Saturday, 6 September 2008

TERMINOU O PRAZO PARA A APRESENTACAO DE CANDIDATURAS A CNE

Renamo apresentou ontem candidaturas
Dezasseis organizações concorrem nas autárquicas
SETE partidos políticos; cinco coligações de partidos políticos; quatro grupos de cidadãos eleitores e dois concorrentes independentes apresentaram as respectivas propostas de candidaturas ao Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) atinentes às eleições municipais de 19 de Novembro próximo. Das 16 candidaturas apresentadas por estas organizações, dez foram entregues ontem, último dos 30 dias reservados a este processo pelos órgãos eleitorais.
Maputo, Sábado, 6 de Setembro de 2008:: Notícias

Trata-se dos partidos Frelimo e Renamo, únicos que vão concorrer para a presidência e assembleia municipal das 43 autarquias nacionais; do MONAMO, que vai disputar a presidência do Município de Cuamba e os lugares da respectiva assembleia municipal; do PIMO, que se propõe a disputar os lugares das Assembleias Municipais da Cidade de Maputo, Matola, Angoche, Cuamba, Pemba, Chimoio, Goronhgosa, Marromeu, Gondola, Lichinga, Beira, Ribaué, Manhica e Nampula; do PT que pretende concorrer às assembleias da Namaacha, Lichinga e Inhambane; da UNAMO, que aposta nos municípios de Maputo, Beira, Matola e Milange, neste último pretende, igualmente, disputar a presidência da autarquia.
Ainda no rol dos partidos políticos que apresentaram candidaturas destaca-se igualmente o PDD, que concorrerá em 18 municípios, dos quais disputará a presidência na Beira, Dondo, Marromeu, Quelimane, Nampula, Búzi, Matola e Namaacha, entre outras.
No que respeita às coligações de partidos políticos, apresentaram candidaturas a coligação PEC/Os Verdes, que vai concorrer nos municípios das cidades de Maputo e Matola, nesta última também vai disputar a presidência; da Aliança Democrática dos Antigos Combatentes, que vai concorrer no município da Matola; da União para a Mudança (UM), que manifesta o desejo de concorrer para a Assembleia e Presidência do Município de Guruè; da Aliança Nacional Democrática, que vai “caçar votos” na Matola e Pemba; e da Unidade e Paz, que vai tentar conquistar lugares na Assembleia Municipal da capital do país.
Dos grupos de cidadãos eleitores conta “Juntos pela Cidade” que apresentou a lista dos concorrentes à Assembleia Municipal da capital do país; a OCINA, que pretende concorrer para a Assembleia Municipal e Presidência de Nacala-Porto; Corredor de Desenvolvimento Comunitário do Vale do Zambeze, que vai disputar lugares do órgão legislativo da cidade de Maputo; e NATURMA, que quer assaltar” a presidência e Assembleia do Município da Manhiça.
Nas eleições de 19 de Novembros próximo deverão participar dois concorrentes independentes, nomeadamente o ex-edil da Beira, Daviz Simango, que procura renovar o mandato e Leonardo José Lichucha, que vai concorrer à presidência da autarquia da Matola.
A apresentação dos pedidos de inscrição e das candidaturas às eleições das autarquias locais pelos partidos, coligação de partidos políticos e grupos de cidadãos eleitores proponentes, devidamente registados, iniciou no passado dia 6 de Agosto e prolongou-se até ontem, segundo estabelece o calendário da Comissão Nacional de Eleições (CNE) para o sufrágio de 19 de Novembro.
A Lei 18/2007, de 18 de Julho relativa à eleição dos órgãos das autarquias locais estabelece no seu artigo 13 que as candidaturas são apresentadas perante o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE). Indica ainda que as candidaturas devem ser apresentadas até 75 dias antes da data das eleições. Diz ainda, no seu artigo 14, sobre a exclusividade das candidaturas, que nenhum partido político, coligação de partidos ou grupo de cidadãos eleitores proponentes pode apresentar mais de uma lista à eleição de cada órgão da autarquia local.
A apresentação das candidaturas consiste na entrega da lista contendo os nomes e demais elementos de identificação dos candidatos e da declaração por todos assinada, conjunta ou separadamente, de que aceitam a candidatura e ainda da declaração, sob compromisso de honra, de que não se encontram feridos de qualquer incapacidade eleitoral. Esta apresentação deve ser acompanhada, para cada candidato de uma fotocópia autenticada do bilhete de identidade ou respectivo talão, certificado do registo criminal, certidão comprovativa da inscrição no recenseamento eleitoral e fotocópia autenticada do cartão de eleitor.
Porém, ontem verificou-se que a maioria dos partidos, coligações de partidos e grupos de cidadãos não conseguiu reunir esta documentação, alegando excessiva burocracia existente no Estado para a sua obtenção.
Terminado este processo, o STAE vai encaminhar os documentos apresentados à Comissão Nacional de Eleições (CNE), instituição que procederá à verificação da regularidade dos processos de candidatura, a autenticidade dos documentos que o integram e a elegibilidade dos candidatos. A CNE deverá realizar este trabalho no prazo que vai de amanhã até ao dia 20 do corrente. Ainda no decorrer deste processo, a CNE deverá notificar os concorrentes que apresentarem irregularidade a suprimir os erros no prazo de seis dias (11 a 17 de Setembro) para depois proceder à divulgação das listas definitivas.

ELEICOES EM ANGOLA



Eleições em Angola: observadores da UE dizem que escrutínio está a ser um "desastre"
05.09.2008 - 10h28 AFP
A missão de observadores da União Europeia (UE) qualificou hoje de “desastre” a organização das eleições legislativas em Angola, as primeiras vividas em clima de paz, após 27 anos de guerra civil.

"Aquilo que nós vimos nas assembleias de voto que visitámos [hoje de manhã] em Luanda foi um desastre", declarou à AFP a chefe da missão da União Europeia, a eurodeputada italiana Luisa Morgantini, que sublinhou que as urnas tardaram cerca de uma hora e meia a abrir.

“O equipamento não foi todo instalado ontem”, indicou ainda Luisa Morgantini. “Eles só se começaram a preparar às 06h00 de hoje. As operações atrasaram-se em todo o lado. É o caos total. Não têm listas dos eleitores, as pessoas não sabem o que fazer”.

“Após informações recolhidas pelos observadores em todo o país, o problema parece mais agudo em Luanda”, indicou.

De acordo com os media estatais, 21 por cento dos oito milhões de eleitores inscritos no país estão precisamente na capital, cidade com entre cinco e sete milhões de habitantes.

Estas declarações da chefe da missão da UE contrastam com aquilo que estava a ser relatado nos últimos dias pelos observadores que entretanto tinham chegado ao país: um recenseamento eleitoral exemplar, um sistema informático dos mais avançados no mundo para a contagem e o processamento dos resultados e um clima geral pacífico.

O voto de hoje envolve 8,3 milhões de eleitores na escolha dos 220 deputados da Assembleia Nacional Popular.

ELEICOES EM ANGOLA


Luanda - A política eleitoral do MPLA foi definida e está a ser aplicada tendo por base o critério da “necessidade” sentida internamente de limitar riscos de um resultado desfavorável, especialmente potenciado pela impopularidade do partido e do regime, nomeadamente em Luanda e já em grupos sociais como a classe média.

Factores eleitorais que o MPLA considera serem-lhe favoráveis – tal como são avaliados internamente:

- Tem o controlo do Estado e das suas instituições-chave, assim como do sistema eleitoral; dispõe de abundantes meios financeiros para cativar o eleitorado, que adicionalmente pode influenciar graças ao controlo que exerce sobre os principais media.

- A oposição, em geral, e a UNITA, em particular, não estão em condições de explorar a seu favor o fenómeno do descontentamento popular existente; a oposição está desorganizada e desprovida de meios materiais para efectuar uma campanha eficaz.

Os fundos com que o MPLA conta para aplicar na sua campanha eleitoral elevam-se a cerca de USD 300 milhões – já realizados ou a realizar, na sua maior parte através de “donativos” de companhias como a Sonangol e Endiama, mas também de empresas privadas (algumas objecto de pressões políticas para não ajudarem a UNITA).

Os dirigentes do MPLA costumam, nas suas apreciações, subestimar a capacidade eleitoral da oposição, incluindo a UNITA; tal registo é paralelo a outro, este exteriorizado de forma recatada, que deixa transparecer sentimentos menos convincentes numa vitória nas eleições que se avizinham.

A incerteza que o MPLA cultiva em relação ao resultado eleitoral, é considerada razão de ser de métodos e práticas, já evidentes na presente pré-campanha – nomeadamente de pressão sobre a oposição, como forma de a desorientar, amedrontar e dividir – quebrando ou ofuscando assim a confiança da sua base de apoio eleitoral.

Um qualificado dirigente do MPLA advertiu numa reunião interna recente para a hipótese de a UNITA se vir a munir de “meios simples”, capazes contrariar vantagens teóricas do regime, incluindo o desfiguramento dos resultados eleitorais – tal como se verificou no Zimbabué, criando embaraços a Robert Mugabe e à Zanu. O MDC iludiu R. Mugabe e a Zanu colocando representantes da sua confiança e com grande capacidade de zelo, em todas as mesas de voto; dispunham de meios técnicos capazes de copiar as actas de apuramento de resultados e transmitir imediatamente os mesmos para um centro do partido que procedia à contagem geral.

A principal fonte de preocupação eleitoral do MPLA é Luanda, onde a impopularidade do regime, por vezes assumindo a forma de animadversão, é muito notória. Cabinda também representa preocupação – não pela expressão do eleitorado do território, mas pelas suas particularidades políticas.

Fonte: Africa Monitor

Lançado segundo numero do primeiro jornal grátis em Moçambique



Eleutério Fenita
Correspondente da BBC, em Maputo

'A Verdade' tem uma distribuição semanal de 50 mil exemplares na capital
Em Moçambique está já na rua o primeiro jornal grátis, o semanário ‘A Verdade’ com uma tiragem de 50 mil exemplares, numa primeira fase disponíveis apenas na capital, Maputo.
Os mentores da publicação afirmam que a intenção é contribuir para um maior acesso à informação, um direito que nos dias que correm não está ao alcance de muitos, num país em que mais de metade da população vive com menos de um dólar por dia.

A cores e recheado de informação, com secções que vão desde a política ao desporto, da saúde e bem estar ao ambiente.

Acesso

O ‘A Verdade’ tem uma tiragem que ultrapassa – asseguram-nos - o conjunto de todas as restantes publicações do género actualmente existentes no país e promete uma experiência sem igual para os leitores e também ao nível da publicidade.


A ideia é chegarmos às pessoas. Temos nesta cidade um milhão de habitantes que sabe ler e escrever e é inadmissível que a genta não consiga ter mais do que 10 000 exemplares em circulação


Eric Charas, director do 'A Verdade'

É sobretudo um desvio à norma, ao convencional, pelo menos para Moçambique, e é aqui em que reside a aposta dos seus proprietários, disse em
entrevista á BBC para África, o seu director, o jovem Erik Charas.

“A ideia é chegarmos às pessoas. Temos nesta cidade um milhão de habitantes que sabe ler e escrever e é inadmissível que a genta não consiga ter mais do que 10 000 exemplares em circulação."

"É triste que para eu poder estar minimamente informado tenha de abidcar de oito pães, que é o custo de um jornal”.

Publicidade

Sobre a sustentabilidade de um jornal grátis, Eric Charas, respondeu que “a estratégia é inovadora, dado que assenta na publicidada mas não da forma tradicional”.

Se bem que as pessoas ainda estivessem a travar conhecimento com as primeiras das 32 páginas que compõem o semanário ‘A Verdade’, uma breve ronda pela capital moçambicana permitir à BBC medir o seu grau de receptividade .


O jornal tem muitas imagens e isso fala por mil


Leitor

Numa cidade pouco habituado à palavra ‘grátis’ ou como se diz por estes lados ‘mahala’,um jornal ‘de borla’ vem facilitar a vida dos que pouco têm.

"O jornal tem muitas imagens e isso fala por mil”, apontou um leitor. Um outro disse: “Gosto de desporto e para ter acesso a esse tipo de informação é difícil, custa dinheiro”. Uma jovem saudou, por sua vez o ‘A Verdade’, por "falar sobre coisas que acontecem".

Erik Charas, o proprietário e Director do semanário ‘A Verdade’ declina revelar, em cifras, o investimento feito para que tão ambicioso projecto tivesse pernas para andar.

Charas, que no passado recente recebeu uma nomeação do Fórum Económico Mundial em reconhecimento do seu contributo como jovem nas àreas da liderança e empreendedorismo, sublinha que nesta fase o que interessa é manter o sonho vivo.

“Os outros semanários sabem que nós nos completamos’, rematou Ericc Charas. Para mais detalhes clique aqui

Friday, 5 September 2008

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE, LIDERANCA, MEMBROS E SIMPATIZANTES DA RENAMO NA CIDADE DA BEIRA



SUA EXCIA SENHOR PRESIDENTE DO PARTIDO RENAMO,

Afonso Macacho Marceta Dhlakama,

Senhores Membros da Comissao Politica,
Senhores membros do Concelho Nacional,
Senhor Presidente do Concelho Municipal da Beira, Eng. Davis Simango
Senhor Deputado da AR, Manuel Pereira,
Membros da Delegacao do Partido na Beira,
Caros membros e simpatizantes do Partido,
Excias,

E com profunda dor, consternacao e alto sentido patriotico que vos dirijo, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, em vertude de estar fora do pais.

Caros dirigentes, colegas, membros e simpatizantes,

Vai a enterrar hoje, o Dr. David Alone, membro senior do partido e um exemplo de luta e engajamento pela causa que todos almejamos servir e sacrificamos nossas vidas, carreiras, sonhos, familias, bens e ambicoes.

Encerra hoje, mais uma pagina na dolorosa caminhada que o Dr. Alone teve neste vale de lagrimas! Ficam para tras, os tempos da 'reeducacao' em Mocuba Sisal, Zambezia, onde apesar de Doutorado numa das mais prestigiadas instituicoes europeias, teve que passar meses acordando as quatro da manha, para estar ao lado dos camponeses e trabalhadores eventuais da Companhia da Boror, cortando e carregando fardos de sisal, ele proprio! Ficam para tras, os dias em que este patriota teve que ficar em isolamento na cadeia da Cidade da Beira, pelo simples crime de ser Doutor! Ficam para tras, os tenebrosos dias na BO de Quelimane, no meio de cidadaos nacionais presos so porque a sua religiao nao lhes permitia dizer viva a Frelimo! Ficam para tras as noites de insonia provocadas pela ditadura que usurpara as liberdades de um povo inteiro! Ficam para tras os tempos de incerteza sobre o segundo, o minuto, a hora a seguir, sobre as interrogacoes dos agentes da PIC e da seguranca do entao nascente Estado Popular! Ficam para tras as proibicoes de leccionar, proibicao essa que nem os Acordos de Paz, nem as primeiras eleicoes, as segundas, ou as terceiras conseguiram liberta-lo! Ficam para tras os temores sobre a possibilidade de um dia voltar a ver a sua Betty, o seu Miguelito, dois amores de que nunca se separou!

Fica para tras uma vida cheia de injusticas mas tambem de celebracoes, porque apesar de banido David Alone soube mostrar que o 'trabalho dignifica o homem!' Nao apenas na teoria mas na pratica! Pelo trabalho abnegado o Dr. Alone conseguiu passar da sua condicao de 'cortador de sinal' a membro do Conselho de Estado, a membro da Comissao Permanente da Assembleia Popular, a Conselheiro da Agenda 2025! Subindo degrau a degrau, desde chefe da comissao administrativa da Boror, a director administrativo da Geralco, a director provincial e depois regional da Enacomo, e quica ao posto de Director Provincial da Industria e Energia em reconhecimento da sua competencia profissional e integridade moral. Reconhecimentos esses feitos por um regime que o declarara 'persona non grata', um quase vivo-morto! A historia deste homem confunde-se com a historia da luta pela democracia em Mocambique, com historia da segunda luta de libertacao do povo Mocambicano!

Fica para tras hoje, a trajectoria de um Homem que amou a sua patria! Um homem que tinha tudo para sair do pais e nao saiu! Um homem que nao soube apesar das circunstancias soletrar a palavra 'traicao' a sua patria!

Fica para tras, um monumento, uma biblioteca, um exemplo de vida e de luta que deveria ser seguido por todos os jovens da minha patria! Sim todos porque para David Alone, a Patria estava em primeiro lugar! A patria estava acima de tudo e de todos! Independentemente das cores partidarias, da etnia, da raca, do genero! 'Servir, e servir sempre a patria', era o seu locomotiv!

Excias,
Colegas,

Neste momento de dor e luto, neste momento em que nos despedimos deste grande filho da patria mocambicana, tenho em respeito a memoria deste destacado filho da patria, dizia eu que tenho apenas um pedido:

Ao Presidente da Renamo, Afonso M. M. Dhlakama, que soube ouvir o choro e o lacrimejar de um povo inteiro e veio em seu socorro para liberta-lo dos apetites do abutres que trairam a revolucao popular de Magaia, Kankomba, Simango, e Mondlane;
Ao Presidente do Municipio da Beira Eng. Davis Simango;
Ao deputado da Assembleia da Republica, Manuel Pereira;
Aos membros da Renamo na Cidade na Beira;
Aos membros do Conselho Nacional;
Aos membros da Comissao Politica:

Nao traiamos a vida, a luta, a entrega e a memoria do Dr. David Alone! Pensemos nao nos nossos interesses pessoais, umbilicais, grupais, etnicos! Pensemos na grande causa a que David Alone e muitos jovens, criancas, mulheres, velhos deram suas vidas! Pensemos no bem do povo mocambicano, no bem dos municipes da Cidade da Beira. Inspiremo-nos no exemplo de vida do Dr. Alone: ponhamos os interesses do partido, os interesses patrioticos, e a democracia acima de qualquer outro interesse!

Deixemos que o Dr. Alone descanse em paz, que a sua memoria de guerreiro finalmente descanse! Que a sua luta e aluta de milhares de mocambicanos nao tenha sido em vao! Lutemos pois, todos juntos para que o seu sonho de alternacia governativa esteja cada vez mais perto e nao mais longe! Deixemos os nossos orgulhos umbilicais de lado! Lutemos para o bem estar e promocao da paz, concordia, e democracia na Beira, no partido e no pais! Entanto que pais da democracia temos uma obrigacao: liderar, ganhar, ou perder dando exemplo!

A esposa de Cesar nao basta que seja fiel, e importante que o pareca!

A nossa causa e justa! Nao entreguemos o ouro ao 'bandido' por razoes umbilicais! Nao traimos o espirito daqueles que durante 16 anos sacrificaram suas vidas para que hoje respirassemos o ar puro da democracia! Para que os jovens de hoje tivessem o direito a livre expressao, a opiniao!

Enquanto nos distraimos ' a hiena' celebra na esquina mais proxima, sonhando com o sabor da nossa carne putrefacta! Sim putrfacta porque depois da luta interna, depois de nos enfraquecermos uns aos outros ela aparecera triunfante ao banquete!

O tempo nao esta do nosso lado. Falta apenas, um dia para o fecho das candidaturas as eleicoes municipais! Mesmo assim, penso que AINDA VAMOS A TEMPO DE RECONCILIAR A FAMILIA DA RENAMO, para juntos possamos celebrar o sonho do Dr. Alone e de muitos patriotas!

Senhor Presidente Afonso Macacho Marceta Dhlakama, apesar da hora tardia, ainda vamos a tempo de unir e reconciliar a familia e avancarmos com um unico candidato!

'o que me preocupa nao e o barulho dos maus, mas sim o silencio dos bons'!
Respeitosamente,

TENHO DITO,

Manuel de Araujo

Daviz Simango já está inscrito na CNE como independente


Actual Edil da Beira avança como candidato

• Manuel Pereira, candidato oficial da Renamo, estava ontem em apuros para conseguir organizar o processo de candidatura

http://uk.youtube.com/watch?v=nXgb8ivoTBM

Maputo (Canal de Moçambique) - Daviz Simango já é candidato “independente” à sua própria sucessão no cargo de presidente do Município da Beira. A formalização da candidatura decorreu na Comissão Nacional de Eleições, em Maputo. O prazo para a inscrição de candidatos termina hoje.
Simango afirmou que a sua candidatura independente não é contra a Renamo.
O engenheiro Daviz Simango alegou que é membro do Partido Renamo “com as quotas pagas e em dia”.
Engenheiro civil de formação, Simango está no exercício do seu primeiro mandato como Edil da Beira. Quando já havia garantias, dadas por Afonso Dhlakama a 08 de Agosto último, que ele seria o candidato da Renamo à sua própria sucessão, eis que na passada quinta-feira o delegado provincial do partido em Sofala, Fernando Mbararano, ao regressar à Beira depois de uma visita à sede nacional do partido em Maputo, anunciou que o deputado Manuel Pereira era o candidato oficial da Renamo à presidência do Conselho Municipal da Beira.
O anúncio gerou protestos da bases do aparelho do partido e da população da Beira, tendo-se se chegado ao extremo da Polícia de Intervenção Rápida ter sido chamada a intervir em defesa dos delegados da Renamo na província de Sofala, coronel Fernando Mbararano, e do seu colega delegado na cidade, Fraque Fararia. Ambos acabaram por ter de se refugiar em parte incerta dada a dimensão dos protestos contra a direcção do partido por ter optado por Manuel Pereira contra a candidatura natural de Daviz Simango.
Embora se apresente como “independente”, Daviz Simango assegurou ontem que fará campanha para que a Renamo renove a maioria absoluta que detém na Assembleia Municipal da capital da província de Sofala.
Geraldo Carvalho, porta-voz da Renamo na Beira, falando ao «Canal de Moçambique» ontem à noite disse que o engenheiro “Daviz Simango é da Renamo e não do PCN” como um pequeno grupo de militantes do partido anda enganosamente a pretender fazer crer a Dhlakama.
“O PCN não existe, foi absorvido pela Renamo”, garantiu-nos Carvalho.
Um grupo que se diz da Renamo, formado pelo brigadeiro Moisé Machava, coronel Fernando Mbararano, Mário Barbitos, Fernando Carrelo e Faque Ferreira são acusados pelas “bases” do aparelho do partido Renamo de terem enganado o presidente do partido Afonso Dhlakama fazendo-o crer que Daviz Simango estaria a tentar dar um golpe na Renamo, ora alegando que pretendia substituir Dhlakama na presidência do partido, ora afirmando que estaria a formar células do PCN.
Daviz Simango inscreveu-se com uma folgada margem de assinaturas relativamente ao mínimo exigido por lei que é 1% do espectro de eleitores na Beira. No círculo municipal da Beira estão recenseados 230.720 eleitores.
Nas eleições autárquicas de 2003 a abstenção foi de cerca de 75%. Dos vinte e cinco porcento de eleitores que se fizeram às urnas na Beira, nessas que foram as segunda eleições autárquicas no país, Daviz Simango venceu com cerca de 54%, que correspondeu a cerca de 7 mil votos mais do que o candidato da Frelimo derrotado, Djalma Lourenço. Nessas eleições Simango foi vítima de fraude que levou à anulação de número significativo de votos mas mesmo assim venceu a corrida a que se apresentaram 57.309 votantes de um de 215.326 cidadãos inscritos nos cadernos eleitorais.

Manuel Pereira

Do gabinete eleitoral de preparação das inscrições das candidaturas da Renamo, chegaram-nos ontem ao fim da tarde notícias segundo as quais se vivia por lá uma grande azáfama para conseguir preparar a tempo o dossier tendente da permitir a formalização da candidatura de Manuel Pereira como candidato oficial do partido a presidente do Município da Beira.
O prazo para regularização das candidaturas na CNE termina hoje.

Juntos Pela Cidade

O grupo cívico Juntos Pela Cidade, liderado por Philip Gagnaux, também formalizou ontem a sua candidatura à Assembleia Municipal da Cidade de Maputo.
Gagnaux é o mandatário do JPC. Desta vez não vai candidatar-se à presidência do Município da capital do país.
Em Maputo já se conhecem como candidatos David Simango, actual ministro da Juventude e Desportos, pelo Partido Frelimo, e Eduardo Namburete, pelo Partido Renamo.

(Redacção)

Contra membros da Renamo que apoiam o actual Edil


Polícia e grupo de Pereira à "caça às bruxas" na Beira

• Daviz Simango apresenta-se às suas “bases” de apoio, hoje às 11 horas, no campo do Estrela Vermelha

Beira (Canal de Moçambique) - Além de sacrificar Daviz Simango, acusando-o de pertencer ao Partido de Convenção Nacional (PCN) que ele refuta em absoluto alegando que é membro da Renamo com quotas pagas e em dia, vários outros quadros da Renamo que apoiam a candidatura independente do actual edil da Beira às autárquicas de 19 de Novembro próximo, estão na mira de certas personalidades bem localizadas do partido que, “completamente perdidas, ameaçam” agora, quem segue Simango, de poderem a vir a serem expulsos daquele maior partido da Oposição em Moçambique.
Ontem, Sande Castigo Carmona, chefe da Liga Juvenil da Renamo em Sofala, que apoia Daviz Simango, foi advertido via telefone por um quadro sénior da Renamo baseado na capital do País que lhe disse que "devia ter muito cuidado" porque poderá a qualquer momento deixar de exercer aquele cargo por supostamente ser um dos principais lideres do movimento por Daviz Simango.
Carmona é igualmente um dos membros da mesa da Liga Nacional da Juventude da Renamo.
O "Canal de Moçambique" apurou que vários outros membros da Renamo sediados na Beira e que também abraçaram a ideia de Simango candidatar-se como independente à presidência do Município da Beira, têm vindo a receber ameaças veladas ou por telefone e por vezes verbais advertindo-os a desistir de apoiar Daviz Simango.
Simango continua no entanto a afirmar que apesar de candidato independente fará campanha a favor da eleição com maioria absoluta dos candidatos pela lista da Renamo à Assembleia Municipal da Beira.
As ameaças não partem de Afonso Dhlakama que insiste que a escolha de Manuel Pereira como candidato não será alterada porque lhe foi proposta pelas “bases” do partido em Sofala.
Mas enquanto as ameaças contra os membros da Renamo apoiantes de Daviz continua, partindo de um reduzido grupo de membros que está agora completamente isolado pelo eleitorado na Beira, o número de apoiantes à candidatura de Simango como independente tem vindo a aumentar não só no seio dos militantes da Renamo como de vários outros sectores de munícipes e até de simpatizantes do partido Frelimo e outras pessoas que se identificam sem nenhum partido.
O cenário que se desenha aponta para uma vitória estrondosa do actual edil sobre o seu correligionário Manuel Pereira, muito mal visto na Beira por tudo isto que se está agora a passar, e sobre o candidato da Frelimo, Lourenço Bulha, cada vez com menos visibilidade no contexto que pura e simplesmente o abafou.

Assalto à Delegação da Renamo na Beira

O dia de ontem foi marcado por um assalto protagonizado por um contingente da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) e dos polícias de giro, vulgo "cinzentinhos", contra a Delegação Política da Renamo na Cidade da Beira que se localiza no populoso Bairro da Munhava.
Dados em nosso poder indicam que o referido assalto policial à sede da Renamo na Munhava teve a anuência do Delegado Provincial da Renamo em Sofala, Fernando Mbararano e do delegado da Renamo na Cidade da Beira, Faque Fararia e um tal Brigadeiro Moisé Machava, que acompanhavam o contingente policial, numa atitude de cumplicidade que está a agravar na população as suspeitas de que os mesmo entraram em compromissos estranhos com sectores do partido Frelimo que os terão subornado para enganarem Afonso Dhlakama afim de desbaratarem a Renamo e permitir ao candidato da Frelimo Lourenço Bulha ganhar alguma vantagem na corrida autárquica de 19 de Novembro próximo.
O assalto policial ocorreu cerca das 11:30 h de ontem. Colheu de surpresa os membros da Renamo que se encontravam na sede do partido e que foram de imediato instados a abandonar o local.
Sem oferecer resistência a multidão de membros da Renamo que lá se encontrava abandonou o local evitando o confronto com a Polícia que estava armada com bombas de gás lacrimogénio e armas de guerra.
Refira-se que ontem, quinta-feira estava programada na sede da Renamo no Bairro da Munhava a cerimónia do lançamento da candidatura independente de Daviz Simango à presidência do Município da Beira. Simango não esteve no local.
Há já alguns dias que Fernando Mbararano e Faque Fararia estavam com receio de trabalhar naquela sede uma vez que os membros daquele partido e que manifestam-se contra a candidatura de Manuel Pereira desde o dia 28 de Agosto de 2008 passado têm exigido explicações aos dois dirigentes para que lhes demonstrem onde estão as aludidas "bases" da Renamo que discordam da candidatura do actual edil da Beira.
O aparente "casamento" entre o grupo agora liderado por Manuel Pereira, com suporte de Fernando Mbararano, Faque Fararia, Machava, e a Polícia da República de Moçambique, já está alimentar várias interpretações sobretudo no seios dos militantes da "perdiz" nesta segunda maior Cidade do país.
O normal, segundo alguns "renamistas" seria o recurso aos homens da segurança da Renamo para conter quaisquer ânimos exaltados tendo em conta que se está perante um problema interno do partido. Mas o que se viu foi um conluio estranho entre aqueles que já foram “cão e gato” e agora parecem farinha do mesmo saco.

Candidato de todos os beirenses

Entretanto, Daviz Simango, que já confirmou a sua candidatura independente à presidência do Muncípio da Beira, regressou ontem a Cidade da Beira e afirmou num encontro com jornalistas que é o candidato de todos os residentes naquela urbe.
"A população da Beira tem um carácter. Quando aposta em alguém, não recua. Um dia nos darão razão" disse Daviz Simango.
Sobre o actual clima de tensão que paira no seio dos membros da Renamo na Beira, Daviz Simango acredita que a "situação poderá ser ultrapassada" mesmo antes da realização das eleições autárquicas a 19 de Novembro do corrente.
Simango voltou a reafirmar que identifica-se como membro da Renamo ao contrário do tem sido propalado por quem o quer denegrir e segundo os quais ele pertence ao PCN.
"Sou membro da Renamo e pago quotas. Se há problemas penso que o mais correcto é que os membros sentem-se à mesma mesa e discutam os problemas existentes para poderem ser ultrapassados" referiu Simango criticando ao mesmo tempo a maneira como a direcção máxima do seu partido lidou com o seu afastamento da corrida ao Município da Beira.
A uma pergunta do "Canal de Moçambique" sobre como haveria de sustentar a sua candidatura independente uma vez que o seu partido indicou um outro candidato, Daviz Simango disse que está ciente que deverá contar com meios próprios e com apoios de amigos, apoiantes e vários outros sectores da sociedade de modo que se faça uma "campanha eleitoral razoável".
Hoje sexta-feira às 11 horas, no Campo do Estrela Vermelha, na Beira, perto do quartel dos bombeiros, Daviz Simango manterá um encontro de concertação com as "bases" que o apoiam onde poderá anunciar oficialmente a sua candidatura independente ao Município da Beira.

(Juaque Ndawina)

REGISTOS VERBAIS



«p» Desnecessariamente este (julgamento dos três jornalistas do Semanário ZAMBEZE) é um caso que vai manchar a imagem de Moçambique como um país que está a registar francos progressos no caminho da democracia, da qual a liberdade de imprensa é uma fundamental parte integrante. Ironicamente, será a própria primeira-ministra (Luísa Dias Diogo) que agora terá a árdua tarefa de explicar ao mundo que a liberdade de imprensa em Moçambique é uma realidade. Mas precisará de muita persuasão para que a levem a sério” – Editorial do SANANA, de 05.Setembro.2008

USA ELECTIONS


MANUEL --

John McCain just accepted the Republican nomination and adopted the most conservative platform in the history of his party.

After days of negative attacks -- and no mention of real proposals to fix our economy, get more people health care, or make America safer -- the party that brought you eight years of disastrous policies is asking for four more.

Well, not if we have anything to say about it.

Across this nation, people like you have joined this movement because you believe that we are better than the past eight years. And now that we are entering the final stretch, it's going to take all of us to bring the change we need.

Step up at this crucial moment and make a donation of $5 or more to change our country.

After the last eight years, it's up to you to keep America's promise alive.

How can John McCain pull us out of the deep hole we're in when he voted with George Bush more than 90% of the time?

The American people deserve more than a 10% chance at change.

No matter what McCain says, we can't bring about change by relying on the same ideas that have failed us for the last eight years.

Show the McCain campaign that people coming together, giving what they can afford, and working toward a common purpose will transform this country.

Change begins with you. Please make a donation of $5 or more now:

https://donate.barackobama.com/changeweneed

Thanks for everything you're doing,

Joe

USA ELECTIONS


McCain Vows to End Partisan Rancor in Convention Speech
ST. PAUL, Minn. - Arizona Sen. John McCain sought to wrest the change mantle from Sen. Barack Obama in his acceptance speech tonight at the Republican National Convention, appealing for an end to Washington's partisan rancor and casting himself as someone who has never forgotten that the first mission of elected officials is to serve the public.

The Fix: How Did McCain Do?
ST. PAUL -- John McCain sought to reclaim the change mantle from Barack Obama in his acceptance speech tonight at the Republican National Convention, casting the choice in the fall presidential election between someone who has brought about reform and someone who simply talks about doing so.

Palin Pick May Help Close The Enthusiasm Gap
ST. PAUL, Minn., Sept. 4 -- Sens. John McCain and Barack Obama will begin the final 60 days of their general-election campaign with a political climate still more favorable for Democrats but with Republicans newly united and confident that they can compete for the undecided voters who still harbor doubts about both presidential nominees.

USA ELECTIONS


Straight Talk, Romney Style
In an interview this afternoon, former Massachusetts governor Mitt Romney, the one-time McCain rival for the Republican nomination, said he still stands by his assessment of how he and McCain stack up against each other in terms of their conservative credentials.

"I still think my views on those issues are more consistent with the mainstream of my party, but you know what? He won. And I didn't," Romney told editors and reporters at the Washington Post.

The comments came in a wide-ranging discussion in which Romney repeatedly blasted Barack Obama for failing to have enough experience to be president.

But his assessment of McCain's conservative credentials were the most interesting part of the conversation, because they were so off-message.

"Those comments pointed out differences between he and I on issues," Romney said. "I continue to have those differences with John McCain on those issues."

USA ELECTION


MANUEL --

Why would the Republicans spend a whole night of their convention attacking ordinary people?

With the nation watching, the Republicans mocked, dismissed, and actually laughed out loud at Americans who engage in community service and organizing.

Our convention was different. We gave the stage to everyday Americans who hunger for change and stepped up to make phone calls, knock on doors, and raise money in small amounts in their communities.

You may have missed it, but we also showed the country a video with the faces and voices of those organizers, volunteers, and donors from every corner of the country.

Watch the video and make a donation of $5 or more now to show that in this election, ordinary people will make their voices heard.




https://donate.barackobama.com/changevideo


What you didn't hear from the Republicans at their convention is a single new idea about how to make the healthcare system work, get our economy moving for the middle class, or improve education.

Just attacks -- on me, and on you.

But what the McCain attack squad doesn't understand is that people like you -- who devote part of their busy lives to organizing and building their communities -- have the power to change this country.

With your help, that's exactly what we're going to do.

Thank you,

Barack



Angola’s leaders leave little to chance
By Tom Burgis in Luanda

Angola’s ruling party has left little to chance in its quest to secure a commanding parliamentary majority in elections to be held on Friday and entrench its hold on an economy flush with oil and diamond revenues.

The last time Angolans voted, in 1992, the disputed outcome reignited civil war.

EDITOR’S CHOICE
Angolan loan casts light on ties with China - Oct-19Rents rocket in Angola’s oil boom - Oct-08Angola forces China to rethink its approach - Aug-24Investors sign up to Angola’s miracle - Aug-22Opec chief makes first Angola visit - Aug-23Friday’s vote may nevertheless resonate far beyond Angola’s borders. If the overwhelmingly peaceful climate of campaigning is sustained, analysts believe it could help cement Angola’s status as a regional heavyweight, with an economy that has doubled in size every three years since it emerged from 27 years of civil war in 2002, drawing growing interest from foreign investors.

The elections have also helped refocus attention on the extreme inequities in income distribution in a country rivalling Nigeria as Africa’s leading oil producer and now one of the world’s fastest growing economies.

Much of the wealth created from the boom has accrued to a small network of well-connected politicians and business people, giving the ruling elite – built around the governing Popular Movement for the Liberation of Angola, MPLA – overwhelming powers of patronage, according to civil rights activist Rafael Marques.

The MPLA is confident of securing the two-thirds majority it needs to have free rein to redraw the constitution. The opposition is divided and underfunded, while its main component, Unita, has struggled to make the transition from guerrilla movement to political party since the assassination of its leader, Jonas Savimbi, in 2002 brought the civil war to a halt.

However, after the ballot-stuffing and violence of recent Nigerian, Kenyan and Zimbabwean polls, Luisa Morgantini, head of the European Union’s observer mission, said the long-delayed Angolan elections could help revive confidence in the electoral process in the region, despite the MPLA’s dominance of state media and incidents of intimidation. This time, says a man selling onions by the side of the road, what many ordinary Angolans crave most is the assurance of continued peace and the promise that spending on rebuilding roads, schools and hospitals will begin to raise some of the lowest living standards in the world.

By some estimates, $250m flow in oil earnings into state coffers every day. Yet until now, most Angolans have seen little of it.

José Eduardo dos Santos, seeking the stamp of democratic legitimacy after three decades as president, told hundreds of thousands of supporters in the capital Luanda on Wednesday that his government was preparing to do more to spread wealth by creating “a new class of business people”.

Mr dos Santos, who looks almost certain to extend his rule at presidential polls due next year, has used Angola’s resource boom to remove almost all levers of international pressure, clearing foreign debt and signing a huge deal with Beijing to swap oil for loans and infrastructure.

With accelerating crude output of 2m barrels a day, western diplomats admit that they need to be nice to the former Portuguese ­colony.

The MPLA has vowed to build 1m houses and create 1m jobs before the next polls four years from now and is courting international agriculture investors to help diversify the economy.

For the time being, such promises, combined with lingering wartime loyalties, look likely to be enough to secure it an electoral mandate.

Copyright The Financial Times Limited 2008

Thursday, 4 September 2008

JOVENS NA ZAMBEZIA


Reclamam lugar nos órgãos de decisão como a AR (Arquivo)Para resolver problemas: Queremos estar nos órgãos de decisão – pedem jovens participantes à II Conferência Provincial da Juventude na Zambézia

OS jovens da província da Zambézia solicitaram ao Governo para estarem mais representados nos órgãos de decisão por forma a terem oportunidades de discutir as políticas públicas sobre a juventude.

Reunidos semana passada na cidade de Mocuba, na Zambézia, em II Conselho Provincial da Juventude, os participantes defenderam que problemas como os altos índices de desemprego, falta de créditos para habitação, financiamento de projectos de empreendedorismo e o acesso ao Ensino Superior não têm sido discutidos com a devida profundidade, daí que se estivessem representados nos órgãos decisórios do Estado melhores soluções seriam encontradas pelo facto de serem eles os que mais sofrem.


A nossa Reportagem ouviu vários jovens sobre as suas expectativas após a realização deste encontro que acontece pela segunda vez em seis anos. Vasco John, jovem do distrito de Mopeia, afirma que os jovens enfrentam muitas dificuldades no acesso ao emprego e financiamento para projectos de auto-emprego mas não tem espaço suficiente para discutir e tomar decisões sobre os seus problemas.

Nós, como jovens, conhecemos os nossos problemas. Por isso, temos ideias das possíveis soluções, mas como não estamos nos órgãos que tomam decisões nada podemos fazer, disse o nosso entrevistado para quem o Governo deve assumir com a devida responsabilidade o financiamento de projectos apresentados pelas associações juvenis.

A fonte precisou que no contexto do Fundo de Investimento de Iniciativas Locais, vulgo sete milhões de meticais, o financiamento de projectos sustentáveis de jovens seria uma saída para resolver o problema do desemprego. A habitação é outra preocupação apresentada pelo nosso entrevistado e afirma que a falta de garantias exigidas pela banca coloca os jovens numa situação de eterno desespero, uma vez que nem emprego, nem património têm, em caso de o credor exigir algumas garantias.

Entretanto, Gaspar Cipriano de Mocuba, afirmou que há muitos jovens dispostos a tornar a política governamental de “revolução verde” uma realidade mas os financiamentos não têm sido muito abrangentes. Concorda, no entanto, com Vasco John na priorização do financiamento dos sete milhões a jovens que apresentem propostas mais sustentáveis na actividade agrícola.

Os recursos como água e terra existem em abundância mas os financiamentos não chegam para todos; como jovens assumimos este desafio de produzir comida e criar emprego para outros jovens mas não se pode fazer muito sem os recursos financeiros; aliás, alguns de nós começaram em pequenas porções com fundos próprios mas se tivéssemos uma injecção financeira teríamos feito melhor, disse Gaspar Cipriano entrevistado pela nossa Reportagem a-propósito das expectativas do encontro de Mocuba. Quanto ao desemprego, ficou claro para os participantes que não basta hoje fazer o nível médio , é preciso ter criativividade para criar condições do auto-emprego.

Por seu turno, Cecília Machel afirma que os jovens se envolvem em crimes nos centros urbanos é porque não têm actividades remuneráveis que garantam a sua sustentabilidade. Defende a necessidade de haver mais reforço sobre o fundo das iniciativas juvenis por forma a apoiar as associações para trabalharem no sentido de desenvolver projectos individuais, quanto colectivos. “Os jovens que concluem a 12ª classe não têm nenhuma actividade para desenvolver. É verdade que precisamos de ser mais criativos, mas há a necessidade de se apostar mais no financiamento dos jovens para projectos agrícolas, pequenas empresas, habitação, entre outros”, disse a fonte.

Entretanto, Gulhermina Francisco, de Pebane, afirma que a formação em áreas técnicas e financiamento aspecto que o Governo deve assegurar para resolver o problema do desemprego nos jovens. Explicou que a produção agrícola é uma grande saída para os jovens redimirem-se do desemprego mas apontou a questão do financiamento como crucial para assegurar o arranque dos projectos.

Os participantes foram unânimes em afirmar que a II Conferência Provincial da Juventude criou uma boa oportunidade para a interacção dos jovens e partilhar as suas experiências em diversos campos. Não deixaram de lamentar o problema do HIV/SIDA e afirmaram que tudo passa pela mudança de atitude dos jovens e serem sérios e honestos para consigo mesmos.

Entretanto, o director provincial da Juventude e Desportos na Zambézia, Inocêncio Paulino, disse na ocasião que os jovens constituem a força motriz para o combate à pobreza absoluta e o Governo está preocupado em formular políticas públicas que acomodem os interesses desta camada social.

Os temas que foram arrolados para o encontro de Mocuba estavam relacionados com o empreendedorismo como génese incontornável do empresariado, o HIV/SIDA e oportunidades de fomento de habitação para a Juventude.


IR AO ENCONTRO DAS OPORTUNIDADES

Os jovens devem ir ao encontro das oportunidades por forma a resolver os seus problemas como o desemprego, crédito para habitação, Ensino Superior e financiamento para desenvolverem pequenos negócios, disse o Governador da Zambézia, Carvalho Muária perante as reivindicações dos jovens que pretendem estar nos órgãos de decisão do Estado para discutir os seus problemas sociais. Carvalho Muária, afirmou que se, de facto, os jovens pretendem ver os seus problemas solucionados, não devem resignar-se perante o desafio de busca de soluções, pelo que apelou-os a serem mais criativos e inconformados face aos vários constrangimentos sociais, aproveitando os vários incentivos colocados a sua disposição como os sete milhões, o Fundo de iniciativas Juvenis e do Turismo por forma a materializar a visão do distrito como pólo de desenvolvimento.

O governador explicou aos jovens que no momento em que começarem a pensar e agir deste modo, poderão maximizar as oportunidades para transformar as potencialidades em riqueza, o que poderá estimular a criatividade, o empreendedorismo e coesão pelo associativismo juvenil.

Entretanto, Carvalho Muária apelou uma vez mais aos jovens a não estarem alheios à crise de alimentos que decorre da subida do preço decombustíveis. “Precisam de compreender a conjuntura socioeconómica em que vivemos e vós sois a camada economicamente activa e devem dar corpo à revolução verde”, disse o governante.

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Legislativas em Angola



Angola e as legislativas sob o signo de desenvolvimento

QUANDO o jornal “Notiícias” estiver já nas bancas, pelo menos de Maputo, a capital do país, cerca de 8.3 milhões de eleitores angolanos já estarão também nas ruas a caminho das 14.500 assembleias de voto, ou já no interior das urnas a votarem nas segundas eleições legislativas para a eleição dos futuros 220 deputados aos mais alto órgão legislativo nacional.

Trata-se de um pleito histórico e que se realiza sob o signo de desenvolvimento. Histórico porque estas são, na verdade, as segundas eleições que ocorrem neste país africano de língua oficial portuguesa, depois que a 29 e 30 de Setembro de 1992 tiveram lugar as primeiras eleições legislativas e presidenciais, na altura consideradas como tendo sido livres e justas.

Nelas, o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, obteve 49,57 por cento dos votos, vencendo assim a primeira volta das presidenciais e o MPLA obteve a maioria absoluta nas legislativas, com 53,74 por cento dos votos.

Descontente com estes resultados e alegando uma fraude eleitoral, o falecido líder da UNITA, Jonas Malheiro Savimbi, retirou os generais indicados pelo antigo movimento rebelde do Exército único e, recorrendo a um exército de reserva de mais de 20 mil homens que mantivera escondidos, acentuou a ocupação já em curso de comunas e aldeias em todo o país e mesmo de duas cidades do Norte , Uige e Negage, cercou militarmente as principais capitais provinciais e tentou nos dias 30 e 31 de Outubro de 1992 um golpe de força na própria capital do país.

Porém, a Polícia angolana, auxiliada pela chamada defesa civil, desbaratou os efectivos da UNITA em combates que resultaram na morte dos principais dirigentes da guerrilha, tendo os restantes se refugiado no interior do país, onde foram a actos de violência contra a população, incluindo a pilhagem de bens e a destruição de infra-estrutura a um nível considerado por alguns angolanos, com quem conversamos, como nunca antes atingido.

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ELEICOES EM ANGOLA



Angolanos elegem novo parlamento

HOJE é dia grande em Angola. O dia em que os angolanos decidem o seu futuro para os próximos quatro anos. De facto, cerca de 8,3 milhões de eleitores vão hoje às urnas para escolher um novo parlamento, num ambiente de paz e tranquilidade. Aliás, vários cidadãos que falaram para o “Notícias”, aqui em Luanda, pronunciaram-se a favor da paz, sustentando que nestas eleições Angola tem que dar um exemplo ao mundo sobre a forma de realizar eleições pacíficas, livres e transparentes.

Concorrem para esta eleição 14 formações políticas, entre as quais o MPLA (no Governo), a UNITA, de Isaías Samakuva, e a FNLA, de Ngola Kabango.

Além destes partidos históricos, que representam os ex-movimentos de libertação, desfilam igualmente na corrida o Partido de Renovação Social (PRS), de Eduardo Kwangana, a Frente para a Democracia (FpD), de Filomeno Vieira Lopes, o Partido Renovador Democrático (PRS), de Luís dos Passos, e o Partido Liberal Democrático (PLD), de Amália da Vitória Pereira, a única mulher à frente de um partido político em Angola e ex-candidata presidencial.

A fila de concorrentes é ainda completada pelo Partido Democrático para o Progresso da Aliança Nacional de Angola (PDP-ANA) e por seis outros pequenos partidos ou coligações que conseguiram sobreviver ao rigor selectivo do Tribunal Constitucional (TC), que das 34 candidaturas iniciais chumbou 20 listas por falta de requisitos documentais e legais mínimos de admissibilidade.

Em disputa na eleição de hoje estão 220 assentos no parlamento, actualmente liderado pelo MPLA, com os 129 lugares ganhos no primeiro escrutínio do género, realizado nos finais de Setembro de 1992, quando a UNITA, então liderada pelo falecido, Jonas Savimbi, fez eleger 70 deputados antes de retomar a guerra por alegações de fraude eleitoral.

Para estas eleições, o Governo angolano disponibilizou, cerca de 500 milhões de dólares, cabendo a cada partido concorrente cerca de um milhão e 163 mil dólares para as suas despesas organizativas e propagandísticas.

Dados da Comissão Nacional de Eleições (CNE) referem que para estas eleições funcionarão cerca de 14400 assembleias de voto, comportando cada uma quatro mesas de votação. As urnas serão abertas às 07.00 horas, para encerrar às 18.00 horas locais (menos uma hora em Maputo).

O porta-voz da CNE, Adão de Almeida, disse ontem à Imprensa que os eleitores podem votar em qualquer assembleia da sua área de residência. Para garantir a segurança, a Polícia activou um contingente de 70 mil homens desdobrados já pelo país. Mais de 150 observadores de organizações internacionais, incluindo a União Europeia, a SADC, o Parlamento Pan-africano e a CPLP, foram acreditados para acompanhar estas eleições. O moçambicano Leonardo Simão chefia a missão de 15 elementos da CPLP.
DAVID FILIPE, em Luanda, para mais detalhes clique aqui

BEIRA MUNICIPALITY



SIMANGO INDEPENDENT CANDIDATURE TO GO AHEAD

Maputo, 3 Sept (AIM) – The “Renamo Management Commission” which has taken control of Mozambique’s main opposition party in the central city of Beira has confirmed that on Tuesday it did indeed send a letter to the party’s general secretary, Ossufo Momad, demanding the reinstatement of the Mayor of Beira, Daviz Simango, as the party’s Beira candidate in the local elections scheduled for 19 November.
Last Thursday, the Renamo leadership performed a sudden volte-face and declared it was no longer backing Simango. Instead veteran Renamo parliamentarian Manuel Pereira would be the party’s candidate for mayor of Beira, allegedly at the demand of “the grass roots” – although Pereira himself confirmed that he had been nominated by Renamo president Afonso Dhlakama.
But when the Renamo “grass roots” poured onto the streets of Beira, it turned out that they were backing Simango. The Renamo Sofala provincial and Beira city delegates, Fernando Mbararano and Faque Inacio, went into hiding, and Simango supporters took over the party’s offices, where they set up the “Renamo Management Commission”.
According to a report in the independent newsheet “Mediafax”, the Management Commission says it sent the letter to Momad at around 14.30 on Tuesday, with the warning that if they did not receive a satisfactory answer by Wednesday they would run Simango as an independent candidate.

The commission’s spokesperson, Chico Jose, said the Commission has already collected 4,000 signatures of registered Beira voters in support of Simango. On Wednesday the number could reach 5,000 – more than twice as much as the legally required figure of 2,300 (one per cent of the registered electorate).
But Momad told “Mediafax” that by the time he left his office on Tuesday, he had not received any letter from Beira. He dismissed the “Management Commission” on the grounds that it has “no legal existence”, as if he expected the law to resolve internal disputes in political parties.
Meanwhile the Commission is preparing what it describes as a “mega-demonstration” in support of Simango. They took care to notify the authorities in good time, and the police have authorized the demonstration.
Simango himself has now broken his silence. In an interview with the weekly paper “Magazine Independente” (MI), said he would accept the requests to stand as an independent. Those requests came from the public, from neighbourhood secretaries, from Renamo members and delegates and even from some members of the ruling Frelimo Party (though Frelimo, of course, would clearly benefit from a split in the Renamo vote).
Simango said “I was the victim of a small group of greedy and ambitious people, who want to loot the funds of Beira municipality for personal purposes. They are people who have a deficit of democratic culture and of good government management”.
He said he had been surprised at the news that he was no longer the candidate, but asked the people of Beira to remain calm, because the battle was not lost. “I’m leaving everything to the criterion of the public, because unity makes us strong”, he said.
MI also gives details of the turbulent scenes that followed the press conference given in Beira on Thursday by Mbararano to announce that Renamo was jettisoning Simango, supposedly because Pereira had been “chosen by consensus by the grass roots” as the candidate. But there had been no consultation and no inner party election, and the immediate result of Mbararano’s statements was that an angry crowd of Simango supporters invaded the Renamo offices, located in the densely populated neighbourhood of Munhava.
The demonstrators were threatening to lynch Mbararano. MI cites them as saying “We want to burn this man Mbararano alive, because he’s a traitor. We’ve been betrayed by Mbararano and by brigadiers Machava and Faque. We’re screwed. They’ve sold Beira to Frelimo and to Lourenco Bulha” (the Frelimo candidate for mayor).
Other shouts heard during the demonstration were “It’s a disgrace, Dhlakama! Wake up! It’s in all our interests to stop Beira falling into the hands of the communists!” (Although Frelimo abandoned Marxism-Leninism in 1989, Renamo still has the quaint notion that its adversaries are somehow “communist”).
Mbararano was punched, but the less violent wing of the pro-Simango faction saved him from a worse fate by hiding him in one of the offices. Later that evening, Renamo armed guards arrived to rescue him. Renamo keeps an entirely illegal armed force of a couple of hundred men, known as the “Presidential Guard”, in Sofala province. Most of them are in old Renamo military bases in Maringue and Cheringoma district, but Moises Machava, who held the rank of brigadier in Renamo’s guerrilla army, was able to mobiles some of them to save Mbararano’s neck.
Faque had already fled. After the events of Thursday night both men disappeared from public view and switched off their cell phones.
Nonetheless, MI managed to contact Mbararano and Faque, who both stuck to the line that “the grass roots” had decided to exclude Simango, and that the demonstrations were just the work of a group of Simango enthusiasts who did not want to accept “the will of the grass roots”.
That is not the opinion of the Renamo neighbourhood secretaries who spoke to the paper. Mondlane Natal, secretary of the Tchonja neighbourhood declared “I’ve never seen Manuel Pereira at the grass roots. We weren’t consulted about him. That’s why the population is sad about this decision and is proposing Daviz Simango as an independent candidate”.
The secretary of Nhangau neighbourhood, Armando Chico, declared “We don’t know Manuel Pereira by sight. President Dhlakama is going to destroy Renamo in Beira if he doesn’t retreat”.
(AIM)

Ultima intervencao publica do Dr. David Alone (Quinta feira dia 28 de Agosto de 2008


Com a devida venia, apresentamos a ultima intervencao publica do Dr Alone, efectivada 2 dias antes de nos deixar. Intervencao ocorreu no Hotel VIP, durante a realizacao do debate sobre a Zona de Comercio Livre na SADC, o organizado pelo Centro de Estudos Mocambicanos e Internacionais (CEMO):

'Muito obrigado, nao quero ser violento, mas a introdução da Zona do Comercio Livre, depende essencialmente de uma efectiva integracao regional, e essa integracao regional de facto, nao existe senão como uma mera hipotese filosofica, num saco cheio de boas intencões como chamam o inferno. Para mim, e na minha percepcao e que não passa mesmo disso. Se existe ou pode existir algum factor para integração esse factor só pode ser geográfico e cultural. De resto sobre factores politicos e economicos, tenho reservas substanciais. A nossa integração regional quando muito so pode ser elitista. E esta a ser elitista porque nao tem nada a ver com os povos da regiao, e muito menos com o povo mocambicano. Povos estes que nao foram ditos nem achados e foram pura e simplesmente ignorados. Nao foram consultados, nao houve nenhum referendo! So congeminaçães das Cimeiras e as Cimeiras não produzem integracão regional! A oradora disse que houve consulta ao sector privado, admitindo que sim, mas parece que não, o senhor Patel e o representante dos Mukheristas que tambem foi claro na sua intervenção. Portanto, nao houve consulta nenhuma, foi apenas uma consulta a elite economica nacional ou se não foi politico, socio politico e economico. E tenho dito, o meu muito obrigado!

Wednesday, 3 September 2008

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE, LIDERANCA, MEMBROS E SIMPATIZANTES DA RENAMO NA CIDADE DA BEIRA


SUA EXCIA SENHOR PRESIDENTE DO PARTIDO RENAMO,

Afonso Macacho Marceta Dhlakama,

Senhores Membros da Comissao Politica,
Senhores membros do Concelho Nacional,
Senhor Presidente do Concelho Municipal da Beira, Eng. Davis Simango
Senhor Deputado da AR, Manuel Pereira,
Membros da Delegacao do Partido na Beira,
Caros membros e simpatizantes do Partido,
Excias,

E com profunda dor, consternacao e alto sentido patriotico que vos dirijo, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, em vertude de estar fora do pais.

Caros dirigentes, colegas, membros e simpatizantes,

Vai a enterrar hoje, o Dr. David Alone, membro senior do partido e um exemplo de luta e engajamento pela causa que todos almejamos servir e sacrificamos nossas vidas, carreiras, sonhos, familias, bens e ambicoes.

Encerra hoje, mais uma pagina na dolorosa caminhada que o Dr. Alone teve neste vale de lagrimas! Ficam para tras, os tempos da 'reeducacao' em Mocuba Sisal, Zambezia, onde apesar de Doutorado numa das mais prestigiadas instituicoes europeias, teve que passar meses acordando as quatro da manha, para estar ao lado dos camponeses e trabalhadores eventuais da Companhia da Boror, cortando e carregando fardos de sisal, ele proprio! Ficam para tras, os dias em que este patriota teve que ficar em isolamento na cadeia da Cidade da Beira, pelo simples crime de ser Doutor! Ficam para tras, os tenebrosos dias na BO de Quelimane, no meio de cidadaos nacionais presos so porque a sua religiao nao lhes permitia dizer viva a Frelimo! Ficam para tras as noites de insonia provocadas pela ditadura que usurpara as liberdades de um povo inteiro! Ficam para tras os tempos de incerteza sobre o segundo, o minuto, a hora a seguir, sobre as interrogacoes dos agentes da PIC e da seguranca do entao nascente Estado Popular! Ficam para tras as proibicoes de leccionar, proibicao essa que nem os Acordos de Paz, nem as primeiras eleicoes, as segundas, ou as terceiras conseguiram liberta-lo! Ficam para tras os temores sobre a possibilidade de um dia voltar a ver a sua Betty, o seu Miguelito, dois amores de que nunca se separou!

Fica para tras uma vida cheia de injusticas mas tambem de celebracoes, porque apesar de banido David Alone soube mostrar que o 'trabalho dignifica o homem!' Nao apenas na teoria mas na pratica! Pelo trabalho abnegado o Dr. Alone conseguiu passar da sua condicao de 'cortador de sinal' a membro do Conselho de Estado, a membro da Comissao Permanente da Assembleia Popular, a Conselheiro da Agenda 2025! Subindo degrau a degrau, desde chefe da comissao administrativa da Boror, a director administrativo da Geralco, a director provincial e depois regional da Enacomo, e quica ao posto de Director Provincial da Industria e Energia em reconhecimento da sua competencia profissional e integridade moral. Reconhecimentos esses feitos por um regime que o declarara 'persona non grata', um quase vivo-morto! A historia deste homem confunde-se com a historia da luta pela democracia em Mocambique, com historia da segunda luta de libertacao do povo Mocambicano!

Fica para tras hoje, a trajectoria de um Homem que amou a sua patria! Um homem que tinha tudo para sair do pais e nao saiu! Um homem que nao soube apesar das circunstancias soletrar a palavra 'traicao' a sua patria!

Fica para tras, um monumento, uma biblioteca, um exemplo de vida e de luta que deveria ser seguido por todos os jovens da minha patria! Sim todos porque para David Alone, a Patria estava em primeiro lugar! A patria estava acima de tudo e de todos! Independentemente das cores partidarias, da etnia, da raca, do genero! 'Servir, e servir sempre a patria', era o seu locomotiv!

Excias,
Colegas,

Neste momento de dor e luto, neste momento em que nos despedimos deste grande filho da patria mocambicana, tenho em respeito a memoria deste destacado filho da patria, dizia eu que tenho apenas um pedido:

Ao Presidente da Renamo, Afonso M. M. Dhlakama, que soube ouvir o choro e o lacrimejar de um povo inteiro e veio em seu socorro para liberta-lo dos apetites do abutres que trairam a revolucao popular de Magaia, Kankomba, Simango, e Mondlane;
Ao Presidente do Municipio da Beira Eng. Davis Simango;
Ao deputado da Assembleia da Republica, Manuel Pereira;
Aos membros da Renamo na Cidade na Beira;
Aos membros do Conselho Nacional;
Aos membros da Comissao Politica:

Nao traiamos a vida, a luta, a entrega e a memoria do Dr. David Alone! Pensemos nao nos nossos interesses pessoais, umbilicais, grupais, etnicos! Pensemos na grande causa a que David Alone e muitos jovens, criancas, mulheres, velhos deram suas vidas! Pensemos no bem do povo mocambicano, no bem dos municipes da Cidade da Beira. Inspiremo-nos no exemplo de vida do Dr. Alone: ponhamos os interesses do partido, os interesses patrioticos, e a democracia acima de qualquer outro interesse!

Deixemos que o Dr. Alone descanse em paz, que a sua memoria de guerreiro finalmente descanse! Que a sua luta e aluta de milhares de mocambicanos nao tenha sido em vao! Lutemos pois, todos juntos para que o seu sonho de alternacia governativa esteja cada vez mais perto e nao mais longe! Deixemos os nossos orgulhos umbilicais de lado! Lutemos para o bem estar e promocao da paz, concordia, e democracia na Beira, no partido e no pais! Entanto que pais da democracia temos uma obrigacao: liderar, ganhar, ou perder dando exemplo!

A esposa de Cesar nao basta que seja fiel, e importante que o pareca!

A nossa causa e justa! Nao entreguemos o ouro ao 'bandido' por razoes umbilicais! Nao traimos o espirito daqueles que durante 16 anos sacrificaram suas vidas para que hoje respirassemos o ar puro da democracia! Para que os jovens de hoje tivessem o direito a livre expressao, a opiniao!

Enquanto nos distraimos ' a hiena' celebra na esquina mais proxima, sonhando com o sabor da nossa carne putrefacta! Sim putrfacta porque depois da luta interna, depois de nos enfraquecermos uns aos outros ela aparecera triunfante ao banquete!

O tempo nao esta do nosso lado. Falta apenas, um dia para o fecho das candidaturas as eleicoes municipais! Mesmo assim, penso que AINDA VAMOS A TEMPO DE RECONCILIAR A FAMILIA DA RENAMO, para juntos possamos celebrar o sonho do Dr. Alone e de muitos patriotas!

Senhor Presidente Afonso Macacho Marceta Dhlakama, apesar da hora tardia, ainda vamos a tempo de unir e reconciliar a familia e avancarmos com um unico candidato!

Respeitosamente,

TENHO DITO,

Manuel de Araujo

Monday, 1 September 2008

TOMBOU O EMBONDEIRO DE ULONGUE!


Foi com incredulidade e consternacao que recebi Sabado ultimo, a noticia do desaparecimento fisico do Dr. David Aloni, membro do Conselho de Estado, ex-deputado e membro da Comissao Permanente da Assembleia da Republica, Conselheiro da Agenda 2025, membro do Conselho Nacional e Ministro da Industria e Comercio no Governo-Sombra da Renamo.

A morte de David Aloni, e uma perda irreparavel nao apenas para o pais, mas tambem para a oposicao, para os cidadaos das provincias da Zambezia e Tete e da populacao do Distrito de Ulongue, sua terra natal. E uma perda para a juventude mocambicana que via em David Aloni, um modelo singular de dirigente comprometido com a causa do seu povo! Um dos poucos dirigentes deste pais, que sabia colocar os interesses do pais acima dos interesses partidarios, regionais, familiares ou pessoais. David Aloni era um mocambicano de raiz, um patriota que amava o seu povo e a sua cultura! Um patriota que amava as suas gentes e que nao discurava suas origens camponeses mas aristocraticas dentro da 'estrutura filosofica negro-africana', como ele propria e muito bem o sabia definir. dono de uma escrita peculiar, David aloni sabia destruir com razao, sem ofender nem beliscar o adversario. Os seus lendarios discursos e intervencoes do pulpito da nossa Casa Magna, a Assembleia da Republica, seus artigos imortalizados nos semanarios Zambeze, Magazine Independente e Savana sao disso testemunha. A sua obra intelectual iniciada ao longo da sua formacao quer no seminario, quer em Portugal ou no Reino dos Paises Pais onde se doutorou (PhD)em Sociologia e Relacoes Internacionais e uma autentica biblioteca e passa pela publicacao ainda antes da independencia nacional ou pouco depois de duas obras de valor inestimavel. Oxala a academia mocambicana saiba valorizar o trabalho intelectual deste filho da patria mocambicana, que teve o 'azar' e por isso pagou o preco, de estar do 'lado errado da historia' e amar seu povo e suas origens, segundo seus detratores, que o idolatravam em surdina mas o odiavam e invejavam pela fulminencia e lucidez de seu raciocinio.

Apagou-se uma estrela na noite intelectual mocambicana. Morreu David Aloni, Um homem de grande caracter e inteligencia. Um homem que representava a integridade moral e coerencia.

Morreu David Aloni sem ter realizado dois dos seus sonhos. Leccionar e ver sua terra respirar o ar puro da democracia materializada na alternancia do poder, liberdade de opiniao e de expressao. Para meu desconforto, varias faculdades deste pais, publicas e privadas negaram-lhe o direito simples defendido pela nossa Constituicao da Republica- o direito de leccionar! Vi e vivi como isso lhe corroia a alma. Mas mesmo assim, nunca o vi desistir ou desfalecer ou curvar-se perante seus adversarios, quer internos quer externos!
A sua ultima aparicao publica foi na ultima Quinta Feira no Hotel VIP, no debate sobre o 'Impacto da Zona de comercio Livre na economia Mocambicana;, organizada pelo Centro de Estudos Mocambicanos e Internacionais (CEMO) de que era fervoroso apoiante e conselheiro. Aloni, como sempre, leu a sua intervencao.

Morreu David Aloni – meu modelo de academico, professor, mentor e quica pai ideologico!

Conheci o Dr. David Aloni na Cidade de Quelimane. Andava eu na 7a classe na Escola Secundaria 25 de Setembro, vulgo ‘Liceu’. Aloni era director da Enacomo, uma empresa que procedia a distribuicao e comercializacao de produtos alimentares na provincia da Zambezia e mais tarde da Companhia da Zambezia ou vice-versa.

Na altura andava eu 'apaixonado' pela poesia e fazia parte de um grupo de estudantes do ‘liceu’ que faziam parte do Nucleo de Artistas e Escritores da Zambezia (NEAZA). E logico que com catorze anos nao eramos membros efectivos, eramos uma especie de aprendizes de sapateiro, de ‘continuadores’ da NEAZA. Faziam parte do grupo o Armando, o Belarmino Varela de Barros, o Octavio e outros. Uma vez por mes, aos Sabados a tarde reunia-mo-nos nas traseiras do Gabinete do Governador, no Restaurante Aquario, para algumas tertulias poeticas, acompanhadas de poesia e quica de alguns comes e bebes, sempre e infalivelmente, gentilmente patrocinadas por David Aloni, na companhia do tambem sempre jovem poeta e escritor Joao Inroga-Pai.

David Aloni notabilizava-se nao apenas na direccao do nucleo, mas essencialmente na simplicidade, no carinho e esperanca com que tratava os seus 'continuadores', os continuadores do seu sonho de poeta. Lembro-me das inumeras vezes em que David Aloni, com a paciencia de chines, corrigia e nos mandava redigir de novo os poemas e contos, ate atingir os 'minimos exigidos para uma apresentacao em publico'. Era um pedagogo exemplar, de se lhe tirar o chapeu.

Estavamos em Guerra. Lembro-me do dia em que o Dr. Aloni nos levou para um apartamento, no Predio Bulha para vermos ‘in loco’ um video que mostrava como os ‘bandidos armados’ haviam arrasado a Vila de Milange e com eles levado todos os zincos da vila. Na altura contavam-se as pessoas que na Cidade de Quelimane possuiam um video. E ele era dos poucos e vivia, se a memoria nao me trai, numa casa da Companhia da Zambezia, a alguns metros do palacio do governador provincial.

Essa imagem de uma vila sem zincos nunca mais saiu do meu imaginario, tendo marcado toda a minha vida! Tinha sido, a primeira percepcao vivida por mim, sobre os efeitos nefastos da Guerra, que apenas ouviamos falar na rua, ou entao pela radio, pois na altura nao havia sinais de televisao na Cidade de Quelimane.

Confesso que uma das maiores decepcoes que tive na minha curta mas excitante vida politica foi ter sido eleito deputado da AR foi, e nao ter podido estar lado a lado com a sabedoria do ‘meu professor’ e mentor social e politico!

Do Dr Aloni aprendi uma coisa que prezo e prezarei ate ao fim dos meus dias de vivente neste vale de lagrimas: a ser coerente comigo meso e nunca manter-me calado! Todas as vezes que nos encontravamos, e a ultima foi quando o convidei para dar uma palestra majestral no Hotel Rovuma sob os auspicios do CEMO sobre 'A xenofobia na Africa do Sul', o Dr Aloni perguntava-me. continuas a dar aulas? -meu filho, 'nunca abandones a academia'!.

A avaliar pelos recentes acontecimentos no Municipio da Beira, sem querer ser advinho, posso imaginar que deve ter-lhe doido a alma! Aloni defendia a cultura democratica com unhas e dentes. Na obra Mocambique 10 Anos de Paz, de Brazao Mazula, Aloni disse sem papas na lingua: 'Na dimensao politica, importa referir que, aquilo que seria de desejar-a reconciliacao nacional entre os mocambicanos a luz do artigo 66 da Constituicao da Republica, ainda nao se efectivou. E ainda uma miragem porque ainda persistem os resquicios dos anos da Guerra agravados por preconceitos que levam a exclusao social de uma boa parte da sociedade mocambicana, porque se institucionalizou o espirito de clube', para depois rematar: 'Multipartidarismo, sim; democracia, sim, mas tudo quase so no papel. De boas intencoes estao cheios os nossos dirigentes politicos, mas, na pratica, nada acontece, porque o principio e: 'quem nao esta comigo, 'esta ipso facto, contra mim'

E dificil aceitar esta orfandade. A natureza e por vezes injusta. Muito injusta!

Saibamos pois valorizar esta dadiva humana. Saibamos preservar a obra, a memoria e o legado deste 'homem incompreedido pelos seus e pelos demais.'

David Aloni era a reserva moral e intelectual do oposicao em Mocambique! Os seus ensinamentos ficaram indelevelmente registados na historia desta patria indica.

Em memoria deste grande HOMEM, deste PATRIOTA de credenciais indescritiveis, deste nacionalista ferrenho, intelectual e academico de finura e perspicacia inigualavel, homem de uma verticalidade estonteante, parlamentar e debatedor de primeira agua, lider incontestavel de massas como o demonstrou quando cabeca de lista nas provincias da Zambezia e de Tete com vitorias estonteantes, africanista de gema, ficaremos ate Quarta feira, dia previsto para o seu enterro sem blogar!

A familia enlutada, a esposa, ao Paulo, Carlitos, Miguel e Arlete, vao os nossos mais sentidos pesames! Estamos de luto: Perdemos um pai, biologico para voces, mas ideologico para mim!

Saibamos valorizar e preservar o pensamento, a imagem, a luta, a causa, a memoria e fundamentalmente o legado deste Embondeiro de Ulungue!

Onde tomba um combatente pela liberdade, nascem milhares de combatentes! Que o caule do seu giganteco tronco, adube o solo de onde nascerao milhares de embondeiros com caules ainda mais pujantes, eloquentes e frondosos!

Continuaremos com a luta, porque a nossa luta e JUSTA!

PAZ A SUA ALMA!

BAYETE, COMANDANTE ALONI!

Manuel de Araujo (LONDRES)