Cara Nilza,
Penso que Muzila detalhou correctamente actual conjuntura e os possíveis impactos das recentes medidas do BM.
Os Bancos Centrais são por excelências monetaristas e perseguem dois objectivos: preservação da moeda nacional e controlo de inflação. O nosso caso não é excepção.
Entretanto, para o nosso caso, não me parece as autoridades monetárias tenham feito a análise das causas da subida galopante dos preços! A julgar pelas medidas adoptadas, a percepção do Banco é de haver excesso de moeda no mercado gerado essencialmente pelo rápido crescimento económico, resultando na subida de preços. Desta feita, as medidas adoptadas visam enxugar a massa monetária e, por conseguinte, desacelerar o crescimento. No entanto, esta constatação de excesso de moeda não é, de todo, verdadeira, conforme explicitou o Muzila.
A actual inflação é maioritariamente “importada” quer pela subida de preços internacionais quer pela depreciação do metical. Desta forma, a solução está necessariamente do lado real da economia: aumento da produção para (i) substituição das importações dos produtos em que somos competitivos e ou (ii) exportação dos produtivos em que somos competitivos para obtenção de divisas e, posteriormente, adquirir aqueles que somos menos competitivos.
Agora, num cenário em que (i) a economia cresce cerca de 7-8% (por causa, primariamente, de um punhado de megaprojectos e de ajuda externa), (ii) o desemprego formal continua alto (cerca 90%), (iii) a pobreza continua a crescer ( IOF que deveriam dar a informação actualizada dos níveis de pobreza continua fechado a sete chaves), tomar uma medida de refrear o crescimento da economia é “procurar sarna para se coçar”.
Nelson Scott
Thursday, 23 September 2010
A Opiniao de Nelson Scott
A Opiniao de Nilza Chipe
Caro Muzila,
Obrigado pela análise. Vou tentar investigar o que terá pesado para que o BM tomasse essa decisão.
Hoje percebi que não haverá pedido de alteração do OGE perante a AR. Não sei também o que terá pesado mas vou averiguar.
NB: Só o próprio OGE é um intrumento de difícil interpretação até para nós que queremos fazer análises muito gerais.
Eu penso que a AR através da Comissão Especializada deve prestar muita atenção nas decisões tomadas e estudá-las na íntegra. Os mandatários do povo também tem um papel muito valioso a desempenhar neste assunto. Devem estudar bem todas estas medidas, todas as decisões neste âmbito e urgentemente retornarem aos seus círculos eleitorais, apresentando esplicações muito claras.
O povo quer saber: contenção, inflacção, digito, taxa, produtividademas na linguagem do povo.
Penso que é uma grande oportunidade para nós como Moçambicanos estarmos dentro do que acontece no nosso país. Que não sejamos apenas vizitados pelos governantes e mandatários mas que haja um debate profundo sobre que políticas de governação estamos a seguir e como devemos, como povo, contribuír.
Que cada um, ao seu nível, CONTRIBUA.
Cpts,
A Opiniao de Muzila Nhatsave
Bela observacao nelson.o banco de mocambique errou no timing da sua intervencao e no instrumento. Nem era preciso aumentar as taxas de juro o mercado em si ja estava ressentido pela falta de dinheiro.E preciso perceber como funciona o nosso sistema financeiro e de onde vem o dinheiro k os bancos emprestam a economia.
Sendo nos um pais com baixo ou com nenhuma poupanca interna socorremo nos das nossas taxas de referencia para atrair capital financeiro de outras pracas pois,a taxa de remuneracao por nos usada da muito mais retorno comparativamente a dos seus paise de origem ou outras pracas. O dinheiro do OGE tambem e usado no circuito financeiro nao so para a estabilizacao do metical via floating management e tambem pela necessidade do estado finaciar outras actividades via capitalizacao desse dinheiro no mercado financeiro.
Sendo assim,com a crise internacional o fluxo de capitais no mundo baixou,os desembolsos dos doadores atrasaram(diz se k por causa de factores politicos pos eleitorais),a cronica falta de controle de divisas no pais entre outras razoes provocaram a escassez do dinheiro no mercado provocando esta crise economica.
O estado para fazer face as suas obrigacoes com exterior e desprovido de reservas por causa da gestao danosa e politica deste recurso viu se na contigencia de aumentar os precos de energia para pagar cahora bassa ao consorcio bancario a kem devemos o em prestimo feito e para manter o ritimo de electrificacao no pais.mas mantendo a estrutura de lucro economico k e tipico deste tipo de monopolio.
Sendo assim aumentaram em 13% a energia ,agua etc.
O problema ta no lado da oferta e jamais esta medida devia ter sido tomada. O k vai acontecer agora e o aumento do desemprego porque as pequenas e medias empresas ,as k realmente dao emprego vao fechar porque nao terao como honrar os seus compromissos junto a banca,nao terao garantias reais para emprestimos e nem taxas de rentabilidade suficientes para cubrir a taxa de juro praticada pelos bancos e aliada a uma carga fiscal ja pesada. Resultado sera a contrcao do crescimento economico porque a producao ira baixar o desemprego aumenta e a economia entra em receccao mesmo contendo a inflacao,eskecendo se k nem sempre a inflacao significa ma coisa pese embora concordar k neste momento era necessario parar com a subida de precos. Neste momento o k o pais precisa e de produzir e nao sei sinceramente como isto ira acontecer encarecendo o custo de um dos capitais importantes,o dinheiro. O discurso e produzir e a realidade e cortar as pernas de kem o ker fazer.
A solucao pra isto e estimular a producao via estimulos e nao subsidios a empresas kom maior propensao a exportar(pesa embora a conjuntura internacional verificar se a reducao da demanda)para tentar reduzir o defice da balanca de pagamentos
O estado deve usar o dinheiro k recebe nao pra comer mas para investir em capital produtivo criando mais valia ao dinheiro
Deve de uma vez por todas e rapidamente decidir a sua politica economica para a definicao de prioridades
Deve estimular as pequenas e medias empresas nao so a produzirem mais acima de tudo ajuda las no seu crescimento atraves de um sistema fiscal mais flexivel via deferimento de certos impostos quando o dinheiro gerado for usado para reinvestimento na empresa para a sua espansao e na contratacao de novos trabalhadores.
A Opiniao de Nelson Scott
Nos dias que correm, o Governo vem-se desdobrando em apelos para que se aumente a produção e produtividade para, por essa via, conter a subida galopante do custo de vida na Pátria Amada. Ontem, veio a contribuição do Banco Central para este desiderato: aumentou as taxas de juros e de reservas obrigatórias. É, popularmente popular, que o acesso e custo de financiamento na Pérola do Índico constituem dos maiores impedimentos para a expansão do sector produtivo, mormente aquele que produz(iria) mandioca, batata, tomate, arroz, etc. Dr. Gove: não será isto um contra-senso? Será que a propalada necessidade do aumento de produtividade se resume ao factor trabalho? Afinal, querem(os) controlar a inflação a partir do lado monetário ou real da economia?
Nelson Scott
Moçambique pais preferido pelos doadores!
Moçambique tem sido o país de língua portuguesa preferido pelos doadores
Moçambique é o país de língua portuguesa preferido pelos doadores internacionais, de acordo com um relatório quinta-feira divulgado nas Nações Unidas, em Nova Iorque.
O relatório do grupo de trabalho de acompanhamento dos progressos dos Objectivos do Milénio, que junta as principais agências das Nações Unidas ao Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional, está centrado no impacto da crise económica e mostra que as perturbações dos últimos anos afectaram a ajuda internacional ao desenvolvimento, comércio, serviço da dívida, bem como o acesso a medicamentos e tecnologia.
O relatório “A Parceria Mundial para o Desenvolvimento num Momento Crítico” coloca Moçambique em 11º lugar entre os maiores beneficiários de ajuda internacional em 2008, com um montante de 1 994 milhões de dólares, bem acima dos 1 488 milhões registados em 2000, ano em que foram lançados os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
Outra componente de ajuda considerada no estudo é a “ajuda para comércio”, que visa apoiar os países em desenvolvimento na construção de infra-estruturas comerciais e capacidade de produção.
Também nesta componente, Moçambique é o único país de língua portuguesa incluído entre os principais beneficiários, tendo recebido 542 milhões de dólares em 2008.
Outra vertente da chamada “parceria global para o desenvolvimento” é o alívio da dívida aos países mais pobres, em que têm um papel importante o Banco Mundial e FMI, através de programas específicos, nomeadamente o designado HIPC.
Macauhub – 17.09.2010
A Opiniao de Machado da Graça
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17/09/2010
"A mCel e/ou a Vodacom podem cortar-me os seus serviços, total ou parcialmente, sem incorrerem em quebra do contrato que assinaram com os seus clientes?"
MARCO DO CORREIO
Por Machado da Graça
Olá Jerónimo
Como estás tu, meu bom amigo? Eu estou bom, felizmente.
Estou é muito aborrecido com toda esta história do corte dos SMS pela mCel e pela Vodacom, por ordem nem sequer se sabe bem de quem. O Ministro da tutela diz que não foi ele e a ordem parece ter surgido de uma entidade que não tem qualquer competência para isso.
Enfim, coisas deste nosso Estado de Direito tão peculiar.
Mas eu gostava de comentar contigo esta questão de um outro ponto de vista. Do ponte de vista do relacionamento comercial entre os clientes e as empresas fornecedoras do serviço de telefonia móvel.
Entre cada cliente e cada uma das empresas são estabelecidos contratos, que estabelecem claramente quais são os direitos e os deveres de cada uma das partes.
Eu sei, até porque já me aconteceu, que, se não pagar a minha conta até determinado prazo, o serviço me é cortado e só volta a ser restabelecido depois de eu regularizar o pagamento.
Não tenho que protestar. Está lá, no contrato assinado, e, ao colocar lá o meu nome, eu estava-me a obrigar a cumpri-lo.
Mas agora eu pergunto: no sentido contrário o contrato já não tem valor?
A mCel e/ou a Vodacom podem cortar-me os seus serviços, total ou parcialmente, sem incorrerem em quebra do contrato que assinaram com os seus clientes? Não creio que possam.
Na minha interpretação, portanto, as duas empresas são, neste momento, devedoras, junto dos seus clientes, de indemnizações pelo período em que estes estiveram privados de utilizar o serviço de SMS a que os seus contratos lhes davam direito.
Creio que as associações de defesa dos consumidores se deveriam organizar para colocar as duas empresas em tribunal, exigindo essas indemnizações a que temos direito.
E isto para compensar os clientes que, por mil razões da vida de cada um, precisaram de usar esse meio de comunicação e foram impedidos.
Aquela mãe que foi impedida de informar o marido sobre a doença do filhinho; aquele comerciante que foi impedido de informar um cliente sobre o preço da mapira no mercado local; aquela pessoa que foi impedida de justificar uma ausência num encontro determinante para a sua carreira.
Mas, por outro lado, as duas empresas deveriam ser condenadas a pesadas indemnizações para que, no futuro, pensem duas vezes antes de obedecerem a ordens ilegais, e imbecis, de quem não tem, sequer, competência para as dar.
E não sei mesmo se existe alguma legislação no nosso país que permita que, seja quem for, dê esse tipo de ordem, impedindo os cidadãos de exercerem o seu direito de liberdade de expressão.
Podes-me argumentar que se tratava de uma questão de força maior, num momento de grave perturbação da ordem pública.
Mas a verdade é que em regime democrático quaisquer restrições aos direitos e liberdades dos cidadãos só são possíveis se houver legislação apropriada que o permita. Não é qualquer chefe da Polícia, qualquer ministro ou mesmo qualquer Chefe de Estado que pode cortar os direitos e liberdades dos cidadãos sem legislação que, expressamente, o autorize.
Em democracia, tudo o que não é expressamente proibido, por lei, é autorizado.
Ora nós fomos privados do nosso direito de comunicar por ordens de um qualquer Alguém, sem base legal e por decisão claramente discricionária.
Daí que não sejam só as empresas a deverem ser postas em tribunal mas igualmente esse misterioso
Alguém que teve tão brilhante ideia.
Há que acabar com este “quero, posso e mando” a que estamos sujeitos.
Isto se queremos que a palavra democracia não seja só vento a sair da boca...
Um abraço para ti do
Machado da Graça
CORREIO DA MANHÃ – 17.09.2010
Kissinger Institute on China and the Unites States
Invitation to a Kissinger Institute on China and the Unites States and Wilson Center on the Hill Event:
Impact of U.S.-China Relations on Asia
SEIICHIRO TAKAGI, Professor, Aoyama Gakuin University, Tokyo
FYODOR LUKYANOV, Editor, Global Affairs, Moscow
SIMON TAY, Chairman, Singapore Institute of International Affairs, Singapore
BRAHMA CHELLANEY, Professor, Center for Policy Research, New Delhi
Moderator: J. STAPLETON ROY, Director, Kissinger Institute on China and the U.S., Woodrow Wilson Center
The complex relationship between China and the United States has global implications, most particularly for the political, economic, and security structure of interstate relations in Asia. Each country brings a distinct perspective on what the U.S.-China relationship means both for its own relations with these two powers, as well as with its other neighbors.
Tuesday, September 21
9:00- 10:15 a.m.
121 Cannon House Office Building
Please RSVP to onthehill@wilsoncenter.org or 202-691-4357
__________
Wilson Center on the Hill is a nonpartisan forum that focuses on current issues related to international
trade and security, sustainable development, and globalization. It sponsors 15 to 20 seminar programs each year on Capitol Hill that feature leading independent analysts and experts from the 22 programs of the Woodrow Wilson International Center for Scholars. Funded by a grant from the William and Flora Hewlett Foundation, Wilson Center on the Hill also sponsors congressional study trips, allowing Members of the U.S. Congress and senior congressional staff to examine these issues first-hand.
Secretária de Estado, Hillary Rodham Clinton sobre a Política Externa dos Estados
8 de setembro de 2010
Pronunciamento, Conselho de Relações Exteriores
Washington, DC
SECRETÁRIA HILLARY CLINTON: Muito obrigada, Richard. É um prazer estar aqui de volta ao Conselho com dois braços para trabalhar. Isso é algo que me deixa muito feliz e agradecida, e obrigada por você ter feito referência àquilo que foi o mais difícil ato de equilibrismo deste meu período como secretária de Estado: organizar o casamento da minha filha, o qual, como não cansava de contar às pessoas em minhas viagens aos lugares mais turbulentos, foi muito mais estressante do que qualquer outra coisa em minha agenda. (Risos.) É realmente um prazer ver tantos amigos e colegas e ter novamente esta oportunidade de discutir com vocês onde se encontra nosso país e para onde, espero, estamos nos dirigindo.
Está claro que muitos de nós e muitos de vocês na platéia estão acabando de chegar das férias de verão. Ontem, no Departamento de Estado, parecia o primeiro dia de aula. Todos chegaram em nossa reunião matinal e – (risos) – com a aparência muito mais saudável do que a que tinham antes sair de férias. E também é óbvio que para nós não há descanso. Os eventos da semana passada nos manteve ocupados.
Estamos trabalhando para dar apoio às conversações diretas entre israelenses e palestinos, e, na próxima semana, viajarei ao Egito e à Jerusalém para uma segunda rodada dessas negociações. No Iraque, onde nossa missão de combate chegou ao fim, estamos transferindo e fazendo a transição para uma parceria sem precedentes liderada por civis. Estamos intensificando a pressão internacional sobre o Irã para negociar seriamente sobre seu programa nuclear. Estamos trabalhando com o Paquistão à medida que o país se recupera das enchentes devastadoras e continua a combater o extremismo violento. E, é claro, a guerra no Afeganistão é sempre uma das coisas mais importantes em nossa mente e em nossa agenda.
Ora, nenhum desses desafios existe separadamente. Considerem as conversações de paz no Oriente Médio. Em um aspecto, elas são negociações bilaterais envolvendo dois povos e uma faixa relativamente pequena de terra. Mas dê um passo atrás e fica evidente o quanto são importantes as dimensões regionais e até mesmo as dimensões globais do que teve início na última semana. E como é importante o papel que instituições como o Quarteto, formado por Estados Unidos, Rússia, União Europeia e ONU, bem como a Liga Árabe, estão desempenhando e, da mesma forma, se não mais, como a participação americana é realmente vital.
Resolver problemas de política externa atualmente nos obriga a pensar numa perspectiva regional e global, para ver as intersecções e conexões que ligam nações, regiões e interesses, para unir as pessoas de uma maneira que só os Estados Unidos conseguem.
Creio que o mundo está contando conosco hoje assim como no passado. “Quando antigos adversários necessitam de um intermediador honesto ou quando as liberdades fundamentais necessitam de um defensor, as pessoas nos procuram. Quando a terra treme ou os rios transbordam, quando as pandemias se alastram ou tensões contidas explodem em violência, o mundo nos procura. Vejo isso no rosto das pessoas que encontro nas minhas viagens, não apenas nos jovens que ainda sonham com a promessa dos Estados Unidos de oportunidade e igualdade, mas também de diplomatas e líderes políticos experientes que, admitam eles ou não, veem o compromisso baseado em princípios e o espírito de que tudo é possível que acompanham o engajamento americano. E eles realmente esperam não apenas o engajamento dos Estados Unidos, mas sua liderança.
E nada me deixa mais orgulhosa do que representar esta grande nação nos mais remotos cantos do mundo. Sou filha de um homem que cresceu na Depressão e treinou jovens marinheiros para lutar no Pacífico. E sou mãe de uma jovem que faz parte de uma geração de americanos que está participando no mundo de maneiras novas e empolgantes. E, nessas duas histórias, vejo a promessa e o progresso dos Estados Unidos, e tenho a mais profunda fé em nosso povo. Ela nunca esteve mais forte.
Sei que esses são dias difíceis para muitos americanos, mas as dificuldades e as adversidades jamais derrotaram ou desanimaram este país. Em toda a nossa história, nas guerras quentes e frias, nas dificuldades econômicas e na longa marcha para uma união mais perfeita, os americanos sempre encararam os desafios que enfrentamos. É como nós somos. Está no nosso DNA. Nós acreditamos verdadeiramente que não há limites para o que é possível ou para o que pode ser realizado.
E agora, após anos de guerra e incerteza, as pessoas se perguntam o que o futuro nos prepara, em nosso país e no exterior.
Portanto, deixem-me dizer claramente: “Os Estados Unidos podem, devem e vão liderar neste novo século.
De fato, as complexidades e conexões do mundo de hoje deram lugar a um novo momento americano, um momento em que nossa liderança global é essencial, mesmo se precisarmos liderar de novas maneiras. Um momento em que aquelas coisas que fazem de nós quem somos como nação – nossa abertura e inovação, nossa determinação e devoção aos valores essenciais – nunca foram tão necessários.
Este é um momento que deve ser aproveitado por meio de trabalho árduo e decisões corajosas para lançar as bases de uma liderança americana que há de durar por várias décadas.
Contudo, isso não é argumento para que os Estados Unidos façam tudo sozinhos; longe disso. O mundo nos procura porque os Estados Unidos têm o alcance e a determinação para mobilizar o esforço compartilhado necessário para solucionar problemas em escala global em defesa dos nossos próprios interesses, mas também como um motor para o progresso. Nesse aspecto, não temos rivais.
Para os Estados Unidos, a liderança global é uma responsabilidade e uma oportunidade única.
Quando estive aqui no Conselho de Relações Exteriores há pouco mais de um ano para falar da visão do governo Obama sobre a liderança americana em um mundo que está mudando, defendi uma nova arquitetura global que pudesse ajudar as nações a se unirem como parceiras na solução de problemas comuns. Hoje quero expandir essa idéia, mas em especial explicar como estamos pondo isso em prática.
A arquitetura é a arte e a ciência de planejar estruturas que sirvam a nossos propósitos comuns, construídas para durar e resistir ao estresse. E é isso que queremos construir: uma rede de alianças e parcerias, organizações regionais e instituições globais que sejam duradouras e dinâmicas o suficiente para nos ajudar a enfrentar os desafios atuais e a nos adaptar às ameaças que sequer imaginamos, assim como nossos pais jamais sonharam com derretimento de geleiras ou bombas sujas.
Sabemos que isso pode ser feito, porque os antecessores do presidente Obama na Casa Branca e os meus no Departamento de Estado já o fizeram. Após a Segunda Guerra Mundial, a nação que tinha construído a ferrovia transcontinental, a linha de montagem e o arranha-céu, voltou sua atenção para a construção dos pilares da cooperação global. A terceira Guerra Mundial que tantos temiam, nunca aconteceu. E vários milhões de pessoas saíram da pobreza e usufruíram de seus direitos humanos pela primeira vez. Esses foram os benefícios de uma arquitetura global montada ao longo de muitos anos por líderes americanos dos dois partidos políticos.
Mas essa arquitetura serviu a uma época diferente e a um mundo diferente. Como disse o presidente Obama, hoje ela “se verga sob o peso de novas ameaças”. As grandes potências estão em paz, mas novos atores – bons e maus – estão cada vez mais determinando os assuntos internacionais. Os desafios que enfrentamos são mais complexos que nunca, assim como as respostas necessárias para superá-los. É por isso que estamos construindo uma arquitetura global que reflita e aproveite as realidades do século 21.
Sabemos que alianças, parcerias e instituições por si só não podem e não resolvem os problemas. Somente as pessoas e as nações resolvem os problemas. Mas uma arquitetura pode facilitar a ação eficaz ao apoiar a formação de coalizões e a assunção de compromissos que constituem a tarefa diária da diplomacia. Ela pode facilitar a identificação de interesses comuns e convertê-los em ação comum. E pode ajudar a integrar as potências emergentes na comunidade internacional com obrigações e expectativas claras.
Não temos ilusões que essas metas possam ser atingidas da noite para o dia nem que os países subitamente deixem de ter interesses divergentes. Sabemos que o teste da nossa liderança é a forma como administramos essas diferenças e como galvanizamos nações e pessoas em torno daquilo que elas têm em comum, mesmo quando elas têm histórias distintas, recursos desiguais e visões de mundo conflitantes. E sabemos que nosso método para a solução de problemas deve variar de acordo com o problema e o parceiro. A liderança americana, portanto, deve ser tão dinâmica quanto os desafios que enfrentamos.
Mas há duas constantes em nossa liderança, que estão no cerne da Estratégia de Segurança Nacional traçada pelo presidente e divulgada em maio, e que permeia tudo o que fazemos.
A primeira é a renovação nacional voltada para o fortalecimento das fontes de poder americano, em especial nossa força econômica e autoridade moral. Trata-se mais do que assegurar que tenhamos os recursos necessários para conduzir a política externa, embora isso seja fundamentalmente importante. Eu me lembro de que quando era menina, fiquei estimulada com a afirmação do presidente Eisenhower de que a educação nos ajudaria a ganhar a Guerra Fria. Eu realmente levei isso a sério. Eu não gostava de matemática, mas descobri que precisava estudar matemática pelo meu país. (Risos.) Também acreditei que precisávamos investir em nosso povo, em seus talentos e em nossa infraestrutura.
O presidente Eisenhower estava certo. A grandeza dos Estados Unidos, em boa parte, sempre resultou do dinamismo da nossa economia e da criatividade do nosso povo. Hoje, mais do que nunca, nossa habilidade para exercer liderança global depende da construção de uma base sólida aqui em nosso país. É por isso que débito crescente e infraestrutura em frangalhos são ameaças bem reais à segurança nacional de longo prazo. O presidente Obama sabe disso. Vocês podem constatar isso nas novas iniciativas econômicas anunciadas por ele esta semana e em seu foco implacável em fazer uma reviravolta na economia.
A segunda constante é a diplomacia internacional – a boa e velha diplomacia – destinada a unir nações para que resolvam problemas comuns e atinjam aspirações compartilhadas. Como disse Dean Acheson em 1951, “a habilidade de evocar apoio de outros” é “tão importante quanto a capacidade de impor”. Para esse fim, temos restaurado velhas alianças e formado novas parcerias. Reforçamos instituições que oferecem incentivos para a cooperação, desestímulos para a falta de comprometimento e defesas contra aqueles que podem minar o progresso global. E apoiamos os valores que estão no cerne do caráter americano.
Assim, não deve haver engano. Naturalmente, este governo também está comprometido a manter a maior força armada da história mundial e, se necessário, vamos nos defender e aos nossos amigos com vigor.
Após mais de um ano e meio, começamos a ver os dividendos dessa estratégia. Estamos avançando os interesses dos Estados Unidos e progredindo em alguns de nossos desafios mais prementes. Atualmente, podemos dizer com confiança que esse modelo de liderança americana, que coloca toda ferramenta à nossa disposição para trabalhar em defesa de nossas obras de interesse nacional, oferece a melhor esperança em um mundo perigoso. Gostaria de apresentar várias medidas que estamos adotando com relação à implementação dessa estratégia.
Primeira, recorremos a nossos aliados mais próximos, as nações que compartilham nossos valores e interesses fundamentais e nosso compromisso com a solução de problemas que nos são comuns. Da Europa e América do Norte ao Leste Asiático e Pacífico, estamos renovando e aprofundando as alianças que são a base da segurança e da prosperidade globais.
E gostaria de dizer algumas palavras, em especial, sobre a Europa. Em novembro, tive o privilégio de ajudar a comemorar o 20o aniversário da queda do Muro de Berlim, que encerrou o passado falido da Europa. E neste terceiro trimestre na Polônia, celebramos o 10o aniversário da Comunidade de Democracias, que contempla um futuro mais brilhante. Nos dois eventos, lembraram-me da longa distância que percorremos juntos. Quanta força retiramos do manancial de nossos valores e aspirações comuns. Os laços entre a Europa e os Estados Unidos foram forjados por meio de guerra e paz vigilante, mas estão enraizados em nosso compromisso compartilhado com a liberdade, a democracia e a dignidade humana. No momento, estamos trabalhando com nossos aliados europeus em quase todos os desafios globais. O presidente Obama e eu trabalhamos para fortalecer nossos laços bilaterais e multilaterais na Europa.
E a União Europeia pós-Tratado de Lisboa está desenvolvendo um papel global mais amplo e, como consequência, nosso relacionamento está crescendo e mudando. Agora, haverá alguns desafios à medida que nos ajustamos a novos atores influentes como o Parlamento da União Europeia, mas esses debates são entre amigos e serão sempre secundários aos interesses e valores fundamentais que compartilhamos. E não há dúvida de que uma União Europeia mais forte é bom para os Estados Unidos e bom para o mundo.
E, naturalmente, a Otan continua sendo a aliança mais bem-sucedida do mundo. Juntos com nossos aliados, inclusive com os novos membros da Otan na Europa Central e Oriental, estamos elaborando um novo Conceito Estratégico que nos ajudará a enfrentar não somente as ameaças tradicionais, mas também as emergentes como a segurança cibernética e a proliferação nuclear. Exatamente ontem, o presidente Obama e eu discutimos essas questões com o secretário-geral da Otan, o sr. Rasmussen.
Depois que os Estados Unidos foram atacados em 11/9, nossos aliados invocaram o Artigo V da Carta da Otan pela primeira vez. Eles se uniram a nós na luta contra a Al Qaeda e o Taleban. E após o presidente Obama redirecionar a missão no Afeganistão, eles contribuíram com milhares de novos soldados e assistência técnica significativa. Honramos os sacrifícios que nossos aliados continuam a fazer e reconhecemos que somos sempre mais fortes quando nos unimos.
Um princípio básico de todas as nossas alianças é a responsabilidade compartilhada. Toda nação deve se esforçar para fazer sua parte. Uma liderança americana não significa que fazemos tudo sozinhos. Contribuímos com nossa parte, com frequência a maior, mas também temos altas expectativas com relação aos governos e povos com os quais trabalhamos em conjunto.
Ajudar outras nações a desenvolver capacidade para resolver seus próprios problemas – e participar da solução de outros problemas comuns – tem sido há muito tempo um marco da liderança americana. Nossas contribuições para a reconstrução da Europa são bem conhecidas, para a transformação do Japão e da Alemanha. Nós os transformamos de agressores a aliados, para o crescimento da Coreia do Sul em uma democracia vibrante que agora contribui para o progresso global. Essas são algumas das realizações da política externa americana de que mais nos orgulhamos.
Nesta era interconectada, a segurança e a prosperidade dos Estados Unidos dependem mais do que nunca da habilidade dos outros para assumir responsabilidade pela neutralização das ameaças e superação dos desafios no próprio país e na própria região.
É por isso que uma segunda medida em nossa estratégia para a liderança global é ajudar a capacitar parceiros em desenvolvimento. Ajudar países a obter ferramentas e apoio necessários para resolver seus próprios problemas. Ajudar a tirar as pessoas, seus familiares e sua sociedade da pobreza, longe do extremismo e rumo ao progresso sustentável.
Nós no governo Obama consideramos o desenvolvimento um imperativo estratégico, econômico e moral. É central para avançar os interesses americanos – tão central quanto a diplomacia e a defesa. Nossa abordagem não é, contudo, o desenvolvimento só pelo desenvolvimento, é uma estratégia integrada para resolver problemas.
Veja o trabalho para criar instituições e estimular o desenvolvimento econômico nos Territórios Palestinos, algo que Jim Wolfensohn conhece de perto. Os Estados Unidos investem centenas de milhões de dólares para capacitar palestinos porque sabemos que o progresso no local melhora a segurança e ajuda a lançar as bases para um futuro Estado palestino. E cria condições mais favoráveis para negociações. A confiança que a nova força de segurança palestina exibiu afetou a avaliação da liderança israelense, e os Estados Unidos estavam por detrás construindo essa força de segurança junto com outros parceiros como a Jordânia. Mas a principal responsabilidade está nas decisões tomadas pela própria Autoridade Palestina. Portanto, com nossa ajuda e a coragem e o compromisso dos palestinos, vemos progresso que influencia as negociações e traz mais esperanças de que haverá um acordo.
E, naturalmente, essa é a coisa certa a ser feita. Concordamos com isso. Mas, não se enganem, isso se baseia em nosso entendimento de que todas as pessoas estão mais dispostas a assumir riscos pela paz quando lhes dão mais oportunidade. E isso é particularmente verdadeiro quando se trata de mulheres. Vocês sabem que não terminaria este discurso sem mencionar as mulheres e os seus direitos. Acreditamos firmemente que investir em oportunidades para as mulheres traz avanços sociais e econômicos que são vantajosos não apenas para as famílias e sociedades, mas têm um efeito de repercussão que beneficia outras pessoas, incluindo-nos também.
Da mesma forma, investimentos em países como Bangladesh e Gana apostam em um futuro de união com seus vizinhos e outros países, não apenas para resolverem seus próprios problemas um tanto difíceis de pobreza, mas também para serem baluartes que enviam uma mensagem diferente para sua região. Levamos em conta também os países que estão se desenvolvendo rapidamente e já exercem influência como China, Índia, Turquia, México, Brasil, Indonésia, África do Sul e Rússia.
Nossa terceira medida principal, portanto, é aprofundar o engajamento com esses centros emergentes de influência. Nós, nossos aliados e, de fato, pessoas do mundo todo têm interesse e estão exercendo papéis construtivos, regionais e globais. Porque ser uma potência do século 21 significa ter de aceitar uma parte do ônus de resolver problemas comuns e de seguir um conjunto de regras do jogo, por assim dizer, em tudo, desde direitos de propriedade intelectual até liberdades fundamentais.
Portanto, mediante ampla consulta bilateral e dentro do contexto das instituições regionais e globais, esperamos que esses países comecem a assumir maior responsabilidade. Por exemplo, em nosso mais recente Diálogo Estratégico e Econômico na China, pela primeira vez, o desenvolvimento foi incluído na agenda, algo que os chineses estão fazendo em conjunto com seus interesses comerciais, mas sobre o qual queríamos começar a discutir para podermos cooperar melhor e talvez compartilhar as lições sobre como buscar o desenvolvimento de forma mais eficaz. Em um país da África, estamos construindo um hospital e os chineses estão construindo uma estrada; pensamos que seria uma boa idéia a estrada chegar até o hospital. É esse tipo de discussão que, a nosso ver, pode fazer diferença para os povos com os quais estamos envolvidos.
A Índia, a maior democracia do mundo, tem uma enorme convergência de valores fundamentais e uma ampla variedade de interesses tanto nacionais quanto regionais. E estamos lançando as bases para uma parceria indispensável. O presidente Obama usará sua visita em novembro para levar nosso relacionamento ao próximo nível.
No caso da Rússia, quando tomamos posse, as relações estavam frias ou esfriando, e havia suspeitas de um retorno à Guerra Fria. Isso pode ter animado escritores de romance de espionagem e estrategistas de poltrona, mas qualquer um que leve a sério a solução de problemas mundiais como a proliferação de armas nucleares sabia que sem o trabalho conjunto da Rússia e dos Estados Unidos, pouco seria conseguido. Assim, pusemos um foco novo no relacionamento. Oferecemos um relacionamento fundamentado não apenas no respeito mútuo, mas também na responsabilidade mútua.
No decorrer dos últimos 18 meses, conseguimos: um novo tratado histórico sobre redução de armas ao qual o Senado se dedicará na próxima semana; cooperação com a China e o Conselho de Segurança da ONU sobre novas e severas sanções contra o Irã e a Coreia do Norte; um acordo temporário para apoiar nossos esforços no Afeganistão; um novo intercâmbio bilateral entre a comissão presidencial e a sociedade civil que está formando vínculos pessoais mais estreitos; e, é claro, lembraram-nos no terceiro trimestre, os escritores de romance de espionagem têm muito sobre o que escrever, portanto, é uma espécie de situação benéfica para todos. (Risos.)
O trabalho com essas potências emergentes nem sempre é tranquilo ou fácil. Desentendimentos são inevitáveis. E em certas questões como direitos humanos com a China ou a ocupação da Geórgia pela Rússia, nós simplesmente não chegamos a um entendimento, e os Estados Unidos não hesitarão em denunciar e manter nossa posição. Quando essas nações não aceitam a responsabilidade que resulta do aumento da influência, faremos todo o possível para incentivá-los a mudar seu curso enquanto seguimos adiante com outros parceiros. Mas sabemos que será difícil, se não impossível, forjar a espécie de futuro que esperamos no século 21 sem aumento da cooperação abrangente.
Nossa meta é criar relações produtivas que sobrevivam aos períodos de desacordo e nos possibilite continuar a trabalhar juntos. Um elemento fundamental disso é engajar-se diretamente com o povo desses países. A tecnologia e a rapidez das comunicações, em conjunto com a disseminação da democracia, pelo menos em tecnologia, possibilitou às pessoas se manifestarem e exigir o poder de opinião sobre seu próprio futuro. A opinião pública e as emoções têm importância mesmo em Estados autoritários. Assim, em quase todos os países visitados por mim, não me encontro somente com autoridades governamentais. Na Rússia, dei uma entrevista em uma das poucas estações de rádio independentes que restam. Na Arábia Saudita, tive uma reunião em uma faculdade para mulheres. No Paquistão, respondi perguntas de todos os jornalistas, estudantes e líderes empresariais que encontrei.
Portanto, ao mesmo tempo que expandimos nossos relacionamentos com os centros emergentes de influência, trabalhamos para engajá-los com seu próprio público. Escuto repetidamente, quando dou entrevistas tanto na Indonésia, quanto na República Democrática do Congo ou no Brasil, a novidade que é para as pessoas uma autoridade chegar e aceitar perguntas do público. Dessa forma não estamos somente envolvendo o povo e divulgando e explicando valores e opiniões dos Estados Unidos; estamos também enviando uma mensagem a esses líderes. Fazendo assim, deixamos claro que esperamos mais da parte deles e queremos ver os desafios que enfrentamos serem tratados em contexto regional.
Imaginem a dinâmica complexa em torno do extremismo violento no Afeganistão e no Paquistão e sua expansão para o resto do mundo a partir desses dois países ou o processo de reintegração do Iraque com os países vizinhos, uma vizinhança de fato bem complicada. A dinâmica regional não permanecerá estática. E há muitos outros atores trabalhando dia e noite para influenciar os resultados dessas situações especiais.
E sabemos também que outras potências emergentes como a China e o Brasil têm suas próprias noções sobre qual deveria ser o resultado correto ou como devem ser as instituições regionais, e estão bem ativos na busca desses resultados. Nosso amigos, nosso aliados e as pessoas no mundo todo que compartilham nossos valores dependem de nós para permanecer firmemente engajados. A quarta medida em nossa estratégia é revigorar o compromisso dos Estados Unidos de ser um líder ativo, transatlântico, transpacífico e continental.
Em uma série de discursos e consultas em andamento com nossos parceiros, lançamos os princípios básicos da cooperação regional e trabalhamos para fortalecer as instituições e nos adaptarmos a novas circunstâncias.
Veja a região do Pacífico Asiático. Quando tomamos posse, havia a percepção, correta ou não, de que os Estados Unidos estavam ausentes. Portanto, deixamos claro desde o começo que estávamos de volta. Reafirmamos nossos vínculos com fortes aliados como Coreia do Sul, Japão e Austrália e aprofundamos nosso engajamento com a China e a Índia.
Atualmente, a região do Pacífico Asiático tem poucas instituições fortes para incentivar a cooperação eficaz e reduzir o atrito da competição, assim, começamos a construir uma arquitetura regional mais uniforme com o envolvimento profundo dos Estados Unidos.
No âmbito econômico, expandimos nossas relações com a Apec, que inclui quatro dos maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos e recebe 60% de nossas exportações. Queremos conseguir as vantagens de maior integração econômica. Para isso, devemos estar dispostos a atuar. Com essa finalidade, estamos trabalhando para ratificar um acordo de livre comércio com a Coreia do Sul, buscamos um acordo regional com as nações da Parceria Transpacífica e sabemos que isso ajudará a criar novos empregos e oportunidades em nosso país.
Também decidimos nos engajar com a Cúpula do Leste Asiático, incentivando seu desenvolvimento em uma instituição política e de segurança básica. Representarei os Estados Unidos na Cúpula do Leste Asiático deste ano em Hanói, preparando o caminho para a participação presidencial em 2011.
E no Sudeste Asiático, a Asean realmente abarca mais de 600 milhões de pessoas em seus países-membros. Há mais investimentos americanos em negócios dos países da Asean do que na China. Reforçamos nosso relacionamento com a adesão ao Tratado de Amizade e Cooperação, anunciando nossa intenção de abrir uma missão diplomática e nomear um embaixador para a Asean em Jacarta e o compromisso de realizar cúpulas anuais EUA-Asean.
Sabemos que a região do Pacífico Asiático crescerá em importância e o desenvolvimento dessas instituições estabelecerão hábitos de cooperação vitais para a estabilidade e a prosperidade.
As instituições eficientes são igualmente fundamentais no âmbito global. Portanto, nossa quinta medida foi o reengajamento com instituições globais e o trabalho para modernizá-las de modo que possam lidar com os novos desafios que enfrentamos. Nós obviamente precisamos de instituições flexíveis, inclusivas e complementares, em vez de instituições que só competem entre si por espaço e jurisdição. Precisamos que elas desempenhem funções produtivas que organizem nossos esforços comuns e apliquem o sistema de direitos e responsabilidades.
A ONU continua sendo a única instituição global mais importante. Somos constantemente lembrados de seu valor: o Conselho de Segurança promulgando sanções contra o Irã e a Coreia do Norte; forças da paz patrulhando ruas de Monróvia e Porto Príncipe; trabalhadores de ajuda humanitária dando assistência às vítimas das enchentes no Paquistão e aos desabrigados em Darfur; e, mais recentemente, a Assembleia Geral da ONU criando uma nova entidade chamada Mulheres da ONU, que promoverá a igualdade de gênero e expandirá as oportunidades para mulheres e meninas, além de combater a violência e a discriminação que elas enfrentam.
Mas somos também lembrados constantemente de suas limitações. É difícil, como muitos de vocês na platéia sabem, para os 192 Estados Membros da ONU obter consenso sobre a reforma institucional, inclusive e especialmente a reforma do Conselho de Segurança. Acreditamos que os Estados Unidos têm de desempenhar um papel na reforma da ONU, e defendemos uma reforma do Conselho de Segurança que melhore o desempenho geral da ONU, sua eficácia e eficiência. Da mesma forma e com muita firmeza apoiamos reformas operacionais que permitam o destacamento mais rápido das missões de campo da ONU, com número adequado de soldados e policiais bem equipados e treinados e com a qualidade de liderança e conhecimento especializado civil de que necessitam. Nós não somente apoiamos como defendemos reformas administrativas e economias que evitem desperdício, fraudes e abusos.
A ONU nunca pretendeu atacar todos os desafios, e nem deveria. Então, estamos trabalhando com outras organizações. Para responder à crise financeira global, nós promovemos o G-20. Convocamos a primeira Cúpula sobre Segurança Nuclear. Novas ou antigas, a eficácia das instituições depende do compromisso de seus membros. E vimos um nível de compromisso com essas instituições que continuará a ser cultivado.
Nossos esforços sobre mudanças climáticas – e vejo nosso enviado especial Todd Stern aqui presente – oferecem um exemplo de como estamos trabalhando por meio de vários locais e mecanismos. O processo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas permite que todos nós – países desenvolvidos e em desenvolvimento, do Norte, do Sul, do Oriente e do Ocidente – trabalhemos com uma única instituição para tratar desse desafio compartilhado.
Mas nós também lançamos o Fórum das Grandes Economias para ter como foco os maiores emissores, inclusive nós mesmos. E quando as negociações em Copenhague chegaram a um impasse, o presidente Obama e eu nos reunimos com a África do Sul, a China, a Índia e o Brasil para tentar chegar a um compromisso. E então, com nossos colegas da Europa e de outros lugares, elaboramos um acordo que, embora longe de ser perfeito, salvou a cúpula do fracasso e representa um progresso a partir do qual poderemos avançar. Porque, pela primeira vez, todas as grandes economias firmaram compromissos nacionais para frear as emissões de carbono e informar com transparência seus esforços de mitigação.
Sabemos que há muito a ser feito com relação a questões substanciais, e a ênfase em democracia, direitos humanos e Estado de Direito deve continuar para que consolidem as bases dessas instituições.
Há algo que eu encaro com seriedade, porque não faz sentido tentar construir instituições para o século 21 que não ajam para impedir a repressão e resistir à pressão sobre os direitos humanos, que ampliam as liberdades fundamentais ao longo do tempo para locais onde elas têm sido negadas por tempo demais.
E isso representa nossa sexta medida principal. Estamos apoiando e defendendo os valores universais consagrados na Carta das Nações Unidas e na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Porque, hoje em dia, esses princípios estão ameaçados em todos os lugares. Em muitos lugares, novas democracias estão lutando para criar raízes sólidas. Regimes autoritários estão reprimindo a sociedade civil e o pluralismo. Alguns líderes consideram a democracia uma inconveniência que atrapalha o exercício eficiente do poder nacional.
Essa visão de mundo deve ser confrontada e desafiada em toda a parte. A democracia precisa de defesa. A luta para fazer dos direitos humanos uma realidade humana precisa de defensores.
E esse trabalho começa em casa, onde rejeitamos a falsa escolha entre nossa segurança e nossos valores. E continua no mundo todo, onde os direitos humanos estão sempre em nossas agendas diplomáticas e de desenvolvimento, mesmo com nações de cuja cooperação dependemos em uma ampla gama de questões, como o Egito, a China e a Rússia. Temos o compromisso de defender esses valores nas fronteiras digitais do século 21. Muito foi dito sobre a arte de governar e a nossa e-diplomacia do século 21, mas acreditamos realmente que isso é uma ferramenta adicional importante a ser utilizada.
E na Cracóvia, neste terceiro trimestre, anunciei a criação de um novo fundo para apoiar a sociedade civil e as ONGs envolvidas nessa luta no mundo todo, um foco constante da política dos EUA.
Como todas essas medidas – aprofundamento das relações com aliados e potências emergentes, fortalecimento de instituições e valores compartilhados – funcionam juntas para fazer avançar nossos interesses? Bem, podemos apenas olhar para o esforço que empreendemos no último ano para acabar com as atividades nucleares provocadoras do Irã e seu constante não cumprimento das obrigações internacionais. Ainda há muito trabalho a ser feito, mas estamos abordando o desafio do Irã como um exemplo da liderança americana em ação.
Primeiro, começamos tornando os Estados Unidos um parceiro total e um participante ativo dos esforços diplomáticos internacionais com relação ao Irã. Estivemos à margem e, francamente, esse não era um local confortável para se estar. Por meio da nossa firme disposição para engajar o Irã diretamente, reenergizamos as conversações com nossos aliados e estamos removendo todas as desculpas para a falta de avanço.
Segundo, buscamos enquadrar a questão no regime de não proliferação global, no qual as regras do jogo estão claramente definidas para todas as partes envolvidas. Para liderar pelo exemplo, renovamos nossos próprios esforços de desarmamento. Nosso apoio aprofundado às instituições globais, tal como a AIEA, destaca a autoridade do sistema internacional. E o Irã, por outro lado, continua a se manter afastado por seus próprios atos, gerando até críticas à sua recusa em permitir a visita de inspetores da AIEA da Rússia e da China nos últimos dias. Sua intransigência representa um desafio às regras a que todos os países devem aderir.
E, terceiro, fortalecemos nossas relações com os países de cuja ajuda precisamos para que a diplomacia seja bem-sucedida. Por meio da clássica diplomacia tradicional, chegamos ao amplo consenso de dar as boas vindas ao Irã de volta à comunidade das nações se o país honrar suas obrigações e, da mesma forma, obrigar o Irã a prestar contas se continuar com sua insubordinação.
Neste segundo trimestre, o Conselho de Segurança da ONU aprovou o mais forte e abrangente conjunto de sanções. A União Europeia então seguiu com a implementação vigorosa dessa resolução. Várias outras nações estão implementando suas próprias medidas adicionais, inclusive a Austrália, o Canadá, a Noruega e, mais recentemente, o Japão. Então, acredito que o Irã esteja começando a sentir o impacto dessas sanções. Mas, além do que o governo está fazendo, os setores financeiro e comercial internacionais também estão começando a reconhecer os riscos de fazer negócios com o Irã.
Sanções e pressões, contudo, não são um fim em si mesmos. Elas são os “elementos básicos” de alavancagem de uma solução negociada, com a qual nós e nossos parceiros continuamos comprometidos. A escolha para os líderes do Irã é clara, e eles devem decidir se aceitam suas obrigações ou o crescente isolamento, bem como os custos que isso acarreta, e veremos qual será sua decisão.
Nossa tarefa daqui em diante é continuar a desenvolver essa abordagem para produzir as ferramentas de que precisamos, e temos de fortalecer o poder civil. Quando estive aqui no ano passado, estávamos apenas no início do processo de solicitação ao Congresso de mais diplomatas e mais especialistas em desenvolvimento. Precisávamos de mais pessoal para o Serviços Público e de Relações Exteriores. O Congresso já tinha então fundos alocados para mais de 1.100 novos funcionários para os Serviços Público e de Relações Exteriores. A USAID iniciou uma série de reformas com o objetivo de restabelecer-se como a primeira agência mundial de desenvolvimento. Precisamos repensar, reformar e recalibrar de forma generalizada. E em tempos de orçamentos apertados, não temos apenas de garantir que nossos recursos sejam gastos de forma prudente; temos de convencer o contribuinte americano e os membros do Congresso que isso é um investimento importante. Foi por isso que lancei a primeira Revisão Quadrienal de Diplomacia e Desenvolvimento. Chamamos isso de QDDR, revisão completa do Departamento de Estado e da USAID para sugerir como podemos nos equipar, financiar e organizar melhor. Falarei mais sobre o assunto nas próximas semanas quando essa revisão estiver terminada e publicada.
Mas reconhecemos o escopo dos esforços que empreendemos. Tive muitos conselhos maravilhosos dos meus antecessores. E um dos conselhos mais comuns foi: Você pode escolher tentar administrar o edifício ou administrar o mundo; você não pode tentar fazer as duas coisas. (Risos.) Estamos tentando fazer as duas coisas, o que, para começar, é uma tarefa impossível.
Mas não estamos tentando fazer isso sozinhos. Estamos formando uma parceria mais estreita com o Departamento de Defesa. Bob Gates tem sido um dos maiores defensores da posição que estamos tomando e que estou revelando hoje. Gates está constantemente estimulando o Congresso a nos conceder os recursos que estamos pedindo. Mas há uma questão legítima, e alguns de vocês a levantaram, eu sei, na imprensa e em outros lugares: Como você pode tentar administrar ou pelo menos tratar e até tentar resolver todos esses problemas?
Mas nossa resposta hoje, quando não há nada que não venha a público, é: Do que desistimos? O que guardamos na gaveta? Deixamos de lado o desenvolvimento? Deixamos de lado alguns conflitos importantes? Deixamos de tentar evitar que outros conflitos venham à tona outra vez? Desistimos da democracia e dos direitos humanos? Não acredito que isso seja possível ou desejável. E não é isso que os americanos fazem. Mas isso exige, sim, muita paciência estratégica.
Quando nossos soldados voltam para casa, como voltaram do Iraque e mais tarde voltarão do Afeganistão, ainda estaremos envolvidos em esforços diplomáticos e de desenvolvimento, tentando proteger o mundo dos perigos nucleares e fazê-lo voltar-se para as mudanças climáticas, o combate à pobreza, a diminuição da epidemia do HIV-Aids e o enfrentamento da fome e das doenças. Esse não é um trabalho de um ano, nem mesmo de um mandato presidencial, mas sim de uma vida toda. E é um trabalho de gerações.
Os Estados Unidos firmaram compromissos de gerações para construir o tipo de mundo que queremos habitar agora e por muitas décadas. Não podemos ignorar essa responsabilidade. Somos uma nação que sempre acreditou que temos o poder de moldar nosso próprio destino e construir um caminho novo e melhor e, francamente, juntar as pessoas com os mesmos ideais e de todas as partes do mundo. Então, continuaremos a fazer tudo que podemos para exercer as melhores tradições de liderança americana interna e externamente, para construir um futuro mais pacífico e próspero para as nossas crianças e as crianças do mundo todo.
Obrigada. (Aplausos.)
Para mais informacoes queiram por favor consultar o seguinte endereco electronico:
http://www.cfr.org/publication/22896/conversation_with_us_secretary_of_state_hillary_rodham_clinton.html
Painel do Senado aprova tratado sobre controle de armas nucleares
16 de setembro de 2010
Legenda: O presidente Obama, à esquerda, e o presidente russo, Medvedev, assinam o Novo Start em 8 de abril, em Praga
Merle David Kellerhals Jr.
Da equipe de redação
Washington – Um painel do Senado aprovou um tratado histórico de controle de armas nucleares entre os Estados Unidos e a Rússia que reduzirá os arsenais de cada país ao seu nível mais baixo em mais de 50 anos.
O Novo Start, que substitui o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start) de 1991, irá agora ao plenário do Senado para consideração, mas sua votação não é esperada antes das eleições de meio de mandato de 2 de novembro. Para que o tratado receba a aprovação definitiva, uma maioria composta de dois terços do Senado — 67 votos — deve votar pela ratificação, e o tratado deve também obter a aprovação da Duma russa (câmera baixa do parlamento).
O Comitê, formado por democratas e republicamos, aprovou por 14 votos a 4 o tratado, que passou por intenso escrutínio durante meses.
As autoridades russas disseram que estão prontas a ratificar o acordo sobre armas nucleares ainda este ano, mas estão esperando para votar na mesma ocasião em que o Senado dos EUA o fizer.
O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, John Kerry, disse ao comitê em 16 de setembro que esse tratado é essencial para a segurança nacional dos EUA. “Os interesses são enormes”, acrescentou.
O presidente Obama e o presidente russo, Dmitry Medvedev, assinaram o tratado em 8 de abril, em Praga. O tratado limitará as ogivas estratégicas em 1.550 para cada país, menos que o limite atual de 2.200 ogivas.
Segundo Kerry, ao ratificar esse tratado os Estados Unidos redobrarão o apoio internacional aos esforços de não proliferação de armas. “Em um momento em que o mundo impôs sanções ao Irã em razão de suas ambições nucleares, esse tratado corrobora a liderança americana e faz o mundo dar um passo importante rumo à redução da ameaça das armas nucleares”, continuou.
A Rússia e os Estados Unidos possuem 90% das armas nucleares do mundo, e o Novo Start visa substituir o Tratado de Redução de Armas Estratégicas de 1991, que expirou em dezembro de 2009, e o Tratado de Moscou de 2002.
As forças nucleares americanas continuarão a ter como base a tríade de sistemas de lançamento — mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs) terrestres, mísseis balísticos lançados por submarinos (SLBMs) e bombardeiros estratégicos de longo alcance. Porém, o tratado contempla um limite máximo de 1.550 ogivas de prontidão para cada país e até 700 ICBMs, SLBMs ou bombardeiros pesados posicionados. Além disso, o tratado permitirá até 800 mísseis e lançadores de mísseis submarinos ou bombardeiros pesados, posicionados e não posicionados.
O tratado concede aos Estados Unidos e à Rússia o prazo de sete anos para reduzir suas forças, e permanecerá em vigor por 10 anos após a ratificação. O documento contém definições e regras de contagem detalhadas que ajudarão as partes a calcular o número de ogivas permitido segundo os limites do tratado.
O primeiro Start de 1991 reduziu o número de armas nucleares posicionadas de aproximadamente 12 mil ogivas em cada lado para cerca de 6 mil, e o Tratado de Moscou de 2002 reduziu esse número para uma variação entre 1.700 e 2 mil.
Para mais informacoes queiram por favor consultar o seguinte endereco electronico:
http://www.america.gov/st/peacesec-english/2010/September/20100916135856dmslahrellek0.5824091.html&distid=ucs
Índice de Ambiente de Negócios (IAN)
A edição 2010 do Índice de Ambiente de Negócios (IAN) indica que, dos factores analisados, os ligados às infra-estruturas e serviços são os que registaram o índice mais elevado. Assim sendo, as melhorias verificadas foram nos serviços de comunicação, fornecimento de água e energia e nos transportes aéreos. Esta componente influenciou positivamente o entendimento dos empresários inquiridos, sobre o IAN no país. O documento reconhece o crescimento da economia nacional, mas aponta os elevados índices de corrupção, de criminalidade e limitado acesso ao crédito como aspectos que minam o ambiente de negócios no país.
Por outro lado, a KPMG refere, no estudo, que os principais factores que contribuíram para a deterioração das percepções sobre o ambiente de negócios em 2010 estão relacionados com os actos de governação e Governo, nomeadamente: nível de criminalidade, crime organizado, corrupção e excesso de burocracia.
Em relação ao IAN por província, Niassa teve a melhor classificação, seguida da província de Inhambane. O índice mais baixo foi para a província de Maputo.
Segundo Paulo Mole, apresentador da pesquisa, o facto de Niassa estar em primeiro justifica-se pela variação do impacto das medidas económicas por província. Ou seja, o impacto que uma estrada tem no Niassa é diferente do impacto que a mesma teria em Maputo. Esta situação gera um aumento nas expectativas dos empresários em relação ao ambiente de negócios.
A posição do Niassa é, também, justificada pela percepção positiva dos factores de ordem legal e aos ligados à mão-de-obra.
Os sectores nos quais os empresários continuam a depositar um “elevado nível de confiança” são de energia e comercialização de combustíveis, banca, leasing e seguros e hotelaria e turismo. No entanto, o comércio e serviços, indústria e alimentação e bebidas que, na edição de 2009, estiveram no topo em termos de nível de confiança, foram os que apresentaram os menores índices no presente estudo.
Fonte: O País
Centre for Chinese Studies
The Centre for Chinese Studies in collaboration with the Confucius Institute at Stellenbosch University will be hosting two upcoming events. Please see the attached images for more information.
On 30th September 2010, the CCS and CI will host a presentation by Ms Gao Qing from Harvard University in the Arts and Social Sciences building at Stellenbosch University at 16h00. She will present on the topic of “Chinese Studies in North America: The Harvard Method.” Ms Gao Qing is currently a librarian in the Harvard College Library at the Harvard University where she has recently been concentrating on National Library of China thus Ms Qing will discuss the emergence of trends in Chinese studies in North America – with particular reference to the Harvard University.
TOPIC: Chinese Studies in North America: The Harvard Method
SPEAKER: Ms Gao Qing
DATE: 30 September 2010
TIME: 16h00 – 18h00
VENUE: Room 648, Arts and Social Sciences building, Ryneveld Street. Stellenbosch.
The second upcoming event will be held on 4 October 2010 in the Auditorium of the J.S Gericke Library at Stellenbosch University at 12h30. Professor Tu Weiming, also from Harvard University will present on “An International Humanism: Tracing Humanist and Globalist Discourse in China.” Professor Tu Weiming taught at the Harvard University since 1981 and is currently a Professor of Philosophy and the founding Dean of the Institute for Advanced Humanistic Studies at Peking University. The Professor will be addressing issues of the newly emerging Chinese cultural identity by leading discussion on emerging discourses in humanism and globalism in China today.
TOPIC: An International Humanism: Tracing Humanist and Globalist Discourse in China
SPEAKER: Professor Tu Weiming
DATE: 4 October 2010
TIME: 12h00 – 13h30
VENUE: Auditorium. J.S Gericke Library, Stellenbosch University
If you’d like to attend these events, or require more information, please RSVP to ccsevents@sun.ac.za or contact Bronwyn Grobler at (021) 808 2840
Governo da Suazilândia quer seropositivos marcados com logótipo
O primeiro-ministro na Suazilândia, Timothy Myeni, sugeriu que todos os cidadãos do país façam o teste do vírus HIV/Sida e os casos positivos sejam marcados com um logótipo na nádega, para que as pessoas infectadas sejam identificadas.
O objectivo é diminuir a propagação do vírus, evitando que os indivíduos com HIV tenham relações sexuais com pessoas saudáveis.
A mesma recomendação já tinha sido pronunciada por Eliot Tofa, da Universidade da Suazilândia, mas os protestos sentidos não permitiram a sua concretização. Às declarações do primeiro-ministro, as contestações já se começaram a ouvir. Os activistas da luta contra a Sida salientaram que "este sistema vai contra as leis dos direitos humanos".
A Suazilândia tem a taxa de prevalência mais alta do mundo. A Organização Mundial de Saúde prevê que 26,1% dos cidadãos estão infectados pelo vírus. A esperança média de vida no país é de 31,3 anos, menos 13 do que há uma década atrás.
As autoridades lançaram campanhas para fomentar o uso do preservativo, mudar os hábitos sexuais, prevenir a transmissão de pais para filhos mas sem grandes resultados.O estigma à volta doença dificulta o sucesso das campanhas realizadas no país.
THE WHITE HOUSE
Office of the Press Secretary
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EMBARGOED UNTIL DELIVERY
September 22, 2010
Remarks of President Barack Obama – As Prepared for Delivery
Millennium Development Goals Summit
United Nations Headquarters
New York, New York
As Prepared for Delivery –
Good afternoon. Mr. Secretary General, fellow delegates, ladies and gentlemen.
In the Charter of this United Nations, our countries pledged to work for “the promotion of the economic and social advancement of all peoples.” In the Universal Declaration of Human Rights, we recognized the inherent dignity and rights of every individual, including the right to a decent standard of living. And a decade ago, at the dawn of a new millennium, we set concrete goals to free our fellow men, women and children from the injustice of extreme poverty.
These are the standards we set. Today, we must ask—are we living up to our mutual responsibilities?
I suspect that some in wealthier countries may ask—with our economies struggling, so many people out of work, and so many families barely getting by, why a summit on development? The answer is simple. In our global economy, progress in even the poorest countries can advance the prosperity and security of people far beyond their borders, including my fellow Americans.
When a child dies from a preventable disease, it shocks our conscience. When a girl is deprived of an education or her mother is denied equal rights, it undermines the prosperity of their nation. When a young entrepreneur can’t start a new business, it stymies the creation of new jobs and markets—in his country and in ours. When millions of fathers cannot provide for their families, it feeds the despair that can fuel instability and violent extremism. When a disease goes unchecked, it can endanger the health of millions around the world.
So let’s put to rest the old myth that development is mere charity that does not serve our interests. And let’s reject the cynicism that says certain countries are condemned to perpetual poverty. For the past half century has witnessed more gains in human development than at any time in history. A disease that had ravaged the generations, smallpox, was eradicated. Health care has reached the far corners of the world, saving the lives of millions. From Latin America to Africa to Asia, developing nations have transformed into leaders in the global economy.
Nor can anyone deny the progress that has been made toward achieving certain Millennium Development Goals. The doors of education have been opened to tens of millions of children, boys and girls. New cases of HIV/AIDS, malaria and tuberculosis are down; access to clean drinking water is up. Around the world, hundreds of millions of people have been lifted from extreme poverty.
Yet we must also face the fact that progress towards other goals has not come nearly fast enough. Not for the hundreds of thousands of women who lose their lives every year simply giving birth. Not for the millions of children who die from the agony of malnutrition. Not for the nearly one billion people who endure the misery of chronic hunger.
This is the reality we must face—that if the international community just keeps doing the same things the same way, we will miss many development goals. That is the truth. With ten years down and just five years before our development targets come do, we must do better.
Now, I know that helping communities and countries realize a better future isn’t easy. I’ve seen it in my own life. I saw it in my mother, as she worked to lift up the rural poor, from Indonesia to Pakistan. And I saw it on the streets of Chicago, were I worked as a community organizer trying to build up underdeveloped neighborhoods. It’s hard. But I know progress is possible.
As President, I have made it clear that the United States will do our part. My national security strategy recognizes development as not only a moral imperative, but a strategic and economic imperative. Secretary of State Clinton is leading a review to strengthen and better coordinate our diplomacy and development efforts. We’ve reengaged with multilateral development institutions. And we’re rebuilding the United States Agency for International Development as the world’s premier development agency. In short, we’re making sure that the United States will be a global leader in international development in the 21st century.
We also recognize that the old ways will not suffice. That is why in Ghana last year I called for a new approach to development that unleashes transformational change and allows more people to take control of their own destiny. After all, no country wants to be dependent on another. No proud leader in this room wants to ask for aid. And no family wants to be beholden to the assistance of others.
To pursue this vision, my administration conducted a comprehensive review of America’s development programs. We listened to leaders in government, NGOs and civil society, the private sector and philanthropy, Congress and our many international partners.
Today, I am announcing our new U.S. Global Development Policy—the first of its kind by an American administration. It’s rooted in America’s enduring commitment to the dignity and potential of every human being. And it outlines our new approach and the new thinking that will guide our overall development efforts, including the plan that I promised last year and that my administration has delivered to pursue the Millennium Development Goals.
Put simply, the United States is changing the way we do business.
First, we’re changing how we define development. For too long, we’ve measured our efforts by the dollars we spent and the food and medicines we delivered. But aid alone is not development. Development is helping nations to actually develop—moving from poverty to prosperity. And we need more than just aid to unleash that change. We need to harness all the tools at our disposal—from our diplomacy to our trade and investment policies.
Second, we’re changing how we view the ultimate goal of development. Our focus on assistance has saved lives in the short term, but it hasn’t always improved those societies over the long term. Consider the millions of people who have relied on food assistance for decades. That’s not development, that’s dependence, and it’s a cycle we need to break. Instead of just managing poverty, we have to offer nations and peoples a path out of poverty.
Let me be clear, the United States of America has been, and will remain, the global leader in providing assistance. We will not abandon those who depend on us for life-saving help. We keep our promises, and honor our commitments.
In fact, my administration has increased assistance to the least developed countries. We’re working with partners to finally eradicate polio. Building on the good efforts of my predecessor, we continue to increase funds to fight HIV/AIDS to record levels—and that includes strengthening our commitment to the Global Fund for AIDS, TB and Malaria. And we will lead in times of crisis, as we have done since the earthquake in Haiti and the floods in Pakistan.
But the purpose of development—and what’s needed most right now—is creating the conditions where assistance is no longer needed. So we will seek partners who want to build their own capacity to provide for their people. We will seek development that is sustainable.
Building in part on the lessons of the Millennium Challenge Corporation, which has helped countries like El Salvador build rural roads and raise the incomes of its people, we will invest in the capacity of countries that are proving their commitment to development.
Remembering the lesson of the Green Revolution, we’re expanding scientific collaboration with other countries and investing in game-changing science and technologies to help spark historic leaps in development.
For example, instead of just treating HIV/AIDS, we’ve invested in pioneering research to finally develop a way to help millions of women actually prevent themselves from being infected in the first place.
Instead of simply handing out food, our food security initiative is helping countries like Guatemala, Rwanda and Bangladesh develop their agriculture, improve crop yields and help farmers get their products to market.
Instead of simply delivering medicine, our Global Health Initiative is helping countries like Mali and Nepal build stronger health systems and deliver better care. And with financial and technical assistance, we’ll help developing countries embrace the clean energy technologies they need to adapt to climate change and pursue low-carbon growth.
In other words, we’re making it clear that we will partner with countries that are willing to take the lead. Because the days when your development was dictated in foreign capitals must come to an end.
This brings me to the third pillar of our new approach. To unleash transformational change, we’re putting a new emphasis on the most powerful force the world has ever known for eradicating poverty and creating opportunity. It’s the force that turned South Korea from a recipient of aid to a donor of aid. It’s the force that has raised living standards from Brazil to India. And it’s the force that has allowed emerging African countries like Ethiopia, Malawi and Mozambique to defy the odds and make real progress toward achieving the Millennium Development Goals, even as some of their neighbors—like Cote d’Ivoire—have lagged behind.
The force I’m speaking of is broad-based economic growth. Now, every nation will pursue its own path to prosperity. But decades of experience tell us that there are certain ingredients upon which sustainable growth and lasting development depends.
We know that countries are more likely to prosper when they encourage entrepreneurship; when they invest in their infrastructure; and when they expand trade and welcome investment. So we will partner with countries like Sierra Leone to create business environments that attract investment, not scare it away. We’ll work to break down barriers to regional trade and urge nations to open their markets to developing countries. And we’ll keep pushing for a Doha round that is ambitious and balanced—one that works not just for major emerging economies, but for all economies.
We know that countries are more likely to prosper when governments are accountable to their people. So we are leading a global effort to combat corruption—which in many places is the single greatest barrier to prosperity, and which is a profound violation of human rights. That’s why we now require oil, gas and mining companies that raise capital in the United States to disclose all payments they make to foreign governments. And it’s why I urged the G-20 to put corruption on its agenda and make it harder for corrupt officials to steal from their people and stifle their development.
The United States will focus our development efforts on countries like Tanzania that promote good governance and democracy; the rule of law and equal administration of justice; transparent institutions, with strong civil societies; and respect for human rights. Because over the long run, democracy and economic growth go hand in hand.
We will reach out to countries making the transition from authoritarianism to democracy, and from war to peace. The people of Liberia show that even after years of war, great progress can be achieved. And as others show the courage to put war behind them—including, we hope, in Sudan—the United States will stand with those who seek to build and sustain peace.
And we know that countries are more likely to prosper when they tap the talents of all their people. That’s why we’re investing in the health, education and rights of women, and working to empower the next generation of women entrepreneurs and leaders. Because when mothers and daughters have access to opportunity, economies grow and governance improves. And it’s why we’re partnering with young people, who in many developing countries are more than half the population. We’re expanding educational exchanges, like the one that brought my father to America from Kenya, and we’re helping young entrepreneurs succeed in a global economy.
As the final pillar of our new approach, we’ll insist on more responsibility—from ourselves and others. We’ll insist on mutual accountability.
For our part, we’ll work with Congress to better match our investments with the priorities of our partner countries. Guided by the evidence, we’ll invest in programs that work and end those that don’t. Because we need to be big-hearted and hard-headed.
To my fellow donor nations—let’s honor our respective commitments. Let’s resolve to put an end to hollow promises that are not kept. Let’s commit to the same transparency that we expect of others. And let’s move beyond the old, narrow debate over how much money we’re spending and let’s instead focus on results—whether we’re actually making improvements in people’s lives.
To developing countries, this must be your moment of responsibility as well. We want you to prosper and succeed—it’s in your interest, and it’s in our interest. We want to help you realize your aspirations. But there is no substitute for your leadership. Only you and your people can make the tough choices that will unleash the dynamism of your country. Only you can make the sustainable investments that improve the health and well-being of your people. Only you can deliver your nations to a more just and prosperous future.
Finally, let me say this. No one nation can do everything everywhere and still do it well. To meet our goals, we must be more selective and focus our efforts where we have the best partners and where we can have the greatest impact. And just as this work cannot be done by any one government, it cannot be the work of governments alone. Indeed, foundations, the private sector and NGOs are making historic commitments that have redefined what’s possible.
This gives us the opportunity to forge a new division of labor for development in the 21st century. It’s a division of labor where—instead of so much duplication and inefficiency—governments, multilaterals and NGOs all work together. We each do the piece we do best, as we are doing in support of Ghana’s food security plan, which will help more farmers get more goods to market and earn more money to support their families.
That’s the progress that’s possible. Together, we can collaborate in ways unimaginable just a few years ago. Together, we can realize the future that none of us can achieve alone. Together, we can deliver historic leaps in development. We can do this. But only if we move forward with the seriousness and sense of common purpose that this moment demands.
Development that offers a path out of poverty for that child who deserves better. Development that builds the capacity of countries to deliver the health care and education that their people need. Development that unleashes broader prosperity and builds the next generation of entrepreneurs and emerging economies. Development rooted in shared responsibility, mutual accountability and, most of all, concrete results that pull communities and countries from poverty to prosperity.
These are the elements of America’s new approach. This is the work we can do together. And this can be our plan—not simply for meeting our Millennium Development Goals, but for exceeding them, and then sustaining them for generations to come.
Thank you very much.
Sector privado: Banco Mundial sugere medidas mais eficazes

As agências envolvidas no desenvolvimento do sector privado no país devem direccionar os seus apoios a objectivos concretos de forma a se produzir resultados mais consentâneos com as necessidades do país. Esta é uma das principais sugestões avançadas em Maputo pelo Banco Mundial no seu mais recente estudo sobre a estratégia dos pólos de desenvolvimento adoptada pelo Governo.
Organismo financeiro mundial aponta que, no geral, é necessário adoptar uma série de iniciativas transversais, a nível nacional, com vista a apoiar a estratégia dos pólos de desenvolvimento. Tais iniciativas incluem planos para melhorar o clima de negócios; racionalização das agências do sector público que prestam apoio às instituições privadas; intensificação da coordenação interministerial e nacional/local; maior supervisão, transparência e responsabilização dos mega-projectos e medidas reforçadas para parcerias público-privadas para além de um envolvimento dos privados e dos parceiros de desenvolvimento na conceptualização, desenho e implementação da estratégia.
Constitui objectivo deste estudo, que se centra em sub-regiões situadas nos três principais corredores de desenvolvimento, nomeadamente Beira, Maputo e Nacala, assistir o Governo na concepção e implementação de estratégias de pólos de crescimento em sub-regiões seleccionadas, com base em programas correntes e propostos e em experiências internacionais.
No que toca à racionalização das agências do sector público que prestam apoio às instituições privadas, o Banco Mundial centra a sua análise ao Centro para a Promoção do Investimento (CPI); o Instituto para a Promoção das Exportações (IPEX); o Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME); os balcões de atendimento único; a Unidade de Apoio ao Sector Privado, sob a tutela do Ministério da Indústria e Comércio (MIC); e os departamentos provinciais do mesmo ministério.
Avança que enquanto o MIC tem por objectivo central as reformas do clima de negócios, a agenda da reforma é mais ampla do que qualquer ministério individualmente e todos os ministérios-chave precisam de se empenhar na remoção dos entraves ao crescimento do sector privado.
No que tange à melhoria do clima de negócios, o documento salienta que em coordenação com o Banco Mundial o Governo irá acelerar esforços, a nível nacional, destinados a eliminar a burocracia envolvida para o início e o desenvolvimento de negócios e racionalizar os procedimentos de licenciamento relacionados com a actividade económica; implementar a nova Lei das Falências, uma vez aprovada pelo Parlamento; consolidar os procedimentos de registo de propriedade; e simplificar os procedimentos de desalfandegamento para facilitar o comércio transfronteiriço.
Acredita-se que a execução destas medidas a nível local pode receber apoio no âmbito da estratégia dos pólos de crescimento. No entanto, existem outras reformas críticas para tornar a economia competitiva e entre elas contam-se a melhoria do acesso à terra, modernização da legislação laboral, simplificação da administração tributária, reforço da protecção aos investimentos e intensificação da aplicação dos contratos.
Fonte: Notícias
Índice de Ambiente de Negócios (IAN)
A edição 2010 do Índice de Ambiente de Negócios (IAN) indica que, dos factores analisados, os ligados às infra-estruturas e serviços são os que registaram o índice mais elevado. Assim sendo, as melhorias verificadas foram nos serviços de comunicação, fornecimento de água e energia e nos transportes aéreos. Esta componente influenciou positivamente o entendimento dos empresários inquiridos, sobre o IAN no país. O documento reconhece o crescimento da economia nacional, mas aponta os elevados índices de corrupção, de criminalidade e limitado acesso ao crédito como aspectos que minam o ambiente de negócios no país.
Por outro lado, a KPMG refere, no estudo, que os principais factores que contribuíram para a deterioração das percepções sobre o ambiente de negócios em 2010 estão relacionados com os actos de governação e Governo, nomeadamente: nível de criminalidade, crime organizado, corrupção e excesso de burocracia.
Em relação ao IAN por província, Niassa teve a melhor classificação, seguida da província de Inhambane. O índice mais baixo foi para a província de Maputo.
Segundo Paulo Mole, apresentador da pesquisa, o facto de Niassa estar em primeiro justifica-se pela variação do impacto das medidas económicas por província. Ou seja, o impacto que uma estrada tem no Niassa é diferente do impacto que a mesma teria em Maputo. Esta situação gera um aumento nas expectativas dos empresários em relação ao ambiente de negócios.
A posição do Niassa é, também, justificada pela percepção positiva dos factores de ordem legal e aos ligados à mão-de-obra.
Os sectores nos quais os empresários continuam a depositar um “elevado nível de confiança” são de energia e comercialização de combustíveis, banca, leasing e seguros e hotelaria e turismo. No entanto, o comércio e serviços, indústria e alimentação e bebidas que, na edição de 2009, estiveram no topo em termos de nível de confiança, foram os que apresentaram os menores índices no presente estudo.
Fonte: O País
Actualización IANSA 16.09.10
* Canadá: Voto para un registro de Armas Largas
* Nuevo informe sobre el tráfico de armas de fuego entre EEUU-México
* Colombia: Semana por la Paz
* Otras noticias: blog de FESPAD; CERAC en Twitter, ‘New Route’ sobre exportación de armas; La Red Africana de Paz y Conflicto; y Puntos de Acción del Mes para el Consejo de Seguridad de la ONU
El 22 de septiembre, Miembros del Parlamento de Canadá votaron en un intento de parar el Proyecto de Ley C-391 que tiene por objeto terminar con el requisito de registrar rifles, escopetas y fusiles de francotirador. Actualmente existen más de 7 millones de armas largas registradas en Canadá y se perderían todos los datos de registro actuales si el Proyecto de Ley C-391 es aprobado. En adición, el Proyecto de Ley no realiza provisiones para restablecer el requisito de que los establecimientos de venta mantengan un inventario de sus ventas de armas ligeras, un requisito en vigor en Canadá desde 1977.
www.iansa.org
Según un informe proporcionado por el Instituto Mexicano del Centro Woodrow Wilson y el Instituto Transfronterizo de la Universidad de San Diego, aproximadamente 4.976 armas de fuego fueron traficadas desde EEUU a México en 2009. El informe incluye una investigación sobre los tipos de armas usadas por los cárteles de la droga y los métodos principales utilizados para traficar estas armas hasta México. Reconoce que los gobiernos de ambos países están realizando un trabajo sin precedentes para resolver el problema, y realiza recomendaciones para fortalecer los esfuerzos.
http://bit.ly/d5cD2i
En Colombia ha tenido lugar una Semana para la Paz del 5 al 12 de septiembre para promover los esfuerzos de miles de personas que actualmente trabajan por la paz en el país. Este año la semana se centró en los supervivientes de la violencia por arma ligera y el conflicto armado.
http://www.redepaz.org.co
Otras noticias:
El 3 de septiembre, la Fundación de Estudios para la Aplicación del Derecho (FESPAD) en El Salvador organizó un evento con otros grupos para compartir su experiencia llevando a cabo un trabajo con un alto grado de impacto empleando muy pocos recursos. FESPAD ha creado un blog y realiza un llamamiento a otras organizaciones para que contribuyan.
http://hombrescontralaviolencia.blogspot.com
El Centro de Recursos para el Análisis de Conflictos (CERAC) ha creado 3 páginas en Twitter en las que publicarán noticias e información sobre el conflicto en Colombia, iniciativas para la reducción de la violencia por armas ligeras y desarme; y sobre su propio trabajo.
http://www.cerac.org.co
Ya se encuentra disponible la última edición de 'New Route: A journal of Peace Research and Action'. Este número se centra en las exportaciones de armas e incluye artículos sobre el Tratado de Comercio de Armas por el Embajador Roberto García Moritán de Argentina, así como perspicaces visiones de miembros de IANSA, incluido Borghild Tønnessen-Krokan, Consejero de Paz y Seguridad Humana en el Foro para el Medio Ambiente y Desarrollo; Allison Pytlak, Coordinador del Programa Religiones por la Paz y el Desarme y Peter Brune, Secretario General del Comité Sueco para Afganistán.
http://www.life-peace.org/sajt/filer/pdf/New_Routes/nr201003.pdf
La Red Africana de Paz y Conflicto invita a presentar trabajos nuevos y trabajos para su re-edición que estén relacionados con cualquier aspecto de paz y conflicto en África. Se considerarán documentos de investigación, ensayos fotográficos, informes de formación/talleres/conferencias y críticas de cine.
http://africapeace.org
El Grupo de Trabajo de las ONG sobre Mujeres, Paz y Seguridad ha publicado sus Puntos de Acción del Mes para septiembre de 2010 sobre Mujeres, Paz y Seguridad par el Consejo de Seguridad de la ONU. Los Puntos de este mes, incluyen recomendaciones sobre situaciones en países como Afganistán, RDC, Liberia, Nepal, Sierra Leona y Somalia.
http://womenpeacesecurity.org/media/pdf-MAP_September2010.pdf
Por favor envíe sus historias para la actualización a ranveig.svenning@iansa.org
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IANSA – Red Internacional de Acción contra las Armas Ligeras www.iansa.org
A OPINIAO DE INACIO NOA
PORQUÊ NÃO TEM “ROSTO” AS MANIFESTAÇÕES DE SETEMBRO
A busca pelo rosto das manifestações que eclodiram nas cidades de Maputo e Matola e que tiveram uma extensão pouco significativa por pequenos pontos do sul do país, constituí o grande factor de estudo por vários actores sociais, sobretudo para se chegar a uma conclusão evidente do que se reivindica e como observar uma solução para o que se reivindica.
Porém, o facto de não se encontrar facilmente um rosto para esta manifestação é a partida sinónimo de que ela está sendo executada pela sociedade, por todos nós, apenas com a diferença de alguns tomarem atitudes mais exacerbadas e até mesmo arruaceiras se assim quisermos apelidar, mas que não deixam de ter o seu impacto destrutivo, assim como, o seu impacto no âmbito do task force politico junto do Governo.
Quando levanto a hipótese de emprestar um rosto invisível (a sociedade) para estas manifestações, sou obrigado a trazer alguns exemplos que melhor clarificam esta tese. É preciso estarmos conscientes que as mensagens que foram circulando pelos telemóveis, não escolhiam sequer idade, côr, filiação política, grupo étnico ou linguistico e elas foram disseminadas dentro dum raio, apelando a um determinado comportamento, e como resultado desse apelo, os transportadores semi-colectivos vulgos xapas, nos dias 1 e 2 de Setembro não circularam, as autoridades policiais emitiram uma declaração pública afirmando não ter recebido nenhum pedido de realização de manifestação, os órgãos de comunicação social já tinham escalonado suas equipes de reporters pelos bairros para cobrir as manifestações como também o fizeram as forças policiais fortemente armadas.
Ora, essa descrição acima feita conduz-nos a uma situação em que fica claramente vísivel que no seio dos actores sociais ao nível de Maputo afinal estavam todos preparados e avisados para as manifestações, não se sabendo apenas por onde elas haveriam de deflagar. Bastou o cenário ter iniciado, rapidamente se repercurtiu um pouco por todos os bairros e o material ha muito preparado para esta manifestação foi usado com grande facilidade.
Facto interessante é que a sociedade invisível, mentora da manifestação emitiu o seu comunicado via sms “ não vamos parar antes que o governo anuncie a redução ou manuntenção dos preços”, e sentimos que essa sms chegou ao governo ou melhor que os canais de comunicação entre o governo e os manifestantes há muito tinha sido definido.
Foi em razão desse dialogo que S.Excia o Presidente da República emitiu seu comunicado apelando a calma, declaração antecedida por reuniões do bureau politico do partido no poder e dia seguinte do encontro tão esperado do Conselho de Ministros, que terminou com um comunicado que não respondia as reclamações da “sociedade invísivel”, e pelo contrário chamavam a sociedade moçambicana ao trabalho para aumentar o nível de produção interna e elevar as exportações.
Do ponto de vista de análise política, há vários aspectos a sublinhar, primeiro dos quais que este fenómeno representa o emergir ainda que numa fase latente de uma consciência social colectiva, em que classe baixa e media convergem as suas preucupações e chamam a “elite política” a uma governação sobre pressão, uma situação para o qual as autoridades políticas não estão preparadas e é preciso sublinhar que não há treino possível para controlar uma convulsão social. Contudo é preciso reconhecer que alguns segmentos politicos marginalizaram os impactos de uma escalada a todos os níveis de produtos de primeira necessidades, de services básicos enfim uma subida em todos e a todos os níveis.
Por outro lado, outra leitura que somos chamados a fazer é o contexto em que as manifestações eclodem, em que estamos perante a um agravamento dos preços sem equilibrio sobre os salarios, sobretudo o salário minímo, numa conjuntura em que o metical vai derrapando face as moedas estrangeiras sobretudo o rand moeda de importação, não há quem se salve, esta situação afecta aos politicos de esquerda aos de direita, afecta ao polícia, ao medico, ao investidor ao cliente, sendo este o factor que conduz a que a manifestação tenha sido levada a cabo pela sociedade em geral.
Citando o comunicado do Conselho de Ministros, sobre o levantamento das manifestações quando se refere que “Dos actos destrutivos, resultantes da agitação, do dia 01 de Setembro, resultaram em elevados danos humanos e materiais, e outros prejuízos, nomeadamente, 6 mortos, 288 feridos, 23 estabelecimentos danificados e saqueados, 12 autocarros vandalizados sendo um totalmente destruído, dois vagões contendo milho e cimento saqueados, cinco viaturas e duas motorizadas queimadas, quatro postes de transformação de energia queimados e duas bombas de combustível vandalizadas. Em termos globais, estes prejuízos, da avaliação preliminar, estimam-se em 122 milhões de Meticais, montante correspondente a uma perda de pelo menos, 3.910 postos de trabalho” me parece que com deste levantamento não se pode apenas dizer que esses actos só podem ser perpetrados por marginais, vandalos e oportunistas, devemos também procurar reflectir a caracterização da sociedade produtiva em Moçambique e concretamente nas cidades de Maputo e Matola, para podermos compreender que estes grupos constituem a maior parte da sociedade, e que a questão de desemprego e de falta de oportunidade leva a estas situações, e se quisermos ir mais longe, se não trabalharmos urgentemente para reverter o quadro, chegaremos a conclusão de que este é o rosto visível das cidades de Maputo e Matola.
Precisamos recordar José Craveirinha, quando se refere que Chamanculo é para Maputo o que Maputo é para Moçambique, para responder alguns segmentos sociais que se perguntam se os preços sobem em todo o país, porquê apenas na cidade de Maputo e Matola é que se registam as manifestações. Para os analistas políticos isso não deve ser difícil de explicar mas para os decisores políticos, que se agarram a dimensão do país e reconhecem os esforços que desenvolvem custa-lhes perceber que a paralisação das cidades de Maputo e Matola são em termos reais a paralisação do país todo e que precisamos com urgência estudar a criação desta conciência social colectiva porque a consolidação pode criar ainda boas surpresas boas e más.
É preciso sublinhar que até a hora do fecho deste texto, ainda se registavam algumas situações anómalas em alguns pontos, e pior do que isso, ainda não se tinha encontrado o rosto desta manifestação, mas contrariamente aos dias anteriores registou-se uma trégua colectiva e os segmentos sociais tentavam voltar a normalidade numa actuação surpreendente, isto é, como se todos vivessemos na mesma casa e programassemos as coisas na hora do jantar.
Dicas ao Governo para começar a poupar
Do blog do Custodio Dumas pedi por 'emprestado', com a devida venia, a seguinte entrada:
'Circula nos e-mail maputenses um texto da autoria desconhecida, que contém as propostas bastante razoáveis, na minha modesta opinião, de como o Governo moçambicano poderá facilmente poupar nos inúmeros gastos do Estado, que sobremaneira pesam no nosso erário público.
Eis o texto do patriota desconhecida(o) que poderá servir de reflexão:
1. Menos presidências abertas, logo menos helicópteros alugados. Quanto custam? Quantas escolas primárias ter-se-iam construído pelo valor do aluguer desses famosos helis?
2. Já alguém reparou quantas viaturas compõem a escolta presidencial, que inclui ambulância e bombeiros? Se houver um acidente em pleno centro da cidade capital, de certeza que não há ambulância e bombeiros para acudir as vítimas.
3. Já alguém passou, por exemplo, defronte à residência oficial da Governadora da Cidade de Maputo (cruzamento das Av. Julius Nyerere e Mao Tsé Tung)? Se passar, por lá verá sempre à disposição uma viatura da polícia. No entanto, se alguém for importunado em pleno centro de Maputo, a polícia não dispõe de viatura para se deslocar ao local e proteger o pacato cidadão.
4. Menos ministérios, menos gastos, mais eficácia e mais eficiência. Para quem não sabe, basta imaginar os valores que envolvem o gabinete do ministro (viaturas, regalias, despesas de representação, assessores), vice-ministro (viaturas, regalias, despesas de representação, assessores), secretárias, despesas correntes (água, energia, comunicações, economato, etc, etc).
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Veja-se a seguir como poderia ser um governo suficiente quanto baste:
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►Ministério das Finanças
●Secretaria de Estado do Tesouro
●Secretaria de Estado da Administração Pública
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►Ministério da Defesa
●Secretaria de Estado dos Combatentes
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►Ministério dos Negócios Estrangeiros
●Secretaria de Estado da Cooperação
●Secretaria de Estado das Comunidades
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►Ministério da Economia
●Secretaria de Estado da Energia
●Secretaria de Estado do Turismo
●Secretaria de Estado da Indústria
●Secretaria de Estado do Comércio
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►Ministério das Obras Públicas
●Secretaria de Estado da Habitação
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►Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas
●Secretaria de Estado da Agricultura
●Secretaria de Estado do desenvolvimento Rural
●Secretaria de Estado das Pescas
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►Ministério da Saúde►Ministério do Trabalho
●Secretaria de Estado do Trabalho
●Secretaria de Estado da Mulher e Acção Social
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►Ministério dos Transportes e Comunicações
●Secretaria de Estado dos Transportes
●Secretaria de Estado das Comunicações
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►Ministério da Cultura, Juventude e Desportos
●Secretaria de Estado da Cultura
●Secretaria de Estado da Juventude
●Secretaria de Estado dos Desportos
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Do exemplo acima, é possível ver que há ministérios que só existem para acomodar os “camaradas”, senão vejamos:
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●Ministério da Função Pública
●Ministério da Administração Estatal
●Ministérios dos Combatentes●Ministério da Mulher e Acção Social
●Ministério do Planificação e Desenvolvimento
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5. Redução dos Institutos Públicos e “Fundos”. Por acaso já alguém se interrogou o que fazem os famosos “Fundos”:
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●Fundo do Fomento Pesqueiro
●Fundo do Fomento Mineiro
●Fundo do Fomento p/ Habitação
●Fundo de EstradasEtc, etc, etc.
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São muitos “Fundos” sem fundo que drenam dinheiros do erário público para sabe-se lá o quê.
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6. O que fazem os famosos SP (Secretários Permanentes). Há-os em todos os ministérios, governos provinciais, governos distritais, etc, etc.
7. Talvez pucos saibam, mas cada vez que o PR se desloca, por exemplo, a uma província, instala-se na residência oficial do governador local. E cada vez que tal acontece, mesmo que por um dia, o recheio da casa é totalmente refeito. Já alguém imaginou quanto dinheiro isto envolve?
8. O que fazem as Assembleias Provinciais? Que mais valia trazem para o enriquecimento da nossa vida pública? Mais gastos, mais acomodação de “camaradas”, tudo pago pelo erário público;
9. Caros o anúncio do “congelamento” do aumento dos ordenados dos titulares de cargos públicos não passa de uma manobra de folclore político para entreter os menos atentos. O Governo sabe que o problema não reside aí. Mais do que congelar, é preciso CORTAR na despesa pública, muito desperdício que o Estado incorre desnecessariamente.
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Por hoje fico por aqui, para a semana trarei outras dicas para ajudar.