Cerimónia de Abertura do Exercício Shared Accord 2010
CONVITE
EVENTO: Cerimónia de Abertura do Exercício SHARED ACCORD 2010 (Exercício Militar Conjunto e Combinado sobre as Operações de Apoio à Paz e Assistência Humanitária entre as Forças Armadas de Moçambique e dos Estados Unidos da América).
DATA: Terça-feira, 3 de Agosto de 2010
HORA: 07:30 (partida para Moamba)
LOCAL: Quartel da Moamba.
INFORMAÇÃO Importante
Os Serviços de Imprensa da Embaixada dos E.U.A. gostariam de relembrar aos órgãos de informação que ainda não fizeram o registo dos seus jornalistas para credenciação junto destes Serviços, o favor de o fazerem até às 12 horas de hoje, 2 de Agosto de 2010. Por motivos organizacionais, o acesso aos locais do Exercício SHARED ACCORD 2010 só será permitido aos jornalistas credenciados.
A Embaixada providenciará transporte, de ida e volta, que sairá dos seus Serviços de Imprensa na Av. Mao Tsé Tung, 542, às 07:30 em ponto. Para efeitos de transporte, solicitamos aos jornalistas de Maputo o favor de nos contactarem através dos números 21 49 19 16 // 84 328 6410 (Ângelo) ou 84 3198711 (Manuel).
Maputo, 2 de Agosto de 2010.
Monday, 2 August 2010
C O N V I T E // I N F O R M A Ç Ã O
Thursday, 29 July 2010
A Opinião de Greg Carr
50.º aniversário do Parque Nacional da Gorongosa (1960 – 2010)
Chitengo (Canalmoz) - Como todos sabemos, a Terra foi formada há 4.500 milhões de anos. Há 1.000 milhões de anos apareceram as primeiras formas de vida multi-celular. Em seguida, apareceram as plantas terrestres. E depois os insectos, os répteis, os mamíferos e os pássaros.
Há 200.000 anos foi a vez dos primeiros humanos semelhantes a nós caminharem na Terra.
Nós, seres humanos, os últimos a habitar o nosso planeta, contamos com 6.800 milhões de indivíduos. Haverão, pelo menos, 9.000 milhões de seres humanos até meados do presente século. E em relação à população das outras espécies?
À medida que a população humana aumenta, diminui o número das outras espécies. Porquê?
Primeiro: a destruição do habitat natural – os ecossistemas naturais estão a desaparecer, e a dar lugar à expansão de aglomerados urbanos e suburbanos, à silvicultura comercial, à agricultura comercial, à sobrecarga dos solos, ao uso excessivo de queimadas, à erosão do solo e à exploração mineira.
O aquecimento global está a provocar mudanças nos habitats. As espécies mais vulneráveis estão em risco de extinção e as espécies que dependem destas serão igualmente extintas, como que em forma de espiral da morte. Os cientistas estimam que poderemos perder 25% de todas as espécies, ainda neste século (plantas e animais).
Podemos inferir que todos os seres humanos estão a obter benefícios à medida que dominamos o planeta?
– Não.
Pelo menos 2.000 milhões de pessoas, do total de 2.500 milhões de pessoas que se adicionarão às actuais, estarão entre as camadas mais pobres das populações desfavorecidas, pessoas que vivem com menos de 2 dólares por dia – são estas as mais vulneráveis à perda de habitats, às variações climáticas, às inundações, às secas, e aos solos empobrecidos.
O Ecossistema da Grande Gorongosa é um microcosmo da história do nosso planeta. As comunidades locais estão entre as mais pobres do mundo.
O nosso ecossistema está ameaçado pela desflorestação, a diminuição e poluição das bacias hidrográficas, o desaparecimento de espécies, e a degradação das terras agrícolas.
Cinquentenário do PNG e sua Restauração
O Parque da Gorongosa – um tesouro mundial de biodiversidade – celebra, este ano, 50 anos.
Se a Gorongosa e outras reservas naturais por todo o mundo florescerem, poderão vir a desempenhar um papel preponderante no que respeita à protecção das espécies e respectivos habitats, de modo a não termos necessariamente de perder um quarto das espécies terrestres neste século.
No entanto, adoptámos uma nova filosofia relativamente aos parques nacionais que difere daquela vigente há 50 anos. Agora, reconhecemos que um parque nacional deve ajudar os seres humanos que residem nas suas redondezas e não apenas preservar a natureza.
A parceria público-privada de 20 anos para a co-gestão da restauração da Gorongosa disponibiliza-nos um mandato de forma a prosseguir os dois objectivos relativos ao desenvolvimento humano e à protecção da biodiversidade. Na verdade, quem excluir um ou outro objectivo da sua perspectiva perderá de vista a interligação entre os dois.
Os seres humanos precisam da natureza: os ecossistemas dão-nos ar puro, água, solo fértil, abrigo, nutrição, inúmeros recursos naturais e recompensas estéticas e espirituais. Por outro lado, a natureza precisa de nós. Os ecossistemas naturais não irão sobreviver, a não ser que os seres humanos se mostrem motivados para a sua conservação.
Para gerar a vontade política para a conservação, deverá ser abordada a questão das necessidades humanas, agora que pedimos às sociedades que apoiem e protejam os pontos críticos de biodiversidade.
Uma citação da sabedoria local africana esclarece que somos um com a natureza:
Passo a citar: “Nós reconhecemos o poder do Todo-Poderoso por meio de uma tempestade de trovões; sentimos confiança e conforto do eterno com o sol nascente; celebramos as inúmeras qualidades da natureza aparentes ou ocultas em cada forma. Cada planta, pedra, animal e pessoa narra a história da criação e serve para criar, ensinar e guiar-nos por entre os caminhos da vida.”
Prosseguir os desafios relativos à protecção da biodiversidade e ao desenvolvimento humano não significa que terá de haver um perdedor de um dos lados, e um vencedor do outro. As actividades do nosso projecto incidem sobre ambos os objectivos:
– uma agricultura sustentável protege o solo, à medida que aumenta os índices de produção agrícola;
– ecoturismo gera emprego, uma vez que valoriza a preservação do ecossistema (os turistas querem ver animais, árvores e paisagens idílicas);
– os sistemas hidrológicos saudáveis fornecem água potável às pessoas e à natureza;
– os projectos florestais restauram as serras, ao mesmo tempo que proporcionam a criação de postos de trabalho, o arrefecimento do ar e a preservação do solo, das plantas medicinais e de outros produtos florestais sustentáveis.
Centro de Educação Comunitária
Inaugurámos o nosso novo Centro de Educação Comunitária ao mesmo tempo que comemoramos o Cinquentenário do Parque.
Este Centro é o lugar onde convergem os esforços multi-disciplinares e onde estes se encontram e consolidam com a cultura e saber locais.
Os debates no nosso Projecto têm sido vigorosos.
Estamos a experimentar uma convergência de paixões por parte dos profissionais que estão seriamente preocupados com estes assuntos - quer do ponto de vista humano quer do ponto vista ambiental.
As profissões nas áreas da Ecologia, da Silvicultura, da Fauna Bravia, da Agronomia, da Saúde, do Planeamento do Território, da Economia, das Ciências Sociais, do Ecoturismo entre outras… todas devem explorar o mais possível o saber local trazido pelas populações da zona tampão e colaborar no planeamento e execução do Projecto de Restauração da Gorongosa, de modo a que este ecossistema interligado apoie as suas múltiplas componentes, sejam estas de grande ou pequena dimensão.
Em jeito de conclusão, permitam-me que cite Nelson Mandela, que afirmou:
“…em primeiro lugar devemos ser honestos com nós próprios. Nunca poderemos criar um impacto na sociedade se nós próprios não mudarmos. Os grandes pacificadores são todos pessoas de integridade, de honestidade, mas também de humildade.”
Este projecto dar-nos-á a oportunidade de crescer interiormente, como pessoas, à medida que aprendemos com os nossos erros, que negociamos eventuais conflitos uns com os outros e que nos tornamos mais receptivos a outras perspectivas, e que nos tornamos mais humildes, uma vez que dissolvemos os nossos egos através da imersão neste grande ecossistema, do qual somos apenas uma componente.
(Greg Carr, Parque Nacional da Gorongosa, 23 de Julho de 2010)
Saturday, 24 July 2010
Blair's Africa commission: Old water in new bolttles?
By Martin Plaut
BBC Africa analyst
Africa is struggling to break out of a cycle of poverty and debt
"Africa is the only continent to have grown poorer in the past 25 years, 44 million children do not go to school, millions as, you know, die through famine, or disease, or conflict, and Africa risks being left even further behind."
These are the words of British Prime Minister, Tony Blair, who in February this year launched what he hopes will push Africa to the top of the world's agenda.
"That's why I have decided with others to form a Commission for Africa to take a fresh look at Africa's past, present and future."
"It will be a comprehensive assessment of the situation in Africa and policies towards Africa. What has worked, what has not worked, and what more can and should be done."
The Commission, which Tony Blair chairs, brings together leaders from the developed world and Africa.
Of the 17 commissioners, nine are from Africa.
The Africans include President Benjamin Mkapa of Tanzania, Ethiopian Prime Minister Meles Zenawi, K. Y Amoako of the Economic Commission for Africa and Anna Tibaijuka, a UN Under Secretary and Executive Director of UN Habitat.
Live Aid
So far it has met in London in May and meets in Ethiopia in October before a final report is published in April.
Mr Blair said that he would use Britain's presidency of two organisations next year to focus attention on the continent.
There have been several commissions and programs set out to help Africa, but most have come to naught.
Kwabena Bekoe, Toronto, Canada
Have Your Say
In 2005 Britain will be in charge of both the European Union and the G8 - the club of the world's richest countries.
The idea for an Africa Commission came from former pop star, and long time campaigner against African poverty, Bob Geldof.
It is hoped that Geldof will be able to reach out to millions around the world who seldom give Africa a thought - just as he did when he organised the Live Aid concert that helped raise funds for the Ethiopian famine in 1984.
A scar
Mr Blair's own motivation comes from a long held belief that Africa's poverty is a 'scar on the conscience of the world'.
It also reflects his own past - with his father having taught at Fourah Bay College in Sierra Leone.
Blair wants workable solutions to Africa's problems
But the most important factor contributing to the Commission comes from Africa itself.
A number of African initiatives have laid out a series of concrete plans backed by African heads of state.
The most important of these is Nepad - the New Partnership of Africa's Development.
This calls for truly massive investment in the continent, in return for improved governance on the part of African leaders.
The formation of the African Union is also important, as it gives the continental organisation the right to intervene in the activities of member states to prevent the worst human right abuses.
This is vital if wars and instability are not to undermine African development efforts.
As the African Union Commission chairman, Alpha Oumar Konare, told the opening session of the organisation's summit in July this year, war and instability were key barriers to growth on a continent that had seen 186 coups d'etat and 26 major wars in the past half century.
Political will
The reaction to the Blair Commission from the African diaspora in London and the aid agencies has been mixed.
No sneering, please. Let's go for it. Give us a hand.
Bob Geldof
Some have been very sceptical, saying Africa's problems are well known and the solutions well documented.
What is required, they say, is the political will to tackle unfair trade, lack of investment and a fairer redistribution of the world's resources.
Others have welcomed the opportunity to put the continent's problems on the world's political agenda.
So there are a number of factors working in favour of the Blair Commission. Does this imply that it will succeed?
That is far from certain. In the end the continent's future lies mainly in its own hands and outside assistance can only play a marginal role in the final outcome.
But a well thought-out report that builds on past initiatives and provides concrete support for Nepad projects might help to reverse Africa's fortunes.
That is the hope embodied in the Commission. As Bob Geldof put it: "No sneering, please. Let's go for it. Give us a hand."
Moçambique vai tornar-se "dentro de alguns anos" um país de rendimento médio
Moçambique vai se tornar "dentro de alguns anos" um país de rendimento médio, um estatuto que vai obrigar ao recurso a créditos não concessionais, ou seja, a juros de mercado, alertou ontem (quinta-feira) o vice-ministro das Finanças, Pedro Couto.
As instituições financeiras internacionais, nomeadamente o Banco Mundial (BM) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), têm desencorajado o país de recorrer a créditos de mercado, como forma de manter a dívida num nível sustentável.
Mas nos últimos tempos, o Governo moçambicano considera inevitável se endividar no mercado, recorrendo a credores bilaterais, para poder financiar o que designa de "terceira geração de investimento nas infra-estruturas".
Em declarações aos jornalistas, à margem de um encontro com o director executivo do FMI para África, Samuel Itam - que efectua uma visita ao país desde segunda-feira -, o vice-ministro moçambicano das Finanças afirmou que a entrada de Moçambique para o grupo dos países de rendimento médio vai qualificar o país para os créditos não concessionais.
"Nessa altura, Moçambique terá necessidade de continuar a ter financiamento externo, só que as fontes concessionais para países de rendimentos intermédios são reduzidas", enfatizou Pedro Couto, sem referir os montantes da dívida que será contraída.
Nessa perspectiva, adiantou o vice-ministro, "Moçambique vai precisar de tomar créditos não concessionais considerando os programas vastos de investimento que devem ser levados a cabo", realçou Pedro Couto.
Depois de ter ultrapassado os quatro mil milhões de euros, a dívida externa de Moçambique é actualmente de cerca de mil milhões de euros, por ter beneficiado de vários perdões da dívida no quadro de programas como a Iniciativa de Perdão da Dívida dos Países Altamente Endividados (HIPC).
Para se poder financiar, o Governo moçambicano tem contornado a vigilância do BM e do FMI, em relação ao nível do endividamento, recorrendo a empréstimos internos, principalmente através da emissão de bilhetes de tesouro.
Fonte: RM
Moatize podia influenciar PIB moçambicano até 30%
“O projecto de Moatize poderia influenciar entre 20 a 30 % do PIB moçambicano”. A afirmação foi feita por Fábio Bechara, director financeiro da Vale, na conferência do carvão.
Bechara entrou, fez o seu discurso e saiu logo de seguida, sem falar com a imprensa, com pressa para fazer uma viagem, segundo apurou o “O País Económico”. Bechara deixou, no entanto, no ar dois bons argumentos para o governo moçambicano: que a Vale fazia muito bem a Moçambique, e que a mesma era uma grande empresa, que não dependia do nosso país.
Com uma média de produção esperada de 11 milhões de toneladas por ano, Bechara garantiu que no portfólio da empresa, só em Moçambique esperam-se dois milhões de toneladas de carvão térmico de exportação, excluindo, assim, o carvão para o uso interno.
Com uma mina a céu aberto em Moatize, a Vale já conta com 5 500 empregados, dos quais 90% são moçambicanos, segundo o director financeiro. acrescentando, a empresa brasileira tem capacidade para “criar 50 mil postos de trabalho directos e indirectos”.
Embora a fase de expansão do projecto esteja prevista para 2013/2014, o investimento previsto já é de 1.3 mil milhão de dólares. A Vale acredita em Moçambique, sobretudo porque o nosso país “tem uma localização estratégica no carvão para os mercados da China, Japão, Brasil, Europa e Índia”.
Difícil logística
O calcanhar de aquiles da Vale em Moçambique, assim como de vários outros mega-projectos e de todos os que operam em Tete, é a logística. Ultimamente, muito se tem falado das alternativas para escoar o carvão. Tete é vista como a província do “ouro” e o que menos se quer é que toda aquela riqueza fique parada. O escoamento é essencial, e é tão duro quanto prioritário.
Recentemente, o “O País Económico” realizou uma conferência sobre a Navegabilidade do Rio Zambeze, em parceria com a Associação Moçambicana de Desenvolvimento do Carvão Mineral (AMDCM).
No evento, a Riversdale mostrou-se a favor desta alternativa, dizendo que era a mais rápida para escoar o carvão que, até 2020, segundo Casimiro Francisco, presidente da AMDCM, chegará aos 120 milhões de toneladas por ano. De lembrar que, mesmo reabilitada, espera-se que a linha de Sena só tenha capacidade para entre 20 a 26 milhões de toneladas por ano.
Do seu lado, o Corredor de Desenvolvimento do Norte já tem prevista a construção de uma linha mais directa entre o porto de Nacala e Tete, com uma capacidade prevista de transporte de 30 milhões de toneladas por ano.
Fazendo as contas, facilmente se nota que mais de metade da produção prevista ficará sem escoamento. Ora, no evento do “O país Económico”, a Riversdale mostrou o seu forte apoio à alternativa de se navegar o rio Zambeze com barcaças, tendo um porto flutuante no banco de Sofala.
Por seu turno, o Governo rapidamente se adiantou dizendo que estava a favor desta alternativa, aguardando-se só os estudos ambientais para se definir como seria feita a navegabilidade de forma sustentável. Nesta discussão, a Vale nunca se meteu, nem deu uma opinião.
Quando, esta semana, Fábio Bechara explicou, numa sala cheia, os problemas de escoamento de carvão, não mencionou o rio Zambeze, limitando-se a falar da linha férrea de Sena e do Corredor de Desenvolvimento do Norte.
Fonte: O País Económico
Africa Entrepreneurship Awards
JUNE:
2010 Africa Awards Launch
JULY - AUGUST: Applications accepted online
SEPTEMBER - NOVEMBER: Judging process begins; finalists selected
DECEMBER:
Africa Awards Gala Event in Accra
The 2010 Legatum Africa Awards for Entrepreneurship is now open for entries from the very best small and medium-sized businesses from across 15 countries in sub-Saharan Africa. The Grand Prize is US$100,000 with a further five runners-up winning prizes of US$50,000 each.
Winning companies must demonstrate visionary leadership, innovation, strong growth and a company culture that adheres to its core values. Winning companies must also have had an impact within their communities, either by fostering job creation, improved community living standards or by expanding into overseas markets.
If you believe your company qualifies for the Africa Awards, click the button below to Apply Now or browse the menu above to learn more.
http://www.africaawards.com/?gclid=CO2rtbGDhKMCFQIB4wodNTKfbQ
Thursday, 22 July 2010
Porque Mahomed Bachir decidiu mudar o nome da filha? Serao os efeitos da decisao de Barack Obama?
De acordo com o Boletim da Republica, publicacao oficial da Republica de Mocambique, Segundo suplemento, III Serie - Numero 24 de Segunda feira, 18 de Junho de 2010, nos termos do artigo 362 do Codigo do Registo civil, e concedida autorizacao a Mohamed Fayaz Momade Bachir para efectuar a mudanca do nome da sua filha menor Mahira Mahomed Fayaz Momade Bachir para passar a usar o nome completo Zainab Mahomed Fayaz.
O anuncio e feito pela Direccao Nacional dos Registos e Notariado, em Maputo aos 7 de Maio de 2009 e e assinado pela Directora Nacional Adjunta, Zaira Ali Abudula.
CODESRIA ON NEW MEDIA!
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Dear Colleagues,
To increase our visibility and communication with the global intellectual community, CODESRIA has created a Facebook account whose address is:
http://www.facebook.com/pages/CODESRIA/181817969495.
This will enhance CODESRIA's presence on other social networks. If you have a Facebook account, please let your friends know about CODESRIA's Facebook page. CODESRIA also has a Twitter account (http://twitter.com/codesria). These two accounts will be automatically updated through CODESRIA's website RSS feeds.
Thank you.
Congratulations Dr. Monjib
Dear Colleague,
During the annual CODESRIA Scientific Committee meeting held on 15-16 July 2010 in Dakar , Senegal , Dr. Maâtif Monjib was appointed Vice-President of the Scientific Committee replacing Prof. Aminata Diaw-Cissé which joined the CODESRIA Executive Secretary.
Thank you.
*****
Cher (e) collègue,
A l'occasion de la réunion annuelle du Comité scientifique du CODESRIA organisée les 15 et 16 juillet 2010 à Dakar (Sénégal), Dr. Maâtif Monjib a été élu Vice-président du Comité scientifique en remplacement du Prof. Aminata Diaw-Cissé qui a rejoint le Secrétariat exécutif du CODESRIA.
Merci
COMUNICADO DE IMPRENSA
Embaixadora dos E.U.A. para Moçambique visita Província de Sofala
A Embaixada dos Estados Unidos da América tem a honra de informar que a Embaixadora dos E.U.A. para Moçambique, Sra. Leslie V. Rowe, visita a Província de Sofala de 22 a 23 de Julho corrente.
Durante a sua estadia a Embaixadora Rowe vai manter encontros com altos dirigentes da Província e visitar ainda o Parque Nacional da Gorongosa, onde vai tomar parte nas celebrações do 50˚ aniversário do Parque e na cerimónia de abertura do novo Centro de Educação Comunitária de Gorongosa..
De recordar que em 2006, o Governo dos Estados Unidos através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID), entrou numa parceria com o Ministério do Turismo de Moçambique e a Fundação Gregory Carr para reabilitar o ecossistema do Parque Nacional de Gorongosa e desenvolver o seu potencial como um destino turístico de classe mundial.
Maputo, 22 de Julho de 2010.
Wednesday, 21 July 2010
Apoio a programas industriais
A ORGANIZAÇÃO Mundial do Comércio (OMC), através do Programa do Quadro Integrado, vai disponibilizar um milhão de dólares norte-americanos, por ano, para apoiar programas industriais no país, revelou Dorothy Tembo, Secretária Executiva do referido programa, num encontro, ontem, na capital do país, com o Ministro da Indústria e Comércio, António Fernando. Maputo, Quarta-Feira, 21 de Julho de 2010:: Notícias
Ela disse que a sua organização vai ajudar o desenvolvimento industrial de Moçambique através do financiamento de uma unidade técnica a funcionar no Ministério da Indústria e Comércio (MIC).
In Noticias
Read Carefully!
Life is a theater. Invite your audience carefully.
Not everyone is spiritually healthy and mature enough to have a front row seat in our lives.
There are some people in your life that need to be loved from a distance.
It's amazing what you can accomplish when you let go, or at least minimize your time with draining, negative, incompatible, not-going-anywhere relationships/friends/fellowships.
Observe the relationships around you. Pay attention to: Which ones lift, which ones lean and which ones tear you down.
Which ones encourage and which ones discourage. Which ones are on a path of growth uphill and which ones are going down-hill.
When you leave certain people, do you feel better or worse?
Which ones always have drama or don't really understand, know and appreciate you and the gift that lies within you?
When you seek growth, peace of mind, love and truth, the easier it will become for you to decide who gets to sit in the FRONT ROW and who should be moved to the balcony of your life.
You cannot change people around you but you can change the people you are around.
Pray and work toward wisdom and discernment and choose wisely the people who sit in the front row of your life.
Escoamento do carvão de Tete: Desafio logístico exige parcerias
A SUPERAÇÃO dos constrangimentos logísticos para o carvão de Moatize, na província de Tete, passa por uma conjugação de esforços entre as empresas operadoras e o Governo com vista à construção das infra-estruturas necessárias para o efeito. Maputo, Quarta-Feira, 21 de Julho de 2010:: Notícias
Esta posição foi defendida ontem no decurso da conferência internacional sobre carvão mineral que decorre até hoje, juntando mais de 200 individualidades, entre especialistas da indústria de carvão, de ferro e aço, infra-estruturas de transporte e outras áreas ligadas ao sector.
Tendo em conta o potencial, bem como o calendário de exploração e exportação do carvão tudo mostra que as infra-estruturas actualmente existentes não irão responder, a curto e médio prazos, às necessidades de escoamento daquele mineral, numa altura em que se assiste a uma verdadeira corrida de investimentos para a extracção daquele recurso energético.
Os operadores de carvão consideram que Moçambique está numa posição privilegiada, sendo que a conquista do mercado depende muito da competitividade dos seus recursos e da sua mão-de-obra, bem assim das infra-estruturas de escoamento.
Casimiro Francisco, presidente da Associação Moçambicana para o Desenvolvimento do Carvão Mineral (AMDCM), depois de reconhecer que os problemas logísticos e infra-estruturais são uma limitante ao sector do carvão, manifestou que a agremiação pretende apoiar o Governo no desenvolvimento de alternativas para a saída daquele recurso energético estratégico.
“A Riversdale está a estudar a navegabilidade do rio Zambeze, mas a linha de Nacala pode ser um alívio, dado que pode transportar entre 30 e 50 milhões de toneladas, tendo em conta as condições do porto local que é de águas profundas”, sublinhou Casimiro Francisco.
A questão das infra-estruturas também dominou parte da intervenção da Ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, para quem os empreendimentos localizados na vizinhança de Moatize beneficiarão de algumas infra-estruturas já existentes, tais como fornecimento de energia eléctrica, estradas e a linha de férrea de Sena que liga aquela região mineira e o porto da Beira. Porém, embora esta linha-férrea seja a solução a curto prazo para o escoamento do carvão, ela terá limitações de capacidade para escoar as várias dezenas de milhar de toneladas de carvão que se prevê venham a ser produzidas dentro de cinco anos.
Bias também entende que haverá que encontrar outras formas para o escoamento do carvão que complementem as infra-estruturas já existentes. Acrescentou que Moçambique deverá tirar partido da actual conjuntura de mercado favorável a nível internacional para valorizar uma das suas principais riquezas naturais, como contributo para o desenvolvimento económico e social do país e combate à pobreza absoluta.
Ainda no dia de ontem, a conferência internacional sobre carvão abordou, entre outros temas, assuntos relacionados com os últimos desenvolvimentos sobre o jazigo de Benga, a visão geral no sector mineiro em Moçambique e o panorama geral da indústria global do carvão.
Constitui um dos principais objectivos do evento, co-organizado pela International Mining and Metal Series e a Status Consultores de Comunicação, posicionar Moçambique no mercado global do carvão.
Tuesday, 20 July 2010
MISA MOCAMBIQUE
À
M A P U T O
N/Ref: MISA/conta/____ Maputo, 19 de Julho de 2010
Assunto: Lançamento do relatório Criança na Imprensa – análise da cobertura jornalística 2009
Exmo (os) Senhor (es)
Antes de mais, queira aceitar as nossas cordiais saudações.
De acordo com o assunto em epígrafe, vimos por este meio convidar V.excia a participar na cerimónia de lançamento do relatório “Criança na Imprensa – análise da cobertura jornalística 2009” a ter lugar na próxima quinta-feira, 21 de Julho no Ministério da Educação.
O lançamento contara com a presença de Sua Excelência o Ministro da Educação, Um representante da UNICEF e um editor.
Agradecemos antecipadamente a disponibilidade de V.excia.
Com os melhores comprimentos
O Director Executivo
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Alfredo Libombo Tomas
Wednesday, 14 July 2010
Canal de Correspondência, por José Carlos Lopes Pereira
: Com o fiasco do Mundial de Hóquei no centro da questão
Carta Aberta a Cândido Coelho
Londres (Canalmoz) – José Carlos Lopes Pereira é um nome incontornável no Hóquei Patins moçambicano. A propósito de Moçambique ter sido afastado como país organizador do próximo Mundial de 2011 em Maputo, José Carlos, como é conhecido no mundo do Hóquei, escreveu uma carta aberta a Cândido Coelho, outro nome incontornável do Desporto nacional. Leia em discurso directo:
“Meu querido amigo Bekas: Estava para te escrever já há algum tempo, mas deixei que um ano passasse desde da última vez em que nos encontrámos e partilhámos o mesmo quarto no Hotel em Vigo, na altura do Mundial de Hóquei em Patins.
Reparei que estavas cansado, exausto, mas com o dever cumprido: tinhas chegado a bom porto, depois de uma viagem atribulada e desgastante que foi levar a Selecção Nacional de Moçambique ao Mundial de Vigo; sabia das muitas dificuldades com que tiveste que lidar e que me contaste, assim como outros elementos da Federação e jogadores me contaram, onde mais uma vez soubeste vencer todas as batalhas e conseguiste o alcançar o objectivo principal.
Como verdadeiro Campeão que sempre foste, lançaste mais um repto, único e fantástico, levar para Moçambique e África o primeiro Campeonato Mundial do Grupo “A”; assim o conseguiste, através dos acordos assinados em Vigo, na presença e baptismo do Ministro da Juventude e Desportos de Moçambique, regressando depois a Maputo, dando continuidade a esse objectivo, fundamental para o relançamento da modalidade em Moçambique.
Logo à chegada tiveste que enfrentar uma sublevação por parte de jogadores e alguns dirigentes, mas novamente conseguiste o consenso e juntaste todos ao teu redor para o alcance do objectivo principal, o Mundial de Maputo em 2011.
Muitas foram as acções, tarefas, encontros, noites perdidas sem dormires descansado, sempre preocupado com o hóquei; a tua família não privou do teu carinho e apoio, pois estavas sempre no hóquei, os teus amigos não sentiram mais a tua agradável companhia, pois somente respiravas hóquei; a tua própria saúde ficou afectada e piorou pela constante ansiedade e preocupação, mas mesmo assim continuaste, como Campeão que és, a lutar para ganhares, como sempre o fizeste.
Mas infelizmente houveram alguns que sabotaram o teu trabalho, outros que não concordaram contigo, outros ainda que gozavam com todo o teu esforço e o resultado foi a retirada do Mundial; não foi tua culpa, não te sintas responsável único por essa situação, todos nós fazemos parte e sentimos essa derrota, mas que é apenas temporária, pois sabemos que um dia o Mundial virá para Moçambique, se não for em 2013, será em 2015, 2017, não interessa, mas virá e teu sonho e luta se realizarão.
Agora que o Mundial foi retirado, queres continuar a lutar por uma batalha perdida e isso poderá ser ainda mais prejudicial para ti e consequentemente para todos aqueles que gostam de ti e sentem a tua falta; eu próprio não quero perder mais um amigo em Moçambique, depois de ter já perdido tantos, qualquer dia não terei ninguém da nossa geração na nossa Terra para nos lembrarmos dos nossos tempos e aventuras.
Quero um dia poder regressar a Moçambique e poder ver-te, sentarmos os dois e falarmos das nossas disputas desde do tempo da Imprensa Nacional e do Banco Stantard Totta em que rivalizávamos como os melhores marcadores dos Campeonatos de Futebol de Salão; quero contigo lembrar-me dos momentos aflitivos passados no Mercado do Cairo quando fomos Campeões Africanos com o Estrela Vermelha; quero contigo partilhar os momentos vividos no “Sports Bar” do rés-do-chão da Av. Nachingwea, da “Chuteira”, das viagens ao Xai-Xai, das almoçaradas da Matola, etc., etc.,...
Por favor, não te deixes ficar mais afectado pelo nosso hóquei, já fizeste muito pela modalidade que ficará eternamente reconhecida por tudo aquilo que fizeste, não só agora na passagem pela Federação, mas também quando eras Dirigente do Estrela Vermelha e do Desportivo de Maputo.
Ficarás para sempre na historia da modalidade, apesar de nunca a teres praticado em alta competição, mas que de certeza também terias sido um grande jogador, como o és ecleticamente em várias modalidades; o teu papel como dirigente ficará sempre recordado pela dedicação, reflexão e tomada paulatina de decisões consensuais, para além do bom trato humano nas tuas relações com outras pessoas.
Serás sempre um Presidente do Hóquei, por “Honoris Causa”, serás mais um dos nossos Honorários, como o são o Dr. Gamito, o Luis Brito, o Dr. Fernando Duarte, o Fernando Nogueira, o Luis Magalhães e outros mais.
Chegou a altura de te dizer “MUITO OBRIGADO CAMPEÃO!!” e deixar-te descansar, um descanso merecido de um guerreiro e desportista que sempre o serás; entrega todo o expediente e pendentes ao teu Vice, o Nicolau Manjate, que juntamente com outros saberão dar continuidade e impulso à modalidade, sem arriscarmos a perder um amigo, colega, adversário, irmão, companheiro, pai e avô.
Até um dia destes meu amigo, fica bem e trata de ti. Abraço. Ze´ Carlos
(José Carlos Lopes Pereira)
Conselhos Ministros
Governo cria novo centro de processamento de finanças públicas
Maputo (Canalmoz) – O Governo extinguiu o Centro de Processamento de Dados (CPD) e a Unidade Técnica de Reforma Administrativa e Finanças do Estado (UTRAFE), e criou o Centro de Desenvolvimento de Sistemas de Informação e Finanças do Estado (CEDSIF).
A informação foi tornada pública, ontem, no decorrer da 24.ª sessão do Conselho de Ministros. De acordo com o porta-voz da sessão do Conselho de Ministros, Henrique Banze, a medida visa acompanhar o desenvolvimento do sistema de finanças públicas do país. Daí, a necessidade de extinguir duas instituições e criar uma única, justificou.
Henrique Banze diz que o CEDSIF será uma instituição pública com autoridade jurídica, autonomia administrativa e financeira. A mesma subordina-se ao Ministério das Finanças e vai harmonizar os trabalhos que vinham sendo realizados pelo CPD e pela UTRAFE, no processamento das finanças públicas.
O CEDSIF segundo Banze irá igualmente efectuar uma planificação efectiva das actividades públicas. Para além de manter a evolução do SISTAFE, irá desenvolver novos módulos informáticos na área de finanças públicas com os respectivos estatutos.
Em relação à reorientação do pessoal da extinta CPD e UTRAF, Henrique Banze diz que será o procedimento normal de integração no aparelho do Estado.
Na mesma sessão de ontem, o Conselho de Ministros aprovou, entre outros, o decreto que declara zonas de interesses turísticos nas províncias de Cabo Delgado, Niassa, Nampula e Inhambane, para a melhoria dos investimentos e ambiente de negócios em Moçambique. O decreto contempla também a definição do desenvolvimento dos projectos turísticos integrados numa cadeia de valores, garantia de contínua de atracção de investimentos directos dentro e fora do país para a execução dos projectos específicos em áreas devidamente seleccionadas e prontas para esse fim.
O Conselho de Ministros aprovou ainda o decreto que cria a Empresa de Desenvolvimento de Maputo Sul com o objectivo de assegurar a sustentabilidade do projecto de construção da ponte ligando o lado norte de Maputo à outra margem, a sul, na zona da KaTembe.
(Egídio Plácido)
Frelimo não vê problemas na Lei Eleitoral
Embora considerada deficiente por observadores nacionais e internacionais
Alfredo Gamito considera que uma das alterações a serem feitas na Lei Eleitoral é que desta conste o dia da realização eleições
Maputo (Canalmoz) – A Lei Eleitoral em vigor no país não tem tantos problemas a ponto de merecer grandes reformas, quanto se pensa. Apenas pequenos detalhes é que devem ser actualizados. Quem o diz é o deputado da Frelimo e presidente da Comissão da Administração Pública e Poder Local, na Assembleia da República, Alfredo Gamito.
Alfredo Gamito fez esta afirmação recentemente em sede da Assembleia da República, no início dos trabalhos da revisão da Lei Eleitoral. Cada bancada parlamentar deve fazer propostas de alterações que julgar convenientes e depositá-las até 30 de Agosto do corrente ano.
Porém, as suas declarações de Alfredo Gamito contrastam com aquilo que foi dito por vários observadores internacionais e por grupos da sociedade civil, bem como até pelo Conselho Constitucional. Consideraram todos haver lacunas graves na legislação eleitoral.
O Conselho Constitucional que validou os resultados das polémicas eleições gerais e provinciais realizadas a 28 de Outubro 2009, que deram vitória ao partido Frelimo e ao seu candidato Armando Guebuza, apontou deficiências graves na legislação eleitoral.
Vários sectores de opinião chegam mesmo a dizer que as deficiências legislativas são intencionais para se permitir as manipulações que têm facilitado as mais variadas falcatruas e permitir inclusivamente excluir candidaturas.
Alfredo Gamito, no entanto, diz que a Lei Eleitoral não tem deficiências que poderão ter manchado o processo eleitoral no seu todo. O problema está na interpretação do mesmo dispositivo. “Não vejo absolutamente algum problema com a actual legislação eleitoral porque sempre usamos a mesma, tirando alguns reparos que foram efectuados”. Na sua alocução, Gamito afirma não saber explicar a origem do classificado “terramoto político” que caracterizou as últimas eleições.
De acordo com aquele parlamentar, uma das alterações que o seu partido quer ver feita na Lei é a determinação do dia da realização das eleições. Na sua explicação, isso irá permitir que haja tempo suficiente, quer para os órgãos eleitorais quer para os próprios partidos prepararem-se para o processo, evitando o que chama de correrias que desembocam no atropelo da legislação.
De notar que Alfredo Gamito é considerado por muitos sectores da sociedade civil de vários pontos do País como o mentor de legislação eleitoral viciosa para que esta beneficie o seu partido, impedindo com tais posicionamentos que o sistema democrático se consubstancie e consolide.
(Matias Guente)
2010-07-14 07:08:00
Em Moçambique
Cooperação deve deixar de ser apenas do Estado e incluir universidades
– defende o economista e investigador moçambicano, Firmino Mucavele. Argumenta que, caso contrário, o empresariado nacional vai sempre reclamar
Maputo (Canalmoz) – O economista, agrónomo e investigador moçambicano, Firmino Mucavele, defende que a cooperação entre o Governo e os vários países do mundo, maioritariamente os tidos como potências económicas, deixe de ser apenas pública, do Estado e passe a incluir também o sector privado, a academia, as grandes e pequenas empresas nacionais.
Firmino Mucavele afirma que as cooperações entre Moçambique-China e Moçambique-Índia são uma oportunidade para África interagir com parte dos grandes mercados, nomeadamente a China e a Índia. Ele argumenta que para o caso da China pesa o facto de nesta fase de desenvolvimento em que se encontra estar atenta ao mercado de construção de infra-estruturas, à abertura ao mercado externo e à procura de matéria-prima, aspectos que constituem nesta altura o «Calcanhar de Aquiles» para aquele país.
Firmino Mucavele fez estes e outros depoimentos no último domingo na Televisão Pública de Moçambique, TVM, quando juntamente com o académico Lourenço do Rosário foram solicitados para analisar os assuntos que para aquele órgão marcaram a semana. Dois assuntos foram analisados: a cooperação entre Moçambique-China e a Índia e o relatório sobre o Inquérito Nacional de Prevalência, Riscos Comportamentais e Informação sobre o HIV/Sida, recentemente divulgado pelo Ministério da Saúde.
Entretanto, atento ao mercado indiano, Mucavele considera que só a cooperação não basta. “Há uma associação que se deve fazer com os empresários, com as universidades, escolas técnicas profissionais para tirarmos o melhor proveito dos indianos. Enquanto não fizermos isso, vamos sempre reclamar, como está a acontecer agora. Muitos indianos virão cá trabalhar, mas sem ter a contra-parte moçambicana”.
O economista fez também vários comentários sobre o fraco poderio e domínio tecnológico de Moçambique, mas disse que da cooperação com a Índia pode-se reverter a situação. Nesse sentido, advoga igualmente que é preciso apostar nos jovens que já têm o know-how em termos contabilísticos, económicos, Internet e Web. É isso mesmo que os indianos precisam. Muitos empresários ao chegar em Moçambique dizem que há falta de mão-de-obra porque não estamos profissionalizados”.
Ademais, o investigar diz que a Índia e a China são países muito dinâmicos e rápidos. Quando se envolvem em empreendimentos, a primeira coisa que fazem é a planificação. Determinam os recursos que eles precisam. Por isso, salienta, “da nossa parte precisamos de fortalecer o empresariado nacional. Temos um problema porque entramos nesta cooperação com a Índia e a China sem nos prepararmos”.
Para o caso concreto da Índia, Mucavele refere que a primeira preparação dos moçambicanos é conhecer a cultura empresarial indiana e os seus interesses para que, através desse conhecimento, haja uma associação do empresariado nacional.
Num outro desenvolvimento, o interlocutor disse que no âmbito dos dez (10) mil milhões de dólares que a China está disponível a investir em África, como resultado das primeiras negociações no âmbito da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD) e a União Africana, em 2006, anunciados aquando da deslocação de 48 países africanos àquele país, “chegou o momento de os empresários moçambicanos fortalecerem a capacidade produtiva e respirar um pouco com estes financiamentos dos chineses”.
Por seu turno, Lourenço do Rosário afirma que, sem dúvida, a cooperação entre Moçambique e aqueles dois países é uma oportunidade e, simultaneamente, um desafio para o empresariado nacional. Ele chama atenção para a necessidade de “mentalizar que a cooperação não é oferta. Dá-se e recebe-se. Não se trata de donativos. Não se trata de acesso a capitais sem contrapartidas”. Na sua óptica, o grande problema que, muitas vezes, se comete nessas cooperações é aderir-se a elas “sem sequer nos apercebemos o que é que podemos tirar e o que é que estamos a dar. Não sei se os nossos empresários estão suficientemente alertados para este aspecto”.
Quanto à questão do envolvimento da academia na cooperação, Lourenço do Rosário disse que a Índia, por exemplo, é uma nação multiforme, mas tem uma proximidade connosco pelo facto de ter sido colónia, da Grã-bretanha. “A China é uma nação tecnologicamente avançada, o que permite que nessa penetração bastante forte, Moçambique possa tirar proveito na área de formação, não só em termos universitários, mas também técnicos”.
Antes de fazer estas declarações, Lourenço do Rosário fez um recuo histórico sobre a questão de cooperação. “Já na década de 80, insistia-se muito que se privilegiasse a cooperação Sul-Sul como uma forma de os países mais pobres e em desenvolvimento poderem encontrar melhores energias porque conhecem as suas dificuldades e aqueles que pudessem optimizar este tipo de cooperação libertariam os países mais pobres de um outro tipo cooperação mais dominadora que é a globalização”.
Já nos anos 90, prossegue do Rosário, em Moçambique falava-se muito da cooperação Win-Win (ou ganha-ganha) e o nosso país privilegiou os tigres asiáticos como parceiros referenciais, precisamente a Malásia. “Alguma coisa correu mal desta senda do Win-Win. Há alguns anos um grande pensador africano de Guiné-Bissau, doutor Carlos Lopes, alertava-nos para o surgimento de potências no sul, nomeadamente, a Índia e a China. Ele denominava-os de tubarões da cooperação, frisava que não deixavam de ser baleias e alertava exactamente para a capacidade que os empresários moçambicanos podem ter de modo a aceder de forma vantajosa em relação a estas duas potências”. Incluía já nessa perspectiva, também o Brasil.
(Emildo Sambo)
Iniciada deportação de prisioneiros políticos para Espanha
CUBA
Pretoria (Canalmoz) - Os 52 prisioneiros políticos que o regime de Havana concordou em deportar para Espanha estão a ser concentrados no calabouço de Havana mais conhecido por «Combinado del Este» antes de deixar o país. A transferência dos dissidentes cubanos de cárceres em diversos pontos do país começou a processar-se sábado último. Tal como nas deportações ocorridas em Fevereiro de 2008, quanto 75 dissidentes cubanos deixaram o país com destino a Espanha, a nova leva de desterrados processa-se sob forte aparato policial. Os familiares das vítimas, alguns dos quais separados há cerca de 7 anos, apenas poderão reunir-se com os seus entes queridos no momento da partida no aeroporto de Havana.
Enquanto os dissidentes são agrupados na gigantesca prisão do «Combinado del Este», os seus familiares estão a ser concentrados numa unidade militar do Ministério do Interior nos arredores de Havana. O regime cubano proibiu quaisquer contactos ou visitas às famílias dos dissidentes concentradas na referida unidade militar, conhecida por “Instituto Capitão San Luís”.
As primeiras deportações para Espanha coincidiram com a chegada a Madrid da selecção de futebol espanhola, proveniente da África do Sul, país onde se realizou o Mundial de 2010. Não foi apenas uma coincidência, mas antes uma manobra do regime visando desviar as atenções da comunicação social. Com o mesmo objectivo, o regime organizou o aparecimento em público do ex-ditador cubano, Fidel Castro.
Entre os dissidentes a serem deportados pelo regime de Havana conta-se Ricardo González Alfonso, dirigente da organização Repórteres sem Fronteiras, e o jornalista independente, Pablo Pacheco.
Entretanto, o grupo de pressão, «Damas de Branco», disse que prosseguira com as suas marchas de protestos até que todo os prisioneiros de consciência sejam restituídos à liberdade. Em 2003, as esposas de 75 prisioneiros de consciência cubanos, empunhando gladíolos e fotos dos seus maridos nas mãos, deram início a marchas de protesto, exigindo o fim da repressão do regime contra os que apenas haviam cometido o “delito” de pensar e informar o Mundo sobre a penosa situação que o país atravessar.
(Redacção /ABC / www.damasdeblanco.org)