Wednesday, 20 February 2008

Custo de vida periga paz! Confirma pesquisa do CEEI/ISRI




O ELEVADO custo de vida, os homens armados, os altos índices de criminalidade e de desemprego nas zonas urbanas, constituem factores que podem perigar a paz de que o país desfruta há mais de 15 anos, segundo indicam os resultados de pesquisas levadas a cabo recentemente pelo Centro de Estudos Estratégicos Internacionais (CEEI). Tais pesquisas indicam ainda que a cooperação que se mantém em vários domínios com vários países, sobretudo da região constitui uma mais-valia para afastar qualquer espectro de desestabilização.
Maputo, Quarta-Feira, 20 de Fevereiro de 2008:: Notícias

A pesquisa, cuja realização contou com o suporte do Instituto Superior de Relações Internacionais (ISRI) foi apresentado publicamente há dias na cidade de Nampula. Aponta que a corrupção que se caracteriza pelo enriquecimento fácil e ilícito de alguns em detrimento da maioria, assim como a prevalência de conflitos sobre o uso e aproveitamento da terra são alguns, de entre outros, factores que podem perigar a paz e estabilidade política.
Nos últimos tempos assiste-se a manifestações populares um pouco por todo o país em protesto contra a carestia da vida. O estudo do CEEI/ISRI observa que as manifestações podem assumir níveis de difícil controlo, num país em que as forças da lei e ordem mostram alguma fragilidade para combater os distúrbios e a criminalidade.
Na região centro existem homens armados que pertenceram ao antigo movimento armado – a Renamo. O Governo tem insistido repetidas vezes que a prevalência de homens armados constitui um perigo para a paz além de servir de fonte de fornecimento de armas a outros bandos.
A pesquisa indica igualmente que o crime organizado, pela sua natureza, interfere negativamente na segurança de pessoas e bens do que propriamente da segurança do Estado.
Uma nota especial do estudo vai para os antigos combatentes da luta de libertação nacional que podem constituir um factor de alteração da ordem pública, quando não forem adoptadas estratégias visando a acomodação dos seus direitos.
O aconselhamento que o estudo faz em relação à criminalidade é de que se deve continuar a promover acções educativas no seio da camada jovem que aparenta alguma vulnerabilidade ao cometimento de actos ilícitos.Para maior controlo dos refugiados que escolheram o nosso país para se acomodar, o aconselhamento feito às autoridades governamentais é de que deve melhorar os sistemas de acolhimento além de deportação dos imigrantes ilegais, pois as constatações apontam para o seu envolvimento em actos ilícitos visando conseguir documentação pessoal para se manterem em Moçambique.

Missao do FMI em Maputo!


UMA missão do Fundo Monetário Internacional vai visitar Moçambique a partir de amanhã para se inteirar da evolução económica real do país.

O FMI pretende reforçar o seu empenho na mobilização de apoios a nível internacional para a promoção do crescimento económico e redução da pobreza em Moçambique. O programa da visita inclui uma audiência com o Presidente da República, Armando Guebuza e um encontro conjunto de trabalho com os ministros das Finanças e da Planificação e com o governador do Banco de Moçambique. A missão do FMI vai também manter encontros com o sector privado, Grupo Moçambicano da Dívida e com a Comissão da NEPAD/PRM.

Clinton: Dois estados, dois debates e uma possibilidade


Conseguira Hilary recuperar das dez derrotas consecutivas? Ohio e Texas parecem ser as ultimas esperancas da antiga Primeira Dama na sua corrida a nomeacao pelo seu partido! Se perder num destes estados ou nos dois, entao sera altura de dizer 'bye bye Madame Clinton! Caso venca, a luta pela nomeacao voltara onde iniciou, com um empate tecnico!

Consegura Hilary dar a volta?


O tempo e o melhor juiz, aguardemos ate 4 de Marco.

Para mais detalhes viagemos na companhia de Beth Fouhy da AP.


Um abraco, MA


Analysis: Clinton looks to Ohio, Texas

By BETH FOUHY, Associated Press YOUNGSTOWN, Ohio - Texas and Ohio: Two states, two debates, one chance for Hillary Rodham Clinton to save her moribund candidacy for the Democratic presidential nomination.

The former first lady suffered another bruising night Tuesday, badly losing the Wisconsin primary and the Hawaii caucuses to Barack Obama. The Illinois senator has now crushed Clinton in 10 straight contests, amassing a growing delegate lead and building support among women and white working class voters who have long formed the core of Clinton's candidacy.
Clinton aides have tried gamely for weeks to downplay her chances in Wisconsin and shift focus to Ohio and Texas, two large, delegate-rich states holding primaries March 4. Texas offers a large population of Hispanic voters who have so far rallied to her candidacy, while Ohio is home to millions of blue collar Democrats her strategists believe are receptive to her populist economic pitch.
The New York senator is also banking on a strong showing in two nationally televised debates, hoping to remind voters of her detailed mastery of issues.
But Democratic strategist Garry South said Clinton's hope for a Texas and Ohio comeback has dwindled with each Obama victory.
"Hillary Clinton is honestly hanging by a thread. You can't just keep cherry picking states," South said. "Momentum is overused more than any other word in campaigns, but there is a momentum factor. And at the moment she doesn't have it."
Clinton's top advisers in Ohio and Texas nonetheless gave an upbeat assessment Tuesday, telling reporters the outcome in Wisconsin would have little bearing on her chances in the two states.
"Texas is one of those great independent states," state director Ace Smith said, while Ohio director Robby Mook added, "I don't think Ohio voters are worried about the horse race."
Perhaps.
But strategists say a win or even a close showing in Wisconsin could have been a game changer for Clinton — a chance to slow Obama's momentum in a place that seemed tailor-made to her strengths. While the state is home to many of the college-educated Democrats who have typically favored Obama, it also has a large population of elderly and blue collar voters who have formed the core of Clinton's base.
Exit polls in the state indicate that base is eroding, with Obama making significant inroads among less educated voters, whites and women while maintaining strength among younger, better educated voters and blacks. Only elderly white voters stuck with Clinton.
Obama spent most of last week in Wisconsin, generating days of TV news and front page headlines. He also advertised heavily there on television.
Clinton stayed away until Saturday but ran her first negative television ads in the state, ripping the Illinois senator for refusing to debate her there.
"The notion that your Democratic voters in Wisconsin, a big Midwestern state, are so different than they are in Ohio, another big Midwestern state, that you can ignore one and win big in the other is a really strange strategy," South said.
While polls in Ohio and Texas currently appear favorable to Clinton, Obama benefits from a two-week lag time until voters in both states go to the polls. He has ample time and money to chip away at her lead, especially in Ohio where he has attacked Clinton for her past support of trade deals like NAFTA that have disproportionally hurt working class voters. Clinton has become a NAFTA critic even though she has previously helped champion the measure as a product of her husband's presidency.

OBAMA 10 CLINTON 0



Barack Obama venceu mais dois estados, totalizando dez vitorias consecutivas, naquilo que analistas consideram de nomeacao 'quase' irreversivel! O vento da mudanca que iniciou em Des Moines, Iowa, parece imparavel! Obama venceu a sua rival em Wisconsin e Hawai, ontem a noite. ' A mudanda que almejamos esta a alguns meses e a algumas milhas. Trarei de volta as nossas tropas. Em 2009 terminarei com a guerra no Iraque', Afirmou triunfante Obama que agora tem 145 delegados em relacao a Hilary Clinton.


A proxima grande batalha sera a 4 de Marco em Ohio onde estao e disputa 370 delegados. Ohio, nao sera pera facil para Obama, mas para quem venceu em Iowa, so o ceu pode ser o limite!





A ver vamos,

Para mais detalhes viagemos na companhia e David Aspo da AP.

Um abraco, MA







Obama wins Wis. primary, Hawaii caucus
By DAVID ESPO, AP Special Correspondent 1 hour, 5 minutes ago
WASHINGTON - Barack Obama cruised past a fading Hillary Rodham Clinton in the Wisconsin primary and Hawaii caucuses Tuesday night, gaining the upper hand in a Democratic presidential race for the ages.



The twin triumphs made 10 straight for Obama, and left the former first lady in desperate need of a comeback in a race she long commanded as front-runner.
"The change we seek is still months and miles away," Obama told a boisterous crowd in Houston in a speech in which he also pledged to end the war in Iraq in his first year in office.
"I opposed this war in 2002. I will bring this war to an end in 2009. It is time to bring our troops home," he declared.
Sen. John McCain, the Republican front-runner, won a pair of primaries, in Wisconsin and Washington, to continue his march toward certain nomination.
In a race growing increasingly negative, Obama cut deeply into Clinton's political bedrock in Wisconsin, splitting the support of white women almost evenly with her. According to polling place interviews, he also ran well among working class voters in the blue collar battleground that was prelude to primaries in the larger industrial states of Ohio and Pennsylvania.
Clinton made no mention of her defeat, and showed no sign of surrender in an appearance in Youngstown, Ohio.
"Both Senator Obama and I would make history," the New York senator said. "But only one of us is ready on day one to be commander in chief, ready to manage our economy, and ready to defeat the Republicans. Only one of us has spent 35 years being a doer, a fighter and a champion for those who need a voice."
In a clear sign of their relative standing in the race, most cable television networks abruptly cut away from coverage of Clinton's rally when Obama began to speak in Texas.
McCain easily won the Republican primary in Wisconsin with 55 percent of the vote, dispatching former Arkansas Gov. Mike Huckabee and edging closer to the 1,191 delegates he needs to clinch the GOP nomination at the party convention in St. Paul, Minn. next summer. The Arizona senator also won the primary in Washington, where 19 delegates were at stake, with 49 percent of the vote in incomplete results.
In scarcely veiled criticism of Obama, the Republican nominee-in-waiting said, "I will fight every moment of every day in this campaign to make sure that Americans are not deceived by an eloquent but empty call for change."
McCain's nomination has been assured since Super Tuesday three weeks ago, as first one, then another of his former rivals has dropped out and the party establishment has closed ranks behind him.
Not so in the Democratic race, where Obama and Clinton campaign seven days a week, he the strongest black presidential candidate in history, she bidding to become the first woman to sit in the White House.
Ohio and Texas vote next on March 4 — 370 convention delegates in all — and even some of Clinton's supporters concede she must win one, and possibly both, to remain competitive. Two smaller states, Vermont and Rhode Island, also have primaries that day.
With the votes counted in all but one of Wisconsin's 3,570 precincts, Obama won 58 percent of the vote to 41 percent for Clinton.
With more than 70 percent of the vote counted in Hawaii, Obama was winning 75 percent to 24 percent for Clinton.
Wisconsin offered 74 national convention delegates. There were 20 delegates at stake in Hawaii, where Obama spent much of his youth.
Washington Democrats voted in a primary, too, but their delegates were picked earlier in the month in cacuses won by Obama.
The Illinois senator's Wisconsin victory left him with 1,303 delegates in The Associated Press' count, compared with 1,233 for Clinton, a margin that masks his 145-delegate lead among those picked in primaries or caucuses. It takes 2,025 to win the nomination at the party's national convention in Denver. Allocation of the 20 Hawaii delegates was not being calculated until later Wednesday.
Obama's victory came after a week in which Clinton and her aides tried to knock him off stride. They criticized him in television commercials and accused him of plagiarism for using words first uttered by Massachusetts Gov. Deval Patrick, a friend. He shrugged off the advertising volley, and said that while he should have given Patrick credit, the controversy didn't amount to much.
The voters seemed not to care.
Wisconsin independents cast about one-quarter of the ballots in the race between Obama and Clinton, and roughly 15 percent of the electorate were first-time voters, the survey at polling places said. Obama has run strongly among independents in earlier primaries, and among younger voters, and cited their support as evidence that he would make a stronger general election candidate in the fall.
Obama began the evening with eight straight primary and caucus victories, a remarkable run that has propelled him past Clinton in the overall delegate race and enabled him to chip away at her advantage among elected officials within the party who will have convention votes as superdelegates.
The economy and trade were key issues in the race, and seven in 10 voters said international trade has resulted in lost jobs in Wisconsin. Fewer than one in five said trade has created more jobs than it has lost.
The Democrats' focus on trade was certain to intensify, with primaries in Ohio in two weeks and in Pennsylvania on April 22.
Obama's campaign has already distributed mass mailings critical of Clinton on the issue in Ohio. "Bad trade deals like NAFTA hit Ohio harder than most states. Only Barack Obama consistently opposed NAFTA," it said.
Clinton's aides initially signaled she would virtually concede Wisconsin, and the former first lady spent less time in the state than Obama.
Even so, she ran a television ad that accused her rival of ducking a debate in the state and added that she had the only health care plan that would cover all Americans and the only economic plan to stop home foreclosures. "Maybe he'd prefer to give speeches than have to answer questions" the commercial said.
Obama countered with an ad of his own, saying his health care plan would cover more people.
Unlike the Democratic race, McCain was assured of the Republican nomination and concentrated on turning his primary campaign into a general election candidacy.
In one sign of progress in unifying the party, he split the conservative vote with Huckabee in Wisconsin.
Huckabee parried occasional suggestions — none of them by McCain — that he quit the race. In a move that was unorthodox if not unprecedented for a presidential contender, he left the country in recent days to make a paid speech in the Grand Cayman Islands.
McCain picked up endorsements in the days before the primary from former President George H.W. Bush and former Massachusetts Gov. Mitt Romney, a campaign dropout who urged his 280 delegates to swing behind the party's nominee-to-be.

Tuesday, 19 February 2008

RECLAMACAO DO GABINETE CENTRAL DA RENAMO


GABINETE CENTRAL DE ELEIÇÕES





Exmo Senhor

Presidente da CNE (Comissão Nacional de Eleições)


Assunto: Reclamação


O Partido RENAMO, através do Gabinete Central de Eleições vem constatando que o presente processo de recenseamento eleitoral está revestido de inúmeras irregularidades que foram provadas quer pelos órgãos que este processo dirigem, como constatadas pelos Partidos Políticos neste processo interessados.

A primeira fase deste processo, como é de conhecimento público, esteve prenhe de lacunas que passam da avaria frequente dos MOBILE ID, falta de material de recenseamento, brigadistas mal preparados para manusear o MOBILE ID, até a emissão de cartões de eleitores com robustos problemas, sem deixar de lado o início tardio do censo eleitoral em grande parte do país.

Estamos profundamente preocupados com a situação do recenseamento eleitoral nas Províncias centrais severamente afectadas pelas cheias. Referimo-nos à Tete, Manica, Sofala e Zambézia.

No periodo em que decorre a segunda fase do recenseamento eleitoral, cujo início foi à 15 de Janeiro, e o término previsto para o dia 15 de Março do corrente ano, alguns fenómenos devem ser destacados e, imediatamente, tomados em consideração:

1) a problemática das cheias nas Províncias de Tete, Manica, Sofala e Zambézia que já provocaram mais de 250 mil deslocados e cerca de 100 mil encontram-se nos centros de acomodacão;

2) Nas Províncias e zonas afectadas não há condições objectivas para a realização do censo eleitoral.

As irregularidades verificadas na primeira fase, não foram colmatadas. Estas continuam presentes e assumindo novos contornos pondo em risco um processo que se pretende justo, transparente e abrangente.

Por exemplo em Sofala:

1) Continuamos a verificar MOBILE ID’s inoperantes;

2) Equipas de recenseamento mal preparadas, desistência e falta de brigadistas nos postos de recenseamento, roubo de combustível, falta de reprogramação dos MOBIL ID na versão 14, armazenamento de computadores nos STAEs com fins pouco claros, reclamações dos fiscais obstruidas pelos supervisores, postos de recenseamento parados (por exemplo há 2 brigadas paradas em Marromeu, 2 em Caia, 10 no Buzi, 5 em Chibabava, 5 em Nhamatanda paradas desde a primeira fase e 2 em Machanga).

Na Zambézia:

1) Na primeira semana do recenseamento da segunda fase, 50 brigadas não tinham ainda iniciado as suas actividades;

2) Neste momento, em Morrumbala sede, há 12 brigadas de recenseamento paradas que deveriam estar a operar no posto administrativo do Chire;

3) No distrito da Maganja da Costa as brigadas de recenseamento apenas estão em actividade na Vila sede, em Nante e em Bajone. No resto do Distrito não há recenseamento eleitoral;

4) Na noite do dia 15 do corrente mês a brigada 523 no posto de recenseamento número 526, em Namacata, arredores da cidade de Quelimane, foi roubado um computador que contém o caderno de recenseamento número 2.092 com 368 eleitores e uma “fleche memory” contendo 1.368 eleitores registados e outros materiais de registo.

Até ao presente momento não há ainda nenhuma informação oficial sobre os responsáveis deste acto e como se prevé a recuperação destes registos.

Em Nampula:

Das constatações gerais temos a ilustrar:

1) Cerca de 80 computadores avariados designadamente: 6 na cidade de Nampula, 9 em Angoche, 5 em Eráti, 4 em Memba, 5 em Mogovolas, 12 em Monapo, 3 em Muecate, 2 em Nacaroa, 4 em Ribáuè, 12 em Murrupula, 2 em Lalaua, 3 em Malema, 4 em Mecuburi, 3 em Mongincual, 4 em Moma, 3 em Mossuril, 1 em Nacala-a-velha, 5 em Rapale, 2 na Ilha de Mocambique.

Todos estes computadores encontram-se no STAE Provincial e avariados com implicações gravíssimas para o registo de novos eleitores, mas também daqueles que necessitam de trocar e/ou regularizar os seus cartões.

Os órgãos eleitorais e as autoridades policiais continuam indiferentes quanto ao comportamento dos membros e militantes do Partido no Poder que perpetram actos de violência política contra os membros da RENAMO que fiscalizam as actividades do censo eleitoral.

Todos os aspectos aqui abordados carecem de uma resposta urgente por parte da CNE. Notamos que este órgão, a semelhança dos supervisores dos postos de recenseamento eleitoral, tende a não atender as reclamações, denúncias, protestos dos Partidos políticos, em particular da RENAMO. Casos elucidativos remetem-nos para a carta/ reclamacao remetida a CNE pelo Gabinete Central de Eleições da RENAMO, no dia 27 de Setembro de 2007 que só veio a ser, por aquele órgão, respondida dois meses depois, isto é no dia 10 de Dezembro de 2007.

Queremos uma resposta urgente e pública por parte da Comissão Nacional de Eleições e do Conselho de Ministros, em relação aos problemas acima apresentados.

Que a Comissão Nacional de Eleições oficie o Conselho de Ministros para que decrete o prolongamento do recenseamento eleitoral:

nas zonas afectadas pelas cheias e
nos postos de recenseamento onde, por razões técnicas e intensionais, a actividade se encontra paralizada.

Por um processo de recenseamento justo, transparante e abrangente.


Maputo, aos 18 de Fevereiro de 2008.



O Chefe do Gabinete Central de Eleições
________________________
Dr. Joaquim Marungo Bicho

BYE BYE CASTRO?


O lider Cubano Fidel Castro aunciou que nao voltara a liderar o pais como Chefe de Estado ou como Comandante em Chefe das Forcas Armadas, 4 anos depois de ter tomado o poder.


Castro tem 81 anos e encontra-se a recuperar de uma enfermidade grave e nao e visto em publico ha mais de 19 meses.

MA


Fidel Castro retires


By Anthony Boadle


HAVANA (Reuters) - Ailing Cuban leader Fidel Castro said on Tuesday that he will not return to lead the country as president or commander-in-chief, retiring as head of state 49 years after he seized power in an armed revolution.


Castro, 81, who has not appeared in public for almost 19 months, said in a statement to the country that he would not seek a new presidential term when the National Assembly meets on February 24.
"To my dear compatriots, who gave me the immense honor in recent days of electing me a member of parliament ... I communicate to you that I will not aspire to or accept -- I repeat not aspire to or accept -- the positions of President of Council of State and Commander in Chief," Castro said in the statement published on the Web site of the Communist Party's Granma newspaper.
The National Assembly or legislature is expected to nominate his brother and designated successor Raul Castro, 76, as president. The younger brother has been running the country since emergency surgery to stop intestinal bleeding forced Castro to delegate power July 31, 2006.
The title of "Comandante en Jefe" or commander-in-chief, was created for Castro in 1958 as supreme leader of the guerrilla forces that swept down from the mountains of eastern Cuba to overthrow U.S.-backed dictator Fulgencio Batista.
Castro's retirement draws the curtain on a political career that spanned the Cold War and survived U.S. enmity, CIA assassination attempts and the demise of Soviet Communism.
A charismatic leader famous for his long speeches delivered in his green military fatigues, Castro is admired in the Third World for standing up to the United States but considered by his opponents a tyrant who suppressed freedom.
His illness and departure from Cuba's helm have raised doubts about the future of the Western Hemisphere's only communist state.
"Fortunately, our Revolution can still count on cadres from the old guard and others who were very young in the early stages of the process," Castro said in his statement.
"They have the authority and the experience to guarantee the replacement," he said.
The streets of Havana were empty and news of Castro's retirement from politics had not reached Cubans yet by radio or the printed edition of Granma.
"It was logical for Fidel to quit because he has been saying that he is not well," said a musician who was leaving a cabaret. "But nothing will change until the government makes the economic reforms that Cuba needs," he said.
President George W. Bush, in Rwanda as part of a trip to Africa, had no immediate comment on Castro's plans to step down, White House spokesman Gordon Johndroe said on Tuesday.
Castro has only been seen in pictures since then, looking gaunt and frail, though his health improved enough a year ago to allow him to keep in the public mind writing reams of articles published by Cuba's state press.
"This is not my farewell to you. My only wish is to fight as a soldier in the battle of ideas. I shall continue to write under the heading of 'Reflections by comrade Fidel.' It will be just another weapon you can count on. Perhaps my voice will be heard. I shall be careful," Castro said.
Castro could remain politically influential as first secretary of the ruling Communist Party and elder statesman.
Raul Castro, Cuba's long-standing defense minister, has run raised expectations of economic reforms to improve the daily lot of Cubans since standing in for his brother, but he has yet to deliver.
(Reporting by Anthony Boadle, Editing by Eric Walsh)

Monday, 18 February 2008

PING-PONG NA AGRICULTURA: SONGANE E MAIOPUE DE VOLTA






O
MINISTRO da Agricultura, Soares Nhaca, movimentou, semana passada, quadros do seu sector. Em despachos separados de 12 e 15 de Fevereiro, Soares Nhaca exonerou Rogéria da Conceição Muianga, Céu Nora Matos, Maria Clementina Fernandes Machungo e Célia Ema Cumbe, das funções de directora de Administração e Finanças, directora nacional de Terras e Florestas, directora nacional dos Serviços Agrários e de directora adjunta de Administração e Finanças.


Por outro lado, o titular da pasta da Agricultura nomeou Raimundo Absolomo Cossa para as funções de director nacional de Terras e Florestas; Boaventura Simão Nuvunga para director nacional dos Serviços Agrários; Célia Ema Cumbe para directora nacional de Administração e Finanças. Igualmente nomeou Lúcia da Luz Mendes Luciano e Marcelo Raúl Chaquissa para as funções de directora nacional adjunta de Economia e de director nacional adjunto dos Serviços Agrários; Fernando Ferreira Songane para as funções de Assessor do ministro e coordenador do Programa Nacional de Desenvolvimento Agrário (PROAGRI) e Filomena Albano Maiopé para directora nacional do Instituto de Fomento do Caju.

GREVE NA ACUCAREIRA DE INCOMATI EM XINAVANE

A sede da fábrica Açucareira de Xinavane, província de Maputo, foi abalada sexta-feira por um motim protagonizado por cerca de 600 trabalhadores sazonais, que partiram computadores e vidros de edifícios da empresa, reivindicando aumento salarial e outras condições de trabalho. O motim durou cerca de 10 horas e os trabalhadores reivindicavam a efectividade na empresa, fornecimento de equipamento de trabalho, contratos de trabalho e aumento de salários que neste momento estão fixados em cerca de 1100 meticais para o sector da agricultura em todo o país. De todas as reivindicações que os trabalhadores apresentaram, a mais saliente era o aumento de salários em mais de 100 porcento. Mas o patronato considerou que tal não pode ser automático, remetendo esta questão à concertação social. Refira-se que a fixação de salário mínimo passa agora a ser feita por sectores de actividade. O patronato considera igualmente que esta reivindicação não é justificada , porque os salários actualmente pagos na empresa estão pouco acima do fixado pela tabela Nacional, para os trabalhadores do sector agrário. Todavia, mostraram-se dispostos a pagar o salário que for fixado no acordo a ser estabelecido na concertação social a ter lugar em Abril. Os gestores também comprometeram-se a fornecer equipamento de trabalho, enxadas, pagamento de dias de folgas e domingos, dispensa em caso de falecimento, entre outras preocupações. (Notícias) - O PAÍS - 16.02.2008

ELEIÇÕES NO ZIMBABWE




Quatro candidatos vão disputar as presidenciais zimbabweanas


O chefe de Estado zimbabweano, Robert Mugabe e três opositores depositaram ontem, sexta-feira, formalmente o seu “dossier” de candidatura para a eleição presidencial de 29 de Março próximo, junto de um tribunal de Harare. O “dossier” do presidente Mugabe, que fará 84 anos na próxima semana, foi depositado por Emmerson Munangagwa, secretário para as questões jurídicas no seio da União Nacional Africana para o Zimbabwe-União Patriótica.“Estamos muito confiantes nas eleições presidenciais e legislativas do próximo mês, declarou à saída do tribunal, mencionando o “trabalho de reestruturação no seio do partido desde há um ano”. Se os processos forem validados pelo tribunal encarregue de os examinar, Robert Mugabe afrontará, como em 2002, Morgan Tsvangirai, o líder do principal partido da oposição, o Movimento para a Mudança Democrática. O seu “dossier” de candidatura foi depositado pelo seu braço direito, Nelson Chamisa, que nao fez quaisquer comentários. Outro candidato é o antigo ministro das Finanças, Simba Makoni, que se apresentou como independente, após ter sido expulso da ZANU-PF, que remeteu por mãos próprias o seu processo. William Gwata, do pequeno Partido Democrático Cristão, fez, igualmente, o acto de candidatura. Como vingança, Artur Mutambara, rival de Tsvangirai no seio do MDC, abandonou a ideia de uma candidatura para se aliar a Simba Makoni. O PAÍS - 16.02.2008

NASCE MAIS UM PAIS: KOSOVO




Nos anos 1960 e 1970's a declaração de independências era assunto do dia, pois invariavelmente um e outro pais, senão varios simultaneamente declaravam suas independências das antigas colonias. Hoje, declarar independência já não e tão comum, dai que achei interessante seguir a declaração da independência do Kososvo. Se a memória não me trai menos de 10 países declararam independências nos últimos 20 anos: Timor Leste, Namibia e ...., ...., ...(?)
E ja agora que os nossos 'mais mais' da diplomacia estão reunidos, seria óptimo saber qual e a nossa posição em relação a independência do Kosovo, uma vez que o Conselho de Segurança se encontra dividido entre o Ocidente (EUA, Uniao Eurpeia) e a Rússia!




Um abraço patriotico,


MA




UN Security Council meets on Kosovo
By JOHN HEILPRIN, Associated Press

The discussion of the 15-member council continued to expose divisions among members on the future of Kosovo. Russia backs its close ally Serbia, while the United States, Britain, France and other European Union members support Kosovo's majority ethnic Albanians.
China, a veto-wielding U.N. Security Council member that had close ties with the Yugoslav government of Slobodan Milosevic, expressed its "deep concern" Monday over Kosovo's declaration and called on the province to reach a "proper solution through negotiations" with Serbia.
The council met at the request of Serbia and Russia, which argue that Kosovo's declaration of independence from Serbia made earlier Sunday violates a 1999 council resolution that authorizes the U.N. to administer the territory.
The session got off to a rocky start; shortly after it began, it had to be suspended for a couple hours because of a lack of interpreters.
Secretary-General Ban Ki-moon said Serbia's president told him that Kosovo's declaration carries no legal weight, while Kosovo's prime minister assured him he was committed to "equal opportunities and no discrimination" against anyone in Kosovo.
Ban urged all sides to "refrain from any actions or statements that could endanger peace, incite violence or jeopardize security in Kosovo and the region."
The Security Council resolution on Kosovo remains in force and the U.N. "will continue to implement its mandate in the light of the evolving circumstances," Ban said.
Before the session, Russia's U.N. Ambassador Vitaly Churkin said Moscow was "highly concerned" about Sunday's decision by Kosovo's parliament in Pristina "to declare unilateral independence of Kosovo."
The government said in a statement it regretted Kosovo's unilateral declaration and hoped it would not bring about fresh tension and conflict in the Balkan region. It said U.N.-backed principles of upholding the territorial integrity of developing nations must be supported.
The past Security Council resolution means the U.N. still runs Kosovo and "it is not obvious at all what could possibly be the legal basis for even considering" Kosovo's declaration of independence," Churkin said.
He specifically addressed the estimated 120,000 Serbs living in enclaves in Kosovo.
"Our concern is for the safety of the Serbs and other ethnic minorities in Kosovo," Churkin told reporters. "We'll strongly warn against any attempts at repressive measures, should Serbs in Kosovo decide not to comply with this unilateral proclamation of independence."
U.S. and other Western countries said there was little danger to the Serbs in Kosovo and that the 1999 resolution does not preclude Kosovo's independence.
"We've knocked it down over and over again. This is an unprecedented situation, it creates no precedent," Alejandro Wolff, the U.S. deputy ambassador to the U.N., told reporters before the session
Wolff said the United States is not "particularly concerned or sees no particular danger to be worried about" with regards to the safety of Serbs in Kosovo.
"We're pleased by the commitments made to respect for religious and ethnic communities in Kosovo," he told reporters. "We're very much pleased that the declaration also reflects a position of the United States that's longstanding."
Council member Indonesia, concerned about its own secessionist movements, said it was following the situation closely but was not yet prepared to recognize Kosovo's statehood.
Kosovo's 2 million population is 90 percent ethnic Albanian, mainly secular Muslims, who do not want to be part of Serbia, a predominantly Christian Orthodox nation.
Kosovo has been under U.N. and NATO administration since a NATO-led air war.
In April 2007, U.N. envoy Martti Ahtisaari recommended that Kosovo be granted internationally supervised independence — a proposal strongly supported by the province's ethnic Albanians, the U.S. and most of the European Union, but vehemently opposed by Serbia and Russia, a traditional Serb ally.
Russia blocked the Ahtisaari plan. An additional period of negotiations failed to bridge the differences between the Serbs, who have offered wide autonomy, and Kosovo's ethnic Albanian leaders, who insist on independence.
Kosovo hopes for international recognition that could come on Monday when European Union ministers meet in Brussels, Belgium. Russia, which has veto power on the council, insists Kosovo is a Security Council issue — not an EU issue — and argues that Kosovo's move sets a dangerous precedent for separatist groups globally.
On Tuesday afternoon, a more formal and open debate is planned by the Security Council at Serbia's request. Churkin said Russia insisted it should be an open meeting, and the president of Serbia will attend.
However, diplomats said it was unlikely the council would be able to reach agreement on a resolution or statement.

SUBSIDIOS AOS CHAPAS: NAO SERA UM 'PENSO RAPIDO' ?





O Governo decidiu subsidiar os preços dos combustíveis aos transportes urbanos
privados (vulgo, chapas) como forma de aliviar o preço suportado pelos passageiros.
As questões que se me colocam são: não será este apenas um penso rápido para
estancar o sangue da ferida resultante das manifestações populares de 5 de
Fevereiro último, no Grande Maputo? Qual será a sustentabilidade deste medida a
médio-longo prazo? Qual será o mecanismo de implementação que será adoptado
com vista a minimizar o risco de “fraude” associado a este subsídio e garantir que os
transportadores beneficiem efectivamente do mesmo.

Proponho-me a reflectir sobre esta problemática neste artigo, começando por discutir os problemas relacionados com os preços dos transportes urbanos privados, passando pela análise da solução actual encontrada pelo Governo, e terminando com uma perspectiva do cenário a longo prazo. Este análise basear-se-á na realidade do Grande Maputo. O sistema de transportes urbanos privados depara-se com, pelo menos, dois grandes constrangimentos: (i) a fixação administrativa dos preços por parte do Governo; e (ii) subidas constantes dos preços dos combustíveis e pesada carga fiscal nos mesmos;

Fixação dos Preços


O Governo chama a si a responsabilidade da fixação dos preços dos transportes urbanos privados. A teoria económica demonstra que a intervenção do Estado na economia através da fixação dos preços, mínimos ou máximos, gera efeitos perversos, sendo, pelo facto, recomendável deixar que os mecanismos do mercado estabeleçam os preços. No entanto, de notar que para a materialização dos objectivos sociais, os Governos respondem a esta problemática com sistemas de transportadores público acessíveis. O agravante neste processo, na nossa realidade, é a inexistência de instrumentos que estabeleçam os mecanismos, critérios e periodicidade dos ajustamentos destes preços, pelo que as revisões que têm sido feitas são resultantes das fortes pressões exercidas pelos transportadores.
A fixação administrativa dos preços tem sufocado quer os transportadores quer os passageiros, fundamentalmente pela periodicidade com que ocorrem os ajustamentos. O Governo começa por “congelar” os mesmos por dois-três anos com prejuízos incalculáveis para os transportadores, e para depois, numa assentada, ajustar em mais de 50% passando a sufocar os passageiros.
Senão vejamos: a última actualização ocorreu em 2005, e, desse período a esta parte, os preços dos combustíveis aumentaram em mais de 100% e o salário mínimo (pago à maioria dos cobradores, e que serve de referência para o estabelecimento dos salários dos motoristas) aumentou em quase 50%. Não precisamos de ser economistas para prever quais terão sido as implicações destes aumentos nos resultados operacionais, eventualmente minimizado com os encurtamentos de rotas.
Por outro lado, vamos assumir um cenário hipotético com os seguintes pressupostos: um passageiro trabalhador, aufere salário mínimo (1,645.00 Mtn), apanha dois chapas, trabalha 22 dias úteis por mês. Neste caso, o peso de custo de transporte no seu rendimento era de 40%, em 2007, e a partir de 5 de Fevereiro do ano em curso este passaria para 53%. É, naturalmente, insuportável.
Preços de Combustíveis

As constantes subidas dos preços dos combustíveis no mercado internacional constituem um nó de estrangulamento para a economia, pelo seu efeito nos preços do mercado doméstico. Porém, este é um factor externo e fora do controlo do Governo. Quando se começou a aventar a possibilidade de o Governo subsidiar o preço dos transportes urbanos privados, decidi analisar a estrutura de preço de combustíveis no País. O ponto é que, de acordo com os dados da
FEMATRO – Federação
Moçambicana de Transportadores, o peso do custo de combustível na estrutura de custos operacional das chapas situava-se na ordem dos 54%.

Nesta minha análise, e fazendo fé na informação disponível, os resultados são, no mínimo, arrepiantes. Em Dezembro de 2007, cerca de 64% do preço da gasolina era resultante de impostos (e taxas), isto é, dos 32.84 Mtn cobrados por litro 21.06 Mtn eram referentes a impostos, conforme revela o Quadro 1. Na mesma altura, o peso do Diesel situava-se em 60%.
Impostos na Estrutura de Preço de Combustíveis ( Dez. de 2007)
Gasolinas Auto Diesel
Mt/litro
Direitos Aduaneiros 0.80 0.70
IVA na Importação 2.82 3.00
IVA no Distribuidor 3.36 3.54
Taxa sobre Combustíveis 6.91 3.83
IVA no Diferencial de Transporte 3.40 3.59
IVA no Retalhista 3.77 3.95
Total Impostos e Taxas 21.06 18.61
Preços Finais 32.84 31.02
Peso dos Impostos e Taxas* 64% 60%
Fonte: Ministério da Energia,
*cálculos do autor
É compreensível que um Governo cobre impostos nos combustíveis, essencialmente para garantir construção e manutenção de estradas, e para minimizar os efeitos ambientais resultantes da utilização destes. Agora, o peso deste situar-se em mais de 60% nas condições económicas do país não faz sentido algum, e, mais do que isso, está a gerar graves problemas para as economias de alguns sectores como transporte, pescas e agro-industrias.
Infelizmente, não me foi facultado o spread sheet contendo a estrutura do preço dos
combustíveis, mas sim as tabelas dos impostos suportados. Porém, tenho a sensação de que alguma coisa está errada nestes cálculos, particularmente no concernente ao IVA. O somatório dos valores de IVA suportados pelos diferentes agentes na estrutura de preço de combustíveis totalizava 13.35 Mtn/litro em Dezembro de 2007, representando cerca de 41% do preço praticado no período, isto é, acima da taxa de 17% estabelecida pelo Código do IVA. Por isso, recomenda-se que os peritos na matéria revisitem o modelo de cálculo.
Sustentabilidade dos subsídios
O Governo decidiu por subsidiar o preço dos combustíveis aos transportes públicos privados em 4.00 Mtn/litros. Assim, os transportadores passam a pagar 31 Mtn/litro, contra os actuais 35.00 Mtn. O subsídio per si não constitui uma medida sustentável a médio-longo prazo, mas pode ser, de alguma forma, aceitável a decisão do Governo para “baixar a poeira” enquanto se estudam soluções mais sustentáveis e consentâneas com o desenvolvimento do País. Mesmo assim, levanta-se uma questão sobre este subsídio, nomeadamente em relação ao mecanismo de
implementação que o Governo vai adoptar.
A experiência mostra que a implementação de mecanismos de subsídio de combustíveis no país, como são os casos das compensações na Agricultura e Pesca, têm sido um fracasso. No mesmo diapasão, se pode falar do reembolso do IVA. Assim, torna-se imperioso estabelecer um mecanismo simples, efectivo e com a mínima possibilidade de fraude, pois, caso contrário, vamos começar a comprar combustíveis no mercado negro.
A longo prazo
Abstraindo das questões curto prazo, urge o Governo pensar num plano de transporte urbano para os próximos 10-15 anos. Para efeito, temos que ter em conta alguns aspectos actuais e em desenvolvimento:
i) o nosso sistema de transporte urbano publico (entenda-se, do Estado)
aparece como complementar ao transporte urbano privado, quando deveria
ser o contrário. Por isso, é necessário pensar em criar um sistema de
transportes públicos mais forte e gerido por privados;
ii) o nosso parque automóvel está a crescer de forma assustadora, com a
entrada de viaturas de segunda mão, e o mesmo não tem sido acompanhado
pelo abertura de estradas alternativas. Neste ritmo, vai tornar-se
insustentável andar de carros privados nos próximo anos, devido às longas
filas de carro à semelhança do que já ocorre em grandes cidades como
Luanda e Accra;
iii) Não estão estabelecidas, e muito menos planeadas, estradas para o uso exclusivo de transporte de passageiros, sendo que as longas filas de transporte público e privado, poderá levar os passageiros a optar por andar a pé. Estas e outras questões deverão começar a ser debatidas hoje, para, futuramente, não adoptarmos, mais uma vez, a abordagem de bombeiros: apagar fogos!
Estamos Juntos
PS: Quero dedicar este artigo aos heróis de 5 de Fevereiro que deram suas vidas para despertar o Governo para os problemas económicos e sociais em que a maioria dos Moçambicanos se encontra mergulhado.

Reino Unido 30 anos depois: estarao as nacionalizacoes de volta?




Todos os tabloides britanicos de hoje 18 de Fevereiro tem na sua capa a noticia da nacionalizacao do Northern Rock, um banco que declarou falencia ha sensivelmente seis meses.





Com efeito, o Ministro das Financas britanico, Alistair Darling, afirmou hoje em conferencia de imprensa que 'nao teve sucesso na procura de uma empresa qe aceitasse gerir o banco'. na sequencia da decisao o ministro esta sob fortes criticas do sector banqueiro britanico por ter decidido nacionalizar o falido banco Northern Rock.

Volvidos seis meses de consultas, o Alistair Darling afirmou que nao conseguiu encontrar alguma empresa que fizesse uma oferta de compra sustentavel e credivel. Espera-se um grande furor no parlamento britanico esta semana, uma vez que a ecisao traz de volta os apetites 'socialistas dos anos 1970, quando varias empressas publicas foram nacionalizadas.

O conglomerado Virgin, do multimilionario Richard Branson, havia apresentado uma proposta de compra que pelos vistos e contra todas as expectativas foi rejeitada, apesar dos comentarios optimistas do empresario durante a sua visita a China e India na companhia do primeiro Ministro Britanico, Gordon Brown.



George Osborne, o Ministro das Financas Sombra, afirmou que a demora na tomada de decisao mostra que a era da competencia do partido trabalhista terminou! tendo argumentado que esta decisao tardia significava que o publico em geral pagaria a fatura do risco do emprestimo de mais de 100 bilioes de libras!




Para mais detalhes, viagemos na companhia do Phillip Inmac, Larry Elliot e David henke do The Guardian

Chancellor Alistair Darling, discusses his decision to nationalise Northern Rock at a news conference in central London, February 17 2008.






The chancellor, Alistair Darling, moved to end six months of turmoil over the fate of Northern Rock yesterday when he admitted his efforts to find a buyer for the stricken bank had failed and he was forced into the first nationalisation of a British company since the 1970s.
With Labour desperate to minimise the political fallout from the decision, government sources insisted that a "temporary" period of public ownership did not represent its "Black Wednesday moment" but was the best outcome for the taxpayer.
Opposition parties were, however, quick to exploit the chancellor's embarrassment after he used a press conference at the Treasury to admit that the failure of talks with Sir Richard Branson's Virgin Group - the preferred private bidder - had left the government with no alternative.
Darling and the prime minister, Gordon Brown, had previously described this as the "least favourable option". Since it emerged five months ago that Northern Rock had sought help from the Bank of England, it has relied on £55bn of taxpayers' guarantees to stay in business.
Darling said: "At the end of the day the biggest issue is the safeguarding of taxpayers' money. If nationalisation saves that money, that has to be the correct step in the long term." He defended his handling of the crisis, saying the collapse of the bank was the fault of its directors. The government only stepped in to prevent a domino effect in the industry, he said.
"I would have been quite wrong to do this last September. It was right to allow the board of the bank and the shareholders time to see if a private sector solution could be found. It was absolutely right to explore all the possibilities."
Shadow chancellor George Osborne accused Brown of "dithering" over the decision and said yesterday was the day "Labour's reputation for economic competence died". "The taxpayer will bear the risk of lending £100bn of mortgages in an uncertain market. We will not back nationalisation. We will not help Gordon Brown take this country back to the 1970s."
Ron Sandler, the "company doctor" appointed as Northern Rock's executive director said the business would be slimmed down to a "more sustainable size" but would not comment on what that means in terms of potential job losses.
The Liberal Democrat Treasury spokesman, Vince Cable, who had campaigned for the bank to be nationalised, said the right decision had finally been made. "This is the option the Liberal Democrats have argued for, unlike the Tories who have no alternative to offer. The first priority must be to work out the seriousness of the problems at the bank with an independent audit of its loan book. Secondly, the bank must stop irresponsible lending and aggressive deposit-taking. Thirdly, there will be difficult times ahead, especially for the employees, as the bank is downsized. However, there is now hope for the long-term future of the bank when it is eventually sold in more satisfactory conditions," he said.
Cabinet colleagues were rallying round Darling last night, saying the crisis had been handled well, given the turmoil on global markets, and it showed Darling was prepared to make difficult decisions.
The prime minister's spokesman rejected the idea that this was Labour's Black Wednesday - when the Tory government had to pull the pound out of the European exchange rate mechanism. "That was an intervention that failed. This was an intervention that succeeded."
No 10 said it had been a commercial decision taken after full evaluation of the options. "This is not a political decision. It was taken in the best interests of the taxpayer," the spokesman added. "All comparisons with the 1970s are absurd. The man running it has credibility in the City, it will be run on a commercial basis and at arms' length from the government.
Darling said the plans put forward by Branson's Virgin Group would have made the government wait too long to get its money back, while the inhouse management team was unable to inject enough funds to sustain the bank.
The government remains nervous, however, that powerful shareholder groups will take their case to the courts should they be offered a low price for their shares. Several groups said yesterday they were consulting lawyers.
Their cause was supported by Branson, who said: "We were very clear the business plan we put forward was robust, conservative but ultimately capable of rescuing the interests of all stakeholders. However we must accept the decision with good grace."

Manchester United (4) da aula de futebol a Arsenal (0)


O Manchester United cilindrou de forma invulgar o seu maior rival o Arsenal em mais uma ronda da Taca da Inglaterra. Numa partida memoravel para os adeptos do Man U, no seu santuario (Old Trafford), a equipa treinada pelo lendario Sri Alex Ferguson, vingou-se de forma peculiar do Arsenal por quatro bolas sem resposta! O sabor da vitoria foi ainda maior para os adeptos do man U, se tomarmos em linha de conta que os quatro principais titulares da equipa de Alex Ferguson nao jogaram: De facto nem Ronaldo, nem Tevez, Giggs ou Scholes alinharam na primeira parte. Alias do quarteto apenas Scholes entrou na segunda parte quando o resultado do jogo estava ja garantido e o Arsenal assistia impavido as gincanas da poderosa maquina montada pela dupla fergusson-Queiros!!

Nani, auxiliado pelo irreverente Rooney, nao deixou seus creditos em maos alheias e foi de forma inequivoca o senhor do jogo, com uma presenca espectacular e um golo soberbo! E caso para dizer, com a vinda de Manucho, os tres mosquiteiros 'portugueses' (Ronaldo, Nani e Manucho) darao que falar em Old Trafford!


Para mais pormenores do jogo viajemos ao Old Trafford na companhia de Roy Colins


Manchester United (3) 4 Arsenal (0) 0

Sir Alex Ferguson and his Manchester United players will attempt to squeeze every advantage out of this crushing victory by endowing it with a significance far beyond their FA Cup ambitions, presenting it as a crucial psychological blow in the race to beat Arsenal to the Premier League title. But it proved only that United harbour a greater desire for winning this competition and, as most people suspected, possess the richer resources to cope with injuries and rotation.

As for Arsenal, at the highest level of the game, this was the closest we have come to abject surrender by a leading club. As hungry and effective as United were, Arsenal's vastly depleted team looked as though they would rather have been anywhere else than the Theatre of Dreams, happy almost to sacrifice the Cup to concentrate on the Premier League and Wednesday's colossal meeting with Champions League holders AC Milan.

Portuguese man of war: Nani celebrates scoring against Arsenal
It will be a different Arsenal team then and a totally different mindset, as it will need to be if they are not to suffer another huge disappointment. And assuming they get something like a first-team squad back, it will also be a different match and a different intensity when these sides meet here again in April, with the league title on the line.
Arsenal manager Arsene Wenger admitted that the prospect of challenging for three trophies was unrealistic, though his biggest concern is what effect such a huge defeat against their closest rivals will have on his young players as they shape up for the biggest challenges of the season.
Ferguson, anticipating a much more difficult encounter, had warned supporters to "fasten their seat belts". But United had this won before Arsenal had even started their engines, let alone engaged first gear. It was over from the moment a fired-up Wayne Rooney headed United in front after Anderson had directed Nani's header into the heart of the box.
Rooney does not understand the concept of giving any competition, or even any game, priority over another. And catching his infectious mood, United, determined to show that they had recovered from last week's shock derby defeat here, put the tie out of reach before Arsenal had shown even any intent to contest the match. Darren Fletcher headed his first goal for just over a year, and seven minutes from half-time Nani's first FA Cup goal threatened a rout.
Ferguson hailed it as "a fantastic performance. The team showed great nerve and vivacity". Under Wenger, Arsenal have become notoriously bad losers, particularly on this ground, where four years ago, the ending of their record unbeaten run as they sought to post 50-not-out led to the infamous 'Pizzagate' incident.
But there was none of that here. Despite Wenger's occasional posturing on the touchline, this was an Arsenal team not exactly happy to take their punishment but with a badly weakened side, including a bench containing not one fully fit player, certainly acquiescing in defeat.
Ferguson, however, felt that Arsenal captain William Gallas deserved to be sent off for a challenge on Nani in the second half. Ferguson said: "The referee must have a look at that again. He kicked Nani from behind and the referee called both over because they sized each other up. He should have been red-carded."
One Arsenal player who was sent off was Emmanuel Eboue, playing in his first game since returning from the Africa Cup of Nations. It was a harsh decision by referee Alan Wiley, especially as Patrice Evra sought to make a high challenge look worse than it was and was cruel on an already mortally wounded Arsenal.
Both managers tried to insist beforehand that this match offered not just a mouthwatering route towards the final of a trophy they revere but the bonus of putting down an important marker for the Premier League title, which is looking increasingly like a two-horse race.
Sadly, the starting line-ups did not reflect this, United giving Cristiano Ronaldo a day off and dropping Paul Scholes and Carlos Tevez to the bench while Arsenal, through savage injuries, a family bereavement and the more pressing need to field a strong, fresh side against AC Milan, put out half a first team.

Sure, both clubs do want to win the FA Cup but only in the context of it being an adornment to more precious jewels, the Premier League and Champions League. Wenger admitted his side were never competitive but described the Old Trafford pitch as a disgrace, saying: "The groundsman was on our level today."
Fletcher helped himself to a second headed goal in the second half, while substitute Emmanuel Adebayor disgraced himself with a dive that earned him a yellow card.

Sunday, 17 February 2008

FINALMENTE OBAMA REVELA PLANO ECONOMICO


Finalmente! O tao esperado Plano economico de Obama saiu a rua! Numa palestra na Universidade e Madison Wiscons, Obama falou pela primeira vez em pormenor sobre a sua visao economia para tirar a America da cise economica em que se encontra! Na sua alocucao Obama prometeu criar uma 'Carta de Direitos' para os portadores de cartao de credito, numa tentativa de aliviar o impacto da crise criada pelos emprestimos na industria imobiliaria Estadunidense!

Prometeu tambem criar um Banco Nacional de Reinvestimento em Infrastrutura que investira cerca de 30 bilioes de dolares em 10 anos, criando 2 milhoes de empregos. Prometeu ainda investir cerca de 75 bilioes de dolares em recursos sustentaveis de energia.
Para mais detalhes viagemos na companhia de Alex Spillius in Washington and Toby Harnden McAllen, em Texas

Barack Obama has pulled ahead of Hillary Clinton in the race for the Democratic Party's presidential nomination after winning the Maryland, Virginia and Washington DC primaries by a wide margin on Tuesday night.

For the Republicans, John McCain also completed a clean sweep. Though he was given a close run by Mike Huckabee in Virginia, the Arizona senator is almost guaranteed the nomination.
Mr Obama succeeded in widening his appeal among different voting groups on Tuesday, but remains determined to reach out to working class voters in forthcoming contests.
He chose to launch his economic manifesto at a General Motors factory in Janesville, Wisconsin, which holds its primary on Tuesday.

He pledged to ease the pain of home owners defrauded in the mortgage crisis and to introduce a "Credit Card Bill of Rights" to protect consumers from punitive charges.
He proposed a National Infrastructure Reinvestment Bank that would invest £30 billion over 10 years, with the promise of creating two million jobs, and to pump £75 billion into developing the green energy sector.
"We are not standing on the brink of recession due to forces beyond our control. The fallout from the housing crisis that's cost jobs and wiped out savings was not an inevitable part of the business cycle. It was a failure of leadership and imagination in Washington," he said, speaking the day after General Motors announced a record annual loss of £19 billion.
Much of the soaring oratory that has characterised his campaign speeches was sacrificed for plainer fare. Mr Obama now runs the risk of exposing his proposals to detailed examination.
Attempting to pre-empt any doubts, he said his plans to revive the middle class would be paid for by closing corporate tax loopholes, ending President George W Bush's tax cuts for the top two per cent of earners, and ending the war in Iraq.
"We know that all of this must be done in a responsible way, without adding to the already obscene debt that has grown by four trillion dollars under George Bush. We know that we cannot build our future on a credit card issued by the bank of China," he said, referring to Chinese ownership of US debt.
Yesterday amounted to a road-testing of his new approach, which is designed particularly for audiences in Texas and Ohio, where blue collar concerns are said to be paramount among Democrats due to vote in the March 4 primaries and where Mrs Clinton is hoping to make up lost ground.
Victories for Mr Obama in what are two major states with a large number of delegates who appoint the nominee could prove decisive. Doug Hattaway, a senior Clinton adviser, said that Mrs Clinton was "moving the campaign to Texas and Ohio and changing the landscape" of the race. He effectively conceded that Mrs Clinton would struggle in Wisconsin.

Mrs Clinton made no mention of her string of eight defeats since last week's Super Tuesday, instead she launched a sharp new attack against Mr Obama, urging Americans: "Let's get real about the future. We have to deliver the solutions that America needs."
In a fiery speech to a predominantly Hispanic crowd of some 2,000 in McAllen, six miles from the Mexican border, she vowed to spend her time in Texas "comparing and contrasting" her record with that of Mr Obama's. She highlighted her strong ties to the state, stretching back to when she campaigned in McAllen during the 1972 election.
"There is a very important choice and a big difference between the candidates in this race," she said. "I am in the solutions business. My opponent is in the promises business. I think we need answers and not questions about what we're going to do going forward."
Against a charismatic opponent and powerful speaker, she is losing the battle for voters' hearts, and may relish a fight on more comfortable grounds of policy detail.

A evolucao da campanha de Obama


The evolution of the Obama campaign

By Simon Rosenberg

A lot of the initial chattering commentary over night has referenced Obama's incredible speech in front of 17,000 people in Madison last night. How you can see him growing, evolving, reaching, summoning even more, all right in front of us. That part of the emerging drama of this race is tracking the maturation of the most moving and remarkable public speaker America has seen in a very long time.
Last night he added a whole very compelling riff on McCain, and as I've written, it may turn out that McCain is one of the worst candidates the GOP could have fielded this year. But the most important new part of the speech was his discussion of the economy, of the middle class struggle, something that the campaign has had a very hard time taking to the same level as the rest of his stump. Given how important the economy is this year, it is remarkable how far Senator Obama has come given that his economic messaging has been less than it should be. But later this morning he is giving what the campaign is billing as a "major" new economic speech. For those tracking the evolution of the good Senator from Illinois, this speech - which I think was previewed a little last night - will be an important moment in assessing his continued growth.
He also appears to be in the process of successfully addressing one of his other weaknesses - Latinos. He broke 40% last night in both MD and VA, and actually won Latinos in Virginia. The real test of his new efforts in the Hispanic community will of course come in Texas on March 4th, where both campaigns are already on the air with Spanish language ads (scroll below to listen and watch). Obama doesn't need to win Latinos to win Texas, he just needs to get close, something he did last night, and did in both Arizona and Colorado. As Andres wrote last night, the Clinton campaign is very aware of the centrality of the Hispanic vote as her primetime event last night was very very Hispanic focused.
Of all the stats the one that stood out to me most this morning - and that should be terrifying GOP strategists - was that Senator Obama won more votes in Virginia than all the Republican candidates combined. Yes, Virginia, a state Democrats have not won in a general election since 1964. As Senator Obama has been saying, "something is happening out there." One of the most interesting trends to watch is how the recent Obama surge not only put him ahead of Clinton but of McCain as well.
Finally, while I loved his speech last night, my favorite line is the one from last week "we are the ones we've been waiting for." The campaign took the line and turned it into an incredible video which you can watch from the link.
Update: The Post's Jonathan Weisman has a good piece looking at whether the formidable Clinton triad - women, traditional Dems, Hispanics - broke apart last night.

FINALMENTE OBAMA REVELA PLANO ECONOMICO


By Michael Moyuihan

Crisscrossing Wisconsin today in advance of what may be his next primary win next Tuesday, Barack Obama delivered what aides billed as a major economic policy address. Most notable about the speech following a tour of a GM assembly plant in Janesville--a venue loaded with meaning given the huge losses just announced by GM--was Obama's support for a $60 billion National Infrastructure Bank to rebuild America's infrastructure and his support for a $150 billion energy and technology investment plan to create five million jobs in the new green economy.
Against the backdrop of an economy in turmoil, Obama's message of creating the conditions for long term economic revival was refreshing. The bi-partisan stimulus package signed today to forestall or blunt a recession is certainly needed. However, short term relief is no substitute for the long term leadership needed to get America moving again and to ensure that benefits of globalization flow to all Americans.
The Bush Administration has focused exclusively for seven years on short term appearances at the expense of long term economic growth. Lost has been any sense of vision or leadership for the future. In November, in a paper I authored for NDN on rebuilding America's infrastucture, I offered support for the Dodd-Hagel legislation to create a National Infrastructure Bank and a new Green Act to green the federal government. Obama's support for a bank along the lines suggested by Dodd and Hagel and his $150 billion plan to invest in new energy technologies--like a similar plan proposed by Senator Clinton--is the sort of bold stroke needed to set America on a path of future growth.
A growing consensus is emerging among venture capitalists, entrepreneurs, politicians and increasingly the public that the green economy will be central to America's economic future--this at a time when the once far off dangers of global warming are coming home--as hurricanes rage and the summer ice line of the Artic continues its alarming retreat.
Money and energy are now pouring into efforts to halt climate change and create a post carbon economy. The changes will be profound and overwhelmingly positive--quiet, exhaust free electric cars, a smart and more decentralized electric grid--and new modes of living. As a new NDN Fellow and director of a new green project, I am going to be exploring these issues in coming months. Nothing could be more exciting for me and it is exciting to hear that Senator Obama views building the green economy as central to his economic agenda.

MAU TEMPO TRAVA HILARY EM WISCONSIN



Wisconsin weather slows Clinton, Obama
By BETH FOUHY, Associated Press W


MILWAUKEE - Grounded by bad weather, Hillary Rodham Clinton noshed on eggs at a diner and bought peppers at a Hispanic grocery Sunday while her advisers argued that Barack Obama had abandoned a commitment to accept public funding if he wins the Democratic presidential nomination.
Last week, Obama's campaign walked back from a proposal the Illinois senator made last year to accept public financing for the general election if the Republican nominee also agreed to do so. Such a commitment would level the financial playing field with the apparent GOP nominee, John McCain, whose campaign has had a harder time raising money than Obama, who has broken all fundraising records.
Obama's campaign said accepting public financing was an option he would consider if he wins the nomination, rather than a hard pledge. Clinton advisers seized on the apparent shift, suggesting highlighted Obama's pattern of making promises to voters and revising them later as circumstances change. "When a campaign is based on promises and wonderful oratory, let's take a look at those promises," Clinton spokesman Howard Wolfson told reporters on a conference call. He refused to say whether Clinton would commit to accepting public financing if she wins the Democratic nomination. "We will assess the situation when we get to that point," he said.
As evidence that Obama abandons promises, Wolfson noted that Obama once had stated his support for a "single payer" government-run health system, only to revise his views as he contemplated a presidential bid.
"We don't need lectures on campaign finance from a campaign that's accepted more money from lobbyists than any other Republican or Democratic candidate who's run for president," Obama spokesman Bill Burton responded. "This is a question we will address if and when Obama is the nominee."

A heavy snowstorm forced Clinton to scrap two of her three scheduled appearances in Wisconsin on Sunday. Instead, she toured a grocery store in a heavily Hispanic neighborhood in Milwaukee and visited Miss Katie's Diner near Marquette University, surprising patrons.
"She's very personable," Betsy Gonwa said after the New York senator stopped by her table.
But Gonwa said she and her husband already had cast absentee ballots for Obama.
"It was a really hard decision, but we heard him speak when he came here a year ago. This is the first time we've seen Hillary," Willy Gonwa said.
Weather also forced Obama to cancel his only scheduled public appearance of the day, a town hall in Kaukauna.
Wolfson, during the conference call, defended the Clinton campaign's decision to leave Wisconsin a day before Tuesday's primary to campaign in Ohio. Polls show a tight race in Wisconsin even as Clinton advisers have publicly downplayed their expectations for the state.
"We feel very good about our chances in Texas and Ohio," Wolfson said of the two delegate-rich states holding primaries March 4. Clinton's campaign has virtually banked its future on success in both states, but Wolfson refused to say the former first lady must win both places to continue with her campaign. "We don't consider any states to be 'must win' at this point," he said.

CONJECTURAS -o CUSTO SOCIAL DE 'BONS CUMPRIDORES'


Esta de parabens o sociologo Rogerio Sitoe! Uma cronica que levanta questoes interessante!

Vale a pena le-la! Bem vindo! Parece que o repouso valeu a pena !

Um abraco,

MA

DEPOIS de um período de repouso, o meu regresso à actividade laboral efectiva é marcado pelo resquício de uma convulsão social que, no essencial, parece centrar-se na incapacidade prolongada de as pessoas satisfazerem as suas necessidades básicas de vida, no quadro de um ambiente social cada vez mais dependente de relações monetarizadas, mas que em contrapartida, estruturalmente, poucas oportunidades têm oferecido aos seus actores sociais para o enfrentar.
Maputo, Sexta-Feira, 15 de Fevereiro de 2008:: Notícias

Lamentavelmente, grande parte do espaço público está mais concentrado nos efeitos e menos nas causas profundas que originaram tal convulsão social. É compreensível, porque é mais fácil e cómodo. É mais fácil contemplar o fogo dum vulcão e concluirmos ser perigoso e mortífero, porque o vemos, do que nos concentrarmos nas forças da natureza que produzem o fogo e a lava. Por isso, não me parece que dançarmos com palavras à volta dos pneus, dos paus e varapaus, das montras partidas, dos mortos e feridos, dos marginais e crianças nas manifestações, ou não, e dos prováveis aproveitamentos políticos, ajude muito seja a quem for. Nem a quem governa, nem aos governados.
O fogo do vulcão, para, a lava seca. Mas tarde ou cedo o fenómeno se repetirá. Logo, importa compreender as forças que os impelem, porque as causas profundas que geram o fenómeno à superfície, continua latentes, e vão muito para além dos Mercedes e das benesses de ministros que, retirados, tão pouco resolveriam as carências dos desempregados da Polana Caniço e Maxaquene, quanto mais dos milhares de carentes de todo o país.
Naturalmente são várias as causas profundas que geraram esta convulsão social. Como não é possível esgota-las nem trata-las neste espaço, longe de mim tal ambição desmedida, delimitei duas: a forma religiosa como aplaudimos e aceitamos as prescrições do Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional para um ajustamento estrutural mais preocupado com questões macroeconómicas e menos nos efeitos sociais, versus a nossa dificuldade de negociarmos para a nossa realidade objectiva e para o nosso destino.
Em grande medida tal seguidismo passivo nos terá valido os rótulos de “bons cumpridores, o melhor exemplo africano para ser seguido por outros países, país eleito, etc.” Toda essa adjectivação no geral se centrou durante largos anos em indicadores macroeconómicos, como seja o PIB, as exportações, o controlo da inflação. Tudo bem para efeitos estatísticos e menos para o impacto social directo.
Muitas das prescrições destas instituições multilaterais, passados estes anos evidenciaram-se como tendo sido autênticas receitas envenenadas. Vejamos: privatizamos empresa mas no seu lugar não foram repostas as médias e pequenas empresas, que de facto geram empregos e impulsionam de forma real a economia. Em contrapartida, a pretexto de atrair investimentos foi impingido o pressuposto dos megaprojectos que, pela sua natureza, usam tecnologia de ponta, sendo que os poucos postos de trabalho que abrem absorvem uma quantidade insignificante de mão-de-obra.
Sob o conceito de “vantagens comparativas”, foi nos aconselhado a “destruir” a indústria de caju. Alegou-se, de acordo com as receitas políticas neoliberais, que era mais vantajoso para Moçambique não investir na industrialização e dedicar-se exclusivamente à exportação da castanha não processada. Falou e remeteu-se pelo menos 10 mil pessoas para o desemprego.
Nas zonas rurais insistiu-se na primazia das infra-estruturas e menos no investimento directo ou indirecto ao indivíduo para que se criasse condições destinadas à emergência de produtores de larga escala no sector agrário.
Por conseguinte, a ausência de políticas pragmáticas no sector agrário, que diga-se de passagem nunca foram prioridade nas receitas do BM e FMI, excepção feita à produção de matérias-primas, contribuíram sobremaneira para empobrecer o campo e catapultaram a migração para as cidades, sobretudo dos jovens.
Nas cidades, onde as novas famílias de imigrantes chegam e se concentram nas periferias, juntam-se a milhares de desempregados que a indústria de caju, as empresas privatizadas e mortas deixaram ao “ deus dará”. É um exército de desempregados que conta ruas, amaldiçoa a governação, revolta-se contra tudo, porque tem fome, pouca esperança sobre o futuro e não têm paciência para esperar mais.
Pode parecer anacrónico recorrer a estas causas, aparentemente dum passado, mesmo que recente e em contextos objectivos diferentes, quando o que se pretende é olhar para o futuro. Há uma razão fundamental que leva a este procedimento.
Na inércia de tais receitas envenenadas, continua-se a sentir um forte entusiasmo pelos megaprojectos e menos uma política consistente para a industrialização do país que gere empregos sustentáveis. Continuamos a seguir e a reproduzir de forma acrítica as teorias Ricardianas das “vantagens comparativas”, mesmo quando se trata de termos que produzir para não sermos bazar da África do Sul no quadro da integração regional nem somente transformarmo-nos numa estância balnear, onde os pobres até para o emprego são substancialmente excluídos.
Continuamos a ser lentos e pouco audazes para criar políticas claras e efectivas que diferenciem entre intervir na produção familiar com efeitos para melhorar a vida das famílias e o investimento, necessário no sector agrário para gerar empregos nas zonas rurais, constituindo-se em atractivo à retenção das pessoas no campo.
Seja como, os sete milhões alocados aos distritos, quase que à revelia dos parceiros externos, o subsídio aos chapas, embora problemático a médio prazo, são pequenos sinais de que é possível não olhar as prescrições do Banco Mundial e FMI como versículos duma bíblia. Quer o Banco Mundial quer o FMI não intervêm no nosso país e em país algum, pela beleza dos nossos olhos ou por sermos um povo simpático. Têm interesses que incluem abrir as portas para o grande capital internacional. Nós somos apenas um subproduto.
É preciso desenvolver a capacidade negocial, que permita traçar políticas mais próximas dos problemas económicos e sociais contextuais do país, pois ao fim do dia quem assume totalmente o ónus político e social é o governo, enquanto eles dirão simplesmente dez anos depois, por exemplo, que “reconhecemos que falhamos com a política do caju e com a agricultura”. A questão é antes cá dentro do que fora.
O 5 de Fevereiro pode ser o exemplo mais desse facto.
Rogério Sitoe - sitoeroger@yahoo.com

Dhlakama inaugura sede em Mocimboa da Praia


O PRESIDENTE da Renamo, Afonso Dhlakama, inaugurou, em Mocímboa da Praia, a sede do seu partido, considerando-a de segunda representação nacional, conforme justificou, em reconhecimento da adesão a que a sua organização é objecto naquele ponto da província de Cabo Delgado. Disse igualmente ser em reconhecimento da mulher da Mocímboa que se mostra valente e persistente nas suas acções.

Em todo o país não há nenhum outro ponto onde a mulher é mais corajosa, persistente e determinada como em Mocímboa da Praia. É preciso reconhecer isso. Mais do que todos nós, a mulher de Mocímboa da Praia demonstrou que não tem medo de nada quando o que pretende são as mudanças, disse Dhlakama, numa reunião pública, ontem à tarde, no bairro de Ingonane, arredores da cidade de Pemba.

O líder da “perdiz” disse que a decisão de declarar Mocímboa da Praia como a segunda sede nacional da Renamo foi tomada pelo Conselho Nacional, na sequência da proposta da Comissão Política, largamente aceite pelo próprio Dhlakama, por se tratar de um lugar que, com Montepuez, se tornou histórico na actualidade política nacional.

Afonso Dhlakama disse que a segunda sede do seu partido não vai ser simbólica, porque, segundo as suas palavras, vai funcionar efectivamente, se bem que a partir de Mocímboa da Praia se poderá dirigir o partido por todo o território nacional.
Isso quer dizer que eu posso vir a Mocímboa da Praia, ficar um mês, a partir dali dirigir o partido, é a nossa segunda sede do partido.
A outra razão da sua deslocação a Cabo Delgado foi a homenagem, na cidade autárquica de Montepuez, aos seus partidários que durante e por causa da fatídica manifestação de 9 de Novembro de 2000, morreram naquela região a sul da província. Terá sido o mais violento protesto político no país, que tinha como móbil uma pretensa fraude nas eleições legislativas e presidenciais de 1999.

Por isso, Montepuez e Mocímboa da Praia são locais históricos na actualidade política em Moçambique, onde a Frelimo não apanha sono e merecem o nosso reconhecimento disse.O líder da Renamo escalou ontem o distrito meridional de Chiúre, o mais populoso da província de Cabo Delgado. In Noticias

MINEC debate politica nacional de cooperacao!

O Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC) realiza, a partir de segunda-feira, o seu V Conselho Coordenador que, entre outros pontos, irá debater a Política Nacional de Cooperação.

O evento, que será precedido da III Reunião Nacional de Embaixadores, decorrerá na localidade de Chidenguele, distrito de Manjacaze, província de Gaza e irá igualmente avaliar o grau de cumprimento das recomendações da reunião anterior do género, realizada no ano passado, e perspectivar as actividades para o período 2008-2009. Por seu turno, a III Reunião de Embaixadores irá apreciar o grau de realização das recomendações da II Reunião de Embaixadores, avaliar a cooperação e proceder à análise do Estatuto Orgânico do MINEC.