Monday, 30 August 2010

NEO-ECONOMICS

"SAVING IS SIN, SPENDING IS VIRTUE"
-- Written by an Indian Economist


The Japanese save a lot. They do not spend much. Also Japan exports far more than it imports. Has an annual trade surplus of over $100 billions. Yet the Japanese economy is considered weak, even collapsing.
Americans spend, save little. Also US imports more than it exports. Has
an annual trade deficit of over $400 billion. Yet, the American economy is
considered strong and trusted to get stronger.

But where from do Americans get money to spend?
They borrow from Japan , China and even India . Virtually others save for
the US to spend. Global savings are mostly invested in US, in dollars.
India itself keeps its foreign currency assets of over $50 billions in US
securities. China has sunk over $160 billion in US securities. Japan 's
stakes in US securities is in trillions.

Result:
The US has taken over $5 trillion from the world. So, as the world
saves for the US , Americans spend freely. Today, to keep the US consumption
going, that is for the US economy to work, other countries have to
remit $180 billion every quarter, which is $2 billion a day, to the US !
Otherwise the US economy would go for a six. So will the global economy. The
result will be no different if US consumers begin consuming less.

A Chinese economist asked a neat question. Who has invested more, US in
China , or China in US? The US has invested in China less than half of
what China has invested in US. The same is the case with India . We have
invested in US over $50 billion. But the US has invested less than $20 billion
in India .

Why the world is after US?
The secret lies in the American spending, that they hardly save. In
fact they use their credit cards to spend their future income. That the US
spends is what makes it attractive to export to the US . So US imports
more than what it exports year after year.

The Result:
The world is dependent on US consumption for its growth. By its
deepening culture of consumption, the US has habituated the world to feed on US
consumption. But as the US needs money to finance its consumption, the
world provides the money. It's like a shopkeeper providing the money to
a customer so that the customer keeps buying from the shop. If the
customer will not buy, the shop won't have business, unless the shopkeeper funds
him. The US is like the lucky customer. And the world is like the
helpless shopkeeper financier.

Who is America 's biggest shopkeeper financier? Japan of course. Yet
it is the economy of Japan which is regarded as weak. Modern economists complain that
Japanese do not spend, so they do not grow. To force the Japanese to spend, the
Japanese government exerted it self, reduced the savings rates, even
charged the savers. Even then the Japanese did not spend (habits don't
change, even with taxes, do they?). Their traditional postal savings
alone is over$1.2 trillions, about three times the Indian GDP. Thus, savings,
far from being the strength of Japan , has become its pain.

Hence, what is the lesson?
That is, a nation cannot grow unless the people spend, not save. Not
just spend, but borrow and spend. Dr. Jagdish Bhagwati, the famous
Indian-born economist in the US , told Manmohan Singh that Indians wastefully save.
Ask them to spend, on imported cars and, seriously, even on cosmetics! This
will put India on a growth curve. "Saving is sin, and spending is virtue."
Before you follow this neo economics, get some fools to save so that
you can borrow from them and spend.

This is what US has successfully done in last few decades.

Concurso para fundos de apoio a pesquisas jornalísticas

O Instituto Panos da África Austral (PASF) faz parte da família mundial da Panos. A nossa visão preconiza “Uma comunidade da Africa Austral que conduz o seu próprio desenvolvimento”. A nossa missão é “trabalhar para garantir que a informação é usada de forma efectiva para impulsionar o desenvolvimento através do empoderamento das comunidades para formular as suas próprias agendas”. Em consonância com estes princípios, o PSAF lança agora um programa de Jornalismo sobre Assuntos Globais em Moçambique, cujo principal objectivo é permitir aos media moçambicanos a investigar, escrever e reportar, de forma competente e atempada, sobre assuntos de impacto global e transmitir assuntos de interesse nacional ligados a debates globais através de canais de informação global, de modo a que actores estatais prestem contas ao público.

Para este propósito, o PSAF vai atribuir fundos e programas de orientação a dez jornalistas (cinco da imprensa escrita e cinco da rádio e televisão). Os candidatos ao programa deverão reunir os seguintes requisitos:


a) Possuir nacionalidade moçambicana
b) Possuir pelo menos cinco anos de experiência profissional ou dois anos com o grau de bacharel em Jornalismo, ciências sociais ou qualquer área de conhecimento que seja relevante para o jornalismo e comunicação;
c) Possuir conhecimento relevante sobre assuntos globais e regionais, organizações e debates, tais como: cimeiras do G-8; aquecimento global; pobreza e tráfico humano; crise financeira internacional; mudanças climáticas, ajuda externa; ODMs, etc.
d) Possuir domínio comprovado de boa escrita e edição;
e) Possuir domínio comprovado de técnicas de entrevista;
f) Estar formalmente ligado a um órgão de informação;
g) Ter paixão por assuntos de desenvolvimento.

O fundo não está aberto a Jornalistas em regime de free-lance ou por conta própria.

Os candidatos devem submeter um ensaio de uma página em Português sobre um tema específico de impacto global, indicando as suas implicações no contexto sócio económico e político de Moçambique. Cada candidatura deve ser acompanhada de uma carta de recomendação do editor ou gestor do respectivo órgão de informação, expressando apoio institucional `a mesma e interesse na cobertura regular de assuntos de impacto global.

Uma equipa de indpendente e idónea de editores vai proceder `a avaliação e selecção das candidaturas, de acordo com criterios objectivos bem definidos e visando o equilibrio de género.

As candidaturas devem ser submetidas a partir do dia 01 até ao dia 10 de Setembro de 2010. Os candidatos devem incluir todos os dados de identificação pessoal e de contcto, bem como os referentes ao seu orgão de informação, incluindo o(s) nome(s) do editor ou supervisor directo e respectivo contacto.

Todas as candidaturas devem ser enviadas em envelope fechado, para o seguinte endereço:

Instituto Panos da Africa Austral
Programa de Jornalismo sobre Assuntos Globais
Tel: 21493950
Rua de Mucumbura, no 416- 1. andar
Maputo. Moçambique

A OPINIAO DE FAHED SACOOR

notícias

Director: Rogério Sitoe. Maputo, Sábado, 28 de Agosto de 2010

Retirada das tropas americanas no Iraque
SR. DIRECTOR!
O próximo dia 31 de Agosto vai ficar registado na história mundial. É a data oficial da retirada dos americanos do solo iraquiano, após uma invasão duradoira.
Maputo, Sábado, 28 de Agosto de 2010:: Notícias

Pela invasão injusta e desnecessária; pela desgraça e humilhação; pelas mortes de inocentes iraquianos e, também, pela incerteza do futuro daquele país. De ora em diante, merece que essas pessoas inocentes que morreram no Iraque lhes seja estipulado uma data em sua homenagem, igual a muitas outras no nosso calendário gregoriano para a posterior recordação.
Eu proponho que o 31 de Agosto seja simbolizado, como “O Dia da Vergonha para a Humanidade”.
Sete anos e picos após a insurreição armada contra o Iraque, eis que, uma vez mais, os americanos abandonam uma guerra derrotados. Não encontraram o que procuravam e o pior de tudo é que só deixam rastos de destruição, humilhação e mortificina. O número de mortos, estatisticamente falando, apenas se conhecem os dos americanos e dos seus aliados, porque os números dos iraquianos inocentes perecidos nesta guerra manter-se-ão sempre no segredo dos deuses. Se havia objectivos, todos eles falharam. É mais um revés para o historial dos EUA.
Diversas personalidades do mundo tentaram persuadir os EUA a não levar avante o seu plano de ataque ao Iraque, incluindo os próprios inspectores seniores do WWD (Armamento de Destruição Maciça), que testemunhavam não haver evidências suficientes e a demovê-los dessa sagaz e mortífera acção. Todo esse esforço foi em vão, pois Bush e Blair teimosamente mantiveram os seus planos e atacaram o Iraque por motivos que só eles sabiam!
Volvidos todos estes ano, até a data, nada foi encontrado que justificasse esta humilhante invasão. O Saddam foi treinado e armado até aos dentes pelos próprios americanos, enquanto lhes foi útil. Mais tarde, quando a ganância lhe subiu à cabeça e este tentou desviar-se dos propósitos para que fora criado pelos seus “progenitores”, a cama começou a ser-lhe preparada.
Se pensaram que essa guerra era como quem limpa o rabo às crianças, isto é, ir, ver e vencer, como nos filmes do Rambo, o tiro saiu-lhes pela culatra.
Se pensaram também que retirando o Saddam do poder iriam resolver os problemas do Iraque, foi mais um erro de estratégia que não resultou. De facto, desde que isso aconteceu nunca mais houve paz naquele território. De nada valeu a justiça ter sido célere neste caso e se ter apressado no seu enforcamento, porque o que Saddam fez sozinho, da maneira como o fez para controlar o seu país com a mão de ferro, nem um terço as forças aliadas o conseguiram, apesar do grande poderio militar e da sua tecnologia de ponta. Hoje ninguém impõe ordem no Iraque. Essa é que é a realidade.
A resistência contra a ocupação continua, coisa que ninguém estaria a prever. Os poços de petróleo continuam a arder e muitos ainda são inacessíveis. Desde então, que o preço do barril não parou de subir, quando substancialmente o objectivo era o inverso.
A morte essa está à espreita em cada esquina. O seu cheiro é uma fragrância que se espalhou em todo o país e levará o seu tempo para se extinguir da atmosfera iraquiana. Transformaram um paraíso num autêntico inferno.
Será que os seus autores um dia serão julgados pelo Tribunal de Haia? É bem possível que pelo seu poderio possam esquivar-se das mãos da justiça humana. E da justiça divina irão eles escapar?
O Profeta Muhammad (SAW) costumava dizer: “Quando observares uma injustiça, luta contra ela. Se não puderes lutar, condena-a veementemente. Se não puderes fazê-lo abertamente, fá-la silenciosamente no teu íntimo. O efeito será o mesmo”!
Eu fiz a minha parte.
• FAHED SACOOR

ÁFRICA DO SUL



Zuma corre risco de não cumprir segundo mandato como presidente

Zwelinzima Vavi, secretário-geral do COSATU descreveu o governo do presidente Jacob Zuma como estando “a caminhar rapidamente em direcção a um Estado predador” dirigido por “quizumbas corruptas e demagogas” e afirmou que o ANC não mais poderia contar com a central sindical para lhe dar apoio eleitoral

Pretoria (Canalmoz) - São cada vez mais remotas as possibilidades de Jacob Zuma vir a cumprir um segundo mandato como chefe de Estado da África Sul. O Congresso dos Sindicatos Sul-africanos (COSATU) e a Liga da Juventude do ANC (ANCYL) já declararam publicamente o seu descontentamento em relação ao governo liderado por Zuma, numa altura em que a função pública está em greve vai para três semanas.
Zwelinzima Vavi, secretário-geral do COSATU, fez cerradas críticas ao governo de Zuma, tendo prometido um “encerramento completo” da economia do país. Vavi descreveu o governo de Zuma como estando “a caminhar rapidamente em direcção a um Estado predador” dirigido por “quizumbas corruptas e demagogas”. O dirigente sindicalista afirmou que o ANC não mais poderia contar com a central sindical para dar apoio aos candidatos a serem apresentados por aquela formação política nas eleições autárquicas do próximo ano.
A liga juvenil do partido no poder na África do Sul mostrou indícios de pretender retirar o apoio a Zuma, optando pelo actual vice-presidente, Kgalema Motlanthe. Diversos dirigentes da ANCYL estão a considerar retirar Zuma da lista de candidatos à liderança do partido em 2012. Outras individualidades da preferência da ANCYL incluem Tokyo Sexwale, a ministra da defesa, Lindiwe Sisulu, e o vice-ministro da polícia, Fikile Mbalula.
Discursando perante uma reunião da ANCYL a semana passada, o líder da juventude do ANC, Julius Malema, comentou que “os filhos dos dirigentes e os amigos daqueles que detêm o poder acumulam cada vez mais dinheiro, ao passo que o nosso povo não sobe na vida”.
Jacob Zuma, que regressou à África do Sul sexta-feira última proveniente da China, condenou energicamente a greve da função política, cujos efeitos fazem-se sentir nos hospitais estatais, não obstante o governo ter desdobrado no terreno pessoal militar para prestação de cuidados médicos nas unidades hospitalares do país.

(Redacção / Sunday Times)

Cuba: Huber Matos, antigo comandante da guerrilha cubana

Deportações de presos políticos servem para reforçar resistência contra ditadura

Pretoria (Canalmoz) - O antigo comandante da guerrilha cubana, Huber Matos, considera que as recentes deportações de presos políticos, organizadas pelo regime de Havana em colaboração com a Igreja Católica e as autoridades espanholas, “são como que um combustível interno de alimentação do activismo” em curso no país. Em declarações recentes à imprensa internacional, Matos referiu que um desterrado pensa, necessariamente, que “não tem Pátria e sente que tem de fazer o máximo para mudar a situação”.
Para Huber Matos, a libertação dos presos políticos significa que “estamos numa etapa interessante, numa nova dinâmica” em que o governo se vê forçado a agir perante as circunstâncias”. Acrescentou Matos: “Há uma série de factos que forçaram o regime cubano a esta mudança: A morte do preso político Orlando Zapata Tamayo por greve de fome; as marchas de protesto das Damas de Branco, especialmente a de Reina Luisa, mãe de Orlando, pela morte do seu filho; e também a greve do dissidente Guillermo Fariñas”.
De 91 anos de idade, Huber Matos foi um dos primeiros prisioneiros políticos do regime de Fidel Castro, tendo cumprido mais de 20 anos em cadeias cubanas. Esteve 7 anos sem receber visitas de familiares e amigos.
Pouco depois do triunfo da revolução cubana, Huber Matos apresentou a carta de demissão ao Exército Rebelde, manifestando desacordo face à orientação totalitária que Fidel Castro imprimira à revolução cubana. O regime considerou-o de traidor, organizando depois um pseudo julgamento para justificar as duas décadas que teve de passar em vários redutos, incluindo o famigerado «Combinado del Este», nos arredores de Havana. Após ter cumprido a pena de prisão, Huber Matos passou a viver no exílio tendo aí publicado um livro de memórias intitulado, «Como chegou a noite».

(Redacção) / http://comandantehubermatos.blogspot.com )



2010-08-30 06:31:00

Registos Verbais

“As ditaduras promovem a opressão, as ditaduras promovem o servilismo, as ditaduras promovem a crueldade: o mais abominável é o facto de promoverem a idiotice.” – Jorge Luís Borges, escritor argentino (1899-1986).

Wednesday, 25 August 2010

Quelimane Ergue-te Et Ambula!

Dedico este artigo as minhas amigas Eugenia Chaimite e Angelina Mendes Lima que se foram sem dizer ADEUS!

Sem cor nem alegria! Sem bandeiras nem festa que mereca tal nome,a antiga Cidade de Quelimane, que em tempos gloriosos fora considerada como sendo a quarta do pais, mais conhecida como a capital do coco, do cha, da mukapata, da galinha a zambeziana e do camarao, celebrou os seus 68 anos sem luz nem gloria! Uma urbe seduzida e abandonada! O jantar no Benfica nao passou de uma cerimonia de luto, que mais se assemelhava ao almoco de um funeral com corpo presente! Esquecida e humilhada pelos seus filhos e por aqueles que receberam o mandato constitucional de a tirar do abismo, Quelimane jaze nas margens do rio dos Bons Sinais, sonolenta, malariada e sem brilho! A historia desta cidade nao passa da de muitas cidades em decadencia programada! Programada sim, porque nao se explica que se despromova uma cidade com a pujanca da de Quelimane, a categoria de Vila! Hoje Quelimane ja nao vende a vitalidade que a fez ser baptizada de 'Pequeno Brazil'! As ruas foram desdentadas, o alcatrao retirado sem nenhuma anestesia, sendo colocado em seu lugar saibro! Saibro esse que nao resite nem a chuva nem ao calor! Quando chove, transforma-se em matope, fazendo com que carros ligeiros enterrem em pleno coracao da urbe! Quando nao chove e o que se ve! Poeira por todos os cantos, transformando as casas em autenticos edificios avermelhados, dando uma imagem que nao nos faz recordar o diabo! Quelimane hoje, nao tem estradas! Essas despediram-se e em seu lugar surgiram autenticas piscinas municipais!

Enquanto que o resto do pais beneficia do fluxo de turistas, Quelimane em particular e a Zambezia no geral continuam sem plano nem sonhos de turismo! quando milhares de dolares sao investindos em outras regioes do pais por quem de direito, a perola dos bons sinais se reservam meros 600.000 meticais! E possivel? Sem investimentos que tirem do sono em que a induziram, a Lagoa Azul antigo-combatetizada, dorme um sono mais do que profundo!! As aguas quentes de Nhafuba, do Chire, da Maganja da Costa continuam seu sono milenar, sem eira nem beira! As lagoas de Raraga, as lindas prais de Olinda, Musseliwa, Pebane, clamam por uma mao empreendedora! A Reserva do Gile, ja nao dorme, ronca! Uma autentica anestesia de economia politica! A estrada Quelimane-Zalala continua fina, esburracada, humilhada, sofrida, um autentico fio dental! Os 35 quilometros que separam a ex-urbe a esta outrora estancia turistica de referencia, sao feitos em nada mais e nada menos que hora e meia, em carro proprio! Maquival adormece em pleno dia! Os terrenos ao lado da estrada Quelimane-Zalala jazem esquecidas! O unico ruido visivel neste trajecto e das serracoes que substituiram os coqueiros! Ah sim os armazens de madeira dos chineses! Visitar Zalala no meio de semana nao lembra o diabo! Filas infindas de gente mal-nutrida, gente sem esperanca a espera do peixe que os super barcos dos donos do poder expelem! Do mar o peixe nao surge com vida! Surge congelado! os pescadores ja nao pescam, foram transformados em mendigos de peixe congelado!
Porque te anesteziam? Que mal lhes fizeste se ate 'votaste para eles' nas ultimas eleicoes?


Porque se programou a despromocao da minha urbe? Porque se desurbaniza a minha ex-cidade? Porque humilham a minha urbe ao ponto de lhe terem partido a alma? Querem que nos curvemos ou como diz Jorge Rebelo, que curvemos nossas almas perante o poderio pujante dos detentores do poder? ja nao nos basta 'termos votado' nos detentores do poder? Querem pisar, curvar, destrocar nossos espiritos e almas?

Nao patrao, isso nao! Nao nos pisarao! Nao curvaremos nossas almas e muito menos nossos espiritos! Nem que nos retirem a carne toda e apenas restem ossos!! Nem que desdentem nossa cidade! Nem que pintem de saibro nossas almas! Nossas casas, nossas mulheres belas que nem sereias no alto mar! Nossos espiritos, nossa alma, nosso orgulho Zambeziano nao se curva, nao se humilha, porque somos fruto de muita miscegenacao! De uma miscegeacao milenar de povos de todo o mundo africanos, arabes, europeus, indios! Somos o resultado da sintese do melhor que a humanidade produziu!

Quelimane, nao te vergas! Erga-te et ambula! Nos acreditamos em ti e te devolveremos teu brilho secular!

No balanço do VI Festival Nacional da Cultura

Ministro advoga que os artistas devem valorizar-se diante do empresariado

Maputo (Canalmoz) – Alguns sectores sociais consideram que o sexto Festival Nacional da Cultura (FNAC), decorrido recentemente em Chimoio, foi um fiasco, senão mesmo o pior em relação aos anteriores festivais. Todavia, o ministro da Cultura, Armando Artur, considera que o Festival em alusão “correu bem”. Argumenta que através do mesmo se contribuiu para a consolidação da unidade nacional do povo moçambicano.
Armando Artur diz mais: o Festival Nacional da Cultura serviu igualmente para promover o intercâmbio entre os artistas e as artes nas suas diversas vertentes.
Contudo, o ministro reconhece, por um lado, ter havido fraco apoio aos fazedores da arte moçambicana. No seu entender, o que originou tal situação foram as dificuldades enfrentadas pelos mesmos artistas. Por isso, segundo advoga, eles devem, perante o empresariado, fazer valer a sua condição de criadores de arte, conforme clarifica a lei de mecenato.
Armando Artur falava ontem em Maputo à margem de um encontro com jornalistas a área cultural, após o balanço do VI Festival Nacional da Cultura (FNAC) havido em Chimoio. A ocasião serviu para projectar o próximo evento que terá lugar em Nampula, em 2012.
Por outro lado, Armando Artur diz que avarias do sistema de fibra óptica da empresa Telecomunicações de Moçambique (TDM) também embaraçaram a comunicação no decurso do FNAC.

Faltou a eficácia

O governante reconheceu ainda que faltou eficácia no FNAC. Contrariamente às 1500 pessoas previamente contabilizadas e que deviam estar sob cuidados do Ministério da Cultura, garantindo-lhes logística e alimentação, “tivemos que suportar um pico de 3 mil pessoas”. Ele acrescenta que “o maior problema, comparativamente aos outros festivais, foi a gestão do evento”. “Não conseguimos responder eficazmente à demanda”, afirma.

Jornalistas e artistas terão um Gabinete Central

Ontem, Armando Artur, momentos antes de se reunir com os profissionais de comunicação social, manteve um encontro com os fazedores da arte. Com estes profissionais a agenda era a mesma: a criação de um Gabinete Central, no qual jornalistas, assim como artistas terão um representante para facilitar a sua participação nos festivais nacionais de cultura. “Pretendemos que o festival seja cada vez mais abrangente e inclusivo”, anseia o ministro.
Os artistas prontificaram-se a se organizar com vista a eleger o seu representante. Os jornalistas manifestaram-se ainda sem uma posição clara sobre o assunto. Todavia, haverá mais encontros para se desenvolver a ideia como forma de preparar o VII FNAC.
Enquanto isso, respondendo-se a uma questão colada pelo autor destas linhas, discutiu-se a necessidade de se criar uma página de Internet para divulgação de actividades culturais no país, bem como para servir como um arquivo histórico do FNAC.

Festival deve render dinheiro

Segundo o ministro da Cultura, as dificuldades com que se debateu a equipa da logística do seu ministério e os operadores de diversos sectores em Chimoio, provaram que os festivais nacionais de cultura podem e devem gerar dinheiro.
Armando Artur, para quem os artistas devem vender o seu produto de forma a melhorar a sua condição social, apela à necessidade de se “industrializar” e “criar mecanismo de vender” cada vez mais os produtos artísticos expostos no FNAC, considerada a maior feira cultural nacional.

(Inocêncio Albino)

McCain defeats conservative primary challenger



By JONATHAN J. COOPER, Associated Press Writer Jonathan J. Cooper, Associated Press Writer – 33 mins ago
PHOENIX – Sen. John McCain routed conservative challenger J.D. Hayworth on Tuesday in the Republican primary in what could be the final campaign for the former GOP presidential nominee.

McCain spent more than $20 million to beat back an aggressive challenge from Hayworth, who relentlessly attacked the senator for his shifting stance on immigration and sought to tap into the anti-incumbent rage that has taken down other lawmakers in 2010.

"I will do my best to prove worthy of the honor," McCain told supporters. "I have never and will never take your support for granted, or feel I am entitled to your trust without earning it."

For more details please click here:

http://news.yahoo.com/s/ap/20100825/ap_on_el_se/us_arizona_senate

Tuesday, 24 August 2010

Invitation

Dear Madam, Sir,

The "Joint UNCTAD-UNECE Workshop: Climate Change Impacts on International Transport Networks" will be held on 8 September 2010 in Room XXI, Palais des Nations, Geneva. The event is organized as part of the twenty-third session of the UNECE Working Party on Transport Trends and Economics and as part of a series of UNECE activities focused on climate change and transport. It also builds on the expertise and earlier work by UNCTAD on related issues, including UNCTAD's Multi-year Expert Meeting on Transport and Trade Facilitation: "Maritime Transport and the Climate Change Challenge" held on 16-18 February 2009.

The Joint Workshop is expected to raise awareness among UNECE and UNCTAD member States, transport industry stakeholders, and intergovernmental/non-governmental organizations about the potentially important challenges climate change impacts and adaptation requirements present for international transportation - a complex set of issues that has so far received little attention. It is hoped that it will provide a platform for fruitful and considered discussions and set the pace for future work on how best to bridge the knowledge gaps related to our understanding of climate change impacts on transport networks with a view to identifying adequate adaptation responses. Discussions are expected to cover issues relating to different modes of transportation in international supply-chains, taking into account the situation in both developed and developing countries.

Relevant documents, including a background note and a preliminary draft programme and a registration form are attached. For additional information pertaining to the workshop please visit our websistes: www.unctad.org/ttl/legal and http://www.unece.org/trans/main/wp5/wp5_workshop4.html



Registration: please complete the attached registration form should be sent by fax or e-mail to Ms. Anastasia Barinova (fax: +41-22-917 0039; e-mail: anastasia.barinova@unece.org) or Ms. Hassiba Benamara (fax:+41-22-917 00 50; e-mail: hassiba.benamara@unctad.org).



We hope to welcome you at the Workshop in Geneva.

Observações pela Senhora Embaixadora Leslie V. Rowe

por ocasião da cerimónia de assinatura do Quadro de Parceria do PEPFAR
Segunda-feira, 23 de Agosto de 2010, 15 horas
Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação

É um prazer estar aqui hoje para celebrar a assinatura do nosso Quadro de Parceria.

Este é um dia de pausa. Para olharmos para trás observando o grande progresso que a nossa parceria fez no combate ao HIV/SIDA em Moçambique. E olharmos para a frente, para planificarmos e priorizarmos as medidas que iremos tomar para continuar a poupar e melhorar vidas.

Mas, tão importante quanto isso, é dia de pensar na nossa parceria e partilha de responsabilidades.

Partilha de responsabilidades para impedir a propagação de uma terrível doença, partilha de responsabilidade para garantir que um diagnóstico positivo não seja mais um motivo para lamentar, mas uma razão para lutar. E uma partilha de responsabilidade para garantir que uma vida com o HIV pode ser uma vida com dignidade e esperança.

Parceria é uma questão de compromisso mútuo. Desde 2004 o programa PEPFAR do Governo dos Estados Unidos investiu quase um bilhão de dólares em programas de HIV/SIDA em Moçambique, mesmo nestes tempos de dificuldades económicas para todos os países. E estamos orgulhosos e honrados em ver o grande impacto que os nossos programas tiveram para centenas de milhares de moçambicanos.

E esperamos que o governo de Moçambique avance com a sua meta estabelecida de dedicar 15% do orçamento geral do governo para a saúde. Creio que não existe melhor maneira de honrar a nossa parceria, e – o que é mais importante - a vida de milhões de moçambicanos.

A parceria é também uma questão de apoio. Acreditamos que os programas conduzidos por Moçambique, concebidos e implementados em colaboração com os vossos parceiros, são programas melhores e mais sustentáveis. Assim, o PEPFAR está a investir mais recursos para apoiar milhares de estudantes e profissionais de saúde a assumirem uma maior responsabilidade pela planificação, gestão, implementação e eventualmente financiamento de seus programas nacionais de HIV/AIDS.

Finalmente, a parceria tem a ver com objectivos comuns. Os objectivos delineados no nosso Quadro de Parceria são claros. Evitar novas infecções pelo HIV, oferecer tratamento e cuidados, integrar e descentralizar os serviços de HIV, e aumentar a eficiência e eficácia dos nossos recursos colectivos.

É verdade que a epidemia de HIV/SIDA em Moçambique é grave, mas tal como o Presidente Barack Obama disse: "Em face de dificuldades muito grandes, as pessoas que amam o seu país pode mudá-lo."

Em nome do povo americano, agradeço pela vossa parceria. E em nome da Missão Diplomática Americana em Moçambique aguardo com expectativa a prossecução dos nossos objectivos comuns nos meses e anos vindouros.

NB. Enderecamos um pedido ao nosso MINEC para a obtencao do discurso do nosso ministro dos Negocios Estrangeiros na ocasiao! MA

E.U.A e Moçambique assinam Quadro de Parceria para o combate ao HIV/SIDA

O Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, e a Embaixadora dos Estados Unidos em Moçambique, Leslie V. Rowe, assinaram hoje em Maputo, o Quadro de Parceria de Apoio à Implementação da Resposta Nacional de Moçambique ao HIV/SIDA (2010-2014).



O Acordo tem os seguintes propósitos:

· Disponibilizar um plano estratégico quinquenal conjunto para a cooperação entre os dois países com vista a dar uma resposta efectiva e sustentável à epidemia

· Iniciar uma nova era de colaboração e de maior alinhamento dos programas do Governo dos Estados Unidos com a resposta moçambicana ao HIV/SIDA

· Transição da gestão e implementação dos programas das Organizações Não-Governamentais internacionais para as instituições Moçambicanas

O montante estimado para o financiamento da resposta nacional ao HIV/SIDA é de US$ 1 Bilião de dólares no período 2010-2014.

Thursday, 19 August 2010

C O M U N I C A D O D E I M P R E N S A

Divulgação dos Projectos do MCC/MCA-Moçambique



A Embaixada dos Estados Unidos da América tem a honra de informar que, o Millennium Challenge Corporation, uma Corporação do Governo dos Estados Unidos da América, em parceria com o Millennium Challenge Account - Moçambique, realizam no dia 19 de Agosto corrente, pelas 16:00H no Hotel Southern Sun, mais uma reunião de preparação das empresas para a fase de Licitação de Obras de Reabilitação de Infra-estruturas de Estradas e Abastecimento de Água e Saneamento.



O encontro que contará com a presença de Membros de Governo de Moçambique, Representantes da Embaixada dos Estados Unidos e de empresas nacionais e internacionais de construção civil, visa fornecer informação que facilite a participação das empresas aos concursos de obras de infra-estruturas a serem lançados pelo MCA –Moçambique.



Este evento acontece numa a altura em que o MCA–Moçambique, acaba de lançar o 1º concurso para abertura de 150 furos de água, em Nampula e Cabo Delgado e prepara-se para lançar nas próximas semanas, o concurso para a reabilitação da Barragem de Nacala.



Refira-se que todos os projectos do Compacto deverão ser implementados até Setembro de 2013.



Maputo, 13 de Agosto de 2010

Comunicado disponível em www.mca.gov.mz



Para mais informações contactar:



Victor F.S. Nhatitima

Especialista de Comunicação e Marketing

Millennium Challenge Account – Moçambique

Tel: 21:333920; Cel: (82)8026222, (84) 3038791

Email: vnhatitima@mca.gov.mz

Wednesday, 18 August 2010

Falta a quota-parte de Obama

Editorial



Maputo (Canalmoz) - A falta de transparência nas eleições que se vão realizando no nosso país desde o advento da democracia em 1994, tendo como corolário possível o conflito e a violência, foi um dos temas de debate entre o presidente do Estados Unidos e um grupo de jovens africanos realizado a semana passada na Casa Branca, em Washington. Instado por uma jovem jurista moçambicana, Nadja Remane Gomes, a recomendar vias a seguir pelas novas gerações africanas, em particular a sociedade civil no âmbito da não-violência, da governabilidade e dos princípios democráticos, o presidente norte-americano realçou a necessidade do reforço das organizações da sociedade civil, e da correcta mobilização da moral e da ética como contraponto da violência.
Inspirado na campanha pacífica em prol dos direitos cívicos nos Estados Unidos, que culminou com a grandiosa concentração de cidadãos nas proximidades da Casa Branca na década de 60, Barack Obama acredita que o mesmo se poderia aplicar a Moçambique e a outros países africanos cujas Constituições garantem a alternância democrática e a transparência dos processos eleitorais. Contudo, na prática, tal como a Constituição dos Estados Unidos dizia que todos eram iguais perante a lei, mas discriminava a população negra em moldes que viriam a inspirar o regime do apartheid aqui mesmo ao lado de Moçambique, as Constituições africanas, e a do nosso país em particular, não asseguram a inviolabilidade dos princípios fixos da democracia, conquistados à custa de enormes sacrifícios.
Antes da democracia ser formalmente aceite e constitucionalmente reconhecida, foi preciso muita violência. Os apelos pacíficos foram constantemente frustrados.
Falta agora a aplicação do que foi conquistado.
A forma como a lei é aplicada, as manipulações de todo o género que os africanos e os moçambicanos em particular têm vindo a constatar, podem voltar a fazer os ânimos exaltarem-se onde tudo já parecia passado.
Os moçambicanos não desejam verter mais sangue para consolidar a democracia duramente conquistada, mas o facto é que desde 1994 a democracia tem vindo a ser abalroada por uma formação politica que continua a confundir-se com o Estado, que acredita piamente na sua eternização no poder e na edificação de uma caricatura de Parlamento, guiado pelo `pensamento comum´, do uníssono, do bater de palmas, da votação sempre unânime.
O ambiente está, em consequência, a degradar-se.
Os moçambicanos acreditam, em princípio, no poder que o reforço da moral e da ética confere. Mas para materializar esses valores, não se deve exigir que continuemos a ter de lutar simultaneamente em várias frentes – na frente interna, para impedir a destruição da democracia, e na frente externa, continuamente à espera da materialização da solidariedade daqueles que se tem revelado inconsequentes perante os abusos, as falcatruas e as manipulações que caracterizam cada plebiscito.
Não basta emitir relatórios `a posteriori´, admitindo “irregularidades” ou apertar os cordões à bolsa que volta e meia são aliviados consoante as contrapartidas que a parte faltosa decida fazer, quer sob a forma de exercícios conjuntos ornamentados com Acções Psicológicas ou de concessões para aceder ao que está nas entranhas do nosso subsolo ou orla marítima.
Agora que o presidente Obama foi explícito, esperamos que desde já passe ele próprio a ser consequente.
Aguardemos também pelas próximas eleições, na expectativa de que finalmente a sociedade civil moçambicana e o eleitorado deste país, possam contar com a atitude firme e consequente, em suma, com a quota-parte de quem está em posição de assegurar e proteger a transparência que tem faltado e a que se referiu a jovem activista moçambicana dos direitos humanos na Casa Branca, falando cara-a-cara com o presidente Barack Obama.
O jogo democrático não é um campeonato mundial de pontapés na bola, em que o órgão supervisor está mais apostado nas enchentes dos estádios e nos lucros que dai advêm, do que na garantia da transparência do certame.
Punir os infractores e irradiar os recalcitrantes é preciso. Isso está ao alcance de quem tem realmente feito muito pouco pela democracia em Moçambique, apesar das bonitas palavras que aqui e acolá se escutam deles.
O presidente Obama corre o risco de se desacreditar, de desacreditar o seu país e cair no ridículo perante a juventude africana, e de Moçambique em particular, se continuar a descuidar como o Governo dos Estados Unidos da América e demais entidades do seu país se comportam perante eleições claramente fraudulentas em países onde se arvoram solidários com a construção de regimes democráticos em que em simultâneo os direitos humanos são constante e impunemente violados.
A descrença nas eleições está claramente demonstrada pelos níveis de exclusão voluntária, mas essencialmente pela exclusão provocada pelas comissões eleitorais. Sobretudo em Moçambique a abstenção tem sido a resposta mais civilizada dos povos que acreditaram e acreditam na democracia, mas começam a duvidar que seja por aí que se conseguirão livrar dos que os andam a enganar.
Os africanos e os moçambicanos estão cada vez mais conscientes de que a farsa tem de acabar e já começam a duvidar que as mudanças por que anseiam possam ocorrer sem que se dê um empurrão aos que insistem em fingir que agora estão contra a tirania.
As sucessivas administrações americanas não se podem eximir de culpas perante os reveses nos processos de construção das democracias enquanto continuarem a comportar-se de forma cínica e incoerente.
A bola está agora do lado de Obama, sem que com isto queiramos dizer que os jovens não devam agir para acabar com o que hoje acontece e vai certamente estragar o seu futuro se nada fizerem para porem fim à vilanagem dos que se acercaram dos Estados e das instituições.
É verdade que a democracia conquista-se, mas os jovens africanos esperam que o presidente Obama, comece ele próprio por ser fiel aos seus discursos. Falta a sua quota-parte.

(Canalmoz / Canal de Moçambique)

A Opiniao de Noé Nhantumbo

Canal de Opinião, por Noé Nhantumbo: FERRUGEM POLÍTICO-INTELECTUAL PROMOVIDA...

Há sinais preocupantes de intolerância política

Beira (Canalmoz) - Está visto que alguns moçambicanos, que no passado tiveram a prerrogativa de decidir os caminhos que se deviam seguir no país, estão deveras preocupados com o rumo dos acontecimentos. Os seus pronunciamentos com direito a primeiras páginas de jornais e grande destaque em noticiários televisivos, bem como cobertura integral pela rádio pública, revelam o que lhes vai na alma. Mas é possível verificar em todo este exercício que há “pato escondido com rabo de fora”. Porque seria um péssimo programa de marketing político deixa-se a tarefa de “lavar a roupa suja ou de falar com a boca suja” a políticos que já deveriam estar na reforma efectiva pois ultrapassaram a chamada idade útil. Como podem verificar é quase sempre o mesmo grupo de pessoas do partido Frelimo que vem a público ‘lançar’ suas muito estranhas ideias. Ideias que o povo moçambicano já mostrou, repetidamente, que não quer repetidamente. Se ainda governam hoje todos sabem que é a custa de jogos de cintura fraudulentos que só o desejo sincero de paz tem deixado passar sem reacção brutal como já foi em tempos necessária usar para os fazer entender que o caminho de queriam o Povo não queria.
Embora todos os seus conceitos de ideologia já tenham sido relegados para o lixo da história, teimam ainda em fazer-se úteis e imprescindíveis. Só que as agendas que antes perseguiam e impunham com unhas e dentes esgotaram qualquer utilidade que algum possa ter tido.
Nem a eminência de que se querem arvorar tem acolhimento nacional. Nem mesmo de dentro das suas antes hostes recebem apreço ou consideração. Parece que os seus pares do passado os toleram em virtude apenas da sua idade. É o respeito apenas pela idade, para evitar dizer-lhes frontalmente que os senhores atingiram a senilidade.
Como podem os moçambicanos em pleno uso de suas faculdades mentais e intelectuais acreditar ou aceitar voltar a seguir por caminhos antes percorridos e que se revelaram desastrosos?
É óbvio que alguma desorientação muito séria está acompanhando os promotores da tal suposta infalibilidade de sua formação política.
Mas a exibição de uma alegada erudição político-intelectual por parte de algumas auto intituladas “sumidades”, quais “falcões” acinzentados pelo tempo, é manifestamente lesiva aos mais legítimos interesses dos moçambicanos.
A liderança político-intelectual neste país faz falta e mostra-se um assunto de fundamental importância para a solução dos problemas que se vivem hoje.
Quando a comunicação social se presta a apresentar em espaços nobres pronunciamentos que só promovem o monopólio político de uns em detrimento de abordagens inclusivas e de interesse nacional, estamos perante um mau trabalho desta mesma comunicação social. A mando de quem e com que interesse é que se destacam pronunciamentos anti-democráticos? Será que aos moçambicanos interessa ressuscitar o fascismo de esquerda que durante alguns tenebrosos anos governou o país? Será que a posição irredutível de alguns moçambicanos deve ser promovida e servir de exemplo a seguir pela sociedade?
Há sinais preocupantes de intolerância política e de apropriação pura e simples do País por certas pessoas que se julgam e consideram insubstituíveis na arena política nacional. O momento não é de discutir ou questionar o mérito que alguns tiveram na epopeia de libertação do país do jugo colonial. Mas também não é para de ânimo leve aceitar que estas mesmas pessoas cavalguem no dorso dos outros moçambicanos em nome de uma suposta infalibilidade e rectidão ideológica.
Está bem vivo na mente dos moçambicanos, que o projecto de construção de um estado socialista falhou e que toda a estratégia elaborada nos diferentes centros que influenciavam a liderança política moçambicana desagregou-se em função de determinantes concretas.
É todo um castelo de areia que ruiu, mas entre nós há tendências políticas que advogam que se deve “dar dito e feito por não dito e não feito”. Há um abominável recuo perante a possibilidade de aceitar e assumir que se errou ao longo do percurso.
A tão apregoada crítica e auto-crítica refere-se a tudo menos ao que realmente tenham feito de errado. É como se quisessem convencer tudo e todos de que são semi-deuses e que todos os outros moçambicanos se devem submeter ao seu arbítrio.
Se alguma legitimidade tiveram no passado isso não constitui motivo ou razão para que continuem a querer determinar o que se deve fazer no País com exclusividade.
Propalam com a “boca cheia” de que só eles é que podem levar Moçambique a realizar agendas que signifiquem o ‘empoderamento’ de todo um povo. Mas o seu entendimento prático mostra que para eles povo e beneficiário de alguma coisa são só eles. Era assim nos tempos do socialismo efémero que vivemos e ainda hoje sua maneira de proceder aponta para isso. Só se vêem a eles próprios como merecedores de alguma coisa, de adulação, de protecção, de regalias, mordomias, enfim, num pedestal que os coloque acima de todos. Isso é para todos os efeitos pretenderem substituir-se às pessoas e impedirem a vontade popular que ainda nem nos votos tem sido permitida, tais a falcatruas eleitorais .
É claramente gente com um ódio efectivo a qualquer tentativa de manifestação democrática dos moçambicanos. Basta ver-se o tratamento VIP que está merecendo o líder dos desmobilizados de guerra por só pretenderem ordeira e pacificamente manifestar o seu desacordo com os tais senhores. Senhores que está cada vez mais claro pela sua maneira de agir quais são as suas motivações reais.
Algum protagonismo no passado, em circunstâncias nem sempre claras, jogos e intrigas intestinas no seio do movimento de libertação nacional conferiram-lhes posições políticas de relevo. Através da utilização maciça de métodos divisionistas e de promoção da intriga política subverteram todo um movimento de libertação com vista a alcançarem o poder ou situarem-se sempre nos estritos círculos ou corredores, com poder. Por vezes ainda que inadvertidamente revelam a sua postura racista e de desprezo efectivo para com os outros compatriotas. Apropriaram-se do que é de todos e vivem dizendo que eles são os especiais, os donos mesmo da força política que afirmam ter o direito exclusivo de dirigir os destinos do povo moçambicano.
Evidentemente que não podemos aceitar este tipo de charlatães e inimigos figadais da democracia. Estes fascistas que quando lhes convém apresentam-se como seguidores de Estaline não fazem falta aos moçambicanos. As suas ideias políticas, militares, económicas foram derrotadas no terreno real.
É caricato e infeliz que de alguns quadrantes se procure a todo o custo dar relevo aos pronunciamentos medíocres e lesivos de certas pessoas, que teimam em sobressair como supostas referências éticas, políticas e morais para os moçambicanos.
Ética é coisa que não tem e se algum dia tiveram algum mérito foi o de conseguir “dividir para reinar” no seio de um movimento fragmentado e dividido pela luta ideológica e por uma autêntica luta de “egos”. Não há nada de ideológico nos seus pronunciamentos pois os caminhos apontados por si não tem conseguido trazer o desejado desenvolvimento para o País. Não há consistência nem um encadeamento lógico no que propalam. Querem um lugar “ ao Sol” para eles próprios à custa de uma nova categoria de “escravos”.
Há exemplos claros do que foram capazes de fazer quando detinham mais poder, antes de serem obrigados a reparti-lo e respeitarem os outros moçambicanos. Sua maneira de actuar se resume a produção de intrigas políticas e nessa área são de facto especialistas.
Estes “king-makers” já cumpriram o seu percurso histórico. A última mudança de liderança no seu partido deve ter sido a última vez que conseguiram com êxito fazer eleger alguém através de seu exímio jogo de bastidores. Suas características peculiares e capacidade de contrariar vaticínios políticos é bem conhecida dos moçambicanos. Compreende-se a teimosia em agarrar-se ao pode de influência que tem no seio de seu partido. Não querem de maneira alguma ir para a reforma efectiva porque isso poderia constituir o seu suicídio político. Só no “mar político”, exercendo o que sabem com especialidade, é que se sentem protegidos do vento inexorável da história.
Aquela projecção que alguns mídia lhes dão é também fruto de puro maquiavelismos dos novos jogadores. Sabem estes que a ascensão e a eventual ocupação de cargos político-económicos de relevo neste país tem sido à custa de favores concedidos aos que ainda possuem o poder real. “Afinal escovar” sempre teve os seus benefícios na esfera política moçambicana.
De outro modo é extremamente difícil compreender a motivação por detrás de certos exercícios de marketing político elaborados e executados por alguns editores.
Merecer respeito e consideração não choca com a exigência e necessidade da comunicação social moçambicana veicular posições que sejam de interesse nacional e que contribuam para a construção de um país cada vez mais democrático.
Presta mau serviço ao país a troco do que seja, quem se permite servir de plataforma de lançamento de ideias que só apontam a um regresso ao passado que tanto sofrimento causou aos moçambicanos...
Não é por caso que na Alemanha e em outros países constitui crime a promoção do Nazismo de Hitler...

(Noé Nhantumbo)

Ministra canadense visita Moçambique


A partir de hoje

Maputo (Canalmoz) – A ministra da Cooperação Internacional do Canadá, Beverley Oda, visita a partir de hoje até 21 de Agosto corrente, a República de Moçambique, no contexto do aprofundamento das relações de amizade e de cooperação entre os dois países.
Beverley Oda irá manter encontros com diversas autoridades governamentais moçambicanas, entre as quais o ministro da Saúde, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e o governador da província de Nampula. A agenda contempla ainda encontros com parceiros do programa materno infantil e serviço de saúde em Moçambique, bem como visitas ao Hospital Central de Maputo e aos Centros de Saúde na província de Nampula.
A ministra canadense far-se-á acompanhar pela directora de Comunicações, conselheiro político no Ministério da Cooperação Internacional do Canadá e pela directora para África Austral e Oriental.

ZIMBABWE

Interdita venda de diamantes produzidos por mina controlada pelo exército

Pretoria (Canalmoz) - O Grupo Rapaport, uma das principais redes de comercialização de diamantes, proibiu a compra de diamantes produzidos pelas minas de Marange, no Zimbabwe. Numa declaração, o presidente do conselho de administração do grupo, advertiu que “quaisquer negociantes de diamantes que fizessem uso da rede para a venda de diamantes das minas de Marange seriam expulsos e os seus nomes divulgados em público”.
A polémica em torno das minas de Marange tem a ver com o facto do exército zimbabweano ter-se apoderado dos campos de exploração mineira
em 2008, forçando milhares de garimpeiros a abandonar o local. De acordo com grupos de direitos humanos, cerca de 200 garimpeiros foram mortos por soldados do exército zimbabweano.
Nos termos do chamado Processo de Kimberley, está interdita a venda de diamantes cuja produção esteja associada à violação de direitos humanos e a conflitos armados.

(Redacção)



2010-08-17 07:27:00

“Grande Entrevista” com Alfredo Gamito

“Período dos mandatos é um assunto a ter em conta na revisão da constituição”

Maputo (Canalmoz) – A anunciada revisão da Constituição da República ainda vai continuar a dar muito de falar. Tudo está em aberto sobre as verdadeiras intenções do partido que tem estado no poder – Frelimo – em relação à Lei Fundamental. À medida que se explora o tema, o recomendável mesmo é o cepticismo.
A oposição e a sociedade civil já vão apelando para que não se altere a Constituição da República para alimentar vontades de um grupo restrito de pessoas.
Dentro do Partido Frelimo alguns já manifestaram as suas paixões que se resumem em ver Armando Guebuza num terceiro mandato, embora o próprio chefe do Estado já tenha vindo a público afirmar que não o fará.
A tensão, entretanto, está a crescer.
Em “Grande Entrevista” concedida aos nossos jornais Canal de Moçambique – Semanário e Canalmoz – Diário Digital, Alfredo Gamito, deputado da Frelimo e presidente da Comissão da Administração Pública e Poder Local, na Assembleia da República (AR), diz que a questão do terceiro mandato de Guebuza é um assunto que não deve merecer debate porque o próprio presidente da República já declarou em público que se vai retirar do cargo. Mas ainda poucos acreditam que não se esteja a preparar o que alguns já dizem que poderá vir a ser um golpe parlamentar do grupo de Guebuza.
Alfredo Gamito fala em alterar o período dos mandatos. Diz que cinco anos para governar é pouco tempo. Quer mandatos mais largos.
Na entrevista que nos concedeu Alfredo Gamito refere que a revisão da Constituição da República deve levar em conta a duração dos mandatos. Sugere que os mandatos passem a ser de sete anos.
Este pronunciamento vem fazer acreditar no que já se anunciava na opinião pública, sobre os balões de ensaio que já começaram a ser lançados para medir a reacção dos moçambicanos. Coincidência ou não, semanas atrás, Miguel Mabote, presidente do Partido Trabalhista, um partido que se diz da oposição mas apoia o presidente da República e o Partido Frelimo, veio a público, através da Rádio Moçambique, dizer que o número de mandatos deve ser alargado para sete. Mabote que é membro do Conselho de Administração de uma empresa pública apresentou as mesmas razões que são avançadas por Alfredo Gamito.
Na entrevista que nos concedeu, Alfredo Gamito, que nega ser o estratega da Frelimo na produção da Lei Eleitoral, faz algumas revelações dignas de registo que podem apimentar o badalado debate da revisão da Constituição. Acompanhe a entrevista na íntegra na próxima edição do Semanário Canal de Moçambique. Estará em circulação amanhã.

(Matias Guente)

Foragidos da BO suspeitos de assassinato de agentes da PRM

Maputo (Canalmoz) – O Comando-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) suspeita que os assassinatos de alguns policiais, na cidade de Maputo, estejam a ser cometidos por cadastrados que se evadiram da Brigada Operativa (BO).
O porta-voz do Comando-geral, Raul Freia, afirmou, ontem, num briefing com a imprensa, que a corporação suspeita que os baleamentos contra agentes da PRM sejam protagonizados por malfeitores que fugiram daquela cadeia de máxima segurança.
O porta-voz quando instado a fornecer detalhes sobre o baleamento de dois membros da Polícia, ocorrido a semana passada, na Avenida Guerra Popular, disse, como sempre, que “ainda estão a trabalhar de forma a apurar mais dados”.
Segundo ele, a Polícia acredita ainda que sejam os mesmos criminosos que também têm vindo a assaltar, à mão armada, residências, estabelecimentos comerciais e instituições bancárias.
Raul Freia não fala de detenções apesar de já indicar o grupo que tem vindo a atirar contra os policiais. Contudo, na segunda-feira desta semana, o porta-voz do Comando da PRM da cidade de Maputo, Arnaldo Chefo, disse que já se identificou o grupo de indivíduos que baleou mortalmente dois agentes da Polícia na semana passada. Ele também disse, sem avançar pormenores, que não há detidos porque as investigações ainda estão em curso, para não se incorrer em erros.

(Conceição Vitorino)

Rescaldo policial da última semana

Maputo (Canalmoz) – A Polícia registou na semana finda 194 casos, dos quais 127 contra propriedades, 53 contra pessoas e 14 contra ordem e tranquilidade pública. Diz também que foram repatriados do território sul-africano 777 violadores de fronteira e dois emigrantes clandestinos, dois congoleses e igual número de etíopes.
Os repatriados dividem-se em 394 moçambicanos, 193 zimbabweanos, 176 malawianos, 12 zambianos e dois tanzanianos.
Quanto a sinistralidade rodoviária, segundo fonte policial, a Polícia de Trânsito (PT) registou 76 casos, contra 79 do ano transacto. Os acidentes em alusão resultaram em 55 óbitos, 54 feridos graves e 91 ligeiros.
A Policia refere ainda que na fiscalização rodoviária foram interceptadas 17.251 viaturas e impôs 3.697 multas por violações diversas ao Código de Estrada, tendo ainda aprendido 672 cartas de condução, 160 livretes, 33 veículos. Deteve 22 indivíduos por condução ilegal e igual número por ter acusado álcool no sangue.
Na mesma semana em apreço a PRM prendeu, nas províncias de Maputo e de Manica, dois indivíduo que portavam 100 e 150g, respectivamente, de cannabis sativa, vulgo soruma.

(Conceição Vitorino)