internados em campos de concentração, onde são submetidos a torturas e humilhações indescritíveis e outros ainda, apesar de tudo mais desventurados, pagaram com a vida a ousadia de quererem viver em liberdade na sua própria terra.
Quando lutávamos na mata, diziam-nos que era pela liberdade da nossa Nação. Agora que esta conhece a maior opressão de sempre, depois de nos terem negado o prometido referendo democrático para dispormos livremente de nós mesmos, vem-nos falar da Nova Ordem Internacional, que ninguém percebe, que ninguém sabe exactamente o que seja.
E isto confunde-nos, a nós africanos, que acreditamos na democracia e por ela nos batermos, sofremos e muitos de nós morreram. E essa confusão no nosso espírito cada dia que passa toma foros de maior grandeza, atingindo uma profundidade quase monstruosa que nos leva a não acreditar em mais nada, pois a realidade das coisas não corresponde à temática que tem informado a nossa luta e que o Ocidente sempre nos disse ser correcta e a nossa razão assim o entendeu também.
Que se pretende, afinal? Lançar o Homem na angústia que o arrastará ao «cataclismo cósmico universal do pensamento» de que falava Max Scheler? Ou conquistar o mundo pela subjugação e neutralizarão total do Homem?
Não sabemos.
O que podemos, por ora, é fornecer lídimo testemunho da amargura que o povo moçambicano sofre em mal contida revolta contra a opressão de que está a ser vítima, opressão essa que lhe foi imposta e é mantida pela força das armas soviéticas, não sabemos se com ou sem a cumplicidade dos Estados Unidos da América.
Do que não temos dúvida é de que o é com o beneplácito e ajuda material da África do SUL. É este país que ajuda economicamente Moçambique em benefício directo da classe dirigente, enquanto os países do Pacto de Varsóvia o mantém no aspecto militar. Um dá-lhe o pão, o outro as armas.
Entretanto, o povo oprimido e faminto, reage como pode. 0 poderio militar estatal é enorme para as dimensões africanas. E a espera, a paciência, a resignação é uma táctica, até que alguém o ajude a quebrar as grilhetas e a lançar para o céu, bem alto, o grito da vingança – do ajuste de contas.
O Povo de Moçambique em guerra contra a Frelimo
O povo de Moçambique já entrou em guerra contra a Frelimo. A cisão é evidente. Quando, no esforço de guerra, o III Reich decretou a pena de morte por crimes de traição, esse regime condenou-se imediatamente ao colapso. Um governo não pode abrir guerra ao povo que governa; tem, isso sim, de ser emanação dele e funcionarem como uma só peça, uma só força.
Pois o governo comunista de Samora Machel, cindindo-se cada vez mais do povo de Moçambique quer pela injustiça social, pela insegurança das pessoas, pelas prisões arbitrárias, pela ostentação insultuosa dos dirigentes em contraste com a miséria repugnante dos humildes, a prepotência, o abuso, a imoralidade, a corrupção, o suborno, as perseguições por motivos religiosos, étnicos e rácicos, a incompetência, o regresso a imposições de quadros culturais e ideológicos absolutamente fora da sensibilidade popular, o Governo de Samora Machel, dizíamos, acaba de declarar guerra total ao povo, decretando a pena de morte. A pena de morte, ou mesmo a tortura, indispensáveis na época colonial, são agora moeda de troca a aplicar ao massacrado povo moçambicano.
Já tiveram lugar execuções públicas, por fuzilamento, num campo de futebol de Quelimane, com convite expresso feito ao bispo católico local para assistir. Agora, por lei, a pena de morte aplica-se a casos de alta traição, atentado contra o Chefe de Estado e dirigentes do Partido ou do Estado, rebelião armada, motins, levantamento ou uso da força, terrorismo, espionagem e pirataria, mercenarismo, rapto, agitação, boato, tribalismo, racismo e divisionismo. E esta lei aplica-se tanto aos cidadãos moçambicanos
como estrangeiros...
Só em estado de beligerância tais medidas são tomadas. O governo comunista do Maputo está em guerra. Em guerra contra o seu próprio povo.
É isto que o Ocidente tem de saber. É isto que os intelectuais europeus, o Conselho Mundial das Igrejas, os dirigentes dos países Livres da Europa, o povo de cada uma das nações europeias tem de saber. E tem de saber, para que nos diga a nós, africanos democratas, se foi para isto que deu o seu dinheiro, a sua ajuda, o seu conselho, o seu apoio moral e material aos que, de armas na mão, combateram durante dez anos nos matagais de África, perecendo na luta.
Membro da Frelimo da primeira hora, honrado pela Reitoria da Universidade de Oslo a trazer aqui a palavra da África oprimida pela influência belicista de Moscovo, não posso deixar de proclamar bem alto, a revolta que nos vai na alma, a confusão que nos absorve, o espírito simples, de sabermos por que lutamos, para que lutamos: por nós ou por Moscovo?
Esta pergunta toma agora mais acuidade ao vermos inúmeras portas a fecharem-se-nos, escudos invisíveis que se nos interpõem em todas as diligências que desenvolvemos para dar a verdadeira paz e independência à nossa terra.
Nós, os democratas africanos, aqui deixamos o nosso apelo: ajudai-nos. A resistência, a resignação e a capacidade de sofrimento chegou ao fim.
Ajudai-nos!”.
(Domingos Arouca)
LONDRES: TEMPERATURAS BAIXAM PARA MENOS ONZE (-12) GRAUS CENTIGRADOS!
No ultimos dez nos, nao me recordo de ter experimentado noites tao frias como as registdas nas ultimas 48 horas! Ontem ao passar pela Trafalgar Square, fiquei boquiaberto quando vi a imparavel fonte de agua 'muda', o pequeno lago literalmente gelado! Uma coisa e ter neve, mas outra e ver o Canal e tudo o que liquido ao ar livre literalmente em gelo! os meteorologos dizem que sao as piores temperaturas desde 1996, quando as temperaturas baixaram para -3.4C; 1987 (-8.6C) e em Janeiro de 1962 (-12.8C). Varios jornais abriram com a capa : ;Segunda Feira Arctica' (The Sun) ou -10C (Londres) mais fria que a Antartida (Evening Standard);
Uma data a registar, sem duvidas! Serao os efitos da mudanca climatica?
MA
Britons shiver as big chill continues
Temperatures plunged to nearly -12C across southern England in the coldest night of the big freeze.
It is so cold on the south coast that the sea has frozen at Poole Harbour in Dorset.
Benson in Oxfordshire and Chesham in Bucks were both close to -12C overnight and the UK's coldest areas, with other large parts of the south also recording -9C and -10C.
Snow flurries moved south from Yorkshire and the Humber, leaving drivers facing another day of wintry chaos. Icy road warnings were in force for north-west England, Yorkshire and Humber and the East and West Midlands.
A total of 34 schools in Cumbria were closed because of heavy snow and ice in the county.
The main M6 and A66 roads remained passable but motorists were warned by police to take care in the hazardous conditions.
A spokesman for Cumbria County Council said: "The entire fleet of gritters has been out treating the county's core network of priority routes and is now tackling more minor roads that are gritted during prolonged and severe spells of bad weather."
NEW BOOKS: Politicos Bulletin
1. Oxford Dictionary of Political Quotations
2. Margaret Thatcher: Iron Lady volume 2
3. Cameron on Cameron
4. Harriman's Money Miscellany
5. Vote For Caesar
6. End quote - William E. Gladstone
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Note from the Editor
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Dear Politico's customer,
May I begin by wishing you a Happy New Year.
We have put together an interesting range of titles for the first bulletin of 2009.
The Oxford Dictionary of Political Quotations is an encyclopedia of political thought, in the form of short quotations. The thoughts of political luminaries from the past and key figures of today are presented here in digestible and accessible form.
The heyday of Margaret Thatcher, and the 18 years of conservative rule of which she was a major part, may seem a distant memory, but John Campbell's brilliant biography recaptures the moment and describes Thatcher's 11-year premiership in detail. From an old Conservative leader, to the present one - our next pick is Cameron on Cameron, a book compiled following Dylan Jones' extensive interviews with David Cameron. This account gives a valuable insight into the thinking of the man who may well be the next UK prime minister.
Economics and money has been in the news a lot recently, and not for good reasons. The perfect pick-me-up for anyone feeling fazed by the recession and the credit crunch is Harriman's Money Miscellany.
We round off the bulletin with an amusing, but pertinent, book examining how the bureaucrats of Athens and Rome may have solved some of the problems facing modern Britain. Vote For Caesar is written by an expert in classical history.
We look forward to receiving your custom in the coming year.
Craig Pearce
editor@politicos.com
Oxford Dictionary of Political Quotations
Anthony Jay
The indispensable dictionary of political quotations includes nearly 5000 quotations from 1500 authors. The quotes themselves cover hot topics of the past and present, differing in tone from profound insight to witty sound bite.
This thought-provoking and fascinating collection has been newly enlarged and updated. From Machiavelli to Nelson Mandela, Antony Jay (co-author of the famous TV series' Yes Minister and Yes Prime Minister) has chosen the words and ideas which have shaped the world we live in today.
This new edition covers quotations generated by events such as the terrorist attacks of 11 September 2001, wars in Afghanistan and Iraq, upheavals in the European Union, the re-election of George W. Bush, and the British Labour government's historic third term. And, of course, the gaffes and the back-biting that form the everyday currency of political in-fighting are fully detailed too.
RRP : £10.99
Special Offer : £9.89
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Margaret Thatcher
Iron Lady Volume 2
John Campbell
This second volume in Campbell's ambitious biography covers the whole eleven and a half years of Margaret Thatcher's momentous premiership. Thirteen years after her removal from power, this is the first comprehensive and fully researched study of the Thatcher Government from its hesitant beginning to its dramatic end. Campbell draws on the mass of memoirs and diaries of Mrs Thatcher's colleagues, aides, advisers and rivals, as well as on original material from the Ronald Reagan archive, shedding fascinating new light on the Reagan-Thatcher 'special relationship', and on dozens of interviews.
"The Iron Lady" confirms John Campbell's "Margaret Thatcher" as one of the greatest political biographies of recent times.
The first volume of the biography was described by the Daily Telegraph as 'much the best book yet written about Lady Thatcher'. That volume, "The Grocer's Daughter", described Mrs Thatcher's childhood and early career up until the 1979 General Election which carried her into Downing Street.
You can purchase volume one at the special price of ?9.34.
http://www.politicos.co.uk/books/24109/John-Campbell/Margaret-Thatcher%3A-The-Grocer%27s-Daughter%2C-Volume-1/
RRP : £11.99
Special Offer : £10.99
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Cameron on Cameron
Conversations with Dylan Jones
David Cameron and Dylan Jones
Just who does David Cameron think he is? In an engaging series of landmark interviews - that will define the would-be prime minister ahead of the next election - Dylan Jones finds out. David Cameron is asking you for the keys to Number Ten - but is he a smartly-dressed smoothie with all the right lines, or a gifted politician who instinctively understands the country's priorities? A throwback to the age when privilege brought power, or a dynamic alternative to a Labour party that has run out of ideas? Award-winning journalist Dylan Jones set out to answer these questions in a series of wide-ranging and candid interviews that will define David Cameron ahead of the next election - and for years to come.
RRP : £12.99
Special Offer : £11.04
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Harriman's Money Miscellany
A collection of financial facts and corporate curiosities
Stephen Eckett and Craig Pearce
This handy-sized encyclopedia of financial facts and money data is refreshingly presented and has been compiled with the intention to surprise and amuse, as well as to inform. Readers will return again and again to its pages, and will enjoy many hours of enlightening browsing.
Topics covered are as diverse as how to discern if a euro coin was minted in Pessac, France, and advice about how to launder money. If you have ever wondered why you can't play Monopoly in Cuba or how two cows can explain economic theory, then this is the book for you. You will find the answers to these questions, and the answers to hundreds of questions you had ever even thought to ask, packed into this fun book.
RRP : £9.99
Special Offer : £6.59
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Vote For Caesar
How the Ancient Greeks and Romans solved the problems of today
Peter Jones
The expansion of the congestion charge zone, prices going up on the Underground, bendy buses - all ideas brought about to try to make the traffic situation in our capital city run more smoothly. Surely there must be a better way? In fact there is. In Roman times, when the streets were even more crowded, Caesar decreed that all vehicles (except those involved in building work) were banned from the City, while Nero took advantage of a major fire to broaden the streets to improve access. Whatever the problem, from the leader whose deputy wants to replace him to the question of how to make democracy really work, you can guarantee that our Classical forebears faced the same situation and came up with some far more effective solutions than our current politicians. In this enthralling, informative and hugely entertaining book, Peter Jones, one of the UK's leading Classicists, highlights just how much we have to learn from the past and how things really were once so much better.
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Endnote
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As a new year begins, bear in mind this advice. Do not let the mistakes or missed opportunities of 2008 hold you back, but look to the future:
'No person ever became great or good except through many and great mistakes.'
William E Gladstone
Tuesday, 6 January 2009
Wangari Maathai: ilusões e desilusões
Correio da Unesco
portal.unesco.org/es/ev.php-URL_ID=43985&URL_DO=DO_TOPIC&URL_SECTION=201.html
Orgullosa de los avances realizados en África, pero escéptica en lo que se refiere al progreso del buen gobierno, la keniana Wangari Maathai, Premio Nobel de la Paz (2004), estima que los dirigentes africanos son en gran parte responsables de los males que afligen a este continente. Opina que, en vez de quejarse de la situación, deberían controlar mejor la explotación de los recursos y proteger a las poblaciones de África.
Militante ecologista y fundadora del Green Belt Movement (Movimiento de la Cintura Verde), Wangari Maathai concedió en diciembre de 1999 una entrevista a nuestro colega de El Correo, el periodista indio Ethirajan Anbarasan. Tres años más tarde inició su carrera política formando parte del gobierno de Kenya. En 2004, fue galardonada con el Premio Nobel de la Paz. Ahora, nueve años después de aquella entrevista, responde de nuevo a las preguntas de ese mismo periodista, que ahora trabaja en el Servicio Internacional de la BBC, en Londres.
Para evitar una catástrofe financiera mundial, los países industrializados han movilizado sumas por valor de más de un billón de dólares. Algunos dirigentes africanos han opinado que menos del 2% de esa cantidad podría haber resuelto la mayoría de los problemas de África. ¿Cuál es su reacción ante esa opinión?
A los dirigentes africanos les resulta muy fácil quejarse de que el resto del mundo no tiene en cuenta los problemas del continente. Pero yo estimo, con todo respeto, que son responsables en muy gran medida de los males que aquejan a África, ya que han permitido que la explotación de sus recursos y sus poblaciones.
Es interesante ver cómo los gobiernos de los países occidentales industrializados tratan de salvar sus bancos e instituciones financieras. Pero lo que no llego a comprender es que muchos de esos bancos no estuviesen sometidos a reglas. Como quiera que sea, los hechos prueban que cuando no se aplica una reglamentación, la avaricia y el egoísmo pueden acabar imponiéndose. Esto es lo que vemos en muchos países en desarrollo, donde los bancos y las empresas extranjeras vienen a explotar los recursos locales, sin compartir equitativamente sus beneficios y sin preocuparse por los deterioros que puedan causar al medio ambiente.
¿Por qué no les imponemos reglas? ¿Por qué no ejercemos control alguno? A los dirigentes africanos les incumbe la obligación de proteger a sus pueblos contra esa explotación. África posee gran cantidad de recursos y riquezas, pero sus clases dirigentes no han prestado la atención adecuada a las poblaciones y no las han amparado como era debido.
Entre 2003 y 2007 usted desempeñó el cargo de Viceministra del Medio Ambiente y Recursos Naturales de Kenya. ¿Está usted satisfecha de su actuación?
Bueno, sí. Estoy muy contenta de haber formado parte del movimiento democrático que consiguió llevar al poder un gobierno más responsable en mi país. Nuestra elección suscitó grandes esperanzas en la población. Los kenianos esperaban que pusiéramos un término a la corrupción, mejorásemos los métodos de gobierno, estableciésemos instituciones protectoras de los ciudadanos y defendiésemos a los agricultores contra los intermediarios.
Ahora bien, creo que nuestro gobierno se dejó arrastrar en definitiva a la corrupción y mala gestión por culpa de sus propios ministros. No cumplimos con lo prometido entre nosotros, ni con las promesas que hicimos al electorado, por ejemplo aprobar una nueva constitución y compartir mejor el poder. Esto desembocó al final en los acontecimientos conocidos de todos [Nota de la redacción: las violencias postelectorales], en los que perdieron la vida muchos de nuestros compatriotas.
Estoy orgullosa de los progresos realizados, pero al mismo tiempo estoy muy desilusionada. En efecto, he podido ver con qué rapidez los políticos se dejan ganar por su egoísmo y se olvidan los compromisos contraídos con el pueblo.
En la entrevista que concedió a El Correo de la UNESCO hace nueve años, dijo que le preocupaba la falta de interés manifestada a nivel mundial por los problemas del medio ambiente.
¿Cree que ahora hay una mayor concienciación de la gravedad de esos problemas, por ejemplo el cambio climático?
No cabe duda de que sí. En los últimos diez años la concienciación ha progresado mucho. La gente se está percatando de que el medio ambiente puede ser una fuente de conflictos, especialmente en lo que respecta al reparto de los recursos hídricos y las tierras.
Con el cambio climático nos estamos dando cuenta de que el clima es un factor esencial para que podamos vivimos en paz unos con otros. Sí, somos más conscientes, pero todavía queda mucho por hacer. No hay más que ver, por ejemplo, los problemas que suscita la cuestión de reducir las emisiones de gases con efecto de invernadero.
¿Le satisface la promesa de los países industrializados de reducir las emisiones de carbono?
Sí. Es alentador ver cómo estos países –que son los primeros responsables de las emisiones de gases con efecto de invernadero– cooperan entre sí, están dispuestos a tomar medidas e invitan a los demás países a seguir su ejemplo. Lo que me congratula, en particular, es que ahora han empezado a hablar de la necesidad de proteger los bosques de nuestro planeta. Espero sinceramente que ayuden a los países con grandes recursos forestales a preservarlos. Al decir esto, pienso en la selva amazónica de Brasil y en los bosques lluviosos del Congo y el Asia Sudoriental. Mi deseo es que la conservación de los bosques sea una de las prioridades de su programa de protección del medio ambiente.
¿El Premio Nobel de la Paz la alentó a intensificar su acción?
Claro que sí. Con el premio Nobel se logró efectivamente que se prestase mucha atención a nuestra labor de sensibilización a los problemas ambientales, la defensa de los derechos humanos y la promoción de la gobernanza en África. Fui invitada por un sinfín de personas deseosas de compartir nuestro mensaje, que querían mostrarme la labor que estaban realizando. Por eso emprendí una gira por todo el mundo, para explicar que es necesario proteger el medio ambiente y mejorar la gobernanza.
Los africanos no nos hemos beneficiado de la paz, ni de una buena gestión de nuestros recursos naturales. Por eso estamos sumidos en la pobreza y somos víctimas de numerosos conflictos. En mis viajes por el mundo he tratado de explicar la relación que existe entre la protección del medio ambiente y la paz.
¿Cómo ve el papel de la mujer en el ámbito político africano? ¿Está consiguiendo, por fin, tener una presencia efectiva en este terreno dominado hasta ahora por los hombres?
Los progresos realizados son muy considerables. Las mujeres han llevado a cabo una tenaz campaña para convencer a la opinión de que se les debía ofrecer oportunidades en una serie de ámbitos profesionales que trascienden su papel tradicional. Hoy en día, vemos que ejercen la medicina, la abogacía y la docencia. Obviamente, si una de ellas se dedica a la política y llega a formar parte de un gobierno para servir al pueblo, representa todo un símbolo para la causa de la mujer.
Es indudable que mujeres como Ellen Johnson-Sirleaf, la actual Presidenta de Liberia, han aportado mucho a la causa femenina en África. Ha sido estupendo ver a una mujer elegida para ejercer la presidencia de un país africano. Es importante reconocer que ahora estamos cosechando los frutos de muchos años de lucha de las mujeres de nuestro continente. Creo que las mujeres son capaces de gobernar rindiendo mejor cuentas, mostrando un mayor sentido de la responsabilidad y respetando los derechos humanos.
Wangari Maathai fundó en 1977 el “Green Belt Movement”, que está propulsando el proyecto más importante de repoblación forestal del continente africano.
A OPINIAO DE FAHED SACOOR
CRÓNICA DA INGLATERRA - 21-12-2012: código do fim do mundo? (1)
NO REINO Unido já se vive o ano de 2012, ano dos "JO" de Londres, cujos preparativos já deram o seu início, com a cerimónia de abertura a ser "atirada" em princípio, para fora do mítico e renovado estádio do Wembley. Calcula-se um montante de 10 bilhões de libras para organizar os próximos Jogos Olímpicos. Com tanta fome e miséria neste planeta e, todas estas crises económicas, acho isto e um grande desperdício e sobretudo desrespeito humano! Enfim, mas não é disto que hoje irei abordar, mas sobre as "profecias" de pânico que pairam sobre esse mesmo ano de 2012, cujas teorias dão como o fim do nosso globo.
Maputo, Terça-Feira, 6 de Janeiro de 2009:: Notícias
A verdade é que tudo que nasce um dia tem que morrer, é a lei da própria natureza e os sistemas planetários não fogem à regra, aliás, está escrito em muitas escrituras sagradas. Quando e como são as perguntas que todos gostaríamos de saber, mas que ninguém sabe respondê-las com uma certeza absoluta, pois, só a Deus pertence essa Sabedoria, porque Ele é o Omnipotente e Omnisciente. A hora, o dia e o mês estão determinados por Ele, nós humanos apenas fazemos previsões, com base nas inúmeras teorias, quer dos povos antigos, quer de diversos cientistas e religiosos das mais variantes crenças, que afirmam que algo extraordinário ocorrerá no nosso planeta em 2012.
Nunca antes uma data foi tão importante para muitas culturas, para muitas religiões e cientistas. Até a Organização das Nações Unidas (ONU) se juntou a esta "paranóia", com a intervenção de alguns governos, precavendo-se desta situação, inaugurando o ano passado um "cofre" onde depositará todas as espécies de sementes de plantas conhecidas e comestíveis no mundo, numa clara alusão a "Arca de Noé" e o Dilúvio.
Porque o aproximar desta data é mesmo aí na esquina, pus-me a fazer um trabalho de pesquisa na "net" onde encontrei muita matéria curiosa, que não me contive em compartilhar consigo, numa síntese, que a seguir passo a transcrever.
Vejamos agora o que dizem algumas dessas teorias:
Teoria Religiosa
O Qur'an e a Bíblia livros sagrados dos muçulmanos e dos cristãos, respectivamente, duas das maiores religiões deste planeta, ambos realçam nos seus diversos capítulos, sobre o "Apocalipse" e anunciam o "Evento inevitável", cuja salvação não será possível de quem quer que seja. Segundo alguns versículos, o céu se fenderá, a terra será sacudida violentamente, as montanhas ficarão desintegradas em átomos, convertidas em pequenas pedrinhas dispersas pela areia; haverá terramotos e maremortos, vulcões em erupção. Não há indicação de datas nem anos precisos, apenas ilustram-nos alguns sinais da maldade extrema e da desobediência às leis divinas na terra.
Quando o egoísmo estiver instalado não haverá tempo para pensar noutros, todos pareceremos apenas máquinas humanas, o tempo começará a parecer curto, os anos parecerão meses, e os meses parecerão semanas e estes, por sua vez, parecer dias, então, terá chegado o momento "chave". Alguns comportamentos humanos conscientemente equivocados, também serão sinais desse "Apocalipse"; quando os filhos deixarem de respeitar os seus pais e tutores; quando a honestidade for vilipendiada; quando a mentira tiver mais peso que a verdade;
Quando o juiz julgar pela preferência e não pela verdade; quando faltar a promiscuidade sexual entre humanos; quando se fizerem guerras por banalidade; quando a Fé num só Deus for trocada pelos cartomantes; quando houverem mais doenças que as curas; quando os desastres naturais intensificarem a sua força; quando começar a haver crise de comida e dos minerais na terra; quando a blasfémia, a desonestidade; a presunção; a ingratidão; fofoquices, feitiçaria tomarem primazia, será certamente o final da nossa era. Infelizmente, noventa e nove por cento dos exemplos que acima citei, já vão sendo notórios entre nós, por isso também acredito que o final deste mundo esteja mesmo muito perto.
Teoria das profecias dos povos
Há povos que durante muito tempo e sem qualquer meio sofisticado, foram vivendo e acertando em muitos fenómenos naturais e não só, que entretanto foram acontecendo, neste planeta azul. Por exemplo, o povo ameríndio Maias, desaparecido há bastante tempo, era uma civilização brilhante, e conhecido pela sua arte e beleza na arquitectura e escultura. Até hoje se intriga diante das maravilhas artísticas dos conhecimentos científicos deixados por eles, cuja proeza civilizacional se compara à dos egípcios na Antiguidade. Os Maias atingiram seu apogeu entre 435 e 830 d.C., e sua cultura estava centrada na concepção que tinham do tempo, distinta da nossa. Eram considerados excelentes na construção de equipamentos astrológicos nessa idade de pedra. Há milhares de anos estes foram capazes de calcular a área lunar exactamente, pecando em algumas décimas de segundos, em relação ao cálculo actual da era informática.
O principal legado desse povo foi o facto de ter inventado um calendário, muito preciso e complexo onde previa vários fenómenos que acabaram por acontecer, como por exemplo a chegada do "homem branco" (espanhóis) e o fim da sua própria civilização. Os livros sagrados dos Maias eram simultaneamente textos de história e de predicção do futuro. Na perspectiva desta civilização, o passado, presente e o futuro estão na mesma dimensão. Este calendário é formado por ciclos definidos como anos solares, que são no total 52 e o último ano solar, segundo os cálculos, termina repentinamente no solstício de 21-12-2012 e, indica que algo muito grave acontecerá no nosso planeta nessa data. Esse acontecimento na data citada será tão grave e tremendo, que o mundo conforme conhecemos desaparecerá, segundo eles.
Fahed Sacoor - fsacoor03@yahoo.com.br
LETTER FROM MICHELLE OBAMA
Manuel --
Last week, the Presidential Inaugural Committee announced that we're bringing 10 supporters to Washington, DC for several days of Inaugural celebrations.
With the deadline coming up on Thursday, I'm pleased to announce the selection of the first grassroots supporter who will be attending the Inauguration.
Cynthia Russell from Newberry, Florida, and her guest will attend the welcome ceremony, Barack's swearing-in, the Inaugural Parade, and our Neighborhood Inaugural Ball.
Cynthia is a builder and has been feeling the impact of the recent economic crunch. She wrote:
"I'm a single woman who has been building homes for over 18 years. I've supported myself and have been able to help out my mother from time to time. Now I find myself wondering how much longer I can hold on and be able to pay my bills and keep the doors open for business. Barack gives me hope. Hope that 2009 will truly bring change to Americans who find themselves in this mess with me."
We need to select 9 more supporters like Cynthia, and I would love for you to be one of them.
Make your donation of $5 or more before midnight on Thursday, January 8th.
Supporters like you made this historic moment possible.
You gave your passion and hard work to this movement, and you brought millions of new people into the political process. Thanks to you, this campaign was open to more people than any in history, and we're counting on you to do the same for the Inauguration.
You could be there to celebrate your amazing accomplishments and give a strong start to the change you fought so hard for.
Please make a donation of $5 or more and help us celebrate everything you did to make this day possible:
https://donate.pic2009.org/tickettohistory
Nothing could be better than having you there to be a part of this historic event.
Thank you for everything you've done to bring us to this moment,
Michelle
P.S. -- The opportunity to be part of this historic event is open to everyone, regardless of whether you make a donation. Participate now by telling us what this Inauguration means to you.
LATEST FROM ZIMBABWE
Dear Friends
Compliments of the new season!
The Zimbabwe Human Rights NGO Forum notes with concern the challenges and difficulties faced by Zimbabweans in general and civil society activists in particular as the year begins. We today have statements from three member organisations as well as a comment from the new African UN Security Council member Uganda.
Today, 6 January 2009 our member organization, Zimbabwe Lawyers for Human Rights (ZLHR) released a timeline of what has transpired in the matters of the located abductees from 25 December 2008 to the morning of 6 January 2009. We attach the timeline.
On the same issue, on 5 January 2008, our member organisation, the Media Institute of Southern Africa (MISA-Zimbabwe) issued an alert wherein they advised that the Executive Director of our other member organisation, the Zimbabwe Peace Project, Jestina Mukoko, who had missing since 3 December 2008 had surfaced in court on 24 December 2008 ending 3 weeks of speculation on her safety and whereabouts. Also to appear in the court of law was freelance photojournalists Shadreck Manyere who had been missing since 13 December 2008. Mukoko’s appearance in court has, however, opened a series of legal battles to secure her release.
On the same day, MISA-Zimbabwe also advised of the despair of Zimbabweans over the new cellular foreign currency payment system in terms of which mobile network service providers Econet, NetOne and Telecell are now charging in United States dollars after being granted foreign currency licenses by the Reserve Bank of Zimbabwe. It is feared that the new system will adversely affect the communication needs of the majority of Zimbabweans who are already struggling to make ends meet in a hyperinflationary environment which has spawned untold economic hardships on the populace.
Both MISA-Zimbabwe alerts are available on;
http://www.misazim.co.zw/index.php?option=com_content&task=view&id=407&Itemid=1
Also on 5 January 2006, our member organization, Zimbabwe Association for Crime Prevention and Rehabilitation of the Offender (ZACRO) released its 2008 annual report. The report highlights the drastic deterioration of living conditions within Zimbabwe’s prisons as reflected by unhygienic conditions, lack of proper food, medical facilities and care, spread of diseases – in particular HIV Aids and opportunistic diseases such as Tuberculosis (TB) as well as shortage of clothing.
ZACRO also reports its involvement with the rehabilitation, integration, restoration and provision of humanitarian assistance to the inmates and ex-offenders while advocating for liberal penal reforms involving positive human rights programming.
The report is available on request.
Uganda replaced South Africa as a non-permanent member of the UN Security Council with effect from 1 January 2009. The Herald of 6 January 2009 reports a ‘recent’ interview of UN Radio with Uganda’s Ambassador to the UN, Mr Francis Butagira on Uganda’s position on Zimbabwe in the Security Council. The said ‘recent’ interview was in fact held on 20 October 2008 and you can listen to the full interview on the following link; /http://www.unmultimedia.org/radio/news/detail/21921.html/
Chatham House named No.1 non-US think tank

Chatham House has been named as the No. 1 think tank based outside of the United States in a major survey published in the new issue of Foreign Policy magazine. Chatham House is also listed in second place behind the Washington DC-based Brookings Institution on the survey's world ranking of Security and International Affairs Think Tanks.
The survey, Think Tank Index, is undertaken by the international relations programme at the University of Pennsylvania and offers the first comprehensive ranking of the world’s top think tanks. Classifying itself as 'the insiders’ guide', it is based on a worldwide survey of hundreds of scholars and experts. The index is published in full in the January/February issue of Foreign Policy.
Dr Robin Niblett, Director, Chatham House said, 'I am delighted that Chatham House’s work has been recognised in this way. We have worked hard in recent years to ensure that Chatham House is in a position to offer independent analysis and influential ideas on what we consider to be the major new challenges to international security and prosperity. This survey confirms that we are living up to the goals we have set ourselves'.
Top Non-U.S. Think Tanks
1 - Chatham House
2 - International Institute for Strategic Studies
3 - Stockholm International Peace Research Institute
4 - Overseas Development Institute
5 - Centre for European Policy Studies
Top Security and International Affairs Think Tanks
1 - Brookings Institution
2 - Chatham House
3 - Carnegie Endowment for International Peace
4 - Council on Foreign Relations
5 - International Institute for Strategic Studies
Chatham House is also listed in one of the survey’s five categories of think tanks, named 'The Scholars' which are described as: 'the stars of the think tank world, these powerhouses of policy are regularly relied upon to set agendas and craft new initiatives'.
READ FULL SURVEY RESULTS HERE
Produtores da jatropha exigem indemnização do Governo
A introdução da Jatropha e a obrigatoriedade do seu cultivo por parte dos camponeses
principalmente da província de Gaza, foi um dos assuntos muito discutidos na
sociedade moçambicana. O jornal Alternativa, como sempre, liderou as discussões e
debruçou-se com muita profundidade sobre este assunto (Vide Alternativa 40 e outros).
Na altura chamava-se a atenção sobre a precipitação do executivo nesta matéria,
manifestou-se receio sobre a existência de um mercado para absorver a produção de
Jatropha alem de que clamou-se, aos quatro ventos, que tal projecto não parecia ter
qualquer sustentabilidade sendo resultado de “modismo” de que o governo já nos
acostumou. Muda consoante os ventos.
Na altura aconselhou-se a necessidade de amadurecer a ideia, engajando especialistas
num debate mais aberto, facto que foi inicialmente ignorado. Mais tarde, o governo
recuou mas, nada disse à população que continuou engajado no seu cultivo.
Hoje, famílias inteiras que deixaram de cultivar milho e mandioca para a sua
alimentação porque foram incentivados a cultivar plantas novas sob o pretexto de
produzir riqueza e que imprimir toda a sua força no cultivo de Jatropha, começam a
ressentir-se, com fome e sem saber o que fazer com a produção e , o governo nada diz.
O Governo da província de Gaza, sul do país, sob liderança de Raimundo Diomba está a ser alvo de duras críticas por parte dos produtores familiares da cul tura “ obr igat ó r ia” da Jatropfa, introduzida em 2006.
Grande parte dos camponeses que se viu obrigada a plantar a jatropha quer do Governo
expl i caç õ e s s obr e a sua interrupção e, sobretudo, a p o s s i b i l i d a d e d e s e r em indemnizados pelo tempo perdido e energia gasta no plantio daquela cultura.
A cultura e massificação da jatropha foi introduzida em 2006 pelo actual executivo e
interrompida um ano depois. Neste momento, os produtores não têm qualquer explicação
sobre onde colocar a produção, tal como revela o relatório do Fórum das Organizações da Sociedade Civil de Gaza (Fonga), face ao balanço do Governo de Gaza referente ao
ano de 2007.
Neste sentido, de acordo com o documento, as organizações querem saber do Governo de
Gaza onde é que as comunidades que já produziram a Jatropha vão colocar os seus
produtos.
“Será que a interrupção da produção da Jatropha já é conhecida pelas comunidades?”,
questionam as organizações no seu documento em nosso poder. E mais! “Quem irá ressarcir a população pelos gastos na produção da jatropha? Porque é que não se faz a campanha de interrupção do mesmo modo que s e f e z para a sua disseminação ” , lê-se no relatório.
Em 2007, durante o balanço do Governo local as organizações da sociedade civil afirmaram que “a cultura de Jatropha tinha sido introduzida apenas para distrair as comunidades na produção de bens alimentares para sua sobrevivência. Esta cultura não
tem enquadramento socioeconómico e nem cultural das comunidades”.
As críticas ao Governo foram mais duras. De acordo com o relatório que temos vindo a
citar, intitulado “Posicionamento da Sociedade Civil em relação ao Balanço do
Governo em 2007”, o relatório de cerca do executivo, de cem páginas, é vazio.
“O relatório de balanço não reflecte a face humana, restringindo-se apenas a
apresentação de números. Os números apresentados não expressam o impacto das acções
realizadas na vida das comunidades, que se resume numa pobreza extrema”, afirma
a sociedade civil, justificando que as populações de alguns distritos do zona norte da província vendem o seu gado para a sua sobrevivência, o que é insustentável. O parque industrial da província está completamente obsoleto, o que agrava a situação do desemprego e consequentemente a pobreza.
Tal como avança o documento, as populações dos distritos abrangidos pelo Parque
Transfronteiriço sofrem a destruição das suas culturas devido a acção de animais
bravios do parque, pondo inclusivamente a sua vida em perigos em qualquer indemnização, agravado pela acção do Projecto Procana que visa produzir bio-combustíveis.
Num outro desenvolvimento a sociedade civil critica os investimentos feitos pelo
Governo no sector familiar para chamar para si o crescimento.
“Que investimentos efectuou o governo no sector familiar - como e recolheu a informação? E que mecanismo criou para captar tai s números de desenvolvimento?
No entender do Fonga, o Governo tem a responsabilidade de justificar os números, de
forma a reflectir as condições de vidas das comunidades.
Produtores da jatropha exigem indemnização do Governo infectados em poucos dias.
CINCO PESSOAS MORREM VITIMAS DE CROCODILOS EM MORRUMBALA
MAPUTO, 06 JAN (AIM) - Cinco pessoas morreram no período entre 25 e 28 de
Dezembro findo, devoradas por crocodilos no distrito de Morrumbala,
província central da Zambézia.
Segundo Pedro Cossa, Porta-voz do Comando-Geral da PRM, polícia moçambicana,
esta tragédia ocorreu nas margens do rio Chire quando as vítimas se
encontravam a tirar água para uso doméstico e outras em actividade
pesqueira.
As vitimas cujas identidades não foi possível apurar, segundo a PRM, tinham
idades compreendidas entre os nove e vinte anos.
(AIM)
MAD/SAM
Oficiais da Polícia na fuga de Anibalzinho
Estranhamente ainda não foram detidos
Por Raul Senda
Tal como o SAVANA já havia reportado em edições anteriores, o Ministério do Interior (MINT) confirmou, esta segunda-feira, o evolvimento de altas patentes na fuga de três perigosos cadastrados das celas do Comando da Cidade de Maputo. Ao que o nosso jornal apurou, os indiciados ainda não foram formalmente detidos, mas têm os seus movimentos limitados, uma medida decretada pela chefia do MINT enquanto o processo ganha contornos judiciais.
Segundo o MINT, o falecido director da Ordem e Segurança Pública de Maputo, Feliciano Juvane, José Domingos Tomás, que na altura exercia funções de Comandante da PRM na cidade de Maputo; Clemente Nhacula, responsável pelo departamento de Protecção no mesmo Comando; William Tivane e Jorge Torrezão, chefes de Departamento de Operações e das Celas, estavam a par das movimentações que culminaram com a fuga daquele trio. Aliás, em entrevista ao semanário Magazine Independente, Benedito Zinocacassa, General da Polícia, havia denunciado a cumplicidade de altos oficiais da corporação na operação que terminou com a saída de Anibalzinho, Todinho e Samito. As reacções não se fizeram esperar: Zinocacassa foi duramente criticado nos círculos restritos da bufaria.
Liberdade
Contudo, ao contrário do que se verificou com os guardas estagiários que foram imediatamente presos depois de se “descobrir” a fuga, o MINT não agiu da mesma forma quando o inquérito indicou o envolvimento de altas patentes.
O comunicado divulgado esta segunda-feira, 29 de Dezembro, refere que, durante dez dias, uma equipa liderada pelo director Nacional da Polícia de Investigação Criminal (PIC), Carlos Comé, e não Benedito Zinocacassa como anteriormente Pedro Cossa tinha anunciado, averiguou as circunstâncias que culminaram com a fuga de Anibalzinho, Todinho e Samito.
Nas investigações feitas chegou-se à conclusão de que José Domingos Tomás, que na altura exercia funções de Comandante da PRM na cidade de Maputo; Clemente Nhacula, responsável pelo departamento de Protecção no mesmo Comando; William Tivane e Jorge Torrezão, chefes de Departamento de Operações e das Celas respectivamente no Comando da PRM na cidade de Maputo, terão facilitado a saída daqueles três indivíduos.
Entende a equipa de Comé que os cinco elementos de alta patente da PRM tinham conhecimento de que aqueles três cadastrados tencionavam sair da cadeia.
Sublinha que mesmo com essas indicações, os cinco responsáveis ignoraram a informação dos seus subordinados, ou seja, não tomaram qualquer medida tendente a reduzir o risco de fuga.
Conta o relatório da Comissão que aqueles elementos foram informados do plano de fuga dos três cadastrados por escrito.
No seu ponto número dois, o documento da Comissão de Inquérito sublinha que dois dias antes da saída dos três malfeitores, (5 de Dezembro) a direcção da PRM na cidade, ora suspensa, foi informada (por escrito) da movimentação de instrumentos contundentes, perfurantes e cortantes dentro das celas; da comunicação entre os reclusos, apesar de estarem em celas diferentes e cada um deles com a sua hora do banho de sol bem como da abertura do buraco, mas estes ignoraram a informação e, estranhamente, a mesma não foi reportada no relatório de ocorrências diárias tal como se opunha.
A comissão de Inquérito chegou à conclusão de que os seis polícias, muitos deles estagiários, que compunham o turno de guarnição e que foram imediatamente presos, não têm nenhuma culpa. Assim, foram restituídos à liberdade e ordenados a regressar aos seus postos de trabalho.
Na sequência desta negligência que culminou com a fuga do trio, José Pacheco demitiu os cinco elementos que dirigiam a PRM na cidade de Maputo e mandou instaurar processos disciplinares e criminais. Estes oficiais aguardam em liberdade, mas com movimentos controlados, ao contrário do que se verificou com os seis guardas.
Questionado acerca deste facto, Pedro Cossa recusou tecer qualquer comentário alegando que a sua missão limitava-se à apresentação do relatório e não responder a perguntas.
Referir que as conclusões da Comissão de Inquérito já tinham sido adiantadas pelo SAVANA na sua edição de 12 de Dezembro e confirmaram também as declarações de Benedito Zonocacassa que referiam que a saída dos três cadastrados foi orquestrada por altas patentes da PRM, os chamados generais de saque.
Nessa altura, o SAVANA dizia que Anibalzinho, Todinho e Samito estavam em celas individuais com portas blindadas e trancadas com dois cadeados cada uma delas. Cada um destes enclausurados tinha a sua hora de banho solar, mas estranhamente no dia da fuga, as suas celas foram abertas ao mesmo tempo.
Outro ponto apresentado pelo SAVANA é que devido ao perigo que aqueles três cadastrados representam, as suas celas eram inspeccionadas todos os dias. No entanto, o pessoal encarregue de fazer a vistoria, estranhamente no sábado bem como no domingo não executou este trabalho.
Fontes policiais indicaram-nos que Juvane e outras altas patentes eram suspeitos de ter ligações com Samito e Todinho, dois perigosos cadastrados acusados de assassinatos selectivos a membros da Polícia.
Feliciano Juvane era ainda conotado como sendo um indivíduo que tinha fortes relações com Agostinho Chaúque. Juvane disse publicamente, em Julho de 2007, que avistou-se várias vezes com Chaúque, mas sem saber que era procurado pela Polícia.
SAVANA - 02.01.2009
2008 aos olhos de Raul Senda do SAVANA
Com a devida venia partilhamos aqui, a seleccao dos principais acontecimentos de 2008, de acordo com a visao de Raul Senda do Savana de 2 de Janeiro de 2009
Cheias, revoltas, linchamentos, prisões e assassinatos marcam o ano
Por Raul Senda
As cheias que fustigaram o vale do Zambeze em Janeiro passado, a revolta popular de 5de Fevereiro, a onda de linchamentos, a instabilidade do Governo de Armando Guebuza, as fugas de perigosos cadastrados das cadeias, o elevado custo de vida e os assassinatos de agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) marcam pela negativa o ano de 2008.
2008 foi ainda marcado pela prisão de altas personalidades, mexidas no seio das Forças de Defesa e Segurança bem como o “renuncio” da actividade política de Afonso Dhlakama. A vitória da equipa feminina de basquetebol do Desportivo de Maputo no campeonato Africano e a qualificação dos “Mambas” para a segunda fase do CAN e
Mundial floriram os moçambicanos em 2008. Siga os momentos marcantes de cada um dos meses de 2008.
Janeiro
Tal como em 2007, o ano de 2008 não começou de boa forma para o povo moçambicano, sobretudo das zonas Sul e Centro do país. As populações das bacias de Zambeze, Púnguè e Búzi foram afectadas pelas inundações. O sofrimento popular prolongou-se até Fevereiro e atingiu mais zonas do país.
Nestes dois meses o quadro foi caracterizado pela ocorrência de chuvas e inundações que assolaram as províncias de Inhambane, Sofala, Manica e Nampula. Cerca 101 mil pessoas foram afectadas, dos quais vinte pareceram, 60 mil hectares de culturas diversas destruídas e o Governo obrigado a alocar 43 milhões de dólares
para fazer face as calamidades. Os danos não foram maiores devido à interverção inteligente do INGC.
A PRM interceptou um camião, no troço entre o distrito de Caia em Sofala e Inchope em Manica, que transportava 39 crianças com idades compreendidas entre seis e 16 anos. O caso levantou suspeitas de se tratar de trafico de crianças. Ainda em Janeiro, a Polícia lançou-se contra camponeses de Manhiça, em Maputo, quando
estes manifestavam-se, pacificamente, contra uma suposta usurpação das suas terras por grandes latifundiários.
Populares recorrem a linchamentos para reivindicar o recrudescimento da criminalidade.
Fevereiro
Este foi o mês do ano. A cidade de Maputo e arredores acordou no dia 5 de Fevereiro agitada. Em causa estava a revolta popular causada pela subida de preços de “Chapa 100”. Cerca de uma dezena perdeu a vida e perto de meia centena ficaram feridas. Reporta-se ainda o saque de lojas e queima de viaturas. O Governo e os transportadores rendem-se ao povo e recuaram. As manifestações ganham um efeito dominó e continuaram pelo resto do país.
- O distrito de Machaze, província de Manica, é abalado por um sismo de cinco graus na escala de Richter.
- Populares assaltam esquadra da PRM na cidade de Chimoio, exigindo justiça.
Março
Armando Guebuza mexe no seu Governo e nas Forças Armadas. Numa assentada, Guebuza exonerou quatro ministros, nomeadamente Alcinda Abreu, dos Negócios Estrangeiros e Cooperação; Esperança Machavela, da Justiça; Luciano de Castro, da Coordenação de Acção Ambiental; e António Munguambe, dos Transportes e Comunicações. Em substituição, Guebuza nomeou, respectivamente Oldemiro Baloi, Benvinda Levy, Alcinda Cruz e Paulo Zucula.
A mexidas alastraram-se ao Estado Maior-General, onde Guebuza exonera o respectivo chefe, Lagos Lidimo, e o seu adjunto, Mateus Ngonhamo. Em substituição, o Presidente da Republica nomeia Paulo Macaringue, para chefe, e Olímpio Cambora, como adjunto. No mesmo mês, o PR exonerou Tobias Dai do cargo de Ministro de Defesa e, em sua substituição, indicou o engenheiro Filipe Nhussi, até então quadro da empresa pública CFM.
O estadista moçambicano lança a Iniciativa Presidencial para a Saúde Materna, do Recém-Nascido e da Criança.
Ainda em Março, as províncias de Nampula e Zambézia são fustigadas pelo ciclone “Jokwe”. A tempestade
resultou na morte de quatro pessoas, 40 mil desalojadas, extensas áreas cultivadas ficaram submersas e/ou destruídas. Governo aloca 4.6 milhões de dólares minimizar o sofrimento das vitimas.
Antigos trabalhadores moçambicanos na Antiga Alemanha do Leste (RDA), vulgo Madjermanes, “assaltaram” o Gabinete da Ministra do Trabalho para pedir explicações pela sua alegada interferência no exercício do seu direito cívico de manifestação.
Abril
A Ministra do Trabalho, Helena Taipo, desmantela uma alegada rede de negociatas no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) e ordena a suspensão do contrato que a empresa MOZ IT Lda tinha firmado com a INSS.
A auditoria descobre um desfalque financeiro na ordem de oito milhões de dólares norte-americanos e o respectivo director, Abílio Mussane, é exonerado das suas funções.
Maio
-A Polícia sul-africana neutraliza uma suposta traficante de raparigas para exploração sexual na África do Sul de nome Aldina Hermenegildo dos Santos, mais conhecida por Diana.
- Guebuza ataca os seus críticos classificando-os de apóstolos da desgraça.
- No meio de muito contestação, sobretudo da bancada parlamentar da Renamo União Eleitoral, o Procurador Geral da República (PGR), Augusto Paulino, foi ao parlamento apresentar o seu primeiro informe.
- Um ano depois da sua inauguração, a Barragem de Massingir, cuja reabilitação custou 60 milhões de dólares norte americanos, regista um grave incidente. Uma das comportas da Barragem rompeu, situação que resultou na perda de água e alagamento de vários hectares de terras provocando prejuízos na ordem de13 milhões de dólares
norte-americanos. Cria-se uma comissão de inquérito para investigar as causas do incidente.
Moçambicanos trabalhadores e residentes na vizinha África do Sul são surpreendidos por actos de violência e assassinatos protagonizados por sul-africanos revoltados com as precárias condições devida a que estão votados.
Junho
Arranca, nas instalações do Comando da PRM na Cidade de Maputo, o julgamento de seis indivíduos acusados da tentativa de assassinato de Albano Silva, em 1999, quando este era assistente do Banco Comercial de Moçambique. Nesse crime eram acusados os réus Ayob e Nini Satar, Paulo Danger Man, Fernando Magno, Dudú e Anibalzinho. O tribunal absolveu os seis réus por não ter se provado o seu envolvimento.
Julho
- O ministro do Interior, José Pacheco, efectua mudanças na PRM e movimenta os comandantes provinciais de Maputo cidade e província bem como os directores de algumas direcções nacionais.
- O antigo Presidente sul-africano, Nelson Mandela, completa 90 anos e é homenageado em Londres. A cidade de Xai-Xai, capital provincial de Gaza, acolhe o Festival Nacional de Cultura.
Agosto
David Alone, membro do Conselho de Estado e quadro sénior da Renamo perde a vida.
Renamo afasta Daviz Simango de candidato a sua própria sucessão na presidência do município da Beira. A Frelimo afasta Eneas Comiche e no seu lugar lança David Simango para concorrer a presidência do município de Maputo.
Oito anos depois, a vila sede do distrito de Moamba volta a comunicar, por estrada, com o posto administrativo de Sabie, com a inauguração da ponte sobre o rio Incomati.
Setembro
A Procuradoria da República ao nível da cidade de Maputo faz a primeira detenção de vulto. Almerino Manhenje, antigo ministro de Interior e dos Assuntos de Defesa e Segurança na Presidência da República no reinado de
Joaquim Chissano, juntamente com oito colaboradores seus, incluindo o PCA do INSS. Todos recolhem à cadeia em conexão com o alegado desvio de 220 milhões de meticais no Ministério do Interior.
Desmobilizados de guerra ensaiam uma manifestação, mas são imediatamente reprimidos pela Polícia. Cerca de uma dezena pessoas consideradas cabecilhas dos desacatos foram detidos e conduzidos as celas do Comando da Cidade de Maputo.
Lula da Silva faz a sua segunda visita a Moçambique e anuncia que as obras da construção da fábrica de antiretrovirais vão finalmente arrancar. Mas Lula insurge-se contra os atrasos da obra, bem como a inércia no arranque efectivo da exploração do carvão de Moatize.
Daviz Simango apresenta-se como candidato independente para a presidência do município da Beira.
Outubro
O PCA da empresa Aeroportos de Moçambique, Deodino Cambaza, por or-dens da Procuradora da República na cidade de Maputo, recolhe à cadeia indiciado de desvio de fundos da empresa.
Criminosos dinamitam caixas automáticas de “Millennium bim” nas cidades de Maputo de Matola.
O ex-Primeiro Ministro moçambicano, Pascoal Mocumbi, foi hospitalizado numa clínica na Cidade sul-africana de Cabo por causa de problemas cardiovasculares.
Afonso Dhlkama expulsa Deviz Simango da Renamo alegadamente por ter desrespeitado a disciplina partidária.
Novembro
Três antigos funcionários do ex-Banco Austral foram detidos em conexão com o caso de assassinato do economista moçambicano, António Siba-Siba Macuacua, em Agosto de 2001. Um agente da PRM é brutalmente assassinado na cidade de Maputo.
O país acolhe as terceiras eleições autárquicas e a Renamo e os seus candidatos são estrondosamente derrotados pela Frelimo e Daviz Simango ganha a presidência do município da Beira.
Uma dezena de reclusos morre na Cadeia Central da Machava vítimas de cólera.
Dezembro Três agentes da PRM, incluindo um de alta patente, são brutalmente assassinados na cidade de Maputo e Matola. A segunda Esquadra da PRM na Matola é novamente assaltada pelos criminosos. Dez detidos fogem duma esquadra na Matola.
Armando Guebuza exonera o Comandante Geral da Polícia, Custódio Pinto e para seu lugar coloca Jorge Khálau, ate então adjunto.
Três perigosos cadastrados, nomeadamente Anibalzinho, Todinho e Samito evadem-se das celas do Comando da PRM na cidade de Maputo e seis guardas são imediatamente detidas. O Ministério do Interior ordena a criação de uma comissão de Inquérito que concluiu que a fuga foi facilitada por agentes da alta patente, nomeadamente o
ex. comandante da cidade de Maputo, o director de Ordem e Segurança Pública, o chefe das operações e o responsável pelas celas do Comando da PRM na cidade de Maputo.
O ministro de Interior exonera todos responsáveis pela PRM na cidade de Maputo.
-Guebuza vai ao Parlamento dizer que o Estado da Nação é Bom.
A Opiniaodo Savana Jovens do 5 de Fevereiro: a nossa figura
Já é tradicional, em cada final de ano, o SAVANA eleger a figura, instituição ou grupo de cidadãos que mais se destacou no desempenho das suas funções. No 2008, elegemos como nossa Figura do Ano os Jovens de 5 de Fereveiro e o padre Latino Caetano Ligonha. Para a pior figura do ano, os jornalistas desta casa não perderam tempo em discussões: elegeram por unanimidade e aclamação Afonso Dhlakama pelo seu comportamento na preparação da máquina renamista para as eleições autárquicas, onde a “Perdiz” saiu praticamente com uma mão cheia de nada, depois de, em 2003, ter
ficado no controlo de cinco autaquias.
Porquê heróis do 5 de Fevereiro?
O ano 2008 foi, tal como foram os outros, marcado por vários acontecimentos que, por sua vez, marcaram profundamente a vida do povo moçambicano enquanto comunidade de destino. Nessa cadeia de acontecimentos, de factos que marcaram profundamente a vida do país, destacamos a revolta popular (outros dirão tumultos, revolta…) de 5 de Fevereiro. A mesma teve à sua retaguarda o anúncio do aumento dos preços de transportes semi-colectivos nas cidades de Maputo e Matola. Os transportadores decidiram agravar as passagens, após o Governo rever em alta os preços dos combustíveis, sobretudo o gasóleo.
Naquela terça-feira as artérias das cidades de Maputo e Matola estavam dominadas por grupos de pessoas, a maioria jovem, que reivindicavam a manutenção dos preços do transporte semi-colectivo. Os nossos chapas.
Para nós, aqueles jovens foram os verdadeiros heróis do ano, são a figura do ano 2008. Foram eles, melhor do que ninguém, que souberam usar a manifestação de rua, uma das armas que a democracia dá aos mais fracos para se defenderem, para restabelecer aquilo que no imaginário popular representava a ordem.
É preciso deixar claro que ao distinguirmos estes jovens, não estamos a homologar a acção daqueles que, em nome da revolta, saquearam lojas e armazens, assaltaram e queimaram viaturas. Não estamos a sancionar a violência que presidiu o 5 de Fevereiro. Estamos, isso sim, a distinguir aqueles que saíram à rua para dizer BASTA.
E, com efeito, foi o seu BASTA que obrigou o Governo a negociar com os transportadores a manutenção do preço de transporte nas cidades de Maputo e Matola. Foi o seu BASTA que obrigou o Governo a compensar os chapeiros com um valor equivalente à fixação de 31 meticais o preço de um litro e diesel até finais de 2008. Foi com receio de um segundo BASTA que o Governo foi consentindo uma série de “sacrifícios fiscais” para manter estável o preço de combustível no mercado interno. Isso numa altura em o barril de petróleo era transacionado acima dos 100 dólares norte-americanos no mercado internacional.
Mas, mais importante ainda, os jovens-actores do 5 de Fervereiro lançaram um recado ao Governo no sentido de tornar o Estado menos distante do povo e mais interventivo. Do 5 de Fevereiro o executivo aprendeu, cremos, a ter mais sensibilidade ao tratar de assuntos com impacto directo e imediato na vida de pessoas. Aprendeu que ao agravar o preço do combustível, não está apenas a alterar números. Está também
a mexer com a dinâmica da vida de pessoas. Porque, por detrás dos números, estão vidas humanas, está o futuro da nação.
Gesto de cidadania
De Fevereiro a esta parte, o Governo nunca veio a terreiro anunciar o aumento de preço de diesel, o combustível mais usado em Moçambique. Sempre anunciou a sua diminuição. Mesmo quando o barril estava a ser transacionado acima dos 140 dólares norte-americanos. Isso é um sinal positivo, é um sinal de que o executivo não pensa apenas em termos aritméticos, mas também humanos. A estatística não deve sobreporse
ao humano. O Estado não deve agir como um comerciante que agrava o preço dos produtos sempre que sobe o preço da mercadoria ou/e de outros variantes determinntes na fixação do preço. O Estado deve agir na base do contrato social que o vincula ao povo.
As pessoas que saíram à rua para manifestar o descontentamento face ao aumento do preço de transporte representam as classes desfavorecidas. A consciência que elas foram adquirindo da sua marginalização do cenário político, da distância que lhes separa do Estado, é que lhes permitiu tornar-se sujeitos e actores históricos. As lutas e inconformismos sociais, de que o 5 de Fevereiro é disso exemplo, são algumas das formas de os excluídos conquistarem a cidadania. Porque ela, a cidadania, tal como a liberdade, não é uma doação do Estado, não é algo que se dá aquém não tem quando a pede, ela conquista-se através de lutas de reivindicação. A violência que presidiu o 5 de Fevereiro é de todo condenável. Mas não devemos nos esquecer que quando grupos sociais se sentem excluídos e sem alternativas de negociação, fazem da
violência a sua ferramenta privilegiada para protestar.