Tuesday, 9 September 2008

Morrumbala:

Pais usam livro escolar para enrolar tabaco

ALGUNS pais e encarregados de educação estão a usar folhas do livro escolar de seus filhos para enrolar tabaco para fumar, no distrito de Morrumbala, na província da Zambézia. Tal facto que acontece em algumas regiões do interior de Chilomo, Pinda, Sabe e Megaza, deixa preocupadas as autoridades da Educação naquele ponto do país, que tudo fazem para fazer chegar às crianças o livro de distribuição gratuito.
Alguns professores que conversaram com a nossa Reportagem em diferentes momentos afirmaram que muitas crianças quando levam os livros para casa depois das aulas o mesmo volta incompleto com algumas páginas já rasgadas. Quando questionadas sobre o facto dizem que são os seus pais que tiram as páginas para enrolar tabaco em forma de cigarro, para fumar. Esta atitude, segundo as autoridades da Educação na zona, deita abaixo todo um esforço desenvolvido pelo Governo, visando proporcionar às crianças o material didáctico.

O Governo gasta por ano valores consideráveis de meticais para encomendar o livro escolar que posteriormente é distribuído gratuitamente às crianças em todo o país. Todavia, alguns pais em Morrumbala por ignorância não estão a perceber que o mesmo livro pode servir a tantas outras crianças ou da mesma família, ou da mesma comunidade, poupando os parcos recursos financeiros que o país tem.

O director distrital da Educação, Juventude, Ciência e Tecnologia de Morrumbala, Victor Tomé, confirmou o facto quando abordado pela nossa Reportagem que há dias trabalhou naquele distrito, localizado no Vale do Zambeze. A fonte afirmou que o seu sector está muito preocupado com o facto e já envolveu os líderes comunitários por forma a sensibilizarem as comunidades sobre a importância do livro escolar na educação das crianças. “ Os pais deviam ajudar as crianças a conservar o livro, mas o que acontece é o contrário. É uma situação que ocorre nas zonas do interior, sobretudo no Chire (Chilomo) e iremos trabalhar para resolver o problema, porque realmente é grave”, disse Victor Tomé.

Por causa das cheias deste ano que desalojaram milhares de pessoas naquele distrito, muitos petizes perderam os seus livros, o que levou as autoridades da Educação a reforçar o material didáctico.

Para minimizar este problema, a Educação decidiu recolher todos os livros de distribuição gratuita no fim das aulas, para ser entregue a outras crianças no ano lectivo seguinte. Assim, durante as férias o livro será conservado na escola.

Entretanto, o distrito de Morrumbala inscreveu este ano um efectivo de 82214 alunos de todos os subsistemas de educação que estão a ser assistidos por 860 professores. Mesmo assim, as necessidades em termos de professores ainda continuam, havendo muitos casos em que o rácio aluno/ professor é de um para noventa e seis petizes.

Quanto à desistência da rapariga, Victor Tomé disse que há uma tendência de redução pelo facto de estar em curso uma estratégia visando a colocação de professores e enfermeiras nas zonas do interior para servir de exemplo. Dados em nosso poder indicam que a desistência da rapariga às aulas reduziu de seis para dois por cento. O distrito de Morrumbala era um dos que apresentava altos índices de evasão escolar decorrente de factores culturais como ritos de iniciação, negócios transfronteiriços e casamentos prematuros. Aliás, segundo explicou o director distrital de Educação, os ritos de iniciação coincidem com o calendário escolar, o que constitui um sério constrangimento aos programas do seu sector.

Neste momento está em curso no distrito a construção acelerada de salas de aulas. A ideia central é aos poucos ir se substituindo as escolas construídas com material precário por convencional. No ano passado, por exemplo, foram construídas vinte salas de aulas num investimento avaliado em sete milhões de meticais. Algumas dessas salas foram construídas nos centros de reassentamento.

Para o presente ano serão mais vinte e cinco salas. O distrito possui neste momento 144 escolas e um total de 200 salas de aulas construídas no contexto do programa de construção acelerada.
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ELEICOES EM ANGOLA



José Eduardo dos Santos, exercendo o direito de votoAngola: O fervilhar de um país na ressaca eleitoral

OS angolanos estão ainda no quarto dia da “babalalaze”, ou melhor, da ressaca eleitoral, após que a 5 de Setembro passado foram às urnas para votar na futura Assembleia Nacional, Parlamento, que será dominado pelo MPLA, com uma maioria qualificada, isto a julgar pelos dados preliminares até ontem divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE). Maputo, Terça-Feira, 9 de Setembro de 2008:: Notícias
Note-se que quando redigi este artigo, cerca de 60 por cento das 37995 mesas de voto já havia sido escrutinadas, com o MPLA a esmagar todos os partidos da oposição concorrentes, com um total de 3.138.144 votos favoráveis (81.825 por cento), contra os apenas 402.886 votos do seu mais directo perseguidor a UNITA, ou seja, 10,50 por cento.

Estas cifras que se acredita manter-se-ão com ligeiras flutuações, não vão alterar o quadro geral e final do escrutínio, sendo um dado adquirido de que o MPLA é o virtual vencedor deste pleito com uma maioria confortável.

Mas depois da azáfama que caracterizou o pleito, o país, em particular a sua capital, Luanda, voltou a fervilhar como é, aliás, a sua marca característica. Uma cidade muito movimentada, com um trânsito muito caótico, com parte significativa das ruas e avenidas estreitas e, para condimentar, muita, mas muita poeira mesmo.

Um percurso de cerca de 20 quilómetros, do município de Viana ao centro da cidade, chega a ser feito de carro em três horas de tempo. Tal é o caos e o martírio porque passam os moradores daquela área residencial e muitas outras.

No centro da cidade os automobilistas fazem das “tripas coração” para circularem. Muitos nervos, tensão e um verdadeiro exercício de paciência. Tudo porque muitas vias de acesso estão obstruídas em razão de um grande esforço de reabilitação que está a ser levado a cabo pelo Governo da província de Luanda, facto que origina, naturalmente, um grande congestionamento, mesmo fora das chamadas horas de ponta.

Para além disso, o país está num acelerado e massivo processo de reconstrução e edificação de inúmeras infra-estruturas sociais e económicas, como hotéis, escritórios, hospitais, escolas, entre muitos outros empreendimentos. A movimentação é tal, que muitas vezes obriga ao encerramento temporário de algumas estradas e avenidas, facto que origina longas filas de viaturas e outros veículos automóveis.

A maior parte dos habitantes desta cidade sente na pele os problemas de trânsito cuja solução ainda se mostra muito distante. Muito distante porque a cidade está desprovida de uma rede de transportes públicos urbanos como é o nosso TPM, um inexistente serviço de táxi formal, imperando apenas os chamados candongueiros, uma réplica dos nossos “Chapa 100”.

O porta-voz do Comando Provincial da Polícia Nacional angolana, o intendente Divaldo Martins, reconhece a gravidade do problema, explicando que uma das causas está relacionada com o número de estradas disponíveis para a circulação e o outro tem a ver com o número de carros que entram no país.

“Estes valores estão desproporcionados e, por isso, as estradas que existem não conseguem suportar a carga de circulação que temos neste momento. Esta situação cria grandes constrangimentos à circulação rodoviária, como sabemos, e a movimentação de pessoas e bens na via publica”.

Divaldo Martins, entende que a situação não se resolve com medidas de carácter policial e avança algumas soluções possíveis: É necessário efectuar a alteração do plano rodoviário e isso está a acontecer, construir novas vias e rever algumas políticas a nível do trânsito”

“Por exemplo, a Polícia considera producente a limitação ou restrição de determinadas viaturas em certas áreas, pelo menos em períodos bem delimitados. Há um conjunto de medidas de carácter administrativo e legislativo que devem ser tomadas, caso contrário o problema não se resolve. Mais estradas, novo plano de circulação e nova sinalética, devem significar melhor circulação”, avançou.

Estas dores de cabeça do trânsito angolano, fizeram-me lembrar os nossos congestionamentos em Maputo e, em termos comparativos, chega-se à conclusão de que ainda estamos muito longe de atingir os níveis de capitais como Luanda, Lagos, apenas para citar duas capitais africanas onde circular nas estradas é um autêntico bico de obra.

Aliás, os problemas em Luanda se agravam ainda mais pelo avançado estado de degradação das vias de acesso urbanas, pese embora, um pouco por toda a cidade sejam visíveis obras de reparação das ruas e avenidas.



DA POBREZA EXTREMA A ESPERANÇA DE MUDANÇAS


Também na ressaca eleitoral e enquanto se aguardam os resultados definitivos das eleições de 5 de Setembro passado, vasculhamos dois bairros populosos e periféricos de Luanda, Kazenga e Sambizanga, respectivamente, para avaliarmos o pulsar do que podemos chamar de país real. País real que não é propriamente o dos desfiles das últimas marcas de viaturas potentes e luxuosas que pululam pelas estradas luandeses, e muito menos dos vistosos palacetes que se podem ver em bairros de elite como Alvalade e Miramar.

Imagens de pobreza são bem evidentes nas pessoas. Júlia Carvalho, viúva de um combatente das Forças Armadas Angolanas, vive numa precária cabana num bairro que nos fez recordar a nossa Mafalala, arredores do Maputo.

Ela contou-nos que “o meu marido perdeu a vida num ataque das forças da UNITA, no Huambo. Tenho cinco filhos, três dos quais menores e vivo com uma pensão que não é suficiente para adquirir uma cesta básica para dez dias. Graças a Deus montei um negócio de venda de bananas e peixe frito e os parcos rendimentos que consigo juntar, pelo menos cobrem minimamente as despesas de escola dos meus filhos menores”.

Como Júlia Carvalho, são milhares os angolanos que ainda vivem debaixo do limite da pobreza, quando 70 por cento da população vive com menos de dois dólares norte-americanos/dia. Por outro lado, as condições de habitabilidade da maioria das famílias são precárias e as condições de saneamento não são das melhores, facto que influi negativamente na qualidade de vida dos cidadãos, propiciando doenças como o paludismo, diarreias e outras que pesam nos índices de mortalidade no país.

São problemas a que o partido no poder e o seu Governo dizem não estar alheios.

Manuel Nunes Júnior, o secretário do Bureau Político do MPLA para a Esfera Económica e Social, assegurou que “a elevação dos padrões de qualidade de vida de todos os cidadãos entendida não só como bem-estar material mas também, e acima de económicas não tem qualquer significado se não se refletirem no bem estar social das populações”.

Um destacado deputado do Parlamento Nacional da legislatura finda, disse-nos, a propósito da problemática de habitação no país, que Angola precisa de adoptar uma política habitacional que dê prioridade aqueles que estão em situação mais critica e aqueles que nunca tiveram casa própria. “Estas pessoas deveriam poder adquirir teremos habitacionais a preços não especulativos e créditos bancários a longo prazo, com garantia do Estado”.

Dados a que tivemos acesso de fonte governamental, indicam que só o Gabinete de Reconstrução Nacional previa para o corrente ano de 2008, a construção de 215 mil casas, isto sem contar com outros fogos a serem edificados por via de outros projectos.

FALAR POUCO TRABALHAR MUITO

Falar pouco e trabalhar mais é o lema do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos. Não são minhas estas palavras. Pertencem a ele mesmo e foi ele quem as pronunciou na semana da campanha eleitoral, algures no interior do país.

É curioso que o estadista angolano é mesmo conhecido como um líder introvertido e de muitas poucas palavras, embora com um forte poder de liderança e granjeando de um grande respeito por parte da sua equipa governativa incluindo no seio das hostes militares e da segurança estatal.

É que para “Zedú” como é carinhosamente tratado por algumas pessoas, se os angolanos quiserem avançar e avançar depressa “teremos que saber mobilizar todas as forças, utilizar a nossa sabedoria e inteligência para vencer o que é difícil vencer”.

“Trabalhando mais e falando menos e se nos guiarmos por esses princípios, poderemos acelerar o nosso ritmo de reconstrução nacional e do desenvolvimento. Construímos muitas pontes e, em alguns casos reconstruímos essas pontes, aumentou a circulação de pessoas e bens em todo o território nacional, investimentos no domínio da reabilitação de infra-estruturas de energia elétrica e de abastecimento de água, hoje há muitas famílias que têm água potável e melhoraram, por conseguinte, a sua qualidade de vida”, indicou.

O Chefe de Estado angolano foi mais longe ainda informando que no domino da formação o seu Executivo abriu novos estabelecimentos e salas de aulas no ensino básico e superior. “Tudo isto visa apenas criar condições para que possamos reabilitar e desenvolver a agricultura, as indústrias para a transformação de produtos agrícolas e outros de origem mineral. Se não forem os angolanos a resolverem os seus problemas quem será?”, questionou José Eduardo dos Santos.

Só assim se explica o optimismo do MPLA em conquistar uma maioria confortável nas eleições legislativas de 5 de Setembro passado, tudo porque o Governo precisará, naturalmente, do apoio dos seus parlamentares para introduzir reformas que possam transformar o salto económico que hoje se regista, num caminho para o crescimento económico mais sustentável, resolver as distorções existentes no mercado e criar mais oportunidades económicas para a população.

PONTO DE VISTA : Da arrogância e complexos lusos ao orgulho nacional

Maputo, Terça-Feira, 9 de Setembro de 2008:: Notícias
E PORQUE o período que se vive em Angola é mesmo de ressaca eleitoral, importa aproveitar o momento para rabiscar umas breves linhas sobre a postura complexa, arrogante e pouco profissional, como alguns sectores da Imprensa portuguesa cobriram as eleições angolanas.

Mesmo sem terem testemunhado os factos, alguns jornais e televisões, com destaque para a SIC, promoveram autênticas campanhas de desacreditação do processo eleitoral angolano, vendendo ao mundo a ideia de que o pleito foi um “desastre” isto para se referirem a problemas pontuais de natureza organizacional que ocorrerem no primeiro dia da votação e que prontamente foram assumidos e corrigidos pela Comissão Nacional Eleitoral.

Depois de ter vindo a público assumir as responsabilidades pelos atrasos verificados na abertura de algumas assembleias de voto, bem como de ruptura de materiais eleitorais, factos estes que forçaram a desmobilização de milhares de eleitores, a CNE reuniu-se de emergência para analisar a situação e, socorrendo-se na Lei Eleitoral, decidiu por bem prolongar por mais um dia a votação nos locais onde se reportaram tais incidentes. É que, segundo a citada lei, a votação pode continuar no dia seguinte se, por motivos justificados, nomeadamente atraso no início da votação ou falta de condições que impeçam o início dos trabalhos à hora marcada, a votação não puder ser concluída no período previsto.

Ora, passando por cima do que prevê a Lei Eleitoral angolana, a SIC promoveu um debate televisivo onde apenas ouviu o líder da UNITA Isaías Samakuva, a dizer que iria impugnar a votação, exigindo a realização de um novo pleito eleitoral no país, alegadamente por tais incidentes terem sido deliberados. Ouviu também um jornalista que por razões que aqui não são chamadas, havia sido detido pelas autoridades angolanas, e este pintou, como era de esperar, um quadro completamente negro do processo. Também teve o cuidado de chamar para os seus estúdios, um “angolano” por sinal, que se identificou como sendo também um amigo do líder da UNITA, Isaías Samakuva. Curioso e interessante.

Felizmente, todas estas vozes contraditórias foram abafadas e desvalorizadas, quando o grosso dos observadores, senão mesmo a totalidade, órgãos de informação como a prestigiada CNN, apareceram em público a elogiar o alto grau de civismo, tolerância e ordem com que os eleitores angolanos e toda a sua população encarou o processo eleitoral, pese embora tenham observado criticamente os problemas técnicos e organizacionais ocorridos no primeiro dia da votação, problemas estes que ocorrem em qualquer processo de tamanha e complexidade e envergadura.

Muitos dos críticos do processo angolano a nível não só da Imprensa lusa mas também de sectores políticos, fazem-no movidos ainda por ressentimentos e complexos da colonização. Esta é a verdade que tem que ser dita e nestes termos.

Para eles, os países africanos que falam português devem continuar a ser uns “meninos” obedientes e prestadores de vassalagem ao antigo colono, uma mentalidade tacanha, retrógrada e que só demonstra a pequenez de quem assim pensa.

É também a tal mania de pensarem que as nossas jovens democracias só serão genuínas quando “benzidas” pelo antigo colonizador. Eles que sempre se batem por uma alternância do poder a qualquer preço nos nossos países, recorrendo à “diabolização” dos governos respectivos, tal é o seu maquiavelismo.

Felizmente, não é esta a postura do Governo português nem da maioria dos portugueses, com quem mantemos relações de Estado sãs, de amizade, cooperação e solidariedade descomplexadas. É, de facto, a paranóia de sectores primitivos que não nos perdoarão nunca por termos tido a ‘ousadia” de enfrentarmos a poderosa máquina colonial, nos libertarmos, e hoje sermos países e povos com uma identidade e orgulho próprios.

Estas eleições e independentemente de quem as vencer, representam uma verdadeira vitória.
JAIME CUAMBE, em Luanda in Noticias

Na Matola


Polícia mata cidadão a tiro

• Familiares da vítima exigem responsabilidades à Polícia e esta afirma que a conduta do malogrado era duvidosa. Duas versões diferentes suscitam abertura de inquérito

Maputo (Canal de Moçambique) – Um jovem de 33 anos foi morto a tiro pela Polícia da República de Moçambique (PRM) na noite da passada sexta-feira. Segundo a família do malogrado, o caso deu-se por volta de 20 horas, no Bairro do Fomento, no Município da Matola, quando quatro elementos da PRM que faziam patrulha, entenderam que deviam abrir fogo contra a viatura em que se fazia transportar a vítima, que em vida respondia pelo nome de Joaquim Salomão Nhantumbo. A história foi contada ao «Canal de Moçambique» por Constantino Salomão Nhantumbo, irmão mais velho do malogrado, mas a Polícia tem uma versão diferente.
O irmão do malogrado diz que soube do assassinato do seu irmão através de chamadas telefónicas de alguns conhecidos que assistiram o sucedido. "Desloquei-me ao local, encontrei o meu irmão ainda com vida, levámo-lo ao hospital, mas perdeu a vida pelo caminho", conta Nhantumbo a tentar conter lágrimas.
"A polícia assumiu o assassinato e foi ela que facilitou a recepção do corpo do finado no posto policial da PRM no Hospital Central de Maputo", para ser depositado na morgue, afirmou Constantino Nhantumbo, que agora quer ver responsabilizados os agentes que segundo ele perpetraram o acto.
Quando baleado, o jovem Nhantumbo vinha de um armazém de venda de bebidas, onde fora fazer compras para a sua barraca. Quando o socorro dos familiares chegou no local, a viatura já havia sido vasculhada pela Polícia e dela desapareceram três mil meticais e 500 randes, em dinheiro, bem como os documentos pessoais e dois cartões de banco, entre outros bens que ele possuía na viatura, contam os familiares.
Uma declaração da 3ª Esquadra da Polícia do Município da Matola, onde estão afectos os agentes que atiraram contra o jovem, afirma o desaparecimento destes bens da viatura do malogrado.

Versão da Polícia

O «Canal de Moçambique» contactou o comandante provincial da PRM na província de Maputo, para dar oportunidade à versão das autoridades policiais. Carlos Joaquim Rungo assumiu o assassinato do jovem pelos elementos da Polícia, mas tem uma versão diferente da contada pela família do malogrado.
O Comandante da Polícia ao nível da província de Maputo diz que "os disparos começaram do interior da viatura em que se faziam transportar, para além do jovem assassinado, outros três indivíduos que, no entanto, a Polícia não consegui deter".
Segundo Rungo terá sido em reacção a esses tais disparos dos jovens que a Polícia abriu fogo contra a viatura de marca «Toyota Conquest», de matrícula estrangeira. Aí o jovem Joaquim Nhantumbo é atingido, e os outros elementos que o acompanhavam na viatura “fugiram sem deixar pista”.
Entretanto, Carlos Joaquim Rungo explica por que motivo havia, na zona da ocorrência, elementos da Polícia empunhando armas de guerra. Alega que "é um local de ocorrência habitual de crimes, o que levou os homens da patrulha da PRM a desconfiarem da viatura que transportava o jovem baleado, mandaram-na parar, e eles puseram-se em fuga a disparar contra a polícia".
Embora seja essa a aversão da Polícia sobre o caso, o general Carlos Rungo sublinha que mandou abrir um inquérito para apurar as reais circunstâncias em que este caso se deu, visto que a família do malogrado tem outra versão diferente da versão da brigada que disparou e pôs termos à vida de Joaquim Nhantumbo.

(J.Faduco)

ELEICOES EM ANGOLA


MPLA vence eleições Legislativas com maioria qualificada

• Presidente da UNITA já reconheceu a derrota e felicitou o vencedor

Pretoria (Canal de Moçambique) - O partido no poder em Angola, MPLA, continuava a liderar nas contagens das eleições legislativas da semana passada, havendo indicações precisas de que irá deter maioria “qualificada” no Parlamento. À hora do fecho desta edição, quando estava escrutinados 75% dos votos o MPLA liderava com 81,62%, contra uma UNITA, com 10,47% e os demais com os restantes 10%.
O líder da UNITA já reconheceu a vitória do MPLA. O FNLA não foi além de um quinto lugar.
A UNITA pediu a impugnação das eleições em Luanda alegando ter havido irregularidades tais como indisponibilidade de boletins de voto.
Diversos grupos de observadores deram o seu aval à forma como foram conduzidas as eleições. Ao fim da tarde de ontem, o plenário da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) indeferiu o pedido de impugnação apresentado pela UNITA, no qual reclamava irregularidades graves no processo de votação na Província de Luanda, onde reside cerca de 1/3 dos 8 milhões de eleitores angolanos.
À semelhança da UNITA, outros partidos da oposição, incluindo a FNLA, haviam protestado contra à desorganização reinante em diversas assembleias e voto da capital angolana, nomeadamente a falta de boletins de voto e de cadernos eleitores, o que impediu os eleitores de poderem exercer o direito de voto.
Luisa Morgantini, chefe da missão dos observadores da União Europeia, também confirmou este cenário, tendo dito que a organização das mesas de voto em Luanda era «péssima» e que nada estava preparado para o arranque da votação. «Todo o processo, nas áreas em que eu estive, está muito complicado e difícil», disse à Lusa em Luanda, ao fim do primeiro dia de votação. Nas duas primeiras horas de votação, Morgantini esteve no Cacuaco e Boavista, duas das maiores áreas residenciais de Luanda, e observou que nada estava preparado, registando-se nomeadamente a falta de cadernos eleitorais. Mas ontem, Morgantini já considerava as eleições como tendo sido livres e justas.
Numa declaração preliminar feita enquanto decorria o segundo dia de votação, o chefe da missão de observadores da SADC, John Kunene considerou que as eleições haviam sido "credíveis, pacíficas e transparentes". John Kunene sublinhou que o povo angolano exprimiu de forma impressionante a sua vontade e que muito contribuirá para a consolidação da democracia e estabilidade política, não só em Angola, como também na região.
A eurodeputada portuguesa, Ana Gomes, que é membro do Partido Socialista no poder em Lisboa, disse que são «legítimas» as dúvidas que foram levantadas por partidos políticos e organizações da sociedade civil sobre a votação em Luanda. Ana Gomes, que integra a missão de observação eleitoral da União Europeia, adiantou que há situações ocorridas durante a votação em Luanda que permitem «duvidar da desorganização» que o processo teve. «Luanda destoa claramente do resto do país», afirmou Ana Gomes, que apontou as restantes 17 províncias como palco de eleições bem organizadas e com uma «forte participação» dos eleitores que «indicia que os angolanos querem a democracia e o desenvolvimento do seu país».

Académicos e jovens analisam o impacto da globalização na cultura moçambicana


No Museu Nacional de Arte

"Um dia, eu e um grupo de estudantes percorremos 11 creches em Maputo das 7 às 11 horas e constatamos que nessas creches, sem excepção, as crianças ficam a ver telenovelas ao lado das titias com o comando na mão a percorrer canal por canal. E estamos falando de moldar pessoas" – Tomás Vieira Mário, Presidente do MISA-Moçambique "Não vou negar, existe sim muita música jovem sem conteúdo e sem mensagem. Ela não tem qualidade porque o país é pobre e nós não temos condições para gravar no estrangeiro onde há estúdios de qualidade" – Dama do Bling, cantora moçambicana

Maputo (Canal de Moçambique) – O Museu Nacional de Arte realizou no fim da tarde da última quinta-feira (04.09.08), um debate subordinado ao tema «Cultura e os Desafios da globalização». O encontro que tinha como convidados Mia Couto, Tomás Vieira Mário e o professor Doutor Lourenço do Rosário como oradores, foi bastante concorrido. Concorrido não terá sido pela presença dessas figuras, mas porque ao lado delas estava a famosa cantora moçambicana Ivania, vulgarmente conhecida por Dama do Bling, cuja musica é considerada por certos críticos como “sem conteúdo e sem mensagem”.
Dama do Bling, igual a si mesma, segundo Lourenço do Rosário, na sua intervenção depois de Mia Couto, impressionou os convidados e os jovens presentes no debate pela forma como defendeu a actual forma de a juventude fazer música.
Não faltaram palmas. Mas todas as cabeças se puseram a abanar. A razão foi que ela, sem papas na língua, disse que "a nossa música é chamada de alienada, desvalorizada, sem conteúdo e sem mensagem, tendo em conta aquilo que são os nossos valores culturais", porque "actualmente estão a nascer novos valores".
"A música e os vídeos clipes que foram feitos há dez anos não podem ser os mesmos com os actuais. Nós os jovens não nos podemos basear naquilo que foi há vinte anos porque estaríamos a morrer", disse peremptoriamente para de seguida acrescentar que "sublinho estaríamos a morrer".
Entretanto, a irreverente Dama do Bling, como ela já se intitulou, viria ainda a referir que "eu tenho 28 anos e daqui a 2 anos não poderei fazer o que faço hoje. O que adianta ficar cinco meses a tentar fazer uma música se posse fazê-la em uma semana com base no computador e na internet? Quem vai negar a genuinidade e qualidade da minha música se a novas tecnologias me permitem fazer isso?", indagou ela.
A um dado passo, Do Bling, disse sem evasivas que "eu vivo de música e vou fazer tudo o que for possível para vender o meu peixe. Nunca vou fazer uma música virada para os tempos passados porque não podemos negar o futuro e o progresso", disse.
"Não vou negar, existe sim muita música sem conteúdo e sem mensagem porque o país é pobre e nós não temos condições para gravar no estrangeiro onde há estúdios de qualidade". "A música que nós fazemos é para fazer as pessoas sonharem. Porque é que vamos estar toda a hora a falar do sofrimento e a mostrar estradas esburacadas", disse, finalmente reconhecendo que algumas músicas actuais feitas pela juventude, não poucas vezes, para além de desinformam à sociedade, constituem um atentado ao pudor. Alias, o próprio Mia Couto exemplificou que a música “maboazuda”, do cantor Zico da Silva, "é imoral".
De referir que a interlocutora apontou também que a falta de conteúdo e mensagem nas músicas da juventude, algo que faz com que se diga que "os valores culturais estejam ameaçados", se prende com a "falta de patrocínio por parte do Governo e dos empresários".
Sobre o mesmo assunto, Lourenço do Rosário entende que "é preciso que o Governo regulamente a lei do mecenato de modo que interesse aos empresários que constituem a chave do patrocínio das acções culturais em Moçambique".

Moçambique não tem política cultural de informação

Enquanto isso, o presidente do MISA-Moçambique, Tomás Vieira Mário, considera que no País, os órgãos de informação anda não desenharam na sua missão uma política cultural de informação com vista a transmitir valores, educando dessa feita à sociedade.
"Em Moçambique ainda nos ressentimos da falta de políticas culturais de informação para o público tal como acontece noutros países", disse Vieira Mário para de seguida revelar que, nas creches, por exemplo, locais onde supostamente as crianças são educadas, o cenário é o contrário. O único entretenimento, com a monitoria das "titias", tem sido as telenovelas, minando sobremaneira a instrução das crianças.
"Um dia, eu e um grupo de estudantes percorremos 11 creches em Maputo das 7 às 11 horas e constatamos que nessas creches, sem excepção, as crianças ficam a ver telenovelas ao lado das titias com o comando na mão a percorrer canal por canal. E estamos falando de moldar pessoas", comentou Vieira Mário, claramente agastado.

(Emildo Sambo) In Canal de Mocambique

AUTARQUICAS NA BEIRA

“Candidatei-me para salvar a Beira”

- Daviz Simango no lançamento público da sua candidatura a Edil como independente

“Os ambiciosos, pessoas gananciosas e de má-fé, enganaram o nosso querido presidente Dhlakama. Vocês conseguiram, e estão aqui para dizer ao presidente que vamos avançar com Daviz Simango” - afirmou o candidato provocando entre a audiência um ambiente de júbilo e grande entusiasmo. “Não somos comprados e nem vendemos o partido. O partido custou vidas humanas e estas vidas esperam de nós a continuidade da vitória. O importante é que estejamos unidos com o partido” – Daviz Simango

Beira (Canal de Moçambique) - O actual edil da Beira, Daviz Mbepo Simango disse ter aceite candidatar-se como independente à presidência do Município da Beira “por força maior” e num esforço “para salvar a Beira”.
Falando sexta-feira última perante cerca de três mil pessoas, entre simpatizantes e membros do partido Renamo, Daviz Simango agradeceu a confiança que os beirenses depositaram em si ao apostarem na sua candidatura independente.
“Esta confiança é pesada, nas minhas costas, mas vou carrega-la até a morte” declarou Simango no meio de fortes aplausos da multidão que enchia por completo o pavilhão do Clube Estrela Vermelha da Beira, ao lado do quartel dos bombeiros.
Num longo discurso e feito de improviso, Daviz Simango, começou por tecer elogios os beirenses por “terem compreendido logo à primeira que havia manobras na Beira”.

Beirenses não podem ser vendidos

“O povo da Beira, não pode ser vendido a troca de galinhas em menos de 5 anos. Vocês mostraram que somos guerrilheiros, homens de luta e de vitórias. Por esta razão os comunistas observaram que é preciso abater Daviz Simango para ganhar a Beira” – frisou Daviz Simango.
Na cerimónia de apresentação da sua candidatura como independente mas que contou com a participação de todos os delegados políticos da Renamo nos 26 bairros da Beira, chefes dos Postos Administrativos e régulos da Cidade capital da província de Sofala, Daviz Simango não poupou críticas ao partido que diz ser o seu. Criticou a maneira como à última hora foi dispensado a favor de Manuel Pereira como candidato da Renamo ao cargo de presidente do Município da Beira nas 3.ªas eleições autárquicas já marcadas para o próximo dia 19 de Novembro.
Daviz Simango disse que “alguns” membros da Renamo, que descreveu como “ambiciosos e indivíduos que agem de má-fé”, “enganaram” o líder da Renamo, Afonso Dhlakama.

“Nosso querido presidente Dhlakama”


Daviz Simango surpreenderia tudo e todos tratando Dhlakama como “nosso presidente querido” desarmando dessa forma os que segundo ele querem dividir a Renamo, partido de que afirma ser membro “com as quotas pagas e em dia”.
“Os ambiciosos, pessoas gananciosas e de má-fé, enganaram o nosso querido presidente Dhlakama. Vocês conseguiram, e estão aqui para dizer ao presidente que vamos avançar com Daviz Simango” referiu Simango provocando entre audiência um ambiente de júbilo e grande entusiasmo.

“Renamo é de todos nós”

Derrubando quem pretendia colocá-lo contra o presidente da Renamo, Simango surpreende mais uma vez tudo e todos. Afirma a certa altura, pondo a assistência em delírio, que “a Renamo é de todos nós e não é de uma ou duas pessoas”. “
Pensar que a Renamo é de uma ou duas pessoas “é brincar com o povo, e com o sangue derramado” “Temos que continuar firmes e não aceitar que ninguém nos abuse. Estes ambiciosos amanhã estarão a varrer estradas”, concluiria num claro desafio aos seus detractores que Simango considera também detractores de Dhlakama.
O edil do Chiveve diz entretanto que não se entende “como é que alguns dos dirigentes da Renamo em Sofala, andam nos últimos dias colados à Polícia da República de Moçambique, à Polícia de Intervenção Rápida, para reprimir os membros do mesmo partido?”
“Como é possível?”, pergunta à assistência e conclui que “este é o resultado do negócio”.

Vivas à Renamo e Dhlakama

Daviz Simango tem sido acusado pelos seus detractores como alguém que quer substituir Dhlakama na presidência do partido e esse argumento admite-se que foi usado por quem convenceu o presidente do partido a substituir Daviz Simango por Manuel Pereira como candidato oficial da Renamo a Edil da Beira.
Contudo, Simango no encontro no Pavilhão do estrela Vermelhe repetiu várias vezes “viva Dhlakama” e “viva a Renamo”, provocando o delírio da assistência.
Simango deixou também claro que continuará a seguir os ideais da Renamo, a principal força política da Oposição na Beira e o maior partido da oposição em Moçambique.
Daviz Simango disse acreditar que “com o tempo” os seus detractores acabarão por lhe dar razão e alegou que a sua convicção é “porque somos justos e honestos”.
“Não somos comprados e nem vendemos o partido. O partido custou vidas humanas e estas vidas esperam de nós a continuidade da vitória. O importante é que estejamos unidos com o partido” apelou Daviz Simango.
Explicou aos presentes que concorre a título independente por “força maior e de circunstâncias”.
O actual edil da Beira, realçou que daqui em diante o que resta é trabalhar no sentido de mobilizar os eleitores para que votem nele como candidato independente à presidência do Município e na candidatura dos membros da Renamo para a Assembleia Municipal.
Simango voltou a manifestar a convicção de que a Beira jamais será governada pela Frelimo.
“A Beira nunca mais passará para as mãos dos comunistas. Peço trabalho, irmãos. A população está a sofrer não só na Beira. É preciso explicar à população que Daviz Simango não é culpado por se candidatar como independente. Explicar que ele é filho da Renamo e é Renamo. Queremos continuar a governar a Beira e deixar a Beira com os nossos netos e não com os netos dos comunistas” reiteirou.
Ainda durante o encontro que Daviz Simango manteve sexta-feira com os seus apoiantes na Beira, foi anunciado também que o candidato independente pelo Município da Beira já possui instalações próprias onde irá coordenar as suas actividades de campanha que se espera venha a ser renhida no Município da Beira.
Daviz Simango que concorre à sua própria sucessão ao cargo de presidente do Conselho Municipal da Beira, terá de enfrentar pelo menos mais dois candidatos, nomeadamente Lourenço Bulha, candidato pelo Partido Frelimo e o muito contestado Manuel Pereira como candidato oficial do partido Renamo.
Encerrou sexta-feira o prazo para apresentação de candidaturas ao Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, (STAE) e aguarda-se a decisão da Comissão Nacional de Eleições para se saber se são elegíveis ou não.
À hora de fecho desta edição estava já confirmado que a candidatura de Daviz Simango estava absolutamente legal. O mesmo acontecia com a do candidato do Partido Frelimo, o empresário Lourenço Bulha que é membro do Comité Central do Partido de Armando Guebuza. Quanto a Manuel Pereira sabia-se ontem que enferma de algumas irregularidades que ainda se espera que sejam sanadas.

(Zaqueu Ndawina)

Monday, 8 September 2008

ELEICOES EM ANGOLA


Angola: Caos na organização do acto eleitoral em Luanda

UNITA avança com impugnação
A UNITA entregou ontem o processo de impugnação das eleições na província de Luanda na Comissão Nacional Eleitoral (CNE) depois de todos os partidos da oposição terem classificado de "caótica" a votação de sexta-feira, primeiro dia do escrutínio. O MPLA não tardou em classificar o processo de impugnação da UNITA como "desespero da derrota". "Há muito que está garantida a vitória do MPLA", afirmou o director de Informação do partido, Rui Falcão.

Num encontro com observadores internacionais em Luanda, o líder da UNITA, Isaías Samakuva, afirmou que o seu partido decidiu avançar com a impugnação devido à "falta de transparência" do processo eleitoral na capital angolana. Falta de cadernos eleitorais em todas as assembleias de voto, ausência de registo electrónico dos eleitores e de boletins de voto, urnas que não abriram e a ilegal passagem da votação para dois dias são os argumentos da UNITA para avançar para a impugnação. "Tudo indica que o cenário que se viveu em Luanda foi premeditado com o objectivo de levar a votação para dois dias, o que é ilegal", afirmou Isaías Samakuva.

Face às falhas verificadas na sexta-feira, a CNE decidiu prolongar as eleições por mais um dia, apenas em Luanda. No entanto, das 320 mesas que deveriam reabrir logo pela manhã, mais de cem voltaram a não o fazer por falta do kit eleições. Na capital angolana estão registados mais de dois milhões dos 8,3 milhões de eleitores inscritos no país, existindo 2866 assembleias de voto. No entanto, o prolongamento da votação realizada ontem foi autorizado apenas em 320 assembleias pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), que argumenta que foi somente nessas que houve falhas.

Entretanto, a chefe da missão de observação da UE, Luísa Morgantini, considerou que a Lei Eleitoral "foi violada" devido à inexistência de cadernos eleitorais nas assembleias de voto.

PORMENORES

NOVOS VOTANTES

Cerca de 8,3 milhões eleitores estavam registados para participar nas eleições, quatro milhões dos quais novos votantes, sendo estes na maioria jovens entre os 18 e os 34 anos que votam pela primeira vez num país onde a idade média de vida ronda os 50 anos.

UE ADIA BALANÇO

A Missão de Observação Eleitoral da UE às eleições angolanas adiou para hoje a divulgação do seu relatório sobre o processo eleitoral, que ontem deveria ter sido divulgado.

"RESULTADO DE CABINDA PODE VIR A SURPREENDER" (Ana Gomes, Observadora da União Europeia)

Correio da Manhã – Qual o seu olhar sobre estas eleições?

Ana Gomes – Estive em Luanda durante alguns dias mas na sexta-feira, dia da votação, estive em Cabinda a observar o acto. As coisas correram com normalidade, apesar da tentativa do MPLA de condicionar a votação de alguns eleitores. Cabinda vai ter resultados muito interessantes.

– O que quer dizer com isso?

– Diria que não vão ser os mesmos que se verificarão no resto do país, nomeadamente na capital, Luanda. Cabinda pode vir a surpreender com os resultados que vai ter.

– Em Luanda são muitas as queixas dos partidos da oposição...

– Em Luanda houve irregularidades. Cito alguns: os cadernos eleitorais não se encontravam em muitas mesas de votos, o que perante a Lei Eleitoral é ilegal. Os observadores nacionais apresentados pela Plataforma Nacional da Sociedade Civil Angolana para as Eleições não foram acreditados e surgiram algumas fundações que não existiam ligadas ao MPLA cujos membros foram acreditados como observadores. Em Luanda houve uma pura desorganização.

– Quando é que a missão da observação da União Europeia divulga o seu relatório?

– O nosso relatório deveria ser divulgado hoje [ontem] mas foi adiado para amanhã [hoje].

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ELEICOES EM ANGOLA


Quanto estão contados metade
MPLA com 81,65% dos votos
Quando estão contados praticamente metade dos votos em Angola, o MPLA segue à frente com 81,5 por cento.


De acordo com os dados divulgados este domingo pela Comissão Nacional Eleitoral, e quando estavam contados 49,78 por cento dos votos, na segunda posição está a UNITA, mas com apenas 10,59 por cento.

A terceira força política mais votada é o Partido da Renovação Social com 3,3 por cento dos votos.

Ao nível dos resultados provinciais, o MPLA lidera também os resultados na totalidade das 18 províncias.

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ELEICOES EM ANGOLA


Anomalias sem influência nos resultados”
CPLP aprova eleições angolanas
A missão de observadores da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) aprovou este domingo as eleições legislativas de Angola, considerando que as anomalias técnicas não tiveram interferência no resultado.



Em comunicado, a CPLP adiantou que “as eleições legislativas de 2008 em Angola foram realizadas de forma transparente e livre e devem ser entendidas como um sinal de que o país inicia um novo ciclo na consolidação da paz e do seu sistema democrático que, inevitavelmente, trará benefícios para o país e para a população angolana.

Os observadores da CPLP destacaram “que nas províncias o dia de votação decorreu com moderação, serenidade e consciência de cidadania, não sendo de destacar aspectos negativos”.

“NÃO É ALTURA PARA ACEITAR RESULTADOS PROVISÓRIOS”

O presidente da UNITA, Isaías Samakuva, defendeu que “neste momento, não é altura para aceitar resultados provisórios”, comentando os primeiros dados avançados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

Hoje de manhã, a CNE adiantou que, quando estavam contados metade dos votos, o MPLA, liderado por José Eduardo dos Santos, seguia destacado na votação com 81,65 por cento dos votos, contra os 10,59 por cento da UNITA.

Samakuva lembrou que em Angola “existe o direito à reclamação” e que o seu partido apresentou um pedido de impugnação do acto eleitoral na província de Luanda, devido à ocorrência de algumas falhas.

O líder da UNITA considerou ainda que não é possível “concluir que todos os votos expressos sejam legítimos” e reiterou a “falta de credibilidade deste processo”.

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ELEICOES EM ANGOLA



O Governo português comentou as eleições através do Ministério dos Negócios Estrangeiros07 Setembro 2008 - 17h29

Apesar de reconhecer dificuldades do processo
Portugal saúda eleições angolanas
O Governo português defendeu este domingo, em comunicado, que as eleições legislativas de Angola permitiram “a livre expressão das preferências” dos eleitores, apesar das “dificuldades de natureza logística”.


O Ministério dos Negócios Estrangeiro, tutelado por Luís Amado, considerou que as eleições de sexta-feira e sábado constituíram “uma aposta firme e decidida na consolidação da democracia” em Angola. No entanto, as autoridades de Lisboa aguardam a divulgação oficial dos resultados eleitorais e a avaliação das missões de observação eleitoral presentes no terreno, como a da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a da União Europeia (UE).

“O Governo português tem acompanhado com atenção a realização das segundas eleições legislativas em Angola e saúda o povo angolano pela forma cívica e tranquila em que decorreu este processo, com tanto significado histórico para a democracia em Angola”, acrescenta o comunicado.

Quando estão contabilizados metade dos votos, o MPLA segue na frente com 81,65 por cento, seguido da UNITA com 10,59 por cento.
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ELEICOES EM ANGOLA


Legislativas2008
CEEAC considera eleições angolanas transparentes

Luanda – A Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) classificou domingo, em Luanda, as eleições legislativas, realizadas em Angola, como tendo sido livres, regulares e transparentes, que concorrem para a consolidação da paz, aspiração legítima dos angolanos.

Em declaração à imprensa, o chefe da missão da CEEAC, Egídio de Sousa Santos, considerou como tendo concorrido para o êxito do sufrágio o papel da Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

Destacou a qualidade do trabalho desenvolvido, baseado nos princípios e normas internacionalmente reconhecidos em matéria de eleições democráticas.

A missão da CEEAC exorta os actores políticos ao recurso as vias estatuídas na lei ou a optarem pelo diálogo como forma de resolução das eventuais anomalias detectadas, evitando pronunciamentos pouco abonatórios a manutenção da serenidade.

Felicita os angolanos pelo civismo e maturidade política demonstrada, no decorrer de todo processo, considerando que a ida massiva às assembleias de voto testemunha a total adesão ao processo eleitoral, do qual resultará a próxima direcção para o país, assegurada por dirigentes que não merecerão nenhuma contestação.

Os 15 observadores da CEEAC exprimem reconhecimento ao papel desempenhado pelos partidos e coligações políticas participantes da consulta eleitoral, pois testemunharam “de forma indefectível", o carácter inclusivo do processo.

Sunday, 7 September 2008

ELEICOES EM ANGOLA


Unita entrega processo de impugnação de votação angolana
Unita entrega processo de impugnação de votação angolana
A União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita, maior partido da oposição) entregou na manhã deste sábado o processo de impugnação das eleições na província de Luanda à comissão eleitoral do país.
Adalberto da Costa Junior, porta-voz da Unita, disse à Agência Lusa que este processo de impugnação resulta da "evidência gritante" de "falta de transparência" do processo eleitoral na capital angolana.
Falta de cadernos eleitorais em todas as assembléias de voto, ausência de registro eletrônico previsto dos eleitores e de cédulas, urnas que não abriram e a "ilegal" passagem da votação para dois dias são a espinha dorsal dos argumentos da Unita para pedir a impugnação.
O porta-voz do partido opositor sublinhou ainda que "tudo aponta para que o cenário que se viveu [em Luanda] na sexta-feira [dia das eleições] foi premeditado e construído com o objetivo de levar a votação para dois dias" na capital, onde estão situados "mais de dois milhões" dos 8,3 milhões de eleitores inscritos no país.
A Unita diz que “confusão logística foi premeditada", para que ninguém saiba quantos eleitores votaram, o que "torna tudo possível".
A Lusa está tentando contatar o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder), mas ainda não obteve resposta.
Muitas das 320 seções eleitorais onde continuam as votações neste sábado abriram em três municípios da região de Luanda.
LUSA - 06.09.2008

ELEICOES EM ANGOLA


Afluência imune à desorganização nas eleições angolanas

A afluência às urnas tem sido grande.

As primeiras eleições nacionais de Angola em 16 anos foram afectadas por alguma confusão e atrasos.
Muitas assembleias de voto na capital, Luanda, abriram tarde, e algumas não tinham listas de eleitores.

A Comissão Nacional Eleitoral de Angola diz que as urnas ficarão abertas até que todos possam votar.
A chefe da missão de observadores da União Europeia incialmente descrevera a situação como desastrosa, mas mais tarde disse que o caos tinha diminuído e a afluência era elevada.

"Falta de organização"

O secretário do MPLA para a Informação, Norberto Kwata Kanawa, em declarações à BBC, disse "não sido um problema de caos mas de falta de organização".
Segundo o nosso enviado especial a Luanda, Aires Walter dos Santos, ao contrário do que se esperava, pelo menos por enquanto, não foi o sofisticado sistema informático montado que falhou, mas sim os funcionários encarregados de, fisicamente, apoiarem as assembleias com materiais de votação.
Alguma desorganização levou igualmente a que alguns dos delegados eleitorais não estivessem devidamente credenciados.
Nas províncias o processo está a decorrer, geralmente, dentro da normalidade. Mas, em Luanda, a situação está a provar-se mais complicada.
Depois do meio-dia havia ainda assembleias encerradas na capital por não terem recebido boletins; nalgumas não havia sequer listas, nota o nosso enviado.
BBC – 05.09.2008

ELEICOES EM ANGOLA


Angola/Eleições: CNE reconhece erros nas operações eleitorais
O presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola, Caetano de Sousa, reconheceu hoje haver "erros" na execução das operações eleitorais na capital angolana, prometendo a tomada medidas "excepcionais" para ultrapassar a situação.
15:44 | Sexta-feira, 5 de Set de 2008
Luanda, 05 Set (Lusa) - O presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola, Caetano de Sousa, reconheceu hoje haver "erros" na execução das operações eleitorais na capital angolana, prometendo a tomada medidas "excepcionais" para ultrapassar a situação.
"Pelas falhas e transtornos causados, manifestamos publicamente o nosso reconhecimento pelas deficiências", salientou Caetano de Sousa.
O Presidente da CNE falava numa conferência de imprensa para esclarecer os atrasos na abertura das assembleias de voto em Luanda.
"Algumas províncias do país, particularmente Luanda, têm apresentado algumas deficiências, razão porque muitas assembleias não estão a funcionar em pleno", frisou.
O responsável disse que a Comissão Nacional Eleitoral está a trabalhar desde o período da manhã para normalizar a situação e tornar possível que as assembleias de voto estejam operacionais e em condições de todos os eleitores exercerem o seu direito de voto.
"Apelamos à paciência e à colaboração de todos os eleitores para podermos realizar esta votação", afirmou.
Questionado sobre se terá havido algum "desastre" no processo conforme declarou a chefe da missão de observadores da União Europeia, Luiza Morgantini, o presidente da CNE rejeitou essa ideia, referindo que a situação (dos atrasos no processo de votação) está a ser resolvida.
HSO. - Lusa

ANGOLAN ELECTIONS


Angolan MPLA set for big poll win

Voting was delayed in some areas

Angola's ruling MPLA party is heading for a landslide victory in the country's first parliamentary elections in 16 years, preliminary results show.

With 35% of the votes counted, the MPLA had received 81% of the vote, the electoral commission said.

It said the main opposition party, Unita, had polled 10%.

Unita is demanding a re-run in Luanda, saying the voting in the capital was chaotic. An African observer mission said the elections had been credible.

This poll is seen as a vital step in the oil-rich country's recovery from decades of civil war.

Fourteen parties took part in the elections. Full results are not expected for up to 10 days.

'Bad losers'

Polling was extended after chaos on Friday prevented many people in Luanda province from casting their vote.

Some polling stations opened late and others quickly ran out of ballot papers.

Unita (the Union for the Total Independence of Angola) is now challenging the legality of the poll in the constitutional court.

The party's leader, Isaias Samakuva, said the system in Luanda had collapsed.

The Sadc mission congratulates the people of Angola on peaceful, free, transparent and credible elections which reflect the will of the people

John Kunene, Sadc observer mission


Angola polls promise change
From war amputees to first voters
Party mood for peace poll

Ngola Kabangu, who heads the opposition FNLA party, said the election was extremely flawed.

The MPLA (the Popular Movement for the Liberation of Angola) has branded Unita "bad losers" and is already claiming victory, the BBC's Louise Redvers in Luanda says.

Population shifts in some provinces due to the long-running civil war have added to Unita's woes, with the MPLA winning majorities in traditionally strong opposition areas, our correspondent says.

Observers from the regional grouping, Southern African Development Community (Sadc), said the vote had been "transparent and credible".

"The Sadc mission congratulates the people of Angola on peaceful, free, transparent and credible elections which reflect the will of the people," John Kunene of the observer mission told the AFP news agency.

Luisa Morgantini, head of the EU observer mission in Angola, blamed "woeful organisation" for the problems and said that a failure to provide voter registration lists at polling stations was a violation of the country's electoral laws.

She added that some election officials had failed to show up at some polling stations, and that there was a shortage of the ink used to mark voters' fingers and prevent multiple voting.

In the lead up to the election, Unita accused the MPLA of intimidating its supporters and dominating state media.

Some eight million voters are registered in the country - more than a quarter of whom live in the capital's overcrowded conditions.

The MPLA has ruled Angola since the country gained independence from Portugal in 1975.

USA ELECTIONS



Dear MANUEL --

I wanted to get in touch with you again about the upcoming Camp Obama sessions we're holding in New York.

As you might have heard, John McCain and his Republican surrogates used their convention to attack Barack and disparage his work as a community organizer.

What they don't get is that ordinary people working together built this movement for change and will lead our campaign to victory in November.

That's why we've had such an amazing response to our Camp Obama sessions so far.

Supporters of all ages and backgrounds, some new to politics and some seasoned veterans, have expressed tremendous enthusiasm for the opportunity to learn the basic organizing principles of this movement and become Deputy Field Organizers in battleground states.

We can't do this without you, and there is still time to sign up. Learn more and apply for a Camp Obama session now.

Thanks,

Steve

Steve Hildebrand
Deputy Campaign Manager
Obama for America

USA ELECTIONS

Dear MANUEL,

My name is Dave Pollak and I'm the new State Director for the Obama campaign here in New York.

I want to tell you about an exciting program we're running here called Camp Obama.

During this two-day session, people like you will be taking their support for this movement to the next level by learning the organizing principles that this campaign and our movement for change are built on.

Camp Obama attendees will receive real world organizing experience that will have a direct impact on this election. Graduates of Camp Obama will go on to become Deputy Field Organizers who will lead this campaign to victory in crucial battleground states around the country.

Find out more about this exciting opportunity to take a leadership role in this movement for change.

By participating in Camp Obama, you'll get the kind of experience that Barack got as a community organizer on the South Side of Chicago, where he learned that real change happens from the bottom up.

That experience transformed Barack's life and made him who he is today.

Camp Obama is your chance to put those very same principles into action -- to win this election and to strengthen democracy in communities around the country.

After completing the program, you'll be required to work as a Deputy Field Organizer in a battleground state where you'll be organizing supporters and helping lead our grassroots Get Out The Vote operation.

Apply for a spot at a Camp Obama near you and become a leader in our movement for change:

http://ny.barackobama.com/CampObamaNY

This campaign relies on the passion and enthusiasm of ordinary supporters, but it needs leaders who can organize these supporters and turn their enthusiasm into votes on Election Day.

Camp Obama is your chance to step up and become a leader in this movement.

Thanks,

Dave

Dave Pollak
New York State Director
Obama for America

Saturday, 6 September 2008

PAKISTAN


Asif Ali Zardari has won Pakistan's presidential elections in yet another dramatic turning point in the life of one of Pakistan's most controversial figures.

Mr Zardari was thrust into the centre stage of current political developments when his wife, the charismatic former Prime Minister Benazir Bhutto was assassinated in December.

Since then he has led her Pakistan People's Party (PPP) through successful general elections and worked with former political enemies to force President Pervez Musharraf to resign.

And yet before Ms Bhutto's death, Mr Zardari's public image was so bad that the PPP kept him out of the public eye as much as possible during the campaigning for February's elections.


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NOVIDADES DA IANSA

IANSA Update 05.09.08

* Ukraine arms depot explosions, thousands evacuated
* ATT Week of Action, 13-19 September
* African governments call for strong ATT
* International Peace Day: 21 September
* Peace Angels project
* Other news: Anastasia's Law, Peacebuilding Commission reviewed; Guns
and suicide; Women and armed violence in Burundi; Catalytic Communities;
Oxfam vacancy

+++

On the 27 August a forest fire swept into an arms depot near Lozovaya in
eastern Ukraine leading to the evacuation of over 5000 people and
explosions lasting for several days. To date there have been no reports
of deaths of injuries. According to media reports the defence ministry
has increased security on all arms depots.
www.iansa.org/

We have now learned of more than 50 events around the world planned for
the Week of Action on the Arms Trade Treaty (ATT), 13-19 September. Once
again Control Arms activists are showing their commitment and enthusiasm
in their support for an ATT, and the Week of Action promises to be a
great success. If you have an event planned for the ATT Week of Action
please email bruce.millar@iansa.org.
www.iansa.org/campaigns_events/WoA2008/attwoa08.htm

Representatives from 20 African governments expressed their continuing
support for a strong Arms Trade Treaty calling for the UN General
Assembly to start negotiations on the ATT. Government ministers, experts
and NGOs met in Nairobi (Kenya) from 3-4 September to discuss how an ATT
would promote sustainable development. The meeting was hosted by the
Kenyan Government and has received extensive media coverage in the
region.
http://news.bbc.co.uk/2/hi/africa/7595126.stm

21 September is International Peace Day. Each year, IANSA members
organise events to celebrate the day. This year, members of the IANSA
Women's Network will be closely involved in promoting the day. If you
have planned events, please email bruce.millar@iansa.org with details.
www.iansa.org/women/
www.internationaldayofpeace.org

The IANSA Secretariat is assisting the US Art of Peace Charitable Trust
on a proposed project to melt down surplus military police or civilian
stockpiles of arms, and create a 'peace angel' sculpture from some of
the molten materials. Destruction of surplus stockpiles is the
international best practice, preferred to resale or dumping. If your
country has publicly identified surplus stockpiles of small arms, please
contact us and we will pass the information to the Art of Peace Trust
for their project.
www.theartofpeacecharitabletrust.org/

Other news:

* 'Anastasia's Law' entered into force in the Canadian province of
Quebec on 1 September. This law prohibits guns in schools and on public
transport, and includes provisions requiring teachers, gun-club owners
and health workers to report dangerous behaviour they witness from gun
owners. The law was introduced following the shootings at Dawson College
on 13 September 2006.

* The UN Peacebuilding Commission (PBC) has been disappointing in key
areas, according to Belgian research institute GRIP. Founded in 2005,
the PBC has worked in Burundi and Sierra Leone, but Security Sector
Reform, human rights, good governance and youth unemployment remain
challenges to implementation.
www.grip.org/bdg/pdf/g0909.pdf

* A gun in the home is a major risk factor for completed suicide,
according to researchers from Harvard University. They found that US
states with high gun possession suffer twice as many completed suicides
as those with low gun possession, due to the larger number of gun
suicides.
http://content.nejm.org/cgi/content/full/359/10/989

* Honorate Nizigiyimana of Burundian member DAGROPASS gave a
presentation on women and armed violence at a regional human rights
workshop organised by Urgent Action Fund Africa in Nairobi, from 31
August to 2 September.
www.iansa.org/regions/cafrica/cafrica.htm

* Catalytic Communities is a database of community-level projects that
are being worked on by 6000 member organisations worldwide. If you would
like to add your project, follow the instructions on the website below.
The deadline is 14 September.
www.comcat.org/english/

* Oxfam International is seeking a Head of their New York Office. More
information on the IANSA Job Board:
www.iansa.org/jobs/index.htm

Tourism: How Germans will travel in 2015

Dear Manuel,

We are pleased to introduce our latest report "How Germans will Travel
2015".

Our new report provides detailed information on which countries Germans,
Swiss and Austrians visit most and why. How Germans will travel 2015. This
report is essential reading for anyone interested in targeting the German,
Swiss and Austrian travel markets.

How Germans will travel 2015 is an all-in-one source of information on the
German travel market. It is presented in a clear, simple, easy-to-read and
understandable format with more than 140 tables and graphs. After reading
How Germans will travel 2015 you will definitely know where and how Germans
will travel over the next seven years and hence what strategies to adopt in
successfully targeting the German market.

Our 300-page report How Germans will Travel 2010 costs 1,299 Euros, the
executive brief costs 499 Euros and are both only available from Tourism
Intelligence International - Germany.

To review the table of contents, please open the below link and enter tii
twice:

ftp://262325.no-ip.biz/FlashDisk-Partition-0-1/TOC-GMR-2015.pdf

Other publications available from Tourism Intelligence International are:

Sustainable Tourism Development - (1499 Euros) ­ forthcoming Nov 08
Travel and Tourism¹s Top 10 Emerging Markets (999 Euros) ­ forthcoming Oct
08
Successful Tourism Destinations ­ Lessons from the Leaders (1299 Euros)
Successful Hotels and Resorts ­ Lessons from the Leaders (1299 Euros)
How the British will travel 2010 (1299 Euros)
How Germans will Travel 2015 (1299 Euros) ­ published July 2008
How the Americans will Travel 2015 - (forthcoming)
How the Japanese will Travel 2007 (795 Euros)
Impact of Terrorism on World Tourism - (499 Euros)
The Berlin Report ­ A New Tourism Scenario ­ Key Future Trends-(499 Euros)
Tourism Industry Intelligence Newsletter (12 issues per year) - (189 Euros)

Should you have any questions or need further information, please do not
hesitate to contact me directly or visit our website
www.tourism-intelligence.com or simply e-mail us with your order.
If you do not wish to receive our mail, please reply to this mail with the
words remove.

We look forward to your communication.

With best wishes,

Dr. Auliana Poon
Managing Director

Tourism Intelligence International - Reinventing Tourism