Não temos ainda empresários interessados em explorar furos – afirma Armando Guebuza que trabalhou na região
O PRESIDENTE da República, Armando Guebuza, disse que ainda não há empresários interessados em explorar os furos de petróleo existentes não só em Micaúne bem como noutras partes do país onde se regista a ocorrência do hidrocarboneto, que seria um importantíssimo ganhou para vencer a pobreza, através da criação de postos de emprego.
Maputo, Segunda-Feira, 24 de Maio de 2010:: Notícias
De acordo com o Chefe do Estado em Moçambique já foram feitos muitos estudos de prospecção de petróleo mas o grande problema reside no facto de não terem aparecido até ao moment empresários nacionais ou estrangeiros que pretendem ficar com os furos para os explorar de forma a garantir emprego para milhares de cidadãos e acelerar o desenvolvimento socioeconómico do país. Armando Guebuza, respondia deste modo a uma inquietação apresentada pelos trinta e dois mil habitantes do posto Administrativo de Micaúne, distrito de Chinde, na província da Zambézia, onde sábado último orientou um comício bastante concorrido por milhares de cidadãos, com os quais interagiu durante duas horas no contexto da presidência abertura e inclusiva, que ontem terminou.
Segundo Armando Guebuza para a exploração de petróleo deve haver uma reserva com quantidades comerciais que justifiquem o investimento a fazer. Se não houver, os empresários podem não ter muito interesse, talvez o de Micaúne seja um desses.
Durante o comício que orientou na sede do posto administrativo de Micaúne, o Chefe deo Estado pediu a 10 cidadãos para subirem ao pódio para apresentarem as principais dificuldades.
Teixeira Dramuce, um cidadão que aparenta 60 anos de idade, pediu ao Presidente da República para junto do seu executivo encontrar uma alternativa que dê pão à população face à doença do amarelecimento letal do coqueiro. Disse que uma dessas alternativas pode ser o furo de petróleo aberto no tempo colonial na região de Muguaia, no Chinde. Explicou que a região já está demarcada, mas nunca foi explorada apesar de existirem pequenas infra-estruturas. Como o nosso palmar está a morrer, pedimos ao Governo para acelerar os mecanismos para a exploração daquele jazigo; sem palmar não temos vida e como ele está a desaparecer, então estamos a pedir para que olhe aquele petróleo, disse Teixeira Dramuce bastante ovacionado pelos cidadãos que compareceram ao comício, uma vez que era a primeira vez que Guebuza pisava o solo de Micaúne para matar a sede dos que lhe queriam conhecer.
Sobre a ocorrência de petróleo em Muguaia, Quelimane, a capital provincial da Zambézia, acolheu há cinco anos uma consulta pública encomendada pela Petrona para avaliar o impacto ambiental de uma eventual exploração. A ideia da existência de petróleo parece estar a ganhar consistência entre os cidadãos residentes em Micaúne. A confirmar-se a existência de petróleo e sua viabilidade económica poderá constituir uma nova esperança de vida para a população.
Micaúne sempre viveu da Companhia Agro-Pecuária da Madal. A copra era a única cultura de rendimento. Cada ano que passa a situação socioeconómica da população continua a debilitar-se face à doença que ataca os coqueiros, reduzindo a produção e empurrou para o desemprego milhares de pessoas. Dados apurados pela nossa Reportagem, indicam que na campanha agrícola 2008/2009 a produção da copra baixou de 916,4 para 676,3 toneladas. Trinta mil mudas foram distribuídas a 246 famílias no contexto de medidas para mitigar o impacto da doença. Ainda em face da doença e devido aos fracos resultados da produção de copra, a Madal concedeu sete mil hectares ao Governo para distribuir pela população para as actividades agrícolas.
Armando Guebuza foi a Micaúne onde encontrou a verdadeira face da pobreza. Viu, compreendeu, não resistiu e disse: “Temos problemas em Micaúne”. É com esta frase que começou a sua alocução. Falta comida porque não choveu o suficiente, há escassez de água, unidades sanitárias e enfermeiros, noventa por cento das escolas são de material precário. Não há estradas em condições e a vida na ilha de Micaúne está difícil.
Mesmo assim a população sonha como a energia da rede nacional da HCB, sinal da TVM, telefonia móvel e estradas reabilitadas.
Armando Guebuza disse que é preciso ter crença para vencer a pobreza porque ela não é destino dos cidadãos que vivem em Micaúne. Segundo Armando Guebuza, um dos maiores desafios do Governo é construir escolas para os jovens munirem-se de ferramentas que os possibilitem levar esse conhecimento ao serviço da exploração dos recursos para vencer a pobreza absoluta. O Chefe do Estado disse ainda que “enquanto não estudarmos não teremos capacidades para explorar os recursos de que dispomos”.
Entretanto, ontem o Presidente da República trabalhou no posto administrativo de Muabanama, distrito de Lugela. Orientou um comício e depois na vila dirigiu uma sessão do governo provincial. Hoje, inicia outra visita à província de Manica tendo como porta de entrada o distrito de Catandica.
•Jocas Achar
Tuesday, 25 May 2010
Exploração de petróleo em Micaúne:
Sunday, 23 May 2010
José Alexandre dos Santos
Faleceu
Seus filhos Ermelinda, Helena, Alexandrina, Virgília, Teresa, Flávia, Ana Paula e Joaquim, seus genros, noras, netos, bisnetos, sobrinhos e demais familiares comunicam com profunda mágoa e consternação o falecimento do seu querido pai, sogro, avô, bisavô e tio JOSÉ ALEXANDRE DOS SANTOS, ocorrido no Hospital Central do Maputo, no dia 21 de Maio de 2010, vítima de doença, cujo funeral terá lugar em Mocuba, no dia 24 de Maio de 2010, Segunda-Feira, às 08,00 horas, sendo o mesmo antecedido de Missa de Corpo presente, às 07,00 horas, na Igreja Rainha Santa Isabel daquela cidade. A transladação dos restos mortais do falecido para Mocuba será antecedida de Missa de Corpo presente a ter lugar na Capela da Casa Mortuária do Hospital Central de Maputo, no dia 23 de Maio de 2010, Domingo, às 13,00 horas.
Paz à sua alma
AVALIAÇÃO - Governo e G19 afinam cordas
O DESEMPENHO do Governo moçambicano em 2009 demonstra resultados sólidos em muitas áreas, mas existem também esferas sobre as quais é necessário prestar maior atenção para alcançar os objectivos definidos no PARPA. Em metade dos quarenta indicadores avaliados a meta não foi atingida, embora quinze tenham registado progresso.
Esta é a linguagem comum do Executivo e os Parceiros para o apoio Programático (PAPs), quando na quarta-feira se abraçaram, por ocasião da reunião final da Revisão Anual , um processo que serve para realizar uma avaliação conjunta do desempenho de ambos actores, em torno do PARPA e dos parceiros quanto às metas dos respectivos Quadros de Avaliação do Desempenho (QAD), com base na Declaração de Paris.
Os documentos trazidos para a sala onde decorreu a referida reunião, aparentemente já eram de consenso entre ambas as partes, porquanto, após a sua apresentação, foram sugeridas muito poucas emendas, com cara de gralhas e nada de conteúdos.
O Ministro das Finanças, Manuel Chang, exprimiu a satisfação do Executivo quanto a este processo, dizendo que “constatamos que a parceria que nos une em torno do Apoio ao Orçamento do Estado tem produzido resultados encorajadores na materialização do nosso compromisso de combater a pobreza e promover o desenvolvimento”.
Asseverou também que o Governo continua a trabalhar no sentido de concluir a Política de Cooperação com os parceiros, instrumento fundamental para a estruturação das áreas de intervenção e para a melhoria do processo de diálogo com todos os parceiros interessados no processo de desenvolvimento do nosso País.
PÉ PESADO NO ACELERADOR
A primeira novidade relevante no encontro aconteceu quando o embaixador da Irlanda, anunciou que os PAPs consideram que apesar destes resultados positivos, “ notámos, durante os últimos três anos, uma tendência de abrandamento no ritmo geral de progresso, o que coloca desafios para o Governo no desenho e implementação do novo plano para a redução da pobreza”.
Existem dados que indicam que a desigualdade pode ter aumentado tanto em termos de renda como de acesso aos serviços básicos, sobretudo nas áreas urbanas e mais de um terço dos agregados familiares continuam submetidos a uma situação de grande vulnerabilidade e insegurança alimentar. “ É possível que uma redução da pobreza rápida e substancial venha a requerer mais esforços no futuro “ – enfatizou o diplomata irlandês.
Ademais, o sector da agricultura é preponderante para a erradicação da pobreza no País, visto que grande parte da população vive na base do rendimento de agricultura que emprega cerca de oitenta por cento da população.
Mas no sector da Agricultura, a prioridade do Governo em 2009 foi a implementação do Plano de Acção para a Produção de Alimentos com o objectivo de aumentar a produção e a produtividade.
Embora a produção agro-pecuária tenha crescido com relação a 2008, a produtividade da agricultura no País continua baixa. O G19 considera crucial prestar mais atenção ao desenvolvimento da agricultura nos próximos anos, “ e aguardamos a aprovação e implementação das melhores práticas para opções de políticas de médio e longo prazo.”
QUESTIONADO PILAR DA GOVERNAÇÃO
Os PAPs consideram, em termos gerais, o desempenho do pilar governação como não satisfatório, uma vez que a tendência do progresso no pilar não mostrou sinais de melhorias durante os últimos anos.
Na sequência de uma avaliação dos PAPs de que o progresso nas áreas de boa governação, combate à corrupção e processos democráticos era lento, foi iniciado um processo de diálogo intensificado com o Governo. Este diálogo foi concluído com sucesso em Março deste ano e chegou-se a um consenso em relação às acções a serem levadas a cabo nestas áreas, que constam dos diferentes planos e estratégias do Governo. Espera-se que o compromisso do Governo para com as prioridades acordadas ao nível do diálogo político com os PAPs sirva para acelerar o progresso nesta área, tão importante para a redução da pobreza.
O Plano Quinquenal do Governo foi aprovado em Abril deste ano, sendo o desafio actual a sua operacionalização através de um plano operacional de redução da pobreza.
Acreditamos ser importante a consulta e o diálogo com a sociedade civil e os parceiros na sua elaboração.
Para os PAPs o plano é importante na medida em que reflecte o compromisso do País na redução da pobreza e explica as estratégias escolhidas para enfrentar os desafios do futuro. “Consideramos essencial que o plano operacional tenha objectivos claramente definidos que possam estar reflectidos no modelo de monitoria e avaliação. Estamos disponíveis para apoiar o Governo a enfrentar esse desafio.”
O Embaixador da Irlanda enfatizou que é com satisfação que nota que o relatório independente sobre o desempenho dos PAPs constata que este se manteve num nível elevado, igual ao de 2008, com avanços no uso dos sistemas nacionais de gestão financeira e coordenação da cooperação técnica. Os maiores desafios prendem-se com a previsibilidade da ajuda, a redução do número de missões e o melhoramento do uso dos sistemas nacionais em particular o registo dos projectos bilaterais no Orçamento do Estado e a canalização.
Maputo, Sexta-Feira, 21 de Maio de 2010. Notícias
Saturday, 22 May 2010
A hora do fecho
ULTIMA
Afinal, à última hora, o homem do primeiro tiro, decidiu não comparecer à cerimónia de doutoramento Honoris Causa que lhe estava marcada para um instituto superior sedeado na Beira, que leva o seu nome e é gerido pelo seu chará júnior. O ministério da área desenvolveu “altos esforços diplomáticos” para convencer o general a desistir. Para o pódio foi arrastado um “camarada” doutorado em servir o partidão ...
Outro seu camarada de armas falou emocionado na festa dos 30 anos da companhia que diz que está sempre a subir. Vovô Marcelino disse que a companhia nunca será privatizada. Uma garantia para muitos e muitos “frees” para si e para os seus na “nossa companhia”. Por essas e por outras parecidas, uns tantos administradores de umas companhias ao lado estão neste momento a ver o sol aos quadradinhos.
Não se sabe se vai haver sol aos quadradinhos, mas garantem os entendidos que vai haver mais mexidas nas estradas. O ministro aliado do cachimbo chegou com a lição bem estudada.
O antigo inquilino do sector anda “busy” no sector privado, de onde tinha vindo antes de entrar no governo. Desta vez não vai fazer distribuir insecticidas mas, conjuntamente com o “boss” de Maputo e o “boss” dos “cinzentinhos” fez a Conjane, Lda para se dedicar ao imobiliário.
O Greenspan moçambicano, em momento de aniversário, prossegue a sua cruzada pouco sucedida contra a dolarização da economia moçambicana. Nem as companhias públicas o ouvem e preferem continuar a fazer contas em verdinhas. E se quiser fazer um exercício, pode ver o câmbio praticado pelas Alfândegas de Moçambique. Não é certamente o do banco central ...
Quem está mesmo muito preocupado são os responsáveis de administração e finanças dos distritos abrangidos pelas presidências abertas. Apesar do tradicional saque aos agentes económicos locais, os cofres estão vazios e cheios de dívidas, dadas as despesas de emergência e não orçamentadas que têm que fazer para receber “sua excelência”.
Não se sabe ainda se o padre Couto já está elucidado sobre a explicação de “geração da viragem”. Segundo os escribas oficiosos, o cachimbo respondeu em Nampula às interrogações do reitor da universidade pública. Os críticos dizem que não.
A nossa espectaculosa deve ser saudada pelas boas iniciativas, mas a sua impetuosidade leva-a a entrar no mato. Foi mau, muito mau o interrogatório a que um dos seus jovens apresentadores sujeitou Labiba num debate sobre homosexualidade. O jovem queria a todo o custo saber quem ficava por cima e por baixo ...
Em semana de cabeça perdida, os homens do canal que diz liderar as audiências, perante desmaios numa escola dos arredores da capital, optaram por chamar um representante dos médicos tradicionais, para liderar um debate sobre o fenómeno. Se a moda pega, o ministro tsunami perde mesmo o emprego.
Em voz baixa
Depois dos “camaradas” terem sido pintados coreanamente no Museu da Revolução, está de pé a possibilidade de um busto chinês retratando o herói do “lutar por Moçambique”. Mamã Janeth é que não está a gostar da brincadeira ...
Friday, 21 May 2010
Na Assembleia da República
Renamo apresenta ao Governo as provas da partidarização do Estado
Sem argumentos contra factos tão evidentes, os membros do Governo que estiveram presentes no parlamento, para responderem às questões dos deputados, preferiram não comentar as provas apresentadas pela Renamo.
Maputo (Canalmoz) – O deputado da Renamo, António Machambisse, apresentou ontem em plenário da Assembleia da República, provas da partidarização, ou melhor, “frelimização” do Estado. Uma das mais evidentes provas materiais trazidas pela Renamo ao plenário é o impresso da relação nominal dos trabalhadores, documento produzido pelo Ministério do Trabalho e usado em todas as empresas do país, sejam elas públicas ou privadas, que contém um flagrante requisito de ser assinado pelo “comité sindical ou célula do partido”.
Este espaço para ser rubricado aparece logo na face principal do impresso, e não refere a que partido pertence a célula cujo representante deve assinar a folha de relação nominal, numa afirmação oficial de um regime que se considera monopartidário.
O deputado da Renamo mostrou uma camisete que funciona como uniforme, que é distribuída aos funcionários da administração de Cheringoma, na província de Sofala, no Centro do país. Lê-se na camisete, onde está timbrada a bandeira do partido no poder: “Célula da Administração de Cheringoma”.
Com estas provas, a Renamo quis saber do Governo e dos deputados da Frelimo qual é a prova que mais querem sobre a partidarização do Estado.
Machambisse disse que tudo quanto o Governo, através da ministra da Função Pública, Vitória Diogo, assim como dos deputados da Frelimo, tem vindo a dizer no parlamento não passa de palhaçadas, enquanto, do outro lado, muitos moçambicanos estão a pagar a factura por não se identificarem com os objectivos do partido Frelimo.
Machambisse questionou porque é que esse documento vigora até hoje, desde o período do partido único, que passou para história há mais de 20 anos. “Para nós, esse documento devia ter sido extinto e substituído por um outro”, disse Machambisse ao Canalmoz. Para o deputado da oposição, a existência de células nas instituições públicas, para além de discriminar os demais moçambicanos que não são membros do partido Frelimo, interfere na qualidade do trabalho dos funcionários do Estado, uma vez que estes interrompem suas actividades, para participarem das reuniões das células.
As actividades partidárias nas instituições públicas tem custos imputáveis ao Orçamento de Estado que é financiado em mais de 50% por diversos países da comunidade internacional que dessa força estão a ser forçados a financiar actividades políticas de apenas um segmento dos moçambicanos, conformando o facto uma flagrante ingerência nos assuntos internos do país, tese aliás muito recorrente e grata à Frelimo sempre que se trata de chantagear países estrangeiros que ajudam Moçambique a desenvolver-se.
A vergonha da Frelimo
Perante as provas apresentadas, caíu por terra o discurso da ministra da Função Pública, segundo o qual “O Estado moçambicano não está partidarizado, porque não existem dados que assim o provem”. O Governo preferiu não comentar.
Aos deputados da Frelimo, e tal como é seu hábito, nada mais restou se não dizer que aquelas provas apresentadas pela Renamo “são falsas”. Segundo disse o deputado Edmundo Galiza Matos Júnior, para além de serem falsas, aquelas provas foram forjadas pelo partido Renamo.
Esta afirmação de Edmundo Júnior é uma autêntica exibição do vício de mentir, uma vez que todos os impressos de relação nominal em uso no país contêm o espaço para ser rubricado pelo representante da célula nessa instituição. A não ser que o deputado Edmundo Júnior esteja a acusar o Ministério do Trabalho de fornecer às instituições documentos forjados pela Renamo.
Para além do impresso trazido pela Renamo, o Canalmoz procurou comprovar a existência da exigência da assinatura do representante da célula e apurou que isto está escrito em todos os impressos da relação nominal que vigoram no país nas instituições públicas.
(Matias Guente / Redacção)
ICMA & UNE
convidam para a Noite de Poesia
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Documentário (Maputo Vídeo Slam)
Poesia (Poetas da Alma)
Diálogo e
Música Acústica
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Convidados: Arão Litsure
Ella Raidel da Áustria
Sexta-feira, 21 de Maio, 18:30 H
CaféKULTUR / ICMA
Entrada livre.
Sejam todos bem-vindos!
Recebi a momentos o discurso da deputada Maria Ivone apresentado hoje a AR
Senhora Presidente da Assembleia da República,
Senhora Chefe da Bancada Parlamentar da RENAMO
Senhores Membros da Comissão Permanente
Senhor Primeiro Ministro e demais membros do Governo
Senhores Deputados
Senhoras e Senhores
Excelências,
Permitam-me saudar o povo da Zambézia, meu círculo eleitoral e a todos os moçambicanos que, dia-a-dia, lutam por uma condição de vida condigna para si e seus familiares.
À sua Excelência Presidente Afonso Dhlakama endereço votos de saúde e que continue o mais resistente que a milhões de moçambicanos inspira.
Senhoras e Senhores,
Este Governo promete combater a pobreza absoluta e, por certo, não há pobreza mais absoluta do que aquela que todos nós vemos por esse país fora! Não são precisas presidências abertas para se saber das carências deste nosso povo! Basta viver em Moçambique com os pés assentes no chão! Depois das presidências abertas, depois dessas visitas populistas, o que fica? Ficam escolas feitas? Ficam postos de saúde a funcionar? Quando essas visitas presidenciais ou governamentais terminam, quando a poeira, finalmente, assenta no chão, depois dos helicópteros terem levantado voo, o povo continua sem camisa para vestir, continua sem esteira para dormir, continua de barriga vazia! O povo quer arroz no prato, o povo dispensa as palavras bonitas de que se fazem as promessas por cumprir! Os rios de dinheiro que se gastam numa qualquer festa de qualquer membro da “nomenclatura” do partido Frelimo seria suficiente para alimentar uma aldeia a carne de cabrito!
Porém, os governantes deste país só vêem pobreza quando nós e outros – atentos à realidade - apontamos o facto vergonhoso do nosso povo estar a viver na miséria. Pobreza, é não ter que comer, é não ter onde dormir, é não ter acesso a um trabalho condigno. Mas, há quem pense que a pobreza do povo não pode acabar, porque o governo não teria como manipular a vontade de um povo de barriga cheia!
Senhoras e Senhores,
Afinal, que medidas concretas estão sendo tomadas para inverter a situação prevalecente? Este governo lança, a toda a pressa, para o mundo exterior ver, programas altissonantes como o PROAGRI, o PARPA I, o PARPA II, o Fundo de Investimento Local ou a chamada “Revolução Verde”. Todos estes programas e outros, criados por decreto ao longo dos anos, que resultados concretos produziram? Onde estão os moçambicanos que saíram da pobreza absoluta com a ajuda dos governos da Frelimo? Onde ficam essas aldeias, essas cidades onde a fome e a pobreza foram erradicadas?
Senhoras e Senhores,
Neste nosso país e, sobretudo, nesta nossa cidade-capital, a riqueza absurda continua a viver lado a lado com a pobreza absoluta.
De vez em quando, fala-se da pobreza nas primeiras páginas dos jornais e nas capas das revistas. A pobreza sai na televisão, a cores, não parece real. De tempos a tempos, os governantes discursam: «vamos combater a fome» Mas, isso não passa de discurso de quem finge que faz e faz que faz.
A pobreza que se diz hoje combater, neste nosso país, é a mesma pobreza absoluta que se viveu em 1975, em 1982, em 1986! Essa pobreza transformou-se já numa herança de falhanços históricos da Frelimo, de programas vários assumidos por tantos governos passados, governos esses que estão na origem deste governo que agora nos quer convencer que faz, mas não faz! Ou, quando faz, faz para os amigos, para os do partido Frelimo. Quem não for do partido, fica de fora! Essa é a verdade!
E esses sete biliões destinados que não chegam nada aos distritos, como a própria Frelimo é obrigada a admitir. Está nos jornais a noticia da corrupção dos dinheiros prometidos ao povo. Uma vez mais, a Frelimo não cumpre! A necessidade de reconstrução da linha férrea Quelimane-Mocuba, um dos pilares para o desenvolvimento da Zambézia, constitui uma inquietação de todo povo da Zambeziano e do país em geral dado o estado de abandono total e destruição da mesma.
Por que é que o plano de construção de troços de estradas por esse país fora não foi cumprido e para quando se prevê o início das obras? Porque alguém da Frelimo comeu o dinheiro? O “bolo” foi dividido em “tranches” e nada restou? Nalguns casos, pôs-se mesmo uma camadinha de alcatrão e um pouco de areia, mas a chuva veio e destapou os buracos, para nossa vergonha, senhores governantes!
E já que aqui estamos a questionar o governo e as suas políticas, respondam, sem rodeios, perante esta Casa do Povo: Que acções têm sido tomadas com vista a estancar os desmandos e o desrespeito pela lei de exploração das espécies florestais deste país? A resposta, senhores governantes só pode ser esta: “Como estancar, se somos os promotores? Mas, vocês pedem-nos muito – dirão: “São nossos amigos os usurpadores das riquezas florestais de Moçambique ! Comemos com eles à mesma mesa, estamos amarrados a compromissos feitos nas costas do povo”. Essa é, a meu ver, a resposta que aqui deveria ser dada ao país.
O fracasso das políticas da Frelimo é um facto! Apesar de estar há 35 anos no poder, a Frelimo não aprendeu com os seus erros! É preciso mudar, é urgente deixar de empurrar este país com a barriga! É absolutamente urgente!
Senhoras e Senhores,
Digam-nos sem rodeios, que medidas em curso estão sendo tomadas pelo governo para acabar em definitivo com a partidarização ou frelimização das instituições do Estado, das empresas públicas e das empresas maioritariamente participadas pelo Estado? Que está a ser feito para evitar favoritismos político-partidários na atribuição de bolsas de estudo, na selecção dos membros das mesas de voto, para não continuarmos a assistir à violação do princípio de igualdade previsto no artigo 35 da Constituição da República?
A resposta verdadeira a esta pergunta só pode ser uma. Nenhuma medida está a ser tomada por este governo para evitar o favoritismo, o nepotismo, a usurpação de cargos pelo partido no poder porque, sem a partidarização do Estado, a Frelimo nada seria. Nada faria!
A Frelimo iniciou desde a nossa independência uma ideia falhada de igualdade obrigatória para todos. Hoje, essa mesma Frelimo do post-marxismo-leninismo é praticante da mais absurda desigualdade. Enquanto oposição, a RENAMO está aqui para contribuir para resolver os problemas reais que o povo moçambicano enfrenta por causa da governação deficiente da Frelimo. Queremos ver este país enveredar por uma democracia que sirva a todos os cidadãos, sem distinção de cor, de etnia e de filiação politica, contrariando, assim, a vossa política de exclusão que é aquela por vós sempre praticada.
Chegou a altura do governo deixar de governar por impulso e de adoptar uma estratégia ponderada que não tenha que passar por grandes viagens e visitas de mera ostentação e que apenas parecem servir ambições de propaganda pessoal e partidária. Os desafios que se apresentam a este nosso país só poderão ser resolvidos com uma boa governação. Uma governação transparente, democrática, justa e sem corrupção. A RENAMO defende estes princípios e continuará sempre atenta ao cumprimento das promessas feitas aos moçambicanos!
Muito obrigada,
Maputo, aos 20 de Maio de 2010.
Deputada Maria Ivone Rensamo Bernardo Soares
--
Mª Ivone Soares, MP
2ª Vice-President do Gabinete Parlamentar da Juventude
Presidente Substituta da Comissão das Relaçoes Internacionais
Assembleia da Republica
Alter: Obama Reveals He May Be One-Term President

Alter: Obama Reveals He May Be One-Term President
By Jim Meyers
President Obama has failed in one of the most important jobs a president faces: persuading the country to follow him, says Newsweek Senior Editor Jonathan Alter, author of a new book about Obama’s first year in office.
In an exclusive interview with Newsmax.TV, Alter also says Obama will move to the right if Democrats lose big in the midterm elections. Alter predicts he could face a primary challenge from both the left and the right in 2012, and suggests the possibility that Secretary of State Hillary Clinton and Vice President Biden could switch places in a second term – although Alter reveals that Obama feels he could be a one-term president.
Alter’s newly released book, “The Promise: President Obama, Year One,” has garnered major media attention for its riveting insider’s perspective on what happened during Obama’s first year.
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Asked whether Obama has followed his campaign promise to govern in a bipartisan manner, Alter responds: “No, he hasn’t. That was something he just could not make good on in the presidency, that idea of being more bipartisan.
“He tried to put some Republicans in the Cabinet. He does have Bob Gates, who is a Republican and has been in Republican administrations, as his most influential member of the Cabinet, Secretary of Defense.
“But it is quite true that he has not governed in a bipartisan way, and I think there’s enough blame for this to go around.”
Alter discloses in his book that, “in the first week of his presidency, Obama went up to Capitol Hill and met with the Republican caucus on the House side — no Democrats — and he wanted their input on the stimulus.
“He had already agreed to more than $300 billion in tax cuts, but he wanted to see if he could get some agreement from the Republicans on spending increases. [House Minority Leader] John Boehner told all the Republicans before the meeting, none of us are voting for Obama’s stimulus plan,” Alter tells Newsmax.TV.
“So in a sense, Obama was extending his hand to at least try to be bipartisan, and it was just brushed away by the Republicans. It was in their political interest, as we are now finding out, not to cooperate.
“After that, I think a lot of Obama’s efforts at bipartisanship were kind of phony. He just wanted credit for looking bipartisan, and at that point pretty early in his presidency had given up on real bipartisanship.”
No president’s approval ratings have ever tumbled as quickly as Obama’s in such a short period of time, Alter acknowledges, but he refers to a new NBC News poll showing “that Obama’s personal favorable ratings are higher at this point in his term than either Reagan or Clinton.
“One thing that is clear, though, is that the public doesn’t really approve of his program. They kind of like him personally. They don’t like the direction right now that he’s taking the country.
“He has failed in his first year in one of the most important jobs that any president has, which is to persuade the country to follow him.”
Alter’s book, released this week, makes reference to Obama’s temper. He was asked whether the president has a short fuse.
“He does not lose his cool, but in some ways it’s scarier — kind of this icy stare,” Alter says.
“He gets very upset about leaks. Instead of talking about what he should be talking about that day, he’s obsessing on these leaks.”
Comparing Bill Clinton and Obama on their handling of the presidency, Alter notes that, on healthcare, Clinton failed to pass reform legislation while Obama succeeded, “immaterial of whether one feels it’s a stinking bill or something that’s good for the country.
“Just on the success or failure level, he’s achieved more than Clinton at this point. But it’s early yet. He has a hundred ways to fail. And Clinton had some real successes later on in his term.
“We’ll see what happens to Obama. He told me he could be a one-term president.”
After losing Congress in 1994, Clinton moved to the right and center and signed such legislation as welfare reform. Asked whether Obama might do the same if Democrats take a big hit in November, Alter responds: “I think he will. He’s a pragmatist. I don’t see him as a real ideologue. He’s an idealist in some ways, but he wants to do what works. He’s not really into tilting at windmills.”
Alter was also asked, if Obama’s approval numbers continue to erode, could he face a primary challenge from someone like Hillary Clinton or Indiana Sen. Evan Bayh, who has said he is not seeking re-election this year.
“Hillary Clinton, I would say absolutely not,” Alter declares.
“There would have to be something that they were divided on that was much more profound on issue grounds.
“I think it would be more likely that she and [Joe] Biden would trade places — maybe she becomes vice president if Obama is re-elected, to tee her up for 2016.
“Could Evan Bayh or someone else decide to challenge Obama from the right? Absolutely. I don’t think it’s likely, but it’s actually possible. There’s a lot of history of that in American politics.
“And it’s even possible, if he moves right after the midterms, you could see a very liberal challenge to him from the left that would complicate his political existence.”
Could that challenge come from Howard Dean? Alter said: “I would not rule that out.”
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Chipande não acredita que tenha sido por livre vontade
Participacao massiva da populacao no comicio de Guebuza em Nauela
Quelimane (DZ)- Alto Molócue, fechou tudo aquilo que era actividade diária daquele distrito. Toda gente foi evacuada para Nauela, cerca de 60 km de estrada em terra-batida, para receber o presidente da república, Armando Guebuza.
Comércio interrompido, escolas encerradas, instituições públicas encerradas, enfim, não houve nada em Molócue senão receber o presidente da república.
Diga-se em abono de verdade que esteve muita gente no posto administrativo de Nauela, mas também é preciso dizer que sabendo que Nauela é uma zona onde a
oposição, neste caso a Renamo goza de muita popularidade, as pessoas foram transportadas de outros pontos do distrito para engrossarem o número.
Se a moldura humana que afluiu ao comício de Guebuza é vista por alguns círculos como uma grande mobilização do governo distrital, há quem não vê neste prisma. Uma
destas pessoas que não vê com bons olhos, é o veterano da luta de libertação nacional, o chamado homem do primeiro tiro de Chai.
Joaquim Alberto Chipande, que é igualmente membro do Conselho do Estado, diz não acreditar que tenha sido por vontade pessoal que aquelas pessoas afluíram ao comício
do PR em Nauela.
Falando na Sessão Extraordinária do governo provincial alargada a outros membros do
governo, Chipande disse que não pode ser vista como mobilização simples. Alias, a fonte fez fé naquelas inquietações que ouviu no comício popular de Nauela em que
as pessoas que interviram no comício. “Camarada, não é verdade que as pessoas
estavam por sua livre vontade”- duvidou Chipande para depois questionar que “se aqui temos muita gente, então porque perdemos eleições?”-rematou.
Todavia, Chipande diz que há um trabalho serio que deve ser feito para que se possa aferir do que se passa em Molócue, olhando as inquietações levantadas.
Um outro ponto que Alberto Chipande anotou está em volta do desenvolvimento das zonas rurais.
Naquele comício orientado pelo chefe do estado, a população queixou-se dizendo que o
desenvolvimento deste país e de Alto Molócue em particular é visto apenas ao longo das estradas, tudo para impressionar os dirigentes quando passam. Alias, no interior dos distritos, há problemas sérios de falta de água, pontecas desabadas, falta de
maternidades, só para citar alguns exemplos.
Isto tudo também é corroborado pelo general Chipande, que sem receio disse nesta sessão do governo que ficou a espera da resposta do presidente Guebuza sobre este
assunto levantado. “De facto eu viajei no helicóptero mas vi que há
pobreza no interior “-disse Chipande.
Num outro passo, a fonte sublinhou que é preciso envidar mais esforços para que a
população não volte a levantar questões como falta de água nas escolas, porque há fundos para colocação de fontes de água.
Porém refira-se aqui que em Alto Molócue, a população tem visto a sua liberdade de expressão privada, por causa do regime…DZ
Guebuza acautela Itai Meque
· “Não vejo metas neste plano, por isso há que ter calma quando falamos de
cumprimento em percentagens”-Armando Guebuza, na Sessão Extraordinária
Quelimane (DZ) - Na tarde e princípio de noite da última quarta-feira, aquela sala do
Instituto de Formação de Professores de Alto Molócue, norte da província da Zambézia,
até parecia uma sessão de julgamento.
Sem jornalistas para reportarem estes assuntos de fundo, alias, modelo característico de Armando Guebuza desde que está no poder, permaneceram na sala,
os membros do governo provincial e outros convidados.
Depois do Governador da Zambézia, Francisco Itai Meque ter apresentado com muita convicção o informe de 2009 e o famoso plano dos Cem dias, eis que as questões
começaram a serem levantadas pelo presidente da república, Armando Guebuza.
Só para aferirmos um pouco sobre este plano dos “Cem dias”, o Governo da Zambézia
diz que de Janeiro a Abril do ano em curso no que concerne as plantações, ter conseguido plantar 90.812 mudas de coqueiros nos distritos de Chinde, Inhassunge, Namacurra e Maganja da Costa, mas também não diz qual era a meta planificada.
No que concerne ao abastecimento de água potável a população, pode-se ler no informe
em nosso poder que, o governo de Itai Meque, diz ter reabilitado 16 fontes de água e abertos 13 furos deste precioso, nos distritos de Alto Molócue, Pebane e Namacurra
respectivamente.
Já na área social, ou seja naquilo que o governo chama de redução de vulnerabilidade, vê-se neste mesmo documento que 28.725 pessoas receberam apoio
alimentar, devido aos efeitos combinados das secas e cheias nos distritos de Morrumbala, Mopeia e Chinde, mas também, sem metas de quanto estava planificado.
Estas e outras questões, deixaram o chefe do estado moçambicano atencioso. Armando Guebuza, elogiou o esforço, mas também apontou questões fundamentais.
Uma das questões o chefe do estado apontou é a falta de metas nos planos do governo da Zambézia.
De acordo ainda com o PR, os planos tem que ter metas, não bastando apenas dizer que
chegamos a números “X” ou “Y” sem dizer ate que ponto tinha planificado as suas actividades. Num outro passo, o chefe do estado diz não ver ainda neste plano acções concretas, embora reconheça que tenha havido empenho por parte dos governantes.
No que concerne a campanha “Um líder uma floresta”, Guebuza diz que o que ouviu não foi novo, porque na sua óptica as florestas já existem e o governo está usar isso
como uma bandeira. Todavia, o chefe do estado moçambicano apelou para que os líderes sejam explicados da necessidade de serem eles a criarem as suas florestas como forma de proteger o meio ambiente.
Porém, importa aqui referir que esta quinta-feira, Armando Guebuza, trabalhou no distrito de Pebane, concretamente no posto administrativo de Nabúri e depois
voou para Pebane sede e esta sexta-feira trabalha na Maganja da
Costa. (AZ)
Wednesday, 19 May 2010
Processado por uma deputada da Renamo
JULGAMENTO DO JORNALISTA DO MAGAZINE TEM LUGAR HOJE
V asco da Gama, jornalista e corresponente do semanário Magazine Independente, vai hoje a julgamento na 3ª Sessão do Tribunal Judicial da cidade de Nampula,
acusado de crime de difamação contra a figura de Lúcia Xavier Afate, deputada da Assembleia da República, pela bancada da Renamo.
Gama é apontado como tendo publicado um artigo com o título “ Deputada da Renamo casa-se com Dhlakama e formaliza relação de há 15 anos” inserido na primeira página da edição de 1 de Julho de 2009 do Magazine Independente.
No processo nº 409/2010, Lúcia Afate, que afirma estar “muito lesada” exige uma indemnização de mais de um milhão de meticais, valor que, entretanto, está longe da
disponibilidade financeira do visado.
Em contacto com a nossa reportagem, Vasco da Gama confirmou ter publicado o artigo (do qual afirma, peremptoriamente, que não retira uma vírgula sequer) com base em fontes facultadas por familiares da deputada, que, também, exerce as funções de
delegada provincial da Renamo em Nampula.
De acordo com Gama, os factos narrados no jornal resultam de um diálogo mantido entre ele (jornalista) e a irmã de Lúcia, de nome Inrizai Afate e o primo desta, identificado pelo nome de Munavuca Saíde, ambos residentes na comunidade de Variha, posto administrativo de Matibane, distrito costeiro de Mossuril, local onde,
suspostamente, terá ocorrido o matrimónio entre o líder da Renamo e a referida deputada no dia 25 de Maio do ano passado.
O nosso entrevistado conta, ainda, que as despesas da sua deslocação à Matibane foram suportadas pela própria direcção do jornal e para poder ter acesso à toda a informação sobre o referido matrimónio, exibiu um cartão da Renamo, adquirido algures na cidade de Nacala-porto.
Entretanto, a poucas horas do julgamento, Vasco da Gama considerase abandonado pela sua direcção editorial. Afirma que tentou, por várias vezes, contactar os seus responsáveis, em Maputo, sobre o assunto, mas estes mostram-se, estranhamente, mudos e indiferentes. A nossa reportagem, também, tentou, sem sucesso, ouvir o director do
Magazine Independente, Salomão Moyana. E o mesmo aconteceu em E o mesmo aconteceu em
relação à deputada Lúcia Afate. Wf
Editorial Um brincalhão chamado Dhlakama!
Diário Independente. Pag: - 19/05/3 2010 - Edição n° 529
De vez em quando, como que a fazer prova periódica de vida, após tão prolongado silêncio, o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, ainda consegue tempo para dar larga à sua infinita capacidade de dizer disparates em público, aliás, em conferências de
imprensa que gosta de convocar para se auto ridicularizar.
Aconteceu que na semana passada, entendeu o líder convocar jornalistas em Nampula para se insurgir contra a sua própria bancada parlamentar, acusando-a de ser “uma bancada de esfomeados”, que tomou posse à revelia de suas ordens, acrescentando
que não representava interesses do seu partido, nem ele (Dhlakama) tinha participado da decisão da sua estruturação interna.
Essas palavras equivalem a um pedido de demissão do cargo de presidente, que aquele líder está a apresentar ao seu partido, pedido esse, há muito, merecedor de deferimento porque oportuno e conveniente para a rápida reanimação política daquele
partido, ora à deriva.
Os pronunciamentos de Afonso Dhlakama aconteceram na mesma semana em que a sua esposa, D. Rosária Dhlakama, confirmou à televisão nacional que ela está, de
facto, abandonada pelo marido, o qual decidiu exilar-se em Nampula, onde não se lhe conhece nenhuma actividade digna de realce, ao ponto de se esquecer da sua família. Aliás, há cerca de um mês atrás, este semanário dedicou amplo espaço às dificuldades financeiras por que passa a família Dhlakama em Maputo, abandonada pelo respectivo chefe há cerca de oito meses.
Portanto, Dhlakama não só é mau político como, igualmente, é péssimo chefe de família, um chefe de família irresponsável, que não se preocupa com a sorte de seus próprios filhos e esposa! Mesmo assim, diz que ainda vai a tempo de ser Presidente
da República de Moçambique! Quer dizer, Dhlakama, apesar de ter idade suficiente para ter juízo, ele apresenta características de um adolescente brincalhão, indiferente ao que diz e faz. Ele acredita, piamente, no trocadilho de palavras, isto é, afirmar uma grande asneira de manhã para, à tarde do mesmo dia, mandar um
dos seus vários porta-vozes para desmentir o que ele afirmou de manhã.
É o papel ridículo que, desta vez, coube ao tal de Arnaldo Chalaua, que apareceu esta segunda feira a afirmar que o seu presidente não disse aquilo que disse na semana passada.
A dizer que Dhlakama não disse que não reconhecia os 51 deputados da Renamo, disse que não reconhecia os 191 da Frelimo! Se nós não conhecêssemos o tal de Dhlakama ainda éramos capazes de acreditar no que Chalaua tentou dizer. Mas, o facto
verídico é que nem o próprio Chalaua acredita na mentira que esteve a veicular. Portanto, Dhkalama não só mente em público, como manda Chalaua, também mentir publicamente!
Aliás, essa é sua táctica antiga, tão velha como as mentiras públicas do
próprio líder renamista. Em Novembro passado, jurou, a pés juntos, que o ano não chegaria ao fim sem a Renamo levar a cabo manifestações, em várias partes do País, para protestar contra os resultados eleitorais de 28 de Outubro. Disse que ele próprio, estaria em frente dos manifestantes.
Não houve nenhuma manifestação, nem mesmo na Rua das Flores, em Nampula, onde reside Dhlakama, há quase um ano.
Deste modo, pode-se chegar à triste conclusão de que estamos perante um mentiroso por tendência, um homem que só se sente realizado após proferir meia dúzias de mentiras em público.
O que ainda não descortinamos é a utilidade que Dhlakama atribui às suas mentiras sucessivas. Se calhar, pensa ele que basta aparecer na comunicação social a proferir qualquer coisa para se ser importante, não se importando com o conteúdo de suas
mensagens. Se calhar, ele acredita que as suas mentiras podem produzir algum resultado político positivo, passando ele a ser visto como um líder franco atirador que dispara para todos os lados, incluindo para os seus próprios pés! De facto, devemos investigar o sentido que ele atribui às suas mentiras. Mas, independentemente
disso, fica claro que Afonso Dhlakama pifou de vez, já não sabe o que diz, nem o que faz e quando faz.
Ele age como búfalo ferido, que no seu estrebuchar final, ainda pode matar muitas pessoas, sobretudo as menos avisadas da sua ira agonizante.
Dhlakama, que foi um dos arquitectos da paz em Moçambique, está a sair da política activa pela porta pequena, está a acabar de uma forma que não merecia, dado o seu papel histórico.
Tudo indica que Dhlakama adora criar inimigos. Se o seu inimigo calha não ser Frelimo, então, inventa um inimigo chamado “bancada de esfomeados da Renamo”, que toma posse à revelia do chefão. Quando tudo indica que Dhlakama já acabou com todos
os inimigos, eis que a sua própria família é colocada numa situação de penúria total pelo próprio chefe, provavelmente, para ter motivos de a converter em inimiga do líder da Renamo.
Agora, quem vai votar num político que nem consegue sustentar a esposa e filhos? Quem vai colocar na Ponta Vermelha alguém que demonstra incapacidade aguda de tomar conta do seu próprio partido político? Ou seja, Dhlakama, que não consegue
governar a sua própria família e partido, há-de conseguir governar milhões de famílias dos moçambicanos?
O que nos consola, sinceramente, é que ninguém vai eleger Dhlakama para Presidente da República. Seria fazer voltar Moçambique para a época dos pesadelos. Também nos
consola o facto de o próprio Dhlakama saber que jamais será Presidente de Moçambique, razão pela qual envereda pelo caminho das brincadeiras de adolescente indisciplinado, que diz uma coisa de manhã, para se desmentir à tarde.
Definitivamente, Dhlakama é carta fora do baralho político nacional, por culpa, exclusivamente, imputável a ele e a mais ninguém.
Até porque o povo não vota em brincalhões!
D
Universirty of Dodoma
Announcing 1st Money-Prized Essay Contest & Application to our 2010 Educational Festival
The 2010 Students & Young Professionals African Liberty Academy (SYPALA).
August 15-21, 2010 - UNIVERSITY OF DODOMA, Tanzania.
After four years of successfully hosting SYPALA, one of the most educative programmes on the continent in West Africa, it is time to take our week-long education fiesta to the East.
This year’s seminar would be held in Tanzania in order to enable our many East African applicants who for want of travel funds have not been able to enjoy the life-enriching encounters to do just that..
While we do not anticipate a substantial shift in our mode of introduction, our subject-matters ranging from political economy to business strategy, and from leadership to economic governance will largely reflect the thinking of one of the most prolific intellectual heavy weights of the 19th century- the French Philosopher, Journalist and Economist, Frédéric Bastiat, not least because this year marks his 209th birthday..
Writing in the early 19th century, Frederic Bastiat capably weighed in, with wit and insight, into the popular discussions of individual freedom versus power. We have seen how much carnage the politics of big men has caused in Africa. Bastiat warned of the penchant for governments legislating powers to enable them to drive their utopian ideas of equalizing welfare for everyone, when, in fact, the only way to achieve that was by un-equalizing power by giving rulers the power to take what everyone had productively applied their minds and physical labour to. There are a lot of these often misdirected do-good attitudes by many African governments with dire consequences for “prosperity, morality, equality, right, justice, progress, responsibility, cooperation, property, labor, trade, capital, wages, taxes, population, finance, or government”. .
But, Bastiat believed then, and many will attest to the fact that many of society’s problems though largely caused by intrusive governments have one solution- liberty. “At whatever point on the scientific horizon I begin my researches, I invariably reach this one conclusion: the solution to the problems of human relationships is to be found in liberty”, Bastiat wrote..
Essay Contest, Application Criteria & Prizes.
As the sole criterion to being admitted into this year’s SYPALA in Tanzania, we would like to test the knowledge of our applicants on how effectively they can apply the thinking of Bastiat to the happenings around them..
The Essay Topic:
Bastiat shows that, every time we make a choice, we give something up. This is what economists call opportunity cost. In 1500 words, identify three actions of your government you consider curious or rather suspicious and describe some of the hidden costs behind the actions. .
Helpful tip: Please read Bastiat’s essay, What Is Seen and What Is not Seen. This essay can be found here.
- The essay is open to all Africans between the ages of 18-35 even if you are not applying to be part of our 2010 seminar in Tanzania. Indicate though if you wish to attend the seminar.
- The essay must be original.
-Essay should have your name, affiliation, (education or work) and submitted via email to mavis@imanighana.com
- The deadline for submission of the essays will be June 1st, 2010.
- The results will be announced on June 30, 2010, Bastiat's 209th Birthday.
We will award prizes for the best essays as well.
First prize: US$800
Second prize: $ 600
Third prize: $400
5 Honorable mentions: $150 for each mention.
Proceed to Apply Now!.
Take note of our June 1st deadline. If you have further questions, please email Mavis at mavis@imanighana.com or call her on +233 244 973 951 during office hours, please. .
You can also contact the University of Dodoma directly by emailing Dr. Edwin Ngowi at ngowiee@yahoo.com and Mr. Daniel Nyato at dnyato2000@gmail.com.
Respectfully yours,.
Mavis Mawudeku
Administrative Assistant
AfricanLiberty.org/ IMANI
MISA-MOÇAMBIQUE REPUDIA AMEAÇAS A SALOMÃO MOYANA
O MISA-Moçambique tomou conhecimento, na manhã desta quarta feira, que o jornalista e director do semanário MAGAZINE INDEPENDENTE, Salomão Moyana, tem vindo, desde a noite de ontem, terça feira, a ser alvo de ameaças de morte proferidas por pessoas desconhecidas, que o fazem através de mensagens SMS não assinadas.
Uma das passagens de uma das mensagens, aparentemente, com motivações políticas, diz:
“ (…) vimos aquilo que você andou a escrever no seu jornal, tu escreves merda e pensas que nós somos burros. Você é Frelimo tribalista que defende bandidos ladrões como o seu pai Guebuza. Tu andas a insultar Jacamo, pensas que podes destruir a imagem dele com aquela merda que escreveu. Nós estamos chateados e começou há muito tempo, escreveste no Savana, Zambeze e agora Maginero. Guebuza roubou votos e tu macaco de puta não disse nada…já estamos fartos de ti…. (…) …vamos te bater, vamos de prokurari para ti batir bem qui nunka vesti na vida (…).”.
Na mesma noite destas mensagens, a viatura pessoal do mesmo jornalista foi vandalizada na sua residência: partiram-lhe vidros, arrancaram-lhe espelhos laterais, rádio reprodutor de CD e vazaram-lhe as rodas.
O MISA-MOÇAMBIQUE denuncia e repudia, nos mais veementes termos, estes actos bárbaros de intimidação e de cerceamento da liberdade de expressão e de Imprensa, valores nobres consagrados na Constituição da República, e apela às autoridades policiais competentes para que ponham em prática todas as medidas necessárias para a garantia da segurança do jornalista ameaçado, bem como para a localização dos mentores de tais ameaças, com vista a levá-los à barra da Justiça.
Numa sociedade democrática e pluralista, como a moçambicana, é inaceitável que alguns sectores ainda recorram a métodos criminais para fazer valer os seus objectivos.
O MISA-Moçambique apela, igualmente, a todas as forças vivas da sociedade para que repudiem este acto bárbaro que atenta contra a sã convivência política e social no País.
Maputo, 19 de Maio de 2010.
Investigação jornalística continua fraca - Mia Couto

O escritor, jornalista e biólogo moçambicano Mia Couto defende que o jornalismo praticado em Moçambique é fraco e que, por causa disso, é quase impossível avançar para um jornalismo investigativo sério. Couto fez esta declaração num seminário que decorre, desde ontem, em Maputo, sobre jornalismo investigativo, quando dissertava exactamente sobre os desafios deste tipo de jornalismo no país.
O escritor deu a entender que os problemas do jornalismo moçambicano são conjunturais. Couto disse, por um lado, que “vivemos numa sociedade em que não há tradição de debate político. Apesar do quadro legal estar a favor duma cultura de liberdade de expressão, esta ainda não é aproveitada pela maior parte dos moçambicanos, o que leva a entender que há um défice de cidadania neste país”. Por outro lado, disse que não há uma produção académica séria. “as nossas universidades e institutos superiores não produzem conhecimento”, defende a fonte, acrescentando que, numa realidade como esta, o jornalista é aquele que deve fazer aquilo que é o dever de todos. Mas porque este jornalista não está preparado, só vai aplaudir os poderosos, bajular os chefes e, acima de tudo, ser uma caixa de ressonância dos discursos dos chefes, embora esteja claro que esta atitude de “servilismo” não sirva para o bem-estar de um país, nem mesmo para aqueles que mandam essas ordens.
Este cenário, aos olhos de Mia Couto, faz com que o jornalismo praticado no nosso país perda a sua credibilidade, sobretudo quando o mesmo pauta por uma via de encomenda. Para defender a sua tese, diz que se um tal jornalista faz uma crítica a outrem, é por encomenda. Mesmo quem investiga um caso que envolve uma figura, é por encomenda, e essa falta de independência do repórter pode colocar em causa o seu profissionalismo.
Desta feita, diz Couto, antes de se avançar para um debate sobre um jornalismo investigativo, é preciso deixar claro que o jornalismo, no geral, praticado neste país está doente.
Mais: a fonte entende que são várias as razões que colocam a investigação jornalística em causa no país, nomeadamente, o medo por parte do repórter, a falta de vontade de fazer trabalhos sérios por parte da direcção editorial de um órgão de informação, entre outros.
Como forma de ultrapassar esta triste realidade, Couto propõe a criação de um fundo no país que possa financiar jornalistas para fazerem trabalhos de investigação.
Para o funcionamento deste fundo, a fonte diz que seria necessária a criação de um júri sério, para fazer a sua gestão, que podia ser por meio do Media Institute of Southern African (MISA) ou mesmo o Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ).
fonte: O País
Entre Pio Matos e taxistas de bicicletas
Acabou a Amizade?
Quelimane (DZ)- No tempo da sua campanha eleitoral éramos amigos. Prometeu mares
de coisas. E uma das promessas foi de não agravamento das taxas em caso de vitória nas eleições autárquicas de 2008.
E depois de ganhar, esqueceu-se de tudo isso. Amizade acabou. Agora são taxas atrás de taxas. E não só são as taxas sobre o licenciamento que doem os taxistas de bicicletas. Também a introdução de colectes reflectores como uma obrigação
foi o cúmulo de um descontentamento que vinha reinando há bastante tempo entre o Conselho Municipal de Quelimane e os praticantes daquela actividade.
Esta terça-feira, a edilidade decidiu mandar a sua forca municipal as avenidas e ruas
para actuar contra os taxistas que não tiverem regularizados os processos exigidos pela edilidade. Isto criou pânico e houve mesmo paralisação desta actividade por algumas horas.
Houve grupos de taxistas divididos. Enquanto a edilidade recolhia as bicicletas dos
chamados táxis-ilegais, grupos separados estiveram amotinados defronte do edifício do Conselho Municipal, primeiro exigindo que os seus colegas recebam de volta os
seus meios. Na sua óptica, fazer táxi não é um simples turismo, mas sim uma actividade para sobrevivência.
Alguns reconhecem que há falta de domínio do código de estrada, mas alegam que a sua factura não chega para cobrir as despesas que a edilidade cobra mensalmente. Só
para ter uma ideia, os taxistas deverão pagar a partir do mês de Março passado, cerca de 250 meticais mensalmente das taxas que são impostas pela edilidade.
E não só, através da Assembleia Municipal, foram aprovadas algumas leis tais como a de uso de colectes reflectores, uso de campainha, etc.
Com isto tudo, os táxis dizem que agora a vida tornará mais difícil, se é que já era, então será pior.
Mesmo com esta lufa-lufa toda, uma fonte do Conselho Municipal de Quelimane, disse ao nosso jornal que a edilidade não vai ceder. Quer dizer na óptica deste nosso
interlocutor é que o Conselho Municipal vai bater no duro até que a lei seja cumprida.
De acordo ainda com aquela fonte, no seio da edilidade há um reconhecimento de que a
actividade de táxi tem ajudado sobremaneira os munícipes, mas é preciso respeitar as regras emanadas.
Num outro desenvolvimento, a fonte que temos vindo a citar diz que a edilidade sob égide de Pio Matos vai continuar a trabalhar para que os fazedores de táxi sejam legais e garantam segurança aos seus passageiros………. …DZ
Administrador da Maganja já tem água
Quelimane (DZ) - Tem sido assim, quando o chefe do estado moçambicano visita uma certa província, distrito até mesmo localidade.
Tudo o que era impossível fazer durante anos e anos, já é possível fazer em menos tempo.
O caso concreto vem do distrito da Maganja da Costa, terceira etapa que Armando Guebuza, fará nesta visita que inicia esta quarta-feira a província da Zambézia.
Na casa do administrador distrital, não jorrava água há bastante tempo. Tudo porque segundo argumentos do governo local, não havia orçamento para efectuar a ligação
daquele precioso líquido. Mas em pouco tempo, já houve dinheiro para que as torneiras do administrador Lucas Chirembue, jorrasse água.
Não se sabe donde vieram os fundos, mas como o chefe do estado, Armando Guebuza poderá alojar-se naquela residência, Chirembue, terá mesmo respirado de alívio. Alias, numa visita efectuada recentemente pelo governador da província da
Zambézia, Francisco Itai Meque, a aquele distrito, este teria dito que o que viu naquele distrito comparava-se a uma pobreza mental, fazendo fé assim as palavras do seu superior hierárquico que diz que a pobreza é um problema de mentalidade e
por vezes espiritual.
Com ou estes argumentos é que a casa do administrador da Maganja da Costa, só teve agua por causa da visita do Presidente da República. E depois do PR ir embora?
Lembrar que esta é a primeira visita que Guebuza efectua a Zambézia, desde a sua eleição como presidente da república…DZ
Administrador da Maganja já tem água
Quelimane (DZ) - Tem sido assim, quando o chefe do estado moçambicano visita uma certa província, distrito até mesmo localidade.
Tudo o que era impossível fazer durante anos e anos, já é possível fazer em menos tempo.
O caso concreto vem do distrito da Maganja da Costa, terceira etapa que Armando Guebuza, fará nesta visita que inicia esta quarta-feira a província da Zambézia.
Na casa do administrador distrital, não jorrava água há bastante tempo. Tudo porque segundo argumentos do governo local, não havia orçamento para efectuar a ligação
daquele precioso líquido. Mas em pouco tempo, já houve dinheiro para que as torneiras do administrador Lucas Chirembue, jorrasse água.
Não se sabe donde vieram os fundos, mas como o chefe do estado, Armando Guebuza poderá alojar-se naquela residência, Chirembue, terá mesmo respirado de alívio. Alias, numa visita efectuada recentemente pelo governador da província da
Zambézia, Francisco Itai Meque, a aquele distrito, este teria dito que o que viu naquele distrito comparava-se a uma pobreza mental, fazendo fé assim as palavras do seu superior hierárquico que diz que a pobreza é um problema de mentalidade e
por vezes espiritual.
Com ou estes argumentos é que a casa do administrador da Maganja da Costa, só teve agua por causa da visita do Presidente da República. E depois do PR ir embora?
Lembrar que esta é a primeira visita que Guebuza efectua a Zambézia, desde a sua eleição como presidente da república…DZ
CODESRIA - University of Ghana
International Symposium
THE DREAM, THE REALITY: REASSESSMENTS OF AFRICAN INDEPENDENCE
Venue: Accra , Ghana
Date: September 27-29, 2010
The Council for the Development of Social Science Research in Africa (CODESRIA) and the University of Ghana are pleased to announce the international symposium ”The Dream, The Reality: Re-assessments of African Independence”, to be held in Accra, Ghana, from 27th to 29th of September 2010. The symposium constitutes the central event in the inaugural issue of the Kwame Nkrumah Pan-African Intellectual & Cultural Festival Week, a bi-annual event to be held under the Kwame Nkrumah Chair in African Studies. The Chair was recently established at the Institute of African Studies , University of Ghana , in honour of Nkrumah's dedication to a tradition of vigorous and liberating Africa-centred intellectual and cultural activity. He outlined his vision in the major address he gave on the occasion of the formal opening in 1963 of the Institute of African Studies . The coming symposium and the entire festival are being organised under the auspices of the Kwame Nkrumah Chair in African Studies as a major collaboration between CODESRIA, the Institute of African Studies-Legon, and the African Humanities Institute Programme, which is a CODESRIA institute based at the University of Ghana-Legon .
The symposium aims at achieving the triple objective of commemorating the 50th Anniversary of the Year of African Independence (1960-2010) while celebrating the Centenary Anniversary of the birth of Kwame Nkrumah (1909-2010); promoting an ongoing critical study of the contemporary condition of Africa; nurturing reflections on the future development of the continent.
It has become customary for some time now, especially for a generation too young to have been personally touched by the events of that great moment in African and world history, to dismiss African independence as a fluke, a mirage. Independence as a movement certainly has suffered serious setbacks, but its general import must not be dismissed so lightly. As CLR James observed in 1969:
The dozen years that have unfolded since the winning of independence by the Gold Coast in 1957 are some of the most far-reaching and politically intense that history has known. African state after state has gained political independence with a tumultuous rush that was not envisaged, even by the most sanguine of the early advocates of independence …. The British Government, as did the French and Belgian, found that despite their soldiers, their guns and planes, they could not rule. The colonial mentality having been broken, the only way to restore some sort of order ... the only way to have a viable society was to transfer the man in jail to be the head of state.
What we may call the African independence imperative constitutes one of the most rapid and most hopeful, even if short-lived moments in world history. Thirty African countries gained their political independence from reluctant but somewhat helpless European powers within five years of Ghana's historic moment on March 6, 1957, more than half that number gaining their independence in one year—1960, ‘the Year of African Independence’. A large part of the credit must go to such visionary leaders as Nkrumah, Nyerere, Azikiwe, Kenyatta, even Banda, despite how each of them later turned out. But we cannot overlook the role played by the ordinary citizenry. Without their support, without the sacrifices they were prepared to make, in some cases, sacrifice that took the form of armed struggle against the best armed militaries in Europe, often aided by African collaborators, the lofty ideals of even the most revolutionary, most visionary leader was bound to amount to nothing but a dream. Perhaps this was the one thing that each of these leaders eventually seemed to have lost sight of -- that an enduring spirit of freedom resides in the collective will and struggle of a people, not in the lofty ideals of one leader, however gifted, however progressive. Any disconnect between the vision of a leader and the will and spirit of the people can only lead to one result—the collapse of the independence dream itself, a tragedy for leader and the people alike.
Since the era of independence, the African continent has undergone profound socio-economic, political, and cultural changes. Backed by different ideologies, most of them inspired by foreign paradigms, African states have experimented with various socio-economic development models, with varying degrees of success and failure. The continent is still struggling to overcome violent conflicts that have characterised the political and social development of the continent for decades. Many African states are now moving into the early years of a new wave of independence in which they are actively striving to rid the continent of negative stereotypical crises, including war, famine and disease, by developing vibrant economies, investing in infrastructure and working with partners on the continent and beyond to build prosperous societies.
Fifty years down the line, what assessments can we make from that historic moment when close to twenty African countries gained independence in one year (1960), an event so vividly celebrated around the world? What have we done with the hopes raised by independence? New developments in international relations give rise to urgent questions about the role and place of Africa in the new international order. What responses can and should African states adopt to face the rise of new players in the new emerging international order? How should African States position themselves with these new emerging powers that are turning to the continent in the quest for new sources of raw materials to feed their economic growth, attracted by Africa ’s rich natural and human resources? What are the challenges facing the African continent, for example in terms of integrating its economies?
CODESRIA, the Kwame Nkrumah Chair in African Studies, the Institute of African Studies , and the African Humanities Institute Programme of CODESRIA at Legon, invite social science and humanities scholars, artists, cultural and political activists to produce carefully thought-out papers for open discussion and debate in an international forum intended to be as critical and innovative as possible. It is proposed that a small number of invited papers will serve as lead presentations around which panels can address clearly defined issues of special historical significance and contemporary relevance.
This symposium is aimed at ‘taking stock’ of our growing knowledge base with respect to social, political, and cultural developments in African countries, directing a special focus on the place and role of African countries in the international arena. As several countries celebrate their 50th anniversary, it is important that the social sciences and the humanities re-examine where we are with our scientific knowledge and creative vision of African societies, as well as how influential this knowledge and vision could be for the future development of the continent. The symposium offers a forum where research and creative work in various fields can be presented, discussed and further developed to fill critical knowledge gaps with respect to African development in all its aspects. Symposium organisers are particularly interested in creative thinkers, researchers, research groups and networks studying African societies through comparative perspectives and from different theoretical and creative angles. The symposium is organised around six focal areas:
a) Social Transformation and Prospects of African Development
b) Democratic Governance, Peace Building and Social Justice
c) Economic Growth, Social Policy and Issues of Equity
d) Education, Culture and Identity
e) Citizenship, Gender and Social Inclusion/Exclusion
f) Africa in the Global Economy and the Global Economy in Africa .
In developing their abstracts and papers, potential conference participants are encouraged to focus on, but not limit themselves to any of the following sub-themes:
1. The Liberation Struggle: Contending Ideologies, Strategies & Programmes
- e.g. Individual Nationhood vrs. The Pan-African Project
2. African Independence : Successes, Failures, Prospects
3. The Challenge of New Nationhood:
- Building Independent Economies
- Internal Factors & The Global Environment
4. Pioneer Figures and Movements of African Liberation Struggle
5. Lessons from the African Diaspora
6. Beyond Leadership – The Role of the Elite, the Masses, the Women, the Youth
7. The Military & the Police: Their Role in African Independence and After
8. The Role of the Press in Independence Struggle and After
9. Cultural Dimensions of the African Independence Movement
- Creative Visions & Voices of the Liberation Struggle
- Historical and Cultural Models of Resistance
- Language and the Destiny of the New Nation States
10. Pioneering Scholarship in the Era of African Independence
11. Conflict and Conflict Management in Post-Independence African States
12. Models for a Union of African States
13. Missed Steps and Lessons for a Future Africa .
Abstracts of 200-250 words should be submitted by 30th June, 2010. Authors of abstracts that are deemed suitable for development into full papers will be notified by 10th July, 2010. Full papers from those whose abstracts are selected must be received by 20th August, 2010. Those whose papers are accepted for presentation will be notified by 31st August, 2010. Participation costs of those whose papers are accepted for presentation will be covered fully or partially by CODESRIA.
All abstracts and papers should be sent, preferably by email, to the two addresses below:
CODESRIA
BP 3304, Dakar CP 18524, Senegal
Tel.: +221-33 825 9822/23
Fax: +221-33 824 1289
E-mail: humanities.programme@codesria.sn
Website: http//www.codesria.org
and
KWAME NKRUMAH CHAIR IN AFRICAN STUDIES
INSTITUTE OF AFRICAN STUDIES
UNIVERSITY OF GHANA
LEGON - ACCRA , GHANA .
E-mail: