Monday, 15 September 2008

A OPINIAO DO BULA BULA

Recebi de um amigo a ultima do Bula Bula, que me fez rir ate arrebentar com as estribeiras!! Obrigado pela publicidade gratuita! Pelo sim, pelo nao, fica para aqui o anuncio oficial de que a 'majestosa casa do ilustre deputado Manuel de Araujo em Londres', esta aberta a todos mocambicanos, incluindo, ao Bula Bula! Quem quiser saber do endereco da 'majestosa casa do ilustre deputado' em Londres, que consulte o Alto Comissario ou entao qualquer funcionario do Alto Comissariado mocambicano na terra de sua majestade, a Rainha Elizabeth !!!

Um abraco patriotico,

MA
Bula-bula vai instituir um prémio para merecidamente agraciar Luís Nhachote, sub-editor do Jornal Zambeze, por reconhecimento ao empenho demostrado na realização de um jornalismo que ele considera investigativo, nos artigos da sua autoria publicados no Zambeze com o titulo os "Contornos sobre o Narcotráfico em Moçambique"
Bula-bula soube de voz pequena no MINT que muitos agentes lamentam o facto de o jornalista Luís Nhachote, que nos últimos tempos tem se evidenciado na elaboração e publicação, no Jornal Zambeze, de artigos "investigativos" sobre "Contornos do Narcotráfico em Moçambique", ao invés de apoiar a polícia moçambicana na investigação das acções do crime organizado e narcotráfico no seu próprio país, preferiu dar uma mãozinha à policia de outros quadrantes. Há quem diga, por exemplo, que Nhachote está supostamente de malas aviadas, com destino a Londres, Inglaterra, onde vai apoiar a "Scotland Yard" na investigação da rota do narcotráfico na região Austral, fornecendo dados que diz possuir e receber, em troca, outros para enriquecer a sua investigação.
Fontes que simpatizam com o Bula-bula contaram ainda que a viagem deveria ter acontecido semana passada e que nesta operação aquele escriba conta com o apoio do amigo, mais que irmão, Manuel de Araújo, ilustre deputado da Assembleia da República pela bancada da Renamo – União Eleitoral. Consta que Araújo até pós à disposição a sua majestosa casa em Londres. Bula-bula tem certeza que este escriba, no seu regresso da Inglaterra, poderá publicar artigos sobre "Contornos do narcotráfico na Inglaterra".

ZIMBABWE: FINALMENTE O ACORDO POSSIVEL?

Acabamos de assistir in loco a assinatura do acordo de partilha do poder entre Robert Mugabe e Morgan Tsvangirai! Esta de parabens O Presidente Thabo Mbeki pela persistencia e paciencia.

Apesar da felicidade que nos invade neste momento, ha algumas questoes que ainda nao estao clarificadas. Para ja sabemos que Mugabe continuara com a sua funcao de Presidente da Republica, apesar da reducao de alguns poderes, com a nomeacao de Morgan Tsvangarai para o posto de Primeiro-Ministro e Arthur muthambara para a funcao de Vice-Primeiro Ministro. Nao ha duvidas que neste momento pelos dados em nosso poder o maior vencedor e o povo do Zimbabwe, a SADC, a Uniao Africana e o 'cozinheiro do acordo', o presidente Thabo Mbeki da Africa do Sul.
1-Sera que Mugabe ira de facto partilhar o poder?
2-Ou tentara 'emgolir' o MDC, como alias ja o fez com o acordo de artilha de poder com Joshua Nkomo?
3-Ficara Mugabe com o comando do exercito e Tsvangirai com a policia, confomr o aludido por fontes proximas dos acordos?
4-Teremos um governo solido ou dois governos, um dirigido por Mugabe (Cabinet) e outro por Tsvangirai (Council of Ministers);
5-Que ministerios tera Mugabe (15) e Tsvangirai (16), e Mutambara (3)?
6-Por quanto tempo sera o governo de 'unidade nacional'?
7-E por ultimo sera esta a nova formula de 'democracia africana'? onde os perdedores recusam-se a aceitar os resultados das eleicoes, matam alguns compatriotas e como recompensa ficam com uma parte do poder?

Estas sao as questoes preliminares que devem ser consideradas: poderemos proclamar a victoria da diplomacia silenciosa, da solucao africana para problemas africanos, ou o re-surgimento da 'defunta rennaissenca africana de Thabo Mbeki'? Pelo menos na frente externa Mbeki conseguiu libertar-se do fantasma do fracasso. Conseguira Mbeki transformar a vitoria externa para um 'bounce effect' interno?

Para ja oicamos Arthur Mutambara, o vice- Primeiro-Ministro designado, que comeca por congratular a SADC, a Uniao Africana e Presidente Mbeki, para depois afirmar que 'Os partidos politicos Zimbabweanos puseram os interesses nacionais acima dos seus interesses partidarios'!

'Ja nao ha partidos na oposicao ou partido no poder no Zimbabwe! Chegou a hora de o povo constituir um outro partido para fiscalizar as nossas accoes', rematou o Professor Arthur Mutambara da faccao do MDC.

Por vez o novo Primeiro Ministro, Morgan Tsvangirai, afirmou citando o discurso que Robert Mugabe, fez em 1980 'Vamos transformar as nossas armas em enxadas' ' A minha esperanca no futuro e maior do que a dor e as cicatrizes do passado', para depois afirmar que 'As politicas do passado fizeram com que o nosso pais sobrevivesse na base de ajuda alimentar externa. As portas para essa ajuda foram encerradas, agora a nossa prioridade e abrir essas portas para que o povo tenha acesso a comida; a nossa prioridade e devolver os medicos aos hospitais, os professores as escolas e fazer com que a nossa economia recupere, para que possamos retirar e usar o nosso dinheiro dos nossos bancos!' rematou Tsvangirai, nao sem antes ter reconhecido que 'apesar de a ZANU-FP ser o partido historico que trouxe a independencia politica, terminou com a opressao ao povo do Zimbabwe, O MDC era o 'partido do povo!

MA

A OPINIAO DE BOOK SAMBO

Alternância governantiva em Moçambique: ainda uma miragem?

A história da política em Moçambique no pós Acordos de Roma tem muito que se apreciar pois nela podemos compreender as tendências do desenvolvimento sócio-económico local. A aposta na democracia foi desde cedo reivindicada como cavalo de batalha do maior partido da oposição sendo que o do poleiro conformou-se com a nova roupagem do actual cenário político.
Não raras vezes o partido no poder apareceu em público desmentindo as gabarolices da oposição segundo as quais foram os mentores e propulsores da democracia no país. No entanto alegam que a democracia já estava no seu projecto político antes que a oposição se apropriasse dela. Verdade ou não, os factos falam por si.
A alternância governativa é um dos principais marcos do exercício democrático pois ela demonstra que a vontade do povo determina a ascenção ou não de determinados políticos para as posições que conduzem os destinos do país. Ao contrário disso, estaríamos diante de uma outra forma de governação distante dos princípios democráticos.
Nos últimos anos temos vindo a acompanhar as mudanças que ocorrem no seio do maior partido da oposição em Moçambique. A expulsão da RENAMO à figuras galvanizantes como a de Raúl Domingos, em 2000, marcaram o começo daquilo que poderiamos chamar de uma nova era no cenário político moçambicano. Esta figura tida pela opinião pública como o cérebro daquele que se considera até então o maior partido da oposição, poderia ter ofuscado os interesses da liderança política do seu partido. No entanto, a formação de mais um partido político que culminou com tal medida, resultou na dispersão dos votos destinados a RENAMO. Comparativamente ao que se pensava na altura, nem a RENAMO, nem o PDD de Raul Domingos venceram as eleições. Ademais a RENAMO entrou numa queda vertiginosa de perca dos assentos parlamentares.
Parece claro que as coligações partidárias no seio da oposição política local tem contribuido positivamente na aglutinação dos votos, da mesma forma que a sua dissociação concorre para a dispersão dos seus votos enfraquecendo-se cada vez mais em favor do partido no poder. Esta lógica não é tão nova quanto parece. Já diz o velho ditado que a união faz a força, e servindo-se disso, a técnica dividir para reinar foi usada pelos colonizadores portugueses e belgas em África como forma de fortalecer o seu poderio sobre os nativos.
Até hoje o dividir para reinar continua uma técnica de dominação político-governamental muito usual para dominar aos mais distraídos. Do ponto de vista técnico é uma estratégia plausível principalmente se para os seus mentores os fins justificam os meios. Por outro lado é uma estratégia correcta porque no cenário político a competição dita que a vitória merece aos mais inteligentes, se bem que tal inteligência nada tem a ver com as fraudes decorrentes do escurtínio eleitoral.
A mesma popularidade de que gozava Raúl Domingos antes da sua expulsão do partido que o viu crescer, hoje parece acompanhar o edil da cidade da Beira – Davis Simango. E mais uma vez parece que o cenário tende a repetir-se no sentido de haverem clivagem partidárias que impliquem a curto ou médio prazos no seu enfraquecimento.
Após a sua contra-indicação de candidatar-se às municipais da cidade de onde Simango goza maior popularidade vários foram os apelos para a sua candidatura a título independente. Este apelo parte da visão simplista segundo a qual o resultado seria quase que automaticamente a favor da sua vitória eleitoral.
Movido por interesses pessoais a candidatura de Simango pode efectivamente surpreender aos seus simpatizantes com uma derrota esmagadora a favor da FRELIMO, pois o comportamento dos actores sociais são extremamente imprevisíveis. Nada garante que a candidatura independente de Davis Simango garanta-lhe necessariamente a vitória devido ao trabalho por si efectuado naquele município. Ademais ela seria mais uma apunhalada no enfraquecimento da oposição moçambicana.
A fragmentação da oposição é como uma faca de dois gumes pois no lugar de contribuir efectivamente para o exercício da democracia ela concorre para o seu enfraquecimento na medida em que fica cada vez difícil a possibilidade de uma alternância governativa. O partido FRELIMO aparentemente mais coeso detém de uma larga experiencia no cenário político nacional, o que lhe confere vantagens enormes face a instabilidade no seio dos demais pequenos partidos da oposição.
Mais uma vez as actuais clivagens internas no seio da RENAMO podem ser usadas como cavalo de batalha pelos mais experientes no cenário político dando azo a manutenção de um Estado monopartidarizado e resistente a alternância governativa.
Para o bem estar da própria democracia moçambicana, este país precisa de alternâncias político-governativas garantidas por uma oposição forte, coerente, coesa e determinadada em relação ao que se tem hoje, de modo a não trair a confiança do povo. É nesta acepção em que o exercício democrático em Moçambique ainda se constitui numa miragem.

Sunday, 14 September 2008

Premier League - Gossip Shop: Veloso to United

Miguel Veloso ticks all the Portuguese midfielder boxes: He's young, he's skilful, he's got a trendy mullet and he's massively overpriced.

More StoriesSunderland will pay £10m for Cisse
More on Miguel Veloso
Sporting Lisbon want £16m for him, and Veloso's agent would have you believe Arsenal and Manchester United are both prepared to pay full whack. Tottenham also want in.

Rather than engage in a bidding war, Fergie, Arsene Wenger and Juande Ramos are expected to settle the matter I gentlemanly fashion - via a game of conkers (Fergie soaks his in vinegar; Arsene paints them with nail varnish; Juande Ramos treats his with chorizo oil).

News From Zimbabwe

Dear Friends,

On the eve of the anticipated official signing ceremony concerning the political settlement in Zimbabwe due to be signed at 10 am Zimbabwe time tomorrow, Monday 15.9.08, civil society has made 8 minimum demands to the transitional period.

Today 14.9.08 resolutions on Transitional Justice options for Zimbabwe were released. These were adopted at a workshop hosted by the Zimbabwe Human Rights NGO Forum. The workshop strongly urged the government of Zimbabwe to consider establishing a transitional justice mechanism. Held in Harare from the 9th – 10th September 2008, the workshop drew participants from a broad spectrum of civil society in Zimbabwe . Participants reiterated their full commitment to truth, justice accountability and the need for sustainable peace in the country. We attach here the statement resulting from the workshop, the resolution concerning the need for transitional justice and the minimum demands for such a process.



The Executive Director of the Zimbabwe Human Rights NGO Forum will be visiting the UK tomorrow Monday 15/9-08. He can give further clarifications. He can be contacted through the Forum’s International Liaison Office, see details below.



Further to the above, the National Association of Non Governmental Organisations (NA NGO ), one of the participants at the above mentioned workshop issued the attached Press Release on 10.09.08 reiterating that Zimbabwean civil society demands transitional justice in the form of justice, truth and reconciliation and demanding that there be no impunity for gross human rights violations.



NA NGO released a further Press Statement on 12.9.08 acknowledging the announcement of the political settlement anticipated to facilitate the possible formation of a unity government, the details of which are yet to be announced. Entitled ‘Not Yet Uhuru’, NA NGO expresses the hope that the agreement will include enforceable interim or transitional rules to guarantee the rule of law and upholding of all fundamental freedoms of assembly, speech and association. NA NGO expresses the particular hope that the agreement will also create an environment conducive for NGO s to carry out their humanitarian, civic education and developmental objectives.



Our member organisation, the Media Monitoring Project of Zimbabwe, (MMPZ) issued the attached Weekly Media Update 2008-26 noting with extreme concern the official media’s ongoing campaign to vilify all alternative sources of information that do not conform to the ‘official view of developments in Zimbabwe’.



Veritas released the attached Bill Watch 36/2008 on 12.09.09 giving an overview of anticipated events this week with regard to the signing ceremony, the composition of a new Government, Parliament and an update on the land case in the SADC Tribunal.



In a further Bill Watch Special of 10.9.08 attached here, there is an update on the lifting of the suspension on NGO Humanitarian Field Work.



Finally, The Combined Harare Residents Association (CHRA) issued the attached statement on 12.9.08 containing disturbing reports of cholera and other diarrhoea related illnesses and deaths around the capital in recent weeks following the deepening water and sewer crisis.

Saturday, 13 September 2008

A Opiniao de Antonio Antique

O pretenso golpe contra um líder

As vezes, pensar alto nos leva de encontro as resposta que queremos. E, se é assim, espero que alguém mo diga, com que linhas se cosem os prevericantes pergaminhos da remoção forçada; ou seja, um golpe num partido ou organização política. Chamariamos golpe a “comédia política” cuja encenação girou a volta da informação mentirosa que o presidente deste partido recebeu de alguns oficiais da guerrilha? Haveriam razões bastantes de Afonso Dlhakama usar dessa calunia para virar o jogo, dizendo que Daviz Simango já não era o candidato do partido às eleições municipais? Estaria este a preparar um golpe contra o líder? Seria um golpe se Afonso Dhlakama deixasse de ser líder num próximo congresso da Renamo. Se até aqui fiz esta viagem introspectiva para melhor perceber a imagem do outro, colocaria minhas preocupações directas ao líder da Perdiz:

Porquê mesmo acreditando nesses oficiais da sua confiança, não usou do benefício da dúvida, consultando Daviz Simango, antes de tomar a decisão pouco informada de preterir a candidatura deste a edil do Município da Beira, custe o que custasse à Renamo?



O Presidente Dhlakama preferiu nunca acreditar ao que há muitos meses Daviz Simango dissera quanto à liderança do partido?



Preferiu o líder não evitar o que já se antevia, de antemão, pela opinião pública que um dia Daviz Simango seria sua próxima vítima, pelo facto ser dado como sendo o futuro líder da Perdiz por muitos moçambicanos?



Porquê razão, re/conhecidas que são as qualidades de líder de Daviz Simango desse grande partido a cair a pique, não se regozija dele realmente em levar avante a acção o seu partido rumo ao poder?



Para lá do Daviz Simango, que desde há muito pensei ou mesmo, muitos pensaram que evitaria candidatar-se a presidente da Renamo, precisamente para evitar situações destas, procurará o líder do partido nos dar um aviso à navegação de que ninguém que não seja antigos guerrilheiros se deve candidatar à liderança daquele partido?



Ao que percebo desta última posição do lider, na verdade, se deixou enganar ao não perceber os membros do seus partido que incluem académicos e cívis. É com estes que realmente a Renamo deve lutar pela democracia, porque dão o seu apoio incondicional. Os verdadeiros membros contribuem gratuitamente com seu saber para fortalecer os partidos políticos ou mesmo a sociedade civil. São os verdadeiros membros que ajudam no desenvolvimento da visão e acção partidárias. Porém, ao parece que os guerrilheiros moçambicanos, quer os da Frelimo, quer da Renamo, não entendem isto.

O papel das massas intelectuais dentro dos partidos foi e continua a ser muito mal percebida. Mas este é um tema para um debate que não cabe neste artigo. Resumindo, o líder da Renamo deve ter perdido [definitivamente] a oportunidade soberana de clarificar o seu reino, ao se auto-infligir esta crise que todos julgavamos que era da Frelimo. Vai ser difícil de sair desta crise, sem que Dlhakama possa ser [sublinhe-se, possa ser] também vitima. Mas se metodicamente for respondendo pela positiva meus questionamentos que coloco acima, uma sofrível recuparação pode ter lugar.

António Antique

Zimbabwe deal?


Both Mr Tsvangirai and Mr Mugabe claim to have won this year's elections
Zimbabwe's President Robert Mugabe is to retain control of the army and chair cabinet meetings, according to leaks of Thursday's power-sharing deal.

South African President Thabo Mbeki said Mr Mugabe had agreed to share power with Morgan Tsvangirai but said details would be released on Monday.

Mr Tsvangirai will control the police force and chair a new council of ministers, the sources say.

The deal followed seven weeks of talks and this year's election violence.

Mr Mugabe has yet to comment on the agreement, brokered by South Africa's leader.

Fair division?

BBC News is banned in Zimbabwe, but a BBC correspondent inside the country says MDC supporters are not rejoicing on the streets, nor are Zanu-PF backers protesting.

Instead a silent optimism prevails - and after so many false dawns, Zimbabwe is holding its breath, our correspondent says.

REPORTED DEAL
Robert Mugabe:
President
Heads armed forces
Chairs cabinet
Zanu-PF has 15 ministers
Morgan Tsvangirai:
Prime minister
Chairs council of ministers
Controls police force
MDC has 16 ministers - 3 from smaller faction


Muted reaction to Zimbabwe deal
Zimbabwean readers' views

International donors have said they would resume financial aid for Zimbabwe's collapsing economy if Mr Tsvangirai's Movement for Democratic Change (MDC) is given a genuine share of power.

The EU said it would "evaluate the situation" at a foreign ministers' meeting on Monday.

BBC world affairs correspondent Adam Mynott says the agreement appears to give Mr Mugabe and Mr Tsvangirai roughly equal shares of power.

In cabinet, Mr Tsvangirai's MDC and another MDC faction will together have 16 seats, while Mr Mugabe's Zanu-PF will have the remaining 15.

Mr Mugabe will control the armed forces, while Mr Tsvangirai will be in charge of the police.

Our correspondent says the devil will lie in the detail and in the ability of the two men and the power blocks under them to wield genuine authority.

Mbeki hails deal

Work on finalising the agreement will continue over the weekend. Some opposition MDC voices have already called the deal a climb-down, although others have said it is the best available.

MDC chairman and Zimbabwe's parliamentary speaker Lovemore Moyo told the BBC that although his party was pleased with the deal, it had been a compromise.



Zimbabweans share views on deal
"We wanted a titular head of state with an executive prime minister but that did not happen," he said.

"So what we got at the end of the day perhaps was probably nearly a sister-sister power-sharing, so I'm saying it's not exactly initially what we wanted."

Negotiations started at the end of July, but stalled over the allocation of executive power between Mr Mugabe and Mr Tsvangirai - bitter rivals for a decade.

The breakthrough came after the last four days of talks in the Zimbabwean capital, Harare.

Mr Tsvangirai was first to announce the breakthrough, telling reporters on Thursday simply: "We've got a deal."

Later, Mr Mbeki told a news conference the two sides had agreed to form an inclusive government.

He said: "I am absolutely certain that the leadership of Zimbabwe is committed to implementing these agreements."

The deal would be signed at a ceremony in Harare attended by African leaders, he said.

British concern

Zimbabwe's envoy to the UN, Boniface Chidyausiku, told the BBC that the deal was a "triumph for African diplomacy".

The UN special representative on Zimbabwe, Haile Menkerios, said the announcement marked a way forward that all sides could live with.


HAVE YOUR SAY This deal will work if outsiders stop prescribing to Zimbabweans what is good or not good for them
Dzvinyangoma, Zimbabwe
Send us your commentsBritain's Foreign Office said it was following the situation closely, adding that "our concern is the welfare of the Zimbabwean people".

Zimbabwe has the fastest shrinking economy in the world with annual inflation of more than 11,000,000%.

Mr Mugabe, in power since independence from Britain in 1980, won a controversial presidential run-off election in June.

He ran unopposed after Mr Tsvangirai withdrew, claiming the MDC was the target of state-sponsored violence.

In the first round of the presidential election in March, Mr Tsvangirai gained more votes than Mr Mugabe, but official results say he did not pass the 50% threshold for outright victory.

Liverpool 2 Manchester United 1


Premier League Table

Team Pl W D L GF GA +/- Pts
1 Liverpool 4 3 1 0 5 2 3 10
2 Chelsea 3 2 1 0 6 1 5 7
3 Manchester City 3 2 0 1 8 4 4 6
4 Arsenal 3 2 0 1 4 1 3 6
5 West Ham 3 2 0 1 6 5 1 6
6 Middlesbrough 3 2 0 1 5 4 1 6
7 Aston Villa 3 1 1 1 6 5 1 4
8 Bolton Wanderers 3 1 1 1 3 2 1 4
9 Manchester United 3 1 1 1 3 3 0 4
10 Blackburn Rovers 3 1 1 1 5 7 -2 4
11 Newcastle United 3 1 1 1 2 4 -2 4
12 Hull City 3 1 1 1 3 7 -4 4
13 Wigan Athletic 3 1 0 2 6 3 3 3
14 Fulham 2 1 0 1 2 2 0 3
15 Stoke City 3 1 0 2 5 7 -2 3
16 Portsmouth 3 1 0 2 3 5 -2 3
17 Everton 3 1 0 2 4 7 -3 3
18 Sunderland 3 1 0 2 2 5 -3 3
19 Tottenham Hotspur 3 0 1 2 3 5 -2 1
20 West Bromwich 3 0 1 2 1 3 -2 1

KASSOMA SUBSTITUI NANDO?

Fontes seguras junto ao MPLA asseguram que Fernando dos Santos 'Nando' vai deixar o cargo de Primeito-Ministro, vindo a ser substituido pelo actual governador da 'convertida' Huambo, Paulo Kassoma! Kassoma e membro do Bureau Politico do MPLA e ja foi Ministro da Administracao Interna. Pelos vistos as 'makas' entre Kassoma e Zedu fazem parte do passado"! O MPLA teve um victoria esmagadora no 'coracao' da UNITA e parece que Zedu quer agradecer a Kassoma por este 'milagre' eleitoral!

Novos tempos em Luanda!

Epístolas ao Presidente da República (1)

Presidente, depois de uma introspecção, resolvi escrever-lhe para lhe falar das minhas lucubrações e dos demais.
Não porque seja arauto do povo, mas porque resolvi não juntar-me a um punhado de tacanhos, quando o meu belo País so çobra na pobreza absoluta. Sabe, Presidente, recebi com um misto de alegria e tristeza a notícia de que o senhor vai se recandidatar a presidência da República nas eleições do próximo ano. A minha inquietação é que não sei se o senhor Presidente deixou uma obra ainda por concluir ou porque na Frelimo não existe à altura alguém que lhe possa substituir.
Se fôr por causa da obra por concluir, julgo que deviam, então, ter mantido o presidente do Conselho Municipal de Maputo, o senhor Eneias Comiche! Foi o Presidente que disse que na Frelimo existem quadros suficientes para substituir aos outros!
É vontade das bases para que o senhor Presidente se recandidate?
Sabe, escelência, não sei se é ignorância minha, mas em Moçambique existe um conceito equivocado de bases!
Afinal, o que são bases, Presidente? Não. Não lhe estou a forçar a responder-me. Estou só a pensar em voz alta!
É que, Presidente, o senhor, durante a campanha eleitoral que o levou a presidência, prometeu tanto e não passou disso!
Dói-me saber que vou ouvir as mesmas cantigas de combate ao espírito do deixa andar, quando a vida continua a pesar ao cidadão mais desfavorecido.
Dói-me saber que o cidadão nunca saciará a sua cede de justiça. E o desemprego, Presidente, continuará a subir?
Pode ser que o senhor haja, feito alguma coisa na sua governação, mas o barómetro colectivo não acusa isso.
Os pobres continuam cada vez mais pobres. E os ricos, Presidente, estão sempre sorridentes.
Por hoje vou terminar aqui.
Até a próxima sexta-feira, Presidente.
Humildemente,
Laurindos
Macuácua

Friday, 12 September 2008

Chang em Primeira mao!


Na relações com parceiros : Nem sempre se fala a mesma língua
A ajuda externa para o orçamento do Estado vai registar um crescimento de 18 por cento em 2009, o que contradiz as recentes informações postas a circular dando conta da existência de uma alegada intenção de redução de financiamento por alguns países por não concordarem com a forma como o dinheiro está a ser aplicado. Segundo o Ministro das Finanças, Manuel Chang, à excepção da Suíça que poderá baixar 2,8 por cento do seu apoio, ou seja, de 6,1 milhões de dólares de 2008 para 5,9 milhões de dólares em 2009, todos os restantes países do grupo dos 19 parceiros de apoio programático vão manter uma tendência de crescimento nos seus financiamentos. Em relação à Dinamarca, Manuel Chang considera que, contrariamente ao que foi veiculado, este país já se comprometeu a aumentar a sua ajuda o mesmo acontecendo com os números apresentados pela Suécia. Numa entrevista ao nosso Jornal, o Ministro das Finanças refere que muitas vezes o que acontece é que se confundem roubos de fundos e corrupção.

Maputo, Quinta-Feira, 11 de Setembro de 2008:: Notícias
NOT - Nas últimas semanas alguns países como Suécia e Suíça anunciaram a redução do seu apoio ao Orçamento Geral do Estado. Quanto é que cada país vai reduzir?

M. Chang – Em relação a esse aspecto, primeiro, queria informar que relativamente aos compromissos de 2008/2007 houve crescimento em termos de apoio dos parceiros. Em relação aos desembolsos dos fundos comprometidos para 2008, a avaliação que foi feita até ao dia 2 de Agosto, é que eles estão a ocorrer normalmente, portanto, na nossa verificação nota-se que a Suécia, a Dinamarca e Noruega desembolsaram os seus fundos no primeiro trimestre deste ano. Há alguns países que ainda não desembolsaram, mas é normal haver atrasos de mais ou menos um mês. Contudo, a avaliação global que fazemos em relação aos desembolsos dos compromissos dos parceiros para o apoio directo ao orçamento está tudo a correr normalmente.

Em relação a 2009, aquilo que são os compromissos já assumidos pelos parceiros mostra-se um crescimento global de 18 porcento. Dos 19 parceiros do apoio programático 16 parceiros mantém níveis de crescimento e mantém o nível de apoio, outros dois apareciam com um decrescimento já na altura dos compromissos.

NOT – Quais são esses países?

M. Chang - Esses países eram a Suíça e a Dinamarca. Mas, a Dinamarca, nestas negociações que tivemos com o Ministro das Finanças ele, perante aos jornalistas, comprometeu-se a fazer a rectificação aumentando aquilo que são os compromissos de 2009. Até há um documento da Dinamarca que mostra isso. Portanto, temos apenas um país que, de facto, em relação aos compromissos de 2009 tem algum decrescimento que é Suíça e isto pode ser verificado. Em relação à Suécia, nós temos um crescimento de 5.73 porcento comparando 2008 com 2009. Numericamente, podemos dizer que em 2008 foram desembolsados 44.5 milhões de dólares, 2009 são 47.1 milhões de dólares. Em relação à Suíça notamos um decrescimento de 2.8 porcento, ou seja vai se baixar de 6.1 milhões de dólares em 2008 para 5.9 milhões de dólares.

Portanto, o meu posicionamento pessoal como ministro das Finanças é que relativamente a 2009, nós estamos bem porque já há compromissos que nos garantem que o Orçamento pode ser feito e tem um crescimento global que como disse é de 18 porcento.

NOT - Quais sãos as causas que eram ou que são apontadas para as reduções do apoio?

M. Chang – Nos compromissos não há causas. É que quando fazemos as reuniões anuais com os parceiros, depois daquele trabalho aturado que realizamos com os 19 parceiros de cooperação faz-se a análise da execução do ano anterior e depois assume-se os compromissos. É preciso ver que a análise que foi feita pelos doadores este ano, principalmente na área da Gestão das Finanças Públicas foi positiva. Há algumas áreas que eles consideram que não estavam a atingir aquilo que é a satisfação ideal neste relacionamento e que em princípio discutimos e vemos o que é possível fazer. Mas, nunca foi referida frontalmente a questão de que há redução porque há algum problema aqui ou doutro lado.

NOT – O Embaixador Sueco quando aparece a falar à imprensa publicamente, comunicando que eles vão reduzir o apoio ao orçamento. O que é que ele estará a dizer na óptica do ministro das Finanças?

M.Chang – Eu não gostaria de entrar na análise das suas afirmações.

NOT – Mas há ou não redução?

M. Chang – Nos valores comprometidos para 2009 não há redução. Onde se nota a redução é para com a Suíça onde há uma baixa de 2.82 porcento, mas como dizia, no global há um crescimento de 18 porcento. É preciso entender que estes parceiros funcionam como um grupo, portanto, é o tal grupo dos 19 parceiros que apoiam o Orçamento e eles têm um “task force” da parte deles que, neste momento, é dirigido pela Irlanda. E é com este grupo que temos estado a discutir os assuntos considerados importantes para as duas partes.

NOT – O que a Suíça falava é que a redução era insignificante, mas que era um sinal de alguma insatisfação.

M. Chang - Mas é a tal coisa. Analisando todo este pacote de doadores que trabalham juntos, nós quando assinamos o acordo com os 19 parceiros que apoiam o Orçamento do Estado era para, primeiro, termos a mesma forma de diálogo, mesma forma de prestação de contas, auditorias. Pretendíamos que o espírito dos 19 parceiros fosse o mesmo. Agora, durante as reuniões, no grupo todo, tínhamos apenas dois países que estavam na linha de baixar o orçamento que eram a Dinamarca e a Suíça. Como disse, no caso específico da Dinamarca, o compromisso do ministro das Finanças perante as autoridades de Moçambique e perante a própria imprensa e perante o documento que eles enviaram, de facto, negam que possam reduzir, pelo contrário, eles querem aumentar a ajuda. O ministro das Finanças da Dinamarca negou rediscutir aquilo que foi o passado das relações e quer olhar para frente.

NOT – E com a Suécia?

M. Chang - Com a Suécia há esses pronunciamentos que nós ouvimos e que também estão aqui a me colocarem, mas quando olhamos para os números eles não estão na linha daquilo que estão a dizer. A não ser que venha a acontecer, mas não nos compromissos que eles já assumiram não encontramos a lógica.

NOT – Como ministro das Finanças sente que o diálogo é profícuo, ao contrário das alegações que são colocadas, por exemplo, pela parte Suíça de que há pouco diálogo?

M. Chang – Eu sinto que há diálogo. Aliás, há várias formas de diálogo que temos com os parceiros. Cumprindo aquilo que está estabelecido nos memorandos, mas também fora disto. Hoje recebi o embaixador de Portugal aqui, que vinha se despedir, mas aproveitámos para discutir outros aspectos, para dizer que temos tido diálogo como o fizemos com a Dinamarca há pouco tempo. Eu sinto que há diálogo e nós como Ministério das Finanças temos a obrigação de fazer tudo aquilo que deve ser feito para que se garanta a canalização dos fundos que precisamos para o orçamento. Ainda precisamos desses fundos porque estamos a realizar projectos de investimento que, infelizmente, ainda não temos capacidade para financiá-los.

É preciso ver que para verificarmos se há problemas ou não, é só verificarmos os desembolsos deste ano e aquilo que é a forma de desembolso. Portanto, nós encontramos, no primeiro trimestre do ano, a Holanda, Noruega Canadá, França, Irlanda, Suécia, Reino Unido e Dinamarca. No segundo trimestre está a Bélgica, Itália e Áustria. No terceiro trimestre, acabam de desembolsar a Finlândia, Suíça e União Europeia nos dias 12, 19 e 20 de Agosto, respectivamente. Portanto, olhando para este quadro é possível ver que este problema não se coloca, neste momento, nem para o próximo ano isso olhando para aquilo que são os compromissos. Eu estou tranquilo, mas sinto que devemos continuar a trabalharmos para a satisfação daquilo que é necessário fazer para que os nossos parceiros também se sintam tranquilos.

NOT – A corrupção tem sido um dos pontos que são insistentemente colocados pelos doadores. Como ministro das Finanças está satisfeito com o trabalho que é desenvolvido para o combate a este mal?

M. Chang - O problema não pode ser visto só dessa forma. Eu penso que tem que se analisar essa questão no quadro das reformas. O país já fez reformas no sector financeiro que, a nível da África, é dos melhores, portanto, refiro-me a existência de bancos comerciais ou das instituições financeiras. Há instrumentos que nós conseguimos ter aqui no país, temos reformas no sector fiscal e que estamos a fazer ainda. Na área aduaneira já fizemos e encontramos resultados positivos na área fiscal e muitas outras. Neste momento, o ponto mais alto do governo é a reforma do sector público e judicial. É onde o governo está empenhado em realizar acções que visam precisamente eliminar essas situações. Portanto, o trabalho é ainda grande para ser feito pelo governo e não só. Agora, o que é preciso sentir é que se está a fazer um trabalho e em nenhum momento se pode dizer que o governo está a fazer ou não está a fazer. Os primeiros a quererem sentir a eliminação dessas situações é o próprio governo. Se o Orçamento do Estado poder ser executado como deve ser, podermos fazer muito mais com os recursos do orçamento, aí estaremos a conseguir aquilo que de facto são os resultados que nós queremos.

Na verdade, sentimos que há momentos que ainda não conseguimos ter os resultados que desejamos ter. Portanto, mesmo em termos de realização da despesa ainda não conseguimos esgotar o trabalho mesmo na área da reforma do sector público e do sistema judicial não estamos ainda em condições de dizer que agora estamos bem. Contudo, estamos a trabalhar na linha de que é preciso criar condições propícias para o aumento do ambiente de negócios.

Not – Mas, na discussão com os doadores do G-19 e outros, há uma linguagem comum sobre a corrupção?

M. Chang - Nalguns momentos não, porque eu às vezes costumo dizer que não se pode confundir corrupção com roubo. Se há roubo numa instituição do Estado não é corrupção, é roubo mesmo e a pessoa que roubou deve ser penalizada, porque uma coisa é roubar e a outra é corrupção.

Not – Não acha que esta falta de clareza faz alguma confusão?

M. Chang – Eu acho que sim, penso que nalgum momento isso traz confusão. Portanto, há questões que são analisadas e descobre-se que alguém roubou dinheiro que devia servir para pagar professores no distrito tal ou na província, esse caso é tratado como crime e é remetido imediatamente para as instâncias judiciais para efeitos de tratamento, mas não se pode dizer que isso aumenta o número de casos de corrupção. Não sei; a minha análise é que há casos que são roubos, que sempre aconteceram e, felizmente, o SISTAFE está a tentar reduzir essas situações. Agora, corrupção é um fenómeno talvez difícil de abranger porque são as tais utilizações de influência, desgaste de recursos de forma mais difíceis.

Not – Eles como donos dos dinheiro já apresentaram alguns indícios de coisas que acham que é corrupção e o Governo tenha reagido ou não reagido?

M. Chang - É difícil eu, pessoalmente, ter que abordar este ponto. Julgo que a nível do governo existe algum sector que pode dar este tipo de exemplos, mas eu pessoalmente, não tenho exemplos, embora sinto que nós temos que aceitar aquilo que são as percepções que cada um deles tem porque bom, se eles estão a desembolsar fundos dos seus países para aqui, o sentimento que têm é o mesmo que também tenho: os fundos têm que ser bem usados. Agora, há uma coisa que eles apreciam e que têm estado a referir nos seus relatórios. É que eles apreciam a forma como estamos a gerir esses fundos. A forma transparente sobretudo.

O último relatório que temos dos 19 parceiros, a apreciação do capítulo da gestão dos fundos das finanças públicas teve maior cotação. Estranho é que faz-se esta análise positiva, mas a seguir coloca-se a questão da corrupção, então, não consigo entender por quê isso. Então, aqui está a dificuldade de perceber porque na minha área nós sentimos que esta questão havia nas Alfândegas, mas o trabalho que estamos a realizar lá leva que haja redução do fenómeno de corrupção. Portanto, ao nível do sector que estou a dirigir neste momento, sinto que de facto, os problemas estão a reduzir e a utilização de métodos duma gestão transparente, a implementação do SISTAFE pode e está a mostrar como é que as coisas são feitas. A publicação dos decretos 54 sobre os concursos também mostra a nossa vontade de que tudo aquilo que é a utilização dos fundos do estado para a contratação tem que seguir normas bem estabelecidas.

HÁ PROBLEMAS ESTRUTURAIS NO ORÇAMENTO?

Maputo, Quinta-Feira, 11 de Setembro de 2008:: Notícias
NOT – Os últimos relatórios que têm vindo a ser publicados pelo Tribunal Administrativo têm apresentado questões problemáticas como sãos os casos de desvios de aplicação, métodos não transparentes e não cumprimento dos procedimentos. O que é que está a acontecer?

M. Chang – A minha reacção, mesmo na Assembleia da República onde, felizmente, o relatório é aprovado, detecta-se algumas situações que na óptica da legislação actual não estão bem, mas a explicação económica existe. Portanto, desvio de aplicação porquê: é que o nosso orçamento é muito reduzido. Se nós quisermos cumprir o que está nas linhas orçamentais em termos de despesa significa que o governo no meio do ano podia parar porque o Parlamento funciona da forma como nós sabemos. Para corrigir alguma coisa do orçamento tínhamos que esperar a realização duma sessão plenária.

NOT – Está a dizer que há problemas estruturais?

M. Chang – Sim, há problemas estruturais e que podem ser corrigidos. Não significa que há desvio de fundos, mas é mais no sentido de que no lugar de fazer um projecto, foi se fazer um outro projecto e na óptica do Tribunal Administrativo há razões para se dizer que houve desvio de aplicação. É só ver por exemplo, um Orçamento que tenha uma dotação que era para fazer um projecto já aprovado e está na lista, mas no decorrer do ano, em Janeiro ou Fevereiro, verifica-se que aquele projecto por qualquer motivo não vai ser feito. Então, o que nós fazemos é não deixarmos aquele dinheiro, porque no ano seguinte já não tenho as possibilidades que tinha, então, o que fazemos é meter um projecto que já estava no pipeline. Agora, quando-se faz a conta faz-se de acordo com aquilo que nós executamos. E o que é que faz o Tribunal, ele verifica que aquele projecto que foi feito não estava no orçamento.

Not – Sendo um problema estrutural não é uma disfunção de procedimentos no funcionamento normal. E sendo, qual é a correcção que se pode fazer?

M. Chang – A correcção tinha que ser por via da legislação ou tínhamos que ter uma capacidade de financiamento do orçamento mais folgada em que de facto o orçamento chegasse até ao final do ano. Assim, se se deixasse de executar um projecto não haveria problemas porque o dinheiro ficaria lá. Mas, neste momento, a situação que vivemos é esta de que, de facto, deixar de fazer um projecto para o ano seguinte é complicado porque o outro ano tem os seus problemas. As outras situações tem a ver com as de emergência e outras que surgem. Por exemplo, quando houve a explosão do Paiol de Malhazine tivemos que entrar com o dinheiro, felizmente, tivemos nesse ano capacidades adicionais de receita em que fizemos uma revisão orçamental. Mas aquilo que o tribunal indica nos seus relatórios são situações em que os auditores têm que apontar porque eles encontraram, mas agora, é preciso ficar claro que não se trata dum desvio de levar o dinheiro para ir fazer coisas que não têm nada a ver com Estado. Tem a ver com o Estado só que não estavam lá dentro precisamente porque os recursos são poucos.

NOT – Não sendo o apanágio do Ministério das Finanças que é de uma área inter-sectorial, o que é que o seu pelouro está a fazer para que não haja este tipo de disfunções?

M. Chang - Nós temos tido contactos com o Tribunal, aliás a própria Assembleia da República, na última sessão que houve, na aprovação da conta, voltou a haver esta recomendação de que o governo e o Tribunal Administrativo deviam encontrar uma solução para este assunto. Significa ou revisão da legislação ou outra forma de solução. Eu sei que o trabalho está a ser feito. Ao nível do Ministério das Finanças tem estado a trabalhar nisso o secretário permanente e acho que é hoje ou amanhã que eles vão ter mais um encontro ligado a outras matérias que é a questão do visto do Tribunal em relação aos contratos de obras públicas. É que nós sentimos que deveríamos conversar com o tribunal para ver se é possível adiar algumas situações sobretudo de algumas pequenas obras em que os concursos realizados têm que obedecer aquele critério da legislação, mas que leva algum tempo para se conseguir isso.

Nós temos estado a cumprir as recomendações, anualmente, cumprimos aquilo que é dito e há melhorias. Agora se quer saber, nenhum auditor fica satisfeito ou gosta de dizer que está tudo bem. É preciso ver que a responsabilidade do auditor não é detectar coisas boas, mas é encontrar coisas más. Esse é que é o trabalho dele, para dizer que quando vejo o relatório do Tribunal Administrativo, sobretudo este último, tenho estado a saudar porque ajuda-nos a melhorar a nossa situação. O mais importante é que mantemos a linha de que a conta do estado tem que ser feita de três em três meses. Nós temos que fazer um relatório que tem que ser publicado na imprensa sobre a execução do orçamento do estado. Neste momento já saiu o relatório do segundo semestre, e ele é público. Isto ajuda-nos na tal melhoria, na tal gestão das Finanças Públicas.

SETE MILHÕES: UM RISCO CALCULADO

Maputo, Quinta-Feira, 11 de Setembro de 2008:: Notícias
NOT- Quanto dinheiro é alocado anualmente para o Fundo de Apoio a Iniciativas Locais?

M. Chang – Nós começámos com um orçamento de sete biliões para cada um dos distritos há três anos. Esse orçamento era para ser distribuído duma forma uniforme para cada distrito. No exercício passado, em 2008 já alterámos os critérios de afectação por distritos, quer isto dizer que há distritos que receberam mais dinheiro que os outros.

NOT – Mas, quanto é que é alocado no global?

M. Chang – Em 2008 nós afectámos o valor de 1322,7 milhões de meticais para investimento de decisão local nos distritos. Deste montante 308,1 milhões foram para infra-estruturas. Então, o que nós estamos a pensar é que este valor vai subir ligeiramente em 2009. A afectação por distrito, por exemplo, em 2007 tínhamos distritos que tinham 7,8 , mas outros que tinham 9,4 milhões. Em 2008, há ainda distritos que tem 10,7 e 10,9.

NOT – Há clareza sobre para quê se destina esse dinheiro?

M. Chang - Esse dinheiro é essencialmente para projectos, ou seja, é um valor que vai servir para criar o Fundo de Desenvolvimento Distrital. Portanto, nós estamos a financiar actividades que são feitas em cada um dos distritos. Por exemplo, se um distrito é potencial em pecuária a maior parte desse financiamento vai financiar actividades que tem maior potencial nos distritos para que as famílias camponesas possam desenvolver essas actividades e poderem ter dinheiro de amortização desse valor que é dado a título devolutivo. Este valor quando é devolvido reforça o tal Fundo de Desenvolvimento Distrital. Não volta para o orçamento central do Estado.

NOT – Os reembolsos satisfazem aquilo que eram as expectativas do Governo?

M. Chang - É por isso que se tem chamado a atenção para as pessoas perceberem que este fundo não está a ser oferecido, está a ser utilizado, precisamente porque achamos que nesses distritos não há bancos. Os bancos só existem em cerca de 28 distritos e se nós queremos que nos 128 distritos haja actividades desta natureza, alguma coisa tinha que ser feita. Digo alguma coisa igual àquela que já fizemos na pecuária. Lembram-se que na pecuária nós tivemos um programa de fomento do gado em muitos distritos. Magude é um deles e esta é, exactamente, um processo igual, só que desta feita usa-se dinheiro.

A ideia é que se há no distrito pessoas que podem fazer trabalho de carpintaria, mas não o fazem porque não têm capital para iniciar. Este dinheiro pode ajudar a arrancar com a actividade e fazer o trabalho para o distrito, mas tem que devolver o dinheiro.

NOT – Temos a consciência de que o Governo, sobretudo o Ministério das Finanças não são aventureiros. Tinham a consciência de que uma parte desse valor não seria reembolsado?

M. Chang – Nós quando tomamos esta decisão sabíamos que o dinheiro não voltaria para os cofres do Estado, é por isso que estou a dizer que este fundo visa a criação do Fundo de Desenvolvimento Distrital.

NOT – Mas qual era a previsão sobre o nível de retorno para que de facto, se entrasse num nível circular?

M. Chang – O que aconteceu nos primeiros anos é que os distritos pegaram neste dinheiro e utilizaram para acções que não têm retorno. Isso corrigiu-se depois em 2008. Atribuiu-se valores para esse efeito que é o valor para infra-estruturas. Portanto, há distritos que quando receberam aquele dinheiro viram que não tinham infra-estruturas para o funcionamento duma instituição, ou para professores e usaram o valor para esses efeitos. Bom, aí temos a consciência de que não haverá retorno, naturalmente. Mas aquele que foi entregue às associações a pessoas privadas, aí sim, esperamos pelo retorno.

NOT – Acreditam que os conselhos consultivos e as administrações têm capacidade para gerir os valores que tendem a aumentar cada ano que passa?

M. Chang – O problema é que se tu esperas por essas capacidades, de facto, não sei se mesmo nós, aqueles que nos dão o financiamento se esperassem pela criação de capacidades, talvez, hoje a gente tenha, mas há uns anos atrás, teria sido complicado. O mais importante é que o objectivo principal é que nós queremos olhar para frente.

NOT – Estamos a aceitar que há consciência de que esse tal retorno, mesmo para as cooperativas, a probabilidade é pequena?

M. Chang – Eu como ministro das Finanças não posso assumir isso. O mais importante é que há um objectivo e este objectivo acredito que vai ser alcançado em dois a três anos o que passa pela geração de comida e geração de emprego. Já começa-se a se sentir isso nos distritos e dentro de três anos as coisas vão melhorar e estarão no lugar. O que nós queremos é que esses retornos, o próprio Governo distrital e os conselhos consultivos devem sentir que se querem mais no distrito deles, têm que obrigar a cobrar este dinheiro. Se querem mais, há que trabalhar mais. Hoje o Estado pode estar a dar este orçamento, mas se aquele dinheiro emprestado for reembolsado para aquele fundo, vai haver aumento do bolo e multiplicar mais. Portanto, é preciso que se entenda, e o trabalho que está a ser feito é mais para meter isto na cabeça das pessoas.

NOT – A percepção que se cria é que vai se continuar a aumentar o bolo e não se diz quando é que se vai parar com esta alocação dos fundos. Será que este saco veio para ficar?

M. Chang – Nesta altura não estou em condições de dizer até quando, mas nós estamos a acompanhar o processo. Temos o nosso sistema de auditoria que está a ser feito na utilização dos fundos e terão se apercebido que estão a ser tomadas algumas medidas que ainda não há interesse na sua publicitação, mas que estão a ser tomadas. Essas medidas incluem, mesmo a exoneração de alguns administradores.

Not – Até que ponto os administradores não ficam vítimas dum processo de gestão de dinheiro que é não é função deles?

M. Chang – O administrador não deve se preocupar em gerir apenas aquilo que é o Orçamento do Estado, mas tem que estar atento a aquilo que são as doações directas para o distrito. É tão simples como isso. Não pode chegar alguém com dinheiro dentro do território do distrito, ir montar um projecto sem que o administrador ou outro órgão distrital tenha aprovado esse projecto. É preciso entender que nos distritos também foram reforçados os órgãos com a nomeação dos secretários permanentes que são mais agentes de execução, mas o administrador em termos políticos é responsável e tanto que, ele é responsável por aquilo que são os recursos da zona. Eu penso que é só o administrador pegar nos instrumentos que tem e saber utilizar, porque se ele consegue ir dando as capacidades financeiras a tudo aquilo que desponta no distrito é a melhor coisa que ele pode fazer.

Not – Mas, donde é que vem este dinheiro?

M. Chang – É o Orçamento do Estado, é a componente interna do nosso orçamento.

Not – Qual tem sido a reacção dos parceiros que colocam este dinheiro que para já não vai retornar ao Orçamento Geral?

M. Chang – Inicialmente, antes de perceberem bem o alcance do programa havia uma pequena apreensão, mas, neste momento, confesso que eles já entenderam qual é o alcance deste programa. O alcance deste programa irá superar tudo aquilo que se acha, neste momento, que são perdas. Portanto, estas questões macro são sempre assim, quando se trata de uma indemnização, uma compensação, tudo isto é para dentro daquilo que são as medidas que tem que ser tomadas para que a vida esteja normal e se alcance a tal estabilidade macro-económica. Numa altura em que estamos com problemas da crise alimentar mundial esta medida está a ser aceite porque o objectivo é gerar emprego e produzir comida, portanto, ele intervêm imediatamente nas acções de redução directa da fome. Também o que nós queremos é que a circulação do dinheiro seja ao nível do distrito. O nosso objectivo agora, é que em cada distrito nós tenhamos um banco comercial pelo menos. E descentralizaremos aquilo que são recursos do Estado que pertencem ao distrito. Portanto, os recursos hoje estão na província, mas têm que descer para o distrito. Toda a gente que trabalha num distrito, a partir de 2009 ou 2010 o seu salário tem que ser pago no distrito. Portanto, o dinheiro tem que circular lá e isto é que vai elevar os distritos para um nível elevado que pode superar a província.

NOT – As dificuldades que se verificam a nível dos reembolsos não reforçam a ideia de que não existe uma cultura de devolução do dinheiro. Até que ponto isto não legitima a relutância dos bancos em fazer empréstimos nas zonas rurais?

M. Chang – Eu dizia que o sector financeiro é daqueles que teve um bom desempenho, infelizmente, o que sucede, neste momento, é que os bancos não estão a ir para as zonas rurais. Na altura disseram que era preciso incentivos fiscais, nós concedemos, por isso, se os bancos quiserem abrir delegações ou dependências nos distritos gozam de certos benefícios. Felizmente, já há bancos que têm programas de abertura de agências nos distritos. Isso é bom porque é o queremos, mas enquanto isso não acontece temos que encontrar alternativas. Quer dizer, enquanto o dinheiro não estiver disponível, não barato, temos que encontrar formas de aliviar essa situação. Sobre o hábito ou cultura de devolução, eu penso que o deve ser feito é incutir as pessoas a ideia de que devem devolver este fundo da mesma maneira que se está a incutir a ideia de que as pessoas podem transformarem-se e serem empresários. Portanto nós não vamos esperar que o empresário venha de fora. Temos que nos questionarmos por que é que não pode ser um chapeiro a se transformar num empresário da área dos transportes de passageiros, por exemplo? Por que é que não podem ser esses que estamos a financiar nos distritos a se transformarem em empresários capazes de investirem noutros distritos? Quer dizer, o trabalho que estamos a fazer é nesta linha. Primeiro, é preciso valorizar o dinheiro, saber que ele serve para ser investido, retornar e pagar. Tem que haver a consciência de que não vamos importar pessoas para virem fazer este tipo de trabalhos. Há riscos, mas penso que avaliando aquilo que são os riscos e os benefícios contam mais os benefícios do programa.

NOT – São riscos já calculados?

M. Chang - Sim, são situações que nós sabemos que com o tempo serão superados para de facto passarmos para a outra fase. Temos que atravessar este deserto e passarmos para frente.

NOT – Este é um fundo que surgiu acima de outros fundos. Até que ponto não há dispersão de esforços?

M. Chang – Não há dispersão de esforços porque cada fundo tem o seu objectivo. Por exemplo, temos o Fundo de Desenvolvimento Agrícola e o seu papel é o fomento das actividades agrícolas. Ele especializa-se por essa área. Neste momento da crise alimentar não há dúvidas que esse fundo está a funcionar e, portanto, está a entrar a cofinanciar aquilo que são recursos externos. O mesmo está a acontecer em relação às pescas. Como dizia, estes fundos que estão a ser locados aos distritos são para capacitar os distritos. Nós temos descentralização que estamos a fazer e essa descentralização é orçamental e de recursos daí que se torna necessário capacitar o distrito para tudo. Como eu disse, em 2009 ou 2010, nós vamos descarregar tudo o que são acções de pagamento do Estado que estão na província para o distrito. Nessa altura, o distrito vai ter que assumir isso e se não estiver preparado, quando descentralizarmos as acções não vai ter ninguém para responder. Vamos ter que levar daqui de Maputo ou trazer não sei donde. Agora, o que estamos a fazer é que cada distrito esteja em condições até 2009.
ROGÉRIO SITOE e TITOS MUNGUAMBE in Noticias 12.09.08

Segundo Relatório do Banco Mundial



Ambiente de Negócios piora em Moçambique

Maputo (Canal de Moçambique)- O mais recente relatório do «Banco Mundial» intitulado «Fazendo Negócios-2009» contém dados que dão conta que o ambiente de negócios em Moçambique pirou.
A elucidar os referidos dados está o facto de Moçambique ter perdido dois lugares na classificação mundial relativa a facilidade de fazer negócios. Da anterior 139ª posição o país está neste momento posicionado no 141º lugar. E serve de referência dizer que na mais recente classificação foram introduzidos mais três países. Na classificação do «Fazendo Negócios- 2008», sem a introdução dos referidos três países Moçambique situava-se na 134ª posição.
Mas o revés de Moçambique na classificação do «Banco Mundial» não aconteceu só no capítulo referente à facilidade de «fazer negócios». No capítulo relativo a «facilidade de abertura de empresas», a queda foi vertiginosa: Moçambique perdeu nada mais, nada menos do que 14 lugares. Da anterior 130ª posição, o país está actualmente posicionado no 144º lugar.
No capítulo referente à «facilidade de pagamento de impostos» o cenário também é sombrio. Foram 11 degraus que Moçambique perdeu. Da 77.ª posição passou para o 88.º lugar.
Outro retrocesso aconteceu no capítulo inerente à «facilidade de obtenção de alvarás». Neste ponto Moçambique perdeu 6 lugares. Da anterior 147ª posição, está actualmente posicionado no 153º lugar.
Outro capítulo elucidativo da deterioração do ambiente de negócios em Moçambique, pretende-se com a «facilidade de protecção dos investidores». Neste capítulo o país perdeu 5 lugares. Anteriormente classificado na 33ª posição, actualmente está situado no 38º lugar.
Cinco posições também, perdeu Moçambique no capítulo referente ao «registo de propriedades». Estava na 144ª posição e agora está classificado no 149º lugar.
Do relatório do «Banco Mundial» a que temos estado a fazer referência, há que destacar que Moçambique registou uma subida de 18 lugares no capítulo referente a «facilidade de cumprimento de contratos». Do anterior 142º lugar está neste momento classificado na 124ª posição. Outro capítulo em que o país registou subida foi na «facilidade de contratação de funcionários». Saiu da 166ª posição para a 161.
Os dados do relatório a que estamos a fazer referência parecem ser a prova inequívoca de que o ambiente de negócios em Moçambique continua minado. Sobretudo, o clientelismo e o nepotismo, praticado por membros de proa da nomemklatura política que não olham a meios para terem o seu quinhão nos mais variados investimentos privados nacionais e/ou estrangeiros, é geralmente a explicação que se encontra para que o nome do país seja posto em causa desta forma vergonhosa.

(Celso Manguana)

GSI eAlert

September 12, 2008

Dear Manuel,

As the Global Security Institute prepares for a new season of activities to advance nuclear disarmament and non-proliferation, we would like to pause and share a few words in memory of Dr. Alan Phillips. Dr. Phillips was an outstanding citizen, physician and activist whose dedication to the abolition of nuclear weapons continues to inspire our efforts. Please click here to read more about the exceptional life of Alan Phillips, and how you can help keep his memory alive by supporting the work of nuclear abolition organizations.

Over the next several weeks and months, GSI, through our family of programs, has a host of activities already underway. From collaboration with the Nobel Laureates at a historical conference in Norway to seminars for diplomats at the United Nations, GSI continues to advance a cooperative model of security for all. Click here to see the GSI Event Calendar: Autumn 2008.

For more information on attending one of our events, please contact our New York office, unless otherwise noted.

It is important to note the potential serious setback in the world's non-proliferation efforts. The approval by the Nuclear Suppliers' Group of the US-India nuclear sharing deal makes our advocacy for the elimination of nuclear weapons all the more critical. US Congresswoman Ellen Tauscher has effectively highlighted the significance of the US-India arrangement. We direct your attention to several pertinent commentaries by our expert colleagues, including Daryl Kimball of the Arms Control Association and David Krieger, MPI Steering Committee Member and President of the Nuclear Age Peace Foundation.

BEIRA MAYOR SACKS COUNCILLORS



Maputo, 11 Sept (AIM) – The mayor of the central Mozambican city of Beira, Daviz Simango, has sacked three city councillors who were all senior local figures in the country’s main opposition party, the former rebel movement Renamo, reports Thursday’s issue of the daily newsheet “Diario Independente”,

Simango was elected mayor in 2003 on the Renamo ticket. His management of municipal governance was widely praised, and it was assumed that Renamo would run him for a second term of office in the local elections scheduled for 19 November. Indeed, Renamo leader Afonso Dhlakama said as much on several occasions.

Until 28 August, when Dhlakama abruptly changed the Renamo position, and announced that the Renamo candidate for mayor of Beira would be Renamo parliamentarian Manuel Pereira. This, the Renamo leadership claimed, was in reaction to demands from the party’s grass roots in Beira.

But the Renamo supporters who poured onto the streets of Beira, and briefly occupied the Renamo offices, all backed Simango, not Pereira. The Renamo Sofala provincial political delegate, Fernando Mbararano, claimed that the pro-Simango demonstrations were organised by “functionaries of Beira City Council” who owed their jobs to Simango.

But it now turns out that Mbararano himself was, until Simango sacked him on Tuesday, a “functionary of Beira City Council”. For, quite unnoticed by the Mozambican media, Simango had put key Renamo figures onto the City Council, who also happened to be former officers in the Renamo guerrilla army, with no obvious qualifications for running a major city.

Doubtless providing sinecures for Renamo officers was part of the deal Simango had to accept to become the Renamo 2003 candidate.

Mbararano was councillor for the construction portfolio. The other two men sacked were Faque Inacio, councillor for civil protection and transport, who is also Beira city Renamo political delegate, and Manuel Bissopo, councillor for finance, and Renamo candidate for mayor of Dondo, 30 kilometres west of Beira.

The three men told “Diario Independente” they were not worried about losing their City council posts because they have other sources of income – notably the pension paid by the state to former military officers under the demobilization deal of 1994.

They were confident that Simango, now running as an independent candidate for mayor, would be “judged at the ballot box”.
(AIM)

Thursday, 11 September 2008

A Nossa Homenagem as Vitimas do 11 de Setembro


Passam sete anos desde que assistimos ao tragico evento em Nova York. Ainda hoje me recordo literalmente de como soube da noticia! Estava no meu escritorio, na sede da AI, trabalhando num file sobre Angola. Ainda nesse dia tinha um jantar com um amigo americano que trabalhava para a BP. Ia apresenta-lo a um outro amigo que ia trabalhar para as Nacoes Unidas em Angola.

A noticicia chegou como uma bomba: uma colega, italiana, irrompeu pela escritorio adentro gritando ' America esta sendo atacada'!

E todos fomos a correr para a sala comum de televisao! nao podiamos acreditar no que estavamos a ver! Vimos com nossos olhos, em directo o segundo aviao a 'perfurar' a segunda torre! pela primeira vez na minha vida senti-me inseguro: inseguro sobre a vida, sobre o passado e sobre o futuro! perdi momentaneamente a capacidade de discernir entre o bom e o mau, entre o pecado da virtude, entre o mal e o mal equica entre Deus e o Diabo!

Foi o escandalo total: algumas colegas puseram-se a chorar, outras a gritar e alguns de nos, simplesmente impavidos. A nossa cor dava-nos a vantage de nao mostrarmos as nossas emocoes!
Vi pela primeira vez homens a chorar copiosamente!

Voltei ao meu lugar, e liguei ao meu amigo americano, para saber o que se estava a passar e tambem para certificar se o jantar se manteria. Disse-me que nao tinha ideia, e que recebera apenas uma chamada da esposa que trabalhava na altura num dos bancos no 'Financial District' de Londres, dizendo-lhe que ia para casa porque 'todos os escritorios foram encerrados e mandaram-nos para casa'!

As linhas telefonicas estavam congestionadissimas. Meia hora depois o quadro estava claro: A America tinha sido atacada: As torres gemeas tinham desabado com milhares de pessoas, e o mundo deixava de ser o que: tinhamos testemunhado in loco a um dos mais barbaros ataques da humanidade. Se a queda do murro de Berlim simbolizou a passagem da guerra fria para o triunfo americano, para mim, a destruicao das torres gemeas mostrou quao vulneraveis eramos. E digo eramos porque eu poderia ter estado naquele dia numa das torres! Comecara uma nova fase nas relacoes internacionais - o inicio do conflito assimetrico de baixa intensidade. portanto as armas do passado, ou seja muitas das armas do passado pura e simplesmente passaraiam para o caixote da historia. O unilateralismo de Bush e dos NeoCons acabava de ser enterrado, e os fracos acabavam de mostrar que somos todos vulneraveis, ricos, pobres, europeus, arabes, africanos, chineses! Comecava assim, a noosos olhos, a caminhada para baixo da potencia mais poderosa da humanidade! E quica da propria humanidade!

O 11 de Setembro foi um dia a nao esquecer!

Volvidos sete anos, quis o destino que voltasse a passar este dia em Londres! olhando para o mapa mundi, dividindo a minha atencao entre o computador, a internet, o celular e a BBC News, sinto que apesar da fartura e da comodidade, sinto-mecada vez mais inseguro! Vislumbro a riqueza estonteante dos ricassos bairros londrinos e comparo-os com a vila da minha avo na longiqua Maganja da Costa!

Sera que viver e aquilo, ou e isto? Nao tenho respostas! Apenas tenho energia para dizer: enquanto se mantiverem desigualdades com as que testemunhamos todos os dias, nenhum pais sera seguro!

As inocentes vitimas do 11 de Setembro, aqui fica a Minha Singela Homenagem!

E tenho dito, MA

NEWS FROM NUMBER TEN!


Home Energy Saving Programme

In today's world of scarce oil, rising costs and climate change, the new reality of higher global energy prices is hitting all of us hard, and I am determined to do everything possible to help British families cut their energy bills both this winter and over the longer term.

So this morning the government announced a new £1 billion package of measures to help people save money whilst saving energy as well.

Every home in Britain will now be able to get at least 50% off a range of energy efficiency devices like loft and cavity wall insulation - saving the average household up to £300 a year on their energy bills. And 11 million lower income and pensioner households will qualify for this help completely free of charge.

We will also work with the energy companies to increase the number of people who pay their bills by direct debit - saving the average household between £100 and £150 a year. And we will ensure that people using pre-payment meters do not face tariffs that are unjustifiably higher than customers using other payment methods.

These are measures for the medium and longer term - but I understand that higher fuel bills are a reality for familes today.

That's why, in the Budget, we announced that 12 million pensioners will receive an extra £50 alongside their winter fuel payment - with those over 80 getting £100.

By the end of the year, 600,000 customers will be seeing the benefits of discounted bills - with prices not rising at all for almost half a million of the most needy households this winter.

And to help protect the old and vulnerable from the effects of severe weather conditions, cold weather payments for this winter will be increased from £8.50 to £25 a week.

Our objective is nothing less than a sea change in energy efficiency and consumption, at the same time as helping the most vulnerable pay their bills this winter. This is the right approach, prioritising permanent and not just one-off changes and offering lasting benefits and fairness for all families.

It is an approach that will cut bills not just this year but every year, and I invite you to read more about it on the Number 10 website.








Gordon Brown

Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais

“O MODELO DE GOVERNAÇÃO EM MOÇAMBIQUE E A DEMOCRATIZAÇÃO DOS PARTIDOS POLÍTICOS: ANÁLISES E REFLEXÕES”

Introdução

Democracia é um conjunto de princípios e práticas que protegem a liberdade humana; é a institucionalização da liberdade.
Os cidadãos numa democracia não têm apenas direitos, têm o dever de participar no sistema político que, por seu lado, protege os seus direitos e as suas liberdades.
Os partidos políticos democráticos acreditam nos princípios da democracia de modo que reconhecem e respeitam a autoridade do governo eleito, mesmo que os seus líderes partidários não estejam no poder.

Os partidos democráticos reconhecem que as opiniões políticas são flexíveis e variáveis e que o consenso pode, com freqüência, surgir de um confronto de idéias e valores em um debate pacífico, livre e público.

Numa democracia, a luta entre partidos políticos não é uma luta pela sobrevivência, mas uma competição para servir o povo.

Contextualização

A 'governação' é globalmente entendida como um sistema de valores, políticas e instituições através das quais uma sociedade gere os seus negócios políticos, económicos e sociais por via da interacção entre o Estado, a sociedade civil e o sector privado. O conceito de 'boa governação' surge como a expressão filosófica e instrumento de institucionalização da "governação", e é considerado como factor indispensável na promoção da estabilidade social e do desenvolvimento. A boa governação manifesta-se em várias áreas basilares para a edificação do estado de direito, nomeadamente a separação de poderes, o respeito pelos direitos humanos, a prestação vertical e horizontal de contas, a transparência na governação eleitoral e na gestão financeira, e o controlo da corrupção.

Nesta conformidade, o consenso global sugere que os países com um elevado desempenho em cada uma destas áreas têm melhores condições para um acelerado alívio à pobreza e consolidação da democracia.

É neste contexto que o CEMO, pretende debater, de forma académica, sobre a questão da Governação em Moçambique e a Democratização dos Partidos Políticos, num ambiente caracterizado por enumeros questionamentos ao modelo de governação e os sistemas de eleição interna nos partidos políticos em Moçambique. Debate este que vem ganhando outros contornos com o lançamento do relatório do Centro de Intregridade Pública (CIP) sobre Governação e Integridade em Moçambique e com os recentes afastamentos do Dr. Eneas Comiche e do Engº. Daviz Simango da corrida à governação dos dois maiores municipios do País, Maputo e Beira, respectivamente.

A sociedade civil moçambicana tem participado de forma muito limitada nos debates públicos à volta dos assuntos ligados à governação, mas também se deve dizer que só nos últimos anos é que esta temática começou a chamar a atenção dos variados actores que intervêm na área. A participação da sociedade civil neste debate tem como palcos os espaços cedidos pelo Governo.

Neste sentido, o CEMO pretende contribuir de forma construtiva para o debate sobre a governação e democratização dos partidos políticos em Moçambique, trazendo opiniões e ideias, não necessariamente novas, que podem informar o perfil de reformas tendentes ao aperfeiçoamento da democracia em Moçambique.

Pertinência

A discussão sobre o modelo de governação em Moçambique e a democratização dos partidos políticos emerge como importante devido as inquietações da sociedade moçambicana confrontados com o excesso de poderes da figura do Presidente da República e plasmados na Constituição da República de Moçambique e com os afastamentos dos dois potenciais candidatos a presidência dos Municipios da Beira e Maputo, dentro das suas forças políticas.

Estes acontecimemntos fazem com que o CEMO coloque a tona alguns questionamentos para reflexão e análise conjunta com os diversos intervinientes da cena política, económica e social de Moçambique.

Assim, o governo, os empresários, os académicos, as organizacoes da sociedade civil e o publico em geral são convidados a fazerem parte deste debate, com o intuito de refletir academicamente sobre esses temas.

Objectivo Geral:

• Fazer uma reflexão académica sobre o modelo de governação em Moçambique e a Democratização dos Partidos Políticos.

Específicos:

• Refletir sobre a viabilidade de um sistema de governação Presidencialista em Moçambique e seu impacto;

• Refletir sobre os modelos democráticos e a eleição interna dos membros dos partidos políticos as autarquias locais;
Problematizaçao

Poderia ter problematizado este debate de diferentes maneiras, mas por se tratar de um debate antigo e com algumas bases, e tendo em conta os nossos objectivos, vou apenas transcrever o discurso do Prof. Doutor Cistac sobre este tema, em jeito de provocaçao ao nosso debate. O presidencialismo já instituido como regime politico não carece de sobrevalorização em si. O conjunto de poderes atribuido pela Constituição da República á figura do Presidente da República é amplamente suficiente sem ser artificialmente atrofiado ao seu favor.

A centralidade da figura do Presidente da República manifesta-se já pelas competências formalmente atribuidas pela Constituição. Além disso, e, talvez por causa disso, a figura do chefe do Estado é sempre presente no quotidiano dos cidadãos.

O Presidente, como sempre foi desde a independência do País, detém um forte poder para fazer face aos imperativos do desenvolvimento, mas isso não impede que se coloquem as seguintes questões: será que é necessario que a figura do Presidente tenha assim tantos poderes ?

Será que esta ˝ hiper- presença˝ não tem consequências negativas sobre o funcionamento regular das restantes instituições da República e, em particular, do Parlamento? E se um regime de liberdade depende do facto de cada poder possa defender permanentemente as suas prerrogativas, quem pode limitar o poder do Chefe de Estado?

A sobrevalorização da figura do Presidente tem, pelo menos, um efeito perverso, nomeadamente o de fazer acreditar que o Presidente pode tudo, mesmo se, na prática, ele pode muito. É só apreciar as numerosas solicitações dos cidadãos dirigidas ao Presidente da República anualmente para pedir uma audiência para solucionar um problema da vida quotidiana pelo qual o Presidente sa República não é competente ou não é a pessoa mais indicada.

Mas será que o Presidente da República pode atender todos os cidadãos? Esta atitude pode vir a criar um costume constitucional no sentido do alargamento dos poderes do Presidente da Reública em detrimento dos outros Poderes do Estado.

Na verdade, este cenário tem constituido espontaneamente o mito de um Presidente omnipotente, que nem o conjunto dos seus assessores não consegue, conscientemente ou inconcientemente, dominar.
Mas quem pode dizer ao Presidente da República que ele não pode senão um outro órgão de soberania?

Muito Obrigado!

Bibiografia

1. http://www.integridadepublica.org.mz/index.asp?sub=actual&doc=58

2. CIP (2008) – Relatório sobre Governação e Integridade Pública em Moçambique, Maputo.

3. FDC (2007) – Indice da Sociedade Civil em Moçambique; Maputo.

A BLIND BOY!

A blind boy sat on the steps of a building with a hat by his feet.
He held up a sign which said: 'I am blind, please help.'
There were only a few coins in the hat.

A man was walking by.
He took a few coins from his pocket and dropped them into the hat.
He then took the sign, turned it around, and wrote some words.
He put the sign back so that everyone who walked by would see the new words.

Soon the hat began to fill up.
A lot more people were giving money to the blind boy.
That afternoon the man who had changed the sign came to see how things were.
The boy recognized his footsteps and asked, 'Were you the one who changed my sign this morning?
What did you write?'

The man said, 'I only wrote the truth. I said what you said but in a different way.'
What he had written was: 'Today is a beautiful day and I cannot see it.'

Do you think the first sign and the second sign were saying the same thing?

Of course both signs told people the boy was blind.
But the first sign simply said the boy was blind.
The second sign told people they were so lucky that they were not blind.
Should we be surprised that the second sign was more effective?

Moral of the Story: Be thankful for what you have. Be creative. Be innovative. Think differently and positively.

Invite others towards good with wisdom.
Live life with no excuse and love with no regrets.
When life gives you a 100 reasons to cry, show life that you have 1000 reasons to smile.
Face your past without regret.
Handle your present with confidence.
Prepare for the future without fear. Keep the faith and drop the fear.

Great men say, 'Life has to be an incessant proce ss of repair and reconstruction, of discarding evil and developing goodness .... In the journey of life, if you want to travel without fear, you must have the ticket of a good conscience.'

The most beautiful thing is to see a person smiling...
And even more beautiful is, knowing that you are the reason behind it!!

Best & Warm Regards,

M K Agarwal

Meal for Mozambique

Organised by the Bristol Link with Beira, the Meal will include entertainmet from Celso Paco, Mozambican musician and storyteller.
Proceeds will go to projects in Beira working with women, disabled people, and people
with HIV/AIDS and in facilitating school linking.
Friday 10th October 2008, 7.30 pm
Colston Primary School
Cotham Grove
Cotham, Bristol