Carol E. Lee Carol E. Lee – Wed Aug 18, 4:43 am ET
SEATTLE — It started out simple enough. There was a car (the economy). And a ditch (the recession). Republicans had been driving the car (were in power) for eight years. It went into the ditch. And now that Democrats have dug the car out (won power and passed a bunch of economic recovery policies), the Republicans want back the keys (power).
The first time President Barack Obama used the metaphor at a Democratic fundraiser in April, he spent exactly four sentences on it: “And yet, after driving our economy into the ditch, they decided to stand on the side of the road and watch us while we pulled it out of the ditch,” Obama said at the Los Angeles event for Sen. Barbara Boxer of California. “They asked, ‘Why haven't you pulled it out fast enough?’ ‘I noticed there's, like, a little scratch there in the fender. Why didn't you do something about that?’” (See: White House searches for a villain)
Wednesday, 18 August 2010
OBAMA'S METHAPHOR
OBAMA'S METHAPHOR
Carol E. Lee Carol E. Lee – Wed Aug 18, 4:43 am ET
SEATTLE — It started out simple enough. There was a car (the economy). And a ditch (the recession). Republicans had been driving the car (were in power) for eight years. It went into the ditch. And now that Democrats have dug the car out (won power and passed a bunch of economic recovery policies), the Republicans want back the keys (power).
The first time President Barack Obama used the metaphor at a Democratic fundraiser in April, he spent exactly four sentences on it: “And yet, after driving our economy into the ditch, they decided to stand on the side of the road and watch us while we pulled it out of the ditch,” Obama said at the Los Angeles event for Sen. Barbara Boxer of California. “They asked, ‘Why haven't you pulled it out fast enough?’ ‘I noticed there's, like, a little scratch there in the fender. Why didn't you do something about that?’” (See: White House searches for a villain)
SADC decide manter sanções a Madagáscar
A COMUNIDADE de Desenvolvimento da África Austral (SADC) decidiu ontem, em Windhoek, manter as sanções que recentemente impôs a Madagáscar, por ter constatado que as razões que levaram à sua implementação ainda persistem revelou o Presidente da República, Armando Guebuza, durante a conferência de Imprensa que concedeu aos jornalistas moçambicanos que cobriram a 30ª cimeira dos líderes da África Austral, que terminou ainda ontem na capital da Namíbia.
Maputo, Quarta-Feira, 18 de Agosto de 2010:: Notícias
“As sanções da SADC contra o Madagáscar mantêm-se, porque as novas autoridades daquele país ainda não começaram a cumprir com os objectivos que levaram à sua imposição, nomeadamente o regresso da ordem constitucional”, afirmou o estadista moçambicano, ao responder a uma pergunta colocada pelo “Notícias” sobre o assunto.
Sobre o Zimbabwe, Guebuza disse que os líderes regionais decidiram reforçar acções diplomáticas a favor do país, na perspectiva de lograr o levantamento das sanções internacionais contra aquela nação vizinha, mormente pelo facto de estarem a ocorrer agora “melhorias significativas no cumprimento das razões que forçaram a imposição de sanções.
“Há países que, face aos elementos positivos que ocorrem no Zimbabwe, mostram já alguns sinais de poderem abandonar as sanções que mantêm contra o país” afirmou ainda o Chefe do Estado também em resposta a uma pergunta do “Notícias”.
Na ocasião, o Presidente da República mostrou-se satisfeito pelos resultados obtidos nesta cimeira, anunciando que o relatório por si apresentado, na qualidade de presidente do órgão da SADC para a cooperação nas áreas de Política, Defesa e Segurança, foi aprovado.“Isto significa que aquilo que foi feito pelo órgão da SADC, sob a liderança de Moçambique, foi considerado correcto”, afirmou o dirigente moçambicano, acrescentando: “Realizámos os nossos objectivos”.
Guebuza reconheceu, porém, que apesar destes progressos, nem tudo foi um “mar-de-rosas”, pois persistem bolsas de crispação política no Lesotho, Zimbabwe e Madagáscar, assuntos sob alçada do órgão que lidera na SADC, garantido, todavia, que serão redobrados esforços com vista à sua resolução.
De acordo com o dirigente moçambicano, a cimeira de Windhoek decidiu, por outro lado, convocar uma outra reunião extraordinária da organização, que poderá ocorrer dentro de seis meses, em data e local ainda por designar.
Nesse encontro far-se-á uma radiografia exaustiva sobre as realizações da SADC, nos últimos anos, e definir-se-á uma estratégia clara e objectiva, por forma a adequar a organização regional na linha das reformas que actualmente ocorrem nas instituições internacionais com as quais a SADC lida.
Ainda ontem, pouco antes do encerramento da cimeira, os líderes regionais decidiram atribuir a Medalha Seretse Khama a três cidadãos da região, nomeadamente os antigos presidentes da Zâmbia, Kenneth Kaunda, da Namíbia, Sam Nujoma e o antigo Presidente da extinta Comissão de Libertação da OUA, Ashi Mbita, em reconhecimento público, dos seus feitos no processo da emancipação dos povos da África Austral e na integração económica da região.
David Filipe, na capital namibiana
A Opiniao de Owei Lakemfa
Basil Davidson: Espião, resistente anti-fascista repórter e historiador de África
Basil Risbridge Davidson não foi um santo, tipo o que evoca a figura do herói Ernesto Che Guevara. Não foi um Tarzan, deambulando pelas selvas de África, nem tão-pouco um missionário de uma estranha confissão religiosa que evangelizou o continente à expensa da sua terra, da sua cultura, sangue e riqueza.
Maputo, Quarta-Feira, 18 de Agosto de 2010:: Notícias
Não foi um neo-colonialista, que em nome do FMI ou do Banco Mundial passava a prescrever receitas expiradas para todas as enfermidades africanas. Antes, Davidson foi um intelectual comprometido, que estudou e escreveu honestamente sobre África e os seus povos, sobre a sua história ancestral e contemporânea, sobre os seus ancestrais; sobre lideres africanos convictos tais como Samora Machel e criminosos como Mobutu Sesse Seko.
Não foi um cientista social desinteressado que estudou África à distância, quando os nossos povos vertiam sangue nas guerras de libertação em Moçambique e na Guiné-Bissau, ele esteve fisicamente nos campos de batalha. Dos mais de trinta livros que escreveu não abarcavam apenas uma vertente teórica, mas eram guias práticos para muitos africanos; ajudou a moldar a visão política de muitos jovens africanos na década de 1970 e 1980. Ele abriu a mente de muitos africanos sobre o rico manancial historial, desde aos tempos pré-coloniais, passando para o período das guerras anti-coloniais aos encarniçados combates para a libertação, envolvendo as forças patrióticas do continente e os fidalgos representantes de Lisboa, Bruxelas, Paris, Londres e Joanesburgo.
Curiosamente, atendendo aos seus antecedentes, Basil Davidson era umas das mais suspeitas e improváveis vozes a levantar-se a favor da consciencialização e libertação em África. Ele era tenente-coronel na reforma do Exército, inglês que combateu na segunda Guerra Mundial, tendo ajudado os movimentos de resistência na Hungria, Jugoslávia e Itália. Chegou a ser espião britânico, trabalhou para M15, especializou-se em sabotagem e foi prisioneiro de guerra, que beneficiou com o processo de troca de presos com a Itália.
Basil Davidson, que trabalhou como repórter para muitos órgãos de imprensa, decidiu, a partir de 1951, documentar o continente africano. O seu interesse inicial foi a Europa do Leste, mas depois inclinou-se para a África e foi neste continente onde deixou um legado a várias gerações. O seu primeiro encontro com África foi no Cairo, Egipto, onde se tinha deslocado ainda como soldado e espião para arranjar logística para a resistência eslava.
O avião em que viajou tinha feito escalas na região de Bathurst (antiga designação da cidade de Lagos) e num local que, para ele, passou a ser “algures no norte da Nigéria, um ponto desconhecido do mapa, tanto quanto eu pude descobrir”. O avião, dizia, “tinha feito um voo, abaixa altitude, sobre em paisagens, planícies e vastas extensões de terra desprovidas de populações”. Basil Davidson disse que tinha saído para um passeio: “À distância, vieram sobre mim imagens da presença de uma barreira estreita e alta, o muro de uma cidade…tinha sido construída de barro, paus e circundava toda a cidade perdida algures em África, que descobri mais tarde ser a cidade de Kano, com mais de 700 anos, senão mais…e que não havia nenhuma história em África, tanto quanto eu sabia”.
Assim foi como a sua curiosidade por África cresceu. Os seus estudos e escritos acerca do continente estavam para absorver os últimos dois terços dos seus 95 anos que marcaram a sua passagem pela terra, que começou no dia 9 de Novembro de 1914 e terminou no dia 9 de Julho de 2010.
Ao procurar provar que África tinha uma rica História pré colonial, Basil Davidson escreveu numerosos livros, que incluíam estudos sobre os antigos reinos do Egipto, de Kush, de Nok, sobre culturas e impérios do Mali, Ghana, Songhai. Tudo isto consta de livros como “A redescoberta da velha África”, “Mãe África”, o “Passado africano e os africanos”.
Davidson escreveu sobre a ruptura dos impérios africanos, forçados a entrar num ciclo de nações-Estados, tendo questionado se “deve a África renovar a proliferação de nações e as disputas nacionalistas…os povos africanos tinham seguido, no passado, o seu próprio caminho, e nada indica que não venham fazê-lo novamente de forma construtiva e criativa”. Mas a África não seguiu o seu velho caminho, antes optou por aquilo que foi ditado pelas as suas antigas potências coloniais. Davidson sentiu-se atormentado com esta perspectiva.
Ao analisar a tragédia do continente, especialmente nos anos de 1970 e 1980, lamentou que “o declínio de valores morais e políticos daqueles que clamavam falar em nome de África era tão rápido quanto generalizado”. Ao mesmo tempo que reconhecia a imensa autoridade moral de líderes como Julius Nyerere, Basil Davidson notou em líderes como Samuel Doe, da Libéria, Ibrahim Babangida, da Nigéria, Idi Amin, do Uganda, Jean Bedel Bokassa, da República Centro-Africana, e Macias Nguema da Guiné-Equatorial o que chegou a caracterizar como “um fenómeno excessivamente patológico que apareceu no período colonial e pós colonial jogado por individualidades que tinham a autoridade e carisma para chegarem ao poder, mas sem a sabedoria para controlá-lo.
Tais figuras agarraram-se ao poder e surgiu a ambição, quer por mais poder, quer pelos seus frutos”.
Um dos seus legados duradoiros foi a forma documentada como retratou a luta de libertação nas colónias portuguesas, as lições para África e o que se pôde aprender com a teoria da guerra popular. Por exemplo, ele tinha descrito uma acção audaciosa desencadeada por combatentes do então movimento PAIGC no aeroporto de Bissau, numa altura em que as autoridades coloniais portuguesas tinham fortificado as áreas circundantes do aeroporto com vedações e campos minados. O movimento conseguiu destruir aviões que se encontravam na placa aeroportuária, nos hangares, sem que tivessem provocado danos humanos. Uma das lições, do audacioso ataque, dizia Davidson, era que a invulnerabilidade estava do lado da guerrilha e não do lado colonial.
Basil Davidson defendia que “todas as guerras eram perversas”, mas que “uma bem dirigida guerra de auto-defesa” – distinta de qualquer acto terrorista – pode resultar em ganhos, mesmo em circunstâncias mais adversas”.
O historiador britânico advogava que uma ideologia de libertação não pode ser desenvolvida sem “a potencialidade da consciencialização de um povo, num específico tempo e determinado lugar”. Basil Davidson, com as suas obras “O fardo do homem negro”, a “Causa do povo: uma história de guerrilhas em África”, “As cidades perdidas de África”, “África Ocidental antes da era colonial: uma história até 1850”, “África” (que veio a ser adaptada em série televisiva) e “África na História”, plantou o seu legado no solo africano e no mundo intelectual.
Owei Lakemfa
Governo «sem evidência» de envolvimento de funcionários em caso de suborno
O ministro moçambicano da Agricultura, Soares Nhaca, disse hoje não ter “nenhuma evidência” de que funcionários governamentais tenham recebido subornos para permitir a entrada de multinacionais do sector do tabaco em Moçambique.
Segundo a imprensa moçambicana, altos funcionários do Ministério da Agricultura moçambicano e um antigo governador provincial são indiciados nos EUA por terem, alegadamente aceite “luvas” para beneficiar multinacionais do sector do tabaco, em Tete, centro de Moçambique.
“Não tenho nenhuma evidência. É a primeira vez que sou confrontado com esta informação. Preciso visitar as correspondências que recebi” nos últimos tempos, disse hoje Soares Nhaca.
De acordo com o semanário moçambicano Savana, os “factos constam de uma queixa-crime apresentada pela Comissão de Valores Imobiliários dos EUA, a Securities and Exchange Commission, contra a companhia Universal, a empresa mãe da Mozambique Leaf Tobacco”.
“Alega-se que durante vários anos a Universal pagou (por instrução da Universal Leaf Africa) aproximadamente 165 mil dólares a entidades governamentais moçambicanas e/ou seus familiares para receber tratamento preferencial em vários negócios envolvendo o tabaco”, notícia o semanário editado em Maputo.
“A Universal, através da sua subsidiária, foi a companhia envolvida em actos de corrupção e suborno em Moçambique. A queixa-crime alega que a partir de Março de 2004 e até aproximadamente Setembro de 2007, subsidiárias da Universal pagaram aproximadamente 165 mil dólares a cinco funcionários do governo moçambicano e/ou seus familiares, por ordem e autorização da Universal Leaf Africa”, adianta o jornal.
Aliás, “a documentação alega que um governador provincial teria sido subornado no processo”, diz o Savana, a propósito de pagamentos na ordem dos milhares de dólares.
O titular da pasta da Agricultura de Moçambique assinalou que “nunca” foi contactado pelas tabaqueiras, nem pela Comissão que fiscaliza as actividades das empresas transacionadas na Bolsa de Valores norte-americana.
Na sexta-feira, dia em que a queixa-crime era formalizada em tribunal, “a Universal anunciava em comunicado ter aceite pagar um agregado de 8,95 milhões de dólares em multas ao Departamento de Justiça e à Security and Exchange Commission”, escreve a publicação.
“Segundo elementos na posse do Savana, a 26 de Março de 2004 A Universal Leaf Africa efetuou o primeiro dos dois pagamentos de dez mil dólares à mulher de um alto funcionário do Ministério da Agricultura” de Moçambique, que “ocupava um relevante cargo de direcção”.
Soares Nhaca reconheceu que o setor do tabaco em Moçambique “é uma indústria com problemas”, nomeadamente na classificação do tabaco, no preço aplicado pelas empresas aos produtores, pelo que, em breve, vai ser realizado um encontro com os responsáveis do ramo para debater o assunto.
NOTÍCIAS LUSÓFONAS – 16.08.2010
Guiné-Bissau, país sem autoridade suprema
Os guineenses já deviam ter aprendido com os outros, se é que têm vontade de o fazer, como mudar as coisas para melhor
Em verdade, tudo ainda está por fazer na Guiné-Bissau, desde as vias de comunicação, a instalação do sistema de esgotos, o fornecimento regular de energia eléctrica e água, passando pela recuperação dos diques nos terrenos de cultivo de arroz, em vez de estar a importá-lo, mas de pior qualidade nos países asiáticos para o abastecimento do mercado interno. O país poderá hipotecar irremediavelmente o seu futuro em termos do desenvolvimento sustentável se não apostar seriamente na agricultura e na indústria de transformação. Nos últimos anos, o país tem enveredado por uma nefasta política agrícola que consiste na plantação de cajueiros em todo o território nacional, ocupando praticamente 60% do terreno arável.
A Guiné é mais pequena que o Alentejo, pelo que não se pode dar ao luxo de infestar a quase totalidade do seu território de árvores que não deixam crescer as ervas à sua volta nem outras espécies de árvores e diferentes culturas, além de empobrecer o solo.
Se é verdade que a economia da Guiné depende exclusivamente de exportação de castanhas de caju, também é óbvio que só com a redução substancial dos cajueiros é que permitirá a diversificação necessária na agricultura e a criação de postos de trabalho, evitando deste modo a fuga de gente do campo para cidade, mas sem nenhuma perspectiva de melhores condições de vida. A desenfreada plantação de cajueiros sem o mínimo de controlo tem efeito perverso na produtividade do país. O cajueiro é uma árvore que não precisa de tratamento, produz uma vez por ano e num período de três meses faz-se toda a colheita de castanhas, depois disso, o trabalho é só para o próximo ano. O excesso de plantação de cajueiros e o abate indiscriminado de outras árvores para a extracção de madeira bem como para obtenção de carvão de cozinha não só afectam negativamente o ecossistema, como também expõem o país à desertificação. A Guiné enferma de muitos males, mas fazendo da agricultura a força motriz do seu desenvolvimento e a reforma do sector de defesa como condição sine qua non para a estabilidade, poderá sem dúvida caminhar para a realização dos sonhos de uma Guiné melhor ainda por concretizar.
As forças armadas não podem ser transformadas em tabanca tribal e muito menos a Guiné-Bissau. Aliás, o sector da defesa requer uma profunda reestruturação, conferindo-lhe o equilíbrio étnico na sua futura composição, reduzindo o número dos seus efectivos às reais necessidades do país. No período de paz, os militares devem receber a preparação para o desempenho de actividades de carácter social, tais como a abertura de novas estradas, a manutenção das antigas, o salvamento aos náufragos, entre outras de interesse público, em vez de inutilmente desperdiçarem tempo nos quartéis.
A reforma das forças armadas, submetidas ao poder político em termos constitucionais, já devia ter sido feita há muito mais tempo, evitando assim a sua instrumentalização político-tribal por parte de alguns partidos e políticos sem escrúpulos. Mas o único culpado pelo seu adiamento sine die é o PAIGC, que, depois de terminada a guerra da independência, fez dos antigos guerrilheiros a guarda pretoriana do regime de terror instalado, cujos efeitos ainda se fazem sentir até hoje.
O envio da força de estabilização à Guiné, saudado pela esmagadora maioria dos guineenses, porque não se trata de uma força de ocupação, virá ajudar o país a sair da periclitante situação em que se encontra, ao contrário do que apregoam os profetas da desgraça, especialistas de agitação nas casernas, com o intuito de manter o statu quo em seu próprio benefício.
A Guiné-Bissau não pode continuar a sobreviver a expensas da comunidade internacional e, por outro lado, recusar o seu apoio para a criação de condições com vista ao desenvolvimento que irá libertá-la de total dependência de terceiros, como tem sido até agora. É bom que os espíritos inquietos, em desespero de causa, compreendam que ninguém estará interessado numa caixa de Pandora em sua casa. A meu ver, a ida de militares estrangeiros à Guiné só peca por tardia, porque é uma grande oportunidade de que o país dispõe para se libertar das amarras que o têm condicionado de há muito a esta parte, impedindo os necessários investimentos de capital estrangeiro e a consequente criação de empregos.
Não sei se os guineenses têm noção exacta sobre o país que são. Trinta e seis anos de independência são muito tempo nos dias que decorrem. Ora, as transformações que ocorrem na história da humanidade, já não são de cem em cem anos, mas sim, de cinco em cinco, às vezes até menos. Os guineenses já deviam ter aprendido com os outros, se é que têm vontade de o fazer, como mudar as coisas para melhor. Não podem ficar ansiosamente à espera pelos acontecimentos milagrosos. Pois, devem ser eles próprios agentes de mudança.
Depois de tantos anos a praticar uma política desastrosa, os eternos governantes ainda não chegaram à conclusão de que é preciso mudar de política que nunca serviu os interesses do país. É demasiado evidente que o PAIGC não tem projecto de desenvolvimento para a Guiné, mas continua agarrado ao poder como meio de sobrevivência dos seus dirigentes, eliminando uns aos outros para ocupar lugares que lhes proporcionem uma vida melhor, ignorando o sofrimento do povo. Continuam orgulhosamente mergulhados no seu pretenso know-how. Aliás, o presidente Malam Bacai Sanha justificou a nomeação de António Injai para chefe de Estado-Maior das Forças Armadas como acto de soberania, desprezando o princípio que rege o verdadeiro Estado soberano perante os seus indispensáveis parceiros internacionais na via do desenvolvimento.
Pois bem, a independência e a soberania são dois conceitos associados, todavia ambos de significado diferente. A Guiné é um país independente, isto é, não está subordinada à antiga potência colonial; contudo não se pode considerar soberana na verdadeira acepção do termo. Se não vejamos: um país soberano é aquele que tem autoridade suprema que se impõe em momentos oportunos, caso necessário e fazendo-se respeitar. A Guiné não está em condições de exercer a soberania sobre a sua zona económica exclusiva; o país não consegue ter o controlo sobre o seu espaço aéreo, que está permanentemente a ser violado, o mesmo acontece com as suas fronteiras terrestres. Onde é que está a soberania de um país que depende quase exclusivamente do exterior para a sustentação dos seus militares, que estão na base de permanente instabilidade, desrespeitando autoridade dos seus superiores hierárquicos, ou seja, a soberania da nação a que devem obediência?
Associação Guineense de Solidariedade Social
PÚBLICO – 16.08.2010
Tuesday, 17 August 2010
What's Holding Back the Hiring?

What's Holding Back the Hiring?
by Jim Powell
Jim Powell, a senior fellow at the Cato Institute, is the author of FDR's Folly, Wilson's War, Bully Boy, Greatest Emancipations and The Triumph of Liberty.
Added to cato.org on August 10, 2010
This article appeared in Investor's Business Daily on August 9, 2010.
Obama's top 10 job killers include:
Executive orders and regulations promoting compulsory unionism.
By gaining a bargaining monopoly in workplaces, labor unions have negotiated above-market compensation and benefits for their members, which has driven governments toward bankruptcy, priced unionized businesses out of markets and destroyed jobs.
Although Obama's card-check legislative initiative (to eliminate the secret ballot in union certification elections) stalled in Congress, he has pushed compulsory unionism by other means.
For example, in January 2009, Obama issued executive order 13496 promoting compulsory unionism among government contractors. The next month, he issued executive order 13502 requiring compulsory unionism for federal construction projects.
Jim Powell, a senior fellow at the Cato Institute, is the author of FDR's Folly, Wilson's War, Bully Boy, Greatest Emancipations and The Triumph of Liberty.
More by Jim PowellIn March, Obama named Craig Becker to the National Labor Relations Board. Becker, formerly an attorney for the AFL-CIO and Service Employees International Union, is pushing the NLRB to rewrite union certification rules, making it easier for unions to gain a bargaining monopoly in workplaces — which would destroy more jobs .
Obama's forced restructuring of GM.
The administration trashed established principles of bankruptcy law to give the United Auto Workers a sweetheart deal and subvert the rights of bondholders. The union had $20 billion of claims and was awarded a 39% stake in the company plus a $10 billion payment into the UAW health care trust fund. The bondholders had $27 billion of claims and ended up with only 10% of the company.
The administration's abuse of power discourages investors from making capital available to companies that might be targeted for government intervention. Investors could demand a substantial risk premium when considering bonds issued by unionized companies that Obama favors.
Patient Protection and Affordable Health Care Act of 2010 (ObamaCare).
According to the congressional Joint Committee on Taxation, ObamaCare will hike taxes an estimated $15.2 billion, and the middle class will get whacked. We've already seen health insurance premiums go up because of costly ObamaCare mandates, which means less money available for spending on other things.
Moreover, employer mandates, taxes and penalties will reduce funds available for private-sector hiring. The mandates, taxes and penalties kick in when an employer has more than 50 employees, and they apply to all employees, so one effect of the law is to discourage small businesses — which create most American jobs — from hiring more than 50 people.
If a business has 45 employees and it needs to hire eight more people for a total of 53 employees, but it doesn't offer health insurance or its insurance plan doesn't satisfy the latest ObamaCare regulations, hiring those eight additional people would entail a $2,000 penalty for each of the 53 employees — a total of $106,000!
Many other provisions are likely to have unintended consequences, as well. The 2.5% excise tax on high-tech companies that produce pacemakers, heart valves, stents, defibrillators and other medical devices that help improve the quality of life or save lives is an estimated $20 billion hit. Anything that increases the cost of doing business is bad for jobs.
Extension of unemployment benefits to 99 weeks — almost two years!
By reducing the cost of not working, unemployment benefits undermine incentives to find work. Often, when people lose their jobs in a declining industry, they really need to make some kind of career switch rather than delay adapting to new circumstances. Many studies show that extending unemployment benefits tends to prolong high unemployment.
Also, since unemployment benefits are substantially paid for by taxing employers, the more generous the benefits, the higher the unemployment taxes and the fewer people employers can afford to hire.
One might ask: If it's a good idea to offer unemployment benefits for 99 weeks, why wouldn't five, 10 or 20 years be better? Or suppose unemployment benefits were more generous, perhaps $100,000 per year: How eager would unemployed people be to find jobs then?
American Recovery & Reinvestment Act of 2009.
By spending some $787 billion on government jobs — mainly in sectors and states with low unemployment rates — the law did virtually nothing to stimulate private-sector employment. On the contrary, the enormous cost of the act put upward pressure on taxes.
Unnecessarily high taxes meant that individuals had less money for spending and private-sector employers had less money for hiring. The act also included an extension of unemployment benefits, reducing incentives for people to find a job quickly.
Minimum wage laws.
By requiring employers to pay people more than they're worth in terms of marketable skills and experience, minimum wage laws discourage hiring. The federal minimum wage has been increased three times in four years, including the July 2009 hike to $7.25 per hour. Obama could have asked Congress to lower or abolish the minimum wage.
Such laws are devastating for individuals with few marketable skills and limited experience — especially teenagers and minorities. But union bosses love minimum wage laws because they eliminate price competition on the low end of labor markets.
People who favor minimum wage laws tend to confuse a wage rate with income: People take home more money when they're employed at a market rate than when they're unemployed at an above-market rate. Imagine how much more unemployment there would be if minimum wage laws made it illegal for employers to pay people less than $100,000. Everyone whose services were worth less than that would be out of work.
Restoring American Financial Stability Act of 2010.
This 1,408-page financial "reform" act is likely to backfire in many ways. It authorizes 11 different federal regulatory agencies to issue 243 bureaucratic regulations that could run to thousands of pages in the Federal Register, creating tremendous uncertainty for investors and employers.
Decisions about investment and hiring will be delayed for quite a while — with millions of Americans out of work — until all the regulations are issued, and it becomes apparent what their impact will be.
For example, the law will probably increase the cost of buying derivatives to hedge the risks of exchanging a foreign currency for U.S. dollars, as when a product is made in the U.S., sold overseas and paid for in a foreign currency (like euros or yen). If the hedging cost is too high, more companies are likely to lay off American workers and transfer manufacturing offshore where products will be sold, so costs and revenues will be in the same currency.
Moratorium on offshore oil drilling.
If it is in effect for six months, it's estimated to throw some 12,000 people out of work nationwide and cost upward of $3 billion. The longer the moratorium on offshore drilling, the greater the job losses. A permanent stoppage of offshore oil drilling could destroy as many as 400,000 jobs.
Expiration of the Bush tax cuts.
Obama and Treasury Secretary Tim Geithner have favored letting these tax cuts expire for private-sector job creators — investors and entrepreneurs. Many families will be shocked to have to pay thousands of dollars more because of big hikes in personal income taxes, capital gains taxes, dividend taxes and death taxes (on assets already subject to personal income taxes, corporate taxes and capital gains taxes).
Perhaps hardest hit will be small business owners filing tax returns for subchapter S corporations, partnerships and proprietorships. By reducing the profitability of future investments, the decision to let the Bush tax cuts expire discourages investors from investing and employers from hiring.
Obama's runaway spending.
Investors know that ultimately higher spending must be paid for with higher taxes that will reduce the after-tax return on investment. Consequently, rather than making capital available now, many investors remain on the sidelines, and many businesses are sitting on cash, waiting to see how high the taxes are going to be. The prospect of higher taxes is a major factor depressing private-sector job creation.
By increasing the cost of hiring people, increasing the cost of doing business, reducing after-tax returns from investment, and subsidizing unemployment, Obama is repeating FDR's misguided policies that prolonged high unemployment during the Great Depression.
Yoani Sánchez 's opinion
Freedom and Exchange in Communist Cuba
Yoani Sánchez is an independent blogger in Cuba, where she writes her blog, Generación Y.
Published on June 16, 2010
Fidel Castro's socialist revolution promised to satisfy the basic needs of the Cuban people, but the price demanded was the surrender of freedoms. The unthinking enthusiasm that greeted the beginning of the revolution helped pave the way for the disappearance of civil, political, and economic rights within a short period of time. Instead of a brighter future, misery in Cuba is widespread and the individual is vilified.
With the help of Soviet subsidies, state paternalism stripped citizens of their individual and community responsibilities, and established a sort of barter system between freedom and privileges. The state gave out job promotions, electrical appliances, housing, vacations, and other material goods and perks as rewards for obedience and in recognition of support of the government's priorities — including participation in political rallies, membership in the Communist Party, adherence to atheism, and so on. Cuban socialism has produced frustrated idealists and opportunists who support the system only out of a search for personal gain.
Since the collapse of the Soviet Union, the government has been buying time with the introduction in the 1990s of limited and short-lived reforms, whose reversals accelerated with the help of the Venezuelan government of Hugo Chávez. Raúl Castro, who replaced his brother Fidel as president, has only introduced cosmetic reform. An increasing number of Cubans are disillusioned with socialism and are demanding change. One of the tools that Cubans are now using to recover their freedom of expression and association is the Internet, which has quickly given rise to a community of cyber-dissidents, despite the Cuban government's efforts to make Internet use difficult. Now that the state is out of money and there are no more rights to exchange for benefits, the demand for freedom is on the rise.
To read full text please click here
TITLES FROM THE ECONOMIST
Monday August 16th 2010
Hello America
China's economy overtakes Japan's in real terms
Afghanistan: The burger king
General Petraeus announces a reprieve for fast food
British education: Grade inflation
The exam results posted by Bagehot's alma mater suggest that the tests are getting easier
American politics: Not his father's son
Rand Paul declares himself to be a conservative rather than a libertarian
Eastern Europe: Woodsmoke and seaweed
The Eastern approaches blog suggests some summer reading
Language: Of benders and bagels
Traps laid by the English language for the unwary
British politics: Classy
The appointment of a former Labour minister to think about social mobility is politically cunning
Online debate: Regulating pay
Is bosses' pay none of the government's business? Vote and comment today
Um mundo sem negros ?
Certamente estas informações já rodaram pela internet, mas é sempre bom termos a informação em nossas mentes e divulgá-las ao máximo.
Um grupo de brancos decidiu mudar-se para um mundo sem negros. Entraram por um túnel escuro para sair num novo lugar na América, onde qualquer traço do passado tinha desaparecido.Respiraram profundamente de alívio e exclamaram: EM FIM, nenhum negro! Mas logo, perceberam que esta nova América era somente uma
terra árida.
A boa agricultura sumiu, pois até então, o continente comia frutas, grãos e legumes, frutos do trabalho dos escravos negros nos campos. Não tinha cidades com arranha-céus, pois Alexandre Mills, um negro, inventou o elemento que garante a segurança dos elevadores. Sem tal invenção, não se poderia subir de um andar para o outro. Quase não tinha carros, pois Richard Spikes, um negro, inventou a transmissão automática. Joseph Gammel, um outro negro, inventou o sistema de alimentação para motores combustíveis internos, e um outro negro Garret A. Morgan inventou o semáforo que regula o trânsito. Não se encontrava os trens expressos urbanos, tramway, pois seu inventor foi o negro Elbert R. Robinson.
As ruas estavam sujas de lixo acumulado, pois Charles Brooks, um negro, inventou o varredor elétrico. Tinha poucas revistas e livros, pois o negro John Love inventou o apontador de lápis, o negro William Purvis inventou canetas esferográficas recarregáveis; e o negro Lee Burridge inventou a máquina de escrever, sem contar com o negro W. A. Lovette e sua nova impressora. William Barry inventou o carimbo manual e Phillip Downing, o caixa de correios. A relva era pálida e seca, pois o negro Joseph Smith inventou o regador mecânico, e o negro John Burr, o cortador de relva.
Quando entraram em suas casas, acharam-nas escuras, sem surpresa para nós, pois o negro Lewis Latimer inventou a lâmpada elétrica, o negro Michael Harvey a lanterna, o negro Grantville T. Woods o interruptor regulador automático. As casas estavam sujas, pois o negro Thomas W. Seteward inventou o varredor e o negro Lloyds P. Ray, a lixeira. As suas crianças estavam descalços, com roupas amassados e cabelos bagunçados, era de se esperar, pois o negro Jan E. Matzelinger inventou a máquina que dá forma a sapatos, o negro Walter Sammons, o penteador, a negra Sarah Boone inventou a tábua de repassar e o negro Georges T. Samon o secador de roupas. Ficaram com fome e queriam comer, sem chance, pois comida estragou por faltar uma geladeira da invenção do negro John Standard.
Não é estranho, um mundo moderno sem as contribuições dos negros?
Como dizia Martin Luther King. Jr., " saibam que ao se prepararem para sair para o trabalho, mais da metade das coisas que encontrem e de aparelhos que usem, foram inventados por negros."
Estas invenções foram feitas por indivíduos vitimas de exclusão, exploração e racismo.
Caros, tudo isso para somente ilustrar que a história dos negros não se resume a escravidão.
Mensagem do Presidente Obama por Ocasião do Ramadão
Obama deseja aos muçulmanos em todo o mundo um mês abençoado durante o Ramadão
CASA BRANCA
Gabinete do Secretário de Imprensa
11 de Agosto de 2010
Declaração do Presidente por Ocasião do Ramadão
Em nome do povo Americano, eu e Michelle queremos apresentar os nossos melhores votos aos muçulmanos na América e em todo o mundo. Ramadan Kareem.
O Ramadão é um período em que os muçulmanos do mundo inteiro reflectem acerca da sabedoria e da orientação que a fé nos traz e da responsabilidade que os seres humanos têm uns para com os outros e para com Deus. Esta é uma quadra em que as famílias se reúnem, os amigos organizam iftar e as refeições são partilhadas. Mas o Ramadão é também uma quadra de intensa devoção e reflexão, um período em que os muçulmanos jejuam durante o dia e oram à noite; em que os muçulmanos apoiam os outros para que haja oportunidade e prosperidade para todos em toda a parte. Porque todos nós devemos lembrar-nos de que o mundo que queremos construir e as mudanças que queremos fazer começam nos nossos corações, nas nossas comunidades.
Estes rituais recordam-nos os princípios que temos em comum e o papel do Islão para fazer avançar a justiça, o progresso, a tolerância e a dignidade de todos os seres humanos. O Ramadão é uma celebração de uma religião conhecida por grande diversidade e igualdade racial. E aqui nos Estados Unidos, o Ramadão lembra que o Islão sempre fez parte da América e que os muçulmanos americanos deram contributos extraordinários para o nosso país. E hoje, quero apresentar os meus melhores votos ao um bilião e meio de muçulmanos em todo o mundo, aos seus familiares e amigos ao iniciarem o Ramadão.
Conto organizar um jantar de Iftar celebrando o Ramadão aqui na Casa Branca, mais tarde nesta semana e desejo-vos um mês cheio de bênçãos.
Que a paz do Senhor seja convosco.
Três estradas passam a privados
OS troços Maputo-Maxixe, Beira-Machipanda e Vanduzi-Changara, recentemente intervencionados pelo Estado, serão geridos em regime de concessão, como forma de garantir a sua manutenção permanente e propiciando, desta forma, melhores condições de circulação e segurança rodoviária.
Para o efeito, a Administração Nacional de Estradas e o Fundo de Estradas acabam de lançar um concurso público para a concessão daquelas vias, parte das principais de que o país dispõe. (notícias)
Corrupção:
Governo diz que não tem dados sobre suborno de funcionários por tabaqueiras americanas
O ministro moçambicano da Agricultura, Soares Nhaca, disse hoje (segunda-feira) à Lusa não ter nenhuma evidência de que funcionários governamentais tenham recebido subornos para permitir a entrada de multinacionais do sector do tabaco em Moçambique.
Segundo a imprensa moçambicana, altos funcionários do Ministério da Agricultura moçambicano e um antigo governador provincial são indiciados nos Estados Unidos por terem, alegadamente aceite "luvas" para beneficiar multinacionais do sector do tabaco, em Tete, centro de Moçambique. (RM)
“Há petróleo na Bacia do Rovuma”, anuncia Ministra dos Recursos Minerais
A Anadarko Petroleum Corp, uma companhia norte-americana com sede no Texas, acaba de descobrir a presença de petróleo na Bacia do Rovuma, norte de Moçambique. A Ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, afirmou tratar-se de uma presença técnica, pois a descoberta carece ainda de uma aturada avaliação, que determinará se o país estará perante um recurso susceptível de comercialização. (RM)
Petroleo em Mocambique?
O Jovem historiador e consultor de comunicação, o Dr Vaz, concedeu uma entrevista a BBC comentando sobre a mais nova descoberta de petróleo em Moçambique, entrevistado pela mana Zenaida ....
Vejam aqui:
http://www.bbc.co.uk/mediaselector/ondemand/portugueseafrica/meta/tx/portugueseafrica_journalmanha?bgc=003399&lang=pt&nbram=1&nbwm=1&ms3=6&ms_javascript=true&bbcws=1&size=au
Abraços.
Monday, 16 August 2010
"A arrogância dos dirigentes substituiu a lei e o respeito em Moçambique"
– afirma Alice Mabota
Em Moçambique, a arrogância que vem sendo demonstrada pelos dirigentes está a substituir a própria lei e o respeito pelos moçambicanos. Este facto faz com que alguns dirigentes passem por cima da lei, sentindo-se donos de tudo e de todos. Quem o afirma é a presidente da Liga dos Direitos Humanos. Alice Mabota, um dos rostos mais visíveis da sociedade civil moçambicana.
Alice Mabota fez essa declaração quando falava há dias ao Canalmoz sobre a “estranha” detenção do líder do Fórum dos Desmobilizados de Guerra, Hermínio dos Santos. Este aguarda em liberdade pelo julgamento que “sem explicações plausíveis” acabou sendo adiado para o próximo dia 18 de Agosto corrente, depois de amanhã, quarta-feira.
Numa novela atípica, em que o actor principal é o Ministério do Interior, na pessoa do ministro José Pacheco e do Comandante Geral da PRM, Jorge Khalau, o líder dos desmobilizados é acusado de crimes de desobediência qualificada e ameaças ao Estado. Questionámos à presidente da LDH se havia alguma legalidade na detenção de Hermínio dos Santos, ao que esta, sem palavras a medir, disse que Moçambique não é propriamente um país recomendado quando o assunto for legalidade e justiça.
Na estranha detenção de Hermínio dos Santos, Alice Mabota critica aquilo que considera de “postura arrogante do ministro do Interior”, José Pacheco, quando este afirmou que o batalhão de agentes da lei e ordem que tinham cercado a casa do líder dos desmobilizados tinha como função garantir a sua protecção, facto que não veio a acontecer porque, Dos Santos acabou sendo detido.
Sem papas na língua, Mabota afirma que “o ministro do Interior, senhor Pacheco, foi muito arrogante. Tem toda essa arrogância porque tem protecção do Comité Central da Frelimo. É uma arrogância que não se compadece com os princípios de um estado de direito democrático. A arrogância demonstrada vem mostrar que na óptica do MINT, nem todos os moçambicanos são iguais perante a lei”.
Mas Mabota disse que a Liga dos Direitos Humanos está de olho no “caso Hermínio dos Santos” e será dada toda protecção ao líder dos Desmobilizados de Guerra. “Estamos a prestar o nosso apoio. O processo está com a Liga e vamos até às últimas consequências. Esta é a nossa tarefa como Liga dos Direitos Humanos”, disse Alice Mabota.
“Atingimos o ponto crítico”
Aproveitámos a ocasião para pedir alguns comentários da presidente da Liga sobre os baleamentos de que os agentes da Lei o Ordem têm sido vítimas.
Alice Mabota diz que tudo passa por uma questão de reorganização da polícia, porque, segundo ela, há muita coisa que anda mal. “Atingimos o ponto crítico. Temos uma polícia que é para nos defender e essa mesma polícia é baleada. Atingimos o ponto crítico da incapacidade e do azedar de relações dentro da própria polícia”, conclui a presidente da LDH.
Segundo afirmou, a polícia deve reorganizar-se e repensar o que são as suas estratégias de acção. Porque não tem explicação que o Comandante-Geral venha a público dizer que o crime assim como os criminosos têm dias contados e meia volta aparecem agentes da polícia a serem mortalmente baleados.
Mabota relacionou os factos para criticar a forma como são usados os meios policiais. Disse não ser compreensível que a Força de Intervenção Rápida e agentes da PRM, que deviam garantir protecção aos cidadãos, vigiem um cidadão (líder do Fórum dos Desmobilizados de Guerra) que quer usufruir dos seus direitos.
Fonte: Canalmoz
África do Sul: Oposição sul-africana une-se para desafiar ANC
Dois partidos da oposição na África do Sul anunciaram que se vão juntar para tentar formar uma frente unida contra o Congresso Nacional Africano, o ANC, no poder.
O Partido Democrata, um pequeno partido do actual panorama político sul-africano decidiu unir-se à Aliança Democrática, o maior partido da oposição, no âmbito de um ambicioso plano político que pretende desafiar o poder do ANC.
Casos de corrupção, divisões internas e queixas de muitos eleitores de que as promessas do governo continuam por cumprir estão a deixar o ANC políticamente mais vulnerável a ataques.
Apesar de liderar a oposição, a Aliança Democrática goza de apoio essencialmente de eleitores brancos na Cidade do Cabo e arredores.
Nova base de apoio
Agora, o partido de Helen Zille procura extender a base de apoio a outros eleitores.
Ao unir-se ao Partido Democrata, uma formação independente, a Aliança Democrática faz isso mesmo, pois aquela pequena formação independente é em grande parte apoiada por eleitores de várias etnias.
Esta coligação continua a não representar nenhum tipo de ameaça real ao partido no poder, mas aponta na direcção de futuras uniões, nomeadamente entre a Aliança Democrática e o Cope, o Congresso do Povo, partido nascido de uma cisão no seio do ANC antes das últimas eleições gerais.
Apesar das divisões internas que também surgiram no Cope após o pleito do ano passado, no qual conquistou 7,5por cento dos votos, o partido liderado por Mosiuoa Lekota pode ajudar a formar uma oposição mais diversificada e mais séria a um ANC que, dadas as suas credenciais de partido libertador, continua por enquanto como força dominante na África do Sul.
Fonte: BBC
Western Canadian Music Award 2010 NomineesCategory: World Recording of the Year
Alpha YaYa Diallo – Immé – B.C.
Bomba – Cuatro Caminos – AB
Casimiro Nhussi – Makonde – MB
George Koufogiannakis – Generations – Greek Oud Jazz – AB
Ivan Tucakov and Tambura Rasa – Tambura Rasa Beats – B.C.
http://breakoutwest.ca/awards/--
http://breakoutwest.ca/awards/
Observações por Leslie V. Rowe
Embaixadora dos E.U.A. para Moçambique
Cerimónia de Encerramento do Exercício Militar Conjunto 2010
Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010
Sua Excelência Major General Chongo,
Major General Garrett, Colonel Whitman
Representantes do governo de Moçambique e dos governos locais da Moamba e de Boane;
Membros das Forças Armadas de Moçambique
And all of my colleagues in the Marines, Army, Air Force and Navy of the United States
Minhas senhoras e os meus senhores;
Bom dia.
É com grande prazer que represento hoje o povo americano e o nosso Presidente Barak Obama e que participo na conclusão deste evento histórico – o Exercício Militar Conjunto. Este talvez seja o maior exercício de militares para militares que os Estados Unidos realizaram nesta região. Isto indica-me o sucesso e potencial da nossa parceria com Moçambique.
Muitos outros eventos culminaram neste dia – a visita de dois navios da Marinha dos Estados Unidos no início do ano, muitas acções de formação sobre operações de manutenção de paz, doações de barcos, equipamento de rádio, unidades de primeiros socorros, e a construção de uma rede de radares. Todos estes eventos têm como objectivo apoiar Moçambique, a controlar melhor o seu espaço terrestre, marítimo e aéreo. O dia de hoje representa a conclusão de mais um nível da nossa parceria e amizade com Moçambique.
Em 2008, o Governo de Moçambique indicou que o país desejava aumentar o nível de participação em missões de manutenção de paz. Aplaudimos a contribuição de Moçambique para os esforços passados no Burundi, Timor Leste e otros paises, mostrando a vontade do país, de ajudar as outras nações nas suas horas de necessidade. Acreditamos que Moçambique se encontra unicamente situado, para este tipo de papel, e a vossa capacidade continua a crescer. A nossa parceria na formação e preparação percorreu um caminho longo, desde esses primeiros tempos.
As forças armadas de uma nação democrática são estabelecidas, para preservar e defender a segurança, interesses nacionais e integridade democrática dessa nação, da forma determinada pela sua constituição. África precisa de forças armadas capazes e bem treinadas, que respeitam o estado de direito e apoiam o processo democrático.
Congratulamos as Forças Armadas de Defesa de Moçambique, por continuarem a ser um exemplo para os seus vizinhos. É com prazer que somos seus parceiros nesse esforço. É grande o potencial de Moçambique para aumentar a sua liderança na região, e gostaria de reconhecer os oficiais que participaram em formações passadas e neste exercício extenso. Serão a espinha dorsal da capacidade de manutenção da paz de Moçambique no futuro.
Todas as actividades conduzidas durante o Exercício Militar Conjunto ajudarão Moçambique a ser mais capaz de assistir outros países quando os problemas ameaçarem a sua paz. E as mesmas capacidades ajudarão Moçambique a manter-se mais livre das ameaças à sua própria segurança, como a pesca ilegal, o tráfico de drogas e pessoas, ou mesmo a ameaça de pirataria. Mais de $38 (trinta e oito) milhões de dólares em peixe são roubados das águas de Moçambique todos os anos. Esta perda é mais do que financeira. E também a perda de controlo sobre o futuro de Moçambique e a sua capacidade de lutar eficazmente contra a pobreza no país. As actividades de tráfico ilegal representam uma ameaça ainda maior.
Este exercício era o próximo passo mais lógico numa parceria sólida a longo prazo e multifacetada entre os militares de Moçambique e dos Estados Unidos. E o sucesso destas actividades dá-nos esperança quanto ao nosso futuro como parceiros na promoção da segurança regional. Portanto a cerimónia de hoje é significativa porque reconhecemos que a segurança global exige cooperação global. Temos perante nós as provas de que, quando trabalhamos juntos, a nossa parceria pode trazer benefícios concretos a indivíduos, comunidades, e às nossas nações. Centenas de membros de ambas as nossas forças armadas treinaram, e realizaram exercícios militares em conjunto, e partilharam as suas experiências.
Também juntaram-se na prestação de cuidados médicos às comunidades próximas, reabilitaram duas escolas, e realizaram outras actividades de apoio e benefício às comunidades. Talvez acabem por ser esses, os aspectos que vão ser relembrados acerca deste exercício. Gostaria também de congratular os líderes e habitantes de Moamba, Boane, Temba e Sabie e as ONGs que fizeram parte desta grande equipa de fornecimento de serviços importantes às comunidades.
Estamos com Moçambique para mostrar o nosso apoio, às metas do seu governo na utilização das vossas novas capacidades, num papel mais preponderante na África Austral. A conclusão deste exercício constitui prova do nosso empenho em fortalecer a parceria e amizade com as Forcas Armadas de Moçambique para que possam realizar a sua importante missão. Muito obrigada.
Estatutos da Comissão Nacional dos Direitos Humanos contrariam Princípios de Paris
DIREITOS HUMANOS
Maputo (Canalmoz) - Está previsto para ter lugar em Maputo esta semana um seminário relacionado com a Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH). A Lei n.º 33/2009, que cria a CNDH, foi aprovada pela Assembleia da República a 21 de Julho de 2009, tendo sido promulgada pelo presidente da República cinco meses depois, a 22 de Dezembro de 2009. Entrou em vigor 90 dias após a sua promulgação, isto é, em Março de 2010.
A CNDH tem como funções a promoção, protecção e defesa dos direitos humanos no País através de programas de educação sobre direitos humanos. A Comissão deverá colaborar com as autoridades competentes na adopção de medidas no âmbito da assistência jurídica e judiciária aos cidadãos financeiramente desfavorecidos em causas relativas à violação dos direitos humanos.
Uma outra função da CNDH diz respeito à elaboração de propostas de lei visando a harmonização das normas regionais e internacionais sobre direitos humanos no ordenamento jurídico moçambicano. Insere-se neste âmbito o Protocolo de Roma e instrumentos vários da União Africana que o actual governo moçambicano tem mostrado reticências em ratificar para depois harmonizá-los com a legislação nacional.
A Lei n.º 33/2009 determina que a CNDH tem como membros quatro representantes da sociedade civil; três personalidades ligadas aos sectores da educação, da justiça e da saúde, designadas pelo primeiro-ministro, ouvidos os ministros de tutela; três personalidades com conhecimento ou experiência em matérias relacionadas com a promoção e defesa dos direitos humanos, eleitos pela Assembleia da República de acordo com o princípio de representatividade parlamentar; e ainda um representante da Ordem dos Advogados de Moçambique. Isto confere, à partida, preponderância a personalidades afectas ao regime no poder, o que contraria o espírito e a letra dos Princípios de Paris que exigem a independência dos membros da CNDH relativamente ao governo.
(Redacção)